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História de Rondônia - Aula 01 Ocupação da Amazônia Período Colonial A região atual de Rondônia pertencia à Espanha pelo Tratado de Tordesilhas. A ocupação portuguesa da bacia amazônica iniciou-se em 1616 com a construção do Forte do Presépio, que deu origem a cidade de Belém do Pará. Por volta desse período no século XVII a região da foz do Rio Amazonas estava repleta de contrabandistas holandeses, ingleses e franceses interessados nas drogas do sertão (cacau, castanha-do-pará, cravo, canela e etc.). Na ocasião estes produtos despertaram o interesse português, que passou a colonizar a região. Porém vários foram os fatores que levaram os portugueses a explorar o interior da colônia: - União Ibérica (1580-1640); - Missões religiosas (principalmente jesuítas); - Entradas e Bandeiras; - Drogas do sertão; - Ouro. Durante o período da União Ibérica, Portugal era governado pelo rei da Espanha, que em 1621 dividiu a colônia portuguesa (atual Brasil) em 2 Estados: o Estado do Maranhão e Grão-Pará com capital em São Luis e o Estado do Brasil com capital em Salvador. Em 1637 partia de Belém a expedição de Pedro Teixeira que fez as primeiras demarcações portuguesas na Bacia Amazônica. Em 1647 partiu de São Paulo a expedição de Antônio Raposo Tavares que foi a primeira a explorar as regiões dos rios Guaporé, Mamoré e Madeira. O povoamento nas margens do rio Madeira iniciou-se na sua foz em 1669 com a fundação da Missão Tupinambarana. Em 1723 sai de Belém a expedição de Francisco de Melo Palheta com a intenção de marcar presença na região do Mamoré-Guaporé. Palheta foi até as missões jesuítas espanholas alertando que não ultrapassassem para a margem direita dos rios Guaporé e Mamoré. Em resposta a afronta o vice-rei do Peru forneceu armas de fogo aos índios das províncias de Mojos e Chiquitos que ficam na margem esquerda do Guaporé. Os índios destas províncias costumavam descer até o rio Madeira em busca das drogas do sertão. Por volta de 1728, o padre João Sampaio fundou nas proximidades da primeira cachoeira do rio Madeira a aldeia de Santo Antônio. Ainda no início do século XVIII, os jesuítas espanhóis fundaram 2 missões jesuítas na margem esquerda do rio Guaporé, as missões de São Miguel e São Simão. Além disso, o avanço espanhol na região representava uma ameaça aos interesses portugueses. A fundação dessas 2 missões era uma ameaça às minas de ouro em Cuiabá, por isso, em 1733, a Coroa portuguesa proibiu a navegação pelo rio Madeira. Em 1734 os irmãos Arthur e Fernando Paes de Barros descobrem ouro no rio Guaporé, o que atraiu milhares de aventureiros para a região. Os jesuítas espanhóis que já vinham criando várias missões religiosas na margem esquerda deste rio agora criaram a missão de Santa Rosa na margem direita, em nítida atitude expansionista. Em 1742, desrespeitando as ordens da Coroa portuguesa Manuel Félix de Lima navega pelos rios Guaporé, Mamoré e Madeira até chegar ao rio Amazonas, descobrindo e demonstrando para a Coroa que esse caminho era o mais seguro entre as minas de ouro do Guaporé e o Estado do Maranhão e Grão-Pará. Devido ao grande fluxo migratório para a região das minas de ouro do Guaporé a Coroa portuguesa cria em 1748 a capitania de Mato Grosso com terras desmembradas da capitania de São Paulo e do Grão-Pará. Em 1751 a Coroa portuguesa extingue o Estado do Maranhão e Grão-Pará e cria a capitania do Grão-Pará e Maranhão. A maior parte do atual Estado de Rondônia no século XVIII pertencia à capitania do Mato Grosso, e uma pequena parte à capitania do Grão-Pará e Maranhão.