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UNILOGOS Centro de Formação – Ensino Superior Núcleo de Mediação Pedagógica Protocolo Orientações para processo de produção O pós-graduando(a) deverá: 1. Produzir um Relatório para cada um dos vídeos do Seminário. O Relatório deve apresentar suas principais impressões a respeito do assunto apresentado e se o Mestrando, após o referido seminário, se sente apto a produzir sua pesquisa. Os relatórios devem ser anexados na pasta de upload e enviada ao e-mail da mediação, acompanhado do relatório antiplágio Nota: Siga o template em anexo 2. Os relatórios deverão ser produzidos nesta página (template), salvos em conjunto (um arquivo) e enviados pela Plataforma e para o e-mail da mediação pedagógica: cgm@unilogos-edu.com Contextualize o conteúdo e faça, em todos os casos, uma conclusão. SEMINÁRIO DE PRODUÇÃO ESCRITA ACADÊMICA: VÍDEO 2 · A elaboração do gênero resenha e a construção da reflexão, crítica e elementos argumentativos nas dissertações e teses, ministrada pelos docentes: Prof. Dr. Gabriel Lopes, Profa. Dra. Caroline Petian e Profa. Dra. Patrícia Romagnani Os construtos linguageiros (os gêneros em questão) são tecidos por estruturas linguísticas no momento mesmo do ato comunicativo dos interlocutores. Isso porque, a cada instante de uso dos elementos da língua para se comunicar, os sujeitos mobilizam, em conformidade com seus propósitos comunicativos, os elementos semióticos da linguagem humana que conferem sentidos ao seu dizer (seja oralmente ou por escrito), isto é, a sua ação de linguagem. Porém, a construção do GT requer capacidades de adoção e adaptação dos construtos linguísticos e semióticos do modelo do GT mobilizado de acordo com as práticas de linguagem. Entre esses elementos da ordem dos sentidos de uso da língua (oral/escrito), destacam-se os tipos textuais definidos como sequências (cf. MARCUSCHI, 2010; BRONCKART; 2009; KOCH, 2018) que possibilitam a formação dos tipos de discursos os quais, por sua vez, constituem a base dos saberes interiorizados pelos sujeitos ao longo de sua vivência na coletividade sociocultural. No contexto escolar, nem sempre são levadas em consideração as orientações dos documentos de referência para o ensino dos conteúdos. Analisa-se aqui a necessidade de lançar olhares mais críticos sobre os conteúdos prescritos por diretrizes governamentais, considerando que nem toda proposta didática e pedagógica pode ser concretizada, posto que ela depende do contexto de ensino, das limitações do corpo docente, discente e gestor da instituição escolar. No que concerne ao trabalho didático-pedagógico para o ensino da linguagem, no presente estudo coloca-se em pauta a revisão de conteúdos propostos para o ensino da escrita argumentativa, por meio do GT resenha crítica, mediante análise do PPC do Curso Técnico em Informática Integrado ao Ensino Médio de uma instituição federal do interior do Tocantins, contrastando seu teor com a legislação educacional vigente e seus textos complementares. A resenha crítica (doravante RC), assim como outros gêneros textuais, não tem como acontecer em um processo mecânico, sendo necessária uma metodologia de ensino que direcione o discente a uma construção criativa. Do ponto de vista estrutural, de acordo com Fiorin, a resenha apresenta a seguinte organização: · Informações bibliográficas do material a ser resenhado: autor, título da obra, lugar e data de publicação e identificação das páginas (no caso de livros). · Resumo com conteúdo da obra: exposição com os principais pontos apresentados no material resenhado. Em uma resenha sobre um festival de música, por exemplo, deve-se informar ao leitor as bandas presentes, as canções que mexeram com a plateia e os momentos que marcaram o evento. Tipos de resenha A resenha pode ser dividida em dois tipos, que veremos a seguir. → Resenha descritiva Nessa modalidade, prevalece a tipologia expositiva, isto é, o autor expõe uma série de informações sobre o objeto resenhado. Na resenha descritiva, não há espaço para que o resenhista emita sua opinião sobre a obra. → Resenha crítica É de caráter expositivo-argumentativo. De início, ela apresenta um pequeno resumo do conteúdo a ser resenhado. Em relação à sua estrutura, a resenha crítica possui, além das informações bibliográficas e do resumo, um terceiro item, ausente na resenha descritiva: o autor usa argumentos para defender um ponto de vista acerca do objeto resenhado. O quadro comparativo abaixo pode ajudar a compreender melhor os dois tipos de resenha. Dessa maneira, tanto as pessoas que fazem ciência precisam conhecer as peculiaridades da escrita acadêmica, quanto essa escrita tem sido alvo de diversas pesquisas, especialmente em Linguística, a exemplo das realizadas por Swales, em 1990, e Motta-Roth e Hendges, em 2010. Suas pesquisas evidenciam como a escrita acadêmica é estruturada em diferentes comunidades discursivas, conforme os propósitos comunicativos dos seus membros de, em linhas gerais, escrever textos validados como acadêmicos. Para além de investigações, pesquisas em Linguística apresentam contribuições para o ensino e a aprendizagem dessa escrita, como fez, em 2019, Frederico Navarro, o presidente da Associação Latino-Americana de Estudos da Escrita na Educação Superior e em Contextos Profissionais (ALES). Conforme esse linguista defende, o ensino crítico da escrita acadêmica proporciona a formação de estudantes que questionam: “o que um professor espera da minha escrita, algo extenso e com minha visão sobre o assunto ou algo curto, conciso e impessoal?”. Em vista disso, escrever assim é construir conhecimento teórico, enquanto se desenvolve como profissional de uma área específica. image1.jpeg