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Prescrição de Medicamentos por Enfermeiros Doenças Infectocontagiosas AULA 8 Doenças parasitárias e seus tratamentos – Parte II Professor Msc. Geovane Fernandes Leishmanioses • Causadas por parasitos e transmitida por insetos. • Leishmaniose tegumentar (LT) na forma cutânea - feridas na pele que se localizam nas partes mais expostas do corpo, como braços, pernas e face, e pode ser classificada como “localizada”, “difusa” ou “disseminada”, de acordo com a forma como a doença se manifesta. Causador: Leishmania amazonenses, L. guyanensis e L. braziliensis. • Sintomas LT: mácula na pele, após a picada do inseto infectante, que evolui para uma ferida, geralmente indolor, com formato arredondado ou ovalado, e de fundo avermelhado • Leishmaniose visceral (LV) - doença sistêmica, acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Causador: Leishmania chagasi. • Sintomas LV: febre, acompanhada de uma palidez, aumento do tamanho do fígado e do baço discretos. Leishmanioses: Transmissão • Não são transmitidas de pessoa a pessoa. • Participação de um vetor previamente infectado. Os vetores da LT e LV são insetos conhecidos popularmente como mosquito palha, tatuquira, birigui, asa-dura, entre outros. Picada de fêmeas infectadas desses pequenos insetos. • Emprega-se o mesmo esquema terapêutico para crianças e adultos. Fonte: Guia de Vigilância em Saúde, 2019. • hipersensibilidade ou falha terapêutica ao antimonial pentavalente e não se enquadre em nenhum dos critérios de indicação para utilização da anfotericina B lipossomal, poderá ser adotado como alternativa terapêutica o desoxicolato da anfotericina B. • Tratamento da LV com antimoniato de N-metil glucamina, anfotericina B lipossomal e o desoxicolato de anfotericina B. Fonte: Guia de Vigilância em Saúde, 2019. • O antimonial pentavalente tem a vantagem de poder ser administrado no nível ambulatorial, o que diminui os riscos relacionados à hospitalização. • no entanto, a escolha de cada um deles deverá considerar a faixa etária, presença de gravidez e co-morbidades • A anfotericina B é a única opção no tratamento de gestantes e de pacientes que tenham contraindicações ou que manifestem toxicidade ou refratariedade relacionada ao uso dos antimoniais pentavalentes. • Recomenda-se o antimoniato de N-metil glucamina como fármaco de primeira escolha para o tratamento da LV. Fonte: Guia de Vigilância em Saúde, 2019. de Chagas. Se necessário, o tratamento deve ser rigorosamente Doença de Chagas • Causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, transmitido por vetores chamados de triatomíneos, insetos conhecidos popularmente como barbeiro. • Sintomas: fase inicial (aguda) - febre prolongada, com dor de cabeça, edemas no rosto e pernas, aumento do baço e do fígado. Pode comprometer sistema cardíaco e o digestivo. Doença de Chagas: Transmissão • Vetorial: contato com fezes de barbeiros infectados, após picada/repasto. • Oral: ingestão de alimentos contaminados, seja com o barbeiro ou por suas fezes infectadas (caldo de cana, açaí, bacaba, entre outros). • Vertical: das mães infectadas a seus bebês durante a gravidez ou o parto. • Acidental: pelo contato da pele ferida ou de mucosas com material contaminado Transfusão de sangue ou transplante de órgãos de portadores da doença de Chagas. • O benznidazol é o fármaco de escolha disponível, na forma de comprimidos de 100mg, na dose de 5mg/kg/dia (adultos) e 5-10mg/kg/dia (crianças), divididos em 2 ou 3 tomadas diárias, durante 60 dias. O Benznidazol é contra-indicado em gestantes. • O nifurtimox pode ser utilizado como alternativa em casos de intolerância ou que não respondam ao tratamento com benznidazol. • A distribuição dos fármacos é feita pelo Ministério da Saúde mediante solicitação. • Pessoas na fase crônica - tratamento depende da forma clínica e deve ser avaliada caso a caso. • Reações adversas: reações cutâneas, náusea, vômitos, dor abdominal, cefaleia, fadiga. Fonte: MS. PCDT. evidências de malformações são fracas, uma vez que o número Malária • Causada por protozoários do gênero Plasmodium transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. • Quadro clínico: Febre alta, calafrios, tremores, sudorese, dor de cabeça que podem ocorrer de forma cíclica. Podendo anteriormente apresentar náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite. Malária: Transmissão • Crianças com menos de 6 meses de vida e gestantes não devem receber a primaquina. Portanto, serão tratadas apenas com cloroquina Fonte: Guia de Vigilância em Saúde, 2019. Referências Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. Guia de Vigilância em Saúde : volume único [recurso eletrônico. 3ª. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2019.