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Planos Anatômicos Plano Sagital: Esquerda e direita . Plano Coronal: Anterior e posterior. Plano Transverso: Superior e inferior. Coluna Vertebral • É composta por vértebras; • Envolve e protege a medula espinhal, sustenta a cabeça e serve como ponto de fixação das costelas, membros inferiores e músculos do dorso; • O número total de vértebras durante o desenvolvimento precoce é 33; • As vértebras da região sacral e região coccígea se fundem formando 26 vértebras; • No decorrer da coluna vertebral, as vértebras tornam-se progressivamente maiores na direção inferior até o sacro, tornando-se a partir deste sucessivamente menores; 7 Vértebras cervicais 12 Vértebras torácicas 5 Vértebras lombares 1 Sacro 1 Cóccix • Entre as vértebras adjacentes, da C2 até o sacro, há discos intervertebrais; • Cada disco intervertebral possui um anel externo de fibrocartilagem com um interior macio, pulposo e elástico; • Os discos formam fortes articulações, permitem vários movimentos da coluna vertebral e absorvem choque vertical; 1.1 REGIÕES DA COLUNA VERTEBRAL • A coluna vertebral apresenta quatro curvaturas: em relação à região anterior são convexas a região cervical e região lombar, bem como côncavas a região torácica e região sacral; • As zonas de transições de C1, C7, T1, T12, L1 e L5 são vértebras com características próprias; • No feto, existe uma única curvatura côncava. Aproximadamente no 3º mês a curvatura cervical desenvolve-se. Mais tarde, quando a criança senta, levanta e anda, a curvatura lombar desenvolve-se; 1.2 VÉRTEBRAS • São estruturas ósseas rígidas com variações anatômicas, dependendo do segmento vertebral; • As partes em destaque das vértebras são: corpo vertebral, processo espinhoso, processo transverso, facetas articulares, pedículo e lâmina; • Uma vértebra típica é composta por: corpo vertebral, arco vertebral e sete processos vertebrais; Corpo vertebral: é a parte anterior da vértebra em formato de disco. Possui uma massa cilíndrica de osso esponjoso e borda superior e inferior de osso compacto. O corpo está separado dos corpos das vértebras acima e abaixo pelo disco vertebral; Arco vertebral: fica na posição posterior ao corpo vertebral, sendo formado por 2 processos curtos e espessos, os pedículos que se projetam para trás para se unirem com as lâminas do arco vertebral. As lâminas são a parte plana do arco vertebral e terminam na projeção única e pontiaguda, o processo espinhoso. O orifício entre o corpo vertebral e processo espinhoso é o forame vertebral. Em conjunto, o forame vertebral de todas as vértebras foram o canal vertebral. Quando as vértebras estão empilhadas umas sobre as outras, forma uma abertura em cada lado chamado de forame intervertebral, permitindo a passagem de um único nervo; Sete processos vertebrais: no ponto de união de pedículos e lâminas, surgem os processos transversos, estendendo-se lateralmente em cada lado. Os processos transversos e processo espinhoso servem como pontos de fixação para os músculos. Os quatro processos restantes formam articulações com as vértebras superiores e inferiores: dois processos articulares superiores e dois processos articulares inferiores. As superfícies articulares dos processos articulares são chamadas de face, as quais são recobertas por cartilagem hialina; 1.2.1 VÉRTEBRAS CERVICAIS • C1 → Atlas: -Não tem corpo vertebral; -Não tem processo espinhoso; -Faces articulares superiores articulam com o osso occipital; -Faces articulares inferiores articulam com a C2; -Permite o movimento do “sim”; -Face articular inferior de 0º; -Possui forame transverso no processo transverso que passa a artéria vertebral; -Articulações: com o occipital através da articulação atlanto-occipital; com o áxis através das articulações atlantoaxiais; • C2 → Axis: -Possui corpo vertebral e processo espinhoso; -Possui um dente que se projeta através do forame vertebral da C1, chamado de processo odontóide; -Processo espinhoso pontiagudo; -Face articular superior de 0º; -Face articular inferior de 45º; -Forame transverso mais largo para a passagem da artéria vertebral; -Articulações: com o atlas através das articulações atlantoaxiais; com a C3 através do disco intervertebral e articulações interapofisária; • C3 até C6: -Padrão da vértebra; -Possui corpo vertebral; -Arco vertebral com pedículos e lâminas; -Processo espinhoso bífido; -Artéria vertebral geralmente entra em C6 no forame transverso do processo transverso; -Face articular superior e inferior de 45º; -Articulações: com as vértebras cervicais adjacentes através dos discos intervertebrais e das articulações interapofisárias; • C7: -Face articular de 45º; -Grande processo espinhoso proeminente e palpável; -Zona de transição; -Articulações: entre as vértebras C6 e T1 através dos discos intervertebrais e das articulações interapofisárias; -Ligamentos: ligamento alar, ligamento apical e ligamento transverso do atlas; 1.2.2 VÉRTEBRAS TORÁCICAS T1 até T12: -Faces articulares de 60º; -Vértebras maiores e mais fortes que as cervicais; -Possuem fóveas para articularem com as costelas; -Movimentos limitados devido a fixação das costelas; -A T12 localizada na zona de transição, possui fóveas costais como as vértebras torácicas e processos articulares e espinhosos semelhantes às vértebras lombares; -Articulações: sínfises intervertebrais entre os corpos de vértebras contíguas; articulações interapofisárias entre os processos articulares de vértebras contíguas; articulações das cabeças das costelas entre as fóveas/semi-fóveas dos corpos vertebrais e cabeças das costelas; articulações costotransversárias entre as facetas costais nos processos transversos e tubérculos das costelas; 1.2.3 VÉRTEBRAS LOMBARES L1 até L5: -São maiores e ossos mais fortes não fundidos da coluna vertebral; -Projeções curtas e espessas; -Processos espinhosos adaptados para a fixação de grandes músculos; -Não possui fóveas; -Possui processos mamilares posterior ao processo transverso; -Faces articulares de 90º; -Face superior medial; -Face inferior lateral; -Medula espinhal acaba em L1/L2; -Articulações: sínfises intervertebrais entre os corpos vertebrais das vértebras contíguas; articulação lombossacral na articulação intervertebral e articulação zigopofisária entre L5 e sacro; -Ligamentos: ligamento iliolombar, ligamento lombossacral lateral; 1.2.4 REGIÃO SACRA -Fusão de 5 vértebras sacrais (começa entre 16 e 18 anos e geralmente completa em 30 anos); -Suas superfícies laterais unem-se aos ossos do quadril; -Lados anterior e posterior possuem 4 forames sacrais, que passam nervos e vasos; -Possui um canal sacral que é a continuidade do canal vertebral, onde sua entrada inferior é chamada de hiato sacral; -A entrada anterior superior do sacro possui uma projeção chamada de promontório do sacro; -Articulações: coluna lombar pela articulação lombossacral, ossos ilíacos pela articulação sacroilíaca e cóccix pela articulação sacrococcígea; -Ligamentos: ligamentos sacroespinhal e sacrotuberal; ligamentos sacroilíacos anterior, posterior e interósseo; ligamentos sacrococcígeos anterior, posteriores e lateral; *Promontório do sacro é um ponto de referência para medir a pelve antes do parto; 1.2.5 COCCIX -Fusão de 4 vértebras coccígeas; -Parte superior articula-se com o sacro; 2. MEDULA ESPINAL • A medula espinal ocupa parcialmente o canal vertebral; • Termina na em uma porção cônica chamada de cone medular, aproximadamente em L1/L2; • Seu início começa abaixo do bulbo na altura do forame magno; • Possui duas regiões com dilatações: intumescência cervical (entre C4 e T1) e intumessência lombossacral (entre L2 e sacro); • Essas intumescências contém maior número de neurônios destinados a inervação dos membros; 2.1 NERVOS ESPINAIS • Os nervos espinais e os nervos que dele se ramificam são parte do sistema nervoso periférico (SNP); • Os nervos espinais conectam o sistema nervoso central (SNC) aos receptores sensitivos, músculos, glândulas em todas as partes do corpo; • Os 31 pares de nervos espinais são nomeadose numerados de acordo com a região e nível da coluna vertebral do qual eles emergem; 8 Pares de Nervos Cervicais; 12 Pares de Nervos Torácicos; 5 Pares de Nervos Lombares; 5 Pares de Nervos Sacrais; 1 Par de Nervos Coccígeos; • O primeiro par de nervos cervicais emerge acima da vértebra atlas entre o osso occipital, dessa forma entre a C7 e T1 está localizado o oitavo par de nervos cervicais; • Os nervos espinais torácicos emergem nos forames intervertebrais inferiormente a sua vértebra correspondente; • Todos os outros nervos espinhais saem pela coluna vertebral e passam pelos forames intervertebrais; • A medula espinal não tem o mesmo tamanho que a coluna vertebral; • Os nervos espinais superiores, cervicais e torácicos altos, apresentam emergência da medula em um plano quase perpendicular; • Os nervos mais inferiores, como os torácicos baixos, lombares, sacrais e coccígeos, emergem obliquamente; • Os nervos lombares, sacrais e coccígeos formam a cauda equina; • Um nervo espinhal típico tem duas conexões com a medula: raiz anterior e raiz posterior; • As raízes anterior e posterior se unem para formar um nervo espinhal no forame intervertebral; • O nervo espinhal é considerado misto: Raiz Posterior: AXÔNIOS SENSITIVOS; Raiz Anterior: AXÔNIOS MOTORES; 2.1.1 DISTRIBUIÇÃO DOS NERVOS ESPINAIS • Após passar o forame intervertebral, o nervo espinal divide-se em vários ramos; • Formam redes em cada lado do corpo, unindo-se aos axônios dos nervos adjacentes formando os plexos; • Os plexos são divididos em: plexo cervical, plexo braquial, plexo lombar e plexo sacral; • Os nervos espinais de T2 a T11 não formam plexos, são conhecidos como nervos intercostais e se conectam diretamente nas estruturas; Plexo Cervical: supre a pele e músculos da região posterior da cabeça. Dividido em: nervo occipital menor, nervo auricular magno, alça cervical, nervo cervical transverso, nervo supraclavicular e nervo frênico; Plexo Braquial: supre os membros superiores e vários músculos do pescoço e ombro. Dividido em: nervo musculocutâneo, nervo axilar, nervo mediano, nervo radial e nervo ulnar; Plexo Lombar: supre a parede abdominal, órgãos genitais externos e parte dos membros inferiores. Dividido em: nervo ilioinguinal, nervo femoral e nervo obturatório; Plexo Sacral: supre a região glútea, períneo e membros inferiores. Dividido em: nervos glúteos superior e inferior, nervo isquiático e nervo pudendo; Intumescências: a medula espinal não possui calibre uniforme, apresentando dilatações, intumescências em alguns pontos: intumescência cervical e intumescência lombar. Essas regiões fazem conexões com raízes nervosas maiores que formam o plexo braquial e plexo sacral. São regiões com maior quantidade de neurônios; -Intumescência cervical: estende-se dos segmentos C4 até T1 na medula espinal; -Intumescência lombar: estende-se de T11 até L1 na medula espinal; 2.1.2 PLEXO CERVICAL • É responsável pela inervação da pele, músculos da cabeça, músculos do pescoço e partes superiores do tórax e ombro; • O plexo cervical possui o superficial que contorna o músculo esternocleidomastóideo alcançando a superfície e outros se aprofundam; • Formado pelas raízes dos nervos espinais C1, C2, C3 e C4; -Nervo occipital menor: formado pelo ramo anterior de C2 dirigindo-se para a região occipital. Supre a pele do couro cabeludo e orelha externa; -Nervo auricular magno: formado pelos ramos anteriores de C2 e C3. Supre a pele da região inferior da orelha externa; -Nervo cervical transverso: formado pelos ramos anteriores de C2 e C3. Supre a pele da face anterior do pescoço; -Nervos supraclaviculares: formado pelos ramos anteriores de C3 e C4. Suprem a região do ombro; -Alça cervical: formados pelos ramos C1, C2 e C3, é uma estrutura profunda plexo cervical. Supre os músculos infra-hiodes; -Nervo frênico: formado pelos ramos anteriores de C3 e C4, é uma estrutura profunda do plexo cervical. Supre o músculo diafragma; 2.1.3 PLEXO BRAQUIAL • Inervação muscular e cutânea dos membros superiores e ombro; • Apresenta uma formação completa e muitos nervos; • Formado pelas raízes dos nervos espinais C5, C6, C7, C8 e T1 (as vezes com contribuição de C4 e T2); • Forma 5 principais ramos: -Nervo axilar: responsável pelo deltoide e redondo menor; -Nervo musculocutâneo: responsável pelos músculos anteriores do braço; -Nervo radial: responsável pelos músculos posteriores do braço e antebraço; -Nervo mediano: responsável pela região antebraquial anterior e alguns músculos da mão; -Nervo ulnar: responsável pelos músculos anteromediais do antebraço e a maioria da mão; 2.1.4 PLEXO LOMBAR • É responsável pela inervação da parede abdominal anterolateral, órgãos genitais externos e parte dos membros inferiores; • Formado pelos nervos espinais L1, L2, L3 e L4; -Nervo ílioinguinal: origina-se do ramo anterior de L1 e supre a pele da região superior e medial da coxa e da pele do pudendo; -Nervo femoral: origina-se dos ramos anteriores de L2, L3 e L4. Supre a pela da face anterior da coxa; -Nervo obturatório: origina-se dos ramos anteriores de L2, L3 e L4. Supre a pele da face distal e medial da coxa; Cone medular: porção terminal da medula espinal. Possui formato de cone e encontra- se entre os níveis das vértebras L1 e L2. Sua fixação é no cóccix pelo cordão fibroso filum terminale. Distalmente ao cone, é formado uma coleção de nervos espinais que emerge para a parte lombossacral chamada de cauda equina. A cauda equina inerva membros inferiores, pelve, períneo e parassimpático de vísceras pélvicas; 2.1.5 PLEXO SACRAL • Formam nervos que se dirigem para a região glútea, períneo e membros inferiores; -Nervos glúteos: origina-se o superior dos ramos anteriores de L4, L5 e S1 e inervando os músculos glúteo, médio, mínimo e tensor da fáscia lata. Origina-se o inferior dos ramos anteriores de L5, S1 e S2. Inerva o músculo glúteo máximo; -Nervo isquiático: é o mais longo do corpo, origina-se dos ramos anteriores de L4, L5, S1, S2 e S3. Inerva os músculos posteriores da coxa, dividindo-se na fossa poplítea em nervos tibial e fibular comum; -Nervo pudendo: origina-se dos ramos anteriores de S2, S3 e S4. Inerva músculos do períneo; 3. RESSONÂNCIA MAGNÉTICA • Cria imagens distinguindo as propriedades magnéticas nucleares de vários tecidos com precisão; • Não utiliza radiação ionizante que possa danificar o tecido; • Produz imagens usando o campo magnético e ondas de rádio; • É resumidamente o resultado da interação do forte campo magnético produzido pelo equipamento com os prótons de hidrogênio do tecido humano, criando uma condição que envia pulso de radiofrequência do qual é coletado, modificado, processado e convertido numa imagem ou informação; • O hidrogênio está entre os principais átomos que compõem o corpo humano. Ele é escolhido para a análise na ressonância magnética porque: é o mais abundante, as características de ressonância magnética se diferem bastante entre o tecido normal e tecido patológico, bem como o próton do hidrogênio possui o maior momento magnético e, portanto, a maior sensibilidade ao exame; • Através do controle das radiofrequências e ondas utilizadas, os programas de computador determinam como uma imagem é obtida, ponderada, e como os vários tecidos aparecem. Podem ser: Ponderada em T1: gordura aparece brilhante, líquidos aparecem escuros, mostram a anatomia ideal de tecidos moles e gordura; Ponderada em T2: gordura aparece escura, líquidos aparecem brilhantes; Densidade ponderada por prótons: geralmente usado para lesões musculares, tendões; • Em raio-x e tomografia: osso é branco, metal é branco, contraste brilha e ar é preto; MEMBROS SUPERIORES 1. OSSOS DO MEMBRO SUPERIOR Braço: 1° segmento pós cintura escapular ⇨ úmero. Antebraço: 2° segmento após cintura escapular ⇨ rádio e ulna. Mão: 3° segmento: 14 falanges e 5 metacarpos. Complexos articulares: associam os segmentos do MS. ● Ombro: associa escápula + clavícula e braço (úmero). ● Cotovelo: braço articula com antebraço. Úmero articula comrádio e ulna. ● Punho: antebraço articula com a mão. Rádio e ulna articular com os ossos carpais. 1.1 CINTURA ESCAPULAR ↪ Formada pela clavícula, escápula e úmero. Estão envolvidos diversos músculos para o funcionamento. 1.1.1 CLAVÍCULA ↪ Se articula como acrômio da escápula e esterno. ↪ Dois terços mediais são convexos e o terço lateral côncavo. ↪ Na região de transição entre côncavo e convexo, passa plexo braquial. ↪ articulação acromioclavicular, uma porção côncava da clavícula e o acrômio escápula . ● MÚSCULOS RELACIONADOS: deltoide, peitoral maior ,subclávio, trapézio, externo. hioideo 1.1.2 ESCÁPULA ● T2: ângulo superior; T7: ângulo interior; T3: raiz da espinha; ● cavidade glenoide : local em que o úmero se articula. ● No processo coracoide se inserem: músculos braquial , peitoral menor e cabeça curta do bíceps. ● Na borda medial se insere os romboides. ● Fossa subescapular : músculo subescapular (rotação interna). ● Na espinha da escápula : músculos supra espinhosos (abdução interna15º) e infraespinhoso (rotação lateral). ● Sua articulação é a ESCÁPULO UMERAL / GLENOUMERAL. 1.1.3 ÚMERO ● Epífise: extremidades. Diáfise: eixo do osso. ● Possui o canal do nervo radial. ● Sulco intertubercular (bicipital): passa o tendão da cabeça longa do bíceps. ● Epicôndilo medial: de onde saiam os flexores do punho: ulnar do carpo, radial do carpo e palmar longo. ● Epicôndilo lateral: de onde saem os extensores do punho: radial curto, radial longo e ulnar. ● Possui três fossas: fossa coronoide (onde o processo coronoide da ulna se encaixava), fossa do olécrano (processo olécrano da ulna se encaixe) e fossa radial (cabeça do rádio se encaixa na flexão do cotovelo). ● Capítulo: articula com a fóvea da cabeça do rádio. ● Tróclea: articula com a incisura troclear da ulna. 1.2. BRAÇO ↪ Características acima ↑. 1.3 ANTEBRAÇO Cotovelo: articulação úmero-radial,a úmero-ulnar e a rádio-ulnar proximal. As articulações úmero-ulnar e úmero-radial trabalham na flexão e extensão do cotovelo. Continuação antebraço: formado por rádio (lateral) e ulna (medial). Ulna: Olécrano: compõe a articulação do cotovelo. Rádio: Epífise Distal: face articular (articula com os carpos). Epífise Proximal: fóvea da cabeça do rádio: articula com o capítulo. OBS: todo músculo com inserção no rádio tem capacidade de fazer PRONAÇÃO e SUPINAÇÃO. PUNHO: articulações do antebraço (ulna e rádio) com mão (carpas). RÁDIO-ULAR DISTAL. 1.4. MÃO ● O esqueleto dos ossos da mão é o CARPO. É composto de 8 ossos carpais dispostos em duas fileiras. ● o carpo é acentuadamente convexo (posterior) e côncavo (anterior) de lado a lado). ● possuem ligamentos interósseos entre eles . ● ARTICULAÇÃO RADIOCÁRPICA: rádio distal com escafoide semilunar. ● ARTICULAÇÃO INTERCARPAL: entre carpas. ● ARTICULAÇÃO METACÁRPICA: entre corpo e metacarpos. ● HAMATO: articular com o 4° e 5° dedo. ● TRAPÉZIO: articula com o metacarpo do 1° dedo. ● TRAPEZOIDE: articula com o indicador. ● CAPITATO: articula com o metacarpo médio. OBS: o polegar tem apenas falange proximal e distal. 2.VEIAS VEIA CEFÁLICA: superficial , é lateral (polegar). Emerge da tabaqueira anatômica e comunica-se com a veia basílica pela veia intermédia do cotovelo. Drena para a veia axilar. Passa pelo sulco deltopeitoral. VEIA BASÍLICA: superficial, forma se no punho, sobe pelo antebraço e braço, até chegar na axila. Ali se funde com outras para formar a veia axilar. É medial pois passa pelo lado da ulna. VEIA CUBITAL MEDIANA: conecta a basílica e a cefálica, utilizada para punções. Localizada na fossa antecubital, anterior à aponeurose bicipital. VEIA AXILAR: é a principal veia de ombro. É iniciada no redondo menor e termina na margem da 1° costela, onde passa a ser a veia subclávia. VEIA SUBCLÁVIA: é a continuação da axilar, e une-se À veia jugular interna que forma-se a veia braquiocefálica. 3.ARTÉRIAS ARTÉRIA AXILAR: leva sangue oxigenado para o membro superior,para o ombro e região lateral do tórax. Se torna artéria braquial ao passar pela margem interior do músculo redondo menor. ARTÉRIA BRAQUIAL: Inicia na margem inferior do redondo menor e segue até a fossa cubital, onde dá origem às artérias ulnar e radial. ARTÉRIA ULNAR: origina se no ápice de fossa cubital e desce pela parte medial do antebraço . ARTÉRIA RADIAL: Origina-se no ápice da fossa cubital e desce pela parte lateral do antebraço . 4.PLEXO BRAQUIAL (NERVOS) ● Na região transitória da clavícula tem passagem do plexo braquial . Os principais nervos são:Mediano (relacionado à síndrome do túnel de carpo) , ulnar, radial, axial e músculo cutâneo. Todos são derivados dos nervos C5, C6, C7, C8 e T1). ● O nervo axilar passa pelo triângulo formado pela parte inferior do redondo menor, parte superior do redondo maior e borda medial do úmero. Neste Triângulo também passa a cabeça longa do tríceps . ● O plexo braquial é constituído pelos ramos das raízes dos nervos cervicais inferiores T11, ( C5 T1). ● A hierarquia é: RAÍZES→ TRONCOS→ DIVISÕES→ FASCÍCULOS→ RAMOS. ○ Fascículos: ↳ LATERAL:origina o nervo músculo cutâneo. ↳ POSTERIOR:Origina o nervo axilar e o radial, (ambos passam por trás do úmero). ↳ MEDIAL: dá origem ao nervo ulnar. O nervo mediano é formado pela junção de ramos do fascículo medial e lateral . Nervos: ↳ NERVO MÚSCULO CUTÂNEO: nervo músculo braquial, coracobraquial e bíceps. ↳ NERVO AXILAR: Inerva o deltoide e redondo menor. ↳ NERVO RADIAL: inerva o tríceps braquial , braquiorradial , ancôneo, os extensores do braço e antebraço e o dorso da mão. ↳ NERVO MEDIANO: inerva os flexores do antebraço, eminência tenar, o dedo anelar até o polegar . ↳ NERVO ULNAR: inerva eminência hipotenar, flexores do antebraço, adutor do polegar , o dedo anelar e mindinho, e os flexores profundos dos dedos. 4.MÚSCULOS MÚSCULOS ASSOCIADOS À ESCÁPULA: PROCESSO CORACÓIDE: peitoral menor , cabeça curta do bíceps e coracobraquial . ÂNGULO SUPERIOR: levantador da escápula . BORDA MEDIAL: romboides BORDA LATERAL: redondos. MANGUITO ROTADOR: é um conjunto de músculos e tendões que se inserem na região proximal do úmero . São eles: ↳ é o estabilizador dinâmico da articulação glenoumeral (ombro) • Subescapular → Único rotador interno. • supraespinhal abduz o ombro até 15°. . • Infraespinhal → rotador externo. • redondo menor→ rotador externo. FLEXORES DO PUNHO: parte do epicôndilo medial do úmero. Os três principais são: • músculo ulnar do carpo. • músculo radial do carpo. • palmar longo do carpo. EXTENSORES DO PUNHO: parte do epicôndilo lateral do úmero. Os três principais são : • radial curto do carpo: estendeu dedo longo (do meio). • radial longo do carpo: estende o dedo curto (indicador). • ulnar do carpo. FLEXORES DO COTOVELO: bíceps braquial , braquiorradial (articulam como rádio) e braquial-ulnar. ↳ os músculos que se fixam distalmente na ULNA (fletem estende o cotovelo). ↳ os músculos que se fixam distalmente no RÁDIO têm capacidade de pronação e supinação do antebraço. ESPAÇO SUB ACROMIAL: passa o tendão do músculo supraespinhoso. Este é o tendão mais acometido em movimentos acima de 90°,por conta do movimento da escápula . • Tendão= parte mais fina do músculo. PRIMEIRA CAMADA DE MÚSCULOS: deltoide e peitoral maior. Entre eles, localiza-se o sulco deltopeitoral, por onde passa veia cefálica. . PEITORAL MAIOR: • possui dois feixes: PORÇÃO CLAVICULAR→ Flexão Do ombro. PORÇÃO ESTERNOCOSTAL→ abaixamento do ombro. • Inserções: PROXIMAL→ metade da clavícula, esterno até a 7º costela e aponeurose do abdômen. DISTAL: crista do tubérculo maior do úmero. • Ação : flexão , adução e rotação interna do braço . • Inervação: nervo peitoral lateral e medial. DELTOIDE: • cobre o redondo menor . Tem 3 Feixes: ANTERIOR, POSTERIOR e MÉDIO. Em conjunto, seus três feixes fazem a abdução do braço de 15° a 90º . • Inserções: PROXIMAL: terço lateral da clavícula , acrômio e espinha da escápula. DISTAL: tuberosidade do úmero. • Ação: movimenta e estabiliza o ombro . ANTERIOR: flexão e adução horizontal.MÉDIO: abdução do braço. POSTERIOR: extensão horizontal do braço, auxilia rotação externa. • Inervação: nervo axilar. SEGUNDA CAMADA DE MÚSCULOS: PEITORAL MENOR: • Inserção Proximal : 3º , 4ª , 5º costelas e das faíscas que recobrem os músculos intercostais. • Inserção Distal : processo coracoide. • Ação : Inspiração forçada, auxilia na elevação das costelas , estabiliza a escápula contra tórax . • Inervação : nervo peitoral medial. SUBCLÁVIO: • Inserção Proximal : primeira costela. • Inserção Distal : clavícula. • Ação: estabilização, abaixa clavícula, pode elevar as costelas na inspiração . • Inervação: nervo subclávio. SERRÁTIL ANTERIOR: • Inserção proximal: oito ou nove primeiras costelas. • Inserção distal: face costal da margem medial da escápula . • Ação: Fixa a escápula tórax, gira escápula lateralmente, elevando a cauda de glenoide quando oponto fixo é a cavidade torácica. Eleva as costelas quando o ponto fixo é escápula . • Inervação: nervo torácico longo. SUBESCAPULAR: Único rotador interno do manguito rotador! • Inserção Proximal : fossa subescapular . • Inserção Distal : tubérculo menor do úmero. • Ação : rotação interna e adução do braço. Dependendo da posição do membro superior, contribui para flexão, extensão e abdução dele . • Inervação : nervos subescapulares superior e inferior. SUPRAESPINHAL: parte do manguito rotador : abduzir o ombro até 15º. • Inserção Proximal : fossa supraespinhal e fáscia do braço . • Inserção distal : tubérculo maior do úmero. • Ação : inicia a abdução do ombro e, de maneira fraca, age na rotação externa e flexão do braço. • Inervação : nervo supraescapular . INFRAESPINHAL: parte do manguito rotator : rotação externa do ombro. • Inserção Proximal : fossa infraespinhal e fáscia do braço. • Inserção Distal : tubérculo maior do úmero . • Ação: rotação externa do braço, e suas fibras superiores contribuem na abdução. • Inervação: nervo supraescapular. REDONDO MENOR: parte do manguito rotator: rotação externa. • Inserção Proximal : 2/3 Superiores da face posterior da margem lateral escápula. • Inserção distal : superfície inferior do tubérculo maior do úmero. • Ação: rotação externa do braço . • Inervação : nervo axilar. REDONDO MAIOR: • Inserção Proximal : Face posterior do Ângulo inferior da escápula . • Inserção Distal : sulco intertubercular do úmero. • Ação : adução e rotação interna do ombro (ponto fixo: escápula)e rotação lateral da escápula(ponto fixo: Úmero). • Inervação: nervo subescapular interior . TRÍCEPS: CABEÇALONGADO TRÍCEPS: passa por entre os redondos e tem inserção na escápula . As outras cabeças tem inserção no úmero. Para Contração de tríceps, o braço deve estar flexionado. • Inserção proximal: cabeça longa→ tubérculo infraglenoidal da escápula. cabeça medial→ distal das faces medial e posterior do úmero. cabeça lateral→metade superior da face posterior do úmero. • Inserção Distal: Face Posterior do olécrano da ulna. • Ação : extensor do antebraço . A cabeça longa do tríceps participa da extensão do ombro e na adoção do braço. • Inervação : nervo radial. BÍCEPS: →pode realizar a provação . Flexionar supina o antebraço. • CABEÇA LONGA DO BÍCEPS: lateral . O tendão da cabeça longa passa pelo sulco Intertubercular do úmero. ↳Inserção Proximal : tubérculo supraglenoidal da escápula . ↳Ação : cooptação cabeça do Úmero. • CABEÇA CURTA DO BÍCEPS: medial . ↳Inserção Proximal : processo coracoide. ↳ Ação: Flexão, adução horizontal , rotação interna do braço . • Inserção Distal do bíceps : tuberosidade do rádio e aponeurose bicipital . • Inervação : nervo musculocutâneo. ANCÔNEO: • Inserção Proximal : epicôndilo lateral do úmero • Inserção distal : olécrano da ulna • Ação : auxilia o tríceps na extensão do antebraço; abduzida na promoção . • Inervação : nervo radial. CORACOBRAQUIAL: →abaixo do bíceps . Camadas mais profundas músculos da parte anterior do braço • Inserção proximal : processo coracoide da escápula . • Inserção distal : face medial do meio do Úmero • Ação: Flexão e adoção de braço; é também rotador interno(quando está em 907 • Inervação : nervo subcutâneo. BRAQUIAL: → abaixo de bíceps; Único Extensor do cotovelo com inserção ulna. • Inserção Proximal : face anterior da metade distal do úmero. • Inserção Distal: tuberosidade pulmonar por parte anterior do processo carronade. • Ação : Flexão do antebraço sobre o braço. • Inervação: nervos musculocutâneo e radial. MÚSCULOS ANTEBRAÇO: BRAQUIORRADIAL: → músculo lateral, flexor do cotovelo . Passa por cima do epicôndilo lateral. Fica próximo aos extensores dos dedos. • Inserção Proximal : crista supra epicondilar lateral do úmero. • Inserção distal : processo estiloide do rádio. • Ação : flexor da articulação do cotovelo, supinação profunda no antebraço na posição anatômica neutra. • Inervação: nervo radial. PRONADOR REDONDO: → passa na articulação do cotovelo e na articulação rádio ulnar proximal . É um músculo biarticular (todos os músculos articulados têm mais uma função) , por isso, faz a pronação flexão do cotovelo. • Inserção Proximal : epicôndilo medial do úmero . • Inserção distal: face lateral do rádio . • Ação : promoção de antebraço e auxilia na flexão. • Inervação : nervo mediano. PRONADOR QUADRADO: → mais profundo em relação ao pronador redondo. Faz apenas PRONAÇÃO . • Inserção proximal : face anterior do quarto distal da ulna . • Inserção distal : face anterior do quarto distal do rádio. • Ação : pronação do antebraço. • Inervação: nervo mediano. OBSERVAÇÃO: na articulação rádio ulnar proximal , o rádio faz apenas rotação . Na articulação rádio ulnar distal , do rádio cruza sobre a ulna , fazendo a pronação. FLEXORES: • FLEXOR RADIAL DO CARPO: ↳ Inserção proximal : epicôndilo medial do Úmero ↳ inserção distal: base do 2°metacarpo ↳ ação: flexão da mão e desvio radial ↳ inervação : nervo mediano • FLEXOR PALMAR LONGO é o tendão mais longo demão ↳ inserção proximal : epicôndilo medial do Úmero ↳ inserção distal : fáscia do antebraço ↳ ação : flexão da mão ↳ inervação: nervo mediano • FLEXOR ULNAR DO CARPO é o único flexor dopunho ri enervado pelo médio. ↳ inserção proximal : epicôndilo medial do úmero. ↳ inserção distal : osso pisiforme, hamato e 5ºmetacarpo . ↳ ação : flexiona e desvio ulnar. ↳ inervação : nervo ulnar. • FLEXOR SUPERFICIAL DOS DEDOS ↳ inserção proximal : epicôndilo medial do Úmero ↳inserção distal : lateral das falanges médias dos dedos 2-S ↳ação: flexionadas falanges proximais médias dos dedos 2a5 . ↳ inervação : nervo mediano • FLEXOR PROFUNDO DOS DEDOS ↳ Inserção Proximal : metade proximal da superfície anterior da ulna , membrana interóssea. ↳inserção distal : superfície palmar das falanges distais dados2-5 ↳ação : flexionadas falanges distais dos dedos 2-S ↳inervação : nervo mediano (dedos 2 e 3) nervo ulnar (dedos 4 e 5). • FLEXOR LONGO DO POLEGAR ↳ inserção proximal : face anterior do rádio , membrana interóssea ↳ inserção distal : superfície palmar base falange distal do polegar ↳ ação : flexionar as falanges do polegar . ↳ Inervação : nervo mediano. EXTENSORES: • EXTENSOR RADIAL LONGO DO CARPO ↳ inserção proximal : crista supracondilar lateral do Úmero ↳Inserção Distal : lado radial da face dorsal do 2°metacarpo ↳ação : extensão mão e desvio radial . Estabiliza O punho . ↳inervação : nervo radial • EXTENSOR RADIAL CURTO DO CARPO ↳ inserção proximal : epicôndilo lateral do úmero. ↳ inserção distal : lado radial. dafacedorsaldabasedo3ºmetacarpo . ↳ ação: extensão da mão, podendo fazer abdução . ↳ inervação : nervo radial. • EXTENSORS DEDOS ↳ inserção proximal : face posterior do epicôndilo lateral do Úmero ↳ inserção distal : falanges intermediárias distaisdo2º , 3º, 4º e5ºdedos ↳ ação : extensão das falanges proximais, das falanges intermediárias distais ↳ inervação: nervo radial . • EXTENSOR DO DEDO MÍNIMO ↳ inserção proximal : epicôndilo lateral do Úmero ↳ Inserção distal: falanges médias e distais ↳ ação : extensão do dedo mínimo ↳ inervação : ramo do nervo radial. • EXTENSOR ULNARDO CARPO ↳ inserção proximal : epicôndilo lateral do Úmero ↳ inserção distal : 5ºmetacarpo,no lado ulnar sua base ↳ ação: extensão/estende e desvio ulnar da mão. ↳ inervação : ramo do nervo radial profundo . • EXTENSOR CURTO DO POLEGAR ↳ inserção proximal : corpo de rádio,na superfície dorsal ↳ inserção distal : falange proximal do polegar ↳ ação : extensão da falange proximal do polegar ↳ inervação: ramo do nervo radial profundo • EXTENSOR LONGO DO POLEGAR ↳ Inserção Proximal :superfície posterior ulna, ems terço médio ↳ inserção distal : face posterior da base falange distal do polegar ↳ ação : extensão falange distal sobre falange próx. do polegar ↳ inervação : ramo do nervo radial. 6. SÍNDROME DE COMPRESSÃO • Síndrome do túnel do carpo: compressão do nervo mediano, devido ao espessamento dos tendões. • Sítios de compressão do plexo braquial: 1. Coluna (se forma uma hérnia). 2. Entre os músculos escalenos. 3. Na área de transição da clavícula entre o côncavo e o convexo. 4. Entre a clavícula e as primeiras costelas.. 5. No pronador redondo (síndrome do pronador) → pressiona o nervo mediano. A tensão do músculo comprime o nervo, formando a síndrome. 6. Síndrome do nervo interósseo anterior: ramo do nervo mediano; resulta na paralisia dos flexores do indicador e do polegar → paciente não consegue segurar o movimento de pinça. Não há perda sensitiva, pois é um nervo apenas motor. 7. Síndrome do túnel do carpo: compressão do nervo mediano chegando ao carpo.