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1 Curso da SENAD para aprimoramento de leiloeiros ELABORAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE EDITAL, PROCEDIMENTOS DO LEILÃO E ORIENTAÇÕES DE RECOLHIMENTO DE VALORES MÓDULO 2 Curso da SENAD para aprimoramento de leiloeiros M I N I S T É R I O D A J U S T I Ç A E S E G U R A N Ç A P Ú B L I C A MÓDULO 2 ELABORAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE EDITAL, PROCEDIMENTOS DO LEILÃO E ORIENTAÇÕES DE RECOLHIMENTO DE VALORES Maeve Monteiro Rovani Todo o conteúdo do LEILOA+ Curso da SENAD para aprimoramento de leiloeiros, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD), Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) do Governo Federal - 2023, está licenciado sob a Licença Pública Creative Commons Atribuição - Não Comercial- Sem Derivações 4.0 Internacional. BY NC ND GOVERNO FEDERAL PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL Luís Inácio Lula da Silva MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA Enrique Ricardo Lewandowski SECRETÁRIA NACIONAL DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS E GESTÃO DE ATIVOS Marta Rodriguez de Assis Machado DIRETOR DE PESQUISA, AVALIAÇÃO E GESTÃO DE INFORMAÇÕES Mauricio Fiore COORDENADORA-GERAL DE ENSINO E PESQUISA Andreia de Oliveira Macedo COORDENADOR DE FORMAÇÃO E PESQUISA Carlos Timo Brito CONTEÚDO Maeve Monteiro Rovani REVISÃO DE CONTEÚDO Jessica Santos Figueiredo Grazielle Teles de Araújo APOIO Brenda Juliana Silva Laudilina Quintanilha Mendes Pedretti de Andrade Luana Rodrigues Meneses de Sá Maria Aparecida Alves Dias EXPEDIENTE UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA COORDENAÇÃO GERAL Luciano Patrício Souza de Castro FINANCEIRO Fernando Machado Wolf SUPERVISÃO TÉCNICA EAD Giovana Schuelter SUPERVISÃO DE PRODUÇÃO DE MATERIAL Francielli Schuelter SUPERVISÃO DE AVEA Andreia Mara Fiala SECRETARIA ADMINISTRATIVA Elson Rodrigues Natario Junior DESIGN INSTRUCIONAL Supervisão: Milene Silva de Castro Larissa Usanovich de Menezes Sofia Santos Stahelin DESIGN GRÁFICO Supervisão: Sonia Trois Eduardo Celestino Giovana Aparecida dos Santos Luana Pillmann de Barros Vanessa de Oliveira Vieira REVISÃO TEXTUAL Cleusa Iracema Pereira Raimundo PROGRAMAÇÃO Supervisão: Alexandre Dal Fabbro Luiz Eduardo Pizzinato Thiago Assi AUDIOVISUAL Supervisão: Rafael Poletto Dutra Andrei Krepsky de Melo Julia Britos Luiz Felipe Moreira Silva Oliveira Robner Domenici Esprocati SUPERVISÃO TUTORIA João Batista de Oliveira Júnior Thaynara Gilli Tonolli TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Alexandre Gava Menezes André Fabiano Dyck Curso da SENAD para aprimoramento de leiloeiros ELABORAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO DE EDITAL, PROCEDIMENTOS DO LEILÃO E ORIENTAÇÕES DE RECOLHIMENTO DE VALORES MÓDULO 2 GUIA DE AMBIENTAÇÃO COMO LER ESTE E-BOOK MÓDULOS Este curso está dividido em módulos. O módulo correspondente e o conteúdo principal estão localizados na capa do e-book, logo abaixo do nome do curso. GUIA DE AMBIENTAÇÃO COMO LER ESTE E-BOOK PÁGINAS INTERNAS As páginas internas do e-book estão estruturadas em duas colunas. A coluna mais estreita e externa (à esquerda) é utilizada para enquadrar ícones criados com a finalidade de destacar os recursos e elementos instrucionais, como o “VÍDEO”. VÍDEO Os vídeos contemplam conteúdos complementares para enriquecimento do aprendizado e seus links estão representados pelo recurso QR Code. GUIA DE AMBIENTAÇÃO COMO LER ESTE E-BOOK ELEMENTOS INSTRUCIONAIS Ajudam a localizar, focalizar e ressaltar respectivos textos informativos. Cada elemento tem uma função: SAIBA MAIS Clicando no link, você é direcionado para documentos disponibilizados na internet, como leis e normas técnicas. É preciso estar conectado à internet para acessar o conteúdo. PODCAST Este recurso apresenta de maneira transcrita o trecho do conteúdo que foi narrado e apresentado em formato áudio na versão on-line do curso. CITAÇÃO Transcrições exatas de partes dos conteúdos dos autores utilizados nos materiais didáticos. BOAS PRÁTICAS Destaque de trechos de conteúdos que apresentam explicitamente exemplos de boas práticas na rotina de trabalho. SÍNTESE DO MÓDULO Trecho de conteúdo que contempla uma síntese dos pontos mais importantes vistos no módulo. DESTAQUE Trechos de conteúdos importantes para contribuir no aprendizado do cursista. GLOSSÁRIO Recurso utilizado para explicar termos que podem ser desconhecidos ao cursista. SIGLAS BB – Banco do Brasil CEF – Caixa Econômica Federal CNPJ – Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica CPF – Cadastro de Pessoa Física CRV – Certificado de Registro de Veículo DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito DJE – Documento para Depósitos Judiciais ou Extrajudiciais FNSP – Fundo Nacional de Segurança Pública FUNAD – Fundo Nacional Antidrogas FUNAPOL – Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal FUNPEN – Fundo Penitenciário Nacional GRU – Guia de Recolhimento da União ICMS – Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores MGI – Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos MJSP – Ministério da Justiça e Segurança Pública OSA – Ordem de Serviço de Alienação RENAVAM – Registro Nacional de Veículos Automotores SEFAZ – Secretaria de Estado da Fazenda SEGES – Secretaria de Gestão e Inovação SEI – Sistema Eletrônico de Informações SENAD – Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos UG – Unidade Gestora SUMÁRIO APRESENTAÇÃO 11 UNIDADE 1 | ELABORAÇÃO, HOMOLOGAÇÃO E PUBLICAÇÃO DE EDITAL DE LEILÃO 13 1.1 Elaboração e homologação do edital 13 1.2 Publicação e divulgação do edital 15 UNIDADE 2 | O LEILÃO 19 2.1 Os lances 22 2.2 O pagamento pelo arrematante e retirada dos lotes 25 UNIDADE 3 | RECOLHIMENTO DE VALORES 29 3.1 Recolhimento dos pagamentos 29 REFERÊNCIAS 35 Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 10 Conteudista do curso Maeve Monteiro Rovani Especialista em Administração Pública e Gerência de Cidades pelo Centro Universitário Internacional (Uninter) e bacharel em Administração pela Associação Educacional Dom Bosco (AEDB). É empregada pública federal da carreira de Analista de Administração da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos há 12 anos, cedida ao Ministério da Justiça e Segurança Pública desde 2020. Atualmente ocupa a função de Coor- denadora de Leilões Públicos da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD). Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 11 MÓDULO 2 APRESENTAÇÃO Este módulo, com carga horária de 8 horas, tem por objetivo orientar leiloeiros públicos oficiais, prepostos e auxiliares (próprios ou ter- ceirizados), credenciados ou contratados pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD), sobre as atividades que deverão ser desempenhadas durante o leilão. O edital de leilão deverá conter o detalhamento do bem, as especi- ficidades do leilão e as exigências legais para a realização do leilão. Deverá conter também todas as informações importantes, como características do bem, documentação necessária para a partici- pação do leilão, datas de início e encerramento, formas e prazos de pagamento, dados do leiloeiro e detalhamentos do lote. Além disso, deverão constar o valor, o valor de avaliação, a localização do bem, o estado de conservação, todas as características, inclusive o valor de avaliação e o valor mínimo de venda, se o pagamento poderá ser feito a prazo ou à vista, qual o sinal de negócio, quais serão os eventuais ônus e quem será responsável por eles. As informações contidas no edital são determinantes para o sucesso ou insucesso do leilão,bem como do pós-leilão, de modo a evitar a devolução dos ativos arrematados. E não se esqueça de, sempre que tiver dúvidas ou precisar de informações mais detalhadas sobre os leilões da SENAD, consultar o Manual de Avaliação e Alienação de Bens. Ele está disponível na apresentação do Módulo 1. Objetivos do módulo z Apresentar as etapas referentes à elaboração, homologação e publicação do edital de leilão. z Orientar leiloeiros públicos oficiais em relação ao regramento do leilão. z Possibilitar a compreensão em relação ao recolhimento de valores. VÍDEO Aponte a câmera do seu dispositivo móvel (smartphone ou tablet) no QR Code ao lado para assistir ao vídeo de apresentação do Módulo 2. https://youtu.be/NCZ25Yol9yA MÓDULO 2 UNIDADE 1 ELABORAÇÃO, HOMOLOGAÇÃO E PUBLICAÇÃO DE EDITAL DE LEILÃO Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 13 UNIDADE 1 ELABORAÇÃO, HOMOLOGAÇÃO E PUBLICAÇÃO DE EDITAL DE LEILÃO A Unidade 1 deste módulo tem como objetivo apresentar os conceitos e procedimentos relacionados à elaboração, homologação e publicação de edital de leilão. Nesta unidade, você aprenderá mais sobre cada uma dessas etapas, bem como sobre as normas legais que regem o leilão. Ao final da unidade, você será capaz de elaborar, homologar e publicar um edital de leilão de acordo com as boas práticas e os princípios da adminis- tração pública. 1.1 Elaboração e homologação do edital Um edital de leilão é um documento que contém as regras e as con- dições para a venda de bens móveis ou imóveis, por meio de uma modalidade de licitação chamada leilão. O edital de leilão deve ser elaborado com clareza, precisão e objeti- vidade, de forma a garantir a ampla divulgação, a competitividade e a isonomia entre os interessados. A elaboração do edital de leilão envolve a definição do objeto, do valor mínimo de arrematação, da forma de pagamento, do local, data e horário do leilão, dos requisitos para participação, dos cri- térios de julgamento, dos recursos e impugnações, entre outras informações relevantes. Para dar início à elaboração de um edital, é preciso preencher os modelos de editais anexos ao Manual de Avaliação e Alienação de Bens (Brasil, 2021a), discriminando os lotes uma a um, débitos de condomínio (imóvel) e demais informações pertinentes. VÍDEO Aponte a câmera do seu dispositivo móvel (smartphone ou tablet) no QR Code ao lado para assistir ao vídeo de introdução à Unidade 1. SAIBA MAIS Para conferir na íntegra os modelos de editais, acesse o Manual de Avaliação e Alienação de Bens, disponível em: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/ politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de- avaliacao-e-alienacao-de-bens. Na elaboração dos editais, os leiloeiros e equipes deverão emitir docu- mentos separados, conforme as polícias responsáveis pela apreensão, informadas na Ordem de Serviço de Alienação. No Anexo I do edital, “Relação de Lotes”, os ativos deverão ser agrupados em lotes que permitam controle adequado, separando-os pelos seguintes critérios: https://youtu.be/0-QjpU1XPLU https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 14 z Bens oriundos de crimes de drogas, em alienação definitiva. z Bens oriundos de crimes de drogas, em alienação antecipada. z Bens oriundos de lavagem de dinheiro, em alienação definitiva. z Bens oriundos de lavagem de dinheiro, em alienação antecipada. z Bens oriundos de outros crimes, em alienação definitiva. z Bens oriundos de outros crimes, em alienação antecipada. Os valores de lance inicial devem ser informados em conformidade com as normas correspondentes ao tipo de crime, como mostra a tabela a seguir: TRÁFICO DE DROGAS LAVAGEM DE DINHEIRO OUTROS CRIMES § 1º do art. 63-C da Lei n° 11.343/2006 § 3º do art. 4º-A da Lei n° 9.613/1998 § 2º do art. 144-A do Decreto- -Lei nº 3.689/1941 “§ 1º É assegurada a venda pelo maior lance, por preço não inferior a 50% (cinquenta por cento) do valor da avaliação”. (Brasil, 2006, grifos nossos) "§ 3º Feita a avaliação e diri- midas eventuais divergências sobre o respectivo laudo, o juiz, por sentença, homologará o valor atribuído aos bens e de- terminará sejam alienados em leilão ou pregão, preferencial- mente eletrônico, por valor não inferior a 75% (setenta e cinco por cento) da avaliação". (Brasil, 1998, grifos nossos) “§ 2º Os bens deverão ser vendidos pelo valor fixado na avaliação judicial ou por valor maior. Não alcançado o valor estipulado pela adminis- tração judicial, será realizado novo leilão, em até 10 (dez) dias contados da realização do primeiro, podendo os bens ser alienados por valor não inferior a 80% (oitenta por cento) do estipulado na avaliação judicial. 1ª Hasta: não inferior a 100% 2ª Hasta: não inferior a 80%”. (Brasil, 1941, grifos nossos) VÍDEO Aponte a câmera do seu dispositivo móvel (smartphone ou tablet) no QR Code ao lado para assistir ao vídeo de animação sobre a definição dos valores de lances iniciais conforme os tipos de crime. A-Z Glossário Hasta: venda pública a quem oferecer lance mais alto; leilão, arrematação. Hasta https://youtu.be/H9tC4Kq41DA Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 15 Em seguida, deve-se encaminhar a minuta de edital de alienação para análise e aprovação da Comissão Permanente de Avaliação e Alienação de Bens e conferência do fiscal, independentemente de ser antecipada ou definitiva, conforme modelos de editais anexos ao Manual de Avaliação e Alienação de Bens, realizando eventuais correções indicadas pela comissão e/ou pelo fiscal. Em caso de alienação antecipada, deve-se encaminhar o edital previa- mente aprovado pela Comissão Permanente de Avaliação e Alienação de Bens, habilitando-se e realizando o(s) devido(s) peticionamento(s) no correto número de processo judicial de alienação cautelar, infor- mado na Ordem de Serviço de Alienação (OSA) e/ou no peticionamento eletrônico de venda antecipada direcionado à SENAD. Em caso de Alienação Cautelar, também conhecida como Alienação Antecipada, o juiz possui a discricionariedade em optar por utilizar o modelo de edital do próprio Tribunal, com a sua devida homologação. 1.2 Publicação e divulgação do edital É necessário enviar para o fiscal os links do edital e do leilão pu- blicados no site do leiloeiro para divulgação pela SENAD no painel “Calendário de Leilões”. A-Z Glossário Peticionamento: peticionamento eletrônico é um recurso disponibilizado somente para os processos digitais, o qual possibilita que documentos sejam protocolados e enviados por meio eletrônico, no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) diretamente ao órgão ou setor competente. A-Z Glossário Discricionariedade: qualidade daquilo que depende da decisão de uma autoridade com poder discricionário. Mas também pode se referir à liberdade dada à administração pública para agir e tomar decisões dentro dos limites da lei. Isso significa que o Princípio da Discricionariedade é a opção que é dada, no âmbito do Direito, para que seja escolhida uma entre as várias hipóteses previstas pela lei e a Constituição sobre determinado assunto. O poder da discricionariedade é dado à administração pública para que esta possa agir livremente, com base nos limites da lei e em defesa da ordem pública, garantindo aautoridade do público sobre o particular. SAIBA MAIS Para conferir o painel “Calendário de Leilões”, acesse o site disponível em: https://app.powerbi.com/ vie?r=eyJrIjoiOTJmNjM0MG vie?r=eyJrIjoiOTJmNjM0MGItODc4MS00YWZiLWJi. Publique o edital de leilão, no mínimo, 15 (quinze) dias úteis antes da data de abertura do leilão, conforme inciso III do art. 55 da Nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos, n°14.133, de 1º de abril de 2021: https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiOTJmNjM0MGItODc4MS00YWZiLWJiY2ItMjM4MjVhYzJmMjZhIiwidCI6ImViMDkwNDIwLTQ0NGMtNDNmNy05MWYyLTRiOGRhNmJmZThlMSJ9 https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiOTJmNjM0MGItODc4MS00YWZiLWJiY2ItMjM4MjVhYzJmMjZhIiwidCI6ImViMDkwNDIwLTQ0NGMtNDNmNy05MWYyLTRiOGRhNmJmZThlMSJ9 Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 16 Art. 55. Os prazos mínimos para apresentação de propostas e lances, contados a partir da data de divulgação do edital de licitação, são de: [...] III - para licitação em que se adote o critério de julgamento de maior lance, 15 (quinze) dias úteis. (Brasil, 2021b, grifos nossos) Decreto nº 11.461/2023 Art. 10. O edital, divulgado pelo órgão ou pela entidade, como agente promotor do leilão, ou pelo leiloeiro oficial, conterá as seguintes informações sobre a realização do leilão: [...] § 2º O prazo fixado para abertura do leilão e o envio de lances, de que trata o Capítulo VI, constará do edital e não será inferior a quinze dias úteis, contado a partir da data de divulgação do edital. (Brasil, 2023) Também reforçado pelo art. 10 do Decreto nº 11.461/2023: Atenção! Em que pese o Decreto de regulamentação do Leilão Ele- trônico n° 11.461 ter sido publicado em 31 de março de 2023, a Secretaria de Gestão e Inovação, do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (SEGES/MGI), encaminhou à SENAD o Ofício SEI (Sistema Eletrônico de Informações) n° 27518/2023/MGI com Nota Informa- tiva SEI n°8508/2023/MGI, em 25 de abril de 2023, informando que o novo regulamento, o Decreto n° 11.461, de 2023, não afeta os leilões realizados pela SENAD/MJ na condição abarcada pela Lei n°11.343, de 2006. Isso porque, pelo princípio da especialidade, há prevalência da norma especial sobre a geral – o tipo especial preenche o tipo geral –, evitando o efeito bis in idem (expressão em latim que significa "duas vezes o mesmo" ou "repetição sobre o mesmo", indicando a ação de repetir uma determinada atividade, metodologia ou cobrança), sendo sua comparação in abstracto, ou seja, de modo abstrato, feita de forma geral e teórica, sem levar em conta as circunstâncias concretas e específicas de cada caso. Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 17 § 2º O edital do leilão a que se refere o § 1º deste artigo será amplamente divulgado em jornais de grande circulação e em sítios eletrônicos oficiais, principalmente no Município em que será realizado, dispensada a publicação em diário oficial. (Brasil, 2006) Portanto, a SENAD permanecerá adotando normativa própria, conforme previsto na Lei de Drogas, nº 11.343, de 2006, e a Nova Lei de Licitações nº 14.133, de 2021, nas omissões da lei específica. Nos crimes de tráfico de drogas, nas alienações definitivas ou ante- cipadas, será necessário publicar edital de leilão, conforme o § 2º do art. 63-C da Lei de Drogas n° 11.343/2006: Atenção! Tendo em vista que o Judiciário delegou competência à SENAD nas alienações antecipadas e que as alienações não estão sendo realizadas pelo próprio Tribunal, aplica-se o previsto no § 2º do art. 63 – C, conforme citado acima. ! ! ! ! Por ser termo plural, “em jornais”, entende-se que sejam pelo menos 2 (dois). O conceito de jornal de grande circulação não está atrelado unicamente ao formato físico da mídia, vale dizer, impresso, sendo plenamente aceitável, para o atendimento da norma, a publicação em jornal eletrônico, desde que a divulgação seja de grande alcance e possibilite o amplo acesso pelos interessados, de modo a não violar o caráter competitivo do leilão. Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 18 MÓDULO 2 UNIDADE 2 O LEILÃO Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 19 UNIDADE 2 O LEILÃO Um leilão é uma forma de venda pública de ativos, em que os inte- ressados fazem ofertas competitivas, e o bem é vendido para quem oferecer o maior valor. No inciso XL do art. 6º da Lei 14.133/2021, nova Lei de Licitações e Contratos, o leilão é definido como “modalidade de licitação para alienação de bens imóveis ou de bens móveis inservíveis ou legal- mente apreendidos a quem oferecer o maior lance” (Brasil, 2021b). O leilão eletrônico também deve observar os princípios constitu- cionais e administrativos que orientam a atuação do poder público, como o princípio da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade, da eficiência, da economicidade, da transparência, da probidade, da celeridade, da segurança jurídica, entre outros. Esses princípios garantem que o leilão eletrônico seja realizado de forma justa, ética, democrática e eficaz. VÍDEO Aponte a câmera do seu dispositivo móvel (smartphone ou tablet) no QR Code ao lado para assistir ao vídeo de introdução à Unidade 2. Fonte: © [Supertramp] / Freepik. Nesta unidade, você vai aprender sobre as normas e os princípios que regem o leilão eletrônico, bem como as regras contidas nos editais de bens móveis e imóveis, conforme os modelos contidos no Manual de Avaliação e Alienação de Bens. https://youtu.be/Sd6z1YWN6kM Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 20 É preciso cadastrar, em sistema próprio de leilão eletrônico, a des- crição detalhada dos bens a serem alienados, inserindo, no mínimo, 5 (cinco) fotos para cada bem (ativo), incluindo, obrigatoriamente, fotos do motor e do chassi. Os bens relacionados serão leiloados nas condições em que se encon- tram, e sem garantia, não cabendo ao leiloeiro, à Comissão Permanente de Avaliação e Alienação de Bens e à SENAD a responsabilidade por qualquer problema ou defeito que venha a ser constatado poste- riormente, na constituição, composição ou funcionamento dos bens licitados – cujos lotes constam no anexo do edital –, pressupondo-se, a partir do oferecimento de lances, o conhecimento das características e situação dos bens, ou o risco consciente do arrematante, não acei- tando a respeito deles qualquer reclamação ou desistência posterior quanto às suas qualidades intrínsecas ou extrínsecas, procedência ou especificação. As eventuais imagens relacionadas aos lotes, visualizadas no endereço eletrônico de leilão, terão o único fim de subsidiar a visualização dos ativos constantes no edital, não servindo de parâmetro para demons- trar o estado e a conservação do objeto a ser leiloado, e não gerarão aos participantes qualquer direito à indenização ou ressarcimento decorrentes de avaliação dos lotes a partir das imagens divulgadas. Quando houver exigência de licença para aquisição, transporte, armazenagem, reciclagem ou inutilização do(s) material(is) adquirido(s), essa informação será descrita em item específico no anexo do edital. Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 21 PODCAST TRANSCRITO Cabe ao arrematante a responsabilidade pelo adequado consumo, utilização, industrialização ou comercialização das mercadorias, na forma da legislação pertinente, inclusive no que se refere ao cumprimento das normas de saúde pública, meio ambiente, segurança pública ou outras, cabendo-lhe observar eventuaisexigências relativas a análises, inspeções, autorizações, certificações e outras previstas em normas ou regulamentos. Os arrematantes ficam responsáveis pelas consequências advindas da inobservância das restrições de cada item, caso haja, quanto ao seu uso, finalidade e/ou destino. As joias, semijoias e congêneres, quando presentes entre os bens a serem vendidos, poderão ser examinados somente pelo site do leiloeiro público oficial, no qual constarão documento(s) a fim de comprovar a originalidade e/ou autenticidade do bem. O arrematante comprador poderá, antes da retirada das joias, semijoias e congêneres, ana- lisar o material adquirido, junto ao profissional por ele contratado, podendo desistir da compra, se formalmente comprovada a ausência de originalidade dos bens adquiridos. Os bens móveis, à exceção das joias, semijoias e congêneres, poderão ser visitados e examinados nos endereços, períodos e horários indi- cados para cada lote no Anexo I do edital de leilão. A SENAD e a Comissão Permanente de Avaliação e Alienação de Bens não se responsabilizam por eventuais erros tipográficos (digitação) que venham a ocorrer nesse edital, sendo de inteira res- ponsabilidade do arrematante (comprador) verificar o estado de conservação dos bens e suas especificações. Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 22 Caso o licitante opte por não visitar o(s) bem(ns), assume total res- ponsabilidade por não fazer uso da faculdade de vistoriá-lo(s). 2.1 Os lances Os interessados em participar do leilão poderão fazê-lo através de oferta de lances na modalidade exclusivamente eletrônica, no en- dereço eletrônico do leiloeiro público oficial, por meio de acesso identificado, na data e horário estabelecidos no edital. BOAS PRÁTICAS Sendo assim, é recomendável a visitação dos bens, e deve ser incentivada pelo leiloeiro, não cabendo reclamações posteriores à realização do certame. No caso de haver lances já ofertados no momento do início do leilão, serão respeitados os lances já registrados, e o leilão seguirá pelo último lance registrado, considerando-se vencedor o licitante que houver apresentado a maior oferta. Se o participante não estiver logado no momento da sessão pública, concorrerá com o lance registrado antecipadamente. Quando o leilão é publicado, imediatamente o sistema de leilões (no site dos lei- loeiros) fica disponível para recebimento de lances, que podem ser dados ao longo dos 15 dias úteis de publicação do edital. Se no dia do encerramento do leilão, data final para lances, o licitante não realizar login e não ofertar nenhum lance, será considerado o último lance registrado por ele. Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 23 Os interessados efetuarão sucessivos lances eletrônicos, a partir do valor mínimo definido para cada lote de acordo com o edital, considerando-se vencedor o licitante (comprador) que houver apresentado o maior lance por lote. Não serão aceitos dois ou mais lances de mesmo valor, ainda que de licitantes distintos, registrando-se no sistema aquele que for recebido primeiro. Cabe pontuar que licitante ou comprador é quem participa do leilão realizando lances ou oferta de compra. Arrematante, por sua vez, é o indivíduo que, por ter dado o lance mais alto, adquire o bem, lote ou objeto oferecido em leilão. O licitante poderá oferecer lances sucessivos, desde que cada lance seja superior ao último por ele ofertado e registrado pelo sistema. Uma vez aceito o lance, não se admitirá, em hipótese alguma, a sua desistência por qualquer das partes, ficando o participante sujeito às penalidades previstas na Lei n° 14.133/2021 (Brasil, 2021b), exceto no caso de joias, semijoias e congêneres. Será considerado vencedor o lance ou a proposta que, atendendo às exigências do edital, apresentar a maior oferta, em reais. Não sendo realizado o pagamento pelo arrematante dentro do prazo estabelecido, o leiloeiro examinará o lance imediatamente subsequente, na ordem de classificação, desde que o valor não seja inferior ao lance mínimo informado no edital. Caso o 2º colocado não tenha interesse na arrematação, o lote será incluído em leilão posterior. Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 24 No caso de lote arrematado por licitante que não atenda aos requisitos de qualificação previstos no edital, por exemplo, empresa de desmonte ou reciclagem, devidamente registrada perante os órgãos executivos de trânsito de seus respectivos estados ou do Distrito Federal, con- forme a Lei Federal n° 12.977, de 20 de maio de 2014, deverão ser adotados os procedimentos destacados no parágrafo anterior a este. Para os demais casos em que o lote restar fracassado, o leiloeiro deverá reabrir prazo de 8 (oito) dias úteis para lances, por valor não inferior ao lance mínimo informado no edital. Uma licitação fracassada ocorre quando existem interessados em um certame licitatório, mas todos são desclassificados por não atenderem a algum dos critérios de julgamento. A diferença entre leilão deserto e leilão fracassado é que o leilão deserto ocorre quando não aparece nenhum interessado, e um leilão fracassado acontece quando, em que pese apareçam interessados, nenhum é selecionado, em decorrência de inabilitação, desclassificação das propostas ou não realização do pagamento. Na hipótese de haver apenas 1 (um) licitante que tenha arrematado o lote, mas não tenha realizado o seu pagamento dentro do prazo estabelecido ou não atenda aos requisitos de qualificação previstos no edital, este será considerado como fracassado, reabrindo-se o prazo de 8 (oito) dias úteis para lances, por valor não inferior ao lance mínimo informado no edital. Na hipótese de lote deserto (sem lances), o leiloeiro poderá reabrir prazo de 8 (oito) dias úteis para lances, contados a partir da data de encerramento do leilão, por valor não inferior ao lance mínimo informado no edital. No ato de arrematação, para cada lote, por lance virtual (via internet), o sistema de leilões emitirá boleto bancário no valor total da arrematação do lote, acrescido de 5% (cinco por cento) correspondente à comissão do leiloeiro público oficial. As documentações (nota de arrematação e autorização de entrega) serão emitidas em nome do arrematante, não se admitindo, em hi- pótese alguma, a interferência de terceiros ou troca de nomes. O arrematante não poderá desistir da compra sob quaisquer pretextos, respondendo, se assim o fizer, sujeito às sanções previstas na Lei n° 14.133/2021, sem prejuízo das penalidades previstas no edital, ex- cetuada a hipótese de compra de joias, semijoias e congêneres. Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 25 2.2 O pagamento pelo arrematante e retirada dos lotes O pagamento do bem arrematado será à vista (parcela única), salvo em condições autorizadas pelo Poder Judiciário e devidamente sinalizadas no edital, e o arrematante deverá fazê-lo diretamente nas agências bancárias, através de documento disponível no sistema de leilões, no endereço eletrônico do leiloeiro público oficial, após o encerramento da sessão de leilão, impreterivelmente, até às 15h (horário local) do dia útil subsequente ao certame. O leiloeiro deverá informar no edital os seguintes dados para paga- mento do bem: z Nome completo do leiloeiro z CPF z Banco (nome e código) z Número da agência z Número da conta corrente (conta exclusiva do Leilão nº XX/XXX – FUNAD/SENAD/MJ) O arrematante poderá realizar o pagamento por depósito em dinheiro ou transferência para a conta corrente de titularidade do leiloeiro público oficial no valor total da arrematação, impreterivelmente,até às 15h (horário local) do dia útil subsequente ao certame. Caso o arrematante não execute o pagamento dentro do prazo es- tabelecido, perderá o direito de aquisição do lote e estará sujeito às sanções previstas no edital. Após a confirmação do pagamento, será lavrada a respectiva nota de venda/nota de arrematação em leilão, que é o recibo definitivo/fatura de leilão, discriminando o valor de venda (arrematação), o valor de 5% (cinco por cento) relativo à comissão do leiloeiro público oficial e o ICMS, se for o caso. A entrega dos lotes arrematados ficará condicionada à apresentação, pelo arrematante, da seguinte documentação: z Original da Nota de Arrematação (nota de venda) emitida pelo leiloeiro público oficial. z Original do comprovante de pagamento do bem arrematado. z Original do documento de identificação oficial previsto na legislação federal ou comprovante de emancipação, se for o caso. Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 26 No caso de retirada por terceiros: z Original da Nota de Arrematação (nota de venda) emitida pelo leiloeiro público oficial. z Original da procuração autorizando a retirada do bem, lavrada em cartório. z Original do documento de identificação oficial previsto na legislação federal ou comprovante de emancipação do procurador, se for o caso. z Cópia do documento de identificação oficial do arrematante previsto na legislação federal ou comprovante de emancipação, se for o caso. O arrematante deverá retirar o(s) lote(s) arrematado(s) nos endereços e horários indicados para cada lote no edital, no prazo de até 20 (vinte) dias (corridos), a contar da data do leilão, isento de quaisquer ônus a título de estadia, guarda e conservação. Ainda que cumpridas as demais exigências do edital, a não retirada dos bens, a partir do 21º (vigésimo primeiro) dia, a contar da data do leilão, implicará declaração tácita de “abandono”, independente de notificação judicial ou extrajudicial, retornando o bem para ser leiloado em outra oportunidade. VÍDEO Aponte a câmera do seu dispositivo móvel (smartphone ou tablet) no QR Code ao lado para assistir ao vídeo de animação sobre a documentação necessária para a retirada dos lotes pelo arrematante. PODCAST TRANSCRITO A declaração de “abandono” acarretará perda de valores eventualmente pagos pelo arrematante, ressalvadas as situações decorrentes de caso fortuito ou força maior, na forma da lei, devidamente comprovadas, analisadas e aceitas pela Comissão Permanente de Avaliação e Alienação de Bens. Os lotes arrematados deverão ser retirados na sua totalidade, não sendo reservado ao arrematante o direito à retirada parcial e abandono do restante. Não serão fornecidos qualquer tipo de equipamentos ou mão de obra para a retirada dos bens. Além disso, as despesas com a remoção dos bens dos locais onde se encontram correrão por conta exclusiva dos arrematantes. Após a retirada do lote, não serão aceitas quaisquer reclamações ou questionamentos quanto às condições, à originalidade e ao estado de conservação dos materiais. https://youtu.be/8531evZhQ2w Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 27 VÍDEO Aponte a câmera do seu dispositivo móvel (smartphone ou tablet) no QR Code ao lado para assistir ao vídeo sobre a transferência de titularidade de veículos adquiridos em leilão. Em conformidade com o art. 61, §13, complementado pelo art. 63-C, §5º, ambos da Lei n° 11.343/2006, com a redação dada pela Lei n° 13.886, de 26 de agosto de 2019: Na alienação de veículos, embarcações ou aeronaves, a autoridade de trânsito ou o órgão de registro equivalente procederá à regularização dos bens no prazo de 30 (trinta) dias, ficando o arrematante isento do pagamento de multas, encargos e tributos anteriores, sem prejuízo de execução fiscal em relação ao antigo proprietário. (Brasil, 2023) Correrá por conta dos arrematantes a transferência dos bens (veí- culos) adquiridos, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, contados da data da arrematação, ficando a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD) isenta de toda e qualquer situação ou responsabilidades decorrentes, inclusive do pagamento de quaisquer taxas de transferência e/ou a habilitação dos bens ar- rematados às finalidades a que se destinam, bem como multa(s) de averbação e inspeção ambiental, se aplicáveis. Para a transferência de propriedade de bens (veículos), o arrematante deverá requerer, junto ao órgão de trânsito competente (Coordenadoria do RENAVAM – Registro Nacional de Veículos Automotores), o número do Certificado de Registro de Veículo (CRV) (2ª Via do CRV), conforme orientações do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN). A SENAD, a Comissão Permanente de Avaliação e Alienação de Bens e o leiloeiro público oficial não se enquadram na condição de for- necedores, intermediários, ou comerciantes, sendo aqueles meros mandatários, ficando eximidos de eventuais responsabilidades por defeitos ou vícios ocultos que possam existir nos termos do art. 663 do Código Civil brasileiro, bem como de qualquer responsabilidade em caso de evicção (Brasil, 2002, art. 448) e/ou tributária, relativamente aos bens alienados (vendidos). O lote arrematado não gera crédito de Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). Aos arrematantes dos bens constantes nos anexos do edital elaborado pelos leiloeiros caberá o pagamento de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) proporcional, incidente sobre o veículo após a data do leilão, bem como outras taxas, caso devidas e, ainda, ficam obrigados a realizar o recolhimento do ICMS correspondente, consoante legislação em vigor, considerando o bem arrematado e obedecendo aos percentuais aplicáveis, caso incidentes. A-Z Glossário Evicção: para o direito civil, evicção é a perda de um bem por ordem judicial ou administrativa, em razão de um motivo jurídico anterior à sua aquisição. Em outras palavras, é a perda de um bem pelo adquirente, em consequência de reivindicação feita pelo verdadeiro dono. https://youtu.be/XrQdzZK1z5o Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 28 MÓDULO 2 UNIDADE 3 RECOLHIMENTO DE VALORES Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 29 UNIDADE 3 RECOLHIMENTO DE VALORES Recolhimento de valores é o processo de recebimento de dinheiro resultado do leilão às respectivas contas judiciais ou aos fundos. Nesta unidade, você vai aprender sobre as formas, os prazos e as con- sequências do pagamento dos bens arrematados no leilão eletrônico. O recolhimento de valores do leilão é uma etapa fundamental para a efetivação da alienação dos bens, pois garante que o Estado receba os recursos provenientes da venda. Além disso, o recolhimento de valores do leilão também contribui para a destinação dos recursos para os fins previstos na lei, como o financiamento de programas e ações de prevenção, repressão e recuperação de ativos relacionados à política sobre drogas. Recolhimento do ICMS É de responsabilidade do leiloeiro conhecer a legislação da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ) da unidade federativa onde os ativos se encontram localizados, confirmando se a responsabilidade pelo recolhimento de ICMS é do arrematante ou do próprio leiloeiro, e tomar as providências cabíveis, ressaltando a informação no edital de leilão. 3.1 Recolhimento dos pagamentos Os recolhimentos de valores decorrentes da destinação de bens apreen- didos ou perdidos em favor da União, oriundos da práticade crimes, devem ser executados de acordo com os procedimentos descritos no Manual de Avaliação e Alienação de Bens (Brasil, 2021a). É necessário recolher os valores arrecadados aos fundos estabelecidos para cada situação: VÍDEO Aponte a câmera do seu dispositivo móvel (smartphone ou tablet) no QR Code ao lado para assistir ao vídeo de introdução à Unidade 3. Ao Fundo Nacional Antidrogas (FUNAD), ao Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (FUNAPOL) e ao Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN) e ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), nos moldes estabelecidos pelo Anexo X (Orientações para Recolhimento de Valores) do manual, quando se tratar de bens oriundos do crime de drogas, lavagem de dinheiro, ambiental, corrupção e outros crimes, e perdidos em favor da União. https://youtu.be/NrYAjO5c9Q4 Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 30 Ao fundo estadual beneficiário, quando tratar-se de ativo oriundo de crimes com perdimento para o estado. À conta indicada pelo juiz, nos demais casos. A Tabela de Referência de Procedimentos, apresentada a seguir, tem por objetivo resumir as principais orientações quanto ao recolhimento de valores resultado da alienação ou que tenham sido convertidos, bem como multas (medida educativa). Classificação de crimes Descrição Destinação dos recursos Momento do recolhimento Forma de recolhimento 1 Tráfico de drogas Valores decorrentes de crimes previstos na Lei n° 11.343/2006 (Lei de Drogas). Fundo Nacional Antidrogas (Lei n° 7560/1986) Antes do trânsito em julgado DJE Código de receita 5680 – Operação 635 Após trânsito em julgado GRU Multa em favor do FUNAD GRU 2 Lavagem de dinheiro com crime antecedente tráfico de drogas Valores decorrentes de crimes previstos na Lei nº 9.613/1998 (lavagem de dinheiro), quando a infração penal antecedente estiver prevista na Lei n° 11.343/06 (Lei de Drogas). Fundo Nacional Antidrogas (Lei n° 7560/1986) Antes do trânsito em julgado DJE Código de receita 5680 – Operação 635 Após trânsito em julgado GRU Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 31 Classificação de crimes Descrição Destinação dos recursos Momento do recolhimento Forma de recolhimento 3 Lavagem de dinheiro, cujo crime antecedente não seja tráfico de drogas (Justiça Federal) Valores decorrentes de crimes previstos na Lei n° 9.613/1998 (lavagem de dinheiro), de competência federal, exceto se a infração penal antecedente estiver prevista na Lei de Drogas. Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (FUNAPOL) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) (Lei nº 9613/1998 e Decreto n° 11.008/2022) Antes do trânsito em julgado DJE Código de receita 6086 – Operação 635 Após o trânsito em julgado GRU 4 Lavagem de dinheiro, cujo crime antecedente não seja tráfico de drogas (Justiça Estadual) Valores decorrentes de crimes previstos na Lei n° 9.613/1998 (lavagem de dinheiro), de competência estadual, exceto se a infração penal antecedente estiver prevista na Lei de Drogas. Fundo Estadual Antes do trânsito em julgado Conforme orientação expedida pelo juiz do processo Após o trânsito em julgado Verificar junto à Comissão Estadual a existência de regramento/ fluxo para recolhimento para o estado Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 32 Classificação de crimes Descrição Destinação dos recursos Momento do recolhimento Forma de recolhimento 5 Milícia Esta opção deve ser escolhida quando os bens forem apreendidos em decorrência de atividades criminosas praticadas por milicianos. Conta Judicial vinculada aos autos Conta Judicial vinculada aos autos Conforme orientação expedida pelo juiz do processo Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) (Lei nº 13.756/2018) Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) (Lei nº 13.756/2018) GRU 6 Outros crimes de competência da Justiça Federal Esta opção deve ser escolhida quando os bens apreendidos não se adequarem às demais hipóteses. Conta Judicial vinculada aos autos Antes do trânsito em julgado Conforme orientação expedida pelo juiz do processo Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN) (Lei Complementar nº 79/1994) Após trânsito em julgado GRU Fonte: Adaptado de “Manual de Avaliação e Alienação de Bens”, Anexo X – Orientações para recolhimento de valores. VÍDEO Aponte a câmera do seu dispositivo móvel (smartphone ou tablet) no QR Code ao lado para assistir ao vídeo sobre o recolhimento de valores oriundos do leilão. O FUNAD não recebe depósito direto em conta corrente do Banco do Brasil. A conta vinculada à Unidade Gestora (UG) nº 200246 ou ao CNPJ 02.645.310/0001-99 (FUNAD) existente no Banco do Brasil (BB) é de uso interno do banco e não pode acolher depósitos diretos. Os mecanismos previstos são a Guia de Recolhimento da União (GRU) e o Documento para Depósitos Judiciais ou Extrajudiciais (DJE) em conta da Caixa Econômica Federal (CEF), conforme instruções do Anexo X do Manual de Avaliação e Alienação de Bens. https://youtu.be/KEA17ThWcM4 Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 33 SAIBA MAIS Para conferir mais detalhes sobre os procedimentos a serem adotados quanto ao recolhimento de valores, acesse o Anexo X – Recolhimento de Valores do Manual de Avaliação e Alienação de Bens, disponível em: https:// www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas- sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e- alienacao-de-bens. A seguir, veja a figura com os principais pontos que foram abordados neste módulo. SÍNTESE DO MÓDULO Elaboração e homologação de edital, procedimentos de leilão e orientações de recolhimento de valores PagamentoElaboração Homologação Publicação Leilão O edital é o documento que norteará todo o processo de leilão. É importante que o edital seja claro e objetivo, e que contenha todas as informações necessárias. A homologação do edital é realizada pela autoridade competente, que pode ser a autoridade que autorizou o leilão ou outra autoridade designada. A homologação do edital é importante para garantir que o edital esteja em conformidade com a legislação vigente. A publicação do edital é importante para garantir que o leilão seja amplamente divulgado e que todos os interessados tenham conhecimento dele. O leilão eletrônico é realizado por meio de um sistema eletrônico, que deve garantir a transparência e a segurança do processo. O valor da arrematação deve ser pago no prazo estabelecido no edital. Em caso de atraso no pagamento, o arrematante poderá ser desclassificado, perderá o direito à arrematação e poderá ser penalizado. https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens Curso LEILOA+ Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão e orientações de recolhimento de valores 34 Você finalizou o Módulo 2! No próximo módulo trataremos sobre os procedimentos pós-leilão! VÍDEO Aponte a câmera do seu dispositivomóvel (smartphone ou tablet) no QR Code ao lado para assistir ao vídeo de animação com a síntese do que foi abordado neste módulo. https://youtu.be/mlfabd4JSTU 35 REFERÊNCIAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12.721: avaliação de custos de construção para incorporação imobiliária e outras disposições para condomínios edilícios. Rio de Janeiro: ABNT, 2006. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14.653-1: avaliação de bens – parte 1: procedimentos gerais. Rio de Janeiro: ABNT, 2019. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14.653-2: avaliação de bens – parte 2: imóveis urbanos. Rio de Janeiro: ABNT, 2011. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14.653-3: avaliação de bens – parte 3: imóveis rurais. Rio de Janeiro: ABNT, 2019. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14.653-4: avaliação de bens – parte 4: empreendimentos. Rio de Janeiro: ABNT, 2002. BRASIL. Decreto n° 3.725, de 10 de janeiro de 2001. Regulamenta a Lei no 9.636, de 15 de maio de 1998, que dispõe sobre a regularização, admi- nistração, aforamento e alienação de bens imóveis de domínio da União, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2001. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/ D3725.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. BRASIL. Decreto n° 11.008, de 25 de março de 2022. Regulamenta o § 1º do art. 7º da Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, para estabelecer a destinação de bens, direitos e valores cuja perda tenha sido declarada em processos de competência da justiça federal nos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores. Brasília, DF: Presidência da Re- pública, 2022. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ ato2019-2022/2022/decreto/D11008.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. BRASIL. Decreto n° 11.461, de 31 de março de 2023. Regulamenta o art. 31 da Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021, para dispor sobre os pro- cedimentos operacionais da licitação na modalidade leilão, na forma eletrônica, para alienação de bens móveis inservíveis ou legalmente apreendidos, e institui o Sistema de Leilão Eletrônico no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Bra- sília, DF: Presidência da República, 2023. Disponível em: https://www. planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Decreto/D11461.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. BRASIL. Decreto-Lei n° 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Código Penal. Brasília, DF: Presidência da República, 1940. Disponível em: https:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. BRASIL. Decreto-Lei n° 9.760, de 5 de setembro de 1946. Dispõe sobre os bens imóveis da União e dá outras providências. Brasília, DF: Presi- dência da República, 1946. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/Decreto-Lei/Del9760.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3725.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3725.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/decreto/D11008.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/decreto/D11008.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Decreto/D11461.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Decreto/D11461.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del9760.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del9760.htm 36 BRASIL. Decreto-Lei n° 2.398, de 21 de dezembro de 1987. Dispõe sobre foros, laudêmios e taxas de ocupação relativas a imóveis de propriedade da União, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1987. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto- -lei/1965-1988/Del2398.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. BRASIL. Decreto-Lei n° 3.689, de 3 de outubro de 1941. Código de Processo Penal. Brasília, DF: Presidência da República, 1941. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. BRASIL. Lei Complementar n° 79, de 7 de janeiro de 1994. Cria o Fundo Penitenciário Nacional - FUNPEN, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1994. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp79.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. BRASIL. Lei n° 7.560, de 19 de dezembro de 1986. Cria o Fundo de Pre- venção, Recuperação e de Combate às Drogas de Abuso, dispõe sobre os bens apreendidos e adquiridos com produtos de tráfico ilícito de drogas ou atividades correlatas, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1986. Disponível em: https://www.planalto. gov.br/ccivil_03/leis/l7560.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. BRASIL. Lei n° 9.069, de 29 de junho de 1995. Dispõe sobre o Plano Real, o Sistema Monetário Nacional, estabelece as regras e condições de emissão do REAL e os critérios para conversão das obrigações para o REAL, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1995. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9069. htm. Acesso em: 6 nov. 2023. BRASIL. Lei n° 9.613 de 3 de março de 1998. Dispõe sobre os crimes de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores; a prevenção da utilização do sistema financeiro para os ilícitos previstos nesta Lei; cria o Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1998. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9613.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. BRASIL. Lei n° 9.636, de 15 de maio de 1998. Dispõe sobre a regula- rização, administração, aforamento e alienação de bens imóveis de domínio da União, altera dispositivos dos Decretos-Leis nos 9.760, de 5 de setembro de 1946, e 2.398, de 21 de dezembro de 1987, regulamenta o § 2o do art. 49 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1998. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9636.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. BRASIL. Lei n° 9.714, de 25 de novembro de 1998. Altera dispositivos do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal. Brasília, DF: Presidência da República, 1998. Disponível em: https:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1965-1988/Del2398.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1965-1988/Del2398.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp79.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp79.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7560.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7560.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9069.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9069.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9613.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9636.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm 37 BRASIL. Lei n° 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Brasília, DF: Presidência da República, 2002. Disponível em: https://www. planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. 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Regula e disciplina a atividade de desmontagem de veículos automotores terrestres; altera o art. 126 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito Brasileiro; e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2014. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011- 2014/2014/lei/l12977.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. BRASIL. Lei n° 13.756, de 12 de dezembro de 2018. Dispõe sobre o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), sobre a destinação do produto da arrecadação das loterias e sobre a promoção comercial e a modalidade lotérica denominada apostas de quota fixa [...]. Brasília, DF: Presi- dência da República, 2018. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13756.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. BRASIL. Lei n° 13.886, de 17 de outubro de 2019. 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