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1
Curso da SENAD 
para aprimoramento de leiloeiros
ELABORAÇÃO 
E HOMOLOGAÇÃO DE 
EDITAL, PROCEDIMENTOS 
DO LEILÃO E ORIENTAÇÕES 
DE RECOLHIMENTO 
DE VALORES
MÓDULO
2
Curso da SENAD 
para aprimoramento de leiloeiros
M I N I S T É R I O D A
J U S T I Ç A E
S E G U R A N Ç A P Ú B L I C A
MÓDULO 2 
ELABORAÇÃO E HOMOLOGAÇÃO 
DE EDITAL, PROCEDIMENTOS 
DO LEILÃO E ORIENTAÇÕES DE 
RECOLHIMENTO DE VALORES
Maeve Monteiro Rovani
Todo o conteúdo do LEILOA+ Curso da SENAD para aprimoramento de leiloeiros, 
da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD), 
Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) do Governo Federal - 2023, está 
licenciado sob a Licença Pública Creative Commons Atribuição - Não Comercial- 
Sem Derivações 4.0 Internacional. 
BY NC ND
GOVERNO FEDERAL 
PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 
Luís Inácio Lula da Silva 
MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA 
Enrique Ricardo Lewandowski 
SECRETÁRIA NACIONAL DE POLÍTICAS SOBRE DROGAS 
E GESTÃO DE ATIVOS 
Marta Rodriguez de Assis Machado 
DIRETOR DE PESQUISA, AVALIAÇÃO E GESTÃO 
DE INFORMAÇÕES 
Mauricio Fiore 
COORDENADORA-GERAL DE ENSINO E PESQUISA 
Andreia de Oliveira Macedo 
COORDENADOR DE FORMAÇÃO E PESQUISA 
Carlos Timo Brito 
CONTEÚDO 
Maeve Monteiro Rovani 
REVISÃO DE CONTEÚDO 
Jessica Santos Figueiredo 
Grazielle Teles de Araújo 
APOIO 
Brenda Juliana Silva 
Laudilina Quintanilha Mendes Pedretti de Andrade 
Luana Rodrigues Meneses de Sá
Maria Aparecida Alves Dias
EXPEDIENTE
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA 
COORDENAÇÃO GERAL
Luciano Patrício Souza de Castro
FINANCEIRO 
Fernando Machado Wolf 
SUPERVISÃO TÉCNICA EAD 
Giovana Schuelter 
SUPERVISÃO DE PRODUÇÃO DE MATERIAL 
Francielli Schuelter 
SUPERVISÃO DE AVEA 
Andreia Mara Fiala 
SECRETARIA ADMINISTRATIVA 
Elson Rodrigues Natario Junior 
DESIGN INSTRUCIONAL 
Supervisão: Milene Silva de Castro 
Larissa Usanovich de Menezes 
Sofia Santos Stahelin 
DESIGN GRÁFICO 
Supervisão: Sonia Trois 
Eduardo Celestino 
Giovana Aparecida dos Santos 
Luana Pillmann de Barros 
Vanessa de Oliveira Vieira 
REVISÃO TEXTUAL 
Cleusa Iracema Pereira Raimundo 
PROGRAMAÇÃO 
Supervisão: Alexandre Dal Fabbro 
Luiz Eduardo Pizzinato 
Thiago Assi 
AUDIOVISUAL 
Supervisão: Rafael Poletto Dutra 
Andrei Krepsky de Melo 
Julia Britos 
Luiz Felipe Moreira Silva Oliveira 
Robner Domenici Esprocati 
SUPERVISÃO TUTORIA 
João Batista de Oliveira Júnior 
Thaynara Gilli Tonolli 
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO 
Alexandre Gava Menezes 
André Fabiano Dyck 
Curso da SENAD 
para aprimoramento de leiloeiros
ELABORAÇÃO 
E HOMOLOGAÇÃO DE 
EDITAL, PROCEDIMENTOS 
DO LEILÃO E ORIENTAÇÕES 
DE RECOLHIMENTO 
DE VALORES
MÓDULO
2
GUIA DE AMBIENTAÇÃO 
COMO LER ESTE E-BOOK
MÓDULOS
Este curso está dividido 
em módulos. O módulo 
correspondente e o conteúdo 
principal estão localizados na 
capa do e-book, logo abaixo do 
nome do curso.
GUIA DE AMBIENTAÇÃO 
COMO LER ESTE E-BOOK
PÁGINAS INTERNAS
As páginas internas do e-book 
estão estruturadas em 
duas colunas.
A coluna mais estreita 
e externa (à esquerda) é 
utilizada para enquadrar ícones 
criados com a finalidade de 
destacar os recursos e elementos 
instrucionais, como o “VÍDEO”.
VÍDEO
Os vídeos contemplam 
conteúdos complementares para 
enriquecimento do aprendizado 
e seus links estão representados 
pelo recurso QR Code.
GUIA DE AMBIENTAÇÃO 
COMO LER ESTE E-BOOK
ELEMENTOS INSTRUCIONAIS
Ajudam a localizar, focalizar e ressaltar 
respectivos textos informativos. 
Cada elemento tem uma função:
SAIBA MAIS 
Clicando no link, você é direcionado 
para documentos disponibilizados na 
internet, como leis e normas técnicas. 
É preciso estar conectado à internet 
para acessar o conteúdo.
PODCAST 
Este recurso apresenta de maneira 
transcrita o trecho do conteúdo que 
foi narrado e apresentado em formato 
áudio na versão on-line do curso.
CITAÇÃO 
Transcrições exatas de partes dos 
conteúdos dos autores utilizados nos 
materiais didáticos.
BOAS PRÁTICAS
Destaque de trechos de conteúdos que 
apresentam explicitamente exemplos 
de boas práticas na rotina de trabalho.
SÍNTESE DO MÓDULO
Trecho de conteúdo que contempla 
uma síntese dos pontos mais 
importantes vistos no módulo.
DESTAQUE
Trechos de conteúdos importantes 
para contribuir no aprendizado 
do cursista.
GLOSSÁRIO
Recurso utilizado para 
explicar termos que 
podem ser desconhecidos 
ao cursista. 
SIGLAS
BB – Banco do Brasil 
CEF – Caixa Econômica Federal 
CNPJ – Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica
CPF – Cadastro de Pessoa Física 
CRV – Certificado de Registro de Veículo
DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito
DJE – Documento para Depósitos Judiciais ou Extrajudiciais
FNSP – Fundo Nacional de Segurança Pública
FUNAD – Fundo Nacional Antidrogas
FUNAPOL – Fundo para Aparelhamento e Operacionalização 
das Atividades-fim da Polícia Federal
FUNPEN – Fundo Penitenciário Nacional
GRU – Guia de Recolhimento da União
ICMS – Imposto sobre Operações Relativas à Circulação 
de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte 
Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação
IPVA – Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores
MGI – Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos 
MJSP – Ministério da Justiça e Segurança Pública
OSA – Ordem de Serviço de Alienação
RENAVAM – Registro Nacional de Veículos Automotores
SEFAZ – Secretaria de Estado da Fazenda
SEGES – Secretaria de Gestão e Inovação 
SEI – Sistema Eletrônico de Informações
SENAD – Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas 
e Gestão de Ativos
UG – Unidade Gestora 
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO 11
UNIDADE 1 | ELABORAÇÃO, HOMOLOGAÇÃO 
E PUBLICAÇÃO DE EDITAL DE LEILÃO 13
1.1 Elaboração e homologação do edital 13
1.2 Publicação e divulgação do edital 15
UNIDADE 2 | O LEILÃO 19
2.1 Os lances 22
2.2 O pagamento pelo arrematante 
e retirada dos lotes 25
UNIDADE 3 | RECOLHIMENTO DE VALORES 29
3.1 Recolhimento dos pagamentos 29
REFERÊNCIAS 35
Curso LEILOA+ 
Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão 
e orientações de recolhimento de valores
10
Conteudista do curso 
Maeve Monteiro Rovani 
Especialista em Administração Pública e Gerência de Cidades pelo Centro 
Universitário Internacional (Uninter) e bacharel em Administração 
pela Associação Educacional Dom Bosco (AEDB). É empregada pública 
federal da carreira de Analista de Administração da Empresa Brasileira 
de Correios e Telégrafos há 12 anos, cedida ao Ministério da Justiça e 
Segurança Pública desde 2020. Atualmente ocupa a função de Coor-
denadora de Leilões Públicos da Secretaria Nacional de Políticas sobre 
Drogas e Gestão de Ativos (SENAD). 
Curso LEILOA+ 
Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão 
e orientações de recolhimento de valores
11
MÓDULO 2 
APRESENTAÇÃO
Este módulo, com carga horária de 8 horas, tem por objetivo orientar 
leiloeiros públicos oficiais, prepostos e auxiliares (próprios ou ter-
ceirizados), credenciados ou contratados pela Secretaria Nacional de 
Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD), sobre as atividades 
que deverão ser desempenhadas durante o leilão. 
O edital de leilão deverá conter o detalhamento do bem, as especi-
ficidades do leilão e as exigências legais para a realização do leilão. 
Deverá conter também todas as informações importantes, como 
características do bem, documentação necessária para a partici-
pação do leilão, datas de início e encerramento, formas e prazos de 
pagamento, dados do leiloeiro e detalhamentos do lote. Além disso, 
deverão constar o valor, o valor de avaliação, a localização do bem, 
o estado de conservação, todas as características, inclusive o valor de 
avaliação e o valor mínimo de venda, se o pagamento poderá ser feito 
a prazo ou à vista, qual o sinal de negócio, quais serão os eventuais 
ônus e quem será responsável por eles. 
As informações contidas no edital são determinantes para o sucesso 
ou insucesso do leilão,bem como do pós-leilão, de modo a evitar a 
devolução dos ativos arrematados. 
E não se esqueça de, sempre que tiver dúvidas ou precisar de 
informações mais detalhadas sobre os leilões da SENAD, consultar 
o Manual de Avaliação e Alienação de Bens. Ele está disponível na 
apresentação do Módulo 1.
Objetivos do módulo
 z Apresentar as etapas referentes à elaboração, homologação e 
publicação do edital de leilão. 
 z Orientar leiloeiros públicos oficiais em relação ao 
regramento do leilão. 
 z Possibilitar a compreensão em relação ao recolhimento 
de valores. 
VÍDEO
Aponte a câmera 
do seu dispositivo 
móvel (smartphone 
ou tablet) no QR 
Code ao lado para 
assistir ao vídeo de 
apresentação do 
Módulo 2.
https://youtu.be/NCZ25Yol9yA
MÓDULO 2
UNIDADE 1
ELABORAÇÃO, HOMOLOGAÇÃO 
E PUBLICAÇÃO DE EDITAL 
DE LEILÃO
Curso LEILOA+ 
Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão 
e orientações de recolhimento de valores
13
UNIDADE 1 
ELABORAÇÃO, HOMOLOGAÇÃO E 
PUBLICAÇÃO DE EDITAL DE LEILÃO 
A Unidade 1 deste módulo tem como objetivo apresentar os conceitos e 
procedimentos relacionados à elaboração, homologação e publicação 
de edital de leilão. 
Nesta unidade, você aprenderá mais sobre cada uma dessas etapas, 
bem como sobre as normas legais que regem o leilão. Ao final da 
unidade, você será capaz de elaborar, homologar e publicar um edital 
de leilão de acordo com as boas práticas e os princípios da adminis-
tração pública. 
1.1 Elaboração e homologação do edital
Um edital de leilão é um documento que contém as regras e as con-
dições para a venda de bens móveis ou imóveis, por meio de uma 
modalidade de licitação chamada leilão. 
O edital de leilão deve ser elaborado com clareza, precisão e objeti-
vidade, de forma a garantir a ampla divulgação, a competitividade e 
a isonomia entre os interessados. 
A elaboração do edital de leilão envolve a definição do objeto, do 
valor mínimo de arrematação, da forma de pagamento, do local, 
data e horário do leilão, dos requisitos para participação, dos cri-
térios de julgamento, dos recursos e impugnações, entre outras 
informações relevantes. 
Para dar início à elaboração de um edital, é preciso preencher os 
modelos de editais anexos ao Manual de Avaliação e Alienação de 
Bens (Brasil, 2021a), discriminando os lotes uma a um, débitos de 
condomínio (imóvel) e demais informações pertinentes.
VÍDEO
Aponte a câmera 
do seu dispositivo 
móvel (smartphone 
ou tablet) no QR 
Code ao lado para 
assistir ao vídeo 
de introdução à 
Unidade 1. 
SAIBA MAIS 
Para conferir na íntegra os modelos de editais, acesse o 
Manual de Avaliação e Alienação de Bens, disponível em: 
https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/
politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-
avaliacao-e-alienacao-de-bens. 
Na elaboração dos editais, os leiloeiros e equipes deverão emitir docu-
mentos separados, conforme as polícias responsáveis pela apreensão, 
informadas na Ordem de Serviço de Alienação. No Anexo I do edital, 
“Relação de Lotes”, os ativos deverão ser agrupados em lotes que 
permitam controle adequado, separando-os pelos seguintes critérios: 
https://youtu.be/0-QjpU1XPLU
https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens
https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens
https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens
Curso LEILOA+ 
Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão 
e orientações de recolhimento de valores
14
 z Bens oriundos de crimes de drogas, em alienação definitiva. 
 z Bens oriundos de crimes de drogas, em alienação antecipada. 
 z Bens oriundos de lavagem de dinheiro, em alienação definitiva. 
 z Bens oriundos de lavagem de dinheiro, em alienação antecipada. 
 z Bens oriundos de outros crimes, em alienação definitiva. 
 z Bens oriundos de outros crimes, em alienação antecipada. 
Os valores de lance inicial devem ser informados em conformidade 
com as normas correspondentes ao tipo de crime, como mostra a 
tabela a seguir:
TRÁFICO DE DROGAS LAVAGEM DE DINHEIRO OUTROS CRIMES
§ 1º do art. 63-C da Lei 
n° 11.343/2006 
§ 3º do art. 4º-A da Lei 
n° 9.613/1998 
§ 2º do art. 144-A do Decreto-
-Lei nº 3.689/1941
“§ 1º É assegurada a venda pelo 
maior lance, por preço não 
inferior a 50% (cinquenta por 
cento) do valor da avaliação”. 
(Brasil, 2006, grifos nossos)
"§ 3º  Feita a avaliação e diri-
midas eventuais divergências 
sobre o respectivo laudo, o juiz, 
por sentença, homologará o 
valor atribuído aos bens e de-
terminará sejam alienados em 
leilão ou pregão, preferencial-
mente eletrônico, por valor não 
inferior a 75% (setenta e cinco 
por cento) da avaliação". 
(Brasil, 1998, grifos nossos)
“§ 2º Os bens deverão ser 
vendidos pelo valor fixado 
na avaliação judicial ou por 
valor maior. Não alcançado o 
valor estipulado pela adminis-
tração judicial, será realizado 
novo leilão, em até 10 (dez) 
dias contados da realização do 
primeiro, podendo os bens ser 
alienados por valor não 
inferior a 80% (oitenta por 
cento) do estipulado na 
avaliação judicial. 
1ª Hasta: não inferior a 100% 
2ª Hasta: não inferior a 80%”. 
(Brasil, 1941, grifos nossos)
VÍDEO
Aponte a câmera 
do seu dispositivo 
móvel (smartphone 
ou tablet) no QR 
Code ao lado para 
assistir ao vídeo de 
animação sobre 
a definição dos 
valores de lances 
iniciais conforme 
os tipos de crime. 
A-Z
Glossário
Hasta: venda pública a quem 
oferecer lance mais alto; 
leilão, arrematação.
Hasta
https://youtu.be/H9tC4Kq41DA
Curso LEILOA+ 
Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão 
e orientações de recolhimento de valores
15
Em seguida, deve-se encaminhar a minuta de edital de alienação 
para análise e aprovação da Comissão Permanente de Avaliação e 
Alienação de Bens e conferência do fiscal, independentemente de 
ser antecipada ou definitiva, conforme modelos de editais anexos 
ao Manual de Avaliação e Alienação de Bens, realizando eventuais 
correções indicadas pela comissão e/ou pelo fiscal. 
Em caso de alienação antecipada, deve-se encaminhar o edital previa-
mente aprovado pela Comissão Permanente de Avaliação e Alienação 
de Bens, habilitando-se e realizando o(s) devido(s) peticionamento(s) 
no correto número de processo judicial de alienação cautelar, infor-
mado na Ordem de Serviço de Alienação (OSA) e/ou no peticionamento 
eletrônico de venda antecipada direcionado à SENAD.
Em caso de Alienação Cautelar, também conhecida como Alienação 
Antecipada, o juiz possui a discricionariedade em optar por utilizar o 
modelo de edital do próprio Tribunal, com a sua devida homologação. 
1.2 Publicação e divulgação do edital
É necessário enviar para o fiscal os links do edital e do leilão pu-
blicados no site do leiloeiro para divulgação pela SENAD no painel 
“Calendário de Leilões”.
A-Z
Glossário
Peticionamento: 
peticionamento eletrônico é 
um recurso disponibilizado 
somente para os processos 
digitais, o qual possibilita 
que documentos sejam 
protocolados e enviados por 
meio eletrônico, no Sistema 
Eletrônico de Informações 
(SEI) diretamente ao órgão 
ou setor competente.
A-Z
Glossário
Discricionariedade: 
qualidade daquilo que 
depende da decisão de 
uma autoridade com 
poder discricionário. 
Mas também pode se 
referir à liberdade dada 
à administração pública 
para agir e tomar decisões 
dentro dos limites da lei. 
Isso significa que o Princípio 
da Discricionariedade é a 
opção que é dada, no âmbito 
do Direito, para que seja 
escolhida uma entre as 
várias hipóteses previstas 
pela lei e a Constituição 
sobre determinado 
assunto. O poder da 
discricionariedade é dado 
à administração pública 
para que esta possa agir 
livremente, com base nos 
limites da lei e em defesa da 
ordem pública, garantindo aautoridade do público sobre 
o particular. 
SAIBA MAIS 
Para conferir o painel “Calendário de Leilões”, 
acesse o site disponível em: 
https://app.powerbi.com/ vie?r=eyJrIjoiOTJmNjM0MG
vie?r=eyJrIjoiOTJmNjM0MGItODc4MS00YWZiLWJi.
Publique o edital de leilão, no mínimo, 
15 (quinze) dias úteis antes da data de 
abertura do leilão, conforme inciso III 
do art. 55 da Nova Lei de Licitações e 
Contratos Administrativos, n°14.133, 
de 1º de abril de 2021:
https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiOTJmNjM0MGItODc4MS00YWZiLWJiY2ItMjM4MjVhYzJmMjZhIiwidCI6ImViMDkwNDIwLTQ0NGMtNDNmNy05MWYyLTRiOGRhNmJmZThlMSJ9
https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiOTJmNjM0MGItODc4MS00YWZiLWJiY2ItMjM4MjVhYzJmMjZhIiwidCI6ImViMDkwNDIwLTQ0NGMtNDNmNy05MWYyLTRiOGRhNmJmZThlMSJ9
Curso LEILOA+ 
Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão 
e orientações de recolhimento de valores
16
Art. 55. Os prazos mínimos para apresentação de propostas e 
lances, contados a partir da data de divulgação do edital de 
licitação, são de: 
[...] 
III - para licitação em que se adote o critério de julgamento 
de maior lance, 15 (quinze) dias úteis.
(Brasil, 2021b, grifos nossos)
Decreto nº 11.461/2023 
Art. 10. O edital, divulgado pelo órgão ou pela entidade, como 
agente promotor do leilão, ou pelo leiloeiro oficial, conterá as 
seguintes informações sobre a realização do leilão: 
[...] 
§ 2º O prazo fixado para abertura do leilão e o envio de 
lances, de que trata o Capítulo VI, constará do edital e não 
será inferior a quinze dias úteis, contado a partir da data de 
divulgação do edital.
(Brasil, 2023)
Também reforçado pelo art. 10 do Decreto nº 11.461/2023:
Atenção! Em que pese o Decreto de regulamentação do Leilão Ele-
trônico n° 11.461 ter sido publicado em 31 de março de 2023, a Secretaria 
de Gestão e Inovação, do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços 
Públicos (SEGES/MGI), encaminhou à SENAD o Ofício SEI (Sistema 
Eletrônico de Informações) n° 27518/2023/MGI com Nota Informa-
tiva SEI n°8508/2023/MGI, em 25 de abril de 2023, informando que 
o novo regulamento, o Decreto n° 11.461, de 2023, não afeta os leilões 
realizados pela SENAD/MJ na condição abarcada pela Lei n°11.343, de 
2006. Isso porque, pelo princípio da especialidade, há prevalência da 
norma especial sobre a geral – o tipo especial preenche o tipo geral –, 
evitando o efeito bis in idem (expressão em latim que significa "duas 
vezes o mesmo" ou "repetição sobre o mesmo", indicando a ação 
de repetir uma determinada atividade, metodologia ou cobrança), 
sendo sua comparação in abstracto, ou seja, de modo abstrato, feita de 
forma geral e teórica, sem levar em conta as circunstâncias concretas 
e específicas de cada caso.
Curso LEILOA+ 
Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão 
e orientações de recolhimento de valores
17
§ 2º O edital do leilão a que se refere o § 1º deste artigo 
será amplamente divulgado em jornais de grande circulação e 
em sítios eletrônicos oficiais, principalmente no Município em 
que será realizado, dispensada a publicação em diário oficial. 
(Brasil, 2006)
Portanto, a SENAD permanecerá adotando 
normativa própria, conforme previsto na Lei de 
Drogas, nº 11.343, de 2006, e a Nova Lei de Licitações 
nº 14.133, de 2021, nas omissões da lei específica. 
Nos crimes de tráfico de drogas, nas alienações definitivas ou ante-
cipadas, será necessário publicar edital de leilão, conforme o § 2º do 
art. 63-C da Lei de Drogas n° 11.343/2006:
Atenção! Tendo em vista que o Judiciário delegou competência à 
SENAD nas alienações antecipadas e que as alienações não estão 
sendo realizadas pelo próprio Tribunal, aplica-se o previsto no § 2º 
do art. 63 – C, conforme citado acima.
!
!
!
!
Por ser termo plural, “em jornais”, entende-se que sejam pelo menos 
2 (dois). O conceito de jornal de grande circulação não está atrelado 
unicamente ao formato físico da mídia, vale dizer, impresso, sendo 
plenamente aceitável, para o atendimento da norma, a publicação 
em jornal eletrônico, desde que a divulgação seja de grande alcance 
e possibilite o amplo acesso pelos interessados, de modo a não violar 
o caráter competitivo do leilão.
Curso LEILOA+ 
Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão 
e orientações de recolhimento de valores
18
MÓDULO 2
UNIDADE 2
O LEILÃO
Curso LEILOA+ 
Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão 
e orientações de recolhimento de valores
19
UNIDADE 2 
O LEILÃO 
Um leilão é uma forma de venda pública de ativos, em que os inte-
ressados fazem ofertas competitivas, e o bem é vendido para quem 
oferecer o maior valor. 
No inciso XL do art. 6º da Lei 14.133/2021, nova Lei de Licitações e 
Contratos, o leilão é definido como “modalidade de licitação para 
alienação de bens imóveis ou de bens móveis inservíveis ou legal-
mente apreendidos a quem oferecer o maior lance” (Brasil, 2021b). 
O leilão eletrônico também deve observar os princípios constitu-
cionais e administrativos que orientam a atuação do poder público, 
como o princípio da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, 
da publicidade, da eficiência, da economicidade, da transparência, 
da probidade, da celeridade, da segurança jurídica, entre outros. Esses 
princípios garantem que o leilão eletrônico seja realizado de forma 
justa, ética, democrática e eficaz.
VÍDEO
Aponte a câmera 
do seu dispositivo 
móvel (smartphone 
ou tablet) no QR 
Code ao lado para 
assistir ao vídeo 
de introdução 
à Unidade 2.
Fonte: © [Supertramp] / Freepik.
Nesta unidade, você vai aprender sobre as normas e os princípios que 
regem o leilão eletrônico, bem como as regras contidas nos editais 
de bens móveis e imóveis, conforme os modelos contidos no Manual 
de Avaliação e Alienação de Bens.
https://youtu.be/Sd6z1YWN6kM
Curso LEILOA+ 
Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão 
e orientações de recolhimento de valores
20
É preciso cadastrar, em sistema próprio de leilão eletrônico, a des-
crição detalhada dos bens a serem alienados, inserindo, no mínimo, 
5 (cinco) fotos para cada bem (ativo), incluindo, obrigatoriamente, 
fotos do motor e do chassi.
Os bens relacionados serão leiloados nas condições em que se encon-
tram, e sem garantia, não cabendo ao leiloeiro, à Comissão Permanente 
de Avaliação e Alienação de Bens e à SENAD a responsabilidade por 
qualquer problema ou defeito que venha a ser constatado poste-
riormente, na constituição, composição ou funcionamento dos bens 
licitados – cujos lotes constam no anexo do edital –, pressupondo-se, 
a partir do oferecimento de lances, o conhecimento das características 
e situação dos bens, ou o risco consciente do arrematante, não acei-
tando a respeito deles qualquer reclamação ou desistência posterior 
quanto às suas qualidades intrínsecas ou extrínsecas, procedência 
ou especificação. 
As eventuais imagens relacionadas aos lotes, visualizadas no endereço 
eletrônico de leilão, terão o único fim de subsidiar a visualização dos 
ativos constantes no edital, não servindo de parâmetro para demons-
trar o estado e a conservação do objeto a ser leiloado, e não gerarão 
aos participantes qualquer direito à indenização ou ressarcimento 
decorrentes de avaliação dos lotes a partir das imagens divulgadas.
Quando houver exigência de licença para 
aquisição, transporte, armazenagem, reciclagem 
ou inutilização do(s) material(is) adquirido(s), 
essa informação será descrita em item específico 
no anexo do edital. 
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Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão 
e orientações de recolhimento de valores
21
PODCAST TRANSCRITO
Cabe ao arrematante a responsabilidade pelo 
adequado consumo, utilização, industrialização 
ou comercialização das mercadorias, na forma da 
legislação pertinente, inclusive no que se refere ao 
cumprimento das normas de saúde pública, meio 
ambiente, segurança pública ou outras, cabendo-lhe 
observar eventuaisexigências relativas a análises, 
inspeções, autorizações, certificações e outras previstas 
em normas ou regulamentos. 
Os arrematantes ficam responsáveis pelas 
consequências advindas da inobservância das 
restrições de cada item, caso haja, quanto ao seu uso, 
finalidade e/ou destino. 
As joias, semijoias e congêneres, quando presentes entre os bens a 
serem vendidos, poderão ser examinados somente pelo site do leiloeiro 
público oficial, no qual constarão documento(s) a fim de comprovar 
a originalidade e/ou autenticidade do bem. O arrematante comprador 
poderá, antes da retirada das joias, semijoias e congêneres, ana-
lisar o material adquirido, junto ao profissional por ele contratado, 
podendo desistir da compra, se formalmente comprovada a ausência 
de originalidade dos bens adquiridos.
Os bens móveis, à exceção das joias, semijoias e congêneres, poderão 
ser visitados e examinados nos endereços, períodos e horários indi-
cados para cada lote no Anexo I do edital de leilão. 
A SENAD e a Comissão Permanente de Avaliação e Alienação de 
Bens não se responsabilizam por eventuais erros tipográficos 
(digitação) que venham a ocorrer nesse edital, sendo de inteira res-
ponsabilidade do arrematante (comprador) verificar o estado de 
conservação dos bens e suas especificações. 
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Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão 
e orientações de recolhimento de valores
22
Caso o licitante opte por não visitar o(s) bem(ns), assume total res-
ponsabilidade por não fazer uso da faculdade de vistoriá-lo(s).
2.1 Os lances
Os interessados em participar do leilão poderão fazê-lo através de 
oferta de lances na modalidade exclusivamente eletrônica, no en-
dereço eletrônico do leiloeiro público oficial, por meio de acesso 
identificado, na data e horário estabelecidos no edital.
 
BOAS PRÁTICAS
Sendo assim, é recomendável a visitação dos bens, 
e deve ser incentivada pelo leiloeiro, não cabendo 
reclamações posteriores à realização do certame. 
No caso de haver lances já ofertados no momento do início do leilão, 
serão respeitados os lances já registrados, e o leilão seguirá pelo 
último lance registrado, considerando-se vencedor o licitante que 
houver apresentado a maior oferta. 
Se o participante não estiver logado no momento da sessão pública, 
concorrerá com o lance registrado antecipadamente. Quando o leilão 
é publicado, imediatamente o sistema de leilões (no site dos lei-
loeiros) fica disponível para recebimento de lances, que podem ser 
dados ao longo dos 15 dias úteis de publicação do edital. Se no dia do 
encerramento do leilão, data final para lances, o licitante não realizar 
login e não ofertar nenhum lance, será considerado o último lance 
registrado por ele.
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e orientações de recolhimento de valores
23
Os interessados efetuarão sucessivos lances eletrônicos, 
 a partir do valor mínimo definido para cada lote de 
acordo com o edital, considerando-se vencedor o licitante 
(comprador) que houver apresentado o maior lance por lote. 
Não serão aceitos dois ou mais lances de mesmo valor, ainda 
que de licitantes distintos, registrando-se no sistema aquele 
que for recebido primeiro. 
Cabe pontuar que licitante ou comprador é quem participa do leilão 
realizando lances ou oferta de compra. Arrematante, por sua vez, 
é o indivíduo que, por ter dado o lance mais alto, adquire o bem, lote 
ou objeto oferecido em leilão. 
O licitante poderá oferecer lances sucessivos, desde que cada lance 
seja superior ao último por ele ofertado e registrado pelo sistema.
Uma vez aceito o lance, não se admitirá, em hipótese alguma, a sua 
desistência por qualquer das partes, ficando o participante sujeito às 
penalidades previstas na Lei n° 14.133/2021 (Brasil, 2021b), exceto no 
caso de joias, semijoias e congêneres. 
Será considerado vencedor o lance ou a proposta que, atendendo às 
exigências do edital, apresentar a maior oferta, em reais.
Não sendo realizado o pagamento pelo arrematante 
dentro do prazo estabelecido, o leiloeiro examinará 
o lance imediatamente subsequente, na ordem de 
classificação, desde que o valor não seja inferior ao 
lance mínimo informado no edital. Caso o 2º 
colocado não tenha interesse na arrematação, 
o lote será incluído em leilão posterior. 
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24
No caso de lote arrematado por licitante que não atenda aos requisitos 
de qualificação previstos no edital, por exemplo, empresa de desmonte 
ou reciclagem, devidamente registrada perante os órgãos executivos 
de trânsito de seus respectivos estados ou do Distrito Federal, con-
forme a Lei Federal n° 12.977, de 20 de maio de 2014, deverão ser 
adotados os procedimentos destacados no parágrafo anterior a este. 
Para os demais casos em que o lote restar fracassado, o leiloeiro 
deverá reabrir prazo de 8 (oito) dias úteis para lances, por valor não 
inferior ao lance mínimo informado no edital. 
Uma licitação fracassada ocorre quando existem interessados em 
um certame licitatório, mas todos são desclassificados por não 
atenderem a algum dos critérios de julgamento. A diferença entre 
leilão deserto e leilão fracassado é que o leilão deserto ocorre quando 
não aparece nenhum interessado, e um leilão fracassado acontece 
quando, em que pese apareçam interessados, nenhum é selecionado, 
em decorrência de inabilitação, desclassificação das propostas ou 
não realização do pagamento. 
Na hipótese de haver apenas 1 (um) licitante que tenha arrematado 
o lote, mas não tenha realizado o seu pagamento dentro do prazo 
estabelecido ou não atenda aos requisitos de qualificação previstos 
no edital, este será considerado como fracassado, reabrindo-se o 
prazo de 8 (oito) dias úteis para lances, por valor não inferior ao lance 
mínimo informado no edital. 
Na hipótese de lote deserto (sem lances), o leiloeiro poderá reabrir 
prazo de 8 (oito) dias úteis para lances, contados a partir da data 
de encerramento do leilão, por valor não inferior ao lance mínimo 
informado no edital.
No ato de arrematação, para cada lote, 
por lance virtual (via internet), o sistema de 
leilões emitirá boleto bancário no valor total da 
arrematação do lote, acrescido de 5% (cinco por 
cento) correspondente à comissão do leiloeiro 
público oficial. 
As documentações (nota de arrematação e autorização de entrega) 
serão emitidas em nome do arrematante, não se admitindo, em hi-
pótese alguma, a interferência de terceiros ou troca de nomes. 
O arrematante não poderá desistir da compra sob quaisquer pretextos, 
respondendo, se assim o fizer, sujeito às sanções previstas na Lei 
n° 14.133/2021, sem prejuízo das penalidades previstas no edital, ex-
cetuada a hipótese de compra de joias, semijoias e congêneres.
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e orientações de recolhimento de valores
25
2.2 O pagamento pelo arrematante 
e retirada dos lotes
O pagamento do bem arrematado será à vista (parcela única), salvo 
em condições autorizadas pelo Poder Judiciário e devidamente 
sinalizadas no edital, e o arrematante deverá fazê-lo diretamente 
nas agências bancárias, através de documento disponível no sistema 
de leilões, no endereço eletrônico do leiloeiro público oficial, após 
o encerramento da sessão de leilão, impreterivelmente, até às 15h 
(horário local) do dia útil subsequente ao certame. 
O leiloeiro deverá informar no edital os seguintes dados para paga-
mento do bem:
 z Nome completo do leiloeiro 
 z CPF 
 z Banco (nome e código) 
 z Número da agência 
 z Número da conta corrente (conta exclusiva do Leilão 
nº XX/XXX – FUNAD/SENAD/MJ)
O arrematante poderá realizar o pagamento por depósito em dinheiro 
ou transferência para a conta corrente de titularidade do leiloeiro 
público oficial no valor total da arrematação, impreterivelmente,até às 15h (horário local) do dia útil subsequente ao certame. 
Caso o arrematante não execute o pagamento dentro do prazo es-
tabelecido, perderá o direito de aquisição do lote e estará sujeito às 
sanções previstas no edital. 
Após a confirmação do pagamento, será lavrada a respectiva nota de 
venda/nota de arrematação em leilão, que é o recibo definitivo/fatura 
de leilão, discriminando o valor de venda (arrematação), o valor de 
5% (cinco por cento) relativo à comissão do leiloeiro público oficial 
e o ICMS, se for o caso. 
A entrega dos lotes arrematados ficará condicionada à apresentação, 
pelo arrematante, da seguinte documentação:
 z Original da Nota de Arrematação (nota de venda) emitida 
pelo leiloeiro público oficial. 
 z Original do comprovante de pagamento do bem arrematado. 
 z Original do documento de identificação oficial previsto na 
legislação federal ou comprovante de emancipação, 
se for o caso. 
 
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26
No caso de retirada por terceiros: 
 z Original da Nota de Arrematação (nota de venda) emitida 
pelo leiloeiro público oficial. 
 z Original da procuração autorizando a retirada do bem, 
lavrada em cartório. 
 z Original do documento de identificação oficial previsto 
na legislação federal ou comprovante de emancipação do 
procurador, se for o caso. 
 z Cópia do documento de identificação oficial do arrematante 
previsto na legislação federal ou comprovante de 
emancipação, se for o caso. 
O arrematante deverá retirar o(s) lote(s) arrematado(s) nos endereços 
e horários indicados para cada lote no edital, no prazo de até 20 (vinte) 
dias (corridos), a contar da data do leilão, isento de quaisquer ônus 
a título de estadia, guarda e conservação.
Ainda que cumpridas as demais exigências do edital, a não retirada 
dos bens, a partir do 21º (vigésimo primeiro) dia, a contar da data 
do leilão, implicará declaração tácita de “abandono”, independente 
de notificação judicial ou extrajudicial, retornando o bem para ser 
leiloado em outra oportunidade.
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animação sobre 
a documentação 
necessária para a 
retirada dos lotes 
pelo arrematante.
PODCAST TRANSCRITO
A declaração de “abandono” acarretará perda de 
valores eventualmente pagos pelo arrematante, 
ressalvadas as situações decorrentes de caso 
fortuito ou força maior, na forma da lei, devidamente 
comprovadas, analisadas e aceitas pela Comissão 
Permanente de Avaliação e Alienação de Bens. 
Os lotes arrematados deverão ser retirados na sua 
totalidade, não sendo reservado ao arrematante o direito 
à retirada parcial e abandono do restante. Não serão 
fornecidos qualquer tipo de equipamentos ou mão de 
obra para a retirada dos bens. Além disso, as despesas 
com a remoção dos bens dos locais onde se encontram 
correrão por conta exclusiva dos arrematantes. 
Após a retirada do lote, não serão aceitas quaisquer 
reclamações ou questionamentos quanto às 
condições, à originalidade e ao estado de conservação 
dos materiais. 
https://youtu.be/8531evZhQ2w
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vídeo sobre a 
transferência de 
titularidade de 
veículos adquiridos 
em leilão.
Em conformidade com o art. 61, §13, complementado pelo art. 63-C, 
§5º, ambos da Lei n° 11.343/2006, com a redação dada pela Lei 
n° 13.886, de 26 de agosto de 2019: 
Na alienação de veículos, embarcações ou aeronaves, 
a autoridade de trânsito ou o órgão de registro equivalente 
procederá à regularização dos bens no prazo de 30 (trinta) 
dias, ficando o arrematante isento do pagamento de multas, 
encargos e tributos anteriores, sem prejuízo de execução 
fiscal em relação ao antigo proprietário.
(Brasil, 2023)
Correrá por conta dos arrematantes a transferência dos bens (veí-
culos) adquiridos, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, contados 
da data da arrematação, ficando a Secretaria Nacional de Políticas 
sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD) isenta de toda e qualquer 
situação ou responsabilidades decorrentes, inclusive do pagamento 
de quaisquer taxas de transferência e/ou a habilitação dos bens ar-
rematados às finalidades a que se destinam, bem como multa(s) de 
averbação e inspeção ambiental, se aplicáveis. 
Para a transferência de propriedade de bens (veículos), o arrematante 
deverá requerer, junto ao órgão de trânsito competente (Coordenadoria 
do RENAVAM – Registro Nacional de Veículos Automotores), o número 
do Certificado de Registro de Veículo (CRV) (2ª Via do CRV), conforme 
orientações do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN).
A SENAD, a Comissão Permanente de Avaliação e Alienação de Bens 
e o leiloeiro público oficial não se enquadram na condição de for-
necedores, intermediários, ou comerciantes, sendo aqueles meros 
mandatários, ficando eximidos de eventuais responsabilidades por 
defeitos ou vícios ocultos que possam existir nos termos do art. 663 
do Código Civil brasileiro, bem como de qualquer responsabilidade em 
caso de evicção (Brasil, 2002, art. 448) e/ou tributária, relativamente 
aos bens alienados (vendidos).
O lote arrematado não gera crédito de Imposto sobre Operações 
Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de 
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). 
Aos arrematantes dos bens constantes nos anexos do edital elaborado 
pelos leiloeiros caberá o pagamento de Imposto sobre a Propriedade de 
Veículos Automotores (IPVA) proporcional, incidente sobre o veículo 
após a data do leilão, bem como outras taxas, caso devidas e, ainda, 
ficam obrigados a realizar o recolhimento do ICMS correspondente, 
consoante legislação em vigor, considerando o bem arrematado e 
obedecendo aos percentuais aplicáveis, caso incidentes.
A-Z
Glossário
Evicção: para o direito civil, 
evicção é a perda de um 
bem por ordem judicial ou 
administrativa, em razão de 
um motivo jurídico anterior 
à sua aquisição. 
Em outras palavras, 
é a perda de um bem pelo 
adquirente, em consequência 
de reivindicação feita pelo 
verdadeiro dono. 
https://youtu.be/XrQdzZK1z5o
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e orientações de recolhimento de valores
28
MÓDULO 2
UNIDADE 3
RECOLHIMENTO DE VALORES
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e orientações de recolhimento de valores
29
UNIDADE 3 
RECOLHIMENTO DE VALORES 
Recolhimento de valores é o processo de recebimento de dinheiro 
resultado do leilão às respectivas contas judiciais ou aos fundos. 
Nesta unidade, você vai aprender sobre as formas, os prazos e as con-
sequências do pagamento dos bens arrematados no leilão eletrônico. 
O recolhimento de valores do leilão é uma etapa fundamental para a 
efetivação da alienação dos bens, pois garante que o Estado receba 
os recursos provenientes da venda. 
Além disso, o recolhimento de valores do leilão também contribui 
para a destinação dos recursos para os fins previstos na lei, como 
o financiamento de programas e ações de prevenção, repressão e 
recuperação de ativos relacionados à política sobre drogas.
Recolhimento do ICMS 
É de responsabilidade do leiloeiro conhecer a legislação da Secretaria 
de Estado da Fazenda (SEFAZ) da unidade federativa onde os ativos 
se encontram localizados, confirmando se a responsabilidade pelo 
recolhimento de ICMS é do arrematante ou do próprio leiloeiro, e tomar 
as providências cabíveis, ressaltando a informação no edital de leilão.
3.1 Recolhimento dos pagamentos
Os recolhimentos de valores decorrentes da destinação de bens apreen-
didos ou perdidos em favor da União, oriundos da práticade crimes, 
devem ser executados de acordo com os procedimentos descritos no 
Manual de Avaliação e Alienação de Bens (Brasil, 2021a). 
É necessário recolher os valores arrecadados aos fundos estabelecidos 
para cada situação:
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de introdução à 
Unidade 3.
Ao Fundo Nacional Antidrogas (FUNAD), ao Fundo para 
Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim 
da Polícia Federal (FUNAPOL) e ao Fundo Penitenciário 
Nacional (FUNPEN) e ao Fundo Nacional de Segurança 
Pública (FNSP), nos moldes estabelecidos pelo Anexo X 
(Orientações para Recolhimento de Valores) do manual, 
quando se tratar de bens oriundos do crime de drogas, 
lavagem de dinheiro, ambiental, corrupção e outros 
crimes, e perdidos em favor da União. 
https://youtu.be/NrYAjO5c9Q4
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e orientações de recolhimento de valores
30
Ao fundo estadual beneficiário, quando tratar-se de 
ativo oriundo de crimes com perdimento para o estado. 
À conta indicada pelo juiz, nos demais casos. 
A Tabela de Referência de Procedimentos, apresentada a seguir, tem 
por objetivo resumir as principais orientações quanto ao recolhimento 
de valores resultado da alienação ou que tenham sido convertidos, 
bem como multas (medida educativa).
Classificação 
de crimes Descrição Destinação 
dos recursos
Momento do 
recolhimento
Forma de 
recolhimento
1
Tráfico 
de drogas
Valores 
decorrentes de 
crimes previstos na 
Lei n° 11.343/2006 
(Lei de Drogas).
Fundo Nacional 
Antidrogas 
(Lei n° 7560/1986)
Antes do 
trânsito 
em julgado
DJE Código de 
receita 5680 – 
Operação 635
Após trânsito 
em julgado GRU
Multa em favor 
do FUNAD GRU
2
Lavagem 
de dinheiro 
com crime 
antecedente 
tráfico 
de drogas
 
Valores 
decorrentes de 
crimes previstos na 
Lei nº 9.613/1998 
(lavagem de 
dinheiro), quando 
a infração penal 
antecedente estiver 
prevista na 
Lei n° 11.343/06 
(Lei de Drogas).
Fundo Nacional 
Antidrogas 
(Lei n° 7560/1986)
Antes do 
trânsito em 
julgado
DJE Código de 
receita 5680 – 
Operação 635
Após trânsito 
em julgado
GRU
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e orientações de recolhimento de valores
31
Classificação 
de crimes Descrição Destinação 
dos recursos
Momento do 
recolhimento
Forma de 
recolhimento
3
Lavagem 
de dinheiro, 
cujo crime 
antecedente 
não seja 
tráfico de 
drogas (Justiça 
Federal)
Valores 
decorrentes 
de crimes 
previstos na Lei 
n° 9.613/1998 
(lavagem de 
dinheiro), 
de competência 
federal, exceto se 
a infração penal 
antecedente 
estiver prevista 
na Lei de Drogas.
Fundo para 
Aparelhamento e 
Operacionalização 
das Atividades-fim 
da Polícia Federal 
(FUNAPOL) e 
Polícia Rodoviária 
Federal (PRF) 
(Lei nº 9613/1998 
e Decreto 
n° 11.008/2022)
Antes do 
trânsito 
em julgado
DJE 
Código de 
receita 6086 – 
Operação 635
Após o trânsito 
em julgado
GRU
4
Lavagem 
de dinheiro, 
cujo crime 
antecedente 
não seja 
tráfico de 
drogas (Justiça 
Estadual)
Valores 
decorrentes 
de crimes 
previstos na Lei 
n° 9.613/1998 
(lavagem de 
dinheiro), 
de competência 
estadual, 
exceto se a 
infração penal 
antecedente 
estiver prevista 
na Lei de Drogas.
Fundo Estadual
Antes do 
trânsito 
em julgado
Conforme 
orientação 
expedida pelo 
juiz do processo
Após o trânsito 
em julgado
Verificar junto 
à Comissão 
Estadual a 
existência de 
regramento/
fluxo para 
recolhimento 
para o estado
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e orientações de recolhimento de valores
32
Classificação 
de crimes Descrição Destinação 
dos recursos
Momento do 
recolhimento
Forma de 
recolhimento
5 Milícia
Esta opção deve 
ser escolhida 
quando os 
bens forem 
apreendidos 
em decorrência 
de atividades 
criminosas 
praticadas 
por milicianos.
Conta Judicial 
vinculada 
aos autos
Conta Judicial 
vinculada 
aos autos
Conforme 
orientação 
expedida pelo 
juiz do processo
Fundo Nacional 
de Segurança 
Pública (FNSP) 
(Lei nº 
13.756/2018)
Fundo Nacional 
de Segurança 
Pública 
(FNSP) (Lei nº 
13.756/2018)
GRU
6
Outros 
crimes de 
competência 
da Justiça 
Federal
Esta opção deve 
ser escolhida 
quando os bens 
apreendidos não 
se adequarem às 
demais hipóteses.
Conta Judicial 
vinculada 
aos autos
Antes do 
trânsito 
em julgado
Conforme 
orientação 
expedida pelo 
juiz do processo
Fundo 
Penitenciário 
Nacional 
(FUNPEN) 
(Lei 
Complementar 
nº 79/1994)
Após trânsito 
em julgado
GRU
Fonte: Adaptado de “Manual de Avaliação e Alienação 
de Bens”, Anexo X – Orientações para recolhimento de 
valores.
VÍDEO
Aponte a câmera do 
seu dispositivo móvel 
(smartphone ou 
tablet) no QR Code 
ao lado para assistir 
ao vídeo sobre o 
recolhimento de 
valores oriundos 
do leilão. 
O FUNAD não recebe depósito direto em conta corrente do Banco 
do Brasil. A conta vinculada à Unidade Gestora (UG) nº 200246 ou 
ao CNPJ 02.645.310/0001-99 (FUNAD) existente no Banco do Brasil 
(BB) é de uso interno do banco e não pode acolher depósitos diretos. 
Os mecanismos previstos são a Guia de Recolhimento da União (GRU) 
e o Documento para Depósitos Judiciais ou Extrajudiciais (DJE) em 
conta da Caixa Econômica Federal (CEF), conforme instruções do 
Anexo X do Manual de Avaliação e Alienação de Bens.
https://youtu.be/KEA17ThWcM4
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e orientações de recolhimento de valores
33
SAIBA MAIS 
Para conferir mais detalhes sobre os procedimentos a 
serem adotados quanto ao recolhimento de valores, 
acesse o Anexo X – Recolhimento de Valores do Manual 
de Avaliação e Alienação de Bens, disponível em: https://
www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-
sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-
alienacao-de-bens. 
A seguir, veja a figura com os principais pontos que foram 
abordados neste módulo.
SÍNTESE DO MÓDULO
Elaboração e homologação de edital, procedimentos 
de leilão e orientações de recolhimento de valores
PagamentoElaboração Homologação Publicação Leilão
O edital é o 
documento que 
norteará todo 
o processo 
de leilão.
É importante 
que o edital 
seja claro e 
objetivo, e que 
contenha todas 
as informações 
necessárias.
A homologação 
do edital é 
realizada pela 
autoridade 
competente, 
que pode ser a 
autoridade que 
autorizou o 
leilão ou outra 
autoridade 
designada.
A homologação 
do edital é 
importante 
para garantir 
que o edital 
esteja em 
conformidade 
com a 
legislação 
vigente.
A publicação do 
edital é 
importante 
para garantir 
que o leilão seja 
amplamente 
divulgado e 
que todos os 
interessados 
tenham 
conhecimento 
dele.
O leilão 
eletrônico é 
realizado por 
meio de um 
sistema 
eletrônico, que 
deve garantir a 
transparência e 
a segurança do 
processo.
O valor da 
arrematação 
deve ser pago 
no prazo 
estabelecido 
no edital.
Em caso de 
atraso no 
pagamento, 
o arrematante 
poderá ser 
desclassificado, 
perderá o 
direito à 
arrematação 
e poderá ser 
penalizado.
https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens
https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens
https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens
https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens
Curso LEILOA+ 
Módulo 2 - Elaboração e homologação de edital, procedimentos do leilão 
e orientações de recolhimento de valores
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No próximo módulo trataremos sobre os procedimentos pós-leilão!
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animação com a 
síntese do que 
foi abordado 
neste módulo. 
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35
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 12.721: 
avaliação de custos de construção para incorporação imobiliária e outras 
disposições para condomínios edilícios. Rio de Janeiro: ABNT, 2006. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14.653-1: 
avaliação de bens – parte 1: procedimentos gerais. Rio de Janeiro: ABNT, 
2019. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14.653-2: 
avaliação de bens – parte 2: imóveis urbanos. Rio de Janeiro: ABNT, 2011. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14.653-3: 
avaliação de bens – parte 3: imóveis rurais. Rio de Janeiro: ABNT, 2019. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14.653-4: 
avaliação de bens – parte 4: empreendimentos. Rio de Janeiro: ABNT, 
2002. 
BRASIL. Decreto n° 3.725, de 10 de janeiro de 2001. Regulamenta a Lei 
no 9.636, de 15 de maio de 1998, que dispõe sobre a regularização, admi-
nistração, aforamento e alienação de bens imóveis de domínio da União, 
e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2001. 
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/
D3725.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Decreto n° 11.008, de 25 de março de 2022. Regulamenta o § 
1º do art. 7º da Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, para estabelecer a 
destinação de bens, direitos e valores cuja perda tenha sido declarada em 
processos de competência da justiça federal nos crimes de “lavagem” 
ou ocultação de bens, direitos e valores. Brasília, DF: Presidência da Re-
pública, 2022. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_
ato2019-2022/2022/decreto/D11008.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Decreto n° 11.461, de 31 de março de 2023. Regulamenta o 
art. 31 da Lei nº 14.133, de 1º de abril de 2021, para dispor sobre os pro-
cedimentos operacionais da licitação na modalidade leilão, na forma 
eletrônica, para alienação de bens móveis inservíveis ou legalmente 
apreendidos, e institui o Sistema de Leilão Eletrônico no âmbito da 
administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Bra-
sília, DF: Presidência da República, 2023. Disponível em: https://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Decreto/D11461.htm. 
Acesso em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Decreto-Lei n° 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Código Penal. 
Brasília, DF: Presidência da República, 1940. Disponível em: https://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm. 
Acesso em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Decreto-Lei n° 9.760, de 5 de setembro de 1946. Dispõe sobre 
os bens imóveis da União e dá outras providências. Brasília, DF: Presi-
dência da República, 1946. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/Decreto-Lei/Del9760.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/D3725.htm
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BRASIL. Decreto-Lei n° 2.398, de 21 de dezembro de 1987. Dispõe sobre 
foros, laudêmios e taxas de ocupação relativas a imóveis de propriedade 
da União, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 
1987. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-
-lei/1965-1988/Del2398.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Decreto-Lei n° 3.689, de 3 de outubro de 1941. Código de 
Processo Penal. Brasília, DF: Presidência da República, 1941. Disponível 
em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm. 
Acesso em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Lei Complementar n° 79, de 7 de janeiro de 1994. Cria o Fundo 
Penitenciário Nacional - FUNPEN, e dá outras providências. Brasília, DF: 
Presidência da República, 1994. Disponível em: https://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp79.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Lei n° 7.560, de 19 de dezembro de 1986. Cria o Fundo de Pre-
venção, Recuperação e de Combate às Drogas de Abuso, dispõe sobre 
os bens apreendidos e adquiridos com produtos de tráfico ilícito de 
drogas ou atividades correlatas, e dá outras providências. Brasília, DF: 
Presidência da República, 1986. Disponível em: https://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/leis/l7560.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Lei n° 9.069, de 29 de junho de 1995. Dispõe sobre o Plano 
Real, o Sistema Monetário Nacional, estabelece as regras e condições 
de emissão do REAL e os critérios para conversão das obrigações para o 
REAL, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 
1995. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9069.
htm. Acesso em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Lei n° 9.613 de 3 de março de 1998. Dispõe sobre os crimes 
de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores; a prevenção da 
utilização do sistema financeiro para os ilícitos previstos nesta Lei; cria 
o Conselho de Controle de Atividades Financeiras - COAF, e dá outras 
providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1998. Disponível 
em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9613.htm. Acesso em: 
6 nov. 2023. 
BRASIL. Lei n° 9.636, de 15 de maio de 1998. Dispõe sobre a regula-
rização, administração, aforamento e alienação de bens imóveis de 
domínio da União, altera dispositivos dos Decretos-Leis nos 9.760, de 
5 de setembro de 1946, e 2.398, de 21 de dezembro de 1987, regulamenta 
o § 2o do art. 49 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, 
e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1998. 
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9636.htm. 
Acesso em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Lei n° 9.714, de 25 de novembro de 1998. Altera dispositivos 
do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal. 
Brasília, DF: Presidência da República, 1998. Disponível em: https://
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1965-1988/Del2398.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/1965-1988/Del2398.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3689.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp79.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7560.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9069.htm
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9613.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9636.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9714.htm
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BRASIL. Lei n° 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. 
Brasília, DF: Presidência da República, 2002. Disponível em: https://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10406compilada.htm. Acesso 
em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Lei n° 10.707, de 30 de julho de 2003. Dispõe sobre as diretrizes 
para a elaboração da lei orçamentária de 2004 e dá outras providências. 
Brasília, DF: Presidência da República, 2003. Disponível em: https://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.707.htm. Acesso em: 6 
nov. 2023. 
BRASIL. Lei n° 11.343, de 23 de agosto de 2006. Institui o Sistema Na-
cional de Políticas Públicas sobre Drogas - SISNAD; prescreve medidas 
para prevenção do uso indevido, atenção e reinserção social de usuários 
e dependentes de drogas;estabelece normas para repressão à produção 
não autorizada e ao tráfico ilícito de drogas; define crimes e dá outras 
providências. Brasília, DF: Presidência da República, 2006. Disponível 
em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/
l11343.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Lei n° 12.977, de 20 de maio de 2014. Regula e disciplina a 
atividade de desmontagem de veículos automotores terrestres; altera o 
art. 126 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 - Código de Trânsito 
Brasileiro; e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 
2014. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-
2014/2014/lei/l12977.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Lei n° 13.756, de 12 de dezembro de 2018. Dispõe sobre o Fundo 
Nacional de Segurança Pública (FNSP), sobre a destinação do produto da 
arrecadação das loterias e sobre a promoção comercial e a modalidade 
lotérica denominada apostas de quota fixa [...]. Brasília, DF: Presi-
dência da República, 2018. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/
ccivil_03/_Ato2015-2018/2018/Lei/L13756.htm. Acesso em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Lei n° 13.886, de 17 de outubro de 2019. Altera as Leis nos 7.560, 
de 19 de dezembro de 1986, 10.826, de 22 de dezembro de 2003, 11.343, 
de 23 de agosto de 2006, 9.503, de 23 de setembro de 1997 (Código de 
Trânsito Brasileiro), 8.745, de 9 de dezembro de 1993, e 13.756, de 12 
de dezembro de 2018, para acelerar a destinação de bens apreendidos 
ou sequestrados que tenham vinculação com o tráfico ilícito de drogas. 
Brasília, DF: Presidência da República, 2019. Disponível em: https://
www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13886.htm. 
Acesso em: 6 nov. 2023. 
BRASIL. Lei n° 14.133, de 1º de abril de 2021. Lei de Licitações e Contratos 
Administrativos. Brasília, DF: Presidência da República, 2021b. Disponível 
em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/
l14133.htm. Acesso em: 29 out. 2023. 
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https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11343.htm
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BRASIL. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Secretaria Nacional de 
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Desinvestimento e Mercados. Secretaria de Coordenação e Governança 
do Patrimônio da União. Instrução Normativa SPU/ME n° 67, de 20 de 
setembro de 2022. Dispõe sobre as diretrizes de avaliação dos imóveis da 
União ou de seu interesse, bem como define os parâmetros técnicos para 
cobrança em razão de sua utilização. Brasília, DF: Ministério da Economia, 
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CONSELHO DE ARQUITETURA E URBANISMO DO BRASIL. Resolução 
n° 21, de 5 de abril de 2012. Dispõe sobre as atividades e atribuições 
profissionais do arquiteto e urbanista e dá outras providências. Bra-
sília, DF: CAU, 2012. Disponível em: https://transparencia.caubr.gov.
br/resolucao21/. Acesso em: 6 nov. 2023. 
CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA. Resolução 
n° 218, de 26 de junho de 1973. Discrimina atividades das diferentes 
modalidades profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia. 
Brasília, DF: CONFEA, 1973. Disponível em: https://www.fca.unesp.br/
Home/Graduacao/0218-73.pdf. Acesso em: 6 nov. 2023. 
CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA. Resolução n° 
345, de 27 de julho de 1990. Dispõe quanto ao exercício por profissional 
de Nível Superior das atividades de Engenharia de Avaliações e Perícias 
de Engenharia. Brasília, DF: CONFEA, 1990. Disponível em: https://
ibape-nacional.com.br/documentos/Resolucao_CONFEA_0345_90.
pdf. Acesso em: 6 nov. 2023. 
LENZI, Tié. Significado de Bis in idem. In: Enciclopédia de Significados. 
[S.l.], 2023. Disponível em: https://www.significados.com.br/bis-in-
-idem/. Acesso em: 8 dez. 2023. 
SIGNIFICADO de discricionaridade. In: Enciclopédia Significados. [S.l.], 
2023. Disponível em: https://www.significados.com.br/discricionarie-
dade/. Acesso em: 8 dez. 2023. 
https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens
https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens
https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/politicas-sobre-drogas/subcapas-senad/manual-de-avaliacao-e-alienacao-de-bens
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-spu/me-n-67-de-20-de-setembro-de-2022-431330257
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/instrucao-normativa-spu/me-n-67-de-20-de-setembro-de-2022-431330257
https://transparencia.caubr.gov.br/resolucao21/
https://transparencia.caubr.gov.br/resolucao21/
https://www.fca.unesp.br/Home/Graduacao/0218-73.pdf
https://www.fca.unesp.br/Home/Graduacao/0218-73.pdf
https://ibape-nacional.com.br/documentos/Resolucao_CONFEA_0345_90.pdf
https://ibape-nacional.com.br/documentos/Resolucao_CONFEA_0345_90.pdf
https://ibape-nacional.com.br/documentos/Resolucao_CONFEA_0345_90.pdf
https://www.significados.com.br/bis-in-idem/
https://www.significados.com.br/bis-in-idem/
https://www.significados.com.br/discricionariedade/
https://www.significados.com.br/discricionariedade/
M I N I S T É R I O D A
J U S T I Ç A E
S E G U R A N Ç A P Ú B L I C A
REALIZAÇÃO
	MÓDULO 2
APRESENTAÇÃO
	Unidade 1 
	Elaboração, homologação e publicação de edital de leilão 
	1.1 Elaboração e homologação do edital
	1.2 Publicação e divulgação do edital
	Unidade 2 
	O leilão 
	2.1 Os lances
	2.2 O pagamento pelo arrematante 
e retirada dos lotes
	Unidade 3 
	Recolhimento de valores 
	3.1 Recolhimento dos pagamentos
	REFERÊNCIAS