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118 8o ano | Ensino Fundamental
118 8o ano | Ensino Fundamental
Capítulo
 Antes da chegada dos colonizadores 
 Os primeiros Estados 
 A América pré-colombiana 
 O domínio do continente 
 A população americana
 Consequências do crescimento 
demográfico
5
 Estrutura demográfica
 Diferenças demográficas
 A transição demográfica
 As condições de vida
 Ingo Bartussek/AdobeStock.com
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(EF08GE16) Analisar as principais pro-
blemáticas comuns às grandes cida-
des latino-americanas particularmen-
te, aquelas relacionadas à distribui-
ção, estrutura e dinâmica da popula-
ção e às condições de vida e trabalho.
BNCC Habilidades 
trabalhadas no 
capítulo
CONSIDERAÇÕES
SOBRE O CAPÍTULO
Neste capítulo, traçaremos o perfil da 
formação histórica da América, tratando 
de suas origens, de sua descoberta pelos 
europeus e do processo de dominação so-
frido pelos habitantes do território. Mos-
traremos que esses habitantes possuíam 
uma peculiar forma de organização cultu-
ral, social e econômica, que foi descaracte-
rizada e arruinada pela invasão europeia. 
Destacamos a América pré-colombia-
na, ou seja, sua organização e a notável 
estrutura que as terras americanas pos-
suíam antes da chegada de Cristóvão Co-
lombo, em que se destacavam civiliza-
ções fascinantes chamadas de mesoame-
ricanas (maias e astecas) e andinas (incas), 
das quais estudamos a origem, as princi-
pais características e a forma como foram 
dominadas. Os maias eram marcados pela 
divisão em castas, por uma economia cen-
trada na agricultura e por alto nível inte-
lectual; os astecas eram divididos em três 
classes principais, tinham a guerra como 
principal atividade e centravam-se em uma 
economia agrícola; e os incas destacavam-
-se pelas grandiosas obras arquitetônicas, 
pela força de quatro grandes tribos e por 
uma economia também agrária. 
Estudaremos, detalhadamente, como 
ocorreu a dominação do continente com a 
chegada dos europeus e explicamos que, 
mesmo depois da independência conquis-
tada, muitos dos países colonizados conti-
nuaram marcados por uma forte herança 
colonial, mantendo, ainda, a forma de orga-
nização político-econômica neles desenvol-
vida pelas metrópoles. Veremos também, 
como os tipos de colonização (de explora-
ção e de povoamento). ocorridos na Amé-
rica, influenciaram o desenvolvimento de 
cada subcontinente de diferentes formas.
ANOTAÇÕES
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1198o ano | Ensino Fundamental
1198o ano | Ensino Fundamental
No final do século XV, os europeus começa-
ram a buscar novas rotas marítimas para o comér-
cio com o Oriente. Essa busca foi principalmente 
motivada pela possibilidade de serem encontrados 
metais preciosos e terras onde se pudesse obter ali-
mentos e matérias-primas. Em uma dessas viagens, 
navegantes europeus defrontaram-se com um con-
tinente totalmente desconhecido. Esse foi um difí-
cil encontro, a curiosidade deu lugar ao assombro, 
ao medo e à incompreensão ante o novo, ao passo 
que a violência e a vontade de domínio caracteriza-
ram esses tempos de descobrimentos, de conquis-
tas e de domínios. Como resultado, povos aboríge-
nes, denominados de índios pelos europeus, foram 
dominados rapidamente. 
Essa enorme variedade de grupos nativos com 
características sociais, econômicas e culturais pró-
prias e muito diversas, recebeu o deslocamento do 
branco europeu e a importação de negros escravi-
AMÉRICA: FORMAÇÃO 
HISTÓRICA E 
POPULACIONAL
Mulheres dos povos indígenas aimarás, que têm sua origem datada 
desde a era pré-colombiana no Peru, na Bolívia, na Argentina e no Chile. 
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OBJETIVOS
DIDÁTICOS
•	Mostrar o processo da formação históri-
ca da América: origens, descoberta e ocupa-
ção pelos europeus, dominação e conflitos. 
•	 Identificar as características de alguns 
povos nativos antes da chegada dos europeus. 
•	Reconhecer os diferentes graus de contri-
buição desses primeiros habitantes da Amé-
rica na formação sociocultural dos povos 
americanos e as causas dessas diferenças. 
•	Abordar a formação dos primeiros Esta-
dos, por meio dos povos — maias, astecas 
CONCEITOS 
PRINCIPAIS
América pré-colombiana; Estados; po-
tências europeias; organização político-
-econômica; colonização de exploração e 
de povoamento.
CONCEITOS
COMPLEMENTARES
Navegações europeias; povos indíge-
nas; formas de organização cultural, social 
e econômica; maias, astecas e incas; eco-
nomia agrária; herança colonial. 
CONSIDERAÇÕES
SOBRE O CAPÍTULO
•	Inicie o capítulo lembrando aos alunos 
alguns dos aspectos já estudados sobre o 
continente americano, como a sua forma-
ção natural, por exemplo. Explique que 
o tema deste capítulo está relacionado a 
outro importante aspecto desse mesmo 
território: a sua formação histórica. Ques-
tione-os sobre os elementos que dizem 
respeito a tal formação e explique que 
tudo o que somos hoje passou por um in-
tenso processo de transformação. 
•	Fale que o que nos caracteriza como país 
hoje está profundamente ligado às nossas 
origens, à forma como fomos colonizados. 
Comente com eles que os primeiros habitan-
tes não eram povos desorganizados social-
mente, como o conceito de selvagens a eles 
atribuído pode sugerir. Ao contrário, os indí-
genas possuíam uma interessante e respei-
tada forma de organização social, com lide-
ranças estabelecidas e papéis sociais defini-
dos, tarefas bem distribuídas e traços cultu-
rais e religiosos muito marcantes. 
e incas — que constituíam a civilização pré-
-colombiana, caracterizando-os. Explicar a 
herança colonial que marcou os países colo-
nizados mesmo após a sua independência. 
•	Discutir como esses povos tiveram 
suas culturas subjugadas pela domina-
ção europeia. 
•	Estudar e compreender as formas de 
colonização ocorridas na América (coloni-
zação e povoamento), relacionando-as às 
condições de desenvolvimento.
ANOTAÇÕES
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120 8o ano | Ensino Fundamental
120 8o ano | Ensino Fundamental
zados, procedentes da África, miscigenando-se. Assim como acontece ao redor 
do mundo, essa população não está distribuída igualmente; enquanto há ex-
cesso de pessoas em algumas regiões, há poucas em outras. 
Neste capítulo, você tomará conhecimento acerca dos fatores histórico-
-geográficos que servem de base para determinar o desenvolvimento social 
e o crescimento total dessa população, como suas características demográfi-
cas, sua estrutura ocupacional e também os problemas vinculados ao traba-
lho e à qualidade de vida. Esta última é analisada por meio dos indicadores 
do desenvolvimento humano.
Antes da chegada dos 
colonizadores
Antes de o nosso continente ser chamado América, os colonizadores eu-
ropeus que aqui chegaram encontraram inúme ros povos que o habitavam há 
milhares de anos. Esses povos estavam distribuídos por todo o território e 
apresentavam diferentes formas de organização social e econômica. Verdadei-
ras civilizações com avançados conhecimentos científicos, políticos e sociais. 
A primeira forma de organização social e política desses povos reconhecia 
um chefe da comunidade, que tinha a autoridade de organizar as tarefas coti-
dianas, mas entre ele e os demais havia poucas diferenças sociais. Organiza-
vam-se em comunidades igualitárias, em que a terra, assim como o trabalho, 
era dividida entre os membros em sua maioria. Viviam da caça, da pesca, da 
coleta de vegetais; e alguns, de uma agricultura de subsistência.
Moray é um terraceamento inca 
localizado em um sítio arqueoló-
gico a aproximadamente 50 km 
de Cuzco, Peru.
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1218o ano | Ensino Fundamental
1218o ano | Ensino Fundamental
Trópico de Capricórnio
Trópico de Câncer
Oceano
Atlântico
Oceano
Pacífico
Esquimós
Na-Dene
Wakaun
Sioux
Shoshoni
ApachesCree
Cree
Astecas
Maias
Aruaque
Caribe
Chibchas
Tupi-guarani
Tupi-guarani
JêIncas
Fonte: ALBUQUERQUE, Manoel Maurício de; CARVALHO, Carlos; REIS, Arthur Cézar Ferreira. Atlas histórico escolar. Rio de Janeiro: Fename, 1977.
Os primeiros habitantes da Améri-
ca povoavam diferentes áreas do 
continente. Com o tempo, os gru-
pos adquiriram aspectos cultu-
rais, sociais, econômicos e políti-
cos próprios. O mapa nos dá uma 
visualização dos locais em que vi-
viam alguns dos povos na América 
à época da chegada dos europeus.
Os primeiros Estados
Há 3 mil anos, na região hoje compreendida pela Península de Yucatán, 
no México, até a Cordilheira dos Andes, passando por regiões da atual Amé-
rica Central (zona da Mesoamérica), alguns grupos de agricultores organiza-
ram instituições que exerceram autoridade sobre os habitantes de um terri-
tório delimitado, estabelecendo leis comuns e impondo à população o paga-
mento de tributos em produtos ou em trabalho. Os tributos lhes permitiam 
assegurar a alimentação de sacerdotes, guerreiros e funcionários do gover-
no, e também construir templos e canais de irrigação.
Principais grupos étnicos dos povos pré-colombianos
0 977 km 1.954 km
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122 8o ano | Ensino Fundamental
122 8o ano | Ensino Fundamental
Esses grupos, chamados olmecas, construíram cidades e organizaram os 
primeiros Estados, alcançando um nível de organização sofisticado que passa-
ram para a História não como simples nações indígenas, mas, sim como verda-
deiras civilizações. As chamadas civilizações pré-colombianas.
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A Pedra do Sol, mais conhecida 
como Calendário Asteca, é uma 
representação do deus Tonatiuh, a 
quem chamavam de Sol. É um sis-
tema de medição do tempo inven-
tado pelos olmecas desde meados 
do século XVI, utilizado posterior-
mente pelos povos da Mesoaméri-
ca, inclusive maias e astecas.
A América pré-colombiana
É o período histórico compreendido entre os primeiros vestígios da presença 
humana na América e a colonização de exploração europeia, cujo marco é a che-
gada do navegador Cristóvão Colombo a essas terras no ano de 1492. Diz respei-
to também ao desenvolvimento de três nações relativamente complexas quanto à 
sua significativa organização político-social e econômica: os maias, os astecas e os 
incas. Com eco nomia baseada na agricultura, essas três civilizações organizavam-se 
em cidades onde o comércio era estruturado. Dominavam também conhecimentos 
de ar quitetura, matemática, astronomia e técnicas de fundição do ouro e da prata.
Rio Amazonas
Trópico de Capricórnio
Trópico de Câncer
Oceano
Atlântico
Oceano
Pacífico
Teotihuacán
Tenochtitlán
(Cidade do México)
Mitla
Palenque
Tikal
Chichen ItzáUxmal
Quito
Pachacamac
Nazca
Machu Picchu
Cuzco
Tiahuanaco
Império Inca no século XIII
Império Inca em 1525
Império Asteca em 1519
Império Maia em 1519
Fonte: ALBUQUERQUE, Manoel Maurício de (et al). Atlas histórico escolar. Rio de Janeiro: MEC, 1983. p. 53. Adaptado.
Ao chegarem ao continente ame-
ricano, os exploradores europeus 
viram que ele já era habitado por 
povos que apresentavam enor-
mes diferenças sociais e cultu-
rais. Entre esses grupos, mere-
cem destaque os maias, os aste-
cas e os incas.
Impérios inca, asteca e maia: séculos XIII e XVI
Os maias
A origem da civilização maia está em um grupo de agricultores que, insta-
lados na Península de Yucatán, começou a construir grandes cidades na selva 
entre os séculos IV a.C. e IX d.C. 
0 732 km 1.464 km
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1238o ano | Ensino Fundamental
1238o ano | Ensino Fundamental
Conhecidos como maias, esses agricultores or-
ganizavam-se em cidades-Estado, isto é, cidades 
soberanas e autônomas, com uma estrutura políti-
ca centralizada: cada uma delas era governada por 
um chefe — halch uinin, o “verdadeiro homem”, as-
sistido por um conselho que incluía os principais 
chefes e os sacerdotes. O batab era o chefe civil da 
cidade; e o nacom, o chefe militar.
A sociedade maia estava rigidamente dividi-
da em três classes em um sistema de castas (isto 
é, os indivíduos que nascessem em determinada 
casta morreriam nela). A primeira casta era com-
posta pela família real, pelos ocupantes dos princi-
pais postos do governo e pelos comerciantes; a se-
gunda casta compreendia os servidores do Estado, 
como dirigentes das cerimônias e responsáveis pela 
defesa e cobrança de impostos; a terceira casta, por 
sua vez, era formada pelos trabalhadores braçais e 
pelos agricultores. 
Essa civilização tinha sua economia centrada 
na agricultura e no trabalho escravo. Suas planta-
ções eram realizadas em clareiras abertas em meio 
à floresta, onde cultivavam feijão, algodão, batata, 
tomate e cacau. 
Conhecidos pelo seu alto nível intelectual, os 
maias se destacaram em vários campos científi-
cos. Seu sistema de escrita — hieróglifo — era tão 
complexo que ainda há sinais não decifrados. O 
avanço de sua matemática permitiu na Astrono-
mia cálculos de exatidão admirável. Apesar de não 
contar com telescópios, conseguiam, por exemplo, 
antecipar as datas em que ocorreriam os eclip-
ses, conheciam os movimentos do Sol, da Lua, de 
Vênus e de outros planetas. As ruínas encontra-
das de alguns observatórios, como Uaxactun e o 
de Chichén Itzá, são provas evidentes de seu pro-
gresso na prática dessa ciência. 
Chichén Itzá, no México, era a mais famosa ci-
dade-templo maia, funcionando como centro polí-
tico e econômico dessa civilização. Com 27 metros 
de altura e 365 degraus, que representam os dias 
do ano, o templo é uma prova do alto conhecimen-
to maia sobre o movimento dos astros.
Quando os europeus chegaram à América, 
encontraram a civilização maia já em declínio. 
Apesar de não serem conhecidas de forma exata 
as causas desse declínio, historiadores apontam 
para a decadência da agricultura. Em função do 
esgotamento do solo, essa civilização abando-
nou grandes cidades e formou povoados meno-
res em outras áreas. Com o decorrer do tempo, no 
entanto, os pequenos reinos independen tes que 
restaram dessa mistura de povos teriam contribuí-
do para a dissolução da civi lização maia, ficando 
apenas alguns traços e tradições nas populações 
do norte da Península de Yucatán.
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Ruínas da cidade-templo Chichén Itzá, no México.
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SUGESTÃO 
DE ATIVIDADE
O mundo dos maias 
Conteúdo 
•	Nações, povos, lutas, guerras e revolu-
ções; Civilização Maia. 
Objetivo 
•	Avaliar aspectos arqueológicos, sociais 
e culturais da Civilização Maia. 
Atividades 
Os maias foram uma importante ci-
vilização que teria vivido entre os terri-
tórios da Guatemala e do México. Use o 
texto, a seguir, como base para analisar 
com a sua turma alguns aspectos da Ci-
vilização Maia. 
•	1º passo 
A Civilização Maia foi uma cultura me-
soamericana pré-colombiana com uma 
rica história de mais de 3 mil anos. Con-
trariando a crença popular, o povo maia 
nunca desapareceu por completo, pois mi-
lhões de pessoas ainda vivem na mesma 
região ocupada de forma milenar, e muitos 
deles ainda falam alguns dialetos da língua 
original maia. As evidências arqueológicas 
mostram que os maias começaram a edifi-
car sua arquitetura cerimonial há mais de 3 
mil anos. Entre os estudiosos, há um certo 
desacordo sobre os limites e as diferenças 
entre a Civilização Maia e a cultura vizinha 
dos olmecas. Os olmecas e os maias an-
tigos parecem ter sido influenciados mu-
tuamente. Os monumentos maias antigos 
consistem em simples montículos onde 
construíram tumbas, precursoras das pi-
râmides erigidas mais tarde. Eventualmen-
te, a cultura olmeca teria desaparecido de-
pois de dispersar a sua influência na Penín-
sula de Iucatã, no México, na Guatemala e 
em outras regiões.Proponha a seus alunos uma pesquisa 
sobre o que resta hoje da Civilização Maia 
no México e na Guatemala. Eles vão desco-
brir um pouco da língua e das tradições da-
quele povo que hoje se encontra na região. 
Um bom exemplo é a festa do Dia dos Mor-
tos, que celebra a vida de uma outra ma-
neira, completamente diferente da nossa 
tradição judaico-cristã. Diante de um con-
vívio tão generoso e diferente com a morte, 
ANOTAÇÕES
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124 8o ano | Ensino Fundamental
124 8o ano | Ensino Fundamental
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Scanners a laser revelaram mais de 60.000 estruturas maias desconhecidas que formavam uma vasta rede de cidades, fortes, fazen-
das e calçadas.
Mega cidade maia achada sob selva impressiona: 60 mil casas, palácios e pirâmide
Em 2020, um grupo de 30 arqueólogos des-
cobriu, graças a uma tecnologia laser revolucio-
nária, uma cidade de origem maia escondida sob 
a floresta tropical guatemalteca da Reserva da 
Biosfera Maia.
Usando a técnica de Detecção e Distância 
de Luz (LiDAR), capaz de emitir raios que pene-
tram na cobertura florestal, arqueólogos desco-
briram uma megalópole composta de mais de 
60.000 estruturas individuais.
Esse laser foi capaz de detectar casas, palácios, 
pirâmides, centros cerimoniais, grandes praças e até 
fortificações de defesa. Mas não só isso, por meio 
dessa tecnologia, a equipe descobriu uma complexa 
rede de estradas e modernos sistemas de irrigação.
[...] 
Graças ao desenvolvimento urbano da cidade 
arqueológica de Tikal, a equipe de pesquisadores 
considera que o número de habitantes poderia ter 
chegado a 10 milhões entre 300 a.C. e 900 d. C. Por-
tanto, essa descoberta mostra que a civilização era 
mais comparável a outras tão sofisticadas como as 
da Grécia ou China antigas do que a cidades disper-
sas e escassamente povoadas.
Disponível em: https://www.pensarcontemporaneo.com/mega-cidade-
-maia-achada-sob-selva-impressiona-60-mil-casas-palacios-e-piramide/. 
Acesso: 09/12/2020.
Os astecas
Os astecas dominaram o vale do México entre os séculos XIV e XVI. Após submeter essa região, seus exér-
citos organizaram um império guerreiro e teocrático, estruturado na aliança de três grandes cidades: Te-
nochtitlán, Texcoco e Tacuba. A maior autoridade asteca era o seu imperador, chamado Tlatoani.
Entre os integrantes da sociedade asteca havia grandes diferenças de poder e prestígio: o setor mais 
poderoso era integrado pelo imperador, pelos sacerdotes e por guerreiros e funcionários do Estado. O outro 
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deixado por aquela civilização, a relação 
com a vida também se vê alterada. “A cada 
vida, corresponde uma morte. Não mor-
rer como se viveu é a constatação de não 
haver vivido sua própria vida, mas, sim, a 
de outra pessoa. Deve-se morrer como se 
vive. A morte não os assusta”, diz o escri-
tor Octavio Paz. 
•	2º passo 
Há uma pergunta que fascina os es-
tudiosos desde que foram encontradas 
as primeiras cidades maias na região de 
Petén até os dias de hoje: o que teria leva-
do ao fim aquela civilização? As primeiras 
explicações acreditaram numa catástrofe 
repentina, como um terremoto, uma ex-
plosão vulcânica ou, quem sabe mesmo, 
um furacão. Alguns estudiosos afirmam 
que pode ter havido uma doença miste-
riosa como a peste negra, que dizimou 
parte da população europeia durante a 
Idade Média, ou mesmo a varíola, que 
teria contribuído para o extermínio de 
boa parte da população indígena quan-
do da chegada dos europeus à América. A 
maioria dos estudiosos, entretanto, des-
carta as hipóteses baseadas em um único 
acontecimento, afirmando que o colapso 
total daquela civilização foi devido a um 
conjunto de fatores. 
Proponha aos seus alunos um deba-
te na sala de aula sobre o que teria leva-
do os maias ao seu ocaso, ao fim repen-
tino de sua civilização. 
•	3º passo 
Proponha aos seus alunos uma pes-
quisa sobre o que é Arqueologia e qual 
a diferença entre a Arqueologia e a An-
tropologia. Eles encontrarão informa-
ções atestando que a Arqueologia é 
uma ciência social que estuda as civili-
zações humanas, podendo ser tanto as 
que ainda existem quanto as extintas, 
por meio de seus restos materiais, sejam 
esses objetos móveis, como, objetos de 
arte, ou objetos imóveis, como é o caso 
das estruturas arquitetônicas. Também 
se incluem as intervenções no meio am-
biente efetuadas pelo indivíduo. A pa-
lavra arqueologia vem da língua grega: 
archaios, velho ou antigo, e logos, ciên-
cia. A maioria dos primeiros arqueólogos 
que aplicaram a sua disciplina aos estu-
dos das antiguidades definiu a Arqueolo-
gia como o estudo sistemático dos restos 
materiais da vida humana já desapareci-
da. Outros arqueólogos enfatizaram as-
pectos psico-comportamentais e defini-
ram a Arqueologia como a reconstrução 
da vida dos povos antigos.
Em alguns países, a Arqueologia é 
considerada como uma disciplina per-
tencente à Antropologia; enquanto esta 
se centra no estudo das culturas huma-
nas, a Arqueologia dedica-se ao estudo 
das manifestações materiais das civiliza-
ções antigas. Desse modo, enquanto as 
antigas gerações de arqueólogos estuda-
vam um antigo instrumento de cerâmica 
como um elemento cronológico que aju-
daria a pôr uma data à cultura que era 
objeto de estudo ou simplesmente como 
um objeto com um verdadeiro valor es-
tético, os antropólogos veriam o mesmo 
objeto como um instrumento que lhes 
serviria para compreender o pensamen-
to, os valores e a própria sociedade a que 
pertenceram. 
Analise com seus alunos quais os 
principais problemas enfrentados pelos 
arqueólogos em suas pesquisas. 
Disponível em: http://revistaescola.abril.com.
br/historia/pratica-pedagogica/omundo-dos-
-maias-426179.shtml. Acesso em: 10/09/2018. 
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1258o ano | Ensino Fundamental
1258o ano | Ensino Fundamental
setor era formado por comerciantes, artesãos e campesinos, obrigados a pagar 
tributos em produtos e em trabalho, e havia também uma classe de escravos.
Tinham a guerra como principal atividade, o que permitia estender seus 
territórios e obter escravos e vítimas para realizar oferendas aos seus deuses. 
Acreditavam, dessa forma, que os sacrifícios humanos serviam de alimento 
para os deuses e garantiam-lhes a continuidade da vida. 
A economia asteca baseava-se na agricultura: o milho, o feijão e a abóbo-
ra eram os principais cultivos. Também comercializavam com povos de terras 
distantes. Assim obtinham, entre outros bens, cacau, algodão e penas. Sua 
principal fonte de energia era a força humana e não utilizavam animais para o 
trabalho agrícola nem para o transporte de carga. Apesar dessa limitação, rea-
lizaram fabulosas obras de engenharia. Entre tantas, destaca-se a cidade de 
Tenochtitlán, construída sobre uma ilha artificial localizada no lago Texcoco.
O comércio era uma das atividades mais importantes da cidade. Ali eram 
comercializados produtos entregues como tributos e outros trazidos por co-
merciantes de lugares distantes, por exemplo: sal, mel, frutas, peixes, carne, 
tecidos de algodão e pele. 
O auge do Império Asteca coincidiu com a chegada dos espanhóis, que 
encontraram sua capital, a fabulosa Tenochtitlán, com cerca de 250 mil pes-
soas, população mais numerosa que a de muitos centros europeus importan-
tes da época.
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ão
Tenochtitlán foi fundada em 
1325. Constituía-se em um cen-
tro urbano com cerca de 100 mil 
habitantes, sendo, no período da 
dominação, a maior cidade ame-
ricana, perdendo apenas para as 
cidades europeias, como Paris, 
Veneza e Constantinopla. Sua or-
ganização e estrutura surpreen-
deram seus exploradores, con-
forme pode se ver no comentário 
do cronista espanhol Bernal Del 
Castillo: “Alguns de nossos sol-
dados perguntavam se as coisas 
que víamos não eram apenas um 
sonho, quando olhavam aquela 
cidade pensavam que nunca no 
mundo se descobriria outra terracomo aquela”.
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126 8o ano | Ensino Fundamental
126 8o ano | Ensino Fundamental
Os incas
Sabe-se muito pouco sobre a origem da civi-
lização inca, pois, segundo alguns historiadores, 
por motivos religiosos os incas não tinham escri-
ta. Porém, é do conhecimento da história sua or-
ganização como sociedade, suas conquistas como 
povo guerreiro, suas habilidades como artesãos, 
exploradores e manipuladores dos recursos mi-
nerais do solo em que pisavam. Suas obras arqui-
tetônicas causam admiração pelo requinte, entre 
elas está a cidade de Machu Picchu, descoberta 
apenas em 1911. 
O povo inca estava assim organizado socialmente: 
•	 O imperador: com poder supremo, era também 
chefe temporal e religioso do povo, que o venera-
va como filho do Sol. Com o objetivo de manter a 
dinastia pura, casava-se com a irmã mais velha, 
porém poderia manter várias concubinas.
•	 A aristocracia: classe composta de membros 
da família do imperador, ocupava os altos 
cargos do império e possuía as melhores terras. 
•	 Os curacas (chefes locais): segmento social 
imediatamente inferior à aristocracia.
•	 Os hatun runa: agricultores e artesãos que cul-
tivavam as próprias terras. O trabalho obrigató-
rio constituía seu tributo à religião e ao Estado.
Machu Picchu é a mais conhecida ruína do Império Inca, localizada na Cordilheira dos Andes, no Peru. Porém pouco se sabe de sua his-
tória. Sua construção começou no século XV, e atualmente é o local mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e 
características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911, pelo explorador norte-americano Hiram Bingham.
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•	 Os yanaconas (servos) e os mitimaes (prisio-
neiros de guerra): formavam a camada social 
mais baixa.
Com uma malha urbana e populacional nos 
vales dos rios, os incas não tinham a mesma or-
ganização política e econômica de outras civiliza-
ções. Em contrapartida, eram grandes guerreiros. 
E pelas armas ampliaram seus domínios, montan-
do uma verdadeira rede de estradas que ligava as 
áreas ocupadas à capital, Cuzco, em um modelo 
bastante parecido com o do Império Romano. 
A economia inca, acima de tudo agrária, era ba-
seada no plantio de batata e milho. Apesar de suas 
técnicas serem muito rudimentares, por não conhe-
cerem o arado, os incas desenvolveram um sistema 
de irrigação com canais e aquedutos. As terras per-
tencentes ao Estado eram repartidas anualmen-
te entre as várias classes sociais. Não existia a pro-
priedade privada. A aristocracia recebia as melhores 
terras, cultivadas pelas classes mais baixas. Na pe-
cuária, também importante, destacavam-se os reba-
nhos de lhamas, alpacas e vicunhas, que forneciam 
carne, leite e lã, além de serem usadas no transporte. 
O comércio não era importante e não existia moeda. 
O Império Inca chegou à sua máxima expansão 
no final do século XV, época em que ocupava um ex-
tenso território, desde o sul da atual Colômbia até 
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LEITURA
COMPLEMENTAR
A identidade da América Latina 
Na América Latina, existe uma unida-
de linguística e a ela corresponde uma uni-
dade cultural. Mesmo diante do argumen-
to de que falamos espanhol e português, é 
conveniente recordar que se trata de duas 
línguas irmãs capazes de serem mutua-
mente inteligíveis. Acho até possível que, 
dentro de cem anos, falemos na América 
Latina um só idioma, híbrido, uma espécie 
de portunhol ou de espanhoguês. Na reali-
dade, essas duas variantes de uma mesma 
língua oriunda da Península Ibérica se di-
fundiram aqui com uma profundidade e 
uma extensão que não existem em seus 
países de origem. Aqui sobrevivem culturas 
e idiomas próprios, onde havia altas civili-
zações e onde existem grupos que guarda-
ram memória do passado — México, Gua-
temala, Planalto Andino, os guaranis. Mas 
a quase totalidade da população fala es-
panhol ou português. Fruto da brutalida-
de com que foi feita a conquista, é verda-
de. Mas também gerador de um verdadeiro 
fenômeno de unidade de línguas.
Fonte: RIBEIRO, Darcy. América Latina: chegou a hora 
da nossa identidade. In: Maureen Bisilliat (coord.). 
Memorial da América Latina. São Paulo: Empresa das 
Artes, 1990.
DIÁLOGO COM
O PROFESSOR
Explique aos alunos que a coloniza-
ção da América pelos europeus resultou da 
procura de uma rota marítima para as Ín-
dias, local onde se achava a fonte da seda 
e das especiarias, produtos que tinham 
um grande valor comercial no Velho Con-
tinente, ou Velho Mundo. Nessa busca, no 
entanto, ao navegarem para oeste, aca-
baram encontrando o que nomearam de 
Novo Mundo.
ANOTAÇÕES
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1278o ano | Ensino Fundamental
1278o ano | Ensino Fundamental
O domínio do continente 
A partir do século XVI, as potências europeias, principalmente Espanha, 
Portugal e Inglaterra, dire cionaram seus domínios territoriais para a Améri-
ca com o interesse de extrair recursos naturais. Como resultado, a população 
nativa que vivia no “continente americano” foi submetida, escravizada e obri-
gada a se integrar ao sistema colonial.
A partilha da América e a herança 
colonial 
No século XVIII, o continente americano já estava completamente distri-
buído entre as principais potên cias europeias da época. Nesse mesmo século, 
iniciaram-se os processos de independência desse domínio europeu, o que foi 
conseguido totalmente no século XIX, porém tal emancipação política não sig-
nificou o fim da influência europeia em todo o continente. A maioria dos novos 
países manteve a base econômi ca imposta no período colonial: produção e ex-
portação de produtos agrícolas e de recursos minerais, e importa ção de pro-
dutos manufaturados ou industrializados.
A expressão pré-colombiana refe-
re-se aos povos que se desenvolve-
ram na América antes da chegada 
dos europeus. É uma denomina-
ção que toma como marco histó-
rico a chegada do navegador Cris-
tóvão Colombo às terras do conti-
nente americano, em 1492. Ao de-
finir esse marco inicial, descon-
sideramos a história, a cultura e 
a diversidade dos povos nativos 
do continente, como os astecas, 
os maias e os incas. Na figura, Co-
lombo chega à América, detalhe de 
gravura de autor desconhecido.
Re
pr
od
uç
ão
o norte da Argentina e do Chile. Os incas chamavam suas terras de tahuantin-
suyo, nome que na língua quéchua significa “as quatro partes do mundo”. Os 
incas se dividiam, portanto, em quatro grandes províncias.
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LEITURA
COMPLEMENTAR
Uma identidade que aponta para 
o futuro 
A América, por sua posição geográfi-
ca, ficou isolada culturalmente dos demais 
continentes até o século XVI. A população 
foi formada a partir da imigração pelo Alas-
ca e pelas Ilhas do Pacífico Sul. Mas o con-
tato cultural foi suspenso por volta de 4 mil 
anos. O contato foi retomado pelos 
no século XII e de forma brutal pelos euro-
peus ocidentais que aportaram no conti-
nente no século XVI. 
Os impactos da cultura europeia con-
tinuam a manifestar-se (e a crescer) até 
hoje, a ponto de podermos afirmar que 
grande parte do mundo foi europeizado. 
As populações da Ásia e da África ainda 
conseguiram resistir — em diferentes 
medidas — e mantiveram as suas iden-
tidades culturais (particularmente a lín-
gua, a religião e as formas cotidianas de 
vida). No entanto, na América e na Ocea-
nia, as culturas autóctones foram brutal-
mente dizimadas, e as populações que se 
formaram após a dominação passaram a 
ter, como elites intelectuais, políticas, ar-
tísticas, religiosas e econômicas, os des-
cendentes europeus. 
Enquanto isso, os indígenas e africa-
nos sofreram sistemáticos processos de 
discriminação e exclusão. A população 
indígena que restou foi confinada a terri-
tórios de reservas para que pudesse con-
tinuar a preservar a sua formação cultu-
ral, em particulara língua e a religião. As 
populações africanas que foram trazi-
das para o Brasil na condição de escra-
vos foram submetidas à condição de des-
caracterização cultural.
Fonte: Extraído de Marcos Cordiolli. In: Jornal Mundo 
Jovem, ano 48. n. 404, mar. 2010.
ANOTAÇÕES
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128 8o ano | Ensino Fundamental
128 8o ano | Ensino Fundamental
Desde a chegada de europeus à América, aconteceu um verdadei-
ro extermínio dos nativos no continente. A ânsia pela expansão de 
novas terras e a descoberta de metais preciosos, unidas à convic-
ção religiosa do direito do branco europeu de estender suas pos-
ses, tiveram como consequências dramáticas para o nativo a perda 
de terras, a destruição de seus costumes e até de sua própria vida. 
Na foto, indígena norte-americana da comunidade Cheyenne e, no 
mapa, as diversas etnias da América do Norte.
Oceano
Atlântico
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ce
an
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 P
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Etnias
Inuítes
Algonquinos
Sioux
Iroqueses
Maias
Astecas
Condenados a desaparecer?
Antes da colonização moderna, desencadea-
da pela Europa após a descoberta do Novo Mundo 
por Colombo, as três Américas eram habitadas pre-
dominantemente por populações de origem asiáti-
ca, de civilizações diferentes, cujos descendentes, 
quando não dizimados, foram, em graus maiores ou 
menores, integrados ao processo de colonização. É 
importante destacar que, independentemente das 
acentuadas diferenças de cultura e língua, basica-
mente todos viviam da caça, da pesca e da coleta, 
com exceção de uns poucos que já dominavam téc-
nicas agrícolas, mesmo que rudimentares.
Na atualidade, tanto no norte quanto no sul, 
esses milhares de habitantes pré-colombianos 
foram reduzidos a algumas centenas, confinados 
em áreas demarcadas chamadas reservas, a maio-
ria das quais, mesmo dentro desses limites tão pe-
quenos, ainda é invadida pelo branco europeu.
Com os europeus, da mesma forma que 
ainda acontece hoje com o invasor da mesma na-
cionalidade — seja no norte, seja no sul — chegam 
doenças, violência de toda sorte, saque e morte. 
E o espaço, que já é insuficiente para a sobrevi-
vência dos nativos, fica cada vez menor. E a rela-
ção, que já é desigual, torna-se mais acentuada. 
Os poucos que restam são cada vez mais compe-
lidos a aceitar a submissão à civilização ociden-
tal, cedendo suas terras, sem condições de reivin-
dicação.
Os verdadeiros donos da terra — os nati-
vos pré-colombianos — não tiveram apenas suas 
propriedades e seus recursos naturais usurpados 
pela força, mas também sua liberdade e sua vida 
cortadas de forma brutal. E os “civilizados” des-
truíram, pela ganância e pelas armas, as autên-
ticas “civilizações americanas”.
Povos pré-colombianos do norte
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1298o ano | Ensino Fundamental
1298o ano | Ensino Fundamental
A população americana
Aproximadamente 14,2% da população mundial vive na América. A po-
pulação americana se encontra distribuída muito desigualmente entre os 
diferentes países do continente. Os países que concentram o maior número 
de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatís-
tica (IBGE) de 2020, são: Estados Unidos (331.002.647), Brasil (212.599.409) e 
México (128.932.753). Alguns dos países de menor população estão localiza-
dos na América Central. Por exemplo, São Vicente e Granadinas (110.947) e 
Santa Lúcia (183.629), segundo estimativas de 2020, perfazendo um total de 
aproximadamente 968,3 milhões de habitantes no continente.
A distribuição dessa população também é desigual no interior de cada 
território nacional. As áreas onde a concentração de atividades econômicas é 
maior tendem a atrair mais população, já que, supõe-se, oferecem mais possi-
bilidades de obtenção de empregos. Assim acontece, por exemplo, no Canadá: 
grande parte da população concentra-se na zona sudeste, ao longo da fron-
teira com os Estados Unidos, na zona industrial dos Grandes Lagos e na Bacia 
do São Lourenço. No caso do Brasil, 8 de cada 10 brasileiros vivem em cida-
des, e as maiores ainda se encontram em zonas litorâneas ou próximas dela.
A densidade 
populacional
A densidade populacional na América é 
de apenas 22,2 hab./km2. Portanto, trata-se do 
continente com menor densidade demográfica, 
depois da Oceania. No Canadá, a densidade po-
pulacional é de cerca de 4,15 hab./km2, no Brasil, 
de 25,43 hab./km2. No entanto, outros países do 
continente são densamente povoados, é o caso, 
por exemplo, de El Salvador, com aproximadamen-
te 313,04 hab./km2 (dados de 2020).
Além disso, no interior de cada país há grandes 
diferenças na intensidade de ocupação de diferen-
tes áreas. Em geral, os importantes centros urbanos 
concentram grande número de pessoas em pouco 
espaço, contrariamente ao que acontece nas áreas 
rurais ou nas cidades de pequeno porte.
Assim como em maior parte dos países da América, a população bra-
sileira se concentra ao longo do litoral. Na imagem, a cidade do Reci-
fe, Pernambuco, Brasil.
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LEITURA
COMPLEMENTAR
Cepal prevê que população 
da América Latina e do Caribe 
crescerá 25% até 2061
O número de habitantes da América La-
tina e do Caribe crescerá 25% e passará dos 
635 milhões atuais para um pico de 793 mi-
lhões em 2061, quando se espera que a po-
pulação maior de 65 anos supere os meno-
res de 20, informou a Comissão Econômi-
ca para a América Latina e o Caribe (Cepal). 
Durante a Segunda Conferência sobre Po-
pulação e Desenvolvimento da América Lati-
na e do Caribe, que aconteceu entre os dias 6 
e 9 de outubro de 2015 na Cidade do México, 
Dirk Jaspers, diretor do Centro Latino-ameri-
cano e Caribenho de Demografia (Celade), a 
divisão de população da Cepal, apresentou o 
contexto sociodemográfico regional. 
Diante de representantes de governos, 
organizações internacionais e da socieda-
de civil presentes ao encontro, Jaspers in-
dicou que, de acordo com as projeções, a 
população da região será de 793 milhões 
em 2061, quando alcançará seu nível má-
ximo, para depois decrescer. 
Segundo Jaspers, continuam sendo 
preocupantes os elevados níveis de mor-
talidade materna e de fecundidade adoles-
cente na região. 
Contudo, o especialista assinalou que 
houve, sim, uma diminuição da fecundi-
dade em geral e da mortalidade infantil, 
assim como um aumento da expectativa 
de vida, o que ajuda na mudança da es-
trutura etária da população. Neste século, 
os países que mais aumentarão sua popu-
lação em termos proporcionais serão Gua-
temala (de 16 milhões em 2015 para 34 mi-
lhões em 2100), Belize (de 359 mil em 2015 
para 677 mil em 2096), Bolívia (de 11 mi-
lhões em 2015 para 18 milhões em 2091) 
e Equador (de 16 milhões em 2015 para 25 
milhões em 2081).
Quanto à estrutura etária, Jaspers in-
dicou que, em 2025, o grupo de população 
em idade produtiva, de 20 a 64 anos, alcan-
çará seu máximo em termos percentuais e 
representará quase 60% do total. 
O diretor do Celade também indicou 
que o consumo da população de 65 anos 
ou mais será, pela primeira vez, superior 
ao dos menores de 20 anos por volta de 
2030 em Cuba e Chile e por volta de 2045 
na Colômbia, Brasil e México. 
Em relação à migração, os países que 
têm a maior proporção de população vi-
vendo fora de seu território são Guiana, Ja-
maica, Trinidad e Tobago e El Salvador, en-
quanto, no lado oposto, se encontram Bra-
sil, Bahamas, Suriname e Argentina. 
Disponível em: http://noticias.terra.com.br/mundo/
cepal-preve-que-populacao-da-america-latina-e-
-do-caribe-crescera-25-ate2061,cdc2cbb3d86fe1f0
bfae072 3578bc1595h41apmp.html. Publicado em 
8/10/15. Adaptado. Acesso em: 11/09/2018.
ANOTAÇÕES
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130 8o ano | Ensino Fundamental
130 8o ano | Ensino Fundamental
Conforme retratadono mapa, o continente americano contrasta grandes vazios demográficos com áreas de intensa concentração populacional, 
aspecto justificado pelas condições naturais e por razões históricas e econômicas. Esses grandes vazios demográficos correspondem à região da 
Floresta Amazônica; aos desertos do Atacama (Chile e Peru), da Patagônia (Argentina) e do Colorado (Estados Unidos); às regiões de clima frio 
e polar do norte canadense. O fácil acesso e a comunicação com as metrópoles europeias fizeram com que a população americana se concen-
trasse próximo ao Atlântico, desde o período colonial.
Trópico de Capricórnio
Trópico de Câncer
Oceano
Atlântico
Oceano
Pacífico
Juneau
Vancouver
San Francisco
Los Angeles
Guatemala
San Salvador
Kingston
Havana
São Domingos
San Juan
Porto
Príncipe
Belmopan
México
Tegucigalpa
Manágua
Panamá
San José Medellín
Bogotá
Quito
Caracas
Port of Spain
Georgetown
Paramaribo
Caiena
Lima
La Paz
Sucre
Recife
Brasília
Rio de Janeiro
São PauloAssunção
Santiago Montevidéu
Buenos Aires
Dallas
Memphis
Chicago
Pittsburgh
Houston
Nova Orleans
Miami
Atlanta
Norfolk
Washington
Filadélfia
Nova York
Boston
Saint Louis
Detroit
Ottawa
Montreal
Capitais
Cidades principais
Densidade demográfica
(habitantes por km )
2
Menos de 1
1 a 10
10 a 50
50 a 100
100 a 200
Mais de 200
Distribuição da população no continente americano
Fonte: Grande Atlas Mundial. Paris: Marshall Cavendish, 2002. p. 33. Adaptado.
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1318o ano | Ensino Fundamental
1318o ano | Ensino Fundamental
Fatores que indicam o crescimento 
populacional
A evolução da população de um país depende fortemente da relação 
entre quatro elementos: natalidade e mortalidade, imigração e emigração. 
Quando, em um determinado período, a proporção de nascimentos é maior 
que a de mortes, a população cresce. Quando ocorre a situação inversa, a 
população diminui. Esse tipo de mudanças populacionais é denominado 
crescimento vegetativo.
A população também pode aumentar ou diminuir segundo a quantida-
de de pessoas que ingressam em um país para morar, chamadas imigran-
tes, ou que vão viver em outro país, denominadas emigrantes. A diferen-
ça entre o número dos que ingressam e o número dos que saem constitui o 
saldo migratório. Quando o número de imigrantes é maior do que o que sai, 
o saldo migratório é positivo. Ao contrário, quando o número de emigrantes 
é maior do que o que entra, o saldo migratório é negativo. A soma do cres-
cimento vegetativo com o saldo migratório indica o crescimento total de 
uma população.
Crescimento populacional na 
América
A população mundial teve um rápido crescimento entre os séculos 
XVIII e XIX. Entre 1950 e 2000, o número de habitantes no Planeta mais 
que dobrou. Por essa razão, a segunda metade do século XX é considera-
da como um período de explosão demográfica, fenômeno associado ao 
aumento repentino e elevado da população de seres humanos. Atualmen-
te, acreditamos que o ritmo de crescimento populacional deverá diminuir 
drasticamente durante o século XXI, particularmente nos países europeus.
Na América, o crescimento demográfico mais importante registrado ocor-
reu durante as últimas décadas do século XIX e nas primeiras do século XX, pro-
vocado pela enorme quantidade de imigrantes que chegaram ao continente 
nessa época, trazidos para cá por diversos fatores de ordem social e econômi-
ca. Para exemplificar, tomemos como exemplo os Estados Unidos e o Brasil. 
Entre as primeiras décadas do século XIX até 1930, entraram 5 milhões de 
alemães, 4,5 milhões de irlandeses, 3,5 milhões de ingleses e 900 mil france-
ses do Canadá nos Estados Unidos. Nesse mesmo período, 2 milhões de po-
loneses chegaram e se concentraram na região de Chicago, ao norte dos EUA. 
Hoje, aproximadamente 46 milhões de norte-americanos possuem origem 
latina, chegando a ser mais numerosos que os afro-americanos, e são o grupo 
étnico que mais cresce no país.
Os territórios norte-americanos 
foram ocupados por imigrantes ir-
landeses, alemães, etc., além dos 
próprios americanos. Posterior-
mente, chegariam os chineses.
Reprodução
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LEITURA
COMPLEMENTAR
Em busca do paraíso 
Entre os séculos XV e XIX, os europeus 
colonizaram as Américas e a Oceania e 
construíram impérios na África e na Ásia. 
Na segunda metade do século XIX, inicia-
ram-se deslocamentos maciços de euro-
peus não mais como conquistadores ou co-
lonizadores, e sim como imigrantes. Entre 
1846 e 1890, cerca de 377 mil europeus dei-
xaram seus países a cada ano; de 1891 a 
1920, foram cerca de 910 mil. Calcula-se 
que o êxodo europeu tenha chegado aos 
50 milhões de pessoas. No início do século 
XX, também foi grande a emigração asiáti-
ca (de japoneses, chineses, coreanos e po-
pulações do Oriente Médio) para a Améri-
ca Latina e os EUA. 
Os grandes receptores dessa massa mi-
grante foram os EUA, o Canadá, a Austrália e a 
Nova Zelândia, o Uruguai, a Argentina, o Chile 
e o Brasil. Nosso país recebeu cerca de 5 mi-
lhões de imigrantes, na maioria portugueses, 
italianos e espanhóis. 
Após a Segunda Guerra Mundial e a re-
construção econômica da Europa Ociden-
tal e do Japão, mudaram a direção e a na-
tureza dos fluxos migratórios. Primeiro, os 
portugueses, os turcos e outros povos da 
“periferia” da Europa convergiram para o 
centro, cada vez mais rico. Depois, o fim 
do socialismo real no Leste Europeu gerou 
novas levas de migrantes. Por fim, a des-
colonização da África e a desagregação de 
boa parte dos países africanos indepen-
dentes têm gerado um grande movimen-
to migratório desses povos, em especial 
para as antigas metrópoles.
Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/ensi-
no-medio/ globalizacaofarpada-427363.shtml. Aces-
so em: 11/09/2018. 
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132 8o ano | Ensino Fundamental
132 8o ano | Ensino Fundamental
Segundo projeção realizada em 2008 pelo Pew Research Center, em Washington, os hispânicos devem 
triplicar e representar a maior parte do crescimento populacional americano de 2005 a 2050, saltando de 
14% para 29% no período de 45 anos.
419 milhões
2050
47%
29%
13%
391 milhões
2040
54%
22%
14%
363 milhões
2030
57%
20%
14%
335 milhões
2020
61%
18%
13%
309 milhões
2010
65%
15%
15%
282 milhões
2000
69%
13%
13%
3%
4%
5%
6%
7%
9%
2%
3%
3%
3%
3%
2%
Brancos Latinos Negros Asiáticos Outros
Em 2050, a soma do percentual de latinos, negros e asiáticos chegará a mais de 50% da população, superando a maioria da população de brancos.
Dados baseados em cor e etnia
Tendência de crescimento da população nos EUA
Deslocamento populacional
O deslocamento de pessoas da 
Europa para o continente america-
no aconteceu devido à grande crise 
econômica e social, nos séculos XVII e 
XVIII, a transição do feudalismo para 
o capitalismo. Muitos servos perde-
ram seu chão para plantar quando 
foi introduzido o sistema de trabalho 
assalariado, que causou êxodo rural, 
gerando uma grande massa de de-
sempregados nas cidades. Esse enor-
me contingente de pessoas foi atraí-
do para a América, principalmente 
porque os indígenas não eram cris-
tãos e, para os protestantes, não era 
pecado expropriá-los de suas terras. Registro da 57a Steuben Parade, celebração do legado alemão nos Estados Unidos. 
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Disponível em: https://extras.ig.com.br/infograficos/populacaonoseua/. Acesso em: 04/06/2021. Adaptado.
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1338o ano | Ensino Fundamental
1338o ano | Ensino Fundamental
Os japoneses em terras brasileiras
Enquanto o Brasil, no começo do século XX, 
precisava de mão de obra estrangeira para as la-
vouras de café, o Japão passava por um período de 
grande crescimento populacional. Mesmo assim,a 
economia japonesa não conseguia gerar os empre-
gos necessários para toda a população. Com base 
nesse contexto histórico, com o objetivo de suprir 
as necessidades de ambos os países, foi selado um 
acordo imigratório entre os governos brasileiro e ja-
ponês. No ano de 2008, comemorou-se 100 anos da 
imigração japonesa no Brasil. Foi em 18 de junho de 
1908 que chegou ao porto de Santos o Kasato Maru 
(na foto), navio que trouxe 165 famílias de japone-
ses. A grande parte desses imigrantes era formada 
por camponeses de regiões pobres do norte e do 
sul do Japão, que vieram trabalhar nas prósperas 
fazendas de café do oeste do Estado de São Paulo.
Quanto ao Brasil, dados indicam que em torno de 4,5 milhões de pessoas imigraram para o País 
entre 1882 e 1934. Porém, essa imigração difere da ocorrida nos Estados Unidos por ter sido, em muitos 
casos, subsidiada, ou seja, o governo brasileiro fornecia passagens marítimas e transporte até as fazen-
das, como forma de atrair imigrantes pobres, para uma região cujo clima e condições de saneamento 
não eram atraentes. 
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No início do século XXI, o Brasil entrou novamente na rota da imigração, 
devido ao crescimento econômico apresentado na primeira década. Os res-
ponsáveis por esse novo ciclo imigratório foi o setor petroquímico, devido à 
descoberta do pré-sal e à chegada de grandes empresas multinacionais, que 
tornaram o País visivelmente atrativo no cenário econômico internacional do 
Ocidente. Isso provocou a atração de trabalhadores estadunidenses, euro-
peus e asiáticos e a chegada dos vizinhos da América do Sul e do Caribe, como 
é o caso dos haitianos. O País virou a terra da oportunidade também para os 
jovens espanhóis e portugueses, que não conseguiam emprego em seu país 
devido à crise naquela região.
Segundo dados do Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geo-
grafia e Estatística (IBGE), o crescimento de estrangeiros que vivem em terras 
brasileiras subiu 86,7% em dez anos. Naquele ano, o País abrigava 286.468 
imigrantes internacionais — que vieram de outros países e moravam no Brasil 
há pelo menos cinco anos. Em 2000, esse número era de 143.644 imigrantes.
O Ministério da Justiça brasileiro, 
entre 2009 e o primeiro semestre de 
2011, regularizou a permanência no 
Brasil de 18.004 bolivianos. De acor-
do com as estatísticas, os bolivia-
nos são a comunidade estrangeira 
que mais cresce em São Paulo, e a 
principal motivação para esse des-
locamento é a busca por emprego.
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LEITURA
COMPLEMENTAR
Os brasileiros que “adotaram” 
venezuelanos doando passagem, 
comida, emprego e até aluguel
Para Hector Antuare, venezuelano de 
45 anos, o município paulista de Indaiatuba 
não era sequer um ponto no mapa. “Nunca 
tinha ouvido falar”, diz. Ele saiu de sua cida-
de, Anaco, no Estado de Anzoátegui, no final 
do ano passado. Com ajuda de uma brasi-
leira, foi parar no interior paulista, hoje sua 
casa e sua esperança de tentar mudar o des-
tino da família que deixou para trás.
Longe de ser um sonho, o Brasil era, 
para Antuare, uma aposta às escuras. A 
fome sentou em sua mesa na Venezue-
la e de repente ele se viu desesperado. 
“Eu tinha duas opções: Colômbia e Bra-
sil. Mas li umas notícias ruins sobre a Co-
lômbia”. Pegou um ônibus para Pacarai-
ma, Roraima, onde no fim de semana um 
grupo de brasileiros atacou um acampa-
mento de imigrantes e refugiados vene-
zuelanos, destruindo seus pertences e os 
expulsando da cidade.
Antuare teve mais sorte com os brasi-
leiros do que os compatriotas alvos do ata-
que: conheceu Joyce, que acabou virando 
uma espécie de madrinha mais nova. Ela 
o levou para Indaiatuba, paga o aluguel 
da casa onde ele vive e até lhe arrumou 
um emprego. Mecânico de perfuração de 
petróleo na Venezuela, hoje Antuare tra-
balha lavando pratos em um restaurante. 
Para ele, diante do que viveu recentemen-
te, está ótimo.
E não foi apenas ele que Joyce aju-
dou. Antuare vive com outros três vene-
zuelanos em uma casa de quatro cômo-
dos. Todos são auxiliados por um grupo 
de moradoras de Indaiatuba — cidade 
de 235 mil habitantes a uma hora de São 
Paulo —, que se autointitula Amigas do 
Bem e se organiza por meio do aplicativo 
WhatsApp. Elas se sentiram sensibilizadas 
pelas histórias de venezuelanos que, de-
sesperados com a crise econômica e polí-
tica por qual passa o país, largaram tudo 
e viajaram para o Brasil.
“Nós queríamos ajudar, mas não sa-
bíamos como. Tivemos uma oportunida-
de e falamos: Vamos” conta Joyce, senta-
da em meio a centenas de cabides de rou-
pas do brechó que administra na cidade. 
Em parte, o dinheiro que banca os quatro 
venezuelanos de Indaiatuba sai do que é 
vendido nesta loja. Outra parcela vem de 
doações de amigos e membros do grupo 
de WhatsApp. “Conversamos com as pes-
soas da cidade, que nos ajudaram de vá-
rias formas. Um doou uma coisa, outra 
achou uma casa, outra arrumou um em-
prego. E assim vai”, conta.
Quem a aproximou dos venezuelanos 
foi a ONG Fraternidade Sem Fronteiras, 
que administra um centro de acolhimen-
to para 300 refugiados e imigrantes em Boa 
Vista, cidade brasileira mais afetada pela 
onda migratória causada pela crise na Ve-
nezuela. Em média, o Brasil recebe 500 ve-
nezuelanos por dia.
O engenheiro agrônomo Pedro Ono-
fre, de 46 anos, é outro brasileiro que re-
solveu ajudar imigrantes venezuelanos. 
Em maio, ele conheceu German, médico 
e ex-capitão do Exército do país. O ex-
-militar contou ter sofrido perseguição 
por participar da oposição ao governo 
de Nicolás Maduro.
Viveu por quase um ano em abrigos de 
Boa Vista e foi indicado ao engenheiro por 
um amigo.
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134 8o ano | Ensino Fundamental
134 8o ano | Ensino Fundamental
A rota dos imigrantes haitianos que entram pelo Acre, mas que têm como principal destino os estados do 
Sudeste e Sul do Brasil. A partir de 2016, um grande número de imigrantes do Senegal também utilizou a 
rota pelas fronteiras com o Peru e a Colômbia para entrar em nosso país.
A população brasileira é bastante 
miscigenada, isto é, nela ocorre 
um intenso cruzamento de povos 
diferentes que é quase impossí-
vel encontrar um brasileiro que 
não tenha descendentes africa-
nos ou ameríndios. Poucos paí-
ses no mundo tiveram a rica inte-
ração de diferentes povos como 
ocorreu no Brasil.
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Colômbia
Venezuela
Cuba
Haiti
Panamá Guiana
Suriname
Guiana Francesa
Peru
Equador
Bolívia
Paraguai
Uruguai
Argentina
Chile
Linha do
Equador
Trópico de Capricórnio
AM
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MG
Oceano
Atlântico
Oceano
Pacífico
Porto Príncipe
Panamá
Quito
Lima
Brasileia
Porto Velho
De Porto Velho,
os haitianos
seguem para São
Paulo, Minas
Gerais e Paraná
Brasil
85.000
80.000
75.000
70.000
65.000
60.000
55.000
50.000
45.000
40.000
35.000
30.000
25.000
20.000
15.000
10.000
5.000
0
2011
Total Venezuela Haiti Outros
2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019
Rota da imigração dos haitianos para o Brasil
Disponível em: https://www.acnur.org/portugues/wp-content/uploads/2021/04/REFUGIOEMNUMEROS_5EDICAO.pdf. Acesso em: 24/04/2021.
Solicitações de refúgio: Brasil
Fonte: Conselho Nacional de Imigração – CNIg. Base Cartográfica: ESRI, 2006. Adaptado.
0 399 km 798 km
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Onofre emprestou uma casa para Ger-
man viver por alguns meses, em Brasília. 
Depois, arrumou um emprego de auxiliar 
de logística para o imigrante em sua pró-
pria empresa. “Os imigrantes e refugiados 
chegam muito abalados por esse processo 
que é quase de expulsão do próprio país. 
Com o tempo, eles vão recuperando a au-
toestima”, diz Simões.
O engenheiro ajudou o venezuelano 
a levar sete pessoas de sua família para 
Brasília — sua sogra também trabalha na 
empresa. “Ele temainda um filho peque-
no que ficou na Venezuela, mas estamos 
tentando trazê-lo para o Brasil também”, 
conta o engenheiro. “Eu o ajudo porque é 
uma questão de cidadania, um compro-
misso de humanidade.”
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/
brasil-45265731. Acesso em: 11/09/2018. 
ANOTAÇÕES
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1358o ano | Ensino Fundamental
1358o ano | Ensino Fundamental
Dados sobre refúgio no Brasil
Segundo dados divulgados pelo Comitê Na-
cional para os Refugiados (Conare) na 5a edição 
do relatório Refúgio em Números, o Brasil reco-
nheceu, apenas em 2019, um total de 21.515 re-
fugiados de diversas nacionalidades. Com isso, o 
País atinge a marca de 31.966 pessoas reconheci-
das como refugiadas pelo Estado brasileiro.
O ano de 2019 foi o maior em número de 
solicitações de reconhecimento de condição de 
refugiado. Isso porque o fluxo venezuelano de 
deslocamento aumentou exponencialmente. No 
total, foram 82.520 solicitações no ano, sendo 
65,1% de venezuelanos. Em segundo lugar está 
o Haiti, com 20,1% das solicitações. Na sequên-
cia estão os cubanos, com 4,8% das solicitações.
Em 2019, 81,74% das solicitações apreciadas 
pelo Conare foram registradas nas UFs que com-
põem a Região Norte do Brasil. O Estado de Rorai-
ma concentrou o maior volume de solicitações de 
refúgio apreciadas pelo Conare, em 2019, 56,72%, 
seguido pela UF Amazonas, 23,38%.
A nacionalidade com maior número de pes-
soas refugiadas reconhecidas, entre 2011 e 2019, 
é a venezuelana, seguida dos sírios e congoleses.
Consequências 
do crescimento 
demográfico 
Assim como ocorre em escala mundial, o cresci-
mento demográfico na América também é desigual. 
Inversamente, os países desenvolvidos apresentam 
taxas menores de crescimento populacional que a dos 
países subdesenvolvidos. Veja como isso acontece.
América Anglo-
-saxônica
Como vimos, a América Anglo-saxônica é forma-
da pelos Estados Unidos da América e pelo Canadá. 
Vimos também que, na metade do século XIX, essa 
Os habitantes do continente americano vivem em desiguais condições 
de vida. Enquanto uma parte da população pode satisfazer suas necessi-
dades básicas de alimentação, moradia, saúde e educação, a outra parte 
não consegue satisfazê-las. Nos últimos anos, essas condições precá-
rias se aprofundaram no interior do continente frente a constantes cri-
ses financeiras que desempregaram grande parcela de trabalhadores.
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parte da América, em especial os Estados Unidos, 
passou por um período de crescimento econômico 
que provocou melhorias na condição de vida e con-
sequente redução das taxas de mortalidade. Isso 
proporcionou um rápido crescimento populacio-
nal, aliado à vinda de muitos imigrantes da Europa.
Porém, no início do século XX, a entrada da mulher 
no mercado de trabalho, o alto custo de criação dos 
filhos nas cidades, a disseminação e o uso de métodos 
contraceptivos e o planejamento familiar diminuíram 
as taxas de natalidade. Essa redução, associada a um 
rigoroso controle da imigração, resultou na queda do 
crescimento demográfico a partir de 1950.O crescimento demográfico (a) é calcu-
lado a partir do número de habitantes dividi-
do pela área habitada. É a soma das taxas de 
natalidade (n) e migração (g) menos a taxa 
de mortalidade (m). Portanto a = (n + g) – m.
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136 8o ano | Ensino Fundamental
136 8o ano | Ensino Fundamental
América Latina
Diferentemente, na América Latina, no período 
em que o número de habitantes da América An glo-
saxônica começava a diminuir, iniciou- se uma explo-
são demográfica resultante do aumento das taxas de 
natalidade e da redução da mortalidade. Isso ocorreu 
em função de melhorias médico-sanitárias, tais como: 
campanhas de vacinação, atendimento médico-hos-
pitalar, tratamento de água, esgoto e coleta de lixo. 
Na década de 1960, chegou-se à conclusão de 
que o acelerado crescimento demográfico seria a 
causa principal do subdesenvolvimento dos países la-
tino-americanos. Em função disso, diversos países da 
América Latina passaram, em 1970, a adotar políticas 
de controle da natalidade, como esterilização mas-
culina e feminina e campanhas de educação sexual.
Como resultado da aplicação dessas políticas, 
ocorreu um menor crescimento demográfico. Mesmo 
assim, problemas sociais como a fome, as elevadas 
taxas de analfabetismo e a mortalidade infantil con-
tinuaram sendo motivos de preocupação. Nos países 
mais pobres da América, a manutenção desses índi-
ces demonstra que o crescimento populacional não 
é a principal causa do subdesenvolvimento, como se 
afirmava na década de 1960. As razões dos problemas 
sociais na América Latina encontram-se fundamental-
mente na distribuição desigual da riqueza.
Nos países latino-americanos, intensificou-se o êxodo rural devido à maior 
mecanização do campo; mas são as péssimas condições de vida, os baixos 
salários e a grande concentração de renda e de terras nas mãos de poucas 
pessoas que empurram a população para as cidades, tidas como as áreas 
onde se concentram as melhores oportunidades, por isso melhores condi-
ções de vida. As cidades, por não conseguirem se adaptar tão rapidamen-
te a esse acelerado deslocamento de pessoas, veem surgir favelas lotadas 
de residências precárias.
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Estrutura 
demográfica
A baixa densidade média de população e a 
forma desigual como se distribui são as principais 
características da estrutura demográfica do conti-
nente americano. 
Nos Estados Unidos e no Canadá, o crescimen-
to da população reduziu muito nas últimas décadas 
do século XX, resultado do elevado nível de vida e 
das restrições à imigração decretadas após a Se-
gunda Guerra Mundial. 
Na América Latina, ocorrem taxas muito ele-
vadas de crescimento vegetativo. As densidades 
demográficas são, em geral, baixas, devido à exis-
tência de grandes territórios quase desabitados 
(selvas virgens, montanhas, desertos e estepes 
áridas); além disso, a população tende a abando-
nar o campo e a se concentrar nas grandes capi-
tais e nos centros urbanos regionais que, em muitos 
casos, abrigam a maior parte dos emigrantes. 
A Floresta Amazônica é uma área de baixa densidade demográfica. Nela, 
vivem diversos agrupamentos indígenas de distintas etnias. Na imagem, 
crianças xavantes sendo preparadas pelo ancião Toptiro para o ritual do 
Oi´ó, a primeira cerimônia pública em que os meninos se engajam em 
seu processo de iniciação como guerreiros, Mato Grosso, 2010.
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1378o ano | Ensino Fundamental
1378o ano | Ensino Fundamental
A população segundo o sexo e a 
idade
Geralmente, a população de um país é composta de um quantitativo aproxi-
mado entre homens e mulheres, principalmente na idade jovem. Na idade adulta 
e na velhice, há um predomínio das mulheres. Isso encontra explicação no fato 
de os homens, por razões diversas, viverem menos tempo que as mulheres. No 
entanto, essa população está distribuída desigualmente no interior de cada ter-
ritório: em geral, nas áreas rurais há mais homens que mulheres, em função do 
tipo de trabalho ali realizado, que requer, principalmente, mão de obra pesada. 
Por outro lado, nas cidades o número de mulheres é comumente maior do que 
o de homens, sobretudo porque os homens na idade jovem estão mais suscetí-
veis aos efeitos da violência urbana.
A população de um país, ao ser classificada segundo a idade, divide-se em 
três grupos: jovem, de 0 a 19 anos; adulto, de 20 a 59 anos; e idoso, ou senil, 
de 60 anos ou mais. 
Para os governos, é fundamental conhecer as porcentagens da população 
total, por grupo de idade, pois com esse conhecimento poderão formular polí-
ticas públicasadequadas a cada grupo. Assim, as características e necessidades 
de uma população com uma baixa proporção de crianças e uma alta proporção 
de anciãos são muito diferentes de uma população em que ocorre o oposto. É 
por meio desses aspectos que se sabe que a força de trabalho de uma popula-
ção está mais concentrada na idade adulta e que esta se constitui na População 
Economicamente Ativa (PEA) de um país. Nos países desenvolvidos, em geral, 
predominam adultos e idosos, enquanto nos países subdesenvolvidos e naque-
les em fase de desenvolvimento, predomina a população jovem.
Nos países desenvolvidos, onde 
a porção da população idosa é 
maior e há melhores condições 
de vida, o tempo disponível por 
essa parcela da população depois 
da aposentadoria é geralmente 
preenchido por atividades físicas 
ou de lazer, aumentando ainda 
mais a longevidade.
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2010
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2014 2018 2022 2026 2030 2034 2038 2042 2046 2050 2054 2058
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Total Homens Mulheres
Projeção
Fonte: IBGE. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/index.html.
Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) Brasil: 2010-2060
Desde 2010 a mortalidade infantil apresentou declínio da ordem de 91,9%. Neste período foram poupadas aproximadamente 135 vidas de crian-
ças menores de 1 ano para cada mil nascidas vivas e 198 vidas de crianças de até 5 anos.
Na maioria dos países da América Latina, há 
uma alta proporção de crianças e jovens. No en-
tanto, no Canadá e nos Estados Unidos é maior a 
porcentagem da população mais velha. Isso ocorre 
porque nos países pobres as taxas de natalidade 
são mais altas que nos países ricos. Além do mais, 
nesses últimos, uma grande parcela da população 
vive mais do que a maioria da população dos países 
mais pobres.
No geral, a população dos países mais ricos tem 
uma estrutura “envelhecida”. Essas características 
são compensadas, em parte, pelo efeito da imigra-
ção: a maioria dos imigrantes chega com expectati-
va de melhores oportunidades de trabalho e de con-
seguir um maior nível de bem-estar. A maioria dos 
emigrantes, isto é, quem vai para outros países, é de 
jovens em idade de trabalhar e de ter filhos, e a po-
pulação dos países receptores torna-se “envelheci-
da” como resultado do fluxo migratório.
Diferenças 
demográficas 
As pirâmides etárias são gráficos que expres-
sam a composição de uma população por idade e 
sexo em determinado momento. Sua forma varia 
segundo as características estruturais da popula-
ção representada, por exemplo: as pirâmides que 
representam a estrutura de uma população enve-
lhecida têm a base estreita e seu cume bastante 
ampliado; ao passo que as que representam uma 
população com maioria de jovens têm a base larga 
e o cume relativamente estreito.
Nos países da América Anglo-saxônica, a pirâ-
mide etária tem base mais estreita, devido à baixa 
natalidade, e topo mais largo, porque a ex pectativa 
de vida é alta. Já na maioria dos países latino-
-americanos, a pirâmide tem base larga, indican-
do altas taxas de natalidade e predomínio de po-
pulação jovem. O topo, onde estão os idosos, é es-
treito porque a expectativa de vida é baixa. Porém, 
é válido salientar que alguns países latino-ameri-
canos hoje apresentam pirâmides etárias pareci-
das com as dos países desenvolvidos do continen-
te, por terem conseguido avanços significativos no 
atendimento médico-hospitalar e na redução das 
taxas de natalidade e mortalidade. São os casos da 
Argentina, do Uruguai e do Chile.
Em 2020, quase 8 mil venezuelanos puderam tirar a Carteira de Regis-
tro Nacional Migratório e, com isso, ter acesso a direitos brasileiros, 
como saúde e educação.
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1398o ano | Ensino Fundamental
1398o ano | Ensino Fundamental
Expectativa de vida em alguns países
Dados de 2013 Média Homens Mulheres
EUA 79,8 anos 77,4 anos 82,2 anos
Brasil 76,2 anos 72,6 anos 79,8 anos
Japão 86,4 anos 83,0 anos 90,0 anos
Itália 84,6 anos 82,0 anos 87,3 anos
Austrália 83,0 anos 80,5 anos 85,5 anos
Canadá 82,5 anos 80,4 anos 84,6 anos
França 82,3 anos 79,4 anos 82,2 anos
Espanha 82,0 anos 79,0 anos 85,0 anos
Reino Unido 81,0 anos 79,5 anos 82,5 anos
Alemanha 81,0 anos 78,5 anos 83,5 anos
Coreia do Sul 81,0 anos 77,5 anos 84,5 anos
China 70,0 anos 72,0 anos 76,4 anos
Índia 70,0 anos 67,0 anos 73,0 anos
Rússia 70,0 anos 64,0 anos 76,0 anos
O aumento da expectativa de vida 
tem efeitos diretos no período da 
aposentadoria nos países. Nos 
EUA, homens e mulheres se apo-
sentam com 66 anos. No Brasil, 
as mulheres se aposentam antes 
dos homens, porque o legislador 
da Constituição de 1988 obser-
vou que as mulheres possuem 
um turno extra não reconhecido 
e não remunerado, o doméstico.
85
80
75
70
60
55
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45
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1
4
Países ricos
África subsaariana
Ásia
América Latina e Caribe
Mundo
Brasil
(Em anos)
(Ao nascer)
Expectativa de vida
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140 8o ano | Ensino Fundamental
140 8o ano | Ensino Fundamental
800 700 600 500 400 300 200 100 0 0 100 200 300 400 500 600 700 800
100+
95 a 99
90 a 94
85 a 89
80 a 84
75 a 79
70 a 74
65 a 69
60 a 64
55 a 59
50 a 54
45 a 49
40 a 44
35 a 39
30 a 34
25 a 29
20 a 24
15 a 19
10 a 14
5 a 9
0 a 4
População (em milhares)
Homens Faixas etárias Mulheres
A pirâmide de população do Equa-
dor, por exemplo, reflete uma es-
trutura demográfica característica 
dos países mais pobres, com uma 
base larga que indica altas taxas 
de natalidade e um cume estrei-
to, o que representa altas taxas 
de mortalidade e baixa expecta-
tiva de vida.
A transição demográfica
O conceito de transição demográfica foi elaborado com o propósito de 
explicar a relação entre mudanças populacionais e mudanças na organiza-
ção econômica e social de um país, como a que ocorreu na Europa no final do 
século XVIII e durante os séculos XIX e XX.
No geral, os especialistas têm observado que, antes do desenvolvimen-
to industrial, a população de um país apresentava altas taxas de natalida-
de e mortalidade. Como consequência, o crescimento vegetativo era baixo. À 
medida que se expandia o trabalho assalariado, melhoravam as condições de 
higiene e avançava a medicina. Dessa forma, a mortalidade tendia a baixar e 
se iniciava um período em que a população crescia aceleradamente.
Portanto, o desenvolvimento de novas atividades econômicas e de novas 
formas de organização do trabalho — que criaram condições, por exemplo, para 
o aumento do trabalho feminino fora do lar — proporcionou uma diminuição da 
natalidade, que, por sua vez, freou o crescimento populacional.
Finalmente, nos países em que a indústria e os serviços estão plenamente 
desenvolvidos, e os habitantes gozam de um alto grau de bem-estar em geral, 
o crescimento demográfico é muito baixo ou se encontra estagnado, já que 
se registram uma taxa de natalidade baixa e, ao mesmo tempo, uma taxa de 
mortalidade também baixa.
Pirâmide etária do Equador
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1418o ano | Ensino Fundamental
1418o ano | Ensino Fundamental
O processo de transição demográfica não se desenvolve da mesma maneira nem ao mesmo tempo 
nos diferentes países. Entre os países do continente americano, Estados Unidos, Canadá, Cuba, Argen-
tina, Uruguai e Costa Rica, há um crescimento populacional relativamente baixo, com taxas de natali-
dade e mortalidade também baixas. No entanto, outros países, como a Bolívia e o Paraguai, apresen-
tam taxas de natalidade mais altas e um crescimento demográficomais acelerado.
Ao mesmo tempo, no interior de cada país, diversos setores sociais têm comportamentos de-
mográficos diferentes. Por exemplo, as populações urbanas apresentam taxas de natalidade mais 
baixas que as rurais.
100 anos e mais
90 a 94 anos
80 a 84 anos
70 a 74 anos
60 a 64 anos
50 a 54 anos
40 a 44 anos
30 a 34 anos
20 a 24 anos
10 a 14 anos
0 a 4 anos
Homens Mulheres
Por
gênero
A pirâmide
em 1960
49%
Homens
51%
Mulheres
Homens Mulheres
100 anos e mais
90 a 94 anos
80 a 84 anos
70 a 74 anos
60 a 64 anos
50 a 54 anos
40 a 44 anos
30 a 34 anos
20 a 24 anos
10 a 14 anos
0 a 4 anos
Homens Mulheres
Por
gênero
A pirâmide
em 1960
49%
Homens
51%
Mulheres
Homens Mulheres
A pirâmide acima mostra que o envelheci-
mento da população brasileira aumentou 
em 2019, se comparado a 2012. Apesar de 
a população idosa brasileira vir aumentan-
do, o que exige maiores investimentos nas 
áreas de saúde e previdência social, o nú-
mero de jovens ainda é grande, e isso re-
quer investimentos, principalmente na área 
de educação. 
15 12 15129 96 63 30 0
100 +
95 a 99
9 a 94
85 a 89
80 a 84
45 a 79
70 a 74
65 a 69
60 a 64
55 a 59
50 a 54
45 a 49
40 a 44
35 a 39
30 a 34
25 a 29
20 a 24
15 a 19
10 a 14
5 a 9
0 a 4
População (em milhões) População (em milhões)Faixas etárias
Homens Mulheres
A pirâmide etária dos Estados 
Unidos, que está deixando o as-
pecto “pirâmide” para dar lugar 
ao atual formato de “tenda”, re-
flete uma estrutura demográfi-
ca envelhecida, com base relati-
vamente estreita (diminuição da 
natalidade) e cume relativamen-
te largo (baixa taxa de mortali-
dade e alta expectativa de vida).
4 2 2 40 0
População (em milhões) População (em milhões)Faixas etárias
2012 2019
Homens Mulheres
80 +
75 a 79
70 a 74
65 a 69
60 a 64
55 a 59
50 a 54
45 a 49
40 a 44
35 a 39
30 a 34
25 a 29
20 a 24
15 a 19
10 a 14
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0 a 4
Pirâmide etária do Brasil: 2010
Pirâmide etária dos EUA: 2020
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142 8o ano | Ensino Fundamental
142 8o ano | Ensino Fundamental
Acesso desigual à 
saúde e à educação
O acesso a uma adequada atenção à saúde 
e à educação é condição fundamental para o de-
As condições de 
vida
Os habitantes do continente americano pos-
suem diferentes graus de desenvolvimento eco-
nômico e social. Essas desigualdades nas condi-
ções de vida estão relacionadas com o fato de a ri-
queza gerada pela população americana não estar 
distribuída igualmente. Por exemplo, nos Estados 
Unidos e no Canadá vivem cerca de 40% da popu-
lação do continente americano, porém esses dois 
países concentram em torno de 85% da riqueza 
gerada na América. Ao mesmo tempo, grande parte 
da população da América Central e da América do 
Sul não consegue satisfazer suas necessidades bá-
sicas e padece de grave carência alimentar, de sa-
neamento básico, de habitação e adequada aten-
ção à saúde e acesso à educação.
Somando o setor privado (planos de saúde e gastos particulares) ao Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil precisaria, no mínimo, dobrar os in-
vestimentos em saúde para igualar-se a países como os Estados Unidos e o Canadá.
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ut
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to
ck
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om
senvolvimento tanto pessoal como social dos ha-
bitantes de um país. No entanto, uma parte im-
portante dos americanos enfrenta sérias dificul-
dades para satisfazer essas necessidades básicas. 
Em termos gerais, nos países mais ricos do con-
tinente, grande parte da população conta com 
uma adequada atenção à saúde e à educação de 
qualidade. No Canadá, por exemplo, os investi-
mentos do Estado em educação são de, aproxi-
madamente, 6 mil dólares por habitante por ano, 
já no Peru é de apenas 200 dólares por habitan-
te por ano. No Chile, um dos países da América 
Latina que mais investe em educação e que, em 
2017, aprovou a universalização do ensino supe-
rior público e de qualidade, alcança os 1.500 dó-
lares por ano.
Por sua vez, no interior de cada território nacio-
nal se registram grandes diferenças entre as diver-
sas áreas e entre os vários setores sociais. Em geral, 
nas áreas rurais é comum a escassez de escolas e 
postos de saúde, enquanto nos grandes centros ur-
banos esses serviços se multiplicam.
Para analisarmos as desigualdades de bem-es-
tar da população em relação à saúde e à educação, 
basta usarmos os indicadores fundamentais: o índice 
de analfabetismo e a mortalidade infantil.
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INDICAÇÕES PARA
APROFUNDAMENTO
BRENT, T. H. América: passado e pre-
sente. Rio de Janeiro: Nórdica, 1992. 
FAVRE, Henri. A civilização inca. Rio de 
Janeiro: Zahar, 1995. 
GALEANO, Eduardo. Nascimentos: 
memória do fogo. Rio de Janeiro: Paz e 
Terra, 1983. 
JAKOBSEN, Kjeld; e outros (org.). Mapa 
do trabalho informal. São Paulo: Fundação 
Perseu Abramo, 2001. 
LEHMANN, Henri. As civilizações pré-co-
lombianas. São Paulo: Difel, 1970. 
LEON de Thales. Clandestinos. Rio de 
Janeiro: Domínio Público, 1996. 
MÁRQUEZ, Gabriel García. Doze contos 
peregrinos. Rio de Janeiro: Record, 1993. 
MUSSET, Alain. A América pré-colom-
biana: os maias e os astecas. São Paulo: 
Augustus, 1994. 
OLIVA, Jaime; GIANSANTI, Roberto. Es-
paço e modernidade: temas da geografia 
mundial. São Paulo: Atual, 1995. 
PINSKY, Jaime. História da América atra-
vés de textos. São Paulo: Contexto, 1994. 
PRADO, Maria Lígia. A formação das 
nações latino-americanas. São Paulo: 
Atual, 1994. 
SCORZA, Manuel. Bom dia para os de-
funtos. Rio de Janeiro: Civilização Brasilei-
ra, 1984.
DICAS DE FILMES
O Quatrilho 
Direção: Fábio Barreto 
Rio Grande do Sul, 1910. Em uma comu-
nidade rural composta por imigrantes ita-
lianos, dois casais muito amigos se unem 
para poder sobreviver e decidem morar na 
mesma casa. Mas o tempo faz com que a 
esposa de um se interesse pelo marido da 
outra, sendo correspondida. Após algum 
tempo, os dois amantes decidem fugir e 
recomeçar outra vida, deixando para trás 
ANOTAÇÕES
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1438o ano | Ensino Fundamental
1438o ano | Ensino Fundamental
Quem são os dreamers mexicanos?
Os dreamers são crianças que nasceram no México ou em países da América Central e migraram 
ilegalmente com seus pais para os EUA sonhando com melhores condições de vida. Essas crianças 
assimilaram a cultura e valores da nação estadunidense. É muito comum, mas não menos confli-
tuoso, ocorrer uma mistura entre a cultura dos pais e parentes mexicanos próximos (cultura nativa). 
Mas esse não é o único conflito que os dreamers enfrentam. Além de terem referências culturais di-
fusas, eles esbarram em incertezas institucionais com o governo dos EUA.
O ex-presidente Barack Obama criou, em 2012, por meio de um decreto, uma solução para o 
problema da deportação, denominada Ação Diferida para Chegadas na Infância (Daca). O progra-
ma permitiu a concessão de vistos de estadia renováveis. Durante as eleições, o candidato Donald 
Trump criticou fortemente a medida e no mesmo ano em que assumiu a presidência, cessou o pro-
grama e a concessão de vistos a esse grupo.
Foram discutidas alternativas para a permanência dos dreamers, tanto no congresso estadu-
nidense como na mídia. Nada de concreto, no entanto, foi proposto ou implementado, e diversas 
pessoas começaram a ser deportadas. Do acolhimento à deportação, não se sabe ainda a possível 
linha que o governo vai adotar para todo o grupo, que é composto de cerca de 800 mil pessoas. A 
principal dúvida ocorre, sobretudo, em relação a como vão ficar os sonhos de parte da juventude 
que hoje reside nos EUA.
Cuba tem o melhor índice de desenvolvimento sustentável do mundo
Cuba é o país que apresenta os melhores ín-
dices de desenvolvimento sustentável, segundo 
informe anual apresentado recentemente pela 
Assembleia Geral da ONU. Cuba supera países 
capitalistas avançados, inclusive Grã-Bretanha 
e Estados Unidos, que por décadas submetem 
Cuba a umbloqueio econômico e financeiro com 
consequências terríveis.
O Índice de Desenvolvimento Sustentá-
vel (IDS), projeto do antropólogo e escritor suazi 
Jason Hickel, calcula os índices de desenvolvimen-
to humano de uma nação considerando as esta-
tísticas sobre esperança de vida, nível de atendi-
mento em saúde e educação e também pelo exces-
so ecológico, que mede a quantidade de carbono 
per capita que excede os limites naturais da Terra.
Segundo os últimos informes, desde 2015, Cuba 
está no topo da classificação, com 0.859, enquanto 
a Venezuela ocupa a 12a posição e Argentina a 18a.
O IDS foi criado para atualizar o Índice de 
Desenvolvimento Humano (IDH), desenvolvido 
pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq, uti-
lizado pelo Programa de Desenvolvimento das 
Nações Unidas (Pnud) desde 1990.
O IDH considera a esperança de vida, nível de 
educação e a renda per capita, mas ignora a de-
gradação ambiental provocada pelo crescimento 
econômico nos países de maior desenvolvimen-
to, como Inglaterra e EUA.
Segundo o antropólogo Hickel, esses países 
são os que mais contribuem para as mudanças 
climáticas e outras formas de degradação ecoló-
APROFUNDAR PARA CONHECER
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seus parceiros, que viverão uma experiên-
cia dramática e constrangedora. Bom para 
trabalhar as migrações de povos europeus 
para o Sul do Brasil.
Green Card - Passaporte para o Amor 
Direção: Peter Weir 
Um compositor francês imigrante nos Es-
tados Unidos, George Faure, tenta perma-
necer no país. Para conseguir o green card, 
que lhe dará permanência definitiva nos 
Estados Unidos, casa-se, só no nome, com 
uma americana, Brontë Parrish, que preci-
sa de um marido para alugar, em Manhat-
tan, um ótimo apartamento em um prédio 
LEITURA
COMPLEMENTAR
“Passivo histórico” ainda limita 
avanços sociais no Brasil
O Brasil, nos últimos anos, apresentou 
leve avanço em seu Índice de Desenvolvi-
mento Humano (IDH), principalmente em 
expectativa de vida e renda per capita, con-
solidando o que a ONU classifica como um 
dos “mais altos desempenhos” em ques-
tões sociais no mundo e superando inclu-
sive países vizinhos.
Ainda assim, o País ainda convive com 
alta desigualdade e com um “passivo his-
tórico” — os baixíssimos indicadores so-
ciais do Brasil, sobretudo, antes de 1990 
— que mantêm sua nota de IDH em nível 
inferior à média da América Latina.
O relatório de desenvolvimento huma-
no, divulgado pelo Programa de Desenvol-
vimento da ONU (Pnud), dá nota de 0,730 
ao Brasil, levemente superior aos 0,728 do 
relatório anterior (quanto mais próximo de 
1, mais alto é o IDH). A média latino-ame-
ricana/caribenha é de 0,741.
Mas na avaliação de longo prazo, a 
partir de 1990, o País é um dos que tive-
ram um dos maiores avanços em seus in-
dicadores sociais. Os motivos principais, 
na avaliação da ONU, foram reformas eco-
nômicas e investimentos em educação, 
saúde e distribuição de renda.
“Entre 1990 e 2012, o IDH saiu de 0,590 
para 0,730, um aumento de 24%. Essa taxa 
de crescimento do IDH brasileiro no perío-
do é maior que a do Chile (40ª posição no 
ranking de IDH, com 187 países), Argenti-
na (45ª) e México (61ª), por exemplo”, in-
forma o Pnud.
Com isso, o País fica entre os 15 países 
que mais conseguiram reduzir o déficit no 
IDH (ou seja, a diferença restante para che-
gar à nota 1) entre 1990 e 2012.
“Atualmente, o Brasil cresce mais rápi-
do no IDH e não só em renda, mas em edu-
cação e saúde. O desafio é grande, mas o 
modelo do País é um exemplo a ser segui-
do”, diz à BBC Brasil Daniela Gomes Pinto, 
analista de desenvolvimento do Pnud.
Patamar baixo
Apesar disso, o Brasil ainda tem IDH 
inferior ao de vizinhos latino-americanos 
como Argentina, Uruguai, Chile, Venezue-
la, Costa Rica e México.
O motivo, explica Daniela, é o “passivo 
histórico” do País.
“Em 1990, a média de estudo dos adul-
tos brasileiros era de quatro anos, a meta-
de da Argentina na época”, exemplifica a 
analista. “E o Chile de 1990 já tinha a ex-
pectativa de vida que o Brasil tem hoje. 
Partimos de um patamar muito baixo.”
Os avanços em indicadores sociais 
do Brasil são elogiados pelo relatório da 
proibido para solteiros. Porém, problemas 
surgem quando eles são investigados pelo 
Departamento de Imigração.
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144 8o ano | Ensino Fundamental
144 8o ano | Ensino Fundamental
gica, e isso afeta desproporcionalmente os países 
mais pobres do sul do Planeta, onde o aqueci-
mento global vem provocando sequelas, como o 
aumento da fome e as mazelas sociais.
Hickel esclarece também que o IDH promove 
um modelo de desenvolvimento que é empirica-
mente incompatível com a preservação ecológi-
ca, o que constitui uma contradição fundamen-
tal: para alcançar um IDH favorável, é necessário 
impulsionar um desenvolvimento predador em 
outras partes do mundo. 
Fica claro que a Grã-Bretanha, classificada 
em 14o lugar no informe de IDH de 2018, cai para 
o 131o lugar na classificação do IDS. Os Estados 
Unidos, que na classificação antiga está em 13o 
lugar, na classificação de Hickel aparece em 159o 
entre os 163 países analisados.
O que essa nova classificação revela é que 
todos os países ainda estão em desenvolvimen-
to. São subdesenvolvidos ecologicamente. Os 
países com os mais altos níveis de desenvolvi-
mento humano necessitam reduzir significativa-
mente os danos ambientais, enquanto aqueles 
com os mais baixos índices de impactos ecológi-
co necessitam melhorar significativamente seus 
indicadores econômicos e sociais, concluiu.
Disponível em: https://dialogosdosul.operamundi.uol.com.br/america-lati-
na/62420/cuba-tem-o-melhor-indice-de-desenvolvimento-sustentavel-do-
-mundo-diz-pesquisa. Acesso em: 09/12/2020. Adaptado.
EXERCITANDO O QUE APRENDEMOS
3. Leia o texto a seguir:
1. Quando os europeus chegaram ao continente 
americano, as terras já estavam ocupadas, havia 
milhares de anos, por diversos povos. Esses povos 
ficaram conhecidos genericamente como índios 
ou ameríndios, pois, ao chegar na América Cen-
tral, Cristóvão Colombo acreditou ter atingido o Ex-
tremo Oriente — as Índias. Essas sociedades fica-
ram conhecidas como civilizações pré-colombia-
nas. Descreva as diferentes formas de organização 
social e econômica que possuíam essas culturas.
2. Entre os grupos que habitavam as terras ame-
ricanas, três merecem destaque por terem criado 
grandes civilizações, com estruturas políticas, eco-
nômicas e sociais muito avançadas. Quais eram 
esses três grupos?
Os maias, os astecas e os incas.
A primeira forma de organização social e política 
desses povos reconhecia um chefe da comunidade, 
que tinha a autoridade de organizar as tarefas coti-
dianas, mas entre ele e os demais havia poucas di-
ferenças sociais. Organizavam-se em comunidades 
igualitárias, em que a terra, assim como o trabalho, 
era dividida entre os membros em sua maioria. Vi-
viam da caça, da pesca, da coleta de vegetais; e al-
guns, de uma agricultura rudimentar.
“A expressão pré-colombiana refere-se aos 
povos que se desenvolveram na América antes 
de sua dominação pelos espanhóis, no século 
XVI. É uma denominação que toma como marco 
histórico a chegada do navegador Cristóvão Co-
lombo às terras do continente americano, em 
1492 [...]. Ao definir esse marco inicial, descon-
sidera a história, a cultura e a diversidade dos 
povos nativos do continente, como os astecas, 
os maias e os incas.”
Almanaque Abril 2004. São Paulo: Abril, 2004. p. 733.
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ONU, mas os dados mostram que o País 
ainda apresenta forte desigualdade de 
renda. Na medição que leva em conta a 
desigualdade social, o país perde 27% de 
sua nota de IDH.
Estimativas recentes dão conta de que 
cerca de 700 mil famílias ainda estejam à 
margem de políticas estatais; e críticos 
dizem que o patamar de renda per capita 
de R$ 70, estabelecido pelo governo para 
determinar quem vive em pobreza extre-
ma, é muito baixo.
Segundo o relatórioda ONU, os avan-
ços sociais dependem de “políticas estru-
turais de longo prazo”.
“O País está no caminho certo, mas 
que o percurso ainda é longo para que isso 
chegue a surtir efeito no valor do IDH”, diz 
o documento.
O IDH, que mede expectativa de vida, 
saúde, educação, renda e acesso a recur-
sos para uma vida digna, é um dos princi-
pais indicadores mundiais de desenvolvi-
mento humano.
“Ele mede poucas variáveis e tem di-
ficuldade em (igualar) diferenças metodo-
lógicas (entre os países), mas dá um retra-
to do desenvolvimento no longo prazo”, 
opina Daniela. “Isso permite fugir da visão 
de olhar um país apenas por seu Produto 
Interno Bruto.”
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ce-
lular/noticias/2013/03/130312_brasil_idh_pai.shtml. 
Acesso em: 11/09/2018. 
ANOTAÇÕES
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1458o ano | Ensino Fundamental
1458o ano | Ensino Fundamental
6. Dois fatores foram decisivos para o desenvolvi-
mento das colônias do lado norte do continente 
americano. Que fatores foram esses?
De acordo com o texto e com seus conhecimentos, 
marque o item que está em conformidade com a 
ideia que você leu.
a. O termo pré-colombiano está correto, porque 
os nativos só existiram a partir da “descoberta” 
de Colombo.
b. O termo pré-colombiano está correto, porque os 
indígenas só foram civilizados e passaram a se or-
ganizar a partir da chegada de Colombo.
c. A denominação tem como marco histórico a che-
gada de Cristóvão Colombo ao continente america-
no e “desconsidera a história, a cultura e a diversi-
dade dos povos nativos do continente, como os as-
tecas, os maias e os incas”.
d. A denominação pré-colombiano tem como 
marco histórico todos os indígenas que viviam em 
comunidades altamente organizadas, e a chegada 
de Colombo levou ao extermínio de todas.
Trópico de Capricórnio
Trópico de Câncer
Oceano
Atlântico
Oceano
Pacífico
Esquimós
Na-Dene
Wakaun
Sioux
Shoshoni
Apaches
Cree
Cree
Astecas
Maias
Aruaque
Caribe
Chibchas
Tupi-guarani
Tupi-guarani
JêIncas
4. Observe o mapa:
Quais eram os principais povos que ocupavam o 
território brasileiro?
Tupi-guaranis e jês.
5. O encontro entre os nativos indígenas e os es-
panhóis no continente americano demonstrou que 
aqueles formavam um contingente numeroso, com 
características culturais próprias e variadas. Assim, 
julgue os itens a seguir. 
A colonização de povoamento, que permitiu aos es-
tadunidenses e aos canadenses iniciarem seu pro-
cesso industrial quase ao mesmo tempo em que os 
europeus passavam pela Primeira Revolução Indus-
trial; e o incentivo à ocupação das terras situadas 
no interior do continente, que criou, com a forma-
ção de pequenas e médias propriedades, um forte 
mercado consumidor interno.
7. Das três línguas mais faladas no continente 
americano, marque o item que corresponde às 
de origem latina e às de origem anglo-saxônica, 
respectivamente:
a. Português e espanhol (latinas), inglês (anglo-
-saxônica).
b. Espanhol e holandês (latinas), francês (anglo-
-saxônica).
c. Espanhol e inglês (latinas), francês (anglo-saxônica).
d. Espanhol e inglês (latinas), português (anglo-
-saxônica).
I. A maioria era constituída de comunidades indí-
genas em estágios diversos de desenvolvimen-
to — nômades ou sedentários.
II. Astecas e incas constituíam verdadeiras civiliza-
ções, com estruturas políticas e sociais complexas.
III. No caso dos maias, o sedentarismo possibili-
tou a constituição de uma sociedade agrícola e 
o surgimento de cidades.
IV. Predominavam as comunidades de guerreiros, 
que dividiam com os sacerdotes a posse das me-
lhores terras.
Assinale se estão corretas, apenas:
a. I e II.
b. II e III.
c. I e IV.
d. I, II e III.
e. I, III e IV.
0 627 km 1.254 km
N
S
LO
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146 8o ano | Ensino Fundamental
146 8o ano | Ensino Fundamental
8. Observe o mapa e faça o que se pede.
Trópico de Capricórnio
Trópico de Câncer
Oceano
Atlântico
Oceano
Pacífico
Juneau
Vancouver
San Francisco
Los Angeles
Guatemala
San Salvador
Kingston
Havana
São Domingos
San Juan
Porto
Príncipe
Belmopan
México
Tegucigalpa
Manágua
Panamá
San José Medellín
Bogotá
Quito
Caracas
Port of Spain
Georgetown
Paramaribo
Caiena
Lima
La Paz
Sucre
Recife
Brasília
Rio de Janeiro
São PauloAssunção
Santiago Montevidéu
Buenos Aires
Dallas
Memphis
Chicago
Pittsburgh
Houston
Nova Orleans
Miami
Atlanta
Norfolk
Washington
Filadélfia
Nova York
Boston
Saint Louis
Detroit
Ottawa
Montreal
Capitais
Cidades principais
Densidade demográfica
(habitantes por km )
2
Menos de 1
1 a 10
10 a 50
50 a 100
100 a 200
Mais de 200
Distribuição da população no continente 
americano
Marque o item que considerar verdadeiro a partir da observação do mapa.
I. Sobre a distribuição da população no continente americano:
a. Está irregularmente distribuída.
b. Está regularmente distribuída.
II. Sobre os fatores que influenciam na distribuição da população:
a. A regular distribuição da população no continente americano deve-se 
a questões naturais, como as altas montanhas dos Andes, na América do 
Sul, local propício para se plantar.
b. A desigual distribuição deve-se a fatores históricos da colonização, que 
0 977 km 1.954 km
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S
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1478o ano | Ensino Fundamental
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começou no leste, e a elementos naturais, como as altas montanhas, os desertos e as regiões de clima 
bastante frio, que influenciam na fixação dos seres humanos.
III. Sobre a densidade demográfica, em que se encontram as maiores concentrações populacionais e os 
fatores responsáveis:
a. Os índices mais altos de densidade demográfica encontram-se a leste, devido à colonização e onde 
se desenvolveram a maior parte das cidades e das atividades econômicas, além de o relevo ser cons-
tituído de planalto de baixa latitude.
b. Os índices mais altos de densidade demográfica encontram-se a oeste onde estão localizados os 
Andes, na América do Sul, local de desenvolvimento das civilizações pré-colombianas, de onde se ori-
ginaram as maiores cidades e as principais atividades econômicas.
IV. O centro da América do Sul apresenta baixa densidade demográfica: 
a. por se tratar de uma área de clima polar.
b. por se tratar de área de extensa floresta tropical, a Floresta Amazônica, de clima quente e úmido 
e de difícil acesso.
V. Observe, no mapa, que o extremo norte e o sul do continente apresentam baixa densidade demográ-
fica, porque:
a. nessas regiões o clima muito frio dificulta a fixação da população e o desenvolvimento de ativida-
des econômicas.
b. nessas regiões as distâncias dificultam as rotas comerciais e a comunicação com as demais áreas 
do continente.
9. Que fatores propiciaram a queda nas taxas de natalidade e mortalidade dos países da América 
Anglo-saxônica?
10. Quais fatores causaram a explosão demográfica na América Latina na década de 1960? Cite as medi-
das tomadas pelos governos para diminuir as taxas de natalidade.
11. Qual é a classificação do Brasil no IDH?
A América Anglo-saxônica, formada pelos Estados Unidos da América e pelo Canadá, passou por um pe-
ríodo de crescimento econômico que provocou melhorias na condição de vida e consequente redução 
das taxas de mortalidade. Isso proporcionou um rápido crescimento populacional, aliado à vinda de mui-
tos imigrantes da Europa. Porém, no início do século XX, a entrada da mulher no mercado de trabalho, o 
alto custo de criação dos filhos nas cidades, a disseminação e o uso de métodos contraceptivos e o pla-
nejamento familiar diminuíram as taxas de natalidade. Essa redução, associada a um rigoroso controle 
da imigração, resultou na queda do crescimento demográfico a partir de 1950.
Sugestão de resposta: Na América Latina, no período em que o número de habitantes da América An glo-
saxônica começava a diminuir,iniciou- se uma explosão demográfica resultante do aumento das taxas de 
natalidade e da redução da mortalidade em função de melhorias médicas e sanitárias, tais como: cam-
panhas de vacinação, atendimento médico-hospitalar, tratamento de água, esgoto e coleta de lixo. Em 
função disso, diversos países da América Latina passaram, em 1970, a adotar políticas de controle da na-
talidade, como esterilização masculina e feminina e campanhas de educação sexual.
a. Muito alto desenvolvimento humano. 
b. Alto desenvolvimento humano.
c. Médio desenvolvimento humano.
d. Baixo desenvolvimento humano.
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148 8o ano | Ensino Fundamental
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Ranking País IDH
Expectativa
de vida
Média de anos
de estudo
PIB per
capita (US$)
Taxa de
fertilidade
1
8
40
52
67
74
75
90
176
Noruega
EUA
Argentina
Uruguai
Cuba
México
Brasil
China
Rep. Dem. do Congo
0,944
0,915
0,836
0,793
0,796
0,756
0,755
0,727
0,433
82
79
75,3
76,3
79,4
76.8
74,5
75,8
58,7
12,6
12,4
9,3
8,5
9,9
8,5
7,2
7,5
3,5
74.186
56.054
14.565
15.574
7.657
8.989
8.528
8.109
486
2,0
2,1
2,2
2,0
1,5
2,2
1,8
1,6
5,5
Grupo de desenvolvimento:
Muito alto Alto Médio Baixo
12. Observe a tabela do IDH e compare os indicadores sociais.
a. Qual país apresenta a maior taxa de expectativa de vida?
b. Dos países latino-americanos, quais os que apresentam as melhores taxas de longevidade?
c. Qual país obteve a melhor classificação no IDH, de acordo com a tabela?
Sugestão de resposta: Noruega, 82 anos.
Sugestão de resposta: Cuba (79 anos), Uruguai e México (77 anos) e Argentina (76 anos).
Noruega.
13. Observe as pirâmides etárias e, em seguida, analise as afirmações.
85 anos
80-84
75-79
70-74
65-69
60-64
55-59
50-54
45-49
40-44
35-39
30-34
25-29
20-24
15-19
10-14
5-9
0-4
Homem Mulher
Expectativa de vida
89 anos 76 anos
% 10 5 500 10 %
Homem Mulher
2020 %1515 1010 55 0% 0
Expectativa de vida
51 anos 54 anos
Fonte: ONU, 2011. Adaptada.
Índice de Desenvolvimento Humano no Brasil e em outros países
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1498o ano | Ensino Fundamental
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I. A primeira pirâmide etária tem base estreita, fato que indica baixa natalidade. Ela representa os países 
desenvolvidos.
II. A segunda pirâmide etária representativa dos países subdesenvolvidos tem base larga, indicando ele-
vado número de jovens.
III. O cume da primeira pirâmide etária é mais largo e evidencia grande proporção de idosos e elevada 
expectativa de vida.
IV. A expectativa de vida é idêntica em ambas as pirâmides, isto é, as condições de vida são idênticas para 
os dois grupos de países representados.
V. A pirâmide etária do Brasil é semelhante à segunda pirâmide, pois possui, em sua maioria, quantida-
de de jovens e população idosa muito reduzida.
Está correto o que se afirma apenas em:
20 2010 100 0
Masculino Idade Feminino
+85
80 a 84
75 a 79
70 a 74
65 a 69
60 a 64
55 a 59
50 a 54
45 a 49
40 a 44
35 a 39
30 a 34
25 a 29
20 a 24
15 a 13
10 a 14
5 a 9
0 a 4
14. Observe a pirâmide populacional do México.
Analise as afirmações a seguir.
I. A base mais larga indica a necessidade de investimentos em educação.
II. A população masculina é menor que a feminina na faixa de até 10 anos.
III. A maioria da população mexicana tem menos de 20 anos.
IV. O topo estreito indica a prioridade em programas de previdência social.
Está correto o que se afirma apenas em:
a. I, II e III. 
b. I, II e IV.
c. I, III e IV. 
d. II, IV e V.
e. III e V.
a. I e II. 
b. I e III. 
c. II e III.
d. II e IV. 
e. III e IV.
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150 8o ano | Ensino Fundamental
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15. O que é o IDH e quais os indicadores utilizados para realizar os cálculos desse índice?
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um indicador elaborado pela Organização das Nações Uni-
das (ONU) com o objetivo de avaliar os diferentes graus de desenvolvimento socioeconômico das popu-
lações dos diversos países do mundo. Contempla vários indicadores econômicos e sociais: o produto in-
terno bruto expressa a totalidade da riqueza produzida por um país durante um ano, que é dividida pelo 
número de habitantes; a esperança de vida ao nascer, que é o tempo que se supõe que viverá, em média, 
uma pessoa; e diversos indicadores de acesso à educação, como a porcentagem de analfabetos e a média 
de anos de escolaridade.
16. (Enem–Adaptada) O número de filhos por casal diminui rapidamente. Para maioria dos economistas, 
isso representa um alerta para o futuro.
1970 1980 1990 2000 2010
6
5
4
3
2
1
0
Brasil
China
Coreia do Sul
Portugal
EUA
Japão
5,8
4,4
2,9
2,4
1,9
17. A média do número de filhos por mulher em um país ou região é uma estatística medida pela taxa 
de fecundidade.
Cite uma consequência econômica para os países que vivenciam o fenômeno demográfico ilustrado no gráfico.
Sugestão de resposta: Uma consequência econômica, com relação à dinâmica demográfica, é a diminui-
ção da população economicamente ativa (PEA), porque as quedas das taxas de fecundidade promovem, 
a longo prazo, o envelhecimento da população.
1960
5,5
5,0
4,5
4,0
3,5
3,0
2,5
2,0
1970 1980 1990 2000 2010 2014
5,0
4,8
3,7
3,3
2,6
2,5
2,4
N
ú
m
e
r
o
 
d
e
 
f
i
l
h
o
s
 
p
o
r
 
m
u
l
h
e
r
Ano
Descreva as informações apresentadas no gráfico relacionan-
do-as às razões que provocaram essa mudança demográfica.
Taxa de fecundidade total
Mundo – Taxa de fecundidade 
(1960–2014) O gráfico apresenta as taxas de fecundidade do mundo em 
diferentes momentos do tempo. É possível identificar que 
os valores começam a cair de forma mais intensa a partir de 
1970. Uma das justificativas para esse fato é a mudança de 
comportamento geral da população. O aumento da urbani-
zação e a adoção de práticas contraceptivas são duas das ra-
zões que explicam o processo.
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1518o ano | Ensino Fundamental
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PREPARANDO-SE PARA O VESTIBULAR/ENEM
1. A respeito das características que diferenciam 
a América Latina da América Anglo-saxônica, ava-
lie as proposições a seguir:
I. A América Anglo-saxônica, além de ter tido um 
passado colonial diferente dos países da Amé-
rica Latina, possui o inglês como língua oficial.
II. A maior parte dos países latino-americanos teve, 
no período colonial, suas economias destinadas 
ao abastecimento da metrópole, característica 
comum em colônias de exploração.
III. Os países da América Latina possuem um passa-
do comum. A maior parte de seus países foi co-
lônia de exploração de países europeus, como 
Espanha, Portugal e França.
IV. Ao avaliar o passado dos países da América An-
glo-saxônica e da América Latina, torna-se difícil 
compreender como países com períodos e histó-
ria de colonização tão semelhantes tenham hoje 
um panorama social e econômico tão distintos.
Estão corretas as alternativas:
a. I, II e III.
b. II e IV.
c. Apenas a IV.
d. Todas as alternativas.
e. Nenhuma das alternativas.
2. Leia o texto:
O exerto sobre a queda do Império Inca se opõe ao 
que apresentam os textos históricos mais clássicos ao:
a. atribuir mais responsabilidades aos próprios na-
tivos por sua derrota.
b. distribuir a culpa pela extinção dos povos 
ameríndios.
c. inocentar os colonizadores espanhóis.
d. reforçar que os incas já esperavam, de certa 
forma, seus dominadores.
e. revelar a infelicidade em que viviam os incas.
3. (FGV–Adaptada) A área demarcada no mapa a se-
guir corresponde às terras:
a. da Cordilheira Andina, onde os incas construí-
ram seu império e hoje não se tem vestígio algum 
de sua cultura, a não ser por relatos de viagens dos 
colonizadoresespanhóis do século XVI.
Os senhores locais se aliaram aos espa-
nhóis e os ajudaram a realizar a conquista. 
Desse ponto de vista, não foi um punhado de 
aventureiros que derrubou o Império Inca, mas 
os próprios nativos andinos, infelizes com a si-
tuação e acreditando estar em circunstâncias 
favoráveis para voltar a viver em liberdade.
ROSTWOROWSKI, Maria. History of the Inca Realm. Cambridge: Cambrid-
ge University Press, 1999. p. 226. Traduzido e Adaptado.
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S
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0 627 km 1.254 km
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152 8o ano | Ensino Fundamental
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b. da Cordilheira Andina, onde os incas construíram o seu império, baseado em uma sociedade urbana 
que atingiu dimensão máxima no início do século XVI.
c. da Amazônia, onde os astecas construíram suas aldeias e cidades, deixando construções grandiosas quase 
intactas que servem de documentos para se estudar a vida desse povo e hoje, séculos após, servem de estí-
mulo ao turismo.
d. do Chaco, onde os astecas viveram, mas não deixaram vestígios de sua cultura por terem sido dizimados pelos 
espanhóis e ingleses nos séculos XV e XVI.
e. dos planaltos andinos, onde os maias deixaram pirâmides similares às egípcias, nas quais enterravam 
seus mortos considerados importantes e hoje, cinco séculos após, servem de estímulo ao turismo.
4. (Fatec–Adaptada) Sobre as comunidades nativas, os astecas e os incas não foram eliminados nem expul-
sos pelos exploradores espanhóis, devido:
a. ao respeito que os colonizadores tinham pela cultura desses povos.
b. a eles terem se associado aos colonizadores, na exploração dos povos mais fracos.
c. à existência de ouro e prata nas regiões que eles ocupavam e ao interesse dos colonizadores em ex-
plorá-los enquanto mão de obra.
d. à existência de excedente de produção agrícola e de força de trabalho organizada nessas civilizações.
6. Leia o texto.
5. O Império Inca, que corresponde principalmente aos territórios da Bolívia e do Peru, chegou a englobar 
enorme contingente populacional. Cuzco, a cidade sagrada, era o centro administrativo, com uma socieda-
de fortemente estratificada e composta de imperadores, nobres, sacerdotes, funcionários do governo, arte-
sãos, camponeses, escravos e soldados. A religião contava com vários deuses, e a base da economia era a 
agricultura, principalmente o cultivo da batata e do milho. A principal característica da sociedade inca era a:
a. ditadura teocrática, que igualava a todos.
b. existência da igualdade social e da coletivização da terra.
c. estrutura social desigual compensada pela coletivização de todos os bens.
d. existência de mobilidade social, o que levou à composição da elite pelo mérito.
e. impossibilidade de se mudar de extrato social e a existência de uma aristocracia hereditária.
As migrações internacionais, na década de 1990, foram bastante significativas, visto que várias pessoas 
se dirigiram dos países pobres para os ricos. A maior parte saiu de países asiáticos e de países latinos e 
ingressaram nos Estados Unidos, Canadá, Alemanha e França. Nos últimos anos, no entanto, a grande 
crise econômica nessas regiões redirecionou parte desse fluxo para o(a)(s):
A crise econômica mundial está fazendo com que a grande leva de latino-americanos que deixou 
o continente na metade da década de 1990 rumo à Europa tome o caminho de volta para casa. Em 
Roma, muitos brasileiros resolveram retornar ao Brasil este ano por causa do agravamento da crise 
econômica que afeta mais gravemente os países do Mediterrâneo.
Disponível em: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20305. Acesso em: 29/11/2012.
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1538o ano | Ensino Fundamental
1538o ano | Ensino Fundamental
7. (UFMT–Adaptada) O Brasil tem recebido um elevado número de imigrantes haitianos, que entram 
no Brasil pelo Acre e acabam chegando à cidade de São Paulo. Sobre esse fluxo migrante, podemos 
concluir que:
a. a destruição de parte do Haiti, observada principalmente em Porto Príncipe, a capital, devido a um in-
tenso terremoto ocorrido em 2010, permitiu grande ajuda internacional, que incluiu estímulo à migração.
b. o Brasil é o país com maior comércio externo com o Haiti, com protocolos de troca de mão de obra 
entre esses países.
c. a crise econômica que assola o Haiti gera uma elevada taxa de migração, apoiada pelo programa Mi-
nustah, do Nafta.
d. as forças de ocupação, lideradas pelos EUA, exercem forte ação repressiva sobre a população, que tem 
emigrado em massa.
e. o crescimento econômico do Brasil é um fator favorável à entrada de um grande número desses hai-
tianos, atraídos pela possibilidade de melhores empregos e salários.
8. A partir da década de 1980, o Brasil ingressou naquilo que se qualifica como transição demográfica. 
Isso passou a ocorrer em função de alguns fatores, a saber:
I. Elevação das taxas de densidade demográfica.
II. Diminuição intensiva dos índices de natalidade.
III. Aumento da expectativa de vida.
IV. Manutenção das taxas de fecundidade.
V. Inversão gradativa da pirâmide etária.
Estão corretas as alternativas:
a. I e III.
b. II, IV e V.
c. I, III e IV.
d. II, III e V.
e. I, II e IV.
a. economias emergentes menos atingidas pela crise e também com menores restrições à entrada, como 
os países do Brics.
b. Leste Europeu, já bastante adaptado às modificações impostas pelo capitalismo no início da década 
de 1990.
c. locais de economia socialista, onde ainda existe uma grande garantia de saúde e alimentação por 
parte do Estado.
d. zonas de antigas instabilidades geopolíticas, como o Oriente Médio, uma vez que essas regiões se torna-
ram grandes polos econômicos.
e. países vizinhos a essas grandes economias, prevendo uma futura melhora da economia desses países.
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