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Questões resolvidas

(UNIFESP). O uso intensivo da metáfora insólita, a entrega ao fluxo da consciência, a ruptura com o enredo factual foram constantes do seu estilo de narrar. Os analistas à caça de estruturas não deixarão tão cedo em paz seus textos complexos e abstratos. Há na gênese dos seus contos e romances tal exacerbação do momento interior que, a certa altura do seu itinerário, a própria subjetividade entra em crise. O espírito, perdido no labirinto da memória e da autoanálise, reclama um novo equilíbrio. (Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 1994. Adaptado.) Tal comentário refere-se a:

Guimarães Rosa.
X Clarice Lispector
Graciliano Ramos.
Jorge Amado.
José Lins do Rego.

(UFPR) A obra Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa:

idealiza o tipo sertanejo, continuando a tradição de Alencar.
fixa os tipos regionais, com precisão científica.
descreve tipos de várias regiões do Brasil, na tentativa de documentar a realidade brasileira.
X exprime problemas humanos, em estilo próprio, baseado na contribuição linguística regional.
continua o regionalismo dos fins do século passado, sem grandes inovações.

Leia o trecho abaixo, extraído de Sagarana, de João Guimarães Rosa: Estremecem, amarelas, as flores da aroeira. Há um frêmito nos caules rosados da erva-de-sapo. A erva-de-anum crispa as folhas, longas, como folhas de mangueira. Trepidam, sacudindo as estrelinhas alaranjadas, os ramos da vassourinha. Tirita a mamona, de folhas peludas, como o corselete de um caçununga, brilhando em verde-azul! A pitangueira se abala, do jarrete à grimpa. E o açoita-cavalos derruba frutinhas fendilhadas, entrando em convulsões. – Mas, meu Deus, como isto é bonito! Que lugar bonito p’r’a gente deitar no chão e se acabar!... É o mato, todo enfeitado, tremendo também com a sezão. (GUIMARÃES ROSA. “Sarapalha”. Sagarana. Obra completa (vol. 1). Nova Aguilar, 1994. p. 295.) O trecho extraído do conto “Sarapalha”, do livro Sagarana, de Guimarães Rosa, exemplifica um aspecto que está presente em todos os contos do mesmo livro. Assinale a alternativa que reconhece esse aspecto de forma adequada.

X A descrição do meio físico é mediada pela visão do narrador, que apresenta a natureza como elemento tão reversível quanto a condição humana.
A descrição pormenorizada do espaço físico visa a excluir a dimensão psicológica e mística da narrativa, para fortalecer a feição pitoresca da região.
São narrados duelos que se travam entre o meio e o homem e que são vencidos apenas pelo uso da força física e da valentia.
A religiosidade cristã católica rege

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Questões resolvidas

(UNIFESP). O uso intensivo da metáfora insólita, a entrega ao fluxo da consciência, a ruptura com o enredo factual foram constantes do seu estilo de narrar. Os analistas à caça de estruturas não deixarão tão cedo em paz seus textos complexos e abstratos. Há na gênese dos seus contos e romances tal exacerbação do momento interior que, a certa altura do seu itinerário, a própria subjetividade entra em crise. O espírito, perdido no labirinto da memória e da autoanálise, reclama um novo equilíbrio. (Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 1994. Adaptado.) Tal comentário refere-se a:

Guimarães Rosa.
X Clarice Lispector
Graciliano Ramos.
Jorge Amado.
José Lins do Rego.

(UFPR) A obra Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa:

idealiza o tipo sertanejo, continuando a tradição de Alencar.
fixa os tipos regionais, com precisão científica.
descreve tipos de várias regiões do Brasil, na tentativa de documentar a realidade brasileira.
X exprime problemas humanos, em estilo próprio, baseado na contribuição linguística regional.
continua o regionalismo dos fins do século passado, sem grandes inovações.

Leia o trecho abaixo, extraído de Sagarana, de João Guimarães Rosa: Estremecem, amarelas, as flores da aroeira. Há um frêmito nos caules rosados da erva-de-sapo. A erva-de-anum crispa as folhas, longas, como folhas de mangueira. Trepidam, sacudindo as estrelinhas alaranjadas, os ramos da vassourinha. Tirita a mamona, de folhas peludas, como o corselete de um caçununga, brilhando em verde-azul! A pitangueira se abala, do jarrete à grimpa. E o açoita-cavalos derruba frutinhas fendilhadas, entrando em convulsões. – Mas, meu Deus, como isto é bonito! Que lugar bonito p’r’a gente deitar no chão e se acabar!... É o mato, todo enfeitado, tremendo também com a sezão. (GUIMARÃES ROSA. “Sarapalha”. Sagarana. Obra completa (vol. 1). Nova Aguilar, 1994. p. 295.) O trecho extraído do conto “Sarapalha”, do livro Sagarana, de Guimarães Rosa, exemplifica um aspecto que está presente em todos os contos do mesmo livro. Assinale a alternativa que reconhece esse aspecto de forma adequada.

X A descrição do meio físico é mediada pela visão do narrador, que apresenta a natureza como elemento tão reversível quanto a condição humana.
A descrição pormenorizada do espaço físico visa a excluir a dimensão psicológica e mística da narrativa, para fortalecer a feição pitoresca da região.
São narrados duelos que se travam entre o meio e o homem e que são vencidos apenas pelo uso da força física e da valentia.
A religiosidade cristã católica rege

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Pincel Atômico - 16/07/2024 19:51:43 1/3
ANA PAULA ESTEVAM
DA CRUZ
Exercício Caminho do Conhecimento - Etapa 36 (23354)
Atividade finalizada em 15/07/2024 21:06:18 (2325085 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
LITERATURA: TEORIA E METODOLOGIA DE ENSINO [1159043] - Avaliação com 8 questões, com o peso total de 1,11 pontos [capítulos - 6]
Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em Letras-Português - Grupo: FPD-JUN/2024 - SGegu0A210624 [129741]
Aluno(a):
91619414 - ANA PAULA ESTEVAM DA CRUZ - Respondeu 8 questões corretas, obtendo um total de 1,11 pontos como nota
[360236_1574
63]
Questão
001
(UNIFESP). O uso intensivo da metáfora insólita, a entrega ao fluxo da consciência, a
ruptura com o enredo factual foram constantes do seu estilo de narrar. Os analistas à
caça de estruturas não deixarão tão cedo em paz seus textos complexos e abstratos.
Há na gênese dos seus contos e romances tal exacerbação do momento interior que,
a certa altura do seu itinerário, a própria subjetividade entra em crise. O espírito,
perdido no labirinto da memória e da autoanálise, reclama um novo equilíbrio.
(Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 1994. Adaptado.)
Tal comentário refere-se a:
Guimarães Rosa.
X Clarice Lispector
Graciliano Ramos.
Jorge Amado.
José Lins do Rego.
[360236_1574
90]
Questão
002
(UESPI). Entre os autores da Terceira Geração Modernista, a chamada Geração de
45, o principal nome é o de João Cabral de Melo Neto. Deste poeta pernambucano,
podemos afirmar o seguinte:
os temas mais explorados pelo poeta são o retirante nordestino, a destruição da
Floresta Amazônica, o genocídio indígena e o Rio Capibaribe.
apesar de buscar uma poesia cerebral, sua poesia, a partir de 1960, aproxima-se cada
vez mais das vanguardas surrealistas e dadaístas.
sua poesia se caracteriza pelo lirismo exaltado.
X
o Rio Capibaribe, a cidade de Sevilha e o retirante nordestino são temas que
encontramos em sua poesia.
seu primeiro livro – A Pedra do sono – é composto ora de poemas neoparnasianos,
ora de versos românticos que evocam os sonhos da humanidade.
[360236_1566
32]
Questão
003
(UFRR) “Grande Sertão: veredas” é o romance escrito por Guimarães Rosa, publicado
no ano de 1956. O enredo constrói-se como uma longa narrativa oral, não linear, em
primeira pessoa, na qual Riobaldo, um velho fazendeiro, ex-jagunço, conta sua
experiência de vida a um interlocutor, que jamais tem a palavra e cuja fala é apenas
sugerida. A obra conta histórias de vingança, amores, perseguições, lutas pelos
sertões de Minas, Goiás, e sul da Bahia, tudo isso entremeado de reflexões. As
demais personagens falam pela boca de Riobaldo, valendo-se de seu estilo de narrar e
de suas características linguísticas individuais.
Assinale a alternativa que corresponde ao período literário do referido romance.
Barroco;
X Pós-Modernismo;
Arcadismo;
Parnasianismo.
Pincel Atômico - 16/07/2024 19:51:43 2/3
Naturalismo;
[360237_1566
36]
Questão
004
(UFES – ES) Texto para a questão.
“Alguém que ainda pelejava, já na penúltima ânsia e farto de beber água sem copo,
pôde alcançar um objeto encordoado que se movia. E aquele um aconteceu ser
Francolim Ferreira, e a coisa movente era o rabo do burrinho pedrês. E Sete-de-Ouros,
sem susto a mais, sem hora marcada, soube que ali era o ponto de se entregar,
confiado, ao querer da correnteza. Pouco fazia que esta o levasse de viagem, muito
para baixo do lugar da travessia. Deixou-se, tomando tragos de ar. Não resistia.”
Guimarães Rosa - O burrinho pedrês
A característica regionalista presente no fragmento literário acima é
a exploração dos homens e dos animais pelos proprietários no meio rural.
a observação minuciosa da fauna e da flora de uma região.
o mal-estar gerado pela decadência social.
X a integração dos homens e dos bichos a seu meio ambiente.
o respeito pelas superstições e sentimentos populares.
[360238_1566
41]
Questão
005
(UFPR) A obra Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa:
idealiza o tipo sertanejo, continuando a tradição de Alencar.
fixa os tipos regionais, com precisão científica.
descreve tipos de várias regiões do Brasil, na tentativa de documentar a realidade
brasileira.
X
exprime problemas humanos, em estilo próprio, baseado na contribuição linguística
regional.
continua o regionalismo dos fins do século passado, sem grandes inovações.
[360236_1574
72]
Questão
006
(PUC-PR). Leia atentamente o trecho do conto Felicidade Clandestina de Clarice
Lispector, e assinale a alternativa CORRETA.
“Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o
susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo,
fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não
sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais
falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade
sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu
vivia no ar... Havia orgulho e puder em mim. Eu era uma rainha delicada. ”
X
O trecho analisado nos mostra características marcantes da escrita da autora, que
com base em reflexões existenciais e da subjetividade, nos revela a intimidade dos
seus personagens.
Prosadora da chamada primeira geração modernista, observa-se pelo texto da autora
que esta opta por radicalizar no uso da oralidade, rompendo com a tradição realista,
utilizando-se do chamado fluxo de consciência.
Pelo trecho em destaque, nota-se que a narradora em terceira pessoa investiga os
reais motivos que a levaram a ser uma pessoa feliz, sendo os livros parte da
construção deste sentimento.
Uma das marcas da escritora é sua capacidade de descrição de paisagens externas,
que retratam da seca no Nordeste aos problemas sociais das grandes metrópoles.
O conto critica a falta de leitura dos adolescentes nas escolas brasileiras, tendo como
principal razão a preguiça, o que evidencia nosso atraso cultural.
Pincel Atômico - 16/07/2024 19:51:43 3/3
[360237_1566
37]
Questão
007
Leia o trecho abaixo, extraído de Sagarana, de João Guimarães Rosa:
Estremecem, amarelas, as flores da aroeira. Há um frêmito nos caules rosados da
erva-de-sapo. A erva-de-anum crispa as folhas, longas, como folhas de mangueira.
Trepidam, sacudindo as estrelinhas alaranjadas, os ramos da vassourinha. Tirita a
mamona, de folhas peludas, como o corselete de um caçununga, brilhando em verde-
azul! A pitangueira se abala, do jarrete à grimpa. E o açoita-cavalos derruba frutinhas
fendilhadas, entrando em convulsões.
– Mas, meu Deus, como isto é bonito! Que lugar bonito p’r’a gente deitar no chão e se
acabar!...
É o mato, todo enfeitado, tremendo também com a sezão.
(GUIMARÃES ROSA. “Sarapalha”. Sagarana. Obra completa (vol. 1). Nova Aguilar,
1994. p. 295.)
O trecho extraído do conto “Sarapalha”, do livro Sagarana, de Guimarães Rosa,
exemplifica um aspecto que está presente em todos os contos do mesmo livro.
Assinale a alternativa que reconhece esse aspecto de forma adequada.
X
A descrição do meio físico é mediada pela visão do narrador, que apresenta a
natureza como elemento tão reversível quanto a condição humana.
A descrição pormenorizada do espaço físico visa a excluir a dimensão psicológica e
mística da narrativa, para fortalecer a feição pitoresca da região.
São narrados duelos que se travam entre o meio e o homem e que são vencidos
apenas pelo uso da força física e da valentia.
A religiosidade cristã católica rege as decisões humanas e transforma os homens e a
natureza a partir da ação direta de Deus.
A ausência de aliterações e a economia de adjetivos são recursos utilizados para
representar a aridez da natureza.
[360236_1574
84]
Questão
008
(PUC-PR). No conto O ovo e a galinha, de Clarice Lispector, uma das características
da 3ª fase do Modernismo está presente no fragmento: “As galinhas prejudiciais aoovo são aquelas que são um “eu” sem trégua. Nelas o “eu” é tão constante que elas já
não podem mais pronunciar a palavra “ovo”. Mas, quem sabe, era disso mesmo que o
ovo precisava. Pois se elas não estivessem tão distraídas, se prestassem atenção à
grande vida que se faz dentro delas, atrapalhariam o ovo. Comecei a falar da galinha e
há muito já não estou falando mais da galinha. Mas ainda estou falando do ovo”.
Fonte: (LISPECTOR, Clarice. O ovo e a galinha, de Felicidade Clandestina. Rio de
Janeiro, Rocco, 1998.)
Essa característica é:
A autoanálise feita pela autora por meio da galinha que é mais importante que o ovo.
A ficção científica representada pelas galinhas que são figuras distraídas.
A linearidade dos eventos que termina com a extinção da galinha.
X O fluxo de consciência já que por meio dele se cruzam vários planos narrativos.
A realidade objetiva que situa o ovo e a galinha num mesmo plano.

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