Prévia do material em texto
POLÍTICAS E INCENTIVOS À INOVAÇÃO TECNOLÓGICA Caro(a) aluno(a), apresentaremos as principais medidas que estão sendo criadas para beneficiar as ações referentes à inovação tecnológica, bem como fortalecer nosso país como potência tecnológica. Política de Inovação Bem, caro(a) aluno(a), chegamos a um ponto muito importante em nosso estudo. Trata-se de algumas respostas às perguntas que inicialmente propomos e que estão ligadas diretamente à participação do governo diante dos incentivos às empresas em prol do desenvolvimento tecnológico. De acordo com a análise da OCDE (1997), temos: Dentro de uma economia baseada no conhecimento, a inovação parece desempenhar um papel central. Até recentemente, no entanto, os processos de inovação não eram suficientemente compreendidos. Um melhor entendimento surgiu em decorrência de vários estudos feitos nos últimos anos. No nível macro, há um substancial conjunto de evidências de que a inovação é o fator dominante no crescimento econômico nacional e nos padrões do comércio internacional. No nível micro – dentro das empresas – a P&D é vista como o fator de maior capacidade de absorção e utilização pela empresa de novos conhecimentos de todo o tipo, não apenas conhecimento tecnológico. Figura – O campo das políticas de inovação – um mapa das questões. 1 Fonte: OCDE (1997, p. 37). De acordo com a OCDE (1997), o campo da política de inovação no modelo tratado é determinado como: • as condições estruturais mais amplas dos fatores institucionais e estruturais nacionais (como os fatores jurídicos, econômicos, financeiros e educacionais), que estabelecem as regras e a gama de oportunidades de inovação; • a base de ciência e engenharia – o conhecimento acumulado e as instituições de ciência e tecnologia que sustentam a inovação comercial, fornecendo treinamento tecnológico e conhecimento científico, por exemplo; • fatores de transferência, que são os que influenciam fortemente a eficácia dos elos de fluxo de informações e competências e absorção de aprendizado, essenciais para a inovação comercial – há fatores ou agentes humanos cuja natureza é significativamente determinada pelas características sociais e culturais da população; 2 • o dínamo da inovação é o domínio mais central da inovação comercial — ele cobre fatores dinâmicos dentro das empresas ou em sua vizinhança imediata que têm um impacto muito direto em sua capacidade inovadora. Incentivos Fiscais para a Inovação Tecnológica De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI): Os incentivos fiscais à inovação tecnológica, na atualidade, fazem parte da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação – ENCTI para o período de 2011 a 2014, o que representa uma continuidade aos esforços do Plano de Ação Ciência, Tecnologia e Inovação – C,T&I para o Desenvolvimento Nacional realizado no período de 2007 a 2010 (PACTI). Além do mais, se constitui num dos elos de ligação com as demais políticas do Governo Federal, tais como: Plano de Aceleração do Crescimento de Infra-estrutura – PAC; Política de Desenvolvimento Produtivo – PDE e, mais recentemente com o Plano Brasil Maior que estabelece uma política industrial, tecnológica, de serviços e de comércio exterior embasada no estímulo à inovação e à produção nacional para alavancar a competitividade da indústria nos mercados interno e externo. (BRASIL, Os incentivos reais previstos na Lei do Bem destinados à P&D nas empresas e usufruídos de forma automática, resumidamente, podem ser definidos como: • exclusão do lucro líquido e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o valor correspondente de até 60% da soma dos dispêndios, classificados como despesas operacionais pela legislação do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), realizados com P&D no período; • adição de até 20%, no caso de incremento do número de pesquisadores dedicados exclusivamente à pesquisa e ao desenvolvimento contratados no ano de referência; • adição de até 20%, no caso de patente concedida ou cultivar registrado. 3 Tal possibilidade corresponde a uma renúncia fiscal de até 34% dos dispêndios de P&D, no país, próprios ou contratados junto à Micro e Pequena Empresa (MPE) (Lei Complementar nº 123/2006), a Consultores, a Universidades e a Instituições Científicas e Tecnológicas (ICT), desde que mantida a responsabilidade, o risco empresarial, a gestão e o controle da utilização dos resultados pela empresa beneficiária. • Redução de 50% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre equipamentos, máquinas, aparelhos e instrumentos adquiridos para pesquisa e desenvolvimento tecnológico. • Depreciação Integral e Amortização Acelerada de equipamentos e bens intangíveis, respectivamente, para P&D. • Redução a zero da alíquota do IR nas remessas efetuadas para o exterior destinadas ao registro e à manutenção de marcas, patentes e cultivares. No caso específico do incentivo fiscal relativo ao crédito de 10% do imposto sobre a renda retida na fonte, a título de royalties (inciso V do caput e § 5º do art. 17 da Lei nº 11.196/2005 – Lei do Bem), foi revogado desde 27 de julho de 2010, conforme inciso I, do Art. 63 da Lei nº 12.350, de 20 de dezembro de 2010. das empresas. Participação Empresarial e a Lei do Bem De acordo com os resultados obtidos com a implementação da Lei do Bem nos últimos anos, observa-se que grande parte do relativo sucesso do incremento de investimentos privados em P,D&I deve ser creditada à adesão a esses incentivos fiscais que vêm sendo operacionalizados desde 2006. A Figura mostra uma visão global do número de empresas participantes do programa dos incentivos fiscais no quinquênio fiscal de 2006 a 2010. Figura – Número de empresas participantes/classificadas. Fonte: Brasil (2011). A Figura mostra que existem duas projeções de demanda. A primeira projeção (azul) representa o número de empresas participantes (cadastradas) no MCTI/ano que declararam ter usufruído dos incentivos fiscais, e a segunda projeção (vermelha) representa o número real de empresas classificadas/ano, após verificação do MCTI das informações prestadas nos formulários das empresas. De acordo com esses dados, o número de empresas que aderiram ao programa de incentivos fiscais, às atividades de pesquisa tecnológica e ao desenvolvimento de inovação tecnológica (linhas A e B) vem crescendo ano a ano. Como exemplo, no ano fiscal de 2010, o MCTI registrou o recebimento de 875 formulários de pessoas jurídicas (empresas) que declararam ter usufruído dos incentivos fiscais constantes do Capítulo III da Lei do Bem, o que significa um aumento aproximado de 38% em relação ao ano de 2009, quando 635 empresas preencheram os formulários exigidos pela referida Lei. Nesse cenário, a demanda bruta das 875 empresas indicou investimentos totais em P,D&I no valor de R$ 10,7 bilhões (valor bruto), e usufruto de incentivos fiscais (renúncia fiscal) no montante de R$ 2,1 bilhões, que após análise da equipe técnica do MCTI os resultados reais computados e consolidados estão registrados e comentados nos itens 5 e 6 deste relatório. Existem, ainda, algumas opções de recursos a serem disponibilizadas na forma de crédito, subvenção econômica e investimentos reembolsáveis e não reembolsáveis, em um volume de recursos bastante expressivo, os quais também estimulam as empresas a realizar atividades de P,D&I sem necessariamente receber incentivos fiscais. Empresas por Setor de Atividade De acordo com a Tabela, podemos observar que as empresas se encontram sediadas em quase todas as Unidades da Federação, embora a concentração mais expressiva (cerca de 95% das empresas) esteja concentrada nas regiõesSul e Sudeste. Tabela – Distribuição do número de empresas em relação aos setores. Os dados mostram a necessidade de investimentos em outras regiões do Brasil, visto a sua grande dimensão geográfica. Medidas fiscais vêm sendo adotadas com o intuito de promover maior desenvolvimento a essas áreas, inclusive criando-se novas estruturas para o escoamento dos produtos produzidos pelas futuras empresas.