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II UNIDADE:
Modalidades das Obrigações
Profa. MSc. Jucyane Pontes de Assis Brito
Tema:
Das Obrigações de Fazer e de Não Fazer 
Divisão Clássica das Obrigações:
 Dar Positiva
 Fazer
 Não fazer Negativa
A mais clássica e importante divisão das obrigações é quanto ao 
seu objeto, ou seja, quanto ao tipo de prestação da qual ela trata.
Das Obrigações de Fazer
(arts. 247 a 249, CC)
Das Obrigações de Fazer
Introdução
 Origem: Direito Romano (obligatio faciendi)
 Sociedade pré-revolução industrial 
 Prevalência das obrigações de dar
 Sociedade pós-revolução industrial / Sociedade de 
consumo de massa / Sociedade tecnológica e globalizada
 Expressivo aumento das obrigações de fazer
 Serviços de vigilância, higienização, proteção e 
segurança, assistência médica, consultoria e auditoria, 
recrutamento e fornecimento de mão de obra; 
publicidade e marketing; serviços de computação, 
eletrônica, biogenética; comunicação etc.
Das Obrigações de Fazer
1. Conceito
 É qualquer forma de atividade humana, lícita, 
possível e vantajosa ao credor.
 Abrange o serviço humano em geral, seja material 
(a realização de obras e artefatos) ou imaterial (a 
prestação de fatos) que tenham utilidade para o 
credor.
 Consiste em atos ou serviços a serem executados 
pelo devedor em favor do credor
Das Obrigações de Fazer
1. Conceito
“São aquelas em que pretende o credor a prestação 
de um fato, consistente na realização de uma 
atividade pessoal ou serviço pelo devedor ou por 
um terceiro, de que não resulta imediatamente a 
transferência de direitos subjetivos. Enfim, 
sobreleva aqui a conduta do devedor, e não o bem 
que eventualmente dela resulte.
(Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald, p. 275)
É prestação de fato:
 trabalho físico ou intelectual (serviço)
 Trabalho determinado pelo produto (resultado) 
Das Obrigações de Fazer
1. Conceito
a) Serviços: 
o Trabalho físico ou intelectual em favor do credor (assessoria 
jurídica);
o É aferido pelo tempo, gênero e qualidade;
o O interesse do credor está nas energias do obrigado.
b) Trabalho determinado pelo produto (resultado)
o Realização de obra intelectual (ex.: escrever um romance) 
ou obra material (construir uma casa).
o O interesse do credor está no produto ou resultado final do 
trabalho do devedor.
Atenção!
Obrigações de Dar
 É prestação de 
coisa;
 O credor concentra 
seu interesse no 
objeto da prestação, 
sendo irrelevantes as 
características 
pessoais ou qualidades 
do devedor.
 Ex.: Compra de livro
≠ Obrigações de Fazer
 É prestação de fato;
 O credor mede o 
serviço pelo tempo, 
gênero ou qualidade, 
tornando muito 
relevantes as 
características 
pessoais ou qualidades 
do devedor.
 Ex.: serviço de 
advocacia
Dar ou Fazer? Dica:
Veja o exemplo:
João promete entregar um imóvel a Joaquim:
 se a atividade for construir a casa:
obrigação de fazer:
 se a casa já estiver pronta ao tempo do contrato:
obrigação de dar
Dar ou Fazer? 
Resposta: Importância e Preponderância
 Se tiver que confeccionar a coisa para entregá-la, é 
obrigação de fazer;
 Se não tiver que fazer a coisa previamente, a 
obrigação é de dar.
Dar ou Fazer? Outra dica:
Para a doutrina, a principal diferença entre as 
duas modalidades de obrigação (dar e fazer) 
está na forma da execução judicial:
 As obrigações de dar caracterizam-se sempre 
pela execução específica da obrigação, ou seja, o 
devedor pode ser constrangido a entregar a 
coisa, por autoridade da Justiça, quando ela se 
encontrar em seu poder, quer queira ou não o 
devedor.
 As obrigações de fazer, ao contrário, não 
comportam execução in natura, pois quem se 
obriga a fazer alguma coisa não poderia ser 
constrangido a fazê-la, resolvendo-se a 
obrigação em perdas e danos, quando não for 
cumprida devidamente.
Atenção!
Mas esta concepção vem mudando gradativamente:
Ex.:
 O Código de Defesa do Consumidor (Lei 
8.078/90) permite a execução específica da 
obrigação de fazer
 O novo Código de Processo Civil (2015) já 
apresenta medidas para a efetivação da tutela 
específica das obrigações de fazer e obtenção do 
resultado prático equivalente.
2. Origem
As obrigações de fazer podem decorrer de contrato ou 
de ato unilateral de vontade. Veja:
 Serviço de natureza física 
 Ex.: empreitada
contrato 
 Serviço de natureza intelectual 
 Ex.: composição de música
 Declaração de vontade ato 
 Ex.: outorga de escritura pública unilateral 
definitiva pelo promitente vendedor de vontade
do imóvel
3. Espécies
 Obrigação de Fazer Infungível, Imaterial ou 
Personalíssima
 É a obrigação intuitu personae
 O devedor deve cumprir pessoalmente a 
obrigação; só ele pode prestá-la
 Ex.: show de cantor famoso
 A infungibilidade pode decorrer da própria 
natureza da prestação, ou seja, da qualidade 
profissionais, artísticas ou intelectuais do 
contratado
 A infungibilidade também pode decorrer de 
cláusula expressa do contrato. 
 Obrigação de Fazer Fungível, Material ou 
Impessoal
 O devedor não é obrigado a cumprir 
pessoalmente a obrigação; pode ser realizada 
por terceiro
 Ex.: construção de um muro
 O devedor pode, sob a sua responsabilidade e 
custos, repassar o cumprimento da obrigação 
para outra pessoa 
 Para o credor, não importa que a prestação 
venha a ser cumprida por terceiro, a expensas do 
substituído; o que interessa é o cumprimento da 
atividade, a utilidade que lhe foi prometida.
4. Regras do Código Civil
Art. 247, CC: Prestação Infungível ou Personalíssima
“Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o 
devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só 
por ele exequível.”
 Nestes casos, o devedor poderá vir a suportar o 
pagamento de “astreintes”, que são multas cominatórias 
cobradas por dia de atraso de devedor na execução da 
obrigação e que tem por escopo forçar o cumprimento 
da obrigação.
 A multa deverá ter um limite temporal e quantitativo, 
sob pena de transformar-se em obrigação perpétua e 
desproporcional.
Art. 248, CC: Prestação Impossível
“Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do 
devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa dele, responderá 
por perdas e danos.”
Exemplo:
Demora na lavratura de escritura de compra e venda
Responde o serventuário da justiça pelo atraso na confecção da 
escritura de compra e venda a seu cargo, devendo arcar com os 
gastos extraordinários desembolsados pelos autores para a 
regularização da compra se, com a morte do outorgante 
vendedor, fez-se necessário ingressar em juízo a fim de obter a 
adjudicação do imóvel, por meio de cessão de direitos 
hereditários (RT 657/84)
Art. 249, CC: Prestação Fungível 
“Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao 
credor mandá-lo executar à custa do devedor, havendo 
recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.”
“Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, 
independentemente de autorização judicial, executar ou 
mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.”

5. Considerações sobre o Inadimplemento
 Toda obrigação deve ser cumprida, conforme dispõe o 
Princípio do Pacta Sunt Servanda (o contrato faz lei 
entre as partes). Cumprida normalmente, a obrigação 
extingue-se; não cumprida espontaneamente, 
acarreta a responsabilidade do devedor.
 As obrigações de fazer podem ser inadimplidas porque 
a prestação tornou-se impossível sem culpa do 
devedor, ou por culpa deste, ou ainda porque, 
podendo cumpri-la, o devedor recusa-se a fazê-lo.
5. Considerações sobre o Inadimplemento
 Nos termos do Código Civil brasileiro, não havendo 
culpa do devedor, fica afastada a sua 
responsabilidade.
 Porém, caso a inadimplência do devedor decorra de 
culpa de sua parte, seja a obrigação fungível seja 
infungível, o credor pode optar pela conversão da 
obrigação em perdas e danos.
5. Considerações sobre o Inadimplemento
 Na prestação fungível:
 o credor poderá optar pela execução específica da 
obrigação,requerendo que ela seja executada por terceiro, 
à custa do devedor (art. 249, CC)
 Os arts. 817 a 820 do Código do Processo Civil de 2015 
descrevem todo o procedimento a ser seguido, para que o 
fato seja prestado por terceiro.
 Nos termos do CPC, o custo da prestação de fato será 
avaliado por um perito e o juiz mandará expedir edital de 
concorrência pública, para os interessados em prestar o 
fato formulem suas propostas.
5. Considerações sobre o Inadimplemento
 Na prestação Infungível:
 Não há como compelir o devedor, de forma direta, a 
satisfazê-la. Mas há meios indiretos que podem ser acionados 
cumulativamente com o pedido de perdas e danos: 
 ex.: multa diária cominatória (astreintes).
Em resumo:
 A recusa ao cumprimento de obrigação de fazer infungível 
resolve-se, tradicionalmente, em perdas e danos, pois 
não se pode constranger o devedor a executá-la. 
 Mas, atualmente e modernamente, admite-se a execução 
específica das obrigações de fazer, conforme disposto nos 
arts. 139, IV; 497 a 500; 536, §§1º e 4º; e art. 537, §1º, 
todos do CPC/2015. Todos estes artigos trazem meios 
de, indiretamente, obrigar o devedor a cumprir a 
obrigação, mediante a cominação de multa diária.
5. Considerações sobre o Inadimplemento
Atualmente, portanto, a regra quanto ao
descumprimento da obrigação de fazer ou de
não fazer é a da execução específica da
obrigação, sendo exceção a resolução em
perdas e danos.
5. Considerações sobre o Inadimplemento
“A jurisprudência desta Corte, em reiterados precedentes,
admite a imposição de multa cominatória (astreintes), ex officio
ou a requerimento da parte, a fim de compelir o devedor a
adimplir a obrigação de fazer, não importando que esse devedor
seja a Fazenda Pública.”
(STJ, Resp. 1.474.665-RS, 1ª. Seção, rel. Min. Benedito Gonçalves, Dje
22-6-2017.
5. Considerações sobre o Inadimplemento
“Cândido Dinamarco preleciona que o dogma da 
intangibilidade da vontade humana, que impedia a 
execução específica das obrigações de fazer (nemo
praecise potest cogi ad factum - ninguém pode ser 
compelido a prestar um fato contra a sua vontade), 
devendo resolver-se em perdas e danos, zelosamente 
guardado nas tradições pandectistas francesas, 
somente foi relativizado graças à tenacidade de 
pensadores como Chiovenda e Calamandrei, cujos 
estudos permitiram a distinção entre infungibilidade 
natural e infungibilidade jurídica. 
5. Considerações sobre o Inadimplemento
Hoje, aduz o renomado processualista, ‘considera-se 
integrada em nossa cultura a ideia de que em nada 
interfere na dignidade da pessoa humana, ou em sua 
liberdade de querer, qualquer mecanismo consistente 
na produção, mediante atividades estatais 
imperativas, da situação jurídica final a que o 
cumprimento da obrigação de fazer ou de não fazer 
deveria ter conduzido. Aceita-se também a imposição 
de medidas de pressão psicológica (Calamandrei), 
como as multas periódicas e outras, destinadas a 
induzir o obrigado renitente a querer adimplir para 
evitar o agravamento da situação. (A reforma da 
reforma, p. 220).”
(Carlos Roberto Gonçalves, p. 70.)
Das Obrigações de Não Fazer
(arts. 250 a 251, CC)
Das Obrigações de Não Fazer
Introdução
 Tal como ocorre com a obrigação de fazer, a obrigação 
de não fazer também constitui-se numa obrigação de 
prestação de fato, distinguindo-se também da 
obrigação de dar (prestação de coisa).
 Na obrigação de fazer há uma ação positiva; 
 na obrigação de não fazer ocorre uma omissão, uma 
postura negativa
Das Obrigações de Não Fazer
Introdução
 Impõe ao devedor um dever de abstenção: 
 o de não praticar o ato que poderia livremente fazer, 
se não houvesse obrigado.
Exemplos: 
 o adquirente que se obriga a não construir, no terreno 
adquirido, prédio além de certa altura
 vizinhos convencionam que o proprietário do terreno da 
frente não fará edificações, pois isso prejudicaria a visão 
da propriedade do outro vizinho.
 Não abrir estabelecimento comercial de determinado ramo 
comercial
 a cabeleireira alienante que se obriga a não abrir outro 
salão de beleza no mesmo bairro
 Não divulgar um segredo industrial
 Também pode impor ao devedor da obrigação 
uma tolerância ou uma postura passiva diante do 
credor, ou seja, tolerar ou permitir que outrem 
pratique determinados atos.
Ex.: locador que se compromete a não obstar a 
plena utilização da coisa locada.
Atenção! É claro que há limites!
 Embora seja extenso o campo de aplicação ou 
incidência dessa modalidade de obrigação, 
devem ser respeitados certos limites.
 Não são lícitas convenções em que se exija 
sacrifício excessivo da liberdade do devedor ou 
que atentem contra os direitos fundamentais da 
pessoa humana 
 Ex.: suportar indefinidamente determinado ônus de não sair à rua, 
não casar, não trabalhar...
Curiosidade:
“Não é fungível a obrigação de abster-se da prática 
de determinado ato. Não se concebe que alguém se 
abstenha em lugar de outra pessoa.
(STJ, 3ª. Turma. REsp. 521.184. Min. Gomes de 
Barros. j. 24.8.04. DJU 6.12.04)
Das Obrigações de Não Fazer
2. Regras do Código Civil
Art. 250, CC: Impossibilidade objetiva de cumprir 
obrigação negativa
“Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem 
culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-se do 
ato, que se obrigou a não praticar.
 A impossibilidade do cumprimento da obrigação dá-se 
por fato alheio à conduta do devedor
 Trata-se, portanto, de um descumprimento fortuito 
(não culposo) da obrigação de não fazer.
Das Obrigações de Não Fazer
2. Regras do Código Civil
Exemplo: 
 O devedor prometera manter cercas vivas, não 
construindo muro; mas depois é obrigado por 
autoridade competente a construir muro ao redor de 
sua residência.
 O devedor prometera não obstar o uso de passagem 
em seu terreno por terceiros, mas depois é obrigado 
a fechar a passagem existente em sua propriedade, 
por ordem de autoridade. 
Das Obrigações de Não Fazer
2. Regras do Código Civil
Exemplo: 
 O devedor se obrigou a não construir um muro em 
seu imóvel, a fim de não prejudicar a vista 
panorâmica do vizinho, mas, em razão de 
determinação do Poder Público, que modificou a 
estrutura urbanística municipal, viu-se forçado a 
realizar a obra que se comprometera a não realizar.
Art. 251, CC: Inadimplemento (devedor em mora de 
obrigação negativa)
“Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se 
obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob 
pena de se desfazer à sua custa, ressarcindo o culpado 
perdas e danos.
Parágrafo único. Em caso de urgência, poderá o credor 
desfazer ou mandar desfazer, independentemente de 
autorização judicial, sem prejuízo do ressarcimento 
devido.”
Resumindo, nos termos do art. 251, CC: 
 ou o devedor desfaz pessoalmente o ato (respondendo 
também por perdas e danos), 
 ou poderá vê-lo desfeito por terceiro, por determinação 
judicial, pagando ainda perdas e danos. 
Em ambas as hipóteses 
sujeita-se ao pagamento de perdas e danos, 
como consequência do inadimplemento. 
Nada impede que o credor peça somente o pagamento 
destes, pois há casos em que somente lhe resta esse 
caminho:
Exemplo:
Se alguém divulgar um segredo industrial que prometera 
não revelar. Feita a divulgação, não há como pretender a 
restituição das partes ao status quo ante.
Atenção!
Ao tratar do Inadimplemento das Obrigações, o Código 
Civil dispõe expressamente que:
 Nas obrigações negativas, o devedor é havido por 
inadimplente desde o dia em que executou o ato de 
que se devia abster. (art. 390, CC)
Das Obrigações de Não Fazer
3. Regras Processuais
 Execução das Obrigações de Não Fazer: 
arts. 822 a 823, CPC 2015: 
 Tutela do Desfazimento – Cristiano Chaves
Art. 822, CPC:
“Se o executado praticou ato a cuja abstenção 
estava obrigado por lei ou por contrato, o 
exequente requererá ao juiz que assine prazo ao 
executado para desfazê-lo.”
Art. 823, CPC:
“Havendo recusa ou mora do executado, o exequente 
requereráao juiz que mande desfazer o ato à custa 
daquele, que responderá por perdas e danos.
Parágrafo único. Não sendo possível desfazer-se o ato, 
a obrigação resolve-se em perdas e danos, caso em que, 
após a liquidação, se observará o procedimento de 
execução por quantia certa.”
Do Julgamento das Ações relativas às 
Prestações de Fazer, de Não Fazer e 
de Entregar Coisa
(arts. 497 a 501, CPC/2015)
Art. 497, CPC/2015:
Na ação que tenha por objeto a prestação de fazer ou 
de não fazer, o juiz, se procedente o pedido, concederá a 
tutela específica ou determinará providências que assegurem 
a obtenção de tutela pelo resultado prático equivalente.
Parágrafo único. Para a concessão da tutela específica 
destinada a inibir a prática, a reiteração ou a continuação de 
um ilícito, ou a sua remoção, é irrelevante a demonstração da 
ocorrência de dano ou da existência de culpa ou dolo.
Art. 498, CPC/2015:
Na ação que tenha por objeto a entrega de coisa, o juiz, 
ao conceder a tutela específica, fixará o prazo para o 
cumprimento da obrigação.
Parágrafo único. Tratando-se de entrega de coisa 
determinada pelo gênero e pela quantidade, o autor 
individualizá-la-á na petição inicial, se lhe couber a escolha, 
ou, se a escolha couber ao réu, este a entregará 
individualizada, no prazo fixado pelo juiz.
Art. 499, CPC/2015:
A obrigação somente será convertida em perdas e danos se o 
autor o requerer ou se impossível a tutela específica ou a 
obtenção de tutela pelo resultado prático equivalente.
Art. 500, CPC/2015:
A indenização por perdas e danos dar-se-á sem prejuízo da 
multa fixada periodicamente para compelir o réu ao 
cumprimento específico da obrigação.
Art. 501, CPC/2015:
Na ação que tenha por objeto a emissão de declaração 
de vontade, a sentença que julgar procedente o pedido, uma 
vez transitada em julgado, produzirá todos os efeitos da 
declaração não emitida.
Exemplo: contrato de promessa de compra e venda, em que o 
promitente vendedor se obriga a outorgar a venda da 
propriedade do imóvel ao comprador.

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