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Desenho Técnico: Conceitos e Normas

Material sobre Desenho Técnico: define o desenho técnico e sua história (Gaspar Monge), diferencia desenho manual e Geometria Dinâmica/CAD, lista normas (ANSI, ISO, ABNT e várias NBR) e aborda representação (vistas, perspectivas), esboço/croqui, formatos, caligrafia, linhas e instrumentos.

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Conceituação
O DESENHO TÉCNICO é um tipo de
representação gráfica rigorosa e tem
como principal função ser o elo de
ligação entre o emissor e o receptor
que são as pessoas que vão
executar o objeto.
Exemplo:
Emissor: projetista ou desenhista;
Receptor: operador, inspetor de
qualidade, executor...
O QUE É DESENHO TÉCNICO ? 
História do desenho
No século XVII, o matemático e desenhista francês Gaspar 
Monge (1746-1818) criou um sistema utilizado na engenharia 
militar com o uso de projeções ortogonais, ou seja, um 
sistema capaz de representar as três dimensões de um 
objeto, com precisão, em superfícies planas. 
Esse sistema foi publicado em 1795, cujo título era 
“Geometrie Descriptive ou Geometria Descritiva”, 
conhecida como método de monge ou geometria mongeana.
Desenho técnico Manual
Desenvolvido através de equipamentos
e instrumentos manuais adequados após a revolução 
industrial.
Com o advento do computador, surgiu recentemente 
um novo ramo desta parte da Matemática: trata-se da 
Geometria Dinâmica. Segundo Santos; Dambros; 
Borges (2007), o termo Geometria Dinâmica é 
normalmente utilizado para sistemas CAD.
Institutos internacionais de normas técnicas
ANSI = American National Standards Institute
JIS = Japan Industrial Standards
DIN = Deutsches Institut fur Normung
ISO = Internacional Standard Association
ABNT = Associação Brasileira de Normas Técnicas
NBR 10647 – DESENHO TÉCNICO – NORMA GERAL
NBR 10068 – FOLHA DE DESENHO LAYOUT E DIMENSÕES
NBR 10582 – APRESENTAÇÃO DA FOLHA PARA DESENHO TÉCNICO
NBR 13142 – DESENHO TÉCNICO – DOBRAMENTO DE CÓPIAS
NBR 8402 – EXECUÇÃO DE CARACTERES PARA ESCRITA EM DESENHOS TÉCNICOS 
NBR 8403 – APLICAÇÃO DE LINHAS EM DESENHOS – TIPOS DE LINHAS E LARGURAS DAS LINHAS
NBR10067 – PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM DESENHO TÉCNICO
NBR 8196 – DESENHO TÉCNICO – EMPREGO DE ESCALAS
NBR 12298 – REPRESENTAÇÃO DE ÁREA DE CORTE POR MEIO DE HACHURAS EM DESENHO TÉCNICO
NBR10126 – COTAGEM EM DESENHO TÉCNICO
NBR8404 – INDICAÇÃO DO ESTADO DE SUPERFÍCIE EM DESENHOS TÉCNICOS
NBR 6158 – SISTEMA DE TOLERÂNCIAS E AJUSTES
NBR 8993 – REPRESENTAÇÃO CONVENCIONAL DE PARTES ROSCADAS EM DESENHO TÉCNICO
Normas técnicas Brasileiras
Representação técnica
NBR 10647 – DESENHO TÉCNICO – NORMA GERAL
Desenho Técnico Conforme NBR 10647 
Desenho projetivo 
Desenho resultante de projeções do objeto 
sobre um ou mais planos que fazem coincidir 
com o próprio desenho, compreendendo: 
a) Vistas ortográficas: 
-Figuras resultantes de projeções ortogonais 
do objeto, sobre planos convenientemente 
escolhidos, de modo a representar, com 
exatidão, a forma do mesmo com seus 
detalhes; 
b) Perspectivas: 
- Figuras resultantes de projeção cilíndrica ou 
cônica, sobre um único plano, com a 
finalidade de permitir uma percepção mais 
fácil da forma do objeto.
Desenho Técnico Conforme NBR 10647 
Esboço
Representação gráfica aplicada 
habitualmente aos estágios iniciais 
de elaboração de um projeto, 
podendo, entretanto, servir ainda à 
representação de elementos 
existentes ou à execução de obras.
Desenho Técnico Conforme NBR 10647 
Desenho preliminar 
Representação gráfica empregada 
nos estágios intermediários da 
elaboração do projeto sujeita ainda 
a alterações e que corresponde ao 
anteprojeto..
Desenho Técnico Conforme NBR 10647 
Croqui 
Desenho não obrigatoriamente em 
escala, confeccionado 
normalmente à mão livre e 
contendo todas as informações 
necessárias à sua finalidade.
Desenho Técnico Conforme NBR 10647 
Desenho definitivo 
Desenho integrante da solução 
final do projeto, contendo os 
elementos necessários à sua 
compreensão.
APRIMORE SEUS CONHECIMENTOS EM 
NORMAS DO DESENHO TÉCNICO:
VAMOS FAZER UM DEBATE SOBRE 
CONTEÚDOS VISTOS ATE ESSA ETAPA?
Formatos de folha
Folha A0 e formatos derivados
Posições horizontal e vertical respectivamente
Folha
Sistema de referencia
Tabela de revisões
Legenda
Caligrafia técnica
È uma caligrafia técnica simples, perfeitamente legível e facilmente 
desenhável, constitui uma das mais importantes condições dos 
desenhos técnicos. 
Caligrafia técnica
As alturas das letras maiúsculas e minúsculas não devem ser menores do que 
2,5 mm. No caso de combinação de maiúsculas e minúsculas a altura não deve 
ser menor que 3,5 mm.
APRIMORE SEUS 
CONHECIMENTOS 
ESCREVENDO 4 VEZES 
CADA PALAVRA E M 
CALIGRAFIA TÉCNICA
Dobramento da folha A0.
Dobramento da folha A1.
Dobramento da folha A2
Dobramento da folha A3
Tipos de linhas
Uso de instrumentos
Lápis ou Grafiteifite
Classificação 
O grafite de desenho classifica-se pela sua dureza. Os grafites 
usuais, em Desenho Técnico, são em ordem crescente de 
dureza: B, HB e H. O grafite HB pode ser substituído pelo lápis 
comum nº 2 e o H, pelo nº 3. 
Preparação 
Por ser o lápis a sua “ferramenta de trabalho’’, na sala de 
desenho, deve ser cuidadosamente preparado. Você deve, 
primeiro, desbastar a madeira conforme a figura abaixo. 
Uso de Instrumentos
Borracha 
A borracha para desenho deve ser macia, flexível e específica para 
desenho. 
Ao utilizarmos a borracha, devemos ter muito cuidado e esfregá-la 
levemente, para que não levante as fibras do papel. 
Esquadros .
São instrumentos de plástico ou acrílico em forma de triângulo retângulo, 
muito utilizados em desenho. 
Normalmente são de dois tipos: 
Eles têm aplicações mais 
frequentes no traçado de retas 
paralelas, retas perpendiculares 
e retas que formam ângulos 
importantes. O uso destes dois 
esquadros possibilita ainda o 
traçado de outros ângulos: 
Uso de Instrumentos
Uso de Instrumentos
Régua graduada 
A régua mais utilizada em desenho técnico tem o 
comprimento de 30 centímetros ou triplo-decímetro. Existem 
réguas graduadas em milímetros, ou em polegadas, e 
algumas possuem as duas graduações em arestas oposta.
Uso de Instrumentos
Régua T 
Consiste em uma haste reta e plaina, tendo numa das 
extremidades uma travessa (cabeça) perpendicular à 
haste, que aparece na figura :
Uso de Instrumentos
Compassos 
São instrumentos utilizados para traçar arcos de 
circunferências, circunferências e transportar medidas. 
Existem vários tipos de compassos, sendo os mais 
comuns os apresentados abaixo:
Uso de Instrumentos
Escala Triangular 
É uma régua de seção reta, triangular, contendo seis 
escalas de redução, duas em cada face. Podemos 
fazer leituras diretas sem necessidade do cálculo de 
medida por medida. 
Construções fundamentais
Segmentos Paralelas Perpendiculares
Divisão de segmentos Bissetriz Divisão de segmentos 
em diversas partes
Representação de linhas
Linha contínua e grossa 
✓ Utilizada em contornos e arestas visíveis
Linha tracejada e fina
✓ Contornos e arestas não visíveis 
Linha contínua e fina
✓ Hachura 
✓ Linha de cota , auxiliar de cota ou linha de extensão 
✓ Linha de centro
Linha fina traço longo e curto alternado
✓ Linha de simetria 
✓ Linha de trajetória 
✓ Linha de centro
Com extremidades grossas, indica 
mudança de direção de cortes.
Com setas reforçadas se tornam Linha de 
indicação de plano de corte 
Representação de linhas
Linha sinuosa, fina e feita à mão Livre
✓ Utilizada como linha de ruptura
Linha fina com traço longo e dois traços 
curtos alternados
✓ Indica posição limite de peças móveis e 
linhas de centro de gravidade 
NBR 8403 – APLICAÇÃO DE LINHAS EM DESENHOS – TIPOS 
DE LINHAS E LARGURAS DAS LINHAS
Tabela das linhas
DICRIMINAÇÃO DOS QUADRADOS
QUAD. N°1 - TRAÇAR LINHAS HORIZONTAIS GROSSAS_______ GRAFITE HB
QUAD. N°2 - TRAÇAR LINHAS VERTICAIS MÉDIAS_____________GRAFITE HB
QUAD. N°3 - TRAÇAR LINHAS INCLINADAS FINAS À 45°________ GRAFITE HB
QUAD. N°4 - TRAÇAR LINHAS INCLINADAS MÉDIAS À 60°_______GRAFITE HB
QUAD. N°5 - TRAÇAR LINHAS INCLINADAS GROSSAS À 30°____ GRAFITE HB
QUAD. N°6 - TRAÇAR LINHAS HORIZ. TRACEJADAS MÉDIAS____ GRAFITE HB
QUAD. N°7 - TRAÇAR LINHASVERT. TRAÇO E POMTO_________ GRAFITE HB
QUAD. N°8 - TRAÇAR QUADRADOS CONCÊNTRICOS___________GRAFITE HB
QUAD. N°9 - TRAÇAR CIRCUNFERÊNCIAS CONCÊNTRICAS_____ GRAFITE HB
QUAD. N°10 - TRAÇAR CIRCUNF. TRAÇO E PONTO______________GRAFITE HB
Prática
Prática
PROJEÇÕES ORTOGONAIS
Linhas projetantes paralelas entre si e perpendiculares ao plano de projeção 
reproduzem no plano uma imagem como mesmo contorno
e mesma grandeza do objeto.
Na Projeção Ortogonal,a figura plana considerada é reproduzida em verdadeira 
grandeza.
DIEDROS
DIEDROS
Diedros
No Brasil, a projeção utilizada é o método do 1º diedro, representado na 
figura a seguir.
Indicação do primeiro 
diedro
Posições do primeiro diedro
Diedros
O 3º diedro é representado na figura seguinte, sendo o método americano e canadense.
Indicação do terceiro diedro
Posições do terceiro diedro
PRIMEIRO DIEDRO
PRIMEIRO DIEDRO
Tendo em mãos uma das vistas é possível projetar as linhas que delimitam o 
espaço em que estarão as demais,assim como aposição de seus detalhes.
Projeção ortogonal
Projeção ortogonal
• Padrão da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)
NBR 10067
• Norma européia
Lateral Esq.
Superior
Frontal
Inferior
Lateral Dir. Posterior
Projeções Ortogonais Múltiplas
Seis planos
I
S
Projeções Ortogonais Múltiplas
Escolha das vistas- Vista Frontal
Projeções Ortogonais Múltiplas
Escolha das vistas
-Número de Vistas
(Supressão de Vistas)
Projeções Ortogonais Múltiplas
Escolha das vistas
- Escolha da vista frontal
ou ?
Projeções Ortogonais Múltiplas
Escolha das vistas
- Escolha da vista frontal
Vista frontal 
(necessária)
Vista posterior 
(desnecessária)
Vista lateral esquerda 
(desnecessária)
Vista lateral direita 
(necessária)
Vista superior
(necessária)
Vista inferior
(desnecessária)
Projeções Ortogonais Múltiplas
Escolha das vistas
- Linhas invisíveis
Exercícios de fixação
Exercícios de fixação
a)
b)
c)
d)
Exercícios de fixação
Desenhe a peça em perspectiva á mão livre , e denomine
suas projeções ortogonais á letra correspondente
Perspectiva
Perspectivas são figuras resultantes de projeção, sobre um único plano, com
finalidade de permitir uma percepção mais fácil da forma do objeto.
São vista usadas para demonstrar mais detalhes de uma peça ou montagens em
vista explodidas.
Cavaleira
Perspectiva cavaleira a 
30º
Perspectiva cavaleira a 
45º
Perspectiva cavaleira a 
60º
Isométrica
Perspectiva isométrica
Perspectiva Projeções axonométricas
Perspectiva isométrica 
•Eixos axonométricos –120graus
Perspectiva dimétrica 
•Eixos axonométricos dois ângulos iguais e um 
diferente
Perspectiva trimétrica 
•Eixos axonométricos três ângulos diferentes
Perspectiva Isométricas cilíndrica
Centralizar Perspectiva
Perspectiva Isométricas
Perspectiva Isométricas
Perspectiva Projeções.
Exercícios: Esboço de Perspectiva Isométrica e Cavaleira a 45°
Perspectiva Projeções.
VISTAS
VISTAS
Projeções e Planejamento
3. Coloque a folha A4 posicionada conforme a figura abaixo, com a
linha da margem inferior embaixo da régua.
Projeções e Planejamento
4. Fixe a folha na prancheta com fita crepe na borda superior.
Projeções e Planejamento
5. Arraste a régua para cima e fixe a borda inferior
Projeções e Planejamento
1º Exercício na Prancheta
Projeções e Planejamento
Esboço
178
2
5
9
A4
Horizontal = 178 – (VFRONTAL + VLAT.ESQ)
3
Vertical = 259 – (VFRONTAL + VSUPERIOR+DIST.)
2
Legenda = 24mm
(Ver modelo)
ESQ = 25 DIR = 7
SUPERIOR = 7
A4 em Retrato
Planejamento (Cálculos de Centralização)
INFERIOR = 7
Planejamento 
(Cálculos de 
Centralização)
Horiz. = 178 – (40 + 50)
3
Horiz. = 29.33
Vert. = 259 – (40+50+30)
2
Horiz. = 69,5
Manter a distância 
entre as vistas Frontal
e Superior a mesma da
Horizontal.
29 30 29
3
0
7
0
30 -> Valores para centralização
29 30 2940 50Marcação
das
Distâncias
30 30 3040 50Com
Esquadro 90º
apoiado na
Régua paralela
com traçado
leve
Traçado
fraco
Régua Paralela
5
0
4
0
3
0
5
0
Marcação
das
Distâncias
4
4
4
0
3
0
5
0
Com
Régua paralela
com traçado
leve
Régua Paralela
Traçado
fraco
Área a ser
utilizada
VF VLE
VS
Apagar linhas
e deixar
retângulos
Marcas as
distâncias
internas
10
2
0
1
5
1
5
15
15
Traçar horiz.
com régua
10
2
0
15
15
1
5
1
5
Régua Paralela
Com a régua 
paralela e 15 mm de 
comprimento
Traçar vertical
com esquadro
e régua paralela
Régua Paralela
Com a régua 
paralela e 15 mm de 
comprimento
Traçar inclinado
com esquadro
e régua paralela
Régua Paralela
Com a régua 
paralela e esquadro 
de 45º
APRIMORE SEUS 
CONHECIMENTOS EM 
PROJEÇÕES
Tarefa 01
Desenhe a peça em formato A4 suas projeções ortogonais em primeiro diedro
conforme norma ABNT
Tarefa 02
Desenhe a peça em formato A4 PAISAGEM suas projeções ortogonais em
primeiro diedro conforme norma ABNT.
APLICAR ESCALA DE 2:1
Croqui 03Tarefa 03
Desenhe a peça em formato A3, aS projeções ortogonais necessárias em
primeiro diedro conforme norma ABNT
Tarefa 04
Desenhe a peça em formato A3, aS projeções ortogonais necessárias em
primeiro diedro conforme normas ABNT
Tarefa 05
Desenhe a peça em formato A4, as projeções ortogonais necessárias em
primeiro diedro conforme normas ABNT
Tarefa 06
Desenhe a peça, em formato A3 com margens e legenda conforme 
norma ABNT, executando vistas em projeções ortogonais cotadas 
Representações em corte
Os "cortes" são utilizados em desenhos de peças e conjuntos 
para facilitar a interpretação de detalhes internos que, através 
das vistas convencionais, seriam de difícil entendimento para 
execução. 
Os cortes apenas são usados para detalhar melhor as
partes de uma peça ou montagens representadas
quando necessário.
O plano de corte divide o sólido em duas partes e é posicionado de
forma a apresentar os detalhes internos mais importantes.
Eles são representados em projeção, semelhante às vistas, nos 
quais se considera que o sólido foi interceptado por um plano 
chamado PLANO DE CORTE (Tipos: Longitudinal ou Transversal).
Quando um sólido possui elementos internos que não ficam bem 
identificados pelas vistas, são realizados CORTES.
A
A
A
A
B
B
Exemplo de representações em corte
Exemplo de representações em corte TOTAL
Exemplo de representações em corte em DESVIO
Vistas em corte
A representação da vista cortada compreende a superfície obtida 
pelo plano de corte e tudo que se vê além desse plano. 
Hachuras
São Linhas ou figuras com o objetivo de representar tipos de materiais
em áreas de corte em desenho técnico
NBR 12298 – REPRESENTAÇÃO DE ÁREA DE CORTE POR MEIO DE HACHURAS EM DESENHO TÉCNICO
As hachuras devem ser traçadas 
em linha estreita, conforme a NBR 
8403.
As hachuras são formadas por 
linhas inclinadas a 45 graus em 
relação às linhas principais do 
contorno ou eixos de
Hachuras
hachuras, em uma mesma peça, 
são feitas sempre numa mesma 
direção 
As hachuras, nos desenhos de 
conjunto, em peças adjacentes, 
devem ser feitas em direções 
opostas 
hachuras, em uma mesma peça 
composta (soldada, rebitada, 
remanchada ou colada), são 
feitas em direções diferentes 
Hachuras
As hachuras devem ser espaçadas 
em função da superfície a ser 
hachurada.
O espaçamento mínimo para as 
hachuras é de 0,7 mm, conforme a 
NBR 8403. 
As hachuras, em área de corte 
muito grande, podem ser limitadas 
à vizinhança do contorno, deixando 
a parte central em branco.
As hachuras têm sempre a mesma 
direção, mesmo quando o corte de 
uma peça é executada por vários 
planos de corte paralelos.
Hachuras
As hachuras têm sempre 
a mesma direção, mesmo 
quando o corte de uma 
peça é executada por 
vários planos de corte 
paralelos
Hachuras
As hachuras podem ser omitidas em seções de peças de 
espessuras finas. Neste caso, a seção deve ser enegrecida.Hachuras
Quando houver necessidade de representar dois elementos 
alinhados, manter a mesma direção das hachuras, porém com 
linhas desencontradas 
Hachuras
As hachuras devem ser interrompidas quando da necessidade 
de se inscrever na área hachurada 
Hachuras
Outras hachuras podem ser 
utilizadas, desde que identificadas.
Corte total
É aquele que atinge a peça em toda a sua extensão, atravessando 
completamente a peça. O corte total é chamado de Corte Reto, 
quando o plano secante é constituído de uma única superfície. 
Caso o plano secante seja constituído por mais de uma superfície, o 
corte total é chamado de Corte em Desvio ou Corte Composto. 
Corte total
Exercício: Representar o corte longitudinal
Meio corte
Em peças simétricas é conveniente fazer com que o plano de 
corte vá somente até a metade da peça. Deste modo, a vista em 
corte representará simultaneamente a forma externa e interna da 
peça, com o eixo de simetria separando o lado cortado do não 
cortado. 
Corte parcial
Nos Cortes Parciais ou Rupturas como também são chamados, apenas uma 
parte da peça é cortada visando mostrar algum detalhe interno, facilitando 
assim a execução do desenho. Neste caso, o plano secante atinge a peça 
somente até onde se deseja detalhar, e o limite do corte é definido por uma 
linha de ruptura. A linha de ruptura é uma linha irregular, contínua e de 
espessura fina. Nos cortes parciais são representadas todas as arestas 
invisíveis, ou seja, se colocam todas as linhas tracejadas. 
Corte em desvio
A peça é cortada em toda a sua extensão por mais de um plano de
corte, dependendo da sua forma particular e dos detalhes a serem
mostrados.
Corte em desvio
Corte obliquo rotacionado
Representação de Corte Composto por planos concorrentes e 
rebatimento.
Corte obliquo rotacionado
Representação de Corte Composto por planos concorrentes e 
rebatimento.
Executar cortes na projeção
Tarefa 05
Executar cortes em rupturas na projeção.
OBS: Todos os furos têm profundidade de 20 mm apenas
Tarefa 06
Tarefa 07
Executar meio corte na projeção apresentando apenas vistas 
necessárias para usinagem da peça
Tarefa 08
Executar corte total em desvio na projeção apresentando apenas vistas 
necessárias para usinagem da peça
Tarefa 09
Executar corte com rebatimento oblíquo rotacionado, na projeção 
apresentando apenas vistas necessárias para usinagem da peça
Vistas auxiliares
São projeções parciais, representadas em planos auxiliares 
para evitar deformações e facilitar a interpretação.
Vistas auxiliares e detalhes repetidos
Vistas auxiliares
Furações repetidas Vista simplificada
Representação de detalhes repetidos Vistas de peças simétricas
Representação simplificada
Detalhes ampliados
Quando a escala utilizada não permite demonstrar detalhe ou colagem de uma
parte da peça, este é circundado com linha estreita contínua, e designado com
letra maiúscula. O detalhe correspondente é desenhado em escala ampliada e
identificada.
Vista de peças encurtadas
Na peça longa são representadas somente as partes da peça que contém
detalhes. Os limites das partes retidas são traçados com linhas estreitas.
Diferença entre corte e Seção
Seção é um corte que representa 
somente a intersecção do plano 
secante com a peça. 
Em outras palavras, a seção 
representa a forma de um 
determinado ponto da peça. Para 
facilitar o entendimento da 
diferença entre corte e seção, a 
figura ao lado mostra a aplicação, 
em uma mesma peça, de corte AA 
(superior) e da seção AA (inferior). 
Exemplo de corte em Seção
Cotagem de Desenho
Representação gráfica no 
desenho da característica 
do elemento, através de 
linhas, símbolos, notas e 
valor numérico numa 
unidade de medida.
NBR10126 – COTAGEM EM DESENHO TÉCNICO
Elementos de cotagem
✓ Toda cotagem necessária para descrever uma peça ou componente, 
clara e completamente, deve ser representada diretamente no desenho.
✓ A cotagem deve ser localizada na vista ou corte que represente 
mais claramente o elemento sem a repetição dessa.
✓ Desenhos de detalhes devem usar a mesma unidade
(por exemplo, milímetro) para todas as cotas sem o emprego do símbolo. 
Se for necessário, para evitar mau entendimento, o símbolo da unidade 
predominante para um determinado desenho deve ser incluído na 
legenda.
Regras básicas de cotagem do desenho conforme NBR 10126/1987
Elementos de cotagem
Regras básicas de cotagem do desenho conforme NBR 10126/1987
✓ Cotar somente o necessário para descrever o objeto ou produto 
acabado. Nenhum elemento do objeto ou produto acabado deve ser 
definido por mais de uma cota.
Exceções podem ser feitas:
a) onde for necessário a cotagem de um estágio intermediário
da produção (por exemplo: o tamanho do elemento antes da cementação 
e acabamento);
b) onde a adição de uma cota auxiliar for vantajosa.
✓ Não especificar os processos de fabricação ou os
métodos de inspeção, exceto quando forem indispensáveis para assegurar o 
bom funcionamento ou intercambiabilidade.
Regras de cotagem
A cotagem funcional deve ser escrita diretamente no desenho (ver Figura 2)
Ocasionalmente a cotagem funcional escrita indiretamente é justificada ou 
necessária. 
A Figura 3 mostra o efeito da cotagem funcional escrita indiretamente, 
aceitável, mantendo os requisitos dimensionais estabelecidos na Figura 2.
Regras de cotagem
A linha de cota não deve ser interrompida, mesmo que o elemento o seja
O cruzamento das linhas de cota e auxiliares devem ser evitados, porém, se isso 
ocorrer, as linhas não devem ser interrompidas no ponto de cruzamento.
A linha de centro e a linha de contorno, não devem ser usadas como linha de cota, 
porém, podem ser usadas como linha auxiliar 
A linha de centro, quando usada como linha auxiliar, deve continuar como linha de 
centro até a linha de contorno do objeto.
Regras de cotagem
Cotas fora de escala (exceto onde a linha de interrupção for utilizada) 
deve ser sublinhada com linha reta com a mesma largura da linha do 
algarismo
Elementos de cotagem
Simbologia:
Os símbolos são usados com cotas para
mostrar a identificação das formas e melhorar a 
interpretação de desenho. Os símbolos de diâmetro 
e de quadrado podem ser omitidos quando a forma 
for claramente indicada.
Os símbolos devem preceder à cota
Elementos de cotagem
Simbologia:
Os símbolos são usados com cotas para
mostrar a identificação das formas e melhorar a 
interpretação de desenho. Os símbolos de diâmetro 
e de quadrado podem ser omitidos quando a forma 
for claramente indicada.
Os símbolos devem preceder à cota
Cotagem em cadeia.
Deve ser utilizada somente quando o possível acúmulo de tolerâncias 
não comprometer a necessidade funcional
das partes.
Cotagem por elemento de referência
Este método de cotagem é usado onde o número de cotas da mesma 
direção se relacionar a um elemento de referência.
Cotagem por elemento de referência pode ser executada
como cotagem em paralelo ou cotagem aditiva.
Cotagem por coordenadas
Elementos equidistantes.
A cotagem pode ser simplificada 
onde os elementos equidistantes 
ou elementos uniformemente 
distribuídos são parte da 
especificação do desenho.
Elementos repetidos
Utiliza - se quando for possível definir a quantidade de elementos de 
mesmo tamanho e assim, evitar de repetir a mesma cota,
Chanfros e escareados.
Escala
Escalas de redução, natural e ampliação
Escalas mais utilizadas
ESCALA 1:1, para escala natural; 
ESCALA X:1, para escala de ampliação (X>1); 
ESCALA 1:X, para escala de redução (X>1). 
Acabamento de superfícies e tolerâncias
A rugosidade desempenha um papel muito importante no 
comportamento das peças mecânicas, onde condiciona:
•A qualidade de deslizamento e rolamento;
•A resistência ao desgaste;
•A possibilidade de ajuste do acoplamento forçado;
•A resistência oferecida pela ao escoamentode fluídos e lubrificantes;
•A qualidade de aderência que a estrutura oferece às camadas 
protetoras;
•A corrosão e a resistência à fadiga;
•A vedação;
•A aparência.
O acabamento superficial é medido através de rugosidade superficial 
que, por sua vez, é expressa em mícron (micrômetro – milionésima 
parte do metro).
Acabamento de superfícies
A simbologia de acabamento superficial pode ser representada por meio de 
valores de rugosidade. Para o caso de empresas que ainda utilizam desenhos 
antigos, esta simbologia pode ser representada por sinais convencionais 
Superfície em bruto: é aquela que não é usinada, mas limpa
com a eliminação de rebarbas e saliências.
Superfície desbastada: é aquela em que os sulcos deixados
pela ferramenta são bastante visíveis, ou seja, a rugosidade é
facilmente percebida.
Superfície alisada: é aquela em que os sulcos deixados pela
ferramenta são pouco visíveis, sendo a rugosidade pouco
percebida.
Superfície polida: é aquela em que os sulcos deixados pela
ferramenta são imperceptíveis, sendo a rugosidade detectada
somente por meio de aparelhos especiais.
Superfície lapidada: utilizada em tratamentos de superfícies
bem delicadas, como na lapidação por exemplo.
Para qualquer grau de acabamento, pode ser indicado o modo
de obtê-lo.
Superfície sujeita a tratamento especial indicada sobre a linha
horizontal.
Acabamento de superfícies
Indicação do estado de superfície
Em peças e projetos mecânicos devem ser especificadas as condições
de superfície, que são baseadas nos indicies de rugosidade.
NBR8404 – INDICAÇÃO DO ESTADO DE SUPERFÍCIE EM DESENHOS TÉCNICOS
Indicação do estado de superfície
Para a indicação do estado de superfície utiliza-se dados do cliente ou
valores predeterminados.
a = valor da rugosidade Ra, em µm, ou classe 
de rugosidade N 1 até N 12.
b = método de fabricação, tratamento ou 
revestimento.
c = comprimento de amostra, em mm.
d = direção de estrias.
e = sobremetal para usinagem, em mm. 
Direção das estrias causadas pelo processo de fabricação.
Tolerância dimensional
Para garantir a qualidade das peças, devem ser determinadas faixas 
aceitáveis de variação das medidas definidas e estipuladas dimensões 
máximas e mínimas permitidas. Essa variação entre as dimensões é 
chamada tolerância. As tolerâncias podem ser representadas por 
afastamento ou pela norma ISO.
A tolerância deve ser definida dependendo da peça e de onde ela será 
utilizada.
O sistema de tolerâncias e ajustes é normalizado pela NBR 6158.
Tolerância dimensional
(Bucha/roda) (Eixo)
Tolerância dimensional
Indicação de tolerância
Ajustes mecânicos
Ajustes mecânicos
Tabela para ajustes mecânicos
Tolerância geométrica
Tolerância geométrica
Tolerância geométrica
Tolerância geométrica
Retilineidade:
A tolerância de forma de Retilineidade mede o quão afastado está de
uma linha reta ideal imaginária, por exemplo, a linha longitudinal central de
um eixo. Nos desenhos técnicos, a tolerância de retilineidade de linha é
indicada pelo símbolo: ____.
Planeza:
É a combinação pela qual toda superfície deve estar limitada pela zona de
tolerância “t”, compreendida entre dois planos paralelos, distantes de “t”,
compreendida entre dois planos paralelos, distantes de “t”.
.
Circularidade:
A tolerância de forma de circularidade avalia o intervalo entre dois
círculos ideais, nos quais a circunferência executada da peça se
encontra.
.
Cilindricidade:
A tolerância de forma de cilindricidade é o intervalo entre duas superfícies
cilíndricas ideais e concêntricas, na qual se encontra a superfície do cilindro a
ser fabricado
.
Superfície qualquer:
A superfície de uma peça pode apresentar uma forma qualquer. A
tolerância de forma de uma superfície qualquer é definida por uma esfera de
diâmetro t, cujo centro movimenta-se por uma superfície que tem a forma
geométrica ideal. O campo de tolerância é limitado por duas superfícies
tangentes à esfera t, como mostra o desenho a seguir. Nos desenhos
técnicos, a tolerância de uma superfície qualquer é indicada pelo símbolo:
.
Paralelismo
Perpendicularidade
Inclinação
Localização
Concentricidade
Coaxialidade
Simetria
Oscilação (Batimento radial e axial)
VAMOS APRIMORAR 
NOSSOS CONHECIMENTOS 
EM TOLERANCIAS E 
AJUSTES ?
Representação de partes roscadas
Roscas visíveis.
Roscas não visíveis.
Representação de partes roscadas
Roscas em montagens
Representação de partes roscadas
Cotagem de rosca
Representação de partes roscadas
Representação de partes roscadas
Montagem de conjuntos mecânicos
Montagem de conjuntos mecânicos
Montagem de conjuntos mecânicos
Cilindro Pneumático
Cilindro Pneumático
Tirante
Cilindro Pneumático
Cabeçote do munhão
Cilindro Pneumático
Cabeçote do munhão
Cilindro Pneumático
Embolo
Cilindro Pneumático
Haste
Cilindro Pneumático
Haste
Cilindro Pneumático
Haste
Desenho de montagem
Obrigado!
“O conhecimento e a informação são os recursos 
estratégicos para o desenvolvimento de qualquer país. Os 
portadores desses recursos são as pessoas.”
Peter Drucker

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