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Conceituação O DESENHO TÉCNICO é um tipo de representação gráfica rigorosa e tem como principal função ser o elo de ligação entre o emissor e o receptor que são as pessoas que vão executar o objeto. Exemplo: Emissor: projetista ou desenhista; Receptor: operador, inspetor de qualidade, executor... O QUE É DESENHO TÉCNICO ? História do desenho No século XVII, o matemático e desenhista francês Gaspar Monge (1746-1818) criou um sistema utilizado na engenharia militar com o uso de projeções ortogonais, ou seja, um sistema capaz de representar as três dimensões de um objeto, com precisão, em superfícies planas. Esse sistema foi publicado em 1795, cujo título era “Geometrie Descriptive ou Geometria Descritiva”, conhecida como método de monge ou geometria mongeana. Desenho técnico Manual Desenvolvido através de equipamentos e instrumentos manuais adequados após a revolução industrial. Com o advento do computador, surgiu recentemente um novo ramo desta parte da Matemática: trata-se da Geometria Dinâmica. Segundo Santos; Dambros; Borges (2007), o termo Geometria Dinâmica é normalmente utilizado para sistemas CAD. Institutos internacionais de normas técnicas ANSI = American National Standards Institute JIS = Japan Industrial Standards DIN = Deutsches Institut fur Normung ISO = Internacional Standard Association ABNT = Associação Brasileira de Normas Técnicas NBR 10647 – DESENHO TÉCNICO – NORMA GERAL NBR 10068 – FOLHA DE DESENHO LAYOUT E DIMENSÕES NBR 10582 – APRESENTAÇÃO DA FOLHA PARA DESENHO TÉCNICO NBR 13142 – DESENHO TÉCNICO – DOBRAMENTO DE CÓPIAS NBR 8402 – EXECUÇÃO DE CARACTERES PARA ESCRITA EM DESENHOS TÉCNICOS NBR 8403 – APLICAÇÃO DE LINHAS EM DESENHOS – TIPOS DE LINHAS E LARGURAS DAS LINHAS NBR10067 – PRINCÍPIOS GERAIS DE REPRESENTAÇÃO EM DESENHO TÉCNICO NBR 8196 – DESENHO TÉCNICO – EMPREGO DE ESCALAS NBR 12298 – REPRESENTAÇÃO DE ÁREA DE CORTE POR MEIO DE HACHURAS EM DESENHO TÉCNICO NBR10126 – COTAGEM EM DESENHO TÉCNICO NBR8404 – INDICAÇÃO DO ESTADO DE SUPERFÍCIE EM DESENHOS TÉCNICOS NBR 6158 – SISTEMA DE TOLERÂNCIAS E AJUSTES NBR 8993 – REPRESENTAÇÃO CONVENCIONAL DE PARTES ROSCADAS EM DESENHO TÉCNICO Normas técnicas Brasileiras Representação técnica NBR 10647 – DESENHO TÉCNICO – NORMA GERAL Desenho Técnico Conforme NBR 10647 Desenho projetivo Desenho resultante de projeções do objeto sobre um ou mais planos que fazem coincidir com o próprio desenho, compreendendo: a) Vistas ortográficas: -Figuras resultantes de projeções ortogonais do objeto, sobre planos convenientemente escolhidos, de modo a representar, com exatidão, a forma do mesmo com seus detalhes; b) Perspectivas: - Figuras resultantes de projeção cilíndrica ou cônica, sobre um único plano, com a finalidade de permitir uma percepção mais fácil da forma do objeto. Desenho Técnico Conforme NBR 10647 Esboço Representação gráfica aplicada habitualmente aos estágios iniciais de elaboração de um projeto, podendo, entretanto, servir ainda à representação de elementos existentes ou à execução de obras. Desenho Técnico Conforme NBR 10647 Desenho preliminar Representação gráfica empregada nos estágios intermediários da elaboração do projeto sujeita ainda a alterações e que corresponde ao anteprojeto.. Desenho Técnico Conforme NBR 10647 Croqui Desenho não obrigatoriamente em escala, confeccionado normalmente à mão livre e contendo todas as informações necessárias à sua finalidade. Desenho Técnico Conforme NBR 10647 Desenho definitivo Desenho integrante da solução final do projeto, contendo os elementos necessários à sua compreensão. APRIMORE SEUS CONHECIMENTOS EM NORMAS DO DESENHO TÉCNICO: VAMOS FAZER UM DEBATE SOBRE CONTEÚDOS VISTOS ATE ESSA ETAPA? Formatos de folha Folha A0 e formatos derivados Posições horizontal e vertical respectivamente Folha Sistema de referencia Tabela de revisões Legenda Caligrafia técnica È uma caligrafia técnica simples, perfeitamente legível e facilmente desenhável, constitui uma das mais importantes condições dos desenhos técnicos. Caligrafia técnica As alturas das letras maiúsculas e minúsculas não devem ser menores do que 2,5 mm. No caso de combinação de maiúsculas e minúsculas a altura não deve ser menor que 3,5 mm. APRIMORE SEUS CONHECIMENTOS ESCREVENDO 4 VEZES CADA PALAVRA E M CALIGRAFIA TÉCNICA Dobramento da folha A0. Dobramento da folha A1. Dobramento da folha A2 Dobramento da folha A3 Tipos de linhas Uso de instrumentos Lápis ou Grafiteifite Classificação O grafite de desenho classifica-se pela sua dureza. Os grafites usuais, em Desenho Técnico, são em ordem crescente de dureza: B, HB e H. O grafite HB pode ser substituído pelo lápis comum nº 2 e o H, pelo nº 3. Preparação Por ser o lápis a sua “ferramenta de trabalho’’, na sala de desenho, deve ser cuidadosamente preparado. Você deve, primeiro, desbastar a madeira conforme a figura abaixo. Uso de Instrumentos Borracha A borracha para desenho deve ser macia, flexível e específica para desenho. Ao utilizarmos a borracha, devemos ter muito cuidado e esfregá-la levemente, para que não levante as fibras do papel. Esquadros . São instrumentos de plástico ou acrílico em forma de triângulo retângulo, muito utilizados em desenho. Normalmente são de dois tipos: Eles têm aplicações mais frequentes no traçado de retas paralelas, retas perpendiculares e retas que formam ângulos importantes. O uso destes dois esquadros possibilita ainda o traçado de outros ângulos: Uso de Instrumentos Uso de Instrumentos Régua graduada A régua mais utilizada em desenho técnico tem o comprimento de 30 centímetros ou triplo-decímetro. Existem réguas graduadas em milímetros, ou em polegadas, e algumas possuem as duas graduações em arestas oposta. Uso de Instrumentos Régua T Consiste em uma haste reta e plaina, tendo numa das extremidades uma travessa (cabeça) perpendicular à haste, que aparece na figura : Uso de Instrumentos Compassos São instrumentos utilizados para traçar arcos de circunferências, circunferências e transportar medidas. Existem vários tipos de compassos, sendo os mais comuns os apresentados abaixo: Uso de Instrumentos Escala Triangular É uma régua de seção reta, triangular, contendo seis escalas de redução, duas em cada face. Podemos fazer leituras diretas sem necessidade do cálculo de medida por medida. Construções fundamentais Segmentos Paralelas Perpendiculares Divisão de segmentos Bissetriz Divisão de segmentos em diversas partes Representação de linhas Linha contínua e grossa ✓ Utilizada em contornos e arestas visíveis Linha tracejada e fina ✓ Contornos e arestas não visíveis Linha contínua e fina ✓ Hachura ✓ Linha de cota , auxiliar de cota ou linha de extensão ✓ Linha de centro Linha fina traço longo e curto alternado ✓ Linha de simetria ✓ Linha de trajetória ✓ Linha de centro Com extremidades grossas, indica mudança de direção de cortes. Com setas reforçadas se tornam Linha de indicação de plano de corte Representação de linhas Linha sinuosa, fina e feita à mão Livre ✓ Utilizada como linha de ruptura Linha fina com traço longo e dois traços curtos alternados ✓ Indica posição limite de peças móveis e linhas de centro de gravidade NBR 8403 – APLICAÇÃO DE LINHAS EM DESENHOS – TIPOS DE LINHAS E LARGURAS DAS LINHAS Tabela das linhas DICRIMINAÇÃO DOS QUADRADOS QUAD. N°1 - TRAÇAR LINHAS HORIZONTAIS GROSSAS_______ GRAFITE HB QUAD. N°2 - TRAÇAR LINHAS VERTICAIS MÉDIAS_____________GRAFITE HB QUAD. N°3 - TRAÇAR LINHAS INCLINADAS FINAS À 45°________ GRAFITE HB QUAD. N°4 - TRAÇAR LINHAS INCLINADAS MÉDIAS À 60°_______GRAFITE HB QUAD. N°5 - TRAÇAR LINHAS INCLINADAS GROSSAS À 30°____ GRAFITE HB QUAD. N°6 - TRAÇAR LINHAS HORIZ. TRACEJADAS MÉDIAS____ GRAFITE HB QUAD. N°7 - TRAÇAR LINHASVERT. TRAÇO E POMTO_________ GRAFITE HB QUAD. N°8 - TRAÇAR QUADRADOS CONCÊNTRICOS___________GRAFITE HB QUAD. N°9 - TRAÇAR CIRCUNFERÊNCIAS CONCÊNTRICAS_____ GRAFITE HB QUAD. N°10 - TRAÇAR CIRCUNF. TRAÇO E PONTO______________GRAFITE HB Prática Prática PROJEÇÕES ORTOGONAIS Linhas projetantes paralelas entre si e perpendiculares ao plano de projeção reproduzem no plano uma imagem como mesmo contorno e mesma grandeza do objeto. Na Projeção Ortogonal,a figura plana considerada é reproduzida em verdadeira grandeza. DIEDROS DIEDROS Diedros No Brasil, a projeção utilizada é o método do 1º diedro, representado na figura a seguir. Indicação do primeiro diedro Posições do primeiro diedro Diedros O 3º diedro é representado na figura seguinte, sendo o método americano e canadense. Indicação do terceiro diedro Posições do terceiro diedro PRIMEIRO DIEDRO PRIMEIRO DIEDRO Tendo em mãos uma das vistas é possível projetar as linhas que delimitam o espaço em que estarão as demais,assim como aposição de seus detalhes. Projeção ortogonal Projeção ortogonal • Padrão da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) NBR 10067 • Norma européia Lateral Esq. Superior Frontal Inferior Lateral Dir. Posterior Projeções Ortogonais Múltiplas Seis planos I S Projeções Ortogonais Múltiplas Escolha das vistas- Vista Frontal Projeções Ortogonais Múltiplas Escolha das vistas -Número de Vistas (Supressão de Vistas) Projeções Ortogonais Múltiplas Escolha das vistas - Escolha da vista frontal ou ? Projeções Ortogonais Múltiplas Escolha das vistas - Escolha da vista frontal Vista frontal (necessária) Vista posterior (desnecessária) Vista lateral esquerda (desnecessária) Vista lateral direita (necessária) Vista superior (necessária) Vista inferior (desnecessária) Projeções Ortogonais Múltiplas Escolha das vistas - Linhas invisíveis Exercícios de fixação Exercícios de fixação a) b) c) d) Exercícios de fixação Desenhe a peça em perspectiva á mão livre , e denomine suas projeções ortogonais á letra correspondente Perspectiva Perspectivas são figuras resultantes de projeção, sobre um único plano, com finalidade de permitir uma percepção mais fácil da forma do objeto. São vista usadas para demonstrar mais detalhes de uma peça ou montagens em vista explodidas. Cavaleira Perspectiva cavaleira a 30º Perspectiva cavaleira a 45º Perspectiva cavaleira a 60º Isométrica Perspectiva isométrica Perspectiva Projeções axonométricas Perspectiva isométrica •Eixos axonométricos –120graus Perspectiva dimétrica •Eixos axonométricos dois ângulos iguais e um diferente Perspectiva trimétrica •Eixos axonométricos três ângulos diferentes Perspectiva Isométricas cilíndrica Centralizar Perspectiva Perspectiva Isométricas Perspectiva Isométricas Perspectiva Projeções. Exercícios: Esboço de Perspectiva Isométrica e Cavaleira a 45° Perspectiva Projeções. VISTAS VISTAS Projeções e Planejamento 3. Coloque a folha A4 posicionada conforme a figura abaixo, com a linha da margem inferior embaixo da régua. Projeções e Planejamento 4. Fixe a folha na prancheta com fita crepe na borda superior. Projeções e Planejamento 5. Arraste a régua para cima e fixe a borda inferior Projeções e Planejamento 1º Exercício na Prancheta Projeções e Planejamento Esboço 178 2 5 9 A4 Horizontal = 178 – (VFRONTAL + VLAT.ESQ) 3 Vertical = 259 – (VFRONTAL + VSUPERIOR+DIST.) 2 Legenda = 24mm (Ver modelo) ESQ = 25 DIR = 7 SUPERIOR = 7 A4 em Retrato Planejamento (Cálculos de Centralização) INFERIOR = 7 Planejamento (Cálculos de Centralização) Horiz. = 178 – (40 + 50) 3 Horiz. = 29.33 Vert. = 259 – (40+50+30) 2 Horiz. = 69,5 Manter a distância entre as vistas Frontal e Superior a mesma da Horizontal. 29 30 29 3 0 7 0 30 -> Valores para centralização 29 30 2940 50Marcação das Distâncias 30 30 3040 50Com Esquadro 90º apoiado na Régua paralela com traçado leve Traçado fraco Régua Paralela 5 0 4 0 3 0 5 0 Marcação das Distâncias 4 4 4 0 3 0 5 0 Com Régua paralela com traçado leve Régua Paralela Traçado fraco Área a ser utilizada VF VLE VS Apagar linhas e deixar retângulos Marcas as distâncias internas 10 2 0 1 5 1 5 15 15 Traçar horiz. com régua 10 2 0 15 15 1 5 1 5 Régua Paralela Com a régua paralela e 15 mm de comprimento Traçar vertical com esquadro e régua paralela Régua Paralela Com a régua paralela e 15 mm de comprimento Traçar inclinado com esquadro e régua paralela Régua Paralela Com a régua paralela e esquadro de 45º APRIMORE SEUS CONHECIMENTOS EM PROJEÇÕES Tarefa 01 Desenhe a peça em formato A4 suas projeções ortogonais em primeiro diedro conforme norma ABNT Tarefa 02 Desenhe a peça em formato A4 PAISAGEM suas projeções ortogonais em primeiro diedro conforme norma ABNT. APLICAR ESCALA DE 2:1 Croqui 03Tarefa 03 Desenhe a peça em formato A3, aS projeções ortogonais necessárias em primeiro diedro conforme norma ABNT Tarefa 04 Desenhe a peça em formato A3, aS projeções ortogonais necessárias em primeiro diedro conforme normas ABNT Tarefa 05 Desenhe a peça em formato A4, as projeções ortogonais necessárias em primeiro diedro conforme normas ABNT Tarefa 06 Desenhe a peça, em formato A3 com margens e legenda conforme norma ABNT, executando vistas em projeções ortogonais cotadas Representações em corte Os "cortes" são utilizados em desenhos de peças e conjuntos para facilitar a interpretação de detalhes internos que, através das vistas convencionais, seriam de difícil entendimento para execução. Os cortes apenas são usados para detalhar melhor as partes de uma peça ou montagens representadas quando necessário. O plano de corte divide o sólido em duas partes e é posicionado de forma a apresentar os detalhes internos mais importantes. Eles são representados em projeção, semelhante às vistas, nos quais se considera que o sólido foi interceptado por um plano chamado PLANO DE CORTE (Tipos: Longitudinal ou Transversal). Quando um sólido possui elementos internos que não ficam bem identificados pelas vistas, são realizados CORTES. A A A A B B Exemplo de representações em corte Exemplo de representações em corte TOTAL Exemplo de representações em corte em DESVIO Vistas em corte A representação da vista cortada compreende a superfície obtida pelo plano de corte e tudo que se vê além desse plano. Hachuras São Linhas ou figuras com o objetivo de representar tipos de materiais em áreas de corte em desenho técnico NBR 12298 – REPRESENTAÇÃO DE ÁREA DE CORTE POR MEIO DE HACHURAS EM DESENHO TÉCNICO As hachuras devem ser traçadas em linha estreita, conforme a NBR 8403. As hachuras são formadas por linhas inclinadas a 45 graus em relação às linhas principais do contorno ou eixos de Hachuras hachuras, em uma mesma peça, são feitas sempre numa mesma direção As hachuras, nos desenhos de conjunto, em peças adjacentes, devem ser feitas em direções opostas hachuras, em uma mesma peça composta (soldada, rebitada, remanchada ou colada), são feitas em direções diferentes Hachuras As hachuras devem ser espaçadas em função da superfície a ser hachurada. O espaçamento mínimo para as hachuras é de 0,7 mm, conforme a NBR 8403. As hachuras, em área de corte muito grande, podem ser limitadas à vizinhança do contorno, deixando a parte central em branco. As hachuras têm sempre a mesma direção, mesmo quando o corte de uma peça é executada por vários planos de corte paralelos. Hachuras As hachuras têm sempre a mesma direção, mesmo quando o corte de uma peça é executada por vários planos de corte paralelos Hachuras As hachuras podem ser omitidas em seções de peças de espessuras finas. Neste caso, a seção deve ser enegrecida.Hachuras Quando houver necessidade de representar dois elementos alinhados, manter a mesma direção das hachuras, porém com linhas desencontradas Hachuras As hachuras devem ser interrompidas quando da necessidade de se inscrever na área hachurada Hachuras Outras hachuras podem ser utilizadas, desde que identificadas. Corte total É aquele que atinge a peça em toda a sua extensão, atravessando completamente a peça. O corte total é chamado de Corte Reto, quando o plano secante é constituído de uma única superfície. Caso o plano secante seja constituído por mais de uma superfície, o corte total é chamado de Corte em Desvio ou Corte Composto. Corte total Exercício: Representar o corte longitudinal Meio corte Em peças simétricas é conveniente fazer com que o plano de corte vá somente até a metade da peça. Deste modo, a vista em corte representará simultaneamente a forma externa e interna da peça, com o eixo de simetria separando o lado cortado do não cortado. Corte parcial Nos Cortes Parciais ou Rupturas como também são chamados, apenas uma parte da peça é cortada visando mostrar algum detalhe interno, facilitando assim a execução do desenho. Neste caso, o plano secante atinge a peça somente até onde se deseja detalhar, e o limite do corte é definido por uma linha de ruptura. A linha de ruptura é uma linha irregular, contínua e de espessura fina. Nos cortes parciais são representadas todas as arestas invisíveis, ou seja, se colocam todas as linhas tracejadas. Corte em desvio A peça é cortada em toda a sua extensão por mais de um plano de corte, dependendo da sua forma particular e dos detalhes a serem mostrados. Corte em desvio Corte obliquo rotacionado Representação de Corte Composto por planos concorrentes e rebatimento. Corte obliquo rotacionado Representação de Corte Composto por planos concorrentes e rebatimento. Executar cortes na projeção Tarefa 05 Executar cortes em rupturas na projeção. OBS: Todos os furos têm profundidade de 20 mm apenas Tarefa 06 Tarefa 07 Executar meio corte na projeção apresentando apenas vistas necessárias para usinagem da peça Tarefa 08 Executar corte total em desvio na projeção apresentando apenas vistas necessárias para usinagem da peça Tarefa 09 Executar corte com rebatimento oblíquo rotacionado, na projeção apresentando apenas vistas necessárias para usinagem da peça Vistas auxiliares São projeções parciais, representadas em planos auxiliares para evitar deformações e facilitar a interpretação. Vistas auxiliares e detalhes repetidos Vistas auxiliares Furações repetidas Vista simplificada Representação de detalhes repetidos Vistas de peças simétricas Representação simplificada Detalhes ampliados Quando a escala utilizada não permite demonstrar detalhe ou colagem de uma parte da peça, este é circundado com linha estreita contínua, e designado com letra maiúscula. O detalhe correspondente é desenhado em escala ampliada e identificada. Vista de peças encurtadas Na peça longa são representadas somente as partes da peça que contém detalhes. Os limites das partes retidas são traçados com linhas estreitas. Diferença entre corte e Seção Seção é um corte que representa somente a intersecção do plano secante com a peça. Em outras palavras, a seção representa a forma de um determinado ponto da peça. Para facilitar o entendimento da diferença entre corte e seção, a figura ao lado mostra a aplicação, em uma mesma peça, de corte AA (superior) e da seção AA (inferior). Exemplo de corte em Seção Cotagem de Desenho Representação gráfica no desenho da característica do elemento, através de linhas, símbolos, notas e valor numérico numa unidade de medida. NBR10126 – COTAGEM EM DESENHO TÉCNICO Elementos de cotagem ✓ Toda cotagem necessária para descrever uma peça ou componente, clara e completamente, deve ser representada diretamente no desenho. ✓ A cotagem deve ser localizada na vista ou corte que represente mais claramente o elemento sem a repetição dessa. ✓ Desenhos de detalhes devem usar a mesma unidade (por exemplo, milímetro) para todas as cotas sem o emprego do símbolo. Se for necessário, para evitar mau entendimento, o símbolo da unidade predominante para um determinado desenho deve ser incluído na legenda. Regras básicas de cotagem do desenho conforme NBR 10126/1987 Elementos de cotagem Regras básicas de cotagem do desenho conforme NBR 10126/1987 ✓ Cotar somente o necessário para descrever o objeto ou produto acabado. Nenhum elemento do objeto ou produto acabado deve ser definido por mais de uma cota. Exceções podem ser feitas: a) onde for necessário a cotagem de um estágio intermediário da produção (por exemplo: o tamanho do elemento antes da cementação e acabamento); b) onde a adição de uma cota auxiliar for vantajosa. ✓ Não especificar os processos de fabricação ou os métodos de inspeção, exceto quando forem indispensáveis para assegurar o bom funcionamento ou intercambiabilidade. Regras de cotagem A cotagem funcional deve ser escrita diretamente no desenho (ver Figura 2) Ocasionalmente a cotagem funcional escrita indiretamente é justificada ou necessária. A Figura 3 mostra o efeito da cotagem funcional escrita indiretamente, aceitável, mantendo os requisitos dimensionais estabelecidos na Figura 2. Regras de cotagem A linha de cota não deve ser interrompida, mesmo que o elemento o seja O cruzamento das linhas de cota e auxiliares devem ser evitados, porém, se isso ocorrer, as linhas não devem ser interrompidas no ponto de cruzamento. A linha de centro e a linha de contorno, não devem ser usadas como linha de cota, porém, podem ser usadas como linha auxiliar A linha de centro, quando usada como linha auxiliar, deve continuar como linha de centro até a linha de contorno do objeto. Regras de cotagem Cotas fora de escala (exceto onde a linha de interrupção for utilizada) deve ser sublinhada com linha reta com a mesma largura da linha do algarismo Elementos de cotagem Simbologia: Os símbolos são usados com cotas para mostrar a identificação das formas e melhorar a interpretação de desenho. Os símbolos de diâmetro e de quadrado podem ser omitidos quando a forma for claramente indicada. Os símbolos devem preceder à cota Elementos de cotagem Simbologia: Os símbolos são usados com cotas para mostrar a identificação das formas e melhorar a interpretação de desenho. Os símbolos de diâmetro e de quadrado podem ser omitidos quando a forma for claramente indicada. Os símbolos devem preceder à cota Cotagem em cadeia. Deve ser utilizada somente quando o possível acúmulo de tolerâncias não comprometer a necessidade funcional das partes. Cotagem por elemento de referência Este método de cotagem é usado onde o número de cotas da mesma direção se relacionar a um elemento de referência. Cotagem por elemento de referência pode ser executada como cotagem em paralelo ou cotagem aditiva. Cotagem por coordenadas Elementos equidistantes. A cotagem pode ser simplificada onde os elementos equidistantes ou elementos uniformemente distribuídos são parte da especificação do desenho. Elementos repetidos Utiliza - se quando for possível definir a quantidade de elementos de mesmo tamanho e assim, evitar de repetir a mesma cota, Chanfros e escareados. Escala Escalas de redução, natural e ampliação Escalas mais utilizadas ESCALA 1:1, para escala natural; ESCALA X:1, para escala de ampliação (X>1); ESCALA 1:X, para escala de redução (X>1). Acabamento de superfícies e tolerâncias A rugosidade desempenha um papel muito importante no comportamento das peças mecânicas, onde condiciona: •A qualidade de deslizamento e rolamento; •A resistência ao desgaste; •A possibilidade de ajuste do acoplamento forçado; •A resistência oferecida pela ao escoamentode fluídos e lubrificantes; •A qualidade de aderência que a estrutura oferece às camadas protetoras; •A corrosão e a resistência à fadiga; •A vedação; •A aparência. O acabamento superficial é medido através de rugosidade superficial que, por sua vez, é expressa em mícron (micrômetro – milionésima parte do metro). Acabamento de superfícies A simbologia de acabamento superficial pode ser representada por meio de valores de rugosidade. Para o caso de empresas que ainda utilizam desenhos antigos, esta simbologia pode ser representada por sinais convencionais Superfície em bruto: é aquela que não é usinada, mas limpa com a eliminação de rebarbas e saliências. Superfície desbastada: é aquela em que os sulcos deixados pela ferramenta são bastante visíveis, ou seja, a rugosidade é facilmente percebida. Superfície alisada: é aquela em que os sulcos deixados pela ferramenta são pouco visíveis, sendo a rugosidade pouco percebida. Superfície polida: é aquela em que os sulcos deixados pela ferramenta são imperceptíveis, sendo a rugosidade detectada somente por meio de aparelhos especiais. Superfície lapidada: utilizada em tratamentos de superfícies bem delicadas, como na lapidação por exemplo. Para qualquer grau de acabamento, pode ser indicado o modo de obtê-lo. Superfície sujeita a tratamento especial indicada sobre a linha horizontal. Acabamento de superfícies Indicação do estado de superfície Em peças e projetos mecânicos devem ser especificadas as condições de superfície, que são baseadas nos indicies de rugosidade. NBR8404 – INDICAÇÃO DO ESTADO DE SUPERFÍCIE EM DESENHOS TÉCNICOS Indicação do estado de superfície Para a indicação do estado de superfície utiliza-se dados do cliente ou valores predeterminados. a = valor da rugosidade Ra, em µm, ou classe de rugosidade N 1 até N 12. b = método de fabricação, tratamento ou revestimento. c = comprimento de amostra, em mm. d = direção de estrias. e = sobremetal para usinagem, em mm. Direção das estrias causadas pelo processo de fabricação. Tolerância dimensional Para garantir a qualidade das peças, devem ser determinadas faixas aceitáveis de variação das medidas definidas e estipuladas dimensões máximas e mínimas permitidas. Essa variação entre as dimensões é chamada tolerância. As tolerâncias podem ser representadas por afastamento ou pela norma ISO. A tolerância deve ser definida dependendo da peça e de onde ela será utilizada. O sistema de tolerâncias e ajustes é normalizado pela NBR 6158. Tolerância dimensional (Bucha/roda) (Eixo) Tolerância dimensional Indicação de tolerância Ajustes mecânicos Ajustes mecânicos Tabela para ajustes mecânicos Tolerância geométrica Tolerância geométrica Tolerância geométrica Tolerância geométrica Retilineidade: A tolerância de forma de Retilineidade mede o quão afastado está de uma linha reta ideal imaginária, por exemplo, a linha longitudinal central de um eixo. Nos desenhos técnicos, a tolerância de retilineidade de linha é indicada pelo símbolo: ____. Planeza: É a combinação pela qual toda superfície deve estar limitada pela zona de tolerância “t”, compreendida entre dois planos paralelos, distantes de “t”, compreendida entre dois planos paralelos, distantes de “t”. . Circularidade: A tolerância de forma de circularidade avalia o intervalo entre dois círculos ideais, nos quais a circunferência executada da peça se encontra. . Cilindricidade: A tolerância de forma de cilindricidade é o intervalo entre duas superfícies cilíndricas ideais e concêntricas, na qual se encontra a superfície do cilindro a ser fabricado . Superfície qualquer: A superfície de uma peça pode apresentar uma forma qualquer. A tolerância de forma de uma superfície qualquer é definida por uma esfera de diâmetro t, cujo centro movimenta-se por uma superfície que tem a forma geométrica ideal. O campo de tolerância é limitado por duas superfícies tangentes à esfera t, como mostra o desenho a seguir. Nos desenhos técnicos, a tolerância de uma superfície qualquer é indicada pelo símbolo: . Paralelismo Perpendicularidade Inclinação Localização Concentricidade Coaxialidade Simetria Oscilação (Batimento radial e axial) VAMOS APRIMORAR NOSSOS CONHECIMENTOS EM TOLERANCIAS E AJUSTES ? Representação de partes roscadas Roscas visíveis. Roscas não visíveis. Representação de partes roscadas Roscas em montagens Representação de partes roscadas Cotagem de rosca Representação de partes roscadas Representação de partes roscadas Montagem de conjuntos mecânicos Montagem de conjuntos mecânicos Montagem de conjuntos mecânicos Cilindro Pneumático Cilindro Pneumático Tirante Cilindro Pneumático Cabeçote do munhão Cilindro Pneumático Cabeçote do munhão Cilindro Pneumático Embolo Cilindro Pneumático Haste Cilindro Pneumático Haste Cilindro Pneumático Haste Desenho de montagem Obrigado! “O conhecimento e a informação são os recursos estratégicos para o desenvolvimento de qualquer país. Os portadores desses recursos são as pessoas.” Peter Drucker