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Fases clínicas do trabalho de parto UNIRV HAM-4P 16/05/2024 Trabalho de Parto ▪ DEFINIÇÃO: Período desde início das contrações uterinas regulares associadas ao apagamento e à dilatação cervical até a expulsão do concepto e da placenta. Como diagnosticar trabalho de parto? “ Estou sentindo dores no pé da barriga... É trabalho de parto?... Tenho que ir para a maternidade?” Cascata de intervenções INTERNAÇÃO PRECOCE USO DE OCITOCINA MONITORIZAÇÃO DOS BATIMENTOS FETAL CONTÍNUA FALHA DE PROGRESSÃO DO PARTO CESÁREA Medicina Baseada em Evidências Recomendações de condutas clínicas Fases clínicas Pródromos Primeiro período ( fase de dilatação ) Segundo período ( fase de expulsão ) Terceiro período ( dequitação ou secundamento ) Quarto período ( primeira hora pós-parto ou período de Greenberg ) TRABALHO DE PARTO Avaliação das contrações – Dinâmica Uterina ▪ Avaliação manual ▪ Presença ou ausência de contração ▪ Quantidade (n°) de contrações em 10 minutos ▪ Intensidade (fraca, moderada, forte) ▪ Percepção dos movimentos fetais (presentes ou ausentes) Contrações Uterina - Parâmetros ▪ Tônus (pressão mínima do útero entre as contrações 8-15mmhg) ▪ Intensidade ▪ Gravidez: 2-4mmhg ▪ Braxton Hicks: 10-20mmhg ▪ Parto: >25mmhg chega a 50mmhg Duração ▪ 40-60 segundos (fase de contração seguida pelo relaxamento) Frequência ▪ Início do trabalho de parto Frequência de 2 a 3 contrações em 10 min e duração de 40seg ▪ Final primeiro período com 4-5 em 10 min e duração de 60-70 seg Contrações Uterina - Parâmetros Avaliação das contrações - cardiotocografia ▪ Método eletrônico não invasivo de avaliação do bem estar fetal ▪ Registro gráfico ▪ Detecta contrações uterinas, frequência cardíaca fetal e movimentação fetal Esvaecimento e dilatação cervical Esvaecimento ▪ Incorporação do canal cervical ao corpo do útero Dilatação ▪ Afastamento progressivo das bordas da cérvice no nível do orifício externo Exame de Toque vaginal O colo uterino ▪ Formada por tecido conjuntivo e possui dois orifícios (interno e externo) e um canal central ligando esses dois orifícios ▪ Permite que o feto se mantenha no útero durante a gestação RELATO DE PARTO ( PRIMIGESTA ) “Meu tampão começou a sair com 39 semanas, saiu o restante apenas um dia antes do parto, que ocorreu com 40+3. No dia anterior AO PARTO, eu comecei a sentir contrações , porém sem ritmo, ESTAVA EM PRÓDROMOS DO TRABALHO DE PARTO. Na madrugada do dia 28, à 1h:00 da manhã, comecei a sentir CONTRAÇÕES de sete em sete minutos.vi que ainda era a fase latente , então fiquei tranquila e entre uma contração e outra eu dormia… Consegui dormir até às 6h:00 da manhã, quando as contrações estavam entre seis e cinco minutos de espaço, porém como estavam com mais de um minuto de duração, Liguei pra Natália (EO), ela me mandou tomar banho quente o máximo DE TEMPO que aguentasse, o que era uma faca de dois gumes, porque ao mesmo tempo que relaxava parecia que fazia com que elas viessem mais intensas. Mesmo assim mantive mais afirmações na minha cabeça: “cada contração é como uma onda que traz meu bebê pra mais próximo de mim”, “meu corpo sabe parir”, “estou preparada para ter um parto suave e gentil”. Isso fez com que eu não me desesperasse nos intervalos e pude até hidratar meu cabelo no meio do banho! Fiquei no banho até às 7h:00 da manhã, tentei Tomar café da manhã, mas veio uma contração que me fez vomitar”... “As contrações só aumentando em intensidade e frequência, e parecia que não tinha posição no mundo que me confortasse. Eu acho que a Natália (EO) e Karina (DOULA) chegaram por volta de 8h:30, mas dai as contrações começaram a ficar de 3 em 3 minutos e mais fortes . Nathy me massageando de um lado, marido confortando do outro e logo me deu vontade de fazer força. Por volta de 09h:20, PARTIU MATERNIDADE! Pensei, de verdade, que fosse ter o bebê no carro, mas como já estava na famosa partolândia, as únicas lembranças que tenho é da Karina maravilhosa falando “relaxa! Manda oxigênio pro seu bebê”, dai eu respirava e aguentava a vontade de fazer força”... “Chegando na maternidade, Fizemos o toque e dilatação total! Nessa hora, a bolsa rompeu e foi aquele auê… Descemos pra sala de parto e eu fiquei com medo do expulsivo (nem me toquei que já estava nele tinha um tempo). Pedi analgesia e a médica disse: Não dá tempo, sente aqui a cabeça do seu bebê! Não me lembro quantos puxos foram, só sei que dei entrada na maternidade às 10h:07 e às 10h:52 meu bebê nasceu! “... ”Veio direto para o meu braço! Papai cortou o cordão após parar de pulsar e passamos toda a primeira hora juntinhos, com todo respeito à golden hour. Recebi oct endovenosa, minha médica já havia me falado que iria receber. Tive laceração de primeiro grau, baby com apgar 9/10, com plantonista porque não deu tempo do meu médico chegar; mas tudo bem, pois o parto era meu e do meu bebê e nós sabíamos exatamente o que fazer! Só posso dizer que nunca imaginei que teria um parto tão perfeito assim! Só gratidão!” QUAL O HORMÔNIO DESENCADEIA O trabalho de parto? TRABALHO DE PARTO Pródromos Sinalizam algo que vai acontecer... PRÓDROMOS ▪ Aviso do trabalho de parto ▪ É o momento onde a pressão da contração faz com que a cabeça do feto pressione o colo, afinando e preparando este para começar a dilatar. ▪ É caracterizada por presença de contrações irregulares, de intensidade e frequência variadas, incômodos na região lombar e/ou cólicas. Podem durar dias e para algumas pessoas é quase imperceptível. ▪ OBSERVAÇÕES: ▪ É uma fase para relaxamento, para reservar energias, tomar muito líquido, se alimentar bem e dormir, para que haja reserva de energia para quando houver o trabalho de parto. Primeiro período ( DILATAÇÃO) Dilatação e apagamento do colo do útero promovido pelas contrações uterinas. Esse período compreende as fases latente e ativa do TP. Fase latente Nessa fase, os hormônios estão sendo produzidos de forma contínua. A intensidade moderada das contrações começa a incomodar. Aqui, vamos caminhando à fase ativa. É hora de chamar a doula! Ela quem dará todo suporte físico e emocional, além de aplicar métodos não farmacológicos para alívio da dor, como massagem, compressa e cuidar do ambiente, para que esteja aconchegante e acolhedor. FASE LATENTE ▪ Contrações uterinas dolorosas e regulares : ▪ em tempo (a cada 5 minutos ou menos), ▪ em intensidade (fortes) e , ▪ em duração (50 a 60 segundos) e ainda , ▪ colo uterino com apagamento superior a 50%, centralizando e dilatação do colo até 4 cm. Quanto tempo pode durar? É hora de internar? Fase Latente A fase latente prolongada (>20 horas em nulíparas e >14 horas em multíparas) não deve ser uma indicação para cesariana. Assistência na Fase Latente ▪ Tranquilização ▪ Relaxamento ▪ Alimentação ▪ Orientação dos sinais de alerta ▪ Estimular atividades que diminuam a ansiedade (música, caminhada, banho, meditação, sono...) Fase Ativa A mulher percebe realmente que o seu bebê irá nascer. Ela fala que sente dor, seu comportamento muda, ela fica mais reclusa, já não fala com a mesma frequência, não tem fome ou não consegue comer. FASE ATIVA (MS – CONITEC Brasil 2017) ▪ Presença de contrações uterinas regulares ▪ Dilatação cervical progressiva a partir dos 4 cm. (WHO, 2018) ▪ Presença de contrações uterinas regulares ▪ Certo grau de apagamento do colo e ▪ Dilatação cervical 5 cm. ▪ Fase ativa se inicia a partir dos 6cm de dilatação. (ACOG – 2016 ) Partograma Duração do trabalho de parto ativo A duração do TP ativo pode variar: ▪ nas primíparas dura em média 8 horas e é pouco provável que dure mais que 18 horas; ▪ nas multíparas dura em média 5 horas e é pouco provável que dure mais que 12 horas Outros sinais ▪ perda de tampão mucoso ▪ discreto sangramento transvaginal(trabalho de colo) ou ▪ rompimento da bolsa das águas ▪ Podem acompanhar o TP, porém, são sinais variáveis e não devem ser usados como critérios diagnósticos. Recomendações para prevenção segura de cesariana no primeiro período (ACOG) ▪ A fase latente prolongada (>20 horas em nulíparas e >14 horas em multíparas) não deve ser uma indicação para cesariana. 1B ▪ Velocidade lenta, mas progressiva, da dilatação, não deve ser , por si só, motivo de indicação de cesariana. 1B ▪ Velocidade de dilatação < 1 cm/h antes de 6 cm pode ser considerada normal para a maioria das mulheres; assim, antes de atingir 6 cm de dilatação, é aceitável a não intervenção. 1B ▪ Indicação de cesariana por ausência de progressão no 1º período deve ser reservado para mulheres com dilatação ≥ 6cm, com bolsa rota, com falha de progressão após 4h de atividade uterina adequada, ou pelo menos 6h de administração de ocitocina com atividade uterina inadequada e ausência de modificação cervical. 1B Tampão mucoso Aqui entra em cena a equipe ▪ Se o parto é domiciliar, a equipe irá para a casa da parturiente. ▪ Se o parto é em hospitalar com equipe de plantão, é hora de ir para o hospital fazer uma avaliação. ▪ Se o parto é hospitalar com equipe particular, uma obstetriz irá até a casa da parturiente avaliar, para que a parturiente não vá muito cedo ou com dilatação total. Na Fase Ativa – o que esperar? ▪ Vômitos ▪ Sede ▪ Irritabilidade ▪ Emotividade ▪ Agressividade ▪ Pânico ▪ Sentimento de impotência e desespero ▪ Vontade de desistir ▪ Pouco ou nenhum contato verbal FASE ATIVA ▪ Entre 7cm e 10cm é onde ocorre a partolândia, não é um termo científico, é como as mulheres chamam essa fase. Há uma mudança no comportamento. Uma conexão interior poderosa. ▪ Ocorrem as vocalizações, uma expressão, libertação. ▪ E com o avanço dessa fase até alcançar os 10cm de dilatação, entramos na fase expulsiva. Assistência na Fase Ativa ▪ Oferecer alimentação (de escolha) ▪ Permitir privacidade ▪ Manter o ambiente confortável ▪ Massagens e banho ▪ Respeitar o processo de interiorização ▪ Caminhada e movimentação LIVRE ▪ Permitir o acompanhante (ou não) SEGUNDO PERÍODO (O EXPULSIVO) Após a dilatação total, o feto começa a descer. As contrações continuam, mas mudam o padrão. A sensação é uma mescla de alívio, pressão do feto descendo e vontade de fazer força. A concentração da mulher se volta totalmente para o canal de parto. As vocalizações mudam o padrão de som, é algo interno, é o expulsivo. (ACOG) https://www.instagram.com/tv/CYls1fHKHby/?igshid=MDlmYmQ2NmI= FASE DO EXPULSIVO Puxos ▪ Caracterizado pelos PUXOS involuntários; ▪ Uma vontade incontrolável de fazer força e/ou empurrar para baixo. Quadro clássico ▪ Puxos involuntários ▪ Aumento da perda de muco e/ou sangue ▪ Abaulamento do períneo e vulva - Vontade de evacuar O TEMPO QUE LEVA O PARTO NATURAL ? EXPULSIVO? (ACOG) O Expulsivo Assistência O profissional deve manter-se tranquilo, renovar a auto confiança da parturiente e NUNCA deixá-la sozinha, pois o feto pode nascer a qualquer momento! ▪ Não incentivar o puxo dirigido ▪ Auxiliar a respiração adequada ▪ Oferecer suporte e chamar equipe de saúde Assistência ao segundo período ▪ Monitorar BCF a cada 5’; ▪ Proteger o períneo para evitar lacerações: ▪ Técnica de “mãos sobre” e “mãos prontas”; ▪ Não realizar episiotomia de rotina; ▪ Identificar se há circular de cordão; ▪ Contato pele à pele imediato; ▪ Permitir o acompanhante no parto; ▪ Promover um parto ativo Posições maternas para o período expulsivo - Posição inglesa, de Gaskin, ou de quatro apoios - Posição de Sims, francesa ou decúbito lateral esquerdo - Posição de cócoras - Posição semissentada em cama de parto Posição sentada em banquinho de parto https://www.instagram.com/reel/Ci0L5eBvTni/?igshid=MDlmYmQ2Nm= EXPULSÃO – desprendimento cefálico https://www.instagram.com/reel/CceA60ulFe-/?igshid=MDlmYmQ2NmI= 56 57 58 59 60 61 Nascimento... Cada mulher é um indivíduo único, com as suas particularidades, experiências, história e fisiologia ... Golden Hour ▪ O parto acontece naturalmente por ele mesmo, o parto que se pariu por si só, simples assim... ▪ Nosso papel é assistir acima de tudo, ▪ Empoderar e se libertar, vendo o poder delas, o poder do corpo, do natural. Terceiro período (dequitação ou secundamento) Inicia após a expulsão completa do feto e termina com a saída da placenta. DEQUITAÇÃO Assistência ao terceiro período ▪ OMS não evidenciou benefício da tração controlada do cordão. ▪ Dura, em média, de 5 a 10 minutos, sendo considerado prolongado quando passar de 30 minutos, pois, após esse período, o risco de sangramento materno é maior; ▪ Nesse período ocorre a perda natural de cerca de 300 a 500mL de sangue por conta da dequitação placentária (descolamento da placenta). ▪ Administrar ocitocina IM 10UI ▪ Avaliar integridade da placenta e do cordão; ▪ Avaliar a formação do globo de segurança de Pinard; ▪ Monitorar hemorragias. Dequitação Placenta Quarto período Período de Greenberg Primeira hora após a expulsão da placenta; É nesse período em que há maior risco de hemorragia pós-parto e, por isso, a mulher fica em observação. Quarto período (primeira hora pós-parto ou período de Greenberg) ▪ Nessa fase, após a saída da placenta, o útero de contrai e forma coágulos internos para controle do sangramento. ▪ Após a primeira hora, o útero mantém contratura mais fixa, controlando o sangramento. ▪ Quando ocorre ativação da cascata da coagulação e contratura uterina (globo de segurança de Pinard), que promove a obliteração dos vasos para cessar sangramento. ▪ Nessa primeira hora, o útero ainda mantém contrações, alternando com relaxamento muscular uterino; ▪ Globo de segurança de Pinard: ocorre imediatamente após a saída da placenta, o útero contrai e é palpável. ▪ Miotamponamento: retração e laqueadura dos vasos uterinos ▪ Trombotamponamento: formação de trombos nos grandes vasos útero placentários, constituindo hematoma intrauterino que recobre a ferida aberta no sítio placentário (Período de Greenberg) “Está relacionado ao resgate do respeito, acolhimento, privacidade, compartilhamento de informações reais e a segurança. É uma busca por uma sociedade onde existe mais ajuda, colaboração e proximidade.” Atividades de compreensão ▪ Gestante de 39 semanas, gestação normal, com exames de pré-natal normais e classificação de risco habitual. ▪ Paciente internada em trabalho de parto, batimentos cardíacos fetais normais, contrações fortes e regulares, progredindo bem no seu partograma e com dilatação completa, apresentação cefálica em +2 DeLee e inicio de puxos espontâneos. Está sem analgesia no momento. Manifestou, ao internar, desejo de realizar o parto em posição de cócoras. ▪ Qual o período do parto em que a paciente está? ▪ O período do parto em que a paciente do caso clínico está é o segundo, também chamado de período expulsivo, que inicia quando a dilatação atinge os 10cm e termina com a saída do feto. A.B. C., 20 anos de idade, branca, solteira, do lar, G2P0A1, 39 semanas de gestação, pré-natal conduzido sem intercorrências, com sete consultas verificadas no cartão e vacinação completa. ▪ Na primeira consulta no pronto atendimento, a queixa principal era dor em baixo ventre há 4 horas. ▪ História pregressa da moléstia atual: gestante refere que há aproximadamente 4 horas iniciou com dores leves que se irradiam da região lombar para o hipogástrio, em cólica. Nega perdas vaginais, refere boa movimentação fetal. Nega outras queixas. ▪ Os exames apresentaram: • bom estado geral (BEG), hidratada, acianótica, anictérica, PA – 100x60mmHg, FC – 98bpm; • aparelho respiratório – murmúrio vesicular (MV) regularmente distribuído, sem ruído adventício (RA); • aparelho cardiovascular – bulha normofonética(BNF) em dois tempos (2T), sem sopros; • altura uterina – 34cm; • movimentação fetal presente; • atividade uterina – uma contração moderada de 40 segundos em 10 minutos de observação; • batimentos cardíacos fetais (BCF) – 140bpm, sem desacelerações, com acelerações transitórias; • especular – sem alterações; ▪ Qual a hipótese diagnóstica ? Período premonitório ou pródromo de trabalho de parto ▪ Qual a conduta ? Alta para casa com orientações. ▪ No dia seguinte, houve a segunda consulta no pronto atendimento. As queixas principais eram cólicas em baixo ventre e perda de catarro há 2 horas. ▪ História pregressa da moléstia atual: gestante refere estar apresentando contrações há dois dias, já esteve no serviço e foi dispensada, mas há aproximadamente 2 horas as dores aumentaram em número e em intensidade. Refere ter perdido tampão mucoso e boa movimentação fetal. Nega outras queixas. ▪ Os exames apresentaram: • BEG, PA – 120x60mmHg; • FC – 100bpm; • movimentação fetal presente; • atividade uterina – três contrações mais intensas de 45 segundos em 10 minutos de observação; • BCF – 150bpm sem desacelerações, com acelerações transitórias; • especular – grande quantidade de muco na cavidade vaginal e colo entreaberto, sendo possível visualizar bolsão; • toque – amolecido, centrado, fino, curto, 6cm, cefálico, -2 DeLee. ▪ Qual a hipótese diagnóstica ? Trabalho de parto/fase ativa da dilatação. ▪ A gestante está na fase ativa de trabalho de parto com 6cm de dilatação. Quais condutas são recomendadas para sua assistência? A) A rotina assistencial do serviço não permite acompanhante e, portanto, a paciente deve permanecer no quarto, no leito, em posição confortável escolhida por ela. B) Durante essa fase, a gestante deve realizar enema e tricotomia para evitar infecção no RN. C) Durante essa fase, a gestante deve ser estimulada a deambular, a se acomodar em posições confortáveis e deve ter suporte de acompanhante de sua escolha durante todo o trabalho. D) Durante a fase ativa, toques vaginais devem ser realizados a cada 2 horas, com ausculta fetal intermitente e amniotomia quando estiver no período expulsivo. ▪ Com relação aos cuidados após o nascimento, marque V (verdadeiro) ou F (falso). ( ) O uso de ocitocina 10UI intramuscular ou endovenoso deve ser realizado em todas as parturientes de baixo risco. ( ) Deve-se realizar tração controlada do cordão umbilical para favorecer a dequitação da placenta. ( ) Deve-se realizar revisão do canal de parto após a saída da placenta e favorecer o contato pele a pele do RN na primeira hora de vida. ( ) Promover contato precoce e contínuo entre mãe o RN favorece os laços afetivos e estimula a amamentação imediata. ▪ Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. A) V – V – F – V B) V – F – V – V C) F – V – V – V D) F – F – V – V MUITO Obrigada ! 80 REFERÊNCIAS ▪ WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience. Geneva: World Health Organization; 2018. ▪ Rotinas em Obstetrícia: Artmed, 2017. ▪ Ministério da Saúde. CONITEC. Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal. Relatório de Recomendação; 2016. ▪ Montenegro CAB, Rezende Filho J. Obstetrícia Fundamental; Guanabara Koogan; 2014 ▪ Alexandre Coimbra – A humanização ▪ FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira. Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente. Rio de Janeiro, 2018.