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GESTÃO DE FINANÇAS 
PESSOAIS 
Módulo IV – Princípios e Formas 
de Investimentos 
 
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Secretário de Estado de Planejamento e Gestão 
Basílio Bezerra Guimarães dos Santos 
 
Secretária Adjunta da Escola de Governo do Estado de Mato Grosso 
Marioneide Angélica Kliemaschewsk 
 
Superintendente da Escola de Governo do Estado de Mato Grosso 
Josué Riberio da Silva Nunes 
 
Coordenador de Gestão da Educacional 
Adriano Sabino Gomes 
 
Coordenadora de Gestão Administrativa 
Clara Sandra de Araújo Silva Lima 
Coordenadoria de Gestão da Educacional 
Núcleo de Formação Continuada em Serviço 
 
Equipe de Educação a Distância - EaD 
Gleice Fernandes da Silva 
Marcel Souza de Cursi 
 
Equipe de Revisão 
Gleice Fernandes da Silva 
Ana Paula Leite Bilego 
Rejane Cristina Barros Gelinski 
 
Conteudista 
Anderson Nunes de Carvalho Vieira 
©2023. Escola de Governo do Estado de Mato Grosso 
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS 
 
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SUMÁRIO 
 
1. Princípios e Formas de Investimento em Renda Fixa ........................................... 5 
1.1 Conceitos e principais formas de investimento em renda fixa ................................. 5 
2. Características dos investimentos em renda fixa .................................................. 6 
3. Principais tipos de investimentos em renda fixa .................................................... 8 
4. Princípios e Formas de Investimento em Renda Variável .................................. 10 
4.1 Conceitos e principais formas de investimento em renda variável ........................ 10 
4.2 Tipos de investidores em renda variável .................................................................... 12 
5. Estratégias de investimento na Bolsa de Valores e Mercados Futuros (B3) 14 
5.1 Código das ações na Bolsa de Valores ..................................................................... 14 
5.2 Códigos no mercado à vista ......................................................................................... 15 
6. Conclusões ..................................................................................................................... 17 
Referências .............................................................................................................................. 19 
 
 
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1. Princípios e Formas de Investimento em Renda Fixa 
 
1.1 Conceitos e principais formas de investimento em renda fixa 
 
 Poupança é a parte da renda que não é gasta com consumo. Essa parte 
da renda pode ser investida de diversas maneiras. A forma mais segura de 
investir é a renda fixa. Renda fixa é um tipo de investimento em que o investidor 
empresta dinheiro para uma entidade (como um governo, empresa ou instituição 
financeira), que em troca paga uma taxa de juros pré-determinada ou pós-fixada. 
Essa taxa de juros pode ser fixa, ou seja, estabelecida no momento da 
contratação do investimento e permanecer inalterada até o vencimento do título, 
ou pode ser variável, sendo atualizada periodicamente de acordo com um índice 
de referência, como a Taxa do Sistema de Liquidação e Custódia (SELIC), a taxa 
do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) e o Índice de Preços ao 
Consumidor Amplo (IPCA). Os principais indicadores de rentabilidade da renda 
fixa são: 
Tabela 01. Indicadores de rentabilidade da renda fixa 
Indicador O que é 
IPCA, IPC, INPC (IBGE) / IGP-M, IGP-DI 
(FGV) 
IPCA 5,79% a.a. IGP-DI: 5,03% a.a. 
Índices oficiais que medem a inflação de forma 
mensal, bimestral, semestral e anual. 
SELIC (Sistema Especial de Liquidação e 
Custódia) 
13,75% a.a. 
Taxa básica de juros que remunera os títulos 
públicos, regula as demais taxas de juros e 
política monetária contra a inflação. 
CDI (Certificado de Depósito Interbancário) 
13,65% a.a. 
Indicador do mercado financeiro para lastro das 
operações de empréstimos entre bancos. 
Empréstimos de um banco para outro. 
TR (Taxa Referencial) 
0,0436% a.a. 
Taxa que remunera a poupança e o FGTS e que 
serviu de instrumento de política monetária no 
governo Collor. 
Fonte: Elaborado pelos autores com base em números de abril de 2023. 
 
 As principais formas de investimentos em renda fixa são: Caderneta de 
poupança, Certificados de Depósitos Bancários (CDB), Letras de Crédito 
Imobiliárias (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Tesouro Direto, 
Debêntures e Fundos de Investimento em Renda Fixa. 
 
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2. Características dos investimentos em renda fixa 
 
 Com principais vantagens dos investimentos em renda fixa, destaca-se: 
 Risco relativamente baixo: investimentos em renda fixa geralmente 
oferecem um risco relativamente baixo em comparação com outras 
classes de ativos, como ações 
 Retorno previsível: os investimentos em renda fixa geralmente oferecem 
retornos previsíveis e estáveis, o que é atraente para investidores que 
buscam previsibilidade em seus fluxos de caixa. 
 Liquidez: em geral, os investimentos em renda fixa oferecem maior 
liquidez do que outros tipos de ativos, o que significa que é mais fácil 
vender esses investimentos se o investidor precisar de dinheiro 
rapidamente. 
 Diversificação: os investimentos em renda fixa oferecem uma 
oportunidade de diversificação em um portfólio de investimentos. Dessa 
forma, é possível reduzir o risco do portfólio como um todo. 
Entretanto, as principais desvantagens dessa forma de investimento incluem: 
 Retorno baixo: em geral, os investimentos em renda fixa oferecem 
retornos mais baixos do que outros tipos de ativos, como ações. Isso 
significa que os investidores podem não obter retornos tão altos quanto 
desejam. 
 Inflação: os investimentos em renda fixa podem ser afetados pela 
inflação. Se a inflação aumentar, o poder de compra dos juros recebidos 
pode ser reduzido. 
 Risco de crédito: há sempre um risco de que a parte que recebeu o 
empréstimo (o emissor do título) não consiga pagar os juros ou o principal 
do empréstimo. Isso é conhecido como risco de crédito e pode resultar 
em perdas para o investidor. 
 Falta de flexibilidade: os investimentos em renda fixa geralmente têm 
prazos de vencimento, o que significa que o investidor pode não ter a 
flexibilidade de acessar seus fundos até que o título expire. 
 
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Algumas formas de aplicações em renda fixa podem incidir o pagamento de 
Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): 
 IR: Imposto cobrado sobre a renda e ganhos de capital. Alguns 
investimentos são isentos de IR. O valor cobrado é progressivo, sendo 
que investimentos de até 180 dias = alíquota de 22,5%. De 181 a 360 
dias = alíquota de 20%. De 361 a 720 dias = alíquota de 17,5%. Acima 
de 720 dias = alíquota de 15%. 
 IOF: Imposto sobre transações financeiras de crédito, empréstimo, 
seguro, câmbio, financiamento etc. É cobrado 0,38% sobre o valor 
total + 0,0082% ao dia. O financiamento imobiliário é isento do 
pagamento de IOF. 
 
Existem quatro tipos de perfis de investidores: 
 Conservador: esse perfil de investidor busca investimentos com baixo 
risco e retorno moderado. Ele prefere investir em produtos como títulos 
públicos, CDBs, LCIs e LCAs. 
 Moderado: esse perfil de investidor busca investimentos com risco 
moderado e retorno médio. Ele prefere investir em produtos como 
fundos de investimento em renda fixa, ações e fundos imobiliários. 
 Arrojado: esse perfil de investidor busca investimentos com alto risco 
e alto potencial de retorno. Ele prefere investir em produtos como 
ações, fundos de investimento em ações, fundos imobiliários e 
investimentos no exterior. 
 Agressivo: esse perfil de investidor busca investimentos com risco 
muito alto e alto potencial de retorno. Ele prefere investir em produtos 
como opções, derivativos e investimentos de alto risco, como startups 
e investimentos em criptomoedas. 
 
É importante lembrar que esses perfis são apenasorientações e que cada 
investidor deve analisar seu perfil pessoal e objetivos financeiros antes de tomar 
decisões de investimento. 
 
 
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3. Principais tipos de investimentos em renda fixa 
 
Principais características da caderneta de poupança: Risco baixo e 
liquidez diária. Rentabilidade: Se a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, o 
rendimento da poupança será de 0,5% ao mês mais a variação da TR. Se a Selic 
estiver igual a ou abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será 
equivalente a 70% da Selic mais a variação da TR. Prazo é mensal, isenta de 
imposto de renda, entretanto necessita declarar os recursos mantidos na 
caderneta de poupança a partir de R$ 140,00. Pode-se começar a investir com 
R$ 0,01. 
Certificado de Depósito Bancário (CDB): Risco baixo e liquidez diária, 
mensal ou anual. Rentabilidade: Pré-fixados: informa no momento da compra o 
retorno exato que o investidor terá ao término do prazo. Pós-fixado: o retorno 
depende de um indicador, geralmente a CDI. Exemplo 100% da CDI. Híbrido: 
estipula um valor fixado mais um indicador como o IPCA. Prazos de rendimento 
podem ser diários, mensais, bimestrais, trimestrais, semestrais ou anuais. 
Imposto de renda até 6 meses: 22,5%; até 1 ano: 20%; até 2 anos: 17,5%; acima 
de 2 anos: 15%, podendo haver cobrança de IOF em caso de retirada do 
investimento no prazo inferior a 30 dias. Pode-se começar a investir com R$ 
1,00. 
Letras de Crédito Imobiliárias (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio 
(LCA): Risco baixo e liquidez trimestral, semestral ou anual. Rentabilidade: Pós-
fixado: o retorno depende de um indicador, geralmente a CDI. Exemplo 100% da 
CDI. Híbrido: estipula um valor fixado mais um indicador como o IPCA. Prazo de 
rendimento pode ser trimestral semestral ou anual. Isento de imposto de renda. 
Pode-se começar a investir com R$ 50,00. 
Tesouro Direto: Risco baixo e liquidez diária à mercado e sob demanda. 
Rentabilidade: Pré-fixados: informa no momento da compra o retorno exato que 
o investidor terá ao término do prazo. Para a taxa SELIC ou inflação cair. Pós-
fixado: o retorno depende de um indicador, geralmente a SELIC. Exemplo 100% 
da CDI. Indexado a inflação (IPCA+): estipula um valor fixado mais um indicador 
 
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o IPCA. Prazo de rendimento pode ser diário, mensal, bimestral, trimestral, 
semestral ou anual. Pode haver cobrança da taxa de custódia (B3) = 0,25% a.a. 
sobre o valor investido (semestral). Taxa de administração do fundo que 
depende da instituição financeira. O imposto de Renda é conforme tabela 
progressiva. Resgates antes de 30 dias = IOF 90% do ganho de capital. Caso 
você opte em vender o TD antes do prazo, você incorrerá na compra e venda de 
títulos a mercado. Nos títulos com rendimento semestral, você pode resgatar 
parte ou os juros após o período semestral. Entretanto o cálculo da rentabilidade 
volta a ser o valor que ficar no título. 
Debêntures: Risco baixo ou moderado. Liquidez de 2 a 30 anos. 
Rentabilidade: Debênture prefixada: o investidor recebe uma taxa de juros 
definida desde o momento da aplicação. É possível calcular exatamente quanto 
ele receberá até o vencimento. Debêntures pós-fixadas: atrelada a um indicador 
IPCA ou CDI. Debêntures híbrida: determinado percentual + CDI. Prazos de 
rendimentos são anuais. As debêntures Incentivadas: emitida por empresas de 
infraestrutura. (ISENTO DE IR). Comum: Demais empresas (IR conforme tabela 
progressiva). As debêntures não são garantidas pelo FGC, mas possuem 
ranking rating de classificação de AAA, AA, A, (para boas empresas); BBB, BB, 
B (para médias empresas); C, CC, CCC (para baixas empresas). É possível 
começar a investir a partir de R$ 1.000,00. 
Fundos de Renda Fixa: Risco baixo ou moderado. Liquidez 24 horas após 
a solicitação de resgate, a depender da política do fundo. A rentabilidade é 
conforme a taxa de rentabilidade determinada pelo fundo que pode ser qualquer 
uma ou um indexador IPCA, CDI. Prazo de rendimento pode ser diário, mensal 
ou anual. Impostos conforme tabela progressiva do imposto de renda com 
possível pagamento de taxa de administração do fundo. Pode-se começar a 
investir a partir de R$ 100,00. 
 
 
 
 
 
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4. Princípios e Formas de Investimento em Renda Variável 
 
4.1 Conceitos e principais formas de investimento em renda variável 
 
O investimento em renda variável refere-se a um tipo de investimento no 
qual o retorno financeiro não é predefinido, podendo oscilar de acordo com as 
variações do mercado. Nessa modalidade, os investidores adquirem ativos que 
estão sujeitos a flutuações de valor, como ações, fundos imobiliários, 
commodities e moedas estrangeiras. 
Ao investir em renda variável, os investidores buscam lucrar com a 
valorização desses ativos ao longo do tempo. No entanto, é importante ressaltar 
que essa estratégia envolve maior risco em comparação com investimentos de 
renda fixa, pois as oscilações de preço podem resultar em perdas financeiras. 
Para mitigar os riscos, é fundamental realizar uma análise criteriosa dos 
ativos antes de investir. Isso envolve estudar o desempenho histórico das 
empresas, avaliar indicadores financeiros e acompanhar as tendências do 
mercado. Além disso, diversificar a carteira de investimentos também é uma 
estratégia importante para reduzir o impacto de eventuais perdas em um único 
ativo. 
É crucial destacar que o investimento em renda variável requer paciência 
e uma visão de longo prazo. As oscilações de curto prazo são comuns nesse 
tipo de investimento, mas historicamente o mercado tende a se valorizar ao longo 
do tempo. Portanto, é essencial ter uma estratégia bem definida e estar 
preparado para lidar com as flutuações do mercado ao investir em renda variável. 
Existem diversos tipos de investimentos em renda variável, sendo os 
principais: 
 Ações: Investir em ações significa adquirir parte de uma empresa, 
tornando-se um acionista. O objetivo é obter lucros com a 
valorização das ações ao longo do tempo e, em alguns casos, 
receber dividendos. As ações são negociadas em bolsas de 
valores e seu preço varia conforme a oferta e demanda no 
mercado. 
 Fundos de Investimento: Os fundos de investimento em renda 
variável reúnem recursos de diversos investidores para aplicação 
 
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em diferentes ativos, como ações, debêntures e outros títulos. Essa 
diversificação proporciona uma diluição de riscos. Os fundos são 
administrados por gestores profissionais, que tomam as decisões 
de compra e venda dos ativos. 
 Mercado de Derivativos: Nesse tipo de investimento, são 
negociados contratos derivados de outros ativos financeiros, como 
opções, contratos futuros e swaps. Os derivativos permitem que os 
investidores realizem operações alavancadas e assumam 
posições de compra (long) ou venda (short) em relação aos ativos 
subjacentes, especulando sobre suas variações de preço. 
 Mercado de Câmbio: O investimento em moedas estrangeiras, 
conhecido como Forex, também é uma forma de renda variável. Os 
investidores buscam lucrar com as flutuações das taxas de câmbio, 
comprando moedas quando estão desvalorizadas e vendendo 
quando estão valorizadas. Esse mercado opera 24 horas por dia e 
possui alto grau de liquidez. 
Além dos tipos de investimento em renda variável mencionados 
anteriormente, outro importante segmento é o das criptomoedas. As 
criptomoedas são moedas digitais descentralizadas, baseadas em tecnologia 
blockchain, e representam uma forma alternativa de investimento em renda 
variável. Algumas das criptomoedas mais conhecidas são o Bitcoin, Ethereum, 
Ripple e Litecoin. 
Investir em criptomoedas envolve comprar e possuir esses ativos digitais, 
buscando obter lucro com sua valorização ao longo do tempo. O mercado de 
criptomoedas é conhecido pela volatilidade e pela rápida flutuação de preços, o 
que pode proporcionar grandes oportunidades de ganhos, mas também implica 
emum risco considerável. 
As criptomoedas podem ser adquiridas por meio de corretoras 
especializadas, onde os investidores podem comprar, vender e armazenar suas 
moedas digitais. Além disso, é possível utilizar estratégias de trading, como day 
trading e swing trading, para aproveitar as variações de curto prazo no mercado 
das criptomoedas. 
 
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É importante ressaltar que o investimento em criptomoedas possui 
particularidades e desafios específicos. A falta de regulamentação em alguns 
países, a segurança das carteiras digitais e a volatilidade são aspectos que 
devem ser considerados. Portanto, é essencial realizar uma pesquisa completa 
e estar ciente dos riscos antes de investir nesse mercado. 
É importante ressaltar que cada tipo de investimento em renda variável 
possui características próprias e diferentes níveis de risco. Antes de investir, é 
fundamental conhecer bem cada modalidade, entender seus mecanismos e 
avaliar se estão alinhados aos seus objetivos financeiros e perfil de investidor. A 
busca por informações, a educação financeira e a assessoria especializada são 
essenciais para tomar decisões mais assertivas nesse mercado. 
 
4.2 Tipos de investidores em renda variável 
 
De forma institucional, existem três tipos de investidores: 
Investidores Individuais: São pessoas físicas que investem seu próprio 
capital na bolsa de valores. Podem ser iniciantes ou experientes, buscando lucrar 
com a valorização de ações ao longo do tempo. Os investidores individuais 
geralmente têm objetivos de longo prazo e tendem a adotar estratégias de buy 
and hold, mantendo suas posições por períodos mais prolongados. Podem 
realizar análises fundamentalistas e técnicas para embasar suas decisões de 
investimento. 
Investidores Institucionais: São entidades jurídicas, como fundos de 
investimento, seguradoras, bancos e fundos de pensão, que investem em nome 
de terceiros. Esses investidores possuem maior capacidade financeira e acesso 
a recursos e informações privilegiadas. Diversificam suas carteiras e podem 
adotar estratégias mais sofisticadas, como o trading de curto prazo e a gestão 
ativa. Suas decisões de investimento podem ter um impacto significativo nos 
movimentos do mercado. 
Traders: São investidores que se concentram em operações de curto 
prazo e buscam obter lucros com a volatilidade do mercado. Os traders realizam 
operações de compra e venda em períodos mais curtos, como minutos, horas 
ou dias, aproveitando as flutuações de preços. Utilizam análise técnica, gráficos 
e indicadores para identificar tendências e pontos de entrada e saída do 
 
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mercado. Os traders podem operar tanto com ações quanto com outros ativos, 
como derivativos e moedas. 
Já do ponto de vista individual, é possível dividir os investidores em renda 
fixa, em especial da bolsa de valores, em três categorias: 
Day Trading: É uma estratégia de negociação em que os operadores 
abrem e fecham posições no mercado dentro do mesmo dia. Os day traders 
buscam aproveitar pequenas flutuações de preço e volume em curtos períodos. 
Eles realizam várias operações ao longo do dia, utilizando análise técnica e 
gráficos para identificar oportunidades de compra e venda. O objetivo é obter 
lucros rápidos, tirando proveito da volatilidade do mercado. Os day traders 
devem ter habilidades analíticas avançadas e um bom controle emocional devido 
à natureza rápida e estressante dessa estratégia. 
Swing Trading: É uma estratégia de negociação em que os operadores 
mantêm suas posições por um período mais longo, geralmente de alguns dias a 
algumas semanas. Os swings traders buscam lucrar com as oscilações de preço 
de médio prazo, identificando tendências e padrões de preço. Eles podem usar 
análise técnica, indicadores e outros métodos para tomar suas decisões de 
negociação. O swing trading envolve um pouco menos de estresse do que o day 
trading, pois as operações podem durar mais tempo, permitindo uma análise 
mais aprofundada e menos necessidade de monitoramento constante do 
mercado. 
Buy and Hold: É uma estratégia de investimento de longo prazo, em que 
os investidores compram ativos, como ações, e os mantêm por um período 
prolongado, muitas vezes anos ou décadas. O objetivo principal é se beneficiar 
do crescimento e valorização do ativo ao longo do tempo. Os investidores que 
seguem essa estratégia acreditam que o mercado tende a se valorizar no longo 
prazo, apesar das flutuações de curto prazo. Eles buscam escolher ativos com 
fundamentos sólidos e têm uma visão de investimento a longo prazo. O buy and 
hold geralmente requer menos tempo e esforço ativo do investidor, mas ainda 
exige acompanhamento e revisão periódica da carteira de investimentos. 
É importante destacar que essas categorias podem se sobrepor e não são 
mutuamente exclusivas. Além disso, cada investidor possui características 
 
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individuais e pode adotar estratégias personalizadas de acordo com seu perfil e 
objetivos. 
 
5. Estratégias de investimento na Bolsa de Valores e Mercados Futuros 
(B3) 
 
A B3, ou Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros, é a principal bolsa de 
valores do Brasil. Ela é responsável por organizar e administrar o mercado de 
negociação de ações, títulos de renda fixa, derivativos e commodities. A B3 
funciona como um ambiente eletrônico em que investidores, instituições 
financeiras e empresas podem comprar e vender ativos financeiros. Além disso, 
a B3 também oferece serviços de registro, compensação e liquidação das 
operações realizadas no mercado, garantindo a segurança e a integridade das 
transações. Como uma das maiores bolsas de valores do mundo, a B3 
desempenha um papel fundamental no desenvolvimento do mercado de capitais 
no Brasil, proporcionando acesso a investimentos e contribuindo para o 
crescimento econômico do país. 
 
5.1 Código das ações na Bolsa de Valores 
 
Os códigos das ações na bolsa de valores são uma forma de identificar 
cada ativo negociado no mercado. Esses códigos são utilizados pelos 
investidores e pelas instituições financeiras para realizar transações e 
acompanhar o desempenho das ações. Os códigos das ações podem variar de 
acordo com o país e a bolsa de valores em que são negociados. No Brasil, a B3 
(Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros) utiliza um sistema de códigos 
conhecido como ticker, que é composto por quatro letras e um número. 
As quatro letras iniciais representam o nome da empresa, geralmente de 
forma abreviada. Por exemplo, PETR indica as ações da Petrobras e VALE 
representa as ações da Vale S.A. Já o último caractere numérico pode indicar 
diferentes classes de ações, como ações ordinárias (ON) ou ações preferenciais 
(PN), ou ser utilizado para diferenciar ações de uma mesma empresa com 
direitos e características diferentes. 
 
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Além disso, existem outros códigos utilizados para identificar ativos na 
bolsa, como os códigos de negociação (utilizados para operações de compra e 
venda) e os códigos de série (utilizados para opções e contratos futuros). É 
importante ressaltar que os códigos das ações são específicos para cada 
empresa e podem sofrer alterações ao longo do tempo, seja por mudanças no 
nome da empresa ou em sua estrutura de capital. Portanto, é necessário verificar 
os códigos atualizados antes de realizar qualquer transação ou acompanhar o 
mercado. 
 
5.2 Códigos no mercado à vista 
 
No caso de mercado à vista, os preços das ações são formados em 
pregão em negociações iniciadas no sistema eletrônico. Assim, o comprador faz 
o pagamento e o vendedor entrega em D + 3, no 3º dia útil após o negócio. 
Letras: Aqui, as letras fazem referência às empresas que emitem ações. 
No caso do nosso exemplo, a PETR4 é uma ação da empresa Petrobras. Nem 
sempre são as 4 primeiras letras do nome da empresa, mas a ligação com este 
nome é sempre mantida. 
Números: Aqui, os números selecionados são o tipo depapel 
representado, como ações ordinárias e preferenciais que falham há pouco. Veja 
quais são os principais números: 
1 – Oferecer direito de subscrição de uma ação ordinária (ON): Isso significa 
que as ações com o final 1 oferecem direito à compra desses papéis com prazo 
e preços pré-definidos, sem sofrer influência dos pregões. Caso não exista o 
interesse em exercer esse direito de subscrição, ele pode vender para terceiros 
no mercado secundário. 
2 – Direito de subscrição de uma ação preferencial (PN): Os códigos com 
final 2 também aplicam o direito de subscrição, mas neste caso para a compra 
de uma ação preferencial. Assim como no caso acima citado, o investidor pode 
vender esse direito de compra para outros no mercado secundário. 
3 – Ação ordinária: As ações que possuem o final 3 são as que usam ordinárias 
(com direito a voto). A PETR3 é um exemplo. 
 
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4 – Ação preferencial: Os códigos com final 4 identificam os papéis com ações 
preferenciais. Isso significa que há uma prioridade no recebimento de 
dividendos. É o caso da PETR4 que já citamos. 
5, 6, 7 e 8 – Ações preferenciais de classes diferentes: As ações com final 5, 
6, 7 e 8 são preferenciais, mas pertencem às classes distintas: A (PNA), B (PNB), 
C (PNC) e D (PND), respectivamente. Diversos fatores podem influenciar a 
diversificação de classes, mas, no geral, a principal diferença é uma empresa 
emissora de ação. 
9 – Recibo de subscrição sobre ações ordinárias: Quando o investidor recebe 
o direito de subscrição da ação ordinária (que tem o final 1), ele ganha o final 9 
antes de entrar na carteira do investidor. Isso representa o recebimento da 
inscrição e indica que ela já pode ser negociada pelo preço determinado 
anteriormente. 
10 – Recibo de subscrição de ações preferenciais: Assim como na final 9, os 
códigos de final 10 identificam ou recebem a inscrição. Neste caso, no entanto, 
trata-se de ações preferenciais. 
11 – Unidades e BDR: No caso dos códigos finais 11, há uma indicação de 
BDRs (certificados de depósito brasileiros – Certificados de depósitos de ações 
de empresas no exterior) ou Units, que são embalagens de ações (preferenciais 
e ordinárias) que são negociadas em grupo. 
Códigos no mercado fracionário: Neste caso, os códigos seguem a mesma 
regra de mercado na vista, mas há um complemento da letra F no final. Ela indica 
que aquele papel está sendo negociado de forma fracionada. Ou seja: se o lote 
de ações PETR4 tiver 1.000 ações, mas você comprou somente 100, no seu 
home broker aparecerá o código PETR4F. 
Códigos no mercado a termo: Seguindo a mesma lógica dos dois mercados 
citados anteriormente, no caso do mercado a termo os códigos das ações têm 
comportamento semelhante, apenas acrescentando a letra T. 
A análise técnica e a análise fundamentalista são duas abordagens 
diferentes para analisar investimentos na bolsa de valores. A análise técnica 
envolve o estudo dos padrões de preço e volume de uma ação, com o objetivo 
de identificar tendências passadas e prever movimentos futuros. Os analistas 
técnicos utilizam gráficos e indicadores técnicos para identificar padrões de 
compra e venda. Eles acreditam que as informações sobre uma ação estão 
 
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refletidas em seu preço e volume de negociação, e que os movimentos passados 
podem ajudar a prever os movimentos futuros. A análise técnica é amplamente 
utilizada por traders de curto prazo. 
Por outro lado, a análise fundamentalista baseia-se na análise dos 
fundamentos econômicos e financeiros de uma empresa para determinar o valor 
intrínseco de suas ações. Os analistas fundamentais examinam fatores como 
lucros, receitas, balanço patrimonial, fluxo de caixa e perspectivas de 
crescimento da empresa. Eles acreditam que esses fatores são os principais 
impulsionadores do valor de uma empresa no longo prazo e usam essas 
informações para tomar decisões de investimento. A análise fundamentalista é 
mais comumente usada por investidores de longo prazo. 
Ambas as abordagens têm suas vantagens e desvantagens, e muitos 
investidores utilizam uma combinação das duas para tomar decisões de 
investimento mais informadas. É importante lembrar que nenhuma abordagem é 
garantia de sucesso, e os investidores devem considerar cuidadosamente seu 
perfil de risco e objetivos antes de tomar decisões de investimento. 
 
6. Conclusões 
A renda fixa é uma forma segura de investimento em que o investidor 
empresta dinheiro para uma entidade que paga uma taxa de juros pré-
determinada ou pós-fixada. As principais formas de investimento em renda fixa 
são: Caderneta de poupança, Certificados de Depósitos Bancários (CDB), Letras 
de Crédito Imobiliárias (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Tesouro 
Direto, Debêntures e Fundos de Investimento em Renda Fixa. 
As vantagens dos investimentos em renda fixa incluem risco relativamente 
baixo, retorno previsível, liquidez e diversificação. No entanto, as desvantagens 
incluem retorno baixo, inflação, risco de crédito e falta de flexibilidade. 
Algumas formas de aplicações em renda fixa podem incidir o pagamento 
de Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). É 
importante que o investidor analise cuidadosamente as opções disponíveis de 
investimento em renda fixa e considere seus objetivos de investimento, perfil de 
risco e horizonte de investimento antes de tomar uma decisão. 
 
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O investimento em renda variável envolve a compra de ativos sujeitos a 
flutuações de valor, como ações, fundos imobiliários, commodities e moedas 
estrangeiras. Os investidores buscam lucrar com a valorização desses ativos ao 
longo do tempo, mas essa estratégia é mais arriscada do que os investimentos 
em renda fixa. Para mitigar os riscos, é necessário realizar análises criteriosas 
dos ativos, diversificar a carteira e ter uma visão de longo prazo. 
Existem três tipos de investidores institucionais em renda variável: 
investidores individuais, investidores institucionais e traders. Investidores 
individuais são pessoas físicas que investem seu próprio capital na bolsa de 
valores, geralmente adotando estratégias de longo prazo. Investidores 
institucionais são entidades jurídicas que investem em nome de terceiros, 
possuindo maior capacidade financeira e recursos. Os traders se concentram em 
operações de curto prazo, aproveitando a volatilidade do mercado para obter 
lucros. 
A B3 é a principal bolsa de valores do Brasil, responsável por organizar e 
administrar o mercado de ações, títulos de renda fixa, derivativos e commodities. 
Ela oferece um ambiente eletrônico para a compra e venda de ativos financeiros, 
além de serviços de registro e liquidação das operações. A B3 desempenha um 
papel importante no desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro e 
contribui para o crescimento econômico do país. 
Os códigos das ações na bolsa de valores são utilizados para identificar 
cada ativo negociado no mercado. No Brasil, a B3 utiliza um sistema de códigos 
conhecido como ticker, composto por quatro letras e um número. As letras 
iniciais representam o nome da empresa e o número indica características 
específicas das ações. É importante acompanhar os códigos atualizados das 
ações, pois podem sofrer alterações ao longo do tempo. 
 
 
 
 
 
 
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Referências 
 
ARCURI, Nathalia. Tudo sobre renda fixa! LCI, LCA, CDB e LC (isso ninguém 
te conta). YouTube, 27 de mar. de 2018. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=ysm9ZJ6O67w>. Acesso em 12 de fev. de 
2023. 
CERBASI, Gustavo. Investimentos inteligentes. Rio de Janeiro: Sextante, 
2013. 
 
CERBASI, Gustavo. Dinheiro: os segredos de quem têm. São Paulo: Editora 
Gente, 2010. 
 
Domingos, Reinaldo. Livre-se das Dívidas: como equilibrar as contas e sair da 
inadimplência. São Paulo: Editora DSOP, 2011. 
 
LUQUET, Mara. O meu guia de finanças pessoais: como gastar sem culpa e 
investir sem erros. SãoPaulo: Editora Globo, 2011. 
 
XP Expert. Entenda o significado dos códigos as ações. Disponível em: 
<https://conteudos.xpi.com.br/aprenda-a-investir/relatorios/codigos-das-
acoes/>. Acesso em maio de 2023. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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