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AA FFUUNNÇÇÃÃOO DDAASS FFIINNAANNÇÇAASS
OOBBJJEETTIIVVOOSS DDEE AAPPRREENNDDIIZZAAGGEEMM
• Saber qual é a relação da economia e mercado com a função �nanceira da
empresa.
• Aplicar os conhecimentos dos cálculos �nanceiros para as decisões de
investimentos e �nanciamentos na empresa.
• Conhecer de que forma a empresa realiza os investimentos em projetos de
renovação e expansão. 
• Elaborar estudos práticos com cálculos na HP 12C para aplicar as decisões de
�nanciamentos e investimentos na empresa.
• Analisar projetos com aplicação das ferramentas de Análise do Valor Presente
Líquido.
• Avaliar a melhor opção em compras de insumos utilizando a  metodologia do
PV – Valor Presente da Matemática Financeira.
• Analisar projetos com aplicação das ferramentas de Análise da Taxa Interna
de Retorno.
• Compreender a melhor decisão na escolha entre dois projetos de
investimentos da empresa.
AA ppaarrttiirr ddaa ppeerrssppeeccttiivvaa ddoo ssaabbeerr--ffaazzeerr,, nneessttee ccaappííttuulloo vvooccêê tteerráá ooss sseegguuiinntteess
oobbjjeettiivvooss ddee aapprreennddiizzaaggeemm::
11 CCOONNTTEEXXTTUUAALLIIZZAAÇÇÃÃOO
O papel do administrador �nanceiro é prover oportunidades para que a empresa
alcance os melhores resultados na gestão dos seus ativos �nanceiros.
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Neste sentido, é primordial que o gestor �nanceiro, além de utilizar as informações
contábeis, que foram estudadas no Capítulo 1 deste livro de estudos, busque
aprimorar e aplicar os seus conhecimentos especi�camente na área de �nanças.
Por isso, apresentaremos a você as principais funções do administrador �nanceiro
e sua relação com a contabilidade, com a economia e com o mercado.
Assim, a importância da disciplina Finanças Corporativas está na necessidade de
aperfeiçoar e atualizar constantemente as empresas e os pro�ssionais envolvidos
na gestão �nanceira no que diz respeito às informações cruciais sobre o mundo
dos negócios. As empresas podem ser vistas como sistemas globalizados, cujos
propósitos se vinculam à interação de mercados nacionais e internacionais na
busca da otimização de resultados econômicos. Tal observação nos leva a
entender os motivos pelos quais esse estudo é recomendado no trabalho
empresarial.
Para tanto, há a necessidade de aprimorar seus conhecimentos sobre o cálculo da
in�ação, bem como sua aplicação e impacto no resultado da empresa. É
fundamental conhecer o mecanismo do cálculo da in�ação por causa da
desvalorização da moeda nacional ao longo do tempo. Os valores investidos na
empresa sofrem a desvalorização e tornam necessário o reajuste do preço de
vendas dos produtos.
Uma das ferramentas é a aplicação dos conceitos da matemática �nanceira. Além
da apuração do custo do dinheiro no tempo, apresentaremos neste capítulo as
vantagens de se conhecer essa ferramenta na negociação das compras das
matérias-primas. Con�ra, é muito interessante.
Ao �nal, ainda com a utilização da matemática �nanceira, estudaremos o
comportamento dos projetos de investimento e sua aplicação para compreender o
comportamento da Taxa Interna de Retorno (TIR) no Valor Presente Líquido (VPL).
22 OORRGGAANNIIZZAAÇÇÃÃOO DDAA FFUUNNÇÇÃÃOO FFIINNAANNCCEEIIRRAA
Muitas vezes nos questionamos sobre o que representam as Finanças e qual sua
relação com as atividades das empresas, ou das pessoas, uma vez que esta área
envolve a gestão dos recursos �nanceiros.
Para as empresas, as Finanças possuem relação com a estrutura do capital
investido, e se esse capital investido gera o retorno desejado. A análise do retorno
desejado nesses investimentos dá-se com a aplicação de ferramentas de avaliação,
como Payback Descontado, Taxa Interna de Retorno, entre outras ferramentas.
 
As decisões de investimentos são as ações realizadas na escolha da melhor
alternativa para a aplicação dos recursos disponíveis, tanto no ambiente interno
quanto no externo da organização, objetivando benefícios �nanceiros futuros, já
considerando a análise de risco e retorno.
Portanto, Finanças é uma área em que se necessita de conhecimentos e práticas
das pessoas envolvidas com essas atividades, que contribuem para agregar valor
ao capital investido. Contudo, é importante sempre estar alerta para que a busca
pela excelência nos resultados econômicos seja sempre cumprida com respeito à
ética empresarial.
Ross, Wester�eld e Jordan (2002, p. 23) corroboram que “na terminologia das
�nanças, ao se fazer investimento em ativos, tais como estoques, máquinas,
instalações e mão de obra, o montante de dinheiro aplicado em ativos deve ser
contrabalançado por um montante equivalente em termos de �nanciamento”.
Isso signi�ca que as origens dos recursos �nanceiros necessários para
investimentos podem advir dos recursos dos sócios sob a forma de Capital Social
(Capital Próprio) ou de empréstimos e �nanciamentos, como Capital de Terceiros.
Dando continuidade, Gropelli e Nikbakht (2005, p. 3-4) a�rmam que:
Finanças é a aplicação de uma série de princípios econômicos e �nanceiros para
maximizar a riqueza ou o valor total de um negócio. Mais especi�camente, ao usar o
valor presente líquido (�uxo de caixa futuro, descontado o valor presente menos os
custos originais) para medir a rentabilidade, uma empresa maximiza a riqueza
investindo em projetos e adquirindo ativos cujos retornos combinados produzem os
lucros mais altos possíveis com menores riscos. Na realidade, ninguém realmente
sabe quando a riqueza máxima é atingida, embora ela seja entendida como a meta
�nal de toda empresa. Uma maneira de descobrir a riqueza de uma empresa é por
intermédio do preço de sua ação ordinária. 
Podemos compreender que a gestão das �nanças nas empresas envolve um
conjunto de conhecimentos voltados para otimizar os valores investidos nas
empresas. Com isso, buscou-se a contribuição de Ross, Wester�eld e Jordan (2002,
p. 23), que reforçam essa ideia:
Imaginemos que você decida montar uma empresa para fabricar bolas de tênis. Para
esse �m, contrata gerentes para adquirir matéria-prima e organiza um grupo de
empregados para produzir e vender as bolas de tênis. Na terminologia de �nanças,
faz investimento em ativos, tais como estoques, máquinas, instalações e mão de
obra. O montante de dinheiro aplicado em ativos deve ser contrabalançado por um
 
montante equivalente em termos de �nanciamento. Ao começar a vender bolas de
tênis, sua empresa estará gerando caixa. Essa é a base da criação de valor. A
�nalidade da empresa é criar valor para você, seu proprietário. O valor está re�etido
no arcabouço do modelo simples de balanço patrimonial da empresa. 
É perfeitamente notório que a essência dos estudos das �nanças nas empresas
está unicamente relacionada com o objetivo de gerar riqueza em relação ao valor
investido. Em outras palavras, em Finanças nas empresas, o objetivo é gerar caixa
e aumentar a riqueza do investidor, pois ao se investir em um mercado capitalista,
o foco é o aumento no retorno de investimentos.
22..11 RREELLAAÇÇÃÃOO CCOOMM AA EECCOONNOOMMIIAA
Os estudos da área de �nanças estão profundamente interligados com os estudos
da economia. Dessa forma, o estudo da economia, os movimentos dos mercados
internacionais e a política econômica de vários países são fatores fundamentais
para que o gestor �nanceiro possa pautar as suas decisões. 
O mercado de commodities, por exemplo, tem profunda in�uência na economia e
nas empresas. Um exemplo de commodities que tem impacto direto nos
resultados das empresas é o petróleo, que é cotado no mercado internacional e
seu valor re�ete na bomba de combustível, que, por sua vez, tem impacto no valor
do frete de transporte de produtos, do transporte coletivo urbano, interurbano e
interestadual, entre outros. 
O motivo é bem simples, como o valor do custo do frete está diretamente
relacionado com o valor do produto posto no cliente, isso representa um impacto
na margem de lucro gerado na venda do produto.
O equilíbrio para essa disparidadeentre receita e custo está no ajuste de preços
dos produtos da empresa (aumento dos preços), visto que geralmente as
empresas não absorvem os impactos dos custos dos produtos e serviços
controlados pelo mercado. Em Economia, isso se chama Paridade do Poder de
Compra, pois as variações cambiais nos commodities exercem impacto nos preços
de vendas no mercado internacional.
Vejamos um exemplo: o valor da venda é de R$ 100.000,00, os custos da produção
são de R$ 65.000,00 e as despesas gerais e administrativas representam o valor de
R$ 15.000,00. Por sua vez, o valor gasto na entrega do produto ao cliente é de R$
500,00, logo, o lucro da venda é de R$ 19.500,00. No entanto, se houver uma
majoração do valor do frete de R$ 500,00 para R$ 1.000,00, o valor do lucro reduz
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para R$ 19.000,00. 
O valor de R$ 500,00 que representa um aumento nos gastos realizados
para a entrega do produto ao cliente inicialmente era de 0,50% (R$ 500,00 /
R$ 100.000,00) e aumentou para 1,00% (R$ 1.000,00 / R$ 100.000,00). Esse
mesmo valor do gasto com frete em relação ao valor do lucro, que antes era
de 2,56% (R$ 500,00 / R$ 19.500,00), agora mais que dobrou o gasto com
frete em relação ao novo valor do lucro gerado, passando para 5,26% (R$
1.000,00 / R$ 19.000,00). Faça as contas, �ca o desa�o. Isso ocorre pela
proporcionalidade inversa do lucro ser menor que o valor gasto do frete, se
compararmos o valor gasto do frete em relação às vendas. O valor das
vendas está inalterado de um cenário para outro, e o valor do lucro reduz de
um cenário para outro.
Por isso, o administrador �nanceiro deve conhecer economia, custos, �nanças,
contabilidade e inúmeras outras áreas para que possa criar novos cenários e assim
tomar decisões mais e�cazes para o bom desenvolvimento da empresa e melhor
lucratividade.
Vejamos! Como fazer com que esse valor do frete, que sofreu alteração pelo valor
do petróleo negociado no mercado internacional, não tenha tanto impacto no
resultado da empresa? Vamos conhecer as relações da área de �nanças com o
mercado, cliente, preço e qualidade. Temos de avaliar o poder de decisões do
gestor �nanceiro, que também exercerá in�uência na negociação das compras e
na negociação das venda com sugestões de taxas de juros a serem negociadas,
entre outras.
22..22 RREELLAAÇÇÃÃOO CCOOMM AA CCOONNTTAABBIILLIIDDAADDEE
O administrador �nanceiro sempre deve tomar as decisões com base nas
informações geradas pela contabilidade. Não existe outra ferramenta a não ser o
Balanço Patrimonial, que permite identi�car a estrutura patrimonial e �nanceira da
empresa, a Demonstração do Resultado do Exercício, que permite apurar o
resultado econômico da empresa, e os demonstrativos contábeis complementares
que a contabilidade fornece, como a DVA (Demonstração do Valor Adicionado),
que permite identi�car a riqueza gerada e aplicada pela empresa, e a DFC
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(Demonstração do Fluxo de Caixa), que permite identi�car o valor do caixa
operacional gerado pela empresa.
Você deve se perguntar se há valores que não são contabilizados e que
podem exercer in�uência signi�cativa nas decisões do gestor �nanceiro. Sim.
Por exemplo, a perspectiva do aumento da taxa cambial do dólar futuro, se a
empresa importa 70% de toda a matéria-prima para a produção.Essas
previsões podem estar registradas no Orçamento Empresarial, mas não na
Contabilidade, pois a Contabilidade registra eventos passados. Por esse
motivo, o gestor �nanceiro deve conhecer inclusive a Controladoria e o
Orçamento Empresarial.
Isso pode gerar um equívoco em compreender o campo de atuação do gestor
�nanceiro? Precisamos ter esse cuidado, enquanto o contador evidencia fatos
passados, também deverá ajudar o gestor �nanceiro nas previsões orçamentárias
de acordo com o orçamento de tendências (que é a análise da ocorrência dos
resultados anteriores que potencialmente podem exercer in�uência nas previsões
futuras).
Na visão de Groppelli e Nikbakht (2005, p. 13):
Administradores �nanceiros empregam os contadores para preparar os
demonstrativos �nanceiros que fornecem informações sobre a lucratividade –
Demonstrativo do Resultado do Exercício – e sobre a posição �nanceira da empresa
– Balanço Patrimonial. Já o Demonstrativo de Fluxo de Caixa é um relatório que
fornece uma análise detalhada da maneira como o caixa foi gerado e indica como foi
utilizado na condução de cada fase do negócio. Como consequência, esse
demonstrativo fornece outra ferramenta importante para os administradores que
procuram controlar e entender os fatores externos e as políticas internas que
in�uenciam os �uxos de caixa da empresa.
Isso signi�ca que é o contador que deverá gerar as informações para que o gestor
�nanceiro possa executar os diversos cenários possíveis que possam in�uenciar as
atividades da empresa, interpretando e prospectando esses cenários. É possível
a�rmar que a área da Contabilidade e a área das Finanças sempre devem
trabalhar juntas.
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22..33 FFUUNNÇÇÕÕEESS DDOO GGEERREENNTTEE FFIINNAANNCCEEIIRROO
A macroeconomia e os fatores macroambientais afetam todas as empresas e não
especi�camente uma ou outra em especial. 
Os fatores microambientais estão sujeitos às atividades internas da empresa, por
exemplo, contratos de pessoal, processos administrativos e de produção, políticas
de marketing, entre outros. Neste ambiente, o gestor �nanceiro possui controle
das ações e encontrará os potenciais e fragilidades que poderão bene�ciar ou
prejudicar os negócios da empresa. Por sua vez, os fatores macroambientais da
empresa estão relacionados com o mercado externo, por exemplo, a política
tributária e econômica em que a empresa está sujeita e não possui controle sobre
essas ações.
Por isso, não adianta o gestor �nanceiro deixar de admitir eventuais fracassos nas
suas decisões, uma vez que surgem situações novas que podem ocorrer sem que a
empresa ou a pessoa no papel do gestor �nanceiro possa ter gerência.
A Contabilidade Gerencial engloba a contabilidade �nanceira, aliada com cálculos
da previsão dos custos e ponto de equilíbrio, para que os gestores possam tomar
decisões com base em números que estão além da contabilidade tradicional. Por
exemplo, o lucro gerado por região onde a empresa possui negócios. A informação
do lucro está na DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) e deve ser
distribuído de acordo com a região. Esta é única e exclusivamente para o uso
interno da diretoria ou gerência.
A Contabilidade Financeira é elaborada para os usuários externos e os relatórios
são elaborados e dispostos de acordo com a legislação em vigor.
Uma greve de alguma categoria pro�ssional ou uma pandemia gerada por algum
tipo de contágio que afeta a saúde pública e necessite isolar ou fechar fronteiras,
não está sob a alçada dos gestores das empresas. Nestes casos, muitas decisões
são provocadas pelos governantes públicos com o objetivo de evitar ao máximo
consequências danosas na saúde das pessoas e preservar vidas. No entanto, estas
decisões podem provocar impactos na economia e na saúde �nanceira da
empresa.
Como contornar isso? Possivelmente, com a manutenção das reservas �nanceiras
ao longo do tempo. Outros fatores, como novas tecnologias para o controle e
gestão da produção, logística, custos de transporte e armazenagem, custos dos
produtos, podem gerar diferenciais nos resultados das empresas.
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Hoji (2000, p. 25) reforça que “a administração �nanceira dentro de uma empresa
é exercida por pessoas ou grupo de pessoas que podem ter diferentes
denominações, como: vice-presidente de �nanças, diretor �nanceiro, controller e
gerente �nanceiro”. 
22..33..11 MMeettaa ddoo ggeerreennttee ffiinnaanncceeiirroo
Uma das principais metas do gestor �nanceiro com relação ao controle �nanceiro
está em avaliar a necessidade da captação de novos recursos �nanceiros frente às
variações dos custos da produção da empresa, impactos, como a variação do
preço do barril de petróleo ou da taxa de câmbio.A margem de lucro poderá ser
afetada por esses fatores, assim como decisões governamentais com alterações
nas alíquotas dos impostos ou encargos trabalhistas.
Utilizando como exemplo os impostos das vendas, esses são variáveis e se o
governo decidir aumentar as alíquotas dos impostos, haverá menor margem de
lucro gerado, pois nem sempre é possível uma empresa aumentar os preços de
vendas. No caso contrário, a empresa terá maior sobra no lucro do produto e o
aumento na lucratividade da empresa se tornará melhor. 
Outro aspecto importante é a análise do mercado que o gestor �nanceiro deve
realizar, pois em vários momentos a concorrência poderá in�uenciar na
determinação dos preços dos produtos na sua empresa, e também afetará a
margem da lucratividade da empresa. O gestor �nanceiro, com os demais
membros da equipe da direção da empresa, deverá saber o que o cliente deseja
encontrar, se é meramente o preço ou a qualidade do produto.
O que não pode ocorrer é pensar que todo o conhecimento adquirido junto ao
cliente seja o su�ciente para criar um cenário. Isso não é verdade, as reações e as
emoções das pessoas alteram a cada momento, e, nesse caso, a experiência
adquirida no passado ajuda, mas não substitui a necessidade em acompanhar as
mudanças no comportamento do consumidor.
O gestor �nanceiro deve ter o preparo su�ciente em um campo chamado
“negociação”, pois o relacionamento com as instituições �nanceiras deve ser o
mais próximo possível, mas sempre preparado em negociar as melhores linhas de
crédito para a empresa, objetivando reduzir ao máximo o impacto dos gastos de
�nanciamento no resultado da empresa.
O gestor �nanceiro deve ter conhecimento sobre o risco �nanceiro. Em muitos
casos, as alterações das taxas básicas de juros podem in�uenciar decisões, que
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envolvem decidir entre manter uma reserva �nanceira emergencial, mesmo que a
rentabilidade não seja interessante, ou investir na produção da empresa.
Outro aspecto que o gestor �nanceiro deverá conhecer, mas não necessariamente
dominar, é o planejamento tributário, pois junto ao seu contador, deverá
compreender qual é o melhor enquadramento tributário da empresa, se é o Lucro
Real ou o Lucro Presumido, em função da opção limitada ao teto do faturamento
anual. 
Acesse o seguinte link e avalie os tipos de enquadramento tributário para
�ns de conhecimento. Para maiores detalhes, converse com o seu contador.
Disponível em: hhttttpp::////wwwwww..ppoorrttaallttrriibbuuttaarriioo..ccoomm..bbrr. 
Cada tipo de enquadramento tributário possui diferentes alíquotas e condições
para o crédito tributário nas compras das matérias-primas e o débito tributário nas
vendas dos produtos.
22..33..22 MMaaxxiimmiizzaarr aa rriiqquueezzaa ddoo aacciioonniissttaa
O que se espera do ‘valor percebido’ para o cliente é a satisfação que determinado
produto ou serviço tenha proporcionado com relação a quanto o cliente pagou por
ele.
Frequentemente, pensamos que o preço do produto mais barato irá satisfazer as
necessidades do cliente. Isso nem sempre é possível, pois as necessidades e o
poder aquisitivo das pessoas são totalmente diferentes.
Talvez possamos relacionar com a tomada de preços, muito utilizada em processo
de licitação de obras ou serviços públicos, mas pode muito bem se adequar à
iniciativa privada. Realizar cotações é interessante, porém, deve-se atribuir o
conceito de “custo“ pelo retorno da qualidade gerada.
Se o cliente necessita do conserto de um encanamento e paga R$ 50,00 a valores
atuais e logo estragou, esse serviço tornou-se extremamente caro para o cliente,
não pelo valor desembolsado apenas, mas por todo o novo transtorno em reservar
tempo, limpeza e falta de oportunidade para desenvolver o trabalho em
decorrência do aguardo da disponibilidade do serviço do encanador.
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http://www.portaltributario.com.br/noticias/lucroreal_presumido.htm
http://www.portaltributario.com.br/noticias/lucroreal_presumido.htm
Responder
Outrossim, se o serviço realizado por outros pro�ssionais tivesse sido cobrado por
R$ 150,00 e não tivesse ocorrido nenhum problema posterior, signi�ca que o valor
agregado ao cliente superou todas as suas expectativas e a margem de lucro da
empresa potencialmente pode ser maior. Geralmente isso ocorre, o tipo e o valor
dos materiais utilizados podem ser os mesmos, mas a técnica na execução do
serviço por esses pro�ssionais é diferente.
O valor que pode ser aceitável passa por alguns fatores, como a base de
experiência do cliente com determinado setor do mercado e com as mercadorias
(o cliente sabe o que quer em termos de qualidade, preço e tecnologia).
Os gestores das empresas, inclusive o gestor �nanceiro, possuem várias
di�culdades ao �xar metas para a empresa como um todo. Isso é motivado
fundamentalmente por in�uência do marketing, que provoca as rápidas mudanças
e necessidades dos clientes.
Sistemas contábeis mais so�sticados requerem plataformas robustas para que
possam funcionar. Por exemplo: na internet, atualmente, usa-se �bra ótica,
tecnologia 5G, entre outras tecnologias. 
Quanto custa atualizar os sistemas? Esse valor é compensado ao longo do tempo
de uso? Há a necessidade de atualização constante? Essas e outras indagações
in�uenciam diretamente as decisões do gestor �nanceiro, que não conseguirá ser
um verdadeiro expert em todas as áreas do conhecimento. Por isso, esse
pro�ssional precisa conversar com todos os níveis da direção da empresa.
11 OOss eessttuuddooss ddaa áárreeaa ddee ��nnaannççaass eessttããoo iinntteerrlliiggaaddooss ccoomm ooss eessttuuddooss ddaa
eeccoonnoommiiaa??  
 
Responder
22 NNoo ccaassoo ddee uummaa ggrraavvee ccrriissee nnoo mmeerrccaaddoo,, ggeerraaddaa ppoorr aallgguummaa ppaannddeemmiiaa
oouu rreessttrriiççõõeess ddee mmeerrccaaddoo,, ooss ggeessttoorreess ssee vveeeemm eennvvoollvviiddooss ccoomm ddiiffíícceeiiss
cceennáárriiooss ppaarraa aa ggeerraaççããoo ddoo ccaaiixxaa.. PPaarraa eevviittaarr oo aauummeennttoo ddoo
eennddiivviiddaammeennttoo éé ssaalluuttaarr ttoommaarr aallgguummaass pprroovviiddêênncciiaass aaoo lloonnggoo ddoo tteemmppoo..
CCoommoo ccoonnttoorrnnaarr iissssoo??  
33 CCÁÁLLCCUULLOOSS FFIINNAANNCCEEIIRROOSS
Um dos principais “vilões” da economia e principalmente das �nanças é a in�ação.
Por isso, estudaremos alguns aspectos conceituais e um modelo conceitual para a
apuração da in�ação interna da empresa. É uma proposta real e aplicável, pois o
índice o�cial da in�ação divulgado pelo Banco Central nem sempre está de acordo
com a realidade da empresa. Assim, o modelo apresentado neste livro contribuirá
para as projeções �nanceiras futuras e oportunizará reajustes dos preços
sugeridos de vendas.
Outro ponto importante está relacionado com a diferença existente entre os
prazos negociados junto aos fornecedores e os prazos de vendas concedidos aos
clientes, que se tornam relevantes na medida em que os valores são in�uenciados
pelo custo do dinheiro no tempo.
Isso signi�ca que os prazos obtidos nas compras dos fornecedores, no pagamento
dos salários e encargos sociais que incidem na folha de pagamento, dos tributos,
entre outros e os prazos para recebimento dos valores das vendas devem ser
considerados nos cálculos dos preços sugeridos de venda. Com isso, aumenta a
responsabilidade e a preocupação do gestor �nanceiro em conhecer
profundamente esse tema.
 
33..11 DDEEFFIINNIIÇÇÃÃOO DDEE IINNFFLLAAÇÇÃÃOO
A in�ação é de�nida como o aumento generalizado e constante dos preços (dos
custos, dos serviços, dos produtos), resultando na perda do poder aquisitivo da
moeda. É considerada apenas um fenômeno monetário, causada pelas novas
emissões do papel-moeda pelo Banco Central do país, que injetadas no sistema
�nanceiro, elevam os meios de pagamentos, sob a rápida propagação do efeito
multiplicador da moeda escritural. Também pode ocorrer com o aumento de
dé�cit público.
Na sociedade civil, tambémé forte o impacto da in�ação, pois se a renda das
famílias reduz, estas deixarão de consumir produtos ou serviços mais caros e de
qualidade superior e migrarão para o consumo de produtos com menor valor
agregado, que irão satisfazer as necessidades básicas. Famílias com renda elevada
conseguem administrar melhor essa situação.
Hoji (2000, p. 55) a�rma o seguinte: “pode-se de�nir a in�ação, de forma simplista,
como sendo o aumento generalizado de preços, que provoca a redução do poder
aquisitivo da moeda. Se ocorrer a redução generalizada de preços, esse fenômeno
econômico se chama de�ação”. Se a in�ação provoca o aumento de preços, a
redução da in�ação também pode provocar impacto na economia.
No Brasil, onde os preços variaram em torno de 80% ao mês, em 1994, e,
atualmente, chegaram a patamares de menos de 10% ao ano, pode ocasionar,
segundo Silva e Jorge (1999, p. 231-232):
1. Uma ameaça para o sistema bancário, em virtude da perda dos rendimentos
derivados da aplicação �nanceira dos saldos de contas de depósitos à vista de seus
correntistas, saldos estes não remunerados ou não corrigidos.
2. Uma oportunidade para as empresas mais competitivas, em virtude da maior
facilidade de comparações de preços por parte dos consumidores, em situação de
maior estabilidade de preços.
3. Oportunidade para vendas a prazo, em virtude de maior previsibilidade por parte
dos demandantes.
4. Oportunidades para negócios que competem com grandes supermercados, diante
do fato de que, sob condições de estabilidade de preços, os consumidores podem
mudar de hábito, passando de uma prática de realização de grandes compras
mensais para outras de compras amiúde. Neste caso, poderão ser bene�ciados os
empreendimentos menores, estrategicamente localizados junto à sua clientela.
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In�ação é o aumento generalizado de preços, que provoca a redução do
poder aquisitivo da moeda. 
De�ação é a redução generalizada de preços. 
Estag�ação é a situação em que o produto nacional (ou produto per capita)
não mantém nível de crescimento à altura do potencial econômico do país. 
33..22 CCOONNSSEEQQUUÊÊNNCCIIAASS DDAA IINNFFLLAAÇÇÃÃOO
Os danos causados pela in�ação são tremendamente devastadores à economia de
uma nação, da família e das empresas. Por isso, o gestor �nanceiro deve
acompanhar constantemente os efeitos in�acionários, pois pode gerar grandes
impactos nos resultados da empresa. Estes impactos estão relacionados com a
perda do poder aquisitivo da moeda, pois se a empresa atua no mercado com
preços �xos de forma temporária, talvez um ano sem incorrer nos reajustes dos
preços terá impacto progressivo do custo da manutenção das atividades da
empresa. Se os custos aumentam e a empresa não consegue repassar esses
aumentos para os seus produtos, os gestores deverão repensar o modelo do
produto ou negócio. Se determinado produto está saturado no mercado, não há
como agregar valor a ele.
Segundo Possamai (2003, p. 25), “as mesmas consequências atingem também as
instituições cujos rendimentos são decorrentes de juros pre�xados auferidos
através de títulos de crédito emitidos pelo governo ou por empresas do setor
�nanceiro”.
A empresa sofrerá com as distorções no mercado de crédito, os efeitos das taxas
de juros no mercado �nanceiro, cobradas pelos bancos, estão acompanhando as
taxas de in�ação do país e se a empresa não reavaliar a política das cobranças do
custo �nanceiro pelas vendas a prazo, as consequências podem ser irreversíveis.
Possamai (2003, p. 25) aborda que “credores são duramente atingidos e os
devedores bene�ciados. Quando as taxas de juros passam a ser negativas,
aumentam as pressões sobre as fontes de crédito, mas estas, em contrapartida,
não disporão de recursos ao nível da demanda”.
Outro impacto está relacionado às alterações na área de investimentos produtivos,
a in�ação retira recursos �nanceiros da empresa de forma gradativa e que
poderiam ser aplicados em atividades produtivas. Muitas vezes esses recursos
 
�nanceiros acabam convergindo para �ns especulativos. 
Possamai (2003, p. 25) observa que:
A in�ação intensa de rentabilidade desencoraja o setor privado a investir em
indústria de base, devido aos longos prazos de maturação desse tipo de
empreendimento. Esses desvios reduzem a expansão possível de emprego e
induzem a aplicações que possibilitem o lucro de curto prazo ou que protejam o
patrimônio pessoal, de que são exemplos típicos as transferências imobiliárias.
A in�ação tem forte impacto também no equilíbrio da balança de pagamentos,
pois a desvalorização da moeda nacional, a valorização da taxa de câmbio da
moeda estrangeira e a necessidade de maior volume de importação de produtos
fazem com que no momento do pagamento das operações de câmbio, o
desembolso se torne muito maior. A consequência pode impactar no nível do
emprego e da economia do país. Esse problema somente pode ser revertido caso
ocorrer a desvalorização da taxa de câmbio.
O aumento interno dos preços e as taxas mais aceleradas do que as de
outros países com os quais se mantêm relações de comércio podem
estimular a importação e desestimular a exportação.
Outro ponto relevante sobre a in�ação está relacionado com as distorções no
papel orientador do mercado, pois em economias de livre iniciativa empresarial, o
movimento dos preços e das forças de mercado é um fator para orientação das
atividades do mercado. Com os preços estáveis, o aumento do preço de
determinado produto signi�ca que a oferta é insu�ciente para atender à demanda.
Se o mercado sinalizar a diminuição do preço de determinado produto, pode
representar o excesso de oferta no mercado. Como os empresários geralmente se
orientam por essas sinalizações de mercado, serão estimulados à produção de
produtos com demanda insu�ciente. No entanto, um processo in�acionário
intenso pode distorcer esse papel orientador do mercado, prejudicando a
e�ciência do sistema empresarial.
As principais consequências da in�ação no mercado de uma nação estão
praticamente relacionadas com a perda do poder aquisitivo da moeda, o mercado
 
de crédito se torna impraticável para a empresa, o investimento na produção se
torna inviável, pois não há condições de planejar o exato volume das demandas do
mercado e o excedente �nanceiro é utilizado como especulação no mercado
�nanceiro.
Ratti (2001, p. 47) contribui que, “em linguagem elementar, a in�ação nada mais é
do que uma elevação contínua de todos os preços, motivada por um excesso de
crescimento dos meios de pagamento, em relação ao crescimento dos bens e
serviços à disposição do público”.
Isso signi�ca que com os preços estáveis, o aumento do preço de determinado
produto indica que a oferta é insu�ciente para atender à demanda. Por outro lado,
a diminuição do preço de determinado produto pode representar o excesso de
oferta no mercado.
33..22..11 TTiippooss ddee iinnffllaaççããoo ee sseeuuss mmeeccaanniissmmooss ddee ccoonnttrroollee
Como já estudamos, a in�ação exerce efeito devastador na economia de um país,
assim como nas empresas e nas famílias em geral.
Existem praticamente dois tipos diferentes de in�ação, a in�ação de custos, que é
um processo in�acionário ocasionado ou intensi�cado pelo aumento dos custos
de produção, especialmente dos salários ou dos preços das matérias-primas.
Temos também a in�ação de demanda, que é ocasionada pelo aumento dos
rendimentos. Isso ocorre quando os meios de pagamento crescem além da
capacidade de crescimento da economia ou, antes que a produção esteja em plena
capacidade, impedindo que a maior demanda decorrente do aumento dos
rendimentos seja atendida. Com isso, aumentam os preços e, por consequência,
os salários e os rendimentos em geral, formando uma espiral in�acionária
(POSSAMAI, 2003).
A intensidade da in�ação determina o aumento de preços, em in�ação rastejante,
esta é caracterizada por uma leve e quase imperceptível expansão geral dos
preços. Por sua vez, a in�ação galopanteou hiperin�ação é caracterizada por uma
violenta expansão do nível geral dos preços.
Segundo Ratti (2001, p. 49), a in�ação “galopante é aquela que se inicia com uma
taxa superior a 10% ao ano e vai rapidamente subindo a cada ano, atingindo taxas
de três dígitos (200, 300, 500 por cento ao ano)”.
As medidas do combate à in�ação são de�nidas pelo conjunto de ações tomadas
pelo governo do país com o objetivo de atuar e in�uir sobre o mecanismo da
 
produção, distribuição e consumo de bens e serviços, denominados de política
econômica. 
O alcance e o conteúdo de uma política econômica variam de acordo com cada
país, dependendo do grau de diversi�cação de sua economia, da natureza do
regime social e do nível de atuação dos grupos de pressão (partidos, sindicatos,
associações de classe e movimento de opinião pública).
Existem três tipos de políticas econômicas que atuam no combate à in�ação:
A política eessttrruuttuurraall está voltada para a modi�cação da estrutura econômica do país
(podendo chegar até mesmo a alterar a forma de propriedade vigente), regulando o
funcionamento do mercado (proibição de monopólios e trustes) ou criando
empresas públicas, regulamentando os con�itos trabalhistas, alterando a
distribuição de renda ou nacionalizando empresas estrangeiras.
A política de eessttaabbiilliizzaaççããoo ccoonnjjuunnttuurraall visa à superação de desequilíbrios
ocasionais. Pode envolver tanto uma luta contra a depressão como combater a
in�ação ou a escassez de determinados produtos.
A política de eexxppaannssããoo tem por objetivo a manutenção ou a aceleração do
desenvolvimento econômico. Nesse caso, podem ocorrer reformulações estruturais
alfandegárias e maior rigor na política cambial contra a concorrência estrangeira
(POSSAMAI, 2003, p. 27-28, grifo do autor).
A política econômica depende da própria visão que os governantes têm do papel
do Estado no conjunto da sociedade de acordo com critérios políticos e
ideológicos. 
No Brasil, as políticas econômicas das últimas décadas, buscando a estabilização
da economia, �zeram com que fossem implementados diversos planos, como: o
Plano Cruzado (1986), o Plano Bresser (1987), o Plano Verão (1989), o Plano Collor
(1990), o Plano Collor II (1991) e o Plano Real (1994).
O Estado exerce sua atividade através de uma série de medidas que visam ao
desenvolvimento econômico e consequente controle da in�ação, conforme
Possamai (2003, p. 28, grifo do autor). 
PPoollííttiiccaa FFiissccaall: de�ne e aplica os impostos e taxas sobre os agentes econômicos;
com base na Receita Fiscal, de�ne os gastos do Governo; in�ui na política monetária,
em especial no �uxo de caixa e na concessão de créditos dos agentes econômicos.
PPoollííttiiccaa MMoonneettáárriiaa: conjunto de medidas adotadas pelo governo visando adequar os
meios de pagamentos disponíveis às necessidades da economia do país.
 
PPoollííttiiccaa CCaammbbiiaall: de�ne o valor externo da moeda; controla os �uxos de moeda
estrangeira; impacta o valor interno da moeda.
PPoollííttiiccaa ddee RReennddaass: controla os fatores de produção, como salários, encargos,
distribuição de resultados da atividade econômica, sistemas de preços.
33..22..22 ÍÍnnddiicceess ddee iinnffllaaççããoo
O índice ideal da in�ação para ser apurado é a in�ação da própria empresa ou a
medida da in�ação da própria família ou de uma determinada comunidade. O
Banco Central divulga o índice da in�ação o�cial, porém, é um parâmetro geral da
nação. Deve haver outros parâmetros de âmbito regional para medir a in�ação.
Muitos fatores impactam na medida in�acionária adotada. Além da in�ação do
custo e da in�ação da demanda, conforme já estudamos, há também a classe
social, onde pessoas da sociedade com poder aquisitivo mais elevado sofrem
menos os impactos in�acionários no seu consumo de bens e serviços. Por sua vez,
classes sociais mais baixas sofrem profundo impacto com relação a esses
aspectos, pois as necessidades básicas sofrem alto grau de impacto in�acionário,
muitas vezes motivadas pelo aumento na procura por esses bens e serviços.
A própria emigração das áreas do interior do país para os grandes centros urbanos
pode acarretar aumento no impacto in�acionário, pois o aumento do número de
pessoas pressiona o aumento das ofertas de bens e serviços, que muitas vezes as
empresas não estão preparadas para atender.
Por motivos de ordem prática, muitos índices foram criados e estão sendo
utilizados. Para se medir a variação dos preços dos produtos �nais consumidos
pela população, usam-se índices de custo de vida (ICV) ou de preços ao
consumidor (IPC), tendo como base os hábitos de consumo de uma família padrão
(para toda a sociedade ou para certa classe). Para se medir a variação dos preços
nos insumos e fatores de produção (e demais produtos intermediários), usam-se
índices de preços ao produtor ou, em termos agregados, o índice de preços ao
atacado (IPA).
No Brasil, a in�ação é medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), da
Fundação Getúlio Vargas, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC),
elaborado pelo IBGE, e pelo Índice de Preço ao Consumidor (IPC), medido pela
FIPE.
33..22..33 CCoommoo ccaallccuullaarr aa iinnffllaaççããoo ddaa eemmpprreessaa
Vamos apresentar um modelo de como apurar a in�ação de uma empresa. A
 
proposta é bem simples, contudo, devemos buscar outras áreas de conhecimento,
como a área de Custos. Se ocorrer o aumento dos custos da produção, os
produtores reduzirão a oferta desses bens no mercado, que, por sua vez, com a
redução da oferta, os bens sofrerão aumento de preço para o consumidor �nal.
Portanto, nesse cenário, a economia desse país teria que se deparar com uma
in�ação de custos.
Em Custos, precisamos identi�car os insumos consumidos para a produção em
determinada Ficha Técnica da produção, levar essas quantidades para uma nova
base de dados e apurar a proporcionalidade no seu consumo.
Isso signi�ca dizer que cada componente utilizado para a produção de
determinado produto representa um peso relativo nesse processo e, por �m, a
somatória de todos os pesos relativos totaliza 100% dos insumos para a produção
total. Vejamos um exemplo prático com o estudo do seguinte quadro.
QUADRO 1 – APURAÇÃO DA TAXA DE INFLAÇÃO DA EMPRESA
FONTE: O autor
Vamos entender a sistemática para a apuração da in�ação da empresa. Primeiro
devemos separar os principais insumos utilizados no processo industrial e apurar
o custo da produção ou compra entre dois períodos, que nesse caso utilizamos
como exemplo o quadro de portas no primeiro item do quadro anterior.
 
Esse quadro de portas em 31/07 tinha o custo da compra em R$ 3,8915 por
unidade e esse mesmo item da produção custava em 31/08 o valor de R$ 4,2500.
Isso signi�ca que ocorreu a variação percentual no seu custo de um período para
outro em 9,2124%. Logo, R$ 4,2500 / R$ 3,8915 = 1,092124. Deve-se descontar 1
desse coe�ciente, pois precisamos apenas conhecer a variação, que é de 0,092124.
Como estamos apurando a in�ação em percentual, multiplicaremos o coe�ciente
de 0,092124 por 100 e teremos o % em 9,2124% na variação dos custos da
matéria-prima. 
Não podemos simplesmente de�nir como taxa da in�ação da empresa esse
percentual em 9,2124%, mas compreender qual é o seu impacto como peso
relativo no produto �nal.
Esse quadro de portas representa a ordem de 15,65% do componente utilizado no
processo até �nalizar o produto. Portanto, se a variação dos custos está em
9,2124% e o peso relativo da participação desse produto no processo �nal do
produto pronto representa 15,65%, apenas multiplicaremos esses valores.
Assim, teremos 9,2124% (variação dos custos) x 15,65% (participação da matéria-
prima no produto �nal) = 1,4417% de in�ação apenas para essa matéria-prima do
quadro de portas.
Esse procedimento deve ser adotado para todos os insumos do quadro anterior, e
cada percentual da variação dos custos deve ser multiplicado pelo peso relativode
cada insumo no produto �nal.
Observe que o total do peso relativo de cada insumo (participação de cada
matéria-prima no produto �nal) deve fechar em 100%, que é o produto �nalizado
com todos os insumos correspondentes a sua produção.
33..33 OO CCUUSSTTOO DDOO DDIINNHHEEIIRROO NNOO TTEEMMPPOO
As �nanças apenas são de�nidas pela gestão do dinheiro no tempo. É preciso
saber o momento certo para a empresa aplicar os recursos excedentes do caixa,
ou de captar recursos �nanceiros no mercado, e essa linha tênue entre aplicar e
captar recursos �nanceiros se chama tempo, período. O impacto �nanceiro, tanto
no mercado interno como no mercado externo se chama taxa, pois cada país
possui o seu ambiente econômico.
Vários cálculos �nanceiros requerem apenas operações simples e manuais, mas à
medida que aumenta a complexidade para apurar determinados valores, há a
 
necessidade de utilizar aplicativos especí�cos da área �nanceira ou a própria
calculadora �nanceira.
Avalie o cálculo, a seguir, na condição de juros compostos. Observe que o juro é
somado ao valor inicial no cálculo dos juros do período seguinte. Exemplo: R$
100,00 + 3,00% = R$ 103,00 + 3,00% = R$ 106,09 + 3,00% = R$ 109,27 + 3,00% = R$
112,55.
Esse é o impacto dos juros sobre juros, e o pro�ssional atuante na área das
�nanças deve dominar essa técnica para saber o seu efeito no resultado da
empresa.
A linha do tempo, ou o período, nos remete ao presente e ao futuro distante por
um intervalo de dias, meses ou anos. Nesta linha do tempo, entre um valor
presente e outro futuro, os montantes são corrigidos por uma taxa
preestabelecida. 
No campo da área �nanceira, existem algumas abreviaturas, cujo signi�cado será
apresentado a seguir:
VP ou PV = Valor Presente ou Present Value.
VF ou FV = Valor Futuro ou Future Value.
n ou N = tempo, medido em número de dias, semanas, quinzenas, mês ou anos.
i ou I = % de juros, que podem ser por dia, semanal, quinzenal, mensal ou anual.
Pagto = Pagamento (de prestação, por exemplo).
Diariamente, o BACEN (Banco Central do Brasil) divulga a taxa de rendimento de
algum fundo, como a caderneta de poupança ou CDI (Certi�cado de Depósito
Interbancário). Vamos supor que o rendimento, considerando juros e correção
monetária, foi de 0,60% a.m. (ao mês), agora o saldo é de R$ 1.006,00, sendo que
R$ 6,00 foi o rendimento. Para o próximo mês, a base de cálculo será o saldo de R$
1.006,00. Tecnicamente, a aplicação tem como base a capitalização composta
(juros sobre juros). 
Acompanhe a projeção do valor futuro da aplicação no quadro a seguir em um
período de 12 meses a uma taxa de correção em 0,60% ao mês: 
QUADRO 2 – PROJEÇÃO DE VALOR FUTURO ANUAL SEM DEPÓSITOS
 
FONTE: O autor
Do exemplo anterior (Quadro 2), vamos supor que este dinheiro foi aplicado há um
ano e que em cada um dos meses o rendimento da poupança foi de 0,60% a.m. No
término deste primeiro ano de aplicação, o montante total da aplicação é de R$
1.074,42, e neste caso a taxa de correção foi de 7,44% a.a. (ao ano). Apenas com o
depósito inicial de R$ 1.000,00, com uma correção �xa de 0,60% a.m., obtivemos
durante um ano o rendimento de R$ 74,42, ou seja, 7,442% a.a.
Se esse valor é interessante ou não, você deverá comparar com os diversos índices
de remuneração dos ativos �nanceiros disponíveis no mercado com a variação do
ouro, do mercado de ações na Bolsa de Valores, entre outros. 
Vale lembrar que o gestor �nanceiro deve optar pelas operações de aplicação dos
ativos �nanceiros disponíveis no mercado apenas na condição de aplicar o
excedente dos recursos �nanceiros do caixa. Não pode deixar de investir nas
atividades operacionais da empresa, criando a falsa expectativa de ganhos
�nanceiros no mercado, pois o mercado �nanceiro serve para manter o valor do
dinheiro no tempo, que é corroído pela taxa de in�ação.
Agora vamos considerar que, além de um depósito inicial de R$ 2.000,00, sejam
aplicados mais R$ 200,00 em cada um dos meses subsequentes, e ainda a uma
taxa de 0,75% a.m. Qual será o nosso saldo daqui a um ano? 
QUADRO 3 – EXEMPLO DE POUPANÇA ANUAL COM DEPÓSITOS
 
FONTE: O autor
O rendimento de R$ 238,37 durante o período dos 12 meses com depósitos
mensais de R$ 100,00 totalizaram o valor de R$ 1.200,00. Isso ocorreu pelo efeito
dos juros sobre juros, e quanto mais longo for o período da aplicação, maior será o
retorno �nanceiro, contanto que esse retorno �nanceiro não seja menor que a
taxa de in�ação.
Você pode observar que o rendimento das aplicações �nanceiras sempre é inferior
à taxa de juros paga nos empréstimos. 
No ambiente empresarial, o gestor �nanceiro precisa ter a capacidade de lidar com
estas variáveis, que são o valor presente e o valor futuro, tanto nas atividades
operacionais como nas de investimento e de �nanciamento. 
O orçamento empresarial visa projetar os resultados com base na perspectiva da
produção, das horas disponíveis dos funcionários contratados e das despesas
gerais e administrativas orçadas. O orçamento �nanceiro busca prever resultados
futuros, com a aplicação da projeção de taxas de juros para trazer o valor futuro à
base do valor presente. Por exemplo, o valor do lucro é projetado para o mês de
dezembro, mas deve ser avaliado para o início do ano, com o uso do cálculo do
valor presente. As bases para a avaliação e análise são diferentes. O valor do lucro
de R$ 100.000,00 hoje, como exemplo, não possui o mesmo poder de compra para
o mês de dezembro do período anual avaliado.
Procure analisar alguns produtos, avalie o seu valor à vista e as demais
 
condições de pagamentos oferecidas pela empresa. Veri�que o quanto é
pago de juros. 
33..44 AA CCAALLCCUULLAADDOORRAA FFIINNAANNCCEEIIRRAA HHPP 1122CC
No mercado �nanceiro é utilizado o método do cálculo dos juros compostos na
prática dos �nanciamentos e investimentos. Essa é a tradicional prática dos juros
sobre juros. Nesse tipo de modalidade, para correção dos contratos dos
�nanciamentos (ou aplicações �nanceiras, se for o caso), os juros incidem sobre o
capital inicial e os demais valores dos juros acumulam durante todo o período
negociado, inclusive sobre os valores dos juros dos períodos anteriores.
De acordo com Kuhnen e Bauer (1994, p. 69), “em capitalização composta, os juros
aumentam a cada período de capitalização exatamente o valor dos juros
produzidos pelos juros do período imediatamente anterior”.
Conforme Hoji (2000, p. 70), no regime de juros compostos, “[...] os juros
produzidos em cada período são integrados ao capital constituído no início dos
respectivos períodos, para produzirem novos juros nos períodos seguintes, ou
seja, no regime de juros compostos, incidem juros sobre capital inicial e sobre os
próprios juros”.
Como a prática dos cálculos dos juros está bastante difundida na atualidade e
muitos pro�ssionais precisam dominar essa área do conhecimento, eles utilizam
uma maneira prática, que é o uso da calculadora �nanceira HP 12C.
FIGURA 1 – CALCULADORA FINANCEIRA HP 12 C
 
FONTE: <hhttttppss::////ppllaayy..ggooooggllee..ccoomm>. Acesso em: 2 maio 2020.
Observe que na primeira �leira, nas cinco primeiras teclas (da esquerda para a
direita), o gestor �nanceiro faz uso dessas funções para calcular os juros
compostos. Veja a função de cada tecla a seguir:
nn – tecla utilizada para registrar o período contratual.
II – utilizada para registrar a taxa negociada no contrato.
PPVV – utilizada para registrar o capital inicial ou o valor presente ou atual do
contrato.
PPMMTT – utilizada para registrar os valores das prestações negociadas.
FFVV – utilizada para registrar o valor futuro ou o montante do �nal do contrato.
Fique atento! A regra para o cálculo dos juros simples é exatamente a
mesma a ser adotada para o cálculo dos juros compostos. 
• Se a taxa negociada no contrato for mensal, o período a ser calculado
também deverá estar especi�cado em meses. Por exemplo: temos uma taxa
negociada em 3% ao mês porum período de 45 dias. A taxa a ser registrada
para o cálculo será 3% ao mês e o período a ser registrado para o cálculo
deverá ser apurado utilizando os dias e dividindo por 30 dias do mês. Logo,
45 dias dividido por 30 dias, o resultado será o período de 1,5 mês.• A taxa,
se estiver informada em percentual, deverá ser dividida por 100 para formar
um algarismo decimal ou unitário. 
33..55 CCOOMMOO CCAALLCCUULLAARR OO PPEERRÍÍOODDOO ““NN””
Quando for calculado o período de um contrato de �nanciamento, esse termo
“período” é denominado pela letra “n”, que determina o tempo de duração da
transação �nanceira. Esse período pode ser diário, mensal, anual ou outro
previamente especi�cado em contrato. 
Vamos buscar a contribuição em Kuhnen e Bauer (1994, p. 70), que a�rmam que
“são intervalos de tempo preestabelecidos, �ndos os quais são calculados os juros
 
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.hp.hp12c&hl=pt_BR
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.hp.hp12c&hl=pt_BR
• NNOOTTAA: dividir a taxa por 100 e lançar os dados na fórmula.
que, somados ao capital, formam um novo valor atual, valor presente, capital (PV),
para o próximo período, ou melhor, para o próximo intervalo”.
Como apurar o período “n” utilizando a fórmula? É importante dominar essa
ferramenta, pois no caso de o pro�ssional não “ter em mãos” uma calculadora HP
12C, é sempre viável conhecer as técnicas dos mesmos procedimentos, porém,
utilizando fórmulas.
A fórmula do tempo (nn) é a seguinte:
Logo:
llnn = Logaritmo Neperiano ou Natural
FFVV = Future Value (Valor Futuro)
PPVV = Present Value (Valor Presente ou Atual)
ii = Taxa
nn = Número de Períodos
Exemplo: a empresa de Tecidos Leve e Solto realizou um investimento com capital
inicial de R$ 58.000,00, e este valor foi aplicado a uma taxa de juros composta de
1,00% ao mês e, após determinado período, resultou no valor �nal de R$
63.433,75. Identi�que por quantos meses o valor �cou aplicado.
 
Esse tipo de operação exigirá conhecimentos sobre o logaritmo natural ou
logaritmo neperiano (ln). 
Para isso, deve-se primeiro dividir o montante (FV) pelo valor presente (PV). O
próximo passo é dividir a taxa por 100 e somar o resultado a 1 para extrair
também o logaritmo natural. 
Para encerrar a operação é necessário dividir o primeiro resultado pelo segundo
resultado encontrado. 
Na calculadora cientí�ca, a tecla Ln (logaritmo natural) �ca ao lado da tecla log.
 Na planilha eletrônica EXCEL, o Ln é localizado em “INSERIR > FUNÇÃO >
MATEMÁTICA E TRIGONOMÉTRICA.
Na calculadora �nanceira HP 12C, esta operação pode ser realizada da seguinte
forma:
  
Tecle OONN – para ligar a calculadora.
FF CCLLxx – primeiro pressione FF e depois CCLLxx para limpar os registros da memória.
nn = (esse é o resultado que se deseja apurar)
 
ii = 1,0
PPVV = 58.000,00 CHS (para transformar número positivo em número negativo)
FFVV = 63.433,75
Ou
Tecle OONN: para ligar a calculadora.
FF CCLLxx – primeiro pressione FF e depois CCLLxx para limpar os registros da memória.
58.000,00 CCHHSS PPVV
63.433,75 FFVV
1,0 ii
Tecle nn (o resultado para ser encontrado será 9. Portanto, 9 meses).
Atente que ao registrar o valor de entrada no PPVV, deve-se primeiramente
pressionar a tecla CCHHSS para inserir o sinal negativo (-) e, depois, a tecla PPVV.
Exemplo: 58.000 CCHHSS PPVV..
Outra peculiaridade da calculadora �nanceira HP 12C é que o tempo é
arredondado, pois não existe período fracionado.
33..66 CCOOMMOO CCAALLCCUULLAARR OO VVAALLOORR EE AA TTAAXXAA DDEE JJUURROOSS ““II””
A remuneração de um contrato de empréstimo é realizada com a negociação de
um percentual, que se chama taxa.
Com a aplicação da fórmula para apurar a taxa, temos que desenvolver os
seguintes passos:
Vamos prosseguir com o exemplo anterior, porém, nesse caso, iremos apurar a
 
taxa. Lembre-se, quando apuramos o período no exemplo anterior, utilizamos a
taxa em 1%.
Vamos conferir o resultado com a utilização da fórmula.
Foi aplicado no regime de juros compostos um capital no valor de R$ 58.000,00,
que, após 9 meses, obteve um rendimento totalizando um montante de R$
63.433,75. Apure qual foi a taxa de aplicação mensal. 
Observe que, conforme o cálculo anterior, o primeiro passo é dividir o montante
(FFVV) pelo valor presente (PPVV). Depois, elevar o resultado da divisão de 1 pelo tempo
(esse tempo é expresso em meses). O próximo passo é elevar os resultados
encontrados, subtrair 1 do novo resultado encontrado e multiplicar o resultado
�nal por 100. Assim, encontra-se o percentual (%) da taxa de juros.
O mesmo tipo de cálculo pode ser realizado com a utilização da calculadora
�nanceira HP 12C, pressionando as seguintes teclas:
FF CCLLxx è Primeiro pressione FF e depois CCLLxx para limpar os registros da memória.
nn = 9
ii = (é o resultado a ser encontrado)
PPVV = 58.000,00 CHS (para transformar número positivo em número negativo)
 
FFVV = 63.433,75
Ou
Tecle OONN: para ligar a calculadora.
FF CCLLxx è Primeiro pressione FF e depois CCLLxx para limpar os registros da memória.
58.000,00 CCHHSS PPVV
63.433,75 FFVV
9 nn
Tecle ii
O resultado apresentado será 11,,0000, que é o % de juros mensais negociado no seu
contrato.
Devemos tomar o cuidado de sempre registrar o capital com valor
negativo (CCHHSS PPVV) e o valor futuro (FFVV) com sinal positivo na calculadora
�nanceira HP 12C.
33..77 CCOOMMOO CCAALLCCUULLAARR OO VVAALLOORR PPRREESSEENNTTEE ““PPVV””
Em �nanças corporativas, o Valor Presente ou Capital Inicial investido é utilizado
para avaliar o rendimento ao longo de um tempo, ou se você souber o valor �nal
retornado para a empresa, é possível apurar o valor investido inicialmente
utilizando as demais premissas, como taxa de juros e período de investimento. Sua
fórmula é a seguinte:
FV = PV (1 + i)X
n
Isso quer dizer que ao investir determinado valor e multiplicá-lo pela somatória do
coe�ciente 1 (100% do valor �nal) com a taxa aplicada elevada à potência do
período, é possível apurar o valor futuro, ou se você tiver o valor futuro, a taxa
negociada e o período negociado, você consegue apurar o valor presente ou
capital inicial investido.
Vejamos o seguinte exemplo:
 
• Ajuste de tempo para mês: 3 anos = 36 meses (3 x 12).
• Não podemos esquecer de transformar a taxa em algarismo decimal
(2,50/100 = 0,0250).
Determinado investidor resolveu aplicar um valor de capital e obteve de montante
o valor de R$ 158.114,80.
Pergunta-se: qual é o valor inicial aplicado, ao considerar o tempo da aplicação em
3 anos, com a taxa de 2,5% ao mês no regime de juros compostos?
Vamos ao desenvolvimento do cálculo com a utilização da seguinte fórmula:
FFVV == PPVV ((11 ++ ii))XX
nn
R$ 158.114,80 == PPVV ((1 + 0,0250))XX
36
R$ 158.114,80 == PPVV 2,432535316XX
PPVV == R$ 158.114,80 / 2,432535316
PPVV == R$ 65.000,00
Nunca se esqueça de primeiro somar 1 + 0,025, que é o coe�ciente dos
100% do capital inicial, justamente o que se quer descobrir somado ao
percentual de rendimento ao mês. Em seguida, elevar este resultado ao
número de meses do período que está sendo apurado, que nesse exemplo é
de 36 meses. Com este resultado, aplicar o conceito da matemática básica,
que é colocar em evidência o PPVV separado dos numerais. Desta forma, o PPVV
passa para antes do sinal de igual e os valores permanecem depois do sinal
de igual. Exemplo: PPVV == R$ 158.114,80 / 2,432535316. Feito isso, o resultado
apurado para o valor presente é de R$ 65.000,00.
Os procedimentos para a resolução do cálculo com o uso da calculadora �nanceira
HP 12C seguem os seguintes passos:
Tecle OONN: para ligar a calculadora.
FF CCLLxx > Pressionar FF depois CCLLxx para limpeza de memórias.
PPeerrííooddoo = 36 n
 
• Ajuste do tempo para mês: 2 anos = 24 meses.
• Ajuste da taxa em percentual para número decimal: 3,25/100 = 0,0325.
TTaaxxaa = 2,50 i
VVaalloorr FFuuttuurroo((jjáá ccoonnhheecciiddoo)) = 158.114,80 CHS FV (aperte a tecla CHS antes do FV
para efetuar o registro com valor negativo, pois o que se quer descobrir é o valor
do investimento inicial, que resultará em valor positivo).
Tecle PPVV (o resultado apurado para o valor presente é de R$ 80.000,00).
Ao pressionar a última tecla com o PV (valor presente), é possível apurar a
prova real com o processo inverso. Registre o capital encontrado no PPVV
(65.000 CCHHSS PPVV) e apure o montante FFVV para veri�car se o resultado é R$
158.114,80.
33..88 CCOOMMOO CCAALLCCUULLAARR OO VVAALLOORR FFUUTTUURROO ““FFVV””
Outro item muito interessante que se pode apurar com o uso da calculadora
�nanceira HP 12C ou pela fórmula é o valor �nal do investimento, ou seja, quanto
rendeu o valor aplicado acrescido ao valor dos juros desse rendimento.
Dessa forma, o valor futuro ou montante é igual ao capital inicial acrescido ao valor
dos juros gerados durante o período aplicado.
A fórmula é a seguinte: 
Vejamos um exemplo:
Apure o montante da aplicação de determinado capital de R$ 100.000,00 a uma
taxa de 3,25% ao mês durante 2 anos no regime de juros compostos.
Ao utilizarmos a fórmula, teremos o seguinte resultado como valor futuro.
FFVV == PPVV ((11 ++ ii))XX
nn
 
FFVV == R$ 100.000,00 ((1 + 0,0325))XX
24
FFVV == R$ 100.000,00 2,154574164XX
FFVV == R$ 215.457,42
Nesse procedimento, devemos tomar cuidado para que no primeiro passo seja
somado o percentual dos juros ao coe�ciente 1, para gerar o montante.
Nesse caso, somar (1 + 0,0325) para, em seguida, elevar o resultado encontrado a
24 (que é o número de meses, pois a taxa também é mensal).
Em seguida, multiplique o valor encontrado pelo capital para apurar o montante
�nal.
Ao realizarmos os procedimentos para apurarmos o mesmo resultado dessa
mesma operação, porém, com o uso da calculadora �nanceira HP 12C, podemos
fazer o cálculo da seguinte forma:
  
Tecle OONN: para ligar a calculadora.
PPeerrííooddoo = 24 n
TTaaxxaa = 3,25 i
VVaalloorr PPrreesseennttee ((jjáá ccoonnhheecciiddoo)) = - 100.000,00 (deve-se digitar 100.000,00 CHS PV
para registrar o valor negativo)
PPMMTT = 0,00
FFVV = R$ 215.457,42
Sempre limpe a memória com o comando FF CCLLxx para apagar registros anteriores
antes de iniciar o cálculo.
O ideal é registrar o PPVV com sinal negativo. É uma particularidade da calculadora
HP 12C, uma vez que no valor �nal apresentará o resultado positivo.
Ao registrar o valor no PPVV, deve-se digitar o valor do capital, em seguida,
pressionar a tecla CCHHSS (a calculadora HP 12C registrará a entrada com sinal
negativo), depois, pressionar a tecla PPVV. Exemplo: 100.000 CCHHSS PPVV.
Todos esses exemplos de cálculos �nanceiros nos permitem encontrar o
percentual dos juros, ou do período aplicado, valor inicial aplicado ou valor
 
acumulado �nal. Além disso, em �nanças corporativas, existem algumas decisões
que o gestor �nanceiro pode tomar ao negociar prazos ou ainda contribuir com o
setor de compras da empresa por intermédio de avaliação e identi�cação de uma
melhor opção para aceitar ou não determinada condição para aquisição de
mercadoria. Aprenderemos esses conceitos e ferramentas com o uso de planilhas
a seguir.
33..99 DDEECCIISSÕÕEESS SSOOBBRREE CCOOMMPPRRAASS AA PPRRAAZZOO ((QQUUAALL ÉÉ AA MMEELLHHOORR OOPPÇÇÃÃOO))
Os conhecimentos adquiridos com relação aos prazos de recuperação dos tributos
e do custo do dinheiro nos permitem uma melhor avaliação das alternativas de
compras. Por sua vez, a avaliação da melhor alternativa de compra deve ser
precedida de cálculos especí�cos e que levam em consideração os prazos e
também o custo do dinheiro no tempo. Antes de fazer qualquer comparativo, para
conhecer a melhor opção de compras, faz-se necessário veri�car quais cálculos
devem ser realizados e entendê-los, conforme demonstraremos a seguir.
QUADRO 4 – CUSTO LÍQUIDO DE AQUISIÇÃO DE MERCADORIA PARA REVENDA
A VALOR PRESENTE. COMERCIAL VAREJISTA SITUADO NO ESTADO DE SANTA
CATARINA
FONTE: O autor
Para entendimento dos dados que integram o Quadro 4, serão apresentados os
seguintes esclarecimentos essenciais.
 
• Há mais fornecedores no mercado para este mesmo produto?
• São fabricantes ou distribuidores/atacadistas?
• Estão enquadrados no Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido?
• Estão localizados dentro ou fora do estado?
• Quais preços estão praticando?
• Quantos dias de prazo estão concedendo para pagamento da fatura?
• O fornecedor vende FOB ou CIF (quem paga o frete? O comprador ou o
vendedor?)?
• Sendo vários, de qual destes fornecedores é mais vantajoso comprar?
Os campos “sombreados” em cinza são os que deverão ser preenchidos ou
alterados em função da realidade envolvida.
O exemplo refere-se a uma empresa comercial varejista optante pela tributação do
lucro pela alternativa lucro real.
A taxa �nanceira utilizada no exemplo de 1,20% ao mês é hipotética. A cada cálculo
é recomendável veri�car qual a % (percentagem) a ser considerada. Veri�que com
o seu gerente �nanceiro.
Os tributos passíveis de crédito dependem das circunstâncias da compra e
destinação dos produtos.
Tratando-se de empresa supermercadista, por exemplo, a recuperação do IPI não
é aplicável, e os percentuais de tributos e os dias de prazo para recuperá-los
deverão ser periodicamente con�rmados com o seu prestador de serviços
contábeis.
A�nal, para que servem estes cálculos? Qual é a utilidade? Para responder a essas
questões, mais algumas perguntas são necessárias:
A importância dos cálculos a valor presente está no fato de que apenas as mesmas
unidades de medida são comparáveis entre si, o que é relevante numa decisão de
compra.
De acordo com o modelo proposto, o valor da matéria-prima adquirida em
15/04/2020 é de R$ 12,94, acrescido do IPI (Imposto sobre Produtos
Industrializados) em 15%, o que perfaz um valor de R$ 1,941 do IPI.
Por sua vez, o valor da peça em R$ 12,94, acrescido do valor do IPI em R$ 1,941,
 
1. O valor dos produtos, acrescido do IPI, está na ordem de R$ 14,881, que deve
ser dividido por 1 + a taxa do período, elevado à potência do período, que são
representa o valor total em R$ 14,881, que é o valor total da nota �scal a ser paga
ao fornecedor em 28 dias, porém, o objetivo desse cálculo é saber seu real valor na
data zero, ou seja, pelo valor presente.
Assim, o valor de R$ 14,881 trazidos ao valor presente em 28 dias representa um
valor à vista ou na data zero em R$ 14,716.
O mesmo ocorre com o valor do frete, que tem o seu vencimento em 15 dias e, ao
trazer a valor presente, o seu custo da compra é diferente do valor que consta no
conhecimento do frete.
O crédito do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) se dará
apenas em 25 dias, pois como a mercadoria foi adquirida em 15/04/2020 e o
crédito do ICMS ocorrerá apenas no dia 10/05, signi�ca que esse crédito tributário
será realizado apenas em 25 dias.
A mesma situação ocorrerá para o PIS (Programa de Integração Social) e a COFINS
 (Contribuição ao Financiamento da Seguridade Social), que tem o vencimento no
dia 25/05/2020 e, portanto, o crédito tributário ocorrerá em 40 dias. Diante disso,
há a necessidade de realizar o cálculo do custo a valor presente da compra da
mercadoria adquirida por uma empresa do comércio varejista. Neste caso, a
empresa varejista não tem direito para o crédito tributário do IPI, apenas do ICMS,
PIS e COFINS.
Sobre o cálculo do valor presente do produto com o IPI, temos:
Vamos esclarecer o passo a passo do cálculo a valor presente do produto:
 
28 dias.
2. O valor de R$ 14,881 deverá ser dividido por 1,0120 (taxa de 1,20% ao mês
transformado em numerais decimais em 1,0120). O coe�ciente 1,0120 deverá
ser elevado à potência de um período mensal, ou seja, 28 dias dividido por 30
dias, que representam o resultado de 0,93333 meses.
3. O resultado de 1,0120 elevado à potência de 0,93333 apuraráo valor de
1,011195539.
4. Por �m, o valor do produto em R$ 14,881 deverá ser dividido por
1,011195539.
5. O resultado apurado será de 14,716 como valor à vista ou na data 0 (zero).
1. O valor do ICMS destacado na nota �scal é de R$ 1,578, que deve ser dividido
por 1 + a taxa do período, elevado à potência do período, que são 25 dias
para ocorrer o crédito tributário do ICMS (crédito tributário ocorre no fato
gerador do pagamento da guia do ICMS pela diferença entre o valor apurado
do ICMS das Vendas descontado o ICMS das Compras). Nota: no ato da
Compra existe o Crédito tributário futuro quando ocorrer o pagamento da
guia respectiva do ICMS.
2. O valor de R$ 1,578 deverá ser dividido por 1,0120 (taxa de 1,20% ao mês
transformada em numerais decimais se transforma em 1,0120). O coe�ciente
1,0120 deverá ser elevado à potência de um período mensal, ou seja, 25 dias
dividido por 30 dias, que representam o resultado de 0,83333 meses.
3. O resultado de 1,0120, elevado à potência de 0,83333, apurará o valor de
O valor do ICMS, do PIS e da COFINS segue a mesma sistemática do valor do
produto. Vejamos os cálculos do ICMS.
Vamos esclarecer o passo a passo do cálculo a valor presente do produto:
 
1,009990046.
4. Por �m, o valor do produto em R$ 1,578 deverá ser dividido por 1,009990046.
5. O resultado apurado será de 1,562 como valor à vista ou na data 0 (zero).
Não faremos o desenvolvimento dos cálculos do valor do Frete, PIS e
COFINS, uma vez que a operacionalização matemática é a mesma. 
Ao �nal desse exemplo do valor da compra, apuramos o respectivo valor à vista,
ou na data 0 (zero) em R$ 11,986.
Esses cálculos permitirão comparar cotações de preços obtidas de fornecedores
diversos e de�nir de qual deles comprar, desde que as características e qualidade
do produto sejam as mesmas.
Apenas alguns alertas e/ou lembretes:
•    É o empreendedor que de�ne qual taxa �nanceira considerar nos cálculos.
Ele conhece a sua condição e conhece também quais taxas �nanceiras estão
sendo praticadas naquele momento pelo mercado, tanto para emprestar
quanto para aplicar dinheiro.
•    O direito ou não aos créditos de tributos e correspondentes percentagens
dependem de fatores, que entre outros, podem ser: 
º    É uma microempresa ou empresa de pequeno porte, enquadrada no
Simples Nacional? 
º    É uma empresa que tributa seus resultados pelo lucro real, ou optante
pela tributação dos resultados pelo lucro presumido?
º    A que se destina o produto ou mercadoria adquirida (industrialização,
revenda ou consumo)?
º    Caso se destine à industrialização, o produto �nal será ou não alcançado
pelo IPI?
º    Os dias de prazo para recuperação dos tributos precisam ser
periodicamente revisados com o seu prestador de serviços contábeis. Avalie
todos esses casos com o seu contador.
A decisão quanto à taxa �nanceira a ser utilizada é uma questão controversa:
 
a) Taxa (%) de remuneração das aplicações no mercado �nanceiro; e/oub) Taxa (%)
que onera os empréstimos tomados no mercado �nanceiro.
Há momentos em que se recomenda a adoção da primeira alternativa e outros em
que se recomenda a segunda. Como terceira alternativa, pode-se ainda utilizar a
taxa líquida interna, a qual resulta da soma algébrica dos encargos �nanceiros,
diminuídos das receitas �nanceiras.
Vamos utilizar três opções de compras e avaliar qual seria a melhor? 
Com esta operação você poderá compreender da maneira mais prática e objetiva
possível de que forma o gestor �nanceiro da empresa pode contribuir para a
negociação das compras. 
QUADRO 5 – PLANILHA PARA CÁLCULO DO CUSTO LÍQUIDO DE AQUISIÇÃO DE
MERCADORIA PARA INDUSTRIALIZAÇÃO A VALOR PRESENTE E IDENTIFICAÇÃO
DA MELHOR OPÇÃO DE COMPRA
FONTE: O autor
Conforme se percebe no quadro anterior, o preço mais alto, que é o do
Fornecedor “B”, da fábrica RRR, do Rio Grande do Sul, nem sempre será o de maior
custo. Propositalmente, na simulação feita, o maior preço acabou sendo o custo
mais baixo. Você poderia responder por quê? Leia a resposta a seguir.
 
Observe que as maiores diferenças não estavam entre os vvaalloorreess dos
produtos ou dos percentuais dos iimmppoossttooss e do ffrreettee. Muito menos nos
pprraazzooss do crédito tributário e nem do frete. O diferencial que levou a esse
interessante resultado foi o pprraazzoo negociado com o fornecedor. Lembre-se:
o segredo está em negociar maiores prazos com o fornecedor. É melhor
pagar os fornecedores com prazos maiores e receber os valores dos clientes
com prazos menores. Isso gera CAIXA. Di�cilmente as transportadoras
negociam prazos muito maiores e os créditos tributários possuem suas
datas �xadas em lei.
Antes de prosseguir, apenas reforçaremos que a sistemática do cálculo a valor
presente de cada item nas três cotações segue exatamente as mesmas regras que
foram estudadas no exemplo da compra à vista, que resultou no valor de R$
11,986, que foi estudado anteriormente.
Como se pode observar, são muitas as variáveis que precisam ser consideradas
simultaneamente.
Pergunta-se: a sua empresa vem realizando tais cálculos? O preenchimento dos
dados nos espaços “sombreados” em cinza no quadro anterior requer extrema
atenção. Qualquer erro conduzirá à conclusão não correta e poderá causar
prejuízo à empresa.
Nas empresas em geral, normalmente os valores envolvidos com compras são
signi�cativos, isto é, envolvem grande soma de dinheiro. No exemplo do Quadro 5,
utilizamos valores com menos casas decimais apenas a título de exemplo. A
recomendação é: calcular com pro�ssionalismo e com os cuidados requeridos,
sem nunca se esquecer de continuamente veri�car as possíveis alterações na
legislação �scal com o seu prestador de serviços contábeis. 
11 EEmm qquuee mmoommeennttoo oo ggeessttoorr ��nnaanncceeiirroo ddeevveerráá ssee pprreeooccuuppaarr eemm aapplliiccaarr
ooss rreeccuurrssooss ��nnaanncceeiirrooss ddoo ccaaiixxaa eemm ooppççõõeess ddee ffuunnddooss ddee iinnvveessttiimmeennttooss
nnoo mmeerrccaaddoo ��nnaanncceeiirroo??  
 
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22 AAoo nneeggoocciiaarr ccoomm ooss ffoorrnneecceeddoorreess aass ccoommpprraass ddaass mmaattéérriiaass--pprriimmaass ppaarraa
aa eemmpprreessaa,, qquuaall éé oo aassppeeccttoo mmaaiiss iimmppoorrttaannttee aa sseerr lleevvaaddoo eemm
ccoonnssiiddeerraaççããoo ppaarraa ddeecciiddiirr aa mmeellhhoorr ooppççããoo ddee ccoommpprraa??
44 AANNÁÁLLIISSEE DDEE IINNVVEESSTTIIMMEENNTTOOSS
Agora, estudaremos a viabilidade de investimentos em determinados ativos da
empresa. O objetivo é perceber se tais projetos possuem o mesmo grau de
retorno e por que esse tipo de investimento se torna atrativo. Para que a empresa
possa apresentar um retorno interessante, é salutar que os gestores mantenham
um determinado valor em recursos de capital de giro, que pode estar mensurado
em estoques para gerar vendas futuras, ou contas a receber de clientes para
geração de caixa ao longo dos meses, ou até mesmo alguma reserva �nanceira em
conta bancária para suprir necessidades urgentes.
 
Primeiramente, estudaremos os dois tipos de projetos de investimentos, que são
os projetos independentes e os mutuamente excludentes.
Os projetos independentes não possuem nenhuma correlação nas decisões da
escolha por um projeto ou outro, por exemplo, a escolha entre dois modelos de
caminhão para entrega. Martins e Assaf Neto (1986, p. 415) a�rmam que:
[...] para que dois ou mais projetos de investimentos sejam considerados como
independentes, duas situações deverão simultaneamente ocorrer:
a) A possibilidade física de implementação de um projeto não anula uma possível
aceitação de outros.
b) Os benefícios produzidos por um projeto não in�uenciam (e também não são
in�uenciados) as decisões (aceitar ou rejeitar) que vierem a ser tomadas com relação
aos demais.     
Também temos no campo dos estudos das �nanças corporativas os projetos
mutuamente excludentes, os quais recebemesta denominação por serem
exclusivos. Ao se aceitar um projeto, automaticamente se elimina o outro.
Essa decisão somente é possível ao se avaliar se determinado projeto é mais
vantajoso que o outro e, por �m, acaba eliminando os menos viáveis
�nanceiramente, por exemplo, um projeto de expansão da produção. 
Na a�rmação de Martins e Assaf Neto (1986, p. 415), “investimentos mutuamente
exclusivos ocorrem quando a aceitação de uma proposta elimina totalmente a
possibilidade de implementar outra”. 
Em �nanças corporativas, os métodos de avaliação dos projetos são utilizados para
saber o retorno de um investimento, avaliando se determinado projeto está em
condições de ser viável ou não para o investidor. 
Projetos de investimentos devem ser considerados com o uso de cálculos do
tempo de retorno de um investimento, saber em quanto tempo o projeto gerará
caixa para a empresa.
De acordo com o orçamento de investimentos, o gestor �nanceiro deverá saber
quanto aplicará de capital em um projeto, além de saber a identi�cação da
capacidade instalada e a previsão das receitas de vendas e dos gastos. Com esses
dados, já é possível identi�car em quanto tempo (meses ou anos) esse
investimento se paga com a geração do caixa para a empresa.
Bodie, Kane e Marcus (2000, p. 141) a�rmam que:
 
Uma vez determinados os objetivos e as limitações, pode ser formulada uma política
de investimento que sirva ao investidor. Essa política deve re�etir um per�l de
risco/retorno apropriado, assim como as necessidades para liquidez, geração de
renda e posicionamento tributário. 
Tanto o gestor �nanceiro como o investidor ou o empreendedor deverão conhecer
o mercado de atuação, a política tributária, o mercado concorrente, as taxas de
câmbio, entre outras áreas que poderão afetar a avaliação de investimentos.
44..11 OORRÇÇAAMMEENNTTOO DDEE CCAAPPIITTAALL
O orçamento de capital envolve uma análise detalhada da geração do �uxo de
caixa projetado como forma de analisar e selecionar o projeto de investimentos
mais viável a ser implantado. O gestor �nanceiro pode estar à frente da decisão de
investir em um projeto mais barato, mas pode acontecer de o retorno do
investimento ser muito mais demorado do que um projeto que requer
investimento elevado com geração de retorno mais rápido. Contudo, é necessário
saber se a empresa possui os recursos �nanceiros disponíveis para o investimento
de valor maior.
O orçamento visa justamente planejar algo para o futuro, com o objetivo de prever
oportunidades satisfatórias futuras, e a busca pela melhor alternativa reside
naquela que melhor se adapta à empresa ao se realizar diversas comparações dos
resultados projetados em vários projetos.
Para Kuhnen e Bauer (1994, p. 387), “o conceito de Análise de Investimentos pode
hoje ser um conjunto de técnicas que permitem a comparação entre os resultados
de tomada de decisões referentes a alternativas diferentes de uma maneira
cientí�ca”.
Quando realizamos os estudos do Ativo no Capítulo 1 deste livro de estudos,
veri�camos que os investimentos são reconhecidos contabilmente no grupo do
Imobilizado, em contas contábeis com a descrição de: máquinas e equipamentos,
veículos, prédios ou móveis e utensílios.
Os recursos alocados nestes tipos de Imobilizado são enormes, envolvem um
elevado valor em dinheiro, mas são importantes para a empresa por estarem
ligados única e exclusivamente às atividades operacionais da empresa.
Os investidores e os gestores �nanceiros devem sempre se questionar se esses
investimentos realmente valem a pena, se realmente trazem o retorno desejado, e
por assim dizer, tornar esse volume de investimentos como sendo viável e
 
rentável. 
De acordo com Kuhnen e Bauer (1994, p. 387), “neste sentido é que muitos autores
consideram que a Engenharia Econômica é, em boa parte, uma aplicação das
técnicas de Matemática Financeira nos problemas de tomada de decisões,
envolvendo análise de investimentos, substituição de equipamentos e mesmo o
estudo da depreciação”.
Para o investidor tomar alguma decisão com relação a investir em determinado
imobilizado ou não, deverá sempre avaliar alguns aspectos como: a) se é viável o
investimento e se este permitirá ampliar o mercado da empresa, b) se os
investimentos em novas máquinas serão mais compensadores que os atuais
gastos com manutenção das máquinas que a empresa já possui, c) se novos
produtos dependem de novas tecnologias ou não, ou se é possível criar novos
produtos com o maquinário que a empresa já possui, d) se os novos investimentos
terão impacto ambiental.
Além disso, existem tipos diferentes de projetos de investimentos, mas isso é o
que veremos a seguir. 
44..11..11 PPaayybbaacckk
O Payback é uma interessante ferramenta para a análise de investimentos, pois
apura o tempo do retorno dos investimentos, adotando perspectivas de retorno
de investimentos com taxa de atratividade ao custo do capital investido e não pode
estar muito além ou aquém das taxas praticadas pelos órgãos o�ciais, como o
Banco Central.
Não existe nenhum acordo entre os investidores que entendem que um
investimento somente é viável se a taxa de risco e retorno seja inferior ou superior
a 6% ao ano, ou 8% ao ano, entre outros aspectos.
A avaliação desse retorno deve estar relacionada única e exclusivamente com a
área de atuação da empresa, pois há segmentos de mercado que exigem altos
volumes de investimentos e outros nem tanto.
Caso um investidor/empreendedor queira ganhar, por exemplo, 11% ao ano,
líquido de impostos, aplicando seus recursos numa empresa, poderá fazer as
seguintes contas: 
QUADRO 6 – REMUNERAÇÃO COMPARATIVA DO INVESTIMENTO
 
FONTE: O autor
Uma atividade comercial (loja ou supermercado), via de regra, exige menor
investimento que o requerido para uma indústria. Na atividade comercial, o giro
tende a ser mais rápido comparativamente com o que ocorre na atividade
industrial. Em uma hipotética indústria têxtil o processo produtivo poderá se iniciar
com a conversão do algodão em �o e na sequência em tecido, tecido estampado,
tecido cortado e �nalmente lençol. Em um supermercado, hipoteticamente, os
produtos entram e são vendidos em curto espaço de tempo, sem demanda de
processamentos adicionais.  
O faturamento de um supermercado, comparando-se ao de uma indústria que
recebeu idêntico montante de investimento, deverá ser signi�cativamente maior
em razão do giro das vendas.
Para atingir o mesmo ganho anual, via atividade empresarial, faz-se necessário
comparar o investimento feito com a receita estimada/orçada para o exercício sob
apreciação. Encontrar-se-á, desta maneira, o percentual (%) de lucro líquido a ser
praticado, calculado com base no faturamento.
Quando o assunto é lucro líquido, entende-se lucro �nal, ou seja, aquele
encontrado depois de deduzidos os tributos devidos. Recomenda-se discutir este
assunto com o seu contador, pois lucro tem também conceito contábil. 
O lucro tem relação com os preços de venda, e este, no contexto das organizações,
vem sofrendo mudanças signi�cativas. A condução dos negócios mudou
completamente no mundo, resultante do progresso nas comunicações e
informática. O avanço permite a transmissão, em tempo real, de desenhos, fotos,
grá�cos etc., sem di�culdades para imprimi-los no local de destino. 
Com isso, o potencial fornecedor que antes, por necessidade de comunicação com
o cliente, tinha que estar próximo, a partir destes avanços, pode estar �sicamente
em qualquer local geográ�co do planeta.
 
• os preços de venda são valores �nitos. Não se consegue praticar valores
superiores aos aceitos pelo mercado globalizado;
• o lucro, antes dependente, tornou-se dominante e faz “guerra” para garantir
o seu espaço, conforme determinado pelo investidor; e 
• os custos e despesas, que se não bem controlados, tornam-se in�nitos,
passaram a exigir atenção maior daquela que até então se praticou.
    
O quadro a seguir mostrará estes conceitos.
• Acumulaçãodo Valor Presente em cada ano do projeto.
• Saldo do Projeto com carregamento anual dos juros.
Sem dúvidas, os progressos signi�cativos e com as reduções nos custos de
utilização destes recursos de comunicação, as organizações passaram a poder
transmitir dados, independentemente de seu porte. Todas puderam começar a
fazer negócios de forma mais dinâmica.
A dinâmica nas negociações atuais é diferente das anteriores, caracterizando,
entre outros aspectos, que:
QUADRO 7 –  A BUSCA DO “SEU” ESPAÇO
FONTE: O autor
44..11..22 MMééttooddoo ppaayybbaacckk ddeessccoonnttaaddoo ((PPBBDD))
Como os recursos alocados no investimento nnããoo ssããoo ggrraattuuiittooss,, devemos iinncclluuiirr
sseeuuss ccuussttooss ao longo do prazo da análise do projeto de investimento. Há duas
maneiras de incluir os custos:
Vamos nos ater apenas ao primeiro método, que consiste em incluir o custo de
capital ao longo do prazo de análise do projeto de investimento. Na prática,
signi�ca trazer todas as entradas do �uxo de caixa para a data t = 0, ou, em outras
palavras, trazê-las para um valor presente.
 
EExxeemmpplloo: calcular o ppaayybbaacckk ddeessccoonnttaaddoo considerando que o custo de capital da
empresa é de 12% a.a. e o prazo máximo aceito para retorno do investimento é de
4 anos:
QUADRO 8 – EXEMPLO DE PAYBACK DESCONTADO
FONTE: O autor
Cálculo pela HP 12:
Tecle OONN: para ligar a calculadora.
FF CCLLxx – pressionar FF depois CCLLxx para limpeza de memórias.
120.000 CHS FV
12 i
1 n
PV? – 107.143
Para calcular os demais valores, basta inserir o novo valor em PV e o novo período
em “n”. A taxa permanece a mesma. Pergunta-se o novo PV.
 
• Se PBD do projeto < PBD máximo, deve-se aceitar o projeto.
• Se PBD do projeto = PBD máximo, deve-se aceitar o projeto.
• Se PBD do projeto > PBD máximo, deve-se rejeitar o projeto.
• O valor do PBD pode ser interpretado como o prazo de recuperação do
investimento remunerado no valor da taxa de juros que representa o custo
de capital.
EExxeemmpplloo: continuando o exercício, para saber o valor presente de R$ 150.000 do
ano 2:
Cálculo pela HP 12:
Tecle OONN: para ligar a calculadora.
FF CCLLxx – pressionar FF depois CCLLxx para limpeza de memórias.
150.000 ENTER CHS FV
2 n
PV? – 119.579
Para apurar o PBD, devemos utilizar o último ano do �uxo de caixa negativo e
somar ao resultado da divisão entre o valor desse �uxo de caixa negativo
(transformá-lo em saldo positivo) pela próxima entrada do �uxo de caixa a valor
presente, que está no ano 6.
PBD = 5 +    5.994 = 5 + 0,7 = 5,07 anos (0,07 de 12 meses) = 0,84 de 1 mês,
                    91.194                                                                     0.84 x 30 = 25 dias.
Signi�ca que o investimento se pagará em 5 anos e 25 dias.
Critério do método do Payback Descontado: o procedimento para aplicar o
método do payback descontado é equivalente ao procedimento realizado no caso
do PBS. Começamos por estabelecer o prazo máximo tolerado pela empresa para
recuperar o capital investido. Por exemplo, se o prazo tolerado for igual a 3,5 anos,
para que um projeto seja aceito deve apresentar um valor de PBD menor ou igual
a 3,5 anos. Resumindo:
Análise do método do PBD: a vvaannttaaggeemm do método do PBD é ccoonnssiiddeerraarr oo vvaalloorr
ddoo ddiinnhheeiirroo nnoo tteemmppoo, pois o cálculo do PBD é realizado considerando o custo de
capital da empresa. Esse resultado tem os seguintes signi�cados:
 
• O método do PBD continua tendo as ddeessvvaannttaaggeennss de não considerar todos
os capitais do �uxo de caixa, de ter que de�nir de forma subjetiva o prazo
máximo tolerado e, ainda, a empresa continuará com a tendência de aceitar
projetos de curta maturação e baixa rentabilidade e rejeitar projetos de
maior maturação e alta rentabilidade.
44..11..33 VVPPLL -- VVaalloorr PPrreesseennttee LLííqquuiiddoo
Essa técnica possibilita comparar todas as entradas e saídas de dinheiro na data
inicial de um determinado projeto, mas devemos descontar os valores de entradas
futuras do �uxo de caixa a uma taxa de juros que remunera o custo de capital
investido. 
Para Autran e Coelho (2003, p. 144), “o VPL é uma técnica que procura identi�car o
valor líquido atual de um investimento futuro. Para isso, estabelece-se uma taxa,
chamada de taxa de desconto ou custo oportunidade, para deduzir os custos que
reduziriam os ganhos que tal investimento traria”.
Isso signi�ca que se em determinadas circunstâncias o VPL é positivo VPL > 0,
então a soma na data T = 0 de todo o �uxo de caixa das entradas previstas é maior
que o valor inicial investido. 
De acordo com a teoria do Orçamento de Capital estudada neste capítulo, ao
trabalhar com estimativas futuras de um projeto, é possível identi�car se o capital
inicial investido pode ser recuperado ou não.
O critério do método do VPL para demonstrar a viabilidade do projeto é o valor
presente (T=0) das entradas do �uxo de caixa previsto ser maior que o valor
presente das saídas (o investimento inicial) calculado com a taxa de juros que
remunera o capital inicial investido. 
Esse método do VPL (Valor Presente Líquido) é semelhante ao método do payback
descontado (PBD), pois o saldo �nal do projeto é o retorno do valor inicialmente
investido, é o que sobra no �uxo de caixa.
Se um projeto de investimento é aceito pelo método de apuração do PBD,
o valor do VPL deverá ser positivo, isto é VPL > 0. 
Vamos apurar um exemplo de investimento inicial de R$ 550.000,00 e �uxos
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líquidos de caixa. Veri�que se esse projeto é viável, sabendo que a taxa de custo de
capital é de 10% a.a.
QUADRO 9 – EXEMPLO DE INVESTIMENTO INICIAL
FONTE: O autor
Se o cálculo for efetuado na calculadora HP 12C, deve-se proceder da seguinte
forma:
F REG
R$ 550.000,00 CHS g Cfo
R$ 125.000,00 g CFj
R$ 152.000,00 g CFj
R$ 210.000,00 g CFj
R$ 235.000,00 g CFj
R$ 154.000,00 g CFj
R$ 187.000,00 g CFj
R$ 89.000,00  g CFj
10 i  f NPV →  R$ 254.390,05. 
Se o VPL > 0, então o capital investido no valor de R$ 550.000,00, considerando a
taxa de juros de 10% a.a., está sendo recuperado e está gerando o lucro extra (na
data T=0) de R$ 254.390,05, correspondente ao VPL. Portanto, o retorno deste
projeto é maior que 10%. Signi�ca que a empresa aumentará sua riqueza em R$
254.390,05 se aceitar o projeto. 
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44..11..44 TTIIRR -- TTaaxxaa IInntteerrnnaa ddee RReettoorrnnoo
A TIR é um método que tem profunda relação de análise com o método do Valor
Presente Líquido (VPL), sendo que a sua aplicação consiste em apurar a taxa de
retorno �nanceiro de um projeto.
Ao ser aplicada em um orçamento empresarial, a TIR visa apurar se o retorno do
investimento é interessante comparado com o retorno desejado dos acionistas. 
Conforme Kuhnen e Bauer (1994, p. 413), a taxa interna de retorno é:
A taxa que anula o saldo dos valores atuais do �uxo de caixa. Quando analisamos
diversas alternativas de investimentos pelo método de Taxa Interna de Retorno, é
necessário equipararmos o investimento inicial, ou seja, aplica-se a diferença de
investimento (A MENOR) pela taxa mínima de atratividade nas mesmas condições do
investimento base.
Na abordagem de Martins e Assaf Neto (1986, p. 38), “[...] a TIR, na realidade, é a
taxa de desconto que, quando aplicada a uma série de pagamentos ou
recebimentos, gera um resultado igual ao valor presente (VP) da operação”.
Complementando, para Dantas (1996, p. 105), “a taxa interna de retorno é o
segundo método mais utilizado para calcular a viabilidade de um investimento.
Dado o valor futuro, ela varia inversamente com o valor presente”.
Por este método, enquanto o valor da TIR for maior que o valor do custo
de capital (k), o projeto deve ser aceito.
Prosseguiremos com o exemplo do cálculo anterior. Utilizaremos os mesmos
dados e também faremos simulações com outros cenários referentes ao valor da
TIR e da taxa de desconto utilizada.
QUADRO 10 – EXEMPLO DE CÁLCULO
 FONTE: O autor
Após apertar a sequência das teclas f NPV na calculadora HP 12C, aperte as teclas f
IRR para apurar a TIR do projeto. Observe que a TIR apurada está em
22,8100220234% durante o projeto de 7 anos. Isso quer dizer que a TIR deve
sempre ser MAIOR que a taxa de desconto do cálculo do custo do capital para
gerar o VPL em R$ 254.390,05.
Agora, faremos uma nova simulação, desta vez, utilizando hipoteticamente a taxa
de desconto com a mesma taxa da TIR. Vamos veri�car como �cará o VPL do
período?
QUADRO 11 – SIMULAÇÃO
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FONTE: O autor
Veja que interessante, não existe riqueza gerada, pois a taxa de desconto é
exatamente o mesmo percentual da taxa de desconto do custo do capital.
Agora, faremos uma nova simulação, em que utilizaremos hipoteticamente o valor
venal (original) das entradas do �uxo de caixa, exatamente no mesmo valor do
investimento do projeto, aplicando a mesma taxa de desconto utilizada no cenário
da letra (a). Vamos veri�car como �cará o VPL e a TIR do período?
QUADRO 12 – NOVA SIMULAÇÃO
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FONTE: O autor
Observe o interessante comportamento desse �uxo de caixa.
Se o valor das entradas do �uxo de caixa venal (original) for igual ao valor do
investimento inicial do projeto, sendo a taxa de desconto de 10% ao ano, o valor
do VPL �cará negativo em R$ 284.889,48, nesse caso, houve DESTRUIÇÃO DA
RIQUEZA. Por conseguinte, e não poderia ser diferente, a TIR (Taxa Interna de
Retorno) é exatamente 0 (ZERO).
11 CCoommoo ppooddee sseerr iinntteerrpprreettaaddoo oo PPBBDD ((PPaayybbaacckk DDeessccoonnttaaddoo)) nnaa aannáálliissee ddee
iinnvveessttiimmeennttooss??
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22 AAoo rreeaalliizzaarr aa aannáálliissee ddee iinnvveessttiimmeennttooss ddee uummaa eemmpprreessaa,, ee aa ttaaxxaa ddee
ddeessccoonnttoo aapplliiccaaddaa aaoo ccuussttoo ddee rreemmuunneerraaççããoo ddoo ccaappiittaall ffoorr eexxaattaammeennttee oo
mmeessmmoo ppeerrcceennttuuaall aappuurraaddoo nnaa TTIIRR ((TTaaxxaa IInntteerrnnaa ddoo RReettoorrnnoo)),, qquuaall éé oo
ccoommppoorrttaammeennttoo ddoo VVPPLL ((VVaalloorr PPrreesseennttee LLííqquuiiddoo))??
AALLGGUUMMAASS CCOONNSSIIDDEERRAAÇÇÕÕEESS
Nesse capítulo você estudou as características da in�ação e seu impacto na
economia e um interessante modelo para apurar a taxa da in�ação interna da
empresa, pois muitas vezes a taxa o�cial divulgada pelo Banco Central não condiz
com a realidade da empresa.
Você também teve a oportunidade de estudar a matemática �nanceira aplicada
em cálculos para avaliar investimentos e �nanciamentos, suas taxas de juros,
período apurado, valor futuro e valor presente. As ferramentas da matemática
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Capítulo 1  Capítulo 3
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�nanceira podem auxiliar na tomada de decisões de compras, com o uso das taxas
negociadas e o valor presente do custo da compra. Com essa ferramenta, o gestor
�nanceiro pode avaliar se é interessante pagar à vista as compras das matérias-
primas ou negociar maiores prazos de pagamentos com seus fornecedores.
Por �m, na avaliação de investimentos na parte que se relaciona com a análise do
VPL (Valor Presente Líquido) e da taxa da TIR (Taxa Interna de Retorno), você teve a
oportunidade de avaliar alguns cenários de projetos de investimentos,
comparando as entradas do �uxo de caixa juntamente à taxa de desconto, VPL e
TIR.
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