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Prévia do material em texto

JOEL DE JESUS MACEDO
ANÁLISE DE 
RISCOS E 
PROJETOS
ACESSE AQUI ESTE 
MATERIAL DIGITAL!
Coordenador(a) de Conteúdo 
Cleide Tirana Nunes Possamai
Projeto Gráfico e Capa
Arthur Cantareli Silva
Editoração
Lilian Andreia Hasse
Lavígnia Santos
Design Educacional
Vanessa Tiburcio
Revisão Textual
Elaine Machado
Ilustração
Eduardo Aparecido Alves
Fotos
Shutterstock e Envato
Impresso por: 
Bibliotecária: Leila Regina do Nascimento - CRB- 9/1722.
Ficha catalográfica elaborada de acordo com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).
Núcleo de Educação a Distância. MACEDO, Joel de Jesus.
Análise de Riscos e Projetos/ joel de Jesus Macedo. - Florianópolis, 
SC: Arqué, 2023.
224 p.
ISBN papel 978-65-6083-199-5
ISBN digital 978-65-6083-196-4
“Graduação - EaD”. 
1. Análise 2. Projeto 3. EaD. I. Título. 
CDD - 658.404
EXPEDIENTE
Centro Universitário Leonardo da Vinci.C397
FICHA CATALOGRÁFICA
180493
RECURSOS DE IMERSÃO
Utilizado para temas, assuntos ou con-
ceitos avançados, levando ao aprofun-
damento do que está sendo trabalhado 
naquele momento do texto. 
APROFUNDANDO
Uma dose extra de 
conhecimento é sempre 
bem-vinda. Aqui você 
terá indicações de filmes 
que se conectam com o 
tema do conteúdo.
INDICAÇÃO DE FILME
Uma dose extra de 
conhecimento é sempre 
bem-vinda. Aqui você 
terá indicações de livros 
que agregarão muito na 
sua vida profissional.
INDICAÇÃO DE LIVRO
Utilizado para desmistificar pontos 
que possam gerar confusão sobre o 
tema. Após o texto trazer a explicação, 
essa interlocução pode trazer pontos 
adicionais que contribuam para que 
o estudante não fique com dúvidas 
sobre o tema. 
ZOOM NO CONHECIMENTO
Este item corresponde a uma proposta 
de reflexão que pode ser apresentada por 
meio de uma frase, um trecho breve ou 
uma pergunta. 
PENSANDO JUNTOS
Utilizado para aprofundar o 
conhecimento em conteúdos 
relevantes utilizando uma lingua-
gem audiovisual.
EM FOCO
Utilizado para agregar um con-
teúdo externo.
EU INDICO
Professores especialistas e con-
vidados, ampliando as discus-
sões sobre os temas por meio de 
fantásticos podcasts.
PLAY NO CONHECIMENTO
PRODUTOS AUDIOVISUAIS
Os elementos abaixo possuem recursos 
audiovisuais. Recursos de mídia dispo-
níveis no conteúdo digital do ambiente 
virtual de aprendizagem.
4
149U N I D A D E 3
ESCOPO DO CICLO DE VIDA DO PROJETO 150
METODOLOGIA DE PROJETOS EMPRESARIAIS 174
AVALIAÇÃO E VIABILIDADE DOS RISCO EM PROJETOS EMPRESARIAIS 202
7U N I D A D E 1
FUNDAMENTOS DE 
AVALIAÇÃO DE EMPRESAS 8
RETORNO E RISCO 
DE INVESTIMENTOS 30
CONCEITOS DE CARTEIRA 
DE INVESTIMENTOS 52
77U N I D A D E 2
INVESTIMENTOS EM TÍTULOS 
DE DÍVIDA, INVESTIMENTO 
EM AÇÕES ORDINÁRIAS 78
DERIVATIVOS FINANCEIROS 100
FUNÇÕES, OBJETIVOS E PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
DOS PROJETOS EMPRESARIAIS 124
5
SUMÁRIO
UNIDADE 1
MINHAS METAS
FUNDAMENTOS DE 
AVALIAÇÃO DE EMPRESAS
Explorar os riscos associados à tomada de decisão.
Entender a importância de fazer uma correta avaliação da empresa.
Conhecer os diferentes métodos de valuation.
Analisar os métodos de avaliação de empresas.
Compreender o método de avaliação de empresa por Valor Patrimonial.
Avaliar empresas pelo método de avaliação de empresa por Múltiplos.
Aplicar o método de avaliação de empresa por Fluxo de Caixa Descontado.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 1
8
INICIE SUA JORNADA 
Imagine que você foi contratado para intermediar ou determinar o valor de 
venda de uma empresa. Certamente, o primeiro passo é você determinar o valor 
de venda do negócio, assim como as forças e fraquezas, oportunidades e ameaças. 
Além de ter que evidenciar como chegou no valor de venda, e nesse caso, o uso 
dos modelos de valuation entrará em cena praticamente como pré-requisito. 
Evidenciar o uso e o domínio dessa técnica, certamente, aumentará as chances 
de êxito no fechamento do negócio.
Outra prática muito comum no mundo dos negócios diz respeito às fusões, 
diante de cenários cada vez mais desafiadores como: necessidade de expansão, 
reposicionamento no mercado, fortalecimento na abrangência de atuação, ou 
mesmo, pelo fortalecimento diante de crises, as empresas se unem, num processo 
chamado fusão, nesse caso, também é muito comum o uso do valuation. 
No caso de empresas de capital aberto, o valuation é uma estratégia muito 
usada para determinar o valor inicial das ações, principalmente para ingressarem 
na bolsa de valores. Nesse caso, o valor determinado no valuation da empresa é 
dividido pelo número de ações colocadas à venda, assim é determinado o valor de 
cada ação. Depois dessa etapa, o mercado se encarrega de ajustar os valores para 
mais ou para menos, segundo os resultados e decisões estratégicas das empresas.
No que tange às decisões estratégicas de negócios, a técnica do valuation é 
muito útil para definir os caminhos de crescimento da empresa, pois permite 
identificar os parâmetros de aumento do valor da empresa. Para isso, se calcula 
o valor da empresa e simula-se os indicadores ou drivers de valor que podem 
valorizar no futuro. Depois disso, planeja-se e implementa-se as melhorias que 
permitam a empresa valer mais. Feitas as implementações de melhorias aplica-se 
um método de valuation para mensurar o incremento do valor. E, continuamen-
te, o método pode ser aplicado para apurar a maximização do valor.
Além das decisões intra empresa, têm aquelas deci-
sões que são tomadas pelo investidor externo à empresa, 
isto é, aquele que estuda as empresas de modo geral e, a 
partir das técnicas de avaliação, as conhece, dentre as di-
versas companhias existentes no mercado, e decide alocar 
na sua carteira de investimentos, ativos promissores e que 
estejam em linha com os objetivos de seu portfólio.
A técnica do 
valuation é muito 
útil para definir 
os caminhos de 
crescimento da 
empresa
UNIASSELVI
9
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Não há um modelo de cálculo único e padrão admitido para todos os casos. 
Existem vários métodos, e, dependendo do método utilizado, pode resultar em 
valores que nem sempre são iguais. 
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
Espero que a esta altura você já esteja convencido que estabelecer o valor de um 
negócio ou investimento é primordial no contexto das finanças. Para corroborar 
com a nossa afirmação, citamos Damodaran (2007), o qual afirma que a avalia-
ção está no centro das discussões em finanças corporativas, seja no estudo da 
eficiência dos mercados ou na comparação de diferentes regras de decisão de 
investimentos no orçamento de capital. 
Para melhorar o nosso entendimento acerca da importância do valuation nas em-
presas, te convido a acessar a área do podcast. Lá, você vai ouvir sobre os con-
ceitos, as técnicas e as aplicações que fazem a diferença na hora de analisar os 
aspectos financeiros de uma empresa. Vamos lá! Recursos de mídia disponíveis 
no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem 
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Para avaliar o crescimento da empresa, é necessário estimar o lucro do negócio 
e, para isso, avaliar o faturamento, custos, despesas, lucros etc. O ideal é fazer um 
plano de negócios por, no mínimos uns cinco anos, e na estimativa do valuation 
trazer ao valor presente os resultados que a empresa está gerando ao longo 
desse período. Vamos recordar o que é a avaliação de empresas assistindo aos 
vídeos. Recursos de mídia disponíveis no conteúdodigital do ambiente virtual 
de aprendizagem 
1
1
O processo de avaliação financeira de uma empresa deve passar por três fases:
■ Fase 1: elaborar a matriz SWOT da empresa avaliada.
■ Fase 2: traçar uma perspectiva dos rumos da empresa.
■ Fase 3: realizar a avaliação financeira.
Na Fase 1 devem ser analisadas as oportunidades e ameaças, forças e fraquezas da 
empresa avaliada, a fim de conhecer o contexto em que está inserida. Além disso, 
nessa fase também são analisados os prazos médios de faturamento e pagamentos 
da empresa, assim como a taxa de retorno.
Na Fase 2, projetar a expansão dos negócios de forma segura, dentro de uma 
previsão orçamentária, evitando contrair dívidas superiores à capacidade de 
pagamento. Nessa fase do orçamento, é importante que o plano de vendas de 
produtos ou serviços seja suficiente para suportar todos os gastos incorridos na 
produção, inclusive aqueles decorrentes das vendas dos produtos ou serviços, 
despesas tributárias, fiscais etc.
Vencidas as fases anteriores, cabe à última, a realização da avaliação financeira 
do negócio, isto é, os produtos das fases anteriores permitem traçar uma linha 
para os negócios, já se tem o bastante para produzir os documentos essenciais 
que um valuation requer.
De modo geral, falamos bastante em avaliação de empresas e valuation, con-
tudo, existem métricas de avaliação mais ou menos aderentes. Isso varia de 
acordo com as premissas e ambiente em que a empresa avaliada está inserida, 
ou seja, uma métrica pode se demonstrar mais ou menos adequada, dados as 
circunstâncias da avaliação e o conjunto de informações disponíveis. 
Na prática, existem três principais métodos de avaliação de empresas, “mé-
todos de valuation”, que são usados para calcular o valor da empresa:
FLUXO DE CAIXA DESCONTADO (FCD)
Neste método, o cálculo se dá sob o enfoque da renda.
UNIASSELVI
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
MÚLTIPLOS DE MERCADO
Neste método, a avaliação se dá sob o enfoque de comparação de indicadores eco-
nômicos e financeiros com o desempenho de outras empresas similares no mercado.
VALOR PATRIMONIAL
Neste método, a avaliação se dá sob dois enfoques: pelo valor patrimonial de liquida-
ção “preço de mercado” e valor patrimonial contábil “valor histórico contábil”.
Cada método de avaliação tem sua particularidade e importância para cada fase 
da empresa ou da negociação que se pretende fazer.
AVALIAÇÃO DE EMPRESAS PELO MÉTODO VALOR 
PATRIMONIAL (OU CONTÁBIL)
Esse método de valuation tem como premissa a contabilidade e o patrimô-
nio líquido da empresa, por meio das demonstrações contábeis trimestrais e os 
números do balanço. Nesse método, considera-se o valor contábil dos ativos ou 
do Patrimônio Líquido da empresa, sem mensurar ativos intangíveis. Esse não 
é um método que reflete a imagem fiel do negócio e não reflete as perspectivas 
da empresa para o futuro.
Em virtude da sua especificidade de apuração, é bastante aplicado em casos mais 
específicos, como:
■ venda de empresas inoperantes e com ativo imobilizado significativo;
■ situações de empresas em dificuldades financeiras, sem geração relevante de 
lucros e com urgência de venda.
Na abordagem de Perez e Famá (2008) o método Patrimonial Contábil se 
dá a partir das finanças e relatórios contábeis da empresa. Esse método assume 
o custo histórico dos ativos e passivos, e a partir deles determina-se o valor da 
1
1
empresa pelo Patrimônio Líquido, também chamado de valor patrimonial da 
empresa ou Book Value. 
Sob a ótica de Paiva (2001), a avaliação pelo valor contábil é o método mais 
direto para se avaliar empresas, pois este tem como premissa apenas nas in-
formações disponíveis no Balanço Patrimonial e pelo custo histórico do imo-
bilizado. Contudo, por ser uma avaliação a partir de uma abordagem estática, 
baseada em seus custos históricos, esse modelo é visto como limitado, pois os 
ativos e passivos não acompanham a evolução inflacionária, logo, é um modelo 
que pode apresentar grande divergência dos valores de mercado. 
Para Martins (2000), o uso desse método é mais recomendado para empresas 
cujo patrimônio não se desvie de forma significativa do seu valor de mercado, 
ou seja, que não possua Goodwill significativo.
Esse método do valuation é bastante simples, contudo, o resultado final de-
pende da disponibilidade e uso de dados completos sobre os balanços patri-
moniais da empresa e de sua organização, de modo que se algum dado estiver 
faltando ou defasado impactará em um resultado final viesado.
Apesar da simplicidade do método, os conceitos de ativo circulante e não 
circulante precisam estar bem claros. Enquanto o ativo circulante transforma-se 
em valor monetário em menos de um ano, o não circulante diz respeito aos ativos 
que se transformarão em dinheiro depois do período de doze meses.
Compreender esses conceitos é primordial para a aplicação do método, que 
se desdobra no seguinte procedimento:
IDENTIFICAR OS ATIVOS TANGÍVEIS E INTANGÍVEIS 
Inicia realizando o inventário completo dos ativos da empresa, incluindo imóveis, equi-
pamentos, estoques, marcas registradas, patentes, direitos autorais, entre outros.
DETERMINAR O VALOR DOS ATIVOS TANGÍVEIS
Neste grupo se encontram os imóveis e equipamentos, que podem ser avaliados com 
base em seu valor de mercado ou custo de substituição, também conhecido como 
valor de reposição. Como desejamos estimar o valor líquido, os ativos devem ser apli-
cados às respectivas cotas de depreciação.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
AVALIAR OS ATIVOS INTANGÍVEIS 
Este grupo costuma ser o mais difícil de avaliar, uma vez que seu valor não é facilmen-
te mensurável. Uma prática bastante usada para avaliação é o custo histórico, o valor 
justo de mercado ou a estimativa do valor futuro que esses ativos podem gerar.
DEDUZIR AS OBRIGAÇÕES E PASSIVOS
Nesta etapa soma-se às obrigações e passivos da empresa.
Como o valuation pelo método do valor contábil busca identificar o valor da 
empresa a partir das informações contábeis, realizado o procedimento ante-
rior, basta calcular a diferença entre os ativos líquidos e os passivos e teremos 
o valor da empresa.
É importante ressaltar que o método do Valor Patrimonial tem algumas 
restrições. Por exemplo, ele não considera aspectos como o potencial de geração 
de fluxo de caixa da empresa, seu desempenho financeiro atual, perspectivas de 
crescimento, fatores de mercado e outros elementos. Esse método mostra o que a 
empresa gerou até o momento da análise, isto é a principal limitação do método: 
não avalia a continuidade da empresa. 
AVALIAÇÃO DE EMPRESAS PELO MÉTODO MÚLTIPLOS
A avaliação pelo Método Múltiplo consiste na avaliação baseada no conceito 
de valor relativo, isto é, o valuation é feito por comparação e não pelo potencial 
de renda ou valor intrínseco. Aqui a prática consiste na análise comparativa do 
desempenho econômico de empresas semelhantes ou de transações já realizadas 
que guardem alguma semelhança com a empresa que está sendo avaliada.
A avaliação de empresas por múltiplos tem como premissa a avaliação dos 
ativos a partir dos preços de seus correntes e de outros ativos que sejam compa-
ráveis. sob o enfoque da avaliação relativa, Damodaran (2007) sugere avaliar os 
ativos a partir de outros ativos similares já precificados no mercado. A compa-
ração de preços dos ativos com outros já precificados no mercado se dá a partir 
1
4
da padronização de valores, para isso, encontram-se os chamados múltiplos de 
mercado para aquelas variáveis comuns entre os ativos, por exemplo, lucros, 
fluxos de caixa, valor patrimonial ou receitas, EBITDA.
Para Damodaran (2007), a avaliação de empresas pelo método múltiplo, 
pressupõe que o preço de uma empresa ou ação será similar ao preço de outras 
empresas “comparáveis” e que, o mercado, em média, precificou essas empresas 
de modo correto.
Segundo Palepu, Healy e Bernard (2000), o processo de avaliação por múlti-
plos de mercado deve ser estruturado no mínimo em três fases:FASE 1
Seleção da medida de desempenho ou o valor que será a base para a análise por múl-
tiplos. Nesta fase, são definidos os múltiplos a serem utilizados na análise.
FASE 2
Estimação dos múltiplos das empresas comparáveis, utilizando a medida de de-
sempenho ou valor definida na fase 1. Nesta fase é definido o conjunto de empresas 
comparáveis, e, a partir dos dados dessas empresas, é gerado o múltiplo relativo a ser 
aplicado na empresa-alvo.
FASE 3
Nesta fase, é feita a aplicação do múltiplo das empresas comparáveis, utilizando a 
medida de desempenho ou valor da empresa analisada.
Quanto aos tipos de múltiplos, podemos dizer que existem diversos múltiplos 
de mercado, no entanto, os mais conhecidos, e que você já pode ter visto são:
 ■ valor da empresa / EBITDA;
 ■ valor da empresa / Lucro Líquido;
 ■ valor da empresa / Faturamento.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
No enfoque de “MÚLTIPLOS” a metodología de “valuation” 
o valor da empresa é mensurado a partir da comparação do 
desempenho econômico-financeiro entre companhias se-
melhantes no mercado. Para isso, identifica o quociente re-
sultante do valor da empresa e uma variável qualquer, como 
o EBITDA, lucro líquido ou faturamento. Para compreender 
o cálculo, precisamos compreender o significado de cada variável.
O valor da empresa pode ser dado pela soma do valor de mercado da com-
panhia com sua dívida de curto e de longo prazo, desse resultado é subtraído o 
valor das disponibilidades do ativo circulante.
O EBITDA (Earning Before interest, taxes, depreciation and amortization) 
que significa Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LA-
JIDA), indica a capacidade de geração de caixa operacional de uma empresa.
O faturamento é dado pela soma de todas as vendas, incluindo os produtos e 
os serviços, que uma empresa realiza em determinado período. Já o lucro líquido 
é o dado pela diferença entre a receita total e o custo total.
Com esses indicadores, já é possível avaliar a empresa, ou fazer uma com-
paração entre o valor de mercado das empresas similares à empresa avaliada.
Lembrando que neste modelo de avaliação de empresas, o que queremos é 
identificar quanto vale uma empresa, comparando-a com outra (s) dos mesmos 
setores “comparáveis”. Para esse método de avaliação, o indicador a ser utilizado 
vai depender muito do objetivo da avaliação, por exemplo, para fusão de em-
presas ou em aquisição de sociedades, o múltiplo mais utilizado é o EBITDA, 
já para empresas de capital aberto, o indicador mais utilizado é o lucro líquido.
Para a comparação de empresas há necessidade de conhecer os indicadores 
de cada uma. Para empresas listadas em bolsa, os valores são conhecidos (valor 
da ação), nesse caso, basta multiplicar o preço de cada cota “ação” pelo número 
total de ações. Ambas as informações são publicadas em seus relatórios contábeis, 
assim como os seus lucros, EBITDA, receita etc. 
Já as empresas não listadas em bolsa de valores não são possíveis determinar 
o valor de mercado a partir das ações, como fazemos quando é listada, e, não 
são divulgados os balanços. Logo, a forma de obter o preço de referência se dá a 
o lucro líquido 
é o dado pela 
diferença entre 
a receita total e 
o custo total
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1
Tabela 1 – Valuation por múltiplos de Lucro (Valor da empresa / EBITDA) / Fonte: o autor.
Valor atual da empresa M na bolsa de valores a) R$ 6.000.000,00
Valor da dívida da empresa M b) R$ 5.000.000,00
Valor da empresa M (a+b) c) R$ 11.000.000,00
EBITDA estimado para o ano atual d) R$ 1.200.000,00
Múltiplo estimado de EBITDA (c / d) 9,17 vezes
partir do valor de aquisição de empresas, a partir de algum meio de publicidade, 
“valor de transação “ou valor pelo qual foi vendido”, da mesma forma deve se 
obter alguns parâmetros como receitas, EBITDA e lucro líquido.
Para avaliar o valor da sua empresa pelo método “Múltiplos” escolha duas ou 
mais empresas similares à empresa avaliada, com potencial de crescimento, tam-
bém, similar. Depois de identificado o grupo de empresas calcule seus múltiplos 
e a média do grupo, dessa forma, você terá o valor de referência para identificar 
o quanto vale a empresa avaliada.
Avaliação de empresas pelo Múltiplos de EBITDA
Esse é um indicador que avalia a empresa sob a ótica dos resultados operacio-
nais. Não é o nosso objetivo calcular o EBITDA, então, vamos assumir que você 
já sabe calcular ou o EBITDA é conhecido.
Vamos supor que você foi contratado por um grupo de acionistas para avaliar 
a empresa J, ou seja, fazer o valuation desta empresa. Inicialmente, você escolheu 
a empresa M como a empresa referência para sua comparação. Suponha ainda, 
que a empresa M tem capital aberto em bolsa, logo, seus números são conhecidos, 
caso contrário você teria que ter acesso e calculá-los.
Calculado o múltiplo de referência, “empresa M”, o próximo passo é calcular o 
valor da “empresa J”, lembre-se que o objetivo é comparar as empresas.
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1
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Em suma, um múltiplo de 9,17 vezes ou (9,17x) indica que, comparado com a 
geração de caixa operacional, a empresa vale 9,17 anos o caixa gerado, conside-
rando o último EBITDA divulgado pela empresa. Nesse método, o lucro inde-
pendente é substituído pelo EBITDA da empresa, e as informações acerca dos 
demais itens do resultado do exercício são considerados irrelevantes. O objetivo 
é avaliar o potencial de geração de caixa produzido pelos ativos operacionais. O 
método não leva em consideração a retenção de recursos para reinvestimentos.
O EBITDA tem como premissa a comparação de desempenho e valor entre 
as empresas análogas do mesmo setor, usado como indicador de desempenho 
operacional e, em alguns casos, é usado como base para avaliação dos negócios.
Avaliação de empresas pelo Múltiplos de Lucro Líquido
O método de “múltiplos de Lucro Líquido” é mais usado para empresas negocia-
das na Bolsa de Valores, pois depende do preço da ação. Em geral, é dado pelo 
quociente do preço por ação pelo lucro por ação. Conhecido como Preço/Lucro 
(P/L) ou do inglês Price Earnings Ratio (P/E).
Este múltiplo permite determinar o tempo necessário para o investidor re-
cuperar o capital investido na compra de uma determinada ação. Por exemplo, 
empresas com baixo índice sinalizam para uma desvalorização. Apesar de ser 
um cálculo simples, não tem muita precisão por conta da variação de preços 
das ações, por isso, o método é recomendado no uso em conjunto com outras 
metodologias como o fluxo de caixa descontado.
Múltiplo estimado para a empresa de referência “M” a) 9,17 vezes
EBITDA estimada da empresa J para o ano atual b) R$ 2.500.000,00
Valor estimado da empresa J (EBITDA x Múltiplo) c) R$ 22.925.000,00
Valor da dívida d) R$ 10.000.000,00
Valuation da empresa J para seus acionistas (“c” – “d”) R$ 12.925.000,00
Tabela 2 – Valuation por múltiplos de Lucro (Valor da empresa / EBITDA) / Fonte: o autor.
1
8
Ao adotar o método de “Múltiplos de Lucro Líquido” recomenda-se avaliar em ter-
mos percentuais (%) o quanto a empresa distribui de dividendos e JCP, pois isso 
implica na decisão. O exercício que fizemos desprezou a retenção de parte dos 
lucros para novos investimentos, mas reflita que as empresas distribuem lucros 
mínimos de 25% previsto em Lei, mas com frequência arbitram em percentuais 
superiores ao mínimo. Suponha que a empresa do Sudeste distribua todo o lucro 
gerado, enquanto a empresa do sul distribua apenas 50% do lucro e reinvista a 
diferença, logo, isso pode alterar a decisão de alocação do seu investimento.
ZOOM NO CONHECIMENTO
Imagine que você está avaliando empresas de saneamento para investir seus 
recursos e, para isso, está usando o método “Múltiplos de Lucro Líquido”.
Exemplo 1: uma empresa de saneamento do sul do Brasil reportou um lucro 
líquido referente ao ano de 2022 no valor total de R$ 1,151 bilhões. Suponha que 
o total de ações da empresa em 31/12/2022 era de 1.511.205.519, cujas ações esta-
vam sendonegociadas em 31/12/2022 ao preço de R$ 4,42. Veja que o lucro por 
ação foi de R$ 0,7616. Ao aplicar a regra do “P/L”, temos que pelo lucro líquido o 
investidor recuperaria o capital investido em aproximadamente 5,8 anos.
Agora suponha que você está avaliando uma segunda empresa de sanea-
mento localizada no Sudeste brasileiro, e, a partir destes dados, irá comparar 
com os anteriores, a fim de decidir a melhor opção de investimentos. A em-
presa reportou um lucro líquido, referente ao ano de 2022, no valor total de R$ 
3,121 bilhões. Suponha que o total de ações da empresa em 31/12/2022 era de 
683.509.869, cujas ações estavam sendo negociadas em 31/12/2022 ao preço de 
R$ 57,16. Veja que o lucro por ação foi de R$ 4,5661. Ao aplicar a regra do “P/L”, 
temos que, pelo lucro líquido, o investidor recuperaria o capital investido em 
aproximadamente 12,5 anos.
No método “Múltiplos de Lucro Líquido”, demonstramos aplicação de um indi-
cador de análise, contudo, existem outros indicadores, por exemplo:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
INDICADOR FÓRMULA DE CÁLCULO
P/L Preço da ação pelo LPA: Preço da ação / Lucro por ação
LPA Lucro Líquido por ação: Lucro Líquido / Quantidade total de ações
VPA Patrimônio Líquido por ação: Patrimônio Líquido / Quantidade total de ações
P/VP Preço da ação pelo VPA: Preço da ação / Valor Patrimonial por ação
ROE Retorno Sobre o Patrimônio Líquido: lucro Líquido / Patrimônio Líquido
Quadro 1 – Indicadores Múltiplos de Lucro Líquido / Fonte: o autor.
Perceba que o caso do exemplo se deu a partir do primeiro indicador apre-
sentado, “P/L”.
A premissa desse método é a comparação de desempenho e valor entre as 
empresas análogas, geralmente do mesmo segmento, que compartilham de par-
ticularidades semelhantes em termos de mercado de atuação, administrativas e 
dos direcionadores de desempenho, como também guardam uma relação em 
termos de riscos.
Avaliação de empresas pelo Múltiplos de Faturamento
Enquanto os métodos “múltiplos de Lucro Líquido” e “valor patrimonial” têm 
seus cálculos dependentes das regras contábeis, o método de “Múltiplos de fatu-
ramento” depende da receita, isto é, não é tão afetada pelas regras contábeis, que 
podem atingir as demais variáveis.
Também conhecido como “múltiplos de receita”, o “múltiplo de faturamento” 
permite comparar empresas que atuam em mercados diferentes, contudo, deve 
ser usado em segmentos ou empresas nas quais a margem de EBITDA, ou lucro, 
seja mais ou menos constante.
Esse método permite identificar quantas vezes o valor do faturamento vale 
uma empresa. Na prática, o método de “múltiplos de faturamento” só é utilizado 
quando não é possível a adoção de um driver melhor.
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AVALIAÇÃO PELO MÉTODO FLUXO DE CAIXA DESCONTADO
Este é o método de valuation mais aceito pelo mercado, dado o maior grau de 
confiabilidade e por ser o mais completo. Martins (2000) defende que o método 
de avaliação de empresas, através do Fluxo de Caixa Descontado, expressa 
melhor o valor de um negócio. 
O cálculo consiste em trazer as projeções do fluxo de caixa futuros da Compa-
nhia ao valor presente. Nessa linha, Copeland, Koller e Murrin (2006) defendem 
que o Valor Presente Líquido (VPL) é o método mais aderente à maximização 
da riqueza dos acionistas, pois ele é alcançado somente após os titulares e os 
acionistas receberem como expectativas de retorno ajustadas ao risco. 
O método de valuation Fluxo de Caixa Descontado calcula o valor da empresa 
a partir do resultado que o negócio pode gerar no futuro. Esse método considera o 
potencial de geração de renda do negócio segundo as características operacionais 
intraempresa. Por isso, sua premissa é a do valor intrínseco da empresa.
Para realizar o cálculo, inicialmente, projetamos o Fluxo de Caixa da empre-
sa. Depois, a partir da taxa de desconto do custo do capital, calcula-se o valor 
presente da riqueza gerada com os investimentos realizados.
O processo de avaliação das empresas a partir do método do Fluxo de Caixa 
Descontado passa por quatro fases:
■ Fase 1: levantamento das informações.
■ Fase 2: projeções dos fluxos de caixa.
■ Fase 3: determinação da taxa de desconto.
■ Fase 4: definição do valor da empresa.
A análise da capacidade da geração de caixa inicia-se a partir dos aspectos inter-
nos à empresa e dos fatores externos que a impactam. São analisados os ativos 
tangíveis, intangíveis, pontos fortes e fracos, os riscos e oportunidades. Este con-
junto de informações é fundamental para a determinação da taxa de desconto, 
cuja finalidade é trazer o fluxo de caixa esperado para o futuro ao valor presente.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Levantamento de informações
O valuation pelo Método do Fluxo de Caixa descontado se dá a partir do le-
vantamento de dados e informações a respeito do desempenho histórico da 
empresa avaliada. As informações utilizadas na elaboração da projeção do fluxo 
de caixa futuro têm como ponto de partida as informações históricas referentes 
à própria empresa e ao mercado. O fluxo de caixa descontado mensura o quanto 
a empresa pode produzir de caixa considerando as potencialidades e os riscos 
internos e externos. 
Sob a ótica das informações internas são analisados os dados:
 ■ econômico-financeiros (direcionadores de valor, o retorno do investi-
mento, a diversificação de ativos e de risco, a relação entre giro e margem 
operacional, custo e estrutura de capital etc.);
 ■ contábeis (DRE e Balanço Patrimonial);
 ■ comerciais (portfólio de produtos; margem dos produtos);
 ■ operacionais e de gestão do negócio (processos e análise dos departa-
mentos);
 ■ ativos tangíveis e intangíveis.
Sob a ótica das informações externas é analisado o comportamento do mercado, 
a partir das seguintes premissas socioeconômicas: 
 ■ desempenho do negócio; expansão da demanda e da concorrência;
 ■ tendências de negócios e de novos produtos;
 ■ oferta de crédito;
 ■ preços de commodities;
 ■ taxa de juros;
 ■ crescimento do PIB;
 ■ inflação; taxa de câmbio.
O correto levantamento dessas informações, assegura que as projeções sobre 
a geração de riqueza da empresa avaliada estejam em conformidade com a 
mensuração real. 
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Projeções dos fluxos de caixa
A partir das informações históricas levantadas pelo avaliador, são realizadas as 
projeções de fluxo de caixa, ou seja, projeta-se a taxa de crescimento, a partir 
do desempenho histórico da empresa.
Cabe destacar que as projeções dos fluxos de caixa variam de 5 a 15 anos. 
Nesse fluxo são projetados os investimentos em ativos imobilizados, capital de 
giro operacional, e, caso a empresa goze de regime tributário pelo Lucro Real, 
também desse ser somado à depreciação. A essa projeção de 5 a 15 anos deno-
minamos de fluxo de caixa explícito.
Além do fluxo de caixa explícito, deve ser elaborado o fluxo de caixa para o 
horizonte posterior ao fluxo de caixa explícito, isto é, o fluxo do valor residual 
ou valor de perpetuidade. Esse fluxo representa a estimativa do valor do ativo 
ao final da vida útil.
Portanto, a projeção do fluxo de caixa segue uma lógica de um horizonte previsível, 
chamado de cálculo do valor explícito, e uma lógica de projeção contínua, chamada 
de projeção de perpetuidade. A taxa de crescimento para esta última é uma 
taxa menor a adotada para o primeiro ciclo da projeção, chamamos de taxa de 
crescimento terminal.
Feitas as projeções para a fase do cálculo explícito e para a fase da perpetuidade, 
ambas as projeções são trazidas a valor presente líquido, por meio da taxa de 
desconto definida.
Determinação da taxa de desconto para trazê-los a valor 
presente
Depois de realizar as projeções, é preciso determinar o valor presente correspon-
dente à riqueza futura a ser gerada pela empresa. Para isso, aplicamos uma taxa 
de desconto aos fluxos de caixa projetados.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 1
Não é o objetivo entrar no cálculo da taxa de desconto, por hora, precisa-
mos saber que a taxa deve refletir o custo de oportunidade,isto é, remunerar 
o acionista pelo risco do negócio e o retorno mínimo que o mercado espera de 
empresas do mesmo segmento. Esta remuneração pelo capital investido, também 
conhecido como Custo de Capital.
Há uma vasta gama de variáveis e formas de cálculo de custo de capital, mas, 
em geral, é calculada por meio do Custo Médio Ponderado de Capital (WACC), 
média ponderada entre o custo de capital próprio (capital dos acionistas) e o 
custo de capital de terceiros (capital de financiamentos para investimentos). 
Essas são as duas fontes mais comuns de financiamento. A partir do levantamento 
dos dados internos e do mercado é que são determinadas as taxas de descontos.
Cabe destacar que quanto maior for o risco do negócio, maior será o prêmio 
esperado pelo acionista “Custo do capital” e vice-versa. A determinação da taxa 
de desconto (WACC) é o aspecto mais sensível na avaliação da empresa, pois 
é a partir deste que todo o negócio é observado, isto é, a partir do WACC que 
se gera o lucro do acionista.
Estabelecimento do valor da empresa
Cumpridas as etapas anteriores, finalmente é possível determinar o valor da em-
presa que reflita o potencial que ela tem em gerar lucro, ou uma faixa de valor, 
pois é bastante comum o avaliador adotar cenários, ou seja, diferentes taxas de 
desconto representativas dos cenários otimista, conservador e pessimista.
Além do reporte da informação sobre a geração de lucro, o valuation por 
Fluxo de caixa descontado permite identificar a dimensão de seus pontos fortes e 
fracos, assim como, de seus riscos e oportunidades. Essas informações, associadas 
ao know-how do avaliador, possibilitam traçar indicadores estratégicos para 
aumentar o valor da empresa.
Os métodos apresentados são alguns dos principais fundamentos para a ava-
liação de empresas. É imperioso destacar que a avaliação de empresas pode ser 
bastante complexa e envolve diversos outros fatores, dependendo do setor em 
que a empresa atua e do objetivo da avaliação.
Apesar de serem diferentes entre si, as metodologias de avaliação de empre-
sas “valuation” apresentadas são complementares. Por isso, é importante que o 
avaliador compreenda muito bem os fundamentos de empresas. 
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NOVOS DESAFIOS 
Vimos que o Valuation é a principal técnica usada para identificar o valor real 
de uma empresa e, dependendo do método utilizado, pode resultar em valores 
que nem sempre são iguais. 
Os métodos de avaliação podem ser usados em conjunto ou detalhadamen-
te, porém, nenhum método isolado pode ser considerado como o mais correto, 
inquestionável ou exato; cada um requer informações e abordagens diferentes. 
Assaf Neto (2012) vai no mesmo caminho, ele cita que existem diversas me-
todologias para o cálculo do valuation e defende que o cálculo do valor justo, 
ideal ou correto, depende da coerência, lógica, análise, imparcialidade e rigor 
na escolha das premissas e do modelo de avaliação a ser admitido diante da 
situação real da empresa.
Confira aqui a aula referente a este tema. Recursos de mídia disponíveis no con-
teúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem 
EM FOCO
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1. A avaliação financeira de uma empresa, geralmente, envolve um processo complexo, cuja 
extensão e detalhes podem variar de acordo com o propósito e a profundidade da avalia-
ção. No entanto, em muitos casos, pode-se simplificar o processo em três fases principais:
■ coleta de dados e análise financeira;
■ projeção e valorização;
■ avaliação e recomendação.
Está presente na fase da avaliação e recomendação:
a) Nessa fase inicial, os analistas coletam informações financeiras da empresa.
b) Nessa fase, os analistas projetam o desempenho financeiro da empresa.
c) Nessa fase, os analistas eliminam os itens não recorrentes.
d) Nessa fase, os analistas emitem recomendações com base na avaliação.
e) Nessa fase, é realizada uma análise detalhada dos indicadores.
2. Existem vários métodos de avaliação de empresas, cada um com suas próprias abordagens 
e aplicabilidades. A escolha do método depende do propósito da avaliação, das informa-
ções disponíveis e das características da empresa. Os métodos mais comuns de avaliação 
são: Fluxo de Caixa Descontado (DCF – Discounted Cash Flow); Avaliação por Múltiplos; Ava-
liação de Ativos Líquidos (ou Valor Patrimonial Líquido - VPL); Avaliação por Fluxo de Caixa 
de Dividendos (Modelo Gordon-Shapiro); Avaliação por múltiplos de EBITDA (EV/EBITDA); 
Avaliação por Fluxo de Caixa Livre para a Firma (FCFF); Método do Valor Contábil Ajustado.
Qual o método utilizado para calcular o valor da empresa com base em seus ativos líquidos? 
(ativos – passivos). 
I - Avaliação de Ativos Líquidos (ou Valor Patrimonial Líquido - VPL). 
II - É útil para empresas em situações de liquidação. 
III - Avaliação por múltiplos de EBITDA (EV/EBITDA).
É correto o que se afirma em:
AUTOATIVIDADE
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a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
3. A avaliação de empresas pelo método do Valor Patrimonial Líquido (VPL) é um dos métodos 
mais simples de avaliação. Esse método calcula o valor da empresa com base em seus 
ativos e passivos registrados em seu balanço patrimonial. O Valor Patrimonial Líquido é 
encontrado pela diferença entre os ativos e passivos da empresa. Embora, seja útil para ter 
uma noção do valor contábil da empresa, ele deve ser usado com cautela e em conjunto 
com outras técnicas de avaliação para obter uma avaliação mais completa e precisa do 
valor de mercado de uma empresa.
O valuation pelo método Valor Patrimonial Líquido (VPL) tem como premissa a contabilidade 
e o patrimônio líquido da empresa, por meio das demonstrações contábeis trimestrais e os 
números do balanço. Diante disso, assinale a alternativa correta:
a) Nesse método, considera-se o valor contábil dos ativos ou do Patrimônio Líquido da 
empresa, sem mensurar ativos intangíveis.
b) Esse método reflete a imagem fiel do negócio e não reflete as perspectivas da empresa 
para o futuro.
c) É pouco aplicado em casos de venda de empresas inoperantes e com ativo imobilizado 
significativo.
d) É pouco aplicado em situações de empresas em dificuldades financeiras.
e) Esse método não assume o custo histórico dos ativos e passivos.
AUTOATIVIDADE
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1
REFERÊNCIAS
ASSAF NETO, A. Estrutura e análise de balanços: uma abordagem econômico-financeira: co-
mércio e serviços, dinâmicos, bancos comerciais e múltiplos. São Paulo: Atlas, 2012.
COPELAND, T. E.; KOLLER, T.; MURRIN, J. Avaliação de empresas–valuation: calculando e ge-
renciando o valor das empresas. [S. l.]: Pearson Makron.
DAMODARAN, A. Abordagens e métricas de avaliação: um levantamento da teoria e das evi-
dências. Washington: Agora Publishers Inc., 2007.
MARTINS, E. Avaliação de empresas: da mensuração contábil à econômica. Caderno de estu-
dos, v. 24, p. 28-37, 2000.
PALEPU, K. G.; HEALY, P. G.; BERNARD, V. L. Business analysis and valuation: using financial 
statements. 2. ed. Ohio: South-Western College, 2000.
PAIVA, W. D. Métodos de avaliação de pequenas e médias empresas. In: SEMINÁRIO EM AD-
MINISTRAÇÃO FEA-USP. 5, 2001, São Paulo. Anais [...], Faculdade de Economia,  Administra-
ção, Contabilidade, São Paulo, 2001.
PEREZ, M. M, & FAMÁ, R. Métodos de avaliação de empresas e balanço de estrangeiros. Revista 
Administração em Diálogo-RAD, v. 6, n. 1, 2008.
ROSS, S. A.; WESTERFIELD, R. W.; JORDAN, B. D. Princípios de Administração Financeira. 9. 
edição. São Paulo: Atlas, 2008.
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8
1. D.
Os analistas emitem recomendações com base na avaliação, por exemplo, se a empresa 
está subvalorizada ou superavaliada, se é atraente para investidores ou se é uma boa opor-
tunidade de aquisição.
2. C. 
É correto que o método de Avaliação de Ativos Líquidos (ou Valor Patrimonial Líquido – VPL) 
pode ser utilizado para calcular o valor de uma empresa a partir da sua base de ativos líqui-
dos, além disso, o método pode ser útil em casos de empresas em situação de liquidação.
3. A. 
Como o método refletea imagem fiel do negócio, logo, deve considerar o valor dos ativos 
do patrimônio líquido, e invalida os demais porque é muito aplicado nos casos de venda de 
empresas e muito aplicado em casos de empresas com dualidades financeiras, e assume 
o custo histórico dos ativos e passivos.
GABARITO
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9
MINHAS METAS
RETORNO E RISCO 
DE INVESTIMENTOS
Entender o significado e os fundamentos de risco e retorno.
Descrever os procedimentos de avaliação e mensuração de riscos.
Discutir a mensuração do retorno.
Compreender as características de riscos e retornos de investimentos.
Entender os tipos de riscos.
Entender as diferenças entre uso e custo de capital próprio e de terceiros.
Compreender como se determina o retorno exigido para um investimento.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 2
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INICIE SUA JORNADA
Olá, estudante!
Se você está iniciando a jornada como empreendedor, se tem experiência 
no ramo, ou se atua na gestão de empresas, com investimentos no mercado de 
capitais, ou qualquer outro ativo, já deve ter se deparado com algum dos conceitos 
de retorno e riscos de investimentos. Além de conhecer o mercado em que vai 
atuar, ter esses conceitos bem firmes pode ser fundamental para o desempenho 
dos negócios.
Na prática, são muito raras as tomadas de decisões em ambientes com 
informações incompletas, pois muitos profissionais não têm acesso a todo o 
conjunto de informações para a tomada de decisão. Como as decisões são 
tomadas voltadas para resultados futuros e alguns eventos não são claramente 
identificados, é imprescindível que se introduza a variável incerteza, também 
conhecida como risco.
Se você atua como analista de negócios, analista econômico e financeiro ou 
se é gestor de alguma empresa, certamente já ouviu este termo “risco”. Para uma 
melhor mensuração do risco, é preciso ter a dimensão do maior número pos-
sível de fatores que impliquem o resultado da decisão tomada.
Antes de estudarmos a análise de risco e retorno dos investimentos, que tal 
uma revisão dos conceitos?
A ideia de risco, no sentido mais tradicional, é vista como algo negativo. Esse 
conceito está voltado ao futuro e revela uma possibilidade de perda, ou seja, o re-
sultado está associado à probabilidade de ocorrência de um determinado evento.
Toda vez que que a incerteza de ocorrência de determinado evento puder 
ser quantificada por meio de uma distribuição probabilidade, dizemos que 
a decisão está sendo tomada sob uma situação de risco. Nesse caso, o risco 
pode ser entendido pela mensuração da incerteza, mediante o conhecimento 
prévio da probabilidade associada à ocorrência de determinados resultados 
ou valores médios esperados.
Por exemplo, se soubéssemos o valor da ação de uma empresa no futuro, 
investir nela seria uma tarefa fácil. No entanto, essa não é uma tarefa fácil, para 
não dizer impossível, pois depende de vários fatores, como apetite do mercado 
pelos papais da empresa, variações econômicas, estratégias de gestão da empresa, 
o setor em que a empresa atua, variáveis internacionais, enfim, é um conjunto 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
extenso de variáveis. Por isso dizemos que quanto mais o tomador de decisão 
conhecer acerca das variáveis que afetam a tomada de decisão, mais chances de 
sucesso ele terá.
Quando falamos de risco financeiro, estamos nos referindo à possibilidade de per-
da financeira. Para mitigar os riscos, precisamos distingui-los. Quer entender mais 
sobre o assunto? Ouça o podcast no seu Ambiente de Aprendizagem!
Recursos de mídia disponível no conteúdo digital no ambiente virtual de aprendizagem
PLAY NO CONHECIMENTO
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
No sentido mais amplo, o conceito de risco pode ser entendido de diversas ma-
neiras, a depender do contexto em que está sendo analisado. Alguns exemplos 
são risco aéreo para uma situação de seguro, risco de um beneficiário de um 
plano de saúde contrair uma doença, risco de insucesso de um negócio para um 
empresário que pretende tomar um empréstimo, risco ambiental para uma em-
presa de saneamento básico, risco de crédito de para um tomador de crédito, risco 
de seleção adversa para uma empresa que contrata um prestador de serviço etc.
No contexto das finanças e dos negócios, o risco é a chance de perda finan-
ceira. De forma bastante simples, ativos reais ou financeiros que apresentam 
maior probabilidade de perda são considerados de maiores riscos do que aque-
les que trazem menor probabilidade de perda. O termo “risco”, quando está 
associado à variabilidade dos retornos a determinado ativo, também pode ser 
chamado de incerteza.
No caso de investimentos, a incerteza é entendida como a possibilidade do 
resultado se desviar do valor esperado. Logo, o risco é definido como uma medida 
de variação dos possíveis retornos esperados de um ativo. Pela definição, o risco 
reflete a probabilidade de um resultado ocorrer. Ao estimar a probabilidade de 
um resultado de uma aplicação financeira ocorrer, temos uma distribuição de 
probabilidades. Caso não existam dados históricos para definição das probabili-
dades objetivas, pode-se estimá-las a partir de opiniões pessoais, isto é, palpites. 
Assim, constrói-se uma distribuição de probabilidades subjetivas.
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Ao estudar os riscos inerentes a um determinado negócio, é importante segregar 
a avaliação do risco total em: risco econômico e risco financeiro. As principais 
causas associadas ao risco econômico são de natureza conjuntural, por exemplo, 
mudanças econômicas, tecnológicas, mercadológicas e do próprio planejamento 
da empresa, como vendas, custos, preços, volume de investimentos etc. Já o risco 
financeiro está relacionado com o endividamento da empresa e com a capacidade 
de pagamento, e não com as decisões de ativos, como aquelas apresentadas no 
risco econômico. 
APROFUNDANDO
Ao empreender um negócio ou investir o seu dinheiro no mercado financeiro, o 
investidor tem como objetivo a multiplicação do seu patrimônio. A multiplica-
ção do seu patrimônio se dá pela soma de duas parcelas de remuneração, uma 
chamada de remuneração pelo risco sistêmico e outra pela remuneração do risco 
não sistêmico. O primeiro risco está associado ao risco econômico e o outro, ao 
risco financeiro.
No mercado, são tomadas as taxas médias de retornos dos investimentos a 
partir dos riscos sistêmicos. Já as taxas de risco não sistêmicos são definidas a par-
tir do nível de conhecimento e apetites diferentes para os riscos. A consequência 
disso é que teremos demandas diferentes para os diversos níveis de riscos. Assim, 
o que varia são os prêmios esperados para cada perfil de investidor.
A Grande Aposta 
Comentário: em 2008, o guru de Wall Street, Michael Burry, 
percebe que o volume de empréstimos concedidos para o 
mercado imobiliário está em risco de inadimplência. Então, ele 
decide apostar contra o mercado aplicando mais de um bilhão 
de dólares dos seus investidores. Suas ações atraem a atenção 
do corretor Jared Vennet, que percebe a oportunidade e passa 
a oferecê-la a seus clientes. Juntos, esses homens fazem uma 
fortuna tirando proveito do colapso econômico americano.
INDICAÇÃO DE FILME
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Em geral, como o próprio nome já diz, o risco sistêmico tende a seguir uma 
tendência de ocorrência sistêmica de eventos. Por isso, seus eventos são mais pre-
visíveis e, como consequência, o retorno esperado tende a ser mais homogêneo 
para investimentos nesse tipo de risco. Por outro lado, os riscos não sistêmicos 
estão mais relacionados ao investimento específico e, por isso, tendem a ter me-
nos previsibilidade. Isso se dá porque estão diretamente relacionados ao negócio, 
demandando, portanto, uma taxa de retorno específica de acordo com o nível de 
informação e apetite assumido pelo investidor.
No Brasil, como a taxa de juros é uma das maiores do mundo, a velocidade da 
multiplicação do patrimônio pode ser superior à daqueles países com taxas de 
juros baixas. Por essa razão a Selic tem sido bastante utilizadacomo proxy para o 
retorno médio de mercado. Contudo, pela alta volatilidade política e econômica, as 
empresas e os ativos são bastante afetados. Logo, o investidor não pode deixar de 
analisar o risco de cada tipo de investimento.
Em geral, o investidor espera um retorno médio de mercado em linha com a 
Selic. Quanto à parcela do risco não sistêmico, quanto maior for o risco, maior 
será o prêmio esperado. Contudo, esse prêmio é uma possibilidade de maior re-
torno, pois, na prática, não há garantia de que isso ocorra. Pode acontecer de um 
investimento de alto risco não trazer retorno algum ou trazer prejuízos, por isso 
o fator “risco não sistêmico” deve ser cuidadosamente estudado e considerado na 
hora de escolher os ativos que vão compor sua carteira. 
Por isso, avaliar o 
risco e o retorno dos 
ativos é um processo 
muito importante para 
evitar surpresas no fu-
turo. A boa notícia é 
que é possível estimar 
a variável risco. Vamos 
continuar a leitura para 
entender mais sobre ris-
co e retorno?
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Até aqui, já sabemos que o retorno e o risco estão conectados de forma inver-
sa. Em outras palavras, quanto maior o risco, maior também será o retorno espe-
rado e vice-versa. Se uma oportunidade de investimentos oferece rentabilidade 
muito acima da média do mercado, DESCONFIE. É possível que o risco inerente 
à oportunidade em questão seja muito alto, por isso vale a pena desconfiar, a não 
ser que você seja o tipo de investidor disposto a correr alto risco em troca de um 
retorno esperado maior.
“Retorno do investimento” é o termo-chave para todo o investidor, pois é algo que 
todos estão em busca, já que representa quanto o dinheiro investido vai render, 
assim como a velocidade do retorno.
ZOOM NO CONHECIMENTO
Suponha que você investiu R$ 10 mil em uma oportunidade com rentabilidade 
fixada em Selic, atualmente 13,75% ao ano. Ou seja, após esse período de 12 
meses, sua aplicação terá rendido R$ 1.375.
As aplicações em renda fixa costumam possuir um risco menor, e isso faz 
com que os retornos sejam mais conservadores. Por outro lado, as aplicações 
em renda variável, como as ações listadas na bolsa de valores, podem apresentar 
rentabilidades mais elevadas, mas com um risco também mais elevado.
Em virtude das oscilações políticas e econômicas, outro fator muito impor-
tante na definição do risco de investimento diz respeito ao prazo que você deseja 
fazer o investimento. Isso ocorre porque quanto maior o prazo, maiores são as 
chances de oscilações nas variáveis de risco. Portanto, quanto maiores as incerte-
zas e menor o prazo, menores são as chances de oscilações nas variáveis de risco.
O Brasil é conhecido de modo internacional pelas fortes variações tanto no 
ambiente político quanto econômico. Nesse sentido, qualquer mudança que 
aconteça em um desses ambientes implica diretamente nas oportunidades de 
investimentos. Assim, uma hora as aplicações em renda fixa costumam possuir 
um risco menor, o que faz com que os retornos sejam mais conservadores. Por 
outro lado, as aplicações em renda variável, como as ações listadas na bolsa de 
valores, podem apresentar rentabilidades mais elevadas, mas com um risco tam-
bém mais elevado.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
RISCOS E TAXAS DE CORTES
Já sabemos que os investimentos têm como premissa uma parcela de rentabili-
dade inerente às taxas de risco do mercado, risco zero, e uma taxa de prêmio de 
risco inerente ao negócio específico.
Custo de capital próprio
Nas análises econômicas e financeiras, chamamos de custo de capital próprio a 
taxa de retorno que os investidores desejam para fazer um investimento de risco 
em determinada empresa. Relembrando que todos os modelos de riscos e de 
retorno necessitam de uma taxa de risco zero e de uma taxa de prêmio de risco.
Taxa de risco zero
Para um investimento ser livre de risco, o retorno gerado deve ser igual ao retorno 
esperado. Este é um caso em que o investidor conhece com certeza os retornos 
esperados. Em geral, os títulos emitidos pelo governo têm essa característica. 
Damodaran (2007) destaca que devem ser avaliadas duas condições para um 
investimento ser livre de riscos:
 ■ Não pode haver risco de inadimplência.
 ■ Não pode haver risco de incerteza a respeito das taxas de reinvestimentos.
Por outro lado, imagine que uma empresa dificilmente consegue garantir as duas 
condições citadas, a exemplo das empresas de utilidades como saneamento, que, no 
período pandêmico, não conseguiram garantir nenhuma das condições mencionadas.
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Prêmio de risco
Ao decidir alocar seus recursos, o investidor espera uma rentabilidade mínima, 
a taxa de juros livres de risco, aquela apresentada para a remuneração de títulos 
públicos, cujo risco de investimento é zero. O prêmio de risco nos modelos 
de precificação de ativos de capital consiste no retorno extra esperado pelo 
investidor para transferir seus recursos de um investimento de risco zero para 
um com risco médio. Logo, o prêmio de risco é uma função de duas premissas:
 ■ Aversão ao risco de investidores.
 ■ O tamanho do risco de um investimento de risco médio.
A primeira premissa significa que quanto mais o investidor se torne avesso 
ao risco, maior será o prêmio exigido para a alocação do recurso. Já a segunda 
premissa diz que quando o risco de um investimento de risco médio aumenta, o 
seu prêmio também deve aumentar.
Quanto à mensuração do prêmio de risco, apresentaremos três métodos mais utilizados: 
• Prêmios por pesquisa.
• Prêmios históricos.
• Prêmios implícitos de ações.
Lembre-se de que durante a Covid-19, como o saneamento era a principal medida de 
combate à pandemia, muitas empresas tiveram fortes oscilações nos índices de inadim-
plências. Além disso, houve medidas que incentivaram a inadimplência por conta de de-
terminações de parcelamento e políticas de não corte. Aqui, não estamos questionando 
as medidas, apenas apresentando exemplos de eventos que tendem a ter maiores riscos 
de investimentos. Na mesma esteira, algumas empresas revisaram para menos os per-
centuais de dividendos, justificando a imprevisibilidade imposta pela pandemia. Esta últi-
ma estratégia tem um efeito semelhante ao aumento nas taxas de reinvestimentos, isto é, 
tendem a reduzir o volume dos dividendos, e dados os eventos não previsíveis, tendem a 
gerar ruídos nas séries históricas e, portanto, aumentar o risco de investimentos.
APROFUNDANDO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
O método de prêmio por pesquisa consiste na consulta junto aos investidores a 
respeito das expectativas para o futuro. Este método é pouco utilizado, porque os prê-
mios dependem muito da opinião pessoal de investidores. Além disso, os prêmios são 
extremamente dependentes dos movimentos recentes do mercado e tendem a ser de 
curto prazo — em geral as pesquisas apontam para um horizonte máximo de 12 meses.
O método de prêmios histórico é o mais utilizado para precificação de risco 
de ativo de capital. Ele se baseia em dados históricos dos preços de ativos. Nesse 
método, são adotados dados de um período mais longo, visto que os retornos das 
ações são bastante voláteis. Assim, quanto maior o prazo de análise, mais com-
portados são os riscos. O método de mensuração tem, no mínimo, três etapas:
Para compreender esse modelo, imagine que uma companhia de saneamen-
to apresente os seguintes valores de fechamento em seus papéis negociados no 
Brasil, Bolsa e Balcão (B3) nos últimos dias dos meses e anos, juntamente aos 
dividendos acumulados ao longo desses períodos. Para facilitar a demonstração, 
adotamos a Selic média acumulada no ano:
PRIMEIRA
Definir o horizonte temporal da estimativa.
SEGUNDA
Calcular os retornos médios sobre um índice de ações e de um ativo sem risco para 
um determinado horizonte temporal.
TERCEIRA
Calcular a diferença entre os retornos do ativo específico e o retorno do ativo sem risco.
QUARTA
Realizadas as três etapas relacionadas acima, basta utilizar a diferença encontrada entre 
os retornosdos ativos específicos e o retorno do ativo sem risco como o prêmio de risco.
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ANO
INÍCIO 
(R$)
DIVID 
(R$)
TOTAL 
(R$)
RETOR-
NO (%)
SELIC (%)
PRÊMIO 
DE RIS-
CO (%)
12/13 22,26 22,26 
12/14 13,30 0,787 14,09 -36,7 12,15 -48,87
12/15 21,32 0,738 22,06 56,6 14,84 41,74
12/16 31,35 0,219 31,57 43,1 14,30 28,82
12/17 36,38 1,205 37,58 19,1 6,68 12,38
12/18 43,37 1,030 44,40 18,1 6,04 12,09
12/19 56,51 1,159 57,67 29,9 4,53 25,36
12/20 42,84 1,377 44,22 -23,3 1,94 -25,27
12/21 33,21 0,398 33,61 -24,0 9,64 -33,63
12/22 52,66 0,943 53,60 59,5 14,30 45,19
Tabela 1 – Demonstração hipotética do cálculo do prêmio de risco / Fonte: O autor.
No exemplo, verificamos uma taxa média de retorno nominal de 15,8% para os 
investimentos específicos, enquanto a taxa média de retorno nominal para os ati-
vos de risco zero foi de 9,38%. Logo, sob a ótica dos dados históricos, o prêmio de 
risco para o ativo de capital da companhia, para o período analisado, foi de 6,42%.
No método de prêmio implícito de ações, não há necessidade de pesquisa 
de dados nem coleta de dados históricos. Contudo, como os dados para o cálculo 
são tomados no mercado, pressupõe-se que o mercado tenha os avaliado corre-
tamente. Assim, o cálculo pode ser feito da seguinte forma:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Parâmetros de risco
Agora você já sabe que a alo-
cação de recursos em qualquer 
investimento, diferentemente 
daqueles de risco zero, parte 
da premissa de que existe uma 
taxa de retorno mínima exi-
gida e uma taxa de prêmio de 
risco inerente ao ativo ou em-
presa analisada.
Para compreender esse modelo, vamos retomar o exemplo da empresa de 
saneamento negociada na B3. Considerando que o fechamento em 31 de dezem-
bro de 2022 foi de R$52,66 e considerando a distribuição de dividendos histórica 
foi de 2,67% e a taxa de crescimento esperada da receita e dividendos ao longo 
do tempo foi de 7%, temos o seguinte retorno esperado sobre o capital próprio:
Considerando que a taxa Selic, atualmente, está em 13,75%, o prêmio espera-
do para esse ativo será de 24,40%. Mas atente-se para o fato de que, nesse modelo, 
assume-se que o ativo está corretamente precificado pelo mercado.
EU INDICO
Para os dados de taxa de retorno para investimentos com risco zero, foram ado-
tadas as taxas da Selic, que é a média dos juros que o governo paga àqueles que 
lhe emprestaram dinheiro. A taxa Selic serve de referência para outras taxas de 
juros do país, sendo a taxa básica de juros da economia. Quer saber mais sobre o 
assunto? Clique aqui para acessar! 
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Se considerarmos que o risco não sistemático pode ser eliminado com 
a diversificação da carteira, ou seja, que aquela taxa de retorno extra é nula, 
resta apenas o risco sistemático. Neste caso, podemos estimar o retorno justo 
para um investimento, dado o seu risco, a partir do Capital Asset Pricing Model 
(CAPM). Este modelo assume que o único risco relevante para o investidor é 
o risco que não pode ser diversificado, isto é, o risco sistemático. Coopeland 
et al. (2005) definem o CAPM como um modelo de equilíbrio de mercado que 
possibilita mensurar a parcela do risco de um ativo individual e do prêmio de 
um determinado mercado.
O CAPM considera uma taxa mínima livre de risco, somada ao prêmio pelo 
risco que um determinado mercado oferece. Esse prêmio é multiplicado pelo 
beta do ativo que expressa a sensibilidade às variações do mercado. O beta (β) 
é um coeficiente de risco que mede a sensibilidade do retorno de uma ação em 
particular às mudanças nas condições de mercado. Assim, quanto maiores os 
riscos de mercado, maior será o retorno esperado pelos investidores. Para calcular 
o β, precisamos conhecer de algumas informações estatística acerca dos ativos.
Retomando os dados utilizados no exemplo anterior, cujo retorno médio 
foi de 15,81%, podemos encontrar a variância e o desvio padrão 
.
Assim como calculamos para um ativo individual — no caso a empresa de 
saneamento —, uma carteira de investimentos também possui variância e desvio 
padrão próprios, por exemplo, uma carteira composta por dois ativos J e M pode 
ter sua variância e seu desvio padrão calculados a partir da seguinte equação:
 (1)
Em que representam as proporções dos ativos “J” e “M”, respectiva-
mente, e representa a covariância entre os ativos “J” e “M”.
Perceba que a variância da carteira apresentada em (1) é uma função da variância 
de “J” e “M” e das covariâncias. Cabe destacar que a partir de e 
é possível determinar o coeficiente de correlação entre os dois 
ativos.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
A redução do risco da carteira é possível sempre que os retornos dos ativos 
individuais não estiverem perfeitamente correlacionados. À medida que diversi-
ficamos o portfólio e a carteira de ações, há uma tendência de diversificar o risco, 
ou até de eliminá-lo, restando apenas o risco sistemático. Ehrhardt e Brigham 
(2012) defendem que à medida que são adicionados ativos em uma carteira de 
investimentos, o risco total da carteira declina continuamente, enquanto o retor-
no é determinado pela média ponderada dos retornos individuais.
Quanto aos riscos, vimos que o não sistemático pode ser diversificado até a 
sua eliminação. Logo, quando avaliamos uma ação ou outro ativo qualquer, o 
que consideramos é o risco sistemático (de mercado), o beta.
Em relação ao parâmetro de sensibilidade β, dizemos que uma ação com:
 ■ , valoriza ou desvaloriza na mesma proporção que o mercado.
 ■ , valoriza ou desvaloriza em proporção menor que o mercado.
 ■ , valoriza ou desvaloriza em proporção maior que o mercado.
 ■ A equação β utiliza as covariâncias e variâncias:
 (2)
O modelo CAPM, também chamado de modelo de apreçamento de ativos, é o 
modelo que associa o retorno esperado de um ativo ao seu coeficiente de risco 
sistemático, β, mostrando a relação linear entre o retorno esperado e o beta, tanto 
para títulos individuais como para uma carteira de ativos.
Custo de capital
Inicialmente, convido você a relembrar os conceitos de custo de capital. O custo 
de capital próprio consiste na taxa de remuneração do acionista da empresa 
pago na forma de retorno sobre o capital investido. O custo de capital de ter-
ceiros consiste nas taxas de juros pagos aos bancos e instituições de empréstimos 
e financiamentos referentes ao capital tomado para investimentos. 
A estrutura de capital de uma empresa diz muito sobre a sustentabilidade 
econômica e financeira do negócio, pois é a partir desse indicador que veri-
ficamos o quanto dos investimentos a empresa realiza com recursos próprios 
do patrimônio financeiro e o quanto ela realiza com recursos de terceiros, por 
exemplo, empréstimos e financiamentos.
4
1
Uma empresa pode levantar recursos de três formas: pela emissão de ações 
ordinárias, pela emissão de dívida e pelas ações preferenciais. O desafio das 
empresas consiste em otimizar essa estrutura ótima de capital, a fim de propiciar o 
menor custo médio do capital.
O custo médio do capital, também conhecido como Weighted Average Capital 
Cost (WACC), pode ser calculado de várias formas, contudo, todas elas procuram 
identificar a média ponderada de cada um desses custos, a fim de evidenciar a 
taxa mínima de retorno para que o investimento seja efetivado. 
 (3)
Da equação (3), temos que:
 ■ Weighted Average Cost of Capital
 ■ Custo de capital próprio (capital do acionista)
 ■ Custo de capital de terceiro (custo da dívida)
 ■ Total do patrimônio líquido (equity)
 ■ Total de dívida (debt)
O reflete o risco do investimento em ações via capital próprio, e o reflete 
o risco de inadimplência da empresa via capital de terceiros. Os pesos de cada 
uma dessas variáveis devem refletir os valores de mercado. 
Custo de capital próprio
Para aplicação desse modelo, inicialmente calcularemos o custo de oportuni-
dade do acionista, ou seja, iremos analisar no mercado algumasoutras pos-
sibilidades de investimento que ele teria e, a partir delas, construiremos uma 
carteira diversificada.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
VARIÁVEL RETORNO MENSAL RETORNO ANUAL
Selic 1,08% 13,7582%
Poupança 0,50% 6,1678%
CDB 1,00% 12,6825%
Títulos públicos 1,08% 13,7582%
Inflação 0,40% 4,9070%
Média 11,5498%
Média + Inflação 16,9728%
Tabela 2 – Benchmark, custo de oportunidade / Fonte: Elaborado pelo autor.
Determinado o custo de oportunidade do acionista, utilizaremos o prêmio entre 
os ativos calculados na Tabela 2 e o retorno do ativo de menor risco do mercado. 
Em geral, utilizamos a Taxa de Longo Prazo (TLP) como ativo livre de risco, 
que atualmente está em 10,49%. Aqui, também utilizaremos o beta, que repre-
senta a taxa de crescimento esperado da empresa analisada comparada com o 
mercado e o retorno esperado. Vamos supor que esse valor é . Logo, já 
temos todos os dados para determinar o custo do capital próprio:
 (4)
10,4900%
16,9728%
1,40
Custo do capital próprio 19,5700%
Tabela 3 – Custo de capital próprio / Fonte: O autor.
4
4
Dados os retornos do ativo livre de risco, os retornos esperados do acionista 
e o risco do negócio, o acionista espera receber pelo capital próprio investido de 
19,57% a.a.
Custo de capital de terceiro e custo médio 
ponderado do capital
A equação (3) apresenta o custo médio do capital, WACC. Perceba que o custo 
total depende dos volumes de recursos alocados em custo próprio e de terceiro, 
por isso chamamos de custo médio ponderado, pois representa a proporção de 
capital da empresa financiado pelas acionistas e por terceiros, respectivamente.
Em geral, as empresas trabalham com um intervalo de estrutura de capital 
chamado de intervalo ótimo. Já na fase de elaboração dos planos de negócios, 
elas projetam o quanto do investimento inicial e do capital de giro da empresa será 
financiado com capital próprio e quanto será financiado com capital de terceiro.
O custo de capital de terceiro, , é resultado do custo de todas as fontes de crédito 
da empresa. 
Para essa demonstração, vamos assumir que a empresa financia 45% do seu plano 
de negócios com recursos próprios e os outros 55% são financiados com recursos 
de terceiro. Vamos supor, também, que toda a sua dívida está indexada na Selic, 
portanto, utilizaremos a mesma apresentada na Tabela 2: .
Recursos próprios 45%
Recursos de terceiros 55%
Custo do capital próprio 19,57%
Custo do capital de terceiro 13,7582%
Custo médio do capital (WACC) 16,3717%
Tabela 4 – Custo de capital / Fonte: O autor.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Não consideramos acima o efeito do benefício fiscal do imposto de renda (IR) 
sobre as despesas com juros, o que reduziria ainda mais o custo real da dívida. 
Contudo, a fórmula de cálculo é simples:
 (5)
A gestão do custo 
de capital é fundamen-
tal para maximização 
do valor e das taxas de 
retorno da empresa. A 
adequada gestão des-
sas variáveis implica a 
mitigação de riscos de 
decisões equivocadas e 
possíveis prejuízos. 
RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO
Depois, analisamos os riscos sob a ótica do investimento e estudamos um mé-
todo para estimar os custos das fontes de recursos. Além disso, apresentamos 
o custo do capital como a menor taxa aceitável de corte e ressaltamos que a 
taxa de retorno tem que ser superior à taxa de corte, a fim de criar valor para 
os acionistas de uma empresa. 
O retorno sobre o investimento é um conceito bastante utilizado na toma-
da de decisão, pois é a partir dele que mensuramos o melhor retorno sobre 
um projeto de investimento ou para tomada de decisão sobre qual projeto deve 
ser o escolhido.
Existem muitas alternativas de cálculo de retorno sobre o investimento. Você 
já deve conhecer o conceito da Taxa Interna de Retorno (TIR), que é uma me-
dida de todo o fluxo de caixa recebido ao longo da vida de um projeto. Também 
podemos citar outras métricas, como Return On Equity (ROE) e Return on 
Assets (ROA), que, diferentemente da TIR, não levam em conta o momento do 
fluxo de caixa e representam a taxa anual de retorno. O Return On Investment 
4
1
(ROI) é outra métrica utilizada para descobrir o quanto a empresa ou negócio 
retorna sobre o investimento.
O ROE é um importante indicador de retorno. Ele mede o Lucro Líquido (LL) gera-
do pela empresa em relação ao Patrimônio Líquido (PL), isto é, reflete a taxa de re-
torno sobre o capital investido pelos acionistas. A fórmula de cálculo é a seguinte:
 (6)
Quanto maior o ROE de uma empresa, melhor. Se a empresa J possui um ROE 
superior à empresa M, dizemos que a empresa J é uma melhor oportunidade de 
investimento, pois isso indica que está sendo mais eficiente no uso de capital. 
ZOOM NO CONHECIMENTO
Ao compararmos o ROE com o custo de capital próprio, esperamos que o ROE 
seja sempre superior, pois assim a empresa está gerando valor aos seus acionis-
tas. Do contrário, a empresa estaria reduzindo o valor para os seus acionistas. 
Exemplo: se uma empresa tem um ROE de 30%, ela gera LL de R$ 30 para cada 
R$ 100 de PL.
Importante destacar que o ROE pode ser usa-
do como medida de comparação para empresas do 
mesmo setor, sendo que as empresas mais eficientes 
entregam ROEs melhores. O ROE pode ser afetado 
tanto por fatores internos quanto externos à empresa. 
No primeiro, citamos a política de dividendos, a eficiência operacional e a estru-
tura de capital, pois a estrutura de capital mais alavancada pode apresentar um 
custo de dívida menor que o custo do capital próprio, porém, a empresa estará 
mais exposta a outros riscos, como a taxas de juros e variações de cambiais. No 
segundo caso, o ROE pode ser afetado por situações econômicas como taxa de 
juros, políticas cambiais, variações no PIB e ambiente concorrencial.
O ROA é um importante indicador de retorno. Ele indica se a empresa é ren-
tável em relação ao seu ativo total. Essa métrica é bastante utilizada para analisar 
a capacidade que a empresa tem de gerar lucro a partir de seus ativos. A partir 
dos demonstrativos de resultados de exercício (DRE), é possível encontrar o 
Lucro Operacional (LO) e, a partir do Balanço Patrimonial, encontrar o Ativo 
Total Médio (ATM). Com essas informações, basta aplicar na seguinte equação:
O ROE pode ser 
afetado tanto por 
fatores internos 
quanto externos 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
 (7)
O ROA é um indicador bastante efetivo na comparação de desempenho da 
empresa de um ano para o outro. A métrica também pode ser utilizada para 
comparar, contudo, é mais eficiente quanto maior for a semelhança das empresas 
em termos de porte e escopo. 
Quanto maior for o ROA, mais a empresa está gerando valor com seus ativos. 
Por outro lado, se ROA for menor quando comparado com outras empresas do 
setor, a empresa está utilizando os ativos de maneira ineficiente. 
Exemplo: imagine que uma empresa de saneamento tenha em sua base de ativos 
terrenos, estações de tratamento de esgoto e água, redes de distribuição de tubu-
lações de água e esgoto, softwares etc., cujo patrimônio é de R$ 15 bilhões. Ainda, 
supunha que a companhia gerou, em 2022, R$ 1,2 bilhão de lucro líquido. Logo, o 
ROA foi de 8%.
PENSANDO JUNTOS
O ROI é um importante indicador de retorno sobre um investimento realizado, 
além de permitir a comparação entre opções de investimentos. Ele é bastante 
utilizado por investidores tanto no mercado de capitais quanto dentro das em-
presas. Assim, o ROI pode ser utilizado para:
 ■ Analisar a aquisição de investimentos financeiros como: ações na bolsa, 
fundos de investimentos, títulos de renda fixa, ETF.
 ■ Analisar a aquisição de equipamentos para a empresa.
 ■ Investir em campanhas publicitárias.
 ■ Expandir os negócios etc.
O ROI é um indicador que mede o retorno de um investimento em relação 
ao custo da sua aplicação, isto é, mede o custo e o benefício gerados por um 
investimento em detrimento de outro. Esse indicador é mensurado a partir de 
eventos passados, ou seja, não é possível prever o ROIde eventos futuros.
Para o cálculo do ROI, utilizamos o lucro líquido e o custo do investi-
mento, isto é, o custo do projeto. Quanto maior for a proporção, maior será 
o benefício gerado. Existem várias versões da fórmula de cálculo, as mais 
utilizadas são as seguintes:
4
8
 (8)
 (9)
O ROI não leva em consideração o período do retorno, por isso, um ROI 
mais alto não é, necessariamente, a melhor opção de investimento. Por exemplo, 
imagine que você está avaliando dois investimentos com ROI de 50%. Contudo, 
um deles precisa de 5 anos para gerar esse percentual, já o outro precisa de 10 
anos para gerar o mesmo percentual. Para analisar adequadamente, sugere-se 
anualizar o ROI. Para corrigir esse problema, utilizamos a seguinte fórmula:
 (10)
Cabe destacar que um cálculo de ROI pode ser diferente dependendo da 
fórmula utilizada, especialmente nos casos em que se o tratamento de custeio ou 
de impostos é diferente etc. O cuidado que precisa ser tomado refere-se a utilizar 
todos os custos incorridos.
Exemplo: imagine que uma empresa de saneamento implantou um sistema 
de coleta e tratamento de esgoto em determinado município. O custo de im-
plantação desse investimento foi de R$ 20 milhões e a vida útil desse sistema é 
de 40 anos. A empresa irá faturar R$ 3,6 milhões ano, e ao longo dos 40 anos, 
terá gerado R$ 144 milhões. Substituindo esses valores na equação (8), temos:
Alternativas de análise de retorno
As métricas de retorno ROA e ROE, respectivamente, mostram se a empresa 
está fazendo bom uso dos recursos e o quanto agrega de valor em seu negócio 
com seus recursos próprios. Esses dois índices não levam em conta o momento 
do fluxo de caixa e representam uma taxa anual de retorno. No caso do ROI, ele 
mostra o quanto a empresa tem de retorno ao fazer um investimento. Assim, 
essa é uma das metodologias de projeção e avaliação mais utilizadas na decisão 
de investimentos.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
Acesse e confira a aula referente a este tema.
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EM FOCO
NOVOS DESAFIOS
Chegamos ao fim deste Tema de Aprendizagem!
Analisar os riscos e o retorno dos investimentos é importante para saber se 
ele foi positivo ou não para sua empresa e se atingiu os objetivos estipulados. Ao 
fazer a análise de risco, você terá mais clareza acerca dos resultados do investi-
mento, e ao considerar a análise do investimento, terá mais visão sobre o valor 
agregado, isto é, o quanto está gerando e qual projeto está gerando mais retorno. 
Dessa forma, terá clareza sobre os pontos que necessitam de melhorias ou sobre 
as despesas que podem ser cortadas. 
5
1
REFERÊNCIAS
DAMODARAN, A. Finanças corporativas aplicadas. Porto Alegre: Bookman, 2007.
EHRHARDT, M. C.; BRIGHAM, E. F. Administração financeira: teoria e prática. São Paulo: Cenga-
ge Learning, 2012.
5
1
MINHAS METAS
CONCEITOS DE CARTEIRA 
DE INVESTIMENTOS 
Diferenciar os tipos de investimentos.
Analisar as diferenças entre renda fixa e renda variável.
Identificar os perfis de investidor.
Compreender a relação entre riscos e retorno.
Conhecer os tipos de rendas.
Distinguir os diversos tipos de investimentos.
Diversificar uma carteira de investimentos com segurança.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 3
5
1
INICIE SUA JORNADA
Olá, estudante! Seja bem-vindo!
Você deve ter conhecimento sobre a crise financeira de 2008 que abalou o 
mundo. Certo? Considerada a pior crise desde a grande depressão de 1929, a 
crise de 2008 foi causada pelo aumento nos valores imobiliários e provocou um 
colapso nas bolsas ao redor do mundo, principalmente nos países europeus. E o 
Brasil não ficou isolado das consequências.
A crise causou desvalorização dos ativos imobiliários e se alastrou pelo 
mundo, causando uma recessão global em 2009, gerando taxas de desemprego 
altíssimas e causando várias ondas de protestos. Na Grécia, por exemplo, os pro-
testos foram violentos e conhecidos no mundo todo.
No caso do Brasil, nos primeiros dias após o evento de 2008, a eco-
nomia brasileira foi fortemente afetada pela queda no valor das ações e 
pelo aumento no preço do dólar, acompanhados pela contração no crédi-
to, principalmente no imobiliário. Isso provocou uma redução nos preços 
imobiliários e, consequentemente, puxou os preços dos fundos imobiliários 
para baixo.
Agora imagine que, à época, você tivesse investido todos os seus recursos em 
fundo imobiliário, cuja modalidade de investimentos é formada por investido-
res que formam um grupo a fim de fazer investimentos no mercado imobiliário 
sem realizar uma compra direta de imóvel. Caso você fosse um desses investido-
res, possivelmente teria visto seus investimentos encolheram.
Em 26 de fevereiro de 2020, o Ministério da Saúde confirmou o primeiro 
caso de covid-19 no Brasil. A pandemia, que teve seu fim declarado pela Orga-
nização Mundial de Saúde (OMS) em 5 de maio de 2023, levou as empresas a 
faturarem menos e, com isso, elas obtiveram menores resultados. Essa condição 
provocou uma situação de risco no Brasil, gerando muita apreensão e um forte 
fluxo de saída dos investidores dos mercados de risco, culminando na queda 
geral na bolsa de valores.
No Brasil, as lojas do varejo saíram da crise pandêmica e entraram em outra. 
A crise das Americanas que revelou inconsistências contábeis da ordem de R$ 
20 bilhões, e uma dívida de aproximadamente R$ 45 bilhões. Acumulou, de 
janeiro a julho de 2023, perdas na bolsa de aproximadamente 90%. Já as ações 
das Lojas Marisa, puxadas pela onda da Americanas, caíram cerca de 36% no 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
mesmo período. Imagine que, em janeiro de 2023, todo o seu patrimônio estives-
se investido em ações das Americanas. Nesse caso, você teria visto seu patrimônio 
se reduzir a 10%.
Apresentamos algumas situações reais e recentes para chamar a atenção sobre 
a importância de manter uma carteira de investimentos diversificada, a fim 
de mitigar os riscos da carteira.
VAMOS RECORDAR?
A maximização dos resultados está diretamente relacionada com a estratégia de 
diversificação da carteira de investimentos a partir da identificação das melhores 
oportunidades. Já a estratégia da alocação está relacionada com o perfil do 
investidor. Sobre o perfil de investidor, convido você para assistir ao vídeo e ler o 
conteúdo: 
Perfil de investidor: descubra se você é conservador, moderado ou arrojado
Carteira de investimentos para iniciantes: tudo o que você precisa saber para 
montar a sua - InfoMoney Recursos de mídia disponível no conteúdo digital no 
ambiente virtual de aprendizagem
Para compreender melhor como os objetivos financeiros podem ser atingidos a 
partir da alocação dos recursos, convido você para acessar o podcast. Nele, vamos 
falar sobre os conceitos de carteira de investimentos e diversificação do portfólio. 
Ou seja, ao invés de deixar todos os recursos investidos em único ativo, o investi-
dor aplica seus recursos em mais de um ativo, seguindo o princípio da diversifi-
cação da carteira. 
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aprendizagem
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PLAY NO CONHECIMENTO
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DESENVOLVA SEU POTENCIAL#
CARTEIRA DE INVESTIMENTOS
A carteira de investimentos, também conhecida como portfólio, é o nome dado a 
um conjunto de ativos que uma pessoa ou uma empresa tem na sua composição 
de investimentos. A formação de uma carteira de investimento depende dos 
objetivos do investidor. De acordo com o propósito, as carteiras podem mudar 
de investidor para investidor, ou os objetivos podem se alterar para um mesmo 
investidor ao longo do tempo.
Sobre os objetivos do investidor, imagine que um investidor deseje comprar um 
imóvel nos próximos cinco anos; logo, ele não deseja correr riscos que possam 
comprometer seu objetivo. Dessa forma, possivelmente, boa parte da sua carteira 
de investimento seja indicadapara investimentos pós-fixados, como algum ativo 
que seja indexado à inflação, evitando a perda do poder de compra do seu recur-
so. Por outro lado, se o investidor já estiver em nível satisfatório para as compras 
dos bens necessários, há grande chance de ele estar mais disposto a correr algum 
risco em troca de alguma chance de maior prêmio. Dessa forma, alocar os recur-
sos em renda variável parece fazer mais sentido — claro que, mesmo em ativos 
de riscos, é possível, com algum grau de precisão, prever as probabilidades de 
ocorrência de riscos.
PENSANDO JUNTOS
O resultado da carteira de investimentos depende da combinação dos ativos que 
a compõem, e não de um ativo de forma isolada. A composição da carteira de-
pende do perfil do investidor, do apetite ao risco e da expectativa de alocar seus 
recursos financeiros em ativos de renda fixa ou variável. A renda fixa prevê as 
regras de remuneração antes mesmo da aplicação, isto é, o investidor conhece, a 
priori, o quanto o ativo vai retornar. Já a renda variável depende de algum inde-
xador, como a inflação que ainda vai acontecer. Por isso, dizemos que o risco na 
variável é maior, pois há um conjunto maior de eventos desconhecidos.
Ao montar uma carteira, o investidor tem, à sua disposição, uma série de 
variáveis que podem suportar a sua decisão, tais como: renda fixa ou variável; 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
tipo de empresa; e qual proporção de recurso deve ser alocada em cada ativo. 
Ademais, ele deve escolher entre renda fixa e variável e decidir em qual setor vai 
investir. A regra de ouro do investimento é “nunca colocar todos os ovos na 
mesma cesta”. É daqui que deriva o conceito de diversificação, principalmente 
quando o investimento é em renda variável, cujos resultados são bastante impre-
visíveis. Por exemplo, se você alocar seus recursos numa única ação, o risco de 
ter prejuízo é muito grande, pois o papel fica suscetível não apenas às decisões 
do ambiente econômico externo à empresa, mas também às decisões estratégicas 
dentro da empresa.
Quanto ao formato de apresentação do portfólio, é bastante comum a repre-
sentação em gráfico de pizza, conforme apresentado na Figura 1:
Figura 1 – Exemplo de Gráfico / Fonte: https://pixabay.com/pt/vectors/%C3%ADcone-gr%C3%A1fico-tor-
ta-o-neg%C3%B3cio-2189139/. Acesso em: 20 set. 2023.
Descrição da Imagem: a ilustração apresenta quatro exemplos de gráficos em formato de pizza. Em cada um 
deles, há dois recortes que se assemelham a “fatias” e dividem um espaço de 45 graus do círculo. Um dos gráficos 
é maior do que os outros e está localizado no centro da imagem, e os outros três são menores e estão localizados 
um embaixo do outro no lado direito da imagem. Além disso, a ilustração também apresenta cinco quadrados 
pequenos enfileirados na horizontal, que estão localizados no canto superior esquerdo da imagem.
O gráfico de pizza representa a participação de cada ativo na carteira de inves-
timentos. O tamanho de cada fatia da pizza é proporcional à participação do 
ativo em %.
5
1
PERFIL DE INVESTIDOR
A determinação da carteira ideal de investimento depende do perfil do investidor, 
também conhecido como suitability. É uma análise que, a partir de um questio-
nário, busca reunir informações para mapear as expectativas do investidor em 
relação ao retorno esperado, à liquidez e ao nível de risco que ele está disposto a 
assumir. A partir dessa análise, o perfil é definido como conservador, moderado, 
arrojado ou agressivo.
As decisões dos investidores são sustentadas pela expectativa de retorno, 
prazo e proteção. As decisões são tomadas num ambiente complexo, podendo 
dificultar a assertividade quanto aos riscos associados à decisão de investir. Para 
Cerqueira (2015), a rentabilidade tem uma relação direta com o risco: quanto 
mais rentável, maior é o risco do investimento.
O processo de suitability procura evitar que um investidor que preza mais pela se-
gurança financeira invista em ativos de risco. Isso reduz os prejuízos para o investi-
dor e propicia mais segurança e oportunidades de aplicações dentro do seu perfil.
ZOOM NO CONHECIMENTO
O termo suitability passou a ser utilizado pelos órgãos reguladores do mercado 
americano de capitais. O órgão regulador determinou que o agente financeiro 
deveria conhecer o seu cliente e, a partir disso, prestar a melhor assessoria pos-
sível. De forma semelhante, o Brasil também dispõe de um sistema de regulação 
dos interesses do investidor. A proteção do investidor que participa do mercado 
de capitais conta com o regramento de procedimentos a serem adotados pelos 
agentes e pelos consultores de investimentos e prevê que não se pode realizar 
operações ou prestar serviços sem verificar adequação do perfil do cliente.
O Código ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de 
Produtos de Investimentos, em seu art. 45, determina que:
 “ [...] as instituições participantes, no exercício da atividade de dis-
tribuição de Produtos de Investimento, não podem recomendar 
Produtos de investimento, realizar operações ou prestar serviços 
sem que verifiquem sua adequação ao perfil do investidor.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
No §1º, o Código determina que as instituições participantes do mercado de 
capitais devem implementar e manter, em documentos escritos, regras e proce-
dimentos que possibilitem a adequação de produtos de investimento segundo 
o perfil dos investidores, suitability. Na coleta de informações, deve ser possível 
identificar o objetivo do investidor com o investimento, sua situação financeira 
e seu conhecimento acerca da matéria de investimento. Quanto à informação do 
objetivo do investimento, o agente ou consultor de investimento deve considerar 
as seguintes informações:
 ■ Período em que o investimento será mantido;
 ■ Preferências quanto à assunção de riscos; e
 ■ Finalidade do investimento.
Quanto à informação sobre a situação financeira do investidor, deve-se con-
siderar, no mínimo, as seguintes informações:
 ■ O volume financeiro das receitas regulares declaradas;
 ■ O volume financeiro dos ativos que compõem o patrimônio do investi-
dor; e
 ■ A necessidade futura de recursos declarada.
Quanto à informação referente ao conhecimento do investidor, deve-se con-
siderar, no mínimo, as seguintes informações:
 ■ A familiaridade do investidor com os tipos de serviços e produtos;
 ■ A natureza, o volume e a frequência das operações realizadas pelo in-
vestidor; e
 ■ A formação acadêmica e a experiência profissional do investidor.
Em conjunto, essas informa-
ções devem ser suficientes para 
definir o perfil do investidor. O 
Código ANBIMA também esta-
belece que o perfil do investidor 
deve ser atualizado em prazos 
máximos de 24 meses. Caso os 
investidores se recusem a partici-
par do processo de identificação 
de perfil, devem ser considera-
dos como investidores sem perfil 
identificado.
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É importante observar que o Código ANBIMA veda que as instituições par-
ticipantes recomendem produtos de investimentos quando:
O perfil do investidor não for adequado ao produto;
As informações não forem suficientes para identificar o perfil do investidor;
As informações relativas ao perfil do investidor estejam desatualizadas.
Caso o investidor solicite a aplicação em ativos que estejam em discordância com 
as recomendações anteriores, as instituições devem:
 ■ Alertar o investidor sobre a inadequação, a ausência ou a desatualização 
do seu perfil, assim como as causas da divergência; e
 ■ Solicitar a declaração expressa do investidor (exclusiva para cada tipo de 
ativo) na manutenção da decisão de investidor, mesmo ciente da ausência, 
da desatualização ou da inadequação do perfil.
Todo esse conjunto de informações tem o in-
tuito de entregar os resultados mais adequados aos 
interesses do investidor. Contudo, Lima et al. (2006) 
destacam que o perfil pode mudar com o tempo e 
com a condição financeira. Por exemplo, quando os 
investidores aumentam o volumede patrimônio, seu 
nível de risco pode se tornar maior; portanto, terá como objetivo maiores retor-
nos em seus investimentos. Na mesma linha, Bessa (2016) defende que a decisão 
de investimento é algo complexo para a maior parte das pessoas, pois passa pelo 
entendimento da capacidade de poupança, dos objetivos de investimento, do 
prazo de investimento, da liquidez desejada, do apetite às flutuações dos retornos 
e das eventuais perdas.
De posse das informações sobre a suitability, podemos classificar os inves-
tidores conforme o apetite ao risco e, com isso, determinar os seus perfis como 
perfil conservador, perfil moderado ou perfil arrojado.
O perfil pode mudar 
com o tempo e 
com a condição 
financeira
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
PERFIL CONSERVADOR
Esse perfil é aquele com baixa propensão ao risco, isto é, não deseja que seu 
investimento sofra com a volatilidade do mercado. Enquadram-se nesse perfil os 
investidores que não assumem riscos maiores em troca de um retorno maior. Lima et 
al. (2006) afirmam que o investidor com esse perfil tem reações mais emocionais do 
que racionais, troca a rentabilidade pela tranquilidade e, em geral, tem pouco conhec-
imento e poucas informações sobre investimentos e mercado financeiro.
PERFIL MODERADO
Esse perfil diz respeito àquele investidor que aloca seus recursos de forma equilibra-
da, isto é, deseja maior retorno, mesmo que tenha que aceitar volatilidade no seu pat-
rimônio. Enquadram-se nesse perfil os investidores que não correm altos riscos mas 
que também não são excessivamente conservadores. Lima et al. (2006) afirmam que 
o investidor com esse perfil tem certo conhecimento de investimentos e de mercado 
financeiro.
PERFIL ARROJADO
Também chamado de agressivo, esse perfil é aquele que aloca seus recursos de for-
ma mais tranquila quanto a maior volatilidade, em troca de uma expectativa de maior 
retorno. Lima et al. (2006) postulam que o investidor com esse perfil tem alto conhec-
imento de investimentos e de mercado financeiro. Diferente dos perfis conservadores 
e moderados, renuncia à segurança do seu patrimônio em troca da expectativa de um 
retorno maior.
RELAÇÃO RETORNO E RISCO
Veja que, em todos os perfis de investimento, o retorno esperado está relacionado 
com o risco que cada investidor aceita correr. Nessa mesma linha, Higgins (1995) dest-
aca que, ao avaliar as alternativas de investimentos, o que está em questão é se a taxa 
de retorno é suficiente para compensar os riscos. Por exemplo: verificar se, quando os 
retornos esperados são altos, os ativos tendem a apresentar riscos mais elevados. 
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PERFIL DO INVESTIDOR E CATEGORIAS DE RENDAS
Em suma, investidores com um perfil conservador tendem a concentrar a maior 
parte do seu patrimônio em investimentos de renda fixa. Perfil moderado ten-
de a alocar, de maneira igual, os investimentos em renda fixa e renda variável. 
Perfil arrojado ou agressivo tende a destinar a maior parte do seu patrimônio 
para renda variável. 
A diversificação de uma carteira de investimentos entre renda fixa e renda variável 
é uma estratégia que busca equilibrar as oportunidades de retorno de acordo com 
o perfil do investidor, considerando a previsibilidade dos retornos e o nível de risco 
associado a cada categoria.
Enquadram-se na categoria de renda fixa os investimentos cujos retornos são 
conhecidos antecipadamente ou podem ser facilmente calculados. Nessa cate-
goria, o investidor conhece as possibilidades dos rendimentos antes de fazer o 
investimento. Os ativos de renda fixa são considerados mais seguros e estáveis, 
podendo ser divididos em curto prazo e longo prazo:
Renda fixa de curto prazo
Nesse grupo de ativos, encontramos aqueles que pagam juros pré ou pós-fixa-
dos. Em geral, os vencimentos ocorrem em um ou poucos meses. São exemplos: 
cotas de fundos de renda fixa; títulos de curto prazo do governo federal (LTN, 
LFT, BBC etc.); caderneta de poupança; certificado de depósito bancário- CDB; 
entre outros.
Renda fixa de longo prazo
Nesse grupo de ativos, encontramos os títulos de dívida do governo e das empre-
sas para prazos mais longos, geralmente de vários anos. São exemplos: debêntu-
res; Notas do Tesouro Nacional; C-Bonds, entre outros. 
Enquadram-se na categoria de renda variável os investimentos cujos retor-
nos podem variar de acordo com o desempenho do mercado. Nessa categoria, 
não há garantia de rendimentos futuros, e os investidores ficam mais expostos 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
a flutuações do mercado. São exemplos: ações, contratos de opções, contratos 
futuros em geral, ouro, dólar e outras moedas.
DIFERENTES TIPOS DE APLICAÇÕES
A compreensão dos conceitos e dos critérios envolvidos no desenvolvimento 
de um portfólio de ativos são necessários para compor uma carteira que maxi-
mize os retornos do investimento. Para dar seguimento à composição de uma 
carteira de investimento, ainda nos falta compreender os principais tipos de in-
vestimentos disponíveis no mercado e que podem fazer parte do portfólio. São 
os principais: ações, fundos imobiliários, renda fixa e fundos de investimentos.
Ações
O mercado de ações vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil. Atualmente, 
cerca de 400 empresas são negociadas na Bolsa de valores brasileira. Nesse tipo 
de investimento, o investidor compra um pedaço de uma empresa de capital e 
passa a ser sócio da empresa; logo, recebe lucros da empresa periodicamente .
A compra de ações permite ao investidor auferir lucros periódicos sobre o 
capital, isto é, a empresa que lucra ao longo de um ano distribui parte dos lucros 
aos seus acionistas. Outra forma de um investidor obter ganhos com a compra 
de ações é com compra e venda da ação. Em geral, o investidor que se posiciona 
no primeiro caso tende a ser um investidor de mais longo prazo; logo, é menos 
suscetível à volatilidade. Por outro lado, o investidor com o foco na oscilação do 
preço da ação tende a ser aquele que investe mais a curto prazo.
A diferença na oscilação de curto e longo prazo consiste no fato de que, no 
curto prazo, as oscilações decorrem de qualquer evento ou até mesmo de um 
A principal diferença entre a renda fixa e variável está na previsibilidade dos re-
tornos e, portanto, no nível de risco associado a cada categoria. Enquanto a ren-
da variável oferece a possibilidade de maiores ganhos, também está associada 
a maiores riscos e volatilidade do mercado; por outro lado, a renda fixa oferece 
maior segurança e estabilidade nos retornos.
ZOOM NO CONHECIMENTO
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Convido você para pesquisar no Google as ações da Apple. Digite “ações Apple” e 
você verá que, se o horizonte observado for de um mês, por exemplo, dificilmente 
é possível fazer uma projeção. Agora, se a pesquisa for de cinco anos (“agosto de 
2018 a agosto de 2023”), vai ver que esse ativo teve seu valor aumentando em, 
aproximadamente, 80% ao ano.
PENSANDO JUNTOS
No curto prazo, as 
oscilações decorrem 
de qualquer evento 
ruído no mercado. Contudo, no longo prazo, o que 
importa é a evolução da empresa e dos seus lucros, 
e o que chamamos de ruído fica para trás ou é cor-
rigido. Um investidor que aloca os seus recursos 
ao longo da vida passará por momentos de altas e 
baixas nos seus ativos; contudo, ao longo do prazo as chances de crescimento 
são muito grandes.
Fundos imobiliários
Essa é outra classe de investimento que vem ganhando força no Brasil, também 
chamado de FIIs. Nessa modalidade, o investidor adquire cotas de um fundo de 
investimentos que tem participação num conjunto de imóveis. A presença mais 
comum de imóveis são:
 ■ Shopping centers;
 ■ Hotéis;
 ■ Galpões Logísticos; e
 ■ Prédios corporativos.
Em geral, os fundos imobiliários adquirem os empreendimentos e os alu-
gam, e o rendimento é distribuído para os cotistas do fundo de acordo com as 
quantidades de cotas.
De forma semelhante às ações, as cotas dos FIIs também são negociadas na 
bolsa de valores; logo, o preço da cota varia de acordo com a oferta e ademanda 
dos papéis. Apesar da volatilidade, tendem a ter oscilações menos intensas que 
o preço das ações, pois não há tantos ruídos e dependem mais de fatores econô-
micos estruturais.
Esses empreendimentos são alugados para diversos inquilinos diferentes, e o 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
rendimento líquido obtido é distribuído para os cotistas do fundo. Isso significa que 
todo mês o investidor pode ter uma renda oriunda de imóveis de alta qualidade. Por 
conta dessa distribuição mensal dos aluguéis, os investimentos em FIIs tendem a 
ser mais estáveis para investidores iniciantes. Afinal, todos os meses será possível 
colher frutos dos investimentos. Por isso, esse investimento é bastante recomen-
dado para investidores iniciantes que querem começar a investir na renda variável.
Renda fixa
Já conceituamos a renda fixa. Contudo, nosso objetivo aqui é apresentar as possibi-
lidades de investimento nesse tipo de renda. Comentamos que, nessa categoria, o 
investidor vai encontrar desde títulos públicos federais, como o tesouro direto, até 
títulos de crédito privado, como Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Cré-
dito de Agronegócio (LCA), Certificado de Depósito Bancário (CDB) e debêntures.
Ao contrário das ações, os investimentos em renda fixa são mais estáveis. 
Por exemplo: ao investir em um desses ativos, o investidor sabe, a priori, quanto 
vai receber pelo dinheiro que emprestou, assim como quando receberá o dinhei-
ro; além disso, normalmente, os juros são semestrais. Em geral, os rendimentos 
nesses investimentos são indexados, isto é, recebem a remuneração fixa, ou in-
dexadas pela CDI ou IPCA, por exemplo:
 ■ 12% a. a fixo;
 ■ 110% do CDI a.a;
 ■ IPCA + 7% a.a.
Veja que, ao emprestar o dinheiro na modalidade de renda fixa, o investidor 
já conhece, a priori, o quanto vai receber. No primeiro caso, ele receberia 12% 
ao ano; no segundo caso, o seu rendimento seria de 110% do CDI; e, no terceiro 
caso, ele receberia a inflação (IPCA) + 7 ao ano.
Em 15/03/2021, os investidores tiveram a oportunidade de investir em debêntures 
da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), a qual se comprometeu a 
pagar os juros de 100% da Taxa CDI +1,65% a.a. Ainda em 15/03/2021, a mesma 
empresa emitiu outro lote de debêntures e remunerou os investidores em IPCA 
+ 4,4920% a.a. Veja que, nos dois casos, o investidor tem uma certa blindagem do 
seu patrimônio via indexação pela CDI ou IPCA; além disso, recebe um prêmio 
pelo investimento.
APROFUNDANDO
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Fundos de investimentos
Essa é outra modalidade de investimento que pode ser utilizada pelo investidor 
para diversificar sua carteira. Como o mercado é muito dinâmico e, de certa for-
ma, exige um certo grau de conhecimento e tempo para analisar e acompanhar 
as diversas opções de investimento, muitas vezes o investidor prefere delegar a 
tarefa de gerenciar seus investimentos a um profissional do mercado. 
Obviamente, o gestor do fundo recebe uma pequena participação nos ren-
dimentos; portanto, vai procurar entregar o melhor resultado ao investidor. Isso 
porque, muitas vezes, o investidor que deseja aplicar o seu dinheiro não tem 
tanta experiência ou tempo de analisar e estudar ações, fundos imobiliários e 
aplicações de renda fixa. Afinal, são muitas as opções disponíveis, e conhecer os 
ativos e os riscos demanda tempo e conhecimento.
Então, por meio dos fundos de investimentos, é possível terceirizar essa aná-
lise para um gestor profissional. Nesse tipo de aplicação, o fundo administra 
o capital de diversos investidores, alocando o patrimônio em alguns tipos de 
investimentos, tais como:
 ■ Renda Fixa;
 ■ Câmbio;
 ■ Multimercados;
 ■ Ações.
Com o fundo de investimento, o investidor cotista não se preocupa em analisar 
ou avaliar as opções de investimento, como os melhores momentos para entrar ou 
sair de um papel. Nesse caso, o trabalho fica a encargo do gestor do fundo.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
DIVERSIFICAÇÃO DE CARTEIRA DE INVESTIMENTOS
Diante da problemática de definir quanto de cada ativo deve-se carregar para 
dentro da carteira, a diversificação é o ponto central da carteira de investimen-
to. Afinal, não seria necessário ter uma carteira se o investidor estivesse focado 
em um único ativo. Logo, a diversificação de uma carteira de investimentos e a 
distribuição de diferentes tipos de ativos de investimentos dentro do portfólio 
passa por, no mínimo, quatro pontos principais: número de ativos; classes de 
investimentos; setores dos ativos; e espaço geográfico.
Número de ativos
Dizemos que uma carteira é mais diversificada quanto mais ativos estiverem 
alocados nesse portfólio. No entanto, a diversificação por si só não garante os 
melhores retornos. Por exemplo: é possível ter um grande número de ativos e 
continuar com o risco concentrado caso houver uma crise hídrica e o investidor 
estiver com sua carteira concentrada em grande número de empresas de sanea-
mento. Certamente, o risco de um ativo será o mesmo que dos demais; portanto, 
o desempenho de todos tende a andar na mesma direção.
Quando falamos da diversificação da carteira pelo critério do número de 
ativos, o que pressupomos é que o investidor saiba selecionar as melhores opor-
tunidades do mercado e considere em conjunto com o número de ativos os outros 
três pontos citados.
Classes de investimentos
Já vimos os conceitos de renda fixa e variável. Essas características, além do nú-
mero de ativos, podem contribuir para a composição da carteira de investimentos 
a fim de minimizar os riscos e maximizar os retornos.
Setores dos ativos
A diversificação da carteira por setores de ativos também ajuda bastante na hora 
de minimizar os efeitos de oscilação do mercado. Por exemplo: não adianta o in-
vestidor ter 20 ativos em sua carteira se todos forem de empresas de saneamento, 
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pois, se ocorrer um evento sistemático, terá toda a sua carteira comprometida. 
Por isso, usamos a diversificação da carteira por setores. Em geral, indica-se que 
cada um dos setores não ultrapassem 20% da carteira. Dessa forma, o investidor 
garantirá que sua carteira fique pouco exposta às oscilações de poucos setores.
No Brasil, o investidor tem à sua disposição a possibilidade de investir em ações de 
empresas dos setores de saneamento, mineração, energia elétrica, petróleo, varejo, 
bancário, turismo, tecnologia, agropecuária e diversos outros. Em geral, um investidor 
tem maior afinidade ou gosto por um determinado setor, mas a diversificação dos 
setores, na regra dos 20%, é fortemente recomendada.
Espaço geográfico
Por fim, o quarto aspecto sugerido na diversificação de carteira diz respeito à 
localização geográfica. Essa prática é recomendada em virtude dos problemas 
geopolíticos, por exemplo.
Imagine se, no período pré-guerra (Ucrânia e Rússia), um determinado investidor 
tivesse todos os seus recursos alocados em investimentos na bolsa da Rússia. 
Certamente, ele teria visto, ao menos por um longo tempo, seu patrimônio ruir.
Caso o investidor se posicione em ativos de empresas de um único país ou de 
empresas que atuam apenas na economia local, ficará muito suscetível aos riscos 
daquele país ou daquela economia. Por isso, a alocação em ativos internacion-
ais ajuda na mitigação de riscos e volatilidade da carteira. Inclusive, já citamos o 
exemplo de crescimento da “Apple”, que, em cinco anos, teve o preço dos seus 
papéis majorados em 384%. Alguns exemplos de outras empresas internacionais 
são Microsoft, Amazon, Google, Disney, JP Morgan etc.
PENSANDO JUNTOS
Além de contribuir para a diversificação da carteira visando à mitigação de riscos 
e volatilidade, ampliar a carteira com ativos internacionais pode propiciar maio-
res retornos. Eles podem vir, por exemplo, das variações nos preços de ações das 
empresas de urânio por conta da energia nuclear.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
EU INDICO
Nesse artigo, você pode compreender os aspectos estudados até aqui. O analis-
ta da RBC Capital Markets vêmercados alinhados no Ocidente, como nos EUA e 
na União Europeia (UE), reduzindo a dependência russa e aumentando um déficit 
prolongado, que deve explodir na década de 2030, na medida em que a demanda 
de urânio supera a oferta. Na visão de Wong, o preço da ação da Cameco passou 
de US$ 30 para US$ 50 no início desta semana e, no caso da NexGen, de US$ 7 
para US$ 10 por ação. 
Recursos de mídia disponível no conteúdo digital no ambiente virtual de aprendizagem
A diversificação da carteira de investimento oferece, ao investidor, maior se-
gurança de seu patrimônio, menor volatilidade de retorno e uma boa base de 
informações para tomada de decisões.
PERFIL DE INVESTIDOR E CARTEIRA DE INVESTIMENTOS
Em geral, cada perfil de investidor tende a seguir uma estrutura muito similar 
de carteira de investimentos. É comum identificar, nos diversos perfis de inves-
tidores, uma tendência de atributos, tais como:
CARTEIRA DE INVESTIMENTOS CONSERVADORA
Quando falamos de renda fixa, já alertamos que o investidor com perfil conservador 
tende a priorizar a maior parte do patrimônio para títulos de renda fixa. Já na classe 
de ações, prefere empresas com resultados mais previsíveis. Esse perfil preza pela 
segurança; logo, prefere empresas com menores retornos mas que sejam mais es-
táveis e seguras. Em geral, nessa classe, enquadram-se empresas do setor de energia, 
bancos, saneamento, seguridade e telecomunicações.
CARTEIRA DE INVESTIMENTOS MODERADA
Quando falamos do perfil de investidor moderado, mencionamos que ele prefere 
equilibrar seus investimentos em renda fixa e variável. Afinal, dentro de um determina-
do comportamento de segurança e pouca volatilidade, ele prefere uma rentabilidade 
maior se comparado ao conservador. Nesse caso, a moderação se dá pela diversifi-
cação de classes de ativos e por pesos bem distribuídos entre eles.
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O trabalho da diversificação da carteira de investimento se inicia na análise do 
perfil do investidor. É a partir dessa análise que começamos a montar uma cartei-
ra com rendas fixas e variáveis, as quais, uma vez distribuídas entre os diferentes 
tipos de aplicações, procuramos diversificar entre classes, setores e espaços geo-
gráficos distintos. Dessa forma, é possível mitigar os riscos e assegurar a menor 
volatilidade no preço dos ativos.
CARTEIRA DE INVESTIMENTOS ARROJADA
Quando falamos do perfil de investidor arrojado, mencionamos que ele tem preferên-
cia por manter a maior parte do seu capital em renda variável. Assim, ele estará no 
nível mais volátil. Por outro lado, as possibilidades de retornos são maiores.
Acesse e confira a aula referente a este tema. 
Recursos de mídia disponível no conteúdo digital no ambiente virtual de aprendizagem
EM FOCO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
NOVOS DESAFIOS
Chegamos ao fim deste tema de aprendizagem!
Vimos que a diversificação da carteira de investimentos visa à mitigação de 
riscos e volatilidade da carteira. Ampliar a carteira pode ser feito de várias for-
mas: desde as classes de investimentos e até decidir quanto será investido em 
cada ativo. Vimos que tanto a renda fixa quanto a variável possuem diferentes 
tipos de produtos. Da mesma forma, a carteira pode ser diversificada a partir da 
alocação de recursos em diferentes tipos de ações dentro da mesma empresa, seja 
via debênture, ações ordinárias (ON) ou ações preferenciais (PN), que veremos 
mais adiante.
Vistos os conceitos e as opções de diversificação de carteira, cabe ao estudante 
explorar as técnicas de diversificação de seleção de carteiras. Como exemplo, cito 
a teoria de Markowitz.
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1. Ao montar uma carteira, o investidor tem uma série de variáveis que podem suportar a sua 
decisão, tais como: renda fixa ou variável, tipo de empresa, proporção de recurso que deve 
alocar em cada ativo, bem como também escolhe o setor a ser investido. Cerbasi (2008) 
defende que o mercado de renda fixa possui rendimento fixo, e o investidor é previamente 
informado sobre a rentabilidade e a proporção referente ao menor risco oferecido por esse 
tipo de investimento o potencial de retorno também é menor.
Fonte: CERBASI, G. Investimentos inteligentes. 1. ed. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 
2008.
Da regra de ouro do investimento, “nunca colocar todos os ovos na mesma cesta”, deriva o 
conceito de diversificação, principalmente, no que tange ao investimento em renda variável, 
em que os resultados são bastante imprevisíveis. Sobre esse conceito, assinale a alternativa 
que melhor se enquadra.
a) Aumenta os riscos, pois investir em uma variedade de ativos ajuda a aumentar os riscos 
associados à carteira.
b) Maximização dos impactos negativos, pois se um setor específico da economia ou uma 
classe de ativos sofrer um declínio significativo.
c) Se um investimento tiver um desempenho inferior, as perdas em outros investimentos 
podem piorar as perdas.
d) A diversificação piora o desempenho do portfólio total.
e) Diversificação pode minimizar o impacto negativo do portfólio total.
2. O risco ainda pode ser conceitualmente dividido em dois tipos: sistemático, o qual se refere 
aos riscos que podem afetar as empresas em geral, ou seja, através da diversificação não é 
possível eliminá-lo; e o não sistemático (específico), que afeta determinada empresa ou até 
mesmo determinado grupo delas. Assim sendo, a diversificação consegue eliminar parte 
do risco não sistemático; com isso, o investidor consegue criar uma carteira de ativos em 
que é possível administrar o risco e os retornos insuficientes podem ser compensados por 
retornos maiores de outros investimentos.
A ideia por trás da regra de mitigação de risco e aumento da resiliência do portfólio de in-
vestimentos tem como principais premissas de diversificação.
Afirmativas:
AUTOATIVIDADE
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I Redução da estabilidade: a diversificação pode proporcionar instabilidade ao portfólio, 
diminuindo a volatilidade global da carteira e tornando-a menos suscetível a oscilações 
abruptas de curto prazo.
II Aumento de risco: investir em uma variedade de ativos ajuda a concentrar e aumentar os 
riscos associados a um único ativo ou classe de ativos. 
III Mitigação de erros de avaliação: diante da ausência de clareza e imprevisibilidade dos 
mercados futuros, a diversificação ajuda a mitigar o risco de cometer erros de avaliação ou 
tomar decisões de investimento impulsivas.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
3. Os investidores presentes no mercado financeiro possuem características distintas, ou seja, 
cada investidor possui uma maneira única de agir, sendo que suas ações se manifestam 
diretamente sobre os resultados dos investimentos realizados. Dessa forma, cada investidor 
seleciona seus investimentos à medida que se encaixam em seu perfil de risco. Os níveis de 
risco assumidos por um investidor em suas aplicações definem o perfil individual de cada 
investidor, sendo o horizonte de investimentos, as despesas familiares, o nível de segurança 
e as garantias envolvidas.
A determinação da carteira ideal de investimento depende do perfil do investidor, também 
conhecido como suitability. Sobre a suitability, avalie as alternativas a seguir: 
a) O processo de suitability procura incentivar o investidor que preza mais pela segurança 
financeira, invista em ativos de risco.
b) O processo específico de suitability reduz a segurança e as oportunidades de aplicações, 
dentro do perfil de cada investidor.
c) É uma análise que, a partir de um questionário, busca reunir informações para mapear 
as expectativas do investidor.
d) O termo “suitability” ainda não é utilizado pelos órgãos reguladores do mercado de ca-
pitais americano.
e) A partir da análise de suitability não é possível definir os perfis de investidores como 
conservador, moderado, arrojado ou agressivo.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
BESSA, H. A. A hierarquia de preferência do consumidor em decisões de investimento finan-
ceiro.2016. 202 f. Tese (Doutorado em Administração) — Faculdade de Economia, Administração 
e Contabilidade, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2016.
CERQUEIRA, A.L.S. Aplicação do Modelo de Elton-Gruber para a Construção de Carteira no 
índice PSI-20. 2015. 69 f. Dissertação (Mestrado em Contabilidade e Finanças) — Instituto Supe-
rior de Contabilidade e Administração do Porto, Porto, 2015.
HIGGINS, R.C. Analysis for financial management. 4.ed. Richard D. Irwin, Inc., 1995.
LIMA, I. S.; GALARDI, N.; NEUBAUER, I. Fundamentos dos investimentos financeiros. São Paulo: 
Atlas, 1 ed. 2006.
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1. E Caso você aloque seus recursos em uma única ação, o risco de ter prejuízo é muito gran-
de, pois o papel fica suscetível não apenas às decisões do ambiente econômico externo à 
empresa, mas também às decisões estratégicas intra empresa.
2. B. Redução de risco: investir em uma variedade de ativos ajuda a distribuir e reduzir os riscos 
associados a um único ativo ou classe de ativos. Aumento da estabilidade: a diversificação 
pode proporcionar estabilidade ao portfólio, diminuindo a volatilidade global da carteira 
e tornando-a menos suscetível às oscilações abruptas de curto prazo. Mitigação de erros 
de avaliação: diante da ausência de clareza e imprevisibilidade dos mercados futuros, a 
diversificação ajuda a mitigar o risco de cometer erros de avaliação ou tomar decisões de 
investimento impulsivas.
3. C. O processo de suitability é uma análise que, a partir de um questionário, busca reunir 
informações para mapear as expectativas do investidor em relação ao retorno esperado, à 
liquidez e ao nível de risco que ele está disposto a assumir; e, após esta análise, definem-se 
os perfis, como conservador, moderado, arrojado ou agressivo.
GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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UNIDADE 2
MINHAS METAS
INVESTIMENTOS EM TÍTULOS 
DE DÍVIDA, INVESTIMENTO 
EM AÇÕES ORDINÁRIAS
Diferenciar os tipos de investimentos em renda fixa e renda variável.
Relacionar os riscos inerentes a tipos de investimentos ao perfil de investidor.
Visitar os conceitos de investimento em títulos públicos e privados.
Conhecer os principais papéis de dívida pública e privada.
Classificar os principais tipos de ações.
Analisar os riscos inerentes ao investimento em títulos de dívidas e ações.
Compreender os pontos-chave das ações preferenciais e ordinárias.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 4
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INICIE SUA JORNADA
Olá, estudante! Seja bem-vindo!
Quando falamos em investimentos no mercado financeiro, a lista de possibi-
lidades que nos vem à mente é quase infinita. São tantas que, se pensarmos nas 
diferentes proporções em cada ativo, a relação fica ainda maior. A dúvida, muitas 
vezes, vem do funcionamento de cada uma das possibilidades de investimentos. 
Por exemplo: “devo investir em dívida ou em ações?”. Essa é uma pergunta cuja 
resposta depende muito do momento econômico, do setor no qual a empresa 
está inserida, das políticas tributárias, etc. Enfim, a lista de variáveis envolvidas 
também é extensa; logo, definir um portfólio não é uma tarefa fácil.
Investimentos em títulos de dívida e ações, por exemplo, apesar de guar-
darem semelhanças, têm diferenças marcantes que precisam ser conhecidas 
antes de selecionar o tipo de investimento para a carteira. O caso mais comum 
de investimento em renda fixa se dá em títulos do governo e muito no âmbito 
de debêntures. Já o investimento em renda variável o caso mais comum é o in-
vestimento em empresas de capital aberto na bolsa de valores.
Para compreender melhor, imagine que em 15/03/21 você comprou títulos de 
dívida (debêntures) da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Nessa 
emissão de debêntures, a Sanepar ofertou, aos acionistas, a remuneração de DI + 
1,65% ao ano, com juros semestrais. Suponha que você investiu um determinado 
valor e, na ocasião, a taxa acumulada de DI estava 2,22%; logo, imagino que a sua 
expectativa era receber 3,87% ao ano. Contudo, em 15/03/22, a DI acumulada nos 
últimos 12 meses foi 6,45% e, em 15/03/23, a DI acumulada foi de 13,29%. Portan-
to, sua expectativa de investimento em debêntures era de 3,87% ao ano, mas, no 
primeiro, o seu investimento retornou 6,45% ao ano e, no segundo ano, acumulou 
13,29% ao ano. Logo, se você tivesse investido em debêntures da Sanepar, teria 
acumulado, em 2 anos, 20,60%, frente a expectativa de 7,89%.
Por outro lado, imagine que, se você tivesse investido em ações da mesma em-
presa (SAPR4), e se nas mesmas datas como em 15/03/21 em 15/03/22 estava em 
R$ 3,63 e 15/03/23 estava em R$ 3,39, logo, se você tivesse investido em ações 
SAPR4 no mesmo período, teria experimentado uma perda no capital investido da 
ordem de 6,61% — considerando que a empresa paga em torno de 3% de dividen-
dos ao ano, a perda teria sido em torno de 0,61% no período.
PENSANDO JUNTOS
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
No exemplo apresentado, podemos ver a importância de estudarmos os 
conceitos de risco e retorno e outras características inerentes aos títulos de dí-
vida e ações. Em dois anos, a diferença no retorno entre dois ativos da mesma 
empresa poderia ter resultado, para o investidor, uma diferença de aproxima-
damente 22% nos retornos. Pense que as taxas de juros poderiam ter caído e as 
condições econômicas fossem mais favoráveis aos investimentos em renda va-
riável: o resultado poderia ser outro. Se extrapolar essa análise para um conjunto 
de empresas, a dificuldade da análise das variáveis aumenta significativamente. 
Veja que a análise de investimentos não é uma tarefa fácil; por isso, precisamos 
avaliar alguns pontos que podem trazer mais luz à nossa análise.
Investir em títulos de dívida ou investir em ações são duas abordagens bem dif-
erentes para a alocação de capital no mercado financeiro. Quer saber mais sobre 
esses principais tipos de investimentos e ficar por dentro das principais diferenças 
entre títulos de dívida e ações? Convido você a participar do podcast. 
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PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Nessa matéria, você poderá aprofundar alguns conceitos e aprender mais sobre 
a taxa Selic, importante para relembrar os conteúdos abordados e consolidar seu 
conhecimento.
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DESENVOLVA SEU POTENCIAL
O investimento em títulos de dívida consiste numa forma de empréstimo que o 
investidor faz para uma determinada empresa ou governo. Dizemos que o com-
prador de um título de crédito empresta o dinheiro para o tomador de crédito 
e, no futuro, o tomador do crédito devolve o montante principal investido no 
título da dívida, acrescido de juros, que é a rentabilidade do montante investido. 
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Damodaran (2005) diz que o título de dívida confere, ao portador, direitos 
sobre um conjunto controlado de fluxos de caixa, normalmente juros e paga-
mento do principal. Já um direito de ações confere, ao portador, direitos sobre 
quaisquer fluxos de caixa residuais após todos os demais compromissos terem 
sido antenados. 
Outra forma de investimento é a compra de ação ordinária, que é um título 
de propriedade, isto é, as ações ordinárias representam um pedaço da empresa. 
Quando um investidor compra ações ordinárias, de fato ele está se tornando só-
cio e passa a ter direitos sobre uma parcela dos lucros da empresa, na proporção 
do montante de capital alocado em ações ordinárias.
Nessa linha, Damodaran (2005) define a dívida como um veículo de fi-
nanciamento que é um direito sobre a empresa, que tem prazo de pagamento 
definido e garante, ao portador do título da dívida, o direito prioritário sobre o 
fluxo de caixa, tanto durante a operação quanto em casos de falência. Já as ações 
são definidas como qualquer instrumento de financiamento que tem um direito, 
não tem prazo delimitado, não tem prioridade em caso de falência e dá o controle 
da administração ao proprietário.
Quando estudamos os perfis de investidores,vimos que a tomada de decisão 
sobre os investimentos está relacionada aos motivos que levam o investidor a in-
vestir. A partir da informação do perfil do investidor, é possível avaliar a alternativa 
que oferece as melhores características, de acordo com seu perfil, em termos de 
prazo, segurança e rentabilidade. Essas também são características que diferen-
ciam os investimentos em títulos de dívida e os investimentos em ações ordinárias.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
PREVISIBILIDADE DOS RETORNOS
A avaliação de um investimento envolve basicamente a análise de seu risco, 
a taxa de retorno esperada e a liquidez do papel. A rentabilidade esperada é 
outro aspecto a ser considerado. Os investimentos em título de dívida oferecem 
um limite de rendimento; por outro lado, as ações oferecem potenciais de 
ganhos mais elevados, mas seus retornos são mais instáveis. Os investimentos 
em títulos de dívida são mais anuentes aos objetivos de curto prazo, enquanto 
os investimentos em renda variável costumam estar mais alinhados aos obje-
tivos de longo prazo.
Compreender a diferença entre um título de dívida e uma ação é essencial, 
pois ambas as alternativas fazem parte de classes diferentes de investimen-
tos. No entanto, não precisa decidir entre comprar uma ação ou uma título 
de dívida, pois como já estudamos no conceito de diversificação, um mix de 
investimento pode mitigar os riscos e potencializar os resultados. A partir da 
análise do perfil do investidor, obtemos uma carteira adequada ao seu perfil.
Os títulos de dívida fazem parte da classe de renda fixa, isto é, o investi-
dor sabe antes do investimento quanto receberá no vencimento da sua apli-
cação; por isso, são considerados investimentos mais seguros. Por outro lado, 
o investimento em ações está na classe de renda variável, isto é, não oferece 
ao investidor previsibilidade do resultado, razão pela qual o investimento em 
ações é considerado uma alternativa de maior risco. 
RENDA FIXA
Essa é uma definição que descreve os investimentos financeiros em que os re-
tornos são definidos no momento do investimento. Nessa modalidade de renda 
fixa, os investimentos têm maior previsibilidade em relação aos pagamentos de 
juros e ao retorno dos investimentos. No caso de investimento com as regras 
de rentabilidade conhecidas pelos investidores, existem três possíveis formas 
de rentabilidade: 
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Existe uma gama de possibilidades de investimentos em renda fixa, sendo 
os mais comuns:
 ■ Títulos do governo: títulos de dívidas emitidos pelos governos nacio-
nais, estaduais ou municipais. Nesta categoria, estão as Letras do Tesouro 
Nacional (LTN), as Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e as Notas do 
Tesouro Nacional (NTN);
 ■ Debêntures: títulos de dívidas emitidos por empresas;
 ■ Certificado de Depósitos Bancários (CDB): emitidos por instituições 
financeiras;
 ■ Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agrone-
gócio (LCA);
 ■ Letra de Câmbio (LC).
Esses são os principais ativos negociados na classe de renda fixa. Explorare-
mos as características individuais de cada um mais adiante. Por ora, precisamos 
saber que, quanto ao risco e ao retorno, são mais previsíveis e menos arriscados 
em comparação com a renda variável; por outro lado, seus retornos são meno-
res, pois tendem a preservar o capital e gerar renda estável. São os ativos mais 
desejados por investidores com aversão ao risco.
PRÉ-FIXADA
É definida por uma taxa fixa conhecida antes do investimento.
PÓS-FIXADA
Tem o retorno atrelado à variação de um indicador de referência, a exemplo do Certifi-
cado de Depósito Interbancário (CDI).
HÍBRIDA
É formada por uma parcela de taxa fixa e uma parcela atrelada a um indicador, como o 
Índice de Preços ao Consumidor (IPCA). 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
RENDA VARIÁVEL
Essa é uma definição que descreve os investimentos financeiros cujos retornos 
podem variar ao longo do tempo. Ao contrário da renda fixa, cujos pagamentos 
de juros e principal têm as condições de retorno preestabelecidas, na renda va-
riável, os investidores têm a oportunidade de maiores ganhos, mas se sujeitam a 
maiores riscos. As possibilidades de investimentos em renda variável são muitas, 
tais como: ações, fundos de investimentos em ações, Exchange Traded Funds 
(ETFs), derivativos, investimentos em startups, entre outras.
AÇÕES
Representam a propriedade parcial de uma empresa. Quando um investidor adquire 
uma ação, ele se torna sócio e compartilha um pedaço da propriedade da empresa. 
Nesta modalidade de investimento, os retornos incluem dividendos, que são parte 
dos lucros gerados e distribuídos aos acionistas de acordo com a sua participação no 
capital social da empresa, e ganhos de capital, que é a valorização do preço da ação 
na bolsa. Você deve ter o conhecimento de que essa segunda parcela é bastante 
volátil, por isso dizemos que as ações são do tipo renda variável. Perceba que tanto 
os dividendos quanto os ganhos de capital podem variar, pois ambos dependem do 
desempenho financeiro específico no âmbito da empresa, de notícias e de eventos do 
mercado em geral.
FUNDOS DE INVESTIMENTOS
Representam uma espécie de um conjunto de ações, isto é, o fundo investe numa 
carteira diferenciada de ações. Investir em fundos de ações permite que os investi-
dores acessem uma diversificação sem a necessidade de comprar ações individuais.
EXCHANGE TRADE FUNDS (ETFS)
Também conhecido como fundo de índice, é um fundo de investimento negociado na 
bolsa, como se fosse uma ação. 
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A renda variável oferece maior potencial de retorno, mas carrega um risco 
maior. Os preços das ações e outros ativos podem ter volatilidade e flutuações 
abruptas; logo, é considerado um investimento de risco elevado.
Investir em renda variável em um horizonte temporal de longo prazo per-
mite atenuar os riscos de curto prazo, isto é, no longo prazo, os riscos tendem 
a ser mais comportados. A diversificação é outro aspecto que pode reduzir os 
riscos específicos associados à renda variável.
INVESTIMENTOS EM STARTUPS
No Brasil, essa prática ainda é embrionária, mas já existe um mercado em que os 
investidores fornecem capital para startups em troca de participação acionária, na 
expectativa de terem algum retorno com o crescimento futuro das empresas. É um 
investimento de alto risco e ainda sem regulação, mas uma prática bastante comum 
em países avançados.
EU INDICO
Vale mais a pena investir em título público ou em crédito privado? Neste vídeo, 
você poderá compreender as vantagens e as desvantagens de cada um deles. 
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TÍTULO DE DÍVIDAS
Os títulos de dívidas pública e os títulos de dívida privada são dois tipos de 
instrumentos financeiros de investimentos, emitidos por governos ou empre-
sas, que têm a finalidade de tomar dinheiro emprestado junto aos investidores. 
As emissões desses títulos permitem que empresas e governos captem recursos 
sem precisar elevar muito o seu endividamento. A emissão de títulos de dívidas 
pode ajudar as empresas a terem uma gestão financeira mais efetiva sobre seus 
fluxos de caixa. Neubauer, Lima e Galardi (2006) afirmam que o benefício para as 
empresas que emitem títulos é conseguir um grande volume de dinheiro a juros 
mais baixos do que aqueles praticados pelos bancos, tornando-se, portanto, mais 
atrativo para as empresas.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Títulos públicos
São emitidos por governos nacionais, estaduais ou municipais, que usam os 
recursos captados para financiar suas atividades e seus projetos. Pelo fato de 
os governos terem a capacidade de arrecadar impostos para pagar suas dívidas 
e devido aos intensos regimes regulatórios, têm baixo risco de inadimplência. 
Logo, são considerados investimentos de baixo risco. Os títulos mais comuns 
dessa classe são:
TÍTULOS DO TESOURO
Títulos federais administrados e contabilizados pela Secretaria do Tesouro Nacional, 
tendodiferentes formas de pagamentos, juros e prazos. Existem diferentes tipos de 
títulos do Tesouro, cada um com características específicas, tais como: o Tesouro Selic 
(LFT) é pós fixado e seu rendimento é indexado à Selic, considerado um dos inves-
timentos mais conservadores cujas remuneração andam em linha com as variações 
da taxa básica de juros; Tesouro Prefixado (LTN) tem seu rendimento determinado 
no momento da compra: o investidor sabe exatamente o quanto vai receber no venci-
mento do título; Tesouro IPCA + (NTN-B e NTN-B Principal) são indexados ao IPCA 
mais uma taxa de juros prefixada; Tesouro prefixado com juros semestrais (NTN-F) é 
semelhante ao LTN, mas com pagamentos de juros semestrais.
TÍTULOS DE DÍVIDA MUNICIPAIS
São títulos emitidos para financiar projetos de infraestrutura, serviços públicos e outras 
necessidades locais, no âmbito dos municípios. Existem dois tipos de títulos munici-
pais: títulos gerais e títulos de receitas. No primeiro caso, o tomador do recurso tem 
a obrigação de pagar os juros do principal com os recursos disponíveis, incluindo a ar-
recadação de impostos. No segundo caso, os recursos são captados com um objetivo 
específico, como implantar ou ampliar sistemas de água, esgoto, rodovias, aeroportos 
ou instalações esportivas. No caso de títulos de receita, os pagamentos dos juros e do 
principal se dá a partir da receita gerada pelo próprio projeto, objeto do financiamento. 
Veja que, no caso de títulos gerais, em geral, os riscos são menores, uma vez que os 
pagamentos não dependem do desempenho dos objetos de financiamento.
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Na categoria do Tesouro, o Tesouro Nacional disponibiliza, em sua plataforma, 
diferentes opções em termos de prazo e taxas.
TÍTULOS DE DÍVIDA ESTADUAL
São emitidos como forma de captar recursos para financiar projetos de infraestrutura, 
educação, saúde, transporte e outros setores no âmbito dos programas estaduais; 
assim como os títulos municipais, fazem parte da classe de renda fixa. A segurança 
pode variar em relação à saúde financeira do estado emissor; por exemplo: um estado 
com finanças mais sólidas e capacidade de pagamento comprovada tem menor risco 
de inadimplência. Ao decidir por alocar esse produto em seu portfólio, o investidor 
deve ficar atento às notas de classificação de rating, atribuídas pelas agências de 
classificação de risco, pois é o principal indicador de risco dos títulos. Em relação aos 
rendimentos, pagam juros aos investidores em intervalos regulares, como semestrais 
ou anuais. Por meio de corretoras, bancos e outras instituições financeiras, podem 
participar desse mercado tanto investidores individuais quanto institucionais.
EU INDICO
Você sabe como funcionam os títulos públicos prefixados? 
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Títulos privados
São instrumentos financeiros emitidos por empresas e instituições financeiras 
com a finalidade de captar recursos para a gestão ordinária de seus negócios ou 
ampliar seu mercado. Os riscos podem variar de acordo com a saúde financeira 
do emissor. Em geral, esses títulos são mais arriscados que os títulos de dívida 
pública, pois a capacidade de pagamento das empresas pode ser mais volátil 
do que a capacidade de pagamento de um governo, que tem suas receitas mais 
constantes. Os títulos mais comuns dessa classe são:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
DEBÊNTURES
Emitidos por empresas, são um dos principais tipos de títulos de dívida privada do 
Brasil, podem ser conversíveis em ações ou não conversíveis. É um instrumento muito 
recorrente das empresas. Consistem na emissão de dívida para a gestão ordinária dos 
negócios e na complementação do plano de investimentos. Nessas categorias, há 
uma variedade de prazos, indexadores e prêmios bastante diversificados. Em geral, se 
comparada com os empréstimos oferecidos pelos bancos, é uma forma mais barata 
de crédito. As debêntures possuem basicamente duas modalidades: incentivada e 
institucional. No primeiro caso, há incentivo do governo federal para o desenvolvimen-
to da infraestrutura no Brasil, razão pela qual, atualmente, há isenção de Imposto de 
Renda sobre os lucros recebidos pelo investidor.
CDB
Emitidos por instituições financeiras, por exemplo. Nesse caso, o investidor empresta 
o recurso para o banco e recebe o valor investido com a taxa de juros previamente 
pactuada.
CRI
Emitidos por securitizadoras e com lastro em recebíveis do setor imobiliário e do 
agronegócio, respectivamente, utilizam os aluguéis ou vendas de imóveis como 
garantia. Atualmente, os investimentos nesse tipo de dívida garantem, ao investidor, 
isenção de Imposto de Renda sobre o montante oriundo da rentabilidade.
CRA
Emitidos por produtores rurais com base em recebíveis originados de suas atividades 
agrícolas.
LCI E LCA
Emitidos por instituições financeiras, lastreados em créditos do setor imobiliário e do 
agronegócio. Em alguns casos, são concedidos benefícios fiscais.
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LF
São emitidos por instituições financeiras e servem como fonte de captação das própri-
as instituições financeiras.
NOTAS COMERCIAIS
Enquadram-se nessa categoria os títulos de dívida de curto prazo, emitidos por em-
presas. É uma alternativa de captação de recursos bastante utilizada pelas empresas, 
muito semelhante às debêntures. A diferença está no modo simplificado, por exemplo: 
as notas comerciais dispensam os registros em juntas comerciais.
Os riscos associados aos títulos da dívida privada podem variar com as oscilações 
na saúde financeira da empresa emissora, nas condições do mercado e, princi-
palmente, nas características específicas de cada título.
EU INDICO
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sociados aos CRA e CRI? Este vídeo vai ajudar você a compreender mais detalhad-
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AÇÕES
O mercado de capitais assume um dos papéis mais relevantes no processo de 
desenvolvimento econômico do país, pois ele está estruturado de forma a suprir 
as necessidades de investimentos dos agentes econômicos. Contempla diversas 
modalidades de financiamento, desde financiamento para capital de giro e até 
investimento na ampliação de mercados.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
A ação é um produto do mercado financeiro definido por Fortuna (2007, p. 559) 
como “a menor parcela do capital social de uma sociedade por ações”. Assaf Neto 
(2006) corrobora esse entendimento, definindo a ação como o valor representativo 
de uma parcela (fração) do capital social de uma sociedade, negociável no merca-
do. Com esse entendimento de que as ações constituem a menor fração (a menor 
parcela) do capital social de uma empresa, acrescentamos que essa parcela tem 
a finalidade de financiar o crescimento da empresa, sendo negociável e distribuída 
aos acionistas (subscritores) de acordo com a participação monetária.
APROFUNDANDO
Constituído por instituições financeiras não bancárias, instituições integrantes 
do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE) e diversas insti-
tuições auxiliares, o mercado de capitais possibilita o financiamento de empresas 
via emissão e subscrição de ações. Em continuidade ao estudo dos mercados 
financeiros e das operações no mercado de capitais envolvendo títulos de dívi-
das realizadas por meio desse mercado (como debêntures), vamos analisar uma 
forma de derivativo do capital das empresas (ações).
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Ao adquirir ações de uma empresa listada na bolsa de valores, o investidor se 
torna sócio. Com isso, ele tem direito à participação nos resultados do negócio 
de forma proporcionalà quantidade de ativos que possui.
Existem duas formas de auferir retornos com as ações: vendendo os papéis 
por um preço superior ao de compra e recebendo proventos. Este último diz 
respeito aos benefícios pagos aos investidores na forma de dividendos, resultante 
dos lucros gerados. Portanto, os resultados retornos obtidos com as ações estão 
fortemente correlacionados com o desempenho das empresas.
As ações são investimento em renda variável, o que significa que o retorno 
da aplicação não está indexado a nenhum indicador econômico e não tem uma 
taxa fixa de retorno. O seu rendimento está diretamente relacionado com o de-
sempenho da empresa e do setor em que ela atua; além disso, também depende 
do contexto econômico, tanto local quanto internacional.
As ações podem ser classificadas de acordo com a natureza dos direitos e das 
vantagens conferidas aos seus titulares, sendo três os principais tipos: fruição ou 
gozo, preferenciais ou ordinárias.
Diferente dos títulos privados, os investimentos em ações não garantem 
rentabilidade ao investidor.
Fruição ou gozo
São colocadas em negociação na bolsa de valores, relando interesse apenas aos 
fundadores da empresa. Não conferem, ao titular, direitos a dividendos nem a 
voto nas decisões executivas. São distribuídas aos acionistas fundadores como 
parte dos ativos da empresa. Contudo, para executar o direito após a liquidação 
da empresa, somente depois de a empresa pagar todas as dívidas e obrigações. 
Assim, os ativos que sobram são distribuídos proporcionalmente aos fundadores.
Seus direitos ficam limitados ao remanescente dos ativos após a liquidação 
da empresa. Com finalidade específicas, essas ações podem ocorrer para atender 
ao objetivo específico, como encerramento de operações, liquidação de dívidas 
ou divisão de ativos entre acionistas.
As ações de fruição ou de gozo podem ter a finalidade exclusiva de recom-
pensar os acionistas por um evento específico, como uma fusão, ou funcionar 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
AÇÕES DE FRUIÇÃO POR INCORPORAÇÃO OU FUSÃO
Pode ser privada, como uma forma de compensação para acionistas de uma empresa 
que está em criação ou passando por uma fusão. Essas ações podem permitir que os 
acionistas fruam de dividendos ou de lucros relacionados aos resultados da empresa 
antes da fusão ou incorporação serem concluídas.
AÇÕES DE GOZO POR EVENTOS ESPECÍFICOS
As empresas podem emitir ações para acionistas como resultado de eventos espe-
cíficos. Por exemplo: na venda de ativos ou uma garantia, essas ações podem permitir 
que os acionistas participem de benefícios relacionados a esses eventos;
AÇÕES DE GOZO COMO PARTE DE ACORDOS CONTRATUAIS
Essas ações podem garantir direitos a dividendos ou lucros durante um período espe-
cífico.
As ações de fruição ou gozo podem ser adaptadas para atender às necessi-
dades específicas de uma situação ou um acordo. Além disso, as leis e os regula-
mentos podem influenciar a forma como essas ações são tratadas em termos de 
direitos e obrigações legais. 
Preferenciais
Essas ações são chamadas de “preferenciais” porque conferem, aos acionistas, 
a preferência na distribuição de lucros e dividendos e até mesmo reembolso de 
capital em casos de liquidação da empresa. No entanto, é uma categoria de ação 
que não dá poder de voto ao acionista.
como parte de um acordo contratual. Embora não sejam objeto de negociação 
em mercado organizado, como as ações ordinárias e preferenciais, pelo fato de 
serem uma categoria de ações, cabe apresentar alguns exemplos:
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DIVIDENDOS PREFERENCIAIS
Quando a empresa distribui lucros na forma de dividendos, os acionistas preferenciais, 
em geral, recebem dividendos antes dos acionistas ordinários. Contudo, os dividendos 
são fixos ou calculados a partir de uma taxa fixa, o que pode limitar a participação nos 
lucros em comparação com as ações ordinárias.
DIREITO DE VOTO LIMITADO
Em raras exceções, os acionistas preferenciais têm direito a voto. Os casos mais 
comuns são de “não direito a voto”, o que significa que o acionista preferencialista não 
tem influência significativa nas decisões da empresa.
PRIORIDADE EM CASO DE LIQUIDAÇÃO
Os acionistas têm preferência na distribuição de ativos remanescentes antes dos 
acionistas ordinários, mas isso não garante que eles recebam o valor total do seu 
investimento.
VARIEDADE DE TIPOS
Existem diversos tipos de ações preferenciais, com características distintas. Alguns 
exemplos são: ações preferenciais cumulativas: caso os dividendos sejam atrasados, 
eles acumulam para pagamento futuro; ações preferenciais resgatáveis: a empresa 
tem o direito de resgatá-la após um certo período; ações preferenciais conversíveis: 
podem ser convertidas em ações ordinárias em um momento determinado.
RISCO E RETORNO
Embora tenham benefícios como dividendos preferenciais, podem ter menor potencial 
de valorização do capital em comparação com as ações ordinárias.
Por ser uma ação com mais benefícios e preferências, tende a ter mais 
liquidez; portanto, tem fluxo de negociação mais intenso na bolsa se comparada 
com as ações ordinárias.
Esta categoria de ações possui como pontos-chave:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
Empresas emitem ações preferenciais por razões de negócios e estrutura de 
capital, que vão desde a situação financeira da empresa, condições de mercado 
e estratégia. As razões mais comuns são: acesso à capital sem diluição de voto; 
obtenção de capital para investimentos; pagamentos de dividendos estáveis; es-
trutura de capital flexível; financiamento de projetos específicos; atendimento de 
requisitos regulatórios; flexibilidade de dividendos; entre outros. 
Vale lembrar que nem todas as empresas negociadas na bolsa possuem ações 
preferenciais. Algumas têm somente ações ordinárias. 
As ações preferenciais geralmente são identificadas por códigos junto ao Bra-
sil, Bolsa, Balcão (B3), usando o número 4 no final. Por exemplo:
 ■ Banco Bradesco - BBDC4;
 ■ Azul AS - AZUL4;
 ■ Vale - VALE4;
 ■ Banco Itaú - ITUB4; 
 ■ Lojas Americanas - LAME4;
 ■ Banco Inter - BIDI4.
Porém, suas diferenças vão além do numeral no sufixo, e entender quais são 
esses pontos de distinção pode fazer toda diferença no momento de investir. 
Ordinárias
É considerada a forma convencional de uma empresa de capital aberto obter 
recursos não onerosos. Confere, ao titular, o poder de voto em assembleia da 
empresa, podendo influenciar na tomada de decisão e no direcionamento admi-
nistrativo da empresa. Assim como outras ações, a ordinária exige que o seu pro-
prietário esteja identificado no livro de registro da empresa. Esse tipo de ação pode 
ser encontrado tanto em empresas de capital fechado quanto de capital aberto.
Os acionistas ordinários deliberam sobre o destino e assuntos de interesse da 
empresa, votam as contas patrimoniais, decidem sobre a destinação dos resultados, 
elegem seus executivos e podem promover alterações no estatuto da empresa.
Com relação aos dividendos, a distribuição aos acionistas ordinários nor-
malmente é efetuada em função do dividendo obrigatório previsto em lei, ou 
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de acordo com o percentual previsto no estatuto da Companhia — caso seja 
superior ao mínimo legal.
Além das vantagens de influência nas decisões da empresa, o acionista ordinário 
tem direito ao “tag along”, que é um mecanismo de proteção ao acionista. Ou seja: 
caso a empresa seja transferida ou vendida, o acionista recebe pelo menos 80% 
do valor da venda. Essa porcentagem é proporcional à quantidade de ativos que 
cada um possui; da mesma forma, em caso de falência, também há preferência de 
recebimento de recursos.
A Lei das Sociedades Anônimas, também conhecida como Lei das S/A, institui que:
• As dívidas da empresa não são de responsabilidade do acionista ordinário;
• Caso a empresa seja vendida, o acionista ordinário deve receber, por direito, 
pelo menos 80% do valor recebido pelo acionista controlador por suas ações. 
APROFUNDANDO
Essa categoria de açõestem os seguintes pontos-chave:
 ■ Propriedade da empresa: os detentores são considerados proprietários da 
empresa, têm participação nos ativos e passivos e têm direito a uma parcela 
proporcional dos lucros e ativos remanescentes em caso de liquidação;
 ■ Direito de voto: os detentores têm o direito de votar nas decisões impor-
tantes, expressando opinião nas assembleias gerais de acionistas. Em geral, 
cada ação confere um voto;
 ■ Participação nos lucros: os acionistas têm o direito de receber dividen-
dos gerados a partir do lucro; contudo, os dividendos não são garantidos, 
pois dependem do desempenho da empresa e das decisões do conselho de 
administração;
 ■ Riscos e retornos: os preços podem flutuar com base no desempenho fi-
nanceiro, na concorrência, nas condições de resistência e em outros eventos 
do mercado. Os acionistas podem se beneficiar de ganhos de capital caso o 
valor das ações se eleve; o contrário, pode estar sujeito a perdas; 
 ■ Acesso à informação: os acionistas têm o direito à informação transparen-
te e precisa sobre a empresa, incluindo os relatórios financeiros, contábeis, 
comunicados e outros dados relevantes que permitam avaliar o desempe-
nho da empresa; 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
 ■ Direitos de propriedade limitados: os acionistas têm direitos limitados 
em comparação com os proprietários individuais de empresas privadas. 
Por exemplo: eles não têm a mesma autonomia de controle direto sobre as 
operações da empresa; 
 ■ Influência de decisão: o poder de influência depende do número de ações 
ordinárias que o acionista detém. Acionista com uma participação maior 
possui mais influência nas votações em assembleias gerais; 
 ■ Longo prazo: as ações ordinárias são consideradas um investimento de 
longo prazo, uma vez que seus retornos podem ser acumulados ao longo 
do tempo e os preços das ações podem ser voláteis no curto prazo;
 ■ Governança corporativa: ações ordinárias são parte integrante da gover-
nança corporativa, pois permitem que os acionistas expressem sua opinião 
sobre a gestão e as operações da empresa.
Quanto à identificação, geralmente, as ações ordinárias são identificadas por 
códigos junto Brasil, Bolsa, Balcão (B3), usando o número 3 no final. Por exemplo:
 ■ Petrobras - PETR3;
 ■ Vale - VALE3;
 ■ Magazine Luiza - MGLU3;
 ■ Ambev - ABEV3;
 ■ B3 (antiga Bovespa) - B3SA3;
 ■ Grupo br Malls - BRML3;
 ■ Embraer - EMBR3;
 ■ Banco do Brasil - BBAS3
 ■ Frigorífico JBS - JBSS3.
O investimento em ações ordinárias exige a compreensão dos princípios bási-
cos do mercado de ação, das características das empresas e dos fatores que podem 
influenciar os preços das ações.
Fatores de risco no investimento em ações
Quando apresentamos as definições de renda fixa e renda variável, citamos que 
o investimento em renda variável tem maior chance de retornos, mas o risco 
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também aumenta. O investidor em ações busca maior rentabilidade de seu in-
vestimento; no entanto, a rentabilidade está diretamente ligada ao risco que o 
investidor está disposto a correr. 
RISCO ECONÔMICO
Está relacionado à atividade da empresa e às características do mercado no qual ela 
está inserida, isto é, o risco de a empresa não alcançar os resultados esperados;
RISCO FINANCEIRO
Está relacionado à capacidade de a empresa saldar suas dívidas. Empresa com nível 
de endividamento baixo apresenta baixo risco baixo, e vice-versa;
RISCO DE MERCADO
Está relacionado à incerteza em relação ao comportamento dos preços dos ativos em 
função das variações macroeconômicas, como taxa de juros, câmbio, preço das ações 
de outras companhias, dentre outras;
RISCO SISTÊMICO
Está relacionado às dificuldades financeiras de uma ou mais instituições, como uma 
possível interrupção no sistema financeiro, impedindo a realização de compra ou 
venda de um papel.
O preço das ações sofre oscilações, razão pela qual elas são consideradas 
“ativo de renda variável” e investimento de risco. Já abordamos os principais 
eventos macroeconômicos que podem impactar no retorno das ações. Contudo, 
ao avaliar uma ação, sugere-se que sejam avaliados alguns riscos básicos que se 
aplicam a maioria das empresas:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 4
A decisão entre investir em títulos de dívida e investir em ações depende dos 
objetivos do investidor em relação ao horizonte do investimento, à tolerância 
ao risco, à situação financeira pessoal, etc. A diversificação da carteira com uma 
combinação desses tipos de ativos pode ser uma estratégia prudente para equi-
librar os riscos e os retornos. 
Acesse e confira a aula referente a este tema.
Recursos de mídia disponível no conteúdo digital no ambiente virtual de aprendizagem
EM FOCO
NOVOS DESAFIOS
Chegamos ao fim deste tema de aprendizagem!
Vimos que tanto os investidores quanto as empresas podem se beneficiar 
dos títulos de dívidas. Para os emissores desses títulos, é uma possibilidade de 
captação de recursos financeiros por meio dos valores mobiliários. Já para o 
acionista, é uma possibilidade de incluir o título em seu portfólio e, assim, obter 
remuneração pelo capital investido. Os recursos captados via emissão de dívida 
possibilitam que as empresas financiem seus projetos, componham capital de 
giro ou alonguem dívidas, por exemplo. Além disso, pode ser um meio muito 
útil para reduzir o custo médio do capital, pois o custo desse crédito tende a ser 
menor que o de empréstimos e financiamentos bancários.
Compreender as diferenças entre renda fixa e renda variável e fazer a ligação 
com o perfil do investidor é o ponto de partida para a construção do portfólio. 
Agora que você conhece os conceitos, as relações e os papéis, o próximo passo 
é colocar os conhecimentos adquiridos em prática. A partir de uma das diver-
sas plataformas de negociação, você pode negociar grande parte dos papéis que 
apresentamos aqui. Lembrando que o mercado de capitais é muito dinâmico, e 
isso demanda a atualização constante por parte do analista ou investidor. 
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REFERÊNCIAS
ASSAF NETO, A. Finanças Corporativas e Valor São Paulo: Atlas, 2006.
DAMODARAN, A. Finanças corporativas aplicadas: manual do usuário. Porto Alegre: Bookman, 
2005.
FORTUNA, E. Mercado Financeiro: produtos e serviços. 16. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2007.
NEUBAUER, I; LIMA, I. S; GALARDI, N.Y., Fundamentos dos investimentos financeiros: manual 
para certificação profissional ANBID, Porto Alegre: Atlas, 2006.
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MINHAS METAS
DERIVATIVOS FINANCEIROS
Estudar a volatilidades dos mercados financeiros versus os investimentos.
Analisar a relação da volatilidade no valor das empresas.
Compreender os atenuantes das volatilidades financeiras.
Empregar um mecanismos de derivativo de risco.
Conhecer as características dos principais derivativos.
Aperfeiçoar as técnicas e uso de derivativos.
Compreender as habilidades e desafios do profissional de derivativos.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 5
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INICIE SUA JORNADA 
A volatilidade dos mercados financeiros pode impactar de forma significativa o 
valor das empresas. Quando os mercados são voláteis, os preços dos ativos, como 
ações e títulos, podem sofrer movimentos bruscos e imprevisíveis, provocando 
alteração no valor de uma empresa. Dado que o valor de uma empresa no mer-
cado de ações baseado em avaliações de seus fluxos de caixa futuros, descontada 
a volatilidade, afeta, de várias maneiras, diretamente a avaliação.
A volatilidade dos mercados e o valor das empresas têm uma relação que pode 
variar com a saúde financeira da empresa. Por exemplo, empresas com fortes fun-
damentos, fluxo de caixa estáveis e estratégias sólidas podem ser menos impactadas 
pela volatilidade, se comparada com empresas que estão em posição mais frágil.
A volatilidade dos mercados financeiros pode ser atenuada com o uso de 
instrumentos de derivativos, isto é, os investidores empregam um mecanismo 
de derivar o risco de um ativo a partir do valor de um outro ativo.
Os derivativos são mecanismosque permitem multiplicar tanto as perdas como 
os ganhos possíveis em relação ao capital inicial. Nos mercados de derivativos, 
pequenas margens iniciais ou depósitos de garantia possibilitam operar imensas 
quantias. Vamos juntos dar uma olhada no podcast e ver outros possíveis casos de 
aplicações de derivativos? Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do 
ambiente virtual de aprendizagem 
PLAY NO CONHECIMENTO
VAMOS RECORDAR?
Se você ainda não teve contato com a temática dos derivativos, ou se quiser rever 
os conceitos, assista ao vídeo da ANBIMA, nele são apresentadas as definições e 
o funcionamento desse tipo de investimento. Recursos de mídia disponíveis no 
conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
DESENVOLVA SEU POTENCIAL 
A volatilidade nos mercados financeiros refere-se à medida da variação dos pre-
ços ou valores de ativos financeiros ao longo do tempo. Ela indica a instabilidade 
e incerteza nos mercados e é uma parte natural e intrínseca das operações finan-
ceiras, ela tem uma característica que se manifesta em oscilação que tanto pode 
ser positiva quanto negativa. 
Para Jubert et al. (2008), a Volatilidade de um ativo representa as alterações 
ocorridas nos seus preços em razão de fatores relacionados ao desempenho da 
empresa emitente e da conjuntura econômica. para o autor, o estudo da volati-
lidade é uma das ferramentas mais eficazes para orientar os agentes financeiros 
que atuam no mercado de ações.
A volatilidade é frequentemente expressa em termos percentuais e é calculada 
como o desvio padrão dos retornos de um ativo ou índice de mercado durante 
um determinado período. Além de compreender os fatores que contribuem para 
a volatilidade e como ela pode afetar os investimentos precisamos compreender 
os pontos chaves relacionados a ela e como eles se relacionam na prática:
 ■ Risco percebido: a volatilidade aumenta o risco percebido pelos inves-
tidores, isso pode levar os investidores a exigirem um prêmio de risco 
maior para investir em ações da empresa, o que poderia reduzir o valor 
do mercado.
 ■ Custo de capital: a volatilidade pode aumentar o custo de capital, pois 
os investidores podem exigir retornos maiores para compensar o risco 
adicional associados à volatilidade dos preços das ações.
 ■ Decisões de investimentos: a volatilidade pode influenciar as decisões 
de investimento das empresas, pois diante de mercados voláteis as em-
presas tendem a ser mais cautelosas em relação aos investimentos em 
expansão e aquisições em virtude das incertezas sobre as condições fu-
turas do mercado.
 ■ Acesso ao capital: a volatilidade pode influenciar a liquidez do mercado 
e isso implica diretamente nos financiamentos dos projetos e operações 
das empresas.
 ■ Percepção dos investidores: a volatilidade pode afetar a confiança dos 
investidores, se os preços estiverem oscilando, os investidores podem se 
tornar mais hesitantes em investir na empresa.
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Por exemplo:
Suponha que você esteja interessado em adquirir ações da empresa deno-
minada SIGMA, que atualmente está sendo negociada na bolsa ao valor de R$ 
50,00 por ação. No entanto, como você não está seguro sobre os preços das ações 
da SIGMA para os próximos meses, você decide usar um “derivativo” que é me-
canismo de flexibilidade e proteção chamado de “opção” de compra. O cenário 
dessa opção de compra é o seguinte:
 ■ preço atual da ação da Sigma: R$ 50,00 por ação;
 ■ opção de compra com preço de exercício: R$ 55,00;
 ■ data do vencimento da opção: 3 meses a partir de agora;
 ■ prêmio da opção R$ 2,00 por opção.
Nessas condições você decide comprar uma opção de compra da SIGMA com 
um preço de exercício de R$ 55,00, pagando um prêmio de R$ 2,00 por ação, 
perceba que, nessa negociação, você adquire o direito de comprar, mas não ad-
quire a obrigação de compra, durante os próximos 3 meses, independentemente 
de como os preços de mercado oscilem.
Cenários possíveis:
a) Preço das ações > R$ 55,00: se o preço das ações da SIGMA no venci-
mento forem superiores ao preço do exercício, significa que você pode 
comprar as ações da SIGMA a R$ 55,00 mesmo que o preço de mercado 
seja superior. Por exemplo, se o preço das ações estiverem R$ 60,00, você 
poderia comprar e vender imediatamente e realizar R$ 3,00 por ação, 
descontado o prêmio pago pela opção.
b) Preço das ações < = R$ 55,00: se o preço das ações da SIGMA, no venci-
mento, estiver abaixo ou igual a R$ 55,00 por ação, você não é obrigado 
a exercer a opção, neste caso, perderia apenas o valor do prêmio pago, 
R$ 2,00 por ação.
A opção de compra apresentada nesse exemplo é um derivativo porque seu valor 
é derivado das flutuações do preço das ações da SIGMA. Nesse exemplo, apre-
sentamos uma possibilidade de especular sobre o movimento futuro dos preços 
das ações sem precisar possuir as ações diretamente. Claro que, na prática, os 
derivativos podem ser mais complexos, e os cenários no mundo real envolvem 
enredos e estratégias mais sofisticadas.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
Os derivativos são instrumentos empregados para reduzir ou gerenciar 
os riscos associados à volatilidade nos mercados financeiros. Dodd e Griffith 
(2007) definem o derivativo como um contrato financeiro, cujo valor deriva 
de um ativo subjacente. O valor pode derivar dos valores de outros ativos, 
como: ações, títulos, commodities, moedas, índices, taxas de juros ou outros 
instrumentos financeiros. 
Conforme Bernstein (1997), os derivativos possuem esse nome por derivarem 
o seu valor do valor de algum outro ativo. Os derivativos não são uma novidade do 
mercado financeiro, porém a avaliação do seu preço só começou a se desenvolver 
no final dos anos 1960. Para Neto (2007), os derivativos oferecem às empresas a 
possibilidade de reduzir seus riscos financeiros, transferindo esses riscos a outra 
que esteja disposta a assumi-los e gerenciá-los, em geral, para um banco.
Em outras palavras, é um instrumento financeiro cujo valor é “derivado” 
do valor de outro ativo, denominado ativo subjacente, no qual o valor de um 
derivativo está diretamente relacionado às flutuações de preço de outro ativo.
Utilizados, principalmente, para gerenciamento de riscos financeiros, especulação 
e arbitragem, e podem ser usados para proteger um investidor contra flutuações 
adversas no preço do ativo subjacente (hedge), para apostar na direção do mo-
vimento do preço (especulação) ou para corrigir discrepâncias nos preços entre 
mercados diferentes (arbitragem). Guttmann (2008), defende que os instrumentos 
de derivativos já se demonstraram úteis na redução dos diferentes tipos de risco 
associados às finanças, e serviram como excelentes ferramentas de especulação. 
O Hedging em si não é um derivativo, mas é uma ferramenta importante na 
estratégia de gerenciamento de risco usada para reduzir ou mitigar potenciais 
perdas em investimentos financeiros ou transações. A estratégia de hedging pode 
envolver o uso de derivativos para proteger ou mitigar os riscos em investimentos 
ou transações financeiras, movimentos desfavoráveis de preços em ativos, moe-
das, commodities, taxas de juros, entre outros. Para implementar uma estratégia 
de hedging, muitas vezes, são usados instrumentos financeiros derivativos, como 
contratos futuros, opções, swaps e outros.
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Por exemplo, uma empresa que importa matéria-prima de um país estran-
geiro pode se proteger contra flutuações nas taxas de câmbio usando contratos 
futuros de moeda ou opções de moeda. Isso envolve o uso de derivativos para 
mitigar o risco cambial. Portanto, o hedging em si não é um derivativo, ele fre-
quentemente envolve a utilização de derivativos para atingir seus objetivos de 
gerenciamento de risco.
TIPOS DE DERIVATIVOS
Boissieu e Aglietta (1994) afirmam que derivativos são pontes entre segmentos 
financeiros, até então, imperfeitamente arbitrados. Os mercados de derivativos 
de balcão multiplicam essas pontes que os mercadosorganizados só realizavam 
para produtos financeiros padronizados. 
Contratos Derivativos
Os contratos de opções, contratos futuros e swaps são instrumentos comuns 
usados para hedging. Esses contratos permitem que um investidor estabeleça um 
preço fixo para comprar ou vender um ativo em uma data futura. 
 ■ Contratos de Opções: garantem ao detentor o direito, mas não a obriga-
ção, de comprar ou vender um ativo a um preço predeterminado dentro 
de um prazo especificado. Opções de venda, também chamadas de put 
option, podem ser usadas para se proteger contra possíveis quedas de preço, 
enquanto opções de compra, também chamadas de call option podem pro-
teger contra aumentos de preço. As opções também possuem uma medida 
de volatilidade conhecida como “volatilidade implícita”. A volatilidade 
implícita é a volatilidade esperada pelos participantes do mercado durante 
a vida da opção. Os investidores podem usar opções para aproveitar opor-
tunidades de arbitragem relacionadas à volatilidade implícita, ou simples-
mente para especular sobre a intensidade das oscilações de preços.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
 ■ Contratos futuros: são contratos garantidos que obrigam as partes a 
comprar ou vender um ativo a um preço específico em uma data futura. 
Ao contrário dos contratos a termo, os futuros são negociados em mer-
cados organizados. Nesse caso, agricultores que cultivam commodities 
podem usar contratos futuros para fixar preços e reduzir a exposição às 
oscilações de preço.
 ■ Contratos de Swaps: são acordos entre duas partes para trocar fluxos de 
caixa futuros com base em uma fórmula pré-definida. O swap de taxa de 
juros é o tipo mais comum de swap, no qual as partes trocam pagamentos 
de juros em diferentes taxas ou índices de juros. Outra prática comum é o 
swap de moedas, onde empresas mitigam o risco cambial em transações 
internacionais, swap de commodities permitem a troca de pagamentos 
baseados em preços de commodities, como petróleo ou metais preciosos, 
são usados para gerenciar riscos associados às flutuações de preços de 
commodities.
 ■ Contratos a termo (forwards): acordos para comprar ou vender um 
ativo a um preço acordado em uma data futura. Não são negociados em 
mercados públicos, mas, sim, diretamente entre as partes.
 ■ Venda a Descoberto: envolve tomar emprestado e vender um ativo com 
a expectativa de que seu preço diminua. Isso pode ser usado para se pro-
teger contra a queda no valor de um ativo que um investidor já possui.
Esses são alguns derivativos comuns e amplamente utilizados nos mercados finan-
ceiros. Cada um deles tem características particulares, aplicações e riscos associados. 
CARACTERÍSTICAS DOS DERIVATIVOS
As operações com derivativos se dividem em dois tipos, os Derivativos de Primei-
ra Geração e Derivativos de Segunda Geração. Lima e Lopes (1999) consideram 
os derivativos de primeira geração os contratos a termo, futuro, opções e swap, 
que derivam de ativos-objetos primários. 
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Os derivativos variam de acordo 
com o tipo de mercado e conforme 
as necessidades dos participantes e as 
condições econômicas, é recomenda-
do que os investidores compreendam 
bem como esses instrumentos fun-
cionam, antes de utilizá-los em suas 
estratégias financeiras, pois um uso 
inadequado pode implicar em perdas 
ainda maiores.
Contratos de opções (opções)
As opções são negociadas tanto em mercados organizados quanto no mercado 
de balcão (over-the-counter), proporcionando aos investidores flexibilidade para 
se envolverem em diversas estratégias de investimento e gerenciamento de riscos. 
As principais características dos contratos de opções:
ATIVO SUBJACENTE
A opção está vinculada a um ativo subjacente, que pode ser uma ação, um índice, uma 
commodity, uma moeda, entre outros.
PREÇO DE EXERCÍCIO (STRIKE)
O preço de exercício é o preço pré-determinado pelo qual o domínio da opção pode 
comprar (no caso de uma opção de compra), ou venda (no caso de uma opção de 
venda), ou ativo subjacente. Esse preço é fixado no momento da criação do contrato.
DATA DE VENCIMENTO
As opções têm uma data de vencimento específica, após a qual a opção expira e 
perde sua validade. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
OPÇÃO DE COMPRA (CALL OPTION)
Uma opção de compra concede ao detentor o direito de comprar o ativo subjacente a 
um preço de exercício pré-determinado até ou na data de vencimento.
OPÇÃO DE VENDA (PUT OPTION)
Uma opção de venda dá ao detentor o direito de vender o ativo subjacente a um preço 
de exercício específico até ou na data de vencimento.
PRÊMIO
O detentor da opção paga um prêmio ao vendedor da opção pelo direito conferido 
pela opção. O prêmio é determinado pelo mercado e varia de acordo com fatores 
como volatilidade, preço do ativo subjacente e tempo até o vencimento.
RISCO LIMITADO
Para o titular da opção, o risco é limitado ao valor do prêmio pago pela opção, pois ele 
não é obrigado a exercer a opção se não for fazê-lo. 
POTENCIAL DE LUCRO ALAVANCADO
As opções permitem que os investidores obtenham exposição a movimentos de 
preços do ativo subjacente com um investimento menor do que seria necessário para 
comprar o ativo diretamente.
ESTRATÉGIAS DIVERSIFICADAS
Investidores podem usar opções de renda em uma variedade de estratégias, incluindo 
hedge, especulação, geração e proteção contra volatilidade.
As opções podem ser uma ferramenta de grande valia na mitigação dos riscos, con-
tudo, são complexas e arriscadas, por isso, é fundamental entender completamente 
como elas funcionam e como diferentes fatores podem afetar seu valor.
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Contratos de futuros de opções (opções sobre futuros)
São derivativos financeiros que conferem ao detentor o direito, mas não a obri-
gação, de comprar (opção de compra) ou vender (opção de venda) um contrato 
de futuros subjacentes a um preço de exercício pré-determinado em, ou até, uma 
data específica no futuro. Essas opções são garantidas em contratos futuros, que 
são acordos para comprar ou vender um ativo subjacente em um dado futuro a 
um preço fixo, previamente determinado.
As opções sobre futuros têm muitas semelhanças com as opções tradicionais, 
mas em vez de se referirem a um ativo subjacente contratado direto, elas se re-
ferem a um futuro. Aqui estão algumas características importantes das opções 
sobre futuros:
ATIVO SUBJACENTE
Em vez de um ativo subjacente físico, as opções sobre futuros têm um contrato futuro 
como ativo subjacente. Esse contrato futuro especifica os termos para a compra ou 
venda do ativo subjacente em uma data futura. 
PREÇO DE EXERCÍCIO (STRIKE)
Assim como nas opções tradicionais, as opções sobre futuros têm um preço de exercí-
cio, que é o preço pelo qual o detentor da opção pode comprar (opção de compra) ou 
vender (opção de venda) o contrato futuro subjacente.
DATA DE VENCIMENTO
As opções sobre futuros têm uma data de vencimento específica, após a qual a opção 
expira e perde sua validade. Normalmente, o vencimento de uma opção sobre futuros 
coincide com a data de vencimento do contrato futuro subjacente.
MERCADOS ORGANIZADOS
As opções sobre futuros são negociadas em bolsas e mercados regulamentados, 
assim como os próprios contratos futuros.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
HEDGE E ESPECULAÇÃO
Assim como outras opções, as opções sobre futuros podem ser usadas para proteção 
contra riscos (hedge) e para especulação sobre movimentos futuros de preços.
PRÊMIO
O detentor da opção paga um prêmio ao vendedor da opção pelo direito conferido 
pela opção. O prêmio é determinado pelo mercado e varia de acordo com fatores 
como volatilidade, preço do contrato futuro e tempo até o vencimento.
RISCO LIMITADO
Para o titular da opção, o risco é limitado ao valor do prêmio pago pela opção.
As opções sobre futuros oferecem a possibilidade de uso de estratégias de inves-
timento e gerenciamento de riscos que são específicas para contratos futuros, 
isso permite que os investidores tenham exposição a movimentosfuturos de 
preços em uma variedade de mercados, como commodities, moedas, índices de 
ações, entre outros.
Assim como com qualquer derivativo, é importante que os investidores e 
analistas compreendam completamente os termos e riscos associados às opções 
sobre futuros antes de utilizá-los em suas estratégias de investimento.
Swaps
São frequentemente usados para gerenciar riscos, ajustar posições de investimen-
to e otimizar fluxos de caixa, podem envolver uma variedade de ativos subjacen-
tes, incluindo taxas de juros, moedas, índices de preços e commodities.
 ■ Swaps de Taxa de Juros: nesse tipo de swap, duas partes concordam em trocar 
fluxos de caixa de juros com base em um valor nominal (principal) durante 
um período especificado. Um exemplo comum é um swap em que uma parte 
paga uma taxa de juros fixa e recebe uma taxa de juros variável (baseada em 
uma taxa de referência, como a LIBOR) e outra parte faz o contrário.
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 ■ Swaps de Moedas (Currency Swaps): nesse tipo de swap, as partes trocam 
fluxos de caixa em diferentes moedas, com o objetivo de obter vantagens 
em termos de taxas de juros ou de câmbio. Isso é útil para empresas que 
apresentam riscos cambiais ou precisam financiar em moedas estrangeiras.
 ■ Swaps de Retorno Total (Total Return Swaps): esses swaps permitem 
que uma parte receba ou pague os retornos de um ativo subjacente, como 
uma ação, índice ou título, sem realmente possuir o ativo. Isso é frequen-
temente usado por investidores que desejam ganhar exposição a um ativo 
sem adquiri-lo diretamente.
 ■ Swaps de Inflação: nesse tipo de swap, as partes trocam fluxos de caixa 
com base em índices de preços, permitindo a proteção contra a vibração. 
Um participante pode querer proteger-se contra aumentos nos preços ao 
receber um fluxo de caixa ajustado pela consciência.
 ■ Swaps de Commodities (Swaps de Commodities): esses swaps envol-
vem a troca de fluxos de caixa baseados em preços de commodities, como 
petróleo, gás, metais etc. Eles podem ser usados por produtores e consu-
midores para gerenciar riscos de preços de commodities.
Os swaps oferecem flexibilidade e personalização, pois os termos do contrato 
podem ser adaptados às necessidades específicas das partes envolvidas. No en-
tanto, eles também apresentam riscos, incluindo riscos de crédito, quando a 
parte contraparte não cumpre seus compromissos, e riscos de mercado, quando 
ocorrem mudanças nas taxas de juros, preços das moedas ou commodities etc.
Os swaps são frequentemente contratados entre instituições financeiras, empre-
sas e investidores institucionais, devido a sua complexidade e aos riscos envolvidos. 
Contratos a termo (forwards)
Lima e Lopes (1999) argumentam que, nas operações com contrato a termo, uma 
das partes concorda em comprar o ativo-objeto numa data específica por certo 
preço. A contraparte assume uma posição vendida e concorda em vender o ativo 
na mesma data pelo mesmo preço. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
É um tipo de derivativo financeiro que envolve um acordo entre duas partes 
para comprar ou vender um ativo específico a um preço acordado em um dado 
futuro. Esses contratos são negociados diretamente entre as partes envolvidas e 
não em bolsas ou mercados públicos.
ATIVO SUBJACENTE
O contrato a termo específico ou ativo subjacente que será comprado ou vendido, 
como uma commodity, moeda, ação, índice ou taxa de juros.
PREÇO ACORDADO (PREÇO A TERMO)
As partes concordam com um preço de compra ou venda para o ativo subjacente. Esse 
preço é conhecido como “preço a termo” e é fixo no momento da celebração do contrato.
DATA DE VENCIMENTO
O contrato a termo possui uma data de vencimento específica no futuro, na qual o 
acordo será liquidado. Nesses dados, o ativo subjacente será entregue pelo vendedor 
e pago pelo comprador, de acordo com os termos acordados.
NÃO PADRÃO
Os contratos a termo não são assinados como os contratos futuros. Eles podem ser 
adaptados às necessidades das partes envolvidas em relação ao ativo, preço e dados.
RISCO DE CRÉDITO
Uma vez que os contratos a termo são negociados diretamente entre as partes, existe 
o risco de uma das partes não adquirir suas obrigações financeiras no momento da 
liquidação, conhecido como risco de crédito.
FLEXIBILIDADE
Como os contratos a termo não são percebidos, as partes têm flexibilidade para perso-
nalizar os termos do contrato de acordo com suas necessidades e objetivos específicos.
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FINALIDADE
Os contratos a termo são frequentemente usados para fins de hedging, permitindo 
que as partes se protejam contra flutuações de preços do ativo subjacente. Também 
podem ser usados para especulação.
CUSTO INICIAL (MARGEM)
Geralmente, não há pagamento inicial no momento da contratação de um contrato a 
termo, mas pode haver acordos de margem ou depósitos de garantia para garantir o 
compromisso das partes.
USO
Os contratos a termo são frequentemente usados para proteção contra flutuações de 
preços (hedge), especulação sobre movimentos futuros de preços ou para atender a 
necessidades específicas de investimento ou negócios.
Os contratos a termo não são negociados em mercados regulamentados, a 
liquidez e a transparência podem ser menores em comparação com os con-
tratos de futuros ou opções. Além disso, os riscos associados ao risco de cré-
dito e à volatilidade dos preços devem ser cuidadosamente considerados ao 
utilizar contratos a termo, especialmente o risco de crédito, antes de utilizá-lo 
com estratégia de investimento ou gerenciamento de risco.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
Contratos de permuta de retorno (Total Return Swaps – TRS)
Ao contrário de outros tipos de swaps que envolvem trocas de fluxos de caixa, 
nos TRS, os retornos do ativo subjacente são trocados, mas a propriedade do 
ativo não é recorrente.
 ■ Ativo Subjacente: o ativo subjacente é o que determina os retornos que 
serão trocados entre as partes, pode ser um índice de ações, uma ação 
individual, um fundo de investimento, títulos ou qualquer outro instru-
mento financeiro com retornos mensuráveis.
 ■ Fluxos de Retorno: uma das partes no TRS recebe os retornos do ativo 
subjacente, que podem incluir juros, valorização do preço, entre outros. 
A outra parte paga esses retornos. 
 ■ Objetivos: os TRS são frequentemente usados para permitir que os in-
vestidores obtenham exposição aos retornos de um ativo sem precisar 
adquirir o ativo propriamente dito. Por exemplo, um investidor pode 
querer ganhar exposição aos retornos de um índice de ações sem comprar 
todas as ações individuais.
 ■ Hedge e especulação: TRS também pode ser usado para estratégias de 
hedge (proteção contra riscos) e especulação. Um investidor pode usar 
um TRS para proteger-se contra perdas potenciais em um ativo sem pre-
cisar vendê-lo.
 ■ Risco de Crédito: como em outros derivativos, há um risco de crédito 
envolvido nos TRS. A parte que está pagando os retornos precisa confiar 
que a parte que está recebendo os retornos cumprirá seus compromissos.
 ■ Flexibilidade e Customização: TRS são contratos privados e, portan-
to, podem ser personalizados de acordo com as necessidades específi-
cas das partes envolvidas, incluindo a escolha do ativo subjacente e os 
termos do contrato.
 ■ Não Propriedade do Ativo: é importante observar que, nos TRS, a parte 
que recebe os retornos do ativo subjacente não se torna proprietário do 
ativo real. Uma propriedade permanece com uma parte que possui o 
ativo subjacente.
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Os contratos de permuta de retorno total são usados, principalmente, por inves-
tidores institucionais, fundos de investimento e outras instituições financeiras 
para diversas finalidades, incluindo a criação de exposições diferenciadas, a busca 
de alavancagem em seus investimentos e gestão de riscos. Como esses contra-
tos podem ser complexos, é importante que as partes envolvidas compreendam 
completamente os termos do contrato, os riscos associados.
Venda a descoberto
Apesar de a venda adescoberto não ser considerada um derivativo em si, pode 
ser uma excelente estratégia de investimento que envolve a venda de um ativo 
que o investidor não possui. Ela envolve tomar emprestado e vender um ativo 
com a expectativa de que seu preço diminua. Isso pode ser usado para se proteger 
contra a queda no valor de um ativo que um investidor já possui.
Na venda a descoberto, um investidor toma emprestado um ativo (como 
ações) de outra pessoa ou de uma corretora e vende esses ativos no mercado com 
a expectativa de que o preço irá cair. Se o preço realmente cair, o investidor pode 
comprar os ativos de volta a um preço mais baixo, devolvê-los ao proprietário 
original e lucrar com a diferença.
Mesmo que a venda a descoberto possa ser usada em conjunto com alguns 
derivativos, como contratos de opções ou contratos futuros, ela não é, em si mes-
ma, considerada um derivativo. No entanto, pode ser usada como uma estratégia 
que envolve o empréstimo e a venda de ativos reais, enquanto os derivativos são 
contratos financeiros que derivam seu valor de um ativo subjacente.
RISCOS ENVOLVIDOS NO USO 
DE DERIVATIVOS
O uso de derivativos financeiros oferece diver-
sas oportunidades, no entanto, traz consigo 
vários riscos emergentes que os investidores 
e participantes do mercado devem estar cientes. 
Alguns dos principais riscos envolvidos no uso 
de derivativos incluem:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
RISCO DE MERCADO
Os preços dos ativos subjacentes aos derivativos podem flutuar de maneira imprevisí-
vel, devido a mudanças nas condições do mercado, fatores psicológicos e psicológi-
cos. Isso pode afetar o valor dos derivados. 
RISCO DE CRÉDITO
O risco de uma das partes envolvidas não adquirir suas obrigações financeiras, é 
conhecido como risco de crédito. Isso é especialmente relevante nos derivativos de 
balcão (over-the-counter), onde não há uma câmara de homologação.
RISCO DE LIQUIDEZ
Nem todos os derivativos têm mercados líquidos e ativos, o que pode dificultar a 
compra ou venda de contratos no momento desejado. Isso pode levar a preços menos 
aceitáveis ou mesmo à incapacidade de sair de uma posição.
RISCO DE ALAVANCAGEM
Muitos derivativos permitem que os investidores controlem uma grande quantidade 
de ativos com um investimento relativamente (prêmio ou margem). Isso pode aumen-
tar os lucros potenciais, mas também potencializar as perdas.
RISCO DE VOLATILIDADE
A volatilidade dos preços dos ativos subjacentes pode resultar em movimentos brus-
cos nos valores dos derivativos. Essa volatilidade pode ser particularmente prejudicial 
para investidores que não estão preparados para lidar com ela.
RISCO DE BASE
O “base” refere-se à diferença entre o preço do ativo subjacente e o preço do contrato de 
futuros ou opções. Flutuações na base podem afetar a eficácia das estratégias de hedge.
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RISCO DE MODELO
Derivativos, frequentemente, dependem de modelos matemáticos complexos para avaliar 
seu valor. Erros nos modelos ou suposições incorretas podem levar a estimativas imprecisas.
RISCO REGULATÓRIO
Mudanças nas regulamentações podem afetar a negociação, o valor e a disponibilidade de 
derivativos. As regras e regulamentos também podem variar entre diferentes jurisdições.
RISCO DE EVENTOS INESPERADOS
Eventos imprevisíveis, como desastres naturais, crises políticas ou respiratórias, podem 
causar impactos nos mercados e nos valores dos derivados.
RISCO DE CORRELAÇÃO
Derivativos podem ser usados para diversificar riscos, mas se os ativos subjacentes 
estiverem correlacionados de maneira inesperada, as estratégias podem falhar em 
proteger ou atenuar os riscos.
O conhecimento das características específicas dos derivativos, juntamente com 
uma análise completa dos riscos associados, é crucial para tomar decisões de 
sucesso e insucesso no mercado de derivativos. Os investidores que considerem o 
uso de derivativos devem compreender plenamente 
esses riscos e devem estar dispostos e prepara-
dos para gerenciá-los de 
maneira adequada. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
NOVOS DESAFIOS
O profissional que trabalha com derivativos financeiros enfrenta diversos desa-
fios devido à natureza complexa e dinâmica desses instrumentos, que incluem: 
complexidade, que podem ser superadas com o uso de conceitos matemáticos 
complexos, modelos de precificação avançados e diversos termos técnicos; com-
pressão dos mecanismos de riscos e volatilidade, incluindo risco de mercado, 
risco de crédito e risco de liquidez. 
A volatilidade nos mercados financeiros pode impactar significativamente 
o valor dos derivativos e as estratégias adotadas. Compreensão dos mecanis-
mos de regulamentação em evolução, os mercados de derivativos estão em 
constante evolução, logo, os profissionais precisam acompanhar as mudanças 
nas leis e regulamentos que passaram a negociação, a contabilização e o geren-
ciamento de riscos.
Muitos derivativos dependem de modelos de precificação para avaliar seu 
valor, o profissional deve optar por um modelo adequado, pois a precisão das 
suposições podem influenciar significativamente as decisões e os resultados. Em 
mercados voláteis, as decisões de negociação devem ser tomadas rapidamente, 
o profissional precisa ser capaz de analisar informações em tempo real e tomar 
decisões fundamentadas sob pressão. O gerenciamento de risco é essencial ao 
lidar com derivativos, isso envolve avaliar cuidadosamente os riscos envolvidos.
O profissional precisa ser capaz de analisar cenários hipotéticos e entender 
como diferentes fatores podem afetar os preços dos derivativos e suas estratégias, 
compreender profundamente os mercados nos quais operam, incluindo as 
dinâmicas do mercado, os participantes, as tendências e os eventos que podem 
afetar os preços.
Confira a aula referente a este tema. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem 
EM FOCO
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O profissional deve estar atualizado com as ferramentas tecnológicas 
relevantes, de plataformas de negociação, softwares de análise e sistemas de ge-
renciamento de risco é crucial, ter habilidades de comunicação para garantir 
que todos compreendam os riscos e benefícios envolvidos, habilidade em análise 
de equilíbrio de risco e retorno entre assumir riscos para obter retornos maio-
res e limitar os riscos para preservar o capital é um desafio constante. Devido 
à evolução constante dos mercados e das regulamentações, os profissionais de 
derivativos precisam se manter atualizados por meio de educação e desenvol-
vimento profissional contínuo.
Em resumo, os profissionais de derivativos financeiros enfrentam desafios 
técnicos, de gestão de riscos e de tomada de decisões em um ambiente de mer-
cado altamente dinâmico. Para ter sucesso nesse campo, é necessário conheci-
mento sólido, habilidades analíticas, agilidade, adaptabilidade e uma abordagem 
disciplinada para lidar com riscos.
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1. Os derivativos oferecem às empresas a possibilidade de reduzir seus riscos financeiros, 
transferindo esses riscos a outro que esteja disposto a assumi-los e gerenciá-lo, em geral, 
para um banco.
O derivativo opera como um contrato financeiro, cujo valor deriva de um ativo subjacente. O 
valor pode derivar dos valores de outros ativos, como: ações, títulos, commodities, moedas, 
índices, taxas de juros ou outros instrumentos financeiros. Sobre o assunto, avalie a seguir 
a alternativa correta:
a) Os derivativos possuem esse nome por derivarem o seu valor do valor de algum outro ativo.
b) Os derivativos são uma novidade do mercado financeiro.
c) Os derivativos oferecem às empresas a possibilidade de aumentar seus riscos financeiros.
d) O valor de um derivativo está diretamente relacionado às flutuações do próprio preço.
e) O derivativo expõe o investidor às flutuações adversas no preço do ativo subjacente.
2. Os derivativos são pontes entre segmentos financeiros até então imperfeitamente arbi-
trados. Os mercados de derivativos de balcão multiplicamessas pontes que os mercados 
organizados só realizavam para produtos financeiros padronizados. 
Os contratos de opções, contratos futuros e swaps são instrumentos comuns usados para 
hedging. Esses contratos permitem que um investidor estabeleça um preço fixo para comprar 
ou vender um ativo em uma data futura. Sobre esses derivativos avalie as afirmativas a seguir:
I - Contratos de Opções: garantem ao detentor o direito, mas não a obrigação, de comprar 
ou vender um ativo a um preço predeterminado dentro de um prazo especificado. 
II - Contratos futuros: são contratos garantidos que obrigam as partes a comprar ou vender 
um ativo a um preço específico em uma data futura. 
III - Contratos de Swaps: são acordos entre duas partes para trocar fluxos de caixa futuros 
com base em uma fórmula pré-definida.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) III, apenas
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
3. Contratos futuros de opções são derivativos financeiros que conferem ao detentor o di-
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reito, mas não obrigação, de comprar (opção de compra) ou vender (opção de venda) um 
contrato de futuros subjacentes a um preço de exercício pré-determinado em, ou até, uma 
data específica no futuro.
Fonte: TOLEDO, F. J. R. Mercado de Capitais Brasileiro: uma introdu-
ção. São Paulo: Thomson Learning, 2006.
As opções sobre futuros têm muitas semelhanças com as opções tradicionais, mas em vez 
de se referirem a um ativo subjacente contratado direto, elas se referem a um futuro. Com 
relação aos contratos futuros de opções, avalie as características a seguir:
I - Têm um preço de exercício, que é o preço pelo qual o detentor da opção pode comprar 
(opção de compra) ou vender (opção de venda) o contrato futuro subjacente.
II - São negociadas em bolsas e mercados regulamentados, assim como os próprios con-
tratos futuros.
III - Podem ser usadas para proteção contra riscos (hedge) e para especulação sobre mo-
vimentos futuros de preços.
IV - Têm uma data de vencimento específica, e mesmo vencida não expira e não perde sua 
validade. 
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
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REFERÊNCIAS
BERNSTEIN, P. L. Desafio aos deuses: a fascinante história do risco. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
BOISSIEU, C., AGLIETTA, M. Les marchés dérivés de Gré à Gré et le risque systémique. Bulletin 
COB, Paris, n. 283, set. 1994.
CARVALHO, L. N. Uma Contribuição à Auditoria do Risco de Derivativos. 1996. 155 f. Tese (Dou-
torado em Controladoria e Contabilidade) – Faculdade de Economia, Administração e Contabi-
lidade, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1996.
DODD, R.; GRIFFITH-JONES, S. Report on derivatives markets: stabilizing or speculative impact 
on Chile and a comparison with Brazil. Santiago: Cepal e Nações Unidas, maio de 2007.
GUTTMANN, R. Uma introdução ao capitalismo dirigido pelas finanças. Revista Novos Estudos 
Cebrap, n. 82, p. 11-33, nov. 2008.
JUBERT, R. W. et al. Um Estudo do padrão de volatilidade dos principais índices financeiros do 
Bovespa: uma aplicação de modelos Arch. Revista UnB Contábil, v. 11, n. 1-2, p. 221-239, jan./
dez. 2008. 
LIMA, I. S.; LOPES, A. B. Contabilidade e controle de operações com derivativos. São Paulo: 
Thomson Pioneira, 1999.
NETO, S.; ARAÚJO, L, de. Derivativos financeiros: derivativos: definições, Emprego e Risco. São 
Paulo: Atlas, 2002.
NETO, J. A. Derivativos: uma ferramenta para a gestão de riscos financeiros. Revista de Adminis-
tração da Universidade Federal de Minas Gerais, v. 42, n. 2, p. 237-252, 2007.
TOLEDO, F. J. R. Mercado de Capitais Brasileiro: uma introdução. São Paulo: Thomson Learning, 
2006.
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1. A. 
Conforme Bernstein (1997), os derivativos possuem esse nome por derivarem o seu valor 
do valor de algum outro ativo. Os derivativos não são uma novidade do mercado financei-
ro, porém a avaliação do seu preço só começou a se desenvolver no final dos anos 1960. 
Para Neto (2007), os derivativos oferecem às empresas a possibilidade de reduzir seus 
riscos financeiros.
2. E. 
Contratos de Opções: garantem ao detentor o direito, mas não a obrigação, de comprar ou 
vender um ativo a um preço predeterminado dentro de um prazo especificado. Contratos 
futuros: são contratos garantidos que obrigam as partes a comprar ou vender um ativo a um 
preço específico em uma data futura. Contratos de Swaps: são acordos entre duas partes 
para trocar fluxos de caixa futuros com base em uma fórmula pré-definida.
3. D. 
Têm uma data de vencimento específica, após a qual a opção expira e perde sua validade. 
GABARITO
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MINHAS METAS
FUNÇÕES, OBJETIVOS E PRINCÍPIOS 
FUNDAMENTAIS DOS PROJETOS 
EMPRESARIAIS
Entender a importância de um bom planejamento no desenvolvimento de projetos.
Compreender as principais funções de projetos empresariais.
Identificar os principais objetivos de projetos empresariais. 
Aplicar os princípios fundamentais em um desenvolvimento de projeto empresarial.
Avaliar oportunidades e ameaças no desenvolvimento de projetos empresariais.
Identificar possíveis gargalos no desenvolvimento de projetos. 
Sintetizar novas ideias em possíveis projetos.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 6
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INICIE SUA JORNADA
Seja bem-vindo, estudante, a este tema de aprendizagem! Nossa jornada começa 
com uma situação bastante presente no cotidiano de empreendedores. Conheça, 
Carol, proprietária de uma pequena loja de roupas, localizada em um bairro 
movimentado da cidade. Acontece que, nos últimos meses, Carol tem registra-
do uma diminuição significativa no número de clientes na loja e dos pedidos 
de vendas, enquanto os seus custos permanecem os mesmos. Preocupada com 
o futuro do seu negócio e desejando reverter essa situação, Carol precisa fazer 
alguma coisa para aumentar a receita da empresa. Com sua pequena equipe, a 
empresária promove uma reunião em que comunica a necessidade de criar um 
serviço ou produto novo para aumentar a receita da loja. Esse novo produto, ou 
serviço, precisa ser desenvolvido com bastante dedicação por todos, para que o 
resultado obtido tenha um impacto positivo no objetivo empresarial: o aumento 
da receita. Carol sabe que, para que dê certo, terá que desenvolver um projeto de 
forma eficaz. Entretanto, Carol não sabe como desenvolver, e como um projeto 
pode auxiliar na resolução dessa necessidade. Como você poderia ajudar a Ca-
rolina a desenvolver esse projeto? Vamos iniciar essa jornada juntos! 
Portanto, no início da nossa jornada, se faz necessário entender as vantagens 
de uma correta gestão de projetos no mundo empresarial. Uma boa gestão de 
projetos é essencial para o sucesso de qualquer organização. Ela permite planejar, 
executar e controlar as atividades de forma eficiente, garantindo que os objetivos 
sejam alcançados com qualidade, prazo e custos adequados.
Para melhorar a nossa perspectiva na gestão de projetos, vamos aprender mais 
sobre essa área acessando o nosso podcast. Neste podcast, você vai ouvir sobre 
os conceitos, ferramentas, técnicas e competências que fazem a diferença na hora 
de gerenciar projetos de sucesso. Vamos lá!! Recursos de mídia disponíveis no 
conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem 
PLAY NO CONHECIMENTO
O gerenciamento de projetos é uma área bastante ampla nas organizações, uma vez 
que engloba uma grande quantidade de conhecimento de diversas áreas. Esse conhe-
cimento é focado para a realização de uma ação ou desenvolvimento de algo novo. 
Portanto, a gestão de projetos é intensamente relacionada com inovação!
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
Para sabermos analisar bons projetos, precisamos, primeiro, aprender a desenvol-
vê-los. As empresas possuem necessidade de projetos inovadores que, por sua vez, 
possuem como objetivos específicos a alavancagem financeira e crescimento da 
empresa no mercado. Para tanto, existe uma oportunidade crescentepara profis-
sionais que saibam planejar, desenvolver e executar projetos dentro das empresas.
GRANDES PROJETOS, GRANDES RESULTADOS!
O desenvolvimento de projetos é crucial para a organização de grupos de ativi-
dades com um objetivo em comum. A palavra “Projeto” tem diferentes aponta-
mentos em relação a sua origem etimológica, um dos conceitos mais aceitos, a 
palavra vem do latim “proiectum” e do verbo em latim “proicere” com significado 
de agir com precedência ou antes de uma ação. Portanto, projetos desenvolvidos 
anteriormente a uma ação concreta são a base de um planejamento antes da 
execução de um objetivo (CORREIA; MARTENS, 2020).
Conforme vimos anteriormente, através da etimologia da palavra, o estudo 
de desenvolvimento de projetos é feito a bastante tempo, pode ser identificado 
desde quando os seres humanos começaram a realizar atividades coordenadas 
em busca de objetivos comuns (CORREIA; MARTENS, 2020). 
Na antiguidade, muitas das grandes obras arquitetônicas, como as pirâmides 
do Egito e a Grande Muralha da China, exigiam um alto nível de coordenação, 
adaptação e planejamento. Embora não houvesse uma metodologia formal de 
gerenciamento de projetos, os líderes dessas empreitadas eram responsáveis por 
VAMOS RECORDAR?
Que tal lembrarmos da importância das funções de gestão na administração de um 
negócio? As funções da administração estão presentes, em intensidade diferente, 
em quase todos os processos dentro de uma organização. São bastante úteis no 
correto gerenciamento de projetos. Vamos recordar assistindo ao vídeo: Recursos 
de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
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supervisionar o trabalho, alocar recursos, dirigir pessoas, organizar processos 
e garantir que os objetivos fossem concluídos dentro dos prazos e orçamentos 
(KEELING; BRANCO, 2017).
Figura 1 – Pirâmide de Gizé no Egito
Descrição da Imagem: A imagem é uma visão panorâmica da pirâmide de Gizé no Egito durante o dia, tomada de 
uma distância de cerca de um quilômetro. A pirâmide ocupa o centro da imagem, com o deserto se estendendo 
ao fundo. O céu está azul claro, com alguns nuvens brancas. Fim da descrição.
No entanto, a aplicação de gerenciamento de projetos em empresas começou 
com os estudos de Henry Gantt (1861-1919) e Frederik Taylor (1856-1915), no 
início do século XX, em pleno nascimento do que se tornaria a administração 
científica. Os pesquisadores iniciaram a análises de tarefas com a abordagem 
de raciocínio científico no estudo de processos e atividades que compõem uma 
tarefa (KEELING; BRANCO, 2017; RODRIGUES; DE JESUS; OLIVEIRA, 2019).
Henry Gantt foi um inovador em processos de gestão, suas inúmeras contribuições 
para a administração de empresas são utilizadas até hoje no planejamento e con-
trole de projetos. Vamos aprender um pouco mais sobre uma das contribuições 
mais conhecidas de Henry Gantt, o Diagrama de Gantt, um importante instrumento 
de acompanhamento de projetos. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo 
digital do ambiente virtual de aprendizagem.
EU INDICO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
Como podemos perceber, a gestão de projetos é ligada a várias áreas do conhe-
cimento como engenharia, arquitetura e, até mesmo, no campo militar. Durante 
a Segunda Guerra Mundial, o gerenciamento de projetos foi essencial para lidar 
com a complexidade das operações militares. As forças armadas precisavam pla-
nejar e coordenar tarefas complexas, como o desenvolvimento de armas, logística 
de suprimentos e estratégias de batalha (RABECHINI, 2019).
Após a segunda guerra mundial, a economia mundial passou a ter liberdade 
para a criação e desenvolvimento de empresas atuantes em diversos setores. A 
competitividade entre as empresas gerou a necessidade de utilizar o gerencia-
mento de projetos com foco nas empresas. As empresas da área de construção 
civil se destacaram na aplicação de técnicas de gerenciamento de projetos, com 
a introdução do chamado método do caminho crítico (SILVA, 2019). 
Esse método ajuda gestores a identificar quais são as atividades mais críticas 
em um projeto, permitindo que os gestores se concentrem em áreas-chave para 
evitar atrasos e falhas. Com o desenvolvimento econômico e acadêmico, muitas 
organizações vão incentivar estudos e novas formas de administrar empresas 
baseadas em gestão de projetos (RODRIGUES; DE JESUS; OLIVEIRA, 2019)
A partir da década de 1950, organizações como a Força Aérea dos Estados 
Unidos e a NASA começaram a desenvolver metodologias mais abrangentes 
para gerenciar projetos complexos. O Project Management Institute (PMI), um 
instituto formado com foco para desenvolvimento de diferentes metodologias 
para gerir projetos foi fundado em 1969 e desempenhou um papel fundamental 
na promoção e padronização do gerenciamento de projetos como uma disciplina 
profissional (SCHMIDT; VERONEZE; ZANELLA, 2021).
Estamos aprendendo como pessoas e organizações conseguiram conquistar gran-
des coisas mediante o uso de gerenciamento de projetos. Você conseguiria iden-
tificar como a gestão de projetos poderia ser aplicada em sua carreira profissional? 
PENSANDO JUNTOS
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Com o avanço da tecnologia da informação e a crescente globalização, o ge-
renciamento de projetos se tornou ainda mais importante e novas metodologias 
foram desenvolvidas no decorrer dos anos. Para sintetizar e promover as melhores 
práticas e processos no desenvolvimento de projetos o PMI (Project Management 
Institute) desenvolveu um guia denominado Project Management Body of Know-
ledge (PMBOK) para atender às necessidades de empresas e organizações na im-
plementação das melhores práticas atualizadas em gestão de processos. O PMBOK 
é um guia referencial em gestão de projetos utilizado mundialmente por empresas 
e outros tipos de organizações (BORGES; ROLIM, 2015; WALKER, 2021).
Atualmente, o gerenciamento de projetos é amplamente reconhecido como 
uma competência essencial para o sucesso organizacional. É aplicado em di-
versos setores, desde tecnologia e engenharia até marketing e desenvolvimento 
de produtos. O uso de ferramentas digitais e softwares especializados facilitou 
ainda mais o planejamento, a execução e o controle de projetos, permitindo que 
equipes remotas colaborem de forma eficaz.
À medida que as organizações enfrentam desafios cada vez mais complexos 
e competitivos, o gerenciamento de projetos continua evoluindo para se adaptar 
às demandas em constante mudança. Através de boas práticas, como definição 
clara de objetivos, estruturação do trabalho, alocação de recursos adequados 
e monitoramento do progresso, o gerenciamento de projetos desempenha um 
papel fundamental na realização de iniciativas bem-sucedidas e no alcance dos 
resultados desejados (SILVA, 2019). 
FASES E FUNÇÕES DOS PROJETOS EMPRESARIAIS
Analisando toda a trajetória no desenvolvimento e 
estudo de gestão de projetos, já é possível identificar 
que a gestão de projetos é um processo que envolve 
planejar, organizar, executar e controlar os recursos necessários para alcançar 
um objetivo específico dentro de um prazo e um orçamento definidos. É possível 
também compreender que a gestão de projetos pode ser aplicada a diversos tipos 
de empreendimentos e atividades, desde o desenvolvimento de um novo produto 
até a construção de uma casa.
A gestão de projetos 
é um processo
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
Vamos voltar a situação de Carol? Como estratégia para aumentar as vendas e a 
quantidade de clientes, decide realizar um projeto empresarial Carol identifica 
a necessidade de explorar novas estratégias para atrair clientes, melhorar a 
experiência de compra na loja e aumentar as vendas. Ela estabelece como objetivo 
principal do projeto o aumento das vendas em 20% nos próximos três meses. 
Já sabemos que podemos utilizar a gestão de projetos para uma diversidade de 
razões. Então para aumentar as vendas da loja, Carol pode utilizar o gerenciamento 
de projetos para auxiliar em seu objetivo.Vamos continuar a nossa jornada e 
aprender sobre as principais funções de um projeto voltado para empresas.
As fases da gestão de um projeto empresarial são responsáveis por estabelecer 
o conjunto de ações necessárias no desenvolvimento adequado das atividades 
que compõem um projeto. Assim, como na administração, as principais fases 
na gestão de projetos irão envolver (PMI, 2017): 
PLANEJAMENTO 
o planejamento é uma função essencial para a definição dos objetivos, recursos 
necessários, cronograma e estratégias a serem adotadas ao longo do projeto. Ele é a 
base para todas as etapas subsequentes.
ORGANIZAÇÃO
a organização envolve a alocação de recursos, a formação de equipes e a definição 
das responsabilidades de cada membro. Essa função busca otimizar o uso dos recur-
sos disponíveis e garantir a eficiência na execução das tarefas.
EXECUÇÃO
a execução é a fase em que as atividades planejadas são realizadas. Aqui é crucial 
gerenciar o tempo, assegurar a qualidade das entregas e lidar com eventuais desafios 
que possam surgir ao longo do caminho.
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CONTROLE
o controle visa monitorar o progresso do projeto, comparando-o com o planejado 
e identificando eventuais desvios. Essa função permite tomar medidas corretivas e 
garantir que o projeto siga na direção certa.
ENCERRAMENTO
o encerramento é a fase final do projeto, em que as atividades são concluídas, os 
resultados são avaliados e os aprendizados são registrados. Essa função é importante 
para garantir a finalização adequada do projeto e permitir que os resultados sejam 
aproveitados pela organização.
Um aspecto importante na essência de um projeto, é a limitação de tempo. Um 
projeto é temporário, obrigatoriamente terá um início e um fim. O resultado do 
projeto pode ser duradouro, mas os processos de desenvolvimento e criação do 
resultado são temporários. Portanto, todo projeto precisa entregar um resultado, 
seja um novo produto, novos processos ou serviços. A etimologia da palavra já 
nos ensinou que o projeto é uma fase que antecede algo (KEELING, 2017). Logo, 
o projeto precisa ser temporário, com um início e um fim!
As organizações desenvolvem projetos por diferentes razões e motivações. 
Assim, podemos identificar diversas funções essenciais que projetos desempe-
nham dentro de uma organização. Conforme literatura acadêmica, as principais 
funções que os projetos desempenham em empresas são (KEELING, 2017; PMI 
2017; RODRIGUES; DE JESUS; OLIVEIRA, 2019; SILVA, 2019; SCHMIDT; 
VERONEZE; ZANELLA, 2021):
IDENTIFICAR OPORTUNIDADES
os projetos empresariais permitem que as empresas identifiquem e aproveitem opor-
tunidades de negócio. Eles permitem a exploração de novos mercados, o desenvolvi-
mento de novos produtos e serviços e a implementação de melhorias operacionais.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
RESOLVER PROBLEMAS
os projetos empresariais são frequentemente lançados para resolver problemas espe-
cíficos dentro da organização. Eles podem estar relacionados a processos ineficientes, 
lacunas no mercado, necessidades dos clientes ou questões internas. Os projetos são 
estruturados para encontrar soluções eficazes e implementá-las de forma organizada.
ALCANÇAR OBJETIVOS ESTRATÉGICOS
os projetos empresariais são alinhados aos objetivos estratégicos de uma organização. 
Eles ajudam a alcançar metas de crescimento, lucratividade, expansão geográfica, 
desenvolvimento de novos mercados, entre outros. Os projetos são projetados para 
impulsionar o progresso da organização em direção a sua visão e missão.
PROMOVER A INOVAÇÃO
a inovação é fundamental para o sucesso empresarial. Os projetos empresariais são 
uma plataforma para a implementação de ideias inovadoras e o desenvolvimento de 
produtos, serviços ou processos revolucionários. Eles estimulam a criatividade e a 
busca por soluções originais para desafios e necessidades específicas.
AUMENTAR A EFICIÊNCIA OPERACIONAL
os projetos empresariais podem ter como função a melhoria da eficiência operacional 
de uma organização. Eles podem analisar os processos existentes, identificar gargalos 
e pontos de melhoria e propor soluções para otimizar o desempenho. Ao implementar 
mudanças e aprimoramentos, os projetos contribuem para a redução de custos, o 
aumento da produtividade e a melhoria da qualidade.
Portanto, o uso de gerenciamento de projetos em empresas é bastante versátil e ao 
mesmo tempo singular, uma vez que cada projeto nasce com um objetivo específi-
co. Contudo, um projeto não será a solução para qualquer problema, embora possa 
buscar soluções. Em um ambiente empresarial dinâmico, a capacidade de se adaptar 
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a mudanças é essencial e os projetos empresariais permitem que as organizações se 
ajustem a novas demandas do mercado, mudanças regulatórias, avanços tecnológicos 
e outras transformações. Uma vez que fornecem a estrutura necessária para buscar e 
implementar mudanças necessárias de forma organizada e eficaz.
Essas são algumas das principais funções dos projetos empresariais. Eles de-
sempenham um papel fundamental no crescimento, sucesso e sustentabilidade 
das organizações, permitindo que elas se adaptem, inovem e alcancem seus ob-
jetivos estratégicos.
Para alcançar o objetivo de aumento das suas vendas, Carol traça um plano de 
ação que inclui diversas atividades, como a renovação do layout da loja, a criação 
de campanhas de marketing direcionadas, a oferta de descontos e promoções 
especiais, além da melhoria do atendimento ao cliente.
Ao longo do projeto, Carol recrutou seus poucos ajudantes para formar uma equipe 
para executar as diferentes tarefas em prazos estabelecidos e passa a acompanhar 
de perto o progresso, faz ajustes quando necessário e mantém a equipe motivada e 
engajada. Você conseguiria definir o papel de Carol neste projeto?
O papel da Carol na organização do projeto deve ser a de líder, todo projeto 
deve possuir um líder, denominado de líder de projeto ou gerente de projetos. 
O papel da liderança é fundamental em todas as fases de um projeto. O papel 
de gerente de projetos se torna ainda mais essencial quando o projeto enfrenta 
desafios, mudanças ou dúvidas sobre as melhores decisões.
Este papel de liderança é fundamental para concentração de atividades espe-
cíficas de gestão e para que a pessoa na posição de gerente de projeto esteja focada 
em uma visão macro e seja responsável pela comunicação entre as pessoas 
interessadas pelo projeto e as pessoas que estão executando.
Consequentemente, o gerente de projeto também precisa demonstrar lide-
rança fora da equipe, atuando como um(a) representante do projeto diante da 
alta direção e todas as pessoas interessadas. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
A esta altura já podemos começar a construir os principais aspectos que formam 
um projeto. Sabemos que precisa haver um objetivo claro, uma função especí-
fica, um tempo determinado e uma liderança inspiradora. Vamos, agora, nos 
aprofundar na nossa jornada e entender mais um pouco quais são os princípios 
fundamentais e norteadores para uma boa gestão de projetos em empresas.
Onze Homens e um Segredo (Ocean´s Eleven) 
Sinopse: Danny Ocean é um homem de ação. Apenas 24 horas 
após deixar a penitenciária de Nova Jersey ele já está pondo 
em prática seu novo plano: assaltar três cassinos de Las Vegas 
em apenas uma noite, em meio à realização de uma luta que 
vale o título mundial dos pesos-pesados. Ocean reúne uma 
equipe de 11 especialistas a fim de ajudá-lo em seu plano, se-
guindo sempre três regras básicas: não ferir ninguém, não rou-
bar alguém que realmente não mereça e seguir o plano como 
se não tivesse nada a perder.
Refletindo sobre a história : sob a perspectiva de análise de 
projetos, esse filme aborda como a organização de um projeto 
requer equipe e liderança. Conforme vimos, o resultado de um 
projeto pode ser um produto ou um serviço, e, nesse filme, os 
personagens se encontram com um grande desafio a ser ven-
cido com limitações de recursos. Vale a pena assistir.INDICAÇÃO DE FILME
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PRINCÍPIOS DOS PROJETOS EMPRESARIAIS
Cada projeto possui um objetivo único e aplicado à realidade de uma organiza-
ção. Conforme o guia Project Management Body of Knowledge (PMBOK) (PMI, 
2017), um projeto pode ser definido como um esforço temporário empreendido 
para criar um produto, serviço ou resultado exclusivo. Portanto, por mais abran-
gente que seja a definição de um projeto, alguns princípios são inerentes a todos 
os processos e exemplos de projetos. A seguir, apresentamos alguns deles:
 ■ Objetivos claros: todo projeto empresarial deve ter objetivos claros e 
bem definidos. Os objetivos devem ser específicos, mensuráveis, alcan-
çáveis, relevantes e com prazo determinado (critérios SMART). Esses 
objetivos fornecem uma direção clara para o projeto e ajudam a manter 
o foco nas metas a serem alcançadas.
 ■ Planejamento adequado: o planejamento é um princípio fundamental 
dos projetos empresariais. Um planejamento adequado envolve a defini-
ção de recursos necessários, cronograma, orçamento e identificação de 
riscos potenciais. Um plano detalhado fornece uma estrutura sólida para 
a execução do projeto e ajuda a minimizar riscos e incertezas.
 ■ Envolvimento das partes interessadas: as partes interessadas são pes-
soas ou grupos que têm interesse ou são afetados pelo projeto, são co-
nhecidas também pelo termo Stakeholders. O envolvimento das partes 
interessadas é crucial para o sucesso do projeto. É importante identificar, 
entender e gerenciar as expectativas e necessidades das partes interessadas 
ao longo de todo o projeto.
 ■ Equipe competente: o sucesso de um projeto empresarial depende de 
uma equipe competente e bem estruturada. É fundamental contar com 
profissionais qualificados, com as habilidades e conhecimentos neces-
sários para realizar as tarefas do projeto. Uma equipe coesa, motivada e 
com boa comunicação é essencial para alcançar os objetivos do projeto.
 ■ Gerenciamento eficaz de recursos: o gerenciamento eficaz dos recur-
sos disponíveis é um princípio fundamental dos projetos empresariais. 
Isso inclui o uso adequado de recursos financeiros, humanos, materiais 
e tecnológicos. Um bom gerenciamento de recursos ajuda a maximizar a 
eficiência, minimizar desperdícios e garantir que os recursos sejam utili-
zados de forma adequada e eficaz.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
 ■ Acompanhamento e controle: o acompanhamento e controle são prin-
cípios essenciais para o sucesso de um projeto empresarial. É necessário 
monitorar regularmente o progresso do projeto, comparar os resultados 
alcançados com os planejados e tomar ações corretivas quando necessá-
rio. O controle adequado garante que o projeto esteja alinhado aos obje-
tivos e ajuda a evitar desvios significativos.
 ■ Aprendizado contínuo: o aprendizado contínuo é um princípio fun-
damental dos projetos empresariais. Após a conclusão de um projeto, é 
importante realizar uma análise detalhada dos resultados obtidos, iden-
tificar lições aprendidas e aplicar esse conhecimento em projetos futuros. 
O aprendizado contínuo ajuda a aprimorar a eficiência, a qualidade e a 
eficácia dos projetos empresariais.
 ■ Comunicação eficiente: a comunicação eficiente é um princípio fun-
damental dos projetos empresariais. É essencial estabelecer canais de 
comunicação claros e abertos entre todos os membros da equipe, partes 
interessadas e demais envolvidos no projeto. A comunicação eficiente 
promove o alinhamento de expectativas, a troca de informações relevan-
tes e a resolução rápida de problemas.
 ■ Flexibilidade e adaptação: a flexibilidade e a capacidade de adaptação 
são princípios fundamentais dos projetos empresariais. À medida que o 
projeto progride, é possível que ocorram mudanças nas circunstâncias, 
requisitos ou prioridades. É necessário estar preparado para ajustar o 
plano, realocar recursos e modificar abordagens conforme necessário. A 
capacidade de adaptação permite lidar de forma eficaz com imprevistos 
e garantir que o projeto continue alinhado aos objetivos estratégicos.
 ■ Ética e responsabilidade: a ética e a responsabilidade são princípios fun-
damentais que devem nortear os projetos empresariais. É necessário agir 
de acordo com os mais altos padrões éticos, garantindo a transparência, a 
integridade e o respeito pelas partes interessadas. A responsabilidade en-
volve assumir a responsabilidade pelos resultados do projeto, pelos recursos 
utilizados e pelo impacto nas pessoas, na sociedade e no meio ambiente.
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Ao adotar e aplicar esses princípios fundamentais, 
os projetos empresariais têm uma base sólida para 
alcançar resultados de sucesso, gerar valor para a or-
ganização e contribuir para o crescimento e o desen-
volvimento sustentável.
Após a implementação das estratégias do projeto, 
seguindo esses princípios norteadores, Carol 
começa a perceber mudanças positivas na sua loja. 
O novo layout atrai mais clientes, as campanhas de 
marketing geram maior visibilidade e interesse, e 
o atendimento ao cliente aprimorado resulta em 
maior satisfação e fidelização.
Conforme os meses passam, Carol também 
observa um aumento gradual nas vendas. Ao final 
dos três meses, as vendas da sua loja aumentaram 
exatamente 20%, alcançando o objetivo 
estabelecido pelo projeto empresarial. Com um 
bom gerenciamento de projetos, Carol se sente 
aliviada e motivada a continuar investindo em novos 
projetos para manter o crescimento do seu negócio.
Essa situação problema ilustra a importância dos 
projetos empresariais. Eles permitem que as empre-
sas identifiquem problemas, estabeleçam metas claras 
e implementem estratégias específicas para alcançar 
essas metas. Os projetos empresariais são ferramen-
tas eficazes para impulsionar o crescimento, melhorar 
a eficiência operacional, adaptar-se às mudanças do 
mercado e alcançar vantagem competitiva.
E quando os projetos não produzem resultados 
positivos? Vamos ver adiante algumas situações de-
correntes de projetos não eficazes.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
FALHAS COMUNS EM PROJETOS EMPRESARIAIS
Agora que sabemos o que é necessário para um projeto ter sucesso, podemos ana-
lisar algumas situações em que os projetos falham. Contudo, precisamos entender 
em que situação um projeto falha. Ao vermos as funções e princípios dos projetos 
entendemos que todo projeto necessita de uma razão de existir, um objetivo! 
Um projeto que tenha por objetivo aumentar as vendas de uma loja de roupas 
vai ser um projeto de sucesso, se ao final do tempo estipulado, as vendas da loja, 
de fato, aumentaram! Em outras palavras, o projeto atingiu o seu objetivo. Então 
o que classificaria um projeto com falha, ou um projeto fracassado? 
Um projeto tem sucesso, se o seu objetivo traçado no planejamento for atin-
gido ao final do seu desenvolvimento, um projeto de sucesso é um projeto eficaz. 
Um projeto fracassado é aquele que não consegue cumprir com o seu objetivo 
estipulado, logo foi ineficaz (GASSENFERTH; MACHADO; KRAUSE, 2020).
Contudo, nem todo projeto de sucesso pode trazer um impacto positivo para 
uma empresa, assim como nem todo projeto fracassado pode ter um impacto 
negativo. 
Imagine que, em uma indústria automobilística, um projeto teve como objetivo 
desenvolver uma nova pintura nos carros que mude de cor de acordo com o clima e 
condições de temperatura em que o carro esteja. Se o carro estiver em um ambiente 
frio, a pintura estará de uma cor, se o carro estiver em um ambiente quente, a pintura 
do carro estará de outra. Ao final do projeto, a equipe tenha desenvolvido tal pintura, 
feito os testes e tudo funciona perfeitamente. Por ter atingido o seu objetivo, esse 
projeto pode ser considerado um sucesso. Contudo, quando os carros começam 
a ser vendidos com essa nova pintura, os clientes não identificam isso como 
algo positivo, logo não compram, e a empresa é forçada a abandonar a pintura 
desenvolvida. Perceba que o projeto foi um sucesso por atingir o seu objetivo de 
desenvolveruma nova tinta, porém, para a empresa, o projeto não agregou valor ao 
seu produto, sendo abandonado logo em seguida. 
Então precisamos entender que, sob a perspectiva técnica, o sucesso de um pro-
jeto está relacionado apenas ao seu objetivo e não ao seu impacto (GASSEN-
FERTH; MACHADO; KRAUSE, 2020). 
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Esse caso é real, aconteceu com a empresa 3M ao desenvolver o famoso Post-It, a 
empresa tinha objetivo de desenvolver um adesivo forte e aderente, tendo como 
resultado um adesivo fraco e pouco aderente, contudo com uma possibilidade 
de uso fenomenal para comunicação escrita.
Agora, imagine que uma empresa esteja criando um projeto com o objetivo de 
desenvolver um novo produto, uma fita adesiva grande e resistente, capaz de colar 
objetos que permanecem colados por bastante tempo. Ao final dos recursos e do 
tempo estipulado, o resultado que o projeto entregou foi um adesivo fraco, sem 
grande aderência em objetos. Por conseguinte, se não cumpriu com o seu objetivo, 
esse projeto foi considerado um fracasso. Todavia, um dia, alguém que participou do 
desenvolvimento do projeto conseguiu identificar um novo uso para aquele adesivo. 
Com o adesivo aplicado em tiras em pequenos papéis, criou-se um novo produto, 
e a empresa passou a comercializar esse produto que foi um enorme sucesso de 
vendas. Logo, um projeto fracassado trouxe um impacto positivo para a organização.
Que tal conhecer um pouco mais sobre a história desse produto inovador? Co-
nheça como foi criado e aplicado estrategicamente no mercado pela empresa 
3M, visite o site da empresa para obter este interessante relato. Recursos de mídia 
disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
EU INDICO
Uma forma de entender as causas do fracasso de um projeto é inverter a lógica 
dos elementos que contribuem para o seu sucesso. Assim, podemos identificar 
os fatores que prejudicam o desempenho, a qualidade e os resultados esperados 
de um projeto.
Estudante, nesta videoaula, vamos aprofundar o conteúdo apresentado até aqui e 
saber um pouco mais sobre o gerenciamento de projetos, suas funções, princípios 
e objetivos. Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente vir-
tual de aprendizagem.
EM FOCO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
Existem vários aspectos que podem levar um projeto ao fracasso. Os principais 
fatores podem ser relacionados ao fracasso na implementação dos seus princí-
pios, como (PMI, 2017):
PLANEJAMENTO DEFICIENTE
Um planejamento inadequado é um dos principais fatores que podem levar um pro-
jeto ao fracasso. Isso inclui a falta de definição clara de objetivos, escopo mal definido, 
estimativas de recursos incorretas e cronogramas irrealistas. Sem um plano sólido e 
realista, o projeto fica sujeito a problemas e dificuldades ao longo de sua execução.
MÁ GESTÃO DO TEMPO
A má gestão do tempo é um fator crítico que pode levar um projeto ao fracasso. Isso 
envolve a falta de um cronograma adequado, a não identificação e o gerenciamento 
eficaz das tarefas prioritárias, a falta de acompanhamento e controle do progresso, 
bem como a não aplicação de medidas corretivas quando necessário. O não cumpri-
mento dos prazos estabelecidos pode comprometer todo o projeto.
FALTA DE RECURSOS ADEQUADOS
A falta de recursos adequados, como financeiros, humanos, tecnológicos e materiais, 
pode levar um projeto ao fracasso. A escassez de recursos pode levar a atrasos, falta 
de qualidade e dificuldades na execução das tarefas. É importante alocar os recursos 
necessários de forma adequada e garantir que estejam disponíveis quando necessário.
COMUNICAÇÃO DEFICIENTE
A comunicação ineficaz é um aspecto que pode causar sérios problemas em um 
projeto. A falta de comunicação clara e aberta entre a equipe do projeto, as partes 
interessadas e outros envolvidos pode levar a mal-entendidos, desalinhamento de 
expectativas, retrabalho e atrasos. Uma comunicação eficiente e constante é essencial 
para o sucesso do projeto.
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FALTA DE ENGAJAMENTO DAS PARTES INTERESSADAS
Quando as partes interessadas não estão envolvidas de forma adequada no projeto, 
isso pode levar ao fracasso. A falta de envolvimento, apoio e comprometimento das 
partes interessadas pode resultar em resistência à mudança, falta de suporte e falta 
de recursos necessários para o projeto. É fundamental obter o engajamento das partes 
interessadas desde o início e ao longo de todo o projeto.
Esses são alguns dos principais aspectos que podem levar um projeto ao fracas-
so. É fundamental ter uma gestão eficaz, planejamento adequado, comunicação 
clara, recursos suficientes e engajamento das partes interessadas, para maximizar 
as chances de sucesso do projeto.
O PMSURVEY (2014) foi uma iniciativa global 
do PMI (Project Management Institute) que realizou 
uma pesquisa sobre gerenciamento de projetos com 
organizações de vários países. Em 2014, a pesquisa 
contou com a participação de 400 organizações e re-
velou que a principal dificuldade enfrentada pelos 
projetos era a comunicação. 
A principal 
dificuldade 
enfrentada pelos 
projetos era a 
comunicação
A pesquisa demonstrou em ordem quais foram os problemas mais citados pelas 
empresas:
1. problemas de comunicação; 
2. não cumprimento de prazos;
3. mudanças de escopo constantes;
4. recursos humanos insuficientes;
5. riscos não avaliados corretamente;
6. não cumprimento do orçamento;
7. estimativas incorretas;
8. concorrência de atividades fora do projeto;
9. falta de prioridade;
10. problemas com fornecedores.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
Como podemos perceber, a gestão de projetos é uma atividade essencial para 
as empresas que buscam inovar, melhorar seus processos e alcançar seus ob-
jetivos. No entanto, muitos projetos falham por diversas razões. Essas falhas 
podem gerar prejuízos financeiros, perda de credibilidade, insatisfação dos 
clientes e desmotivação dos colaboradores. Por isso, as empresas precisam 
eliminar falhas na gestão de projetos, adotando boas práticas, ferramentas 
adequadas e uma cultura de aprendizado contínuo.
NOVOS DESAFIOS
Neste tema, vimos os fundamentos básicos e a importância do gerenciamento 
de projetos. Conforme aprendemos no decorrer da nossa jornada, as empresas 
necessitam de inovações e novas formas de atuação no mercado para vencerem 
a competição. Essa necessidade de inovação exigirá profissionais cada vez mais 
capacitados em gerenciamento de projetos. 
Já é possível identificar a forte tendência de desenvolvimento de projetos 
voltados para uso e implementação da inteligência artificial no mundo dos negó-
cios. No geral, o futuro da gestão de projetos será caracterizado pela continuação 
do processo de automatização, uso de colaboração e comunicação remota entre 
equipes. Para tanto, será necessário que os profissionais estejam prontos para 
adotar metodologias ágeis e façam uso das informações disponíveis para melhor 
adaptação às mudanças e aproveitamento das oportunidades que a tecnologia e 
o ambiente empresarial em constante evolução proporcionam.
O computador Lisa, lançado pela Apple em 1984, foi um grande fracasso de mer-
cado. Entretanto, as inovações tecnológicas que ele trouxe foram fundamentais 
para o sucesso do Macintosh, que veio depois. Assim, podemos questionar se o 
projeto Lisa realmente fracassou (PENTECOST, 2021).
PENSANDO JUNTOS
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1. O fim da segunda guerra mundial abriu espaço para o surgimento e o crescimento de 
empresas em vários setores da economia mundial. Para se diferenciar da concorrência, as 
empresas precisaram adotar o gerenciamento de projetos como uma ferramenta estraté-
gica. Nesse sentido, as empresas de construção civil foram pioneiras no uso de técnicas 
de gerenciamento de projetos, como o método do caminho crítico.
Assinale a alternativa que aponta qual é o objetivo principal do método do caminho crítico 
no gerenciamento de projetos.
a) Identificar as atividades mais críticas em um projeto.
b) Evitar atrasos e falhas em todas asáreas do projeto.
c) Desenvolver estudos acadêmicos sobre gestão de projetos.
d) Incentivar o desenvolvimento econômico de empresas.
e) Administrar empresas baseadas em gestão de projetos.
2. A gestão de projetos é importante, uma vez que permite às equipes organizar e controlar a 
qualidade do que está sendo entregue, respeitando prazos e custos. As fases da gestão de 
um projeto empresarial são responsáveis por estabelecer o conjunto de ações necessárias 
no desenvolvimento adequado das atividades que compõem um projeto.
De acordo com o texto base, assinale a alternativa que aponta a resposta correta sobre 
qual a função da fase de Controle na gestão de projetos empresariais:
a) Monitorar o progresso do projeto, comparando-o com o planejado e identificando even-
tuais desvios.
b) Definir os objetivos, recursos necessários, cronograma e estratégias a serem adotadas.
c) Alocar recursos, formar equipes e definir as responsabilidades de cada membro.
d) Realizar as atividades planejadas, gerenciando o tempo e assegurando a qualidade das 
entregas.
e) Concluir as atividades, avaliar os resultados e registrar os aprendizados.
AUTOATIVIDADE
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3. A gestão de projetos em empresas visa contribuir no planejamento, execução e controle de 
atividades que contribuem para o atingimento de um objetivo específico. Para ter suces-
so, a gestão de projetos precisa obedecer a um conjunto de princípios, entre os quais se 
destaca a definição clara de um escopo, o cronograma, o orçamento e os riscos do projeto.
Analise as afirmativas a seguir, e julgue de acordo com os princípios básicos no geren-
ciamento de projetos empresariais.
I - O gerenciamento eficaz dos recursos disponíveis é um princípio fundamental dos pro-
jetos empresariais.
II - O acompanhamento e controle são princípios essenciais para o sucesso de um projeto 
empresarial.
III - A ética e a responsabilidade são princípios fundamentais que devem nortear os projetos 
empresariais.
IV - À medida que o projeto progride, é possível que ocorram mudanças nas circunstâncias, 
requisitos ou prioridades, portanto a flexibilidade não é importante no desenvolvimento 
de projetos.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
BORGES, C.; ROLIM, F. Gerenciamento de Projetos Aplicado: conceitos e guia prático. Rio de 
Janeiro: Brasport, 2015.
CORREIA, S. R. V.; MARTENS, C. Empreendedorismo digital e gestão de projetos: uma revisão 
sistemática da literatura. Iberoamerican Journal of Project Management, v. 11, n. 1, p. 1-24, 2020.
GASSENFERTH, W.; MACHADO, M. A. S.; KRAUSE, W. Gestão empresarial em gotas: agite de-
pois de ler. São Paulo: Cengage Learning, 2020.
KEELING, R.; BRANCO, R. H. F. Gestão de projetos. São Paulo: Saraiva Educação S.A., 2017.
CARVALHO, M. M. de. RABECHINI, R. Jr. Fundamentos em Gestão de Projetos – Construindo 
Competências para gerenciar Projetos. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2018.
PENTECOST, L. Introducing Programming Concepts via A Social History of Computing. In: ACM 
Technical Symposium on Computer Science Education. 52nd, p. 1256-1256, 2021. Proceedings 
[...], [s. l.]: ACM, 2021.
PMI. Project Management Institute Inc. Um guia do conhecimento em gerenciamento de pro-
jetos (guia PMBOK®). 6. ed. Estados Unidos da América: PMI, 2017.
PMSURVEY. Benchmarking GP. E. Pmipe org, 2014. Notícias. Disponível em: https://pmipe.org.
br/site/noticia/visualizar/id/65/PMSURVEY---Benchmarking-GP. Acesso em: 3 set. 2023.
RODRIGUES, T. V.; DE JESUS, R. G.; OLIVEIRA, N. P. A importância do gerenciamento de projetos 
para pequenas e médias empresas. Gestão e Desenvolvimento em Revista, v. 5, n. 1, p. 4-12, 
2019.
SCHMIDT, O.; VERONEZE, S.; ZANELLA, C. A contribuição da gestão de projetos para a elabora-
ção do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) em instituições de ensino superior. Revista 
Gestão Universitária na América Latina-GUAL, p. 231-255, 2021.
SILVA, A. S. B. O sucesso das organizações à luz do planejamento estratégico e da gestão de 
projetos. Revista Científic@ Universitas, v. 6, n. 3, 2019.
WALKER, A. P. Gestão de projetos: avaliação da aplicação das práticas do guia PMBOK em uma 
empresa da consultoria e assessoria agronômica. 2021. 100p. TCC (Bacharel em Engenharia de 
Produção) – Universidade Federal do Pampa, Bagé, RS, 2021.
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1. A 
Esse método ajuda os gestores a identificar quais são as atividades mais críticas em um 
projeto, permitindo que os gestores se concentrem em áreas-chave para evitar atrasos e 
falhas. Com o desenvolvimento econômico e acadêmico, muitas organizações vão incentivar 
estudos e novas formas de administrar empresas baseadas em gestão de projetos.
2. A 
O papel da função Controle na gestão de projetos é monitorar o progresso do projeto, 
comparando-o com o planejado e identificando eventuais desvios. Essa função permite 
acompanhar o andamento das atividades, avaliar se estão sendo executadas conforme o 
planejado e identificar qualquer desvio em relação ao cronograma, orçamento ou qualidade 
estabelecidos.
3. D 
Existem alguns princípios inerentes a todos os processos e exemplos de projetos. Os objeti-
vos devem ser claros e bem definidos. O planejamento adequado, que envolve a definição 
de recursos, cronograma, orçamento e identificação de riscos potenciais, é fundamental. O 
envolvimento das partes interessadas, ou stakeholders, é crucial para o sucesso do projeto, 
sendo importante identificar, entender e gerenciar suas expectativas e necessidades. Além 
disso, uma equipe competente, com habilidades e conhecimentos necessários, é essencial 
para o sucesso do projeto. 
A única alternativa errada é a do item IV. Os projetos precisam ser de fácil adaptabilidade 
a mudanças que possam ocorrer durante a sua execução, tornando, portanto, a alternativa 
incorreta.
GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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UNIDADE 3
MINHAS METAS
ESCOPO DO CICLO DE VIDA DO 
PROJETO
Compreender os conceitos fundamentais do escopo e ciclo de vida do projeto.
Identificar os princípios que regem o escopo do projeto.
Aplicar técnicas de gerenciamento de escopo.
Identificar e avaliar os riscos associados ao escopo do projeto.
Compreender as fases e as atividades do ciclo de vida do projeto.
Aplicar práticas de controle de mudanças no escopo do projeto.
Integrar o escopo com outras áreas de conhecimento de gerenciamento de projetos.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 7
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INICIE SUA JORNADA
O gerenciamento eficaz de projetos é fundamental para o sucesso de qualquer 
empreendimento, seja ele de pequena, média ou grande escala. No contexto do 
gerenciamento de projetos, duas áreas essenciais se destacam: o escopo e o ciclo 
de vida do projeto.
O escopo de um projeto define o trabalho que precisa ser realizado para os 
objetivos estabelecidos serem atingidos. Ele abrange a identificação clara das 
entregas esperadas, dos requisitos do projeto e das restrições envolvidas. O geren-
ciamento adequado do escopo, portanto, é essencial para evitar problemas como a 
falta de clareza sobre ele, esclarecendo aspectos como (BORGES; ROLIM, 2015):
 ■ O que deve ser realizado;
 ■ Quando vai ser realizado;
 ■ Quem vai realizar;
 ■ De que forma vai realizar; e
 ■ Quanto vai custar cada processo e o projeto completo.
Por outro lado, o ciclo de vida do projeto compreende as fases e as atividades 
pelas quais um projeto passa desde a sua concepção até o seu encerramento. Cada 
fase tem características e objetivos específicos, e o progresso do projeto é contro-
lado e monitorado em cada etapa por todos os aspectos humanos e financeiros 
que envolve a entrega do resultado. O ciclo de vida do projeto inclui processos 
de planejamento, execução, monitoramento e controle, visando garantir que o 
projeto seja concluído com sucesso dentro das limitações estabelecidas (ALMEI-
DA, 2019; RODRIGUES; DE JESUS; OLIVEIRA, 2019).
Compreender e dominar o escopo e o ciclo de vidado projeto é essencial para os 
profissionais envolvidos em gerenciamento de projetos. Isso contempla a habilidade 
de analisar e definir corretamente o escopo do projeto, identificar os riscos associa-
dos, aplicar técnicas adequadas de gerenciamento de escopo, controlar mudanças 
e integrar o escopo com outras áreas-chave do gerenciamento de projetos (DIAS; 
LOPES, 2021). Ao adquirir conhecimentos sólidos sobre o escopo e o ciclo de vida 
do projeto, os profissionais estarão bem preparados para enfrentar os desafios ine-
rentes ao gerenciamento de projetos e alcançar os resultados desejados, atendendo 
às expectativas das partes interessadas e garantindo o sucesso do empreendimento.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
Nesta jornada, vamos ver, com maiores detalhes, o que envolve um escopo de 
projeto e como um projeto se comporta na sua trajetória de ciclo de vida.
VAMOS RECORDAR?
A gestão de projetos é formada por diversos processos administrativos. Esses 
processos podem ser agrupados em quatro matrizes, chamadas de função 
da administração. Vamos lembrar, assistindo ao vídeo a seguir, quais são essas 
matrizes e como cada uma delas pode ser útil na gestão de projetos.
Recursos de mídia disponível no conteúdo digital no ambiente virtual de aprendizagem
Vamos descobrir como definir e analisar corretamente o escopo de um projeto, 
identificando objetivos, requisitos e entregas esperadas. Junte-se a nós nessa jor-
nada e desvende os segredos por trás do sucesso do gerenciamento de projetos 
ouvindo o podcast sobre o tema. 
Recursos de mídia disponível no conteúdo digital no ambiente virtual de aprendizagem
PLAY NO CONHECIMENTO
DESENVOLVA SEU POTENCIAL
Saber planejar e executar projetos em empresas é um fator importante no coti-
diano empresarial. Em mercados competitivos um projeto, o desenvolvimento de 
novos projetos impulsiona o sistema de inovação das organizações. A inovação é 
uma força impulsionadora no mundo dos negócios e está se tornando cada vez 
mais crucial para a sobrevivência e o sucesso das organizações. Nesse contexto, 
a gestão de projetos desempenha um papel fundamental na viabilização e no 
gerenciamento eficaz de iniciativas inovadoras. 
A inovação nas organizações e a gestão de projetos estão intrinsecamente li-
gadas. A gestão fornece uma estrutura e um conjunto de processos que permitem 
transformar ideias inovadoras em realidade. Ela envolve a identificação, o plane-
jamento, a execução e o controle de projetos, contribuindo para que os objetivos 
planejados sejam alcançados dentro do prazo, do orçamento e da qualidade esta-
belecidos. Uma gestão de projetos eficiente é essencial para lidar com os desafios 
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únicos que a inovação apresenta. Muitas vezes, projetos inovadores enfrentam 
incertezas, riscos e mudanças constantes, e a gestão adequada desses projetos re-
quer flexibilidade, adaptabilidade e uma abordagem iterativa, com a possibilidade 
de aprender e ajustar o curso à medida que o projeto avança (FREDERICO, 2021). 
Portanto, o desenvolvimento de projetos é fundamental para a criação de 
uma cultura de inovação nas organizações. Nesse sentido, a gestão de projetos 
desempenha um papel fundamental na seleção e na priorização de ideias inova-
doras. Ela permite que as organizações avaliem e classifiquem projetos com base 
em sua viabilidade técnica, viabilidade de mercado e alinhamento estratégico. 
Dessa forma, os recursos limitados podem ser alocados de forma eficaz para os 
projetos mais promissores e com maior potencial de impacto (RODRIGUES; DE 
JESUS; OLIVEIRA, 2019).
A gestão de projetos também fomenta a colaboração e a interdisciplinaridade, 
facilitando a integração de diversas áreas de conhecimento e competências. Com 
equipes multidisciplinares, é possível reunir diferentes perspectivas e expertises 
para impulsionar a inovação e enfrentar os desafios complexos que surgem ao 
longo do caminho (BORGES; ROLIM, 2015).
Em resumo, a inovação e a gestão de projetos são inseparáveis. A gestão de 
projetos fornece a estrutura, as ferramentas e as técnicas necessárias para trans-
formar ideias inovadoras em resultados tangíveis. Ao mesmo tempo, a inovação 
traz novos desafios que demandam uma abordagem ágil e adaptativa de gestão de 
projetos (VARGAS, 2016). A capacidade de identificar oportunidades, traduzi-las 
em projetos bem gerenciados e implementar soluções inovadoras é o caminho 
para impulsionar o crescimento, conquistar a vantagem competitiva e garantir 
o sucesso a longo prazo.
EU INDICO
O maior expoente do mundo corporativo em que podemos visualizar a associação 
de inovação com gestão de projetos é a Apple. Uma cultura empresarial de inova-
ção só pode ser concretizada quando é possível entregar projetos com inovação 
disruptiva. Vamos aprender um pouco sobre a rica história da Apple.
Recursos de mídia disponível no conteúdo digital no ambiente virtual de aprendizagem
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
O INÍCIO DE UM PROJETO
Cada projeto pode ter objetivos e resultados distintos. Porém, o processo de for-
mação e a estrutura obedecem a princípios e estruturas que precisam convergir. 
Sob esse aspecto, projetos podem ser aprimorados em um processo contínuo, 
sempre buscando eficiência e eficácia. Pensando nisso, foi criado um guia geral, 
o Project Management Body of Knowledge (PMBOK), uma importante refe-
rência na gestão de projetos. Amplamente reconhecido e utilizado no campo da 
gestão de projetos, o PMBOK é desenvolvido pelo Project Management Insti-
tute (PMI), um instituto mundialmente reconhecido e voltado para pesquisas 
e aprimoramento na gestão de projetos. Como um guia referencial, o PMBOK 
estabelece um conjunto de conhecimentos e práticas que auxiliam os profissio-
nais a gerenciar projetos de forma eficaz (PMI, 2020).
De acordo com o PMBOK, a gestão de projetos envolve a aplicação de pro-
cessos, técnicas e habilidades para atingir os objetivos do projeto dentro das res-
trições estabelecidas, como prazo, custo, qualidade e escopo. O PMBOK oferece 
uma estrutura abrangente que aborda todas as áreas de conhecimento essenciais 
para o gerenciamento de projetos (PMI, 2020).
Uma das principais contribuições do PMBOK é a divisão das áreas de co-
nhecimento em 10 grupos, que abrangem desde o gerenciamento de escopo e 
cronograma até a gestão de recursos humanos e comunicações. Cada área de 
conhecimento é composta por processos específicos que orientam as atividades 
necessárias para alcançar os resultados desejados em um projeto (PMI, 2020).
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“Entregar valor" 
é um conceito 
essencial na gestão 
de projetos
O PMBOK também enfatiza a importância das áreas de conhecimento inter-
relacionadas e a integração entre elas. Por exemplo: a gestão do escopo está 
diretamente ligada à gestão do tempo e ao gerenciamento dos custos. A gestão das 
partes interessadas tem influência sobre a gestão das comunicações e a gestão dos 
riscos. A integração eficaz dessas áreas é fundamental para garantir o sucesso do 
projeto como um todo (VARGAS, 2016).
Ao adotar o PMBOK como guia de referência, os profissionais de gerencia-
mento de projetos têm uma base sólida para a prática eficaz. O PMBOK fornece 
uma linguagem comum, uma estrutura consistente e diretrizes práticas que aju-
dam a padronizar a gestão de projetos e facilitar a comunicação entre os membros 
da equipe, os stakeholders e as partes interessadas (FREDERICO, 2021).
No entanto, é importante destacar que o PMBOK é um guia, não uma meto-
dologia rígida. Os profissionais de gerenciamento de projetos têm flexibilidade 
para adaptar as práticas e técnicas do PMBOK de acordo com as necessidades 
específicas de cada projeto e cada organização.
Guia PMBOK: Um Guia para o Conjunto de Conhecimentos 
em Gerenciamento de Projeto (2020) 
Sinopse: importante guia para interessados em gerir projetos 
eficientes e eficazes, o PMBOK é reconhecido mundialmente 
por sua relevância. Atualizado a cada quatro anos, a 7ª edição, 
lançada em 2020, traz importantesmudanças em processos 
e projetos para uma sociedade regida por novos paradigmas, 
como gestão de projetos com equipes geograficamente dis-
tantes e o trabalho on-line. 
INDICAÇÃO DE LIVRO
No desenvolvimento de projetos, os resultados precisam entregar valor na 
entrega. O significado de “entregar valor” é um conceito essencial na gestão de 
projetos e nos negócios em geral. Significa for-
necer produtos, serviços ou resultados que aten-
dam às necessidades e às expectativas dos clientes, 
agregando benefícios tangíveis e satisfazendo seus 
requisitos (DIAS; LOPES, 2021).
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
É importante salientar que “entregar valor” vai além de simplesmente cumprir 
o objetivo do projeto ou entregar um produto. Envolve compreender e atender às 
demandas do cliente, superando suas expectativas sempre que possível. Isso pode 
incluir aspectos como qualidade, desempenho, funcionalidade, confiabilidade, 
inovação, eficiência, custo-benefício e satisfação geral (MORAES, 2019).
O PMBOK, na sua 7ª edição, afirma que existem 12 princípios para os pro-
jetos entregarem valor (PMI, 2020):
SERVIDÃO
Voltado para os líderes dos projetos, a servidão está relacionada ao desenvolvimento 
de uma gestão de pessoas equilibrada, em que o líder tem o papel de fornecer e 
auxiliar o material necessário aos seus colegas de equipe para o desenvolvimento do 
projeto.
COLABORAÇÃO
Para o correto desenvolvimento dos projetos, é necessário que as equipes integrantes 
possuam uma mentalidade de colaboração, integração e interdependência.
EMPATIA
No desenvolvimento de projetos, a empatia envolve o entendimento e a compreensão 
de expectativas de todos que estão envolvidos no projeto e na entrega do resultado.
FOCO NO VALOR
Conforme vimos, atender às necessidades e às expectativas é mais importante do 
que outros aspectos, como orçamento e prazo. Um cliente satisfeito com o resultado 
tende a superar pontos negativos que o desenvolvimento do projeto possa ter tido.
PENSAMENTO SISTÊMICO
Embora cada equipe ou integrante de um projeto desempenhe processos e atividades 
independentes, é importante que cada integrante tenha uma visão de como sua ativi-
dade se encaixa na estrutura geral e entenda a importância de cada projeto.
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LIDERANÇA
O trabalho em equipe pode ser potencializado quando líderes são voltados para uma 
boa gestão de pessoas. Líderes possuem uma importância fundamental em cada 
estágio dos processos na gestão de projetos.
TAILORING (ADAPTAÇÃO)
A adaptação do projeto para cada necessidade envolve a seleção adequada de pro-
cessos, metodologias e ferramentas para as circunstâncias específicas. Isso pode sig-
nificar a adoção de uma metodologia ágil em vez de uma abordagem tradicional, ou a 
customização dos processos para lidar com riscos específicos ou requisitos exclusivos.
QUALIDADE
A qualidade é associada ao conceito de entregar valor. A qualidade se refere à entrega 
de resultados conforme os padrões esperados pelo cliente.
COMPLEXIDADE
As equipes e os líderes precisam desenvolver capacidades e habilidades para lidar 
com projetos cada vez mais complexos e ricos em detalhes.
RISCOS
As ameaças a que um projeto está sujeito precisam ser identificadas e elaboradas 
com possíveis soluções. Caso algo de errado aconteça, o projeto precisa estar pronto 
para uma possível mudança.
ADAPTABILIDADE
Diante das diversas ameaças e oportunidades enfrentadas pelas equipes e pelos líde-
res de projetos, é crucial cultivar a habilidade de adaptação.
RESILIÊNCIA E MUDANÇAS
Os projetos precisam ter facilidade de adaptação a cenários adversos, uma vez que o 
contexto de desenvolvimentos de projetos é bastante imprevisível.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
Após a pandemia de covid-19, o trabalho e o ensino remoto se tornaram 
primordiais para a sobrevivência de negócios e processos educacionais. As orga-
nizações precisaram desenvolver capacidades de comunicação para gerir equipes 
a distância e manter a produtividade. Muitas empresas voltaram do trabalho 
remoto enquanto outras o mantiveram. Essa nova configuração demanda que 
os profissionais tenham motivação e habilidades de comunicação, tanto em um 
contexto presencial quanto em um contexto de equipes remotas. 
Sobre esse aspecto, qual é a importância de uma comunicação eficaz na gestão 
de projetos e como ela pode influenciar o sucesso ou o fracasso do projeto em 
uma realidade pós-pandêmica? Reflita sobre essas novas configurações de tra-
balho nas empresas. 
PENSANDO JUNTOS
Ao iniciar um projeto, é fundamental entender a complexidade e os prin-
cípios que formam um projeto. Ao atentar para os fundamentos, a construção 
e a execução dos projetos tendem a entregar valor aos clientes como resultado. 
Vamos entender um dos aspectos mais importantes no desenvolvimento de um 
projeto: o seu escopo (MARCELINO; DOMINGUES, 2022). 
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O ESCOPO DE UM PROJETO – CONSTRUINDO O CAMINHO 
PARA O SUCESSO
O escopo é um elemento fundamental na gestão de projetos. Ele estabelece os 
limites e as fronteiras do trabalho a ser realizado, definindo o que está incluído 
e o que está excluído do projeto. Em outras palavras, determina o que vai estar 
no projeto e o que não vai ser contemplado. 
Vamos explorar, em detalhes, o conceito de escopo de um projeto, sua impor-
tância e as etapas envolvidas na definição clara e precisa de um escopo.
O que é escopo de um projeto?
O escopo de um projeto se refere ao conjunto de todos os trabalhos, tarefas, ativi-
dades e resultados que devem ser entregues para alcançar os objetivos do projeto. 
Ele define os limites do projeto, identificando o que será feito, quais requisitos 
serão atendidos e qual será o produto (PMI, 2020).
Um escopo bem definido é crucial para o sucesso do projeto. Ele proporciona 
clareza e alinhamento entre a equipe do projeto, os stakeholders e os clientes, 
estabelecendo expectativas realistas e mensurá-
veis. Portanto, o escopo serve como base para o 
planejamento, a execução e o controle do projeto, 
permitindo uma gestão eficaz do trabalho e dos 
recursos (VARGAS, 2016).
A definição do escopo envolve uma série de etapas que devem ser seguidas 
para garantir que todas as áreas relevantes sejam consideradas. Essas etapas in-
cluem (PMI, 2020; SOTILLE et al., 2019):
 ■ Identificar as necessidades e os requisitos dos clientes do projeto: 
é essencial compreender as necessidades dos clientes e identificar os re-
quisitos aos quais o projeto deve atender. Isso envolve a realização de 
pesquisas, entrevistas e análises para capturar as expectativas e as deman-
das dos envolvidos. O sucesso do projeto será baseado no que as pessoas 
interessadas querem como resultado.
Ele proporciona 
clareza e 
alinhamento entre a 
equipe do projeto 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
 ■ Estabelecer os objetivos do projeto: os objetivos do projeto devem ser 
claramente definidos, especificando o que se espera alcançar. Eles devem 
ser mensuráveis, realistas e alinhados com as necessidades e os requisitos 
dos clientes e da organização.
 ■ Definir as entregas: consiste em identificar e listar todas as entregas 
esperadas do projeto, incluindo produtos, serviços ou resultados especí-
ficos que serão produzidos. Isso ajuda a estabelecer uma base sólida para 
o planejamento e a execução do projeto.
 ■ Determinar os limites do projeto: estabelecer os limites do projeto, 
definindo o que está dentro e o que está fora do escopo. Isso ajuda a evitar 
escopo inchado ou indefinido, garantindo que o projeto se concentre nas 
atividades essenciais e evitando desperdício de recursos.
 ■ Documentar o escopo: registrar todas as informações relacionadas ao 
escopo em um documento formal, como a Declaração do Escopo do 
Projeto. Esse documento deve ser claro, conciso e compartilhado com 
todas as partes interessadas para obter consenso e aprovação.
 ■ Gerenciamento do escopo: após a definição inicial, o escopo do proje-
to deve ser gerenciado ao longo de todo o ciclo devida do projeto. Isso 
envolve realizar revisões regulares para garantir que o escopo permaneça 
atualizado, identificar e gerenciar mudanças e tomar medidas corretivas, 
se necessário.
Um escopo não possui um único modelo que englobe todos os projetos. Cada 
projeto ou empresa define um modelo de escopo único; o importante é seguir as 
etapas e os princípios. Isso traz segurança para todos os envolvidos no projeto.
ZOOM NO CONHECIMENTO
Existem vários modelos de escopo na internet. Para facilitar a visão de um escopo, 
analise o modelo apresentado na Tabela 1.
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Tabela 1 – Cabeçalho para um escopo. / Fonte: O autor.
Relacione as tarefas que fazem parte do projeto e serão executadas com base nas 
entregas listadas na seção anterior. Coloque as datas das entregas e as pessoas/
equipes responsáveis pelas tarefas. Adicione mais linhas conforme necessário.
PROJETO Nº DATA SUBMETIDA
123456-78 DD/MM/AAAA
OBJETIVOS DO PROJETO 
Descreva os objetivos do projeto, especificando o que se espera alcançar. Eles devem 
ser mensuráveis, realistas e alinhados com as necessidades e os requisitos dos clientes 
e da organização.
ENTREGAS DESCRIÇÃO
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Liste todas as entregas/resultados esperados do projeto e descreva 
brevemente cada uma delas. 
2
Os resultados devem incluir resultados principais e resultados auxi-
liares, como todos os relatórios, documentação envolvida, propostas, 
etc.
3 O nível de detalhes dependerá dos objetivos do projeto.
TAREFA 
Nº 
DESCRIÇÃO
DA TAREFA
DATA DA EXECUÇÃO 
DA TAREFA
RESPONSÁVEL
1 Planejamento
2 Execução
3 Avaliação
Tabela 2 – Descrição da tarefa. / Fonte: O autor.
O próximo passo é relacionar o que está fora do escopo, ou seja, resultados, 
tarefas e processos que não estão contemplados nesse projeto.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
ESTE PROJETO NÃO 
REALIZARÁ OU 
INCLUIRÁ O SEGUINTE:
Liste os produtos ou tarefas que você não concluirá 
ou fornecerá como resultados do projeto.
Tabela 3 – Descrição da tarefa que não será concluída. / Fonte: O autor.
DATA DE INÍCIO DO 
PROJETO
DD/MM/AAAA
DATA DE LANÇAMENTO/ 
GO-LIVE
DD/MM/AAAA
DATA DE TÉRMINO DO 
PROJETO
DD/MM/AAAA
LISTE QUALQUER PRAZO 
DIFÍCIL(S)
LISTE OUTRAS DATAS/ 
DESCRIÇÕES DE 
MARCOS IMPORTANTES
RESTRIÇÕES 
ORÇAMENTÁRIAS
Insira informações sobre limitações de orçamento do 
projeto (orçamento total do projeto, orçamento máxi-
mo para produtos essenciais).
RESTRIÇÕES DE 
QUALIDADE OU 
DESEMPENHO
Insira quaisquer outros requisitos para a funcionalida-
de, desempenho ou qualidade do projeto.
RESTRIÇÕES DE 
EQUIPAMENTO/ 
PESSOAL
Insira quaisquer restrições relativas ao equipamento 
ou às pessoas que irão impactar o projeto.
RESTRIÇÕES 
REGULATÓRIAS
Insira quaisquer restrições jurídicas, políticas ou outras 
restrições regulatórias.
Tabela 4 – Descrição das datas e restrições. / Fonte: O autor.
A próxima etapa é relacionar as datas principais do projeto, início e término, 
e relacionar as principais restrições e riscos ao projeto.
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Por fim, relacione as aprovações de todos os envolvidos. É importante que o 
escopo seja discutido, analisado e confirmado por todos os envolvidos no projeto.
NOME E TÍTULO 
DAS PARTES 
INTERESSADAS
FUNÇÃO 
DE PARTES 
INTERESSADAS 
DATA ENVIADA 
PARA APROVAÇÃO
APROVAÇÃO DE 
DATA RECEBIDA
Tabela 5 – Aprovações. / Fonte: O autor.
Existem vários modelos de escopo, que variam de acordo com a complexidade 
e as características de cada projeto. Utilizá-lo traz segurança para todos os 
envolvidos, e ele deve ser adotado como referência do que se deve fazer, quando, 
por quem e quanto vai custar. A internet é um grande banco de modelos de es-
copos utilizados por diversos projetos. Vale a pena pesquisar e adequar o escopo 
à necessidade do projeto (PMI, 2020; VICTOR, 2023).
O escopo será um forte indicador e guia para o acompanhamento da execução de um 
projeto. Consequentemente, vai auxiliar na análise do ciclo de vida de cada projeto.
O CICLO DE VIDA DE UM PROJETO – 
NAVEGANDO PELAS FASES DO SUCESSO
Todo projeto tem um ciclo de vida composto por fases distintas, desde o seu 
início até a sua conclusão. Todo projeto tem um início e um fim, e a essência de 
um projeto é a sua existência temporária. 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
VOCÊ SABE RESPONDER?
Você saberia distinguir um projeto de um programa? 
Muitos não conseguem distinguir o que caracteriza um projeto e o que define 
um programa. Ambos os termos são amplamente utilizados pelas organizações, 
mas têm uma diferença latente. Para Wideman (2022), o projeto é um esforço 
temporário para criar um resultado único, ao passo que um programa é um 
conjunto de projetos relacionados, que são coordenados e gerenciados de 
forma integrada para alcançar benefícios estratégicos. Ou seja, os programas 
englobam projetos com alguma relação entre si. 
O QUE É O CICLO DE VIDA DE UM PROJETO?
O ciclo de vida de um projeto representa a sequência lógica de etapas pelas quais 
um projeto passa, desde a concepção até o encerramento. Cada etapa possui 
características específicas e requer diferentes atividades e entregas para garantir 
o sucesso do projeto (FREDERICO, 2021).
Essas fases são tipicamente limitadas no tempo, com um início e um fim 
definidos ou pontos de controle. Um ciclo de vida pode ser formalmente docu-
mentado em uma metodologia, podendo ser definido ou adaptado de acordo 
com os aspectos exclusivos da organização, do setor ou da tecnologia utilizada. 
Embora todos os projetos tenham um início e um fim claros, as entregas e as 
atividades realizadas durante esse período podem variar significativamente de 
um projeto para outro. O ciclo de vida de um projeto representa uma estrutura 
básica e um mapa da jornada de desenvolvimento de um projeto (PMI, 2020).
Quais as fases do ciclo de vida de um projeto?
As principais fases do ciclo de vida de um projeto podem ser definidas como 
(PMI, 2020):
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1 FASE DE INICIAÇÃO
Na fase de iniciação, identifica-se a necessidade do projeto. As atividades dessa fase 
incluem a identificação das principais necessidades do projeto, as primeiras análises de 
viabilidade, a definição dos objetivos e a obtenção da aprovação para iniciar o projeto. 
2 FASE DE PLANEJAMENTO
A fase de planejamento é crucial para o sucesso do projeto. Nessa etapa, são definidos 
os planos detalhados para todas as áreas de gerenciamento, incluindo escopo, crono-
grama, custos, qualidade, recursos, comunicação, riscos e aquisições. O principal re-
sultado dessa fase é o Plano de Gerenciamento do Projeto (PGP), ou Plano do Projeto.
O PGP engloba o escopo do projeto e detalha como o projeto será executado, contro-
lado e encerrado. Cada projeto terá suas especificações; porém, planos de gerencia-
mento completos poderão incluir os tópicos:
• Objetivos;
• Justificativas;
• Escopo;
• Plano de custos e desembolso;
• Cronograma detalhado;
• Conjunto de processos e atividades;
• Indicadores de performance e controle;
• Planejamento dos riscos;
• Gestão de comunicação;
• Avaliação e requisitos de entrega.
3 FASE DE EXECUÇÃO:
Na fase de execução, o trabalho é realizado. É nessa etapa que as equipes executam 
as atividades do projeto, gerenciam os recursos, coordenam as comunicações e moni-
toram o progresso. As entregas específicas do projeto são desenvolvidas e testadas, e 
os resultados são registrados.
4 FASE DE MONITORAMENTO E CONTROLE:
A fase de monitoramento e controle envolve o acompanhamento contínuo do pro-
gresso do projeto em relação ao plano estabelecido. Nessa etapa, realizam-se medi-
ções, análises de desempenho e ajustes para garantir que o projeto esteja seguindo 
o curso correto. Conforme necessário, são tomadas ações corretivas para lidar com 
desvios e mudanças.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
Figura 1 – Ciclo de vida dos projetos. / Fonte: O autor
Descrição da Imagem: a imagem apresenta um fluxo horizontal, onde se relacionam, sequencialmente, os ele-
mentos: “Iniciação”, na cor alaranjada; “Planejamento”,na cor azul; “Execução”, na cor vermelha; “Monitoramento 
e Controle”, na cor verde; e “Encerramento”, na cor roxa.
Apesar do nome “Ciclo de vida dos 
projetos”, as etapas não são cíclicas, pois 
cada projeto tem um início e um encer-
ramento. Existem casos em que a en-
trega dos resultados não é satisfatória e 
um novo processo precisa ser iniciado. 
Nesses casos, um novo projeto é inicia-
do com um novo escopo, que é fruto do 
processo de aprendizagem de possíveis 
falhas do escopo anterior (MARCELI-
NO; DOMINGUES, 2022).
INSTRUMENTOS DE GESTÃO DE PROJETOS — FERRAMENTAS 
DE SUCESSO EM UMA NOVA ERA
A inteligência artificial (IA) tem desempenhado um papel cada vez mais relevan-
te na gestão de projetos, oferecendo oportunidades significativas para melhorar 
a eficiência, a precisão e a tomada de decisões. A combinação da IA com os 
5 FASE DE ENCERRAMENTO:
A fase de encerramento marca o término formal do projeto. É nessa etapa que as 
entregas finais são concluídas, revisadas e aceitas. As lições aprendidas são documen-
tadas, os recursos são liberados e os relatórios finais são produzidos. A fase de encer-
ramento inclui a celebração dos resultados alcançados e a transição para a operação 
normal — se aplicável.
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princípios e as práticas da gestão de projetos pode impulsionar a produtividade e 
o sucesso na entrega de projetos. A IA tem impacto direto no planejamento e na 
estimativa de projetos. Algoritmos de IA podem 
analisar grandes quantidades de dados históricos 
de projetos anteriores, considerando variáveis 
como escopo, recursos, cronograma e riscos para 
gerar estimativas mais precisas de tempo e custo. 
Isso permite melhor programar e alocar recursos, 
reduzindo o risco de atrasos e de orçamentos estourados (VICTOR, 2023).
Consequentemente, a IA atua de forma direta na identificação e no gerencia-
mento de riscos. Por meio da análise de dados e padrões, a IA é capas de iden-
tificar potenciais ameaças ao projeto e recomendar estratégias de mitigação. Ela 
também pode monitorar continuamente os riscos durante a execução do projeto, 
alertando a equipe sobre desvios e fornecendo insights para a tomada de decisões 
proativas (SHANG; LOW; LIM, 2023).
Além disso, a IA pode melhorar a comunicação e a colaboração entre os 
membros da equipe do projeto. Por exemplo: chatbots baseados em IA podem 
fornecer respostas instantâneas a perguntas frequentes, liberando tempo da 
equipe para tarefas mais estratégicas. Além disso, a IA pode facilitar a gestão de 
documentos e o compartilhamento de informações, garantindo que todos os 
envolvidos tenham acesso aos dados atualizados do projeto (VICTOR, 2023).
Outra aplicação da IA na gestão de projetos está relacionada ao monitora-
mento e ao controle do progresso. Por meio da análise de dados em tempo real, 
a IA pode fornecer insights sobre o desempenho do projeto, identificando áreas 
de atraso ou riscos iminentes. Isso permite que os gerentes de projeto tomem 
medidas corretivas oportunas e eficazes para manter o projeto no caminho certo 
(PAN; ZHANG, 2023).
É importante destacar que a implementação da IA na gestão de projetos requer 
cuidados e considerações adequadas. A qualidade e a integridade dos dados são 
essenciais para garantir resultados confiáveis. A implementação de ferramentas de 
IA não descarta a participação e a importância humana, uma vez que a IA apenas 
complementa, mas não substitui, a expertise e a tomada de decisões humanas 
(SHANG; LOW; LIM, 2023; VICTOR, 2023).
A IA tem impacto 
direto no 
planejamento e 
na estimativa de 
projetos 
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TEMA DE APRENDIZAGEM 7
O uso de gerenciamento de projetos não é restrito a profissionais especiali-
zados nessa área. O gerenciamento pode ser aplicado para diversas organizações 
e distintos empreendimentos, uma vez que tem uma abordagem amplamente 
aplicada em diversas profissões e áreas. Como exemplo de aplicação em diversas 
áreas, a gestão de projetos é utilizada para (PAN; ZHANG, 2023):
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
É fundamental para o desenvolvimento de software, implementação de sistemas, 
migração de infraestrutura e outras iniciativas tecnológicas.
ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO
É essencial para coordenar equipes, planejar cronogramas, controlar orçamentos e garan-
tir a entrega bem-sucedida de projetos de infraestrutura, edificações e obras públicas.
SAÚDE
É aplicada para melhorar processos hospitalares, implementar sistemas de infor-
mação, desenvolver projetos de pesquisa clínica e lançar iniciativas de melhoria da 
qualidade dos serviços de saúde.
MARKETING E PUBLICIDADE
É usada para planejar e executar campanhas de marketing, lançamentos de produtos, 
desenvolvimento de sites e criação de conteúdo promocional.
EVENTOS E TURISMO
É utilizada para organizar e executar eventos corporativos, festivais, conferências, 
exposições e viagens turísticas.
ENERGIAS RENOVÁVEIS
É aplicada para desenvolver e implementar projetos de energia solar, eólica, hidrelétri-
ca e outras formas de energia limpa.
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EDUCAÇÃO
É utilizada para implementar programas de ensino, desenvolver currículos, planejar e 
executar projetos de construção de escolas, e lançar iniciativas de melhoria educacional.
SETOR FINANCEIRO
É usada para implementar sistemas de gestão financeira, desenvolver novos produtos 
financeiros, gerenciar fusões e aquisições e realizar projetos de transformação digital.
Acesse e confira a aula referente a este tema. 
Recursos de mídia disponível no conteúdo digital no ambiente virtual de aprendizagem
EM FOCO
NOVOS DESAFIOS
Chegamos ao fim deste tema de aprendizagem!
À medida que o ambiente empresarial se torna cada vez mais complexo e di-
nâmico, a gestão de projetos está constantemente evoluindo e enfrentando novos 
desafios. Os profissionais de gerenciamento de projetos devem estar preparados 
para lidar com esses desafios emergentes e se adaptar às mudanças. A natureza 
flexível e adaptável da gestão de projetos permite que ela seja amplamente utili-
zada em uma variedade de setores, ajudando a garantir o sucesso na entrega de 
projetos complexos e o alcance dos objetivos organizacionais. 
Com o constante desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial, 
mais profissionais poderão usar conhecimentos práticos de gestão de projetos 
em suas respectivas áreas, buscando, assim, inovar, aumentar a eficiência, a efi-
cácia e a qualidade dos projetos. Essa busca resultará na adoção de projetos que 
contribuirão para o sucesso de qualquer organização.
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1. O PMBOK é um guia essencial para a gestão de projetos. Fornece um conjunto abrangente 
de práticas e conhecimentos que ajudam os gerentes de projeto a executarem seus proje-
tos de forma eficiente e eficaz, seguindo as melhores práticas da área. O PMBOK é ampla-
mente utilizado como referência para certificações em gerenciamento de projetos, como 
a certificação Project Management Professional (PMP), fornecida pelo Project Management 
Institute. Portanto, ele serve como uma base para o desenvolvimento de metodologias 
específicas de gerenciamento de projetos e é uma fonte confiável de orientação para os 
gerentes de projetos em todo o mundo.
É importante ressaltar que o PMBOK é atualizado periodicamente para refletir as práticas 
mais recentes e as tendências emergentes na área de gestão de projetos. Portanto, é es-
sencial estar ciente da versão mais atualizada do guia para obter os benefícios atualizados 
em termos de conhecimento e práticas recomendadas.
Fonte: Adaptado de PMI – PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Guia PMBOK: um guia para 
o conjunto de conhecimentos em gerenciamento de Projeto. 7.ed. Pennsylvania: PMI, 2020.
Com base no texto fornecido, explique a importância de se manter atualizado sobre as 
versões mais recentes do PMBOK e como isso pode beneficiar os gerentes de projetos em 
termos de conhecimento e práticas recomendadas.
2. A entrega de valor é um conceito essencial na gestão de projetos, pois busca garantir que 
os resultados alcançadosatendam às necessidades e às expectativas dos clientes, agre-
gando benefícios tangíveis e satisfazendo seus requisitos. Quando se trata de projetos, a 
entrega de valor vai além de simplesmente cumprir o objetivo principal ou entregar um 
resultado.
A entrega de valor envolve compreender, profundamente, as demandas dos clientes e sta-
keholders, identificando suas necessidades e expectativas. Isso requer uma comunicação 
clara e constante, além de um processo de coleta de requisitos eficiente. Ao compreender 
essas necessidades, o gerente de projeto pode desenvolver um plano adequado para a 
execução do projeto, buscando maximizar o valor gerado.
Além disso, a entrega de valor implica superar as expectativas dos clientes sempre que pos-
sível. Isso pode ser alcançado por meio da adoção de abordagens inovadoras, oferecendo 
soluções diferenciadas e antecipando necessidades futuras. Também envolve aspectos 
como qualidade, desempenho, funcionalidade, confiabilidade, eficiência e custo-benefício, 
garantindo que o resultado final seja de alto valor para o cliente.
Assinale a opção que aponta a importância da entrega de valor na gestão de projetos.
AUTOATIVIDADE
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a) A entrega de valor é irrelevante na gestão de projetos quando comparado ao prazo do 
projeto.
b) A entrega de valor está focada no cumprimento do cronograma, independente da ex-
pectativa do cliente.
c) A entrega de valor envolve a satisfação das necessidades do gerente de projeto como 
principal agente de interesse.
d) A entrega de valor visa atender às necessidades e expectativas dos clientes em confor-
midade com o escopo determinado.
e) A entrega de valor ocorre quando o orçamento de um projeto consegue cumprir o cro-
nograma de desembolso.
3. O escopo de um projeto é uma etapa fundamental na gestão e no planejamento de qual-
quer empreendimento. Ele define os objetivos, os requisitos, os limites e as entregas espe-
radas do projeto. É uma descrição detalhada de todas as atividades, resultados e recursos 
necessários para alcançar um resultado desejado. O escopo é elaborado em conjunto com 
as partes interessadas e serve como uma referência para garantir que o projeto esteja ali-
nhado com as expectativas e as necessidades dos envolvidos. A definição clara do escopo 
ajuda a evitar desvios e aumenta as chances de sucesso na execução do projeto.
Leia as afirmativas a seguir:
I - O escopo de projetos define os objetivos, os requisitos, os limites e as entregas espe-
radas do projeto.
II - O escopo ajuda a evitar desvios e aumenta as chances de sucesso na execução do 
projeto.
III - O escopo é uma estratégia de desenvolvimento necessária em projetos pequenos ou 
simples.
IV - O escopo é elaborado com a participação da equipe do projeto e sem envolver as partes 
interessadas.
É correto o que se afirma em:
a) I, apenas.
b) II e IV, apenas.
c) III e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
ALMEIDA, V. N. Indicadores de desempenho: principais tipos, para que servem e como implan-
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VARGAS, R. V. Gerenciamento de projetos: estabelecendo diferenciais competitivos. Rio de Ja-
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VICTOR, N. O. C. How Artificial Intelligence Influences Project Management. International Jour-
nal of Artificial Intelligence and Machine Learning. v. 3, n. 1, p. 19-24, 2023.
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1. Manter-se atualizado sobre as versões mais recentes do PMBOK é fundamental para os 
gerentes de projetos, pois o guia evolui para refletir as práticas mais recentes e as tendên-
cias emergentes na área de gestão de projetos. Acompanhar as atualizações permite que 
os profissionais estejam alinhados com as melhores práticas e fiquem com o conhecimento 
atualizado, maximizando suas habilidades e eficiência na gestão de projetos.
Uma das principais vantagens de se atualizar com as versões mais recentes do PMBOK é a 
aquisição de novos conhecimentos. À medida que a indústria de gerenciamento de projetos 
avança, novas técnicas, abordagens e ferramentas são desenvolvidas para melhorar os re-
sultados dos projetos. Ao acompanhar as atualizações do PMBOK, os gerentes de projetos 
têm acesso a esses avanços e podem aplicá-los em suas práticas diárias.
2. Alternativa D.
A entrega de valor na gestão de projetos tem como objetivo principal atender às necessidades 
e às expectativas dos clientes. Isso vai além de simplesmente cumprir o objetivo do projeto 
ou satisfazer os stakeholders dentro de um planejamento determinado ao desenvolver o 
escopo do projeto. A resposta correta destaca a importância de focar nas demandas dos 
clientes para garantir a entrega de valor em um projeto.
3. Alternativa D.
O escopo de projetos realmente define os objetivos, os requisitos, os limites e as entregas 
esperadas do projeto. Essa definição é essencial para que todas as partes envolvidas tenham 
uma compreensão clara do que será realizado. O escopo também ajuda a evitar desvios e 
aumenta as chances de sucesso na execução do projeto. Ao ter um escopo bem definido, 
é possível evitar a inclusão de atividades desnecessárias, o que poderia comprometer o 
prazo e o orçamento do projeto e deve ser feito em todos os tipos de projetos, grandes ou 
pequenos, complexos ou simples.
O escopo não é elaborado apenas pela equipe do projeto, mas também envolve as partes 
interessadas, como clientes, patrocinadores e outros stakeholders.
GABARITO
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MINHAS METAS
METODOLOGIA DE PROJETOS 
EMPRESARIAIS 
Compreender os fundamentos da metodologia de projetos empresariais.
Analisar a importância do planejamento adequado em projetos empresariais.
Explorar diferentes abordagens e metodologias utilizadas em projetos empresariais.
Analisar os desafios e os benefícios das diferentes metodologias Agile, Waterfall e Lean.
Compreender o processo de controle e monitoramento de projetos.
Entender a participação do ciclo de vida do projeto e as fases envolvidas na metodologia 
de projetos.
Explorar os desafios e as tendências atuaisna metodologia de projetos empresariais.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 8
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INICIE SUA JORNADA
Desde que nossos ancestrais organizaram obras e movimentos com objetivos es-
pecíficos, a gestão de projetos tem avançado muito. No entanto, o gerenciamento 
de projetos foi expandido de forma mais latente somente a partir de meados da 
década de 1990. Desde então, frequentemente, as empresas recorrem ao geren-
ciamento de projetos para alcançar resultados exclusivos com recursos limitados 
e prazos críticos. No setor de serviços da economia, o uso do gerenciamento de 
projetos para atingir os objetivos de uma organização tem se tornado ainda mais 
comum, com necessidade de inovação constante.
O PMBOK (2013) define o projeto como “um empreendimento temporário 
realizado para criar um produto, serviço ou resultado único” (PMI, 2013, p. 417). 
Portanto, os projetos têm características peculiares, requerem um resultado único 
e são temporários. A amplitude de tempo que um projeto pode ter vai depender 
de cada projeto. Porém, para se caracterizar como um projeto, precisa ter um 
início e um fim — ainda que um projeto comece como resultado de outro, os 
projetos não são atemporais. 
O gerenciamento de projetos é formado por metodologias que agrupam to-
dos os recursos necessários para o planejamento, a execução e o controle desses 
empreendimentos. A eficiência e a eficácia são os princípios norteadores quando 
se trata de metodologias, e cada projeto vai ser influenciado pelo grupo de pes-
soas e pela cultura empresarial aos quais está vinculado.
Descubra os segredos do sucesso em metodologia de projetos! Ouça agora o 
podcast Metodologia de Projetos Empresariais e aprenda as melhores estratégias 
para gerenciar projetos com eficiência e alcançar resultados extraordinários. Pre-
pare-se para impulsionar sua carreira e conquistar o sucesso empresarial. Não 
perca tempo, dê o play e embarque nessa jornada de conhecimento! 
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PLAY NO CONHECIMENTO
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
VAMOS RECORDAR?
A cultura organizacional descreve a identidade e a personalidade de uma empresa, 
moldando sua atmosfera de trabalho, seu estilo de liderança, sua comunicação 
interna e até mesmo a forma como a empresa se relaciona com seus clientes e 
parceiros. Vamos lembrar um pouco sobre o que é a cultura e como sua aplicação 
é importante para as empresas. 
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DESENVOLVA SEU POTENCIAL
Cada metodologia ou forma de gerir projetos vai ser influenciada pela cultura 
organizacional, pela complexidade e pelo grau de maturidade das partes interes-
sadas no projeto. Porém, em essência, os projetos devem ter os mesmos princípios 
norteadores, que são: 
 ■ Objetivos claros;
 ■ Planejamento adequado;
 ■ Envolvimento das partes interessadas;
 ■ Equipe competente;
 ■ Gerenciamento eficiente de recursos;
 ■ Monitoramento e controle;
 ■ Aprendizado contínuo;
 ■ Comunicação eficaz;
 ■ Flexibilidade e adaptação; e
 ■ Ética e responsabilidade.
Os objetivos e os resultados podem ser distintos, mas o gerenciamento de 
projetos requer dedicação e atenção aos indicadores de gestão que podem ser 
um diferencial para equipes (PMI, 2020). 
Devido a diferentes metodologias aplicadas por organizações, o guia de 
gestão de projetos PMBOK elenca os principais processos e procedimentos de 
sucesso para trazer resultados positivos. O PMBOK é um guia que resulta de 
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pesquisas sobre as melhores práticas em gerenciamento de projetos e traz, como 
análise, quais procedimentos, de fato, contribuem para uma boa execução de 
gerenciamento de projetos em empresas (PMI, 2020). 
Ao todo, o PMBOK (2020) elenca mais de 50 processos relacionados à boa prática 
gestão de projetos. Esses processos podem ser agrupados em cinco grandes áreas:
 ■ Processos relacionados à Iniciação;
 ■ Processos relacionados ao Planejamento;
 ■ Processos relacionados à Execução;
 ■ Processos relacionados ao Monitoramento e controle; e 
 ■ Processos relacionados ao Encerramento.
Apesar de cada projeto ter um resultado único e sofrer influência da cultura 
organizacional, todos vão enfrentar desafios. Geralmente, esses desafios dizem 
respeito à gestão de restrições que apresentam barreiras em projetos (PERIDES; 
VASCONCELLOS; VASCONCELLOS, 2020). 
As principais restrições podem estar relacionadas a:
 ■ Escopo;
 ■ Qualidade;
 ■ Cronograma;
 ■ Orçamento;
 ■ Recursos; e
 ■ Riscos.
Portanto, não importa a metodologia empregada: todo projeto será influen-
ciado de forma negativa por alguns fatos que podem estar inseridos em uma 
restrição ou mais.
Esses riscos são interdependentes, ou seja: necessariamente, uma alteração 
em um dos fatores vai afetar os demais. Exemplo: se o escopo de um projeto 
for alterado, essa alteração afetará o orçamento, os recursos, o cronograma e 
os riscos. Se o orçamento de um projeto sofrer alterações, vai necessariamente 
afetar o cronograma, o escopo e demais fatores, em alto ou baixo grau. Portanto, 
as restrições que afetam os projetos se relacionam, e o gestor precisa adequar a 
metodologia conforme a influência dessas restrições.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Você sabe a diferença entre projeto, programa e portfólio?
1. Projeto: é um empreendimento temporário realizado por uma equipe que visa 
entregar um resultado único, seja um produto ou um serviço.
2. Programa: é um conjunto de projetos relacionados, interdependentes e coor-
denados que têm o objetivo de alcançar benefícios estratégicos específicos 
para a organização.
3. Portfólio: é o conjunto não só de projetos, mas também de programas, op-
erações e qualquer atividade que seja relacionada de forma integrada para 
atingir os objetivos estratégicos de uma organização.
ZOOM NO CONHECIMENTO
Figura 1 – Portfólio, Programas e Projetos / Fonte: O autor.
Descrição da Imagem: três esferas inseridas em congruência. Na menor, lê-se a palavra “Projetos”; na interme-
diária, “Programas”; e, na maior, englobando as demais, “Portfólio”.
Vamos a um exemplo prático para entender a diferença entre os três conceitos.
Imagine uma fábrica de veículos que tem um projeto para desenvolver um 
carro 100% elétrico. O projeto terá seu início e será finalizado com a entrega do 
carro a ser comercializado. Devido ao sucesso do veículo, a fábrica pode iniciar 
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vários projetos diferentes para criar distintos modelos de carros elétricos. Ao 
final, a fábrica terá um programa de desenvolvimento de veículos elétricos com 
vários projetos em desenvolvimento ou concluídos.
Caso a fábrica queira iniciar um programa para desenvolver projetos vol-
tados para caminhões e ônibus elétricos, a empresa terá, em seu portfólio, dois 
programas distintos com projetos relacionados. Os projetos, os programas e o 
portfólio devem estar em consonância com a estratégia da fábrica de veículos. 
FUNDAMENTOS DA METODOLOGIA DE PROJETOS 
EMPRESARIAIS
Diferentes metodologias vão ser influenciadas pelas mesmas restrições e vão ter 
princípios norteadores e fases similares. As metodologias oferecem um conjun-
to de métodos, técnicas e procedimentos utilizados para conduzir um projeto. 
Portanto, as metodologias de projetos empresariais fornecem uma abordagem 
sistemática e organizada para realizar um determinado trabalho, projeto ou pro-
cesso. As metodologias são adaptadas conforme os elementos formadores de 
cada projeto, como o ciclo de vida e a fase em que o projeto se encontra (PAN; 
ZHANG; BIM, 2023).
Ciclo de vida do projeto e suas fases 
O ciclo de vida de um projeto vai depender da metodologia adotada pela orga-
nização. Sob aspectos básicos, o ciclo de vida de um projeto determina as fases 
pelas quais ele precisa passar desde o seu início até a sua conclusão. Os projetos 
são diferentes quando comparados pelo tamanho e pela complexidade. Contudo, 
o PMBOK (2020) aponta para uma estrutura genéricae adaptável para a maioria 
dos projetos. A saber:
 ■ Início do projeto;
 ■ Organização e preparação;
 ■ Execução do trabalho do projeto; e
 ■ Encerramento do projeto.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
No início de um projeto, os custos e os recursos humanos necessários cos-
tumam ser baixos; contudo, no desenvolvimento, na organização e na prepara-
ção, os custos vão aumentando, assim como a necessidade de mão de obra. No 
nível de execução do projeto, os custos e os recursos humanos aumentam até 
atingirem um platô, uma equalização dos recursos necessários para executar o 
projeto. Em último nível, o projeto entra nos processos de encerramento, em que 
os custos e a equipe são reduzidos até o encerramento completo (MARCELINO; 
DOMINGUES, 2022). 
Figura 2 – Relação entre o nível de custos e pessoal. / Fonte: PMI (2013, p. 39).
Descrição da Imagem: gráfico com demonstração de relação entre o nível de custos e pessoal, na abcissa, e 
o fator tempo, na ordenada. O gráfico ainda demonstra uma linha pontilhada em formato de trapézio, com sua 
reta ascendente delimitada pelos níveis “iniciar o projeto” e ”organização e preparação”, uma semirreta no nível 
“execução do trabalho” e uma reta descendente demonstrando o nível de “encerramento do projeto”
As metodologias dos projetos empresariais podem ser diferentes entre si, 
mas essas características estão presentes em diferentes proporções em todos os 
projetos desenvolvidos com base em boas práticas. Alguns projetos com maior 
complexidade podem requerer mais tempo em cada um dos níveis, enquanto 
projetos com menor complexidade podem ter um comportamento oposto.
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As fases de um projeto podem ser definidas como o conjunto de processos 
similares que têm um objetivo de entrega específico. Cada fase é interligada e, 
embora possua uma entrega específica, contempla uma visão global do objetivo 
geral do projeto. Se um projeto tem uma fase de planejamento do escopo, sua 
entrega final será o escopo desenvolvido. Então, cada fase de um projeto tem um 
produto final que contribui para o objetivo geral de um projeto em desenvolvi-
mento (FREDERICO, 2021).
As fases de um projeto são sequenciais, porém, devido a natureza de alguns 
projetos, uma fase pode ter início sem que a anterior tenha concluído. Na mon-
tagem de um veículo, por exemplo, alguns processos só podem ser iniciados com 
a entrega de um processo anterior. A pintura da lataria só pode acontecer após a 
estrutura do veículo estiver montada. Porém, nada impede que os processos de 
adjacentes estejam acontecendo de forma lateral, como a entrega dos estofados 
ou preparação das partes mecânicas (FREDERICO, 2021). 
Ao fim, as fases de um projeto precisam estar em harmonia para que o con-
sumo de recursos seja executado com eficiência, sem desperdício. Portanto, os 
projetos podem ter fases que se relacionam das seguintes maneiras (PMI, 2020):
 ■ Sequencial – uma fase só se inicia ao término de uma fase anterior.
 ■ Sobreposta – uma fase tem início antes da entrega da fase anterior.
 ■ Paralela – as fases têm início e fim concomitantemente.
As empresas têm diversos processos que contribuem para o seu funciona-
mento no cotidiano. O desenvolvimento de projetos deve ser seguido por me-
todologias que apresentam um baixo risco e um alto grau de controle e gestão. 
Steve Jobs (2015) 
Comentário: um filme biográfico que relata breve momentos 
da vida de Steve Jobs na criação e na execução de grandes 
projetos voltados para a inovação tecnológica. A metodologia 
adotada na gestão de projetos de Steve Jobs resultou em em-
presas e produtos que mudaram a percepção da humanidade 
e sua relação com a tecnologia. Vale a pena conferir!
INDICAÇÃO DE FILME
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Aponte uma entrega sob responsabilidade da empresa e identifique quais 
processos formam a entrega e averigue se os processos são sequenciais, sobre-
postos ou paralelos.
Papéis e responsabilidades dos envolvidos no projeto
Após abordarmos os processos, o ciclo de vida e as fases dos projetos, é impor-
tante entender que não importa a metodologia em gestão de projetos adotada 
pela organização: as pessoas responsáveis pela gestão terão uma forte influência 
nos resultados alcançados.
O primeiro papel a ser determinado no gerenciamento de projetos é o de ges-
tor de projetos. Ele é o responsável pelo bom andamento do projeto, do início 
ao fim. Portanto, um aspecto importante desse papel é sua temporalidade. Por 
ser um papel exclusivo de um projeto, o papel do gestor (ou gerente) de projetos 
é diferente do papel de gestores e gerentes de negócios, setores, departamentos 
ou operações do cotidiano de uma empresa. O gerente de projetos deve estar 
atento apenas aos processos, às atividades, aos recursos e às pessoas de interesse 
relacionados exclusivamente ao projeto. Por isso, é fundamental que o papel 
de gerente de projetos não seja dividido com outras funções que extrapolem as 
atividades relacionadas ao projeto (VARGAS, 2016).
Se a organização tiver vários projetos, é necessário que cada projeto tenha o seu 
próprio gerente. Contudo, se os projetos forem de baixa complexidade ou forem in-
terligados, é possível que um gerente tenha mais de um projeto sob sua supervisão.
Pela forte dependência das organizações no desenvolvimento de projetos 
de inovação, o gerente de projetos é uma posição bastante estratégica para as 
empresas. Sua importância deve ser pensada levando conta as competências 
necessárias para um bom gerente. 
VOCÊ SABE RESPONDER?
Você conseguiria identificar que projetos a organização onde você atua desenvolve? 
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Esse papel vai demandar da pessoa conhecimentos e capacidades relaciona-
das à gestão administrativa e à gestão de projetos e conhecimento técnico sobre 
o produto resultante da entrega. Por exemplo: se uma empresa de investimentos 
está desenvolvendo um novo projeto que tenha como objetivo final a entrega de 
um novo portfólio de investimentos, é fundamental que o gerente de projetos 
tenha conhecimento sobre gestão de projetos e conhecimento sobre mercado e 
produtos financeiros.
PROVISÃO DE PESSOAS
O gestor precisa entender bem os objetivos dos projetos para identificar quais 
posições e que profissionais o projeto vai requerer para sua execução.
RECRUTAMENTO E SELEÇÃO
Saber onde buscar e como selecionar os profissionais corretos para o desenvolvimen-
to do projeto.
APLICAÇÃO DE PESSOAS 
Inserir os integrantes da equipe em uma cultura positiva que forneça um ambiente de 
incentivo e de trabalho em equipe.
Um outro aspecto muito importante que o gerente de projetos deve ter é capaci-
dade de gerir pessoas com maestria! Os projetos são desenvolvidos por recursos 
financeiros, recursos de transformação, recursos de apoio e, o mais importante, os 
recursos humanos. As pessoas formam o quadro de talentos de uma organização 
e têm uma influência determinante no sucesso de organizações e projetos (KER-
ZNER, 2021). 
APROFUNDANDO
Portanto, cada projeto vai requerer que seu gerente domine os subsistemas 
de recursos humanos, quais sejam (BUTAFAVA, 2023):
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
MANUTENÇÃO DE PESSOAS
Identificar os talentos-chave da equipe e saber valorizar e incentivar os colaboradores.
DESENVOLVIMENTO DE PESSOAS
Treinar e desenvolver habilidades e capacidades é fundamental para melhoria 
contínua do gerenciamento de projetos e suas entregas.
MONITORAMENTO DE PESSOAS
Usar informações necessárias para montar um banco de talentos para futuros projetos 
é uma estratégia bastante útil. As atividades desse subsistema podem auxiliar o gestor 
a mensurar a performance dos integrantes da equipe no desenvolvimento das suas 
atividades.
É possível identificar o quanto se faz necessário o gerente de projetos ter 
habilidades de liderança no gerenciamento. Seja qual for a metodologia de 
projetos eleita pela empresa, o gerente precisará liderar uma ou várias equipes.
Uma outra habilidade importante e bastante necessáriano papel de gerente de 
projetos é o da comunicação. Além do desenvolvimento de uma comunicação 
assertiva dentro da equipe, o gerente de projetos vai fazer a ponte de comunicação 
entre o projeto e todas as partes interessadas nele. A comunicação sobre o projeto 
deve ser adequada à necessidade de cada grupo de interesse, seja na forma ou 
no veículo de comunicação utilizado. Cada parte interessada requer um cuidado 
especial (BUTAFAVA, 2023).
O papel mais importante no gerenciamento de projetos é o da equipe! Uma 
equipe capacitada é formada por indivíduos com diferentes qualificações que 
atuam em diferentes atividades e processos, mas com um único objetivo. Imagi-
ne uma equipe de corrida de Fórmula 1. Muitos papéis podem ser identificados 
nessa equipe, como mecânicos, analistas, pilotos, assistentes e engenheiros. Cada 
profissional tem uma área de conhecimento específica e atua em atividades distin-
tas; porém, o objetivo final é o mesmo: a vitória da equipe (FREDERICO, 2021).
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Uma equipe de gestão de projetos também tem diversos papéis. Segundo o 
PMBOK (2013 p. 36), as equipes de projetos podem contar com os papéis de:
 ■ Pessoal de gerenciamento de projetos: pessoas que são responsáveis pelo 
trabalho burocrático do projeto, como elaboração de orçamentos, cro-
nogramas, relatórios e todo suporte administrativo.
 ■ Recursos humanos do projeto: responsável pelo apoio e pela execução 
das atividades inseridas nos subsistemas de recursos humanos.
 ■ Especialistas de suporte: profissionais qualificados em áreas distintas que 
um projeto pode precisar para sua execução.
 ■ Representantes de usuários ou clientes: em projetos que tenham como ob-
jetivo um produto ou um serviço focado em clientes, uma boa estratégia 
é convidar os usuários para participarem no desenvolvimento do projeto.
 ■ Vendedores/fornecedores/contratadas: assim como os clientes, quando 
projetos têm processos ou entregas de produtos importantes para o seu 
desenvolvimento, é estratégico que representantes dessas classes também 
participem do desenvolvimento.
 ■ Membros parceiros de negócio: empresas e organizações que tenham 
interesse e parceria com a empresa desenvolvedora do projeto podem 
participar da equipe, apoiando e dando feedback.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Qualquer que seja a metodologia de desenvolvimento de projetos, os papéis 
da equipe e do gerente de projeto são importantes. A depender do tamanho e da 
complexidade, os papéis podem ser restritos ou até ampliados. Porém, a essência 
desses papéis está presente em todo projeto e nas mais diversas metodologias.
METODOLOGIAS DE GERENCIAMENTO DE PROJETOS E 
ABORDAGENS POPULARES 
Existe uma rica amplitude de boas metodologias de gerenciamento de projetos 
em empresas. Como um guia, o PMBOK resume as melhores práticas, que os 
projetos podem seguir e adaptar. Porém, outras metodologias surgiram com os 
mesmos princípios. Algumas são voltadas para setores específicos, outras são 
mais generalistas. Vamos conhecer algumas.
Método Agile de gerenciamento de projetos
Essa metodologia surgiu de um manifesto intitulado “Agile Manifesto”: profis-
sionais da área de software se reuniram para debater novos princípios e aborda-
gens de gerenciamento de projetos voltados para a área de tecnologia da infor-
mação. Contudo, o manifesto foi adotado para gestão de todo tipo de projeto, 
devido ao seu foco na eficiência dos processos internos (STOPA; RACHID, 2019)
Essa metodologia pode ser definida como um método cujo foco de inte-
ratividade recai sobre a execução de projetos, valorizando a comunicação e o 
EU INDICO
O trabalho remoto é uma realidade cada vez mais presente no ambiente organiza-
cional, e o gerenciamento de projetos passa pelo mesmo processo de evolução. 
Para os gerentes de projetos e sua equipe, é fundamental conhecer ferramentas 
que possam auxiliar no gerenciamento de entregas e cronograma. Existem várias 
ferramentas disponíveis na internet. A Mentions é uma ferramenta de mensagens, 
gestão e documentação para o desenvolvimento de projetos que tenham times 
remotos. Vale a pena conferir!
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feedback humano. A constante evolução do dinamismo comunicativo permite 
que os projetos se adaptem às mudanças de forma rápida (FERNANDES; RA-
BECHINI, 2023).
O foco da Agile é a comunicação interativa e prática, em detrimento de pro-
cessos burocráticos. Essa comunicação deve estar baseada em processos dinâ-
micos e que permitam o constante feedback para a aprimoração contínua do 
projeto.
Por se tratar de princípios a serem seguidos, a metodologia Agile é vista como 
uma ideologia a ser seguida pela gestão de projetos de sucesso. 
As palavras que melhor definem essa ideologia são:
 ■ Comunicação interativa e eficaz;
 ■ Gestão de equipes; e
 ■ Resultados tangíveis e funcionais.
Dessa visão de gerir projetos, outras metodologias mais práticas vão surgir seguin-
do o mesmo raciocínio e os mesmos princípios, como a metodologia SCRUM, 
que veremos logo adiante.
EU INDICO
É possível ler a tradução em português do manifesto Agile na internet. O site 
mostra os 12 princípios que a abordagem Agile defende na execução de projetos. 
O site também aprofunda o contexto do manifesto e a importância da adoção des-
sa metodologia para entregas de resultados práticos e ágeis.
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Método SCRUM de gerenciamento de projetos
A interatividade dentro da gestão de projetos resulta em melhoria contínua. 
Quando processos são abertos ao recebimento de feedback, vai haver avanço 
nas formas de gestão de processos, procedimentos e equipes. O método SCRUM 
pode ser definido como:
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
 “ Scrum emprega uma abordagem iterativa e incremen-
tal para aperfeiçoar a previsibilidade e o controle de ris-
cos. Três pilares apoiam a implementação de controle de 
processo empírico: transparência, inspeção e adaptação” 
(SCHWABER; SUTHERLAND, 2013, p. 4).
Nessa metodologia, o projeto é organizado em ciclos chamados de “sprints”, 
os quais geralmente têm duração de duas a quatro semanas. Cada ciclo “sprint” 
é formado por listas de tarefas chamadas “backlog”, que contêm todas as fun-
cionalidades ou requisitos a serem desenvolvidos para executar o projeto. No 
início de cada sprint, uma reunião de planejamento é realizada para selecionar 
um conjunto de tarefas prioritárias (backlog) para serem entregues ao final do 
sprint (FERNANDES; RABECHINI, 2023).
Durante o sprint, a equipe trabalha de forma autônoma e auto-organizada 
para realizar as tarefas definidas no backlog. Diariamente, é realizada uma reunião 
curta denominada “daily scrum” para sincronizar o trabalho, compartilhar o pro-
gresso, identificar os obstáculos e tomar decisões rápidas. No final de cada sprint, é 
realizada uma revisão do trabalho concluído, chamada de “sprint review”, na qual 
a equipe demonstra as funcionalidades desenvolvidas e recebe feedback das partes 
interessadas no projeto. Em seguida, é realizada uma retrospectiva, chamada de 
“sprint retrospective”, para analisar o processo de trabalho e identificar pontos po-
sitivos que ocorram durante o ciclo sprint. Nessas reuniões, também é importante 
identificar oportunidades de melhoria (HRON; OBWEGESER, 2022).
Uma característica importante do Scrum é o papel do “Scrum Master”, que é re-
sponsável por facilitar o processo e remover possíveis impedimentos para o pro-
gresso da equipe. O Scrum Master atua como um líder de apoio, garantindo que os 
princípios e práticas do Scrum sejam seguidos corretamente. Portanto, o “Scrum 
Master” faz o papel de gerente de projetos, atuando com liderança para o incenti-
vo da equipe no desenvolvimento do backlog (HRON; OBWEGESER, 2022).
APROFUNDANDO
Vamos ver essa metodologia na prática?
A empresa “Tech Solutions” é uma startup que desenvolve aplicativos móveis. 
Eles decidiramadotar o Scrum como metodologia de gestão de projetos para 
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melhorar a eficiência e a qualidade de seus desenvolvimentos. A equipe de desen-
volvimento é composta por um Scrum Master, um cliente e seis desenvolvedores.
A equipe da “Tech Solutions” estava trabalhando em um projeto de desen-
volvimento de um aplicativo de entrega de comida chamado “FoodExpress”. O 
objetivo era lançar o aplicativo em três meses, com funcionalidades básicas e 
uma interface amigável.
Para começar, a equipe organizou um sprint de duas semanas. Durante a 
reunião de planejamento do sprint, o cliente apresentou uma lista de funcio-
nalidades prioritárias para serem incluídas na primeira versão do aplicativo. A 
equipe estimou o esforço necessário para cada funcionalidade e selecionou as 
que poderiam ser entregues dentro do prazo do sprint.
Durante o sprint, a equipe se reuniu diariamente para o Daily Scrum, com-
partilhando o progresso, discutindo impedimentos e alinhando o trabalho. O 
Scrum Master atuou como facilitador, removendo obstáculos e garantindo que 
a equipe se mantivesse focada no objetivo do sprint.
Durante o desenvolvimento, a equipe utilizou quadros de acompanhamen-
to de atividades para visualizar o progresso das tarefas. Isso ajudou a identificar 
gargalos e a tomar medidas para otimizar o fluxo de trabalho. Além disso, eles 
mantiveram uma comunicação constante com o cliente, realizando reuniões 
periódicas para receber feedback e fazer ajustes no projeto.
No final do sprint, a equipe realizou uma sprint review, na qual apresenta-
ram as funcionalidades concluídas aos stakeholders. Eles receberam feedback 
positivo sobre a interface intuitiva e a rapidez do aplicativo. Após a revisão, a 
equipe realizou uma retrospectiva para identificar melhorias e definir ações para 
o próximo sprint.
Ao longo dos sprints seguintes, a equipe continuou a desenvolver novas fun-
cionalidades e aprimorar o aplicativo com base nas prioridades estabelecidas. 
Eles mantiveram um ritmo constante de entregas e conseguiram lançar a versão 
inicial do “Food Express” dentro do prazo de três meses.
Por meio desse exemplo, é possível identificar como a metodologia direcio-
nou a execução do projeto de forma específica. O exemplo prático foi focado em 
um projeto cujo resultado final era um aplicativo, mas essa metodologia pode ser 
utilizada e adaptada para projetos de outras áreas.
Vamos conhecer uma outra metodologia?
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Método Lean de gerenciamento de projetos
Essa metodologia tem sua origem no sistema Toyota de produção. Esse sistema 
foi uma inovação na forma de fabricar automóveis. Kiichiro Toyoda, um em-
preendedor japonês, fundou a fábrica de automóveis Toyota, em um contexto de 
escassez de recursos na ilha japonesa. Para competir com as grandes fabricantes 
mundiais, a Toyota inovou os seus processos para se adaptar a uma produção 
enxuta, sem desperdício e com custos extremamente controlados (BASAGLIA; 
BRAGA, 2019).
O método Lean de gerenciamento de projetos, também conhecido como 
Lean Project Management, é uma abordagem que se baseia nos princípios do 
Lean Manufacturing, desenvolvidos pela Toyota na indústria automobilística 
japonesa. Essa metodologia tem como objetivo principal eliminar o desperdício 
e maximizar o valor entregue ao cliente (SOUSA, 2019).
No contexto de gerenciamento de projetos, o método Lean busca otimizar o 
fluxo de trabalho, reduzir o tempo de entrega, melhorar a qualidade e envolver 
todas as partes interessadas de forma colaborativa. Ele enfatiza a importância de 
manter o foco nas necessidades do cliente e buscar constantemente a excelência 
em todas as etapas do projeto (SOUSA, 2019).
Para Sousa (2021), o método Lean de gerenciamento de projetos se baseia 
em cinco princípios principais:
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IDENTIFICAR O VALOR
O primeiro passo é compreender o valor que o projeto deve entregar ao cliente. Isso 
envolve entender as necessidades do cliente, seus objetivos e expectativas. O valor é 
definido pelo cliente e orienta todas as atividades do projeto.
MAPEAR O FLUXO DE VALOR
O próximo passo é mapear todo o fluxo de trabalho necessário para entregar o valor 
ao cliente. Isso envolve identificar todas as atividades e todos os processos envolvidos 
no projeto, desde a concepção até a entrega final. O objetivo é eliminar atividades 
desnecessárias ou que não agregam valor.
CRIAR FLUXO CONTÍNUO
O terceiro princípio busca estabelecer um fluxo contínuo de trabalho, minimizando 
interrupções e gargalos. Isso é feito por meio da otimização do sequenciamento de 
tarefas, do uso de sistema de produção puxada e da eliminação de tempos de espera 
ou retrabalho.
IMPLEMENTAR O SISTEMA DE TRABALHO PUXADO
Nesse princípio, o foco está em estabelecer um sistema em que o trabalho seja puxa-
do com base na demanda real. Ao invés de empurrar trabalho para a equipe, as tarefas 
são solicitadas e realizadas conforme a necessidade e capacidade.
BUSCAR A EXCELÊNCIA
O último princípio envolve buscar continuamente a excelência e a melhoria em todas 
as etapas do projeto.
EU INDICO
Vamos nos aprofundar na incrível história do empreendedor japonês Kiichiro 
Toyoda! Com espírito de inovação e empreendedorismo, Kiichiro criou uma das 
maiores empresas de automóveis do mundo!
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Vamos ver essa metodologia na prática?
A empresa “Produtos Saudáveis Ltda.” é uma indústria alimentícia que pro-
duz alimentos saudáveis e naturais. Eles decidiram adotar o modelo de gestão 
de projetos Lean para melhorar a eficiência e a qualidade de seus processos de 
produção. A empresa percebeu que havia desperdícios em seus processos, como 
estoques excessivos, retrabalho e tempos de espera.
A primeira etapa foi a formação de uma equipe de projeto multidisciplinar, 
composta por representantes de diferentes áreas da empresa, incluindo produção, 
logística e qualidade. Essa equipe foi responsável por implementar a metodologia 
Lean em um projeto-piloto focado em melhorar a linha de produção de um dos 
seus produtos mais populares, as barras de cereais.
A equipe realizou um mapeamento detalhado de todo o fluxo de produção 
das barras de cereais, desde a chegada dos ingredientes até o empacotamento 
final. Durante essa análise, eles identificaram desperdícios, como movimentação 
excessiva de materiais, tempos de espera entre as etapas e retrabalho devido a 
erros de montagem.
Com base nessa análise, a equipe implementou várias iniciativas Lean para 
eliminar desperdícios e otimizar o processo de produção. Algumas das mu-
danças realizadas incluíram:
CONTROLE DE ESTOQUE
A equipe estabeleceu um sistema conhecido como “Kanban” para controlar o estoque 
de matérias-primas. Isso permitiu que a equipe visualizasse a demanda real e produz-
isse apenas o necessário, evitando estoques excessivos e reduzindo o desperdício.
MELHORIA DO LAYOUT
O layout da linha de produção foi redesenhado para minimizar a movimentação de 
materiais e reduzir o tempo de transporte entre as etapas. Os ingredientes e ferramen-
tas necessários foram organizados de forma eficiente, facilitando o acesso e reduzindo 
o tempo perdido em busca de materiais.
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PADRONIZAÇÃO E TREINAMENTO
Foram estabelecidos padrões de trabalho claros para cada etapa do processo de 
produção. Os colaboradores receberam treinamento adequado para seguir esses 
padrões, garantindo consistência e reduzindo erros.
IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS PUXADOS
A equipe implementou sistemas de produção puxados, nos quais a produção de cada 
etapa era baseada na demanda real da etapa subsequente. Isso ajudou a evitar a 
superprodução e reduziu o tempo de espera entre as etapas.
Após a implementação dessas mudanças, a empresa “Produtos Saudáveis 
Ltda.” observou melhorias significativas. O tempo de produção das barras de 
cereais foi reduzido em 30%, o estoque de matérias-primas foi reduzido em 50%e o número de erros de montagem foi quase eliminado.
Essas melhorias levaram a uma redução de custos, um aumento na quali-
dade dos produtos e uma maior satisfação dos clientes. Na conclusão do projeto, 
a equipe envolvida no projeto-piloto adquiriu conhecimentos e habilidades em 
Lean que foram aplicados em outros processos dentro da empresa, resultando 
em melhorias contínuas em toda a organização.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
Portanto, a metodologia Lean de gerenciamento de projeto é focada em redu-
ção de custos e na execução eficiente de recursos em projetos. Essa metodologia 
surgiu de um sistema de produção, mas pode ser aplicada em diversas áreas, 
como comércio ou setor de serviços.
O futuro do gerenciamento de projetos é promissor e está sendo moldado 
por diversas tendências e avanços tecnológicos, com destaque para:
 ■ Métodos Ágeis: os métodos ágeis, como Scrum e Lean, continuarão a 
ganhar popularidade no gerenciamento de projetos. Eles oferecem fle-
xibilidade, colaboração e adaptabilidade, permitindo que as equipes en-
treguem valor de forma rápida e contínua. Esses métodos são ideais para 
projetos complexos e em ambientes de mudanças rápidas.
 ■ Colaboração e comunicação em tempo real: o futuro do gerenciamen-
to de projetos será marcado por uma colaboração e uma comunicação 
mais eficientes entre as equipes. Plataformas de colaboração em tempo 
real, chatbots e assistentes virtuais facilitarão a comunicação, o compar-
tilhamento de informações e a tomada de decisões em tempo hábil.
 ■ Gerenciamento de projetos híbridos: o gerenciamento de projetos hí-
bridos, que combina abordagens tradicionais e ágeis, ganhará destaque. 
Isso permitirá que as equipes aproveitem o melhor de ambos os mundos, 
adaptando os processos de acordo com as necessidades específicas do 
projeto.
 ■ Gerenciamento de mudanças: a capacidade de gerenciar efetivamente 
a mudança será cada vez mais importante no gerenciamento de proje-
tos. Os gerentes de projeto precisarão ser ágeis e capazes de lidar com as 
mudanças nas expectativas dos clientes, nos requisitos em evolução e nas 
tecnologias emergentes.
 ■ Gerenciamento de projetos sustentáveis: a sustentabilidade será uma 
consideração cada vez mais importante no gerenciamento de projetos. Os 
projetos deverão levar em conta os impactos ambientais, sociais e econô-
micos, incorporando práticas sustentáveis e abordagens responsáveis em 
todas as fases do projeto.
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NOVOS DESAFIOS
Chegamos ao fim deste tema de aprendizagem!
As metodologias de projetos em empresas estão sempre evoluindo para a 
adaptação de novas necessidades que as diferentes organizações possuem. A 
tecnologia tem dado grande praticidade à gestão de projetos, mediante o desen-
volvimento de softwares de gestão de processos, aplicativos de comunicação entre 
equipes e formas on-line de controlar cronogramas de execução.
A inteligência artificial (IA) tem desempenhado um papel cada vez mais im-
portante na gestão de projetos, proporcionando benefícios significativos para 
equipes e empresas. Muitas ferramentas têm surgido para desenvolver a gestão 
de projetos. Portanto, o desenvolvimento de novas formas de gestão de projetos 
ganhará cada vez mais amplitude e espaço no cotidiano das empresas. É impor-
tante que os profissionais da área estejam abertos a novas abordagens, aprendam 
continuamente e se adaptem às mudanças para garantir o sucesso na gestão de 
projetos em um ambiente em constante evolução.
Acesse e confira a aula referente a este tema.
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EM FOCO
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1. Gerenciar projetos é uma habilidade essencial para qualquer profissional que deseja al-
cançar seus objetivos e entregar resultados de qualidade. Um bom gerenciamento de 
projetos envolve planejar, executar, monitorar e controlar todas as atividades necessárias 
para atender aos requisitos do cliente e às expectativas dos stakeholders. Além disso, ge-
renciar projetos permite otimizar recursos, prazos e custos, evitando desperdícios, atrasos e 
conflitos. Por isso, gerenciar projetos é importante para o sucesso de qualquer organização.
Assinale a alternativa correta que aponta um princípio norteador do gerenciamento de projetos.
a) Exploração de recursos.
b) Independência das partes interessadas.
c) Complexidade reduzida.
d) Aprendizado intermitente.
e) Comunicação eficaz.
2. As metodologias de gerenciamento de projetos são abordagens estruturadas e sistemá-
ticas que auxiliam na execução e no controle de projetos, visando alcançar os objetivos 
de forma eficiente e eficaz. Existem várias metodologias disponíveis, cada uma com suas 
características e abordagens específicas.
Assinale a opção que descreve corretamente uma característica da metodologia ágil.
a) Ênfase na documentação detalhada e abrangente desde o início do projeto.
b) Abordagem estritamente sequencial das etapas do projeto.
c) Foco na colaboração constante entre a equipe e o cliente.
d) Predição precisa de prazos e custos desde o início do projeto.
e) Estrutura rígida e inflexível para lidar com mudanças durante o projeto.
3. Projetos, programas e portfólio são termos amplamente utilizados no contexto de geren-
ciamento de projetos, mas cada um tem suas características e desempenha um papel 
específico na organização.
Assinale qual das seguintes opções descreve corretamente a diferença entre programas 
e portfólio.
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a) Um programa é composto por projetos relacionados, enquanto um portfólio é composto 
por programas relacionados.
b) Um programa é uma visão consolidada de todos os projetos, enquanto um portfólio é 
uma visão consolidada de todos os programas.
c) Um programa busca entregar um resultado único, enquanto um portfólio busca maxi-
mizar os benefícios estratégicos.
d) Um programa é uma estrutura de gestão centralizada, enquanto um portfólio é uma 
coleção de projetos independentes.
e) Um programa envolve a alocação de recursos, enquanto um portfólio envolve a priori-
zação estratégica.
AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
BASAGLIA, T. R; BRAGA, W. L. M. A importância da Manutenção Produtiva Total como ferramenta 
do Sistema Toyota de Produção. Trabalhos Científicos, v. 1, 2019.
BUTAFAVA, A. C. de A. Promoção da alta performance em equipes de desenvolvimento de 
software no contexto de gerenciamento de projetos ágeis. 2023. 93 f. Dissertação (Mestrado 
em Administração) — Programa de Pós-Graduação em Gestão de Projetos, Universidade Nove 
de Julho, São Paulo, 2023.
FERNANDES, P. J. M. A.; RABECHINI Jr., R. Risk management in the agile approach and project 
success. Revista Gestão & Tecnologia, v. 23, n. 1, p. 138-162, 2023.
FREDERICO, G. F. Project Management for Supply Chains 4.0: A conceptual framework proposal 
based on PMBOK methodology. Operations Management Research, v. 14, n. 3-4, p. 434-450, 
2021.
HRON, M; OBWEGESER, N. Why and how is Scrum being adapted in practice: A systematic re-
view. Journal of Systems and Software, v. 183, p. 111110, 2022.
KERZNER, H. Gerenciamento de projetos: uma abordagem sistêmica para planejamento, pro-
gramação e controle. 2. ed. São Paulo: Editora Blucher, 2021.
MARCELINO, E.; DOMINGUES, L. An analysis of how well serious games cover the PMBOK. Pro-
cedia Computer Science, v. 196, p. 1013-1020, 2022.
PERIDES, M. P. N.; VASCONCELLOS, E. P. G.; VASCONCELLOS, L. A gestão de mudanças em 
projetos de transformação digital: estudo de caso em uma organização financeira. Revista de 
Gestão e Projetos, v. 11, n. 1, p. 54-73, 2020.
PAN, Y.; ZHANG, L. Integrating BIM and AI for smart construction management: Current status 
and future directions. Archives of Computational Methods in Engineering, v. 30, n. 2, p. 1081-
1110, 2023.
PMI – PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Guia PMBOK: um guia para o conjunto de conheci-
mentos em gerenciamento de projeto. 5. ed. Pennsylvania: PMI, 2013.
PMI – PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Guia PMBOK: um guia para o conjuntode conheci-
mentos em gerenciamento de projeto. 7. ed. Pennsylvania: PMI, 2020.
SCHWABER, K.; SUTHERLAND, J. Guia do Scrum. Um guia definitivo para o Scrum: As regras do 
jogo. local: Scrum. Org and ScrumInc, 2013.
SOUSA, T. R. C. Revisão sistemática de literatura sobre gestão de projetos Lean/Ágeis. 2019. 
59 g. Dissertação (Mestrado em Engenharia Industrial) — Escola de Engenharia, Universidade 
do Minho, Portugal, 2019.
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REFERÊNCIAS
SOUSA, P. M. F. Implementação de práticas de gestão de projetos e produção lean numa 
empresa de inovação e automação. 2021. 217 f. Dissertação (Mestrado em Gestão de Projetos 
de Engenharia) — Escola de Engenharia, Universidade do Minho, Portugal, 2021.
STOPA, G. R.; RACHID, C. L. Scrum: Metodologia ágil como ferramenta de gerenciamento de 
projetos. CES Revista, v. 33, n. 1, p. 302-323, 2019.
VARGAS, R. V. Gerenciamento de projetos: estabelecendo diferenciais competitivos. Rio de Ja-
neiro: Brasport, 2016.
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1. Alternativa E 
Um dos princípios norteadores do gerenciamento de projetos é a “comunicação eficaz”. Esse 
princípio destaca a importância de estabelecer uma comunicação clara, aberta e eficiente 
entre todos os envolvidos no projeto, a fim de garantir uma compreensão comum, alinhar 
expectativas, trocar informações relevantes e manter um fluxo de comunicação contínuo 
durante todas as fases do projeto. A comunicação eficaz contribui para evitar mal-entendidos, 
minimizar erros e promover uma colaboração mais eficiente entre as partes interessadas. 
Nenhuma das outras opções aborda princípios norteadores do gerenciamento de projetos.
2. Alternativa C 
A metodologia ágil é conhecida por sua abordagem flexível e interativa, em que as equipes 
trabalham em ciclos curtos e entregam incrementos do produto de forma iterativa. A cola-
boração constante entre a equipe e o cliente é uma característica central dessa abordagem. 
Por meio de reuniões frequentes e feedback contínuo, o cliente está envolvido ativamente 
no processo de desenvolvimento do projeto, permitindo ajustes e melhorias contínuas.
3. Alternativa B 
Um programa é um conjunto de projetos relacionados e gerenciados de forma coordenada, 
fornecendo uma visão consolidada desses projetos. Ele busca alcançar um objetivo estratégi-
co comum. Já um portfólio é uma visão consolidada de todos os programas, projetos e outras 
iniciativas em andamento na organização. Ele permite uma visão global de todas as atividades 
em curso, facilitando a tomada de decisões e o acompanhamento do desempenho global.
GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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AVALIAÇÃO E VIABILIDADE DOS 
RISCO EM PROJETOS EMPRESARIAIS
Entender a importância da avaliação de riscos para a atividade de desenvolvimento de 
projetos.
Compreender o conceito de gerenciamento de riscos em projetos empresariais, incluindo 
a identificação, análise, avaliação e tratamento dos riscos envolvidos.
Refletir sobre as diferentes categorias de riscos em projetos empresariais.
Aprender a realizar uma análise de riscos, considerando a probabilidade de ocorrência e 
o impacto potencial de cada risco no projeto.
Explorar as principais técnicas e ferramentas utilizadas na avaliação de riscos, como 
análise SWOT, análise de cenários e análise de sensibilidade.
Adquirir conhecimentos sobre as melhores práticas para a comunicação efetiva dos 
riscos identificados aos stakeholders do projeto e como envolvê-los nas decisões de 
gerenciamento de riscos.
Aplicar a avaliação e viabilidade dos riscos em estudos de caso reais, a fim de ganhar 
experiência prática na tomada de decisões em projetos empresariais.
T E M A D E A P R E N D I Z A G E M 9
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INICIE SUA JORNADA
Olá, estudante! Seja bem vindo!
Iniciaremos a nossa jornada sobre a avaliação e viabilidade dos risco em 
projetos empresariais, entendendo que todo gerenciamento de projetos em or-
ganizações deve buscar com eficácia identificar e analisar os riscos que envolvem 
cada projeto.
Vamos conhecer a situação de uma empresa chamada Alpha Tecnologia. A 
empresa atua na área de tecnologia, desenvolvendo softwares para grandes empre-
sas. Contudo, a Alpha está considerando expandir suas operações para um novo 
mercado. A empresa deseja entrar no mercado de jogos eletrônicos para celular, 
lançando um novo jogo para dispositivos móveis. A diretoria da empresa acredita 
que essa expansão pode trazer um grande crescimento e aumento nos lucros, mas 
também reconhece que existem riscos significativos envolvidos no projeto.
O risco de fracasso em um projeto não pode ser descartado ou tratado de 
maneira leviana uma vez que para o desenvolvimento e execução de novos proje-
tos, tempo, recursos financeiros e humanos são utilizados. Quando estes recursos 
são desperdiçados em projetos fracassados, algumas empresas ficam em prejuí-
zo e dependendo do tamanho e intensidade do prejuízo, podem terminar suas 
atividades (ARRUDA; MENCHINI; RUSSO, 2019). Portanto, no decorrer da 
nossa jornada, vamos entender os principais conceitos dos riscos que envolvem 
projetos empresariais e como gerenciá-los utilizando como exemplo a empresa 
Alpha Tecnologia.
O gerenciamento de risco em projetos empresariais é um fator determinante para 
redução de danos que uma empresa pode ter. Com o avanço da tecnologia, muitos 
instrumentos estão sendo desenvolvidos para ajudar gestores a identificar e agir 
mediante riscos iminentes ou a longo prazo. Vamos escutar o nosso podcast para 
aprender sobre alguns instrumentos tecnológicos que podem ajudar no sucesso de 
projetos empresariais!
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zagem.
PLAY NO CONHECIMENTO
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DESENVOLVA SEU POTENCIAL
O QUE É UM RISCO?
A palavra “risco” é um termo utilizado para descrever a possibilidade de ocorrência 
de um evento ou situação incerta, independente da vontade de indivíduos, que 
pode resultar em perdas, danos, prejuízos ou consequências indesejadas (FER-
REIRA, 2010). Em outras palavras, o risco é a probabilidade de algo desfavorável 
acontecer, em oposição ao objetivo traçado anteriormente, e está geralmente asso-
ciado a uma situação em que os resultados futuros são incertos ou imprevisíveis.
No contexto empresarial, o risco pode abranger diversas áreas, como riscos 
financeiros, relacionados a flutuações de mercado, mudanças nas taxas de juros, 
inadimplência, etc., riscos operacionais, que decorrem de falhas em processos, 
problemas de logística, riscos estratégicos, como mudanças no mercado, novos 
competidores, e riscos de conformidade, relacionados ao descumprimento de 
leis, regulamentos ou normas (TERRIBILLI FILHO, 2021).
No contexto de gerenciamento de projetos o Guia PMBOK (PMI, 2013, p.337) 
ou Project Management Body of Knowledge, em inglê, define o risco como:
 “ O risco do projeto é um evento ou condição incerta que, se ocorrer, 
provocará um efeito positivo ou negativo em um ou mais objetivos 
do projeto tais como escopo, cronograma, custo e qualidade. Um 
risco pode ter uma ou mais causas e, se ocorrer, pode ter um ou 
mais impactos.
VAMOS RECORDAR?
Vamos aprender um pouco sobre a Lei de Murphy? Um conceito bastante popular, 
porém, possui uma aplicabilidade latente no nosso cotidiano. Assista ao vídeo e 
reflita sobre a aplicação da Lei de Murphy no gerenciamento e avaliação de riscos 
em um projeto empresarial! 
Recursos de mídia disponível no conteúdo digital no ambiente virtual de 
aprendizagem.
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Portanto, no gerenciamento de riscos em projetos, haverá uma possibilidade 
de um evento incerto acontecer e gerar um impacto positivo como resultado e 
devido a característica sistêmica de um projeto, o ocorrido em uma etapa do 
processo gera impacto em outras etapas e no projeto como um todo.
Conforme Fernandes e Rabechini (2021) descrevem, os riscos podem 
ainda ser classificados em: riscos conhecidos e riscos desconhecidos. Todo ris-
co possui sua origem em um acontecimento inesperado. Porém, determinadosacontecimentos podem ser identificados e mapeados na etapa de planejamento 
de um projeto, enquanto outros acontecimentos podem ocorrer de forma ines-
perada, impossibilitando sua identificação.
O Guia PMBOK (PMI, 2017) ainda descreve o risco individual e um risco 
geral. Quando analisamos os riscos como incertezas que podem ocorrer e que 
tragam impacto negativo de acordo com cada etapa ou cada objetivo de um 
projeto, estamos falando de riscos individuais. O risco geral de um projeto será 
o conjunto de todos os riscos individuais. A análise do risco geral de um projeto 
será um importante indicador para saber se o projeto terá boa probabilidade de 
entregar o resultado planejado.
A incerteza fragiliza a confiança de um projeto. Quando buscamos algo novo, 
sempre ponderamos os riscos envolvidos, pensamos em situações distintas e 
negativas e analisamos se vale a pena correr o risco. Não é verdade? Imagine 
que um colega ou parente lhe peça um valor em dinheiro emprestado. Antes de 
Figura 1 – Tipologia dos riscos / Fonte: Adaptada de Guia PMBOK (PMI, 2017).
Descrição da Imagem: diagrama composto pelos elementos: risco, está na coluna esquerda e quatro setas apon-
tam para a coluna direita. De cima para baixo, conhecido, desconhecido, individual, geral. Os elementos estão 
escritos dentro de retângulos com as bordas verdes.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
emprestar você analisará o risco dessa pessoa lhe devolver o dinheiro, se o risco 
for alto, é natural que você recuse o empréstimo.
Assim como, muitas vezes, as pessoas analisam de forma inconsciente, as 
empresas analisam os riscos de forma consciente e utilizam diferentes níveis de 
intensidade de riscos para tomar decisões. Retornando ao nosso exemplo, se 
alguém lhe pede dinheiro emprestado e demonstra um nível baixo de risco, você 
terá maior probabilidade de conceder o empréstimo, pois terá maior confiança 
de que receberá este valor de volta.
Quando o Guia PMBOK (PMI, 2017) descreve os riscos positivos e negativos em 
um projeto empresarial, estes são equiparados à ameaça e oportunidade. Os ris-
cos negativos apontam as ameaças que uma incerteza pode ocasionar e os riscos 
positivos apresentam oportunidades. Este tipo de classificação poderá auxiliar 
as empresas a decidirem quanto ao investimento de recursos. Quando os riscos 
positivos apresentam uma recompensa maior e superam os riscos negativos, as 
empresas tendem a seguir em frente no investimento de recursos naquele projeto.
Por conseguinte, quando uma pessoa analisa o risco de tomar determinada 
atitude, ela possui uma certa tolerância ao risco negativo. Se o risco for dema-
siadamente alto frente a possibilidade de que um acontecimento negativo possa 
ocorrer, estará acima do nível de tolerância dessa pessoa. As empresas, da mesma 
forma, possuem características e níveis de tolerância distintos (PMI, 2017). 
Uma empresa voltada para inovação tende a ter uma tolerância grande aos 
riscos, uma vez que tende a buscar novos produtos e serviços que ainda não são 
ofertados pela concorrência. Outras empresas, como os grandes bancos tendem 
a ter uma tolerância baixa para riscos, uma vez que trabalha com capital de ter-
ceiros para investimento.
Jobs (2015) 
Comentário: Quando pensamos em inovação, a empresa 
Apple é uma referência. Vamos aprender um pouco mais sobre 
a história da criação da Apple com Jobs (2015). O filme destaca 
momentos decisivos na vida de Steve Jobs, criador da Apple, 
desde o lançamento do primeiro Macintosh, em 1984, e a cria-
ção da NeXT Inc, até a introdução revolucionária do iMac e o 
lançamento do iPod em 2001.
INDICAÇÃO DE FILME
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Voltemos ao nosso caso de estudo, da Alpha Tecnologia. Quais tipos de riscos 
são possíveis identificar no desenvolvimento de um novo projeto da empresa? 
Você classificaria os riscos em alto ou baixo? Vamos entender um pouco mais 
sobre o projeto da empresa Alpha Tecnologia.
O projeto possui como principais objetivos:
 ■ Desenvolver e lançar um novo aplicativo de jogo eletrônico para dispo-
sitivos móveis até o final do ano.
 ■ Atingir 500.000 downloads do aplicativo nos primeiros seis meses após 
o lançamento.
 ■ Alcançar uma taxa de retenção de 40% de usuários ativos após o primeiro 
ano de uso.
Quando identificamos, analisamos e decidimos sobre aceitar ou não os riscos, 
estamos tomando atitudes de gerenciamento do risco. O gerenciamento de riscos 
pode ser definido como o processo de identificação, análise, avaliação e trata-
mento dessas incertezas com o objetivo de minimizar os impactos negativos e 
maximizar as oportunidades favoráveis. É uma prática importante para organi-
zações, pois permite que elas tomem decisões informadas e estratégicas, visando 
a proteção dos seus interesses e a promoção da sustentabilidade e sucesso a longo 
prazo (TERRIBILI FILHO, 2021).
VOCÊ SABE RESPONDER?
De acordo com estes objetivos, você conseguiria identificar os riscos relacionados 
a cada um?
A análise SWOT é uma ferramenta de gestão estratégica que auxilia as organiza-
ções a avaliar sua posição competitiva no mercado. Ela pode ser utilizada também 
como uma ferramenta de análise de riscos em projetos. Esta análise, amplamente 
utilizada no marketing, funciona quando refletimos sobre um projeto e buscamos 
identificar os pontos fortes (Strengths) de um projeto, pontos fracos (Weaknesses) 
do projeto, as oportunidades (Opportunities) que este projeto proporciona e as 
ameaças (Threats) referentes aos riscos (Hofrichter, 2017). 
Essa análise fornece uma visão geral da situação interna e externa de um projeto, aju-
dando o gestor a tomar decisões mais informadas e desenvolver estratégias eficazes.
APROFUNDANDO
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Os elementos que compõem uma análise SWOT, segundo Hofrichter (2017) são:
Como realizar a análise SWOT:
Reúna informações: colete informações relevantes sobre o projeto e o am-
biente externo, por meio de pesquisas, dados financeiros, análise de mercado e 
feedback das partes interessadas.
Identifique os pontos fortes e fracos: liste os atributos internos do projeto 
que são considerados pontos fortes e fracos. Isso pode ser feito com base em 
análise interna, entrevistas com a equipe e revisão de processos.
Identifique as oportunidades e ameaças: analise o ambiente externo e 
identifique fatores que podem criar oportunidades ou ameaças para o projeto.
PONTOS FORTES (STRENGTHS)
Referem-se às características internas do projeto que destacam de forma positiva à 
realização. Isso pode incluir recursos valiosos, competências distintivas, equipe de pro-
jeto, entre outros aspectos positivos.
PONTOS FRACOS (WEAKNESSES)
São os aspectos internos que representam desafios ou deficiências para o projeto. 
Identificar pontos fracos é importante para que a organização possa trabalhar em 
melhorias e corrigir possíveis vulnerabilidades.
OPORTUNIDADES (OPPORTUNITIES)
São fatores externos ao ambiente da empresa que podem ser explorados a seu favor. 
Isso inclui tendências do mercado, mudanças regulatórias, novas demandas dos 
clientes, entre outros aspectos que podem criar oportunidades de crescimento e 
desenvolvimento.
AMEAÇAS (THREATS)
São fatores externos que podem representar riscos ou obstáculos para o sucesso do 
projeto. Isso pode incluir a concorrência acirrada, mudanças na economia, avanços 
tecnológicos, entre outros elementos que podem impactar negativamente o desem-
penho da organização.
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Cruze as informações: relacione os pontos fortes com as oportunidades 
para identificar como o gestor do projeto pode aproveitar as vantagens do projeto 
para explorar oportunidades. Da mesma forma, relacione os pontos fracos com 
as ameaças para desenvolver estratégias para mitigar riscos.
O GERENCIAMENTO DE RISCOS
Considerando que os riscos sempre estarão presentes em um projeto, é possível 
controlá-los e administrá-los, porém não se pode extingui-los. Por serem incer-
tos, haverá sempre uma probabilidade de algo inesperado acontecer.Contudo, 
com uma boa gestão de riscos em um projeto, é possível determinar como e 
quando agir na ocorrência do inesperado (FONTE, 2019). 
Existem ferramentas, etapas e técnicas que ajudam no gerenciamento de pro-
jetos empresariais e quando aplicadas, fornecem segurança à equipe de projetos 
e as pessoas interessadas.
 
Ferramentas e Técnicas
O sucesso para um bom gerenciamento de riscos está na coleta de informações. Tudo 
que for possível conhecer sobre os fatores que influenciam o projeto de uma forma posi-
tiva e negativa dará à equipe do projeto maior segurança relacionada ao saber como agir 
e se precaver de danos quando fatos inesperados acontecerem (MAXIMIANO, 2019).
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Três importantes técnicas apontadas pelo Guia PMBOK (PMI, 2017) para ge-
renciar os riscos são:
1. Técnicas Analíticas
Técnicas analíticas são empregadas para compreender e definir o contex-
to geral do gerenciamento dos riscos do projeto. As técnicas podem ser 
diferenciadas e adaptadas de acordo com cada projeto. O fator de maior 
importância é que cada projeto possua uma metodologia que seja possível 
analisar o nível de exposição a riscos e o nível de tolerância.
2. Opinião Especializada
Já diz um provérbio que “...Na multidão de conselhos, não falta conheci-
mento.” A opinião especializada é uma técnica que envolve a busca por 
conselhos, opiniões, consultorias, posicionamento que envolvem vários 
aspectos de um projeto. A equipe de projetos pode consultar opiniões téc-
nicas de especialistas como consultores, associações, instituições de ensino, 
outros gerentes de projetos com experiência, partes interessadas, etc.
3. Reuniões
As reuniões entre a equipe e as partes interessadas são fundamentais para 
determinar um plano de contingência para ocorrência de fatos inespera-
dos. É na reunião em que as informações são compartilhadas e debatidas 
para aproveitamento das opiniões e visões de cada membro da equipe. 
Assim, em caso de ocorrências inesperadas, a equipe toda possui uma 
mesma visão de como agir e do que deve ser feito.
4. Definições de probabilidade e impacto dos riscos
A equipe de projetos deve determinar a probabilidade de ocorrência de 
cada risco e avaliar o impacto que esses riscos terão no projeto, caso se 
materializem. A ação de calcular não envolve necessariamente cálculos 
matemáticos, mas a identificação e classificação em níveis de riscos como 
probabilidade baixa de ocorrência, média e alta. Para cada risco é atri-
buído um nível, dessa forma é possível analisar a incidência dos riscos 
individuais e o risco geral de um projeto.
Voltemos ao caso da Alpha Tecnologia, de acordo com os objetivos do proje-
to, quais técnicas ferramentas você poderia sugerir? De forma detalhada, seria 
possível desenvolver um planejamento de gerenciamento de riscos baseado nas 
técnicas e ferramentas? 
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Etapas de Gerenciamento de Risco
As etapas de um bom gerenciamento de risco vão depender do tamanho e pro-
pósito do projeto. Alguns princípios, porém, podem ser aplicados a qualquer 
projeto como um exemplo de boa prática e método zeloso para identificação, 
gerenciamento e controle de riscos. Estas etapas podem ser descritas conforme 
preconizado por Maximiano (2019) e PMI (2017):
Identificação de riscos: nesta etapa, a organização busca identificar e listar 
todos os possíveis riscos que possam afetar seus projetos, operações ou estraté-
gias. Isso envolve a análise de diversas fontes de riscos, como riscos financeiros, 
operacionais, tecnológicos, de mercado, legais, ambientais, entre outros. Para 
cada característica de um projeto, é possível identificar os riscos envolvidos. Só 
é possível gerir, se antes, o gestor identificar o risco.
Para levantar possíveis riscos em projetos específicos, é recomendado que a 
equipe de gestão de projetos na empresa consulte diferentes fontes de informa-
ções como histórico de projetos parecidos, literatura acadêmica e a opinião de 
especialistas. 
Um instrumento bastante útil citado por Maximiano (2019) é o diagrama 
de Ishikawa, um instrumento de qualidade total que pode ser utilizado com ob-
jetivo de identificar possíveis riscos envolvendo um projeto. Tomemos o nosso 
exemplo do caso de estudo:
Figura 2 – Diagrama de Ishikawa. / Fonte: Adaptada de Maximiano (2019).
Descrição da Imagem: uma grande seta está na horizontal e centralizada. Linhas, na diagonal, saem dela, sendo 
duas na parte superior e, duas, na parte inferior. Ela compõem um esquema em que se relaciona os seguintes 
elementos, da esquerda para direita, na parte superior: Diagnóstico - Diagnóstico incorreto da necessidade do 
produto; Desenho - Erro no desenvolvimento do Escopo do projeto; abaixo, Implantação - Rejeição dos Clientes; 
Gerência de Contrato - Atraso na entrega de fornecedores; na ponta da seta, Risco do projeto.
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Análise e avaliação de riscos: uma vez identificados, os riscos são analisados 
para determinar sua probabilidade de ocorrência e o impacto potencial sobre 
as atividades de desenvolvimento do projeto. A avaliação pode ser qualitativa, 
usando escalas como alta, média e baixa, ou quantitativa, com valores numéricos.
Qualquer projeto que envolva viagens, terá como possíveis riscos atraso no 
percurso, cancelamento de voos, cancelamento de passagens, e dependendo do 
modal de transporte escolhido, os riscos serão distintos.
Como exemplo, é possível usar uma matriz e atribuir uma nota de 0 a 5 em 
termos de probabilidade de ocorrência e impacto negativo. Com a matriz feita, 
é possível analisar quais riscos merecem maior atenção e cuidados.
Tratamento de riscos: nesta fase, estratégias de tratamento são desenvolvidas 
para lidar com os riscos identificados. Existem quatro opções principais de trata-
mento de riscos: evitar (eliminar o risco), reduzir (mitigar o impacto do risco), 
transferir (delegar o risco para outra parte, como um seguro) e aceitar (assumir 
o risco com plena ciência dos impactos).
 ■ Eliminar o risco diz respeito à prevenção de que o mesmo ocorra. A partir 
do momento em que um risco alto é identificado e avaliado é possível que 
a equipe de projetos elimine o processo que gere esse risco. A exemplo 
de um projeto que envolva viagem, se o risco de atraso no voo é alto, é 
possível evitar esse risco mudando o meio de locomoção ou marcando a 
data com antecedência.
Figura 3 – Níveis de riscos / Fonte: Elaborado pelo autor.
Descrição da Imagem: ilustração de um semicírculo, dividido em três elementos: baixo (verde); médio (amarelo); 
alto (vermelho), centralizado abaixo, um ponteiro indica para “médio”.
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 ■ Reduzir ou mitigar o impacto do risco possui como estratégia adotar 
outros caminhos para certificar que o risco seja reduzido. Adotando 
o exemplo de uma viagem, quando nos certificamos por meio de do-
cumentos de que uma reserva foi feita, estamos reduzindo o risco de 
errar o nome do hotel ou de errar o endereço do local e perder tempo 
procurando. Ações de mitigação de riscos envolvem procedimentos de 
segurança e redundância.
 ■ Transferir ou delegar o risco é uma estratégia de transferência de respon-
sabilidade onde um outro agente (empresa ou pessoa) assume o impacto 
negativo em caso de ocorrência. Um exemplo típico disso é um contrato 
de aluguel no qual um fiador é envolvido. O risco de inadimplência por 
parte do locatário é transferido para a pessoa do fiador.
 ■ Assumir o risco é uma ação que envolve bastante incerteza. Embora o 
risco seja conhecido, nada é feito para tratá-lo. Como exemplo podemos 
citar um veículo cujo dono não faz o seu seguro contra roubo, mesmo 
sabendo que mora em uma zona de grande ocorrência de roubos. Perce-
ba que mesmo havendo ausência de orçamento, outras ações podem ser 
tomadas para eliminar, reduzir ou transferir o risco, porém, nada é feito.
Implementação de medidas de controle: após a seleção das estratégias de 
tratamento, a organização implementa as medidas de controle necessárias paralidar com os riscos de forma efetiva. Isso pode incluir a criação de políticas e 
procedimentos, treinamento da equipe, investimento em tecnologias e sistemas, 
entre outros.
Monitoramento e revisão contínua: o gerenciamento de riscos é um pro-
cesso contínuo. As estratégias de tratamento implementadas são monitoradas 
regularmente para avaliar sua eficácia e verificar se novos riscos surgiram. É ne-
cessário revisar periodicamente a lista de riscos identificados e ajustar as medidas 
de controle conforme necessário.
Embora as etapas formem passos distintos, os procedimentos são interdepen-
dentes e contínuos. Para cada processo novo ou adesão de objetivo no escopo do 
projeto, todo o processo é refeito, conforme a Figura 4 demonstra.
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Vamos ver quais tipos de riscos a empresa Alpha Tecnologia possui? Após reu-
niões e consulta a diversas fontes de informações a equipe de gestão de projeto 
da empresa chegou à seguinte conclusão quanto aos riscos identificados:
Figura 4 – Ciclo das Etapas de Gerenciamento de Risco / Fonte: Adaptado Maximiano (2019).
Descrição da Imagem: ilustração do ciclo das etapas de gerenciamento de risco com um diagrama circular dividido 
em cinco cores. Em sentido horário, em amarelo, Análise e Avaliação de Riscos representado por um globo; em 
cinza, Tratamento de Riscos, representado por um gráfico; em verde, Implementação de Medidas de Controle, 
representado por uma cabeça; em laranja, Monitoramento e Revisão Contínua, representado por um olho; em 
vermelho, Identificação de riscos, representado por uma lupa.
CONCORRÊNCIA ACIRRADA
O mercado de jogos para dispositivos móveis é altamente competitivo, e a entrada da 
Alpha Tecnologia pode enfrentar desafios de diferenciação e visibilidade frente a jogos 
já estabelecidos.
ACEITAÇÃO DO MERCADO
Pode haver uma incerteza sobre como o público-alvo reagirá ao novo jogo, o que 
pode impactar negativamente as metas de downloads e retenção de usuários.
PROBLEMAS DE DESENVOLVIMENTO
Riscos técnicos, como atrasos no desenvolvimento, bugs ou falhas, podem compro-
meter o lançamento dentro do prazo estabelecido.
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O que pode dar errado?
No gerenciamento de riscos de um projeto, diversas situações podem dar errado 
ou apresentar desafios que dificultam a eficácia do processo. Maximiano (2019) 
aponta para problemas bastante comuns no gerenciamento de riscos em projetos 
empresariais como:
 ■ Projetos sem necessidades ou objetivos bem definidos: um projeto 
confuso e sem coesão é difícil de executar, desenvolvendo vários riscos 
desnecessários além dos riscos comuns. Quando a necessidade da criação 
do projeto não é bem entendida pela equipe que vai planejar. A entrega 
pode resultar em um produto que não tem relação com a real necessidade. 
Esta é uma das principais razões para constantes reparações e reanálises 
de projetos gerando custos orçamentários duplicados. 
CUSTOS FINANCEIROS
A expansão requer um investimento significativo em marketing, desenvolvimento e 
suporte ao cliente. Se os custos excederem o orçamento, a viabilidade financeira do 
projeto será afetada.
Você consegue identificar outros riscos? Que tal traçar uma estratégia de trata-
mento desses riscos para a Alpha Tecnologia?
PENSANDO JUNTOS
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 ■ Planejamento de má qualidade: um bom processo e resultado possui 
como base um planejamento eficiente e eficaz. Estimativas de tempo, 
recursos humanos e financeiros, delineamento do escopo do projeto são 
ações de planejamento que merecem toda atenção da equipe de projetos. 
Quando o planejamento é feito com descaso, pode haver identificação 
insuficiente de riscos ou avaliação inadequada de riscos. Se a análise de 
probabilidade e impacto dos riscos não for precisa, a equipe pode prio-
rizar erroneamente ou subestimar a gravidade de certos riscos.
 ■ Comunicação deficiente: se a comunicação entre os membros da equi-
pe e partes interessadas for deficiente, informações cruciais sobre riscos 
podem não ser compartilhadas ou entendidas, resultando em decisões 
inadequadas.
 ■ Falta de atualização contínua: o gerenciamento de riscos é um processo 
contínuo, e caso as avaliações e estratégias não forem atualizadas confor-
me o progresso do projeto, novos riscos podem passar despercebidos.
Estamos chegando ao fim da nossa jornada, mas antes, vamos conferir que estra-
tégia o pessoal da Alpha Tecnologia adotou para gerenciar os riscos?
Após identificar os riscos que envolvem o projeto empresarial, a Alpha Tec-
nologia adotou a seguinte estratégia como avaliação e gerenciamento de riscos:
1. Análise de mercado: realizar uma análise detalhada do mercado para 
entender melhor a concorrência e as preferências dos consumidores. Isso 
ajudará a identificar oportunidades de diferenciação e aprimoramento do 
aplicativo para atender às necessidades do público-alvo.
2. Pesquisas e testes: antes do lançamento, conduzir pesquisas com usuários 
em potencial para avaliar a aceitação do aplicativo e obter feedback va-
lioso para aprimorar a experiência do usuário. Realizar testes beta com 
um grupo selecionado de usuários pode ajudar a identificar e corrigir 
problemas técnicos antes do lançamento oficial.
EU INDICO
Vamos lembrar alguns conceitos vistos neste Tema de Aprendizagem?
Recursos de mídia disponível no conteúdo digital no ambiente virtual de aprendizagem.
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 3. Planejamento financeiro: realizar uma análise detalhada de custos e re-
ceitas esperadas para garantir que o projeto seja viável financeiramente. 
Identificar fontes alternativas de financiamento, se necessário, e definir 
um orçamento realista para o projeto.
 4. Plano de contingência: desenvolver um plano de contingência para cada 
risco identificado. Isso inclui estratégias para enfrentar a concorrência, 
alterar o plano de marketing conforme necessário, estabelecer prazos rea-
listas para o desenvolvimento e identificar formas de reduzir custos sem 
comprometer a qualidade.
 5. Comunicação com stakeholders: manter uma comunicação clara e re-
gular com todas as partes interessadas, incluindo investidores, equipe de 
desenvolvimento e clientes em potencial. Isso garantirá que todos estejam 
cientes dos riscos envolvidos e das medidas de mitigação adotadas.
Resultados esperados:
Com a avaliação e viabilidade dos riscos em projetos empresariais devida-
mente realizados, a Alpha Tecnologia terá maior confiança para prosseguir com a 
expansão de forma informada e estratégica. Ao implementar medidas adequadas 
de gerenciamento de riscos, a empresa poderá minimizar ameaças potenciais e 
maximizar as oportunidades, aumentando suas chances de sucesso na entrada 
do novo mercado com o lançamento bem-sucedido do aplicativo e o alcance das 
metas estabelecidas.
Acesse e confira a aula referente a este tema.
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EM FOCO
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NOVOS DESAFIOS
Chegamos ao fim deste Tema de Aprendizagem!
Com um cenário de negócios cada vez mais competitivo e em constante evo-
lução, a capacidade de gerenciar riscos de forma eficiente torna-se uma vantagem 
estratégica essencial para o sucesso das empresas e sucesso em projetos pessoais 
(SOUZA; SOUZA, 2021). 
A análise minuciosa dos riscos em projetos empresariais é um processo que 
envolve a identificação de potenciais ameaças e oportunidades, a avaliação de suas 
consequências e a implementação de medidas adequadas para lidar com eles. Isso 
permite que as organizações antecipem possíveis obstáculos e ajam proativamente 
para minimizar seus efeitos negativos, ao mesmo tempo em que identificam opor-
tunidades de crescimento e inovação (PERIDES; VASCONCELLOS, 2020).
Sob o aspecto profissional, a avaliação de risco é utilizada por todos, ainda que 
de forma inconsciente, no cotidiano. Como consequência, a avaliação de riscos 
possibilita uma tomada de decisão mais informada e estratégica, pois forneceuma visão clara dos fatores que podem influenciar o desempenho do projeto ou 
da empresa como um todo. 
Dessa forma, os gestores podem tomar decisões baseadas em dados concretos 
e evitar decisões impulsivas que poderiam levar a consequências indesejadas. No 
futuro, a capacidade de avaliar e viabilizar os riscos em projetos empresariais será 
ainda mais crucial, à medida que o mundo dos negócios se tornar mais complexo 
e volátil. As empresas que possuírem uma cultura sólida de gerenciamento de 
riscos estarão melhor preparadas para lidar com mudanças inesperadas, crises e 
oportunidades emergentes.
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1. O gerenciamento de riscos empresariais é um processo fundamental para o sucesso e a 
sustentabilidade das organizações. O risco de fracasso em um projeto não pode ser des-
cartado ou tratado de maneira leviana uma vez que para o desenvolvimento e execução 
de novos projetos, tempo, recursos financeiros e humanos são utilizados.
Conforme o texto base, explique qual é a importância do gerenciamento de riscos e como 
ele contribui para tomada de decisões empresariais.
2. Em projetos, um risco é um evento incerto ou uma condição que, caso ocorra, pode ter um 
impacto positivo ou negativo nos objetivos do projeto. Os riscos podem surgir de diversas 
fontes, como mudanças de requisitos, problemas de recursos, incertezas tecnológicas ou 
fatores externos. O gerenciamento de riscos é uma parte fundamental do processo de 
gestão de projetos, onde são identificados, avaliados, monitorados e mitigados os riscos 
potenciais para minimizar suas consequências indesejadas.
Assinale a alternativa correta que aponta a definição de um risco em projetos.
a) Um evento incerto que sempre terá um impacto negativo no projeto.
b) Uma condição garantida de causar falhas no projeto.
c) Um evento incerto que pode ter um impacto positivo ou negativo no projeto.
d) Uma situação impossível de ocorrer durante o projeto.
e) Uma ação planejada para melhorar o projeto.
3. A análise SWOT é uma ferramenta amplamente utilizada na gestão de projetos para avaliar 
a situação atual de um projeto, identificando seus pontos fortes (Strengths), pontos fracos 
(Weaknesses), oportunidades (Opportunities) e ameaças (Threats). Essa análise ajuda a equi-
pe de projeto a ter uma visão completa do ambiente em que estão trabalhando, permitindo 
que tomem decisões mais informadas e desenvolvam estratégias eficazes para o sucesso 
do projeto.
Assinale a alternativa que apresenta qual o objetivo principal da análise SWOT em gestão 
de projetos.
a) Identificar os pontos fortes e fracos apenas.
b) Avaliar as ameaças e oportunidades apenas.
c) Examinar os pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças do projeto.
d) Criar estratégias para explorar as oportunidades.
e) Minimizar os pontos fracos do projeto.
AUTOATIVIDADE
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ARRUDA, C. L.; MENCHINI, F.; RUSSO, P. T. Percepção sobre os fatores do gerenciamento de ris-
cos corporativos que influenciam o planejamento estratégico. Future studies research journal: 
trends and strategies, v. 11, n. 2, p. 241-254, 2019.
ETAPAS das Gestão de Riscos. [S.l.: s. n.], 2022. 1 vídeo (2 min. 50 s). Publicado pelo canal Mi-
nistério da Integração Desenvolvimento Regional. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=ra4z3abv4ZY. Acesso em: 29 set. 2023.
FONTE, E. C. D. Gerenciamento de riscos: uma comparação entre o guia PMBOK 6ª edição e a 
ISO 31000: 2018. Boletim do Gerenciamento, v. 4, n. 4, p. 22-32, 2019.
SOUZA, J. T. ; SOUZA, J. A. A ferramenta bow-tie no gerenciamento de riscos em projetos. Revis-
ta E-Tech: Tecnologias para Competitividade Industrial-ISSN-1983-1838, v. 14, n. 1, 2021.
FERREIRA, A. B. de H. Dicionário da Língua Portuguesa. 5 ed. Rio de Janeiro: Editora Positivo, 
2010.
FERNANDES, P. J. M. A.; RABECHINI JR, R. O gerenciamento de riscos em projetos gerenciados 
por abordagens ágeis: uma revisão sistemática da literatura. Gestão e Projetos: GeP, v. 12, n. 1, 
p. 172-194, 2021.
HOFRICHTER, M. Análise SWOT: quando usar e como fazer. Rio Grande do Sul: Simplíssimo, 
2017.
MAXIMIANO, A. C. A. Fundamentos em gestão de projetos: uma obra essencial para profissionais 
e estudantes. Gestão e Projetos: GeP, v. 10, n. 2, p. 137-138, 2019.
O QUE é a lei de Murphy? - Teoria. [S.l.: s. n.], 2019. 1 vídeo (6 min 50 s). Publicado pelo canal Tro-
pia. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9POyC0JrPp4. Acesso em: 29 set. 2023.
PERIDES, M. P. N; VASCONCELLOS, E. P. G; VASCONCELLOS, L. A gestão de mudanças em proje-
tos de transformação digital: estudo de caso em uma organização financeira. Revista de Gestão 
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PMI - PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Guia PMBOK: um guia para o conjunto de conheci-
mentos em gerenciamento de projeto. 5.ed. Pennsylvania: PMI, 2013.
PMI - PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Guia PMBOK: um guia para o conjunto de conheci-
mentos em gerenciamento de projetos. 7.ed. Pennsylvania: PMI, 2020.
TERRIBILLI FILHO, A. Indicadores de gerenciamento de projetos: monitoração contínua. São 
Paulo: M. Books, 2021.
GABARITO
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REFERÊNCIAS
1. O gerenciamento de riscos consiste na identificação, avaliação e mitigação de possíveis 
eventos incertos que possam afetar negativamente os objetivos e metas empresariais. Por 
meio de uma abordagem estruturada, as empresas podem identificar os riscos potenciais, 
analisar suas causas e consequências, e implementar estratégias para minimizar seu impacto. 
O gerenciamento de riscos empresariais permite que as organizações estejam preparadas 
para enfrentar desafios, tomar decisões informadas e aproveitar oportunidades de forma 
mais assertiva, contribuindo para o fortalecimento de sua resiliência e a maximização de 
resultados positivos em um ambiente de negócios em constante mudança e incerteza.
2. Alternativa C.
Um risco é um evento incerto que pode ter tanto um impacto positivo (oportunidade) como 
um impacto negativo (ameaça) nos objetivos do projeto. Os riscos podem ser eventos ou 
condições que ainda não ocorreram, mas que têm a possibilidade de afetar o projeto, seja 
de forma benéfica ou adversa. O gerenciamento de riscos busca identificar esses eventos 
incertos, avaliar suas probabilidades e impactos e desenvolver estratégias para lidar com eles, 
reduzindo assim o grau de incerteza e seus efeitos potencialmente prejudiciais ao projeto.
3. Alternativa C.
A análise SWOT tem como objetivo principal examinar e avaliar todos os aspectos relevantes 
do projeto, incluindo seus pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças. Ao fazer 
isso, a equipe de projeto pode ter uma compreensão holística da situação atual do projeto e 
do ambiente em que está inserido. Isso permite que eles identifiquem os fatores internos que 
podem afetar o projeto (pontos fortes e fracos) e os fatores externos que podem influenciar 
o seu sucesso (oportunidades e ameaças). Com essa análise abrangente, a equipe pode 
desenvolver estratégias eficazes para aproveitar os pontos fortes, superar os pontos fracos, 
explorar as oportunidades e enfrentar as ameaças, buscando, assim, maximizar as chances 
de sucesso do projeto. As opções A, B, D e E são incompletas e não refletem o objetivo 
completo da análise SWOT em gestão de projetos.
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