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EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Mercado Financeiro SFN – Sistema Financeiro Nacional e Mercado de Crédito Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior São Paulo, Março 2024 1 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Mini Currículo do Professor Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Forte experiência em Finanças Corporativas, M&A, Valuation, Project Finance e Controladoria adquirida durante a vida acadêmica e profissional em consultorias, boutique de investimento e em grandes multinacionais, tendo participado de diversas transações. Atualmente é Assessor Financeiro e Professor de Finanças Corporativas. Doutor pela Fundação Getulio Vargas (EAESP-FGV), com estágio doutoral na Universidade de Columbia em Nova York; Mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (EAESP-FGV), e Mestre em Finanças pela Universidade de São Paulo (FEA-USP); formado em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo (FEA-USP). Professor de Finanças no Insper, na UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo, na FIA, e na Saint Paul Escola de Negócios. Financial Advisor na Plata Capital Partners e na Pezco Economic & Business Intelligence. Sócio fundador do Finanças 101, canal no YouTube com vídeos e aulas de finanças e economia. Contato: jose.carrera@unifesp.br 2 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Fonte • ASSAF NETO, Alexandre. Mercado Financeiro 14a Edição. Atlas. São Paulo 2018 3 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior O SFN – Sistema Financeiro Nacional • Conjunto de instituições financeiras e instrumentos financeiros que visam transferir recursos dos agentes econômicos (pessoas, empresas, governos) superavitários para os deficitários • Órgão máximo: CMN – Conselho Monetário Nacional • Constituído por TODAS as instituições financeiras públicas ou privadas do país • Lei da Reforma Bancária em 1964 (Lei 4.595 de 31/12/1964) • Lei do Mercado de Capitais em 1965 (Lei 4.728 de 14/07/1965) • Lei de criação dos bancos múltiplos em 1988 (Resolução 1.524, de 21/09/1988) 4 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior O Mercado Financeiro 5 • É o Mercado da Intermediação Financeira pelo qual entidades superavitárias transferem recursos para entidades deficitárias • Conjunto de instituições e operações ocupadas com o fluxo de recursos monetários entre os agentes econômicos Superavitários DeficitáriosInstituições Financeiras • Bancos públicos e privados • Corretoras • Bolsa de Valores • Fintechs Dinheiro Dinheiro Juros Juros • Ganham mais do que gastam • Excedente de Caixa • Poupadores • Gastam mais do que ganham • Falta de Caixa para consumo • Falta de Caixa para Investimento • Tomadores• Maior Taxa de Juros • Incentiva os poupadores a depositarem mais recursos no banco (estimula a poupança) • Tomadores se sentirão menos dispostos a captar (desestimula investimentos) • Menor Taxa de Juros • Desestimula os poupadores a depositarem recursos no banco - estimula o consumo - aumenta a inflação • Incentiva os Tomadores a emprestar (estimula o investimento produtivo e o crédito) • Taxa de Juros de Equilíbrio: a taxa em que os emprestadores desejam fornecer é igual à taxa em que os tomadores desejam captar EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Estrutura do SFN: subsistemas • Subdividido em dois grandes subsistemas: o Normativo o Intermediação Financeira ou Operativo 6 Sistema Financeiro Nacional Subsistema de Intermediação Financeira Subsistema Normativo Responsável pela definição de regras e pelo funcionamento do mercado financeiro e de suas instituições, fiscalizando e regulamentando suas atividades Operativo: Transferência de recursos entre os agentes EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Visão Geral da Estrutura do SFN 7 Fonte: Bacen – Banco Central do Brasil Subsistema de Intermediação Financeira (Operativo) Subsistema Normativo EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Supervisores e Supervisionados 8 Entidades supervisionadas pelo Bacen - Banco Central do Brasil Entidades supervisionadas pela Susep - Superintendência de Seguros Privados Entidades supervisionadas pela CVM - Comissão de Valores Mobiliários • Bancos comerciais e múltiplos • Caixa Econômica Federal • BNDES • Cooperativas de crédito • Bancos de desenvolvimento e investimento • Instituições de câmbio • Sociedades financeiras • Sociedades de crédito imobiliário • Corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários e de câmbio • Sociedades de arrendamento mercantil • Outras • Sociedades seguradoras • Sociedades que atuam no resseguro • Entidades abertas de previdência complementar • Outras • Companhias abertas com ações negociadas em bolsas de valores • Bolsa de mercadorias e futuros • Operações com valores mobiliários realizadas por sociedades corretoras e distribuidoras • Fundos de Investimento • Outras EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema Normativo 9 Responsável pela definição de regras e pelo funcionamento do mercado financeiro e de suas instituições, fiscalizando e regulamentando suas atividades Subsistema Normativo Conselho Monetário Nacional – CMN Banco Central do Brasil – Bacen Comissão de Valores Mobiliários – CVM Instituições Especiais Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES Banco do Brasil – BB Caixa Econômica Federal – CEF Comissões Consultivas CMN = 100% Normativo Bancos Valores Mobiliários Executam EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema Normativo CMN – Conselho Monetário Nacional • Órgão NORMATIVO (não exerce nenhuma atividade executiva) responsável por expedir diretrizes gerais para o bom funcionamento e controle do SFN • Objetivo o Formulação de toda a política de moeda e do crédito, objetivando atender aos interesses econômicos e sociais do país • Atribuições o Mercado Monetário Definir a meta da inflação e os intervalos de tolerância Regulamentar as taxas de juros Regular o funcionamento das instituições financeiras Fixar índices de encaixe, capital mínimo e normas de contabilização Acionar medidas de prevenção ou correção de desequilíbrios o Mercado de Crédito Disciplinar o crédito e orientar na aplicação dos recursos Regular as operações de redesconto e as operações no mercado aberto o Mercado Cambial Fixar diretrizes e as normas da política cambial Regulamentar as operações de câmbio Controlar a paridade da moeda e o equilíbrio do Balanço de Pagamentos • Estrutura o Composição: 3 representantes Ministro(a) da Fazenda, como Presidente do Conselho Ministro(a) de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão Presidente do Banco Central do Brasil o Comissões consultiva – Assessoram o CMN em assuntos pertinentes. Exemplos: Bancária Mercado de Capitais e Mercados Futuros Crédito Rural Crédito Industrial Política Monetária Política Cambial 10 Adaptar o volume dos meios de pagamento às necessidades da economia. Regular o valor internoe externo da moeda e o equilíbrio do BP. Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras. Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e instrumentos financeiros. Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras. Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, e da dívida pública interna e externa. Macro Objetivos EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema Normativo CMN – Conselho Monetário Nacional • Coordenar o Política cambial, de crédito e monetária, fixando as diretrizes e normas • Regular o Valor externo e interno da moeda o Constituição, funcionamento e fiscalização das instituições financeiras • Disciplinar o O crédito em todas as suas modalidades • Limitar o Sempre que necessário, as taxas de juros, descontos e comissões • Autorizar o Emissão de papel moeda 11 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema Normativo Bacen – Banco Central do Brasil • Principais funções o Executar as políticas traçadas pelo CMN ao exercer controle sore os meios de pagamentos e taxas de juros da economia o Fiscalizar e disciplinar o Sistema Financeiro Nacional o Banco do Governo, ao manter entre outras atribuições, depósitos em moeda nacional e internacional, e representar o país no sistema financeiro internacional o “Banco dos Bancos” por captar depósitos dos bancos (compulsório e livres) e preservar a liquidez do sistema bancário • Atribuições o Executar a política monetária, de crédito e cambial o Garantir o poder aquisitivo da moeda nacional o Promover a formação de poupança na economia e preservar as reservas internacionais o Executar o controle dos meios de pagamento e orçamento monetário o Emitir papel moeda e controlar a liquidez do mercado o Receber depósitos compulsórios dos bancos o Efetuar operações de compra/venda de títulos públicos e federais, visando regular a demanda/oferta e as taxas de juros • Fiscalizar as Instituições Financeiras (Fiscalizador e Disciplinador do Mercado Financeiro) o Expedir normas, autorizações e promover o controle das instituições financeiras o Autorizar funcionamento, instalação e transferência de sedes, fusões e incorporações o Aplicar penalidades, intervenções e liquidações extrajudiciais de instituições financeiras o Definir regras, limites e condutas das instituições o Realizar e controlar operações de redesconto e empréstimo o Supervisionar o sistema de compensação de cheques o Controlar o crédito e a entrada de capitais estrangeiros 12 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior 13 Banco dos bancos Compulsório, redesconto Gestor do Sistema Financeiro Agente/Executor da Autoridade Monetária Banco de Emissão Agente Financeiro do Governo Financia o TN, administra a dívida pública, depositário das reservas internacionais Normatiza, autoriza, fiscaliza, intervém Controla fluxos e liquidez monetários Emite e controla fluxos de moeda SFN – Subsistema Normativo Funções do Bacen – Banco Central do Brasil EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema Normativo Banco Central e Casa da Moeda • O CMN – Conselho Monetário Nacional autoriza a emissão • No Brasil, a cunhagem (impressão) da moeda é realizada com exclusividade pela Casa da Moeda do Brasil (CMB) oA Casa da Moeda do Brasil – CMB possui monopólio da emissão do dinheiro no Brasil oA quantidade a ser emitida pela CMB é definida pelo Banco Central, sendo programado um estoque de numerário (cédulas e moedas) que atenta à efetivas necessidades de dinheiro da economia e forme uma reserve de segurança • A emissão da moeda (entrega do numerário ao Sistema bancário) é de responsabilidade do Banco Central 14 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema Normativo Regimes Especiais do Bacen • O Bacen como entidade reguladora do SFN possui diversas alternativas e instrumentos legais para intervir nas instituições financeiras diante de qualquer ameaça ou concretização de crises no Sistema bancário • Esse poder especial concedido pela legislação de intervir no mercado financeiro é executado através de Regimes Especiais, que são adotados dependendo sempre das características de cada caso • Intervenção o Medida cautelar que tem por objetivo evitar que a crise bancária se agrave o Os dirigentes atuais são destituídos, sendo nomeado um interventor que irá gerir a instituição por um tempo determinado o Após o prazo de intervenção a instituição poderá voltar à suas atividades normais, desde que todos os seus problemas tenham sido sanados, ou ter decretada sua liquidação extra judicial • Liquidação Extrajudicial o Tem por objetivo viabilizar, da melhor forma possível, todos os pagamentos aos credores e decretar sua liquidação (extinção) o Processo coordenado por um “liquidante” nomeado pelo Banco Central com amplos poderes administrativos • Regime de Administração Especial Temporário (RAET) o Forma de intervenção na qual o Banco Central costuma manter as atividades normais da instituição, porém com a gestão sob responsabilidade de um Conselho Diretor nomeado o Tem duração limitada e, ao final do período, a instituição pode retomar suas atividades normais ou ter sua liquidação extrajudicial decretada 15 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema Normativo CVM – Comissão de Valores Mobiliários • Estrutura o Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que age sob orientação do CMN o Administrada por um presidente e 4 diretores, todos nomeados pelo Presidente da República • Atribuição o Normatização, fiscalização e controle do Mercado de Valores Mobiliários, representado por ações, debêntures, commercial papers e outros títulos emitidos pelas sociedades anônimas e autorizados pelo CMN • Funções o Incentivar a canalização das poupança ao mercado acionário o Estimular o funcionamento das bolsas de valores e instituições operadoras do mercado acionário o Promover a expansão dos negócios do mercado acionário o Assegurar a lisura nas operações de compra/venda de valores mobiliários o Proteger os investidores do mercado acionário • Atuação o Instituições financeiras que negociam com títulos mobiliários o Companhias de capital aberto com valores mobiliários negociados em Bolsas de Valores e Mercado de Balcão (Sociedades Anônimas – S.A.) o Investidores 16 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Títulos e Valores Mobiliários • Definição o Valor = tem valor / Mobiliários = tem mobilidade, troca de dono, comprado e vendido o Pode ser transferido e transacionado (como uma ação) o Art. 2º Lei 6.385/76 (lei que institui a CVM) = “São valores mobiliários quando ofertados publicamente, quaisquer outros títulos ou contratos de investimento coletivo, que gerem direito de participação, de parceria ou de remuneração, inclusive resultante de prestação de serviços, cujos rendimentos advém do esforço do empreendedor ou de terceiros. • É uma forma das empresas e terceiros captarem recursos junto ao público • Exemplos o Ações (direito de participação) o Debêntures (direito de remuneração) o Bônus de subscrição o Notas comerciais o Cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos o Contratos futuros, de opções e outros derivativos o Certificados de depósito de valores mobiliários• Não São Títulos e Valores Mobiliários o Títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal o Títulos cambiais de responsabilidade de instituição financeira, exceto as debêntures 17 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Instituições Especiais BB – Banco do Brasil • Sociedade Anônima (S.A.) de capital misto controlada pela União o Até 1986, era considerado uma autoridade monetária, atuando na emissão de moeda no país. Por decisão do CMN, esse privilégio foi revogado • Funções: o Agente financeiro do Governo Federal o Execução da política creditícia e financeira sob a supervisão do CMN Nessa atribuição, pode o BB, dentre outras operações, receber os tributos e as rendas federais, realizar os pagamentos necessários e constantes do orçamento da União, receber depósitos compulsórios e voluntários das instituições financeiras, efetuar redescontos bancários e executar a política dos preços mínimos de produtos agropecuários o Banco Comercial Manutenção de conta corrente de pessoas físicas e jurídicas, opera com caderneta de poupança e oferece crédito o Banco de Investimento e Desenvolvimento Financia atividades rurais, industriais, comerciais e de serviços, além de fomentar a economia de diferentes regiões ao atender suas necessidades creditícias 18 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Instituições Especiais CEF – Caixa Econômica Federal • Instituição financeira pública que atua de forma autônoma e apresenta objetivo social • Órgão auxiliar do Governo Federal na execução de sua política creditícia • Além de executar atividades de banco comercial e múltiplo, é o principal agente do SFH - Sistema Financeiro da Habitação (criado em 1964) para o financiamento da casa própria, principalmente no segmento de baixa renda • O antigo órgão fiscalizador e executor do SFH, o BNH – Banco Nacional da Habitação foi extinto e incorporado pela CEF, o que tornou o principal agente deste sistema • Origem dos recursos do SFH – Sistema Financeiro da Habitação o FGTS, cadernetas de poupança e fundos próprios dos agentes financeiros • Outros objetivos da CEF o Administrar, com exclusividade, os serviços de loterias federais o Principal arrecadador do FGTS o Ter monopólio das operações de penhor (empréstimos garantidos com bens de valor e alta liquidez como joias, metais preciosos, pedras preciosas, etc.) 19 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Instituições Especiais BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social • Empresa pública federal vinculada ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior • LEGALMENTE NÃO É UM BANCO DE DESENVOLVIMENTO – É UMA AGÊNCIA DE FOMENTO: Não é estadual nem Sociedade Anônima (S.A.) • Principal instrumento do Governo Federal para o financiamento de longo prazo e investimento em todos os segmentos da economia brasileira • Atua de forma direta e geralmente de forma indireta através de agentes financeiros credenciados a operar com linhas de financiamento do BNDES (ex: bancos comerciais, bancos de investimento) o Esses agentes assumem a responsabilidade de analisar e aprovar o crédito solicitado, assim como definir as garantias exigidas, recebendo uma comissão (del credere), sendo corresponsáveis na liquidação da dívida junto ao BNDES • Subsidiárias (Sistema BNDES) o FINAME (Agência Especial de Financiamento Industrial) – Financiamento à produção e comercialização de máquinas e equipamentos o BNDESPAR (BNDES Participações) – Capitalização de empresas por meio de participações acionárias (injeção de recursos próprios não exigíveis), sendo que há a possibilidade do banco posteriormente vender as ações no mercado mobiliário. Compra ações das empresas, injetando recursos próprios – equity – para financiar seus investimentos. Após consolidado o investimento, o banco vende as ações adquiridas no mercado. • Principais Fundos de Governo Administrados pelo BNDES o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) – financia o seguro desemprego e abono salarial o Fundo Nacional de Desenvolvimento (FND) – repassa recursos a agentes financeiros (FINEP, BNDES e Banco do Brasil) para aplicações em empresas de ciência e tecnologia (FINEP), de insumos básicos e bens de consumo (BNDES), e pequenas e médias empresas (BNDES e Banco do Brasil) o Fundo de Garantia a Exportação (FGE) – dar cobertura às garantias oferecidas pela União nas operações de Seguro de Crédito à Exportação. Esse seguro garante às exportações brasileiras contra riscos comerciais, políticos, dentre outros o Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL) o Fundo de Garantia para a Promoção da Competitividade (FGPC) – fundo de aval que tem por objetivo oferecer garantia parcial do risco das instituições financeiras, identificado nas operações de crédito que utilizam recursos de linhas de financiamento do BNDES 20 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Instituições Especiais BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social 21 FINAME Agente Especial de Financiamento Industrial EMBRAMEC Mecânica Brasileira FIBASA Insumos Básicos S.A. – Financiamentos e Participações IBRASA Investimentos Brasileiros S.A. FUSÃO BNDES Participações S.A. - BNDESPAR EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Instituições Especiais TLP – Taxa de Longo Prazo – Nova Taxa de Juros do BNDES • A TJLP – Taxa de Juros de Longo prazo, taxa adotada desde 1994 pelo BNDES, foi substituída pela TLP (Taxa de Longo Prazo) como taxa de juros referencial para empréstimos de longo prazo • A TLP foi oficialmente adotada em 01/01/2018, sendo implantada gradualmente ao longo de cinco anos • A expectativa é que a TLP convirja para a taxa de juros praticada pelo Tesouro Nacional na colocação de títulos públicos até 2023 gradualmente (fator de ajuste) • A antiga TJLP teve um comportamento geralmente abaixo das taxas de mercado, atuando como uma taxa subsidiada na economia o Essa taxa era estabelecida a cada três meses com base em metas de política econômica do governo • A TLP deve seguir uma metodologia de cálculo mais transparente, replicando o comportamento das taxas de juros de mercado o Subsídios devem ser aprovados pelo Congresso Nacional (elimina-se subsídios implícitos) o Aumenta a eficácia da política monetária o Melhora a remuneração do FAT • A referência definida para a TLP é o título público Tesouro IPCA com juros semestrais (NTN-B) o Resolução CMN 4600 de 25/9/2019 22 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Instituições Especiais Taxa Pré TLP (J) 23 Divulgada pelo Bacen EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Instituições Especiais Taxa Efetiva BNDES 24 Custo Financeiro Remuneração Agente FinanceiroRemuneração BNDES • TLP • Cesta ou dólar • Spread do risco do agente financeiro • Negociado • Custo operacional do BNDES • Varia de acordo com a linha EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema de Intermediação ou Operativo 25 Instituições Financeiras Bancárias ou Monetárias Instituições Financeiras Não Bancárias • Bancos Comerciais • Bancos Múltiplos • Caixas Econômicas • Bancos de Investimento • Bancosde Desenvolvimento • Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento • Sociedades de Arrendamento Mercantil • Sociedades de Crédito Imobiliário • Cooperativas de Crédito Instituições não Financeiras Instituições Auxiliares Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo - SBPE • Caixa Econômica Federal • Sociedades de Crédito Imobiliário • Associações de Poupança e Empréstimos • Bancos Múltiplos • Bolsas de Valores • Sociedades Corretoras e Distribuidoras de Valores Mobiliários • Agentes Autônomos de Investimento • Sociedades de Fomento Comercial – Factoring • Seguradoras Subsistema de Intermediação Operativo Transferência de recursos entre os agentes Composto pelas instituições bancárias e não bancárias que atuam em operações de intermediação financeira EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema de Intermediação ou Operativo Criação de moeda pelos bancos • Prerrogativa exclusiva das Instituições Financeiras Bancárias ou Monetárias oRecebem depósitos à vista e os emprestam • Depósitos à vista pode ser aplicada sob a forma de empréstimos a um tomador de recursos • Troca de um passivo (depósito à vista) por um direito (empréstimos a receber), criando moeda • O volume de fundos captados que podem ser aplicados é definido basicamente pelo nível de reserva voluntária dos bancos e por regulamentação das autoridades monetárias 26 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema de Intermediação ou Operativo Criação de moeda pelos bancos Efeito multiplicador da moeda 27 Cliente A Banco Clientes Depósito à vista Moeda escritural Moeda bancária Moeda privada $ 1.000 Empréstimo = $ 750 * 10x = $ 7.500 Reserva obrigatória do banco = $ 1.000 * Compulsório (25%) Reserva Compulsória = $ 250 Valor inicial de dinheiro no mercado = $ 1.000 Meio de pagamento = $ 8.500 + Moeda escritural = $ 1.000 + Moeda em poder do público = $ 7.500 • Depósito compulsório: reserva obrigatória recolhida dos depósitos bancários, conforme percentual fixado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), com o objetivo de evitar a multiplicação descontrolada da moeda • Meio de pagamento: soma do papel-moeda em poder do público + moeda escritural ou bancária • Meio circulante: conjunto de cédulas e moeda com poder liberatório de posse do público e dos bancos Meio circulante = $ 7.750 + Posse dos bancos = $250 + Posse do público = $ 7.500 Empresas Outros Bancos Suponha que os Bancos podem emprestar até 10x o valor captado descontado do compulsório Coeficiente de Expansão Se as reservas forem de 25%, o saldo dos depósitos pode criar $ 4 de moeda escritural para cada $ 1 de aumento nas reservas EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema de Intermediação ou Operativo Instituições Financeiras 28 Bancárias ou Monetárias INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Não Bancárias ou Não Monetárias Criação de moeda por meio do recebimento de depósitos a vista Exemplos: Bancos Comerciais, Bancos Múltiplos e Cooperativas Exemplos: sociedades corretoras, bancos de investimento Não estão autorizadas a receber depósitos a vista Operam com Ativos Financeiros Monetários Operam com ativos não monetários, como ações, letras de câmbio, certificados de depósitos bancários, debêntures EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema de Intermediação ou Operativo Instituições Financeiras Bancárias ou Monetárias Apresentam capacidade de criar moeda ou meios de pagamento • Bancos Comerciais o Sociedades Anônimas (S.A.) o Executam operações de crédito de curto prazo e depósitos a vista, prestação de serviços, pagamento de cheques, cobranças, transferências, ordens de pagamentos, aluguel de cofres, custódia de valores, operações de câmbio o Classificação: Bancos de varejo: trabalham com muitos clientes Bancos de negócios: voltados a grandes operações Private bank: atende pessoas físicas de renda/patrimônio elevado Personal bank: atende pessoas físicas de renda elevada e pequenas e médias empresas Corporate bank: atende pessoas jurídicas de grande porte • Bancos Múltiplos o Formados com base nas atividades de quatro instituições: banco comercial, banco de investimento e desenvolvimento, sociedade de crédito, financiamento e investimento e sociedade de crédito imobiliário o Para ser configurada como Banco Múltiplo, uma instituição deve operar pelo menos duas das carteiras mencionadas acima, sendo uma delas a de Banco Comercial ou Banco de Investimento o Sua criação foi uma evolução natural do mercado financeiro, que mostrava que a segregação de operações impunha restrições ao setor financeiro com grandes disponibilidades em algumas instituições financeiras e déficits em outras 29 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema de Intermediação ou Operativo Instituições Financeiras Não Bancárias Não apresentam capacidade de criar moeda ou meios de pagamento • Bancos de Investimento o Instituição privada o Não mantém conta corrente o Maiores fornecedores de créditos de médio e longo prazo, suprindo agentes carentes de recursos com fundos para capital de giro e capital fixo o Realizam operações de maior escala como repasse de recursos oficiais e do exterior o Operações de repasses de recursos oficiais de crédito, repasses de recursos captados no exterior, subscrição pública de valores mobiliários (ações e debêntures), operações de financiamento, operações de fusões e aquisições, dentre outras o Prestação de serviços de assessoria financeira, avais, fianças, custódia, administração de carteiras, etc. o Usam recursos de terceiros provenientes da colocação de CDBs, vendas de cotas de fundos de investimento, empréstimos contratados no país e no exterior • Bancos de Desenvolvimento o Instituições públicas estaduais que visam promover o desenvolvimento econômico e social da região de atuação o Devem ser Sociedades Anônimas (S.A.) com sede na capital do Estado que detiver seu controle acionário o Apoiam o setor privado da economia por meio de empréstimos, financiamentos e arrendamento mercantil o Sua constituição e funcionamento dependem da autorização do Banco Central 30 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema de Intermediação ou Operativo Instituições Financeiras Não Bancárias Não apresentam capacidade de criar moeda ou meios de pagamento • Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI) – Financeiras o Instituições privadas o Conhecidas como financeiras, dedicam-se ao financiamento de capital de giro, bens duráveis às pessoas físicas por meio do mecanismo de crédito direto ao consumidor (CDC) o Outra fonte de recursos, além dos próprios, consiste no aceite e colocação de LCs – Letras de Câmbio e RDBs – Recibo de Depósito Bancário no mercado o As letras de câmbio são emitidas pelo devedor, e aceitas pela instituição financeira o Crédito com Interveniência: a instituição financeira compra os créditos comerciais de uma loja. A loja emite as letras de câmbio e a financeira as aceita. O crédito é liberado à loja líquido dos encargos financeiros, que são repassados ao cliente no preço da mercadoria. A financeira trabalha com a garantia da loja (sacador) e do cliente comprador, cuja participação na operação ocorre por meio de um contrato de adesão assinado no momento da compra o Tipos Independentes: atuam sem nenhuma vinculação com outras instituiçõesdo mercado financeiro Ligadas a conglomerados financeiros Ligadas a grandes estabelecimentos comerciais Ligadas a grupos industriais: montadora de veículos por exemplo 31 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema de Intermediação ou Operativo Instituições Financeiras Não Bancárias Não apresentam capacidade de criar moeda ou meios de pagamento • Sociedades de Arrendamento Mercantil (leasing) o Realizam operações de leasing de bens nacionais, adquiridos de terceiros e destinados ao uso dos arrendatários o Recursos originados de emissões de debêntures e empréstimos no país e no exterior o Os principais tipos de leasing são: Operacional: similar a um aluguel, realizado pelas empresas fabricantes dos bens Financeiro: realizado por bancos múltiplos e sociedades de arrendamento mercantil. No final do prazo pode ser exercido o direito de compra pelo valor residual Lease-back: determinada empresa vende um bem e imediatamente o aluga (automático), sem perder sua posse • Cooperativas de Crédito o Voltadas a oferecer crédito e prestar determinados serviços financeiros a seus associados o Seu funcionamento é regulado e autorizado pelo Banco Central o Não possuem finalidades lucrativas o Estão preferencialmente voltadas a seus associados, oferecendo condições mais vantajosas nesses empréstimos, melhores condições para aplicações financeiras, cobrança de menores taxas de serviços e menores exigências para concessão de crédito o Os depósitos à vista são captados de seus associados e não estão sujeitos a recolhimentos compulsórios no Banco Central o Podem receber depósitos somente de seus associados, e levantar empréstimos em instituições financeiras no país e exterior • SCI – Sociedades de Crédito Imobiliário o Criada pela Lei 4380 de 1964 e integrantes do SBPE – Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo o Forma de Sociedades Anônimas (S.A.) o Faz parte do SBPE – Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo o Voltam-se ao financiamento de operações imobiliárias, que envolvem compra e venda de imóveis (construção de habitação, construção da casa própria, capital de giro para construtoras e distribuidoras de material de construção) o Recursos são levantados por meio de letras imobiliárias e/ou hipotecárias, cadernetas de poupança, depósitos interfinanceiros, repasses de fundos internacionais 32 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior SFN – Subsistema de Intermediação ou Operativo SBPE – Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo • Com a extinção do BNH – Banco Nacional de Habitação, o SFH - Sistema Financeiro de Habitação passou a ser constituído pelas integrantes do SBPE o Caixa Econômica Federal o Sociedades de Crédito Imobiliário o Associações de Poupança e Empréstimos o Bancos Múltiplos com Carteira de Crédito Imobiliário • Captação de Recursos o Cadernetas de poupança o FGTS 33 SBPE SCI – Sociedades de Crédito Imobiliário APE – Associações de Poupança e Empréstimo Bancos MúltiplosCEF – Caixa Econômica Federal EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Instituições Não Financeiras: APE – Associação de Poupança e Empréstimo • APE – Associações de Poupança e Empréstimo o Criadas pela Lei 6855 de 1980 o Sociedade Civil – Não é Instituição Financeira o Faz parte do SFH – Sistema Financeiro de Habitação o Sem fins lucrativos o Atuam também na área habitacional, por meio de financiamentos imobiliários – formação de poupança e financiamento da casa própria o Depositantes tornam-se associados da instituição o Associados: ou adquirem financiamento imobiliário e/ou depositam dinheiro o Captam recursos via letras hipotecárias, repasses e refinanciamentos, LCIs – Letras de Crédito Imobiliário, LF – Letras Financeiras e depósitos interfinanceiros, empréstimos e financiamentos contraídos no exterior 34 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Instituições Auxiliares 35 Instituições Auxiliares CDTVM - Sociedades Corretoras e Distribuidora de Valores Mobiliários Agentes Autônomos de investimentoBolsas de Valores EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Instituições Auxiliares Bolsa de Valores – B3 • Mercado organizado onde são negociados títulos e valores mobiliários de empresas públicas e privadas: o Ações o Debêntures o Bônus de Subscrição o Contratos futuros o Opções de compra e venda o Contrato Derivativos o Dentre outros • Responsável por estabelecer as regras de negociação e por criar um ambiente seguro e transparente • Responsável pela fixação de um preço justo, formado por consenso de mercado mediante mecanismos de oferta e demanda • A essência da existência de bolsas de valores é proporcionar liquidez aos títulos negociados, atuando por meio de pregões contínuos • Pregão o Ambiente onde são realizados os negócios o Atualmente eletrônico • B3 – Brasil Bolsa Balcão (antiga BM&FBOVESPA – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) o Fundada em 1890, hoje é uma das maiores bolsas do mundo o Presta serviços de registro, compensação e liquidação e a listagem de todos os ativos e valores mobiliários negociados o Divulga diversas informações de suporte ao mercado. o Plataforma eletrônica de negociação o Fiscalizada pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários • Emolumentos o Taxa cobrada pela bolsa o Incide sobre o volume financeiro negociado 36 Clearing (câmara de liquidação) atua nos pregões e tem por função básica registras, liquidar e compensar as várias operações processadas na B3. Estão habilitadas para receber depósitos e garantias exigidas em certas operações EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Instituições Auxiliares Sociedades Corretoras e Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários • CDTVM – Sociedades Corretoras e Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários o Efetuam, com exclusividade, a intermediação financeira nos pregões das bolsas de valores o Promovem ou participam de lançamentos públicos de ações o Administram e custodiam carteiras de títulos e valores mobiliários o Organizam e administram fundos e clubes de investimento o Efetuam a intermediação de títulos e valores mobiliários o Efetuam compra/venda de metais preciosos o Operam em câmbio o Assessoria técnica em assuntos inerentes ao mercado financeiro • Agentes autônomos de investimentos o São pessoas físicas credenciadas pelas instituições financeiras intermediadoras (corretoras, distribuidoras, bancos e financeiras) para atuarem na colocação de títulos e valores mobiliários e outros serviços, pelo recebimento de uma comissão o São fiscalizados pelo Banco Central e pela CVM 37 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Instituições Não Financeiras • Sociedades de Fomento Comercial - Factoring o Empresas comerciais que operam por meio da compra de duplicatas, cheques e outros títulos, de forma similar ao desconto bancário o Assumem o risco do título negociado o Recursos provenientes de empréstimos bancários ou fundos próprios o Factoring não é considerado uma operação financeira de crédito, e sim uma transferência (cessão) plena dos títulos da empresa o Fonte de recursos próprios e empréstimos bancários • Companhias Seguradoras o Estão consideradas no SFN por terem a obrigação de aplicar parte de suas reservas técnicas no mercado de capitais 38 EPPEN – Escola Paulista de Política,Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Mercado de Crédito • Crédito o Liberação de dinheiro com base numa relação de confiança entre duas ou mais partes, feita a uma determinada taxa de juros previamente acordada. • Mercado de Crédito o Visa suprir as necessidades de caixa de curto e médio prazos de vários agentes econômicos, por meio de crédito a pessoas físicas ou empréstimos e financiamentos às empresas o Engloba as operações de empréstimo e financiamento de curto e médio prazos, direcionadas aos ativos permanentes e capital de giro das empresas o Esse mercado é constituído, basicamente, pelos Bancos Comerciais, Bancos Múltiplos e Sociedades Financeiras 39 Suprir necessidades de caixa de curto e médio prazos Crédito à Pessoa Física Empréstimos e Financiamentos às empresas EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Mercado de crédito: intermediação entre deficitários e superavitários 40 O banco “compra e vende” dinheiro A Instituição financeira recebe recursos de poupadores, assumindo a obrigação de devolver o principal acrescido de juros Com o capital levantado, a instituição financeira realiza operações de empréstimos e financiamentos a tomadores carentes de recursos, na expectativa de receber no futuro o principal acrescido de juros As taxas cobradas nas operações ativas são geralmente maiores do que as pagas nas operações passivas, e a diferença é o spread. Preço do dinheiro = taxa juros Diferença entre juros pago e recebido = spread bancário ou lucro Agente Superavitário Poupador Agente Deficitário Tomador Banco “compra” dinheiro do poupador e para tal paga juros Banco “vende” o dinheiro para o tomador e para tal cobra juros Juros Juros Capital Capital Operações PassivasOperações Ativas Instituição Financeira EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Visão Tradicional do Processo de Crédito • Conjunto de critérios e procedimentos, descritos pela instituição financeira, a serem adotados pelos gestores de crédito na análise do cliente e do negócio proposto, preservando a qualidade, agilidade e segurança exigidos por ela 41 Clientes Concessão de crédito Monitoramento de crédito Reestruturação e recuperação EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Rating de Crédito • A classificação do risco de crédito (rating) atribui uma “nota” que expressa o risco de inadimplência, ou seja, a possibilidade de os tomadores de recursos não honrarem seus compromissos financeiros • O rating torna a análise de risco menos subjetiva e promove um melhor controle e gestão do risco de crédito aos bancos • O Banco Central tornou obrigatória às instituições financeiras classificar as operações de crédito conforme seu risco, a expectativa de risco e o percentual de provisionamento para a possível perda • A definição do percentual de provisionamento definido pelo Banco Central deve ser feita segundo o modelo de risco desenvolvido por cada banco. Esses modelos de risco são geralmente probabilísticos, medindo as chances de cada evento ocorrer. Periodicamente, ainda, por ocasião da publicação das demonstrações contáveis publicadas pelas instituições financeiras, deve ser feita a atualização dos níveis de classificação de risco 42 TABELAS DE RISCO SUGERIDA PELO BANCO CENTRAL Dias de atrasoPercentual de Provisionamento Classe de Risco 0%AA 0,5%A 15 a 30 dias1,0%B 31 a 60 dias3,0%C 61 a 90 dias10,0%D 91 a 120 dias30,0%E 121 a 150 dias50,0%F 151 a 180 dias70,0%G Acima de 180 dias100,0%H EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Empréstimos vs. Financiamento • Empréstimos o Operação pela qual o consumidor obtém recursos para antecipar a realização de seus desejos o Não está vinculado à compra de um produto ou serviço específico o O tomador do empréstimo utiliza o dinheiro para objetivo que lhe convier o Exemplos: Capital de Giro Desconto de duplicatas Cheque especial, Etc. • Financiamentos o É o ato de pagar um produto ou serviço de uma pessoa, ou de outra empresa, através de empréstimo. o O financiamento diferencia-se do empréstimo por estar vinculado à venda de um bem ou serviço específico o Exemplos: Leasing, Crédito Imobiliário Veículos etc. 43 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Garantias Pessoais e Reais 44 Fiança Aval Garantia em que terceiros assumem com o devedor a obrigação pelo pagamento da dívida (responsabilidade subsidiária para contratos em geral – só será acionada caso o devedor não cumpra a obrigação) Garantia por meio da qual terceiros assumem com o devedor a obrigação pelo pagamento da dívida (responsabilidade solidária para títulos de crédito) Devedor solidário Há solidariedade na mesma obrigação concorre mais de um devedor à dívida total Hipoteca Alienação fiduciária Bem imóvel com garantia da operação de crédito – princípio posse + propriedade O devedor transfere para a instituição financeira a propriedade de um bem, ficando com apenas a posse Penhor Devedor dá à instituição financeira bens móveis ou aplicações como posse e propriedade em garantia da operação de crédito Garantias Pessoais ou Fidejussórias Garantias Reais EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Títulos de Crédito • DUPLICATA o Título de crédito representativo de uma transação de compra e venda mercantil, ou prestação de serviços, a prazo o Derivada de uma fatura/nota fiscal de compra e venda o Quem emite a duplicata é quem vende (sacador) • FATURA (NÃO É TÍTULO DE CRÉDITO) o Documento que comprova a operação comercial realizada, podendo incorporar uma ou mais notas fiscais. Entretanto, não é permitida a emissão de uma duplicata representativa de várias faturas (apenas uma fatura por duplicata) o Discrimina as mercadorias e/ou serviços, e as demais informações das notas fiscais emitidas pelas transações realizadas • LETRA DE CÂMBIO o Ordem de pagamento emitida pelo credor (sacador) contra o devedor (sacado). O favorecido da letra de câmbio pode ser o próprio sacador ou um terceiro o Muito comum serem emitidas por financeiras (SCFI) para captação de recursos (similar a um CDB para bancos) o Tem cobertura do FGC – Fundo Garantidor de Crédito • NOTA PROMISSÓRIA o Título de crédito que representa uma promessa de pagamento feita/emitida pelo devedor em favor de um credor 45 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Crédito Concedido pelos Bancos 46 CRÉDITO CONCEDIDO PELOS BANCOS • Maior parte das operações dos bancos • Taxas de juros livremente estabelecidas entre tomadores e instituições financeiras • Uma parcela deve necessariamente ser direcionada para operações de crédito específicas, com taxas, volume e prazo preestabelecidos pelo Banco Central • Beneficiários: setor rural, infraestrutura e habitacional Recursos Livres Recursos Direcionados EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Principais Produtos de Crédito 47 PF – Pessoa Física • Cheque especial • Cartão de crédito • Empréstimos “consignados” • CDC – Crédito direto ao consumidor • Empréstimo pessoal • Crédito Imobiliário • Etc. PJ – Pessoa Jurídica • Capital de Giro • Desconto de Duplicatas • ContaGarantida • Vendor /Compror • Leasing • Financiamento ao Comércio Exterior (ACC e ACE) • Etc. EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior 60 milhões de brasileiros desbancarizados: todos maiores de 18 anos, majoritariamente na região Norte e Nordeste, movimentam R$ 665 bilhões 48 DESBANCARIZADOS 60 milhões de brasileiros30% Os desbancarizados brasileiros movimentam cerca de R$ 665 milhões ao ano – valor maior do que o PIB do Chile. 29 milhões destas pessoas pertencem à classe média e 20 milhões à classes mais baixas Fonte: Estadão – https://link.estadao.com.br/noticias/inovacao,startups-miram-brasileiros-que-nao-tem-acesso-ao-sistema- bancario,70002339265 http://www.aserc.org.br/2018/10/25/cerca-de-30-da-populacao-brasileira-nao-possui-conta-em-banco/ 50% se encontram no Norte e Nordeste, 31% no Centro-Oeste e o restante no Sul e Sudeste. Movimentam mais dinheiro do que todo o PIB Chileno 48% de Classe Média e 33% da Classe Baixa 50% Estão no Norte e Nordeste EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Falta de recursos e preço alto dos serviços são os principais motivos que os brasileiros não possuem uma conta bancária 49 Fonte: PwC – Fintech Deep Dive 2018: https://www.pwc.com.br/pt/setores-de-atividade/financeiro/2018/pub-fdd-18.pdf Distância como fator importante, porém não o principal EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Quase 85% das operações de crédito estão concentradas nos 5 maiores bancos 50 Fonte: Bacen e Estadão (https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,concentracao-bancaria-no-brasil-tem-leve-queda-em-2018- aponta-bc,70002846579) Total das Operações de Crédito Total dos Ativos EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Mercado de Crédito no Brasil – Maio/2020 51 Pessoa Física, R$ 2.029 bi , 56% Pessoa Jurídica, R$ 1.567 bi , 44% R$ 3.596 bi Saldos – R$ bilhões Recursos Livres, R$ 1.100 bi , 54% Recursos Direcionados, R$ 929 bi , 46% R$ 2.029 bi Recursos Livres, R$ 1.001 bi , 64% Recursos Direcionados, R$ 565 bi , 36% R$ 1.567 bi Saldos Pessoa Física – R$ bilhõesSaldos Pessoa Jurídica – R$ bilhões Fonte: Bacen – Banco Central do Brasil: https://www3.bcb.gov.br/sgspub/localizarseries/localizarSeries.do?method=prepararTelaLocalizarSeries EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Mercado de Crédito no Brasil – Maio/2020 52 Saldos Pessoas Físicas Recursos Livres e Taxa de Juros – R$ bilhões e % ao ano R$ 0 bi R$ 1 bi R$ 1 bi R$ 12 bi R$ 23 bi R$ 24 bi R$ 27 bi R$ 40 bi R$ 44 bi R$ 137 bi R$ 143 bi R$ 162 bi R$ 204 bi R$ 232 bi 28% 32% 62% 117% 30% 138% 30% 81% 21% 19% 18% 0% 20% 40% 60% 80% 100 % 120% 140 % 160 % - R$ 50 bi R$ 100 bi R$ 150 bi R$ 200 bi R$ 250 bi Arrendamento mercantil de outros bens Arrendamento mercantil de veículos Desconto de Cheques Aquisição de outros bens Cheque Especial Crédito pessoal consignado para trabalhadores do setor privado Cartão de crédito parcelado Outros Créditos Livres Cartão de crédito rotativo Crédito Pessoal Não Consignado Crédito pessoal consignado para aposentados e pensionistas do INSS Cartão de crédito à vista Aquisição de veículos Crédito pessoal consignado para trabalhadores do setor público Fonte: Bacen – Banco Central do Brasil: https://www3.bcb.gov.br/sgspub/localizarseries/localizarSeries.do?method=prepararTelaLocalizarSeries EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Mercado de Crédito no Brasil – Maio/2020 53 Saldos Pessoas Físicas Recursos Direcionados e Taxa de Juros – R$ bilhões e % ao ano R$ 0 bi R$ 1 bi R$ 1 bi R$ 6 bi R$ 52 bi R$ 53 bi R$ 209 bi R$ 660 bi 10% 0% 8% 35% 8% 7% 7% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% - R$ 100 bi R$ 200 b i R$ 300 bi R$ 400 bi R$ 500 b i R $ 600 bi R$ 700 bi Microcrédito destinado a consumo Outros créditos direcionados Financiamento de investimentos com recursos do BNDES Microcrédito destinado a microempreendedores Financiamento agroindustrial com recursos do BNDES Financiamento com recursos do BNDES - Repasses Crédito rural Financiamento imobiliário Fonte: Bacen – Banco Central do Brasil: https://www3.bcb.gov.br/sgspub/localizarseries/localizarSeries.do?method=prepararTelaLocalizarSeries EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Fintechs no Brasil 54 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Alta Concentração Bancária As cinco maiores instituições financeiras detém detém 81,2% dos ativos Fonte: Estadão – https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,concentracao-bancaria-no-brasil-tem-leve-queda-em-2018-aponta-bc,70002846579 Total Ativos Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander 81,2% Operações de Crédito Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander 84,8% 55 E mesmo assim, segundo o IBGE, mais de 60 milhões de brasileiros (1/3) estão desbancarizados Entre os que não têm o acesso, uma fatia de 85% usa os serviços de telefonia celular e 60% estão conectados a internet EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Falta de recursos e preço alto dos serviços são os principais motivos que os brasileiros não possuem uma conta bancária Fonte: PwC – Fintech Deep Dive 2018: https://www.pwc.com.br/pt/setores-de-atividade/financeiro/2018/pub-fdd-18.pdf EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Altas Tarifas Pagas – e crescendo ... Brasileiros pagaram R$ 33,5 bilhões em tarifas bancárias em 2017 • Todos os bancos são obrigados pelo Banco Central a oferecer alguns serviços sem nenhum tipo de tarifa. Dentre eles estão: • 4 saques por mês • 2 transferências entre contas da própria instituição • 2 extratos • 2 folhas de cheque • 10 folhas de cheque • Consultas pela internet • Fora isso, fica a critério dos bancos os valores de cobrança por cada serviço e transação 57 Fonte: PwC – Fintech Deep Dive 2018: https://www.pwc.com.br/pt/setores-de-atividade/financeiro/2018/pub-fdd-18.pdf EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Taxa de Juros Empréstimo Não Consignado Os juros cobrados também são altos Fonte: Bacen (17/Junho/2018) % a.a.% a.m.InstituiçãoPosição 6,770,55BANCO PAN1 14,081,10BCO SAFRA S.A.2 17,121,33BANCOOB3 20,391,56AMAGGI S.A. CFI4 21,631,65BCO BS2 S.A.5 23,331,76BCO OURINVEST S.A.6 25,331,90BCO DO ESTADO DO RS S.A.7 29,102,15BCO BARIGUI INV FIN S/A8 29,752,19HS FINANCEIRA9 31,652,32BCO A.J. RENNER S.A.10 32,102,35BCO TRICURY S.A.11 34,062,47BCO DA AMAZONIA S.A.12 38,932,78BCO DO EST. DE SE S.A.13 40,042,85CREDITÁ S.A. CFI14 46,063,21PORTOSEG S.A. CFI15 48,143,33BCO DO NORDESTE DO BRASIL S.A.16 49,813,43FINANC ALFA S.A. CFI17 49,933,43SINOSSERRA S/A – SCFI18 52,593,58SANTANA S.A. – CFI19 52,833,60BRB - BCO DE BRASILIA S.A.20 55,443,74BCO MAXINVEST S.A.21 57,013,83BCO DO BRASIL S.A.22 % a.a.% a.m.InstituiçãoPosição 59,963,99ITAÚ UNIBANCO S.A.23 65,354,28NU FINANCEIRA S.A. CFI24 65,584,29CAIXAECONOMICA FEDERAL25 67,354,38BCO BANESTES S.A.26 68,084,42OMNI SA CFI27 71,554,60BCO SANTANDER (BRASIL) S.A.28 79,224,98BCO BRADESCO S.A.29 84,385,23BANCO ORIGINAL30 89,555,47CENTROCRED S.A. CFI31 90,325,51BCO DO EST. DO PA S.A.32 105,416,18BV FINANCEIRA S.A. CFI33 110,206,39FINAMAX S.A. CFI34 111,116,43BCO DAYCOVAL S.A35 113,926,54BANCO TOPÁZIO S.A.36 141,267,62BCO LOSANGO S.A.37 149,087,90BANCO CBSS38 153,688,07KREDILIG S.A. - CFI39 154,338,09SOROCRED CFI S.A.40 160,248,30GOLCRED S/A - CFI41 160,388,30BECKER FINANCEIRA SA - CFI42 223,2210,27BCO MERCANTIL DO BRASIL S.A.43 226,1710,35SENFF S.A. - CFI44 % a.a.% a.m.InstituiçãoPosição 227,0510,38REALIZE CFI S.A.45 249,2010,98ESTRELA MINEIRA46 257,2211,19GAZINCRED S.A. SCFI47 266,4711,43SAX S.A. CFI48 281,1511,80CREDIARE CFI S.A.49 281,5111,80BANCO SEMEAR50 299,8012,24GRAZZIOTIN FINANCIADORA SA CFI 51 306,4812,40VIA CERTA FINANCIADORA S.A. – CFI 52 320,5512,72BIORC FINANCEIRA - CFI S.A.53 321,0112,73LEBES FINANCEIRA CFI SA54 326,7812,85LECCA CFI S.A.55 327,1212,86PORTOCRED S.A. - CFI56 342,1613,19DACASA FINANCEIRA S/A - SCFI57 344,3413,23AGORACRED S/A SCFI58 372,5213,82NEGRESCO S.A. - CFI59 473,5015,67MIDWAY S.A. - SCFI60 492,9915,99PERNAMBUCANAS FINANC S.A. CFI 61 560,5517,04BCO AGIBANK S.A.62 640,0318,15BCO BMG S.A.63 848,4620,62FACTA S.A. CFI64 931,2521,46CREFISA S.A. CFI65 1.569,2526,44JBCRED S.A. SCFI66 58 E no cartão de crédito, nossos juros são os maiores do mundo EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Evolução do Spread Bancário no Brasil • Históricamente nosso spread bancário é elevado Fonte: PwC – Fintech Deep Dive 2018: https://www.pwc.com.br/pt/setores-de-atividade/financeiro/2018/pub-fdd-18.pdf EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Spread Bancário no Mundo • No ranking global, ficamos atrás apenas de Madagascar Fonte: PwC – Fintech Deep Dive 2018: https://www.pwc.com.br/pt/setores-de-atividade/financeiro/2018/pub-fdd-18.pdf EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Top-10 Reclamações no Bacen por Assunto (1o Tri 2019) A insatisfação é grande em relação a alguns pontos (segurança/atendimento) Fonte: Bacen (17/Junho/2018) QuantidadeAssuntoRank 2.094Oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada1 1.277Irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito2 Irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços, exceto as relacionadas a cartão de crédito, cartão de débito, internet banking e ATM 976 3 792Irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade dos serviços relacionados à operações de crédito4 749Débito em conta de depósito não autorizado pelo cliente5 439Restrição à realização de portabilidade de operações de crédito consignado relativas a pessoas naturais6 414Irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços disponibilizados em internet banking7 343Cobrança irregular de tarifa por serviços não contratados8 298Insatisfação com a resposta recebida da instituição financeira referente à reclamação registrada no BCB9 288Concessão de crédito consignado sem a formalização do título adequado10 61 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior • Uma geração conectada Fonte: PwC – Fintech Deep Dive 2018: https://www.pwc.com.br/pt/setores-de- atividade/financeiro/2018/pub-fdd-18.pdf EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Dai surgiu o Nubank, a maior fintech do país 2013 • David Vélez levanta Seed de US$ 2 milhões da Sequoia Capital e Kaszek Ventures • David recruta Edward Wible e Cristina Junqueira e fundam o Nubank 2014 • A primeira transação com um cartão Nubank acontece • Series A - US$ 15 milhões - Investidores: Sequoia Capital e Kaszek Ventures 2015 • Series B - US$ 30 milhões - Investidores: Tiger Global, Sequoia Capital, Kaszek Ventures e QED. • Series C - US$ 52 milhões - Investidores: Founders Fund, Tiger Global, Sequoia Capital e Kaszek Ventures. 2016 • Series D - US$ 80 milhões - Investidores: DST Global, Sequoia Capital, Founders Fund e Tiger Global. 2018 • Series E: US$ 150 milhões - Investidores: DST Global, QED Investors, Redpoint Ventures, Ribbit Capital, Dragoneer Investment Group, Thrive Capital. • Investimento de US$ 90 milhões da Tencent. • 5 milhões de clientes EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Fintech • Do inglês: finance and technology • Termo que surgiu da união das palavras financial (financeiro) e technology (tecnologia) • Fintech são maioritariamente Startups que trabalham para inovar e otimizar serviços do Sistema Financeiro • Essas empresas possuem custos operacionais muito menores comparadas às instituições tradicionais do setor • Usam tecnologias que elevam a eficiência dos processos e barateiam os serviços ofertados, exemplo disso é o uso de smartphones para o uso de bancos móveis e a possibilidade de realizar investimentos são exemplos da aplicação da tecnologia que tornam o acesso a serviços financeiros e bancários mais acessíveis à população • Para ser definida Fintech, a empresa precisa ter base tecnológica e modelo de negócio altamente escalável 64 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Destaques na Mídia 65 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Vantagens • Praticidade o Quase exclusivamente online o Integram com a rotina do século XXI • Controle sobre operações o Disponibilizam plataformas interligadas ao acesso da internet para o usuário ter a disponibilidade para conseguir lidar sobre a gestão do seu próprio dinheiro atuando praticamente como um “auto-gerente” de sua própria conta financeira • Burocracia o Modelos de negócio atualizados e menos processos burocráticos, contemplados com mais fluidez de serviços, operados através da internet e com praticidade na utilização desses serviços. • Custos baixos o Procuram baratear seus processos, como por exemplo: realizar transferências por DOC e TED, emitir boletos de cobrança digitalmente, através de aplicativos ou uso do e-mail e também trabalhar com carteiras virtuais, as e-wallets, são serviços que a sociedade digital passou a ser habilitada a fazer ,sem a necessidade de uma instituição tradicional do sector financeiro por trás. o Fazer isso pelo smartphone ou por computadores reduz custos e em geral • Impacto social o Carência de novas ofertas de serviços inovadores das instituições tradicionais do sector financeiro e com o avanço da desbancarização em classes menos abastadas da sociedade, os serviços que conseguem baratear e os serviços oferecidos, conseguem atender a população de baixa renda interligada no mundo 66 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Atualmente há mais de 529 fintechs no Brasil Crescimento Exponencial – mercado ainda não está consolidado 81 121 176 219 404 529 Dez/2014 Dez/2015 Dez/2016 Dez/2017 Dez/2018 Jun-19 67 Fonte: Abfintece Fintechlab Quantidade de Fintechs Mapeadas no Brasil EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Setores de Atuação Diversos, porém com maior concentração em meios de pagamento e crédito 68 Fonte: PwC – Fintech Deep Dive 2018: https://www.pwc.com.br/pt/setores-de-atividade/financeiro/2018/pub-fdd-18.pdf EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Concentração em São Paulo e demais estados do Sul e Sudeste Fonte: PwC – Fintech Deep Dive 2018: https://www.pwc.com.br/pt/setores-de-atividade/financeiro/2018/pub-fdd-18.pdf EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Entretanto, a maioria das fintechs brasileiras ainda engatinham • Apenas uma de cada cinco recebeu investimentos do tipo anjo ou de venture capital desde sua fundação, segundo estudo da Visa com mais de 230 empresas • E mesmo dentre as que captaram recursos de investidores, mais da metade — 55,4% — captaram até R$ 500 mil cada o Só 10,6% das pesquisadas receberam mais de R$ 2 milhões • A maioria esmagadora do setor ainda tem números de receita bastante tímidos oO faturamento de 78 das fintechs pesquisadas foi de menos de R$ 500 mil nos últimos 12 meses o Só 16,6% delas superou a faixa de R$ 1 milhão Fontes: G1 - https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2018/11/09/maioria-das-fintechs-brasileiras-ainda-engatinha-afirma-estudo-da-visa.ghtml 70 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Pesquisa da PwC confirma que a grande maioria das fintechs brasileiras estão em fase inicial de operação e apenas 12% faturam mais do que R$ 10 Mn anuais Fonte: PwC – Fintech Deep Dive 2018: https://www.pwc.com.br/pt/setores-de-atividade/financeiro/2018/pub-fdd-18.pdf EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Casos de Sucesso no Brasil • Nubank o Pioneira no segmento de serviços financeiros, atuando como operadora de cartões de crédito e banco digital com operações no Brasil, sediada em São Paulo e fundada em 6 de maio de 2013. • GuiaBolso o Presente no mercado desde 2014, é um aplicativo financeiro que permite a sincronização com a conta bancária do usuário para analisar e classificar as informações conforme o tipo de gasto • Bidu o Fundado em 2012, o Bidu é uma ferramenta que realiza comparações de seguros de saúde, casa, automóveis, entre outros. Também fornece serviços de empréstimo pessoal e cartão de crédito • PicPay o Disponível no mercado desde 2012, o PicPay funciona como um aplicativo de pagamento, onde o cliente pode receber ou pagar qualquer pessoa utilizando o saldo da conta ou o cartão de crédito • Creditas o Criada em 2012 com nome de BankFacil, disponibiliza empréstimos com taxas abaixo do mercado para os clientes que dão alguma garantia de pagamento, como um imóvel ou um carro • Toro Investimentos o Primeira fintech brasileira que abriu uma corretora de valores de forma totalmente independente dos bancos • Méliuz o Portal que disponibiliza, gratuitamente, cupons de desconto das melhores lojas online do Brasil e ainda te devolve parte do valor gasto em suas compras, direto em sua conta bancária (cashback). 72 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Regulamentação das Fintechs Resolução nº 4.656, apresentada pelo Banco Central em abril de 2018 • Ficam permitidas operações de empréstimo e financiamento entre pessoas por meio de plataforma eletrônica através de dois modelos: o Capital Social de R$ 1 milhão o Forma S.A. – Sociedade Anônima o Exclusivamente por meio de plataforma eletrônica o Recursos financeiros que tenham como única origem capital próprio o Podem analisar e cobrar créditos para terceiros, atuar como representante de seguros e emitir moedas eletrônicas • Sociedade de Crédito Direto (SCD) o Realização de operações de empréstimo, de financiamento e de aquisição de direitos creditórios o Pode realizar a venda ou cessão dos créditos para instituições financeiras, FIDCs cujas cotas sejam destinadas exclusivamente a investidores qualificados o Bacen concede primeira autorização para fintech de crédito: Dez/2018: QI Sociedade Direta de Crétito • Sociedade de Empréstimo entre Pessoas(SEP) o Intermediação financeira em que recursos financeiros coletados dos credores são direcionados aos devedores, após negociação em plataforma eletrônica o O credor da operação de empréstimo e de financiamento não pode contratar com um mesmo devedor, na mesma SEP, operações cujo valor nominal ultrapasse o limite máximo de R$15.000,00 (quinze mil reais) 73 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Vantagens dos Empréstimos Online • Empréstimo mais barato • Resposta rápida de aprovação de crédito • Pode ser feito diretamente pelo celular • Processo eficiente de consulta ao crédito • Melhor análise de crédito e maior garantia de emprestar a juros baixos 74 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Processo • Processo *CCB – Cédula de Crédito Bancário 75 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior CCB – Cédula de Crédito Bancário • Título de crédito emitido de forma escrita por pessoa física ou jurídica, em favor de uma instituição financeira. Foi criada através da MP 1.925/99 e incluída na Lei nº 10.931/04. • Em resumo, o documento representa uma promessa de pagamento, em dinheiro, que é decorrente de uma operação de crédito. • Assim, toda vez que alguém contrata um empréstimo (independente da modalidade) com uma instituição financeira deve assinar a CCB, declarando ciência do crédito e do pagamento. O documento tem, portanto, a mesma validade de um contrato. • A diferença é que, por ser um título executivo extrajudicial, tem andamento judicial simplificado. Em outras palavras, o emitente pode ser acionado diretamente em caso de inadimplência e o banco pode requerer a garantia – caso tenha sido citada alguma. • O emitente do título pode conceder as seguintes garantias: o Fidejussórias (fiança, aval) o Reais (hipoteca, penhor, anticrese) o Além dos institutos de cessão e alienação fiduciária, que poderão ter como lastro imóveis, recebíveis, valores mobiliários, aplicações financeiras, entre outras. • Vantagens o Captação de recursos através de operação estruturada que atenda às necessidades especificas de cada segmento, como fluxos diferenciados e garantias flexíveis. • Público-Alvo o Clientes Pessoa Jurídica que buscam captar recursos no sistema financeiro 76 EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Regulamentação é um primeiro passo para maior independência das Fintechs (estão deixando de ser correspondentes bancários) CCBs / Boletos / etc… Regulação EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Desafios: Pessoas, escalabilidade e funding • Funding / Capital de Giro • Estruturação inicial • Pessoas • Sistema / Base de Dados • Escalabilidade / Comercial • Interiorização do País • Democratização (acesso à smartphones) • Aquisição por Grandes Bancos Fonte: PwC – Fintech Deep Dive 2018: https://www.pwc.com.br/pt/setores-de-atividade/financeiro/2018/pub-fdd-18.pdfEPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior Estamos caminhando para o aperfeiçoamento da Inteligência Artificial, Blockchain, Análise de Dados e Gestão de Identidades Fonte: PwC – Fintech Deep Dive 2018: https://www.pwc.com.br/pt/setores-de-atividade/financeiro/2018/pub-fdd-18.pdf EPPEN – Escola Paulista de Política, Economia e Negócios – Curso de Ciências Contábeis Mercado Financeiro – Prof. Dr. José Marcos Carrera Junior jose.carrera@unifesp.br 80 Obrigado! Dúvidas?