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Aula 03
SEFAZ-RJ (Auditor Fiscal) Passo
Estratégico de Direito Penal - 2023
(Pré-Edital)
Autor:
Telma Vieira
31 de Dezembro de 2022
 
 
 1 
 
Sumário	
1. Introdução ..................................................................................................................................... 2	
2. Regras para a execução do Simulado ........................................................................................... 2	
3. O que fazer após a conclusão do simulado .................................................................................. 3	
4. Questões ....................................................................................................................................... 3	
5. Questões Comentadas ................................................................................................................. 7	
6. Gabarito ...................................................................................................................................... 15	
 
 	
Telma Vieira
Aula 03
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 2 
 
1.	INTRODUÇÃO	
Oi pessoal, tudo bem? Neste relatório faremos nosso simulado contemplando questões sobre os 
seguintes assuntos: 
ü Dos crimes praticados por funcionário público contra a Administração em geral; 
ü Dos crimes Contra a Ordem Tributária; 
A intenção do simulado é dar ao aluno a oportunidade de fazer um teste real em condições de 
prova e, assim, verificar como se sairia se ela fosse realizada agora, com os conhecimentos que já 
tem. 
Assim, é interessante não fazer nenhuma revisão específica antes de realizar esse teste, para que 
se tenha uma nota mais representativa das suas condições atuais. 
Não custa lembrar que se trata de um mero simulado e, por isso, o aluno não deve ter medo de 
errar as questões aqui apresentadas. Vale aqui a máxima de que é melhor errar agora do que no 
dia da prova. Os erros devem ser vistos como uma oportunidade para revisar o conteúdo ainda 
deficiente do estudo. 
Assim como será no dia da sua prova, esse simulado também está sujeito a algumas regras 
básicas, sendo somente critérios mínimos que precisam ser obedecidos na hora da execução, 
para que o resultado tenha alguma relevância. 
2.	REGRAS	PARA	A	EXECUÇÃO	DO	SIMULADO	
1. O simulado deve ser feito sem consulta; 
2. O simulado deve ser feito no tempo máximo de 20 minutos, marcados no relógio; 
3. O simulado deve ser feito sem interrupções; 
4. Somente consulte o gabarito de alguma questão após o término do simulado. 
 
 
 
 
Telma Vieira
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 3 
 
3.	O	QUE	FAZER	APÓS	A	CONCLUSÃO	DO	SIMULADO	
Os simulados são uma boa oportunidade para aprender novos conteúdos e fixar os já estudados. 
Por isso, é importante que o aluno reserve um tempo, logo após a conclusão das questões, para: 
1. Revisar com atenção todos os seus erros; 
2. Revisar com atenção todos os pontos que foram objeto de dúvida ao longo do 
simulado, mesmo que tenha acertado (anote as dúvidas ao longo da execução das 
questões); e 
 3. Ajustar as suas anotações e marcações, se for necessário. 
Lembrando que nosso objetivo com o simulado não é esgotar a matéria, mas sim, trazer 
questões para ajudar na fixação do conteúdo. 
 
4.	QUESTÕES	
1. Sergio Lalau, servidor público, ocupante 
de cargo em comissão, foi denunciado pela 
prática do delito do art. 319, caput do CP 
(Prevaricação), por ter deixado de praticar 
indevidamente um ato de ofício. Após 
regular instrução processual, Sergio Lalau é 
condenado, não tendo havido provas do 
interesse ou sentimento pessoal que queria 
satisfazer com a prática do ato. A defesa 
recorre, requerendo a absolvição do réu, 
tendo em vista a ausência da comprovação 
do sentimento ou interesse pessoais 
envolvidos. Neste caso, 
a) Não assiste razão a defesa, uma vez que 
Sergio Lalau praticou todos os elementos do 
tipo penal, devendo a condenação ser 
mantida. 
b) Não assiste razão a defesa, uma vez que, 
sendo o réu ocupante de cargo em 
comissão, não há que se comprovar o 
interesse ou o sentimento pessoal 
envolvidos, já que o cargo em comissão 
exige confiança em seu ocupante. 
c) Assiste razão a defesa, uma vez que o tipo 
penal exige como elemento subjetivo apenas 
a satisfação de interesse de terceiros, o que 
não restou comprovado. 
d) Assiste razão a defesa, uma vez que o 
elemento subjetivo específico do tipo penal 
em análise é o intuito de satisfazer o 
interesse ou sentimento pessoal. Neste caso, 
a ausência da comprovação de uma das 
elementares do tipo penal deve levar à 
absolvição do réu. 
e) Assiste razão a defesa, uma vez que a 
conduta do réu se amolda ao delito previsto 
no art. 321 do CP, ou seja, o réu praticou o 
crime de advocacia administrativa ao se valer 
Telma Vieira
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 4 
 
da qualidade de funcionário para patrocinar 
interesses alheios. 
2. No que se refere aos crimes contra a 
Administração Pública, é correto afirmar: 
a) Segundo entendimento sumulado pelo 
STJ, o princípio da insignificância é 
inaplicável aos crimes contra a Administração 
Pública. 
b) Comete do delito de corrupção passiva 
aquele que oferece ou promete vantagem 
indevida a funcionário público, para 
determiná-lo a praticar, omitir ou retardar 
ato de ofício. 
c) Segundo entendimento sumulado no STJ, 
o crime de desacato, previsto no art.331 do 
CP, não subsiste, tendo em vista que é 
incompatível com a constituição. 
d) Comete o delito de corrupção ativa 
aquele que exige, para si ou para outrem, 
direta ou indiretamente, ainda que fora da 
função ou antes de assumi-la, mas em razão 
dela, vantagem indevida. 
e) De acordo com o CP, no delito de 
descaminho (art. 334 do CP), a pena é 
aumentada em 1/3 se o crime é praticado 
em transporte aéreo, marítimo ou fluvial. 
3. No que se refere ao delito de peculato, 
previsto no art. 312 do CP, analise as 
assertivas a seguir e marque a opção correta, 
de acordo com o disposto no CP: 
I- Comete o chamado peculato furto o 
funcionário público que, embora não tendo a 
posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, 
ou concorre para que seja subtraído, em 
proveito próprio ou alheio, valendo-se de 
facilidade que lhe proporciona a qualidade 
de funcionário. 
II- No caso do delito de peculato culposo, a 
reparação do dano, se precede à sentença 
irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é 
posterior, reduz de 1/3 a pena imposta. 
III- Recebe a classificação de crime próprio, 
pois somente o funcionário público pode 
praticá-lo. 
IV- O crime de peculato de uso, previsto no 
CP, é punido com pena de 3 a 6 meses de 
detenção e multa. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I, II, III e IV. 
b) I e II. 
c) I e III. 
d) II, III e IV 
e) III e IV. 
4. Danilo, servidor público federal, 
aproveitando-se do exercício de seu cargo 
público, apropriou-se de dinheiro que 
recebeu, por erro, de Leonardo. Sabendo-se 
que Leonardo teria que entregar a quantia à 
Renata, e não à Danilo, marque a assertiva 
correta: 
a) Danilo cometeu o crime de corrupção 
ativa. 
b) Danilo cometeu o crime de corrupção 
passiva. 
c) Danilo cometeu o crime de peculato. 
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 5 
 
d) Danilo cometeu o crime de peculato 
mediante erro de outrem. 
e) Danilo não cometeu crime algum. 
5. Assinale a assertiva correta no que diz 
respeito aos crimes praticados por 
funcionário público contra a administração 
em geral: 
a) Considera-se funcionário público, para os 
efeitos penais, quem, embora 
transitoriamente ou sem remuneração, 
exerce cargo, emprego ou função pública. 
b)Considera-se funcionário público, para os 
efeitos penais, quem, embora 
transitoriamente ou sem remuneração, 
exerce somente emprego ou função pública. 
c) Equipara-se a funcionário público quem 
exerce cargo, emprego ou função em 
entidade paraestatal, e quem trabalha para 
empresa prestadora de serviço contratada 
ou conveniada para a execução de atividade 
típica e atípica da Administração Pública. 
d) Equipara-se a funcionário público quem 
exerce somente emprego em entidade 
paraestatal, e quem trabalha para empresa 
prestadora de serviço contratada ou 
conveniada para a execução de atividade 
típica da Administração Pública. 
e) Considera-se funcionário público, para os 
efeitos penais e civis, quem, embora 
transitoriamente ou sem remuneração, 
exerce somente emprego ou função pública. 
6. Não constitui crime contra a ordem 
tributária: 
a) fraudar a fiscalização tributária, inserindo 
elementos inexatos, ou omitindo operação 
de qualquer natureza, em documento ou 
livro exigido pela lei fiscal. 
b) elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou 
utilizar documento que saiba ou deva saber 
falso ou inexato. 
c) omitir informação, ou prestar declaração 
falsa às autoridades fazendárias. 
d) falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, 
duplicata, nota de venda, ou qualquer outro 
documento relativo à operação tributável. 
e) Desacato. 
7. Assinale a alternativa correta em relação 
aos crimes contra a ordem tributária: 
a) Extraviar livro oficial, processo fiscal ou 
qualquer documento, de que tenha a guarda 
em razão da função; sonegá-lo, ou inutilizá-
lo, total ou parcialmente, acarretando 
pagamento indevido ou inexato de tributo 
ou contribuição social, é crime funcional 
contra a ordem tributária. 
b) Deixar de recolher, no prazo legal, valor 
de tributo ou de contribuição social, 
descontado ou cobrado, na qualidade de 
sujeito passivo de obrigação e que deveria 
recolher aos cofres públicos, é crime 
funcional contra a ordem tributária. 
c) Exigir, pagar ou receber, para si ou para o 
contribuinte beneficiário, qualquer 
percentagem sobre a parcela dedutível ou 
deduzida de imposto ou de contribuição 
como incentivo fiscal, é crime funcional 
contra a ordem tributária. 
d) Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou 
para outrem, vantagem ou promessa de 
vantagem, a pretexto de influir em ato 
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praticado por funcionário público no 
exercício da função configura o delito de 
tráfico de influência, é crime funcional contra 
a ordem tributária. 
e) Utilizar ou divulgar programa de 
processamento de dados que permita ao 
sujeito passivo da obrigação tributária 
possuir informação contábil diversa daquela 
que é, por lei, fornecida à Fazenda Pública, é 
crime funcional contra a ordem tributária. 
 
 
 
 
 
 
 	
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5.	QUESTÕES	COMENTADAS	
1- Sergio Lalau, servidor público, ocupante de cargo em comissão, foi denunciado pela prática 
do delito do art. 319, caput do CP (Prevaricação), por ter deixado de praticar indevidamente 
um ato de ofício. Após regular instrução processual, Sergio Lalau é condenado, não tendo 
havido provas do interesse ou sentimento pessoal que queria satisfazer com a prática do ato. 
A defesa recorre, requerendo a absolvição do réu, tendo em vista a ausência da comprovação 
do sentimento ou do interesse pessoais envolvidos. Neste caso, 
a) Não assiste razão a defesa, uma vez que Sergio Lalau praticou todos os elementos do tipo 
penal, devendo a condenação ser mantida. 
b) Não assiste razão a defesa, uma vez que, sendo o réu ocupante de cargo em comissão, não 
há que se comprovar o interesse ou sentimento pessoal envolvidos, já que o cargo em 
comissão exige confiança em seu ocupante. 
c) Assiste razão a defesa, uma vez que o tipo penal exige como elemento subjetivo apenas a 
satisfação de interesse de terceiros, o que não restou comprovado. 
d) Assiste razão a defesa, uma vez que o elemento subjetivo específico do tipo penal em 
análise é o intuito de satisfazer o interesse ou sentimento pessoal. Neste caso, a ausência da 
comprovação de uma das elementares do tipo penal deve levar à absolvição do réu. 
e) Assiste razão a defesa, uma vez que a conduta do réu se amolda ao delito previsto no art. 
321 do CP, ou seja, o réu praticou o crime de advocacia administrativa ao se valer da 
qualidade de funcionário para patrocinar interesses alheios 
 
Comentários: 
 
a) ERRADA. Para que seja configurado o crime de prevaricação, previsto no artigo 319, do CP, é 
imprescindível a comprovação das razões pessoais que levaram o agente a praticar o crime, 
sendo movido por um interesse ou sentimento pessoal. 
Cumpre ainda observar que a denúncia deve, obrigatoriamente, apontar a satisfação do 
interesse ou sentimento pessoal do agente, sob pena de ser considerada inepta. 
b) ERRADA. O CP não traz qualquer exceção em relação à comprovação do interesse ou 
sentimento pessoais envolvidos, devendo haver tal comprovação mesmo sendo o agente 
ocupante de cargo em comissão. Pelo contrário. Nos termos do §2º do art. 327 do CP, a pena 
será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem 
ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da 
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administração direta, sociedade de economia mista, empresa pública ou fundação instituída pelo 
poder público. 
c) ERRADA. O tipo penal exige a satisfação de interesse ou sentimento pessoal como elemento 
subjetivo, e não de terceiros. 
d) CERTA. É como entende a doutrina a respeito do ponto. 
e) ERRADA. O crime praticado é o previsto no artigo 319, do CP, e não o do artigo 321, do CP. 
Na advocacia administrativa, art. 321, caput do CP, o agente patrocina, direta ou indiretamente, 
interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário. 
Desta forma, a conduta descrita no caput se amolda ao delito do art. 319 do CP e não do art. 
321 do CP, estando a assertiva errada. 
 
GABARITO D. 
 
 
2. No que se refere aos crimes contra a Administração Pública, é correto afirmar: 
a) Segundo entendimento sumulado pelo STJ, o princípio da insignificância é inaplicável aos 
crimes contra a Administração Pública. 
b) Comete do delito de corrupção passiva aquele que oferece ou promete vantagem indevida 
a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício. 
c) Segundo entendimento sumulado no STJ, o crime de desacato, previsto no art.331 do CP, 
não subsiste, tendo em vista que é incompatível com a constituição. 
d) Comete o delito de corrupção ativa aquele que exige, para si ou para outrem, direta ou 
indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem 
indevida. 
e) De acordo com o CP, no delito de descaminho (art. 334 do CP), a pena é aumentada em 
1/3 se o crime é praticado em transporte aéreo, marítimo ou fluvial. 
 
Comentários: 
 
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a) CERTA. Trata-se de súmula editada recentemente pelo Superior Tribunal de Justiça: Súmula 
nº 599: O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a Administração Pública. 
STJ. Corte Especial. Aprovada em 20/11/2017. 
 
b) ERRADA. De acordo com o artigo 317, do CP, comete o crime de corrupção passiva aquele 
que solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da 
função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitarpromessa de tal 
vantagem. O crime descrito na assertiva é o de corrupção ativa, previsto no artigo 333, do CP. 
 
c) ERRADA. O entendimento do STJ que prevalece é o de que o desacato é crime (HC 
379.269/MS, 3ª Seção), não havendo súmula do STJ em sentido contrário. 
Havia um entendimento da 5ª Turma do STJ no sentido da descriminalização do desacato (Resp. 
1640084/SP, j. em 15/12/2016), mas foi superado pela recente decisão da 3ª Seção daquela 
Corte sobre o ponto. Sugiro que vocês leiam o inteiro teor das decisões acima mencionadas no 
site do STJ. 
 
d) ERRADA. O crime de corrupção ativa está previsto no artigo 333, nos seguintes termos: 
Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a 
praticar, omitir ou retardar ato de ofício: 
Pena: reclusão, de 2(dois) a 12 (doze) anos, e multa. 
O crime narrado na assertiva é o de corrupção passiva, previsto no artigo 317, do CP. 
 
e) ERRADA. De acordo com o § 3º, do artigo 334, do CP, “A pena aplica-se em dobro se o crime 
de descaminho é praticado em transporte aéreo, marítimo ou fluvial. 
 
GABARITO A. 
 
 
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3- No que se refere ao delito de peculato, previsto no art. 312 do CP, analise as assertivas a 
seguir e marque a opção correta, de acordo com o disposto no CP: 
I- Comete o chamado peculato furto o funcionário público que, embora não tendo a posse do 
dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio 
ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. 
II- No caso do delito de peculato culposo, a reparação do dano, se precede à sentença 
irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de 1/3 a pena imposta. 
III- Recebe a classificação de crime próprio, pois somente o funcionário público pode praticá-
lo. 
IV- O crime de peculato de uso, previsto no CP, é punido com pena de 3 a 6 meses de 
detenção e multa. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I, II, III e IV. 
b) I e II. 
c) I e III. 
d) II, III e IV 
e) III e IV. 
 
Comentários: 
 
I- CERTA. O crime de peculato furto está previsto no § aº, do artigo 312, do CP, também 
chamado de peculato impróprio. É chamado de peculato furto ou peculato impróprio porque 
pressupõe que o agente não tem a posse do bem previamente. 
II- ERRADA. De acordo com o § 3º, do artigo 312, do CP, “a reparação do dano, se precede à 
sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena 
imposta.” 
III- CERTA. O peculato está inserido no Título XI – Dos crimes contra a Administração Pública - e 
no capítulo I – Dos crimes praticados por funcionário público contra a Administração em Geral. 
Segundo classificação doutrinária, se trata de crime próprio no que diz respeito ao sujeito ativo, 
pois somente funcionário público pode praticá-lo. 
IV- ERRADA. Não existe a tipificação de crime de peculato de uso no CP, podendo o agente ser 
responsabilizado em âmbito administrativo nesses casos. 
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 11 
 
 
GABARITO C. 
 
 
4- Danilo, servidor público federal, aproveitando-se do exercício de seu cargo público, 
apropriou-se de dinheiro que recebeu, por erro, de Leonardo. Sabendo-se que 
Leonardo teria que entregar a quantia à Renata, e não à Danilo, marque a assertiva 
correta: 
a) Danilo cometeu o crime de corrupção ativa. 
b) Danilo cometeu o crime de corrupção passiva. 
c) Danilo cometeu o crime de peculato. 
d) Danilo cometeu o crime de peculato mediante erro de outrem. 
e) Danilo não cometeu crime algum. 
 
Comentários: 
 
O crime cometido por Danilo está previsto no artigo 313, do CP, in verbis: 
“Peculato mediante erro de outrem 
Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, 
recebeu por erro de outrem: 
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.” 
 
GABARITO D. 
 
 
5. Assinale a assertiva correta no que diz respeito aos crimes praticados por 
funcionário público contra a administração em geral: 
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 12 
 
a) Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora 
transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública. 
b) Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora 
transitoriamente ou sem remuneração, exerce somente emprego ou função pública. 
c) Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em 
entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço 
contratada ou conveniada para a execução de atividade típica e atípica da 
Administração Pública. 
d) Equipara-se a funcionário público quem exerce somente emprego em entidade 
paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou 
conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. 
e) Considera-se funcionário público, para os efeitos penais e civis, quem, embora 
transitoriamente ou sem remuneração, exerce somente emprego ou função pública. 
 
Comentários: 
 
A resposta à questão está no artigo 327, do CP, de conhecimento obrigatório por vocês. 
Funcionário público 
Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora 
transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública. 
§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em 
entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço 
contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração 
Pública. 
§ 2º - A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos 
neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou 
assessoramento de órgão da administração direta, sociedade de economia mista, 
empresa pública ou fundação instituída pelo poder público. 
 
GABARITO A. 
 
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6. Não constitui crime contra a ordem tributária: 
a) fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo 
operação de qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal. 
b) elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva 
saber falso ou inexato. 
c) omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias. 
d) falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro 
documento relativo à operação tributável. 
e) Desacato. 
 
Comentários: 
 
Todas as assertivas estão elencadas no artigo 1º, incisos I a V, da Lei nº 8.137/90. 
 
GABARITO E. 
 
 
7. Assinale a alternativa correta em relação aos crimes contra a ordem tributária: 
a) Extraviar livro oficial, processo fiscal ou qualquer documento, de que tenha a 
guarda em razão da função; sonegá-lo, ou inutilizá-lo, total ou parcialmente, 
acarretando pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social, é 
crime funcional contra a ordem tributária. 
b) Deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, 
descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria 
recolher aos cofres públicos, é crime funcional contra a ordem tributária. 
c) Exigir, pagar ou receber, para si ou para o contribuinte beneficiário, qualquer 
percentagem sobre a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição 
como incentivo fiscal, é crime funcional contra a ordem tributária. 
d) Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem,vantagem ou promessa 
de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no 
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exercício da função configura o delito de tráfico de influência, é crime funcional 
contra a ordem tributária. 
e)Utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito 
passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, 
por lei, fornecida à Fazenda Pública, é crime funcional contra a ordem tributária. 
 
Comentários: 
 
De acordo com o artigo 3º, inciso I, da Lei nº 8.137/90: 
Art. 3° Constitui crime funcional contra a ordem tributária, além dos previstos no 
Decreto-Lei n° 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal (Título XI, Capítulo 
I): 
I - extraviar livro oficial, processo fiscal ou qualquer documento, de que tenha a 
guarda em razão da função; sonegá-lo, ou inutilizá-lo, total ou parcialmente, 
acarretando pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social; 
 
GABARITO A. 
 
 
 
 
 
 
 
Telma Vieira
Aula 03
SEFAZ-RJ (Auditor Fiscal) Passo Estratégico de Direito Penal - 2023 (Pré-Edital)
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6.	GABARITO	
 
1- Letra D 
2- Letra A 
3- Letra C 
4- Letra D 
5- Letra A 
6- Letra E 
7- Letra A 
 
Telma Vieira
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