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E PINHEIRO DO PARANÁ E PINUS PRINCIPAIS PRAGAS E MÉTODOS DE CONTROLE DISPONÍVEL CLAUDINEI LARA DE PAULA JR CLAUDIO FILIPE MARQUES SILVEIRA PINHEIRO DO PARANÁ ARAUCARIA ANGUSTIFÓLIA (ARAUCARIACEAE); MADEIRA: LEVE, MACIA E POUCO DURÁVEL; LOCAIS DE OCORRÊNCIA; PINHÃO; Fonte: Embrapa ESPÉCIE ALÓGAMA MADEIRA FRUTO Levantamentos em povoamentos naturais não desbastados revelaram uma proporção estatisticamente significativa de 52,4% a 55,2% de árvores masculinas para 44,8% a 47,6% de árvores femininas (Bandel & Gurgel, 1967; Mattos, 1972). Hoje, o uso da madeira de araucária é mais regulado e controlado para garantir a preservação da espécie e dos ecossistemas associados. É uma árvore grande: pode chegar de 20 a 35 metros com 1 a 2 metros de diâmetro o pinhão combate a azia, a anemia e a debilidade do organismo. O cozimento das folhas é eficiente contra a anemia e tumores que surgem devido às disfunções dos gânglios linfáticos — escrófulas (Franco & Fontana, 1997) CYDIA ARAUCARIAE LEPIDOPTERA: TORTRICIDAE BROCA DO PINHÃO Principal praga da Araucária; Danificam as sementes, os botões e ramos; Inviabilizam a semente para o plantio; Fica imprópria para alimentação humana CICLO DE VIDA OVO A OVOPOSIÇÃO É FEITA NA BASE DA PINHA OVOS ISOLADOS INCUBAÇÃO 4 DIAS BROCAS PENETRAÇÃO NA PINHA PELA BASE 1° ÍSTAR, 4 DIAS 15 MM DE GALERIA 2° ÍSTAR, 2 DIAS GALERIA LARGA 3° ÍSTAR, 3 DIAS PINHÕES OCOS 4° ÍSTAR 8 A 10 DIAS FASE DE POUCA PINHÃO OU FORA DELE 15 DIAS MÉDIA ADULTOS COLORAÇÃO MARRON ENVERGADURA ENTRE 17 A 20 MM ANTENAS FILIFORMES MACHO PELOS SENSIVEIS NAS ANTENAS CONTROLE QUIMICOBrometo de Metila CH3Br e Bissulfeto de Carbono 3 cm³ de CH3Br e 20 litros de água Mata todas as Brocas sem prejudicar o fruto MÉTODOS DE CONTROLE Abamectin Abamectin na dosagem de 100 mL por 100 litros de água Instrução Normativa nº 39 de 21 de novembro de 2011 CONTROLE BIOLOGICOMoscas parasitas da Broca MÉTODOS DE CONTROLE óleo essencial de capim-limão Efeito de fumigação 2,0% de óleo essencial, além de 100 mL de água e polisorbato 80 Leskiella sp. e Gymnocarcelia sp. DIRPHIA ARAUCARIAE LEPIDOPTERA: ATTACIDAE LAGARTA-DA-ARAUCÁRIA A mariposa adulta tem asas de cor marrom ou cinza, com padrões que ajudam na camuflagem. As lagartas são de cor verde, com listras amarelas e espinhos urticantes, que podem causar irritação na pele humana CICLO DE VIDA DE 5 A 7 MESES DUAS GERAÇÕES POR ANO CONTROLE QUIMICO MÉTODOS DE CONTROLE Captor Fonte: Agrolink CONTROLE MECÂNICO MÉTODOS DE CONTROLE Em pequenos plantios ou áreas urbanas, a coleta manual de lagartas pode ser uma opção viável, embora trabalhosa. CONTROLE CULTURAL MÉTODOS DE CONTROLE Manutenção da Saúde da Planta: Árvores saudáveis são mais resistentes a infestações. Técnicas incluem adubação adequada, irrigação e práticas de manejo que promovem o vigor das árvores. Poda e Destruição de Ramas Infestadas: Remoção e destruição de partes da planta infestadas para reduzir a população de lagartas. ELASMOPALPUS LIGNOSELLUS LEPIDOPTERA: PHYCITIDAE LARGATA DO ELASMO Adultos: As mariposas são pequenas, de cor marrom- avermelhada, com asas estreitas. Lagartas: As lagartas possuem coloração esverdeada a marrom, com listras longitudinais claras e escuras ao longo do corpo. Elas são conhecidas por se enterram no solo e atacarem a base do caule das plantas. CICLO DE VIDA OVOS: SÃO DEPOSITADOS NO SOLO OU NAS PARTES BAIXAS DAS PLANTAS. LARVAS: AS LAGARTAS RECÉM-ECLODIDAS SE ALIMENTAM DAS RAÍZES E DA BASE DO CAULE DAS PLANTAS. PUPAS: A PUPAÇÃO OCORRE NO SOLO, PRÓXIMO ÀS PLANTAS HOSPEDEIRAS. DANOS AS LARVAS ATACAM A BASE DO CAULE E AS RAÍZES DAS ÁRVORES JOVENS, CAUSANDO MURCHA, QUEDA DE FOLHAS E, EM CASOS SEVEROS, A MORTE DA PLANTA. AS PLANTAS ATACADAS MOSTRAM SINTOMAS DE MURCHA, AMARELECIMENTO E QUEDA PREMATURA DE FOLHAS. PODE HAVER GALERIAS E EXSUDAÇÃO DE RESINA NA BASE DAS PLANTAS. MONITORAMENTO MÉTODOS DE CONTROLE Uso de armadilhas para monitorar a presença de mariposas adultas e determinar os níveis de infestação. CONTROLE CULTURAL MÉTODOS DE CONTROLE A aração profunda pode expor as pupas e larvas ao sol, matando-as. PINUS PINUS ELLIOTTII ESPÉCIES MENORES PODEM ATINGIR DE 10 A 20 METROS. ESPÉCIES MAIORES PODEM ULTRAPASSAR 30 METROS E, EM ALGUNS CASOS, CHEGAR A 50 METROS OU MAIS. UTILIZADOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL (ESTRUTURAS, TELHADOS, PISOS). PRODUÇÃO DE MÓVEIS E ARTIGOS DE MARCENARIA. FABRICAÇÃO DE PAPEL E CELULOSE. Fonte: Embrapa MADEIRA RESINA PINHA Construção Civil; Móveis e Marcenaria; Indústria de Papel e Celulose; Embalagens, etc Algumas espécies, como o Pinus elliottii, são cultivadas para a extração de resina, que é usada na indústria química para produzir terebintina e colofônia. Decoração de Natal; Artes Manuais; Velas e Aromatizadores; Jardins, etc; Vespa-da-madeira Família: Siricidae Ordem: Hymenoptera Descrição e Biologia Os machos possuem uma coloração azul metálico, enquanto as fêmeas têm uma tonalidade azul metálico mais escura. Os adultos da vespa-da-madeira surgem do interior dos troncos de pinheiros, geralmente, entre a primavera (em outubro) e o início do verão (em janeiro). O tempo de incubação dos ovos varia de 14 a 28 dias. O ciclo de desenvolvimento completo dessa vespa leva cerca de um ano. Danos e Prejuízos Os principais danos provocados pela vespa-da-madeira são as perfurações no tronco, ocasionadas pelas larvas e adultos. Os sintomas externos mais visíveis de ataque da vespa-da-madeira se expressam na forma de um progressivo amarelecimento da copa até atingir a coloração marroma-vermelhada. Nível de Controle Monitoramento; Utilização de árvores-armadilhas devem ser instaladas em locais de maior risco (locais de maior probabilidade de constatação), próximos aos plantios, bosquetes ou cortinas quebra ventos; Avaliação da infestação; Métodos Culturais de Controle O desbaste pode ser considerado uma estratégia preventiva altamente eficaz, pois, além de remover as árvores que são mais propensas a problemas, também cria condições para que as árvores restantes se fortaleçam. Isso melhora seu vigor e, consequentemente, sua capacidade de resistir aos ataques da vespa. Método Biológico de Controle Nematóide Deladenus (Beddingia) siricidicola, que pode parasitar e esterilizar, em média, 70 % das fêmeas; Hidrogel com o nematoide Deladenus (Beddingia) siricidicola. Para inoculação do nematoide nas árvores atacadas, é preparada uma gelatina com doses do nematoide; São utilizados insetos parasitóides para o controle da vespa-da-madeira. Um deles, Ibalia leucospoides Método Químico de Controle Fipromix Dipil Inseticida; Pulgões-gigantes-do-pínus Cinara atlantica Família: Alphididae Ordem: Hemiptera Descrição e Biologia Para se alimentar, os afídeos inserem seu estilete na planta até alcançar o floema. Esse processo pode ser bastante demorado, variando de 25 minutos até 24 horas; Os afídeos geralmente têm várias gerações ao longo do ano, predominantemente reproduzindo-se por partenogênese. Normalmente, a última geração da temporada é sexual; Em áreas com clima temperado, os afídeos passam o inverno na forma de ovos, que ficam sobre as acículas ou a casca dos pínus. Durante a geração de verão, as fêmeas geram ninfas por partenogênese. Ciclo de Vida Num clima ameno , a maioria dos pulgões conseguem reproduzir-se assexuadamente durante a maior parte o ano, com as fêmeas adultas a dar à luz até 12 filhotes vivos por dia e sem acasalarem; Outras espécies reproduzem-se por acasalamento e produzem ovos no Outono ou Inverno, proporcionando um estágio mais resistente para sobreviver às intempéries e à ausência de culturas hospedeiras. Danos e Prejuízos Extração dos nutrientes; Inoculação de toxinas contidas nas secreções salivares; Multiplicação de fungos causadores da fumagina. Nível de Controle Monitoramento e controle; Armadilhas adesivas; Utilização de armadilhaspara a captura dos afídeos e com a aplicação de altos volumes de água para remover os insetos dos ramos das árvores; Remover amostras de ramos da parte mediana. Métodos Culturais de Controle Controle silvicultural, pela utilização de sementes e mudas de boa qualidade, manutenção da cobertura vegetal. Método Biológico de Controle Esta praga é bem controlada pelo parasitóide Xenostigmus bifasciatus. Método Químico de Controle Evidence 700WG Inseticida Gorgulho-do-pinus Pissodes castaneus Família: Curculionidae Ordem: Coleoptera Descrição e Biologia O inseto adulto apresenta coloração parda; Os adultos são longevos, podendo viver até 20 meses; A oviposição ocorre em dois períodos: o primeiro, entre meados da primavera e o início do verão e, o segundo, do final do verão até o outono; Imagem refere-se ao orifício de emergência do gorgulho. CICLO DE VIDA Danos e Prejuízos O gorgulho-do-pínus ataca, de preferência, plantios de pínus com até 15 anos de idade; O principal dano é causado pelas larvas. As árvores atacadas apresentam um sintoma caracterizado pela coloração marrom- avermelhada. Nível de Controle Monitoramento e controle; Eliminar as árvores que apresentem qualquer sintoma de ataque de gorgulho; Instalar armadilhas nos períodos de maior incidência de posturas; Métodos Culturais de Controle . Podas; . Desbastes; . Remoção e destruição dos resíduos. Método Químico de Controle Fertox Inseticida; Obrigado pela atenção de todos!