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PRÁTICA DE ACAROLOGIA: PASSO A PASSO E INSTRUÇÕES.
Vamos montar um ensaio para avaliar a resposta funcional de um ácaro predador a duas presas diferentes: ácaros rajados e ácaros brancos.
Objetivo do Ensaio
Avaliar a resposta funcional do ácaro predador (Neoseiulus californicus) ao se alimentar de duas espécies de presas: ácaro rajado (Tetranychus urticae) e ácaro branco (Polyphagotarsonemus latus).
Materiais Necessários
1. Ácaros predadores (Neoseiulus californicus)
2. Ácaros rajados (Tetranychus urticae)
3. Ácaros brancos (Polyphagotarsonemus latus)
4. Folhas de feijão-de-porco ou outra planta hospedeira adequada
5. Lupas eletrônicas
6. Placas de Petri ou arenas de teste
7. Pincéis finos
8. Papel filtro
9. Água destilada
10. Fita adesiva ou plástico filme
Procedimento
	1. Preparação das Arenas de Teste
1.1 Montagem das Arenas:
 - Utilize 15 placas de Petri como arenas de teste.
 - Adicione um pedaço de folha de feijão no fundo da placa.
	2. Coleta e Preparo dos Ácaros
2.1 Ácaros Predadores:
 - Colete ácaros predadores adultos utilizando um pincel fino.
 - Coloque um ácaro predador em cada arena de teste.
2.2 Ácaros Rajados e Ácaros Brancos:
 - Colete ácaros rajados e ácaros brancos separadamente utilizando um pincel fino.
 - Conte 10 indivíduos de cada tipo de presa para cada arena de teste.
	3. Montagem do Ensaio
3.1 Distribuição das Presas:
 - Coloque 10 ácaros rajados em 5 arenas de teste e 10 ácaros brancos em 5 arenas de teste.
 - Certifique-se de ter réplicas suficientes para cada combinação de predador/presa e número de presas.
3.2 Controle:
 - Monte arenas de controle sem ácaros predadores, mas com o mesmo número de presas para cada tratamento.
	4. Condução do Ensaio
4.1 Condições Ambientais:
 - Coloque as arenas de teste em uma sala controlada com temperatura, umidade e fotoperíodo adequados (~25°C, 70% de umidade relativa e fotoperíodo de 16:8 horas de luz: escuridão).
4.2 Observação e Registro:
 - Após 24 horas, observe cada arena utilizando uma lupa eletrônica.
 - Conte o número de presas consumidas (mortas) pelo ácaro predador em cada arena.
	5. Análise de Dados
5.1 Calcular a Resposta Funcional:
 - Utilize os dados coletados para calcular a resposta funcional do ácaro predador a cada tipo de presa.
 - A resposta funcional pode ser modelada utilizando equações matemáticas, como a equação de Holling (tipo I, II ou III).
5.2 Comparação entre Presas:
 - Compare a eficiência predatória do ácaro predador entre as duas espécies de presas.
5.3 Interpretação dos Resultados:
 - Discuta os resultados em termos de biologia do predador e das presas.
 - Considere fatores como a preferência do predador, a facilidade de captura das presas e as implicações ecológicas.
Conclusão
- Resuma os principais achados do ensaio.
- Discuta possíveis aplicações dos resultados em programas de controle biológico ou manejo integrado de pragas.
Com esses passos, você terá um ensaio estruturado para avaliar a resposta funcional de um ácaro predador a duas presas diferentes. Se precisar de mais detalhes ou tiver alguma dúvida específica, sinta-se à vontade para perguntar!
Qual a importância da correlação das duas espécies ? Sem essa explicação não faz sentido a pesquisa. 
Como foram feitas as amostras ?
Dysmicoccus brevipes (Hemiptera: Pseudococcidae) constitui um importante problema fitossanitário na cultura do abacaxi. A associação mutualística entre formigas e D. brevipes é frequentemente facultativa e pode ser afetada pela disponibilidade de outras fontes alimentares. Considerando que a ocorrência de formigas Solenopsis saevissima (Hymenoptera: Formicidae) é comum em culturas de abacaxi, evidenciando uma interação mutualística com o pseudococcídeo D. brevipes, a presente pesquisa analisou o grau de coocorrência dessas espécies em uma cultura de abacaxi. Os levantamentos foram realizados em condições de campo entre março de 2023 e janeiro de 2024, em uma unidade de cultivo com pomar comercial convencional de abacaxi cv. Pérola, localizada em Araçagi-PB. Inicialmente, foram escolhidas parcelas com histórico de ocorrência natural de cochonilhas em condições naturais. Para o manejo do abacaxizeiro foram utilizadas mudas jovens, oriundas da produção do município, e plantadas no espaçamento 100 cm x 40 cm. Amostragens foram realizadas mensalmente, analisando a ocorrência de cochonilhas e formigas. Em cada amostragem, foram selecionadas plantas aleatórias dentro das parcelas para inspeção visual detalhada, registrando-se a presença de D. brevipes e S. saevissima. Para análise dos dados, um modelo probabilístico de coocorrência de espécies foi aplicado a um conjunto de 70,125 interações durante amostragens mensais realizadas ao longo de 2023. O algoritmo calculou as frequências de coocorrência observadas e esperadas entre cada par de interações. A análise retornou à probabilidade de que um valor de coocorrência mais extremo (baixo ou alto) pudesse ter sido obtido por acaso. Para isso, o pacote R cooccur incluiu funções para visualizar os resultados de coocorrência. A coocorrência entre D. brevipes e S. saevissima foi estimada em aproximadamente 25% (P

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