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MICROBIOLOGIA CIÊNCIAS BIOLÓGICAS | NÚCLEO COMUM CECEN | CBIO | UEMA | SÃO LUÍS - MA FUNGOS: CARACTERÍSTICAS GERAIS PROF. DR. THIAGO ANCHIETA DE MELO RESPONSÁVEL: OBJETIVO Discutir as principais características que posicionam os fungos como organismos de importância econômica para a microbiologia ROTEIRO 1. HISTÓRICO 2. OCORRÊNCIA 3. IMPORTÂNCIA 4. MORFOLOGIA 5. CRESCIMENTO 6. ESTRUTURAS ESPECIALIZADAS DOS FUNGOS 7. REPRODUÇÃO 8. CLASSIFICAÇÃO DOS FUNGOS 9. FUNGOS MITOSPÓRICOS 10. OOMICETOS: FUNGOS NÃO VERDADEIROS 11. OS FUNGOS NO CONTEXTO HISTÓRICO DA MICROBIOLOGIA 12. VARIABILIDADE GENÉTICA EM FUNGOS HISTÓRICO Petro Antonio Micheli (1679-1737) - Botânico Italiano - Pai da micologia O Nova Plantarum Genera (1729) Incluiu os fungos entre as plantas HISTÓRICO 1. Eucariose; 2. Aclorofilados (quimio-heterotrofismo); 3. Reprodução por esporos; 4. Apresentam hifas (estrutura somática); 5. São multicelulares (geralmente); 6. Parede celular constituída de β-glucanas e quitina; 7. Ergosterol é o esterol mais comum na membrana plasmática; 8. Glicogênio é o principal composto de reserva. 1. Eucariose; 2. Clorofilados (autotrofismo); 3. Não há participação de esporos na reprodução; 4. Não apresentam hifas; 5. São multicelulares (sempre); 6. Parede celular constituída de polímeros de celulose e lignina; 7. Fitosterol é o esterol mais comum na membrana plasmática; 8. Amido é o principal composto de reserva. FUNGOS PLANTAS DIFERENCIAÇÃO ENTRE FUNGOS E PLANTAS HISTÓRICO tempo Principais esquemas de classificação dos seres vivos - POSIÇÃO TAXONÔMICA DOS FUNGOS HISTÓRICO CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS, SEGUNDO WOESE (1977) OCORRÊNCIA EXISTEM MAIS DE 100.000 ESPÉCIES DE FUNGOS CONHECIDAS! A maior parte é saprófita... Fase saprofítica Fase patogênica Fase saprofítica Fase patogênica SAPRÓFITA PATÓGENO OCORRÊNCIA EXISTEM MAIS DE 100.000 ESPÉCIES DE FUNGOS CONHECIDAS! ... cerca de 50 spp. causam doenças em animais... ... cerca de 50 spp. causam doenças em seres humanos... OCORRÊNCIA EXISTEM MAIS DE 100.000 ESPÉCIES DE FUNGOS CONHECIDAS! ... cerca de 8.000 spp. causam doenças plantas! IMPORTÂNCIA O LADO RUIM DOS FUNGOS Micoses em homens e animais Fungos venenosos e alucinógenos Amanita sp. IMPORTÂNCIA O LADO RUIM DOS FUNGOS Micotoxinas em alimentos Deterioração de alimentos armazenados Deterioração do pão Micotoxinas em grãos Podridão em morangos Podridão em maçãs Mofo azul em Citrus - mumificação IMPORTÂNCIA O LADO RUIM DOS FUNGOS Doenças em plantas cultivadas Responsáveis indiretos pelas contaminações do meio ambiente Prejuízos diretos (milhões de dólares anualmente) Redução da produção IMPORTÂNCIA O LADO BOM DOS FUNGOS Decomposição da matéria orgânica (participando dos ciclos do C, N e S) IMPORTÂNCIA O LADO BOM DOS FUNGOS Associações micorrízicas (mais de 90% das plantas) As micorrizas são associações simbióticas entre fungos e raízes que melhoram, consideravelmente, a absorção de nutrientes por parte da planta (principalmente P) IMPORTÂNCIA O LADO BOM DOS FUNGOS Controle biológico de pragas, ervas daninhas e patógenos de plantas Ophiocordyceps unilateralis Arthrobotrys oligosporaBeauveria bassiana IMPORTÂNCIA O LADO BOM DOS FUNGOS Fungos comestíveis e medicinais Agaricus bisporus (champignon) Agaricus blazei (cogumelo do sol) Lentinula edodes (shiitake) Boletus edulis IMPORTÂNCIA O LADO BOM DOS FUNGOS Biorremediação (descontaminação dos solos e das águas) Penicillium sp. Trametes sp. Psilocybe sp. IMPORTÂNCIA O LADO BOM DOS FUNGOS Fermentação alcoólica (álcool, bebidas, panificação) IMPORTÂNCIA O LADO BOM DOS FUNGOS Produção de antibióticos (Ex.: Penicilina, Cefalosporina) Penicillium sp. Alexander Fleming, descobridor da penicilina em 1928 IMPORTÂNCIA O LADO BOM DOS FUNGOS Produção de ácidos orgânicos (Ex.: o ácido cítrico da Coca-Cola é produzido por uma espécie de Aspergillus) Conidióforos de Aspergillus niger repletos de conídios do fungo IMPORTÂNCIA O LADO BOM DOS FUNGOS Medicamentos O fungo propriamente dito: Ex.: Floratil (Saccharomyces boulardii – levedura) Enzimas Celulases Lipases Ex.: Digestivos Metabólitos Hormônios Esteróides Ex.: Anticoncepcionais, morfina IMPORTÂNCIA O LADO BOM DOS FUNGOS Maturação de queijos – Indústria de alimentos - Roquefort (Penicillium roqueforti) - Gorgonzola (Penicillium glaucum) - Camembert (Penicillium candida) MORFOLOGIA Talo somático O esporo é a unidade reprodutiva dos fungos Alexopoulos et al. (1997) Leveduriforme (unicelular) Ex.: Leveduras Filamentoso (multicelular) MORFOLOGIA HIFAS: FILAMENTOS TUBULARES MICROSCÓPICOS Septo e Poro Ascomicetos Basidiomicetos MORFOLOGIA HIFAS: FILAMENTOS TUBULARES MICROSCÓPICOS A. Septo de Ascomycota B. Septo de Basidiomycota Isolam compartimentos (maior suscetibilidade de Zygomycota e Oomycota) Permitem a passagem de organelas e demais componentes para novas partes das hifas Podem ser degradados para facilitar o transporte de substâncias no interior da hifa MORFOLOGIA MICÉLIO: CONJUNTO/ EMARANHADO DE HIFAS MORFOLOGIA HIFAS - Parede Celular - Membrana Plasmática - Citoplasma MORFOLOGIA PAREDE CELULAR Modelo da estrutura em camadas da parede celular das hifas fúngicas. Jennings; Lysek. Fungal Biology. Springer: 1999 Diagrama ilustrativo da arquitetura das paredes celulares fúngicas de uma região madura da hifa de Neurospora crassa (Ascomycota): a) Camada mais externa constituída de formas amorfas de β-1,3 e β-1,6-glucanas; b) Retículo glicoproteico incorporado a uma matriz proteica; c) Camada de proteína mais discreta; d) Microfibrilas de quitina incorporadas a uma matriz proteica; e) Plasmalema. MORFOLOGIA PAREDE CELULAR: IMPORTÂNCIA • Determina a forma – hifa ou levedura; • Protege contra a lise osmótica; • Atua como “peneira molecular”; • Melanina presente – protege contra UV/enzimas líticas; • Sítio de ligação para enzimas; • Propriedades antigênicas. MORFOLOGIA CITOPLASMA - Laboratório bioquímico; - Envolto pela membrana plasmática; - Contém: - Retículo endoplasmático - Ribossomos - Mitocôndrias - Complexo de Golgi - Vacúolos - Grânulos de glicogênio m: membrana plasmática; v: vacúolo gl: glóbulos lipídicos n: núcleo c: citoplasma mi: mitocôndria s: septo t: trabécula MORFOLOGIA LEVEDURA (UNICELULAR) Representação diagramática da levedura Saccharomyces cerevisiae (cerca de 5 µm). W – parede celular; Vac – vacúolo central; BS – cicatriz de brotamento; M – mitocôndria; L – corpúsculo de lipídio; G – complexo de Golgi; ER – retículo endoplasmático; V – vesícula; SPB – “spindle pole-body” equivalente aos centríolos em outros eucariotos; N – núcleo. Adaptado de Deacon (1997). MORFOLOGIA ESTÁGIOS DE CRESCIMENTO DOS FUNGOS Os esporos asseguram a sobrevivência do fungo! CRESCIMENTO ESTÁGIOS DE CRESCIMENTO DOS FUNGOS – CRESCIMENTO VEGETATIVO Quitina β-1,3-glucanas quitinases β-1,3-glucanases Bartinicki-Garcia (1973) “A hifa é constantemente rígida”. quitina-sintetase glucana-sintase Crescimento envolve a elongação do tubo germinativo na extremidade Tubo germinativo começa a ramificar Hifas Colônia fúngica Circular meio sólido Esférica meio líquido CRESCIMENTO ESTÁGIOS DE CRESCIMENTO DOS FUNGOS – ELONGAÇÃO DAS HIFAS: COMPOSIÇÃO DA PAREDE Zona de crescimento Citoplasma Parede da hifa Microfibrilas de quitina + proteína Proteína + Glucana Glicoproteínas Glucana amorfa - Extremidade da hifa: 50-100 µm - Crescimento dos fungos micelianos: • Extensão das extremidades hifálicas • Partes velhas incapazes de crescer (formação de novo protoplasma) Neurospora sp.: 3,6 – 3,8 mm/h Zoom!!! CRESCIMENTO DIGESTÃO E ABSORÇÃO: COMO OS FUNGOS PENETRAM SEUS HOSPEDEIROS Levedura invasiva Enzima A Enzima A Polímero insolúvel do hospedeiro Hifa invasiva Transporte interno dosprodutos digeridos Enzima B Enzima B Produtos solubilizados Hospedeiro CRESCIMENTO DIGESTÃO E ABSORÇÃO: CRESCIMENTO IN VITRO Células sem crescimento MM Zona de esgotamento de nutrientes Meio de cultivo In vitro, a zona de maior crescimento dos fungos e das leveduras é a região marginal (M) das colônias. Abaixo da colônia há uma zona de esgotamento de nutrientes que aumenta de tamanho com o crescimento e idade da colônia. A zona M, geralmente, é livre de metabólitos inibitórios. ESTRUTURAS ESPECIALIZADAS DOS FUNGOS Rizóides: fixação e absorção ESTRUTURAS ESPECIALIZADAS DOS FUNGOS Apressório: adesão e penetração ESTRUTURAS ESPECIALIZADAS DOS FUNGOS Haustório: absorção intracelular ESTRUTURAS ESPECIALIZADAS DOS FUNGOS Agregados de hifas: Escleródios – sobrevivência, disseminação (curtas distâncias) ESTRUTURAS ESPECIALIZADAS DOS FUNGOS Agregados de Hifas: Rizomorfas ou cordões miceliais – sobrevivência, colonização e infecção REPRODUÇÃO (ESPORULAÇÃO) - Enquanto há nutriente disponível – hifas assimilativas - A partir do momento em que o nutriente se torna indisponível - esporulação REPRODUÇÃO CICLO DE VIDA Fase anamórfica ou imperfeita Fase teleomórfica ou perfeita REPRODUÇÃO ESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO CICLO ASSEXUAL Conídios Esterigma Conidiófor o Conidióforo individual Picnídio Sinema ou Corêmio Conidióforo agregado Conidióforo no interior de conidiomas Esporodóquio Acérvulo REPRODUÇÃO ESTRUTURAS CARACTERÍSTICAS DO CICLO SEXUAL Gametângios (zigomicetos) Zigósporos (2n) Ascos (ascomicetos) Ascósporos (n) Basídias (basidiomicetos) Basidiósporos (n) CLASSIFICAÇÃO DOS FUNGOS OBSERVAÇÃO MORFOLÓGICA E DO CICLO SEXUAL HIFA ZYGOMYCOTA MITOSPÓRICOS BASIDIOMYCOTA ASCOMYCOTA septada não-septada ciclo sexual presente ciclo sexual ausente esporo sexual endógeno esporo sexual exógeno A diferenciação em filos nos fungos verdadeiros é baseada na morfologia e no ciclo sexual! CLASSIFICAÇÃO DOS FUNGOS ZYGOMYCETES Quitina e β-glucana na parede / hifas sem septo ESPORÂNGIOS COM ESPOROS IMÓVEIS - APLANÓSPOROS CLASSIFICAÇÃO DOS FUNGOS ZYGOMYCETES Ciclo de Vida Fase sexual Fase assexual Extraído de Tortora et al. (2012) CLASSIFICAÇÃO DOS FUNGOS ASCOMYCETES Quitina e β-glucana na parede / hifas com septo ascósporos ASCO Ascos nus Cleistotécio Apotécio Peritécio Alexopulos e Mins (1996) CLASSIFICAÇÃO DOS FUNGOS ASCOMYCETES Ciclo de Vida Extraído de Tortora et al. (2012) Fase sexual Fase assexual CLASSIFICAÇÃO DOS FUNGOS BASIDIOMYCETES Quitina e β-glucana na parede / hifas com septo Píleo Escamas Anel/Ânulo Estipe Volva basidio basidiósporos CLASSIFICAÇÃO DOS FUNGOS BASIDIOMYCETES Ciclo de Vida Cariogamia (2n) Dicariótico (n+n) A fase dicariótica é mais longa nesse grupo Extraído de Tortora et al. (2012) CLASSIFICAÇÃO DOS FUNGOS FUNGOS MITOSPÓRICOS Quitina e β-glucana na parede / hifas com septo - São fungos de fase sexual desconhecida; - Produzem esporos clonais (mitose). - Os esporos são produzidos em: esporangióforos (hifas modificadas) corpos de frutificação Acérvulo Colletotrichum sp. Picnídio Septoria sp. OOMICETOS “FUNGOS NÃO VERDADEIROS” IMPORTÂNCIA HISTÓRICA Anton de Bary (1831-1888) Requeima da batata (1845-1846) Famine Memorial, Dublin - Irlanda IMPORTÂNCIA HISTÓRICA Anton de Bary (1831-1888) Em 1853, de Bary concluiu que a doença era causada por Phytophthora infestans, um Oomiceto. A FITOPATOLOGIA surge a partir da ocorrência de uma doença causada por um Oomiceto! A. Esporangióforo de P. infestans. B. Zoósporo de P. infestans. A B IMPORTÂNCIA HISTÓRICA França – século XIX Já naquela época, o país despontava como um dos maiores produtores mundiais de uva... IMPORTÂNCIA HISTÓRICA Plasmopara viticola – agente causal do míldio da videira – introduzido na Europa por material importado das Américas Frutos recobertos de estruturas do patógeno Mancha óleo em folhas Na parte abaxial da folha, crescimento de micélio branco IMPORTÂNCIA HISTÓRICA Alexis Millardet (1838-1902) Botânico e Micologista Videiras doentes Videiras sadias Plasmopara viticola – agente causal do míldio da videira Mistura de Sulfato de cobre + cal 1885 Millardet recomenda e mistura para o controle de míldio da videira e a batiza de CALDA BORDALESA O PRIMEIRO FUNGICIDA CRIADO! IMPORTÂNCIA DOS OOMICETOS SÃO IMPORTANTES AGENTES DE DOENÇAS DE PLANTAS Míldio da videira Plasmopara viticola Requeima da batata e tomate Phytophthora infestans Damping-off de pré e pós emergência, podridão de sementes, raízes e podridão mole de órgãos suculentos Pythium spp. CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS OOMICETOS SÃO IMPORTANTES AGENTES DE DOENÇAS DE PLANTAS - Eucarióticos - Microrganismos aclorofilados (quimioheterotróficos) - Reprodução por esporos móveis - Estrutura somática – hifa asseptada - Geralmente multicelulares - Parede celular constituída principalmente de β-glucanas, celulose e hidroxiprolina (Quitina é ausente) - Ergosterol não é um esterol importante na membrana plasmática - Laminarinas constituem o principal composto de reserva Oomicetos não são fungos verdadeiros! REINO CHROMISTA REINO CHROMISTA Oomycetes ou Oomycota é uma classe de organismos filamentosos, unicelulares, que se assemelham morfologicamente a fungos 1. Fase somática diplóide (como em plantas) 2. Zoósporos lateralmente biflagelados, sendo um flagelo do tipo penado e outro do tipo "chicote" 3. Micolaminarina como substância de reserva energética 4. Parade celular constituída de glucano-celulose 5. Oósporo com parede espessa ZOÓSPORO Flagelo tipo tinsel (com mastigonemas) Flagelo tipo chicote O REINO CHROMISTA SEGUNDO A CLASSIFICAÇÃO DE WOESE Oomycetes ou Oomycota é uma classe de organismos filamentosos, unicelulares, que se assemelham morfologicamente a fungos 1. Fase somática diplóide (como em plantas) 2. Zoósporos lateralmente biflagelados, sendo um flagelo do tipo penado e outro do tipo "chicote" 3. Micolaminarina como substância de reserva energética 4. Parade celular constituída de glucano-celulose 5. Oósporo com parede espessa CLASSIFICAÇÃO DOS OOMICETOS EM RELAÇÃO AOS FUNGOS OOMICETOS CELULOSE E β-GLUCANA NA PAREDE / HIFAS SEM SEPTO Estruturas características do ciclo assexual Estruturas características do ciclo sexual Esporângio OOMICETOS CICLO DE VIDA Podridão em alface causada por Pythium sp. Ciclo de vida de Pythium sp. Fonte: Massola Junior e Krugner (2011) OOMICETOS CELULOSE E Β-GLUCANA NA PAREDE CELULAR / HIFAS SEM SEPTO Esporangióforos (haste) repletos de esporângios (vesícula) Esporângio repleto de esporangiósporos Esporangiósporo = zoósporo Liberação de Zoósporos OS FUNGOS NO CONTEXTO HISTÓRICO DA MICROBIOLOGIA Reino Protozoa Reino Chromista Reino Fungi Mixomicetos (Fungos viscosos) Pouco desenvolvidos Sem parede celular Oomicetos: fungos com celulose Hifas não septadas Esporos móveis Fungos Verdadeiros Bem desenvolvidos Muitos são macroscópicos “FUNGOS” Plasmódio (somático) Sem parede celular Esporângios (reprodutivo) FUNGOS: MECANISMOS DE VARIABILIDADE GENÉTICA Mutação Alteração na sequência de nucleotídeos de um gene; Meiose Processo de divisão celular utilizado pelos organismos de reprodução sexuada; Heterocariose É a presença de dois ou mais núcelos geneticamente diferentes numa mesma hifa ou célula; Parassexualidade* REPRODUÇÃO PARASSEXUAL Célula aneuploide: é a célula que teve seu material genético alterado, sendo portador de um número cromossômico diferente do normal da espécie VARIABILIDADE GENÉTICA EM FUNGOS ETAPAS DA FASE SEXUADA DOS FUNGOS VARIABILIDADE GENÉTICA EM FUNGOS Estágio Dicariótico (n+n) Cariogamia (fusão de núcleos) Estágio diploide (2n) Meiose Estrutura formadora de esporos (n) Esporos (n) Germinação Micélio(n) Plasmogamia (fusão do citoplasma) Reprodução sexual PLASMOGAMIA CARIOGAMIA MEIOSE CICLO SEXUADO DOS BASIDIOMICETOS HETEROCARIOSE Nos fungos, ao contrário dos animais, a fase diploide não é a fase dominante, e sim a haploide CICLO SEXUADO DOS BASIDIOMICETOS HETEROCARIOSE Processo que permite núcleos geneticamente distintos compartilharem o mesmo citoplasma CICLO SEXUADO DOS BASIDIOMICETOS GRAMPO DE CONEXÃO Estruturas formadas nas hifas que garantem o estado dicariótico do micélio ATIVIDADE DE FIXAÇÃO Supondo que você seja estagiário do laboratório de microbiologia/ fitopatologia da UEMA e recebeu um material vegetal apresentando os sintomas abaixo, causados por um patógeno fúngico. Após isolamento, e observação das estruturas formadas pelo fungo, você fez as seguintes anotações: Pergunta-se: (a) em qual classificação esse fungo se encaixa? (b) Na sua opinião, qual a importância de se saber o agente causal das doenças em plantas, seres humanos e animais? Justifique. OBRIGADO! thiagodemelo.uema@gmail.com