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A preocupação com a crise das empresas não envolve somente o direito empresarial, envolve também direito de família, propriedade e liberdade O empresário não é o foco do direito de empresas em crise, o objetivo é preservar a empresa, não o empresário. Historicamente, até o início dos anos 2000, recuperação e falencia era uma área não muito bem quista, mas no início dos anos 2010 foram elaborador novos procedimentos O ordenamento tem 4 formas de enfrentar uma crise econômica 1- acordo extrajudicial: situação em que duas partes estão envolvidas apenas, credor e devedor 2- recuperação extrajudicial: a negociação é feita à margem do judiciário, que fica com uma função homologatória e não fiscalizatória, menos incisiva, envolve mais que duas partes 3- recuperação judicial: substituiu a concordata, se tornou mais complexo, proposta de alternativa para a sobrevivência/reerguimento da empresa, como a expurgação do gestor, substituído por um gestor judicial, os credores devem ser tratados com paridade de armas •RJ ordinária •RJ especial 4- Falência: arrecadação dos bens do devedor, liquidação dos bens e pagamento dos credores em uma ordem pré estipulada •Pedido de autofalência •Falência requerida pelo credor •Falência decorrente da consolação da recuperação judicial Lei 11.101/2005 (alterada pela lei 14.112/2020) Forte permissibilidade de interpretações extensivas Estão sujeitos empresários e sociedades empresárias Empresa em crise, quais os caminhos? 1) acordo extrajudicial 2) Recuperação extrajudicial: quanto mais previsível mais benéfico ao credor; é um procedimento de jurisdição voluntária, é a homologação de um acordo feito fora do juízo, quando se tem essa homologação o acordo passa a ter efeitos de plano de recuperação extrajudicial (vinculando credores que não estavam no rol inicial), deve ser um procedimento minimamente consensual (½ de quorum); anteriormente a reforma não tinha previsão de créditos trabalhistas e de acidentes de trabalhos 3) Recuperação judicial 4) Falencia (obrigatório): autofalência, falência requeridas pelo credor Recuperação extrajudicial (art 161): acordo privado feito pelo dvedor com seus credores, evita alguns riscos como a decretação da falência - legitimidade ativa: o devedor que preencher o artigo 48 (o mesmo da recuperação judicial), o devedor deve estar registrado na junta comercial (regular e há mais de 2 anos), não pode ser falido, condenado por crime falimentar ou obtido rj a menos de 5 anos obs: §3º - não é legitimado se estiver tramitando rj, se tiver obtido rj ou re a menos de 2 anos - créditos: entram todos os créditos contraídos antes da data, até os que não venceram, mas tributário não entra, propriedade fiduciária, arrendamento mercantil etc (art 49), lembrar do art 86 - classes: trabalhistas, garantia real, quirografários e microempresas obs: §2º - não pode antecipar pagamento de dívidas ou tratar de maneira desfavorável aos credores que não estão sujeitos ao plano - stay period: não existe, as execuções continuam e os credores podem pedir a falência - uma vez assinado o plano deve ser homologado por juiz, a sentença vira titulo executivo Recuperação judicial ordinária Fundamentar pela preservação da atividade econômica quando se faz um plano de recuperação Fases: 1- processamento: quando a recuperando ajuíza a recuperação, tem um só objetivo- decisão positiva pelo processamento, é com o processamento que se inicia o stay period (suspensão das execuções); e estando presentes os requisitos, é uma faculdade do juízo realizar uma perícia/constatação prévia, análise de documentos econômicos e financeiros para verificar a viabilidade da recuperação, ele pode entender que seria um momento de falência já e aí não aceita a recuperação por critério econômico; estando presentes os requisitos o juiz deve admitir o processamento, não estando presentes os requisitos não de e admitir. Artigo 51 traz os requisitos da inicial. O recurso seria agravo de instrumento para uma decisão que não aprova o processamento 2- do plano 3- Execução: homologação do plano por parte do juiz, após aprovação da AGC, com período de fiscalização de até 2 anos, depois disso o juiz determina em decisão judicial (sentença de encerramento) o fim da RJ (art 63); é possível que se estipule no plano um período de carência para o início dos pagamentos. Se houver descumprimento do plano durante o período da fiscalização há uma possível convocação em falência (que pode ser de ofício), para todos os efeitos, os créditos dos credores retornam ao status quo anterior à RJ, abatidos os créditos pagos durante a execução, se a convocação for depois da fiscalização os créditos não voltam como eram antes, isso porque a novação (mudança do valor) dos créditos se torna definitiva - fiscalização: feita pelo juiz de forma direta pelo administrador judicial, que deve elaborar relatórios mensais sobre as atividades, e pelos credores por meio da análise dos pagamentos e indiretamente, pelo comitê de credores; a lei 14.112/20 alterou o artigo 61, a decisão da dispensa do período de fiscalização é mais das partes (devedores e credores/AGC) - Contagem do prazo de 2 anos (termo inicial do prazo): não começa na data da decisão que homologou o plano e sim de sua publicação, porém se há carência a fiscalização se inicia quando acaba o período de carência , somente se ele for global (entendimento do judiciário) Existe uma fase preparatória de incentivo à mediação e conciliação para tentar liquidar débitos para tornar RJ mais célere Falência A lógica da falência é que a empresa já fracassou, então não há interesse de preservar a entidade devedora, mas preservar a atividade econômica, o instrumento adotado para isso é a extinção do agente no mercado, criando um vácuo no mercado e abrindo espaço para que outro agente ocupe seu lugar. Extingue as relações jurídicas, líquida ativos, pagamento das dívidas na medida do possível Fase pré falimentar: entre a data de pedido e a sentença declaratória de falência Falência (fase falimentar): É nomeado AJ que representa a empresa, que determina quadro de credores com procedimento de arrecadação e apuração de ativos, apuração de crimes falimentares, então a falência se encerra Encerramento: sentença de encerramento da falência (requisitos estão previstos no art 158) Fase pós falimentar: fiscalização do falido para verificar se há patrimônio ocultado (como por exemplo ocultação por trust internacional - remédio: ação rescisória da trust) Histórico: Decreto 7.661/45 - concordata (pagamento por deságio parcelado); falência (com fase preliminar, fase de sindicância e fase de liquidação) Modalidades de falência: - Autofalência: baseado nos artigos 105 a 107 - Requerida pelo credor: hipóteses do artigo 94 (pode decorrer quando se tem um título líquido e certo que não foi pago e envolve montante superior a 40 salários mínimos na data do pedido da falência; impontualidade de pagamento/execução forçada: execução que não foi paga e o devedor não nomeia bens para penhora; atos de falência, como ocultação de patrimônio, encerramentos das atividades sem precedente, desvio do plano de recuperação) - Convolação da RJ em falência: artigos 73 e 74 (plano não é aprovado, plano não cumprido, não apresentação do plano no prazo) - é o próprio juízo da RJ que convola a falência, que anda em apenso com a RJ Principais mudanças da reforma da lei Trazer eficiência para falência: novos objetivos da falência, com preocupação pro economia, com aceleração da liquidação da empresa Trouxe novas hipóteses de convolação em falência (incisos V e VI no artigo 73) Ex: recuperação- contratação de novos empréstimos e priorização desse crédito extraconcursal ao invés dos créditos do plano. Efeitos da sentença que decreta a falência: artigo 98 - A partir do momento que a empresa faliu, o sócio ainda pode falar em nome da empresa se ele perdeu a representação para o AJ por afastamento? Como em audiências da justiça do trabalho? Teoricamente não. - Participação obrigatória do MP O processotem 3 sujeitos principais: 1) juiz/administrador judicial: com poderes de representação (Art 21 e 24) 2) Devora (empresa): a e pertence a massa falida 3) Credores: se manifestam em assembleia geral de credores (com convocação, prazo, em momento apropriado, é ritualístico, moroso), em um comitê de credores, facultativo, há representação das classes de credores e acompanha o processo no dia a dia, como se fosse um comitê consultivo, com maior proximidade às atividades (Art 26) Apuramento dos bens: é feito pelo AJ, se ele identifica que não há bens ele requer o encerramento sumário da falência, se houver ativos ele tem 60 dias para apresentar plano de alienação dos ativos dentro do prazo de 180 dias (art 99,§3º), o objetivo é ter o maior grau de eficiência, que vai ser manifestado pela forma de alienação Ação declaratória de ineficácia: tem como alvo os negócios jurídicos praticados em momento anterior a falência (venda de ativos com preço abaixo de mercado, doação) só cabe nas hipóteses do artigo 129, tem eficácia ex tunc, torna ineficaz um negócio jurídico Ação revogatório: evitar fraude contra credores, deve comprovar que houve tentativa de fraude aos demais credores (devedor + credor que gerou dano pra massa falida) busca recompor o patrimônio do devedor, pode ser proposta no curso do procedimento, tem por objetivo recuperar o bem, deve estar presente o intuito fraudulento, pode ser decretada dentro de 3 anos depois da declaração da falência e pode ser proposta pelo AJ, MP ou qualquer credor Pedido de restituição: o interessado tira um bem da massa porque ele acidentalmente estava na posse do devedor, cabe quando o interessada fez uma venda no crédito para o devedor em até 15 dias antes da declaração da falência Embargos de terceiro: cabe quando não couber a restituição m quando se tem posse mas não a propriedade Encerramento da falencia: com sentença que determina que o AJ deve apresentar relatório final e aprovação de contas e uma segunda depois de 10 dias com efeitos terminativos, ou seja, duas oportunidades de apelação, somente depois do relatório final que pode ser liberado os 40% da remuneração do AJ Alienação de ativos estressados Objetivos da falencia: liquidar as ativos, maximizar seu valor e fomentar o empreendendorismo (art 75 e seguintes) primeiro arrecado e depois líquido Ordem d pagamento (art 83 e 84): concursais e extraconcursais, como oscreditos tributários estão inclusos, os credores que vem “depois” muitas vezes ficam sem receber,os credores do artigo 84 tem prioridade em relação aos do art 83 Alienação de ativos - leilão eletrônico - PCO (processo competitivo organizado) - qualquer outra forma autorizada por juiz Não se aplica o conceito de preço vil, não se transfere por sucessão as obrigações e débitos Se o juiz julga procedente o incidente o recurso cabível é agravo de petição e não é necessário garantir o juízo. Conflito de direito societário e falimentar https://analise.com/dna/artigos/10264 https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-lei-de-falencia-e-a-apuracao-da-responsabilidade-pes soal-dos-socios-controladores-e-administradores/451431317 Ações incidentais com crimes falimentares Meios de arrecadação e liquidação de bens https://www.infomoney.com.br/onde-investir/ativos-estressados-ganham-folego-com-inovaco es-da-lei-de-falencias-e-recuperacao-judicial/ https://www.conjur.com.br/2021-abr-16/opiniao-lei-falencias-venda-ativos/ Papel do administrador judicial https://analise.com/dna/artigos/10264 https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-lei-de-falencia-e-a-apuracao-da-responsabilidade-pessoal-dos-socios-controladores-e-administradores/451431317 https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-lei-de-falencia-e-a-apuracao-da-responsabilidade-pessoal-dos-socios-controladores-e-administradores/451431317 https://www.infomoney.com.br/onde-investir/ativos-estressados-ganham-folego-com-inovacoes-da-lei-de-falencias-e-recuperacao-judicial/ https://www.infomoney.com.br/onde-investir/ativos-estressados-ganham-folego-com-inovacoes-da-lei-de-falencias-e-recuperacao-judicial/