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ÁGUA FUNDA
Ruth Guimarães
FUVEST
“só aprende quem respeita” (provérbio nagô)
“Estas coisas 
aconteceram em 
qualquer tempo e em 
qualquer parte. O 
certo é que 
aconteceram. E, como 
sempre se dá, ninguém 
apreendeu nada do 
seu misterioso 
sentido.”
(Ruth Guimarães)
Água Funda
Ruth Guimarães
AUTORA
1946
ANO DE ESCRITURA
Terceiro Tempo Modernista
MOVIMENTO LITERÁRIO
Gênero Narrativo (romance 
composto de 15 capítulos)
GÊNERO LITERÁRIO
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RUTH GUIMARÃES
04
Ruth Guimarães Botelho veio ao mundo em Cachoeira Paulista no dia 13 de junho
de 1920, nascendo no sítio do avô materno, o português José Botelho. Aos dez
anos, ela já deixava sua marca no cenário literário ao publicar seus primeiros versos
nos jornais locais "A Região" e "A Notícia". A trajetória educacional de Ruth incluiu a
frequência na Escola de Arte Dramática, dirigida por Alfredo Mesquita, onde se
dedicou ao estudo de Dramaturgia e Crítica. Além disso, teve a honra de ser aluna e
discípula de Mário de Andrade, que a introduziu nos estudos de folclore e literatura
popular. Sua carreira profissional abrangeu colaborações com diversas editoras
como revisora e tradutora. Em 1946, ela deu um importante passo em sua carreira
ao lançar seu primeiro livro, Água Funda, pela Editora da Livraria Globo. Entre as
personalidades presentes no lançamento estavam figuras notáveis como Amadeu
de Queiroz, Guimarães Rosa e Lygia Fagundes Telles. Antonio Candido, amigo de
longa data de Ruth, foi um dos primeiros críticos a reconhecer seu talento, como
evidenciado no prefácio da reedição lançada pela Editora Nova Fronteira em 2004.
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ANÁLISE DO TÍTULO
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Nas páginas iniciais do romance Água Funda, há uma
correlação entre o título do livro com o nome da fazenda
onde o enredo se passa: “Foram elas que deram nome à
fazenda: Olhos D’Água. É um borbulhar de nascentes de água
boa, lá para o lado de onde desce o ribeirão. Os mais velhos
dizem que são lágrimas que a mãe-d’água tem chorado” (p.
30). Como se vê o elemento água é fundamental para a
compreensão do título e da própria narrativa. Diante disso, a
ideia da profundidade da água contida no título do romance
pode ser compreendida como o denso e complexo mundo
das experiências humanas e/ou o vasta mundo da riqueza
folclórica brasileira.
EPÍGRAFE 06
Essa epígrafe confere à obra um tom universalista, visto que as
experiências apresentadas no livro poderiam ocorrer em qualquer
parte do mundo. O trecho ainda sugere a dificuldade humana em
aprender com as experiências e ter as atitudes modificadas, pois os
comportamentos humanos possuem a tendência de seguir
constantemente uma via comum.
“Estas coisas aconteceram em qualquer tempo e em qualquer parte. O
certo é que aconteceram. E, como sempre se dá, ninguém apreendeu
nada do seu misterioso sentido.” (Ruth Guimarães)
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FUNDO HISTÓRICO 07
O enredo se passa na Fazenda Olhos D’Água, no sul de Minas Gerais, entre o fim do
período escravocrata e as primeiras décadas do século XX, embora datas não esteja
explicitadas nas páginas do livro, mas o comportamento de Maria Carolina, na primeira
parte como, por exemplo, o arranjo da cozinheira escrava Joana dos Anjos, demarca uma
relação direta com a escravidão. Na segunda parte da narrativa, momento de integração à
história de Joca, representa outro momento da história do Brasil. Neste caso, o fim da
escravidão com ares de progresso com a venda da fazenda Olhos d’àgua para a Companhia.
O ESPAÇO 08
O título do livro Água Funda é uma
referência ao local onde se passa a
história, a Fazenda Olhos D’Água, no sul
de Minas Gerais, ao pé da Serra de São
João. O enredo do romance ocorre
principalmente nesse espaço de
transformação em aproximadamente 50
anos de história.
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O FOCO NARRATIVO 09
Em Água funda , a voz que narra não é marcada, não se apresenta com dados de gênero,
classe, idade, posição. No entanto, algumas pistas aparecem que revelam o seu
pertencimento ao grupo de caboclos pobres, de idade não muito avançada,
possivelmente uma voz feminina, alter-ego da escritora. Assumindo essa possibilidade
como referência, farei menção a essa voz sempre como narradora. A narradora começa
reconstituindo o passado para depois avançar no tempo presente, porém com um ir e vir
constante, ora curtinhos, ora mais longos, chegando a embaralhar a precisão da
cronologia. Também mescla a perspectiva de testemunha com a de onisciente, utilizando-
se de relatos de outros habitantes e incorporando a “voz do povo” que cola os
acontecimentos à sua interpretação. Essa voz recria essa “filosofia do povo”, ora dentro de
uma perspectiva tida como racional, ora mergulhada em processos tidos como irracionais,
em uma complexa instabilidade de enquadramento e análise desses movimentos.
MÃE DE OURO 10
Ruth Guimarães viria documentar essa e outras lendas da tradição oral brasileira em seu
livro de 1963, Lendas e fábulas do Brasil. Em 2020, a lenda da “Mãe de Ouro” foi reeditada
na publicação Contos negros, dentro de um grupo denominado Mitos Iorubanos. Segundo
ela, um escravo chamado Pai Antônio, desesperado por não conseguir encontrar ouro para
o enriquecimento do patrão e por isso ser açoitado diariamente, teria visto uma aparição
“com uma linda cabeleira cor de fogo, uma formosa mulher” (GUIMARÃES, 2020b, p. 19).
Essa aparição ajudou Pai Antônio, indicando no rio onde encontraria as pepitas que
precisava. O patrão forçou-o a desvendar esse lugar enriquecedor, e levou seus escravos
para lá, a fim de escavar sem trégua até recolher tudo o que havia de ouro. No entanto, o
pedaço de ouro que encontraram “se enfiava para baixo da terra, como um tronco de
árvore... sem que nunca se pudesse encontrar-lhe a base” (idem, p. 21). A Mãe de Ouro
segredou a Pai Antônio que se afastasse no terceiro dia de escavações, ao meio-dia, quando
“desabaram as paredes do buraco, o patrão e os escravos soterrados morreram”.
MÃE DE OURO 11
A lenda faz menção à exploração de escravos africanos, desumana, abusiva e dominada
por uma ambição desmedida, que cava, literalmente, sua própria desgraça. A figura da
Mãe de Ouro é apropriada, no contexto do romance Água funda, pelo personagem Joca,
como sendo uma aparição que domina a mente do homem atraindo-o para fora do lar, da
família, do sistema, e condenando-o a um destino errante, não sabemos ao certo se em
busca ou fugindo dessa luz dourada e ofuscante, que lhe tira a autonomia e a sensatez.
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ASPECTOS GERAIS 12
▪ A narrativa segue o ritmo da memória, a maneira dos contadores de
casos cheia de saltos temporais e elipses.
▪ Forte domínio da cultura popular brasileira.
▪ Regionalismo sem ênfase no pitoresco.
▪ Linguagem que se cruza entre o popular e o erudito.
▪ O livro se organiza ao redor das consequências das vicissitudes dos dois
personagens centrais, Joca e Maria Carolina.
MALDIÇÃO (PRAGA)
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Maria Carolina
Protagonista de 
personalidade 
muito forte que 
após a maldição da 
escrava Joana dos 
Anjos, perde a 
fazenda e a 
sanidade mental.
Joca
Debochou da lenda 
de Mãe de Ouro e 
violentou o homem 
forasteiro e, por 
isso, perdeu 
Curiango e lucidez 
psicológica.
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PERSONAGENS
1) Narradora
2) Pedro Gomes
3) Maria Isabel
4) Miro
5) Maria Carolina (Choquinha)
6) Sinhô
7) Sinhazinha Gertrudes
8) Joana dos Santos
9) Joaquim Dias
10) Inácio Bugre
11) Seu Jovino
12) Joca (João José dos Santos)
13) Curiango
14) Mariana
15) Rapaz da Fazenda Limoeiro
16) Antônio Olímpio
17) Cecília
18) Quim
19) Mané Pão Doce
20) Homem Forasteiro
21) Mãe de Ouro
22) Vicente Rosa
23) Luís Rosa
24) Dr. Amadeu
25) Bebiano
26) Filho de Joaquim Dias
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O ENREDO DO ROMANCE
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▪ Descrição da fazenda Olhos d’Água por meio de uma apresentação fantasiosa do
lugar (maldição / praga) associadaà figura de Maria Carolina.
▪ Casamento de Maria Carolina e Sinhô contra a vontade da família da noiva. A
festa durou uma semana.
▪ Brigas do casal e adultério de Sinhô que sempre pedia perdão à esposa, mas
continuava com as traições.
▪ Nascimento de Gertrudes.
▪ Sinhô permaneceu certo tempo sem trair a esposa que ficou à beira da morte.
▪ Carolina comprou uma escrava, Joana dos Santos, para ser cozinheira da casa. A
negra pediu que o marido dela viesse para a fazenda Olhos d’Água, mas Sinhá
Carolina não deixou.
▪ Sinhô iria ao Arraial, porém Carolina o pediu que não fosse, pois ela tivera um
sonho ruim com ele. Contudo, Sinhô não ouviu a esposa e seguiu viagem.
▪ Horas depois, o cavalo de Sinhô regressou sozinho. Encontram o Sinhô com o
pescoço quebrado morto numa perambeira.
▪ Carolina mandou matar o cavalo do marido. As pessoas acreditaram que a morte
de Sinhô era fruto de uma mandinga de Joana dos Santos, a escrava de Carolina.
▪ Adiante, certa vez, Gertrudes se afogou no rio.
▪ Inácio Bugre resgatou a moça e ficou ao lado dela até Gertrudes melhorar. Ele
cuidava da jovem dando vários mimos como se fosse pai dela.
▪ As pessoas começaram a desconfiar da relação entre Gertrudes e o filho do
capataz, Joaquim Dias.
▪ Maria Carolina e Maria Isabel brigaram por causa da relação de Gertrudes e o filho
do capataz.
▪ A tia era favorável à relação de Gertrudes, mas Carolina, a mãe, não.
▪ Gertrudes fugiu de casa para viver a sua história de amor.
▪ Maria Carolina ficou sozinha e desamparada.
▪ Após a fuga da moça, Joaquim Dias, pai do amante de Gertrudes, pediu o
desligamento da fazenda Olhos d’Água.
▪ Maria Carolina contratou um capataz alemão.
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▪ Certa vez, apareceu em Olhos d’Água o rapaz da Fazenda Limoeiro. O jovem veio em busca de
trabalho. Carolina aceito o jovem como funcionário.
▪ Ao contratar o moço da Fazenda Limoeiro, Carolina demitiu o capataz alemão.
▪ Carolina para o espanto de todos, casou-se com o moço da Fazenda Limoeiro. Ela, na ocasião,
estava com 30 anos e o jovem com 20.
▪ Em seguida, Maria Carolina vendeu a fazenda Olhos d’Água e partiu com o jovem da Fazenda
Limoeiro.
▪ Vale lembrar que quando o moço da Fazenda Limoeiro apareceu na vida de Carolina houve
uma forte chuva, espécie de sinal para ela não se envolver com o rapaz, mas ele não
conseguiu ler os códigos da natureza.
▪ Miro, irmão de Carolina, aconselhou a irmã a não se casar, mas ela não mudou a sua posição.
▪ Após a partida de Carolina, Inácio Bugre voltou à fazenda Olhos d’Água.
▪ A fazenda Olhos d’Água tornou-se propriedade de uma Companhia e passou por inúmeras
modificações.
▪ No romance, os desdobramentos da vida de Maria Carolina são apresentados apenas nos
capítulos finais. Contudo, para fins didáticos, narraremos aqui o se passou com essa
personagem.
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▪ Maria Carolina e o rapaz da Fazenda Limoeiro partiram. Numa estação de trem, o rapaz
disse que iria comprar os bilhetes, quando na verdade, ele fugiu deixando para trás
Carolina.
▪ A ex-proprietária da Fazenda Olhos d’Água, na estação de trem, ao compreender o que se
passou, ficou completamente desesperada.
▪ Infelizmente, o rapaz houvera fugido com todo o dinheiro e malas.
▪ Maria Carolina contou com a solidariedade das pessoas na estação de trem.
▪ Maria Carolina ficou alguns dias internada perdendo completamente a sanidade metal.
▪ Adiante no romance, Maria Carolina aparece como Choquinha. Ela estava bastante
envelhecida e para sobreviver contava com a colaboração das pessoas.
▪ Passaram-se 50 anos e nesse ponto do romance é introduzida da história de Joca.
▪ O primeiro encontro entre Joca e Curiango se deu num mutirão. Ele ficou completamente
encantado com a jovem.
▪ Adiante, Joca se encontrou novamente com Curiango no dia do casamento de Cecília e
Antônio Olímpio.
▪ Após o casamento, Joca teve uma crise psicológica caindo, subitamente, numa
perambeira. Ele quase morreu nesse acidente.
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▪ Joca acreditou que estivesse sendo perseguido por Curiango.
▪ Em seguida, Joca foi a uma benzedeira, pois acreditava que Curiango tivesse feito alguma
mandinga com ele. Na verdade, Joca, embora negasse, estava apaixonado pela jovem.
▪ Certo dia, os tropeiros viajavam. Joca estava entre eles. De repente, Antônio Olímpio
contou duas histórias. A primeira envolvendo a Mãe de Ouro e outra a respeito de um
sujeito maldoso que teve a sua entrada no céu negada pelo santo.
▪ Nas proximidades da fazenda Olhos d’Água apareceu um forasteiro tentando contratar
trabalhadores.
▪ Em seguida, Joca iniciou uma relação amorosa com Mariana, jovem vista negativamente
pela comunidade.
▪ Joca, adiante na história, estava na missa com Mariana, ao final do momento religioso,
houve uma confusão entre Curiango e Mariana. Curiango teceu alguns comentários a
respeito do vestido de seda de Mariana.
▪ Mariana ficou bastante incomodada com os comentários de Curiango sobre vestido de
seda. Assim, Mariana pegou a roupa, presente de Joca, e jogou fora.
▪ Ao ver o descaso de Mariana com o presente, Joca assinou o contrato de trabalho com o
forasteiro.
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▪ Em seguida, Joca, após uma briga, acabou sendo preso e terminou a relação com
Mariana.
▪ Mané Pão Doce contou a história de exploração organizada pelo forasteiro. Após
meses de trabalho análogo à escravidão, Mané fugiu do local de trabalho. Ele estava
bastante debilitado fisicamente.
▪ A comunidade ao saber das violências que Mané Pão Doce viveu, agrediu o
forasteiro que recrutava trabalhadores.
▪ O forasteiro após as violências e humilhações jogou uma praga na comunidade.
▪ Certo dia, Joca, a fim de ver Curiango, se escondeu numa moita para vê-la passar.
Ele até conseguiu vê-la, mas também presenciou, às escondidas, Quim se
relacionando com Cecília, esposa de Antônio Olímpio, amigo de Joca.
▪ Joca se declarou à Curiango e, em seguida, casaram-se.
▪ Adiante, Joca debochou da lenda de Mãe de Ouro.
▪ Joca matou o boi, seu instrumento de trabalho, para fazer a festa de batizado da
filha. No outro dia, ele pediu emprego na usina.
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▪ Joca entrou em crise psicológica por causa de Mãe de Ouro. Certo dia, enquanto
caía uma chuva do céu, ele pensava que havia alguém de fora da casa perseguindo-
o.
▪ Na usina, Joca, inexplicavelmente, agrediu Luís.
▪ Dr. Amadeu conversou com Joca sobre o surto e pediu que ele repousasse e
mudasse de atividade na usina. Joca não poderia mais trabalhar próximo ao forno.
▪ Joca e Bebiano trocaram de funções na usina: Joca passou a trabalhar no campo e
Bebiano no forno.
▪ Inácio Bugre morreu picado por uma cobra urutu, mas antes da morte, Bugre
tentou comer o coração da serpente a fim de eliminar o veneno.
▪ Por ciúmes, Antônio Olímpio matou a esposa, Cecília. Ele se entregou à polícia e
depois, doente, morreu na cela.
▪ A caldeira da usina explodiu e matou Bebiano.
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▪ Joca piorou a sua condição psicológica.
▪ Curiango procurou ajuda (Santa Rita, Espiritismo, Feitiçaria e Ciência), mas nada
resolveu a obsessão do marido que partiu à procura de Mãe de Ouro.
▪ Curiango pediu ajuda ao compadre Vicente. Ela queria encontrar o Joca.
▪ Vicente encontrou o Joca perdido na estrada levando-o para o hospital.
▪ Curiango ao visitar o marido no hospital, descobriu que Joca teve alta e partiu para
algum lugar desconhecido. Ninguém sabia para onde ele houvera ido.
▪ Curiango, desolada, conversou com o médico sobre a condição de saúde de Joca.
▪ Ao regressar à sua casa, Curiango cantou bastante para o incômodo dos vizinhos que
a acharam estranha, pois mesmo com o marido desaparecido ela estava cantando.
▪ Nas últimas páginas do romance, há uma síntese das desgraças que caíram sobre a
vida dos personagens.
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