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Disciplina: Prevenção de Incêndios 
Identificação da tarefa: Tarefa 4. Envio de arquivo 
Pontuação: 15 pontos 
 
TAREFA 4 
Baseado no estudado em nosso material de estudo, responda as questões a 
seguir: 
a) Podemos dizer que a evolução do incêndio pode ser caracterizada 
por quatro fases: fase inicial, fase crescente, fase totalmente 
desenvolvida e fase final, por isso, faça uma pesquisa e disserte 
sobre essas quatro fases e sobre a curva temperatura-tempo de um 
incêndio real informada no seu material de estudo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FASE INICIAL 
Na primeira fase, o oxigênio contido no ar não está significativamente 
reduzido e o fogo está produzindo vapor d’água, dióxido de carbono (CO2), monóxido 
de carbono (CO) e outros gases. Grande parte do calor está sendo consumido no 
aquecimento dos combustíveis e a temperatura ambiente, nesse estágio, ainda está 
pouco acima do normal. O calor está sendo gerado e evoluirá com o aumento do fogo. 
A primeira fase caracteriza-se por grandes variações de temperatura de ponto a ponto 
no ambiente, ocasionadas pela inflamação sucessiva dos objetos existentes no 
recinto, de acordo com a alimentação de ar. 
Normalmente os materiais combustíveis e uma variedade de fontes de calor 
coexistem no interior de uma edificação. A manipulação acidental desses elementos é, 
potencialmente, capaz de criar uma situação de perigo. 
Os focos de incêndio, desse modo, originam-se em locais onde fontes de 
calor e materiais combustíveis são encontrados juntos, de tal forma que, ocorrendo a 
decomposição do material pelo calor, são desprendidos gases que podem se inflamar. 
Considerando-se que diferentes materiais combustíveis necessitam receber 
diferentes níveis de energia térmica para que ocorra a ignição é necessário que as 
perdas de calor sejam menores que a soma de calor proveniente da fonte externa e do 
calor gerado no processo de combustão. Nesse sentido, se a fonte de calor for 
pequena, ou a massa do material a ser ignificado for grande, ou, ainda, a sua 
temperatura de ignição for muito alta, somente irão ocorrer danos locais, sem a 
evolução do incêndio. 
Na fase inicial, o fogo está restrito ao objeto inicialmente em queima e às 
suas proximidades. 
 
FASE CRESCENTE 
Se a ignição definitiva for alcançada, o material continuará a queimar 
desenvolvendo calor e produtos de decomposição, passando-se à fase de 
aquecimento. A temperatura subirá exponencialmente de 50ºC até cerca de 800ºC, 
acarretando o acúmulo de fumaça e outros gases e vapores no teto. 
Há, nesse caso, a possibilidade de o material envolvido no foco do incêndio 
queimar totalmente sem proporcionar o envolvimento do resto dos materiais contidos 
no ambiente ou dos materiais constituintes dos elementos da edificação. De outro 
modo, se houver caminhos para a propagação do fogo, por meio de convecção ou 
radiação, em direção aos materiais presentes nas proximidades, ocorrerá 
simultaneamente a elevação da temperatura do recinto e o desenvolvimento de 
fumaça e gases inflamáveis. 
Os gases aquecidos que se formam no foco inicial determinarão a 
transmissão de calor, que poderá ocorrer por condução, radiação ou convecção, 
conforme veremos à frente. A transmissão de calor implica no aquecimento gradual de 
todo o ambiente. 
A maior quantidade de calor transferida ao ambiente é por convecção, cerca 
de 90%, sendo os 10% restantes transmitidos por radiação e condução. Por essa 
razão, se for assegurada uma saída eficiente dos gases que se formam no incêndio, 
ele será mais facilmente extinto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Durante a fase crescente, o ar rico em oxigênio é arrastado para dentro do 
ambiente pelo efeito da convecção, isto é, o ar quente sobe e sai do ambiente, 
forçando a entrada de ar fresco pelas aberturas nos pontos mais baixos do ambiente. 
Os gases aquecidos espalham-se preenchendo o ambiente e, de cima para 
baixo, forçam o ar frio a permanecer junto ao solo; eventualmente causam a ignição 
dos combustíveis em níveis mais altos do ambiente. Esse ar aquecido é uma das 
razões pelas quais o bombeiro deve se manter abaixado e usar o equipamento de 
proteção respiratória. A inspiração desse ar superaquecido pode queimar os pulmões. 
A temperatura pode chegar a 800ºC no nível do teto. 
Pela radiação emitida por forros, paredes e pela própria massa de gases 
aquecidos, os materiais combustíveis que ainda não queimaram, são pré-aquecidos 
próximo à sua temperatura de ignição. Os materiais que estão próximos às chamas 
são pré-aquecidos, as chamas são bem visíveis no local. 
Com a evolução do incêndio e a oxigenação do ambiente, através de 
aberturas no recinto, o incêndio ganhará ímpeto, os materiais passarão a ser 
aquecidos por convecção e radiação, até determinados materiais combustíveis 
atingirem seu ponto de ignição simultaneamente, ocasião em que haverá uma queima 
instantânea e generalizada desses produtos, ficando toda a área envolvida em 
chamas. Esse fenômeno é denominado de generalização do incêndio (ou flashover). 
Na generalização do incêndio observa-se o envolvimento total do ambiente pelo fogo e 
a emissão de gases inflamáveis através de portas e janelas, que se queimam no 
exterior do edifício (as línguas de fogo). Nesse momento, torna-se impossível a 
sobrevivência no interior do ambiente. 
O tempo gasto para o incêndio alcançar o ponto de generalização do incêndio 
é relativamente curto e depende dos revestimentos e acabamentos utilizados no 
ambiente de origem, das circunstâncias em que o fogo começa a se desenvolver e da 
geometria do ambiente. 
 
FASE TOTALMENTE DESENVOLVIDA 
A transição entre a fase crescente e esta pode ocorrer quando o suprimento 
de combustível ou oxigênio começa a ser limitado. A partir daí, o incêndio irá se 
propagar para outros compartimentos da edificação seja por convecção de gases 
quentes no interior do edifício ou pelo exterior, na medida em que as chamas que 
saem pelas aberturas (portas e janelas) podem transferir o fogo para o pavimento 
superior, quando esse existir, principalmente através das janelas superiores. 
A fumaça, que já na fase anterior pode ter se espalhado no interior da 
edificação, se intensifica e se movimenta perigosamente no sentido ascendente, 
estabelecendo, em instantes, condições críticas para a sobrevivência na edificação. 
Caso a proximidade entre as fachadas da edificação incendiada e as 
adjacentes possibilite a incidência de intensidades críticas de radiação, o incêndio 
poderá se propagar por radiação para outras habitações, configurando uma 
conflagração. 
A influência da ventilação é demonstrada pelo seguinte exemplo: a duração 
do fogo é limitada pela quantidade de ar e do material combustível no local, o volume 
de ar existente numa sala de 30m2 irá queimar 7,5kg de madeira, portanto, o ar 
necessário para a alimentação do fogo dependerá das aberturas existentes na sala. 
Ocorre uma constante troca entre o ambiente interno e externo, com a saída 
dos gases quentes e da fumaça e a entrada de ar. 
Em um incêndio, acontecem dois casos típicos que estão relacionados com a 
ventilação e com a quantidade de combustível em chama. 
No primeiro caso, a vazão de ar que adentra ao interior da edificação 
incendiada é superior à necessidade da combustão dos materiais, temos um fogo 
aberto, aproximando-se a uma queima de combustível ao ar livre, cuja característica 
será de uma combustão rápida. 
No segundo caso, a entrada de ar é controlada ou deficiente em decorrência 
de pequenas aberturas externas, temos um incêndio com duração mais demorada, 
cuja queima é controlada pela quantidade de combustível, ou seja, pela carga de 
incêndio, na qual a estrutura da edificação estará sujeita a temperaturas elevadas por 
um tempo maior de exposição, até que ocorra a queima total do conteúdo do edifício. 
Esse é o caso que ocorre geralmente nos incêndios em edificações, objetode nosso 
estudo. 
Em resumo, a taxa de combustão de um incêndio pode ser determinada pela 
velocidade do suprimento de ar, estando implicitamente relacionada com a quantidade 
de combustível e sua disposição, da área do ambiente em chamas e das dimensões 
das aberturas. Desse conceito decorre a importância da forma e quantidade de 
aberturas em uma fachada. 
A proximidade ainda maior entre habitações pode estabelecer uma situação 
ainda mais crítica para a ocorrência da conflagração na medida em que o incêndio se 
alastre muito rapidamente por contato direto de chama entre fachadas. 
No caso de estabelecimentos agrupados em bloco, a propagação do 
incêndio, entre unidades, poderá se dar por condução de calor via paredes e forros, 
por destruição dessas barreiras ou, ainda, por meio da convecção de gases quentes 
que venham a penetrar por aberturas existentes. 
 
FASE FINAL 
A fase final tem início quando o incêndio já consumiu a maior parte do 
oxigênio e do combustível presente no ambiente, ocorrendo uma diminuição linear da 
temperatura, ou seja, o ambiente é resfriado lentamente. 
Como nas fases anteriores, o fogo continuará a consumir oxigênio até atingir 
um ponto no qual o comburente é insuficiente para sustentar a combustão. Nessa fase 
(de resfriamento), as chamas podem deixar de existir se não houver ar suficiente para 
mantê-las (abaixo de 15% de oxigênio). O fogo é normalmente reduzido a brasas, o 
local torna-se completamente ocupado por fumaça densa e os gases se expandem. 
Devido à pressão interna ser maior do que a externa ao ambiente, os gases saem por 
todas as fendas. Esse calor intenso reduz os combustíveis a seus componentes 
básicos, liberando vapores combustíveis. 
Nessa fase, a combustão é incompleta porque não há oxigênio suficiente para 
sustentar o fogo, contudo o calor da queima livre (fase de aquecimento) permanece e 
as partículas de carbono não queimadas bem como outros gases inflamáveis estão 
prontos para incendiar-se rapidamente assim que o oxigênio for suficiente. 
A ventilação adequada permite que a fumaça e os gases combustíveis 
superaquecidos sejam retirados do ambiente. Ventilação inadequada suprirá 
abundante e perigosamente o local com o elemento que faltava (oxigênio), provocando 
uma explosão. A explosão que se segue à entrada de comburente no ambiente 
chamamos de backdraft ou explosão de fumaça. 
As condições a seguir podem indicar um backdraft: 
• Fumaça sob pressão, em ambiente fechado; 
• Fumaça escura, tornando-se densa e saindo do ambiente em forma de lufadas; 
• Calor excessivo (nota-se pela temperatura da porta); 
• Pequenas chamas ou inexistência dessas; 
• Resíduos da fumaça impregnando o vidro das janelas; 
• Movimento de ar para o interior do ambiente quando alguma abertura é feita 
(em alguns casos, ouve-se o ar “assoviando” ao passar pelas frestas). 
Com o consumo do combustível existente no local ou decorrente da falta de 
oxigênio, o fogo pode diminuir de intensidade e, consequentemente, extinguir-se. 
A Tabela abaixo demostra as fases do incêndio. 
 
b) As medidas de proteção contra incêndio e pânico podem ser 
englobadas em duas categorias: medidas de proteção passiva e 
medidas de proteção ativa. Faça um resumo das duas categorias 
citando exemplos de cada uma. 
As medidas de proteção ativa são aquelas que englobam as ações de 
combate contra o fogo a partir de uma abordagem mais direta, ou seja, responde aos 
estímulos provocados pelo fogo. 
O Sistema de Controle de Incêndio (SDCI) ativa é constituído basicamente 
pelos seguintes componentes: detectores automáticos de incêndio, acionadores 
manuais, painel de controle e ativação elétrica, fonte de alimentação elétrica e 
infraestrutura. Além desses equipamentos, fazem parte das medidas ativas as 
sinalizações, as rotas de fuga, saídas e iluminação de emergência (Damasceno; 
SKOP, 2019). 
✓ A extinção manual e/ou automática inclui: 
• Extintores portáteis: fazem parte do sistema básico de segurança contra 
incêndio em edificações e devem ter como características principais: 
portabilidade, facilidade de uso, manejo e operação, e tem como objetivo o 
combate de princípio de incêndio. Extintores de incêndio possuem agentes 
(água, pó químico, etc.) específicos para combater incêndios gerados em 
diferentes tipos de materiais combustíveis e/ou locais tais como madeira, 
papel, combustíveis líquidos, painéis e circuitos elétricos, entre outros; 
• Sistema de hidrantes e de mangotinhos: sistema fixo de combate que funciona 
sob comando e libera água sobre o foco de incêndio em vazão compatível ao 
risco do local que visa proteger, de forma a extingui-lo ou controlá-lo em seu 
estágio inicial; 
• Chuveiro automático (sprinklers): sistema fixo de combate a incêndio e 
caracteriza-se por entrar em operação automaticamente, quando ativado por 
um foco de incêndio, liberando água de forma rápida para extingui-lo ou 
controlá-lo em seu estágio inicial. Apresenta menor tempo decorrido entre a 
detecção e o combate ao incêndio, evitando a propagação para o restante da 
edificação e propiciando tempo de fuga aos usuários. 
Já o sistema de iluminação de emergência complementa a viabilidade da 
saída dos ocupantes do edifício, portanto não pode ser concebido isoladamente dos 
demais sistemas de segurança da edificação. 
Quanto aos gases gerados, grande parte das mortes em incêndios é causada 
pela fumaça e não pelo fogo em si. O controle de fumaça é um sistema projetado, que 
inclui todos os métodos isolados ou combinados, para modificar o movimento da 
fumaça, de forma a facilitar a evacuação; diminuir o risco de inalação de gases ou 
partículas aquecidas, venenosas aos seres humanos; e facilitar a identificação do foco 
do incêndio e seu combate. Geralmente o sistema de controle de fumaça trabalha 
associado ao sistema de detecção e alarme de incêndio. 
Para o projeto e a instalação adequada das medidas de proteção ativas, é 
necessária uma boa integração entre o projeto arquitetônico e os projetos de cada 
sistema. 
Todas essas medidas são indispensáveis para que a evacuação do local seja 
segura e ocorra em tempo hábil. 
Em contrapartida, na proteção passiva, como o próprio nome remete, atua 
independentemente da ocorrência de incêndios. As medidas passivas são aquelas 
incorporadas ao sistema construtivo do edifício e formadas por materiais resistentes 
ao fogo. O objetivo principal da proteção passiva na segurança contra incêndios é 
evitar que as chamas se propaguem, protegendo a construção e permitindo a fuga dos 
usuários e a aproximação e ingresso nas edificações para desenvolvimento das ações 
de combate. 
De acordo com Brentano, “a proteção passiva envolve todas as formas de 
proteção que devem ser consideradas no projeto arquitetônico para que não haja o 
surgimento ou, então, a redução da probabilidade de propagação e dos efeitos do 
incêndio já instalado (…) com o objetivo de evitar a exposição dos ocupantes e da 
própria edificação ao fogo.” 
Assim, conclui-se que os sistemas de proteção passiva contra incêndios 
dizem respeito, a materiais e soluções que ajudam a aumentar o tempo de resistência 
contra a ação do fogo e suas possíveis consequências. 
A Proteção Passiva Contra Incêndio (PPCI) pode ocorrer de duas diferentes 
maneiras: a compartimentação – também conhecida por firestop –, que isola o foco de 
incêndio, evitando que as chamas cheguem a outros ambientes, e a proteção de 
estruturas metálicas – chamada de fireprotection ou PFP (Passive Fire Protetion), que 
permite que essas estruturas resistam ao fogo por um período determinado de tempo. 
Essas medidas necessitam de aprovação de laboratórios certificados. 
De acordo com Fagundes (2013), as principais medidas de proteção 
preventiva ou passiva nas edificações, são: 
• Afastamento entre edificações; 
• Segurança estrutural das edificações; 
• Saída de emergência; 
• Acesso de viatura de corpo debombeiros junto às edificações; 
• Sistema de detecção de calor; 
• Controle de materiais de revestimento e acabamentos; 
• Brigada de incêndio. 
Já de acordo com o Manual de Segurança contra Incêndio e Pânico do Corpo 
de Bombeiros Militar do Distrito Federal (Campos; Conceição 2006) as medidas de 
proteção passivas mais conhecidas são discriminadas conforme se segue: 
A) MEIOS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO: 
• Correto dimensionamento das instalações elétricas; 
• Sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA); 
• Sinalização de segurança; 
• Sistema de iluminação de emergência; 
• Uso adequado de fontes de ignição; e 
• Uso adequado de produtos perigosos. 
B) MEIOS DE CONTROLE DO CRESCIMENTO E DA PROPAGAÇÃO DO 
INCÊNDIO E PÂNICO: 
• Controle de quantidade de materiais combustíveis incorporados aos 
elementos construtivos, decorativos e de acabamentos; 
• Controle das características de reação ao fogo dos materiais incorporados aos 
elementos construtivos; 
• Controle da fumaça e dos produtos da combustão; 
• Compartimentação horizontal e vertical; 
 
• Afastamentos; 
• Aceiros. 
C) MEIOS DE DETECÇÃO E ALARME: 
• Sistema de detecção de incêndio; 
• Sistema de comunicação de emergência; e 
• Sistema de observação e vigilância; 
• Sistema de alarme. 
D) Meios de escape: 
• Saídas de emergências; 
• aparelhos especiais para escape. 
E) Meios de acesso e facilidade para operação de socorro: 
• Vias de acesso; 
• Acesso à edificação; 
• Dispositivos de fixação de cabos para resgate e salvamento; 
• Hidrantes urbanos; e 
• Mananciais. 
F) Meios de proteção contra colapso estrutural: 
• Correto dimensionamento das estruturas à ação do fogo. 
G) Meios de administração da proteção contra incêndio e pânico: 
• Brigada de bombeiros particulares (brigada de incêndio). 
 
c) Como informado no nosso material de estudo de acordo com os 
parâmetros internacionais, a quantidade de Postos de Bombeiros 
de uma cidade é proporcional a população existente, na ordem de 1 
(um) posto para cada 100.000 habitantes. 
 
O Brasil possui posto de bombeiros em 14,51% dos seus municípios. O índice 
é ligeiramente superior ao apurado em 2012, quando o serviço foi identificado em 
14,08% das cidades brasileiras. O levantamento objetiva apresentar a estrutura dos 
corpos de bombeiros brasileiros e tem potencial para ser utilizado como ferramenta 
para as próprias corporações reivindicarem mais investimentos, de forma a qualificar a 
prestação dos serviços. 
Conforme apurou a pesquisa, a região onde há maior presença física dos 
bombeiros é a Sul, com 27,12%. Na sequência, aparece o Centro-Oeste (16,48%), 
seguido pelo Sudeste (15,4%), Norte (12,67%) e Nordeste (5,24%). 
Quanto a recursos humanos, a pesquisa Cenário de Emergência – Bombeiros 
do Brasil verificou que o Brasil conta atualmente com 72.084 praças e oficiais em 
atuação nas 27 corporações. O contingente equivale a um bombeiro a cada 2.789 
brasileiros. O índice recomendado pela ONU (Organização das Nações Unidas) é de 
um combatente a cada grupo de mil habitantes. Por região, o Centro-Oeste surge com 
o melhor índice: 1.306 habitantes para cada bombeiro, seguido por Norte (2.402), 
Sudeste (2.548), Sul (3.337) e Nordeste (4.745). 
De acordo com a pesquisa sobre recursos humanos, a maioria dos estados 
possui uma lei que fixa o efetivo das corporações. Em nenhum deles, contudo, o 
contingente previsto é alcançado. O mais próximo disto está no Espírito Santo, onde 
há uma defasagem de 17,35% bombeiros. Outros estados nos quais é menor a 
defasagem entre o efetivo atual e o número fixado em lei são: Minas Gerais (21,24%), 
Santa Catarina (22,33%), Rio de Janeiro (33,75%) e o Distrito Federal (34,94%). Já as 
maiores defasagens, entre aqueles que enviaram dados sobre o efetivo fixado em lei, 
em termos percentuais, estão no Amazonas (82,91%), Piauí (76,16%), Mato Grosso 
(72,44%), Tocantins (69,09%) e Acre (68,60%). 
 
Baseado nisso faça uma pesquisa resumida para verificar a quantidade 
de postos de trabalho de bombeiros em alguns municípios e diga se o 
tempo médio de atendimento (10 a 12 minutos) deve ser realmente 
considerado como crítico e se ele pode ser atendido com os recursos 
que temos hoje na maioria dos municípios. 
Bom trabalho!

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