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O MANEJO CLÍNICO EM GESTALT-TERAPIA Psicóloga Andréa Reis de Souza CRP 05/45.861 ◦ “ O objetivo deste capítulo é assinalar a importância de uma clínica que ofereça hospitalidade à dimensão do Mistério que constitui o homem, importante atitude e tarefa ética no mundo contemporâneo. O Mistério é o que escapa à tentativa de domínio pelo conhecimento, ou seja, põe em questão a racionalidade.” ◦ (CARDELLA, 2015, p. 55) Manejo Clínico em Gestalt-terapia RELAÇÃO DIALÓGICA METODOLOGIA FENOMENOLÓGICA Tudo isso é importante mais não é o suficiente TÉCNICAS, EXERCÍCIOS E EXPERIMENTOS Manejo Clínico em Gestalt-terapia Mergulhar no mundo do cliente É tocar e ser tocado É deixar em suspenso os pressupostos e tudo o que sabemos da teoria É lidar com a falta de sentido do outro É sair da zona de conforto, é arriscar um encontro Não há modelo “arrumadinho” O manejo não é um sintoma, uma fala, mas tudo o que chega até nós É singular, único para cada cliente Manejo é contemplação É acreditar na autorregulação do sujeito É olhar para o sujeito de maneira ampliada A Gestalt-terapia prioriza ✓ Contato ✓ Boa forma ✓ Investigação Isso se dá através da fala, do ouvir, do ver, até que este cliente encontre a sua boa forma ✓ O Gestalt-terapeuta convida o cliente a entrar em contato com ele mesmo ✓ A Gestalt-terapia é desafiadora, pois nos coloca em contato, conosco e com o sujeito que Chega até nós ✓ É desafiadora pois nos leva a manejos desestruturados. ✓ É convidar o cliente a ficar com ◦ “É imprescindível que na clínica contemporânea possa acolher os fenômenos relacionados à dimensão transcendente que se manifestam nas experiências dos pacientes para fazer faces as suas necessidades fundamentais e compreender seu modo singular de ser: suas formas de sofrimento, de adoecimento, seus recursos e suas potencialidades”(CARDELLA, 2015, p. 56) ◦ Na clínica gestáltica, é importante que a relação terapêutica se configure morada, que haja hospitalidade para que o paciente alcance abertura e sustentação na instabilidade e na precariedade da condição humana, e restaure e inaugure a condição de peregrino e caminhante, engajado na incessante obra de ser si mesmo, cocriando o mundo e o próprio destino. ◦ A morada será hospitaleira na medida da capacidade do terapeuta de acolher e honrar o mistério, o que escapa a racionalidade, presente no outro, no si mesmo, no encontro e no ofício, ou seja, a dimensão transcende a própria relação terapêutica. Cardella, 2015 MANEJO CLÍNICO EM GESTALT-TERAPIA TRÊS PONTOS FUNDAMENTAIS Postura Dialógica Habilidade relacional Método Fenomenológico Postura dialógica ◦ Filosofia de Martin Buber – Livro “Eu-tu” • Relação • Mergulho no mundo do outro • Presença distanciada Eu-tu • Coisificação • Direcionado ao ter • Superficial Eu-isso Método fenomenológico ◦ Observação do que está acontecendo no momento. Como as coisas estão se apresentando no aqui e agora? ◦ NÃO a interpretação! ◦ Como o cliente conta as coisas, como se expressa, ele percebe o que está contando? ◦ A busca da compreensão de como é aquilo para ele – A IGNORÂNCIA SABIDA ◦ As intervenções são direcionadas ao apontar, sinalizar ◦ Aquilo que está “brilhando” é o fenômeno Habilidade relacional ◦ Conhecimento da Gestalt-terapia “boa formação” ◦ Vivências ◦ Terapia pessoal ◦ Supervisão ◦ Pratica do encontro As resistências ◦ Faz parte do processo terapêutico ◦ Não é o cliente e sim o terapeuta que não está conseguindo se aproximar da fronteira do cliente ◦ Pouca habilidade para lidar ◦ Demanda? Ponto cego? Sua ansiedade? Postura de salvador? Dificuldade em lidar com a dor do outro? Referências: ◦ A clínica, a relação psicoterapêutica e o manejo em Gestalt-terapia/ organização Lílian Meyer Frazão, Karina Okajima Fukumitsu – São Paulo: Summus, 2015. ( Fundamentos e práticas volume 3)