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TIPO PENAL: CULPA André Luiz Costa da Silva – 23001088 Antônio Silva de Souza – 23001242 Fernando Silva Lima – 23008196 Guilherme Carmo de Oliveira - 23001685 Jennifer Melo Campos Alvarez – 23008260 João Batista Ferreguetti – 23097989 Keyciane Cardoso Lima Mascarenhas – 23007662 Laís Pereira da Costa – 23006597 Roger Franklyn da Costa Silvio - 23004326 Tomás Igo Munoz Sanches - 23013258 Tipos Penal : Culpa Conceito Modalidades da Culpa: Culpa inconsciente; Culpa consciente Elementos da Culpa: Conduta Ausência do dever de cuidado objetivo Resultado danoso involuntário Previsibilidade Ausência de previsão Tipicidade Nexo causual Espécies da Culpa: Imprudência Negligência Imperícia Situações peculiares no campo da culpa: Culpa presumida Grau de culpa Compensação de culpas Concorrencias de culpa Culpa Imprópria Espécies da Culpa: Distinção entre imperícia e erro profisdsional Espécies da Culpa: Diferença entre culpa consciente e dolo eventual Encerramento Tipo Penal: Culpa Doutrina "É o comportamento voluntário desatencioso, voltado a um determinado objetivo, lícito ou ilícito, embora produza resultado ilícito, não desejado, mas previsível, que podia ter sido evitado. Por que se pune a culpa? Responde Carrara: “os atos imprudentes também diminuem no bom cidadão o sentimento da sua segurança e dão um mau exemplo àquele que é inclinado a ser imprudente. Os atos culposos, que se ligam a um vício da vontade, são moralmente imputáveis, porque é um fato voluntário o conservar inativas as faculdades intelectuais. O negligente, se bem que não tenha querido a lesão do direito, quis, pelo menos, o ato no qual deveria reconhecer a possibilidade ou a probabilidade dessa lesão” (apud Raul Machado, A culpa no direito penal, p. 186). Psicológico, porque é elemento subjetivo do delito, implicando na ligação do resultado lesivo ao querer interno do agente através da previsibilidade. Tipo Penal: CULPA Normativo, porque é formulado um juízo de valor acerca da relação estabelecida entre o querer do agente e o resultado produzido, verificando o magistrado se houve uma norma a cumprir, que deixou de ser seguida. O conceito de culpa extraído do Código Penal Militar, bem mais completo do que o previsto no Código Penal comum: “Art. 33, CPM. Diz-se o crime: II – culposo, quando o agente, deixando de empregar a cautela, atenção, ou diligência ordinária, ou especial, a que estava obrigado em face das circunstâncias, não prevê o resultado que podia prever ou, prevendo-o, supõe levianamente que não se realizaria ou que poderia evita-lo”." (NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de Direito Penal. 19ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2023. p. 170) Modalidade da Culpa: 1) Culpa Inconsciente 2) Culpa Consciente A culpa inconsciente, ou culpa ex ignorantia, ocorre nas situações em que o agente não prevê o resultado de sua conduta, embora este seja previsível. A culpa inconsciente, regra no ordenamento jurídico, refere-se ao clássico crime culposo, em que o agente não prevê o resultado que poderia ocorrer devido ao fato de ele ter sido negligente, imprudente ou imperito A culpa consciente, ou culpa ex lascívia, ocorre nas situações em que, embora o agente preveja o resultado, espera que este não ocorra, não o aceita como possível. A culpa consciente existe quando o sujeito prevê o resultado da conduta, entretanto, em razão de sua habilidade ou experiência, acredita que não ocorrerão efeitos lesivos (previsão + confiança) Modalidade da Culpa: 1) Culpa Inconsciente 2) Culpa Consciente É a culpa por excelência, ou seja, a culpa sem previsão do resultado. O agente não tem previsão (ato de prever) do resultado, mas mera previsibilidade (possibilidade de prever). É chamada culpa com previsão, ocorrendo quando o agente prevê que sua conduta pode levar a um certo resultado lesivo, embora acredite, que tal evento não se realizará, confiando na sua atuação (vontade) para impedir o resultado Elementos da Culpa: a) Conduta (sempre voluntária) b) Ausência do dever de cuidado objetivo Concentração na análise da conduta voluntária do agente, isto é, o mais importante na culpa é a análise do comportamento e não do resultado Significa que o agente deixou de seguir as regras básicas e gerais de atenção e cautela, exigíveis de todos que vivem em sociedade. Essas regras gerais derivam da proibição de ações de risco que não vão além daquilo que a comunidade jurídica organizada está disposta a tolerar. Elementos da Culpa: c) Resultado Danoso Involuntário d) Previsibilidade É imprescindível que o evento lesivo jamais tenha sido desejado ou acolhido pelo agente É A previsibilidade é a possibilidade de previsão de um evento, isto é, de antever o resultado. Ausente a previsibilidade, afastada estará a culpa, pois não se exige da pessoa uma atenção extraordinária e fora do razoável. Fala-se na existência de dois tipos de previsibilidade: objetiva e subjetiva. Previsibilidade objetiva – será analisada quanto à tipicidade do crime culposo, compondo a segunda; Previsibilidade subjetiva – o processo de verificação da culpabilidade. Elementos da Culpa: e) Ausência de previsão f) Tipicidade É a culpa inconsciente, ou seja, não é possível que o agente tenha previsto o evento lesivo; ou previsão do resultado, esperando, sinceramente, que ele não aconteça (culpa consciente), quando o agente vislumbra o evento lesivo, mas crê poder evitar que ocorra. É quando o crime culposo precisar estar expressamente previsto no tipo penal. Ex. 1: “Não existe menção, o art. 155 do CP, à culpa, de forma que não há furto culposo.” Ex. 2: “Não existe menção, o art. 213 do CP, à culpa, de forma, não há o crime de estupro culposo.” Elementos da Culpa: e) Nexo Casual É a conduta do agente e o resultado danoso pode constituir o nexo da casualidade no crime culposo, já que o agente não deseja a produção do evento lesivo. Situações peculiares no campo da Culpa a) Não existe Culpa presumida Visto que a culpa há de ser sempre demonstrada e provada pela acusação. Falava-se, no passado, na presunção da culpa, quando o agente descumpria regra regulamentar e dava margem à ocorrência de um resultado danoso. b) Grau da Culpa Não existe no contexto do Direito Penal, pouco importando se a culpa é levíssima, leve ou grave. Desde que seja suficiente para caracterizar a imprudência, a negligência ou a imperícia do agente, há punição. Os graus só interessam para a individualização da pena e para excluir do campo da culpa os casos em que a imprudência ou negligência sejam insignificantes e não possam ser considerados requisitos para concretização do tipo penal. Situações peculiares no campo da Culpa c) Compensação da culpa No direito penal, infrações penais não são débitos que se compensem. Ex.: um motorista atropela um pedestre, ambos agindo sem cautela e ferindo-se, responderão o condutor do veículo e o pedestre, se ambos atuaram com imprudência. Não há lugar a compensação, quando o evento resulta de ação culposa da parte do autor do fato e daquele que se pretenda ofendido. A responsabilidade em que um incorra não se compensa com a responsabilidade do outro, visto que uma e outra não podem, de direito e de justiça, ir além das consequências do próprio ato, e o ofendido com a sua parte de responsabilidade não elide a responsabilidade que caiba ao outro. d) Concorrência da Culpa É o que se chama autoria colateral em crime culposo. Ex.: Vários motorista se envolvem em um acidente; todos podem responder igualmente pelo evento, já que todos, embora sem vinculação psicológica entre si, atuaram com imprudência. Situações peculiares no campo da Culpa e) Culpa imprópria É denominada culpa com previsão. Ocorre quando o agente deseja atingir determinado resultado, embora o faça porque está envolvido pelo erro (falsa percepção da realidade) inescusável (não há justificativa para a conduta, pois, com maior prudência, teria sido evitada). Observa-se nessa situação, é uma atuação com vontade de atingiro resultado (dolo), embora esse desejo somente tenha ocorrido ao agente porque se viu envolvido em falsa percepção da realidade. Em suma, trata-se de uma conduta dolosa, cuja origem é a própria imprudência do agente. EX.: Imaginando-se atacado por um desconhecido, o sujeito atira para matar, visando proteger-se: Após o fato, constata-se não ter havido agressão injusta, e sim, DOLO. Pois o disparo foi dado com intenção de ferir ou matar, ainda que para garantir a defesa pessoal. Entretanto a lei penal prevê neste caso, se o erro for escusável, está configurada a legítima defesa putativa (art. 20, § 1º, CP), não havendo punição. Mas se o caso for inescusável deve haver a punição a título de culpa (Cuida-se exatamente da Culpa Imprópria), isto é, a culpa com previsão de resultado. Mesmo havendo, não se acolhe a possibilidade de tentativa, uma vez que a lei penal dá, a essa situação, o tratamento de culpa e esta não admite, em qualquer hipótese, tentativa. Espécies de Culpa a) Imprudência É a forma ativa da culpa, significando um comportamento sem cautela, realizando com precipitação ou com insensatez. Ex.: A pessoa que dirige em alta velocidade dentro da cidade, onde há passantes por todos os lados. a) Art. 18, II do Código Penal É a forma passiva da culpa, ou seja assumir uma atitude inerte material, por descuido ou desatenção, justamente quando o dever de cuidado objetivo determina de modo contrário. Ex.: Deixar uma arma de fogo ao alcance de uma criança ou não frear o carro ao estacionar na ladeira. No cenário da negligência poder ser incluídos os seguintes aspectos: Inobservância de regulamento, de ordem e de disciplina, a frouxidão, a indolência, a omissão, a desídia, a distração, o esquecimento e o sono(cf. Raul Machado, Valendo-se da lição de Esmeraldino Bandeira, A culpa no direito Penal, p. 264). b) Negligência Espécies de Culpa c) Imperícia É a imprudência no campo técnico, pressupondo uma arte, um ofício ou uma profissão. Consiste na incapacidade, inaptidão, insuficiência ou falta de conhecimento necessário para o exercício determinado mister. Trata-se, como diz Frederico Marques, da “imprudência qualificada” a) Art. 18, II do Código Penal Ex.: O médico deixa de tomar as cautelas devidas de assepsia e anestesia em uma sala de cirurgia, demonstrando sua nítida inaptidão para o exercício de sua profissão. Existe uma tradição jurídica de milênios, que identifica culpa com falta de sabedoria, prática, experiência ou habilidade em determina arte ou profissão. Marcos Antônio Terragni diz: “a imperícia é a atuação inexperta ou inidônea em uma tarefa que demanda uma especial destreza. Uma exigência maior se formula a quem se dedica a um trabalho que carrega risco e que, por isso, deve ser desenvolvido com especial habilidade.“ (El delito culposo, p. 72) Espécies de Culpa Distinção entre imperícia e erro profissional A imperícia também não se confunde com o erro profissional, que não decorre de conduta envolta em falta de aptidão técnica. No erro profissional, o agente tem conhecimento das regras e as observa no decorrer da conduta, mas, sendo falíveis os postulados científicos, torna-se possível a ocorrência de um resultado lesivo decorrente de erro, que não ensejará punição. Ex.: Determinado paciente necessita de cirurgia cardíaca extremamente delicada, para a qual a medicina ainda não desenvolveu técnica segura. O médico, devidamente habilitado e experiente, põe-se a realizar o procedimento, observando rigorosamente todos os métodos cirúrgicos que seu conhecimento abarca e de que a arte médica dispõe. Não obstante, durante o procedimento, em razão da complexidade que a situação revela e para a qual não há resposta científica eficiente, comete um erro, que acaba por causar a morte do paciente. Esta situação revela um erro profissional que não caracteriza culpa, pois ausente a imperícia. Espécies de Culpa Diferença entre culpa consciente e dolo eventual Para Capez, a culpa consciente difere do dolo eventual, porque neste o agente prevê o resultado, mas não se importa que ele ocorra (“se eu continuar dirigindo assim, posso vir a matar alguém, mas não importa; se acontecer, tudo bem, eu vou prosseguir”). (CAPEZ, 2011, pág. 234). Na culpa consciente, embora prevendo o que possa vir a acontecer, o agente repudia essa possibilidade (“se eu continuar dirigindo assim, posso vir a matar alguém, mas estou certo de que isso, embora possível, não ocorrerá”). O traço distintivo entre ambos, portanto, é que no dolo eventual o agente diz: “não importa”, enquanto na culpa consciente supõe: “é possível, mas não vai acontecer de forma alguma” (CAPEZ, 2011, pág. 234). CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal: parte geral, v. 1. 15ª ed. São Paulo: Saraiva, 2011. NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de Direito Penal. 19ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2023. p. 170. COSIMO, Elisa. A Diferença entre Dolo Eventual e Culpa Consciente, 2023. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-diferenca-entre-dolo-eventual-e-culpa-consciente/1811735596. Acesso em 07 mar 2024. CRIME CULPOSO. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Território, 2020. Disponível em: https://www.tjdft.jus.br/consultas/jurisprudencia/jurisprudencia-em-temas/a-doutrina-na-pratica/crime-dolo-e-crime-culposo/crime-culposo . Acesso em 06 mar 2024. GRECO, Rogério. Crime culposo: elementos, culpa inconsciente, culpa consciente e dolo eventual. 2021. disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/crime-culposo-elementos-culpa-inconsciente-culpa-consciente-e-dolo-eventual/1346643166#:~:text=Crime%20culposo%3A%20elementos%2C%20culpa%20inconsciente%2C%20culpa%20consciente%20e%20dolo%20eventual,-D. Acesso em 07 mar 2024. Bibliografia Grato! “Nós somos o que fazemos repetidamente; por isso, a excelência é um hábito, não uma atitude.” Aristóteles image3.jpg image1.png image4.png image5.png image2.png image6.jpeg image7.jpeg image8.png image9.png image10.jpg