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Unidade II Difusão nos materiais Da mesma forma que a corrente elétrica está associada ao transporte de cargas elétricas através de um fio condutor quando este está sujeito a uma diferença de potencial elétrico, a DIFUSÃO está associada ao transporte de massa que ocorre em um sistema quando nele existe um gradiente de concentração química (Diferença nas concentrações). Difusão A presença da difusão em nosso cotidiano não é tão rotineira, mas é grande sua importância para a fabricação de componentes ou estruturas de engenharia. • Para ocorrer a movimentação dos átomos são necessárias duas condições: 1. deve existir um espaço livre adjacente ao átomo; 2. o átomo deve possuir energia suficiente para quebrar as ligações químicas que o une a seus átomos vizinhos; causar uma distorção no reticulado. • Foram propostos vários mecanismos diferentes para explicar o movimento atômico durante a difusão. Sendo assim podemos classifica-los em: Todos os cristais, no equilíbrio térmico, com temperaturas acima do zero absoluto, possuem alguns locais de rede não ocupados. Um átomo pode “saltar” de uma posição de lacuna dentro de uma vizinhança disponível, conforme figura abaixo : Difusão por Lacuna O átomo move-se pelo “salto” de um sítio intersticial para uma vizinhança, podendo dilatar ou distorcer a rede. Difusão Intersticial O átomo intersticial pode mover para a superfície de um sítio de rede normal. Difusão Substitucional Este mecanismo é proposto para explicar a própria difusão de metais e ligas, envolvendo a troca direta de mais átomos. Difusão por Troca de Moléculas Adjacentes Exemplos de Aplicação 1. Endurecimento de aços e ligas 2. Dopagem de semicondutores 3. Oxidação de metais 4. Sinterização (materiais cerâmicos) O par de difusão é formado quando as superfícies de duas barras de materiais metálicos distintos são colocadas em contato íntimo e aquecidas por um dado tempo. Par de difusão Um par de difusão zinco-cobre antes de ser submetido a um tratamento térmico a temperatura elevada. Representações esquemáticas das localizações dos átomos de Zn (círculos à esquerda) e Cu (círculos à direita) no interior do par de difusão. Gráfico das concentrações do zinco e do cobre em função da posição ao longo do par de difusão. A linha sólida representa a concentração do Zn e a linha pontilhada a do Cu. Um par de difusão zinco-cobre após ser submetido a um tratamento térmico a temperatura elevada, mostrando a zona de difusão com formação de liga. Representação esquemática das localizações dos átomos de Zn (círculos vermelhos) e Cu (círculos amarelos) no interior do par de difusão, após tratamento térmico. Concentrações de cobre e zinco em função da posição ao longo do par de difusão, após tratamento térmico. A linha preta tracejada representa a concentração de Cu e a linha vermelha a de Zn. FLUXO DE DIFUSÃO Quantifica-se a rapidez com que o fenômeno da difusão se processa no tempo através do FLUXO DE DIFUSÃO (J). • O Fluxo de Difusão é definido como sendo a massa (ou, de forma equivalente, o número de átomos) M que se difunde por unidade de tempo através de uma área unitária perpendicular à direção do movimento da massa, J= 𝑀 𝐴.𝑡 J= 1 𝐴 𝑑𝑀 𝑑𝑡 Na forma diferencial: As unidades no (SI) para J são quilogramas (ou átomos) por metro quadrado por segundo (kg.m-2 s-1 ou átomos.m-2.s-1 ) O FLUXO DE DIFUSÃO num dado x é proporcional ao valor do gradiente dC/dx em x. J𝑥 = −𝐷 𝑑𝐶 𝑑𝑥 A constante de proporcionalidade D* é chamada de COEFICIENTE DE DIFUSÃO, e é expressa em m2/s. Difusão em estado estacionário Para que J não varie com o tempo é necessário que J também não varie com a posição. Assim, para o eixo x. 𝑑𝐶 𝑑𝑥 =cte Quando J não varia com o tempo (C também não varia com o tempo) e temos a DIFUSÃO EM ESTADO ESTACIONÁRIO (ou DIFUSÃO EM REGIME PERMANENTE). C = f(x) é uma função linear de x. Uma placa de ferro está exposta a 700°C a uma atmosfera carbonetante (rica em carbono) em um de seus lados e a uma atmosfera descarbonetante (deficiente em carbono) no outro lado. Se uma condição de regime estacionário é atingida, calcule o fluxo de difusão do carbono através da placa, dado que as concentrações de carbono nas posições a 5 e a 10 mm (5x10-3 e 10-2 m) abaixo da superfície são 1,2 e 0,8 Kg/m3 , respectivamente. Considere um coeficiente de difusão de 3x10-11 m 2 /s nessa temperatura. Exemplo 1: 𝐽 = −𝐷 ∆𝐶 ∆𝑥 𝐽 = −3𝑥10−11 𝑚2 𝑠 1,2 − 0,8 𝑘𝑔/𝑚3 5𝑥10−3 −1𝑥10−2 𝑚 𝐽 = 2,4𝑥10−11 𝑘𝑔 𝑚2𝑠 XA Xb 𝐽 = −𝐷 𝐶𝐴 − 𝐶𝐵 𝑥𝐴 − 𝑥𝐵 Uma mistura gasosa contendo H2, N2, O2 e vapor d’água é pressurizada contra uma lamina de 6 mm de espessura de Paládio cuja área é 0,25 m2 a 600°C. O coeficiente de difusão é DH/Pd(600°C) = 1,7x10-8 m2/s e a concentração no lado da placa de alta e baixa pressão é respectivamente 2,0 e 0,4 KgH2/m3Pd. A difusão acontece em estado estacionário. H2 é purificado por difundir-se mais rapidamente que os demais gases, atingindo a outra face da lamina que está mantida sob pressão atmosférica. Calcular o fluxo de difusão do H2 (purificação) em kg/hora. Exemplo 2: 𝐽 = −𝐷 ∆𝐶 ∆𝑥 𝐽 = −𝐷 𝐶𝐴 − 𝐶𝐵 𝑥𝐴 − 𝑥𝐵 𝐽 = −1,7𝑥10−8 𝑚2 𝑠 2,0 − 0,4 𝑘𝑔/𝑚3 0 − 6𝑥10−3 𝑚 𝐽 = 0,453𝑥10−5 𝑘𝑔 𝑚2𝑠 Fluxo em Kg/h? 𝐽 = −𝐷 ∆𝐶 ∆𝑥 ∙ 𝐴 𝐽 = 0,453𝑥10−5 𝑘𝑔 𝑚2𝑠 ∙ 0,25𝑚2 𝐽 = 0,113𝑥10−5 𝑘𝑔 𝑠 𝐽 = 0,113𝑥10−5 𝑘𝑔 𝑠 ∙ 3600 𝑠 1 ℎ 𝐽 = 4,07𝑥10−3 𝑘𝑔 ℎ FATORES QUE INFLUENCIAM A DIFUSÃO: ✓ ESPÉCIE EM DIFUSÃO ✓ TEMPERATURA FATORES QUE INFLUENCIAM A DIFUSÃO: ✓ Espécie em difusão (Interdifusão ou Autodifusão) As espécies em difusão assim como o material hospedeiro influenciam no coeficiente de difusão. ex: existe uma diferença significativa no coeficiente de difusão do carbono e O ferro α a 500 oC (2,4x 10-12 versus 3,0x10-21 m2/s) ESPÉCIE EM DIFUSÃO ✓ A temperatura tem uma influência significativa no coeficiente de difusão Tendo em vista que o coeficiente de difusão cresce exponecialmente TEMPERATURA lnD= ln D0 - 𝑄𝑑 𝑅𝑇 D= D0 exp(- 𝑄𝑑 𝑅𝑇 ) Ln D/ D0= -Qd/RT Tabela: Dados de coeficientes de difusão COEFICIENTE DE DIFUSÃO: lnD= ln D0 - 𝑄𝑑 𝑅𝑇 logD= log D0 - 𝑄𝑑 2,3𝑅𝑇 Do= Uma constante pré-exponencial independente da temperatura (m2/s) Qd= Energia de ativação para a difusão (j/mol ou eV/átomo) R= constante dos gases 8,314 J/mol.K ou 8,62 x10-5 eV/átomo. K Gráfico do logaritmo do coeficiente de difusão versus inverso da temperatura EFEITO KIRKENDALL EFEITO KIRKENDALL Lâminas de cobre e níquel mantidas em contato a 1000oC por 15 min. Poros formados no cobre devido à maior difusão do Cu no Ni comparado com a difusão do Ni no Cu. Poros de Kirkendall Lâmina de alumínio deixada em contato com lâminas de titânio a 630oC por 10horas. Poros formados na região central da chapa de alumínio por efeito Kirkendall Exemplo 3: Classifique em ordem decrescente as magnitudes dos coeficientes de difusão para os seguintes sistemas. Dado: Tanto o Fe como o Cr possuem estrutura cristalina CCC, e os raios atômicos para o Fe, Cr e N são 0,124, 0,125 e 0,065 nm, respectivamente. N no Fe a 700°C Cr no Fe a 700°C N no Fe a 900°C Cr no Fe a 900°C Quanto menor for o tamanho do átomo, mais facilmente ele vai difundir, graças ao mecanismo de difusão intersticial. Como o átomo de N é menor que o de Cr, ele difunde intersticialmente na estrutura do ferro. Quanto maior for a temperatura, maior será o coeficiente de difusão, pois D depende de T: D= D0 exp(- 𝑄𝑑 𝑅𝑇 ) Resposta: N (900oC)> N(700oC)>Cr(900oC)> Cr(700oC) DIFUSÃO EM ESTADO NÃO-ESTACIONÁRIO Na maioria das situações práticas envolvendo difusão ocorre em condições de ESTADO NÃO-ESTACIONÁRIO (ou REGIME TRANSITÓRIO ou CONDIÇÕES TRANSIENTES). • Na difusão em estado não-estacionário tanto o fluxo de difusão, quanto o gradiente de concentração, numa dada posição x e variam com o tempo t. Perfis de concentração em três instantes de tempo diferentesdo processo de difusão. SEGUNDA LEI DE FICK Para descrever a difusão em estado não-estacionário, é utilizada a equação diferencial parcial: 𝜕𝐶 𝜕𝑡 = 𝐷 𝜕2𝐶 𝜕𝑥2 Quando são especificadas condições de contorno que possuem um sentido físico, é possível obter-se soluções para segunda lei de Fick. Essas soluções são funções C = f(x,t) que representam as concentrações em termos tanto da posição quanto do tempo. ➢ Uma solução da segunda lei de Fick C = f(x,t) importante na prática é aquela para um sólido semi-infinito* em que a concentração do soluto CS na superfície é mantida constante durante a difusão. Assume-se também que os átomos do soluto presentes no interior do sólido, antes do processo de difusão, estão uniformemente distribuídos com concentração C0. ➢ condições de contorno acima podem ser representadas por: SEGUNDA LEI DE FICK Para t = 0, C = C0 em 0 ≤ x ≤∞. Para t > 0, C = CS ( A concentração constante na superfície do sólido) em x=0 C = C0 em x =∞. Uma barra sólida é considerada semi-infinita se nenhum dos átomos em difusão é capaz de atingir a extremidade oposta da barra durante o tempo de procedimento da difusão. Uma barra de comprimento L pode ser considerada semi-infinita na prática quando L > 10 (Dt)1/2. Com as condições de contorno consideradas a solução da segunda lei de Fick resulta: Condições de contorno 𝐶𝑥 − 𝐶0 𝐶𝑠 − 𝐶0 = 1 − 𝑒𝑟𝑓 𝑥 2 𝐷𝑡 Para t = 0, f(x,0) =C = C0 em 0 ≤ x ≤∞. Para t > 0, f(0,t) = C = CS ( A concentração constante na superfície do sólido) em x=0 C = C0 em x =∞. 𝜕𝐶 𝜕𝑡 = 𝐷 𝜕2𝐶 𝜕𝑥2 Cementar significa introduzir carbono na superfície. Este tratamento é bastante realizado em engrenagens. O objetivo é aumentar a dureza superficial do material – pois, em regra geral, a dureza de um aço aumenta com o aumento do teor de carbono. 𝐶𝑥 − 𝐶0 𝐶𝑠 − 𝐶0 = 1 − 𝑒𝑟𝑓 𝑥 2 𝐷𝑡 A solução da segunda lei de Fick se aplica, por exemplo,para processos de cementação (ou carbonetação) de chapas de aço (ou seja, chapas de ligas ferro-carbono). função erf(z) representa a Função Erro de Gauss e é dada por erf 𝑧 = 2 𝜋 න 0 𝑧 𝑒−𝑦 2 𝑑𝑦 Exemplo 4: Considere uma liga (Ferro-carbono) contendo uma concentração inicial uniforme de Carbono de 0,25% p, que deve ser tratada a 950oC (1750oF). Se a concentração de carbono na superfície for repentinamente elevada e mantida em 1,2%p, quanto tempo será necessário para atingir um teor de carbono de 0,8 %p em uma posição a 0,5mm abaixo da superfície? O coeficiente de difusão para o carbono no ferro nessa temperatura é de 1,6x10-11 m2/s; assuma que a peça de aço seja semi-infinita. Obs: A peça é exposta a um hidrocarboneto gasoso metano CH4 𝐶𝑥 − 𝐶0 𝐶𝑠 − 𝐶0 = 1 − 𝑒𝑟𝑓 𝑥 2 𝐷𝑡 𝑒𝑟𝑓 𝑥 2 𝐷𝑡 =0,421 0,8 − 0,25 1,2 − 0,25 = 1 − 𝑒𝑟𝑓 𝑥 2 𝐷𝑡 𝑒𝑟𝑓 𝑥 2 𝐷𝑡 =0,421 𝑒𝑟𝑓 𝑧 =0,421 0,34 0,35 0,36 0,37 0,38 0,39 0,4 0,41 0,37 0,38 0,39 0,4 0,41 0,42 0,43 0,44 z erf(z) 0,34 0,35 0,36 0,37 0,38 0,39 0,4 0,41 0,37 0,38 0,39 0,4 0,41 0,42 0,43 0,44 z erf(z) 0,3794 0,4210 0,4284 z 𝑧 − 0,35 0,4 − 0,35 = 0,4210 − 0,3794 0,4284 − 0,3794 𝑧 − 0,35 0,4 − 0,35 = 0,4210 − 0,3794 0,4284 − 0,3794 𝑧 = 0,392 𝑒𝑟𝑓 𝑥 2 𝐷𝑡 z = 𝑥 2√𝐷𝑡 D=1,6x10-11 m2/s x=0,5x 10-3 m 𝑧2= 𝑥 2√𝐷𝑡 2 t= 7,04 horas função erf(z) representa a Função Erro de Gauss e é dada por erf 𝑧 = 2 𝜋 න 0 𝑧 𝑒−𝑦 2 𝑑𝑦 Pretende-se cementar um aço com 0,1%C p, mantendo-o em uma atmosfera com 1,2%C p em alta temperatura, até que se atinja 0,45%C p em uma profundidade de 2 mm abaixo da superfície. Qual o tempo total de cementação se o coeficiente de difusão for D = 2x10-11 m2/s? . Exemplo 5: 𝐶𝑥 − 𝐶0 𝐶𝑠 − 𝐶0 = 1 − 𝑒𝑟𝑓 𝑥 2 𝐷𝑡 𝑒𝑟𝑓 𝑥 2 𝐷𝑡 =0,6818 0,45 − 0,1 1,2 − 0,1 = 1 − 𝑒𝑟𝑓 𝑥 2 𝐷𝑡 𝑧 = 0,7060 𝑒𝑟𝑓 𝑥 2 𝐷𝑡 z = 𝑥 2√𝐷𝑡 D=2,0x10-11 m2/s x=2x 10-3 m 𝑧2= 𝑥 2√𝐷𝑡 2 t= 27,86 horas Exemplo 6: A cementação de 1 mm de uma engrenagem a 800°C requer 10 h. Qual seria o tempo necessário para se obter a mesma profundidade a 900°C? O regime é transiente Dado: Q para a difusão de C de ferro CFC = 137859 J/mol. R = 8,314 J/mol.K. 𝐶𝑥 − 𝐶0 𝐶𝑠 − 𝐶0 = 1 − 𝑒𝑟𝑓 𝑥 2 𝐷𝑡 Cx (800°C) = Cx (900°C) C0 (800°C) = C0 (900°C) Cs (800°C) = Cs (900°C) Tanto a 800°C quanto a 900°C, desejamos formar uma camada de mesma espessura e mesma composição. Assim: Por consequência: erf(z) (800°C) = erf(z) (900°C) E por isso: z (800°C) = z (900°C) Ou seja, como: z = 𝑥 2√𝐷𝑡 Temos que: 𝑥(800𝑜𝐶) 2√𝐷(800𝑜𝐶)𝑡(800𝑜𝐶) = 𝑥(900𝑜𝐶) 2√𝐷(900𝑜𝐶)𝑡(900𝑜𝐶) √𝐷(800𝑜𝐶) 𝑡(800𝑜𝐶) =√𝐷(900𝑜𝐶) 𝑡(900𝑜𝐶) 𝐷(800𝑜𝐶) 𝑡(800𝑜𝐶) =𝐷(900𝑜𝐶) 𝑡(900𝑜𝐶) 𝑡(1173𝐾) =𝐷(1073𝐾) 𝑡(1073𝐾) /𝐷(1173𝐾) 𝑡(1173𝐾) = 𝑡(1073𝐾) ∙ D0 exp(− 𝑄𝑑 𝑅𝑇) D0 exp(− 𝑄𝑑 𝑅𝑇) 𝑡(1173𝐾) =2,66 h Um Liga de 7kg constituída por ferro e carbono está exposta a 700°C a uma atmosfera (rica em carbono) durante 8 h. A concentração inicial de carbono na liga é de 0,2%p, mantendo-o em uma atmosfera com 1,2%C p em alta temperatura, até que se atinja uma profundidade de 2 mm . Qual a massa de carbono total depois do processo? Considere um coeficiente de difusão de 3x10-11 m2/s nessa temperatura. Exemplo 7: Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52