Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE 
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS – ICHS 
PROGRAMA NACIONAL DE FORMAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA – 
PNAP/UAB 
BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio 
de Janeiro Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro 
 
 
Disciplina : Planejamento Governamental 
Nome da Atividade : AD 2 
Nome do Aluno : José Vitor da Silva 
Polo : Bom Jesus do Itabapoana Matrícula :21213110055 
 
Resumo da Unidade IV – Plano de desenvolvimento no Brasil 
 Para que o Brasil pudesse se desenvolver, foram apresentados planos que visavam, na sua 
maioria a diminuição dos desequilíbrios do país e que também, pudesse impulsionasse a economia. 
Esses planos, tiveram um processo de planejamento incessante nos seus inícios, contribuindo para 
estabilizar a economia. Esees mesmos planos se tornaram importantes para o desenvolvimento e 
crescimento do país, após a Segunda Guerra Mundial. 
 O primeiro plano executado, que teve duração de cinco anos, foi o Plano Especial de Obras 
Públicas e Aparelhamento da Defesa Nacional, e seus objetivos eram iniciar as indústrias básicas,e 
as de siderurgia é um exemplo; a realização de obras públicas; e a busca da defesa nacional do 
Brasil, através de meios que dessem sustentação à ordem e segurança. O Plano tinha, de forma 
complementar, o objetivo de equilibrar as receitas e as despesas públicas correntes. Também se 
caracterizou pela vinculação de verbas especiais, desde que não desequilibrassem o orçamento e 
interferissem nos objetivos principais. As indústrias de base e de transporte foram os setores que 
mais se benefiaram com os recursos do Plano Especial, destacando a Companhia Siderúrgica 
Nacional (CSN) e a Fábrica Nacional de Motores. 
 Tendo como objetivo a garantia, através da elaboração de um orçamento especial, da realização 
de obras públicas que fossem prioritárias e também o incentivo das indústrias básicas, foi criado o 
Plano de Obras e Equipamentos (POE), que teve duração de dois anos. O POE visava uma 
integração maior das suas ações, fato ausente no Plano Especial de Obras Públicas e 
Aparelhamento da Defesa Nacional. Portanto,não ocorreu um esquema global de projetos que 
seriam realizados, com comparações de resultados, como também não se melhorou o controle físico 
AD 2 -Planejamento Governamental 2024.1 
das obras executadas, mantendo-se, apenas, o controle orçamentário, onde, na prática o POE se 
comportou como uma extensão do Plano Especial. 
 O Plano SALTE, de caráter plurissetorial, foi o primeiro plano a ter aprovação prévia do 
Congresso Nacional, e foi criado na tentativa de dar coordenação aos gastos públicos. Caracterizou-
se na tentativa de integrar a iniciativa privada nas atuações do governo, através de estímulos de 
financiamento, mas não direcionava as metas que o setor privado deveria cumprir. Através de 
recursos do orçamento, das dotações consignadas na Constituição e de recursos orindos de 
empréstimos internos e externos, o plano baseou-se na melhoria da saúde, alimentação, transporte 
e energia. Foi um plano elaborado sem diagnósticos científicos baseados na análise da realidade e 
da economia do Brasil, considerado o maior desastre na tentativa de se instituir um plano no país, 
com uma realidade puramente teórica e eficácia executiva alguma. 
 O Plano de Metas, que veio logo após, foi eficiente em seu planejamento governamental o que 
possibilitou a sua execução em todo país. As metas, que tiveram a sua elaboração com a finalidade 
que o governo as alcançassem, tiveram a participação de uma comissão brasileira com os Estados 
Unidos, e que chegou a conclusão que o País necessitava, para o seu desenvolvimento 
econõmico,de investimentos privados e projetos. Criou-se, então, o Conselho de Desenvolvimento, 
primeiro órgão central de planejamento pernamente constituído no país, e subordinado diretamente 
ao Presidente da República, onde o Plano de Desenvolvimento Econômico, que obtinha 30 metas, 
sendo distribuídas em quatro setores, o seu produto imediato. 
 O Presidente Jânio Quadros, assumiu a presidência com o crescimento do PIB,, na casa dos 
7% anuais, mas por outro lado, com uma inflação batendo 180%, queda de 1,6% das exportações 
e aumento de 3,8% das importações, índices aferidos no mesmo período. Diante disso, Jânio 
Quadros não cria o COPLAN (Comissão Nacional de Planejamento), no sexto ano de execução do 
Plano de Metas, desconsiderando a existência do Conselho Nacional de Desenvolvimento , criado 
pelo Presidente Juscelino Kubitschek.Vale ressaltar, que os estados pressionaram o governo 
Federal, através do Encontro dos Governadores, a participarem de forma efetiva, diferente de anos 
anteriores, da elaboração do Plano. 
 Durante o período do Parlamentarismo no Brasil, após Jânio Quadros renunciar, Celso Furtado, 
economista, ocupou o cargo de Ministro Extraordinário para o Planejamento, e antes que o regime 
parlementarista terminasse, foi anunciado o Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e 
Social, o Plano Trienal, que tinha como objetivos: a manutenção da taxa de crescimento, 
normatização da inflação, reforma na base administrativa, inspecionar a balança de importação e 
crescer a exportação. O plano Trienal contribuiu para uma proposta de intensificação dos esforços 
de planejamento, mas não conseguiu a promoção do desenvolvimento e o combate à inflação. 
 O Presidente Castello Branco, implantou o Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG), que 
tinha uma uma posição menos reformista, libral, de propostas ortodoxas, mas com o governo não 
abrindo mão de interferir na economia, usando como justificativa, as deficiências do sistema de 
preços. Juntamente com o Plano Decenal de Desenvolvimento Econômico e Social, teve a intenção 
de dar celeridade ao crescimento interno, reduzir preços altos e desigualdade de renda no país, 
obter controle sobre as importações e buscar aumentar os exportações, fazer com que a geração de 
empregos ganhesse estímulo. O sistema habitacional foi impulsionado com a criação BNH (Banco 
Nacional de Habitação), e estímulos à construção civil. 
 O Plano Estratégico de Desenvolvimento, que surgiu posteriormente, adotou estudos e 
coerência para administrar o instrumento de política econômica e adaptação da máquina 
administrativa. O PED caracterizava-se por uma visão de fortalecer o setor privado, diminuir a 
inflação e ampliação da capacidade de compra do indivíduo. 
 O I Plano Nacional de Desenvolvimento, foi executado nos dois anos finais do Governo do 
Presidente Emílio Garrastazu Médici, juntamente com II Orçamento Plurianual de Investimentos. 
O I PND, foi implantado durante o “milagre econômico brasileiro”, com crescimento de 11,2% ao 
ano, tendo como finalidade maior transformar o Brasil em uma potência mundial, através de 
investimentos em empresas, visando a consolidação da economia interna, a construção de 
hidrelétricas, a promoção através da Usina de Angra dos Reis, do ingresso na área nuclear, 
pesquisas e investimentos na área espacial, impulsionamento da mineração, na comunicação, 
visando uma autonomia em caso de escassez de energia, como a crise do Petróleo, em 1973. 
Também foi dado ênfase à indústria automobilística, além de uma busca de integração com a da 
Amazônia e Nordeste, com destaque para a construção da rodovia transamazônica, através do PIN, 
Programa de Integração Nacional. A inflação se elevou juntamente com o crescimento, surgindo o 
II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND), que tinha o objetivo de diminuir o desequilíbrio 
das contas públicas, buscando diversificar as exportações e substituir as importações. Antes da 
implantação do II PND,que foi em 1975, a OPEP, Organização dos Países Exportadores de 
Petróleo, no final de 1973, induziu a primeira crise do Petróleo, elevandoo valor do barril em até 
4 vezes, além da redução da produção, fazendo com que em 1974, no início do Governo Geisel, a 
balança comercial Brasileira contabilizava um déficit de 4,690 bilhões de dólares. 
 A economia brasileira passa por perído difícil, com inflação alta e baixo crescimento 
econômico, que vai do final do último governo militar de João Figueiredo, em 1984, até ao Governo 
de Fernando Collor de Melo, que sofreu impeachment em setembro de 1992, passando pelo 
governo Sarney, de 1985 a 1990. Esse período ficou conhecido como a “década perdida”, que teve 
um aumento significativo da dívida externa brasileira, que em 1970 era de 6, 2 bilhões de dólares, 
e passou para 64, 2 bilhões de dólares em 1982, e em 1994, a renda per capita brasileira era o 
mesmo nível registrado em 1980. Durante esse período, o Brasil conheceu seis planos que 
buscavam estabilizar a economia, 4 no governo Sarney (Plano Cruzado, Plano Cruzado II, Plano 
Bresser e Plano Verão) e dois no Governo Collor (os Planos Collor I e II). Mas foi em 1994, com 
a implantação do Plano Real, que teve seuu início, de forma progressiva em 1993, que o Brasil 
conseguiu sua estabilidade e econômica, após seis planos fracassados e o planejamento 
governamental encontrou condições favoráveis à sua retomada. 
 Após o estudo da Unidade, podemos concluir que o país, na busca de reduzir os desequilíbrios 
entre as pessoas e as regiões, institucionalizou o planejamento como ação contínua e integrada à 
definição de políticas públicas, onde o País, depois de tantos planos, sejam econômicos ou de 
desenvolvimento, se adapta às mudanças e mostra a força da nação. 
 
Resumo da Unidade V – A estrutura do Planejamento Governamental 
 O Planejamento Governamental era de orientação normativa, onde sua formulação, sua 
execução e acompanhamento, eram realizados sem que os indivíduos e a sociedade representada 
participassem. O Congresso Nacional não tinha poder de aprovação dos planos econômicos no 
período militar e os parlamentares só examinavam os orçamentos, sem a possibilidade de alteração. 
No processo de governar, a questão econômica se sobressaía ao considerar o planejamento como 
instrumento de aplicaçao dos recursos, não levando em consideração as condições sociais, 
ambientais e tecnológicas. Podemos verificar, nesse sentido, exemplo que foi observado na 
Constituição nos campos das políticas agrícola, urbana, da criança e do adolescente, da saúde, 
entre outras. No Capítulo II – Da Política Urbana, o artigo 29, inciso XII, ao referir-se às normas 
de organização municipal, dispõe sobre a cooperação das associações representativas no 
planejamento municipal. A Constituição, fixa em seu artigo 174, que a economia será regulada 
pelo Estado e o terá como agente normativo. O planejamento, também será função do Estado, e 
será determinante para o setor de governo e indicativo para o setor privado. O artigo 174, ainda nos 
mostra, através do § 1º, “[...] estabelecerá as diretrizes e bases do planejamento do 
desenvolvimento nacional equilibrado, o qual incorporará e compatibilizará os planos nacionais e 
regionais de desenvolvimento”. 
 Em maio de 2000, foi sancionada a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece, no 
entendimento do Tesouro Nacional, as normas de finanças públicas voltadas para a 
responsabilidade na gestão fiscal, com ações de prevenção de riscos e correção de desvios que 
possam prejudicar o equilíbrio das contas públicas, com destaque para o planejamento, o controle, 
a transparência e a responsabilização como premissas básicas. 
 A Constituição de 1988, no que se refere ao Planejamento Governamental, teve a inteção de 
que o Plano Plurianual, O PPA, fosse integrado ao orçamento, e tornou obrigatória a sua adoção, 
assim como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA) pelos 
diversos níveis de governo. O PPA anuncia os dispositos que LDO e a LOA devem estar 
alinhados.Podemos observar, que o termo programa está diretamente relacionado à identificação e 
mensuração do problema, e não existe nos manuais produzidos, para orientação de como se 
elaborar um PPA, como afirma Garcia (2000), uma definição, de forma razoável para esse termo, 
reconhecendo o autor, não se tratando de tarefa fácil para resolver. A organização do Governo 
Federal foi alterada, para que o novo modelo de planejamento, orçamento e gestão, fosse 
implantado. O ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão é fruto da fusão dos Ministérios 
de Planejamento e Orçamento, e do Ministério da Administração Federal e Reforma do Esatdo. 
 O ciclo de gestão do PPA compreende a elaboração, implantação dos programas que nele estão 
constituídos, monitoramento, avaliação e revisão. A elaboração do PPA será seguida pela 
discussão no Poder Legislativo, que aprovando, será iniciada a sua implantação, sendo 
fundamental, desde quando foi elaborado, a clareza do seu modelo de gestão. Vejamos, então, as 
etapas de elaboração do PPA: A elaboração é o processo de construção da base estratégica e de 
definição dos Programas e ações, por intermédio dos quais se materializará a ação do governo. O 
PPA elaborado sea de projeto de lei pelo poder executivo, para discussão com o poder legislativo; 
a implantação é a operacionalização do Plano aprovado, através de seus programas, em que a 
disponibilização de recursos, por meio dos orçamentos anuais, tem caráter fundamental; o 
monitoramento consiste no processo de acompanhamento da execução das ações doPrograma, que 
visa obter informações que subsidiem as decisões, bem como a identificação e correção dos 
problemas; a avaliação consiste em acompanhar os resultados pretendidos com o PPA e do 
processo usado para alcançá-lo. A avaliação do PPA, vai buscar avaliar em até que ponto as 
estratégias adotadas e as políticas públicas desenvolvidas, que dão suporte para a elaboração dos 
programas que integram o Plano, atendem aos anseios da população; a revisão é o processo de 
adequação do Plano às mudanças internas e externas da conjuntura política, social e econômica, 
alterando,excluindo ou incluindo programas; a revisão do PPA é resultado dos processos de 
monitoramento e avaliação. 
 O Decreto-Lei, no 200, de 25 de fevereiro de 1967, instituiu o planejamento como sistema. É 
considerado uma atividade-meio, que se organiza de forma horizontal, em sistemas, funcionando 
através de subordinação técnica, ao passo que as atividades fim que tem por destino o público ou 
o consumidor, organizam-se no sentido de atingi- los, ou seja, e forma vertical. O órgão central e 
quando couber, o respectivo órgão setorial, é responsável pelas orientações normativas e da 
supervisão das unidades de planejamento e orçamento das entidades vinculadas ou subordinadas 
aos Ministérios e órgãos setoriais. 
 Concluimos que o planejamento, como sistema de articulação e integração, é importante. 
Observamos a sua capacidade de formulação e da modernização da gestão, através de novos 
mecanismos. Também, constatamos a importância da Constituição de 1988, que teve grande 
relevância para que a sociedade ampliasse a sua participação na elaboração dos planos. 
 
Resumo da Unidade VI – Práticas Participativas na Gestão e no Planejamento 
 Distinguir abordagens pragmáticas, em que a participação é vista como meio para aumentar a 
eficiência, abordagem de caráter político e emancipatório, em que a participação é vista como meio 
para alterar as relações de poder na sociedade, na perpectiva de maior equidade e justiça social, é 
o caminho para compreender a participação social e suas diferentes significações. A abordagem 
pragmática decorre de que alguns segmentos assumiram, como um mero conjunto de regras, sem 
considerar os condicionamentos sociais e econômicos, a concepção de democracia, ao mesmo 
tempo que as temáticas da governabilidade e da eficácia administrativa,foram privilegiadas. Essa 
abordagem está vinculada ao modelo da Administração Pública gerencial. Como auxiliar da boa 
gestão, a partcipação tem papel de coadjuvante. A sociedade entra em cena como 
contribuinte/beneficiária, cliente ou consumidara, onde os governates estão no foco. Os temas da 
democratização do poder, bem como o da ampliação das esferas de decisão do governo e da 
sociedade, não estão presentes nessa abordagem. Esses mecanismos de participação, são baseados, 
como um recurso produtivo, no engajamento da população, como forma de preenchimento de um 
vácuo, que foi deixado pela retirada do Estado dos serviços de proteção social. Nos discursos e 
dispositos legais, encontramos a abordagem, que permite que ONGs (Organizações não 
governamentais), possam ser contratadas para complementar a Administração 
Pública.Apresentadas como a materialização da publicialização, as Oss (Organizações Sociais), 
foram criadas, especialmente na recente reforma do aparelho de Estado no Brasil. 
 Para introduzir a abordagem emancipatória da gestão participativa,recorremos à Demo 
(1993), através das suas considerações, e que também, tem se mostrado um dos mais preocupados 
com o tema da participação, na perspectiva da emancipação, que é considerada um antídoto contra 
a tendência histórica de dominação e exclusão social que caracteriza a sociedade do nosso país. 
Foram inclídas práticas participativas na gestão de políticas públicas, na Constituição Federal de 
1988, fundamentadas nos princípios da descentralização, municipalização e participação da 
sociedade civil. Ficou estabelecido, que o desenvolvimento das políticas sociais, acontecessem de 
modo democrático, e que, através de seus representantes, a sociedade participe dos órgãos e dos 
espaços que delimitam as diretrizes das políticas, assim como do planejamento, controle e 
supervisão dos planos, programas e projetos. A partir da promulgação da Constituição de 1988, 
surgem os conselhos de políticas públicas, que são estruturas híbridas, ou seja, formas 
organizacionais que envolvem a partilha de espaços de deliberação entre as representações estatais 
e as das organizações da sociedade civil. Os processos de discussão pública sobre o orçamento 
municipal, são os orçamentos participativos (OPs), onde o gestor compartilha com a sociedade as 
decisões sobre parte do orçamento público, baseando-se nas Leis Orgânicas Municipais. É 
apresentado, no texto, um desenvolvimento do PES, enfatizando as suas potencialidades 
participativas, onde a possibilidade, e até mesmo as vantagens de processos participativos estejam 
implícitas no PES, no seu método, esse aspecto não é mencionado. A transparência da gestão 
pública, a participação democrática dos servidores na condução dos seus organismos e a 
reconstrução do setor público, passam necessariamente pela ação intensiva na formação de 
recursos humanos. Foram introduzidas, duas adaptações, no método original, para adaptar o 
propósito original do PES às condições de planejamento de um Governo eleito que já tem as suas 
diretrizes, com as diretivas dos órgãos e instituições.Foi necessário, com isso, a redefinição do 
desenho da “identificação de problema”e introduzir, no método, as diretivas. Para compreender o 
pressuposto necessário e orgânico da função governar – a necessidade executiva – o PEP 
(Planejamento Estratégico Participativo), através de momentos de representatividade,estabelece a 
participação democrática, permitindo a ação executiva sobre as deliberações do plano, sem 
comprometer a sondagem constante e o monitoramento contínuo da própria execução dos planos, 
que possibilita a incorporação das movimentações situacionais dos atores e processos. Nada vai 
adiantar adotar uma linguagem e as palavras do planejamento estratégico e participativo, caso não 
aconteça vontade política para dispor dos meios necessários na organização, para garantir que 
haverá acompanhamento constante da conjuntura, as ações redesenhadas e a busca dos objetivos 
planejados. O plano mostra a sua eficácia ou não, é no dia adia, no cotidiano, e que para isso ocorra, 
as práticas de trabalho e as culturas organizacionais, em forma de departamentos e verticais, devem 
ser combatidas duramente. Não é uma questão ideológica, mas participativa também, a participação 
como categoria que organiza o Estado. 
 Concluímos que os conselhos de políticas e orçamentos participativos é proposição de métodos 
do planejamento estratégico participativo, que tem o PES, como principal referência, e que as 
potencialidades são desenvolvidas. A participação do cidadão e de suas organizações, é um 
momento importante na democracia. Os conselhos deliberativos, vinculados à políticas sociais, é 
uma forma considerável entre o setor público e a população.. 
 
 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: 
MISOCZKY, Maria Ceci Araujo; GUEDES, Paulo. Planejamento e programação na administração 
pública – 2. ed. reimp. – Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração / UFSC; 
[Brasília] : CAPES : UAB, 2012. ISBN 9788579881275 
 
 
 
 
	Disciplina : Planejamento Governamental
	Nome da Atividade : AD 2
	Nome do Aluno : José Vitor da Silva
	Polo : Bom Jesus do Itabapoana Matrícula :21213110055
	Resumo da Unidade IV – Plano de desenvolvimento no Brasil
	Para que o Brasil pudesse se desenvolver, foram apresentados planos que visavam, na sua maioria a diminuição dos desequilíbrios do país e que também, pudesse impulsionasse a economia. Esses planos, tiveram um processo de planejamento incessant...
	O primeiro plano executado, que teve duração de cinco anos, foi o Plano Especial de Obras Públicas e Aparelhamento da Defesa Nacional, e seus objetivos eram iniciar as indústrias básicas,e as de siderurgia é um exemplo; a realização de obras pú...
	Tendo como objetivo a garantia, através da elaboração de um orçamento especial, da realização de obras públicas que fossem prioritárias e também o incentivo das indústrias básicas, foi criado o Plano de Obras e Equipamentos (POE), que teve dura...
	O Plano SALTE, de caráter plurissetorial, foi o primeiro plano a ter aprovação prévia do Congresso Nacional, e foi criado na tentativa de dar coordenação aos gastos públicos. Caracterizou-se na tentativa de integrar a iniciativa privada nas atu...
	O Plano de Metas, que veio logo após, foi eficiente em seu planejamento governamental o que possibilitou a sua execução em todo país. As metas, que tiveram a sua elaboração com a finalidade que o governo as alcançassem, tiveram a participação...
	O Presidente Jânio Quadros, assumiu a presidência com o crescimento do PIB,, na casa dos 7% anuais, mas por outro lado, com uma inflação batendo 180%, queda de 1,6% das exportações e aumento de 3,8% das importações, índices aferidos no mesmo pe...
	Durante o período do Parlamentarismo no Brasil, após Jânio Quadros renunciar, Celso Furtado, economista, ocupou o cargo de Ministro Extraordinário para o Planejamento, e antes que o regime parlementarista terminasse, foi anunciado o Plano Trien...
	O Presidente Castello Branco, implantou o Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG), que tinha uma uma posição menos reformista, libral, de propostas ortodoxas, mas com o governo não abrindo mão de interferir na economia, usando como justificativ...
	O Plano Estratégico de Desenvolvimento, que surgiu posteriormente, adotou estudos e coerência para administrar o instrumento de política econômica e adaptação da máquina administrativa. O PED caracterizava-se por uma visão de fortalecer o setor ...
	O I Plano Nacional de Desenvolvimento, foi executado nos dois anos finais do Governo do Presidente Emílio Garrastazu Médici, juntamente com II Orçamento Plurianual de Investimentos. O I PND, foi implantado durante o “milagre econômico brasileiro...
	A economia brasileira passa por perído difícil, com inflação alta e baixo crescimento econômico, que vai do final do último governo militar de JoãoFigueiredo, em 1984, até ao Governo de Fernando Collor de Melo, que sofreu impeachment em setemb...
	Após o estudo da Unidade, podemos concluir que o país, na busca de reduzir os desequilíbrios entre as pessoas e as regiões, institucionalizou o planejamento como ação contínua e integrada à definição de políticas públicas, onde o País, depois de...
	Resumo da Unidade V – A estrutura do Planejamento Governamental
	O Planejamento Governamental era de orientação normativa, onde sua formulação, sua execução e acompanhamento, eram realizados sem que os indivíduos e a sociedade representada participassem. O Congresso Nacional não tinha poder de aprovação dos p...
	Em maio de 2000, foi sancionada a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece, no entendimento do Tesouro Nacional, as normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com ações de prevenção de riscos e cor...
	A Constituição de 1988, no que se refere ao Planejamento Governamental, teve a inteção de que o Plano Plurianual, O PPA, fosse integrado ao orçamento, e tornou obrigatória a sua adoção, assim como a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei ...
	O ciclo de gestão do PPA compreende a elaboração, implantação dos programas que nele estão constituídos, monitoramento, avaliação e revisão. A elaboração do PPA será seguida pela discussão no Poder Legislativo, que aprovando, será iniciada a sua...
	O Decreto-Lei, no 200, de 25 de fevereiro de 1967, instituiu o planejamento como sistema. É considerado uma atividade-meio, que se organiza de forma horizontal, em sistemas, funcionando através de subordinação técnica, ao passo que as atividade...
	Concluimos que o planejamento, como sistema de articulação e integração, é importante. Observamos a sua capacidade de formulação e da modernização da gestão, através de novos mecanismos. Também, constatamos a importância da Constituição de 1988,...
	Resumo da Unidade VI – Práticas Participativas na Gestão e no Planejamento
	Distinguir abordagens pragmáticas, em que a participação é vista como meio para aumentar a eficiência, abordagem de caráter político e emancipatório, em que a participação é vista como meio para alterar as relações de poder na sociedade, na per...
	Para introduzir a abordagem emancipatória da gestão participativa,recorremos à Demo (1993), através das suas considerações, e que também, tem se mostrado um dos mais preocupados com o tema da participação, na perspectiva da emancipação, que...
	Concluímos que os conselhos de políticas e orçamentos participativos é proposição de métodos do planejamento estratégico participativo, que tem o PES, como principal referência, e que as potencialidades são desenvolvidas. A participação do cida...
	REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
	MISOCZKY, Maria Ceci Araujo; GUEDES, Paulo. Planejamento e programação na administração pública – 2. ed. reimp. – Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração / UFSC; [Brasília] : CAPES : UAB, 2012. ISBN 9788579881275

Mais conteúdos dessa disciplina