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• A PHDA é uma das perturbações neurocomportamentais mais frequentes na criança e 
adolescente. É um problema crónico que pode persistir na vida adulta. 
• É uma condição neurobiológica, com marcada etiologia genética, envolvendo 
disfunção de várias regiões específicas do cérebro, concretamente o córtex pré-
frontal e suas conexões com os gânglios da base e cerebelo. 
• A disfunção cerebral da PHDA envolve importantes áreas neurocognitivas (função 
executiva, memórias de trabalho, linguagem, etc.). 
• A PHDA associa-se frequentemente a co-morbilidades (DEA, Perturbação de oposição, 
da conduta, da linguagem, do humor, de ansiedade, etc.), com relevância diagnóstica 
e terapêutica. 
• Se a história médica e exame objetivo forem irrelevantes não há qualquer indicação 
para exames complementares de diagnóstico. 
• Testes psicológicos não são necessários para o diagnóstico de PHDA mas devem fazer 
parte da avaliação sempre que haja insuficiente desempenho académico ou sugestão 
de baixa capacidade cognitiva. 
• O plano terapêutico deve ser abrangente e ter como prioridade a melhoria funcional 
da criança. 
• O tratamento psicofarmacológico inicial deve ser com um psicoestimulante. O 
metilfenidato (MPH), tem padrões de eficácia e segurança ímpares entre os fármacos 
em geral e os psicofármacos em particular. A ausência de resposta satisfatória ou 
contra-indicações ao MPH, deve levar ao uso da atomoxetina. 
• Se houver uma resposta “robusta” à terapêutica farmacológica na PHDA não 
complicada, com melhoria funcional significativa, o tratamento farmacológico 
isolado é satisfatório, não se justificando qualquer intervenção psicossocial. 

❖ Aspetos Gerais / Consensos 
Protocolo da Consulta de 
PHDA
 
 
 Criança 
1. Identificar comportamentos que confirmem PHDA ou sugiram co-morbilidades 
(oposição, agressividade, ansiedade, depressão, etc.) 
2. Etapas do desenvolvimento (motricidade, linguagem, competências sociais, etc.) 
3. Informação sobre desempenho académico (ano que frequenta, retenções, áreas de 
maior dificuldade, apoio educativo, etc.) 
4. Identificar potenciais factores de risco de lesão cerebral (pré, peri e pós-natais) 
• Gravidez (ingestão de álcool ou drogas, infecções, outras intercorrências) 
• Prematuridade/ RCIU /Asfixia/etc. 
• TCE, infeções SNC, etc 
1. Identificar patologia que possa interferir / contra-indicar medicação estimulante 
• Epilepsia, Tiques 
• Patologia cardiovascular, HTA 
• Outros: Glaucoma, hipertiroidismo, má progressão estatoponderal, etc. 
 Família 
• PHDA / Dificuldades de aprendizagem / Insucesso escolar/ outros problemas de 
desenvolvimento. 
• Problemas psiquiátricos (D. bipolar, depressão, esquizofrenia, etc.) 
• Patologia cardíaca (Morte súbita, Hipertensão, etc.) 
• Ambiente familiar /Expectativas / Métodos de disciplina 
• Contexto social 
�2
A)História (aspetos relevantes)
 
 
a. Em todas as crianças 
1. Entrevista estruturada para obtenção de Critérios DSM 5 (ver anexo1 e 2) 
2. Avaliação Comportamental (comportamento na consulta e questionários) 
• Questionários de Conner 
▪ Versão Pais 
▪ Versão Professores 
• Questionários de Achenbach 
▪ Versão Pais – CBLC 
▪ Versão Professores TRF 
▪ Auto Resposta YSR 
3. Avaliação Cognitiva 
• Escala de Inteligência de Weschler para Crianças – 3ª edição (WISC – III) 
4. Avaliação Auto-Conceito 
• Escala de Autoconceito de Piers - Harris 
5. Avaliação Educativa (em todos no 1º ciclo e caso-a-caso nos outros) 
6. Avaliação Social 
7. Conner’s Continuous Performance Task (CPT), se disponível (off e on medicação) 
b. Em situações pontuais, se disponível… 
Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra (BANC) 
8. Avaliação da Atenção 
• Teste da Barragem de Sinais (2 e 3 sinais) 
• Trail A e B 
9. Avaliação Função Executiva 
• Torre de Londres 
• Fluência Verbal Fonémica e Semântica 
10.Avaliação da Memória 
• Tabuleiro de Corsi 
• Lista de Palavras 
11.Avaliação da Linguagem 
• Compreensão de instruções 
• Nomeação Rápida 
• Consciência Fonológica 
�3
B)Avaliação
 
Orientado para identificar outras causas de PHDA e excluir outras patologias 
• Peso, Estatura, Tensão Arterial e FC (em todas as consultas) 
• Atenção à visão / audição 
 
• Raramente indicados. 
• Ponderados caso-a-caso, de acordo com história e avaliação. 
 
• Informar famílias sobre etiologia, diagnóstico, intervenção terapêutica e capacitá-
los para poder ajudar o filho a lidar com um problema crónico e potencialmente 
disfuncionante. 
• Entrega de folhetos /informação para pais e/ou professores. 
• Aconselhamento orientado para promover desculpabilização, reduzir stress e 
confrontação, criar estrutura adequada às características da criança e melhorar a 
autoestima. 
• Prova terapêutica com metilfenidato (curta, média e longa ação). (ver anexo 3) 
• Marcar 2ª consulta para cerca de 1 mês depois (presencial ou por telefone). 
▪ Recolha e análise de nova informação (questionários e relatórios pedidos 
na 1ª consulta) 
▪ Resultados da medicação (comportamento em casa e na escola, auto-
estima, socialização, satisfação da criança, pais e professores) 
▪ Identificação e registo de efeitos secundários 
▪ Ajuste de dose 
• Consultas subsequentes: Periodicidade a definir caso a caso, de acordo com 
problemas existentes. Em média 1 consulta por trimestre no 1º ano e 2 consultas/
ano, nos anos seguintes. 
• PHDA não complicada, com boa evolução, consultas anuais com consultas 
intercalares no MF para monitorização e renovação de receituário. 
• Devem ser orientados para consulta de pedopsiquiatria, as crianças/adolescentes: 
- Com co-morbilidades psiquiátricas significativas ou outros fatores de stress 
familiar ou social, que impliquem intervenção familiar. 
- Com resposta insatisfatória ao metilfenidato (ou atomoxetina) e necessidade 
de utilização de fármacos de 2ª linha para a PHDA ou outros psicofármacos. 
�4
C)Exame Objetivo
D)Exames complementares
E) Abordagem terapêutica / Seguimento
 
- Que pela situação da criança ou família, seja aconselhável uma intervenção 
psicoterapêutica ou monitorização e acompanhamento em consultas muito 
frequentes. 
• Se desempenho académico inferior ao esperado encaminhar para consulta de DEA. 
• Após avaliação psicológica completa, o seguimento em psicologia deve ser 
ponderado caso a caso. 
• Medidas de apoio educativo (ver anexo 4) 
• Envio aos pais de relatório, no final da avaliação e após resultados com terapêutica 
(MF, escola, outros). 
Assegurar disponibilidade telefónica para consultas em SOS 
�5
 
A. (1) Seis (ou mais) dos seguintes sintomas de desatenção, presentes há pelo 
menos 6M, de forma inconsistente com o nível de desenvolvimento e com 
impacto directo nas atividades sociais, académicas / ocupacionais. 
(a) Não dá atenção aos detalhes ou comete erros por desatenção, no trabalho 
escolar ou outras atividades (p.e. perde detalhes, trabalho impreciso) 
(b) Dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades lúdicas (p.e. tem 
dificuldade em se manter focado em aulas, conferências, conversas ou na 
leitura de textos longos) 
(c) Parece não escutar quando lhe falam diretamente (p.e. parece ter a mente 
noutro local, mesmo na ausência duma distração óbvia) 
(d) Não segue instruções e tem dificuldade em terminar trabalhos de casa ou 
tarefas no local de trabalho (p.e. inicia tarefas mas rapidamente “desliga” e 
muda de atividade;Não acaba trabalhos de casa, atividades domésticas ou 
tarefas no local de trabalho) 
(e) Dificuldade em organizar tarefas e atividades (p.e. Dificuldade em gerir 
tarefas sequenciais; dificuldade em manter os materiais e pertenças 
organizados; desarrumado e desorganizado, má gestão do tempo, dificuldade 
em cumprir prazos) 
(f) Evita, não gosta ou é relutante em iniciar tarefas que requeiram esforço 
mental prolongado (p.e. trabalhos escolares ou em adultos, elaborar 
relatórios, preencher formulários, ou rever artigos grandes) 
(g) Perde facilmente o material necessário para tarefas e atividades (p.e. material 
escolar, lápis, borracha, réguas, chaves, óculos, telemóveis, etc.) 
(h) Distrai-se facilmente com estímulos extrínsecos (em adolescentes e adultos 
pode incluir pensamentos não relacionados com a atividade) 
(i) Esquece-se com facilidade das tarefas diárias (p.e. TPC’s; em adolescentes e 
adultos pode incluir devolver chamadas, pagar contas, falhar reuniões) 
A. (2) Seis (ou mais) sintomas de hiperatividade/impulsividade, presentes há pelo 
menos 6M, duma forma que é inconsistente com o nível de desenvolvimento e 
que tem impacto directo nas actividades sociais, académicas / ocupacionais. 
(a) Mexe excessivamente mãos e pés ou mexe-se no assento 
(b) Não se mantém sentado quando deve (p.e. levanta-se do lugar na sala de aulas 
ou no local de trabalho ou outras situações em que é suposto permanecer 
sentado) 
(c) Corre e trepa de forma excessiva em situações inapropriadas (em adolescentes 
e adultos pode limitar-se a sentir-se impaciente) 
(d) Dificuldade em se envolver em actividades de jogo ou lazer de forma calma 
�6
ANEXO 1 - Critérios DSM 5 
 
(e) Sempre pronto a mudar ou actua como se estivesse ligado a um motor (p.e. 
incapaz ou desconfortável por ter de ficar quieto durante muito tempo, tal 
como em restaurantes, reuniões, etc.; pode ser percepcionado por outros 
como sendo inquieto e difícil de acompanhar) 
(f) Fala demasiado 
(g) Responde a questões que não foram completadas (p.e. completa as frases dos 
outros e salta nas conversas; não consegue esperar pela vez nas conversas) 
(h) Dificuldade em esperar pela vez (em filas, p.e.) 
(i) Interrompe ou perturba os outros (intromete-se em conversas, jogos ou 
actividades; pode usar as coisas de outros sem pedir autorização, adolescentes 
e adultos podem intrometer-se no que os outros estão a fazer) 
B. Alguns dos sintomas que causam disfunção estão presentes antes dos 12 anos. 
C. Presente em 2 ou mais situações (p.e. em casa, na escola ou no trabalho, com 
amigos ou familiares ou noutras actividades). 
D. Deve haver clara evidência de disfunção clinicamente significativa no 
funcionamento social, académico ou ocupacional. 
E. Os sintomas não ocorrem exclusivamente durante o curso de esquizofrenia ou 
outro surto psicótico e não são melhor explicados por outras doenças mentais 
(p.e. perturbação do humor, de ansiedade, perturbação dissociativa ou da 
personalidade) 
CATEGORIAS com base na forma de apresentação: 
1. PHDA de apresentação combinada – Se critério A1 e A2 presentes há mais de 6 
meses 
2. PHDA de apresentação predominantemente desatenta – Se critério A1 e 3 ou 
mais sintomas de critério A2 presentes há mais de 6 meses 
3. PHDA de apresentação hiperativa / impulsiva – Se critério A2, sem critério A1, 
por mais de 6 meses 
4. PHDA não especificada para todos os casos em que os indivíduos não têm critérios 
para PHDA ou para quem não há oportunidade suficiente para verificar todos os 
critérios. Contudo os sintomas de PHDA devem ser associados a disfunção e não ser 
melhor explicados por outras doenças mentais. 
Nota: Para indivíduos, em particular adolescentes e adultos, que têm sintomas mas já 
não cumprem os critérios completos, deve-se especificar “ em remissão parcial”. 
�7
 
 
A. Sintomas de desatenção, presentes há pelo menos 6M, duma forma que é 
claramente mal adaptativa e inconsistente com o nível de desenvolvimento: 
B. Sintomas de hiperatividade/impulsividade, presentes há pelo menos 6M, duma 
forma que é claramente mal adaptativa e inconsistente com o nível de 
desenvolvimento: 

�8
ANEXO 2 - Entrevista estruturada para obtenção de Critérios DSM 5 – Id. 
escolar 
Não Sim
Frequentemente não presta atenção a detalhes ou comete erros por não estar 
atento?
Frequentemente tem dificuldade em manter a atenção no que está a fazer?
Frequentemente não parece escutar quando lhe falam directamente.
Frequentemente tem dificuldade em seguir instruções ou em terminar os 
trabalhos de casa ou outras tarefas?
Tem frequentemente dificuldade a organizar tarefas e actividades.
Frequentemente evita e não gosta de se envolver em actividades que 
requeiram um esforço mental prolongado (tal como trabalhos escolares)?
Frequentemente perde material necessário para as actividades (lápis, livros, 
canetas, trabalhos de casa, brinquedos, etc.)?
Distrai-se com muita facilidade com estímulos exteriores?
Esquece-se frequentemente das tarefas diárias?
Não Sim
Mexe excessivamente mãos e pés?
Levanta-se do lugar na sala de aulas ou noutras situações em que deveria 
permanecer sentado?
Frequentemente corre e trepa em excesso, em situações em que não o devia 
fazer?
Frequentemente tem muita dificuldade em que envolver em actividades em 
que tem de estar sossegado?
Sempre a mudar de actividade ou actua como se tivesse um motor?
Frequentemente fala em excesso?
Frequentemente responde antes de ouvir a pergunta toda?
Tem muita dificuldade em esperar pela sua vez?
Frequentemente interrompe ou intromete-se nas actividades dos outros?
 
 
OBJECTIVOS 
Melhorar resultados académicos 
Aumentar a autonomia na escola e na vida diária 
Melhorar relacionamento social 
Diminuir frequência de comportamento disruptivo e comportamentos de risco 
Melhorar auto-controlo 
ABORDAGEM TERAPÊUTICA 
Antes de iniciar terapêutica farmacológica assegure: 
Avaliação diagnóstica completa compatível com PHDA 
Idade igual ou> 6 anos 
Compreensão e acordo dos pais 
Colaboração da escola 
Ausência de sensibilidade prévia ao fármaco que se pretende usar 
Ausência de patologia cardíaca e tensão arterial normal 
FÁRMACOS DE PRIMEIRA LINHA 
1. METILFENIDATO 
Os psicoestimulantes são a terapêutica farmacológica de primeira linha. O 
psicoestimulante mais utilizado é o metilfenidato. Habitualmente é usado em crianças 
com idade igual ou superior a 6 anos. Geralmente é bem tolerado e os efeitos secundários 
são habitualmente transitórios. Não estabelece qualquer habituação, dependência ou 
tolerância. 
Após titulação com metilfenidato de curta ação (Rubifen®), tentar fórmulas de longa 
ação (Ritalina LA® ou Concerta®). Se ausência de melhoria ou efeitos secundários si 
gnificativos: suspender metilfenidato e rever o diagnóstico. 
�9
ANEXO 3 – Terapêutica Farmacológica na PHDA 
Fármacos Dosagens Duração de ação
Ação curta Rubifen® 5,10 e 20mg 3 a 6 horas
Ação 
intermédia Ritalina LA® 20, 30 e 40 mg 6 a 8 horas
Ação longa Concerta® 18, 27, 36 e 54 mg 10 a 12 horas
Mecanismo de ação: simpaticomimético que atua corrigindo alterações bioquímicas 
que interagem com a atenção e o controlo do impulso; aumenta a concentração 
extracelular de dopamina e noradrenalina no cérebro 
Dose: iniciar com 0,3 mg/kg/dia, subida gradual, de acordo com resposta, até 
dose média diária de 1 mg/kg (máx. 72 mg)
 
2. ATOMOXETINA 
A atomoxetina é um fármaco não estimulante e tem sido utilizado como alternativaao 
metilfenidato quando coexistem ansiedade ou tiques. 
�10
ATOMOXETINA 
Straterra® 
Mecanismo de ação: inibidor de recaptação da nordrenalina 
Dosagens: 10 mg, 18 mg, 25 mg, 40 mg, 60 mg
Dose: iniciar com 0,5 mg/Kg com subida após 1 a 2 semanas para 1,2 mg/kg 
(máx 100mg), avaliar resposta ao fim de 2 semanas
Efeitos secundários principais: falta de apetite, dor abdominal, náuseas, 
sonolência
Efeitos secundários do metilfenidato
Frequentes Pouco frequentes Raros
Perda de apetite 
Cefaleias 
Insónia 
Náuseas 
Dor abdominal 
Atraso no crescimento 
Elevação ligeira da TA e FC 
Tiques (1%, agravamento em 13%) 
Labilidade emocional 
Ansiedade 
Irritabilidade 
Febre 
Artralgias 
Erupções cutâneas 
Efeito rebound
Morte súbita 
Psicose
Contraindicações do metilfenidato
Hipertensão arterial 
Hipertiroidismo 
Doença cardiovascular 
Glaucoma 
IMAO nos últimos 14 dias 
Esquizofrenia
 
 FÁRMACOS DE 2ª LINHA 
A utilização de fármacos de segunda linha como antidepressivos tricíclicos, risperidona, 
clonidina fica reservada para situações em que os psicoestimulantes ou a atomoxetina são 
ineficazes ou existem co-morbilidades. 
A risperidona é usada em crianças com perturbação de oposição e PHDA, em crianças com 
défice cognitivo e problemas de comportamento e em crianças com autismo e 
irritabilidade/agressividade. 
Não se aprende sem atenção, pelo que o défice de atenção terá sempre algum tipo de 
interferência no sucesso académico. O impacto poderá ser ligeiro ou pouco percetível, 
geralmente nos primeiros anos de escolaridade, em crianças cognitivamente boas, ou 
poderá ser catastrófico e associado a graves dificuldades escolares. As dificuldades 
académicas são frequentemente o principal motivo de vinda a consulta, em crianças com 
PHDA. Com base na avaliação da criança e na resposta à terapêutica farmacológica, a 
equipa clinica, sempre que necessário, deve propor as medidas educativas adequadas a 
cada caso. 
�11
RISPERIDONA (nunca de 1ª linha mas apenas na terapêutica de comorbilidades)
Risperdal®
Mecanismo de acção: neuroléptico atípico, antagonista da serotonina-dopamina, 
potente bloqueio de receptores 5-HT2, o qual é 10 vezes maior do que sobre D2
Dosagens: sol. oral 1 mg/mL; comp. 1mg, 2mg, 3mg
Dose: iniciar com 0,25 mg 1 ou 2id e subida gradual até 4 mg (0,1-0,5 mg/kg/
dia)
Efeitos secundários principais: sonolência, cansaço, aumento de peso, aumento de 
prolactinémia, efeitos extrapiramidais, dislipidémia
 
 
Despacho Normativo nº 24-A/2012 
Permite que as escolas, no âmbito da sua autonomia, desencadeiem medidas de 
promoção do sucesso escolar, nomeadamente: 
a) Medidas de apoio ao estudo que garantam um apoio específico para as dificuldades 
detetadas no aluno; 
b) No 1º ciclo, estudo acompanhado, com o objetivo de apoiar os alunos na criação de 
métodos de estudo e de trabalho; 
Estas medidas podem ser desencadeadas por iniciativa dos professores e não requerem 
um diagnóstico formal de PHDA. 
Decreto-Lei nº 3/2008 
A equipa clinica que acompanha a criança poderá recomendar a implementação deste 
decreto, que define os apoios especializados a prestar a crianças com NEE, de caracter 
permanente, como é o caso da PHDA. A referenciação é feita aos agrupamentos, 
podendo a iniciativa ser dos pais, docentes, técnicos do SNIPI ou outros e implica a 
elaboração de documento justificativo das razões do pedido de apoio e inclusão de 
documentos anexos. 
As medidas educativas no âmbito da adequação do processo de ensino e aprendizagem 
são: 
a) Apoio Pedagógico Personalizado – Implementação de estratégias, reforço de 
aptidões e aprendizagem, assim como desenvolvimento de competências 
específicas. 
b) Adequações curriculares individuais – Respeitam o currículo comum e a aquisição 
de competências básicas. (em crianças com insucessos recorrentes) 
c) Adequações no processo de matrícula – P.e. adiamento de matrícula no 1º ano de 
escolaridade. 
d) Adequações no processo de avaliação – adequação de instrumentos e condições de 
avaliação (tempo extra, prova reduzida com questões claras, curtas e objetivas, 
leitura em voz alta das questões ou realização da prova num espaço à parte). 
e) Currículo específico individual – Quando se justificam alterações significativas do 
currículo. 
f) Tecnologias de apoio - (dispositivos facilitadores)
�12
ANEXO 4 – Medidas de apoio educativo

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