A maior rede de estudos do Brasil

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manual_de_hidrologia_basica

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Tabela 9 - Precipitação para Intervalos de Tempo 
 
 
 
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Tabela 10 - Precipitação para Intervalos de Tempo 
 
 
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6.3.3 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA EM ÁREA 
As precipitações de várias durações, definidas pela análise estatística das observações 
num posto pluviográfico, não podem ser usadas diretamente no estudo de uma bacia 
hidrográfica, pois a precipitação média sobre uma área de certa extensão é menor do que 
a de um ponto isolado. 
No Brasil, têm sido realizados alguns estudos de precipitação média sobre bacias 
hidrográficas de maior extensão, analisando as precipitações diárias simultâneas em dois 
ou mais postos pluviométricos. 
A aplicação do hidrograma unitário sintético requer, no entanto, o conhecimento da 
distribuição, por área, de chuvas de duração mais curta. Recorreu-se assim aos 
resultados de extensivo estudo efetuado em 20 áreas diferentes nos Estados Unidos da 
América, com, pelo menos, 4 pluviógrafos e mais de 5 anos de observação. 
Os resultados desse trabalho foram expressos em escala semi-logarítmica na Figura 7, 
ajustando-se as curvas definidas pela expressão: 
)
5
AR(logy
yFA
2=
= , sendo 
1)35log(0,7Dy += 
Onde D é a duração da chuva em horas, AR a área considerada em km2, e FA a relação 
entre a precipitação média sobre a área e a precipitação de um ponto, para igual 
freqüência. 
As curvas originais referem-se apenas às durações de 30 min, 1h, 3h, 6h e 24h, enquanto 
a expressão ajustada foi estabelecida criteriosamente para durações maiores e menores, 
de modo que sua aplicação seja mais ampla em conjunto com o hidrograma unitário 
sintético. Enquanto as curvas originais foram apresentadas para áreas de até 1000 km2, a 
expressão deve fornecer resultados satisfatórios até 5000 km2. 
Acredita-se que essa expressão, generalizada para durações maiores e menores, atende 
com suficiente precisão ao objetivo deste trabalho. 
Examinando os resultados obtidos no Brasil para chuvas diárias, observa-se que eles 
fornecem valores de FA menores do que os indicados para a curva ajustada para 24h , 
especialmente para as bacias maiores. 
68 
 
Figura 6 - Fator de Simultaneidade 
 
69 
 
Figura 7 - Distribuição de Chuva sobre a Área 
 
70 
 
A expressão antes apresentada é válida somente para áreas AR maiores que 5 km². Para 
áreas menores admite-se que a chuva é uniformemente distribuída, isto é, FA = 1. 
No Procedimento B de cálculo costuma-se empregar uma expressão mais simples, que 
não depende da duração da chuva e assume o valor mínimo de FA=1 para áreas A, com 
bacias hidrográficas inferiores a 25 km². 
⎟⎠
⎞⎜⎝
⎛−=
25
Alog0,101FA 
6.3.4 DISTRIBUIÇÃO DA CHUVA NO TEMPO 
Para o cálculo das descargas da enchente de projeto, os acréscimos de precipitação de 
seqüência mais provável devem ser reagrupados, para formar a chuva que as provocam. 
A disposição desses acréscimos é um tanto discutível, devendo-se notar que ela afeta 
consideravelmente os resultados, especialmente devido à alteração das condições de 
umidade do soio, antecedentes ao pico da enchente. 
Normalmente as precipitações mais intensas de chuvas, observadas com menos de 12 
horas de duração, ocorrem principalmente na primeira metade de sua duração total, o que 
não se dá na maioria das tempestades mais duradouras. 
Por outro lado maiores deflúvios totais e maiores descargas máximas resultam de 
precipitações máximas após a metade da ocorrência total da chuva. Isso acontece porque 
as chuvas iniciais, mais fracas, proporcionam coeficientes de deflúvios maiores para os 
segmentos mais intensos que as sucedem. 
Dessa forma, uma distribuição de intensidades de precipitação, aproximadamente 
simétrica em relação ao valor máximo, deve representar satisfatoriamente uma 
tempestade com tempo de recorrência semelhante ao da enchente de projeto. 
Para reduzir o trabalho de cálculo, os intervalos de tempo, para os quais são 
determinadas as precipitações cujos acréscimos são agregados simetricamente em torno 
do valor máximo, podem crescer gradativamente. No procedimento, escolheu-se para 
estes intervalos de tempo uma progressão geométrica de razão 2. 
No procedimento de cálculo que não leva em conta as precipitações antecedentes, 
adotam-se geralmente intervalos de tempos iguais, com a distribuição dos acréscimos de 
precipitação. Essa indicação, embora com pouca clareza, pode indicar que o intervalo 
entre o início das chuvas e o pico de tempestade deverá crescer, conforme o aumento