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Definições das características dos átomos. Isótopos, isóbaros e isótonos. Esta classificação se relaciona ao número de massa e número atômico. Átomos com um número atômico constante Z mas com números de nêutrons variáveis são chamados de isótopos. São átomos do mesmo elemento químico com número de massa diferentes e números atômicos iguais. A diferença se encontra no número de nêutrons. Já os nuclídeos com número de nêutrons constante, mas com número atômico Z variável são chamados de Isótonos. E há também um terceiro caso no qual nuclídeos com constante número de massa, mas variáveis números de Z e N são chamados de Isóbaros. Existe também o conceito de Isómeros no qual o átomo possui o mesmo número de massa (A), mesmo número de (Z), porém diferentes níveis energéticos. Em termos simples: Isómeros são átomos idênticos, exceto porque existem em diferentes estados de energia (devido a diferentes arranjos no núcleo). Em nível de exemplo podemos citar o Tecnécio 99m que decai para Tecnécio 99 emitindo um raio gama de 140 keV, de grande utilidade na medicina nuclear. isóbaros. Estabilidade química e nuclear. Estabilidade química e nuclear: Os átomos naturalmente são neutros, ou seja, possuem a mesma quantidade de partículas positivas (prótons) e negativas (elétrons) em sua estrutura. Essa propriedade é conhecida como estabilidade química. Alguns agentes são capazes de alterar essa configuração estável (quimicamente) de um átomo, como por exemplo, radiação X, conhecida como radiação ionizante. Mas para o estudo da medicina nuclear, devemos levar em consideração a estabilidade do núcleo atômico. O núcleo atômico possui uma organização interna na qual há níveis de energia (um pouco semelhantes aos níveis energéticos da eletrosfera). Fisicamente, para que um núcleo seja estável (no caso de átomos leves) é necessário que o número de massa seja duas vezes o número atômico. O que significa que deve haver a mesma quantidade de prótons e nêutrons. Para átomos pesados, deve-se ter um número de massa mais do que duas vezes maior em relação ao número atômico. Quando um nuclídeo não é estável, tende a desintegrar-se emitindo radiações. A instabilidade de um núcleo pode ocorrer devido a vários fatores, sendo alguns deles: • Agitação entre as partículas: A cada segundo são produzidas disposições diferentes no núcleo atômico, podendo conduzir a um excesso de energia que deverá ser liberado pelo átomo por meio de raios Gama, para que se estabilize. • Desproporção entre número de nucleons: A diferença entre a quantidade de prótons e nêutrons no interior do núcleo atômico pode ocasionar a instabilidade deste núcleo. Neste caso o átomo emitirá um pósitron (β+) ou um elétron (β-), acompanhado em alguns casos de raios Gama. Importante lembrar que se um núcleo atômico nunca venha a ter um excesso de energia, ele é considerado estável (não radioativo). Tempo de meia vida. Tempo de Meia Vida: Se observarmos o decaimento de uma amostra de átomos radioativos, constataremos que esse processo ocorre como uma constante: tempo. O tempo, para cada processo de decaimento de radionuclídeo é constante e está diretamente relacionado com a constante de decaimento (λ). É de grande importância do ponto de vista de se prever o comportamento da radioatividade de determinado elemento. É designado como tempo de meia-vida. Tempo de meia vida: Tempo necessário para que a metade dos radionuclídeos decaia, ou seja, para que a radioatividade seja reduzida à metade do seu valor original. A meia vida se relaciona com a constante de decaimento pela seguinte fórmula: Abaixo temos uma tabela com o tempo de meia vida para elementos utilizados em medicina nuclear.