Prévia do material em texto
Calorimetria Professora: Ana Paula Perdigão Praxedes Calor: Introdução Histórica James Prescott Joule Estabeleceu que a energia mecânica, cinética e o calor eram semelhantes. Mostrou também a equilvalência entre as unidades de calor (caloria) e de energia (Joule). Para isso, ele utilizou o experimento mostrado na imagem ao lado. Calor: Introdução O que conhecemos pela palavra calor? Hoje está um calor danado! Que menino calorento! Tão bom o calor que vem da lareira! Em dias frios, tomamos bebidas quentes. A bebida esfria e nossas mãos esquentam. A xícara cede energia para nossas mãos e para o ambiente. Nossas mãos recebem parte desta energia. Calor: Introdução Definição Calor é energia térmica que é transferida de um corpo para outro devido a diferença de temperatura entre eles. Ou seja, é a energia Térmica em trânsito de um corpo para outro. Não podemos dizer que os corpos possuem calor, apenas energia térmica. O calor não pode estar contido em um corpo. Essa energia flui espontaneamente do sistema com maior temperatura para o de temperatura mais baixa. Calor: Introdução Fontes de calor Calor: Introdução Aplicações Calor: Definição Unidade de medida: Caloria (Cal) ou Joule (J) Caloria é a quantidade de calor necessária para elevar a temperatura de 1 g de água em 1 ºC. 1 cal = 4186 J 1 Kcal = 1000 cal Os alimentos, por exemplo, possuem uma certa quantidade de caloria. É nesse princípio que são baseadas as dietas. Transmissão de calor Processo de condução de calor no qual a energia é transferida de uma molécula para outra via colisão entre as partículas por agitação térmica. Desta forma, o calor se propaga por todo o material. 1) Condução Bons condutores de calor Maus condutores de calor Vidro Madeira ou cortiça Ferro Isopor Cobre Plástico Alumínio Ar Água Não há transporte de partículas, somente a transmissão de energia térmica. Transmissão de calor 1) Condução Transmissão de calor 1) Condução O isopor é um mau condutor de calor, e não deixa o calor entrar e derreter o gelo. Assim, o isopor é um bom isolante térmico. Exemplos Para descongelar um alimento, é preferível colocá-lo em um recipiente De vidro ou metal? De metal, pois ele é um bom condutor de calor e transporta o calor do ambiente para a superfície do alimento. Se colocarmos no vidro (isolante), estaremos dificultando a troca de calor entre o alimento e o ambiente. Transmissão de calor Mais aplicações da Condução térmica Transmissão de calor Transmissão de calor Processo de condução de calor entre dois corpos que não depen- dem de um meio para se propagar. Ou seja, quando as ondas ele- tromagnéticas são absorvidas, se transformam em energia térmica. 2) Irradiação A luz solar atravessa as paredes transparentes do vidro e é absorvida por diversos corpos dentro da estufa. Essa energia é emitida em forma de raios infravermelhos que não atravessam o vidro. Logo. O ambiente interno se mantém aquecido. Transmissão de calor 2) Irradiação Energia solar Podemos usar a energia solar para convertê-la em energia térmica. Esta pode ser utilizada para o aquecimento do ambiente ou ainda para o aquecimento da água. Processo de transmissão de calor através do transporte de matéria, Havendo deslocamento das partículas, que só pode ocorrer nos flui- dos (líquidos ou gases). 3) Convecção Transmissão de calor Se colocarmos as mãos rentes ao chão, diante da geladeira aberta, sentiremos o ar frio que desce ao sair da geladeira. Os fabricantes de geladeira levam em conta o fato de o ar quente subir e o ar frio descer. Por isso, o congelador que é o responsável pelo resfriamento interno da geladeira, fica na parte de cima. Ele resfria o ar próximo de si. Esse ar frio desce enquanto o ar quente, que está embaixo, sobe. Assim, produzem-se correntes de convecção, que mantém o interior da geladeira em constante resfriamento. Transmissão de calor Porque o ar condicionado deve estar na parte superior da parede de um quarto? O ar quente é menos denso, logo ele sobe. O ar frio é mais Denso, pesado, logo ele desce. Transmissão de calor Ao ler, a menina, gera calor, pois ela está “de cabeça quente e de mal humor”, gerando assim um ar quente que sai da cabeça dela e sobe, gerando uma corrente térmica, que faz com que o avião de papel, ao passar por esta região, suba. Transmissão de calor Inversão térmica Se a camada de ar no solo é mais fria que as superiores, não há convecção térmica. Essa camada de ar frio e poluído, mais denso que o ar quente, não sobe e não se dispersa, produzindo um mal estar. A poluição fica presa na cidade. Isso ocorre frequentemente no inverno. Transmissão de calor Efeito Estufa Transmissão de calor Aplicações sobre convecção térmica Durante o dia, na praia, a terra é mais quente que a água. A brisa marítima empurra o ar quente para a terra, e este ar sobe. A noite, ocorre o inverso. O ar mais quente sai do mar e a brisa é terrestre. A terra fica mais fria que a água. Quando o ar quente sobe ele empurra a asa delta para cima. Logo, as correntes de convecção mantém a asa-delta no ar. Transmissão de calor Aplicações sobre convecção térmica Ao aquecer um fluido, formamos correntes de convecção. A parte mais quente, se dilata, sobe e a mais fria desce, formando correntes, e havendo um transporte de energia. Como a água quente sobe e a fria desce, nos rios, lagos e mares, a parte mais funda é mais fria e a parte mais superficial é mais quente. Transmissão de calor Exemplos onde os 3 processos ocorrem: Calor: Definição Calor sensível e calor latente Calor sensível é a quantidade de calor necessária para variar a temperatura de um corpo sem que haja variação do estado físico da matéria Já o calor latente é a quantidade de calor necessária para se variar o estado físico da matéria sem variar a temperatura Capacidade térmica (C) Suponha que um corpo receba um calor Q sem mudar seu estado de agregação. Este sofrerá um variação de temperatura , que é proporcional a Q: A constante C é chamada capacidade térmica do corpo. Capacidade térmica é a capacidade que os corpos tem de esquentar e esfriar. As unidades de medida são cal/ C, J/K, cal/ F, kcal/ C, kJ/K, ⁰ ⁰ ⁰ etc. ΔT C= Q ΔT Exemplos Uma esfera de ferro está inicialmente na temperatura de 30 C. Ao ⁰ receber uma quantidade de calor de 600 calorias, sua temperatura passa para 34 C. Vamos calcular a capacidade térmica da esfera e ⁰ qual será a variação da temperatura se a esfera receber uma quantidade de calor de 4800 cal. ΔT=T−T 0=34 C⁰ −30 C⁰ =4 C⁰ C= Q ΔT C= 600 cal 4 ⁰C C=150 cal ⁰C C= Q ΔT ΔT= Q C ΔT= 4800 cal 150 cal / C⁰ ΔT=32 C⁰ Calor específico A experiência mostra que em corpos constituídos de um único material, a capacidade térmica C é proporcional a massa do corpo: Onde c é uma característica do material e é chamado calor específico. As unidades de medida são cal/g C, J/Kg K, Kcal/g C, etc.⁰ ⁰ Logo, o calor é dado por: C=c⋅m Q=m⋅c⋅ΔT Calor específico O calor específico c é igual a quantidade de calor necessária para elevar 1 unidade de temperatura de uma unidade de massa do material. O calor específico da água é: c=1 cal /g C⁰ Exemplos Exemplo: Um bloco de ferro com massa 600 g está a uma temperatura de 20 ºC. O calor específico do ferro é de 0,114 cal/g ºC. a) Qual a quantidade de calor que o bloco deve receber para que sua temperatura passe de 20 ºC para 50 ºC? b) Qual a capacidade térmica neste caso? Q=m⋅c⋅Δ t Q=600⋅0,114⋅(50−20) Q=2052 cal C= Q Δ t C= 2052 30 C=68,4 cal /⁰C Δ t=t−t0=50−20=30⁰C a) b) Exemplos Exemplo: Um corpo de massa de 70g, ao sofrer aquecimento, apresenta a variação de temperatura conforme o gráfico. Determine: a) O calor específico da substância; b) A capacidade térmica do corpo;Q=m⋅c⋅Δ t C= Q Δ t a) 2000 T( C)⁰ Q (cal) 10 72 2000=70⋅c⋅(72−10) c=0,46 cal /⁰C b) C= 2000 72−10 C=32,3 cal /⁰C Calor específico no cotidiano O calor específico da água é elevado, comparado com o valor de outras substâncias. Isto explica porque em regiões litorâneas, o mar está mais frio que a areia durante o período da manhã. Por ter o calor específico maior do que a areia, a água demora mais para se aquecer, pois precisa de uma maior quantidade de calor para sofrer a mesma variação de temperatura. A noite a água do mar fica quente e a areia fria. Calor específico no cotidiano O calor específico do vidro é baixo, cerca de 0,16cal/g. C. Ou seja, o vidro só precisa ⁰ de uma pequena quantidade de calor para sofrer um grande aumento na temperatura. Além disso, o coeficiente de dilatação é baixo e ao ser resfriado, o vidro se quebra. Exemplos O pote de vidro que sua mãe guarda biscoitos tem massa m=300 g e está inicialmente a uma temperatura T 0 =25 C. Sabendo que o calor ⁰ específico do vidro é c=0,2 cal/g C, calcule a quantidade de calor ⁰ necessário para elevar a temperatura do bloco até T=40 C.⁰ ΔT=T−T 0=40 C⁰ −25 C⁰ =4 C⁰ Q=m⋅c⋅ΔT Q=(300g)⋅(0,2 cal /g C⁰ )⋅(15 C⁰ ) Q=900 cal Exemplos Sob uma chama constante, de potência 192,5 W, um corpo sofre um aumento de temperatura de 40 C em 2 min. Determine em Cal/ C, a ⁰ ⁰ capacidade Térmica desse corpo. Considere 1cal=4,2J. P= W t C= Q ΔT 192,5(Watts)= W 120s W=23100J=5500cal C= 5500 40 C=137 cal / C⁰ Trocas de calor Colocando-se dentro de um calorímetro corpos de temperatura diferentes, haverá uma troca de calor. O calor passará do corpo mais quente para o corpo mais frio. Como o calorímetro não perde calor para o ambiente, o calor que um corpo perdeu, é o calor que o outro corpo recebeu. A troca de calor cessa quando os corpos alcançam o equilíbrio térmico, ou seja, quando os corpos atingem a mesma temperatura. Princípio da igualdade das trocas de calor QA+QB+QC+...+QN=0 Para N corpos: A quantidade de calor no sistema se conserva! Se T A >T B , A cede e B recebe calor. Equilíbrio Térmico Detalhe: Q>0, o corpo recebe calor. Q<0, o corpo cede calor. Se dois ou mais corpos trocam calor entre si (num sistema isolado, a soma algébrica das quantidades de calor trocadas pelos corpos, até o estabele- cimento do equilíbrio térmico, é nula. QA+QB=0 Exemplos Dentro de um calorímetro foram colocados dois corpos A e B, cujas temperaturas iniciais eram T A =70 C e T⁰ B =20 C e cujas capacidades ⁰ térmicas eram C A =60 cal/ C e C⁰ B =90 cal/ C. Calcule a temperatura de ⁰ equilíbrio, supondo que não haja mudança de estado de agregação e que a capacidade térmica do calorímetro seja desprezível. A B T A =70 C e T⁰ B =20 C⁰ ΔT A=70−T f ΔT B=T f−20 QA=C A⋅ΔT A QA=60⋅Δ(70−T f ) QB=C B⋅ΔT B QB=90⋅Δ(T f−20) QA+QB=0 60⋅Δ(70−T f )+90⋅Δ(T f−20)=0 T f=40 C⁰ Trocas de calor Calorímetro São construídos com materiais isolantes de calor, ou seja, que não, que não deixe passar calor. Paredes isolantes são chamadas de adiabáticas, pois não trocam calor com o ambiente. Como exemplo, temos a garrafa térmica. Colocando um termômetro dentro dela, temos um calorímetro. Ao se construir um calorímetro procurasse fazer com que sua capacidade térmica seja a menor possível, de modo que exerça pouca interferência na troca de calor entre os corpos. Um calorímetro ideal possuiria capacidade térmica nula, mas isto não existe. Calorímetro: Dispositivos isolados termicamente Trocas de calor Garrafa Térmica - As paredes de vidro atenuam a traca de calor por convecção, já que são más condutoras de calor; - O vácuo tenta evitar a condução de calor entre as paredes de vidro - O vidro é espelhado, para que o calor radiante seja refletido, atenunado a troca de calor por radiação. Calorímetro Calorímetro Exemplos Uma xícara de massa de 50g está a 34 C. Colocam-se nela 250g de ⁰ água a 100 C. Verifica-se que no equilíbrio térmico a temperatura é de ⁰ 94 C. Admitindo que só haja troca de calor entre a xícara e a água, ⁰ determine o calor específico do material de que a xícara é constituída. Dado: O calor específico da água é 1cal/g C. ⁰ Qágua+Q xícara=0 mágua⋅cágua⋅(t f−t i)+mxícara⋅cxícara⋅(t f−t i)=0 50⋅1⋅(94−34)+250⋅cxícara(94−100)=0 −3000cxícara+1500=0 cxícara=0,5 cal / C⁰ Exemplos Qual a vantagem de ter um forro no telhado de casa? Quando se tem um telhado e abaixo dele um forro, forma-se entre eles um bolsão de ar, que serve como isolante térmico. Essa barreira isolante impedirá que a temperatura interna da casa suba em excesso nas horas de sol forte. Se houver aberturas para a renovação da camada de ar, o isolamento será melhor. Fases da matéria A temperatura influencia no estado físico da matéria, alterando o grau de agitação e portanto a energia cinética das moléculas. Fases da matéria Sólidos- As moléculas estão ligadas por uma força forte. Não possuem mobilidade. Possuem forma e volume próprio. Líquidos- As moléculas estão ligas por forças mais fracas que no sólido, permitindo assim uma certa mobilidade. Possuem volume próprio, mas a forma é a do recipiente que o contém. Gases- As moléculas estão fracamente ligadas, o que permite uma grande mobilidade. Não possuem nem forma nem volume próprio. Dependendo da fase da matéria, as partículas se agregam de maneiras distintas. O estado sólido é o mais organizado, o líquido é intermediário e o gasoso é desordenado. Mudanças de fase Fusão e vaporização – Ocorrem sob o recebimento de calor; Solidificação e liquefação – Ocorrem mediante a perda de calor. Mudanças de fase Porque a panela de pressão cozinha mais rápido os alimentos? Dentro da panela, há uma pressão maior que a atmosférica, fazendo com que a água entre em ebulição em temperaturas acima de 100 C. ⁰ Estando numa temperatura maior (em geral a água está a 120 C na ⁰ panela de pressão), o alimento cozinha mais rápido. Este é um exemplo do fenômeno de superaquecimento, onde os líquidos entram em ebulição em temperaturas maiores que as de costume através de um aumento na pressão sobre o líquido. Mudanças de fase Como a roupa seca no varal? Quanto maior a área de contato com o sol, maior a evaporação das moléculas de água que estão no tecido, que saem da fase líquida para a gasosa. Por isso a roupa fica aberta no varal. O vento agiliza a vaporização desde que ele carrega as moléculas de vapor de água. Quando o dia está úmido, há muitas moléculas de água no ambiente, a taxa de evaporação diminui. Mudanças de fase Superfusão Este fenômeno ocorre quando uma substância está no estado líquido abaixo da sua temperatura de fusão. A substância pode sair rapidamente de um estado para outro. Porque a cerveja congela quando a tiramos do congelador? O Gás carbônico(CO 2 ) aumenta a pressão dentro dela, e mesmo no congelador ela permanece líquida. Ao tirar do congelador, ela sofre superfusão e se congela. A garrafa congela ao segurarmos ela, pois o calor de nossas mãos faz o CO 2 sair do estado líquido para gasoso. Isso reduz a temperatura e a cerveja congela. Mudanças de fase Sublimação Neste processo, o sólido, ao receber calor, sofre uma mudança de fase e vai para a fase gasosa, sem passar pela fase líquida. Gelo seco Naftalina Mudanças de fase Diagramas de fase Podemos gerar mudanças de fase alterando a pressão, temperatura ou ambos na substância. Ponto triplo (T) – ponto de coexistência de fases. Calor Latente É a quantidade de calor L que 1g de certa substância precisar receber para mudar de fase. L= Q m Q=mL Unidade de medida : Cal/g Alguns exemplos de valores são: Nomenclaturas: L f = Calor latente de fusão L S = Calor latente de solidificação L V = Calor latente de vaporização L C = Calor latente de condensaçãoCalor Latente Um bloco de gelo de massa de 600g encontra-se a 0 C. Determine a ⁰ Quantidade de calor que se deve fornecer a essa massa para que ela Se transforme totalmente em água a 0 C. Dado: L⁰ f =80cal/g. Q=mL Q=600⋅80=48000 cal Q=600⋅80=48Kcal Calor Latente Um bloco de alumínio de 500g está a uma temperatura de 80 C. De-⁰ Termine a massa do gelo a 0 C que é preciso colocar em contato ⁰ Com o alumínio para obter um sistema água-alumínio a 0 C. Dados:⁰ Calor específico do alumínio=0,21 cal/g C e calor latente de fusão ⁰ Do gelo = 80cal/g. Qgelo+Qalumínio=0 mgelo⋅80+500⋅0,21⋅(0−80)=0 mgelo=105g mgelo Lf+malumínio⋅calumínio⋅ΔT=0 CFC – gás de Cloro, Flúor e Carbono Ao passar da fase líquida para a gasosa, o CFC (aerosol) absorve calor da nossa pele, que se resfria rapidamente. Por isso, ele é usado contra dores, inflamações e sangramentos, tenho uma ação anestésica que dura de 10 a 15 min. Como um exemplo famoso, temos o Gelol em spray. Curvas de aquecimento e resfriamento A curva acima é a de resfriamento do gelo. Entre -20 C e 0 C, o gelo ⁰ ⁰ permanece sólido. Acima dessa temperatura, se inicia o processo de fusão. Fornecendo mais calor, teremos a ebulição, que no caso da água, se inicia em 100 c.⁰ Ebulição Fusão Curvas de aquecimento e resfriamento Coloca-se um pedaço de gelo com massa de 80g à temperatura de -18 C em um calorímetro que contém 400g de água a 30 C. A capa-⁰ ⁰ Cidade térmica do calorímetro é de 80 cal/ C. Calcule a temperatura⁰ De equilíbrio térmico. Dados: Calor específico do gelo=0,5 cal/g C, ⁰ Calor específico da água= 1cal/g C e calor latente de fusão do gelo⁰ =80 cal/g. Qcal+Qágua+Qgelo+Qlatente−gelo+Qágua do gelo=0 80⋅1⋅(x−30)+400⋅1⋅(x−30)+80⋅0,5⋅( x−(−18))+80⋅80+80⋅1⋅(x−0)=0 80 x−2400+400x−12000+720+6400+80x=0 x=13 C⁰ Curvas de aquecimento e resfriamento Um bloco de gelo de massa de 400g está à temperatura de -30 C, ⁰ Sob pressão normal. Dados: L f =80cal/g, L V =540cal/g, c gelo =0,5 cal/ g C e c⁰ água =1 cal/g C.⁰ a) Determine a quantidade de calor necessária para transformar to- Talmente esse bloco de gelo em vapor a 100 C.⁰ b)Construa o gráfico da temperatura X quantidade de calor. Q1=m⋅cgelo(T f−T i)=400⋅0,5⋅(0−(−30))=600cal Q2=m⋅Lfusão=400⋅80=32000cal a) Curvas de aquecimento e resfriamento Q3=m⋅cágua(T f−T i)=400⋅1⋅(100−0)=40000cal Q4=m⋅Lv=400⋅540=216000cal Q=Q1+Q2+Q3+Q4 Q=294Kcal b) Curvas de aquecimento e resfriamento Um corpo inicialmente sólido, de massa de 80g, recebe calor e sofre Variação de temperatura conforme o gráfico. Pedem-se: a) A temperatura de fusão da substância; b) O calor latente de fusão do corpo; c) O calor específico do corpo no estado sólido; d) O calor específico no estado líquido; Curvas de aquecimento e resfriamento QS=m⋅c⋅(T f−T i) Q f=mLf a) T f =200 C⁰ b) Q f =200 Cal 200=80⋅Lf Lf=2,5 cal / g c) Q s =100 Cal d)Q l =300cal 100=80⋅c sólido⋅(200−100) csólido=0,012 cal /g C⁰ QS=m⋅c⋅(T f−T i) 300=80⋅clíquido⋅(300−200) clíquido=0,037 cal /g C⁰ Fluxo de calor - Convecção O calor se propaga de um corpo com menor temperatura para outro de maior temperatura, gerando um fluxo de calor: ϕ= Q Δ t Q – Calor T – tempo Unidade de medida de fluxo: cal/s, Kcal/s, cal/min, Kcal/min ou J/s. O fluxo de calor, é razão entre a quantidade de calor Q que atravessa uma superfície de área S e um determinado intervalo de tempo. Fluxo de calor - Convecção Quando um corpo recebe calor, a capacidade de a energia se propagar através dele depende de: - área - espessura - natureza do material - diferença de temperatura entre as extremidades do material Condutividade Térmica (Lei de Fourier) ϕ=k A∣ΔT∣ L Fluxo de calor- Convecção Uma roupa de lã tem 5mm de espessura. Supondo-a totalmente em contato com a pele de uma pessoa, a 36 C, em um local a 10 C, ⁰ ⁰ Determine: a) o fluxo de calor por cm² através da roupa; b) a quantidade de calor perdida por cm² pela pele em 1min; Dado: O coeficiente de condutibilidade térmica da lã é K=0,00009 cal/(s.cm. C). ⁰ L=5mm=0,5 cm Dados: ΔT=36 C⁰ −10 C⁰ =26 C⁰ A=1cm² Δ t=1min=60s a) ϕ=k A∣ΔT∣ L ϕ=0,00009 1⋅26 0,5 =0,00468cal / s b) ϕ= Q Δ t Q=ϕ⋅Δ t Q=0,00468⋅60 Q=0,2808cal Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63