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CORREÇÃO DA ACIDEZ DO SOLO 
1. Calagem 
A acidez é a primeira característica do solo que deve ser levada em consideração em 
uma área a ser cultivada. Os solos brasileiros apresentam na sua grande maioria, valores de 
pH inferiores a 5,5, gerando condições inadequadas ao desenvolvimento de plantas. Além da 
ocorrência natural da acidez do solo, o próprio cultivo tende a acentuar o problema devido a 
absorção de cátions pelas raízes das plantas, como também, pela aplicação ao solo de 
fertilizantes acidificantes. 
A correção da acidez do solo, também denominada calagem, tem por finalidade corrigir 
a acidez proveniente do H+, precipitar Al+++
 e fornecer Ca++
 e Mg++
 para as plantas, agindo 
assim como corretivo de condições adversas do solo e também como fertilizante. A calagem 
proporciona um maior crescimento do sistema radicular, uma maior absorção de água e 
nutrientes, e por conseguinte, um aumento na produtividade. 
2. Compreendendo as finalidades da calagem 
1) Corrigir a acidez do solo, pela neutralização do H+ 
Mecanismos de neutralização da acidez pelo calcário (Vitti, Domeniconi, 2010): 
A pequena dissolução dos carbonatos (CaCO3 e MgCO3), que ocorre em presença de água 
(H2O) e gás carbônico (CO2), é suficiente para desencadear uma série de reações, representadas 
a seguir, que resultam na neutralização da acidez do solo: 
 
A hidroxila (OH-) reage com o íon H+ da solução do solo, formando água (H2O). O 
bicarbonato (HCO3
-) reage também com o H+, originando CO2 e H2O. 
É importante destacar que a neutralização da acidez ocorre por meio dos ânions (OH-
 e 
HCO3
-), que são os receptores de prótons (H+), sem os quais a eliminação da acidez não seria 
possível. 
À medida que as reações se processam, o Ca e Mg do corretivo vão ocupando os pontos 
de troca onde estavam o alumínio e o hidrogênio. 
 
 
 
2) Corrigir a toxidez do Al e de Mn por reações de precipitação desses elementos. 
 
3) Adicionar Ca e Mg ao solo, e todos os reflexos do aumento da disponibilidade desses 
nutrientes; 
4) Diminuir a lixiviação de Ca, Mg e K 
5) Diminuir a fixação do fósforo; 
6) Diminuir a toxidez do alumínio, manganês e eventualmente o ferro; 
7) Propiciar condições para melhor crescimento do sistema radicular aumentando 
absorção de água e nutrientes para as plantas. 
 
Para que o calcário produza os efeitos desejáveis, é necessário haver umidade suficiente 
no solo para sua reação. A velocidade de reação do calcário depende do grau de acidez do solo, 
da granulometria do corretivo e do grau de intimidade da mistura do calcário com o solo (Raij, 
2011). 
3. Classificação dos corretivos de acidez 
Há uma série de materiais que podem ser utilizados como corretivos, entretanto os 
principais são: óxidos, hidróxidos, silicatos e CARBONATOS. O carbonatos são os mais 
utilizados pois são encontrados em maiores quantidades e por isso são mais baratos. 
Os corretivos de acidez são classificados como: 
a) Calcário: pode ser tradicional, filler ou calcinado. 
Calcário tradicional é o produto obtido pela moagem da rocha calcária. Seus 
constituintes são carbonato de cálcio (CaCO3) e carbonato de magnésio (MgCO3). 
Calcário Filler é a matéria-prima obtida através da moagem fina de calcário, basalto, 
materiais carbonáticos, etc. O calcário libera Ca2+, Mg2+
 e CO3
2-; a base química, isto é, o 
componente que proporciona a formação de OH- é o CO3
2-
 (e posteriormente o HCO3
-); o CO3
2-
 
é uma base fraca, isto é, a reação de formação de OH- é relativamente lenta e parcial; e o OH- 
produzido neutralizará o H+
 da solução, responsável pela sua acidez. 
Calcário calcinado é produto obtido industrialmente pela calcinação parcial do calcário. 
Apresenta-se na forma de pó fino. Sua ação neutralizante é devida à base forte OH-
 e a base 
fraca CO3
2-. 
 
 
b) Cal virgem agrícola: produto obtido industrialmente pela calcinação ou queima 
completa do calcário. Seus constituintes são o óxido de cálcio (CaO) e o óxido de magnésio 
(MgO) e se apresenta como pó fino. A cal virgem libera Ca2+, Mg2+, OH-
 e calor; a liberação 
de OH-
 é imediata e total, o que confere à cal virgem o caráter de base forte; e o OH-
 produzido 
neutralizará o H+
 da solução do solo, responsável pela sua acidez. 
c) Cal hidratada agrícola ou cal extinta: produto obtido industrialmente pela 
hidratação da cal virgem. Seus constituintes são o hidróxido de cálcio - Ca(OH)2
 - e o hidróxido 
de magnésio - Mg(OH)2 - e também se apresenta na forma de pó fino. A ação neutralizante da 
cal hidratada é muito semelhante à da cal virgem: a cal virgem “se hidrata” no solo utilizando 
água nele contida, enquanto a cal hidratada é hidratada industrialmente. 
d) Escória básica de siderurgia (Wutke & Gargantini, 1962): subproduto da indústria 
do ferro, do aço e papel. Seus constituintes são o silicato de cálcio (CaSiO3) e o silicato de 
magnésio (MgSiO3) ação neutralizante da escória é muito semelhante à do calcário: neste 
caso, a base química é o SiO3
2-
 que também é fraca, mas é mais forte que a base CO3
2-. 
e) Carbonato de cálcio: produto obtido pela moagem de margas (depósitos terrestres 
de carbonato de cálcio), corais e sambaquis (depósitos marinhos de carbonato de cálcio, 
também denominados de calcários marinhos). Sua ação neutralizante é semelhante à do 
carbonato de cálcio dos calcários. 
4. Características de um calcário que definem sua qualidade 
Quatro são as características que têm sido utilizadas para avaliar a qualidade de um 
calcário: O poder neutralizante, a reatividade, o poder relativo de neutralização total e o teor de 
nutrientes, especialmente, os de cálcio e magnésio. 
Poder Neutralizante – PN  O poder de neutralização de um corretivo é dado pela 
quantidade de ácido que o mesmo é capaz de neutralizar, o que depende de sua natureza 
química e do grau de pureza. 
Os diferentes constituintes do calcário têm diferentes capacidades de neutralização da 
acidez. Afim de que o teor de neutralizantes reflita a capacidade de neutralização relativa entre 
eles, este teor é expresso em percentagem equivalente de carbonato de cálcio – %ECaCO3, 
tomado como padrão, ao qual se atribuiu o valor de 100%. 
A determinação do PN, apesar de expressa em %ECaCO3, indica apenas o conteúdo de 
neutralizantes, mas não a natureza deles. Nos corretivos da acidez do solo, os neutralizantes 
 
 
devem estar associados ao cálcio ou ao magnésio, razão pela qual, estes dois constituintes 
também precisam ser determinados, e são expressos convencionalmente em %CaO e %MgO. 
A capacidade de neutralizar a acidez que um calcário apresenta, também pode ser 
determinada, aproximadamente, a partir da %CaO e %MgO do corretivo. A conversão destes 
óxidos em %ECaCO3 é denominado de Valor Neutralizante – VN, que pode ser calculado pela 
fórmula: 
 
Ou de forma simplificada: 
VN = %ECaCO3 = %CaCO3 x 1,79 + %MgO x 2,48 
O valor de VN pode superestimar o valor de PN do calcário. Um PN ou VN de um 
corretivo igual a 120%, indica que 100Kg deste corretivo, correspondem a 120Kg de CaCO3, 
da mesma forma que um PN ou VN de 80% indica que 100Kg deste corretivo, correspondem 
a 80Kg de CaCO3. 
Reatividade - Re  A ação neutralizante ou eficiência dos corretivos também depende 
do tamanho das partículas, pois a velocidade de reação depende da área superficial de 
contato (superfície específica) da partícula com o solo. Quanto menor a partícula, maior a 
velocidade de reação. 
 
Taxas de reatividades das partículas de diferentes tamanhos dos calcários. 
 
A reatividade do corretivo será igual a média ponderada da reatividade das classes de 
partículas, considerando a granulometria da amostra analisada. 
 
Onde: 
A = % de partículas retidas na peneira 10 (> 2,00mm) 
B = % de partículas retidas na peneira 20 (< 2,00mm e > 0,84mm) 
C = % de partículas retidas na peneira 50 (< 0,84mm e > 0,30mm) 
D = % de partículas que passaramna peneira 50 (> 0,30mm) 
 
 
 
A Reatividade (Re), poderá ser calculada, de forma simplificada pela fórmula: 
Re = 0,2B + 0,6C + D 
Poder Relativo de Neutralização Total – PRNT O poder relativo de neutralização total, 
engloba as características químicas, ou seja, o poder de neutralização de um corretivo, e sua 
característica física ou sua granulometria. O PRNT é dado pela fórmula: 
 
O PRNT expressa a quantidade do PN de um calcário que reagirá no solo, em um 
período de três meses. 
De acordo com ALCARDE, 1992, o significado deste índice é o seguinte: Um calcário 
com PN = 97% e Re = 80% terá um PRNT = 77,6%. Lembrando que Reatividade é o 
percentual da ação do corretivo em um período de 3 meses devido à granulometria, o PRNT 
significa então que 80% (Re) do seu potencial de neutralização (PN = 97%) será exercido em 
3 meses. Isto é, o seu PN de 97% estará assim dividido: 77,6% agirá em 3 meses e o restante 
(97 – 77,6), 19,4% agirá posteriormente. 
Assim, calcários que apresentam o mesmo PRNT, possuem efeitos semelhantes nos 
três primeiros meses, mas podem apresentar diferentes efeitos residuais, como exemplifica a 
tabela abaixo: 
 
Assim, fica claro, que apenas o PRNT de um calcário não permite uma adequada 
avaliação dos corretivos, razão pela qual, a legislação exige a garantia do PN além do PRNT 
dos calcários. 
 
 
 
 
Conteúdo de Ca e Mg  Outra característica importante dos corretivos é o seu 
conteúdo em cálcio e magnésio, pois procura-se com a calagem, além da correção da acidez 
do solo, o fornecimento adequado de Ca e Mg para as plantas. 
A relação Ca:Mg do corretivo, às vezes é mais importante que a quantidade a ser 
aplicada ao solo. A relação ideal de Ca:Mg sofre alterações de acordo com o solo e as culturas, 
sendo algumas espécies mais exigentes em relações estreitas e outras, em relações mais 
largas. A relação normalmente recomendada para a maioria das culturas, varia na faixa de 3:1 
a 5:1, sendo considerada como média, a relação de 4:1. 
Embora a atual legislação vigente não apresente qualquer classificação dos calcários 
em função do teor de MgO, é comum na literatura classificá-los da seguinte forma: 
Calcítico < 5% de MgO 
Magnesiano 5 –l2% de MgO 
Dolomítico > 12% de MgO. 
 
5. Métodos de recomendação de calagem 
Necessidade de calagem é a quantidade de corretivo necessária para neutralizar a acidez 
do solo de uma condição inicial até uma condição desejada. A condição desejada depende do 
objetivo que se pretende atingir, do método utilizado e do comportamento das culturas em relação 
à acidez. Há vários métodos de recomendação de calcário em uso no Brasil. Vamos nos restringir 
aos três principais: 
a) Incubação com carbonato de cálcio: usado em métodos de pesquisa. 
b) Critério baseado na eliminação do Al-trocável e elevação dos teores de Ca e Mg 
(Quaggio, 1983). 
NC (t/ha) = Al * 1,5 e NC (t/ha) = [(2 ou 3) – (Ca2+ + Mg2+)] *1,5, onde: 
- 2: quando solo arenoso; 3: quando solo argiloso; NC = necessidade de calcário 
Os dois critérios foram muito utilizados em São Paulo, concomitantemente, adotando-
se a recomendação de maior valor. É um método inadequado pois a calagem visa neutralizar 
além do Alumínio, mas sim parte da acidez devida ao H+ não dissociado, de forma a elevar o 
pH e/ou V%. 
 
 
 
 
 
c) Elevação dos teores de Ca e Mg trocáveis: 
Q = f [x - (Ca + Mg)] 
Q = t de calcário/ha 
f = 1,5; 2,0 ou 3,0 
X = 2 ou 3. (- 2: quando solo arenoso; 3: quando solo argiloso;) 
 
Inconveniente: solo pobre em Ca e Mg e altíssimo Al. 
d) Método do Tampão SMP (Shoemaker et al., 1961). 
Método usado nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 
Por esse método, o pH determinado em suspensão do solo com a solução tampão 
SMP, ou pHSMP, permite estabelecer diretamente as quantidades de calcário a aplicar com 
base em valores calculados ou tabelados. A tabela é construída com base em uma coleção 
de solos da região, estabelecendo-se a relação entre os valores de pH (SMP) e a necessidade 
de calcário para elevar o pH do solo a 6,0. 
d) Método da saturação de bases 
Este método baseia-se na elevação da saturação de bases do solo, a valores desejados 
para diferentes espécies vegetais, considerando a estreita relação entre a percentagem de 
saturação de bases e o pH do solo. A necessidade de calagem é dada pela expressão: 
 
Onde: 
V2 = Percentagem de saturação de bases desejada, de acordo com as necessidades 
das culturas (tabela anexa); 
V1 = Percentagem de saturação de bases atual do solo 
T = CTC potencial (CTC a pH 7,0) atual do solo 
Para solos com alto teor de matéria orgânica, o valor de V2 deve ser de 10 a 20 
pontos abaixo daquele normalmente recomendado. 
 
Segundo LOPES, 1989, este método apresenta as seguintes vantagens: É um critério 
mais flexível e científico que leva em consideração a saturação de bases ideal para a máxima 
produção; Integra os fatores do solo que afetam a capacidade tampão, uma vez que estes 
parâmetros afetam a determinação da CTC a pH 7,0; Permite maior efeito residual da 
calagem; Permite em geral, maior eficiência global na absorção de nutrientes, por levar a 
valores de pH mais adequados para a maioria das plantas cultivadas. 
 
 
5.1. Determinação da quantidade de calagem 
A necessidade de calagem calculada pelos métodos anteriores, indica a quantidade de 
um calcário PRNT = 100%, a ser incorporado por hectare, a uma profundidade de 20cm. 
Entretanto, dificilmente o calcário apresentará PRNT = 100% e em alguns casos, poderá ser 
incorporado a menos de 20 cm de profundidade (culturas perenes instaladas) ou a 
profundidades maiores. No caso das culturas perenes instaladas, deve-se ainda levar em 
conta somente a área que efetivamente receberá calagem. Assim a NC calculada, deverá ser 
ajustada proporcionalmente a estas outras condições, podendo para isto ser utilizada a 
expressão: 
 
Onde: 
PRNT = PRNT do calcário a ser utilizado; 
NC = Necessidade de calagem em ton/ha obtida por qualquer método; 
PF = Profundidade de incorporação do calcário, em cm; 
SE = Superfície de calagem ou área que receberá efetivamente calagem, expressa em %. 
 
6. Efeito residual da calagem 
O efeito do calcário neutralizando a acidez do solo é duradouro, porém não é 
permanente porque o processo de geração da acidez continua no solo, mesmo quando não 
cultivado. Em solos sob cultivos o processo tende a continuar, principalmente em solos sob 
cultivo intenso. 
O efeito residual da calagem depende de vários fatores de acidificação do solo já 
estudados, do poder tampão e da granulometria do calcário. Quanto a este último item, vale 
ressaltar que nem sempre um calcário de PRNT elevado e granulometria fina, é o mais 
recomendado. Um calcário que apresenta PRNT = 110%, irá reagir todo ele, em um período 
inferior a três meses. Já um calcário com PRNT = 70%, indica que 70% do seu poder de 
neutralização irá reagir em três meses, porém os outros 30% reagirão após este tempo, 
aumentando o poder residual da calagem. 
Assim, na calagem que antecede a implantação de culturas perenes e pastagens ou a 
implantação do sistema de plantio direto, deve-se dar preferência a calcários de granulometria 
mais grosseira. 
 
 
 
 
De uma forma geral, pode-se dizer que o efeito residual da calagem será tanto menor, 
quanto maior for a ocorrência de um dos seguintes fatores: 
• Uso de fertilizantes nitrogenados amoniacais, notadamente o sulfato de amônio; 
• Remoção de bases por colheitas sucessivas; 
• Precipitação elevada; 
• Chuva ácida; 
• Cultivo de plantas acidificadoras da rizosfera; 
• Cultivo em solo de baixo poder tampão; 
• Uso de corretivos de alta reatividade; 
• Uso de doses de corretivos abaixo da dose recomendada. 
 
Em condições favoráveis, o efeito residual pode chegar a cinco anos, mas somente a 
análise química do solo poderá avaliar a necessidade ou não de nova calagem. 
7.Aspectos econômicos da calagem 
A calagem deve ser considerada como um investimento e desta forma, deve-se 
considerar um período de amortização, igual ao seu efeito residual, de 1 a 4 anos. 
O calcário é um insumo relativamente barato em vista da abundância e distribuição de 
jazidas no Brasil, entretanto, pode Ter o seu preço elevado, em função do custo de transporte. 
Assim, na escolha do corretivo, em condições comparáveis, considerando apenas o custo do 
corretivo, o calcário mais econômico é aquele que apresentar menor custo por tonelada 
efetiva, ou seja, aquela que efetivamente reagirá no solo, conforme a expressão: 
Preço por tonelada efetiva (PTE) = Preço por tonelada na propriedade X 100 
 PRNT 
 
8. Época e forma de incorporação 
A solubilidade em água dos calcários é baixa, e devido a isto, as reações são lentas. Assim, 
a solubilização do calcário, sem a qual não há neutralização da acidez, demanda tempo e exige 
sua incorporação para aumentar o contato entre o corretivo e as partículas do solo. É por isto que 
a calagem deve ser feita com a maior antecedência possível, pelo menos 2 a 3 meses antes da 
semeadura. No caso da utilização de calcários calcinados e outros materiais mais reativos, a 
calagem pode ser feita de 30 a 60 dias antes do plantio. 
Os corretivos devem ser aplicados a lanço sobre o solo, distribuídos da forma mais 
homogênea possível e incorporados na camada de 0 a 20 cm de profundidade. Incorporações 
mais profundas, de 30 a 40 cm. favorecem um maior crescimento radicular em profundidade e 
consequentemente, maior produtividade, principalmente em regiões mais sujeitas a estiagens 
prolongadas. Neste caso, a dose de calcário deve ser ajustada proporcionalmente a estas 
 
 
condições, e estabelecidas de acordo com análise química de solo de amostra proveniente da 
profundidade desejada. Nem sempre é recomendável incorporações profundas, como no caso de 
solos que possuem o horizonte A pouco espesso. 
A aplicação do corretivo deve ser feita de única vez, não havendo vantagens em parcelar 
a calagem. Segundo FURTINI NETO et al, 2001, a melhor incorporação de calcário é conseguida 
com gradagem, seguida de aração e outra gradagem. A primeira gradagem melhora a distribuição 
e faz uma pré-incorporação superficial. A aração promove a incorporação em maiores 
profundidades, mesmo que horizontalmente irregular. 
MALAVOLTA, l989, sugere a incorporação do calcário em duas etapas, sendo aplicado 
metade da dose antes da aração e metade da dose depois da aração, seguida de gradagem.

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