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ARTÉRIAS VEIAS VEIAS SUPERFICIAIS: Estão situadas na tela subcutânea e seguem independentemente das artérias identificadas. VEIAS PROFUNDAS: Situam-se sob a fáscia muscular e acompanham todas as grandes artérias. Retorno venoso O retorno venoso, o volume de sangue que flui de volta ao coração pelas veias sistêmicas, ocorre em consequência da pressão gerada pelas contrações do ventrículo esquerdo do coração. Apesar de ser pequena, a diferença de pressão entre as vênulas (em média, de cerca de 16 mmHg) e o ventrículo direito (0 mmHg) é suficiente para produzir o retorno venoso ao coração. Se a pressão no átrio ou no ventrículo direitos aumentar, o retorno venoso irá diminuir. Uma das causas de aumento da pressão no átrio direito é uma valva atrioventricular direita (tricúspide) incompetente (com extravasamento), que possibilita a regurgitação (refluxo) de sangue quando os ventrículos se contraem. O resultado é uma diminuição do retorno venoso e acúmulo de sangue no lado venoso da circulação sistêmica. Ao ficar em pé, por exemplo, no final de uma palestra de anatomia e fisiologia, a pressão que empurra o sangue para cima nas veias de seus membros inferiores é apenas suficiente para superar a força da gravidade que empurra o sangue para baixo. Além do coração, dois outros mecanismos “bombeiam” o sangue da parte inferior do corpo de volta ao coração: (1) a bomba de músculo esquelético e (2) a bomba respiratória. Ambas as bombas dependem da presença de válvulas nas veias. A bomba de músculo esquelético atua da seguinte maneira: ● Enquanto você fica em pé, em repouso, tanto a válvula venosa mais próxima do coração (válvula proximal) quanto aquela mais distante do coração (válvula distal) nessa parte do membro inferior estão abertas, e o sangue flui para cima, em direção ao coração. ● A contração dos músculos das pernas, quando você fica na ponta dos pés ou dá um passo, por exemplo, comprime a veia. Essa compressão empurra o sangue através da válvula proximal, em uma ação denominada ordenha. Ao mesmo tempo, a válvula distal no segmento não comprimido da veia se fecha, à medida que uma certa quantidade de sangue é empurrada contra ela. Os indivíduos que estão imobilizados em consequência de lesão ou doença não apresentam essas contrações dos músculos da perna. Como resultado, o seu retorno venoso é mais lento, e eles podem desenvolver problemas de circulação. ● Logo após o relaxamento muscular, a pressão cai na seção anteriormente comprimida da veia, o que provoca o fechamento da válvula proximal. A válvula distal agora se abre, visto que a pressão arterial no pé está mais elevada do que na perna, e a veia enche-se com o sangue proveniente do pé. Em seguida, a válvula proximal se reabre. A bomba respiratória também se baseia na compressão e na descompressão alternadas das veias. Durante a inspiração, o diafragma move-se para baixo, o que causa uma diminuição da pressão na cavidade torácica e um aumento da pressão na cavidade abdominal. Em consequência, as veias abdominais são comprimidas, e um maior volume de sangue move-se das veias abdominais comprimidas para as veias torácicas descomprimidas e, em seguida, para dentro do átrio direito. Quando as pressões invertem-se durante a expiração, as válvulas nas veias impedem o refluxo de sangue das veias torácicas para as veias abdominais.