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José Antonio Alves da Silva Junior
Teorias da administração: 
construção do pensamento 
administrativo
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Jeane Passos de Souza - CRB 8a/6189)
Silva Junior, José Antonio Alves da
 Teorias da administração : construção do pensamento administrativo 
/ José Antonio Alves da Silva Junior. – São Paulo : Editora Senac São 
Paulo, 2021. (Série Universitária)
	 Bibliografia.
 e-ISBN 978-65-5536-655-6 (ePub/2021)
 e-ISBN 978-65-5536-656-3 (PDF/2021)
 1. Administração I. Título. II. Série
21-1282t CDD – 658.001
 BISAC BUS043000
Índice para catálogo sistemático
1. Teorias geral da Administração 658.001
TEORIAS DA 
ADMINISTRAÇÃO: 
CONSTRUÇÃO DO 
PENSAMENTO 
ADMINISTRATIVO 
José Antonio Alves da Silva Junior
M
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atriculado em
 curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o com
partilham
ento digital, sob as penas da Lei. ©
 Editora Senac São Paulo.
Administração Regional do Senac no Estado de São Paulo
Presidente do Conselho Regional
Abram Szajman
Diretor do Departamento Regional
Luiz Francisco de A. Salgado
Superintendente Universitário e de Desenvolvimento
Luiz Carlos Dourado
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Editora Senac São Paulo
Conselho Editorial
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Preparação e Revisão de Texto
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Projeto Gráfico
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Emília Corrêa Abreu
Capa
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Editoração Eletrônica
Cristiane Marinho de Souza
Ilustrações
Cristiane Marinho de Souza
Imagens
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Proibida a reprodução sem autorização expressa.
Todos os direitos desta edição reservados à
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© Editora Senac São Paulo, 2021
Sumário
Capítulo 1
Construção do pensamento 
administrativo, 7
1	Introdução	às	organizações, 8
2	Contexto	histórico, 13
Considerações	finais, 17
Referências, 18
Capítulo 2
Abordagem clássica, 19
1	Administração	científica, 20
2	Teoria	gerencial, 26
Considerações	finais, 31
Referências, 32
Capítulo 3
Teoria das relações humanas, 33
1	Teoria	das	relações	humanas, 34
2	Experiência	de	Hawthorne, 34
3	Estudos	iniciais	sobre	liderança, 38
4	Cultura	organizacional, 41
5	Teorias	sobre	liderança, 42
Considerações	finais, 45
Referências, 45
Capítulo 4
Retomada do racionalismo, 47
1	Teoria	da	burocracia, 48
2 Características, funções e 
disfunções, 49
Considerações	finais, 54
Referências, 54
Capítulo 5
Escola comportamentalista, 57
1	Teorias	de	motivação, 58
2	Teorias	de	conteúdo, 59
3	Teorias	de	processo, 64
Considerações	finais, 68
Referências, 69
Capítulo 6
Perspectiva moderna, 71
1	Teoria	dos	sistemas, 72
2	Enfoque	contingencial, 76
Considerações	finais, 78
Referências, 79
Capítulo 7
Estudos contemporâneos, 81
1	Teoria	crítica, 82
2	Estudos	sobre	liderança, 83
Considerações	finais, 91
Referências, 92
Capítulo 8
Processo de tomada de 
decisão, 93
1	Tomada	de	decisão, 94
2	Heurísticas, 99
3 Armadilhas psicológicas na tomada 
de	decisão, 100
4	Estilos	de	tomada	de	decisão, 101
Considerações	finais, 103
Referências, 103
Sobre o autor, 105
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Capítulo 1
Construção do 
pensamento 
administrativo
Os estudos sobre administração são fundamentais para a constru-
ção e manutenção social. No presente capítulo discutiremos sobre as 
organizações, sua importância na sociedade e o contexto histórico que 
conduziu à formalização dos estudos em administração.
Boa parte do que vivemos precisa ser administrado: nossas vidas, 
clubes, igrejas, aeroportos, cidades, estados, hospitais, empresas. 
Entende-se por administração tudo aquilo que reúne pessoas com um 
objetivo	comum,	e	esse	objetivo	pode	ter	ou	não	fins	lucrativos.
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Compreender a construção de um pensamento, os eventos históricos 
que o envolvem e o passado que o norteia nos auxilia a construir um 
futuro melhor. Conhecendo o passado, evitamos cometer os mesmos 
equívocos que os nossos antecessores.
Começaremos, portanto, a compreender como se deu a construção 
do pensamento em administração.
1 Introdução às organizações
As organizações estão presentes em nossas vidas todo o tempo, 
vivemos em uma sociedade de organizações. Nascemos, estudamos, 
trabalhamos e nos divertimos em organizações. Elas impactam nossas 
vidas todo o tempo. Quando não conseguimos embarcar em uma via-
gem por problemas em aeroportos, quando pedimos uma refeição e ela 
demora ou chega o pedido trocado, quando compramos produtos ou 
serviços, em tudo temos organizações. Mesmo em movimentos sim-
ples, como almoçar em casa, estamos lidando com organizações, pois 
o arroz que comemos foi produzido, embalado e vendido por uma delas.
PARA PENSAR 
Pense em quais atividades você realizou hoje que não envolvem organi-
zações em sua fabricação, geração ou entrega.
 
Quando pensamos nas nossas atividades diárias, quase todas têm 
algum envolvimento organizacional, inclusive nossos sentimentos pes-
soais,	afinal,	muito	do	que	sentimos	e	pensamos	recebe	influência	di-
reta da religião que seguimos ou da nossa vida acadêmica (a igreja e a 
escola são também organizações). São muitos os impactos delas em 
nossas vidas: autores como Weber (2004) e Hall (2004), entre outros, 
apontam a impossibilidade de fugir das organizações ao longo da nossa 
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existência,pois elas são parte do nosso cotidiano. Por isso, estudá-las e 
compreender o seu funcionamento se faz tão necessário.
IMPORTANTE 
Estudamos organizações porque as organizações produzem 
impactos. Elas não são objetos benignos. Elas podem dis-
seminar o ódio, mas também salvar vidas e, talvez, almas. 
Elas podem provocar a guerra, mas também trazer a paz. 
Esses impactos podem ser intencionais ou não intencionais, 
reconhecidos ou não (MERTON, 1957 apud HALL, 2004).
 
As organizações fazem parte das civilizações há muito tempo. Como 
menciona Etzioni (1974, p. 8):
As organizações não são uma invenção moderna. Os faraós delas 
se utilizaram para construir as pirâmides. Os imperadores da Chi-
na delas se utilizaram, há milhares de anos, para construir grandes 
sistemas de irrigação. E os primeiros papas criaram uma igreja 
universal,	a	fim	de	servir	uma	religião	universal.	Contudo,	a	socie-
dade	moderna	contém	mais	organizações,	a	fim	de	satisfazer	uma	
diversidade maior de necessidades sociais e pessoais, que incluem 
uma	proporção	maior	de	seus	cidadãos,	e	influem	em	setores	mais	
amplos de suas vidas. Na realidade, a sociedade moderna tem tan-
tas organizações, que é necessário todo um conjunto de organiza-
ções	secundárias	a	fim	de	organizá-las	e	supervisioná-las.
As organizações podem produzir benefícios e malefícios sociais. 
Estudá-las é fundamental para compreender seu potencial e auxiliar na 
construção de uma sociedade melhor.
Afinal,	 como	 podemos	 definir	 as	 organizações?	 Segundo	 Sobral	 e	
Peci (2008, p. 4):
As organizações são grupos estruturados de pessoas que se jun-
tam para alcançar objetivos comuns. Surgem como resposta à 
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necessidade dos indivíduos de alcançar metas que, isoladamen-
te, não conseguiriam atingir, em virtude da complexidade e da va-
riedade das tarefas inerentes ao trabalho a se efetuar.
Note que um dos elementos da conceituação das organizações é o 
objetivo. As organizações se movimentam conforme os objetivos esta-
belecidos, e os indivíduos não são diferentes. Os objetivos são funda-
mentais.	Quando	não	estão	definidos,	provavelmente	não	se	sabe	para	
onde	se	deve	ir,	afinal,	quando	não	há	objetivos	estabelecidos,	qualquer	
caminho pode servir. Os objetivos devem ser instituídos pelas orga-
nizações de forma clara, direta e com possibilidade de realização. Os 
membros da organização poderão averiguar se compactuam com os 
objetivos estabelecidos e se desejam dedicar sua força física, mental e 
profissional	para	alcançar	os	objetivos.
Existem alguns elementos que nos auxiliam a caracterizar as orga-
nizações, são eles:
1. Propósito	ou	finalidade:	toda	organização	deve	ter	um	propósito	
ou	 uma	 finalidade	 para	 existir.	 Os	 objetivos,	 mencionados	 ante-
riormente, auxiliam na construção desse propósito e apenas sa-
bendo	a	finalidade	da	organização	é	que	se	pode	direcionar	seus	
atos. Lembre-se: qualquer caminho serve se não sabemos para 
onde vamos.
2. Pessoas: todas as organizações são formadas por pessoas, mes-
mo aquelas que possuem produções automatizadas. Além disso, 
muitos especialistas acreditam que a automatização completa 
das organizações não seja algo possível em um futuro próximo, o 
que torna, portanto, as pessoas elementos fundamentais na ma-
nutenção e progresso das organizações. Elas são responsáveis 
pelas atividades e tomadas de decisão objetivando o cumprimen-
to dos propósitos estabelecidos e são o capital intelectual que 
movimenta e gera vantagens competitivas para as organizações. 
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Para que organizações sejam bem sucedidas é fundamental que 
existam	pessoas	qualificadas	colaborando.
3. Estrutura: as organizações têm estruturas estabelecidas que auxi-
liam	na	definição	das	responsabilidades	e	autoridade	pertinentes	a	
cada colaborador da organização. As estruturas tendem a estabe-
lecer as formas de divisão do trabalho, as regras e procedimentos 
internos, as relações de autoridade, entre outros elementos.
IMPORTANTE 
Assim, uma organização é uma entidade que possui um 
propósito, é composta por pessoas ou membros e tem uma 
estrutura organizacional (SOBRAL; PECI, 2008, p. 5).
 
Conhecendo as características das organizações, é importante sa-
ber que elas têm, na maioria das vezes, três níveis organizacionais de-
finidos.	 Esses	 níveis	 auxiliam	 na	 determinação	 do	 papel	 e	 do	 foco	 de	
ação e de tomada de decisão dos componentes de cada um desses 
níveis.	Podemos	observá-los	na	figura	1.
Figura 1 – Níveis organizacionais
Nível estratégico: é o responsável pelas definições das estratégias 
organizacionais, dos objetivos, prazos e planos futuros. Observa a organização 
como um todo.
Nível tático: é o responsável pela articulação interna do que foi determinado 
pelo nível estratégico, estabelecendo caminhos para que se consiga realizar o 
desenhado. Tem foco em unidades e áreas funcionais.
Nível operacional: é o responsável pela articulação da execução das 
atividades que possibilitam a execução do que foi estabelecido pelo nível 
estratégico e desenhado pelo nível tático. O nível operacional tem foco na 
execução de atividades operacionais.
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IMPORTANTE 
Existem administradores em todos os níveis organizacio-
nais. No entanto, é a coordenação entre estes que garante 
o sucesso da organização como um todo. Apesar de todos 
possuírem diferentes funções, elas estão interligadas, e é 
essa sintonia que permite à organização o alcance de seus 
objetivos (SOBRAL; PECI, 2008, p. 7).
 
Com o aumento do número de organizações e a ampliação de sua 
complexidade, se fez necessária a criação de técnicas e modelos admi-
nistrativos que auxiliassem na sua gestão.
Existem	várias	formas	de	se	definir	administração,	mas,	fundamen-
talmente, administração é um processo complexo que visa alcançar os 
objetivos	estabelecidos	de	forma	eficiente	e	eficaz.	Você	sabe	a	diferen-
ça	entre	esses	dois	termos?
 • Eficiência	é	a	capacidade	de	realizar	as	atividades	utilizando	os	
recursos da melhor forma possível. Está diretamente relacionada 
ao modo como os recursos são utilizados para a execução de 
uma tarefa.
 • Eficácia	é	a	capacidade	de	realizar	as	atividades	de	modo	que	os	
objetivos	sejam	alcançados.	Está	diretamente	relacionada	ao	fim	
sem se importar com os meios.
Na administração de recursos organizacionais, busca-se ter simul-
taneamente	eficiência	e	eficácia,	utilizando	processos	que	foram	cons-
truídos	ao	longo	dos	últimos	séculos.	Vamos	conhecer	agora	como	se	
deu o contexto histórico da administração, pois entendendo o passado 
temos mais chances de construir futuros melhores.
13Construção do pensamento administrativo
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2 Contexto histórico
Administraré uma atividade complexa e antiga: existem registros de 
atividades administrativas desde antes de Cristo, que tratam da admi-
nistração de povos, da gestão na construção das pirâmides do Egito, 
dos	discursos	de	filósofos	sobre	a	política	e	a	gestão	do	Estado.	Todos	
são exemplos simples da profusão da prática administrativa, mas além 
disso, podemos pensar também nos homens das cavernas e de como 
administravam seu cotidiano para conseguir alimentos, conservá-los, 
etc. A administração está em tudo.
Ainda que bastante nebulosa, a administração é uma atividade 
encontrada em empreendimentos de qualquer espécie, de todos 
os povos, de todos os tempos. Na verdade, todos os grandes líde-
res que a história registra foram administradores – administrando 
países, coordenando explorações, dirigindo guerras, gerindo os 
esforços	de	outros	homens	(SILVA,	2013,	p.	80).
Embora tenhamos registro de atividades administrativas que remon-
tam a civilizações muito antigas, como os sumérios que viveram há 
5 mil anos a.C., e também registros posteriores de civilizações como 
as do antigo Egito, Babilônia, China, Grécia, Roma etc. em que cons-
tam	ações	militares,	religiosas,	filosóficas	e	econômicas.	Realizar	uma	
construção cronológica do surgimento da administração é algo extre-
mamente complexo, considerando a falta de documentos.
Um	exemplo	disso	está	entre	os	militares	influenciadores	dos	con-
ceitos administrativos que se inspiraram na obra de Sun Tzu, A Arte da 
Guerra, para tratar de estratégias de ações usadas inclusive nos dias 
atuais quando se pensa em mercado. Não há registros formais sobre 
Sun Tzu, mas especula-se que ele nasceu na província de Ch’i, na China, 
e que tenha vivido entre 544 e 496 a.C.
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PARA SABER MAIS 
"Conhece-te a ti e ao teu inimigo e, em cem batalhas que sejam, nunca 
correras perigo. Quando te conheces mas desconheces o teu inimigo, 
as tuas hipóteses de perder ou de ganhar são iguais. Se te desconheces 
e ao teu inimigo também, é certo que, em qualquer batalha, correrás 
perigo (SUN TZU, p. 46, 2003)."
O livro A arte da guerra é dividido em treze capítulos: 
1. Análise e planos – “Há momentos em que a maior sabedoria é 
parecer não saber nada.”
2. Operação de guerra – “Na guerra, preze pela vitória rápida e evite as 
operações prolongadas.”
3. Preparo do ataque – “A melhor inteligência militar é atacar as 
estratégias dos inimigos, depois das alianças estão seus soldados 
em seu próprio campo.”
4. Posições e táticas – “A invencibilidade repousa na defesa, e a 
vulnerabilidade revela-se no ataque.”
5. Estratégia do confronto direto/indireto – “Comandar muitos é o mes-
mo que comandar poucos; tudo é uma questão de organização.”
6. Pontos fracos e pontos fortes – “Um grande general não é arrasta-
do ao combate; ao contrário, sabe impô-lo ao inimigo.”
7. Manobras – “Quando cercar o inimigo deixe uma saída para ele, 
caso contrário, ele lutará até a morte.”
8. Eventualidade – “Um general que perde facilmente o controle e se 
deixa levar pela cólera será ludibriado pelo inimigo, por meio de 
provocações.”
9. Exército em movimento – “Quando há soldados sussurrando em 
grupos e o comandante falando em voz vacilante, isso revela inimi-
zades entre superiores e subordinados.”
10. Terreno – “Quando os soldados são muito mais fortes do que seus 
oficiais, o resultado é insubordinação; caso o contrário, o resultado 
é colapso.”
11. Tipos de situação – “A velocidade é a essência da guerra.”
12. Ataque pelo fogo – “Em batalhas, quaisquer que sejam os resul-
tados, o gosto será amargo mesmo para os vencedores; a guerra 
deve ser a última solução.”
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13. Uso de espiões – “O que possibilita ao soberano inteligência e a 
seu comandante conquistar o inimigo é a previsão, conhecimento 
que só pode ser adquirido por meio de homens que estejam a par 
de toda a movimentação do inimigo.”
Não deixe de conhecer esse clássico da literatura em sua totalidade.
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Assim, se tivéssemos, com os documentos que chegaram até nós, 
que criar uma ordem cronológica dos eventos administrativos até o iní-
cio do século XIX, teríamos:
Quadro 1 – Cronologia dos eventos administrativos
ANO LOCALIZAÇÃO E/OU AUTORES EVENTOS
5.000 a.C. Suméria Controle administrativo
4.000 a.C. Egito Planejamento, organização e controle.
2.600 a.C. Egito Descentralização do poder.
2.000 a.C. Babilônia (Hamurabi)
Estabelecimento do salário mínimo. Conceito de 
controle e responsabilidade.
1.491 a.C. Israel (Moisés)
Utilização do princípio da organização por autoridade 
hierárquica. Princípio da exceção.
500 a.C. China (Sun Tzu) Planejamento, organização e direção.
400 a.C. Grécia (Sócrates)
Enunciado da universalidade da administração. 
Habilidades gerenciais.
1436 Arsenal de Veneza
Fabricação e montagem de galeras de guerra, armas 
e equipamentos.
1525 Roma (Maquiavel)
Liderança e descrição de táticas políticas. 
Reconhecimento da necessidade de coesão.
Fonte: adaptado de Silva (2003, p. 102).
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Porém,	a	partir	do	século	XVIII,	eventos	históricos	contribuíram	para	
que a administração tomasse o lugar de destaque. A revolução indus-
trial	é	um	desses	eventos,	e	as	revoluções	industriais	subsequentes	fi-
zeram com que as organizações se adaptassem e se reinventassem.
Comumente, se divide a revolução industrial em três períodos:
1. 1760 a 1850 – com a ascensão da energia a vapor na Inglaterra.
2. 1850 a 1900 – com a ascensão da energia elétrica.
3. 1900 a 2000 – com o surgimento dos conglomerados industriais.
Para muitos autores, estamos passando pelo terceiro período da re-
volução ou, como é comumente chamada, – a 4ª revolução industrial.
As revoluções industriais tiveram grande impacto na construção do 
pensamento administrativo. Com elas foi necessário repensar, em virtu-
de da complexidade organizacional, os meios e as formas de adminis-
trar.	Vejamos	quais	contribuições	foram	essas:
Quadro 2 – Contribuições das revoluções industriais
ANO LOCALIZAÇÃO E/OU AUTORES EVENTOS
1776 Escócia (Adam Smith)
Aplicação do princípio da especialização. Conceitos 
de controle e remuneração.
1800 Inglaterra (Michael Boulton)
Padronização do princípio da especialização. 
Conceitos de controle e remuneração.
1810 Escócia (Robert Owen)
Aplicações de práticas de pessoal. Treinamento de 
operários. Plano de casas para os operários.
1832 Inglaterra (Charles Babbage)
Ênfase no método científico. Especialização, divisão 
de trabalho, estudo de tempos e movimentos, 
contabilidade de custos.
1855 EUA (Henry Poor)
Princípios de organização, comunicação e 
informação aplicados às ferrovias norte-americanas.
(cont.)
17Construção do pensamento administrativo
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 Editora Senac São Paulo.ANO LOCALIZAÇÃO E/OU AUTORES EVENTOS
1856 EUA (Daniel MacCallum)
Uso do organograma para ilustrar a estrutura 
organizacional e sua aplicação sistemática das 
ferrovias.
1881 EUA (Joseph Warthon)
Fundação do primeiro curso de administração da 
Universidade da Pensilvânia.
1886
EUA (Henry Metcalfe; Henry 
Towne)
A arte e a ciência da administração, filosofia da 
administração.
1900 EUA (Frederick W. Taylor) Administração científica e seus princípios.
1908 França (Henry Fayol)
Teoria da administração, seus princípios e 
aplicabilidade.
Fonte: adaptado de Silva (2003, p.102).
Todos esses elementos contribuíram para a construção dos pensa-
mentos	em	administração	e	influenciaram	o	que	chamamos	de	adminis-
tração moderna, que teve início nos anos 1900. É importante conhecê-los 
pois, considerando a complexidade das organizações e a expansão dos 
mercados, passa a ser necessário sistematizar os estudos e conhecer as 
teorias que auxiliam, ainda nos dias atuais, as organizações e seus gesto-
res a caminharem rumo ao desenvolvimento e crescimento.
Considerações finais
Neste capítulo falamos sobre as organizações e de como somos en-
volvidos por elas, seu impacto em nosso dia a dia e sua importância.
Falamos também sobre o contexto histórico para a construção do 
pensamento	administrativo.	Vimos	que	a	administração	tem	permeado	
a história há muitos anos, sendo elemento fundamental da civilização. 
Vivemos	em	uma	sociedade	de	organizações	na	qual	a	administração	pas-
sou a ser um elemento fundamental para a condução dessa sociedade.
18 Teorias da administração Ma
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Considerando a necessidade da administração para a manutenção 
e crescimento das organizações, a partir dos anos 1900 as teorias ad-
ministrativas começam a ser formuladas. Surgem várias perspectivas e 
falaremos de cada uma delas ao longo deste livro.
Tudo isso é importante, pois conhecer o funcionamento das orga-
nizações nos auxilia na condução de nossas carreiras, de nossas rela-
ções e, principalmente, para aqueles que desejam ser gestores, trata-se 
do alicerce dessa jornada.
Referências
ETZIONI, Amitai. Organizações Modernas. São Paulo: Pioneira, 1974.
HALL, Richard H. Organizações: estruturas, processos e resultados. São Paulo: 
Pearson Hall, 2004.
KOUZES, James M.; POSNER, Barry. O novo desafio da liderança: a fonte mais 
confiável	 para	 quem	 deseja	 aperfeiçoar	 sua	 capacidade	 de	 liderança.	 Rio	 de	
Janeio: Elsevier, 2008.
MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria geral da administração: da revolu-
ção urbana à revolução digital. São Paulo: Atlas, 2007
ROBBINS, Stephen P.; JUDGE, Timothy A.; SOBRAL, Filipe. Comportamento 
organizacional: Teoria e prática no contexto brasileiro. São Paulo: Pearson 
Prentice Hall, 2010.
SILVA,	Reinaldo	O.	Teorias da administração. São Paulo: Pearson Education do 
Brasil, 2013.
SOBRAL, Filipe; PECI, Alketa. Administração: teoria e prática no contexto brasi-
leiro. São Paulo: Pearson Hall, 2008.
SUN Tzu. A arte da guerra. São Paulo: Editora Martin Claret, 2003
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito capitalista. São Paulo: Cia das 
Letras, 2004.

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