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Leitura Unidade 3 - Conteúdo em PDF

Capítulo sobre tipologia e classificação da pesquisa: define e caracteriza tipos (quantitativa, qualitativa, mista, experimental, exploratória), propósitos (básica/aplicada), critérios classificatórios e métodos lógicos, e explica variáveis e níveis de mensuração.

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Pesquisa: 
Teorias e 
Fundamentos
Graduação
Copyright © 2023 Delinea Tecnologia Educacional
3
Introdução
Nessa seção, vamos abordar os tipos e a classificação da pesquisa de acordo 
com a sua natureza e a abordagem do problema. A pesquisa quantitativa é um 
tipo de pesquisa que trata de amostras e quantidade de dados, o que é diverso 
da pesquisa qualitativa, que lida com investigação em profundidade em menos 
casos. Nesse sentido, as duas acabam por tratar os dados de modos diversos e 
complementares, pois permitem observar aspectos micro e macro de um dado 
fenômeno social. Há também a pesquisa mista, que utiliza métodos das pesquisas 
quantitativa e qualitativa ao mesmo tempo e permite uma maior abrangência 
para a análise dos dados, a pesquisa exploratória, em que há maior liberdade 
para observar um contexto de interesse e investigar as questões pertinentes à 
sua análise, e a pesquisa experimental, que permite a testagem de hipóteses 
elaboradas pela comunidade científica acerca da dinâmica de fenômenos. Ao 
final, espera-se que haja a compreensão desses tipos para situar os interesses de 
pesquisa particulares, com temas e objetos, em relação às tipologias disponíveis e 
orientar uma escolha metodológica para a coleta e análise dos dados. 
Objetivos da aprendizagem
• Definir e caracterizar os tipos de pesquisa e sua classificação.
Palavras-chave: tipos de pesquisa, métodos de pesquisa, metodologia científica, 
pesquisa quantitativa, pesquisa qualitativa. 
Tipologia e classificação da pesquisa
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
4
Tipos de pesquisa e suas classificações
Como comentamos anteriormente, toda pesquisa precisa de um método e de 
uma questão que defina o objeto a ser analisado e o que estamos procurando 
entender a partir da investigação. Nesse sentido, é importante ter claro o passo 
anterior à pesquisa propriamente dita, que diz respeito aos tipos de pesquisa e 
sua classificação. De acordo com Mascarenhas (2018, p. 44), a pesquisa pode ser 
reunida em cinco grupos: 
1. as bases lógicas da investigação; 
2. a abordagem do problema; 
3. o objetivo geral; 
4. o propósito da pesquisa; 
5. o procedimento técnico. 
Já para Cervo et al. (2007), três tipos de pesquisa são fundamentais: a bibliográfica, a 
descritiva e a experimental. Em relação ao propósito de pesquisa, existem vários tipos.
Pesquisa básica
Lida com questões teóricas sem uma finalidade específica para 
compreender e descrever as propriedades, características e estruturas 
de um dado objeto.
Pesquisa aplicada
Lida com o desenvolvimento de soluções para problemas a partir das 
teorias ou aprofundamento de uma questão teórica com uma finalidade 
específica.
É possível ver que a classificação varia de acordo com o critério. Para nossos 
propósitos, vamos abordar os tipos a partir da abordagem do problema de 
pesquisa. Em relação à natureza da pesquisa e à abordagem do problema, há 
basicamente cinco grandes tipos: Mascarenhas (2018, p. 48) destaca a pesquisa 
aplicada, a avaliação de resultados, a avaliação formativa, a proposição de planos, e 
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
5
a pesquisa diagnóstico. Quanto às bases lógicas da investigação, podemos apontar 
os métodos indutivo, dedutivo, hipotético-dedutivo, dialético, fenomenológico, 
entre outros.
Tipos de pesquisa
Tipos de pesquisa
Pesquisa quantitativa
Pesquisa qualitativa
Pesquisa mista
Pesquisa experimental
Pesquisa exploratória
Fonte: elaborado pela autora (2023).
Vamos conhecer, a seguir, as características de cada uma delas. 
Pesquisa quantitativa
A pesquisa quantitativa trabalha com variáveis e utiliza ferramentas da matemática 
e da estatística para a análise dos dados. Para Appolinário (2012), podemos 
entender as variáveis como as propriedades de um objeto ou o aspecto do que 
será analisado para garantir a confiabilidade e a generalização dos casos. 
A definição pode parecer um pouco abstrata, mas é mais simples do que parece. 
Por exemplo, caso quiséssemos entender os picos de produção em uma empresa 
de calçados no período de três meses, precisaríamos conhecer o valor de calçados 
produzidos diariamente (variável - um valor por dia), entrevistar alguns dos 
funcionários em relação ao seu papel para o funcionamento das máquinas e, ao 
final do estudo, gerar um fator de correlação entre produção e pessoas trabalhando 
(outra variável - pode haver mais pessoas ou menos, dependendo do dia e do 
horário). Para Appolinário, as variáveis podem ser divididas em quatro níveis:
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
6
Níveis de mensuração das variáveis
Níveis das variáveis Exemplo
Nominal Cor do cabelo e/ou olhos, nacionalidade, 
sexo etc.
Ordinal
Escolaridade (1º, 2º e 3º graus), estágio 
de proficiência de leitura em outra língua 
(iniciante, intermediário, avançado) etc.
Intervalar (desvio padrão
e tendência central)
Temperatura (diferença entre graus), 
quantidade de funcionários na empresa 
a cada dia etc.
Racional (ou proporcional) Tempo, número de filhos etc.
Fonte: adaptado de Appolinário (2012).
As variáveis nominais são aquelas que não estabelecem relação com as demais, 
nem pela lógica, nem matemática, mas podem servir para a identificação e 
distinção dos casos. Já as variáveis ordinais estabelecem uma relação matemática 
que permite um ranqueamento entre elas, podendo ser ordenadas. A variável 
intervalar difere das outras porque é possível determinar o intervalo preciso entre 
ela e outros valores, o que possibilita entender escalas em que há diferenças de 
valor constante. Por exemplo, a nota do Enem possibilita uma atribuição de notas 
divididas em critérios, que estão subdivididos em valores para cada item.
Gráfico
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: gráfico com quatro colunas, nas cores, da esquerda para a direita: 
azul, verde, amarela e vermelha. A delas varia e uma seta vermelha no topo 
acompanha essa oscilação.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
7
Nesse sentido, devemos saber que existem três tipos de variáveis: as genéricas, as 
dependentes e as independentes (Appolinário, 2012, p. 114). A relação entre elas 
faz com que consideremos sua dependência ou independência. 
Variáveis genéricas
São analisadas através da estatística descritiva.
Variáveis dependentes
Utilizadas em estudos experimentais, são tidas como a causa de um 
determinado processo. Busca-se entender, a partir da variação, como 
elas o afetam.
Variáveis independentes
São relacionadas às variáveis independentes e tidas como o efeito de 
determinado processo.
Para Mascarenhas (2018), a pesquisa quantitativa pode ser definida como a ação 
de quantificar para coletar dados e, em seguida, a análise é feita através do uso de 
métodos estatísticos. Algumas relações matemáticas permitem inferências entre 
as variáveis e é necessário que, para uma pesquisa referente a um grande número 
de casos, exista uma amostra mínima que possa garantir a segurança da análise. 
Apesar de existirem vários tipos de estudos quantitativos, citaremos dois 
exemplos, apontados por Mascarenhas: estudos de correlação de variáveis e 
estudos comparativos causais (busca pelas causas de um fenômeno). Esse tipo de 
pesquisa é bastante comum em várias áreas do conhecimento, especialmente nas 
áreas da Saúde (para testar algum medicamento ou tratamento, por exemplo), 
Sociologia e engenharias.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
8
Curva de Gauss
Também conhecida como distribuição normal, é uma das relações 
estatísticas mais utilizadas para desenhar a amostra de uma pesquisa.
P-valor
Probabilidade de significância entre duas variáveis. Antes do início 
da pesquisa, deve-se definir o tamanho da amostra para que haja o 
mínimo necessário de dados.
Significância estatística
O p deve ser 0,05 ou menor (chance de 5% de erro ou menos) para 
garantir a validade da hipótese de pesquisa.
Pesquisa qualitativa
A pesquisa qualitativa, por outro lado, lida com os valores compartilhados 
socialmente e com a análise em profundidade. De acordo com Mascarenhas(2018), ela é utilizada para entender comportamentos de um indivíduo ou de um 
grupo. É importante notar também que a coleta de dados e análise é diferente 
da pesquisa quantitativa, em que é necessário tomar algumas decisões antes da 
coleta propriamente dita, pois são as decisões que vão moldar os resultados. Na 
pesquisa qualitativa, por outro lado, o pesquisador tem mais liberdade para definir 
as questões, as amostras e a análise, ao mesmo tempo em que é necessário manter 
a coerência do desenho de pesquisa e o comprometimento com os resultados. 
Na pesquisa qualitativa, que lida com a qualidade dos dados, a coleta acontece 
ao mesmo tempo em que a análise, pois há uma relação distinta entre sujeito e 
objeto pesquisado. Quando há uma entrevista, não é possível ser imparcial, pois 
o pesquisador está ali e a situação pode mudar de acordo com o andamento da 
conversa. Embora possa haver um roteiro de questões para a entrevista, que 
pode ser estruturada ou semiestruturada, o entrevistado pode mudar o rumo da 
conversa para um aspecto importante que não foi previsto no roteiro inicial.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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Entrevista estruturada
São questões elaboradas pelos pesquisadores, dispostas em determinada 
sequência para que seja feita a coleta dos dados.
Entrevista semiestruturada
São questões elaboradas pelos pesquisadores para nortear a entrevista, mas 
que não são obrigatórias e que podem mudar de acordo com a conversa.
Para entender o comportamento do consumidor em relação a um determinado 
produto, às vezes não é suficiente saber que 60% de uma amostra de um valor X da 
população tende a comprá-lo. Nesse sentido, talvez seja útil conhecer o que agrada e 
o que não agrada o consumidor, quais são os usos e as expectativas em relação aos 
produtos de uma empresa, entre outras questões. Para isso, é útil selecionar algumas 
pessoas e questioná-las sobre suas impressões para depois reunir as informações 
em uma análise coerente, que pode ser útil para a empresa tomar decisões sobre a 
mudança em seu produto, com a finalidade de torná-lo mais atrativo.Esse tipo de 
pesquisa pode ser feito em várias áreas do conhecimento, e é comum nas áreas 
de Educação, Sociologia, Administração, Engenharias, entre outras.
Pesquisa
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: ilustração de uma garota com um bloco de notas e uma caneta. 
Diante dela, há um rapaz que gesticula. Há um balão de fala perto do rosto dele. No 
fundo, há cartazes colados.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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Pesquisa mista
A pesquisa mista, também chamada quali-quanti por alguns autores, utiliza 
estratégias dos dois tipos de pesquisa simultaneamente, pois pretende investigar 
tanto a quantidade quanto a qualidade dos dados. Ou seja, há uma quantificação 
de amostras ao mesmo tempo em que há a preocupação em descrever o 
comportamento das pessoas em relação a determinado tema. A depender da 
dimensão da amostra necessária, ela também pode ser uma pesquisa mais cara 
do que as demais, pois talvez haja necessidade de envolver mais pessoas para a 
coleta dos dois tipos de abordagem. 
Pesquisa exploratória
É um tipo de pesquisa preliminar e flexível em termos de métodos. Serve para 
entrar em contato com determinado objeto para perceber seu comportamento 
antes de investir tempo e empreender uma pesquisa sobre um tema. Nela, o 
pesquisador pode observar se existe alguma questão que emerge da observação, 
para que depois ela possa ser sistematizada e virar uma pesquisa científica. É 
comum em diversas áreas, mas bastante utilizada pelas Ciências Sociais, em que 
as dinâmicas dos grupos podem dar pistas para novos estudos, baseados em um 
assunto recorrente ou um comportamento particular, por exemplo. 
Pesquisa exploratória
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: fotografia de três crianças sorridentes, agachadas no chão, rodeadas 
de grama e plantas. À esquerda, uma menina segura uma lupa com a mão esquerda 
e olha para uma flor amarela pequena. No meio e à direita, outra garota e um garoto 
observam a flor.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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Pesquisa experimental
Esse tipo de pesquisa envolve testes de hipóteses reunidas em trabalhos científicos 
sobre determinadas características ou relações. Um exemplo são as simulações 
feitas em computador para testar modelos matemáticos que ajudam a prever 
experimentos antes que eles possam ser feitos em laboratório. Há áreas do 
conhecimento em que a reprodução em laboratório tem elevados custos. Um dos 
modos de testar antes para evitar gastos desnecessários e tornar a experiência mais 
assertiva, as simulações em softwares específicos conseguem auxiliar nas pesquisas 
para ver a conformidade ou a inconformidade do que é esperado e do que resultam.
Pesquisa experimental
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: ilustração de um balcão branco com gavetas. Sobre ele há tubos de 
ensaio, um microscópio, tubos de decantação, um globo e uma caixa de arquivo. Acima, 
há prateleiras com frascos e recipientes
Além disso, as pesquisas em laboratório também têm caráter experimental, ao 
testar hipóteses e verificar se elas funcionam ou não para um determinado objeto.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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Saiba mais
Para conceituar a pesquisa-ação e suas contribuições para a metodologia 
científica, leia o texto “A pesquisa-ação e as suas contribuições para a 
ciência metodológica: aspectos gerais”, de Carla Viana Dendasck. A autora 
discorre sobre o conceito de pesquisa-ação.
DENDASCK, Carla Viana. A pesquisa-ação e as suas contribuições para a ciência 
metodológica: aspectos gerais. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo 
do Conhecimento, v. 11, n. 11, 2021, pp. 118-135. Disponível em: https://
www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/a-ciencia-metodologica.
Dica de leitura
Para conhecer mais sobre os tipos de pesquisas, leia o texto 
“Principais tipos de pesquisas e suas características”, de Jonas Magno dos 
Santos Cesário, Victor Hugo de Paula Flauzino e Judith Victoria Castillo 
Mejia, que discorrem sobre quatro pontos importantes, a saber:
• Conhecer os tipos de pesquisa.
• Conhecer as características dos tipos de pesquisa.
• Conhecer os critérios para a classificação dos tipos de pesquisa.
• Conhecer suas semelhanças e diferenças.
CESÁRIO, J. M. S.; FLAUZINO, V. H. P.; MEJIA, J. V. C. Metodologia científica: 
Principais tipos de pesquisas e suas características. Revista Científica 
Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. v. 5, n. 11, 2020, pp. 23-33. 
Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/
tipos-de-pesquisas. Acesso em: 
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/a-ciencia-metodologica
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/a-ciencia-metodologica
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/tipos-de-pesquisas
https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao/tipos-de-pesquisas
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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Conclusão
A partir do exposto, podemos perceber que o estudo de tipologia da pesquisa 
colabora para que possamos entender a pesquisa com base na abordagem dos 
dados. Reconhecendo como a pesquisa produzida pelo pesquisador pode ser 
classificada, podemos fazer pesquisas mais assertivas em relação a teorias e 
métodos que dialogam com o recorte que desejamos desenvolver. É importante 
também ter uma ideia geral das possibilidades para que conheçamos as 
abordagens dos problemas e possamos compreender os trabalhos produzidos 
nas áreas do conhecimento e fazer parte da comunidade científica. As pesquisas 
quantitativas e qualitativas são parte predominante das pesquisas feitas nas 
áreas de conhecimento, além de serem as mais comuns. As pesquisas mistas 
dispõem uma quantidade de métodos que podem ser úteis para a compreensão 
de um fenômeno a partir de análises micro e macro. As pesquisas exploratórias e 
experimentais também cumprem um importante papel para o desenvolvimento 
da ciência e para a proposição de novas tecnologias.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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Referências
Básicas
APPOLINÁRIO,F. Metodologia da ciência: filosofia e prática da pesquisa. 2. ed. 
São Paulo: Cengage Learning, 2012.
CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A.; SILVA, R. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: 
Pearson Prentice Hall, 2007.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica. 8. ed. 
São Paulo: Atlas, 2017.
MASCARENHAS, S. A. Metodologia científica. 2. ed. São Paulo: Pearson, 2018.
Complementares
DIAS, L. Tipos de pesquisa. Disponível em: https://youtu.be/wrAA_4UqNes. Acesso 
em:
https://youtu.be/wrAA_4UqNes
15
Métodos científicos e técnicas de pesquisa
Introdução
Nessa seção, vamos conhecer alguns dos métodos e das técnicas de pesquisa, 
com ênfase em quatro tipos de abordagem dos dados: documentação indireta, 
documentação direta, observação direta intensiva e observação direta extensiva. 
Cabe lembrar que os métodos devem ser definidos de acordo com o propósito de 
pesquisa, ou seja, algumas das técnicas podem se adequar mais aos propósitos 
da pesquisa qualitativa e outras aos estudos quantitativos, não sendo necessário 
utilizá-los todos ao mesmo tempo. O que orienta uma pesquisa é o problema e, 
nesse sentido, serão apresentadas técnicas que podem ser utilizadas para explorá-
lo, para a coleta e análise dos dados. Por fim, serão apresentados métodos de 
procedimento para a elaboração de trabalhos, como o método monográfico, por 
exemplo, que busca investigar um tema à extensão. Ao final, espera-se que seja 
possível caracterizar os métodos e técnicas de pesquisa apresentados e facilitar a 
definição das estratégias de abordagem de um problema a partir do uso de uma 
ou mais dessas técnicas.
Objetivos da aprendizagem
• Definir e caracterizar os métodos e técnicas de pesquisa.
Palavras-chave: técnicas de pesquisa, pesquisa qualitativa, pesquisa documental, 
pesquisa bibliográfica, técnicas de observação.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
16
Técnicas de pesquisa e seus métodos
Nesse tema, vamos abordar algumas das principais técnicas de pesquisa, que 
devem ser escolhidas de acordo com os métodos escolhidos para o desenho da 
pesquisa. Algumas técnicas apontadas por Lakatos e Marconi (2017) dependem 
do tipo de documento e de observação:
Técnicas de pesquisa
Documentação indireta
Pesquisa documental 
Pesquisa bibliográfica
Documentação direta
Pesquisa de campo
Pesquisa de laboratório
Observação direta intensiva
Observações
Entrevista
Observação direta extensiva
Questionário 
Formulário
Fonte: adaptado de Lakatos e Marconi, 2017.
Vamos conhecer, primeiramente, a pesquisa documental.
A pesquisa documental indireta trabalha com o acesso a documentos, que podem 
ser de diferentes naturezas, como certidões, legislações, documentos históricos, 
cartas, imagens, jornais, entre outros. Esses materiais, divididos em pesquisa 
documental e pesquisa bibliográfica, podem estar armazenados em museus, 
arquivos e institutos de pesquisa, e podem ser fontes primárias, secundárias ou 
terciárias (a depender do acesso ao objeto pesquisado), divididas em retrospectivas 
e contemporâneas (Lakatos e Marconi, 2017, p. 208-209). São exemplos de fontes 
primárias: depoimentos, entrevistas, questionários, em que há acesso direto às 
pessoas que são objeto de investigação por parte dos pesquisadores. As fontes 
secundárias, por sua vez, podem ser: livros, revistas, jornais, em que o conteúdo 
produzido pelos autores tem interferência de suas interpretações sobre o objeto. 
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
17
Já as fontes terciárias são qualquer trabalho que cite uma informação que foi lida 
por outra pessoa a partir de um terceiro material.
Fonte primária
Elaborada pelo autor a partir do acesso ao acervo e da sua respectiva 
interpretação e análise sobre o material.
Fonte secundária
Elaborada por outros autores que estudaram o objeto, mas o pesquisador 
não teve acesso aos documentos originais.
Fonte terciária
Elaborada a partir do comentário de terceiros sobre os textos produzidos 
acerca do tema estudado, sem que haja acesso nem aos textos 
secundários nem às fontes.
Para Lakatos e Marconi (2017), esse tipo de documento também pode ser 
encontrado em fontes como arquivos públicos, arquivos particulares, fontes 
estatísticas (o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, por exemplo). 
Em relação aos tipos de documentos, as autoras destacam uma diversidade de 
possibilidades, como a iconografia, as peças de vestuário e as canções folclóricas.
A partir da coleta de material, pode-se fazer uma pesquisa bibliográfica, que é a 
segunda técnica de pesquisa a ser abordada. Ela pode ser entendida como uma 
pesquisa de fontes secundárias, ou seja, é um levantamento de todo o material 
produzido sobre o tema de pesquisa. Costuma ser utilizada na maioria dos 
trabalhos acadêmicos para recapitular as linhas mais recentes de trabalho com 
o objeto e contextualizar a pesquisa a ser desenvolvida. Cabe destacar que, ao 
fazer uma pesquisa bibliográfica, pode-se restringir o período que o pesquisador 
deve pesquisar as produções, pois a dimensão de materiais sobre certos temas 
é gigantesca. Por isso, lembramos que a questão de pesquisa é importantíssima 
para a delimitação do tema, pois às vezes, dado o tempo disponível para executar 
a pesquisa, não é viável ler tudo o que foi produzido sobre um tema em todas as 
línguas em que há trabalhos disponíveis. 
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
18
Segundo Lakatos e Marconi (2017), algumas fontes de documentos para a pesquisa 
bibliográfica são documentos publicados pela imprensa e meios audiovisuais, 
mapas e materiais de natureza cartográfica, publicações acadêmicas (artigos, 
resenhas, dissertações, teses etc.).
Pesquisa documental
Fonte: Freepik, (2023).
#ParaTodosVerem: fotografia mostra dois jovens de perto, aparecem na foto suas mãos 
e parte do dorso, cada um segurando um livro aberto. Ao fundo, uma prateleira com 
livros demonstra se tratar de uma biblioteca.
A pesquisa documental direta trabalha com o acesso direto aos dados de pesquisa. 
Ela está dividida em duas técnicas de coleta de dados: pesquisa de campo e 
pesquisa em laboratório.
A pesquisa de campo, por sua vez, objetiva reunir informações sobre um tema. De 
acordo com Lakatos e Marconi (2017, p. 219), esse tipo de pesquisa “consiste na 
observação de fatos e fenômenos tal como ocorrem espontaneamente, na coleta 
de dados a eles referentes e no registro de variáveis que se presume relevantes 
para analisá-los”. A fase inicial desse tipo de pesquisa é a revisão bibliográfica sobre 
o tema. Em seguida, realiza-se a delimitação das técnicas para coletar dados e 
do modo de registrar as informações recolhidas em campo, além do tamanho e 
característica da amostra necessária. A pesquisa de campo divide-se em três grandes 
grupos: quantitativo-descritivos, exploratórios e experimentais. Em cada grupo, há 
subgrupos, que levam em conta a particularidade do objeto e da coleta de dados.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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A pesquisa de laboratório, diferentemente das demais, envolve situações com 
insumos, procedimentos protocolares, instrumentos adequados à finalidade 
de pesquisa e ambientes controlados. A partir de uma questão de pesquisa, os 
pesquisadores fazem observações e testam condições diferentes para as reações. 
Quando pensamos em laboratório, talvez a primeira ideia que vem à cabeça são as 
reações físico-químicas. Porém, também existem laboratórios na área de Ciências 
Sociais, por exemplo, que estudam um determinado aspecto social em indivíduos 
ou grupos sociais.
Pesquisa de campo
Fonte: Freepik, (2023).
#ParaTodosVerem: um homem de chapéu usando um binóculo e uma mulher usando 
um boné e com óculos escuros pendurados na camisa observam juntos uma prancheta 
que o homem segura com a mão direita. Árvores ao fundo.
Diferentemente das tendências anteriores, a observação direta intensiva trabalha 
com duas técnicas: a observação e a entrevista. A observação se subdivide em 
diversas técnicas derivadas, como:
A observação (assistemática, sistemática,não participante, participante, 
individual, em equipe, na vida real ou naturalista, em laboratório), a 
entrevista (padronizada ou estruturada, despadronizada semiestruturada 
ou livre), a análise de conteúdo, a análise do discurso, o grupo de foco 
(Lakatos; Marconi, 2017, p. 224).
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
20
Vamos comentar algumas das técnicas de pesquisa relacionadas à observação. De 
acordo com Lakatos e Marconi (2017), uma das especificidades da observação é o 
uso dos sentidos para a coleta de dados. Embora seja utilizada em áreas diversas, 
como Engenharia de Alimentos, Administração, Psicologia, entre outras, essa 
técnica é constitutiva da área de Antropologia.
Observação assistemática
Também chamada de não estruturada, é um tipo de pesquisa que acontece 
de maneira livre e espontânea. Serve para a pesquisa exploratória.
Observação sistemática
Também chamada de estruturada, é um tipo de pesquisa com questões 
definidas que utiliza instrumentos para a coleta de dados.
Observação não participante
Neste tipo, o pesquisador observa uma comunidade ou grupo de pessoas 
como expectador e não participa de suas práticas.
Observação participante
Método no qual o pesquisador participa ativamente da comunidade 
observada, para que possa vivenciar o que acontece.
A observação é importante para estudos em que o tema e o objeto de pesquisa 
envolvem a investigação de pessoas, suas práticas e valores. Nesse sentido, a 
depender do recorte de pesquisa, essa técnica se aplica com diferentes estratégias. 
Por exemplo, vamos supor que desejamos entender como as pessoas de um 
bairro da cidade próximo ao centro se relaciona com ele, com a violência, com o 
barulho e a sujeira. Para isso, talvez seja interessante ouvir diferentes pessoas, 
com idades diferentes e provavelmente utilizar a observação participante para 
vivenciar a relação entre bairro adjacente e centro da cidade. Mas os propósitos 
das áreas do conhecimento que estudam pessoas variam bastante e, por isso, há 
várias possibilidades de observação, a depender do objetivo.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
21
Observação individual
Nesta técnica, o pesquisador mantém um controle maior em relação às 
informações coletadas do entrevistado. São permitidas inferências e/ou 
distorções dos dados, o que pressupõe atenção para não enviesá-los.
Observação em equipe
Permite a observação por diferentes ângulos, o que pode facilitar a 
coleta de dados. Em momento posterior, os dados divergentes podem 
ser confrontados, o que possibilita maior assertividade na análise.
Observação na vida real
É um tipo de observação mais espontânea, indicada para eventos pontuais, 
em que o pesquisador registra o que está ocorrendo e coleta os dados.
Observação em laboratório
Ocorre em laboratório e a coleta de dados é sobre a ação e a conduta das 
pessoas. Pode ser útil para avaliar a reação de pessoas quanto a um tema 
e para testes quanto à reação a produtos.
A entrevista é um método no qual o pesquisador elabora questões e dialoga com 
o entrevistado com a finalidade de entender uma questão. Para Lakatos e Marconi 
(2017, p. 229), a entrevista é “um procedimento utilizado na investigação social, 
para a coleta de dados, ou para ajudar no diagnóstico ou no tratamento de um 
problema social”. As autoras elencam diversos objetivos para a entrevista, que 
envolvem averiguar os fatos e determinar a opinião e os sentimentos sobre eles, 
bem como observar os planos de ação, a mudança no modo de agir do entrevistado 
entre o passado e o presente e os motivos conscientes para opiniões, sentimentos, 
sistemas ou condutas. São três os tipos de entrevista:
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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Padronizada ou estruturada
Há um roteiro estabelecido pelo pesquisador antes do encontro, com 
pouca margem para mudá-lo. As pessoas são selecionadas de acordo 
com um propósito.
Despadronizada ou não estruturada
Há um roteiro elaborado pelo pesquisador, mas há liberdade para ouvir 
o entrevistado ou redirecionar a conversa.
Painel
Ocorre uma repetição de tempos em tempos das mesmas perguntas para 
verificar a mudança na opinião das pessoas sobre determinado tema.
Observação direta extensiva
De acordo com Lakatos e Marconi (2017), a observação direta extensiva visa 
realizar uma métrica a partir de pesquisa de opinião e atitudes, e de técnicas 
mercadológicas. Nesse sentido, as duas técnicas para essa abordagem dos dados 
são questionários e formulários.
O questionário é composto por uma série de perguntas que permitem avaliar de 
modo amplo as percepções e experiências de uma pessoa sobre um determinado 
tema. Geralmente, ele deve ser acompanhado de uma explicação, elaborada e 
aprovada pelo comitê de ética, para que os sujeitos da pesquisa possam decidir se 
querem participar e disponibilizar seus dados ou não. Para validar o questionário 
e fazer os ajustes necessários à coleta, é necessário um pré-teste, em que são 
avaliadas a fidedignidade, a validade e a operacionalidade do questionário (Lakatos 
e Marconi, 2017, p. 237-238).
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
23
Questionário 
Fonte: Freepik, 2023.
#ParaTodosVerem: fotografia mostra um homem sentado, de lado para a câmera, mostrando a 
partir do ombro até os joelhos. Ao fundo, uma profissional da saúde segura uma prancheta, está 
usando um crachá e vestindo jaleco.
As perguntas podem ser classificadas de acordo com a forma e com o conteúdo. 
Em relação à forma, podem ser questões abertas, questões fechadas e questões 
de múltipla escolha. Em relação ao conteúdo, podem ser perguntas sobre fatos 
específicos, perguntas de ação, perguntas relacionadas à intenção e pergunta teste.
Perguntas 
Fonte: Freepik, 2023.
#ParaTodosVerem: ilustração mostra três folhas de papéis com checklists, com os itens todos 
marcados, e uma caneta amarela por cima, como se estivesse fazendo a verificação da lista.
 O fundo é azul.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
24
O formulário também é um método de coleta de dados que permite o 
preenchimento de questões em um contato entre pesquisador e sujeito da 
pesquisa. Diferentemente do questionário, que costuma ser padronizado e/ou 
utilizado em plataformas automatizadas para o seu desenvolvimento, o formulário 
precisa ser elaborado com fontes, layout e tamanho adequados para a leitura do 
público-alvo. Ele também deve ser bem organizado e ter uma sequência lógica, 
que permita ao sujeito pesquisado seguir uma linha de raciocínio sobre o tema em 
pauta. Outro ponto a ser destacado é a importância da ordem direta das questões, 
em uma estrutura de sentenças que facilitem a decodificação, a saber: sujeito, 
verbo e complementos. 
Por último, vamos destacar alguns dos métodos de procedimento de pesquisa que 
Lakatos e Marconi (2017) consideram mais recorrentes nas Ciências Sociais, mas que 
são importantes para outras áreas do conhecimento. O intuito é dar um panorama 
de métodos possíveis para o desenvolvimento de um trabalho de pesquisa.
Métodos de procedimento
Métodos de procedimento
Método histórico
Método comparativo
Método monográfico
Método estatístico
Método tipológico
Método funcionalista
Método estruturalista
Método etnográfico
Método clínico
Fonte: adaptado de Lakatos e Marconi, 2017.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
25
O método histórico consiste em situar os fenômenos em relação aos acontecimentos 
que o precederam para entender sua gênese e sua transformação. Já o método 
comparativo consiste em relacionar sociedades diferentes que compartilham 
ou não um traço, com a finalidade de compreendê-las e desenvolver uma teoria 
sobre seus funcionamentos. É bastante útil para entender o desenvolvimento 
de fenômenos em grandes períodos. O método monográfico permite o estudo 
de uma comunidade ou de um grupo a partir de uma atividade ou grupo de 
atividades deles. O método estatístico, por sua vez, é utilizado para fazer uma 
descrição quantitativa da sociedade ou de aspectos de comportamentos sociais. 
O método tipológico analisa fenômenos quepodem ser divididos em tipos e tem 
aproximação com o método comparativo. 
O método funcionalista considera as sociedades como sistemas de estruturas 
complexas. Nesse sentido, para entender o todo, é necessário entender as funções 
desempenhadas pelos indivíduos para o funcionamento do todo. Já o método 
estruturalista investiga um fenômeno, parte para uma abstração dele baseado em 
um modelo, volta à situação concreta e parte novamente para o abstrato. Por sua 
vez, método etnográfico faz uma investigação descritiva das sociedades por meio 
da observação e do levantamento de dados para examinar questões oriundas 
de valores, crenças, entre outros, e conhecer e propor interpretações sobre a 
cultura delas. Por último, o método clínico é um procedimento para formular e 
verificar hipóteses pela observação de um sujeito que enfrenta uma doença ou 
um diagnóstico. Este método é comum em estudos de caso, em que é possível 
verificar o andamento das questões enfrentadas pelo paciente. Também pode 
ser usado no ambiente escolar para avaliar alunos com alguma dificuldade de 
aprendizagem ou algum comportamento diferenciado da média, e desenvolver 
soluções que o auxiliem a se integrar com o ritmo de aprendizagem da turma. 
Além disso, pode ser útil nas áreas de Fonoaudiologia, Enfermagem, Nutrição e 
Ciências da Saúde.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
26
Saiba mais
Para saber mais, assista ao vídeo “Coleta de dados: como definir esta fase 
na pesquisa?”, do canal Acadêmica, que aborda métodos de coleta de 
dados na pesquisa qualitativa e na pesquisa quantitativa.
COLETA de dados: como definir esta fase na pesquisa? – Pesquisa na prática 
128. [S. l.: s. n.], 2021. 1 vídeo (11 min). Publicado pelo canal Acadêmica. 
Disponível em: https://youtu.be/Qd5ay69rBSU. Acesso em: 25 ago. 2023.
Dica de leitura
Para conceituar o uso de survey de experiência, leia o texto “Survey de 
experiência como pesquisa qualitativa básica em administração”, de 
Antonio Carlos Gil e Aline Crespo dos Reis Neto, que discorrem sobre 
quatro pontos importantes:
• Conceito de survey.
• Conceito de survey de experiência.
• Fundamentos filosóficos do survey de experiência.
• Contextualização do uso de survey de experiência na pesquisa 
qualitativa.
GIL, A. C.; REIS NETO, A. C. Survey de Experiência como pesquisa qualitativa 
básica em administração. Revista de Ciências da Administração, v. 22, 
n. 56, 2021, p. 125-137. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.
php/adm/article/view/74026/45678. Acesso em: 26 ago. 2023.
https://youtu.be/Qd5ay69rBSU
https://periodicos.ufsc.br/index.php/adm/article/view/74026/45678
https://periodicos.ufsc.br/index.php/adm/article/view/74026/45678
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
27
Conclusão
Espera-se que a apresentação de várias técnicas tenha dado um embasamento 
para uma escolha a partir da afinidade com as questões de pesquisa 
desenvolvidas pelos estudantes. Nesse sentido, devemos lembrar que o trabalho 
de pesquisa pode usar diferentes métodos de modo concomitante, a depender 
especificamente do objeto e do propósito do problema de pesquisa. Devemos 
escolher as estratégias adequadas para acessar os dados necessários para a 
pesquisa, que podem ser retrospectivos ou contemporâneos e estar em objetos 
ou nas pessoas. Ao mesmo tempo, nota-se que, a depender do tipo de pesquisa, 
pode-se acessar uma quantidade massiva de dados que deverão ser peneirados 
para que possam ser utilizados na solução da questão de pesquisa. Ou seja, 
a interpretação do pesquisador também vai determinar quais desses dados 
serão utilizados e por que eles foram escolhidos em detrimento de outros, para 
justificar a análise e responder da maneira mais assertiva e adequada possível 
aos propósitos definidos no início da pesquisa.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
28
Referências
Básicas
APPOLINÁRIO, F. Metodologia da ciência: filosofia e prática da pesquisa. 2. ed. 
São Paulo: Cengage Learning, 2012.
CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A.; SILVA, R. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: 
Pearson Prentice Hall, 2007.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica. 8. ed. 
São Paulo : Atlas, 2017.
MASCARENHAS, S. A. Metodologia científica. 2. ed. São Paulo: Pearson, 2018.
Complementares
GERHARDT, T. E.; SILVEIRA, D. T. Métodos de pesquisa. Porto Alegre: Editora da 
UFRGS, 2009. Disponível em: https://www.ufrgs.br/cursopgdr/downloadsSerie/
derad005.pdf. Acesso em: 25 ago. 2023.
https://www.ufrgs.br/cursopgdr/downloadsSerie/derad005.pdf
https://www.ufrgs.br/cursopgdr/downloadsSerie/derad005.pdf
29
Produção científico-acadêmica
Introdução
Nessa seção, vamos abordar quatro gêneros textuais acadêmicos e 
predominantemente científicos: o artigo científico, a monografia, a resenha e o 
relatório. Para isso, serão apresentadas as características dos gêneros. É necessário 
comentar que existem semelhanças entre a estrutura do artigo científico e da 
monografia, por exemplo, e a principal diferença entre eles é o tempo de elaboração. 
Já a resenha busca apresentar uma obra e avaliá-la a partir de pontos positivos e 
negativos. Diferentemente do resumo, a resenha deve apresentar uma opinião do 
autor e um parecer que recomende a leitura/acesso à obra ou não a recomende, a 
partir de uma argumentação que dê exemplos do que levou o autor a formar sua 
opinião. Por fim, o relatório é um gênero com características bastante diversas e 
deve ser escrito em relação ao contexto a ser retratado. Ao final, espera-se que o 
estudante conheça as principais características e propósitos dos quatro gêneros e 
possa escrevê-los de modo mais informado.
Objetivos da aprendizagem
• Definir e caracterizar os textos acadêmicos e científicos: artigo, monografia, 
resenha, relatório.
Palavras-chave: gêneros textuais acadêmicos, artigo científico, resenha, monografia, 
relatório. 
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
30
Quatro gêneros textuais acadêmicos: 
artigo, monografia, resenha e relatório
Para comunicar as informações produzidas na universidade, devemos conhecer 
os gêneros utilizados a fim de organizar e dispor o que foi produzido durante a 
pesquisa. Nesse sentido, vamos apresentar quatro gêneros textuais acadêmicos: 
o artigo, a monografia, a resenha e o relatório. 
De acordo com Appolinário (2012, p. 85), de modo geral, pode-se dividir o trabalho 
científico em passos de natureza ampla, que auxiliam em sua realização. São oito 
passos: 1) Determinar o tema e o problema de pesquisa; 2) Determinar os objetivos 
(objetivo geral e objetivos específicos) e as hipóteses de pesquisa; 3) Determinar 
o tipo de pesquisa; 4) Construir a revisão de literatura; 5) Escolher os sujeitos (ou 
objetos) da pesquisa; 6) Determinar os instrumentos e procedimentos de coleta 
dos dados; 7) Transcrever e analisar os dados (caso seja necessário); e 8) Discutir 
os resultados e concluir o trabalho.
Estrutura geral dos trabalhos científicos
Pré-texto
Capa, folha de rosto, ficha catalográfica, 
dedicatória, agradecimentos, resumo, 
palavras-chave, abstract, keywords. 
Sumário, lista de figuras, lista de tabelas, 
lista de abreviações, apresentação.
Texto
Introdução, objetivos, justificativa, corpo 
do trabalho (ou desenvolvimento), mé-
todo, cronograma, orçamento, resul-
tados, conclusões.
Pós-texto
Referências, anexos, índice remissivo, 
glossário.
Fonte: baseada em Appolinário (2012, p. 85)
Embora sejam gêneros textuais diferentes, com extensões e propósitos diversos, 
os trabalhos científicos compartilham várias semelhanças, como as indicadas na 
tabela anterior no que diz respeito às três partes: pré-texto, texto e pós-texto. 
Outra semelhança é que todos os trabalhos científicos devem seguir as normas 
da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Para auxiliar na formatação, 
cada instituição de ensino tem um manual de regras, atualizado de tempos em 
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
31
tempos, que permite sanar dúvidas sobre citações, formatações e ordem dos 
elementos textuais.
Partes obrigatóriasde uma monografia de graduação
São as seções que não podem faltar em qualquer monografia. Exemplos: 
introdução, objetivos, justificativa etc.
Partes facultativas de uma monografia de graduação
São as seções que podem estar ou não na estrutura do trabalho. 
Exemplos: ficha catalográfica, dedicatória, agradecimentos.
Esses quatro gêneros estão ligados à comunidade acadêmica e precisam utilizar 
linguagem técnica em sua elaboração. A principal diferença entre o artigo e a 
monografia, por exemplo, é a extensão de palavras e a profundidade da abordagem. 
Enquanto o artigo científico costuma ter entre 10 a 20 páginas, o que varia de área 
para área do conhecimento, a monografia tem uma extensão de 30 a 50 páginas, 
o que também pode variar. 
Outra diferença é que a monografia tem um orientador, que direciona o trabalho, 
recomenda ajustes no texto e sugere leituras para o desenvolvimento da pesquisa. 
Já o artigo científico é escrito para a organização das informações de uma pesquisa, 
como sua questão, revisão bibliográfica, coleta de dados, método de análise e sua 
divulgação para a comunidade científica, e pode ser solicitado como o trabalho 
final das disciplinas de graduação e de pós-graduação.
Artigo científico e extensão
Existem áreas do conhecimento que publicam artigos com cerca de cinco pá-
ginas, como as de Física e Engenharia, e outras com trabalhos mais extensos.
Importância da divulgação de artigos científicos
Artigos científicos costumam ser submetidos a periódicos, em que passam 
pela avaliação por pares, e são aceitos ou rejeitados para publicação.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
32
Pode-se dizer que o artigo científico é o principal gênero de comunicação científica. Ele é 
utilizado para socializar as descobertas e dialogar com os pares. Sua estrutura é variável 
para cada área de pesquisa, pois depende do tipo de dados que serão publicados 
e das peculiaridades das áreas estudadas. São possibilidades de artigo científico: 
artigo de revisão bibliográfica, artigo experimental, artigo científico empírico etc.
Para Motta-Roth e Hendges (2022), o artigo acadêmico se divide em:
Partes de um artigo científico
Partes de um artigo científico
Introdução
Revisão de literatura
Metodologia
Análise e discussão dos dados
Resumo/abstract
Fonte: elaborado pela autora.
A introdução de um artigo científico, em geral, deve apresentar as motivações 
que levaram o pesquisador a investigar uma questão, seja através de dados, seja 
através de uma abordagem de pesquisas anteriores, que motivaram o pesquisador 
a se interessar e elaborar tal questão. 
A revisão de literatura é frequente em quase todos os trabalhos acadêmicos, pois 
é uma maneira de conhecer o que já foi feito para fundamentar o que será feito 
no trabalho, por pequeno que seja o avanço proposto. Isso dá uma percepção 
geral tanto para o pesquisador quanto para o leitor, que entende o que está sendo 
discutido e aonde se pretende chegar. A coleta de dados não está no quadro como 
elemento separado, pois depende da natureza do artigo proposto. Por exemplo, em 
um artigo de revisão bibliográfica, a coleta de dados é a seleção de trechos de um 
corpus definido pelo pesquisador (um exemplo: trabalhos publicados em periódicos 
brasileiros nos últimos dez anos). Nesse sentido, outro tipo de pesquisa poderá 
fazer uma coleta de dados in loco e a metodologia de análise pode variar de acordo 
com o desenho dessa pesquisa. Assim, a metodologia pode agrupar tanto a coleta 
de dados como a teoria e técnica utilizadas para a análise desses dados.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
33
Revisão da literatura
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: mulher vista de cima, da altura dos ombros para baixo, usando uma 
blusa verde de manga longa e com as unhas pintadas de azul, segurando um livro na 
mão esquerda e manuseando um notebook com a mão direita.
Em seguida, depois de estabelecer o método (ou métodos) de análise, parte-se 
para a análise e discussão dos dados. É essa seção que todas as outras partes 
acabam por fundamentar. Todo o artigo se movimenta no sentido de dar suporte 
e embasamento à análise, estabelecendo critérios para ela e garantindo a 
confiabilidade dos resultados. 
Por último, há as considerações finais, em que os pesquisadores fazem um 
apontamento de estudos que ainda precisam ser feitos para aprofundar a 
compreensão sobre o tema. Nessa seção, deve-se também resumir o texto e 
recuperar as principais descobertas elaboradas pelo trabalho.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
34
Suporte e embasamento
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: fotografia de livros sobre uma mesa. Há uma lupa e um par de ócu-
los sobre um deles. O fundo é desfocado, com estantes de livros.
Como comentamos anteriormente, a monografia é um tipo de trabalho científico 
produzido para a conclusão de um curso de graduação ou especialização. Nele, a 
partir de um projeto de pesquisa, o estudante faz uma investigação e a organiza 
com os mesmos elementos do artigo científico. No entanto, a pesquisa de uma 
monografia é mais profunda que a de um artigo, pois é necessário demonstrar o 
conhecimento adquirido durante o curso e propor um trabalho que materialize as 
competências de leitura, escrita e pesquisa que o estudante desenvolveu durante 
os anos de curso. Na imagem abaixo, pode-se conferir a disposição dos elementos 
de uma monografia na ordem correta recomendada pela ABNT:
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
35
Elementos de uma monografia
Fonte: ABNT – NBR 14724 (2023).
#ParaTodosVerem: esquema que mostra a estrutura de elementos de uma monografia 
de acordo com a ABNT.
Já a resenha é um gênero textual no qual é cotejada uma determinada obra ou 
trabalho, como artigos, filmes, livros, entre outros, para apresentar ao leitor 
o tema, a estrutura, as ideias principais, os acertos e os erros. Na resenha, são 
apresentados, além das características da obra, o nome do autor, o ano e o local 
de lançamento/publicação, bem como as principais ideias e/ou enredo, defeitos 
na abordagem e qualidades a serem destacadas. É extremamente importante 
apresentar as ideias principais desenvolvidas na obra avaliada e, se possível, dar 
exemplos para que o leitor possa compreender seus argumentos. No caso de 
resenhas sobre livros científicos, é possível avaliar as contribuições para a área de 
conhecimento e criticar as faltas ou análises inadequadas em algum aspecto.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
36
Resenha não é artigo
Uma resenha não pode ser confundida com um artigo, pois seus propósitos 
comunicativos são distintos.
Resenha não é resumo
O propósito de uma resenha não é apenas resumir uma obra, mas que 
os autores avaliem de maneira crítica os acertos e erros e recomendem 
a obra ou não.
Resenhas
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: mulher usando camiseta amarela e calça jeans, cabelo curto casta-
nho e óculos com armação preta, vista de cima, na diagonal, mostrando desde a cabeça 
até os joelhos. Está sentada com as pernas cruzadas em uma cadeira verde, segura 
um livro aberto com a mão esquerda e coloca a mão direita no queixo, com o cotovelo 
apoiado no braço da cadeira. Ao fundo, uma prateleira de livros e no canto esquerdo, 
parte de um esqueleto de uso didático.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
37
Para nortear a escrita de uma resenha, pode-se conferir os passos necessários 
para apresentar a obra e escrever um texto adequado ao propósito comunicativo. 
Em geral, resenhas podem ser pedidas como parte da avaliação do semestre letivo 
em uma disciplina e também submetidas a periódicos científicos para avaliar o 
impacto do lançamento de uma obra para determinada área de conhecimento. 
Nesse sentido, a depender da área, os periódicos costumam aceitar resenhas de 
obras que tenham sido publicadas nos últimos dois anos.
Estrutura da resenha
Apresentar
o livro
informar o tópico geral do livro
definir o público-alvo
dar referências sobre o autor
fazer generalizações
inserir o livro na disciplina
Descrevero livro
dar uma visão geral da organização do livro
estabelecer o tópico de cada capítulo
citar material extratextual
Avaliar partes 
do livro
realçar pontos específicos
Recomendar ou 
não recomendar 
o livro
desqualificar/recomendar o livro
recomendar o livro apesar das falhas indicadas
Fonte: adaptado de Motta-Roth e Hendges (2022).
O relatório, por outro lado, é um gênero textual acadêmico frequentemente 
utilizado para saídas de campo, estágios e finalização do período como estudante 
de iniciação científica (IC). Para Lakatos e Marconi (2017), o relatório pode ser 
uma exposição geral da pesquisa, que deve conter desde o planejamento até as 
considerações finais, o que inclui a metodologia e o embasamento teórico utilizado. 
Em relação à estrutura, é necessário lembrar que, a depender da finalidade, 
os elementos variam. Se compararmos a estrutura de um relatório de IC (que 
normalmente dura um ano) com a estrutura de um relatório de uma visita 
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
38
técnica em uma empresa (que pode durar de um dia a uma semana), com certeza 
constataremos diferenças entre elas, especialmente se pensarmos que os eventos 
relatados ocorreram com duração bastante diversa.
Relatório
Fonte: Freepik (2023).
#ParaTodosVerem: fotografia de mãos que digitam em um notebook sobre uma mesa, 
com a tela apoiada em livros empilhados. Ao fundo, prateleiras de livros.
Para Gil (2019), o relatório também tem uma extensão variável, mas deve ser 
enxuto, para facilitar a leitura. Gil divide as seções do relatório em: introdução; 
revisão da literatura; método; análise e discussão; e conclusões. Perceba que as 
seções são parecidas com as do artigo científico e da monografia, mas veja que o 
propósito de um relatório é distinto dos gêneros mencionados.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
39
Relatório deve ser escrito em relação ao contexto
Não há uma estrutura única para a escrita do relatório, por isso, recomenda-se 
bom senso em relação ao tamanho e ao conteúdo abordado.
Relatório deve ser objetivo e sucinto
Além disso, o relatório deve ser escrito com linguagem objetiva sem 
informações que estejam para além do objetivo de relatar um evento 
ou experiência.
Gil (2019) afirma também que o estilo de escrita do relatório deve ser impessoal, claro, 
objetivo em relação à abordagem das informações, preciso em relação aos dados 
comunicados, conciso, e informar apenas o que é relevante para a coerência do texto 
e para a caracterização da pesquisa, da coleta de dados, da análise e dos resultados.
Saiba mais
Para saber mais, assista ao vídeo “Escrita acadêmica - vencer bloqueios e 
fazer o texto fluir”, do canal Além do Lattes, que aborda a escrita acadêmica 
e suas dificuldades.
PAVANELLO, A. Escrita acadêmica – vencer bloqueios e fazer o texto fluir. 
[S. l.: s. n.], 2022. Publicado pelo canal Além do Lattes. Disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=2iPMP-EdFNk. Acesso em: 25 ago. 2023.
https://www.youtube.com/watch?v=2iPMP-EdFNk
https://www.youtube.com/watch?v=2iPMP-EdFNk
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
40
Dica de leitura
Para conceituar o gênero artigo científico, leia o texto “Contribuições 
teóricas, práticas, metodológicas e didáticas em artigos científicos”, de 
Marcelo de Souza Bispo. O autor discorre sobre três pontos importantes, 
a saber:
• O que é esperado de um artigo científico.
• Tipos de contribuições esperadas por meio do artigo científico.
• Tipos de artigo e de estilos de escrita científica.
BISPO, M. de S. Contribuições teóricas, práticas, metodológicas e didáticas 
em artigos científicos. Revista de Administração Contemporânea, 
v. 27, n. 1, p. 1-6, 2023. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rac/a/
gvLGLDq49hfqkcgg3z4jrMD/. Acesso em: 25 ago. 2023.
https://www.scielo.br/j/rac/a/gvLGLDq49hfqkcgg3z4jrMD/
https://www.scielo.br/j/rac/a/gvLGLDq49hfqkcgg3z4jrMD/
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
41
Conclusão
A partir do exposto, espera-se que a caracterização dos propósitos comunicativos 
dos gêneros acadêmicos auxilie os estudantes no desenvolvimento de textos 
exigidos em diferentes etapas da vida acadêmica, para que a comunicação seja 
efetiva e que seja possível produzir conhecimento por meio dessas diferentes 
produções. Utilizando a estrutura do artigo científico e compreendendo as etapas 
da pesquisa científica, podemos escrever um artigo a partir da elaboração de suas 
partes e entender o motivo para elas existirem dessa maneira. Já a estrutura da 
monografia, bastante parecida com a do artigo, é maior porque espera-se uma 
materialização das competências adquiridas durante o curso em uma pesquisa 
autoral com o auxílio de uma orientação. A resenha, por sua vez, é um gênero 
textual constantemente demandado em disciplinas durante os cursos, podendo 
ainda ser submetidas a periódicos científicos. Finalmente, o relatório pode servir a 
diferentes propósitos e deve relatar um evento ou experiência. Deve ser conciso e 
adequado ao propósito para o qual foi solicitado, sem utilizar descrições extensas 
e desnecessárias.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
42
Referências
Básicas
APPOLINÁRIO, F. Metodologia da ciência: filosofia e prática da pesquisa. 2 ed. 
São Paulo: Cengage Learning, 2012.
CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A.; SILVA, R. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: 
Pearson Prentice Hall, 2007.
GIL, A. C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 7. ed. São Paulo: Atlas, 2019.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica. 8. ed. 
São Paulo: Atlas, 2017.
MASCARENHAS, S. A. Metodologia científica. 2. ed. São Paulo: Pearson, 2018. 
MOTTA-ROTH, D.; HENDGES, G. R. Produção textual na universidade. São Paulo: 
Parábola, 2022.
Complementares
CARVALHO, M. C. R. (coord.). Manual para apresentação de trabalhos 
acadêmicos da Universidade Católica de Brasília. 16. ed. Brasília: Universidade 
Católica de Brasília, 2023. Disponível em: https://ucb.catolica.edu.br/portal/wp-
content/uploads/2023/03/Manual-16.ed_.-2023.pdf. Acesso em: 25 ago. 2023.
NORMAS ABNT. (Norma Técnica) Código – ABNT NBR 14724 (mais atualizada). 15 
fevereiro 2023. Disponível em: https://www.normasabnt.org/abnt-nbr-14724/. 
Acesso em: 15 ago. 2023.
SOUZA, J. A. de C. de. O artigo acadêmico-científico: como elaborar? Colóquio 
(Taquara), v. 7, p. 43-51, 2009. Disponível em: https://saga.faccat.br/p907/index.
php?chave=64. Acesso em: 25 ago. 2023.
https://ucb.catolica.edu.br/portal/wp-content/uploads/2023/03/Manual-16.ed_.-2023.pdf
https://ucb.catolica.edu.br/portal/wp-content/uploads/2023/03/Manual-16.ed_.-2023.pdf
https://www.normasabnt.org/abnt-nbr-14724/
https://saga.faccat.br/p907/index.php?chave=64
https://saga.faccat.br/p907/index.php?chave=64
43
Aspectos sociais da ciência
Introdução
Nessa seção, vamos abordar os aspectos sociais da ciência e da comunidade 
científica, para definir e caracterizar seu funcionamento. As discussões entre 
profissionais de uma área do conhecimento e a participação efetiva na comunidade 
científica se dão principalmente por meio da socialização entre cientistas em 
eventos e das publicações em periódicos. Nesse sentido, vamos caracterizar 
os periódicos científicos, bem como o sistema de submissão e os critérios de 
avaliação de trabalhos. Também discutiremos a questão do acesso – livre ou 
pago – ao conhecimento pelas bases de dados que indexam os periódicos para 
pesquisadores. Vamos discutir, ainda, a importância da pós-graduação para o fazer 
científico no Brasil e aspectos relevantes para compreender o funcionamento da 
produção e da socialização científicas, além de apresentar a Plataforma Sucupira, 
principal plataforma de dados sobre pós-graduação no país.
Objetivos da aprendizagem
• Definir e caracterizar a comunidade científica e os órgãos financiadores.
Palavras-chave: comunidade científica, pesquisa no Brasil, periódicos científicos, 
socialização da pesquisa, divulgação científica.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
44
Comunidade científica: aspectos sociais
A comunidade científicano Brasil está nas universidades, nos institutos 
de pesquisa e em algumas empresas, que mantêm o cargo de Pesquisa e 
Desenvolvimento (P&D) ou outros nomes similares. Embora seja comum 
quando se faz pesquisa, não é necessário ter vínculo com a universidade e estar 
cursando uma pós-graduação para apresentar artigos em eventos ou publicá-los 
em periódicos, participando assim da comunidade científica. No entanto, vamos 
elaborar como a comunidade científica se caracteriza, que eventos são regulares 
para as discussões, o que são periódicos e os órgãos financiadores da pesquisa. 
Como comentamos anteriormente, o conhecimento científico é comunicado 
através de eventos, que podem ser congressos, seminários, simpósios, feiras, 
entre outros.
Principais tipos de eventos científicos e acadêmicos
Congresso
Fórum, encontro, 
seminário,
conferência
Simpósio Mesa-
redonda
Reunião formal 
de grande porte 
e relevância 
científica.
Versão reduzida, em 
tamanho e importância, 
de um congresso.
Reunião na qual 
dois ou mais 
especialistas em 
determinada área 
de conhecimento 
expõem suas 
visões.
Reunião em que 
os debatedores 
defendem 
opiniões 
claramente 
divergentes 
acerca de 
determinado 
tema. 
Fonte: baseado em Appolinário (2012, p. 52).
Também podemos pensar na publicação de livros que são escritos para a 
divulgação de pesquisas e na revisão bibliográfica de temas, com proposições, 
atualizações e correções. Talvez você possa pensar que, se um texto está no 
formato de livro, possivelmente pode ser considerado um documento confiável, já 
que foi legitimado por uma editora, que aceitou publicá-lo, e está assinado por um 
autor. No entanto, é importantíssimo saber que nem todo livro, apenas por estar 
publicado nesse formato, é confiável cientificamente.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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Pesquisa
Fonte: Freepik, 2023.
#ParaTodosVerem: ilustração de um homem segurando uma prancheta e uma mulher 
segurando tubos de ensaio. Entre eles, há um tubo de ensaio grande, apoiado em um 
suporte. Embaixo há uma chama e sai fumaça do tubo. No fundo há imagens de tubos 
de ensaio, pontos interligados, símbolo de um átomo, nuvens, engrenagens e vegetação.
Em outras palavras, podemos dizer que a publicação de livros é uma das maneiras 
de participar da comunidade científica, mas nem todo livro contribui para as 
discussões sobre ciência, mesmo se essas forem publicadas por um cientista. O 
que pode validá-lo ou não é a recepção pela comunidade acadêmica, que poderá 
escrever resenhas e trabalhos avaliando seu valor para as discussões em pauta.
Cabe também destacarmos a importância dos periódicos acadêmicos, também 
chamados de revistas, para a discussão entre a comunidade científica sobre 
as novas pesquisas e para diálogos sobre diferentes perspectivas sobre 
temas. Existem periódicos específicos para cada área e alguns voltados para a 
interdisciplinaridade. Eles são classificados por meio de um sistema, o Qualis. Em 
breve vamos falar mais dele.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
46
Indexação
Índices científicos setoriais (Appolinário, 2012, p. 49) que compõem uma 
base de dados em que é possível recuperar todos os trabalhos disponíveis 
sobre um tema.
Revisão por pares
Todo texto publicado em periódicos passa por um processo de avaliação cega, 
isto é, sem saber quem é o autor. Normalmente, envolve dois avaliadores.
Open access
Periódicos que seguem uma nova política editorial de disponibilização dos 
trabalhos gratuitamente para o público.
Fator de impacto
Quanto maior o fator de impacto de uma revista/periódico, mais ela é lida 
e comentada pelos cientistas.
Além disso, um periódico geralmente é indexado em diferentes bases para que seja 
possível recuperá-lo e facilitar o acesso dos pesquisadores a ele. Outra característica 
é que, para publicar em um periódico, é necessário submeter o trabalho (artigo, 
resenha, entrevista etc.) a uma avaliação em que não haveria a indicação de autoria. 
Essa avaliação é feita por pares, geralmente duas pessoas pertencentes à comissão 
avaliadora do periódico, que leem e avaliam os dados e a estrutura da pesquisa. Os 
artigos podem ser aceitos ou rejeitados, pois não há a obrigatoriedade de publicar 
nenhum trabalho, e cada revista tem suas regras de submissão e formatação dos 
textos. Alguns dos periódicos mantêm o acesso livre a qualquer pessoa com acesso 
à internet. Outros cobram pelo acesso à integralidade dos trabalhos. Há ainda 
bases de dados que reúnem os periódicos e trabalhos produzidos em programas 
de pós-graduação, disponibilizando-os com acesso livre.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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Oasis.br
Portal de acesso aberto que disponibiliza trabalhos completos produzidos 
em institutos de pesquisa ou nas universidades brasileiras.
Scielo
A Scientific Eletronic Library Online é uma base de periódicos brasileira 
open access que reúne periódicos científicos de alguns dos países da 
América Latina.
Além disso, para participar da comunidade científica, é necessário publicar 
regularmente os resultados das pesquisas para divulgá-los, o que também serve 
como um retorno para a sociedade. Nesse sentido, é importante observar o fator de 
impacto dos periódicos. Para o crescimento na área de pesquisa, os pesquisadores 
buscam, conforme vão ficando mais experientes, submeter seus trabalhos a 
revistas de maior impacto, para que seus resultados possam ser questionados, 
validados e utilizados pelos pares
Qualis
Fator de impacto dos periódicos brasileiros, que varia de A a C, com 
escalas de 1 a 4.
Plataforma Sucupira
Plataforma que reúne diversos dados relacionados aos cursos de pós-
graduação para avaliá-los em contexto nacional.
O Qualis de uma revista depende de vários fatores, como a formação dos 
pesquisadores que publicam, a relevância dos trabalhos publicados e o impacto na 
área de conhecimento. Essa avaliação é disponibilizada publicamente e atualizada 
de quatro em quatro anos. 
Alguns dos periódicos estão disponíveis no site Periódicos Capes, que pode 
ser acessado por qualquer pessoa. No entanto, há uma autenticação para as 
instituições de ensino brasileiras, chamada Acesso CAFe. Este possibilita acessar 
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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vários bancos de dados internacionais, que estão integrados à Capes e são pagos 
por acesso. Cada instituição possui diferentes modos de acessar o sistema. Por 
isso, caso tenha interesse, procure a biblioteca de sua instituição, onde poderá 
ser informado sobre como fazê-lo. Na imagem, do lado esquerdo, há um pequeno 
botão com um link para o Acesso CAFe, também identificado por um logo de xícara 
de café.
Periódicos Capes
Fonte: GOV.BR Ministério da Educação/CAPES (2023).
#ParaTodosVerem: imagem da página inicial do site do Ministério da Educação, com 
botões e o dizer “Aqui você encontra conteúdo científico diversificado para deixar sua 
pesquisa ainda melhor”.
Para financiar a pesquisa acadêmica e científica, há diversos órgãos financiadores. 
Dois dos mais importantes, por serem de âmbito nacional, são a Coordenação de 
Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes) e o Conselho Nacional 
de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Capes é responsável 
pelo financiamento de diferentes iniciativas, que vão desde a iniciação científica 
até a pós-graduação. Outras iniciativas custeadas pela Capes são o Programa 
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e o programa da residência 
pedagógica, que disponibiliza bolsas para estudantes de licenciatura para que eles 
possam desenvolver atividades formativas em escolas públicas e complementar 
sua formação docente. 
O CNPq é responsável também por parte do investimento em pesquisas, por meio 
da publicação de chamadas públicas para projetos, que podem ter um foco ou 
ser direcionadas a uma área do conhecimento. Além disso, atua em diferentes 
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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níveis de ensino, desde Ensino Médio até a pós-graduação. É o CNPq que financia 
a maior parte das bolsas de iniciaçãocientífica e pós-graduação stricto sensu.
Pós-graduação lato sensu
É um curso com propósito profissionalizante, com duração de, no mínimo, 
360 horas/aula. Pode exigir ou não a escrita de um trabalho final.
Pós-graduação stricto sensu
São os cursos de mestrado e doutorado, com propósito majoritariamente 
acadêmico. A duração varia de dois a cinco anos.
Iniciação científica 
Fonte: Freepik, 2023.
#ParaTodosVerem: fotografia de uma mulher usando máscara cirúrgica, touca e luva de 
nitrato. Ela segura e observa uma placa de Pétri.
Deve-se lembrar que, além das duas agências, existem agências estaduais de 
fomento à pesquisa. Cada região tem suas agências. Por exemplo, a Fapesp é uma 
agência de fomento que se localiza em São Paulo e é responsável pelo pagamento 
de bolsas que estão acima do valor das bolsas financiadas pela Capes e pelo CNPq. 
A seguir, é possível consultar algumas das principais agências em âmbito nacional.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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Principais agências financiadoras de estudos e projetos
CNPq - 
Conselho Nacional
de Desenvolvimento 
Científico e Tecnológico
Suas linhas de investimento são: bolsas de 
investigação científica; aperfeiçoamento; cursos 
de pós-graduação; apoio à participação em 
eventos; apoio à promoção de eventos; apoio à 
editoração, etc...
FAPERGS - 
Fundação de Amparo
à Pesquisa no Estado
do Rio Grande do Sul
Financia: investigação científica; aperfeiçoamento; 
apoio técnico; bolsas de recém-mestre; bolsas de 
pós-graduação (mestrado e doutorado).
FINEP - Financiadora
de Estudos e Projetos
Financia: organização de eventos e projetos de 
pesquisa, que sejam solicitados com no mínimo 
de quatro meses de antecedência.
CAPES - Coordenação
de Aperfeiçoamento de
Pessoal de Nível Superior
Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de 
Pessoal de Nível Superior. Financia: os grupos PET 
(Programa Especial de Treinamento) na graduação e 
concede bolsas de mestrado e doutorado a cursos 
de pós-graduação reconhecidos por este órgão.
Fonte: adaptado de UCS Internacional (2023).
 
Como podemos perceber, embora haja institutos de pesquisa e empresas que 
invistam em desenvolvimento científico, a ciência no Brasil em sua maior parte é 
produzida nas universidades. Ao mesmo tempo, cabe notar que, embora a pesquisa 
seja financiada pelo dinheiro público, ainda não há divulgação nem comunicação 
suficientes com a sociedade sobre o que é esse trabalho, quem o produz, qual é 
sua importância e quanto ainda é necessário avançar em termos de legislação. Por 
exemplo, duas questões bastante presentes nos cursos de pós-graduação são o 
não reconhecimento do tempo empregado em pesquisa científica como trabalho 
oficial e a ausência de direitos em relação ao trabalho com pesquisa científica.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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 Ciência 
Fonte: Freepik, 2023.
#ParaTodosVerem: ilustração com quatro pessoas segurando bolas coloridas
interligadas por linhas.
Nesse sentido, ainda que tenhamos uma comunidade científica brasileira sólida, 
ainda há muito a ser feito em relação à modalidade de trabalho, que precisa ser 
elaborada e desenvolvida. Outro ponto está relacionado com a popularização da 
ciência e a divulgação científica, pois é importante que a população entenda a 
importância da ciência para a manutenção da vida e da sociedade como um todo.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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Saiba mais
Para saber mais, assista ao vídeo de Natalia Pasternak “Ciência brasileira: 
desconhecida pelos brasileiros”, que aborda um panorama sobre a 
ciência produzida no Brasil e sua relação com a sociedade.
PASTERNAK, N. Ciência brasileira: desconhecida pelos brasileiros. [S. l.: s. 
n.], 2019. 1 vídeo (6 min). Publicado pelo canal Casa do Saber. Disponível 
em: https://youtu.be/8b2zbKsYyY4. Acesso em: 25 ago. 2023.
Dica de leitura
Para conceituar a pesquisa e a pós-graduação no Brasil, leia o texto 
“Pesquisa e pós-graduação no Brasil: duas faces da mesma moeda?”, de 
Simon Schwartzman. O autor discorre sobre quatro pontos importantes, 
a saber:
• Conhecer a história do desenvolvimento do sistema brasileiro de 
pesquisa acadêmica e pós-graduação.
• Conhecer as dimensões do sistema de pesquisa e de pós-graduação.
• Conhecer o funcionamento da pós-graduação no Brasil.
• Caracterizar a população de estudantes de pós-graduação no Brasil.
SCHWARTZMAN, S. Pesquisa e pós-graduação no Brasil: duas faces da mesma 
moeda? Estudos Avançados, v. 36, n. 104, p. 227-254, 2022. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/ea/a/mM4ZbvgxfKYSjWv6bwL7fMg/?lang=pt#. 
Acesso em: 25 ago. 2023.
https://youtu.be/8b2zbKsYyY4
https://www.scielo.br/j/ea/a/mM4ZbvgxfKYSjWv6bwL7fMg/?lang=pt#
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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Conclusão
A partir do exposto, caracterizamos a relação entre a pós-graduação e o 
desenvolvimento da ciência no Brasil, como ocorrem as trocas e as relações entre 
cientistas e o diálogo por meio das publicações em periódicos. A socialização do 
conhecimento em eventos, como congressos e seminários, possibilita que os 
cientistas comentem, discutam, concordem, discordem e ampliem as pesquisas 
apresentadas pelos pares. Isso promove um constante aprimoramento do saber, 
que é revisado e revisitado constantemente. Conhecemos também algumas 
características dos periódicos, como a indexação, o Open Access e a revisão por 
pares, que garantem a manutenção dos saberes científicos e a qualidade das 
publicações submetidas, que só serão aceitas se contribuírem para a ampliação 
do conhecimento e apresentarem uma contribuição de modo estruturado, com 
métodos claros e que podem servir a outras pesquisas. Além disso, abordamos a 
necessidade de regularizar os papéis do pesquisador em relação ao mercado de 
trabalho, pois ainda é preciso discutir a respeito da oficialização da atividade de 
pesquisador como um trabalho formal.
Pesquisa: Teorias e Fundamentos
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Referências
Básicas
APPOLINÁRIO, F. Metodologia da ciência: filosofia e prática da pesquisa. 2 ed. 
São Paulo: Cengage Learning, 2012.
CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A.; SILVA, R. Metodologia científica. 6. ed. São Paulo: 
Pearson Prentice Hall, 2007.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica. 8. ed. 
São Paulo: Atlas, 2017.
MASCARENHAS, S. A. Metodologia científica. 2. ed. São Paulo: Pearson, 2018. 
Complementares
BAUMGARTEN, M. Comunidades ou coletividades? O fazer científico na era da 
informação. Revista Sociologia, n. 4, abr. 2004. Disponível em: https://www.lume.
ufrgs.br/bitstream/handle/10183/143992/000446816.pdf. Acesso em 25 ago. 2023.
UCS. Agências de Fomento. Disponível em: https://www.ucs.br/site/ucs-internacional/
agencias-de-fomento-orgaos-no-brasil/. Acesso em: 15 ago. 2023.
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/143992/000446816.pdf
https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/143992/000446816.pdf
https://www.ucs.br/site/ucs-internacional/agencias-de-fomento-orgaos-no-brasil/
https://www.ucs.br/site/ucs-internacional/agencias-de-fomento-orgaos-no-brasil/

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