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<p>1</p><p>@jumorbeck</p><p>Troca de oxigênio e dióxido de carbono</p><p>↠ A troca de oxigênio e dióxido de carbono entre o ar</p><p>alveolar e o sangue pulmonar ocorre por meio da difusão</p><p>passiva, que é regida pelo comportamento dos gases,</p><p>como descrito por duas leis dos gases, a lei de Dalton e</p><p>a lei de Henry. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>LEI DOS GASES | LEI DE DALTON E LEI DE HENRY</p><p>Lei de Dalton:</p><p>↠ De acordo com a lei de Dalton, cada gás em uma</p><p>mistura de gases exerce a sua própria pressão como se</p><p>não houvesse outros gases. A pressão de um gás</p><p>específico em uma mistura é chamada de pressão parcial</p><p>(Px); o subscrito é a fórmula química do gás. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>↠ A pressão total da mistura é calculada simplesmente</p><p>adicionando-se todas as pressões parciais. O ar</p><p>atmosférico é uma mistura de gases – nitrogênio (N2),</p><p>oxigênio (O2), argônio (Ar), dióxido de carbono (CO2),</p><p>volumes variáveis de vapor de água (H2O), além de</p><p>outros gases presentes em pequenas quantidades. A</p><p>pressão atmosférica é a soma das pressões de todos</p><p>estes gases: (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ É possível determinar a pressão parcial exercida por</p><p>cada um dos componentes na mistura multiplicando a</p><p>porcentagem do gás na mistura pela pressão total da</p><p>mistura. Assim, as pressões parciais dos gases no ar</p><p>inspirado são: (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Estas pressões parciais determinam o movimento de</p><p>O2 e CO2 entre a atmosfera e os pulmões, entre os</p><p>pulmões e o sangue, e entre as células do sangue e o</p><p>corpo. Cada tipo de gás se difunde através da membrana</p><p>permeável da área em que sua pressão parcial é maior</p><p>para a área em que sua pressão parcial é menor. Quanto</p><p>maior a diferença na pressão parcial, mais rápida será a</p><p>velocidade de difusão. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Lei de Henry:</p><p>↠ A lei de Henry afirma que o volume de um gás que</p><p>se dissolve em um líquido é proporcional à pressão parcial</p><p>do gás e à sua solubilidade. TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Nos líquidos corporais, a capacidade de um gás de ficar</p><p>em solução é maior quando a sua pressão parcial é maior</p><p>e quando ele tem elevada solubilidade em água. Quanto</p><p>maior a pressão parcial de um gás em um líquido e mais</p><p>elevada a sua solubilidade, mais gás vai ficar em solução.</p><p>Em comparação ao oxigênio, muito mais CO2 está</p><p>dissolvido no plasma sanguíneo, porque a solubilidade do</p><p>CO2 é 24 vezes maior do que a do O2.. TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>↠ Mesmo que o ar que respiramos contenha</p><p>principalmente N2, este gás não tem qualquer efeito</p><p>sobre as funções corporais; ao nível do mar, sua pressão</p><p>muito pequena se dissolve no plasma sanguíneo, porque</p><p>a sua solubilidade é muito baixa. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Quando um mergulhador respira ar sob alta pressão, o nitrogênio na</p><p>mistura pode ter sérios efeitos negativos. Visto que a pressão parcial</p><p>de nitrogênio é superior em uma mistura de ar comprimido do que</p><p>no ar à pressão ao nível do mar, um volume considerável de</p><p>nitrogênio se dissolve no plasma e no líquido intersticial. Muito</p><p>nitrogênio dissolvido pode provocar tontura e outros sintomas</p><p>semelhantes aos da intoxicação por álcool. A condição é chamada de</p><p>narcose por nitrogênio ou “embriaguez das profundezas”. (TORTORA,</p><p>14ª ed.)</p><p>Se um mergulhador sobe à superfície lentamente, o nitrogênio</p><p>dissolvido pode ser eliminado em sua expiração. No entanto, se a</p><p>subida é demasiadamente rápida, o nitrogênio sai da solução rápido</p><p>demais e forma bolhas de gás nos tecidos, resultando em doença por</p><p>descompressão (barotrauma). (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>Transporte de gases</p><p>↠ Os gases que entram nos capilares primeiramente se</p><p>dissolvem no plasma. Todavia, os gases dissolvidos</p><p>representam apenas uma pequena parte do oxigênio que</p><p>será fornecido às células. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ Os glóbulos vermelhos, ou eritrócitos, têm um papel</p><p>fundamental em garantir que o transporte de gás entre</p><p>o pulmão e as células seja suficiente para atender às</p><p>necessidades celulares. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>↠ Sem a hemoglobina nos eritrócitos, o sangue não seria</p><p>capaz de transportar uma quantidade suficiente de</p><p>oxigênio para sustentar a vida. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>Transporte de Gases</p><p>2</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ A presença de hemoglobina nas hemácias permite</p><p>que o sangue transporte 30 a 100 vezes mais O2 do que</p><p>seria transportado na forma de O2 dissolvido na água do</p><p>sangue. (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>↠ Os gases podem se mover de um ponto para outro</p><p>por difusão e que a causa desse movimento sempre é</p><p>uma diferença de pressão parcial do primeiro ponto para</p><p>o outro. (GUYTON, 13ª ed.)</p><p>Transporte de oxigênio</p><p>↠ O oxigênio não se dissolve facilmente em água, de</p><p>modo que somente aproximadamente 1,5% do O2</p><p>inspirado está dissolvido no plasma sanguíneo, que é</p><p>composto principalmente por água. Aproximadamente</p><p>98,5% do O2 no sangue está ligado à hemoglobina nos</p><p>eritrócitos. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Cada 100 ml de sangue oxigenado contém o</p><p>equivalente a 20 ml de O2 gasoso. Usando as</p><p>porcentagens indicadas, a quantidade dissolvida no plasma</p><p>é de 0,3 ml e a quantidade ligada à hemoglobina é de 19,7</p><p>ml. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A porção heme da hemoglobina contém quatro</p><p>átomos de ferro, cada um capaz de se ligar a uma</p><p>molécula de O2. O oxigênio e a hemoglobina se ligam em</p><p>uma reação facilmente reversível para formar a oxi-</p><p>hemoglobina: (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ A reação de ligação da hemoglobina com o oxigênio</p><p>obedece à lei de ação das massas. À medida que a</p><p>concentração de O2 livre aumenta, mais oxigênio liga-se</p><p>à hemoglobina, e, assim, a equação desloca-se para a</p><p>direita, produzindo mais HbO2. Se a concentração de O2</p><p>diminui, a equação desloca-se para a esquerda. A</p><p>hemoglobina libera o oxigênio, e a quantidade de oxi-</p><p>hemoglobina diminui. (SILVERTHON, 7ª ed.)</p><p>Fatores que promovem a ligação e a dissociação do o2</p><p>com a hemoglobina</p><p>RELAÇÃO ENTRE A HEMOGLOBINA E A PRESSÃO PARCIAL DO</p><p>OXIGÊNIO</p><p>↠ O fator mais importante para determinar quanto O2</p><p>que se liga à hemoglobina é a PO2; quanto maior for a</p><p>PO2, mais O2 se combina à Hb. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Quando a hemoglobina reduzida (Hb) é</p><p>completamente convertida em oxi-hemoglobina (HbO2),</p><p>diz-se que a hemoglobina está totalmente saturada;</p><p>quando a hemoglobina é constituída por uma mistura de</p><p>Hb e HbO2, está parcialmente saturada. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>3</p><p>@jumorbeck</p><p>↠ A porcentagem de saturação da hemoglobina</p><p>expressa a saturação média de hemoglobina com</p><p>oxigênio. Por exemplo, se cada molécula de hemoglobina</p><p>se ligou a 2 moléculas de O2, então a hemoglobina está</p><p>50% saturada, porque cada Hb pode se ligar a no máximo</p><p>quatro O2.. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>OBS.: Observe que a hemoglobina ainda está 75% saturada com O2</p><p>a uma PO2 de 40mmHg, a PO2 média das células teciduais em uma</p><p>pessoa em repouso. Esta é a base para a afirmação de que apenas</p><p>25% do O2 disponível é descarregado da hemoglobina e é utilizado</p><p>pelas células teciduais em condições de repouso. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>OBS.: Quando a PO2 está entre 60 e 100 mmHg, a hemoglobina está</p><p>90% ou mais saturada com O2. Assim, o sangue capta uma carga</p><p>quase completa de O2 dos pulmões, mesmo quando a PO2 do ar</p><p>alveolar é tão baixa quanto 60mmHg. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>OBS.: A curva Hb-PO2 explica por que determinadas pessoas ainda</p><p>podem ter um bom desempenho em altitudes elevadas ou quando</p><p>elas têm certas doenças cardíacas e pulmonares, embora a PO2 possa</p><p>cair a valores tão baixos quanto 60 mmHg. (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>OBS.: No entanto, a saturação de oxigênio da Hb cai para 35% a 20</p><p>mmHg. Entre 40 e 20 mmHg, muito O2 é liberado da hemoglobina</p><p>em resposta a apenas pequenas diminuições na PO2. (TORTORA, 14ª</p><p>ed.)</p><p>ACIDEZ (pH)</p><p>↠ Conforme a acidez aumenta (pH diminui), a afinidade</p><p>da hemoglobina ao O2 diminui, e o O2 se dissocia mais</p><p>facilmente da hemoglobina (TORTORA, 14ª ed.)</p><p>↠ Os principais ácidos produzidos por tecidos</p><p>metabolicamente ativos são o ácido láctico e o ácido</p><p>carbônico. (TORTORA,</p>14ª ed.) ↠ Quando o pH diminui, toda a curva de dissociação da oxi-hemoglobina se desloca para a direita; em uma dada PO2, a Hb está menos saturada com O2, uma mudança denominada efeito Bohr. (TORTORA, 14ª ed.) ↠ O efeito Bohr funciona nos dois sentidos: o aumento do H+ no sangue faz com que o O2 seja descarregado da hemoglobina, e a ligação do O2 à hemoglobina causa a descarga de H+ da hemoglobina. (TORTORA, 14ª ed.) PRESSÃO PARCIAL DE DIÓXIDO DE CARBONO ↠ O CO2 também pode se ligar à hemoglobina, e o efeito é semelhante ao do H+ (deslocamento da curva para a direita). Conforme a PCO2 sobe, a hemoglobina libera O2 mais facilmente. (TORTORA, 14ª ed.) ↠ A PCO2 e o pH são fatores relacionados, porque o baixo pH do sangue (acidez) resulta em PCO2 elevada. (TORTORA, 14ª ed.) ↠ Conforme o CO2 entra no sangue, grande parte dele é temporariamente convertido em ácido carbônico 4 @jumorbeck (H2CO3), em uma reação catalisada por uma enzima nos eritrócitos chamada de anidrase carbônica (AC): (TORTORA, 14ª ed.) ↠ O ácido carbônico assim formado nos eritrócitos se dissocia em íons hidrogênio e íons bicarbonato. Conforme a concentração de H+ aumenta, o pH diminui. Assim, um aumento na PCO2 produz um ambiente mais ácido, o que ajuda na liberação de O2 da hemoglobina. (TORTORA, 14ª ed.) ↠ Durante o exercício, o ácido láctico – um subproduto do metabolismo anaeróbico no interior dos músculos – também diminui o pH do sangue. A PCO2 diminuída (e o pH elevado) desloca a curva de saturação para a esquerda. (TORTORA, 14ª ed.) TEMPERATURA ↠ Dentro de determinados limites, conforme a temperatura aumenta, o mesmo acontece com a quantidade de O2. (TORTORA, 14ª ed.) ↠ O calor é um subproduto das reações metabólicas de todas as células; o calor liberado pela contração das fibras musculares tende a elevar a temperatura corporal. Células metabolicamente ativas requerem mais O2 e liberam mais ácidos e calor. Os ácidos e o calor, por sua vez, promovem a liberação de O2 da oxi-hemoglobina. A febre produz um resultado semelhante. (TORTORA, 14ª ed.) ↠ Em contraste, durante a hipotermia (temperatura corporal reduzida), o metabolismo celular desacelera, a necessidade de O2 é reduzida e mais O2 permanece ligado à hemoglobina (um deslocamento da curva de saturação para a esquerda). (TORTORA, 14ª ed.) BPG ↠ Uma substância encontrada nos eritrócitos chamada 2,3-bisfosfoglicerato (BPG), antigamente chamada de difosfoglicerato (DPG), diminui a afinidade da hemoglobina pelo O2 e, assim, ajuda a descarregar o O2 da hemoglobina. (TORTORA, 14ª ed.) ↠ O BPG é formado nos eritrócitos quando eles quebram a glicose para produzir ATP em um processo chamado glicólise. (TORTORA, 14ª ed.) ↠ Quando o BPG se combina à hemoglobina pela ligação aos grupos aminoterminais das duas cadeias globina beta, a hemoglobina se liga ao O2 menos fortemente nos locais do grupo heme. Quanto maior for o nível de BPG, mais O2 é descarregado da hemoglobina. (TORTORA, 14ª ed.) ↠ Determinados hormônios, como a tiroxina, o hormônio de crescimento humano, a epinefrina, a norepinefrina e a testosterona, aumentam a formação de BPG. O nível de BPG também é maior em pessoas que vivem em altitudes mais elevadas. (TORTORA, 14ª ed.) AFINIDADE AO OXIGÊNIO DA HEMOGLOBINA FETAL E ADULTA ↠ A hemoglobina fetal (HbF) difere da hemoglobina adulta (HbA) em estrutura e afinidade ao O2. A HbF tem uma maior afinidade ao O2 porque se liga menos fortemente ao BPG. Assim, quando a PO2 está baixa, a HbF é capaz de transportar até 30% mais O2 do que a HbA materna. (TORTORA, 14ª ed.) ↠ À medida que o sangue materno entra na placenta, o O2 é prontamente transferido para o sangue fetal. Isto é muito importante porque a saturação de O2 no sangue materno na placenta é bastante baixa, e o feto poderia sofrer de hipoxia se não fosse a maior afinidade da hemoglobina fetal ao O2. (TORTORA, 14ª ed.) 5 @jumorbeck Difusão do oxigênio dos alvéolos para o sangue capilar pulmonar ↠ A Po2 do O2 gasoso no alvéolo é em média, de 104 mmHg, enquanto a Po2 do sangue venoso que entra nos capilares pulmonares, em sua porção arterial, está em torno de apenas 40 mmHg porque grande quantidade de O2 foi removida desse sangue enquanto ele passava através dos tecidos periféricos. Portanto, a diferença de pressão inicial que faz com que o O2 se difunda para os capilares pulmonares é 104 - 40, ou 64 mmHg. (GUYTON, 13ª ed.) Difusão de oxigênio dos capilares periféricos para o líquido tecidual ↠ Quando o sangue arterial chega aos tecidos periféricos, sua Po2 nos capilares ainda é 95 mmHg. Contudo, como mostrado na figura, a Po2 no líquido intersticial, que banha as células teciduais, é, em média, de apenas 40 mmHg. Assim, existe enorme diferença da pressão inicial que faz com que o O2 se difunda, com rapidez, do sangue capilar para os tecidos — tão rapidamente que a Po2 capilar diminui, quase se igualando à pressão de 40 mmHg, no interstício. Portanto, a Po2 do sangue que deixa os capilares dos tecidos e entra nas veias sistêmicas é também de aproximadamente, 40 mmHg. (GUYTON, 13ª ed.) Difusão de oxigênio dos capilares periféricos para as células teciduais ↠ O O2 está sempre sendo utilizado pelas células. Portanto, a Po2 intracelular nos tecidos periféricos, permanece menor do que a Po2 nos capilares periféricos. (GUYTON, 13ª ed.) O Aumento do Fluxo Sanguíneo Eleva o Po2 do Líquido Intersticial. Se o fluxo de sangue por determinado tecido aumentar, maior quantidade de O2 é transportada para os tecidos, e a Po2 tecidual fica correspondentemente, maior. (GUYTON, 13ª ed.) O Aumento do Metabolismo Tecidual Diminui a Po2 do Líquido Intersticial. Se as células usarem mais O2 para seu metabolismo do que o normal, ocorrerá redução da Po2 do líquido intersticial. (GUYTON, 13ª ed.) Transporte de dióxido de carbono ↠ Em condições normais de repouso, cada 100 ml de sangue venoso contêm o equivalente a 53 ml de CO2 gasoso, que é transportado no sangue de três maneiras principais: (TORTORA, 14ª ed.) 6 @jumorbeck ➢ CO2 dissolvido: uma pequena porcentagem - aproximadamente 7% - está dissolvida no plasma sanguíneo. Ao alcançar os pulmões, o CO2 dissolvido se difunde no ar alveolar e é expirado. ➢ Compostos carbamino: uma porcentagem um pouco mais elevada, aproximadamente 23%, combina-se aos grupos amina dos aminoácidos e proteínas no sangue para formar compostos carbamino. Como a proteína mais prevalente no sangue é a hemoglobina (no interior dos eritrócitos), a maior parte do CO2 transportado deste modo está ligada à hemoglobina. Os principais locais de ligação do CO2 são os aminoácidos terminais das duas cadeias globina alfa e duas cadeias globina beta. A hemoglobina que se ligou ao CO2 é denominada carbaminohemoglobina (HbCO2): OBS.: A formação da carbaminohemoglobina é muito influenciada pela PCO2. Por exemplo, nos capilares teciduais, a PCO2 é relativamente elevada, o que promove a formação de carbaminohemoglobina. Mas nos capilares pulmonares, a PCO2 é relativamente baixa, e o CO2 se separa facilmente da globina e entra nos alvéolos por difusão. (TORTORA, 14ª ed.) ➢ Íons bicarbonato: o maior percentual de CO2 – aproximadamente 70% – é transportado no plasma sanguíneo como íons bicarbonato (HCO3 –). Conforme o CO2 se difunde para os capilares sistêmicos e entra nos eritrócitos, ele reage com a água na presença da enzima anidrase carbônica (AC) para formar o ácido carbônico, que se dissocia em H+ e HCO3 –: Conforme o sangue capta CO2, o HCO3 – se acumula no interior das hemácias. Um pouco de HCO3 – se move para o plasma sanguíneo, abaixando seu gradiente de concentração. Em troca, íons cloreto (Cl– ) se movem do plasma para as hemácias. Essa troca de íons negativos,<p>imagem</p><p>ou reputação</p><p>➢ .Personificar: fazer-se passar pela vítima no</p><p>espaço virtual para degradar o relacionamento</p><p>com seus amigos</p><p>➢ .Violar a intimidade: partilhar online com terceiros</p><p>os segredos, informações pessoais ou imagens</p><p>da vítima.</p><p>➢ .Exclusão: excluir a vítima de um grupo online de</p><p>forma deliberada ou cruel</p><p>➢ .Intimidação: enviar mensagens insultuosas,</p><p>desagradáveis para desencadear o medo ou</p><p>intimidação na vítima</p><p>↠ Um estudo da Healio (Infectious Diseases In Children)</p><p>constatou que a pandemia mundial da Covid-19 pode ser</p><p>um fator de aumento para os casos de cyberbullying. Com</p><p>o significativo número de vítimas e de possíveis</p><p>agressores no mundo virtual, somados à determinação</p><p>de quarentena, os números aumentaram e revelaram que</p><p>a sociedade ainda precisa evoluir no que diz respeito ao</p><p>seu modo de comunicar. (FORNASIER, 2020)</p><p>↠ Muito além de uma simples discussão comportamental,</p><p>o cyberbullying traz à tona questões relativas aos direitos</p><p>fundamentais. Um dos principais direitos fundamentais é a</p><p>liberdade de expressão, mas quando essa prática é</p><p>relacionada às formas tradicionais de bullying, surge o</p><p>questionamento de até onde vai essa liberdade de cada</p><p>um, de que forma isso pode afetar a vida e o bem-estar</p><p>de outras pessoas, tonando-se um problema de saúde</p><p>pública global. Com isso a liberdade de expressão colide</p><p>com os direitos de personalidade de cada ser humano,</p><p>uma vez que outro direito fundamental, o direito à honra,</p><p>à privacidade, à intimidade, o direito de imagem, podem</p><p>ser feridos com o assédio moral. Aqui o direito à liberdade</p><p>de expressão encontra uma limitação para que o direito</p><p>de personalidade seja respeitado. (FORNASIER, 2020)</p><p>↠ O ataque de cyberbullying pode partir de ações como</p><p>deboche, montagem de fotos, divulgação de fotos ou</p><p>matérias da intimidade das vítimas, propagação de boatos</p><p>em prol de desclassificar e intimidar a vítima, entre outros</p>imagem ou reputação ➢ .Personificar: fazer-se passar pela vítima no espaço virtual para degradar o relacionamento com seus amigos ➢ .Violar a intimidade: partilhar online com terceiros os segredos, informações pessoais ou imagens da vítima. ➢ .Exclusão: excluir a vítima de um grupo online de forma deliberada ou cruel ➢ .Intimidação: enviar mensagens insultuosas, desagradáveis para desencadear o medo ou intimidação na vítima ↠ Um estudo da Healio (Infectious Diseases In Children) constatou que a pandemia mundial da Covid-19 pode ser um fator de aumento para os casos de cyberbullying. Com o significativo número de vítimas e de possíveis agressores no mundo virtual, somados à determinação de quarentena, os números aumentaram e revelaram que a sociedade ainda precisa evoluir no que diz respeito ao seu modo de comunicar. (FORNASIER, 2020) ↠ Muito além de uma simples discussão comportamental, o cyberbullying traz à tona questões relativas aos direitos fundamentais. Um dos principais direitos fundamentais é a liberdade de expressão, mas quando essa prática é relacionada às formas tradicionais de bullying, surge o questionamento de até onde vai essa liberdade de cada um, de que forma isso pode afetar a vida e o bem-estar de outras pessoas, tonando-se um problema de saúde pública global. Com isso a liberdade de expressão colide com os direitos de personalidade de cada ser humano, uma vez que outro direito fundamental, o direito à honra, à privacidade, à intimidade, o direito de imagem, podem ser feridos com o assédio moral. Aqui o direito à liberdade de expressão encontra uma limitação para que o direito de personalidade seja respeitado. (FORNASIER, 2020) ↠ O ataque de cyberbullying pode partir de ações como deboche, montagem de fotos, divulgação de fotos ou matérias da intimidade das vítimas, propagação de boatos em prol de desclassificar e intimidar a vítima, entre outros