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<p>TRABALHO DE CONCLUSÃO DE</p><p>MÓDULO</p><p>ALUNO(a): Andreia de Oliveira Marfinatti</p><p>PROFESSOR(a): Agnaldo S. Corrêa</p><p>MÓDULO: Pós Freud</p><p>TURMA (Polo): 3 SP Mooca</p><p>ENVIADO PARA: recepcaoanep@gmailcom</p><p>Estudo de caso. Identifique o sofrimento psíquico e suas origens através de</p><p>uma escola pós Freudiana, citando pelo menos 2 conceitos dessa escola em</p><p>sua análise.</p><p>A paciente me foi enviada por uma psicóloga que já diversas vezes a admitira ao</p><p>hospital. De tão longe que ela recorde, essa moça de 18 anos me diz ter sido</p><p>sempre angustiada, e ter tido sempre medo da doença. Queixava-se sem cessar,</p><p>aos pais, de dores localizadas diversamente em múltiplas zonas corporais, e</p><p>numerosas consultas em hospital pontuaram sua infância e sua adolescência.</p><p>Nenhuma lesão orgânica, porém, foi descoberta, o que valeu a suas queixas ironia e</p><p>pouco caso por parte de seu ambiente familiar. Pouco a pouco, ela enumera a</p><p>assombrosa série de acidentes, mortes e doenças que-atingiram os ascendentes</p><p>paternos e matemos. Até os pais não escaparam do que o senso comum poderia</p><p>aqui evocar como "fatalidade" ou .. destino" de uma família: a mãe é hospitalizada,</p><p>quando a filhinha tem quatro anos e meio, e submetida a uma operação cirúrgica</p><p>que requer longa convalescença. O pai também passa uma temporada em hospital,</p><p>por doença dos olhos, quando ela está com sete anos. Este curto resumo biográfico</p><p>apresenta interesse por acentuar o caráter particular da relação ao corpo, para cada</p><p>um dos membros da família, e por mostrar a prevalência do elemento "doença" no</p><p>discurso parental. "Em minha casa não se falava muito", diz ela. Sem dúvida isso</p><p>veio em contrapartida da pobreza na linguagem e falta de simbolização. Duas frases</p><p>parecem caracterizar para ela a relação de seus pais. A mãe é "silenciosa e</p><p>submissa ao marido". e o pai tem "sempre a palavra que ofende" Dupla censura,</p><p>portanto, cada vertente porém distinguindo-se pelo tom com que é formulada:</p><p>compaixão para um, ressentimento para o outro". O pai, além do mais, cometeu ato</p><p>de desonestidade - ''É um trapaceiro", diz ela - num de seus raros acessos ao</p><p>mundo do trabalho, ato de desonestidade que lhe custou três meses de prisão.</p><p>Depois de cumprida a pena, ele cessa toda atividade profissional, e toma-se "pai</p><p>doméstico", entregando à mulher o encargo financeiro do lar. "Entretanto", diz ela, ..</p><p>ele tinha estudado para engenheiro de som no cinema". Entretanto, o grão de areia</p><p>que motiva sua iniciativa é o fim de uma primeira relação amorosa começada seis</p><p>meses antes. Seu parceiro, tendo fracassado na única relação sexual que eles</p><p>mantiveram a abandona logo depois sem uma palavra - abandono que provoca nela</p><p>uma irreprimível angústia. O malogro dessa relação é o que a vai interpelar durante</p><p>os primeiros meses de sua análise, será assunto de quase todas as sessões. Mas</p><p>esse tema alterna com as queixas referentes a seus sofrimentos corporais, e o medo</p><p>de ter uma doença. Esse moço, ela insiste no fato de que ele falava muito com ela,</p><p>às vezes, noites inteiras - sobre ele, certamente, mas ela gostava de escutá-lo,</p><p>achava-o sensível, inteligente, culto. Em suma, ele que era tudo, dirigia-se a ela que</p><p>"não era nada”, e derrubando o muro de silêncio no qual ela tinha vivido lhe permitia</p><p>escapar da solidão. Em outras palavras, na dimensão do amor narcísico e da</p><p>dialética do desejo, uma acomodação tentava estabelecer-se, pelo viés do</p><p>simbólico, entre o empobrecimento do eu e a superestimação da imagem do outro.</p><p>Notemos aqui a dimensão do olhar, e a da voz, pois na sua análise, ela irá se</p><p>queixar em diferentes ocasiões do silêncio do analista, assim como da</p><p>impossibilidade de suportar de não o ver olhando para ela.</p><p>RESPOSTA:</p><p>Me baseando na Escola de Kant ,a menina é neurótica (algo que se percebe</p><p>quando analisa com senso crítico seu ambiente familiar, principalmente atitudes do</p><p>pai e quando demonstra a necessidade de saber o que seu analista pensa através</p><p>da voz e do olhar )com sintoma fóbico( medo de ficar doente) sujeita a 2 grandes</p><p>eus : a mãe e o namorado, assumindo perante o segundo uma posição de</p><p>desejante, reproduzindo fidelidade à figura materna ao seguir o mesmo padrão de</p><p>relacionamento que sua mãe mantém com seu pai.</p>