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APOSTILA SEGURANCA DO TRABALHO REVISAO FEV 2016

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<p>APOSTILA</p><p>ERGONOMIA, SAÚDE E</p><p>SEGURANÇA NO TRABALHO</p><p>Raphael de Paula Rêgo</p><p>Claudio Estanqueiros do Rêgo</p><p>2014</p><p>REVISÃO 08/2014</p><p>REVISÃO 02/2016</p><p>i</p><p>ÍNDICE</p><p>ASSUNTO PÁGINA</p><p>SEGURANÇA DO TRABALHO 04</p><p>Introdução 04</p><p>Desenvolvimento de hábitos e a formação do sistema de gestão de segurança 05</p><p>Condições de segurança e medicina no trabalho (breve histórico) 07</p><p>LISTA DE VERIFICAÇÃO 10</p><p>RISCOS E PERIGOS 12</p><p>Riscos em maquinários 14</p><p>Reduzindo ou eliminando perigos 14</p><p>INCIDENTE 15</p><p>ACIDENTE DE TRABALHO E DOENÇAS PROFISSIONAIS 16</p><p>Acidentes típicos 17</p><p>Comunicação de acidente de trabalho (CAT) 18</p><p>Custos de um acidente 20</p><p>INDICADORES DE SEGURANÇA 21</p><p>Taxa de freqüência 21</p><p>Taxa de gravidade 21</p><p>Índice de acidentados 22</p><p>ÁRVORE DE CAUSAS 24</p><p>Causa imediata 24</p><p>Causa indireta 24</p><p>Causa raíz</p><p>25</p><p>ATO INSEGURO E CONDIÇÃO INSEGURA</p><p>26</p><p>LEGISLAÇÃO 28</p><p>Constituição Federal (CF/88) 28</p><p>Atividades insalubres (NR 15) 28</p><p>Atividades perigosas (ou periculosas) (NR 16) 29</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) 30</p><p>Normas Regulamentadoras (NR´s) 31</p><p>SEGURANÇA EM ELETRICIDADE 31</p><p>NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade</p><p>31</p><p>PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS 31</p><p>NR 23 – Proteção Contra Incêndios</p><p>Triângulo do fogo</p><p>31</p><p>32</p><p>Extintores de incêndio 33</p><p>MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS 34</p><p>NR 12 - Máquinas e Equipamentos 34</p><p>TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAMENTO E MANUSEIO DE MATERIAIS 34</p><p>NR 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais</p><p>34</p><p>COR E SINALIZAÇÃO 34</p><p>NR 26 - Sinalização de Segurança 34</p><p>Identificação por cores 34</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr10.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr10.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr12.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr11.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr26.htm</p><p>ii</p><p>HIGIENE OCUPACIONAL 36</p><p>Histórico internacional 36</p><p>Histórico Brasil 41</p><p>RUÍDO 45</p><p>NR 15 - Atividades e Operações Insalubres 45</p><p>Tipos de Ruídos 47</p><p>Limites e Tolerância à Exposição do Ruído 47</p><p>Danos na audição 48</p><p>Efeitos do Ruído 49</p><p>Níveis de ruído em decibéis</p><p>50</p><p>VIBRAÇÃO 50</p><p>Vibrações ocupacionais</p><p>51</p><p>CALOR 52</p><p>Definição</p><p>Mecanismos de Transferência de Calor</p><p>52</p><p>52</p><p>Trocas Térmicas no Organismo Humano 54</p><p>Conseqüências da hipertermia 55</p><p>Avaliação de Calor 55</p><p>Índice de Bulbo úmido - Termômetro de Globo – IBUTG 56</p><p>Eliminação / neutralização da Insalubridade por calor 58</p><p>Conceito legal de conforto térmico</p><p>58</p><p>FRIO</p><p>58</p><p>AGENTES QUÍMICOS 58</p><p>NR 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) 58</p><p>Tipos de lesões</p><p>59</p><p>AGENTES BIOLÓGICOS</p><p>59</p><p>AGENTES FÍSICOS</p><p>59</p><p>MEDICINA DO TRABALHO</p><p>60</p><p>PCMSO - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL 60</p><p>NR 07 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) 60</p><p>Exames médicos obrigatórios</p><p>61</p><p>VENTILAÇÃO INDUSTRIAL 62</p><p>Introdução 62</p><p>Projeto, construção, manutenção de maquinaria e equipamentos industriais 62</p><p>Características da ventilação industrial 63</p><p>Tipos de ventilação 64</p><p>- Ventilação natural 64</p><p>- Ventilação geral 66</p><p>- Ventilação geral para conforto térmico 67</p><p>- Ventilação geral diluidora 69</p><p>- Ventilação local exaustora</p><p>71</p><p>SESMT – SERVIÇO ESPECIALIZADO EM ENGª E SEGURANÇA DO TRABALHO</p><p>NR 04 - Serviços Especializados em Engª de Seg. e em Medicina do Trabalho (SESMT)</p><p>Dimensionamento</p><p>77</p><p>77</p><p>81</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr11.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr9.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr7.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr4.htm</p><p>iii</p><p>CIPA - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES / SIPAT 83</p><p>NR 05 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)</p><p>Dimensionamento (organização)</p><p>83</p><p>83</p><p>EPI – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 86</p><p>NR 06 – Equipamentos de Proteção Individual - EPI 86</p><p>ERGONOMIA 87</p><p>Conceito 87</p><p>NR 17 - Ergonomia 87</p><p>Levantamento, transporte e descarga industrial de peso 87</p><p>Mobiliários dos postos de trabalho 88</p><p>Organização do trabalho</p><p>90</p><p>INSPEÇÃO PRÉVIA E FISCALIZAÇÕES 91</p><p>NR 02 - Inspeção Prévia 91</p><p>NR 03 - Embargo ou Interdição 91</p><p>NR 28 - Fiscalização e Penalidades</p><p>91</p><p>INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE 93</p><p>NR 15 - Atividades e Operações Insalubres 93</p><p>NR 16 - Atividades e Operações Perigosas</p><p>93</p><p>PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS – PPRA 93</p><p>NR 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) 93</p><p>OUTRAS NORMAS REGULAMENTADORAS 94</p><p>NR 01 - Disposições Gerais 94</p><p>NR 08 – Edificações 94</p><p>NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão 94</p><p>NR 14 - Fornos 94</p><p>NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção 94</p><p>NR 19 - Explosivos 95</p><p>NR 20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis 95</p><p>NR 21 - Trabalho a Céu Aberto 95</p><p>NR 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração 95</p><p>NR 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho 95</p><p>NR 25 - Resíduos Industriais 95</p><p>NR 27 - Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no MTB 97</p><p>NR 29 - Segurança e Saúde no Trabalho Portuário 97</p><p>NR 30 - Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário 97</p><p>NR 31 - Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária e Exploração Florestal 97</p><p>NR 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde 97</p><p>NR 33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados 98</p><p>NR 34 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Ind. da Const. e Reparação Naval 99</p><p>NR 35 - Trabalho em Altura 99</p><p>MAPAS DE RISCOS 100</p><p>RELAÇÃO DE NORMAS REGULAMENTADORAS 103</p><p>CLASSIFICAÇÂO DOS RISCOS OCUPACIONAIS 103</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr5.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/cipa.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr5.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/cipa.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr17.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr2.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr3.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr28.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr15.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr16.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr9.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr1.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr8.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr13.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr14.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr18.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr19.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr20.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr21.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr22.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr24.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr25.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr27.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr29.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr30.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr31.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr32.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr33.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr34.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr35.htm</p><p>4</p><p>SEGURANÇA DO TRABALHO</p><p>Introdução</p><p>É muito comum uma matéria como segurança do trabalho ser intitulada como corriqueira</p><p>banal ou colocada em segundo plano em cursos como os de Tecnologia, Administração ou</p><p>Engenharia. Muito se fala que estes profissionais, quando empregados e principalmente exercendo</p><p>posição de liderança em empresas, devem focar nos resultados, ter controle absoluto das finanças e</p><p>custos, manter boas estratégias de vendas, procurarem obter o máximo da capacidade produtiva da</p><p>equipe e seus recursos ou saber negociar com fornecedores ou clientes.</p><p>Mas esquece-se que o aumento</p><p>emergência, matriz de responsabilidades para intervencionismo e isolamento, além</p><p>de treinamentos de salvatagem como simulações (ou simulados).</p><p>“Prevenção aplica-se ao conjunto de medidas que tendem a limitar a probabilidade de que o</p><p>incêndio se inicie. Proteção consiste em medidas que tendem a minimizar as conseqüências</p><p>de um incêndio.”</p><p>Além disto, o telefone de emergência dos Bombeiros é 193, e pode ser chamado</p><p>gratuitamente de qualquer telefone público ou celular.</p><p>Figura 22 – Os três agentes necessários para a formação de fogo</p><p>33</p><p>Extintores de incêndio</p><p>Os extintores de incêndio são obrigatórios em qualquer ambiente fechado com interação entre</p><p>pessoas e materiais, e mesmo em ambientes abertos como obras civis.</p><p>Seu local de armazenagem deve estar desobstruído e identificado na parede e no piso (em</p><p>vermelho), para maior facilidade de localização em casos de emergência e necessidade de utilização.</p><p>Os extintores precisam ter sua carga renovada regularmente, em intervalos estabelecidos pelo</p><p>fabricante. Em geral estes variam de um a três anos.</p><p>Existem quatro tipos básicos de extintores, e suas propriedades estão descritas em seus</p><p>respectivos rótulos.</p><p>Extintor com água pressurizada:</p><p> É indicado para incêndios de classe A (sólidos combustíveis: madeira, papel, tecido, plásticos em</p><p>geral). A água age por resfriamento e abafamento, dependendo da maneira como é aplicada.</p><p>Extintor com pó químico seco:</p><p> Indicado para incêndio de classe B (líquido inflamáveis - gasolina, querosene, álcool, tintas, solventes,</p><p>gás liquefeito de petróleo (GLP), etc.). Age por abafamento. Pode ser usado também em incêndios de</p><p>classes A e C.</p><p>Extintor com gás carbônico:</p><p> Indicado para incêndios de classe C (equipamento elétrico energizado - quadro de energia, motores</p><p>elétricos, equipamentos de som, etc.), por não ser condutor de eletricidade. Pode ser usado também</p><p>em incêndios de classes A e B.</p><p>Extintor com pó químico especial:</p><p> Indicado para incêndios de classe D (metais inflamáveis - magnésio, pólvora etc.). Age por</p><p>abafamento.</p><p>A Tabela 3 apresente especificações para utilização de cada tipo de extintor de incêndio</p><p>(classe de incêndio x tipo de extintor).</p><p>A Figura 23 apresenta modelos de extintores de incêndio típicos</p><p>Tabela 3 – Classe de incêndio x tipo de extintor</p><p>Figura 23 - Modelos de extintores de incêndio</p><p>34</p><p>MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS</p><p> NR 12 - Máquinas e Equipamentos</p><p>Define referências técnicas, princípios fundamentais e medidas de proteção para garantir a</p><p>saúde e a integridade física dos trabalhadores e estabelece requisitos mínimos para a prevenção de</p><p>acidentes e doenças do trabalho nas fases de projeto e de utilização de máquinas e equipamentos de</p><p>todos os tipos, e ainda à sua fabricação, importação, comercialização, exposição e cessão a qualquer</p><p>título, em todas as atividades econômicas.</p><p>Também faz citações sobre arranjo físico de instalações, dispositivos elétricos de partida e</p><p>parada, sistemas de segurança operacional em equipamentos, dispositivos de parada de emergência,</p><p>componentes pressurizados, meios de acesso a máquinas, manutenção, inspeção, preparação,</p><p>ajustes, reparos, sinalização, manuais de equipamentos e máquinas, procedimentos de trabalho e</p><p>segurança, capacitação de funcionários e demais orientações.</p><p>TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAMENTO E MANUSEIO DE MATERIAIS</p><p> NR 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais</p><p>Contempla normas de segurança para operação de elevadores, guindastes, transportadores</p><p>industriais e máquinas transportadoras, atividades de transporte de sacas, armazenagem de materiais,</p><p>movimentação e manuseio de chapas metálicas, de mármore, granito e outras rochas.</p><p>COR E SINALIZAÇÃO</p><p> NR 26 - Sinalização de Segurança</p><p>Devem ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho, a fim de</p><p>indicar e advertir acerca dos riscos existentes. As cores são utilizadas nos locais de trabalho para</p><p>identificar os equipamentos de segurança, delimitar áreas, identificar tubulações empregadas para a</p><p>condução de líquidos e gases e advertir contra riscos, devem atender ao disposto nas normas técnicas</p><p>oficiais.</p><p>A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes, e</p><p>seu uso deve ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar distração, confusão e fadiga ao</p><p>trabalhador.</p><p>Identificação por cores</p><p>A utilização de cores em segurança do trabalho serve para padronizar e chamar a atenção</p><p>dos colaboradores ou quaisquer transeundes para atos ou materiais relevantes, conforme</p><p>Figura 24.</p><p>A Tabela 4 apresenta relação de cores, seus efeitos psicológicos nos indivíduos e</p><p>particularidades.</p><p>O vermelho é usado para equipamentos de combate a incêndio, como extintores, hidrantes e</p><p>caixas de alarme, além de portas de saída de emergência. Podem também indicar perigo sob forma</p><p>de luzes ou botões interruptores de circuitos elétricos.</p><p>O laranja indica partes móveis e perigosas de equipamentos e máquinas, como engrenagens,</p><p>polias, tampas de caixas protetoras, e transportadores acoplados a equipamentos. Também é a cor</p><p>característica de coletes refletores, cones ou redes de isolamento de áreas.</p><p>O amarelo indica “cuidado”, utilizado em escadas, vigas, bordas perigosas e salientes de</p><p>equipamentos, equipamentos de transporte etc. Pode ser combinada com faixas pretas para auxiliar</p><p>na visibilidade, como em pára-choques.</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr12.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr11.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr26.htm</p><p>35</p><p>O verde é usado para segurança industrial, para identificar equipamentos de primeiros</p><p>socorros, macas, chuveiros de segurança e quadros informativos de segurança do trabalho. Também</p><p>é a cor característica do SESMT e da CIPA.</p><p>O azul representa equipamentos fora de serviço, fontes de energia, bem como é utilizado para</p><p>sinalização de advertência ou de obrigatoriedade de uso de equipamentos de proteção.</p><p>O branco é usado para demarcar áreas de corredores, locais de armazenagem, e em torno de</p><p>equipamentos de emergência.</p><p>Figura 24 – Cores são consideradas formas comunicação em segurança do trabalho.</p><p>Tabela 4 – Relação de cores, seus efeitos psicológicos nos indivíduos e particularidades.</p><p>http://www.google.com.br/imgres?start=175&um=1&hl=pt-BR&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=m1H15DL0BLNZ8M:&imgrefurl=http://pt.dreamstime.com/imagens-de-stock-extintores-image12962654&docid=PN7-VRu1BsDe_M&imgurl=http://pt.dreamstime.com/extintores-thumb12962654.jpg&w=360&h=450&ei=JrHoUOaNMpOC0QH934GgCw&zoom=1&iact=hc&vpx=546&vpy=206&dur=1566&hovh=251&hovw=201&tx=109&ty=146&sig=101762562877863932326&page=7&tbnh=128&tbnw=98&ndsp=30&ved=1t:429,r:92,s:100,i:280</p><p>http://www.google.com.br/imgres?um=1&hl=pt-BR&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=gL-1jx5zCo0gzM:&imgrefurl=http://www.solostocks.com.br/venda-produtos/seguranca-protecao/epi-seguranca-trabalho/colete-inteiro-laranja-com-refletivo-prata-tipo-blusao-716933&docid=7XCf5QyDmPHn5M&imgurl=http://www.solostocks.com.br/img/colete-inteiro-laranja-com-refletivo-prata-tipo-blusao-716933z0.jpg&w=500&h=500&ei=6rHoUO-1BoHF0QGj5oDoDw&zoom=1&iact=hc&vpx=395&vpy=210&dur=53&hovh=225&hovw=225&tx=106&ty=110&sig=101762562877863932326&page=4&tbnh=136&tbnw=131&start=77&ndsp=29&ved=1t:429,r:86,s:0,i:329</p><p>http://www.google.com.br/imgres?start=334&um=1&hl=pt-BR&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=BRVT0nUQHMY-EM:&imgrefurl=http://www.skintecnologia.com.br/produto/plataforma-elevadora-para-elevacao-de-pessoas-para-trabalhos-em-altura/&docid=8Ks5er7h6TGfAM&imgurl=http://www.skintecnologia.com.br/wp-content/uploads/skintech/2011/11/Plataforma-Elevadora-293x171.jpg&w=293&h=171&ei=C7PoUM-8I-GR0QGj1YDgDg&zoom=1&iact=hc&vpx=960&vpy=317&dur=49&hovh=136&hovw=234&tx=74&ty=95&sig=101762562877863932326&page=13&tbnh=125&tbnw=216&ndsp=27&ved=1t:429,r:38,s:300,i:118</p><p>http://www.google.com.br/imgres?start=168&um=1&hl=pt-BR&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=6kO5BYkj_5Mk9M:&imgrefurl=http://www.seton.com.br/placa-ilustrada-de-seguranccedila-seguranccedila-chuveiro-de-emergecircncia-e-lavador-de-olhos-c2012.html&docid=AB8YURe74ffvAM&imgurl=http://www.seton.com.br/media/catalog/product/cache/1/image/9df78eab33525d08d6e5fb8d27136e95/C2012-ba.jpg&w=260&h=260&ei=t7PoUOm8Cuq20AGL6ID4CQ&zoom=1&iact=hc&vpx=613&vpy=292&dur=459&hovh=208&hovw=208&tx=106&ty=110&sig=101762562877863932326&page=7&tbnh=154&tbnw=134&ndsp=29&ved=1t:429,r:78,s:100,i:238</p><p>36</p><p>HIGIENE OCUPACIONAL</p><p>Histórico internacional</p><p>Ao se estudar a história de nossa civilização até a Revolução Industrial encontra-se poucas</p><p>observações sobre a saúde dos trabalhadores e seu ambiente de trabalho. No início, o esforço dispensado</p><p>pelo homem para garantir sua existência e sobrevivência era o fator que gerava as doenças “ocupacionais”.</p><p>Mais tarde, com a estratificação da sociedade, o trabalho comum era desempenhado por escravos. No período</p><p>em que a cultura egípcia teve grande desenvolvimento, por exemplo, era proibida por lei a execução de</p><p>trabalhos manuais por egípcios. Esta prática permaneceu até o século XlX.</p><p>No século lV a.C., a toxidade do chumbo na indústria mineradora foi reconhecida e registrada pelo</p><p>médico Hipócrates, embora nenhum esforço tenha sido realizado visando à proteção dos trabalhadores.</p><p>Somente 500 anos depois, Plínio, um sábio romano, referiu-se aos perigos iminentes do manuseio do zinco e</p><p>do enxofre e também descreveu o aspecto dos trabalhadores expostos ao chumbo, ao mercúrio e a poeiras.</p><p>Plínio mencionou a iniciativa dos escravos de utilizarem, à frente do rosto, panos ou membranas (de bexiga de</p><p>carneiro) para atenuar a inalação de poeiras. Foi feito pouco sobre este tema até 1473, ano em que foi</p><p>publicado um panfleto sobre doença ocupacional pela editora Ulrich Ellenbog, o qual incluía notáveis instruções</p><p>a respeito de higiene ocupacional. Este foi seguido em 1556 pelos escritos do sábio alemão Georgius Agrícola,</p><p>quem efetivamente descreveu fatores de risco associados à indústria de mineração em seu “De Re Metallica”.</p><p>Georgius Agrícola escreveu sobre os acidentes do trabalho e as doenças mais comuns entre os mineiros.</p><p>Durante o século XVI, a higiene ocupacional ficou estagnada, além de ser associada ao misticismo.</p><p>Muitos acreditavam que demônios moravam nas minas e que podiam ser controlados pela força da oração.</p><p>Nessa época, as observações de Paracelsus, baseadas em dez anos de trabalho em uma planta de</p><p>fundição e nas minas da região de Tirol, contribuíram muito para o conhecimento sobre a toxidade dos metais.</p><p>Em 1700 foi publicado em Modena, na Itália, o livro “De Morbis Artificium Diatriba”, do médico italiano</p><p>Bernardino Ramazzini. Hoje este livro é reconhecido como o primeiro tratado sistematizado sobre doenças</p><p>ocupacionais. No livro ele descreve as doenças dos trabalhadores de mais de 50 ocupações e apresenta</p><p>cuidados os quais, acreditava, diminuiriam em muito os fatores de riscos das indústrias. Esta publicação teve</p><p>grande influência no futuro da Saúde Pública. Ramazzine acreditava que o ambiente de trabalho afetava a</p><p>saúde, e costumava perguntar a seus pacientes: “Qual a sua ocupação?”. Ele foi considerado o pai da</p><p>medicina ocupacional.</p><p>No século XVIII, muitos problemas de higiene ocupacional foram reconhecidos e descobertos. George</p><p>Baker atribuiu a “Colica de Devonshire” à utilização de chumbo na indústria de vinho de maçã (sidra) e</p><p>colaborou na remoção de seu uso. Percival Pott reconheceu a fuligem como uma das causas de câncer</p><p>escrotal, o que foi a principal causa para a ocorrência do Ato dos Limpadores de Chaminé em 1788, na</p><p>Inglaterra.</p><p>No século XIX, Charles Thackrah, político influente e médico, em conjunto com Percival Pott,</p><p>escreveram um tratado de 200 páginas de orientações sobre medicina do trabalho, que deu início à moderna</p><p>literatura de reconhecimento das doenças ocupacionais.</p><p>Nos Estados Unidos, Benjamin W. Mc Cready escreveu o livro “On the Influence of Trades,</p><p>Professions, and Occupations in the United States, in the Production of Disease”, que é reconhecido como o</p><p>primeiro compêndio de medicina ocupacional neste país.</p><p>As crescentes mudanças na economia e na tecnologia, no século XVIII culminaram na Revolução</p><p>Industrial, e aumentaram consideravelmente o número de problemas de saúde em geral e, em especial, os</p><p>relacionados com o trabalho. Em virtude do processo de produção acelerado e desumano, processo do qual</p><p>participavam mulheres, velhos e crianças, a saúde das populações deteriorou tanto que os índices de</p><p>mortalidade cresceram a níveis nunca antes alcançados e verdadeiras epidemias instalaram-se nos países</p><p>industrializados, da época. Os estudos de William Farr (1851) assinalaram que a mortalidade entre os</p><p>37</p><p>fabricantes de vasos entre 35-45 anos era excessivamente alta, e, que a fabricação de cerâmica na Inglaterra</p><p>era um dos ofícios mais insalubres.</p><p>O regime de trabalho de semi-escravidão, durante a revolução Industrial, foi motivo de reivindicações</p><p>trabalhistas de inúmeros movimentos sociais, influenciando, portanto, políticos e legisladores a introduzirem</p><p>medidas legais. Na Inglaterra, por exemplo, em 1802 o Parlamento introduziu uma taxa (multa) para controlar</p><p>as condições de trabalho chamado “Lei da Saúde e Moral dos Aprendizes”. Esta lei atendia às recomendações</p><p>do Conselho de Saúde de Manchester reunido em 1796. Porém, segundo Luxon esta lei foi ineficaz, visto que</p><p>não foi proposto qualquer sistema de fiscalização que exigisse seu cumprimento ou o pagamento da multa.</p><p>As condições de trabalho continuaram muito ruins, os jornais denunciavam os maus tratos aos</p><p>trabalhadores, especialmente com relação ao trabalho das crianças, com jornadas de 15 a 16 horas diárias nas</p><p>indústrias têxteis britânicas, e ao trabalho nas plantações de algodão, nos Estados Unidos. Em virtude dos</p><p>movimentos por humanização no trabalho, o Parlamento britânico baixou a “Lei das Fábricas”, em 1833, que</p><p>regulamentou o trabalho da criança pela primeira vez. Basicamente, esta lei baniu todo trabalho noturno para</p><p>menores de 18 anos e restringiu a idade na qual a criança poderia começar a trabalhar aos 13 anos. A lei</p><p>limitava suas horas de trabalho para 48 horas por semana, e o empregador deveria prover educação. Esta lei</p><p>além das restrições à jornada de trabalho melhorou o controle das condições ambientais com o</p><p>estabelecimento de multas substanciais para contravenções.</p><p>No século XIX, durante as décadas de 1930 e 1940, alguns empregadores inspirados nos conselhos do</p><p>médico Robert Baker, famoso médico inglês com conhecimento da obra de Ramazzini e que veio a ser o</p><p>Inspetor Médico do Governo Britânico, contrataram médicos para auxiliá-los no cumprimento da legislação e</p><p>também analisar e cuidar dos problemas de saúde dos operários. Estas iniciativas foram precursoras dos</p><p>serviços médicos dentro das indústrias que deram origem à medicina do trabalho.</p><p>No decorrer da Revolução Industrial, diversos processos de fabricação foram se modificando e gerando</p><p>novos fatores de risco para os trabalhadores. Estes foram descritos por vários autores, entre eles Charles</p><p>Dickens que chamou a atenção de maneira convincente quanto aos problemas existentes dentro das fábricas</p><p>que estavam causando acidentes e doenças profissionais. Suas observações abriram caminho para uma nova</p><p>legislação relativa à Higiene Ocupacional, em vigor ainda hoje na Inglaterra.</p><p>A “Lei das Fábricas” de 1833 foi ampliada em 1864 e apresentava as primeiras exigências sobre</p><p>Higiene Ocupacional. Todas as fábricas deveriam ser ventiladas para remover quaisquer gases nocivos,</p><p>poeiras e outras impurezas que poderiam causar danos à saúde.</p><p>A legislação de 1878 indicava os passos e os requisitos para implantação de ventilação local</p><p>exaustora</p><p>por meio de ventiladores para a remoção de poeiras e fumos que poderiam causar danos à saúde.</p><p>A legislação de 1901 não somente consolidou as exigências anteriores relativas à segurança como</p><p>também forneceu as bases para a realização de regulamentação ou ordens para o controle da comercialização</p><p>de produtos perigosos. Essa mesma Lei estabeleceu requisitos para controle dos fatores de risco,</p><p>particularmente na indústria química. Constituiu também a linha divisória entre o campo da Medicina e o da</p><p>Higiene Ocupacional, abrindo a possibilidade de aprofundar a investigação dos fatores de risco.</p><p>Essa série de leis baixadas pelo Parlamento britânico serviu de modelo para vários países</p><p>industrializados da época. Na Alemanha, 1869, e na Suíça em 1877, foram instituídas as leis percussoras que</p><p>responsabilizavam os empregadores por lesões ocupacionais.</p><p>O reconhecimento da existência de uma relação causal entre os fatores de risco e a doença foi a chave</p><p>no desenvolvimento da prática da Higiene Ocupacional. As observações feitas por Hipócrates, Ramazzini e</p><p>outros estudiosos até o século XX, sobre as relações entre trabalho e doença, são as bases da Higiene</p><p>Ocupacional. Mas apenas o reconhecimento dos fatores de risco sem a intervenção e o controle dos mesmos,</p><p>isto é, sem a prevenção da doença, não pode ser qualificado como higiene ocupacional.</p><p>38</p><p>Historicamente, a Higiene Ocupacional na Europa foi gerada pelo crescimento da indústria química,</p><p>sendo então considerada uma subdisciplina da Medicina. Nos Estados a Higiene Industrial, antes de 1900.</p><p>Fazia parte da crescente disciplina de Medicina Ocupacional.</p><p>No início do século XX, com o desenvolvimento da Medicina, haviam sido identificados muitos casos de</p><p>doenças derivadas do trabalho em indústrias e muitos casos de doenças insidiosas crônicas, como a fibrose</p><p>pulmonar. Vários problemas relacionados à saúde foram relatados, como, por exemplo, a exposição ao fósforo</p><p>branco, que por esse motivo em 1910, cobraram-se taxas elevadas pelo transporte do fósforo branco levado</p><p>dos Estados Unidos para Inglaterra.</p><p>Os Estados Unidos davam os primeiros passos na investigação e no controle da silicose na indústria</p><p>da mineração. Em 1913, os estudos sobre a silicose foram estendidos para a indústria siderúrgica, no entanto</p><p>esse desenvolvimento sofreu alterações em razão da Primeira Guerra Mundial.</p><p>Com o decorrer da I Guerra, novos problemas foram aparecendo, relacionados, sobretudo à indústria</p><p>de munição, como a exposição ao chumbo.</p><p>Neste período, em virtude do avanço dos conhecimentos sobre os problemas relacionados com a</p><p>mineração, e, pelo fato de estes estarem associados às altas taxas de tuberculose e posteriormente, às altas</p><p>taxas de mortalidade nas ocupações em indústrias, o Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos deu</p><p>especial atenção a esta área, estimulando, assim, a criação de instituições do governo e entidades de classe</p><p>que realizassem trabalhos em colaboração com as universidades e indústrias, dando impulso ao</p><p>desenvolvimento da Higiene Ocupacional naquele país.</p><p>A criação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1919 trouxe frutos para o estudo e</p><p>desenvolvimento de acordos internacionais na área de Higiene Ocupacional. A redução do uso do fósforo</p><p>branco e a proibição de trabalho noturno para as mulheres são exemplos dos primeiros acordos.</p><p>Na década de 1930 houve rápido progresso, tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos, na</p><p>identificação de diversas doenças relacionadas com as atividades industriais. Também foram estudadas</p><p>soluções para estes problemas, denominadas “princípios fundamentais da proteção”: substituição,</p><p>enclausuramento e ventilação aplicada a determinada substância, a princípio com base no conhecimento</p><p>prático, e, posteriormente, no gerenciamento científico. A Figura 25 apresenta um projeto de enclausuramento</p><p>e ventilação.</p><p>Figura 25 – Projeto de enclusuramento e ventilação.</p><p>Durante os anos 30 e 40, houve grande avanço da Higiene Industrial em especial nos Estados Unidos,</p><p>impulsionado por profissionais formados em Higiene Industrial pelo programa de formação conjunta das</p><p>Escolas de Engenharia e Saúde Pública da Universidade de Harward, e posteriormente, por outras</p><p>universidades.</p><p>Em 1938, um grupo de higienistas industriais que trabalhavam no Serviço de Saúde Pública dos Estados</p><p>Unidos organizou a Conferência Americana de Higienistas Industriais do Governo (American Conference of</p><p>39</p><p>Governamental Industrial Hygiennists – ACGIH), Figura 26, com o objetivo de trocar idéias e experiências</p><p>livremente, assim como de promover técnicas e definir padrões na área de Saúde Ocupacional. Essa</p><p>conferência passou a ser realizada anualmente. Em 1943, os padrões foram compilados em uma tabela com o</p><p>nome de limites máximos permissíveis para 63 contaminantes atmosféricos. Em 1948, as concentrações</p><p>máximas permissíveis passaram a ser chamadas de limites de tolerância. Estes são utilizados até hoje como</p><p>guia para atuação de profissionais da área de saúde dos trabalhadores em boa parte do mundo.</p><p>Figura 26 – Logomarca da ACGIH</p><p>Em 1939, é fundada a American Industrial Hygiene Association (AIHA), Figura 27 por profissionais</p><p>envolvidos com a promoção da saúde, entre eles químicos, engenheiros e médicos, que se uniram para prover</p><p>meios de se avaliarem problemas comuns.</p><p>Figura 27 – Logomarca da AIHA</p><p>Durante a Segunda Guerra Mundial as condições de trabalho nas indústrias eram extremamente</p><p>adversas e extenuantes. Nesse período, o custo provocado pela perda de vidas, abruptamente por acidentes</p><p>de trabalho, ou mais insidiosamente por “doenças do trabalho”, começou a ser sentido pelos empregadores e</p><p>pelas companhias de seguro, que tiveram de pagar indenizações pesadas por incapacidades provocadas pelo</p><p>trabalho.</p><p>Em 1948, é criada a Organização Mundial da Saúde (OMS), vinculada à Organização das Nações</p><p>Unidas (ONU). A OMS estabeleceu políticas voltadas à saúde dos trabalhadores desde a sua criação. Nessa</p><p>época, os Estados Unidos apareceram no cenário internacional, como a principal nação industrial do mundo, e</p><p>com vasta experiência no campo da Higiene Ocupacional, desenvolvida desde os primeiros anos do século XX.</p><p>Em conjunto com outros países industrializados influenciaram na agenda da Organização Internacional do</p><p>Trabalho. Iniciaram-se nesse mesmo período os estudos conjuntos da OMS/OIT, que culminaram, em 1953, na</p><p>Recomendação 97 da OIT sobre a “Proteção da Saúde dos Trabalhadores”.</p><p>Também nessa década várias conferências foram realizadas para uniformização de conceitos,</p><p>incluindo os da Higiene Ocupacional. É importante ressaltar a reunião de Genebra em 1957, considerada um</p><p>marco, visto que por meio dela foram estabelecidos os objetivos e o âmbito de atuação da Saúde Ocupacional.</p><p>Surge a Saúde Ocupacional, como modelo de atuação interdisciplinar, com a organização de equipes</p><p>progressivamente multiprofissionais e com ênfase na “Higiene Industrial”, refletindo a origem histórica dos</p><p>serviços médicos nas fábricas.</p><p>40</p><p>Em 1959, na Conferência Internacional do Trabalho é aprovada a Recomendação 112 sobre Serviços</p><p>de Medicina do Trabalho. Este primeiro instrumento normativo de âmbito internacional passou a servir como</p><p>referencial e paradigma para o estabelecimento de legislações nacionais.</p><p>Nos países desenvolvidos, entre 1960 e 1970, sobretudo na Alemanha, França, Inglaterra, Estados</p><p>Unidos e Itália, surgiram movimentos sindicais representando as reivindicações dos trabalhadores, que exigiam</p><p>sua participação e decisão nas questões de saúde e segurança. Estes movimentos tiveram reflexos em</p><p>particularmente todo o mundo.</p><p>A partir dos anos 70, o modelo de atuação da Saúde Ocupacional não consegue mais responder a</p><p>todos os problemas causados pelas mudanças dos processos</p><p>de trabalho. Isto pode ser explicado pela forte</p><p>tendência à terceirização da economia nos países desenvolvidos, pelas mudanças tecnológicas nos processos</p><p>de trabalho, com a transferência das indústrias para o Terceiro Mundo, e pela implantação da automação e</p><p>informatização. Em decorrência destes fatores, verificam-se mudanças no perfil da força de trabalho e,</p><p>conseqüentemente, há um deslocamento do quadro das doenças causadas pelo trabalho, como, por exemplo,</p><p>o aumento das doenças cardiovasculares e das lesões músculo-esquelético entre os trabalhadores.</p><p>Esse novo modelo de atuação denominado Saúde dos Trabalhadores questionou e colocou em xeque</p><p>os critérios de Proteção da Saúde que vigoravam nos países industrializados ocidentais até então, porque</p><p>estes já não explicavam mais os problemas de saúde que os trabalhadores estavam enfrentando. Por exemplo,</p><p>na Higiene Ocupacional, os “limites de tolerância” e o conceito de “exposição segura” ficaram totalmente</p><p>abalados, pois trabalhadores desenvolviam doenças mesmo quando expostos a baixas doses de chumbo e de</p><p>solventes orgânicos.</p><p>Durante os anos 80, observou-se um avanço nos estudos toxicológicos especialmente com relação a</p><p>fatores de risco com potencial genotóxico. Vários limites de tolerância foram revisados em razão destes</p><p>estudos, e recomendações de organismos internacionais efetuadas visando a não utilização destas</p><p>substâncias ou processos.</p><p>Nessa década, em virtude do avanço da informática, a instrumentação utilizada na monitorização do</p><p>ambiente de trabalho ganhou inúmeras inovações com equipamentos de calibração automática, de mais fácil</p><p>manuseio, porém ainda de custo elevado. Quanto aos equipamentos de controle, observou-se o avanço dos</p><p>modelos portáteis de exaustor, lavador de gases, entre outros. Em relação aos projetos de engenharia que</p><p>necessitam de medidas de controle, também, verificou-se um avanço notadamente na instalação de novas</p><p>indústrias e na reforma de outras, que apresentavam alto grau de poluição, nos locais de trabalho e no meio</p><p>ambiente.</p><p>Nos anos 90 verifica-se que, em razão da tendência de se estabelecerem limites de tolerância cada</p><p>vez menores, a existência de um número limitado desses limites de tolerância, e a descoberta de novas</p><p>substâncias cancerígenas entre outras situações que se apresentam no ambiente de trabalho, a Higiene</p><p>Ocupacional iniciou uma nova forma de atuação por meio do gerenciamento de programas de prevenção.</p><p>Esses programas têm caráter preventivo e visam à priorização de ações, que por sua vez devem possuir</p><p>caráter prioritário dentro do planejamento geral das empresas.</p><p>Os programas de Higiene Ocupacional muitas vezes fazem parte de programas maiores, denominados</p><p>Programas de Segurança, Saúde e Meio Ambiente. Em qualquer condição que estes se encontrem, alguns</p><p>quesitos são básicos para o desenvolvimento dos programas de higiene, e os profissionais da área devem dar</p><p>a maior atenção a estes, uma vez que também são de sua responsabilidade. Alguns exemplos destes quesitos</p><p>são: estabelecer os níveis permissíveis de contaminantes no ambiente de trabalho e meio ambiente, estudar e</p><p>propor controles para os fatores de risco, aprovar projetos de ventilação local exaustora, recomendar o uso de</p><p>robôs para estações de trabalho onde não exista solução tecnológica que diminua os riscos, entre outros.</p><p>41</p><p>Histórico Brasil</p><p>Assim como ocorreu em outros países, o Brasil utilizou-se de mão-de-obra escrava, na mineração e na</p><p>agricultura, entre outras atividades econômicas, até o final do século XIX Por mais de 350 anos, praticamente</p><p>não existiam outras formas de trabalho que não fossem executadas por escravos.</p><p>Podem ser relacionados alguns trabalhos, em fábricas de charutos e rapé, em fábricas de velas de</p><p>sebo e os trabalhos sobre intoxicação por chumbo que foram desenvolvidos na Universidade da Bahia entre</p><p>1880 e 1903, os quais são reconhecidos até hoje.</p><p>No início do século XX, Oswaldo Cruz realizou estudos e trabalhos voltados ao combate às epidemias</p><p>de “doenças infecciosas relacionadas ao trabalho”, tais como a malária e a ancilostomose, que incapacitaram e</p><p>mataram milhares de trabalhadores na construção de ferrovias, e a febre amarela nos portos. Em 1910, ele</p><p>dirigiu pessoalmente frentes de trabalho na ferrovia, Madeira-Mamoré.</p><p>O primeiro surto industrial no Brasil ocorreu no final do século XIX, basicamente no Rio de Janeiro e</p><p>São Paulo, até 1920 guardando grande semelhança com o período da Revolução Industrial da Inglaterra de</p><p>cem anos antes. Um dos motivos que levou a este fato, foi o de que as indústrias montadas aqui haviam sido</p><p>transferidas da Europa, e no Brasil ainda não havia tradição de trabalho livre, o que, de um lado, coloca o</p><p>trabalhador como vendedor da força de trabalho e de outro o capitalista na condição comprador dessa força de</p><p>trabalho. Nem o trabalhador nem o empregador conheciam outra prática no trato com a força de trabalho, que</p><p>não fosse a chibata.</p><p>De acordo com trabalho de Warren Dean, “as condições de trabalho eram duríssimas: muitas</p><p>estruturas que abrigavam as máquinas não haviam sido originalmente destinadas a essa finalidade: além de</p><p>mal iluminadas e mal ventiladas, não dispunham de instalações sanitárias”. Em 1917, uma pessoa que visitou</p><p>uma fábrica na Moóca, em São Paulo, ouviu operários de doze ou treze anos de idade, da turma da noite, que</p><p>se queixavam de ser freqüentemente espancados e mostraram como prova do que diziam as equimoses e</p><p>ferimentos que traziam.</p><p>Durante esse período inicial da industrialização em nosso país, a Higiene Ocupacional, já praticada em</p><p>países desenvolvidos não era conhecida, e de maneira muito semelhante ao que aconteceu nesses países, às</p><p>primeiras preocupações com o assunto partiram de denúncias de trabalhadores, dos jornais da época, dos</p><p>estudos em universidades entre outros. A partir deste movimento social e sob a influência direta das</p><p>imigrações, que refletiam os movimentos sindicais europeus, as lideranças conseguem mobilizar a classe</p><p>operária para a grande “questão social”.</p><p>Em decorrência destes movimentos, tem início a intervenção do Estado, com a fixação das relações de</p><p>trabalho por meio de legislação específica. É aprovada, então, a primeira Lei sobre Acidentes de Trabalho</p><p>(Decreto-legislativo nº 3.754 de 15/01/1919), que acabou não refletindo o movimento social e, sim, o</p><p>movimento dos empregadores, reunido no Centro Industrial do Brasil. Deve-se levar em conta que esta Lei</p><p>tinha como fundamento jurídico a teoria do risco profissional, e a necessidade de intervenção da autoridade</p><p>policial em todas as ocorrências de acidentes do trabalho.</p><p>Como resultado da aplicação desta lei, e por influência de correntes européias, entre outros motivos, o</p><p>Brasil, no início do século XX, direcionou sua legislação e práticas nesse campo à infortunística que, segundo</p><p>autores dessa época, “é a parte da Medicina Legal que estuda os infortúnios ou riscos industriais,</p><p>propriamente, acidentes do trabalho e doenças profissionais”.</p><p>Essa forma de pensar acabou predominando, em detrimento de legislações de cunho mais social e</p><p>durante esse período serviu para o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, do governo de Getúlio Vargas,</p><p>justificar a decretação da Lei de Acidentes de Trabalho de 1944. Para uma comissão de juristas que elaborou a</p><p>lei, o conceito de acidente era:</p><p>“O acidente é um risco profissional que ameaça todos os que trabalham, e sobre tudo os que exercem um</p><p>ofício manual, de cujos efeitos ninguém pode estar livre. Não interessa pesquisar a causa nem o responsável.</p><p>O acidente deve ser considerado como um risco inerente ao exercício da profissão”.</p><p>42</p><p>Assim sendo, do ponto de vista jurídico-institucional, na primeira metade do século XX, a Higiene</p><p>Ocupacional encontra-se relacionada aos seguintes fatos:</p><p> Em 1923, foi</p><p>criada a Inspetoria de Higiene Industrial e Profissional, junto ao Departamento Nacional</p><p>de Saúde, embrião do Ministério da Saúde, que se estabeleceu até 1930;</p><p> Em 1934, foi decretada, a segunda Lei de Acidentes do Trabalho (Decreto nº 24.637, de 10/07/34),</p><p>sendo criada a Inspetoria de Higiene e Segurança do Trabalho, no âmbito do Departamento Nacional</p><p>do trabalho, do Ministério do trabalho, Indústria e Comércio. Neste mesmo ano, o Ministério do</p><p>Trabalho nomeou os primeiros “inspetores-médicos”, a fim de procederem à inspeção higiênica nos</p><p>locais de trabalho e estudos sobre acidentes e doenças profissionais;</p><p> Em 1938, a Inspetoria transformou-se em Serviço de Higiene do Trabalho e, em 1942, em Divisão de</p><p>Higiene e Segurança do Trabalho;</p><p> Em 1943, a legislação do trabalho, que se encontrava dispersa e redundante, foi agrupada e</p><p>condensada na primeira Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (Decreto-lei nº 5.452, de 01/05/43),</p><p>que incluía um capítulo sobre Higiene e Segurança do Trabalho. A legislação brasileira baseada na</p><p>Recomendação 112 da OIT foi expressa no Capítulo V da CLT e, em 1944, a legislação sobre</p><p>acidentes do trabalho é reformulada, por meio do Decreto-lei nº 7.036.</p><p>Portanto foi durante o governo Getúlio Vargas, e após a reestruturação do Estado, que ficou definida a</p><p>atuação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, no campo da “higiene e segurança do trabalho”,</p><p>retirando da Saúde Pública suas funções anteriores neste campo.</p><p>A partir de sua criação, o Ministério do Trabalho exerceu influência na formação de profissionais por</p><p>meio da realização de cursos de Enfermagem m, Medicina, Engenharia e Segurança do Trabalho. Ele gerou</p><p>vários trabalhos práticos, e atuou na regulamentação e fiscalização da legislação.</p><p>Entre os anos 30 e 50, a Higiene contou com os trabalhos realizados pelo Departamento Nacional de</p><p>Produção Mineral (DNPM), sendo alguns deles em conjunto com o Ministério do Trabalho, nas minas de Minas</p><p>Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Entre eles, temos: “Higiene das Minas de Ouro, Silicose, Morro</p><p>Velho, Minas Gerais”, “Higiene das Minas de Ouro – Silicose e Outras Doenças dos Mineiros de Passagem”,</p><p>“Silicose e Silicotuberculose”, “Higiene das Minas – Asbestose”.</p><p>Nesse mesmo período, vários pesquisadores brasileiros que haviam realizado estágios nas escolas de</p><p>Saúde Pública dos Estados Unidos voltaram ao Brasil e introduziram o ensino de Higiene do trabalho no Curso</p><p>de Sanitaristas ministrado no Rio de Janeiro e, em São Paulo, no Instituto de Higiene de São Paulo,</p><p>posteriormente Escola de Higiene e Saúde Pública da universidade de São Paulo – USP.</p><p>Assim, começam a surgir pesquisas desenvolvidas em instituições brasileiras, utilizando os novos</p><p>conhecimentos científicos para a intervenção no ambiente de trabalho.</p><p>A partir de 1945, a Escola de Higiene e Saúde Pública foi reconhecida como Faculdade de Saúde</p><p>Pública e expandiu suas atividades. Essa faculdade foi e tem sido um dos importantes centros de</p><p>disseminação em saúde ocupacional, por meio da pesquisa, do ensino, ou do estabelecimento de convênios</p><p>com outras instituições. Em 1973, forma-se a primeira turma do Curso de Medicina, Higiene e Segurança do</p><p>Trabalho.</p><p>Nessa mesma época, surgiram inúmeras instituições que contribuíram para a disseminação dos</p><p>conhecimentos de Higiene Ocupacional, tais como o Serviço Social da Indústria – SESI, nos estados de São</p><p>Paulo e Rio de Janeiro, a Associação Brasileira para a Prevenção de Acidentes – ABPA, o Serviço Especial de</p><p>Saúde Pública e as Faculdades de Direito, de Engenharia e de Medicina.</p><p>Na década de 1960, o governo brasileiro, preocupado com os crescentes índices de acidentes e</p><p>doenças do trabalho registrado no País, convidou técnicos da OIT para estudarem as condições de segurança</p><p>43</p><p>e higiene do trabalho no Brasil, em particular, em São Paulo, em razão da rápida industrialização. Esses</p><p>representantes concluíram pela necessidade de criação de um “centro de investigação sobre segurança,</p><p>higiene e medicina do trabalho, do qual tomassem parte ativa tanto os organismos oficiais como os privados</p><p>que se dedicavam aos problemas da proteção física do trabalhador”.</p><p>Assim, foi criado um grupo de trabalho para estudo da viabilidade de criação desse centro de</p><p>investigação, com representação de vários setores da sociedade, entre eles o Serviço Social da Indústria, a</p><p>Confederação Nacional das Indústrias, a Universidade de São Paulo, o Instituto Nacional de Seguridade Social,</p><p>o Ministério da Saúde e entidades internacionais como a Organização Internacional do Trabalho.</p><p>Em 1966, a Lei nº 5.161, de 21 de outubro, criava a Fundação Centro Nacional de Segurança, Higiene</p><p>e Medicina do Trabalho – FUNDACENTRO, com sede em São Paulo destinada a realizar estudos e pesquisas</p><p>pertinentes a Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho.</p><p>A FUNDACENTRO iniciou suas atividades em 1969 e destacam-se entre seus trabalhos iniciais as</p><p>pesquisas sobre inseticidas organoclorados, a doença pulmonar que acomete os trabalhadores que inalam</p><p>fibras de algodão, ruídos e vibrações em trabalhadores que operam marteletes pneumáticos, exposição</p><p>ocupacional à sílica em trabalhadores de cerâmica e exposição ocupacional ao chumbo.</p><p>A FUNDACENTRO foi criada a exemplo de outros institutos de pesquisa da área de Saúde</p><p>Ocupacional existentes, como o de Helsinque, na Finlândia e o NIOSH nos Estados Unidos. Ela tem</p><p>respondido a inúmeras demandas sobre riscos ambientais, esforços repetitivos, agrotóxicos e educação entre</p><p>outros temas.</p><p>Durante os anos 80, surgiram outros centros de estudo sobre saúde e segurança do trabalhador. São</p><p>exemplos: o Centro de Estudos sobre Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (CESTEH), ligado à fundação</p><p>Oswaldo Cruz e à Escola Nacional de Saúde Pública do Rio de Janeiro, o Departamento Intersindical de</p><p>Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (DIESAT) em São Paulo e o Instituto Nacional de</p><p>Saúde no Trabalho (INST) da Central Única dos Trabalhadores (CUT).</p><p>Com a constituição de 1998, ampliaram-se em nosso país atribuições e responsabilidades dos estados</p><p>e dos municípios na área de Saúde e Segurança do Trabalhador, de maneira que os Centros de referência de</p><p>Saúde do Trabalhador Estaduais e as Vigilâncias Sanitárias passaram a ter competência para atuar no Sistema</p><p>Único de Saúde.</p><p>Para inserção no processo de globalização, o Brasil adotou, no contexto do Programa Nacional de</p><p>Qualidade e Produtividade, as normas ISO série 9000, que introduziram uma visão sistêmica de gerenciamento</p><p>da Qualidade e que se expandiram para várias áreas nas empresas, incluindo muitas vezes a área de Saúde e</p><p>Segurança. Por extensão à área da Qualidade e por serem compatíveis entre si, outras normas começaram a</p><p>ser adotadas, como, por exemplo, a série ISO 14000 para gerenciamento do ambiente e a norma britânica BS</p><p>8800 para sistemas de gestão da segurança e saúde no trabalho.</p><p>Em decorrência dos vários movimentos da sociedade brasileira, ocorreram também mudanças na</p><p>legislação na área de Saúde e segurança dos Trabalhadores. Foram revisadas algumas Normas</p><p>Regulamentadoras e preconizados programas de prevenção, Figura 28, visando à prevenção da saúde e</p><p>integridade física dos trabalhadores. Surgem, então, no âmbito do Ministério do Trabalho, o Programa de</p><p>Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), Programa de Controle Médico em Saúde Ocupacional (PCMSO),</p><p>Programa de Prevenção Ocupacional ao Benzeno (PPEOB), Programa de Condições e Meio Ambiente de</p><p>Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT), Programa de Conservação Auditiva (PCA) e o Programa de</p><p>Proteção Respiratória (PPR).</p><p>O PPRA, em especial, é o instrumento pelo qual a Higiene Ocupacional, de forma articulada com os</p><p>outros programas e com a antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüentemente, do controle de riscos</p><p>ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, levando-se em consideração a</p><p>proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.</p><p>44</p><p>Figura 28 - Programas de prevenção, visando à prevenção da saúde e integridade física dos trabalhadores</p><p>Higiene Ocupacional, Higiene Industrial e Higiene do Trabalho</p><p>Os principais termos utilizados no Brasil para definir a ciência que se dedica ao estudo dos ambientes</p><p>de trabalho e à prevenção das doenças causadas por eles são: Higiene Ocupacional, Higiene Industrial e</p><p>Higiene do Trabalho.</p><p>O termo Higiene Ocupacional foi preferido internacionalmente para definir o campo de atuação desta</p><p>ciência, após as conclusões extraídas durante a Conferência Internacional de Luxemburgo, ocorrida de 16 a 21</p><p>de junho de 1986.</p><p>A definição dos termos Higiene Industrial e Higiene do Trabalho estão contempladas na definição de</p><p>Higiene Ocupacional, é considerado mais amplo, visto que não se refere apenas ao ambiente do trabalho ou</p><p>àquele dito industrial. Ao contrário, o seu campo de abrangência e atuação cresce a cada dia, tornando-se</p><p>necessário estudar as interfaces com outras ciências, como a Medicina, a Segurança, a Ergonomia e a</p><p>Sociologia, para de forma interdisciplinar melhorara as condições do ambiente de trabalho e a saúde do</p><p>trabalhador.</p><p>A Higiene Ocupacional é uma ciência, porque está baseada em fatos comprováveis: empíricos e</p><p>analisáveis por método científico por meio da Física, Química, Bioquímica, Toxicologia, Medicina, Engenharia e</p><p>Saúde Pública. Por outro lado, também é considerada a individualidade de cada trabalhador e as</p><p>características da atividade e do local de trabalho.</p><p>Por possuir caráter essencialmente preventivo, as ações da Higiene Ocupacional devem se</p><p>fundamentar primordialmente na prevenção da exposição e em estudos epidemiológicos prospectivos registra-</p><p>se as exposições ao longo do tempo para que se conheça alguma relação entre a exposição ocupacional e o</p><p>efeito à saúde.</p><p>Entre as definições conhecidas e mais amplamente difundidas podemos citar:</p><p> A definição da Americam Industrial Hygiene Association – AIHA para a Higiene Industrial, “ciência que</p><p>trata da antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos originados nos locais de trabalho</p><p>e que podem prejudicar a saúde e o bem estar dos trabalhadores, tendo em vista também o possível</p><p>impacto nas comunidades vizinhas e no meio ambiente”.</p><p> O conceito preconizado por Olishifski: A Higiene Ocupacional é definida como “aquela ciência e arte</p><p>devotada à antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos fatores de risco ou stresses</p><p>ambientais originados no, ou a partir do local de trabalho, os quais podem causar doenças, prejudicar a</p><p>saúde e o bem-estar, ou causar significante desconforto sobre os trabalhadores ou entre os cidadãos</p><p>de uma comunidade”.</p><p> A definição da American Conference of Governamental Industrial Hygienists – ACGIH: “ciência e arte</p><p>do reconhecimento, avaliação e controle de fatores ou tensões ambientais originados do, ou no, local</p><p>45</p><p>de trabalho e que podem causar de doenças, prejuízos para a saúde e bem-estar, desconforto e</p><p>ineficiência significativos entre trabalhadores ou entre os cidadãos da comunidade”.</p><p>RUÍDO</p><p> NR 15 - Atividades e Operações Insalubres</p><p>A Poluição Sonora hoje é tratada como uma contaminação atmosférica através da energia (mecânica</p><p>ou acústica). Tem reflexos em todo o organismo e não apenas no aparelho auditivo. Ruídos intensos e</p><p>permanentes podem causar vários distúrbios, alterando significativamente o humor e a capacidade de</p><p>concentração nas ações humanas. Provoca interferências no metabolismo de todo o organismo com riscos de</p><p>distúrbios cardiovasculares, inclusive tornando a perda auditiva, quando induzida pelo ruído, irreversível.</p><p>O ouvido humano escuta freqüências de 20 Hz (grave) a 20 mil Hz (agudo), enquanto um gato é capaz</p><p>de captar 25% a mais de graves 15 Hz e o triplo de agudos 60 mil Hz. A Figura 29 apresenta o funcionamento</p><p>do ouvido humano.</p><p>Figura 29 – Funcionamento do ouvido humano.</p><p>As Normas Regulamentadoras (NR) brasileiras indicam como prejudicial o ruído de 85 dBA (decibéis,</p><p>medidos na escala A do aparelho medidor da pressão sonora) para uma exposição máxima de 8 horas por dia</p><p>de trabalho. Sabe-se que sons acima dos 65 dB podem contribuir para aumentar os casos de insônia, stres,</p><p>comportamento agressivo e irritabilidade, entre outros. Níveis superiores a 75 dB podem gerar problemas de</p><p>surdez e provocar hipertensão arterial.</p><p>Do ponto de vista acústico, o som poderá apresentar três características distintas: a freqüência,</p><p>Figura 30, a amplitude, Figura 31 e o timbre, Figura 32.</p><p>Freqüência: Refere-se ao número de ciclos que as partículas materiais realizam em um segundo e o número</p><p>de vibrações por unidade de tempo, é medida pela unidade Hertz (Hz), que se refere à altura do som,</p><p>permitindo classificá-lo em uma escala que varia de grave a agudo;</p><p>Amplitude: Pode ser definida como a energia que atravessa uma área num intervalo de tempo, ou a força</p><p>exercida pelas partículas materiais, sobre a superfície na qual incidem. A amplitude relaciona-se com a</p><p>intensidade sonora, sendo um dos processos físicos utilizados na medida desta, juntamente com a pressão</p><p>efetiva e a energia transportada pelo som, que permite classificar o som em uma escala de fraco a forte;</p><p>Timbre: É uma qualidade da fonte sonora, que nos permite diferenciar os diferentes tipos de sons, através de</p><p>diversas freqüências harmônicas de que se compõem um determinado som complexo.</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr11.htm</p><p>46</p><p>Figura 31 – Representação da amplitude do som do ponto de vista acústico.</p><p>Figura 32 – Representação da amplitude do som do ponto de vista acústico.</p><p>Figura 30 – Representação da freqüência do som do ponto de vista acústico.</p><p>47</p><p>O que é o ruído?</p><p>O ruído é um som indesejado, cuja intensidade é medida em decibéis (dB). A escala de decibéis é</p><p>logarítmica, de modo que um aumento no nível de som de três decibéis representa um aumento da</p><p>intensidade de ruído para o dobro. Por exemplo, uma conversa normal pode atingir 65 dB e o nível atingido</p><p>por alguém gritando será de cerca de 80 dB. A diferença em dB é apenas de 15 valores, mas a pessoa que</p><p>grita atinge uma intensidade 30 vezes superior. A sensibilidade do ouvido humano em relação a diferentes</p><p>freqüências também varia; por conseguinte, o volume ou intensidade do ruído são normalmente medidos</p><p>em decibéis com ponderação A (dB(A)).</p><p>A intensidade de um ruído não constitui o único fator que determina a sua periculosidade; a duração</p><p>da exposição é também muito importante. No caso do ruído no trabalho, esta duração é geralmente de um</p><p>dia de trabalho de oito horas.</p><p>O ruído pode ser conceituado como qualquer sensação sonora desagradável ou indesejável, que gera</p><p>perdas adversas e significativas ao exposto em um determinado ambiente.</p><p>Do ponto de vista físico, pode-se definir ruído como o conjunto de sons ou ainda como toda a vibração</p><p>mecânica aleatória de um meio elástico.</p><p>Tipos de Ruídos</p><p>Conforme a acústica, ciência que estuda os sons e os fenômenos que lhes são relativos, os tipos mais</p><p>comuns existentes de ruídos são:</p><p>Ruído Direto: É aquele em que o indivíduo permanece diretamente exposto a fonte geradora;</p><p>Ruído Refletido: É aquele em que o indivíduo não está perto da fonte geradora, mas está próximo do obstáculo</p><p>refletor;</p><p>Ruído de Fundo: Como o próprio nome já diz, não está diretamente inserido no ambiente e sim indiretamente,</p><p>seus efeitos apresentam uma ameaça para audição. Algumas vezes esse tipo de ruído costuma ter fontes</p><p>desconhecidas</p><p>Limites e Tolerância à Exposição do Ruído</p><p>Ruídos contínuos ou intermitentes</p><p>Para medir a intensidade</p><p>de um som ou ruído, foi criada uma escala a qual descrevemos como escala</p><p>decibel. Segundo a NR-15 (Atividades e Operações Insalubres), anexo n° 01, o tempo de exposição permitido</p><p>para ruídos contínuos, intermitentes ou de impactos, se encontram na Tabela 5, a seguir:</p><p>Tabela 5 – Tempo de exposição permitido para ruídos contínuos ou intermitentes.</p><p>Nível de Ruído (dB) Máxima exposição diária permissível</p><p>85 8 horas</p><p>86 7 horas</p><p>87 6 horas</p><p>88 5 horas</p><p>89 4 h e 30 minutos</p><p>90 4 horas</p><p>91 3 horas e 30 minutos</p><p>92 3 horas</p><p>93 2 horas e 40 minutos</p><p>94 2 horas e 15 minutos</p><p>95 2 horas</p><p>96 1 hora e 45 minutos</p><p>98 1 hora e 15 minutos</p><p>100 1 hora</p><p>102 45 minutos</p><p>104 35 minutos</p><p>106 25 minutos</p><p>108 20 minutos</p><p>110 15 minutos</p><p>112 10 minutos</p><p>114 8 minutos</p><p>115 7 minutos</p><p>48</p><p>. Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente, para os fins de aplicação de Limites de Tolerância, o ruído</p><p>que não seja Ruído de Impacto.</p><p>. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de</p><p>pressão sonora operando no circuito de compensação “A” e circuito de resposta lenta (SLOW). As leituras</p><p>devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador.</p><p>. Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância fixados na Tabela 5.</p><p>. Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário será considerada a máxima exposição diária</p><p>permissível relativa ao nível imediatamente mais elevado.</p><p>. Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 dB(A) para indivíduos que não estejam</p><p>adequadamente protegidos.</p><p>. Se durante a jornada de trabalho ocorrerem dois ou mais períodos de exposição a ruídos de diferentes níveis,</p><p>devem ser considerados os seus efeitos combinados, de forma que, se a soma das seguintes frações:</p><p>Exceder a unidade, a exposição estará acima do limite de tolerância.</p><p>Cn – Indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico.</p><p>Tn – Indica a máxima exposição diária permissível a este nível.</p><p>. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores a níveis de ruído, contínuo ou intermitente,</p><p>superiores a 115 dB(A), sem proteção adequada, oferecerão risco grava e iminente.</p><p>Exemplo:</p><p>Um trabalhador exposto por 2 horas a nível de ruído de 85 dB + 30 minutos a nível de ruído de 100 dB + 2</p><p>minutos a nível de ruído de 115 dB está compatível com o limite de tolerância?</p><p>O que significa que a exposição está acima do limite de tolerância.</p><p>Ruídos de impacto</p><p>. Entende-se por ruído de impacto aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um)</p><p>segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo.</p><p>. Os níveis de impacto deverão ser avaliados em decibéis (dB), com medidor de nível de pressão sonora</p><p>operando no circuito linear e circuito de resposta para impacto. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido</p><p>do trabalhador. O limite de tolerância para o ruído de impacto será de 130 dB (linear). Nos intervalos entre os</p><p>picos, o ruído existente deverá ser avaliado como ruído contínuo.</p><p>. Em caso de não se dispor de medidor do nível de pressão sonora com circuito de resposta para impacto, será</p><p>válida a leitura feita no circuito de resposta rápida (FAST) e circuito de compensação “C”. Neste caso, o limite</p><p>de tolerância será de 120 dB (C).</p><p>. As atividades ou operações que exponham os trabalhadores, sem proteção adequada, a níveis de ruído de</p><p>impacto superiores a 140 dB (LINEAR), medidos no circuito de resposta para impacto, ou superiores a 130</p><p>dB(C), medidos no circuito de resposta rápida (FAST), oferecerão risco grave e iminente.</p><p>Danos na audição</p><p>0 – 25 dB Audição normal</p><p>26 – 40 dB Perda auditiva leve</p><p>41 – 70 dB Perda auditiva moderada</p><p>71 – 90 dB Perda auditiva severa</p><p>Acima de 90 dB Perda auditiva profunda</p><p>49</p><p>Efeitos do Ruído</p><p>Vale destacar que entre os agentes nocivos à saúde, o mais assíduo nos ambientes de trabalho é o</p><p>ruído. Pode-se dizer que ele tem sido responsável por vários distúrbios auditivos e não auditivos, contribuindo</p><p>para o aumento significativo do número de acidentes do trabalho.</p><p>Em outras palavras, todo o ruído é um som indesejável, logo, apresenta a característica de produzir</p><p>irritação, com isso, reduzindo a capacidade de concentração mental. Cabe aqui enfatizar, que o exposto a</p><p>níveis levados de ruídos no trabalho, pode ser muito prejudicado, tendo em vista seu esgotamento, fadiga e</p><p>cansaço, prejudicando suas atividades normais.</p><p>O ruído ocupacional seja ele oriundo de qualquer fonte geradora, afeta diretamente no desempenho</p><p>normal dos trabalhadores por isso deve-se levar em consideração os meios de prevenção. Os trabalhadores</p><p>como os principais sujeitos expostos, devem estar conscientes dos riscos inerentes as suas atividades e</p><p>deverão se proteger e exigir da empresa os equipamentos de proteção coletiva e individual.</p><p>Segundo Ayres e Corrêa (2001) a surdez profissional ou perda auditiva, na maioria das vezes não tem</p><p>cura, pois a princípio, a pessoa afetada não percebe que está perdendo a audição, porque não atinge a região</p><p>do ouvido utilizada para a comunicação, além disso, não há dor.</p><p>Estudos comprovam que os trabalhadores expostos a níveis elevados de ruído, têm o seu desempenho</p><p>reduzido, comprometendo na execução de tarefas e ampliando a probabilidade de erros e acidentes do</p><p>trabalho. A prevenção das perdas relacionadas ao ruído no trabalho se faz principalmente pela melhoria dos</p><p>locais de trabalho, com a eliminação dos riscos existentes e o controle rigoroso interno.</p><p>De um modo geral, pode-se dizer que a prevenção e a conscientização são as melhores soluções, pois</p><p>são inúmeras as ameaças ocasionadas pelo ruído nas pessoas desprotegidas. Os postos de trabalho, cujos</p><p>níveis de exposição diários ultrapassam os 80 dB (A), devem ser submetidos a intervenções para redução dos</p><p>níveis gerados e também deverão ser realizados exames médicos periódicos aos expostos a essas condições,</p><p>para detectar possíveis perdas auditivas.</p><p>Revista Eletrônica Lato Sensu – Ano 02, n° 01, julho de 2007. ISSN 1980-6116. Fonte: http://www.unicentro.br,</p><p>acesso em: 04/06/2010, às 14h50min.</p><p>50</p><p>Níveis de ruído em decibéis</p><p>A Tabela 6 apresenta níveis de ruído em decibéis associados a diferentes cenários.</p><p>Tabela 6 – Níveis de decibéis</p><p>VIBRAÇÃO</p><p>Um corpo está em vibração quando descreve um movimento oscilatório em torno de um ponto</p><p>fixo. O número de vezes em que o ciclo completo do movimento se repete durante o período de um</p><p>segundo é chamado de freqüência e, é medido em ciclos por segundo ou Hertz (Hz).</p><p>O movimento vibratório pode ser visualizado através de um pêndulo, corda de instrumento</p><p>musical, corpo em movimento e até mesmo do átomo. Na indústria, a vibração é encontrada nas</p><p>máquinas girantes.</p><p>O modelo vibratório é caracterizado pelo deslocamento ao longo do tempo, com o intercâmbio</p><p>de energia potencial por energia cinética e vice-versa, resultando em um movimento oscilatório.</p><p>A freqüência é uma grandeza física ondulatória que indica o número de ocorrências de um evento</p><p>(ciclos, voltas, oscilações, etc) em um determinado intervalo de tempo. Alternativamente, podemos medir o</p><p>tempo decorrido para uma oscilação. Esse tempo em particular recebe o nome de período (T). Desse modo, a</p><p>freqüência é o inverso do período. Por exemplo, se o coração de um bebê recém-nascido bate em uma</p><p>freqüência de 120 vezes por minuto, o seu período (intervalo entre os batimentos) é metade de um segundo. A</p><p>Figura 33 apresenta cinco ondas senoidais com diferentes freqüências (a azul é a de maior freqüência). Repare</p><p>que o comprimento da onda é inversamente proporcional à freqüência.</p><p>Figura 33 - Cinco ondas senoidais com diferentes freqüências (a azul é a de maior freqüência).</p><p>Além dos efeitos</p><p>daninhos, os altos níveis de barulho também</p><p>podem reduzir o desempenho para níveis muito baixos, por</p><p>exemplo, em tarefas que requerem atenção e julgamento:</p><p>Em geral temos que:</p><p>- Ruídos intermitentes e imprevisíveis são mais perturbadores</p><p>do que barulhos constantes no mesmo nível;</p><p>- Barulhos de alta freqüência (acima de cerca de 2.000 Hz)</p><p>usualmente produzem mais interferência no desempenho do</p><p>que os barulhos de baixa freqüência;</p><p>- O barulho mais provavelmente afetará a taxa de erro</p><p>(qualidade) do trabalhador do que sua taxa de produção.</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Grandeza_f%C3%ADsica</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Ondulat%C3%B3ria</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Tempo</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Per%C3%ADodo_(f%C3%ADsica)</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Onda</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Seno</p><p>51</p><p>Para processos cíclicos, tais como a rotação, oscilações, ou ondas, a freqüência é definida como um</p><p>número de ciclos por unidade de tempo. Em física e disciplinas de engenharia, tais como óptica, acústica e</p><p>de rádio, a freqüência é geralmente indicada por uma letra f Latina ou pela letra grega ν (nu). Note que a</p><p>freqüência angular é usualmente representada pela letra grega ω (ômega), que tem como unidade no SI</p><p>radianos por segundo (rad / s).</p><p>Para contagens por unidade de tempo, a unidade no SI para a freqüência é o hertz (Hz), em</p><p>homenagem ao físico alemão Heinrich Hertz, 1 Hz significa que o evento se repete uma vez por segundo.</p><p>Um nome anterior para esta unidade foi ciclos por segundo.</p><p>A unidade tradicional de medida utilizada com dispositivos mecânicos de rotação é rotações por</p><p>minuto, RPM abreviado. 60 RPM igual a um hertz.</p><p>O período, normalmente indicado por T, é o período de tempo correspondente a um ciclo, e é o</p><p>recíproco da freqüência f:</p><p>A unidade no SI para o período é o segundo.</p><p>Vibrações ocupacionais</p><p>Ao contrário de outros agentes, onde o trabalhador é sujeito passivo, expondo-se aos riscos, no caso</p><p>das vibrações, deve haver caracteristicamente, o contato entre o trabalhador e o equipamento ou máquina que</p><p>transmita a vibração.</p><p>A vibração consiste em movimento inerente aos corpos dotados de massa e elasticidade. O corpo</p><p>humano possui uma vibração natural. Se uma freqüência externa coincide com a freqüência natural do sistema,</p><p>ocorre a ressonância, que implica em amplificação do movimento. A energia vibratória é absorvida pelo corpo,</p><p>como conseqüência da atenuação promovida pelos tecidos e órgãos. O corpo humano possui diferentes</p><p>freqüências de ressonância, conforme Figura 34.</p><p>O corpo humano reage às vibrações de formas diferentes. A sensibilidade às vibrações longitudinais</p><p>(ao longo do eixo z, da coluna vertebral) é distinta da sensibilidade transversal (eixos x ou y, ao longo dos</p><p>braços ou através do tórax). Em cada direção, a sensibilidade também varia com a freqüência, eis que para</p><p>determinada freqüência, a aceleração tolerável é diferente daquela em outra freqüência.</p><p>Existem vários efeitos catalogados, sendo que os mais danosos são:</p><p>. Perda do equilíbrio, simulando uma labirintite, além de lentidão de reflexos;</p><p>. Manifestação de alteração no sistema cardíaco, com aumento da freqüência de batimento do coração;</p><p>. Efeitos psicológicos, tal como a falta de concentração no trabalho;</p><p>. Apresentação de distúrbios visuais, como visão turva;</p><p>. Efeitos no sistema gastrointestinal, com sintomas desde enjôo até gastrites e ulcerações;</p><p>. Manifestação do mal do movimento (cinetose), que ocorre no mar, em aeronaves ou veículos terrestres, com</p><p>sintomas de náuseas, vômitos e mal estar geral;</p><p>. Comprometimento, inclusive permanente, de determinados órgãos do corpo;</p><p>. Degeneração gradativa do tecido muscular e nervoso, especialmente para os submetidos a vibrações</p><p>localizadas, apresentando a patologia, popularmente conhecida como dedo branco, causando perda da</p><p>capacidade manipulativa e o tato nas mãos e dedos, dificultando o controle motor.</p><p>Classificação das vibrações transmitidas ao corpo humano</p><p>As vibrações transmitidas ao corpo humano podem ser classificadas em dois tipos, de acordo com a</p><p>região do corpo atingida:</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%ADsica</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Engenharia</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%93ptica</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Ac%C3%BAstica</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/R%C3%A1dio</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Heinrich_Hertz</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclos_por_segundo</p><p>52</p><p>. Vibrações de corpo inteiro: são de baixa freqüência e alta amplitude situa-se na faixa de 1 a 80 Hz, mais</p><p>especificamente 1 a 20 Hz. Estas vibrações são específicas para atividades de transporte e são afetas à norma</p><p>ISO 2631.</p><p>. Vibrações de extremidades (também conhecidas como segmentais, localizadas ou de mãos e braços): são</p><p>as mais estudadas, situam-se na faixa de 6,3 a 1250 Hz, ocorrendo com ferramentas manuais e normatizadas</p><p>pela ISO 5349.</p><p>Figura 34 – Freqüências de ressonância do corpo humano</p><p>CALOR</p><p>Definição</p><p>Calor pode ser definido como energia em trânsito decorrente da diferença de temperatura</p><p>entre dois corpos.</p><p>O trabalho em ambiente expostos a altas temperaturas acarretam no homem as seguintes</p><p>conseqüências:</p><p>• Fadiga;</p><p>• Queda de rendimento;</p><p>• Erros de percepção;</p><p>• Perturbações psicológicas.</p><p>Mecanismos de Transferência de Calor</p><p>• Condução - Quando os dois corpos em temperatura diferentes são colocados em contato,</p><p>haverá um fluxo de calor do corpo com temperatura maior para o de temperatura menor. Este</p><p>fluxo torna-se nulo, no momento em que as temperaturas dos dois corpos se igualam,</p><p>Figura 35.</p><p>Figura 35 – Transferência de calor por condução.</p><p>53</p><p>• Condução-convecção - A troca térmica se processa como no caso anterior somente que,</p><p>neste caso, pelo menos um dos corpos é um fluído. Desta forma, a transição do calor entre</p><p>dois corpos provocará a movimentação do fluído. Consideramos um corpo sólido "A" com</p><p>temperatura tA e um gás "B" com temperatura tB· Nos dois casos ocorrerá a troca térmica.</p><p>tA > tB ou tA < Tb, Figura 36.</p><p>Se tA > tB o corpo "A" perde calor para a camada mais próximo do gás "B"; esta se aquece e</p><p>sofre um deslocamento ascendente, sendo, em seguida, substituída por outra camada de gás</p><p>menos aquecida. Se tA < tB, o corpo "A" ganha calor da camada mais próxima do gás "B";</p><p>esta se esfria, sofrendo um deslocamento descendente, sendo, em seguida, substituída por</p><p>outra camada de gás aquecida. Em ambos os casos observa-se o aparecimento de uma</p><p>movimentação natural do gás.</p><p>Figura 36 – Transferência de calor por condução - convecção.</p><p>• Radiação - Quando dois corpos se encontram em temperaturas diferentes, haverá uma</p><p>transferência de calor, por emissão de radiação infravermelha, do corpo com temperatura</p><p>maior para o corpo com temperatura menor. Este fenômeno ocorre, mesmo não havendo um</p><p>meio de propagação entre eles. O calor transmitido através deste mecanismo é denominado</p><p>calor radiante, Figura 37.</p><p>Figura 37 – Transferência de calor por radiação.</p><p>• Evaporação - Um líquido que envolve um sólido em uma determinada temperatura</p><p>transforma-se em vapor, passando para o meio ambiente. Este fenômeno, denominado</p><p>evaporação, é função da quantidade de vapor já existente no meio e da velocidade do ar na</p><p>superfície do sólido. Considerando-se que a pressão de vapor no meio se mantém constante,</p><p>para que um líquido passe a vapor, no processo de evaporação, é necessário que o mesmo</p><p>absorva calor. No caso citado, o líquido retira calor do sólido para passar a vapor. Concluindo,</p><p>pode-se afirmar que o sólido perdeu calor para o meio ambiente, pelo mecanismo de</p><p>evaporação, Figura 38.</p><p>54</p><p>Figura 38 – Transferência de calor por evaporação.</p><p>Trocas Térmicas no Organismo Humano</p><p>O equilíbrio térmico do corpo humano, Figura 39, é mantido através de mecanismo de ganho</p><p>e perda de calor, relacionados</p><p>pela seguinte expressão matemática:</p><p>S = M ± C ± R ± E</p><p>onde:</p><p>M= produção metabólica de calor.</p><p>C= calor ganho ou perdido por convecção.</p><p>R= calor ganho ou perdido por radiação.</p><p>E= calor perdido por evaporação.</p><p>S= calor acumulado no organismo (sobrecarga térmica).</p><p>Figura 39 – Equilíbrio térmico do corpo humano.</p><p>Diferenças entre conforto térmico e sobrecarga térmica</p><p>Tecnicamente não há um limite específico para se estabelecer à diferença entre as duas situações.</p><p>. A avaliação de sobrecarga térmica é estabelecida pelo anexo nº 3 da NR-15.</p><p>. A transmissão de calor ocorre no sentido ambiente-corpo. O organismo tende a aumentar a</p><p>temperatura interna resultando num processo chamado hipertemia. Para evitar esse processo</p><p>ocorrem os seguintes mecanismos:</p><p>- Vasodilatação sanguínea</p><p>- Ativação das glândulas sudoríparas (sudorese)</p><p>- Aumento da circulação sanguínea periférica</p><p>- Troca eletrolítica de suor</p><p>- Morte por falha cardíaca quando a temperatura retal for superior a 41,7°C.</p><p>55</p><p>• Conseqüências da hipertermia:</p><p>- Transtornos sistemáticos</p><p>- Câimbra por calor</p><p>- Esgotamento (Exaustão do calor)</p><p>- Dessalinização (perda de íons de sódio)</p><p>- Deficiência circulatória</p><p>- Desidratação</p><p>- Choque Térmico</p><p>- Transtornos na pele</p><p>- Erupções</p><p>- Queimaduras (por radiação ultravioleta)</p><p>- Transtornos psiconeuróticos</p><p>• Avaliação de Calor</p><p>A avaliação de calor é baseada nas medições dos parâmetros que influenciam diretamente</p><p>na quantificação da sobrecarga térmica. São eles:</p><p>- Temperatura do ar</p><p>- Calor radiante</p><p>- Atividade exercida</p><p>- Umidade relativa do ar</p><p>- Velocidade do ar</p><p>Temperatura do ar</p><p>A quantidade de calor ganha ou perdida pelo corpo humano é proporcional a diferença de</p><p>temperatura entre o ambiente e o homem.</p><p>Calor Radiante</p><p>É uma variável que influi de forma significativa no processo de sobrecarga térmica quando no</p><p>ambiente a ser avaliado, há a presença de fontes de radiação que emitem considerável</p><p>quantidade de energia no espectro infravermelho.</p><p>Avaliação:</p><p>A avaliação é realizada com o auxílio de um equipamento denominado termômetro de globo.</p><p>O termômetro de globo consiste de uma esfera oca de cobre com aproximadamente 15 cm de</p><p>diâmetro e 1 mm de espessura pintado em preto fosco e um termômetro comum de bulbo ou</p><p>termopar localizado no centro do globo.</p><p>O globo absorve calor que é transmitido ao termômetro interno por convecção. As leituras</p><p>devem ser iniciadas após 30 minutos de estabilização.</p><p>Atividade Exercida</p><p>A quantidade de calor produzida pelo organismo é proporcional à atividade executada.</p><p>Na literatura encontram-se várias correlações entre atividades e carga térmica geral,</p><p>entretanto para efeito de cálculo considera-se a tabela do anexo 3 da NR-15.</p><p>Índices utilizados nas avaliações:</p><p>Os índices tratam de correlacionar de acordo com a natureza da exposição as variáveis que</p><p>influem nas trocas entre o indivíduo e o ambiente e dimensiona a magnitude do risco.</p><p>T.E. - Temperatura efetiva</p><p>T.E.c. - Temperatura efetiva corrigida</p><p>I.B.U.T.G .- Índice de bulbo úmido termômetro de globo</p><p>I.S.T. - Índice de sobrecarga térmica.</p><p>56</p><p>Todos os índices tratam de estabelecer os limites entre os quais o intercâmbio térmico</p><p>entre o organismo e o meio ambiente externo, não suponha perigo ou risco para as pessoas.</p><p>O índice T.E. e T.E.c. são apropriados somente para a avaliação de conforto</p><p>térmico pois não consideram o tipo de atividade e o I.B.U.T.G e o I.S.T são usados para</p><p>avaliações de sobrecarga térmica.</p><p>A legislação brasileira através da Portaria 3214 estabelece o índice de Bulbo úmido -</p><p>Termômetro de Globo para avaliação de exposição ao calor. Este índice é baseado na</p><p>ponderação fracionada das temperaturas de globo, bulbo úmido e bulbo seco.</p><p>A equação para o cálculo do índice varia em função da presença, ou não de carga</p><p>solar no momento da medição.</p><p>Ambientes internos ou externos sem carga solar:</p><p>IBUTG = 0,7 Tbn + 0,3 Tg</p><p>Ambientes externos com carga solar:</p><p>IBUTG = 0,7 Tbn + 0,2 Tg + 0,1 Tbs</p><p>tbn - temperatura de bulbo úmido natural</p><p>tg - temperatura de globo</p><p>tbs - temperatura de bulbo seco</p><p>Obs: Encontram-se disponíveis no mercado equipamentos eletro-eletrônicos que fornecem os</p><p>resultados diretamente e valores de IBUTG.</p><p>Limites de tolerância:</p><p>Os Limites de Tolerância bem como os procedimentos de avaliação são estabelecidos pelo</p><p>anexo 03 da NR-15 Portaria 3214 - MTE.</p><p>O índice de Bulbo úmido - Termômetro de Globo – IBUTG utilizado para a</p><p>avaliação da sobrecarga térmica é um método simples, baseado na combinação das leituras</p><p>provenientes dos termômetros de globo, bulbo úmido e seco, correlacionando posteriormente</p><p>à carga térmica ambiental com a carga metabólica do tipo de atividade exercida pelo</p><p>trabalhador.</p><p>A NR 15 – Anexo 3, indica dois procedimentos para o cálculo do IBUTG, um para</p><p>ambientes internos (sem carga solar) e outro para ambientes externos (com carga solar</p><p>proveniente de fontes naturais ou artificiais).</p><p>• Os “LT” estabelecidos pelas tabelas do Anexo 3, variam de acordo com a existência de</p><p>descanso no próprio local de trabalho ou em outro local. Considera-se local de descanso</p><p>ambiente termicamente mais ameno com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade</p><p>leve, onde “M” é a taxa de metabolismo média ponderada em uma hora.</p><p>• Além do estabelecido no Anexo 3 recomenda-se utilizar a metodologia estabelecida na</p><p>Norma NHT 01 para a avaliação da sobrecarga térmica com a presença ou não da carga</p><p>solar.</p><p>• Em relação à sobrecarga térmica, a exposição ao calor com valores de IBUTG superiores aos</p><p>“LT” será caracterizada como insalubre de grau médio, cabendo ao trabalhador o adicional</p><p>devido de 20% sobre o salário mínimo legal (regional).</p><p>57</p><p>• Ciclo de Trabalho - Conjunto das atividades desenvolvidas pelo trabalhador em uma</p><p>seqüência definida e que se repete de forma contínua no decorrer da jornada de trabalho.</p><p>• Ponto de Trabalho - Todo e qualquer local onde o trabalhador permanece durante o desenvol-</p><p>vimento de seu ciclo de trabalho.</p><p>• Situação Térmica - Cada parte do ciclo de trabalho, onde as condições ambientais são manti-</p><p>das constantes, de forma que os parâmetros a serem estabelecidos permaneçam inalterados.</p><p>• Limite de Tolerância - Representa as condições sob as quais se acredito que a grande</p><p>maioria dos trabalhadores possa ficar continuamente exposta, diariamente, sem sofrer efeitos</p><p>adversos à sua saúde.</p><p>• Temperatura de ponto de orvalho: é a menor temperatura a que o ar pode ser resfriado, sem</p><p>que ocorra alguma condensação de vapor de água ou umidade.</p><p>Exercícios:</p><p>1º) Um operador gasta 3 minutos para carregar o forno e aguarda 4 minutos para a carga</p><p>atingir a temperatura esperada, sem, no entanto, sair do local de trabalho. Em seguida gasta</p><p>outros 3 minutos para descarregar o forno. Este ciclo de trabalho é continuamente repetido</p><p>durante toda a jornada de trabalho em local sem carga solar.</p><p>Solução:</p><p>Todo o cálculo é efetuado em cima de uma base de cálculo de 60 minutos, que é</p><p>representativa para toda a jornada de trabalho.</p><p>Foi realizado levantamento em campo com o auxílio da árvore dos termômetros, os valores</p><p>encontrados foram:</p><p>Tg = 35ºC; tbn = 25 ºC, tbs = 28ºC</p><p>a) Definir o tipo de atividade segundo o Quadro 3:</p><p>Moderada Solar.</p><p>b) Calcular o IBUTG para recinto fechado sem carga solar:</p><p>IBUTG = 0,7tbn + 0,3tg → IBUTG = 28ºC;</p><p>c) Definir o ciclo de trabalho para uma base de cálculo de 1 h (60 min.)</p><p>Tempo de trabalho: 6 min. X 6 = 36 minutos;</p><p>Tempo de descanso: 4 min. X 6 = 24 min.;</p><p>Ciclo de trabalho: 36 min. Trabalhando por 24 min. Descansando no próprio local de trabalho.</p><p>Consultando o Quadro 1 para encontrar o ciclo máximo de trabalho permitido para o IBUTG</p><p>de 28ºC, verifica-se que o trabalhador executando uma</p><p>tarefa do tipo MODERADA poderia</p><p>ficar exposto a um ciclo máximo de 45 min. Trabalhando por 15 min. Descansando.</p><p>Conclusão: Neste caso conclui-se que o ciclo de trabalho (36 min por 24) apresentado, é</p><p>adequado para o IBUTG de 28ºC, que permite um ciclo de até 45 min. x 15 min. Para uma</p><p>atividade tipo MODERADA. Portanto o “LT” não foi ultrapassado.</p><p>É possível verificar que a definição do tipo de atividade (leve, moderada ou pesada) fica a</p><p>carga a avaliação subjetiva do profissional de segurança. A consulta do Quadro 3 é limitada a</p><p>identificação da descrição da atividade (neste exercício) não sendo utilizado o valor</p><p>quantitativo da taxa de metabolismo (Kcal/h) para efeitos de cálculo. Desta forma,</p><p>dependendo do avaliador, o que pode ser atividade moderada para um, pode ser pesado para</p><p>58</p><p>outro, influenciando significativamente a conclusão da avaliação através da consulta ao</p><p>Quadro 1.</p><p>Eliminação / neutralização da Insalubridade por calor</p><p>A insalubridade por calor só poderá ser eliminada através de medidas aplicadas no ambiente</p><p>ou reduzindo-se o tempo de permanência junto às fontes de calor, de forma que o “M” fique</p><p>compatível com o IBUTG.</p><p>A neutralização através de EPI’s não ocorre, pois não é possível determinar se estes reduzem a</p><p>intensidade do calor a níveis abaixo dos limites de tolerância, conforme prevê o artigo 191, item II, da</p><p>CLT. Os EPIs (blusões e mangas), muitas vezes, podem até prejudicar as trocas térmicas entre o</p><p>organismo e o ambiente. Entretanto, os EPIs devem ser sempre utilizados, uma vez que protegem os</p><p>empregados dos riscos de acidentes e doenças ocupacionais.</p><p>Conceito legal de conforto térmico</p><p>A caracterização de conforto térmico é estabelecida pela NR-17 Ergonomia Portaria</p><p>3214/MTE.</p><p>FRIO</p><p>É a sensação produzida pela falta de calor num corpo ou matéria, causada pela baixa</p><p>temperatura atmosférica ou por meios artificiais através de refrigeração. O frio é um processo</p><p>sensorial.</p><p>O frio é variável. É impossível afirmar que certa pessoa sentirá frio a 20°C, por exemplo. Isso</p><p>depende de a pessoa se acostumar à temperatura, o que aumenta a sua tolerância ao frio, conforme</p><p>Figura 40.</p><p>As temperaturas baixas podem fazer com que as pessoas tenham a temperatura do corpo reduzida,</p><p>se não se agasalham devidamente. Isso pode até causar a morte por hipotermia.</p><p>Figura 40 – Atividade realizada em ambiente frio.</p><p>AGENTES QUÍMICOS</p><p> NR 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)</p><p>Para fins da NR9, Riscos Ambientais, são aqueles existentes nos ambientes de trabalho,</p><p>originados de agentes físicos, químicos ou biológicos, capazes de causar agravos à saúde do</p><p>trabalhador em função:</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Refrigera%C3%A7%C3%A3o</p><p>http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipotermia</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr9.htm</p><p>59</p><p>. Da natureza, concentração ou intensidade do agente;</p><p>. Do tempo de exposição do trabalhador;</p><p>. Da hipersensibilidade do trabalhador.</p><p>Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam</p><p>penetrar no organismo pela via respiratória nas formas de:</p><p>. Poeiras - Aerosóis sólidos formados por desagregação mecânica de sólidos.</p><p>Ex. minérios, madeiras, cereais, amianto, granito, etc.</p><p>. Fumos - Aerosóis sólidos formados por condensação de sólidos envolvendo processo de oxidação.</p><p>Ex. PbO, FE2O3, CdO.</p><p>. Névoas - Aerosóis líquidos formados por desagregação mecânica de líquidos.</p><p>Ex. pinturas spray, névoas de H2SO4 no carregamento de baterias.</p><p>. Neblinas - Aerosóis líquidos formados por condensação de vapores em temperaturas normais.</p><p>Ex. neblina de gasolina.</p><p>. Fumaças - Aerosóis sólidos resultante de combustão incompleta de materiais carbonáceos (carvão)</p><p>Ex. queima de materiais orgânicos.</p><p>Ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo</p><p>organismo por via cutânea ou pela via oral (ingestão).</p><p>Tipos de lesões</p><p>Pele:</p><p>Dermatites, câncer, erupções, queratoses.</p><p>Pulmões:</p><p>Silicose, asma, pneumonias, bronquite, câncer.</p><p>Coração e sist. Vascular:</p><p>Infarto do miocardio, intox. CO, leucemia, anemia.</p><p>Sist. Nervoso</p><p>Rim</p><p>Aparelho digestivo:</p><p>Úlceras</p><p>AGENTES BIOLÓGICOS</p><p>Consideram-se agentes biológicos:</p><p>. Bactérias</p><p>. Fungos</p><p>. Bacilos</p><p>. Parasitas</p><p>. Protozoários</p><p>. Virus, entre outros, caso presentes nos locais de trabalho.</p><p>AGENTES FÍSICOS</p><p>Consideram-se agentes físicos os diversos fenômenos físicos a que possam estar expostos</p><p>os trabalhadores, em sua atividade laboral, tais como:</p><p>60</p><p>. Ruído</p><p>. Vibrações</p><p>. Pressões anormais</p><p>. Calor</p><p>. Frio</p><p>. Radiações Ionizantes</p><p>. Radiações não Ionizantes</p><p>. Infra-som</p><p>. Ultra-som</p><p>MEDICINA DO TRABALHO</p><p>Assunto abordado no item HIGIENE OCUPACIONAL, tópico Histórico Brasil</p><p>PCMSO - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL</p><p> NR 07 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO)</p><p>Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implantação, por parte de todos os</p><p>empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle</p><p>Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do</p><p>conjunto dos seus trabalhadores.</p><p>O PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores,</p><p>especialmente os identificados nas avaliações previstas nas demais NR´s. O PCMSO deve incluir,</p><p>entre outros, a realização obrigatória dos exames médicos: admissional, periódico, de retorno ao</p><p>trabalho, de mudança de função e demissional.</p><p>Exame de sangue, urina, raios-X, eletroencefalograma, audiometria ou esforço físico são</p><p>exemplos de exames médicos obrigatórios, e suas necessidades variam de acordo com a função</p><p>exercida pelo funcionário na empresa.</p><p>Também impõe a obrigatoriedade das empresas na prestação de primeiros socorros aos</p><p>funcionários que porventura se acidentarem, tal como:</p><p>“Todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação de</p><p>primeiros socorros, considerando-se as características da atividade desenvolvida; manter</p><p>este material em local adequado, e aos cuidados de pessoas treinadas para este fim.”</p><p>A ação de primeiros socorros deve ser cuidadosa, para que o ocorrido não origine outros</p><p>acidentes, ou agrave o estado ou condição daqueles que demandam a sua intervenção. Para tal, é</p><p>preciso ter habilidades conforme a formação de brigadas de incêndio, capacitação da CIPA ou outros</p><p>cursos específicos de salvatagem.</p><p>Em caso de acidentes, deve-se primeiramente sinalizar o local da ocorrência, atuar para cortar</p><p>o fornecimento de energia elétrica ou de possíveis agentes geradores de incêndio, e isolar a área e</p><p>afastar as pessoas para que os curiosos e demais pessoas cuja reação possa atrapalhar ou dificultar o</p><p>socorro, além de acionar serviços especializados (SAMU, por exemplo).</p><p>A remoção das vítimas de acidentes somente deverá se processar se tal medida for</p><p>absolutamente necessária para não expô-los a perigos maiores, tais como explosões,</p><p>desmoronamentos, asfixia por gases, choques elétricos etc.</p><p>Caso haja outras pessoas dispostas a ajudar, distribua as tarefas de modo a atender com</p><p>maior presteza e eficiência as vítimas.</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr7.htm</p><p>61</p><p>Exames médicos obrigatórios</p><p> Admissional – Antes que o trabalhador assuma suas funções.</p><p> Periódico Anual – Para trabalhadores menores de dezoito e maiores de quarenta e</p><p>cinco anos.</p><p> Periódico Bianual – Para trabalhadores entre dezoito e quarenta e cinco anos.</p><p> Retorno ao Trabalho – Primeiro dia de volta ao trabalho, após afastamento por período</p><p>igual ou superior a trinta dias por motivo de doença, acidente de trabalho ou parto.</p><p> Mudança</p><p>da produtividade, ou qualquer outra otimização de resultado,</p><p>tem que, necessariamente, passar pela saúde do trabalhador e pela integridade ambiental, pois</p><p>estes são, sem dúvida, os únicos realmente importantes “bens” (ou “capital”). Somente com esta</p><p>disposição é que a empresa consegue seguir adiante com sucesso.</p><p>Raramente os profissionais em geral têm acesso a informações que demonstrem a</p><p>importância das condições de trabalho para a satisfação e a manutenção da saúde dos</p><p>trabalhadores e do meio ambiente, para a melhoria da produtividade da empresa e,</p><p>conseqüentemente, da competitividade desta. Diante deste desconhecimento desta problemática,</p><p>não há interesse e, portanto pode não perceber esses relacionamentos.</p><p>A não compreensão deste relacionamento leva, sem dúvida, a perdas maiores que os</p><p>investimentos requeridos para adequar o local de trabalho a padrões mínimos de conforto e</p><p>segurança, com destaque para o processo produtivo e seus resultados (Adaptado de BARBOSA</p><p>FILHO, 2010).</p><p>A Segurança do trabalho pode ser entendida como o conjunto de medidas que são adotadas</p><p>visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade</p><p>e a capacidade de trabalho do trabalhador.</p><p>Faz parte da sua composição diversas disciplinas como Introdução à Segurança, Higiene e</p><p>Medicina do Trabalho, Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e Instalações,</p><p>Psicologia na Engenharia de Segurança, Comunicação e Treinamento, Administração aplicada à</p><p>Engenharia de Segurança, Doenças do Trabalho, Metodologia de Pesquisa, Legislação e Normas</p><p>Técnicas, Responsabilidade Civil e Criminal, Perícias, Proteção do Meio Ambiente, Ergonomia e</p><p>Iluminação, Proteção contra Incêndios e Explosões e Gerência de Riscos.</p><p>Se analisarmos de forma macro, quando há intercorrências sobre a saúde física ou mental do</p><p>homem (por causa de um acidente de trabalho, por exemplo), várias outras perdas para o mesmo,</p><p>para sua família, e para sociedade em geral, ocorrerão em sequência, conforme Figura 1, tais como:</p><p> Perda na saúde do indivíduo, que afeta sua capacidade laboral;</p><p> Redução da renda familiar (impactando na alimentação, moradia, lazer, educação etc.);</p><p> Marginalização da mão de obra do acidentado;</p><p> Mão de obra infantil ou adolescente em busca prematura por emprego;</p><p> Tempo despendido com reabilitação do trabalhador;</p><p> Possíveis preconceitos existentes contra o trabalhador acidentado;</p><p> Seqüelas psicofisiológicas e comportamentais ao acidentado;</p><p> Aumento dos custos para as empresas (contratação e treinamento de novos funcionários,</p><p>e tempo necessário para sua maturidade profissional);</p><p> Impacto psicológico nos demais colegas de trabalho do profissional acidentado;</p><p> Oneração das indenizações providas pela Previdência Social Nacional;</p><p> Aumento da carga tributária para todos os demais cidadãos, etc.</p><p>5</p><p>A melhor maneira de minimizar os custos da empresa é investir na prevenção de acidentes.</p><p>Muitos empresários têm a idéia errônea que devem diminuir seus investimentos em equipamentos de</p><p>proteção individual, contratação de pessoal de segurança do trabalho e medidas de segurança. O</p><p>custo de um acidente pode trazer inúmeros prejuízos à empresa.</p><p>Acidentes levam a encargos com advogados, perdas de tempo e materiais e na produção. Há</p><p>casos de empresas que tiveram que fechar suas portas devido à indenização por acidentes de</p><p>trabalho. Com certeza seria muito mais simples investir em prevenção e em regularização da</p><p>segurança nesta empresa, evitando futuras complicações legais.</p><p>Investir em segurança também aumenta o grau de conscientização dos empregados. Fazer</p><p>treinamento de segurança vai melhorar o relacionamento entre eles. Se nunca aconteceu acidente</p><p>não quer dizer que nunca vai acontecer.</p><p>Tudo isso torna cada vez mais relevante e importante o estudo da Segurança do Trabalho e</p><p>medidas preventivas de acidentes.</p><p>Desenvolvimento de hábitos e a formação do sistema de gestão de segurança</p><p>Uma dúvida comum ao se querer implantar um efetivo sistema de prevenção a acidentes em</p><p>empresas é: “Por onde começar ?” ou “De que forma começar ?”.</p><p>Para tal, é preciso conhecer a fundo todo o sistema da empresa, os produtos, os processos,</p><p>os dispositivos de produção, os sistemas de insumos diversos (água, energia elétrica, telefonia etc.),</p><p>ferramentas, manutenções e demais particularidades do sistema fabril.</p><p>Podemos dizer, portanto, que o gerenciamento da segurança ocupacional faz parte de um</p><p>complexo de atividades que se inicia no projeto do produto, passa pela escolha dos materiais que</p><p>serão utilizados, pelo desenho da produção, escolha da maquinaria, determinação dos requisitos e</p><p>perfis dos indivíduos que executarão determinadas tarefas, elaboração das jornadas/turnos,</p><p>capacidade de produção da empresa etc.</p><p>Apesar de parecer complexo demais, a coordenação de todas estas atividades operacionais</p><p>com foco em segurança pode ser bastante simplificado, simplesmente por meio da formação de uma</p><p>cultura pró-ativa onde cada indivíduo assume o compromisso (e executa) suas funções de forma</p><p>responsável e focada na segurança, individual e coletiva (aspecto este também conhecido como</p><p>COMPORTAMENTAL).</p><p>Figura 1 – O acidente de trabalho traz impactos ao acidentado, sua família,</p><p>empresa e toda a sociedade.</p><p>6</p><p>A conscientização e a capacidade dos indivíduos para que possam reconhecer as</p><p>possibilidades de riscos propiciarão as condições mínimas necessárias para que possam</p><p>colaborar ativamente na condução segura do gerenciamento do ambiente em que estão</p><p>inseridos como trabalhadores, conforme Figura 2.</p><p>Figura 2 - Conscientização para a segurança.</p><p>”A empresa que melhor protege o trabalhador não é aquela que lhe oferece os melhores meios de</p><p>proteção, mas sim aquela que menos expõe a riscos ou que menos oferece possibilidade de danos à</p><p>sua saúde e integridade”.</p><p>(BARBOSA FILHO, 2010)</p><p>Comportamento seguro e alerta mútuo</p><p>Comportamento seguro e alerta mútuo constante, a exemplo dos suricates, são modelo para</p><p>um ambiente de trabalho mais seguro, Figura 3.</p><p>É um grave erro achar que somente os profissionais especializados, como técnicos e</p><p>engenheiros de segurança, médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem ou integrantes da CIPA</p><p>é que devem atuar no gerenciamento do sistema produtivo no tocante à questão da segurança. Ao</p><p>agirmos dessa forma, estamos nos liberando de nossa porção crítica, e colocando-nos como meros</p><p>espectadores nos cenários atuais e das expectativas futuras da organização.</p><p>Figura 3 – Comportamento seguro e alerta mútuo constante.</p><p>A evolução da conscientização leva à prática do alerta mútuo, que nada mais é do que uma</p><p>forma simples de se evitar muitos acidentes, especialmente em áreas de muita movimentação, com</p><p>presença de ruído e várias atividades ocorrendo simultaneamente. É um aviso de segurança que</p><p>você pode dar para qualquer companheiro ou visitante que entrou na sua área de trabalho, que não</p><p>conhece bem o local ou esteja distraído, criando uma situação perigosa para ocorrência de</p><p>acidentes.</p><p>1º</p><p>• Pessoas no trabalho</p><p>2º</p><p>• Reconhecimento e avaliação dos riscos</p><p>3º</p><p>• Plano de controle de riscos</p><p>4º</p><p>• Ambiente seguro</p><p>7</p><p>Alertas mútuos são simples como: “cuidado, não fique aí embaixo, pois estão trabalhando lá</p><p>em cima, e ferramentas podem cair”, “vou religar a chave de energia, afastem-se”, “o veículo está</p><p>dando ré, chegue para cá”, “tem óleo pingando ali, por favor, vigie para que ninguém passe ali</p><p>enquanto eu vou buscar material para limpar e isolar a área”...</p><p>O alerta mútuo deve ser incentivado até virar hábito, como sinônimo de cuidado com o</p><p>próximo. O avisado não deve se sentir diminuído nem ofendido, como se fosse uma pessoa distraída</p><p>ou que não se preocupa</p><p>de Função – Antes da mudança se houver mudança de risco.</p><p> Demissional – Dentro dos quinze dias que antecedem o desligamento definitivo do</p><p>trabalhador ou homologação.</p><p>Para trabalhadores expostos a riscos ou situações de trabalho que impliquem no</p><p>desencadeamento ou agravamento de doenças ocupacionais ou ainda para aqueles</p><p>portadores de doenças crônicas, os exames clínicos e laboratoriais poderão ser</p><p>repetidos a intervalos menores a critério do médico coordenador ou se notificado pelo</p><p>médico agente da inspeção do trabalho, ou ainda como resultado de negociação</p><p>coletiva de trabalho.</p><p>62</p><p>VENTILAÇÃO INDUSTRIAL</p><p>Introdução</p><p>Projeto, construção, manutenção de maquinaria e equipamentos industriais</p><p>Substituição de materiais nocivos por outros menos nocivos</p><p>Modificação de processos e métodos de trabalho</p><p>63</p><p>Umectação</p><p>Características da ventilação industrial</p><p>Composição do ar</p><p>A composição aproximada do ar, sob três diferentes condições, é apresentada na Tabela 7,</p><p>considerando-se ar limpo e isento de poluentes em geral.</p><p>Tabela 7 – Composição do ar (percentagem em volume).</p><p>Componente Ar externo</p><p>(seco)</p><p>Ar interno</p><p>(21ºC, UR 50%)</p><p>Ar expirado</p><p>(36ºC, UR 100%)</p><p>Gás inerte 79,00 78,00 75,00</p><p>Oxigênio 20,97 20,69 16,00</p><p>Vapor d’água 0,00 1,25 5,00</p><p>Dióxido de carbono 0,03 0,06 4,00</p><p>Um adulto, mesmo executando trabalhos pesados, respira até cerca de 40 litros de ar por</p><p>minuto, consumindo 02 litros de oxigênio e exalando 1,7 litros de dióxido de carbono,</p><p>aproximadamente.</p><p>Necessidades humanas de ventilação</p><p>Classificação dos sistemas de ventilação</p><p>64</p><p>Ar condicionado</p><p>Ventilação Natural</p><p>Considerações gerais</p><p>65</p><p>A Figura 41 apresenta a movimentação do ar em um ambiente.</p><p>Figura 41 – Exemplo de circulação de ar num ambiente</p><p>O fluxo de ar que entra ou sai de um edifício por ventilação natural ou infiltração depende da</p><p>diferença de pressão entre as partes interna e externa e da resistência ao fluxo fornecido pelas</p><p>aberturas. A diferença de pressões exercida sobre o edifício pelo ar pode ser causada pela diferença</p><p>de densidade de ar fora e dentro do edifício. O efeito de diferença de densidade, conhecido como</p><p>“efeito de chaminé”, é freqüentemente o principal fator. Quando a temperatura no interior de um</p><p>determinado ambiente é maior que a temperatura externa, produz-se uma pressão interna negativa e</p><p>um fluxo de ar entra pelas partes inferiores, o que causa uma pressão interna positiva, e um fluxo de</p><p>ar sai nas partes superiores do edifício, conforme Figura 42.</p><p>Figura 42 – Circulação de ar num ambiente quando Ti > Te</p><p>66</p><p>Regras gerais</p><p>Ventilação Geral</p><p>Condições gerais</p><p>Definições</p><p>67</p><p>Ventilação Geral para Conforto Térmico</p><p>Calor e conforto térmico</p><p>68</p><p>Renovação do ar ambiente</p><p>A tabela 8 apresenta as relações de espaço ocupado e vazões necessárias para várias situações.</p><p>Tabela 8 – Critérios sugeridos para projetos gerais de ventilação de ambientes (ASHRAE –</p><p>American Society of Heating Refrigerating and Air Conditioning Engineering, Guide na Data</p><p>Book).</p><p>69</p><p>Na Tabela 8 foi prevista a remoção de odores corporais, nível de atividade do indivíduo, bem</p><p>como remoção de calor.</p><p>Recomendações gerais</p><p>Ventilação Geral Diluidora</p><p>Os objetivos de um sistema de ventilação geral diluidora</p><p>Utilização da ventilação geral diluidora</p><p>70</p><p>A Figura 43 apresenta princípios da ventilação diluidora.</p><p>Figura 43 – Princípios de ventilação diluidora – ACHIH</p><p>71</p><p>Ventilação Local Exaustora</p><p>A Figura 44 apresenta um esquema de ventilação local exaustora.</p><p>Figura 44 – Esquema de um sistema de ventilação local exaustora</p><p>Princípios de exaustão</p><p>Como exemplo, a Figura 45, ilustra a maneira correta de se proceder, comparada com as situações</p><p>que tornam a exaustão inoperante, nos casos específicos de descarregamento de correias</p><p>transportadoras e tanques de lavagem.</p><p>72</p><p>ACGIH – Princípios de exaustão</p><p>Figura 45 – Princípios de exaustão - ACGIH</p><p>Captores (coifas)</p><p>Vários tipos de captores apresentados na Figura 46 são utilizados nas mais diversas aplicações</p><p>industriais.</p><p>73</p><p>Figura 46 – Tipos de captores (coifas).</p><p>A Figura 47 mostra em detalhes um captor enclausurante para trabalhos com esmeris. Para</p><p>este caso, a ACGIH estabelece condições básicas, tais como dimensões em relação ao disco e</p><p>vazões de ar mínimas, sendo considerado péssimo o enclausuramento quando a área do disco</p><p>exposta a 25%.</p><p>Evidentemente, estes valores são obtidos a partir de dados experimentais e após testes</p><p>comparativos com inúmeros materiais de ensaio.</p><p>74</p><p>Figura 47 – Norma para captor de disco de esmeril.</p><p>Sistema de dutos (dimensionamento)</p><p>75</p><p>A Figura 48, a seguir, mostra uma instalação de dutos interligados a um coletor e um exaustor.</p><p>Figura 48 – Sistema de dutos</p><p>Ventiladores</p><p>Basicamente, há dois tipos de ventiladores: os axiais e os centrífugos, conforme</p><p>Figuras 49 e 50.</p><p>Figura 49 – Ventilador axial.</p><p>Consiste em uma hélice montada numa armação de controle de fluxo, com o motor apoiado</p><p>por suportes normalmente presos à estrutura dessa armação. O ventilador é projetado para</p><p>movimentar o ar de um espaço fechado a outro a pressões estáticas relativamente baixas. O tipo de</p><p>armação e posição da hélice tem influência decisiva no desempenho do ar e eficiência do próprio</p><p>ventilador.</p><p>76</p><p>Figura 50 – Ventilador centrífugo.</p><p>Um ventilador centrífugo consiste em um rotor, uma carcaça de conversão de pressão e um</p><p>motor. O ar entra no centro do rotor em movimento na entrada, e acelerado pelas palhetas é</p><p>impulsionado da periferia do rotor para fora da abertura de descarga.</p><p>77</p><p>SESMT – SERVIÇO ESPECIALIZADO EM ENGENHARIA E SEGURANÇA DO TRABALHO</p><p> NR 04 - Serviços Especializados em Engª de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT)</p><p>O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa compõe-se de uma equipe</p><p>multidisciplinar composta por Técnico de Segurança do Trabalho, Engenheiro de Segurança do</p><p>Trabalho, Médico do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho, Auxiliares/Técnicos de Enfermagem. Estes</p><p>profissionais formam o que chamamos de SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de</p><p>Segurança e Medicina do Trabalho.</p><p>As equipes de segurança de trabalho são obrigatórias por Lei (Norma Regulamentadora 4)</p><p>para qualquer empresa sob regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, a ser comentada</p><p>posteriormente).</p><p>Esta equipe atua de forma a melhorar as condições de segurança do trabalho, fazendo com</p><p>que as empresas se organizem, auxiliando no aumento da produtividade e da qualidade dos</p><p>produtos, e melhorando as relações humanas no trabalho.</p><p>O profissional de Segurança do Trabalho (leia-se todo o SESMT) possui uma área esfera de</p><p>atuação bastante ampla, podendo atuar em qualquer local aonde houver trabalhadores. Em geral ele</p><p>atua em fábricas de alimentos, construção civil, hospitais, empresas comerciais e industriais,</p><p>empresas estatais, mineradoras e de extração. Também pode atuar na área rural em empresas agro-</p><p>industriais.</p><p>Eles atuam conforme sua formação (médico, técnico, enfermeiro, engenheiro e psicólogo).</p><p>Em geral o engenheiro e o técnico de segurança atuam em empresas organizando programas de</p><p>prevenção de acidentes, orientando a CIPA (Comissão Interna de Prevenção a Acidentes,</p><p>que será</p><p>visto em detalhes posteriormente), os trabalhadores quanto ao uso de equipamentos de proteção</p><p>individual, elaborando planos de prevenção de riscos ambientais, fazendo inspeção de segurança,</p><p>laudos técnicos e ainda organizando e dando palestras e treinamento. Muitas vezes esse profissional</p><p>também é responsável pela implementação de programas de meio ambiente e ecologia na empresa.</p><p>O médico e o enfermeiro do trabalho dedicam-se a parte de saúde ocupacional, prevenindo</p><p>doenças, fazendo consultas, tratando ferimentos, ministrando vacinas, fazendo exames de admissão</p><p>e periódicos nos empregados.</p><p>A seguir a descrição das atividades dos profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho, de</p><p>acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações - CBO.</p><p>Engenheiro de Segurança do Trabalho - CBO 0-28.40</p><p>Assessora, empresas industriais e de outro gênero em assuntos relativos à segurança e</p><p>higiene do trabalho, examinando locais e condições de trabalho, instalações em geral e</p><p>material, métodos e processos de fabricação adotados pelo trabalhador, para determinar as</p><p>necessidades dessas empresas no campo da prevenção de acidentes;</p><p>Inspeciona estabelecimentos fabris, comerciais e de outro gênero, verificando se existem</p><p>riscos de incêndios, desmoronamentos ou outros perigos, para fornecer indicações quanto às</p><p>precauções a serem tomadas;</p><p>Promove a aplicação de dispositivos especiais de segurança, como óculos de proteção,</p><p>cintos de segurança, vestuário especial, máscara e outros, determinando aspectos técnicos</p><p>funcionais e demais características, para prevenir ou diminuir a possibilidade de acidentes;</p><p>Adapta os recursos técnicos e humanos, estudando a adequação da máquina ao homem e do</p><p>homem à máquina, para proporcionar maior segurança ao trabalhador;</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr4.htm</p><p>78</p><p>Executa campanhas educativas sobre prevenção de acidentes, organizando palestras e</p><p>divulgações nos meios de comunicação, distribuindo publicações e outro material informativo,</p><p>para conscientizar os trabalhadores e o público, em geral;</p><p>Estuda as ocupações encontradas num estabelecimento fabril, comercial ou de outro gênero,</p><p>analisando suas características, para avaliar a insalubridade ou periculosidade de tarefas ou</p><p>operações ligadas à execução do trabalho;</p><p>Realiza estudos sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais, consultando técnicos de</p><p>diversos campos, bibliografia especializada, visitando fábricas e outros estabelecimentos,</p><p>para determinar as causas desses acidentes e elaborar recomendações de segurança.</p><p>Técnico de Segurança do Trabalho - CBO 0-39.45</p><p>Inspeciona locais, instalações e equipamentos da empresa, observando as condições de</p><p>trabalho, para determinar fatores e riscos de acidentes; estabelece normas e dispositivos de</p><p>segurança, sugerindo eventuais modificações nos equipamentos e instalações e verificando</p><p>sua observância, para prevenir acidentes;</p><p>Inspeciona os postos de combate a incêndios, examinando as mangueiras, hidrantes,</p><p>extintores e equipamentos de proteção contra incêndios, para certificar-se de suas perfeitas</p><p>condições de funcionamento;</p><p>Comunica os resultados de suas inspeções, elaborando relatórios, para propor a reparação</p><p>ou renovação do equipamento de extinção de incêndios e outras medidas de segurança;</p><p>Investiga acidentes ocorridos, examinando as condições da ocorrência, para identificar suas</p><p>causas e propor as providências cabíveis;</p><p>Mantém contatos com os serviços médico e social da empresa ou de outra instituição,</p><p>utilizando os meios de comunicação oficiais, para facilitar o atendimento necessário aos</p><p>acidentados;</p><p>Registra irregularidades ocorridas, anotando-as em formulários próprios e elaborando</p><p>estatísticas de acidentes, para obter subsídios destinados à melhoria das medidas de</p><p>segurança;</p><p>Instrui os funcionários da empresa sobre normas de segurança, combate a incêndios e</p><p>demais medidas de prevenção de acidentes, ministrando palestras e treinamento, para que</p><p>possam agir acertadamente em casos de emergência;</p><p>Coordena a publicação de matéria sobre segurança no trabalho, preparando instruções e</p><p>orientando a confecção de cartazes e avisos, para divulgar e desenvolver hábitos de</p><p>prevenção de acidentes;</p><p>Participa de reuniões sobre segurança no trabalho (como por exemplo, as Respas (Reunião</p><p>semanal de prevenção a acidentes), as Rempas (reuniões mensais de prevenção a</p><p>acidentes), comitês de segurança e reuniões-relâmpago), fornecendo dados relativos ao</p><p>assunto, apresentando sugestões e analisando a viabilidade de medidas de segurança</p><p>propostas, para aperfeiçoar o sistema existente</p><p>Médico do Trabalho - CBO - 0-61.22</p><p>Executa exames periódicos de todos os empregados ou em especial daqueles expostos a</p><p>maior risco de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais, fazendo o exame clínico</p><p>e/ou interpretando os resultados de exames complementares, para controlar as condições de</p><p>saúde dos mesmos a assegurar a continuidade operacional e a produtividade;</p><p>Executa exames médicos especiais em trabalhadores do sexo feminino, menores, idosos ou</p><p>portadores de subnormalidades, exame clínico e/ou interpretando os resultados de exames</p><p>complementares, para detectar prováveis danos à saúde em decorrência do trabalho que</p><p>executam e instruir a administração da empresa para possíveis mudanças de atividades;</p><p>79</p><p>Faz tratamento de urgência em casos de acidentes de trabalho ou alterações agudas da</p><p>saúde, orientando e/ou executando a terapêutica adequada, para prevenir conseqüências</p><p>mais graves ao trabalhador;</p><p>Avalia, juntamente com outros profissionais, condições de insegurança, visitando</p><p>periodicamente os locais de trabalho, para sugerir à direção da empresa medidas destinadas</p><p>a remover ou atenuar os riscos existentes;</p><p>Participa, juntamente com outros profissionais, da elaboração e execução de programas de</p><p>proteção à saúde dos trabalhadores, analisando em conjunto os riscos, as condições de</p><p>trabalho, os fatores de insalubridade, de fadiga e outros, para obter a redução de</p><p>absenteísmo e a renovação da mão-de-obra;</p><p>Participa do planejamento e execução dos programas de treinamento das equipes de</p><p>atendimento de emergências, avaliando as necessidades e ministrando aulas, para capacitar</p><p>o pessoal incumbido de prestar primeiros socorros em casos de acidentes graves e</p><p>catástrofes;</p><p>Participa de inquéritos sanitários, levantamentos de doenças profissionais, lesões traumáticas</p><p>e estudos epidemiológicos, elaborando e/ou preenchendo formulários próprios e estudando</p><p>os dados estatísticos, para estabelecer medidas destinadas a reduzir a morbidade e</p><p>mortalidade decorrentes de acidentes do trabalho, doenças profissionais e doenças de</p><p>natureza não-ocupacional;</p><p>Participa de atividades de prevenção de acidentes, comparecendo a reuniões e assessorando</p><p>em estudos e programas, para reduzir as ocorrências de acidentes do trabalho;</p><p>Participa dos programas de vacinação, orientando a seleção da população trabalhadora e o</p><p>tipo de vacina a ser aplicada, para prevenir moléstias transmissíveis;</p><p>Participa de estudos das atividades realizadas pela empresa, analisando as exigências</p><p>psicossomáticas de cada atividade, para elaboração das análises profissiográficas;</p><p>Procede aos exames médicos destinados à seleção ou orientação de candidatos a emprego</p><p>em ocupações definidas, baseando-se nas exigências psicossomáticas das mesmas, para</p><p>possibilitar o aproveitamento dos mais aptos;</p><p>Participa da inspeção das instalações destinadas ao bem-estar dos trabalhadores, visitando,</p><p>juntamente com o nutricionista, o enfermeiro de higiene do trabalho e/ou outros profissionais</p><p>indicados, o restaurante, a cozinha, a creche e as instalações sanitárias, para observar as</p><p>condições de higiene e orientar a correção das possíveis falhas existentes. Pode participar do</p><p>planejamento, instalação</p><p>e funcionamento dos serviços médicos da empresa. Pode elaborar</p><p>laudos periciais sobre acidentes do trabalho, doenças profissionais e condições de</p><p>insalubridade. Pode participar de reuniões de órgãos comunitários governamentais ou</p><p>privados, interessados na saúde e bem-estar dos trabalhadores. Pode participar de</p><p>congressos médicos ou de prevenção de acidentes e divulgar pesquisas sobre saúde</p><p>ocupacional.</p><p>Enfermeiro do Trabalho CBO - 0-71.40</p><p>Estuda as condições de segurança e periculosidade da empresa, efetuando observações nos</p><p>locais de trabalho e discutindo-as em equipe, para identificar as necessidades no campo da</p><p>segurança, higiene e melhoria do trabalho;</p><p>Elabora e executa: planos e programas de proteção à saúde dos empregados, participando</p><p>de grupos que realizam inquéritos sanitários, estudam as causas de absenteísmo, fazem</p><p>levantamentos de doenças profissionais e lesões traumáticas, procedem a estudos</p><p>epidemiológicos, coletam dados estatísticos de morbidade e mortalidade de trabalhadores,</p><p>investigando possíveis relações com as atividades funcionais, para obter a continuidade</p><p>operacional e aumento da produtividade;</p><p>80</p><p>Executa e avalia programas de prevenções de acidentes e de doenças profissionais ou não-</p><p>profissionais, fazendo análise da fadiga, dos fatores de insalubridade, dos riscos e das</p><p>condições de trabalho do menor e da mulher, para propiciar a preservação de integridade</p><p>física e mental do trabalhador;</p><p>Presta primeiros socorros no local de trabalho, em caso de acidente ou doença, fazendo</p><p>curativos ou imobilizações especiais, administrando medicamentos e tratamentos e</p><p>providenciando o posterior atendimento médico adequado, para atenuar consequências e</p><p>proporcionar apoio e conforto ao paciente;</p><p>Elabora e executa ou supervisiona e avalia as atividades de assistência de enfermagem aos</p><p>trabalhadores, proporcionando-lhes atendimento ambulatorial, no local de trabalho,</p><p>controlando sinais vitais, aplicando medicamentos prescritos, curativos, instalações e teses,</p><p>coletando material para exame laboratorial, vacinações e outros tratamentos, para reduzir o</p><p>absenteísmo profissional; organiza e administra o setor de enfermagem da empresa,</p><p>provendo pessoal e material necessários, treinando e supervisionando auxiliares de</p><p>enfermagem do trabalho, atendentes e outros, para promover o atendimento adequado às</p><p>necessidades de saúde do trabalhador;</p><p>Treina trabalhadores, instruindo-os sobre o uso de roupas e material adequado ao tipo de</p><p>trabalho, para reduzir a incidência de acidentes;</p><p>Planeja e executa programas de educação sanitária, divulgando conhecimentos e</p><p>estimulando a aquisição de hábitos sadios, para prevenir doenças profissionais, mantendo</p><p>cadastros atualizados, a fim de preparar informes para subsídios processuais nos pedidos de</p><p>indenização e orientar em problemas de prevenção de doenças profissionais.</p><p>Auxiliar de Enfermagem do trabalho</p><p>Desempenha tarefas similares às que realiza o auxiliar de enfermagem, porém atua em</p><p>dependências de fábricas, indústrias ou outros estabelecimentos que justifiquem sua</p><p>presença.</p><p>A Figura 51 apresenta profissionais que compõem um SESMT e a Tabela 9 refere-se ao</p><p>dimensionamento dos SESMT nas empresas, conforme NR 4. Enquanto a Tabela 10 refere-se à</p><p>Classificação de Atividades e respectivos Grau de Risco.</p><p>Fonte: Código Brasileiro de Ocupação – CBO</p><p>Figura 51 – Profissionais do SESMT são essenciais para um local</p><p>de trabalho mais seguro e saudável, e toda empresa deve ter.</p><p>http://www.google.com.br/imgres?um=1&hl=pt-BR&sa=N&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=b1z2ebdNraOCyM:&imgrefurl=http://www.adctec.com.br/blog/normas-regulamentadoras-%E2%80%93-nr-04-%E2%80%93-sesmt.html&docid=BZr2Mfdu8UD0hM&imgurl=http://www.adctec.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/08/Untitled-21.png&w=401&h=311&ei=7z_oUO_MHe7U0gHB24GoCQ&zoom=1&iact=hc&vpx=626&vpy=310&dur=1638&hovh=198&hovw=255&tx=136&ty=114&sig=101762562877863932326&page=2&tbnh=151&tbnw=194&start=22&ndsp=26&ved=1t:429,r:25,s:0,i:164</p><p>81</p><p>Tabela 9 – Dimensionamento dos SESMT nas empresas, conforme NR 4.</p><p>Tabela 10 – Apuração do Grau de Risco das atividades trabalhistas, de acordo com a CNAE</p><p>CNAE ATIVIDADES</p><p>GRAU DE</p><p>RISCO</p><p>A AGRICULTURA, PECUÁRIA, PRODUÇÃO FLORESTAL, PESCA E AQÜICULTURA</p><p>01.11-3 Cultivo de cereais 3</p><p>01.12-1 Cultivo de algodão herbáceo e de outras fibras de lavoura temporária 3</p><p>01.13-0 Cultivo de cana-de-açúcar 3</p><p>01.14-8 Cultivo de fumo 3</p><p>01.15-6 Cultivo de soja 3</p><p>01.16-4 Cultivo de oleaginosas de lavoura temporária, exceto soja 3</p><p>01.19-9 Cultivo de plantas de lavoura temporária não especificada anteriormente 3</p><p>01.21-1 Horticultura 3</p><p>01.22-9 Cultivo de flores e plantas ornamentais 3</p><p>01.31-8 Cultivo de laranja 3</p><p>01.32-6 Cultivo de uva 3</p><p>01.33-4 Cultivo de frutas de lavoura permanente, exceto laranja e uva 3</p><p>01.34-2 Cultivo de café 3</p><p>01.35-1 Cultivo de cacau 3</p><p>01.39-3 Cultivo de plantas de lavoura permanente não especificada anteriormente 3</p><p>01.41-5 Produção de sementes certificadas 3</p><p>01.42-3 Produção de mudas e outras formas de propagação vegetal, certificadas 3</p><p>01.51-2 Criação de bovinos 3</p><p>01.52-1 Criação de outros animais de grande porte 3</p><p>01.53-9 Criação de caprinos e ovinos 3</p><p>01.54-7 Criação de suínos 3</p><p>01.55-5 Criação de aves 3</p><p>01.59-8 Criação de animais não especificados anteriormente 3</p><p>01.61-0 Atividades de apoio à agricultura 3</p><p>01.62-8 Atividades de apoio à pecuária 3</p><p>01.63-6 Atividades de pós-colheita 3</p><p>01.70-9 Caça e serviços relacionados 3</p><p>02.10-1 Produção florestal - florestas plantadas 3</p><p>02.20-9 Produção florestal - florestas nativas 4</p><p>02.30-6 Atividades de apoio à produção florestal 3</p><p>03.11-6 Pesca em água salgada 3</p><p>03.12-4 Pesca em água doce 3</p><p>03.21-3 Aqüicultura em água salgada e salobra 3</p><p>03.22-1 Aqüicultura em água doce 3</p><p>05.00-3 Extração de carvão mineral 4</p><p>6 EXTRAÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS NATURAL</p><p>06.00-0 Extração de petróleo e gás natural 4</p><p>7 EXTRAÇÃO DE MINERAIS METÁLICOS</p><p>07.10-3 Extração de minério de ferro 4</p><p>07.21-9 Extração de minério de alumínio 4</p><p>07.22-7 Extração de minério de estanho 4</p><p>07.23-5 Extração de minério de manganês 4</p><p>07.24-3 Extração de minério de metais preciosos 4</p><p>07.25-1 Extração de minerais radioativos 4</p><p>82</p><p>07.29-4 Extração de minerais metálicos não-ferrosos não especificados anteriormente 4</p><p>8 EXTRAÇÃO DE MINERAIS NÃO-METÁLICOS</p><p>08.10-0 Extração de pedra, areia e argila 4</p><p>08.91-6 Extração de minerais para fabricação de adubos, fertilizantes e outros produtos químicos 4</p><p>08.92-4 Extração e refino de sal marinho e sal-gema 4</p><p>08.93-2 Extração de gemas (pedras preciosas e semipreciosas) 4</p><p>9 ATIVIDADES DE APOIO À EXTRAÇÃO DE MINERAIS</p><p>09.10-6 Atividades de apoio à extração de petróleo e gás natural 4</p><p>09.90-4 Atividades de apoio à extração de minerais, exceto petróleo e gás natural 4</p><p>C INDÚSTRIAS DE TRANSFORMAÇÃO</p><p>10.11-2 Abate de reses, exceto suínos 3</p><p>10.12-1 Abate de suínos, aves e outros pequenos animais 3</p><p>10.13-9 Fabricação de produtos de carne 3</p><p>10.20-1 Preservação do pescado e fabricação de produtos do pescado 3</p><p>10.3 Fabricação de conservas de frutas, legumes e outros vegetais</p><p>10.31-7 Fabricação de conservas de frutas 3</p><p>10.32-5 Fabricação de conservas de legumes e outros vegetais 3</p><p>10.33-3 Fabricação de sucos de frutas, hortaliças e legumes 3</p><p>10.4 Fabricação de óleos e gorduras vegetais e animais</p><p>10.41-4 Fabricação de óleos vegetais em bruto, exceto óleo de milho 3</p><p>10.42-2 Fabricação de óleos vegetais refinados, exceto óleo de milho 3</p><p>10.43-1 Fabricação de margarina e outras gorduras vegetais e de óleos não-comestíveis de animais 3</p><p>10.51-1 Preparação do leite 3</p><p>10.52-0 Fabricação de laticínios 3</p><p>10.53-8 Fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis 3</p><p>10.61-9 Beneficiamento de arroz e fabricação de produtos do arroz 3</p><p>10.62-7 Moagem de trigo e fabricação de</p><p>derivados 3</p><p>10.63-5 Fabricação de farinha de mandioca e derivados 3</p><p>10.64-3 Fabricação de farinha de milho e derivados, exceto óleos de milho 3</p><p>10.65-1 Fabricação de amidos e féculas de vegetais e de óleos de milho 3</p><p>10.66-0 Fabricação de alimentos para animais 3</p><p>10.69-4 Moagem e fabricação de produtos de origem vegetal não especificado anteriormente 3</p><p>10.71-6 Fabricação de açúcar em bruto 3</p><p>10.72-4 Fabricação de açúcar refinado 3</p><p>10.81-3 Torrefação e moagem de café 3</p><p>10.82-1 Fabricação de produtos à base de café 3</p><p>10.91-1 Fabricação de produtos de panificação 3</p><p>10.92-9 Fabricação de biscoitos e bolachas 3</p><p>10.93-7 Fabricação de produtos derivados do cacau, de chocolates e confeitos 3</p><p>10.94-5 Fabricação de massas alimentícias 3</p><p>10.95-3 Fabricação de especiarias, molhos, temperos e condimentos 3</p><p>10.96-1 Fabricação de alimentos e pratos prontos 3</p><p>10.99-6 Fabricação de produtos alimentícios não especificados anteriormente 3</p><p>11 FABRICAÇÃO DE BEBIDAS</p><p>11.11-9 Fabricação de aguardentes e outras bebidas destiladas 3</p><p>11.12-7 Fabricação de vinho 3</p><p>11.13-5 Fabricação de malte, cervejas e chopes 3</p><p>11.21-6 Fabricação de águas envasadas 3</p><p>11.22-4 Fabricação de refrigerantes e de outras bebidas não-alcoólicas 3</p><p>12 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DO FUMO</p><p>12.10-7 Processamento industrial do fumo 3</p><p>12.20-4 Fabricação de produtos do fumo 3</p><p>13 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS TÊXTEIS</p><p>13.11-1 Preparação e fiação de fibras de algodão 3</p><p>13.12-0 Preparação e fiação de fibras têxteis naturais, exceto algodão 3</p><p>13.13-8 Fiação de fibras artificiais e sintéticas 3</p><p>13.14-6 Fabricação de linhas para costurar e bordar 3</p><p>13.21-9 Tecelagem de fios de algodão 3</p><p>13.22-7 Tecelagem de fios de fibras têxteis naturais, exceto algodão 3</p><p>13.23-5 Tecelagem de fios de fibras artificiais e sintéticas 3</p><p>13.30-8 Fabricação de tecidos de malha 3</p><p>13.40-5 Acabamentos em fios, tecidos e artefatos têxteis 3</p><p>13.51-1 Fabricação de artefatos têxteis para uso doméstico 3</p><p>13.52-9 Fabricação de artefatos de tapeçaria 3</p><p>13.53-7 Fabricação de artefatos de cordoaria 3</p><p>13.54-5 Fabricação de tecidos especiais, inclusive artefatos 3</p><p>13.59-6 Fabricação de outros produtos têxteis não especificados anteriormente 3</p><p>14 CONFECÇÃO DE ARTIGOS DO VESTUÁRIO E ACESSÓRIOS</p><p>14.11-8 Confecção de roupas íntimas 2</p><p>14.12-6 Confecção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas 2</p><p>14.13-4 Confecção de roupas profissionais 2</p><p>14.14-2 Fabricação de acessórios do vestuário, exceto para segurança e proteção 2</p><p>14.21-5 Fabricação de meias 2</p><p>14.22-3 Fabricação de artigos do vestuário, produzidos em malharias e tricotagens, exceto meias 2</p><p>15 PREPARAÇÃO DE COUROS E FABRICAÇÃO DE ARTEFATOS DE COURO, ARTIGOS PARA VIAGEM E CALÇADOS</p><p>15.10-6 Curtimento e outras preparações de couro 3</p><p>15.21-1 Fabricação de artigos para viagem, bolsas e semelhantes de qualquer material 2</p><p>15.29-7 Fabricação de artefatos de couro não especificados anteriormente 2</p><p>15.31-9 Fabricação de calçados de couro 3</p><p>15.32-7 Fabricação de tênis de qualquer material 3</p><p>15.33-5 Fabricação de calçados de material sintético 3</p><p>15.39-4 Fabricação de calçados de materiais não especificados anteriormente 3</p><p>15.40-8 Fabricação de partes para calçados, de qualquer material 3</p><p>16 FABRICAÇÃO DE PRODUTOS DE MADEIRA</p><p>16.10-2 Desdobramento de madeira 3</p><p>16.21-8 Fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensada, prensada e aglomerada 3</p><p>16.22-6 Fabricação de estruturas de madeira e de artigos de carpintaria para construção 3</p><p>83</p><p>CIPA - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES / SIPAT – SEMANA INTERNA</p><p>DE PREVENÇÂO DE ACIDENTES DO TRABALHO</p><p> NR 05 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)</p><p>Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as</p><p>empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta</p><p>e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras</p><p>instituições que admitam trabalhadores como empregados, conforme Tabela 11.</p><p>A CIPA tem como objetivo o auxílio à prevenção de acidentes e doenças decorrentes do</p><p>trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a</p><p>promoção da saúde do trabalhador.</p><p>A CIPA deverá ser composta por representantes do empregador e dos empregados, de acordo</p><p>com o dimensionamento previsto nesta NR, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos</p><p>normativos para setores econômicos específicos, Figura 52.</p><p>Os membros eleitos pelos empregados (titulares e suplentes), e somente estes, terão direito a</p><p>dois anos (o ano do mandato e o seguinte) de cobertura contra demissões por parte do empregador,</p><p>porém esta cobertura não é válida para demissões voluntárias ou justa causa.</p><p>Os membros da CIPA, eleitos e designados serão empossados no primeiro dia útil após o</p><p>término do mandato anterior. Empossados os membros da CIPA, a empresa deverá protocolizar, em</p><p>até dez dias, na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho, cópias das atas de eleição e de</p><p>posse e o calendário anual das reuniões ordinárias (uma reunião a cada mês, além de possíveis</p><p>reuniões extraordinárias).</p><p>Algumas de suas atribuições são:</p><p> Identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos (será verificado</p><p>posteriormente), com a participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do</p><p>SESMT, onde houver;</p><p> Promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver a Semana Interna de Prevenção</p><p>de Acidentes do Trabalho – SIPAT;</p><p> Realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho visando a</p><p>identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores</p><p>(patrulhas);</p><p> Divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho;</p><p> Requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador, a paralisação de máquina ou setor onde</p><p>considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores;</p><p> As decisões da CIPA serão preferencialmente por consenso;</p><p> Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando:</p><p>a) houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine aplicação de medidas</p><p>corretivas de emergência;</p><p>b) ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal;</p><p>c) houver solicitação expressa de uma das representações.</p><p> O membro titular da comissão perderá o mandato, sendo substituído por suplente, quando faltar a</p><p>mais de quatro reuniões ordinárias sem justificativa (as únicas faltas justificadas são por dispensa</p><p>médica ou período de férias);</p><p> A empresa deverá promover treinamento para os membros da CIPA, titulares e suplentes, antes da</p><p>posse;</p><p> O treinamento poderá ser ministrado pelo SESMT da empresa, entidade patronal, entidade de</p><p>trabalhadores ou por profissional que possua conhecimentos sobre aos temas ministrados.</p><p>Dimensionamento (organização)</p><p>Para o dimensionamento de uma CIPA, é utilizada a Tabela 11 de Agrupamento de setores</p><p>econômicos pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE.</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr5.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/cipa.htm</p><p>84</p><p>Tabela 11 – Agrupamento de setores econômicos pela Classificação Nacional de Atividades</p><p>Econômicas - CNAE, para dimensionamento de CIPA</p><p>C-1 - MINERAIS</p><p>C-2 - ALIMENTOS</p><p>C-3 - TÊXTEIS</p><p>C-4 - CONFECÇÃO</p><p>C-5 - CALÇADOS E SIMILARES</p><p>C-6 - MADEIRA</p><p>C-7 - PAPEL</p><p>C-8 - GRÁFICOS</p><p>C-9 - SOM E IMAGEM</p><p>C-10 - QUÍMICOS</p><p>C-11 - BORRACHA</p><p>C-12 - NÃO-METÁLICOS</p><p>C-13 - METÁLICOS</p><p>C-14 - EQUIPAMENTOS/MÁQUINAS E FERRAMENTAS</p><p>C-15 - EXPLOSIVOS E ARMAS</p><p>C-16 - VEÍCULOS</p><p>C-17 - ÁGUA E ENERGIA</p><p>C-18 - CONSTRUÇÃO</p><p>Grupo</p><p>CNAE</p><p>N° de</p><p>Empregados</p><p>0 a</p><p>19</p><p>20</p><p>a</p><p>29</p><p>30</p><p>a</p><p>50</p><p>51</p><p>a</p><p>80</p><p>81 a</p><p>100</p><p>101 a</p><p>120</p><p>121 a</p><p>140</p><p>141 a</p><p>300</p><p>301 a</p><p>500</p><p>501 a</p><p>1.000</p><p>1.001 a</p><p>2.500</p><p>2.501 a</p><p>5.000</p><p>5.001 a</p><p>10.000</p><p>Acima de 10.000 para cada</p><p>grupo</p><p>de 2.500 acrescentar</p><p>C-1 Efetivos</p><p>1 1 3 3 4 4 4 4 6 9 12 15 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 3 3 3 3 3 3 4 7 9 12 2</p><p>C-2</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 3 4 4 5 6 7 10 11 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 3 3 4 4 5 6 7 9 1</p><p>C-3</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 3 3 4 5 6 7 10 10 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 3 3 4 4 5 6 8 8 2</p><p>C-4</p><p>Efetivos</p><p>1 1 1 1 1 2 2 2 3 5 6 1</p><p>Suplentes</p><p>1 1 1 1 1 2 2 2 3 4 4 1</p><p>C-5</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 3 3 4 4 4 6 9 9 11 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 3 3 3 4 4 5 7 7 9 2</p><p>C-6</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 3 3 4 5 5 6 8 10 12 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 3 3 3 4 4 4 6 8 10 2</p><p>C-7</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 2 2 3 4 5 6 1</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 2 2 3 3 4 4 1</p><p>C-8</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 3 3 4 5 6 7 8 10 1</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 3 3 3 4 4 5 6 8 1</p><p>C-9</p><p>Efetivos</p><p>1 1 1 2 2 2 3 5 6 7 1</p><p>Suplentes</p><p>1 1 1 2 2 2 3 4 4 5 1</p><p>C-10</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 3 3 4 4 5 8 9 10 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 3 3 3 4 4 6 7 8 2</p><p>C-11</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 3 3 4 4 5 6 9 10 12 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 3 3 3 3 4 4 7 8 10 2</p><p>C-12</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 3 3 4 4 5 7 8 9 10 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 3 3 3 3 4 6 6 7 8 2</p><p>C-13</p><p>Efetivos</p><p>1 1 3 3 3 3 4 5 6 9 11 13 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 3 3 3 3 3 4 5 7 8 10 2</p><p>C-14</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 3 4 4 5 6 9 11 11 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 3 3 4 4 5 7 9 9 2</p><p>C-15</p><p>Efetivos</p><p>1 1 3 3 4 4 4 5 6 8 10 12 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 3 3 3 3 3 4 4 6 8 10 2</p><p>C-16</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 3 3 3 4 5 6 8 10 12 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 3 3 3 3 4 4 6 7 9 2</p><p>C-17</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 4 4 4 4 6 8 10 12 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 3 3 3 4 5 7 8 10 2</p><p>C-18</p><p>Efetivos</p><p>2 2 4 4 4 4 6 8 10 12 2</p><p>Suplentes</p><p>2 2 3 3 3 4 5 7 8 10 2</p><p>C-19</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 2 3 3 4 5 6 1</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 2 3 3 3 4 4 1</p><p>C-20</p><p>Efetivos</p><p>1 1 3 3 3 3 4 5 5 6 8 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 3 3 3 3 3 4 4 5 6 1</p><p>C-19 - INTERMEDIÁRIOS DO COMÉRCIO</p><p>C-20 - COMÉRCIO ATACADISTA</p><p>C-21 - COMÉRCIO VAREJISTA</p><p>C-22 - COMÉRCIO DE PRODUTOS PERIGOSOS</p><p>C-23 - ALOJAMENTO E ALIMENTAÇÃO</p><p>C-24 - TRANSPORTE</p><p>C-25 - CORREIO E TELECOMUNICAÇÕES</p><p>C-26 - SEGURO</p><p>C-27 - ADMINISTRAÇÃO DE MERCADOS FINANCEIROS</p><p>C-28 - BANCOS</p><p>C-29 - SERVIÇOS</p><p>C-30 - LOCAÇÃO DE MÃO-DE-OBRA E LIMPEZA</p><p>C-31 - ENSINO</p><p>C-32 - PESQUISAS</p><p>C-33 - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</p><p>C-34 - SAÚDE</p><p>C-35 - OUTROS SERVIÇOS</p><p>85</p><p>C-21</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 2 3 3 4 5 6 1</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 2 3 3 3 4 5 1</p><p>C-22</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 3 3 4 4 6 8 10 12 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 3 3 3 3 5 6 8 9 2</p><p>C-23</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 2 2 3 4 5 6 1</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 2 2 3 3 4 5 1</p><p>C-24</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 4 4 4 4 6 8 10 12 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 3 3 4 4 5 7 8 10 2</p><p>C-25</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 2 2 3 4 5 6 1</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 2 2 3 3 4 5 1</p><p>C-26</p><p>Efetivos</p><p>1 2 3 4 5 1</p><p>Suplentes</p><p>1 2 3 3 4 1</p><p>C-27</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 3 4 5 6 6 1</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 3 3 4 5 5 1</p><p>C-28</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 3 4 5 6 6 1</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 3 4 5 5 5 1</p><p>C-29</p><p>Efetivos</p><p>1 2 3 4 5 1</p><p>Suplentes</p><p>1 2 3 3 4 1</p><p>C-30</p><p>Efetivos</p><p>1 1 1 2 4 4 4 5 7 8 9 10 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 1 2 3 3 4 4 6 7 8 9 1</p><p>C-31</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 2 3 3 4 5 6 1</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 2 3 3 3 4 5 1</p><p>C-32</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 2 3 3 4 5 6 1</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 2 3 3 3 4 5 1</p><p>C-33</p><p>Efetivos</p><p>1 1 1 1 2 3 4 5 1</p><p>Suplentes</p><p>1 1 1 1 2 3 3 4 1</p><p>C-34</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 4 4 4 4 6 8 10 12 2</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 3 3 3 4 5 7 8 9 2</p><p>C-35</p><p>Efetivos</p><p>1 1 2 2 2 2 3 4 5 6 1</p><p>Suplentes</p><p>1 1 2 2 2 2 3 3 4 5 1</p><p>Figura 52 – Exemplo de organização de uma CIPA de uma empresa com 70 empregados e</p><p>pertencente ao grupo C-2 do CNA.</p><p>86</p><p>EPI – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÂO INDIVIDUAL</p><p> NR 06 - Equipamentos de Proteção Individual – EPI</p><p>Considera-se EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador,</p><p>destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. O</p><p>equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importada, só poderá ser posto à venda</p><p>ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional</p><p>competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego</p><p>(INMETRO).</p><p>A empresa empregadora é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado</p><p>ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento. Também é obrigada a realizar o</p><p>treinamento para o uso adequado dos seus funcionários, tornando-o obrigatório, bem como substituí-lo</p><p>quando danificado ou extraviado.</p><p>O empregado por sua vez é obrigado a utilizar os EPI´s para a finalidade a que se destina,</p><p>responsabilizando-se por sua guarda e conservação, comunicando ao empregador qualquer</p><p>irregularidade que o torne impróprio para uso.</p><p>É recomendável que, ao providenciar os EPI´s, a empresa considere as diferenças físicas entre</p><p>indivíduos, como tamanho, sexo, pessoas com algum tipo de deficiência etc.</p><p>A preocupação com o conforto oferecido pelo EPI ao usuário é uma atribuição da tarefa de</p><p>seleção, em conjunto com a área de Saúde Ocupacional. Compete a ela zelar pela perfeita adaptação</p><p>do EPI aos funcionários. Um equipamento bem selecionado torna mais fácil sua adaptação, ou seja, o</p><p>hábito do uso, traduzindo-se em conforto e segurança para o usuário.</p><p>A eficiência do EPI depende da sua boa adaptação, além da sua correta utilização e conservação.</p><p>São exemplos de equipamentos de proteção individual, conforme Figura 53.</p><p>Capacete, capuz/balaclava, óculos, protetor facial, máscara, respirador purificador de ar, luvas, coletes,</p><p>protetor auricular, mangotes, perneiras, botas, creme protetor para pele, dedais, calça, macacão,</p><p>avental/jaleco, cinturão com dispositivo trava-quedas, entre outros.</p><p>Figura 53 – Cinto trava-quedas, avental, capuz, máscara, dedal, capacete e protetor auricular</p><p>são exemplos de EPI´s utilizados por profissionais de diversos ramos de atuação.</p><p>EPI´s devem ser usados como medida de prevenção quando:</p><p> Não for possível eliminar ou reduzir o perigo através da utilização de equipamentos de proteção</p><p>coletiva;</p><p> Até que a proteção coletiva, ou medidas administrativas, sejam implantadas e consideradas eficazes;</p><p> Em trabalhos eventuais e em exposições de curto período, que não justifiquem medidas coletivas.</p><p>Exercício:</p><p>a) Quais os EPI´s necessários para o desempenho de sua função? b) Houve algum estudo prévio sobre</p><p>a necessidade, seleção de modelos e treinamento sobre o uso do EPI? c) Como foi o treinamento para o</p><p>uso do EPI? d) Você sabe como conservar, manter e quando substituir os EPI´s? e) Você sabe quem é o</p><p>presidente da CIPA da sua empresa? f) Conhece algum cipista da sua empresa? g) Possui canal direto</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr6.htm</p><p>http://www.google.com.br/imgres?start=253&um=1&hl=pt-BR&sa=N&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=-ZKijzAnREoucM:&imgrefurl=http://www.equipamentodeprotecaoindividual.com/epi/trabalho-em-altura/trava-queda-y-retratil-para-torres-e-estruturas&docid=YdnjlkrOMQD4gM&imgurl=http://www.equipamentodeprotecaoindividual.com/produtos/gde_f1e2e973425fe76019cba7e4a07ec1db_r3012013..jpg&w=247&h=247&ei=4mnoUNJ3xrvQAaeAgegO&zoom=1&iact=rc&dur=244&sig=101762562877863932326&page=10&tbnh=131&tbnw=131&ndsp=29&ved=1t:429,r:81,s:200,i:247&tx=71&ty=98</p><p>http://www.google.com.br/imgres?um=1&hl=pt-BR&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=AUq2TkSWRO-2fM:&imgrefurl=http://www.texwork.com.br/loja/produtos_descricao.asp?lang=pt_br&codigo_produto=8&docid=Bat5BNGYz-pj3M&imgurl=http://www.texwork.com.br/loja/config/imagens_conteudo/produtos/imagensGRD/GRD_8_Conjunto cirurgico frente .jpg&w=350&h=680&ei=PGroUPu_Csaw0AGCrIGgCQ&zoom=1&iact=hc&vpx=1096&vpy=42&dur=210&hovh=313&hovw=161&tx=67&ty=187&sig=101762562877863932326&page=1&tbnh=152&tbnw=78&start=0&ndsp=28&ved=1t:429,r:18,s:0,i:120</p><p>http://www.google.com.br/imgres?start=303&um=1&hl=pt-BR&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=laGhoGaLmo7JBM:&imgrefurl=http://www.correiodosacores.net/index.php?mode=noticia&id=24517&docid=RSqct4m9Nv9n3M&imgurl=http://www.correiodosacores.net/images/noticias/24517_1248944349.jpg&w=375&h=250&ei=5WroUKnWB4OB0AG804GoCg&zoom=1&iact=hc&vpx=139&vpy=121&dur=66&hovh=183&hovw=275&tx=181&ty=151&sig=101762562877863932326&page=12&tbnh=148&tbnw=237&ndsp=29&ved=1t:429,r:25,s:300,i:79</p><p>http://www.google.com.br/imgres?start=363&um=1&hl=pt-BR&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=bTS2dHHgQg3prM:&imgrefurl=http://nois-sabe-tudo.blogspot.com/2012/10/capacete-protetor.html&docid=88KWIhmF6BuVfM&imgurl=http://2.bp.blogspot.com/-GEjOf3Zo-Tk/TmtgXgzyy5I/AAAAAAAAADw/Hk1_AdNpEls/s1600/ponte+rolante.gif&w=428&h=640&ei=yGvoUL6YIILp0gHszYDgCw&zoom=1&iact=rc&sig=101762562877863932326&page=14&tbnh=145&tbnw=101&ndsp=28&ved=1t:429,r:74,s:300,i:226&tx=32&ty=76</p><p>87</p><p>com a comissão? h) Já procurou a CIPA para se informar, denunciar ou propor melhorias para alguma</p><p>situação irregular em sua empresa?</p><p>ERGONOMIA</p><p>Conceito</p><p> NR 17 - Ergonomia</p><p>Visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às</p><p>características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto,</p><p>segurança e desempenho eficiente.</p><p>As condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e</p><p>descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais do posto de</p><p>trabalho e à própria organização do trabalho.</p><p>Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos</p><p>trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a mesma</p><p>abordar, no mínimo, as condições de trabalho.</p><p>Levantamento, transporte e descarga industrial de peso</p><p>Transporte manual de cargas designa todo transporte no qual o peso da carga é suportado inteiramente por</p><p>um só trabalhador, compreendendo o levantamento e a deposição da carga, Figura 54.</p><p>Transporte manual regular de cargas designa toda atividade realizada de maneira contínua ou que inclua,</p><p>mesmo de forma descontínua, o transporte manual de cargas.</p><p>Trabalhador jovem designa todo trabalhador com idade inferior a 18 (dezoito) anos e maior de 14 (quatorze)</p><p>anos.</p><p>Não deverá ser exigido nem admitido o transporte manual de cargas, por um trabalhador cujo peso seja</p><p>suscetível de comprometer sua saúde ou sua segurança.</p><p>Todo trabalhador designado para o transporte manual regular de cargas, que não as leves, deve receber</p><p>treinamento ou instruções satisfatórias quanto aos métodos de trabalho que deverá utilizar, com vistas a</p><p>salvaguardar sua saúde e prevenir acidentes.</p><p>Com vistas a limitar ou facilitar o transporte manual de cargas, deverão ser usados meios técnicos</p><p>apropriados.</p><p>Quando mulheres e trabalhadores jovens forem designados para o transporte manual de cargas, o peso</p><p>máximo destas cargas deverá ser nitidamente inferior àquele admitido para os homens, para não comprometer</p><p>a sua saúde ou a sua segurança.</p><p>O transporte e a descarga de materiais feitos por impulsão ou tração de vagonetes sobre trilhos, carros de</p><p>mão ou qualquer outro aparelho mecânico deverão ser executados de forma que o esforço físico realizado</p><p>pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de força e não comprometa a sua saúde ou a sua</p><p>segurança.</p><p>O trabalho de levantamento de material feito com equipamento mecânico de ação manual deverá ser</p><p>executado de forma que o esforço físico realizado pelo trabalhador seja compatível com sua capacidade de</p><p>força e não comprometa a sua saúde ou a sua segurança.</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr17.htm</p><p>88</p><p>Figura 54 – Forma de levantamento de peso suportado por um só trabalhador</p><p>Mobiliários dos postos de trabalho</p><p>Para contribuir na especificação de mobiliário a ser utilizado pelos servidores no desenvolvimento de</p><p>seu trabalho e oferecer elementos que possam auxiliar na especificação para compra, foram relacionados</p><p>parâmetros ergonômicos mínimos que, se espera, venham a subsidiar a tomada de decisões adequadas e</p><p>contribuir para a prevenção de problemas de saúde.</p><p>Isoladamente não existe mobiliário ou artefato por si só “ergonômico”. A adequação depende da</p><p>interação entre os diversos componentes do trabalho realizado e as características dos usuários, em especial</p><p>suas medidas corporais. Entre esses componentes estão: as atividades desenvolvidas, o trabalhador, os</p><p>equipamentos e o ambiente. Para a ergonomia, é indispensável verificar inicialmente o que é feito, quem faz o</p><p>que, onde, como e quanto de trabalho é realizado para especificar alguma medida preventiva ou corretiva. Há</p><p>que se considerar tanto as atividades rotineiras como as de menor freqüência, como alcançar documentos,</p><p>atender telefone, levantar para realizar outras tarefas.</p><p>O posicionamento do mobiliário em relação às fontes luminosas e a adoção de posturas corporais</p><p>adequadas são fundamentais na prevenção de desconfortos e lesões.</p><p>PARÂMETROS LEGAIS</p><p>A Norma Regulamentadora nº17, emitida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, trata da Ergonomia e</p><p>estabelece “parâmetros para a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos</p><p>trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente”.</p><p>Estabelece que o mobiliário dos postos de trabalho deva proporcionar ao trabalhador condições de</p><p>boa postura, visualização e operação, atendendo a requisitos mínimos:</p><p>- altura e características das superfícies de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância</p><p>requerida dos olhos ao campo de trabalho, regulando-se a altura do assento;</p><p>- ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador;</p><p>- ter características e dimensões que possibilitem o posicionamento e a movimentação adequada dos</p><p>segmentos corporais.</p><p>Esta mesma NR indica que “em caso de atividades que exijam sobrecarga muscular estática ou dinâmica do</p><p>pescoço, ombros, dorso, e membros superiores e inferiores”. “deve-se incluir [durante a jornada de trabalho] pausas</p><p>para descanso”. (grifos nossos)</p><p>ESPECIFICAÇÕES DE MOBILIÁRIO:</p><p>Mesa de trabalho</p><p>- As dimensões devem atender às características antropométricas do usuário (para o que podem ser</p><p>necessários acessórios para garantir sua adaptação como, por exemplo, apoios para os pés) assim como às</p><p>características do local e do trabalho a ser realizado.</p><p>- Altura entre 68 e 75 cm, com variação de 1,5 cm. A altura ideal de uma mesa fixa deve ser de</p><p>aproximadamente a altura do cotovelo ao se estar sentado com o apoio adequado de todo o pé do usuário no</p><p>chão;</p><p>- Profundidade de aproximadamente 80 cm, possibilitando espaço confortável para movimentação das pernas</p><p>do trabalhador;</p><p>- Superfícies em cor de tom pastel ou de madeira natural (cor clara), proporcionam contrastes mais adequados</p><p>entre a mesa e papéis;</p><p>- Acabamentos foscos são preferíveis aos brilhantes (que podem propiciar reflexos);</p><p>- Borda anterior (que entra em contato com o antebraço do trabalhador) arredondada (para evitar compressão</p><p>de estruturas do antebraço);</p><p>89</p><p>- É preferível que as gavetas não sejam fixas na mesa; gaveteiros possibilitam serem colocados onde forem</p><p>mais convenientes (à direita ou esquerda) e facilitam futuras mudanças de layout; gavetas leves, com rodízios</p><p>deslizantes. O último nível de gavetas deve ter seu puxador a pelo menos 40 cm do chão.</p><p>Mesas para trabalho em computador</p><p>- As dimensões devem atender às características antropométricas do usuário, do local e do trabalho a ser</p><p>realizado.</p><p>- O mouse deve ficar ao lado e no mesmo nível do teclado, com espaço em torno do teclado suficiente para</p><p>apoio dos punhos nos intervalos da digitação. A altura do teclado e do mouse deve garantir que a digitação se</p><p>dê com ombros e braços relaxados, braços ao longo do corpo, ângulo dos cotovelos igual ou ligeiramente</p><p>maior de 90º; pode variar entre 60 e 74 cm de altura. Teclado e mouse NÂO podem ficar mais altos do que os</p><p>cotovelos. A avaliação da altura ideal deve levar em conta a regulagem da altura do assento da cadeira. Após a</p><p>regulagem da altura da cadeira deve-se garantir apoio confortável dos pés do usuário preferencialmente no</p><p>chão, ou em suporte.</p><p>- Suporte retrátil geralmente é útil para garantir</p><p>a adequação da altura do teclado e do mouse; deverá ter</p><p>no mínimo 65 cm de comprimento e profundidade suficiente para garantir 30 cm de área útil, instalado abaixo</p><p>do tampo da mesa;</p><p>- Apoio adequado dos pés do usuário é importante para a adoção de posturas corporais corretas; um suporte</p><p>para os pés dos trabalhadores de baixa estatura pode ser necessário quando não for possível adequar a altura</p><p>do suporte de teclado e mouse;</p><p>- Profundidade: deve haver espaço suficiente para as pernas embaixo da mesa, evitando a colocação da CPU,</p><p>de impressoras ou outros materiais;</p><p>- Superfícies em cor de tom pastel, de madeira natural (cor clara), proporcionam contrastes mais adequados</p><p>entre a mesa e papéis;</p><p>- Acabamentos foscos são preferíveis aos brilhantes (que podem propiciar reflexos);</p><p>- Borda anterior (que entra em contato com o antebraço do trabalhador) arredondada (para evitar compressão</p><p>de estruturas do antebraço);</p><p>É importante verificar o comprimento dos cabos do monitor, teclado e mouse e a distância em que será</p><p>posicionado o computador.</p><p>Mesa única utilizada para escrever e para uso de computador</p><p>- As dimensões devem atender às características antropométricas do usuário, do local e do trabalho a ser</p><p>realizado.</p><p>- Comprimento deve ser suficiente para garantir espaço para área de trabalho e para o monitor, evitando-se</p><p>torção do pescoço para visualização do monitor (reposicionar-se com auxílio de cadeira giratória);</p><p>- Altura: Para posicionar a bandeja retrátil a altura da mesa deverá ser suficiente para ela e para as pernas do</p><p>usuário. A distância entre a bandeja e o bordo inferior do tampo da mesa deverá ser de, no mínimo, 5 cm (deve</p><p>permitir o fechamento da bandeja sem atingir o mouse ou o teclado utilizados);</p><p>ATENÇÃO: A altura do teclado e do mouse deve garantir a digitação com ombros e braços relaxados, braços</p><p>ao longo do corpo, tanto nas estações de trabalho em L como nos suportes retráteis.</p><p>- É preferível que as gavetas não sejam fixas na mesa; gaveteiros possibilitam serem colocados onde forem</p><p>mais convenientes (à direita ou esquerda). Gavetas leves, com rodízios deslizantes. O último nível de gavetas</p><p>deve ter seu puxador a pelo menos 40 cm do chão.</p><p>Mesa de trabalho com atendimento (sentado) ao público</p><p>- As dimensões devem atender às características antropométricas do usuário, do local e do trabalho a ser</p><p>realizado.</p><p>- É necessário que haja espaço para as pernas do trabalhador e do interlocutor.</p><p>- Profundidade de aproximadamente 80 cm, possibilitando espaço confortável para movimentação das pernas</p><p>do trabalhador;</p><p>- Superfícies em cor clara, de tom pastel ou de madeira natural (cor clara), proporcionam contrastes mais</p><p>adequados entre a mesa e papéis;</p><p>- Acabamentos foscos são preferíveis aos brilhantes (que podem propiciar reflexos);</p><p>- Borda anterior (que entra em contato com o antebraço do trabalhador) arredondada (para evitar compressão</p><p>de estruturas do antebraço);</p><p>- É preferível que as gavetas não sejam fixas na mesa; gaveteiros possibilitam serem colocados onde forem</p><p>mais convenientes (à direita ou esquerda). Gavetas leves, com rodízios deslizantes. O último nível de gavetas</p><p>deve ter seu puxador a pelo menos 40 cm do chão.</p><p>Cadeira para utilização em trabalho com computador</p><p>- Estofada, de espuma injetada, com assento reto, borda anterior arredondada;</p><p>- O revestimento do assento e do encosto deve possibilitar a transpiração e troca de calor.</p><p>90</p><p>- Possuir regulagem da altura do assento de modo que as coxas do usuário fiquem paralelas ao piso, os pés</p><p>fiquem bem apoiados no chão ou em suporte, dependendo da altura da mesa de trabalho;</p><p>- Giratória, com rodízios, para atender diferentes tarefas;</p><p>- Apoio para a região lombar e torácica, com regulagem da altura e da profundidade do encosto, para</p><p>possibilitar a adoção de postura adequada do tronco;</p><p>- Possuir regulagem do ângulo assento-encosto (entre 100° e 110° há maior relaxamento da região lombar);</p><p>buscar angulação confortável que não leve ao aumento do esforço do pescoço.</p><p>- Caso tenha braços, não podem impedir aproximação da mesa nem fazer os braços do usuário trabalhar</p><p>afastados do corpo (raramente os braços da cadeira permitem a aproximação adequada do usuário ao</p><p>teclado); cadeiras sem braço tendem a propiciar melhor postura durante a digitação.</p><p>Armários sob Bancadas</p><p>- Recomenda-se também que os compartimentos abaixo da bancada sejam fechados, de preferência por</p><p>portas de correr, para facilitar a limpeza e evitar acidentes.</p><p>- Recuo para os pés: é importante que, para a confecção e instalação dos armários sob as bancadas, seja</p><p>previsto recuo do rodapé (sóculo) de cerca de 15 cm de profundidade e de altura, para possibilitar a</p><p>aproximação adequada às bancadas de trabalho e prevenir dores nas costas. Os armários poderão ser</p><p>apoiados sobre uma base com cantos arredondados para evitar o acúmulo de sujidade.</p><p>Florianópolis, maio de 2011.</p><p>Documento elaborado por:</p><p>Leonor de Queiroz Lima – médica sanitarista da DSST/DDAS/PRDHS/UFSC</p><p>Organização do trabalho</p><p>Organização</p><p>Processo de estabelecer relações entre as pessoas e os recursos disponíveis tendo em vista os</p><p>objetivos que a empresa como um todo se propõe atingir, Figura 55.</p><p>Princípios de organização</p><p> Unidade de comando - De acordo com este princípio, cada subordinado reporta apenas a um superior.</p><p>A unidade de comando permite uma melhor coordenação e entendimento do que se espera das</p><p>pessoas e tende a evitar conflitos.</p><p> Paridade entre autoridade e responsabilidade - Significa que a responsabilidade exigida a um membro</p><p>da organização não pode ser superior à que está implícita no grau de autoridade delegada.</p><p> Princípio escalar e cadeia de comando: Significa que a autoridade deve passar do gestor de topo até</p><p>ao último elemento da hierarquia através de uma linha clara e ininterrupta – a cadeia de comando.</p><p> Amplitude de controle: mede o número máximo de subordinados que deve reportar a um gestor.</p><p>Quanto maior for o número de subordinados supervisionados por um gestor, maior é a amplitude de</p><p>controlo. Podendo variar significativamente, há no entanto um número máximo de subordinados que,</p><p>em cada circunstância, um gestor pode controlar.</p><p>A organização do trabalho atua precisamente para conseguir um objetivo que se define como qualidade. O</p><p>verdadeiro motivo da organização do trabalho é para que tudo funcione como um relógio de precisão.</p><p>Se um trabalho é organizado, possivelmente todos os objetivos propostos serão atingidos. Ter organização do</p><p>trabalho leva à borda da perfeição, gerando confiança a todas as pessoas que fazem parte de uma organização.</p><p>Organização do trabalho é simplesmente o fator preciso pelo qual uma empresa consegue todos os seus objetivos, no</p><p>caso contrário, sem organização do trabalho, os objetivos longe de serem cumpridos, vagariam num limbo</p><p>desorganizado e causariam todos os tipos de problemas que, são o terror de uma organização.</p><p>http://queconceito.com.br/organizacao</p><p>http://queconceito.com.br/qualidade</p><p>91</p><p>Figura 55 – Ilustrações de organização</p><p>INSPEÇÃO PRÉVIA E FISCALIZAÇÕES</p><p> NR 02 - Inspeção Prévia</p><p>Todo estabelecimento novo, antes de iniciar suas atividades, deverá solicitar</p><p>aprovação de suas instalações ao órgão regional do Ministério do Trabalho.</p><p>O órgão regional do Mtb, após realizar a inspeção prévia, emitirá o Certificado de</p><p>Aprovação de Instalações – CAI.</p><p> NR 03 - Embargo ou Interdição</p><p>O Delegado Regional do Trabalho à vista de laudo técnico do serviço competente que</p><p>demonstre grave e iminente risco para o trabalhador poderá interditar o estabelecimento, setor de</p><p>serviço, máquina ou equipamento, ou embargar obra, indicando na decisão tomada, com a brevidade</p><p>que a ocorrência exigir, as providências que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do</p><p>trabalho e doenças profissionais.</p><p></p><p>NR 28 - Fiscalização e Penalidades</p><p>Aos processos resultantes da ação fiscalizadora é facultado anexar qualquer documento, de</p><p>pormenorização de fatos circunstanciais, comprobatórios, podendo, no exercício das funções de</p><p>inspeção do trabalho, o agente de inspeção do trabalho usar de todos os meios, inclusive audiovisuais,</p><p>necessários à comprovação da infração.</p><p>O agente da inspeção do trabalho, com base em critérios técnicos, poderá notificar os</p><p>empregadores concedendo prazos para a correção das irregularidades encontradas. O prazo para</p><p>cumprimento dos itens notificados deverá ser limitado a, no máximo, 60 (sessenta) dias.</p><p>As empresas devem seguir normas relacionadas à saúde e segurança no trabalho. Com a</p><p>criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em 1943 foram unificadas as leis laborais no</p><p>Brasil, visando regulamentar as relações individuais e coletivas do trabalho.</p><p>O capítulo V do título II da CLT é dedicado exclusivamente a segurança e medicina do trabalho</p><p>e após revisões (Ex: Lei 6.514 de 22 de dezembro de 1977) em seu artigo 201 já informava as</p><p>empresas a possibilidade de punições financeiras quando ocorresse o descumprimento de algum item</p><p>do referido capítulo.</p><p>Em 1978 o ministério do trabalho aprova as Normas Regulamentadoras (NRs) através da</p><p>portaria 3.214 de oito de junho, dentre estas a NR 28, com o título Fiscalização e penalidades</p><p>buscando preservar o ambiente laboral saudável e sem riscos para a vida dos colaboradores.</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr2.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr3.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr28.htm</p><p>92</p><p>É importante ressaltar para a empresa que é de sua responsabilidade manter seus ambientes</p><p>de trabalho dentro dos padrões estabelecidos nas normas regulamentadoras, pois a partir de</p><p>denúncias dos colaboradores e/ou entidades sindicais ou na ocorrência de acidentes graves ou fatais</p><p>os Agentes de Inspeção do Trabalho podem visitar as instalações e/ou canteiros de obra da empresa,</p><p>visando fiscalizar o cumprimento das normas regulamentadoras.</p><p>Os itens geralmente observados são:</p><p>o Organização e segurança do ambiente de trabalho</p><p>. Layout de máquinas e equipamentos;</p><p>. Prevenção de quedas nos trabalhos realizados em altura;</p><p>. Existência de vãos desprotegidos, escadas sem corrimão e buracos no solo;</p><p>o Trabalhos com produtos inflamáveis e/ou explosivos</p><p>. Utilização de produtos químicos, contato com material biológico e riscos físicos (calor, frio, ruído,</p><p>vibrações, radiações ionizantes, radiações não ionizantes, umidade e pressões anormais),</p><p>. Contato com energia elétrica;</p><p>. Existência de espaços confinados (e sua correta sinalização);</p><p>. Placas com dizeres prevencionistas (“Obrigatório o uso do EPI”, “Ande, não corra”, “Perigo de morte -</p><p>espaço confinado - somente pessoal autorizado” e etc.);</p><p>. Utilização das cores de segurança (Ex: Verde para chuveiros de emergência, vermelho para caixas de</p><p>alarme de incêndio);</p><p>. Sistema fixo e móvel para combate a princípios de incêndios.</p><p>o Condições de higiene no local de trabalho</p><p>. Oferta de água potável;</p><p>. Banheiros separados por sexo;</p><p>. Números de chuveiros (Dependendo da atividade, se existe a oferta de água aquecida);</p><p>. Número de vasos sanitários;</p><p>. Número de mictórios (banheiros masculinos);</p><p>. Número de lavatórios;</p><p>. Oferta de papel higiênico e papel toalha;</p><p>o Local apropriado para refeições</p><p>. Oferta de local para acondicionamento de marmitas (refrigerados), assim como locais para</p><p>aquecimento das refeições (estufas, fornos elétricos ou microondas);</p><p>. Quando a comida for preparada no local, o agente de inspeção checará se a cozinha segue o</p><p>disposto na NR 24 (na construção civil o item a ser cumprido é o 18.4.2.12)</p><p>. Lixeiras em quantidade para o recolhimento do lixo (lixeiras que venham a conter alimentos devem</p><p>ser providas de tampas);</p><p>. Descarte do lixo (atividades especiais como laboratórios devem seguir normas especificas).</p><p>ο Documentação de segurança</p><p>. Certificado de Aprovação de instalações (CAI), comunicação prévia (construção civil) e demais</p><p>liberações dependendo das atividades;</p><p>. Documentos base de segurança (PPRA, PCMSO);</p><p>. Documentos adicionais de segurança de acordo com a atividade da empresa (PCMAT, PCA, PPR,</p><p>Prontuário de instalações elétricas, dentre outros);</p><p>ο Qualificação dos colaboradores</p><p>93</p><p>. Documentação comprobatória para o exercício da profissão (Registro no MTE para técnicos de</p><p>segurança do trabalho, registro no CREA para engenheiros, dentre outros);</p><p>. Treinamento inicial em segurança do trabalho para as atividades (integração);</p><p>. Treinamentos periódicos (reciclagem) para cursos com validade (Curso básico - segurança em</p><p>instalações e serviços com eletricidade [NR 10] para eletricistas);</p><p>. Pessoal treinado para atendimento a emergências.</p><p>ο Proteção coletiva e individual dos trabalhadores</p><p>. Oferta de equipamentos de proteção coletiva (EPC) aos trabalhadores (guarda-corpo, extintores de</p><p>incêndios, linha de vida, dentre outros);</p><p>. Oferta de equipamentos de proteção individual (EPI) aos trabalhadores (óculos de segurança, luvas,</p><p>protetores auriculares, dentre outros).</p><p>Vale ressaltar que as multas aplicadas pelos agentes de inspeção do trabalho têm o valor na maioria</p><p>das vezes maior que o custo necessário para a resolução do não cumprimento da norma. A aplicação</p><p>da multa não desobriga o empregador a se adequar a legislação de segurança e medicina do trabalho.</p><p>Caso o empregador permita que em seu ambiente de trabalho possua risco grave e iminente a saúde e</p><p>a integridade física dos colaboradores, o agente de inspeção do trabalho tomará atitudes mais sérias,</p><p>como a paralisação do setor / obra, da máquina ou do equipamento (até a completa resolução) mais a</p><p>aplicação da multa, resultando em prejuízos maiores.</p><p>Nenhuma vida pode ser medida em valores monetários, preservá-las é obrigação!</p><p>INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE</p><p> NR 15 - Atividades e Operações Insalubres</p><p>Assunto abordado no item Legislação.</p><p> NR 16 - Atividades e Operações Perigosas</p><p>Assunto abordado no item Legislação.</p><p>PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS – PPRA</p><p> NR 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)</p><p>Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implantação, por parte de todos os</p><p>empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de</p><p>Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação da saúde e da integridade dos</p><p>trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da</p><p>ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em</p><p>consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.</p><p>O PPRA deverá estar descrito num documento-base contendo os seguintes aspectos</p><p>estruturais: planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma; estratégia e</p><p>metodologia de ação; forma do registro, manutenção e divulgação dos dados; periodicidade e forma de</p><p>avaliação do desenvolvimento do PPRA.</p><p>É um programa instituído pela Portaria nº 25 de 29/12/1994, da Secretaria de Segurança e</p><p>Saúde no trabalho (SSST) do Ministério do Trabalho (MTb).</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr15.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr16.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr9.htm</p><p>94</p><p>A Portaria nº 25 foi publicada no DOU de 30/12/94 e replubicada em 15/02/95, concedendo às</p><p>empresas um prazo de 6 (seis) meses para implantação; o que significa dizer que o PPRA é uma</p><p>exigência legal desde 16/08/1995.</p><p>Objetivos do PPRA</p><p>. Garantir a salubridade nos locais de trabalho;</p><p>. Preservar a saúde e a integridade física dos trabalhadores;</p><p>. Prevenir riscos ocupacionais capazes de provocar doenças profissionais;</p><p>. Controlar os riscos ambientais capazes de causar danos à saúde do</p><p>trabalhador;</p><p>. Assegurar aos trabalhadores padrões adequados de saúde e bem-estar no ambiente de</p><p>trabalho;</p><p>. Proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.</p><p>OUTRAS NORMAS REGULAMENTADORAS</p><p> NR 01 - Disposições Gerais</p><p>As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de</p><p>observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração</p><p>direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam</p><p>empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT</p><p> NR 08 - Edificações</p><p>Estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações, para</p><p>garantir segurança e conforto aos que nelas trabalhem.</p><p>Alguns requisitos são: os locais de trabalho devem ter a altura do piso ao teto, pé direito, de</p><p>acordo com as posturas municipais, atendidas as condições de conforto, segurança e salubridade; os</p><p>pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que prejudiquem a</p><p>circulação de pessoas ou a movimentação de materiais; nos pisos, escadas, rampas, corredores e</p><p>passagens dos locais de trabalho, onde houver perigo de escorregamento, serão empregados</p><p>materiais ou processos antiderrapantes; as coberturas dos locais de trabalho devem assegurar</p><p>proteção contra as chuvas, entre outros.</p><p> NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão</p><p>Considera-se "Profissional Habilitado" aquele que tem competência legal para o exercício da</p><p>profissão de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construção, acompanhamento de</p><p>operação e manutenção, inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão, em</p><p>conformidade com a regulamentação profissional vigente no País.</p><p> NR 14 - Fornos</p><p>Os fornos, para qualquer utilização, devem ser construídos solidamente, revestidos com</p><p>material refratário, de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância estabelecidos</p><p>pela Norma Regulamentadora - NR 15. Os fornos devem ser instalados em locais adequados,</p><p>oferecendo o máximo de segurança e conforto aos trabalhadores.</p><p> NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção</p><p>Estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que</p><p>objetivam a implantação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos,</p><p>nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção, como por exemplo: serviços</p><p>de construção, demolição, reparo, pintura, limpeza e manutenção de edifícios em geral, de qualquer</p><p>número de pavimentos, inclusive manutenção de obras de urbanização e paisagismo.</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr1.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr8.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr13.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr14.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr18.htm</p><p>95</p><p> NR 19 - Explosivos</p><p>Considera-se explosivo, Figura 56 material ou substância que, quando iniciada, sofre</p><p>decomposição muito rápida em produtos mais estáveis, com grande liberação de calor e</p><p>desenvolvimento súbito de pressão. As atividades de fabricação, utilização, importação, exportação,</p><p>tráfego e comércio de explosivos devem obedecer ao disposto na legislação específica, em especial ao</p><p>Regulamento para Fiscalização de Produtos Controlados (R-105) do Exército Brasileiro. É proibida a</p><p>fabricação de explosivos no perímetro urbano das cidades, vilas ou povoados.</p><p>A fabricação de explosivos somente é permitida às empresas portadoras de Título de Registro -</p><p>TR emitido pelo Exército Brasileiro. O terreno em que se achar instalado o conjunto de edificações das</p><p>empresas de fabricação de explosivos deve ser provido de cerca adequada e de separação entre os</p><p>locais de fabricação, armazenagem e administração.</p><p>As atividades em que explosivos sejam depositados em invólucros, tal como encartuchamento,</p><p>devem ser efetuadas em locais isolados.</p><p>Figura 56 – Granada manual de gás lacrimogênio.</p><p> NR 20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis</p><p>Estabelece requisitos mínimos para a gestão da segurança e saúde no trabalho contra os</p><p>fatores de risco de acidentes provenientes das atividades de extração, produção, armazenamento,</p><p>transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis. Abrange atividades</p><p>como extração, produção, armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis ou</p><p>líquidos combustíveis, nas etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção, inspeção</p><p>e desativação da instalação.</p><p> NR 21 - Trabalho a Céu Aberto</p><p>Nos trabalhos realizados a céu aberto, é obrigatória a existência de abrigos, ainda que rústicos</p><p>capazes de proteger os trabalhadores contra intempéries. Serão exigidas medidas especiais que</p><p>protejam os trabalhadores contra a insolação excessiva, o calor, o frio, a umidade e os ventos</p><p>inconvenientes. Aos trabalhadores que residirem no local do trabalho, deverão ser oferecidos</p><p>alojamentos que apresentem adequadas condições sanitárias.</p><p> NR 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração</p><p>Objetiva disciplinar os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de</p><p>trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a</p><p>busca permanente da segurança e saúde dos trabalhadores, contemplando: minerações subterrâneas,</p><p>minerações a céu aberto, garimpos, beneficiamentos minerais e pesquisa mineral.</p><p> NR 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho</p><p>Contempla requisitos mínimos para atendimento das necessidades fisiológicas de</p><p>trabalhadores, atendendo a condições sanitárias e de conforto no local de trabalho, o que contempla</p><p>requisitos para: Instalações sanitárias, vestiários, refeitórios, cozinhas industriais, alojamento,</p><p>condições de higiene e conforto por ocasião das refeições e demais disposições.</p><p> NR 25 - Resíduos Industriais</p><p>Resíduos industriais são aqueles provenientes dos processos industriais, na forma sólida,</p><p>líquida ou gasosa ou combinação dessas, e que por suas características físicas, químicas ou</p><p>microbiológicas não se assemelham aos resíduos domésticos, como cinzas, lodos, óleos, materiais</p><p>alcalinos ou ácidos, escórias, poeiras, borras, substâncias lixiviadas e aqueles gerados em</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr19.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr20.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr21.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr22.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr24.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr25.htm</p><p>http://www.google.com.br/imgres?start=91&um=1&hl=pt-BR&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=9Yar6UaE4n77lM:&imgrefurl=http://www.condornaoletal.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=73&Itemid=67&docid=qFpL4c3LEYc-9M&imgurl=http://www.condornaoletal.com.br/produtos/gl305.jpg&w=157&h=110&ei=j4voUI71KpCw0QHhm4G4DA&zoom=1&iact=hc&vpx=958&vpy=409&dur=1144&hovh=88&hovw=125&tx=104&ty=66&sig=101762562877863932326&page=5&tbnh=88&tbnw=125&ndsp=24&ved=1t:429,r:7,s:100,i:25</p><p>96</p><p>equipamentos e instalações de controle de poluição, bem como demais efluentes líquidos e emissões</p><p>gasosas contaminantes atmosféricas.</p><p>A empresa deve buscar a redução da geração de resíduos por meio da adoção das melhores</p><p>práticas tecnológicas e organizacionais disponíveis, Figura 57. Os resíduos industriais devem ter</p><p>destino adequado sendo proibido o lançamento ou a liberação no ambiente de trabalho de quaisquer</p><p>contaminantes que possam comprometer a segurança e saúde dos trabalhadores.</p><p>Figura 57 - Descarte adequado de resíduos industriais são exigências da NR-25.</p><p>Em quase todas as cidades brasileiras, a principal deposição final do lixo se dá em lixões e em</p><p>terrenos baldios. O esgotamento acelerado dos recursos naturais,</p><p>onde a reutilização de materiais</p><p>usados ou de sobras industriais poderia se significar oportunidades de economia, de ganhos sociais</p><p>com geração de emprego e renda, redução de impostos etc. O não tratamento dos resíduos</p><p>caracteriza-se como um dos principais focos de proliferação de patogenias (ou doenças).</p><p>O lixo pode ser classificado em 6 categorias: lixo residencial, lixo comercial, lixo industrial, lixo</p><p>hospitalar, lixo especial e outros. A diferenciação entre lixo rico em água ou úmido (provenientes de</p><p>material orgânico em geral, padarias, açougues, papéis sanitários etc.) e lixo pobre em teor de água</p><p>(vidros, plásticos, latas, papéis etc.) é de fundamental importância para limpeza urbana. A</p><p>decomposição do lixo acentua-se bastante com a presença da água, e assim a coleta do material deve</p><p>ser processada com maior freqüência ou em menores intervalos de tempo.</p><p>“A disposição inadequada de resíduos domésticos e industriais, principalmente resíduos</p><p>perigosos, implica a contaminação do solo, ar e recursos hídricos superficiais e</p><p>subterrâneos.” (LIMA 1995:241)</p><p>Buscando uma melhora na condição de vida social e melhor aproveitamento dos recursos</p><p>naturais disponíveis (e limitados), é preciso observar o princípio dos “4R”, como uma excelente forma</p><p>de programa ambiental na residência e na empresa:</p><p>“R” de reduzir  Tornar mínimos os gastos dos recursos da empresa. Não usar além do estritamente</p><p>necessário, minimizar a geração de resíduos;</p><p>“R” de reciclar  Tornar possível o uso do recurso por outro processo, ainda que em outra</p><p>organização;</p><p>“R” de reutilizar  Tratar o recurso de modo a torna-lo disponível, mais uma vez, para a mesma ou</p><p>outra utilidade;</p><p>“R” de recuperar  Evitar perdas, controlar danos.</p><p>A Tabela 12 apresenta exemplos de materiais recicláveis e não recicláveis.</p><p>97</p><p>Tabela 12 – Lista de exemplos de materiais recicláveis e não recicláveis.</p><p>Reciclável Não reciclável</p><p>Plásticos Espelhos</p><p>Metais em geral Cristais e tubos de TV</p><p>Vidros Papéis carbono/alumínio</p><p>Papel e papelão Fraudas descartável</p><p>Madeira Embalagens a vácuo</p><p>Material orgânico Embalagens aerossóis</p><p>Espuma e isopor</p><p> NR 27 - Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no MTB</p><p>O exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho depende de prévio registro no</p><p>Ministério do Trabalho através da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho ou das Delegacias</p><p>Regionais do Trabalho.</p><p> NR 29 - Segurança e Saúde no Trabalho Portuário</p><p>Objetiva regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, facilitar os</p><p>primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde</p><p>aos trabalhadores portuários.</p><p>As disposições contidas nesta NR aplicam-se aos trabalhadores portuários em operações tanto</p><p>a bordo como em terra, assim como aos demais trabalhadores que exerçam atividades nos portos</p><p>organizados e instalações portuárias de uso privativo e retro portuárias, situados dentro ou fora da área</p><p>do porto organizado, Figura 58.</p><p>Figura 58 – Normas para uma atividade portuária segura estão contempladas na NR-29.</p><p> NR 30 - Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário</p><p>Tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos</p><p>trabalhadores aquaviários. Aplica-se aos trabalhadores das embarcações comerciais, de bandeira</p><p>nacional, bem como às de bandeiras estrangeiras, utilizadas no transporte de mercadorias ou de</p><p>passageiros, inclusive naquelas embarcações utilizadas na prestação de serviços.</p><p> NR 31 - Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária e Exploração Florestal</p><p>Objetiva estabelecer os preceitos a serem observadas na organização e no ambiente de</p><p>trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da</p><p>agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio</p><p>ambiente do trabalho, buscando garantir adequadas condições de trabalho, higiene e conforto para</p><p>todos os trabalhadores, segundo as especificidades de cada atividade.</p><p> NR 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde</p><p>Tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implantação de medidas de</p><p>proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que</p><p>exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr27.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr29.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr30.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr31.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr32.htm</p><p>98</p><p>Para fins de aplicação desta NR entende-se por serviços de saúde qualquer edificação</p><p>destinada à prestação de assistência à saúde da população, e todas as ações de promoção,</p><p>recuperação, assistência, pesquisa e ensino em saúde em qualquer nível de complexidade, prevenindo</p><p>riscos de caráter biológico, radiação ionizante, dentre muitos outros.</p><p> NR 33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados</p><p>Esta norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços</p><p>confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a</p><p>garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou</p><p>indiretamente nestes espaços.</p><p>Algumas situações laborais exigem que trabalhadores realizem atividades em ambientes cuja</p><p>dificuldade de acesso e de permanência colocam em risco imediato a sua integridade. Estes espaços</p><p>costumam ter entradas e/ou saídas limitadas em número e dimensões. Suas características</p><p>geométricas favorecem a formação de uma atmosfera onde o acúmulo de contaminantes se contrapõe</p><p>à presença de oxigênio, tornando deficiente a condição para a respiração natural, podendo ocorrer</p><p>ainda explosões ou inundação repentina, de modo que estes espaços não são adequados para ações</p><p>continuadas por trabalhadores.</p><p>Apesar destas adversidades, muitas vezes a presença humana é necessária para realização</p><p>de determinada tarefa. Galerias pluviais e de efluentes, Figura 59, tubulações em geral, silos e tanques</p><p>de armazenagem são exemplos deste tipo de ambiente.</p><p>Para este tipo de serviço a NR-33 demanda uma equipe de, no mínimo, 3 pessoas: o</p><p>supervisor de entrada, o trabalhador autorizado e o vigia, cada qual com um conjunto de funções bem</p><p>definida. Em alguns ambientes há a necessidade de contínuo monitoramento das condições da</p><p>atmosfera a que estará sujeito o trabalhador. Cuidados adicionais devem ser tomados quando há a</p><p>realização de atividades a quente, que podem gerar ignição ou explosão do material dessa atmosfera.</p><p>Para trabalhos em ambientes confinados, deve ser exigido a PET (Permissão de Entrada e Trabalho).</p><p>A Figura 60 apresenta modelo de sinalização de identificação alertando para perigo em espaço</p><p>confinado.</p><p>Figura 59 – Normas de segurança do trabalho em espaço confinado são tratadas pela NR-33.</p><p>Figura 60 - Sinalização utilizada para identificação de espaço confinado.</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr33.htm</p><p>http://www.google.com.br/imgres?um=1&hl=pt-BR&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=bUPT6L8Vq8urdM:&imgrefurl=http://sp.quebarato.com.br/sao-paulo/espacos-confinados-supervisores__4B3E8B.html&docid=v_MdvuaYzIaJUM&imgurl=http://images.quebarato.com.br/T440x/espacos+confinados+supervisores+sao+paulo+sp+brasil__4B3E8B_1.jpg&w=440&h=330&ei=z5XoUL7SFIHl0gGJ_oA4&zoom=1&iact=hc&vpx=272&vpy=320&dur=255&hovh=194&hovw=259&tx=150&ty=201&sig=101762562877863932326&page=3&tbnh=143&tbnw=211&start=47&ndsp=27&ved=1t:429,r:55,s:0,i:250</p><p>99</p><p> NR 34 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval</p><p>Estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção à segurança, à saúde</p><p>com segurança, mas sim alguém que vai aprender com aquela situação e</p><p>também passará a praticar o alerta mútuo com outras pessoas.</p><p>Condições de segurança e medicina no trabalho (breve histórico)</p><p>Dentro das perspectivas dos direitos fundamentais do trabalhador em usufruir de uma boa e</p><p>saudável qualidade de vida, na medida em que não se podem dissociar os direitos humanos e a</p><p>qualidade de vida verifica-se, gradativamente, a grande preocupação com as condições do trabalho.</p><p>A primazia dos meios de produção em detrimento da própria saúde humana é fato que,</p><p>infelizmente, vem experimentando ao longo da história da sociedade moderna. É possível conciliar</p><p>economia e saúde no trabalho.</p><p>As doenças aparentemente modernas (stress, neuroses e as lesões por esforços repetitivos),</p><p>já há séculos vêm sendo diagnosticadas.</p><p>Os problemas relacionados com a saúde intensificam-se a partir da Revolução Industrial. As</p><p>doenças do trabalho aumentam em proporção a evolução e a potencialização dos meios de</p><p>produção, com as deploráveis condições de trabalho e da vida das cidades, Figura 4.</p><p>“Aprender é a única coisa de</p><p>que a mente nunca se cansa,</p><p>nunca tem medo e nunca se</p><p>arrepende”.</p><p>Leonardo da Vinci.</p><p>Figura 4 - A cidade de Londres durante a Revolução Industrial.</p><p>Mostra as péssimas condições de vida da população.</p><p>8</p><p>A OIT – Organização Internacional do Trabalho, em 1919 (primeira Conferência</p><p>Internacional do Trabalho), com o advento do Tratado de Versalhes, objetivando uniformizar as</p><p>questões trabalhistas, a superação das condições subumanas do trabalho e o desenvolvimento</p><p>econômico, adota seis convenções destinadas à proteção da saúde e a integridade física dos</p><p>trabalhadores:</p><p>. Limitação da jornada de trabalho a 8 horas diárias e 48 horas semanais – uma das principais</p><p>reivindicações do movimento sindical operário do final do século XlX e começo do século XX.;</p><p>. Proteção à maternidade;</p><p>. Luta contra o desemprego;</p><p>. Proibição do trabalho noturno para mulheres;</p><p>. Proibição do trabalho noturno para menores de 18 anos;</p><p>. Idade mínima de 14 anos para admissão de crianças na indústria, Figura 5.</p><p>A OIT foi criada em 1919, como parte do Tratado de Versalhes, que pôs fim à Primeira Guerra Mundial. Fundou-se sobre a</p><p>convicção primordial de que a paz universal e permanente somente pode estar baseada na justiça social. É a única das</p><p>agências do Sistema das Nações Unidas com uma estrutura tripartite, composta de representantes de governos e de</p><p>organizações de empregadores e de trabalhadores. A OIT é responsável pela formulação e aplicação das normas</p><p>internacionais do trabalho (convenções e recomendações) As convenções, uma vez ratificadas por decisão soberana de</p><p>um país, passam a fazer parte de seu ordenamento jurídico. O Brasil está entre os membros fundadores da OIT e participa</p><p>da Conferência Internacional do Trabalho desde sua primeira reunião.</p><p>Até os dias atuais diversas ações foram implantadas envolvendo a qualidade de vida no</p><p>trabalho, buscando intervir diretamente nas causas e não apenas nos efeitos a que estão expostos</p><p>os trabalhadores.</p><p>Em 1919, por meio do Decreto Legislativo nº 3.724, de 15 de janeiro de 1919, implantaram-se</p><p>serviços de medicina ocupacional, com a fiscalização das condições de trabalho nas fábricas.</p><p>Com o advento da 2ª Guerra Mundial despertou-se uma nova mentalidade humanitária, na</p><p>busca de paz e estabilidade social.</p><p>Figura 6 - A Revolução Industrial.</p><p>Figura 5 – Crianças em uma linha de produção na</p><p>Revolução Industrial</p><p>O que foi a Revolução Industrial?</p><p>Conjunto de transformações técnicas, econômicas</p><p>e sociais que assinalaram a plena configuração do</p><p>sistema capitalista (ou modo de produção</p><p>capitalista).</p><p>9</p><p>Finda a Segunda Guerra Mundial, com a criação da OMS – Organização Mundial da Saúde</p><p>estabelece-se o conceito de que a “saúde é o completo bem-estar físico, mental e social, e não</p><p>somente a ausência de afecções ou enfermidades” e que o gozo do grau máximo de saúde</p><p>que se pode alcançar é um dos direitos fundamentais de todo ser humano”.</p><p>Em 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas, aprova a Declaração</p><p>Universal dos Direitos Humanos do Homem, que se constitui uma fonte de princípios na aplicação</p><p>das normas jurídicas, que assegura ao trabalhador o direito ao trabalho, à livre escolha de emprego,</p><p>as condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra ao desemprego; o direito ao</p><p>repouso e ao lazer, limitação de horas de trabalho, férias periódicas remuneradas, além de padrão</p><p>de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar.</p><p>Contudo, a reconstrução pós-guerra induz a sérios problemas de acidentes e doenças que</p><p>repercutem nas atividades empresariais, tanto no que se refere às indenizações acidentárias, quanto</p><p>ao custo pelo afastamento de empregados doentes.</p><p>Impunha-se a criação de novos métodos de intervenção das causas de doenças e dos</p><p>acidentes, recorrendo-se à participação interprofissional.</p><p>Em 1949, a Inglaterra pesquisa a ergonomia, que objetiva a organização do trabalho em vista</p><p>da realidade do meio ambiente laboral adequar-se ao homem.</p><p>Em 1952, com a fundação da Comunidade Européia do Carvão e do Aço – CECA, as</p><p>questões voltaram-se para a segurança e medicina do trabalho nos setores de carvão e aço, que até</p><p>hoje estimula e financia projetos no setor.</p><p>Na década de 60 inicia-se um Movimento Social Renovado, Revigorado e</p><p>Redimensionado marcado pelo questionamento do sentido da vida, o valor da liberdade, o</p><p>significado do trabalho na vida, o uso do corpo, notadamente nos países industrializados como a</p><p>Alemanha, França, Inglaterra, Estados Unidos e Itália.</p><p>Na Itália, a empresa Farmitália, iniciou um processo de conscientização dos operários quanto</p><p>à nocividade dos produtos químicos e dos técnicos para a detecção dos problemas. A FIAT</p><p>reorganiza as condições de trabalho nas fábricas, modificando as formas de participação da classe</p><p>operária.</p><p>A Figura 7 apresenta as fases da Revolução Industrial, desde o final do século XVlll até os</p><p>dias atuais.</p><p>Figura 7 - Fases da Revolução Industrial, desde o final do século XVlll até os dias atuais.</p><p>10</p><p>No início da década de 70, o Brasil é o detentor do título de campeão mundial de acidentes.</p><p>E, em 1977, o legislador dedica no texto da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho, por sua</p><p>reconhecida importância Social, capítulo específico à Segurança e Medicina do Trabalho, trata-se do</p><p>Capítulo V, Título ll, artigos 154 a 201, com redação da Lei nº 6.514/77.</p><p>Em 1979, a Comissão Intersindical de Saúde do Trabalhador, promove a Semana de</p><p>Saúde do Trabalhador com enorme sucesso e em 1980 essa comissão se transforma no</p><p>Departamento Intersindical de estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes do Trabalho.</p><p>Com a Constituição de 1988 nasce o marco principal da etapa de saúde do trabalhador no</p><p>nosso ordenamento jurídico. Está garantida a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de</p><p>normas de saúde, higiene e segurança. São, ratificadas as Convenções 155 e 161 da OIT, que</p><p>também regulamentam ações para a preservação da Saúde e dos Serviços de Saúde do</p><p>Trabalhador.</p><p>Os problemas referentes à segurança, à saúde, ao meio ambiente e à qualidade de vida no</p><p>trabalho vêm ganhando importância no Governo, nas entidades empresariais, nas centrais sindicais</p><p>e na sociedade como um todo.</p><p>Propostas para construir um Brasil moderno e competitivo, com menor número de acidentes</p><p>e doenças de trabalho, com progresso social na agricultura, na indústria, no comércio e nos serviços,</p><p>devem ser apoiadas. Para isso deve haver a conjunção de esforços de todos os setores da</p><p>sociedade e a conscientização na aplicação de programas de saúde e segurança no trabalho.</p><p>e ao meio</p><p>ambiente de trabalho nas atividades da indústria de construção e reparação naval.</p><p>Consideram-se atividades da indústria da construção e reparação naval todas aquelas</p><p>desenvolvidas no âmbito das instalações empregadas para este fim ou nas próprias embarcações e</p><p>estruturas, tais como navios, barcos, lanchas, plataformas fixas ou flutuantes, dentre outras.</p><p> NR 35 - Trabalho em Altura</p><p>Estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura,</p><p>envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde</p><p>dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta atividade.</p><p>Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00 m (dois metros) do</p><p>nível inferior, onde haja risco de queda.</p><p>Cabe ao empregador:</p><p> Garantir a implantação das medidas de proteção estabelecidas nesta Norma;</p><p> Assegurar a realização da Análise de Risco - AR e, quando aplicável, a emissão da</p><p>Permissão de Trabalho - PT;</p><p> Desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura;</p><p>dentre outros.</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr34.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr35.htm</p><p>100</p><p>Todo trabalho em altura deve ser precedido de Análise de Risco.</p><p>Além do atendimento obrigatório às Normas e Legislação, as empresas podem ainda formular</p><p>diretrizes, instruções e regimentos internos mais rigorosos para alcance de suas metas referentes</p><p>à segurança do trabalho, mas NUNCA mais brandas que a Lei.</p><p>MAPAS DE RISCOS</p><p>É obrigação da CIPA ou do SESMT realizar a formulação dos mapas de risco de cada setor</p><p>ou departamento da empresa. Estes mapas tem validade de um ano, e devem ser revisados a cada</p><p>nova gestão ou a cada ano. Os mapas são fundamentais para se ilustrar de forma simples os riscos</p><p>encontrados em determinado posto de trabalho, e pode ser utilizado para treinamento de novos</p><p>funcionários ou visitantes, ou até mesmo para os funcionários atuais saberem dos riscos aos quais</p><p>estão propensos.</p><p>Os mapas reunem informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de</p><p>segurança e saúde no trabalho na empresa, além de possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e</p><p>divulgação de informações entre os trabalhadores(as), bem como estimular sua participação nas</p><p>atividades de prevenção.</p><p>Para fornular os mapas de riscos, baste seguir as seguintes etapas:</p><p>a. Conhecer o processo de trabalho no local analisado, a jornada de trabalho, a quantidade</p><p>de pessoas trabalhando, sexo, idade, pessoas com deficiência etc. Considera-se também</p><p>instrumentos, máquinas, ferramentas e materiais de trabalho utilizados, as atividades</p><p>exercidas e o ambiente;</p><p>b. Identificar os riscos existentes no local analisado, sejam eles físicos, biológicos, químicos,</p><p>ergonômicos ou de acidentes;</p><p>c. Identificar as medidas preventivas existentes e a sua eficácia, como a proteção coletiva,</p><p>organização do trabalho, proteção individual (EPI´s), higiene e conforto (banheiro,</p><p>lavatórios, vestiários, bebedouro, refeitório etc.);</p><p>d. Identificar os indicadores de saúde como as queixas mais frequentes de trabalhadores</p><p>naquele acidente, acidentes de trabalho já ocorridos naquele ambiente, doenças</p><p>ocupacionais já diagnosticadas, causas mais frequentes de acidentes de trabalho etc.;</p><p>e. Identificar o número de homens e mulheres expostos ao perigo, a especificação do agente</p><p>de risco, e a intensidade do perigo (pequeno, médio ou grande) de acordo com a</p><p>percepção daqueles que trabalham no ambiente;</p><p>f. Apontar no mapa aonde está localizado cada risco identificado, o grau do risco (pequeno,</p><p>médio ou grande), e o a quantidade de pessoas trabalhando sujeitas a cada um destes</p><p>riscos.</p><p>101</p><p>Tabela 12 – Grupos de riscos ocupacionais, de acordo com sua natureza e a</p><p>padronização das cores correspondentes.</p><p>A Figura 61 apresenta um exemplo de mapa de risco em área industrial.</p><p>Grupo 1:</p><p>Verde</p><p>Grupo 2:</p><p>Vermelho</p><p>Grupo 3:</p><p>Marrom</p><p>Grupo 4: Amarelo Grupo 5: Azul</p><p>RISCOS</p><p>FÍSICOS</p><p>RISCOS</p><p>QUÍMICOS</p><p>RISCOS</p><p>BIOLÓGICOS</p><p>RISCOS</p><p>ERGONÔMICOS</p><p>RISCOS DE</p><p>ACIDENTES</p><p>Ruídos Poeiras Esforço físico intenso</p><p>Arranjo físico</p><p>inadequado</p><p>Vibrações Fumos</p><p>Levantamento e</p><p>transporte manual</p><p>de peso</p><p>Máquinas e</p><p>equipamentos</p><p>sem proteção</p><p>Radiações</p><p>ionizantes</p><p>Névoas Bactérias</p><p>Exigência de postura</p><p>inadequada</p><p>Ferramentas</p><p>inadequadas ou</p><p>defeituosas</p><p>Radiações não</p><p>ionizantes</p><p>Neblinas Protozoários</p><p>Controle rígido de</p><p>produtividade</p><p>Iluminação</p><p>inadequada</p><p>Frio Gases</p><p>Imposição de ritmos</p><p>excessivos</p><p>Eletricidade</p><p>Calor Vapores</p><p>Trabalho em turno e</p><p>noturno</p><p>Probabilidade</p><p>de incêndio ou</p><p>explosão</p><p>Pressões</p><p>anormais</p><p>Parasitas</p><p>Jornadas de trabalho</p><p>prolongadas</p><p>Armazenamento</p><p>inadequado</p><p>Monotonia e</p><p>repetitividade</p><p>Animais</p><p>peçonhentos</p><p>Outras situações</p><p>causadoras de stress</p><p>físico e/ou psíquico</p><p>Outras situações</p><p>de risco de</p><p>acidentes</p><p>Fungos</p><p>Vírus</p><p>Substâncias</p><p>compostos</p><p>ou produtos</p><p>químicos em</p><p>geral</p><p>Umidade Bacilos</p><p>Tabela 13 – Tabela de simbologia de gravidade dos</p><p>riscos para montagem de mapas de riscos.</p><p>102</p><p>Figura 61 – Exemplo de mapa de risco em área industrial.</p><p>Uma vez realizado o mapa de risco, os mesmos devem ser levados para reunião da CIPA</p><p>para sua devida discussão e aprovação, e após isto deverá ser afixado em cada local analisado, de</p><p>forma claramente visível e de acesso para os trabalhadores.</p><p>”O sábio antevê o perigo e protege-se, mas os imprudentes</p><p>passam e sofrem as consequências.”</p><p>(Provérbios: 22:3)</p><p>103</p><p>RELAÇÃO DE NORMAS REGULAMENTADORAS</p><p> NR 01 - Disposições Gerais</p><p> NR 02 - Inspeção Prévia</p><p> NR 03 - Embargo ou Interdição</p><p> NR 04 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho</p><p>(SESMT)</p><p> NR 05 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA)</p><p> NR 06 - Equipamentos de Proteção Individual – EPI</p><p> NR 07 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO)</p><p> NR 08 - Edificações</p><p> NR 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)</p><p> NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade</p><p> NR 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais</p><p> NR 12 - Máquinas e Equipamentos</p><p> NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão</p><p> NR 14 - Fornos</p><p> NR 15 - Atividades e Operações Insalubres</p><p> NR 16 - Atividades e Operações Perigosas</p><p> NR 17 - Ergonomia</p><p> NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção</p><p> NR 19 - Explosivos</p><p> NR 20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis</p><p> NR 21 - Trabalho a Céu Aberto</p><p> NR 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração</p><p> NR 23 - Proteção Contra Incêndios</p><p> NR 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho</p><p> NR 25 - Resíduos Industriais</p><p> NR 26 - Sinalização de Segurança</p><p> NR 27 - Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no MTB</p><p> NR 28 - Fiscalização e Penalidades</p><p> NR 29 - Segurança e Saúde no Trabalho Portuário</p><p> NR 30 - Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário</p><p> NR 31 - Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária e Exploração Floresta</p><p> NR 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde</p><p> NR 33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados</p><p> NR 34 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval</p><p> NR 35 - Trabalho em Altura</p><p> NR 36 - Segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes e</p><p>derivados</p><p>Os riscos ocupacionais são classificados de acordo com a Tabela 14.</p><p>Tabela 14 – Classificação dos Riscos Ocupacionais.</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr1.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr2.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr3.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr4.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr5.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/cipa.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr6.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr7.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr8.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr9.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr10.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr11.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr12.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr13.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr14.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr15.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr16.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr17.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr18.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr19.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr20.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr21.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr22.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr23.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr24.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr25.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr26.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr27.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr28.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr29.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr30.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr31.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr32.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr33.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr34.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr35.htm</p><p>Trabalhador saudável e qualificado representa produtividade no mercado globalizado.</p><p>LISTA DE VERIFICAÇÃO</p><p>A Lista de Verificação (LV), ou check-list, Figura 8, consiste em abordar um objeto de estudo,</p><p>verificando a conformidade de seus atributos com padrões. O objetivo da LV poderá ser uma área,</p><p>um equipamento, um sistema, uma instalação, um processo, etc. A lista pode ter subdivisões por</p><p>especialidade de trabalho ou qualquer outra que se julgar conveniente. O foco da LV são desvios em</p><p>relação aos padrões da lista. Quando os atributos são funções ou desempenho de funções, a lista é</p><p>constituída de testes e respectivas “respostas-padrão” (exemplo: sim / não / não aplicável).</p><p>A Lista de Verificação é útil, prática e eficaz nos trabalhos repetitivos, cujos riscos são</p><p>conhecidos e os padrões são bem estabelecidos. É utilizada também para controlar riscos</p><p>identificados e que podem ser avaliados por outras técnicas. Apresenta como desvantagem o fato de</p><p>que, os itens não presentes na lista, acabam não sendo verificados. Entretanto, a eficácia pode ser</p><p>aumentada por técnicas criativas nas quais os itens da LV são pontos de partida.</p><p>11</p><p>Logo da</p><p>empresa</p><p>Check List Veículos leves</p><p>EQUIPAMENTO:</p><p>Ítens Descrição C NC NA Observação/Medidas</p><p>1 Freio de pé</p><p>2 Freio de estacionamento</p><p>3 Motor de partida</p><p>4 Limpador de para brisa</p><p>5 Lavador de para brisa</p><p>6 Buzina</p><p>7 Faróis</p><p>8 Lanternas dianteiras (seta)</p><p>9 Lanternas traseiras (seta)</p><p>10 Luz de freio</p><p>11 Luz de ré</p><p>12 Triangulo de advertência</p><p>13 Extintor de segurança</p><p>14 Espelhos retrovisores</p><p>15 Indicadores de painel</p><p>16 Condições dos Pneus</p><p>17 Pneu estepe</p><p>18 Vidros</p><p>19 Portas</p><p>20 Cinto de segurança</p><p>21 Macaco</p><p>22 Chave de roda</p><p>23 Nível de óleo</p><p>24</p><p>Nível fluido de</p><p>freio</p><p>25 Nível de água</p><p>26 Ruído Interno</p><p>27 Lataria</p><p>Observações:</p><p>Legenda: C – conforme, NC – não conforme, NA – não se aplica</p><p>Data:</p><p>________/_______/_________ Local:</p><p>Responsável pela</p><p>verificação:</p><p>Técnico de Segurança:</p><p>Operador / Motorista:</p><p>Figura 8 – Exemplo de Lista de Verificação (check-list) de um automóvel antes de viajar.</p><p>Exercício:</p><p>Elabore uma Lista de Verificação para certificação de que a sala de aula estará limpa e</p><p>organizada ao final de cada dia de aula.</p><p>12</p><p>RISCOS E PERIGOS</p><p>“Perigos” existem em nossas vidas desde o nosso nascimento. Sabemos reconhecer muitos</p><p>perigos, e por isso sobrevivemos. “Perigo” é uma situação ou condição com potencial de causar</p><p>lesão física ou danos à saúde das pessoas, por ausência de medidas de controle. Estes danos</p><p>podem referir-se ao homem, a materiais, a perdas econômicas, ao meio ambiente e até a imagem da</p><p>empresa.</p><p>Os perigos estão sempre presentes, mas os acidentes serão facilitados se for permitida a</p><p>exposição ao perigo. Esse é o processo do acidente, e sempre pode ser identificado.</p><p>PERIGO  EXPOSIÇÃO  ACIDENTE  DANOS</p><p>Há três formas de se atuar sobre um perigo:</p><p>• 1) Eliminar o perigo</p><p>Ex.: Desenergização de sistema elétrico para manutenção.</p><p>• 2) Reduzir o perigo</p><p>Ex.: Acesso restrito de pessoas a área de inflamáveis.</p><p>• 3) Reduzir o impacto do perigo</p><p>Ex.: Treinamento de equipe de brigada de incêndio.</p><p>“Risco” é um termo bastante usado no cotidiano. Diz respeito à capacidade de uma</p><p>ocorrência, com potencial de causar lesões ou danos à saúde dos profissionais. Os riscos podem ser</p><p>eliminados ou controlados.</p><p>Tecnicamente falando, o uso da palavra risco se faz quando se analisa toda uma situação,</p><p>ou seja, para um dado perigo, analisam-se quais as chances de ocorrer um acidente e quais as</p><p>conseqüências (danos) que podem resultar.</p><p>Nós identificamos os perigos, mas avaliamos os riscos, sua possibilidade de ocorrer, seus</p><p>danos e formas de controle. Por esta razão, podemos nos referir tanto em termos de perigos como</p><p>de riscos, dependendo do objeto e do tipo de análise que é feito.</p><p>Exemplo:</p><p>Numa obra civil, existe o perigo de queda de tijolos, assim como existe a exposição ao perigo,</p><p>pois as pessoas ficam circulando no canteiro. O acidente pode não acontecer, produzindo danos nas</p><p>pessoas, na forma de lesões no corpo atingido. Se não houver exposição, não há acidente. Se</p><p>pudermos eliminar o perigo (queda de tijolos), também não haverá acidentes, independentemente da</p><p>exposição das pessoas que estão no canteiro. Se não pudermos eliminar o perigo, nem a exposição</p><p>tenta-se então reduzir os danos, fornecendo capacetes (equipamentos de proteção individual – EPI)</p><p>para o pessoal. Neste caso, um EPI apenas evita ou minimiza o dano. Ele não evita nem o perigo,</p><p>nem a exposição e nem o acidente.</p><p>13</p><p>Exercício:</p><p>Dê exemplos aleatórios de situações de perigo, descrevendo o mesmo, o dano potencial e</p><p>como se dá a exposição que favorece a ocorrência de um acidente, completando a tabela abaixo:</p><p>Todos os perigos são importantes, mas nenhum trabalho será completo se não houver preocupação</p><p>com os perigos críticos. Estes perigos são decorrentes de uma atividade específica da empresa.</p><p>Perigos críticos  Capazes de produzir acidentes sérios ou fatais</p><p>Exemplos:</p><p>Trabalhos em altura:</p><p>Telhados, andaimes, fachadas, máquinas de grande porte, máquinas de guindar (pontes</p><p>rolantes), etc. Todo trabalho acima de 2,0 metros de altura deve ser considerado trabalho em altura;</p><p>Eletricidade:</p><p>Intervenções em máquinas para reparos, manutenções de sistemas elétricos, operações com</p><p>alta tensão, e atividades gerais da empresa (almoxarifado e escritórios);</p><p>Trabalhos em locais confinados:</p><p>Trabalhos em interior de tanques, em instalações subterrâneas, galerias, esgotos etc.;</p><p>Equipamentos móveis, de guindar e transportar:</p><p>Empilhadeiras, tratores, pás carregadeiras, pontes rolantes, guindastes, pórticos, talhas, ou</p><p>qualquer outro equipamento que compartilhe espaço com vias de pedestres;</p><p>Máquinas e equipamentos em geral:</p><p>Transmissão de força por correias, polias, correntes, engrenagens, partes móveis, girantes,</p><p>eixos, fusos, discos, manivelas, etc.</p><p>Algumas situações e atitudes são precursoras de acidentes, por exemplo:</p><p>Pressa: Produz o perigo. Com ela esquecemos o procedimento correto, pulamos etapas. Os atalhos</p><p>estão sempre abertos ao erro e aos acidentes;</p><p>Improvisação: Por preguiça ou falta de recursos usamos dispositivos e ferramentas inadequadas,</p><p>coisas para fins que não se destina, o que pode ocasionar acidentes;</p><p>Exceções: Fazer errado “só desta vez”, “deixar de lado preocupações” etc. Os acidentes não</p><p>trabalham com exceções;</p><p>Presumir: Assumir algo sem verificar, “chutar”. São exemplos: “isto já deve estar previsto”, “se fosse</p><p>perigoso teria um aviso”, “já deve ter desligado a rede elétrica, pode trabalhar!”.</p><p>Auto-exclusão: Achar que as coisas só acontecem com os outros.</p><p>Situação Perigo Exposição Danos</p><p>Obra civil Queda de tijolos Andar no canteiro Lesões, morte</p><p>14</p><p>Riscos em maquinários</p><p>A figura 9 apresenta um cartaz com riscos e partes perigosas em maquinários.</p><p>Figura 9 – Alguns riscos e cuidados essenciais para lidar com maquinários industriais.</p><p>Reduzindo ou eliminando perigos</p><p>Os acidentes podem ser evitados ou mesmo neutralizados (ou extintos), ou ainda reduzir os</p><p>danos conseqüentes se agirmos de forma concreta e sistemática sobre todos os elementos que</p><p>causam o perigo, a exposição ou a condicionante do dano.</p><p>Com a eliminação de um perigo, nada mais se seguirá. Exemplo: com a desenergização do</p><p>circuito elétrico de forma segura, o perigo de uma fuga de energia elétrica que possa produzir choque</p><p>não mais existirá. Porém nem sempre é possível eliminar todos os perigos.</p><p>Neste caso parte-se para a tentativa de redução das chances que permitem que um perigo</p><p>cause um acidente, ou seja, reduzindo a exposição, tal como:</p><p>15</p><p> Reduzir a circulação de pessoas pela área de perigo (ex.: restrição de acesso à área de</p><p>inflamáveis);</p><p> Restringir o acesso às áreas de perigo (delimitando áreas, sinalizando);</p><p> Isolando fisicamente o perigo (barreiras de proteção, guarda-corpos, isolamento de</p><p>máquinas);</p><p> Imposição de limites de tempo para exposição ao perigo;</p><p> Reduzindo e controlando as áreas de perigo (acesso restrito, barreiras físicas – ex.:</p><p>fechamento de praias perigosas para banhistas).</p><p>Há momentos e situações em que o perigo e a exposição não podem ser eliminados ou</p><p>controlados. Nestes casos parte-se para a eliminação ou controle dos danos como, por exemplo,</p><p>através do uso de EPI´s. Os EPI´s são quase sempre redutores dos danos, pois não evitam o</p><p>acidente, mas reduzem os danos que podem ser causados pelo mesmo.</p><p>Ter equipes preparadas para casos de emergência também é uma forma de minimização de</p><p>danos. No caso de um incêndio em uma empresa, atuação de uma equipe de brigada de incêndio</p><p>interna bem treinada poderá minimizar os riscos de perdas maiores.</p><p>INCIDENTE</p><p>É um fato que ocorre sem produzir nenhuma lesão ou dano. Entretanto, poderia produzir. É o</p><p>que se chama de “quase-acidente”. Os relatos de incidentes são importantes porque chamam a</p><p>atenção para os perigos, para que assim possam ser controlados, em um momento em que ainda</p><p>não houve lesão ou dano, sendo assim de grande importância para a prevenção.</p><p>Um incidente pode ser um fato que denuncia uma condição insegura ou um ato inseguro,</p><p>normalmente antes da ocorrência dos acidentes, conforme Figura 10.</p><p>O conceito de incidente (ou quase-acidente) deve ser passado do supervisor para sua equipe,</p><p>e todos devem ser encorajados a relatar estes incidentes, que por sua vez devem ter sempre o</p><p>caráter preventivo, e não deve ser associada a nenhuma ação de caracterização de culpa ou</p><p>punição.</p><p>Todos os incidentes devem ser investigados, identificando suas causas (como se fossem</p><p>acidentes), para que sejam corrigidas e acidentes prevenidos.</p><p>Os incidentes ocorrem diariamente e várias vezes antes de um acidente sério, sendo</p><p>excelente ferramenta de prevenção de acidentes.</p><p>Exemplos de incidentes:</p><p> Uma pessoa penetra em uma área isolada para testes de gamagrafia. O fato é detectado a tempo</p><p>e as perdas ficam restritas à queda de produtividade;</p><p> Um animal feroz escapa da jaula. Os funcionários do zoológico conseguem recapturá-lo e as</p><p>perdas ficam restritas à queda no movimento da bilheteria;</p><p> Um operador equipado com luvas e protetor facial faz amostragem de produto quente. O produto</p><p>respinga e é projetado sobre o protetor facial. O operador não sofre danos, mas o equipamento de</p><p>proteção fica sem condições de uso;</p><p> A válvula de controle de injeção de gás inerte num reator fecha indevidamente. O sistema de corte</p><p>de combustível atua prontamente, evitando a explosão, mas acarreta perdas de produção.</p><p>16</p><p>Exercício:</p><p>Cite dois casos de incidentes ocorridos na empresa em que você trabalha ou em casa, e que</p><p>poderiam ter causado lesões ou danos.</p><p>Figura 10 – Queda de uma estrutura de um andaime sem causar ferimentos.</p><p>ACIDENTES DE TRABALHO E DOENÇAS PROFISSIONAIS</p><p>O problema dos acidentes e doenças ocupacionais não é recente. Pelo contrário, tem</p><p>acompanhado o desenvolvimento das atividades do homem através dos séculos. Assim o homem</p><p>primitivo teve sua integridade física ameaçada e sua capacidade produtiva reduzida pelos acidentes</p><p>próprios da caça, da pesca e da guerra, atividades estas que eram as mais importantes da época.</p><p>O homem vem aprendendo (infelizmente desta forma) com erros do passado, atividades</p><p>arriscadas que colocaram a vida de muitos a se perder. O prevencionismo vem evoluindo então</p><p>lentamente através dos tempos, caracterizando-se inicialmente por ações eminentemente médicas.</p><p>Por outro lado, já no nosso século, iniciaram-se as ações complementares e necessariamente</p><p>básicas do prevencionismo, ou seja, hoje, além de repararmos os danos causados por acidentes,</p><p>também procuramos evitar sua re-ocorrência.</p><p>Apesar da grande quantidade de legislação que trata sobre a questão do trabalho no Brasil,</p><p>ainda são muito reduzidos o interesse e o conhecimento do cidadão comum acerca da temática. É</p><p>observado que o tratamento dado ao acidente de trabalho acaba ficando centrado no ponto de vista</p><p>meramente social.</p><p>A lei nº 8.213, artigo 19 estabelece que:</p><p>“Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa...</p><p>provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução,</p><p>permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.”</p><p>Em outras palavras, se houver apenas danos materiais e nenhum indivíduo for</p><p>atingido (acidente com equipamento ou incidente, por exemplo), para efeito da legislação não houve</p><p>acidente. Entretanto, a empresa tem que procurar as causas desses eventos no sentido de que</p><p>situações semelhantes não se repitam e acabem num determinado momento, ferindo ou deixando</p><p>doente algum empregado.</p><p>17</p><p>Equiparam-se aos acidentes de trabalho:</p><p>1. O acidente que acontece quando você está prestando serviços por ordem da empresa</p><p>fora do local de trabalho;</p><p>2. O acidente que acontece quando você estiver em viagem a serviço da empresa (acidente</p><p>em viagem);</p><p>3. O acidente que ocorre no trajeto entre a casa e o trabalho ou do trabalho para casa</p><p>(acidente de trajeto);</p><p>4. Doença ocupacional (as doenças provocadas pelo tipo de trabalho – LER e DORT, por</p><p>exemplo);</p><p>5. Doença do trabalho (as doenças causadas pelas más condições do trabalho).</p><p>O acidente tem como resultado uma resposta abrupta em curto prazo, e geralmente</p><p>associada a danos pessoais e perdas materiais. Sua ocorrência torna-se, desta forma, mais</p><p>aparente.</p><p>A doença, por sua vez, apresenta na maioria dos casos uma resposta lenta. No médio e longo</p><p>prazo manifesta-se de forma insidiosa, ou sorrateira. Pode resultar até em ausência de sintomas</p><p>aparentes em seus primeiros estágios, em sua detecção tardia. Daí a necessidade da guarda e</p><p>conservação dos registros sobre a saúde dos empregados por prazos tão amplos.</p><p>Ambos, porém são extremamente danosos às empresas. O acidente traz prejuízos imediatos;</p><p>a doença trará prejuízos futuros. Ou seja, investir em boas condições de trabalho significa minimizar</p><p>as possibilidades de a organização vir a perder, hoje ou amanhã.</p><p>Ao ocorrerem, os acidentes custam muito caro em vidas, bens e capacidade produtiva</p><p>(que gera e mantém empregos). Esse preço é muito alto para que se despreze o</p><p>aprendizado a ser retirado de cada acidente.”</p><p>(T.A. Kletz)</p><p>Acidentes típicos</p><p>Os acidentes típicos podem ser classificados de duas formas:</p><p> ACIDENTE COM AFASTAMENTO: Apresenta lesão corporal (qualquer problema no</p><p>organismo do acidentado) e perda de tempo e/ou parada de produção - podendo também</p><p>ter impactos no meio ambiente - com afastamento do trabalhador por um período igual ou</p><p>superior a vinte e quatro horas (inclui acidentes fatais).</p><p>Exemplos:</p><p>Quebra de braço, corte profundo na epiderme, torção no joelho, lombalgia atenuada, lesão</p><p>por esforço repetitivo (LER), lesões na cabeça etc.</p><p> ACIDENTE SEM AFASTAMENTO: Apresenta lesão na pessoa, porém que não a impede</p><p>de voltar ao trabalho até o dia seguinte ao acidente, ou período menor que vinte e quatro</p><p>horas. Também impacta em perda de tempo e/ou parada de produção, podendo também</p><p>ter impactos no meio ambiente.</p><p>Exemplos:</p><p>Corte superficial no braço,</p><p>queda de altura, porém sem danos à estrutura óssea etc.</p><p>Algumas empresas ainda têm uma classificação para danos em equipamentos, porém</p><p>sem envolver pessoas, que é o acidente com equipamento:</p><p>18</p><p> ACIDENTE COM EQUIPAMENTO: Apresenta danos a patrimônios da empresa</p><p>(máquinas, equipamentos, veículos motores, estruturas civis etc. – pode incluir o meio</p><p>ambiente), porém sem lesão a pessoas. Há perda econômica para a empresa, e pode ou</p><p>não impactar em perda de tempo ou parada de produção.</p><p>Comunicação de Acidente do Trabalho</p><p>Para qualquer acidente típico (com afastamento ou sem afastamento de pessoas), é</p><p>obrigatório o preenchimento e declaração da CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho). A CAT</p><p>é um documento a ser preenchido pela empresa em caso de acidente ou doença do trabalho. Essa</p><p>comunicação não pode ser esquecida ou omitida pela empresa, pois sua comunicação é obrigatória</p><p>por lei.</p><p>A empresa deve comunicar os acidentes ao INSS no prazo de 24 horas, utilizando-se do</p><p>impresso específico, a CAT, até o primeiro dia útil após a ocorrência e, em caso de morte, de</p><p>imediato, à autoridade competente, sob pena de multa cobrada pela Previdência Social. A CAT</p><p>também pode ser emitida pelo Sindicato, por um médico, ou qualquer outra pessoa interessada.</p><p>O documento deve ser preenchido em seis vias, uma para cada um conforme se segue:</p><p>Empresa, INSS, Sindicato da categoria da empresa, SUS, Acidentado (ou dependente), SRTE/MTE</p><p>(Superintendência Regional do Trabalho e Emprego / Ministério do Trabalho e Emprego). A</p><p>COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE É OBRIGATÓRIA, MESMO NO CASO EM QUE NÃO HAJA AFASTAMENTO DO</p><p>TRABALHO</p><p>A Figura 11 apresenta uma distribuição de CAT’s emitidos em função da faixa etária por</p><p>empresas do setor sucro-alcooleiro.</p><p>Figura 11 – Exemplo de amostra de CAT´s emitidos (por faixa etária) em empresas do setor</p><p>sucro-alcooleiro.</p><p>A Figura 12 apresenta um formulário exemplar de CAT emitido por uma empresa</p><p>fictícia.</p><p>19</p><p>Figura 12 – Exemplo de formulário CAT, para oficialização de acidentes.</p><p>20</p><p>Custos de um acidente</p><p>Os primeiros estudos sobre os aspectos econômicos da segurança do trabalho datam de</p><p>1920. W. Heinrich definiu os custos dos acidentes como formados por custos diretos (Cd), também</p><p>designados como custos segurados (assistência médica, indenizações e encargos acessórios de</p><p>gestão) – cobertos pelo prêmio do seguro -, e indiretos (Ci) ou não segurados, que representam o</p><p>tempo perdido pelo acidentado e pelos demais trabalhadores, bem como os recursos demandados</p><p>para a adequada investigação do sinistro, o tempo despendido na seleção e formação de um</p><p>substituto, decréscimos no volume e na qualidade da produção pela queda do moral dos</p><p>companheiros do acidentado, que resultariam em perdas comerciais, que podem inclusive atingir a</p><p>imagem da empresa.</p><p>Desta forma, para Heinrich, os custos totais de um acidente seriam representados por</p><p>Ct = Cd + Ci. Ele também procurou estabelecer uma relação linear entre Ci e Cd, onde</p><p>Cd = α.Ci, onde o valor definido entre estes dois foi 1:4. Ou seja, os custos indiretos representavam</p><p>a maior parte dos custos totais causados por um acidente. Ou seja, por este modelo, a maior parte</p><p>dos custos de um acidente era representada por variáveis de difícil mensuração ou quantificação.</p><p>Na década de 1960, Frank E. Bird Jr. formulou uma teoria de controle de perdas e após</p><p>pesquisa com mais de 1 milhão e 700 mil ocorrências históricas, encontrou a relação de 1:10:30:600,</p><p>ou seja, para cada acidente com lesão grave (morte ou incapacitante), ocorriam 10 acidentes com</p><p>lesão leve (ou não incapacitante), outras 30 ocorrências com lesões à propriedade, e outras 600</p><p>ocorrências de acidentes sem lesão a indivíduos ou danos ao patrimônio, conforme Figura 12.</p><p>Mais tarde, Diego Andreoni formulou como custos dos acidentes os gastos ou perdas que</p><p>destes resultam, como:</p><p>Ct = Cfp + Cfs + Cvp + Cvs + Cl + Cm + Ce , onde:</p><p>Ct = Custo total do acidente;</p><p>Cfp = Custo fixo de prevenção;</p><p>Cfs = Custo fixo de seguros sociais;</p><p>Cvp = Custo variável de prevenção;</p><p>Cvs = Custo variável de seguros;</p><p>Cl = Custo associado às lesões;</p><p>Cm = Custo por perdas materiais, de maquinaria ou de equipamentos;</p><p>Ce = Custos eventuais ou excepcionais.</p><p>21</p><p>Figura 13 – Relação de proporção entre ocorrências de acidente de trabalho proposta por Bird.</p><p>Em 1979, Skiba, com base em estudo realizado na Alemanha, propôs uma nova hierarquia</p><p>que incluía um novo elemento – os quase-acidentes (ainda que em estimativa).</p><p>Por fim, cabe chamar a atenção para a ordem de grandeza econômica que os acidentes do</p><p>trabalho representa em uma sociedade, conforme Dwyver (2006:22) explicita, alertando que “calcula-</p><p>se que o custo médio de todos os tipos de acidentes de trabalho nos países desenvolvidos</p><p>corresponda a 4% do PIB anual”.</p><p>Agora, em breve exercício, tente imaginar e dimensionar em quanto tais perdas importarão</p><p>em cenários de subnotificação de acidentes de trabalho e de uma rudimentar cultura de prevenção e</p><p>de adequação das condições de trabalho.</p><p>INDICADORES DE SEGURANÇA</p><p>Taxa de freqüência</p><p>É o número de acidentados por milhão de horas de exposição ao risco, em determinado</p><p>período.</p><p>Essa taxa é expressa e calculada pela seguinte fórmula:</p><p>Onde:</p><p>F = Taxa de Freqüência de acidentados</p><p>N = Número de acidentados</p><p>H = Horas.Homem de exposição ao risco.</p><p>Taxa de gravidade</p><p>É o número que exprime a quantidade de dias computados nos acidentes com afastamentos</p><p>por milhão de horas.homem de exposição ao risco.</p><p>Essa taxa é expressa e calculada pela seguinte fórmula:</p><p>Onde:</p><p>TG = Taxa de Gravidade</p><p>DC = Dias computados de afastamento (DC = DP + DT + DD)</p><p>HH = Homens.Hora de exposição ao risco.</p><p>22</p><p>Definição dos parâmetros:</p><p>DP (Dias Perdidos) – dias corridos de afastamento do trabalho em virtude de lesão pessoal, exceto o</p><p>dia do acidente e o dia da volta ao trabalho, compreendidos dentro do mês em que ocorreu o</p><p>acidente.</p><p>DT (Dias Transportados) – dias corridos de afastamento do trabalho, em meses posteriores àquele</p><p>onde ocorreu o acidente, caso o acidentado não tenha retornado ao trabalho dentro do mesmo mês</p><p>em que o acidente ocorreu. Esses dias são computados até o limite de 1 (um) ano da data do</p><p>acidente.</p><p>DD (Dias Debitados) – dias que se debitam, por incapacidade permanente ou morte. Este número é</p><p>obtido nas Tabelas que acompanham a NBR 14280.</p><p>Homens.Hora – total de homens.hora de trabalho ou exposição ao risco no período, em horas.</p><p>Corresponde ao somatório das horas durante as quais os trabalhadores ficaram à disposição no</p><p>período, incluindo as horas extraordinárias. Não inclui o repouso remunerado.</p><p>1.000.000 - fator de ajuste para um milhão de homens.hora, para permitir comparação entre</p><p>organizações diferentes.</p><p>Portanto, os dias computados (DC) indicam a perda provocada pelo acidente em dias de trabalho; a</p><p>Taxa de Gravidade indica a perda relativa a um milhão de horas trabalhadas com exposição ao risco.</p><p>Índice de acidentados</p><p>É o número que exprime a combinação da taxa de freqüência com a taxa de gravidade, usado</p><p>para classificar o resultado da atividade de segurança.</p><p>Onde:</p><p>F = Taxa de freqüência</p><p>TG = Taxa de gravidade</p><p>Tempo Computado: É a soma de tempo de afastamento, contado em dias perdidos.</p><p>Homem.hora de exposição ao risco: É o somatório de tempo durante o qual cada empregado fica a</p><p>disposição do empregador.</p><p>A taxa de freqüência (Nº de acidentes x 1.000.000 / Homens.hora Trabalhadas) é</p><p>costumeiramente calculada pelo SESMET para fins de arquivo e envio para o Ministério do Trabalho</p><p>no final de cada ano, porém é interessante entender o que significa o número.</p><p>A interpretação da fórmula indica quantos acidentes ocorreriam se fossem trabalhadas</p><p>1.000.000 de horas naquele mês. Indica quantas</p><p>falhas ocorreram em um milhão de eventos, que é o</p><p>mesmo princípio dos seis sigmas.</p><p>A taxa de freqüência pode ser calculada para atos e condições inseguras, incidentes,</p><p>acidentes sem afastamento e acidentes com afastamento.</p><p>Ex.: Nº de atos e condições inseguras ou incidentes x 1.000.000 / HHT.</p><p>23</p><p>Nota:</p><p>ACIDENTES DE TRAJETO: Devem ser tratados à parte, não sendo incluído no cálculo usual das taxas de</p><p>freqüência e de gravidade. (Está na NBR 14280).</p><p>O cálculo desses indicadores nos revela que eles medem a perda de capacidade produtiva, mas não</p><p>retratam o sofrimento físico e psicológico do acidentado, familiares e colegas, e o impacto na moral</p><p>da equipe e organização...</p><p>A Tabela 1 apresenta categorias de acidentes por escala de gravidade e respectivas</p><p>caracterizações.</p><p>Tabela 1 – Categorias de acidentes por escala de gravidade e respectivas caracterizações.</p><p>24</p><p>Exemplo Taxa de Gravidade:</p><p>Cinqüenta trabalhadores de uma empresa de carpintaria ficaram expostos durante 8 horas</p><p>por dia, durante 23 dias úteis por mês, ao longo de um ano, a riscos de acidente de trabalho, cada</p><p>um. Ao final do ano foram contabilizados ao todo 40 dias de afastamento, dentre todos os</p><p>trabalhadores, por motivos de acidentes. Calcule a Taxa de Gravidade de acidentes desta empresa.</p><p>TG = (40 x 1.000.000) / (23 x 8 x 12 meses x 50) = 40.000.000 / 110.400 = 362,3</p><p>Exercício:</p><p>A empresa metalúrgica Fundição S.A. apresentou os seguintes dados de acidentes de</p><p>trabalho ao longo do ano de 2012. Os mesmos foram estratificados por setor de produção, conforme</p><p>Tabela 2 a seguir:</p><p>Tabela 2 – Dados de acidentes 2012.</p><p>Setor Dias de afastamento HH no ano</p><p>A 18 56.000</p><p>B 15 26.000</p><p>C 12 38.800</p><p>D 25 48.900</p><p>E 4 94.300</p><p>Total 74 264.000</p><p>a) Calcule a Taxa de Gravidade de acidentes para cada setor da empresa;</p><p>b) Calcule a Taxa de Gravidade da empresa como um todo;</p><p>c) Considerando que a taxa de gravidade “aceitável” pela empresa fosse de 200, qual(is)</p><p>setor(es) ganhou(ram) destaque por terem atingido a meta?</p><p>d) Considerando que para 2013 a meta plausível de cada setor seja de no máximo</p><p>TG = 200, calcule quantos dias de afastamento cada setor “pode” ter, no máximo.</p><p>ÁRVORE DE CAUSAS</p><p>Após a ocorrência de um acidente, convém identificar, na medida do possível, todos os</p><p>fatores que direta ou indiretamente contribuíram para que ele acontecesse, e assim elaborar um</p><p>plano de ação para que o mesmo não ocorra nunca mais. Desta forma, todos os fatores que forem</p><p>interpretados como influentes na ocorrência do acidente deverão ser listados.</p><p>Existem 3 tipos abrangentes de classificação das causas de acidentes:</p><p> CAUSA IMEDIATA: é representada como o último elemento de uma série, ou o fator que</p><p>culminou para a lesão.</p><p>Exemplos: “Corte no dedo com uma faca ao abrir uma embalagem” – causa imediata:</p><p>faca.</p><p>“Operário cai no estacionamento e sofre corte profundo na mão direita em</p><p>razão de uma pedra” – causa imediata: pedra.</p><p> CAUSA INDIRETA: é representada como um fator que “ajuda” o acidente acontecer, mas</p><p>não é responsável direta pelo acidente.</p><p>Exemplos: Área desorganizada / Pouco espaço para execução da atividade / Pressa para</p><p>executar a atividade / Desatenção ao procedimento correto etc.</p><p>25</p><p> CAUSA RAÍZ: é representada como uma ação que “alimenta” uma série de outras causas</p><p>indiretas. Possui a característica de às vezes estar “camuflada”, pois significa a verdade</p><p>dos fatos. Nem sempre se chega a ela com facilidade. A eliminação da causa raíz fará</p><p>com que o acidente não mais ocorra.</p><p>Exemplos: Falta de manutenção preventiva no equipamento / Sistema de segurança da</p><p>atividade insuficiente / Liderança negativa do chefe do setor / Problemas particulares do</p><p>funcionário.</p><p>Não se deve esquecer que o objetivo final de qualquer apuração de acidente através de</p><p>árvore de causas é chegar à causa raíz. Neste caso, os meios justificam o fim. Se tal foi encontrada,</p><p>e se as ações devidas forem tomadas, a repetição do evento certamente será evitada.</p><p>A “árvore” (ou diagrama de causas) é formada por figuras geométricas, onde o retângulo</p><p>serve para descrever a atividade normal, e nos círculos são descritas as ocorrências (atividades</p><p>anormais) que desencadearam o acidente (causas imediata, indireta e raiz). Ao se montar a árvore</p><p>de causas, primeiramente deve-se descrever a atividade comum, em um retângulo na parte superior</p><p>do diagrama.</p><p>Na elaboração da árvore, Figura 14, normalmente se adota o sentido contrário para</p><p>investigação da causa raiz, ou seja, começa-se investigando as causas primárias, posteriormente as</p><p>causas indiretas, até chegar na(s) causa(s) raiz. Para avançar nos níveis de apuração, basta fazer a</p><p>pergunta “POR QUÊ?”, e a resposta imediata já será a próxima causa.</p><p>OBS.: Pode haver mais de uma causa raiz, ou também mais de uma causa indireta.</p><p>Exemplo 1:</p><p>João foi levar o lixo da sua casa para a rua e, distraído, escorregou na poça de óleo na</p><p>garagem, caiu e quebrou a bacia.</p><p>Conforme verificado no exemplo “corriqueiro” acima, através da apuração foi possível detectar</p><p>o que realmente levou o João a se acidentar (causa raiz: vazamento de óleo do motor do seu carro),</p><p>e como ele pode se prevenir de novos acidentes semelhantes.</p><p>Ao elaborar uma árvore de causas, nunca se deve esquecer a legenda!</p><p>Figura 14 – Árvore de causas para apuração do acidente</p><p>com o João.</p><p>26</p><p>Exercício:</p><p>Vamos considerar um tanque pneumático de alta pressão, feito de aço carbono comum</p><p>desprotegido. Ao se pressurizar o tanque com ar, este contém umidade. Um “belo” dia ocorre a</p><p>explosão do tanque.</p><p>Estudando o problema, vemos que os fatos estão encadeados: a umidade causa corrosão</p><p>(ferrugem), que reduz a espessura e a resistência do metal (aço comum, sem tratamento superficial).</p><p>O metal debilitado irá romper-se sobre o efeito da pressão. Os fragmentos então vão atingir e</p><p>machucar pessoas e danificar equipamentos vizinhos. Se o tanque fosse de aço inoxidável, não teria</p><p>havido corrosão, a umidade não teria sido problema e não teria havido acidente.</p><p>Elabore a árvore de causas para o acidente descrito acima, indicando com legenda as ações</p><p>normais e anormais.</p><p>ATO INSEGURO X CONDIÇÃO INSEGURA</p><p>O acidente de trabalho deve-se principalmente a duas causas:</p><p>I. Ato inseguro:</p><p>É o ato praticado pelo homem, em geral, consciente do que está fazendo, que está contra as</p><p>normas de segurança da empresa, conforme exemplos da Figura 15.</p><p>São exemplos de atos inseguros: subir em telhado sem cinto de segurança trava-quedas, ligar</p><p>tomadas de aparelhos elétricos com as mãos molhadas e dirigir a altas velocidades.</p><p>Figura 15 – Ilustrações de atos inseguros no cotidiano.</p><p>II. Condição Insegura:</p><p>É a condição do ambiente de trabalho que oferece perigo e ou risco ao trabalhador, conforme</p><p>exemplos da Figura 16</p><p>São exemplos de condições inseguras: instalação elétrica com fios desencapados, máquinas em</p><p>estado precário de manutenção, andaime de obras de construção civil feitos com materiais</p><p>inadequados etc.</p><p>http://www.google.com.br/imgres?um=1&hl=pt-BR&sa=X&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=ysDKv5XM6vR-RM:&imgrefurl=http://maissegurancanotrabalho.wordpress.com/tag/ato-inseguro/&docid=ftDE4-oYSUoYYM&imgurl=http://maissegurancanotrabalho.files.wordpress.com/2012/09/trator.jpg&w=550&h=349&ei=FuroUPjEI4a50QH68YFY&zoom=1&iact=hc&vpx=641&vpy=303&dur=1744&hovh=179&hovw=282&tx=113&ty=89&sig=101762562877863932326&page=2&tbnh=148&tbnw=218&start=20&ndsp=27&ved=1t:429,r:23,s:0,i:167</p><p>27</p><p>Figura 16 – Ilustrações de condições inseguras no cotidiano.</p><p>Eliminando-se as condições inseguras e os atos inseguros é possível reduzir os acidentes e</p><p>as doenças ocupacionais. Esse é o papel da Segurança do Trabalho.</p><p>Exercício:</p><p>Examine com atenção a figura 17 a seguir, e</p><p>escreva AI (Ato Inseguro) ou CI (Condição</p><p>Insegura), à medida que forem sendo identificados. Depois de identificar, descreva formas de</p><p>prevenir ou eliminar estas condições.</p><p>Figura 17 – Atos e condições inseguras.</p><p>http://www.google.com.br/imgres?um=1&hl=pt-BR&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=edCfJXJqnzQKqM:&imgrefurl=http://www.cultura.gov.br/vidasparalelas/archives/6138&docid=3Exs5Idsmjms_M&imgurl=http://www.cultura.gov.br/vidasparalelas/wp-content/uploads/2009/09/inseguraca-andaime.jpg&w=600&h=800&ei=wO3oUK6ZIYuq0AG3roDQCQ&zoom=1&iact=hc&vpx=535&vpy=174&dur=4209&hovh=259&hovw=194&tx=126&ty=165&sig=101762562877863932326&page=1&tbnh=148&tbnw=111&start=0&ndsp=21&ved=1t:429,r:16,s:0,i:128</p><p>http://www.google.com.br/imgres?start=174&um=1&hl=pt-BR&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=ulREgqGh1ayL2M:&imgrefurl=http://www.prevencaonline.net/2011/02/atos-e-condicoes-inseguras-sao-as.html&docid=5Y86Fd8lNnc3yM&imgurl=http://4.bp.blogspot.com/_AxWwT2_4m1Y/TVJ78Pzn20I/AAAAAAAAAcs/s6Uejab48_8/s1600/energia+atos.jpg&w=597&h=414&ei=Iu7oUMnoC_Ky0AHU5IGwBw&zoom=1&iact=hc&vpx=1053&vpy=153&dur=1944&hovh=187&hovw=270&tx=115&ty=91&sig=101762562877863932326&page=8&tbnh=129&tbnw=189&ndsp=26&ved=1t:429,r:78,s:100,i:238</p><p>http://www.google.com.br/imgres?start=149&um=1&hl=pt-BR&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=m6XcqeXsrTsO2M:&imgrefurl=http://www.remusicas.org/videos/-;r6pXX6ZvJ2w.html&docid=MFiB5_N2z0-MhM&itg=1&imgurl=http://i3.ytimg.com/vi/qzSidOA8EaM/0.jpg&w=480&h=360&ei=Iu7oUMnoC_Ky0AHU5IGwBw&zoom=1&iact=hc&vpx=862&vpy=2&dur=1066&hovh=194&hovw=259&tx=137&ty=108&sig=101762562877863932326&page=7&tbnh=122&tbnw=165&ndsp=25&ved=1t:429,r:59,s:100,i:181</p><p>http://www.google.com.br/imgres?um=1&hl=pt-BR&biw=1366&bih=628&tbm=isch&tbnid=DZEVm98FUoCUjM:&imgrefurl=http://atoseguro.blogspot.com/2010/12/condicoes-inseguras-sao-falhas-ou.html&docid=LIkqn4HHR0TBlM&imgurl=http://4.bp.blogspot.com/_Acv2E0s17fA/TQtTcbP7xUI/AAAAAAAAA6M/ootyPEhExww/s640/Empire-State-19.jpg&w=590&h=480&ei=wO3oUK6ZIYuq0AG3roDQCQ&zoom=1&iact=hc&vpx=113&vpy=328&dur=5426&hovh=202&hovw=249&tx=117&ty=157&sig=101762562877863932326&page=3&tbnh=131&tbnw=159&start=47&ndsp=27&ved=1t:429,r:67,s:0,i:286</p><p>28</p><p>Exercício:</p><p>O caso do Francisco</p><p>Francisco estava fazendo um serviço na sua empresa, que era o de furar um cano em uma</p><p>tubulação próxima ao teto de uma sala. Para executar o serviço, equilibrava-se em cima de umas</p><p>caixas como escada. Utilizava uma furadeira elétrica portátil. Ele já havia feito vários furos e a broca</p><p>estava com o fio gasto; por esta razão Francisco estava forçando a penetração da mesma.</p><p>Momentaneamente, sua atenção foi desviada por algumas faíscas que saíam do cabo de</p><p>extensão. Ao desviar a atenção, ele torceu o corpo, forçando a broca no furo. Com a pressão ela</p><p>quebrou e um estilhaço atingiu Francisco em um dos olhos. Com um grito, largou a furadeira, pôs as</p><p>mãos no rosto, perdeu o equilíbrio e caiu.</p><p>Um acontecimento semelhante, ocorrido há um ano nesta mesma empresa, determinava o</p><p>uso dos óculos de segurança na execução desta tarefa. Os óculos que Francisco deveria ter usado</p><p>estava sujo e quebrado, pendurado em um prego.</p><p>Segundo o que o supervisor dissera, não ocorrera nenhum acidente nos últimos meses e o</p><p>pessoal não gostava de usar óculos; por esta razão, ele não se preocupava em recomendar o uso</p><p>dos mesmos nestas operações, porque tinha coisas mais importantes a fazer.</p><p>a) Identifique as causas do acidente de Francisco através de uma Árvore de Causas;</p><p>b) Trata-se de acidente típico, trajeto ou doença ocupacional?</p><p>c) Quais os atos inseguros e as condições inseguras que podemos detectar neste</p><p>cenário?</p><p>d) Sugira três medidas preventivas para que este acidente não se repita.</p><p>LEGISLAÇÃO</p><p>Para melhor compreender a análise da matéria de Segurança do Trabalho, é preciso</p><p>conhecer alguns dos principais tópicos da legislação que regem a disciplina. São exemplos de</p><p>legislação: a Constituição Federal de 1988, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), as Normas</p><p>Regulamentadoras (NR´s) e demais instrumentos legais (leis, decretos, portarias etc.), em âmbito</p><p>federal, estadual ou mesmo municipal.</p><p>Constituição Federal (CF/88):</p><p>A Constituição Federal enfatiza os valores sociais do trabalho, a liberdade de iniciativa,</p><p>a cidadania, a dignidade do cidadão, e sua liberdade de expressão. Qualquer abuso referente à</p><p>saúde ou integridade de um indivíduo, por duração de jornada ou tipologia da tarefa, deve ser</p><p>combalido pelos demais cidadãos. Contempla os direitos à previdência social, às normas de saúde,</p><p>de segurança e de higiene a todo trabalhador urbano e rural. A mesma também trata da</p><p>remuneração adicional para atividades penosas, insalubres ou periculosas.</p><p>ATIVIDADES INSALUBRES (NR-15):</p><p>É tudo que origina doença, ou seja, uma condição do ambiente que traz riscos à saúde do</p><p>trabalhador (exemplos: exposição a ruídos, vibrações, pressão atmosférica, poeira,</p><p>temperaturas extremas, agentes biológicos, agentes químicos etc.), conforme exemplos da</p><p>Figura 18.</p><p>Pode ser distinguido entre grau mínimo (10%), médio (20%) ou máximo (40% de</p><p>remuneração adicional sobre o salário mínimo).</p><p>29</p><p>“São aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os</p><p>trabalhadores a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da</p><p>natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.”</p><p>(Artigo nº 189 da CLT)</p><p>Porém o trabalhador estará recebendo um valor financeiro que teoricamente não paga o risco</p><p>de ficar exposto a um perigo que poderá adoecê-lo ou mesmo impedi-lo de trabalhar. Por outro lado</p><p>a empresa estar é desembolsando um valor financeiro, todo mês, o qual poderia ser investido na</p><p>melhoria das condições de trabalho, eliminando ou neutralizando o agente de exposição,</p><p>promovendo e protegendo a saúde dos seus trabalhadores (as). A eliminação do agente insalubre</p><p>depende da adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de</p><p>tolerância.</p><p>Exemplo: Utilizar revestimentos/materiais especiais em paredes para se evitar que a temperatura</p><p>interna se eleve para além dos limites saudáveis.</p><p>A neutralização será possível "com a adoção de equipamentos de proteção individual ao</p><p>trabalhador, que diminuam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância".</p><p>Exemplo: utilizar protetor auricular ou abafador em áreas de alto ruído, mantendo os níveis de ruído</p><p>percebidos pelo trabalhador abaixo dos níveis máximos – exemplo: 85 dB por mais de 8 horas.</p><p>Figura 18 – Garis, profissionais de saúde, mineradores e mergulhadores profissionais são exemplos</p><p>de trabalhadores com direito a adicional de insalubridade.</p><p>ATIVIDADES PERIGOSAS (ou PERICULOSAS) (NR-16):</p><p>Termo usado para conceituar inflamáveis e explosivos. Posteriormente, em decretos</p><p>ocorridos em 1986 e 1987, passou a ser extensível também a atividades com contato</p><p>permanente a energia elétrica, radiações ionizantes ou substâncias radioativas (riscos</p><p>iminentes à vida destes trabalhadores), conforme exemplos da Figura 19.</p><p>O adicional de remuneração é sempre igual a 30% sobre seu salário-base.</p><p>“São aquelas que, na forma de regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho,</p><p>aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem o contato permanente com</p><p>inflamáveis ou explosivos em condições de risco acentuado.”</p><p>(Artigo nº 193 da CLT)</p><p>http://click.infospace.com/ClickHandler.ashx?du=http://www.caldeiraopolitico.com.br/imgs/materia/3054_a_gr.jpg&ru=http://www.caldeiraopolitico.com.br/imgs/materia/3054_a_gr.jpg&ld=20130105&ap=12&app=1&c=snapdov6a&s=snapdov6a&coi=372380&cop=main-title&euip=177.177.191.123&npp=12&p=0&pp=0&pvaid=e7e0de62902e4b5c980428e0ca2cdfad&ep=12&mid=9&hash=8DF52FD8D0FE35F7E6E84AF55C40E9A4</p><p>http://click.infospace.com/ClickHandler.ashx?du=http://compartilhe12.com.br/wp-content/uploads/2012/08/MEDICOS.jpg&ru=http://compartilhe12.com.br/wp-content/uploads/2012/08/MEDICOS.jpg&ld=20130105&ap=14&app=1&c=snapdov6a&s=snapdov6a&coi=372380&cop=main-title&euip=177.177.191.123&npp=14&p=0&pp=0&pvaid=93643226a202482b9674061148f23f2c&ep=14&mid=9&hash=51DDB000E832AA3F59F2513C2F0B38AA</p><p>http://click.infospace.com/ClickHandler.ashx?du=http://blog.maisestudo.com.br/wp-content/uploads/2012/01/10-trabalhos-para-estomagos-fortes-7.jpg&ru=http://blog.maisestudo.com.br/wp-content/uploads/2012/01/10-trabalhos-para-estomagos-fortes-7.jpg&ld=20130105&ap=12&app=1&c=snapdov6a&s=snapdov6a&coi=372380&cop=main-title&euip=177.177.191.123&npp=12&p=0&pp=0&pvaid=8a808f8ed01a4eb798595b00bea7933a&ep=12&mid=9&hash=D70537A3CF9D5DE1F70A7AFF38F92938</p><p>http://click.infospace.com/ClickHandler.ashx?du=http://2.bp.blogspot.com/-zT94bzydHrc/UJFb-huhKHI/AAAAAAAAAyA/CplRq32dZ0o/s1600/mergulhador-de-sentimentos.JPG&ru=http://2.bp.blogspot.com/-zT94bzydHrc/UJFb-huhKHI/AAAAAAAAAyA/CplRq32dZ0o/s1600/mergulhador-de-sentimentos.JPG&ld=20130105&ap=4&app=1&c=snapdov6a&s=snapdov6a&coi=372380&cop=main-title&euip=177.177.191.123&npp=4&p=0&pp=0&pvaid=6042f4f00539436fbcdbebafb69f4917&ep=4&mid=9&hash=191E539DFA2C585A81FAD2DD1E3E780F</p><p>30</p><p>Figura 19 – Soldadores, eletricistas, trabalhadores em reatores nucleares, com explosivos ou alto</p><p>fornos siderúrgicos são exemplos de profissionais que possuem direito ao adicional de</p><p>periculosidade.</p><p>OBS.: O empregado que, porventura, estiver exposto a riscos que possam se enquadrar em ambas</p><p>as definições não poderá receber estes adicionais ao mesmo tempo, mas sim optar por um dos dois.</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho (CLT):</p><p>A CLT versa sobre a segurança e a medicina do trabalho nas empresas, sendo obrigações</p><p>delas:</p><p> Não distinguir em espécie ou condição do trabalhador no trabalho intelectual, o técnico e</p><p>manual;</p><p> Cumprir e fazer cumprir as normas de segurança e medicina do trabalho;</p><p> Instruir os empregados através de ordens de serviço quanto às precauções a serem</p><p>tomadas como prevenção a acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais;</p><p> Facilitar a fiscalização pela autoridade competente;</p><p>A mesma CLT também versa sobre as obrigações dos empregados, tais como exemplos:</p><p> Observar as normas de segurança e medicina do trabalho;</p><p> Utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s) fornecidos pela empresa,</p><p>Figura 20.</p><p>Figura 20 – As empresas são reponsáveis por fornecer os</p><p>EPI´s sem ônus algum aos seus trabalhadores. Estes por</p><p>suas vez são obrigados a usá-los nas áreas determinadas</p><p>pelas empresas.</p><p>http://click.infospace.com/ClickHandler.ashx?du=http://www.rosario.gov.ar/mr/multimedia/rosarinos/soldador/image_large&ru=http://www.rosario.gov.ar/mr/multimedia/rosarinos/soldador/image_large&ld=20130105&ap=18&app=1&c=snapdov6a&s=snapdov6a&coi=372380&cop=main-title&euip=177.177.191.123&npp=18&p=0&pp=0&pvaid=ac3c61e6a41849c99a37548e67967e4e&ep=18&mid=9&hash=59B9BBA836309D8AFE801B778378872B</p><p>http://click.infospace.com/ClickHandler.ashx?du=http://4.bp.blogspot.com/_O9e-RI6g5yY/TLpWEwI1_tI/AAAAAAAABXs/HPbU7_Xk7YQ/s1600/eletricista.jpg&ru=http://4.bp.blogspot.com/_O9e-RI6g5yY/TLpWEwI1_tI/AAAAAAAABXs/HPbU7_Xk7YQ/s1600/eletricista.jpg&ld=20130105&ap=2&app=1&c=snapdov6a&s=snapdov6a&coi=372380&cop=main-title&euip=177.177.191.123&npp=2&p=0&pp=0&pvaid=aab996bf38894479aa0378ce4bf8f03b&ep=2&mid=9&hash=D4B4BA2A9585AAD0963F4A19204D5E6A</p><p>31</p><p>Normas Regulamentadoras (NR´s):</p><p>As Normas Regulamentadoras - NR, relativas à segurança e medicina do trabalho, são de</p><p>observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da</p><p>administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que</p><p>possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.</p><p>O não cumprimento das disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do</p><p>trabalho acarretará ao empregador a aplicação das penalidades previstas na legislação pertinente,</p><p>constituindo ato faltoso a recusa injustificada do empregado ao cumprimento de suas obrigações</p><p>com a segurança do trabalho.</p><p>As Normas Reguladoras são complementares, ou seja, uma determinada empresa de</p><p>determinado ramo de atividade econômica não pode se prender a atender apenas a NR referente ao</p><p>seu ramo de atuação, mas também a todas as outras NR´s generalistas.</p><p>SEGURANÇA EM ELETRICIDADE</p><p> NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade</p><p>Estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando a implantação de medidas de</p><p>controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que,</p><p>direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade, e se aplica às</p><p>fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as etapas de projeto, construção,</p><p>montagem, operação, manutenção das instalações elétricas e quaisquer trabalhos realizados nas suas</p><p>proximidades, observando-se as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes e,</p><p>na ausência ou omissão destas, as normas internacionais cabíveis, Figura 21.</p><p>PROTEÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS</p><p> NR 23 - Proteção Contra Incêndios</p><p>Dispõe sobre a proteção contra incêndio em geral e as medidas preventivas adequadas, com</p><p>exigências ao especial revestimento de portas e paredes, construção de paredes contra fogo, diques e</p><p>outros anteparos, assim como garantia geral de fácil circulação, corredores de acesso, saídas amplas e</p><p>protegidas, com suficiente sinalização.</p><p>Todos os locais de trabalho deverão possuir: proteção contra incêndio, saídas suficiente para a</p><p>rápida retirada do pessoal em serviço, em caso de incêndio (saídas de emergência e rotas de fuga),</p><p>equipamento suficiente para combater o fogo em seu início (extintores de incêndio apropriados e</p><p>válidos, pessoas adestradas no uso correto desses equipamentos (brigada de incêndio).</p><p>O fogo é um fenômeno químico denominado combustão. É uma reação química que desprende</p><p>calor e luz, alterando profundamente a substância que se queima.</p><p>Figura 21 – Aspectos de segurança operacional em serviços de energia elétrica são</p><p>tratados na NR-10.</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr10.htm</p><p>http://www.guiatrabalhista.com.br/legislacao/nr/nr23.htm</p><p>32</p><p>Triângulo do fogo</p><p>Para formação do fogo são necessários três elementos (triângulo do fogo), que reagem entre</p><p>si, conforme Figura 22.</p><p> Combustível, que alimenta o fogo e serve de campo para sua propagação;</p><p> Calor, que dá início ao fogo, mantendo-o e propagando-o pelo combustível.</p><p>O calor provém de fontes que se encontram ao nosso redor como, por</p><p>exemplo, a brasa de um cigarro ou a chama de um fogão de cozinha;</p><p> Comburente, é o ativador de fogo que dá vida às chamas. O comburente</p><p>mais comum é o oxigênio, elemento presente no ar que respiramos.</p><p>A maior parte dos incêndios ocorre por distração, e poderiam ser evitados com precauções</p><p>devidas. Estudos diversos indicam que almoxarifados são os locais das organizações onde os</p><p>incêndios ocorrem com maior freqüência. Isto devido à grande concentração de materiais combustíveis</p><p>como tintas, óleos, vernizes, papéis, tecidos, madeiras, muitas vezes armazenados junto a estações de</p><p>trabalho onde há presença de fagulhas, centelhas ou superfícies aquecidas, o que se constitui uma</p><p>situação ideal para um princípio de incêndio. Ou seja, é matéria-prima destruída, dinheiro queimado e</p><p>prejuízo para a empresa.</p><p>Presença de fumantes em atmosfera de gases explosivos, pessoas inabilitadas exercendo</p><p>atividades irregulares, circuitos elétricos e ferramentas usadas com instalações elétricas mal feitas ou</p><p>motores com aquecimento excessivo (por falta de manutenção, por exemplo) também são situações</p><p>industriais muito comuns para a propagação de fogo.</p><p>Ambientes industriais e públicos em geral devem ter em seu planejamento espaços reservados</p><p>par evacuação para garantir a integridade dos seus empregados ou usuários. Além disso, deve haver</p><p>ações de cunho educativo, além de recursos para combate a incêndio como sinalização adequada,</p><p>pára-raios, portas-corta-fogo, extintores e hidrantes em dia, chuveiros (sprinklers), detectores de</p><p>fumaça, alarmes de</p>

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