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<p>Prova Impressa</p><p>GABARITO | Avaliação Final (Discursiva) - Individual</p><p>(Cod.:987387)</p><p>Peso da Avaliação 2,00</p><p>Prova 86409762</p><p>Qtd. de Questões 2</p><p>Nota 10,00</p><p>A partir do período moderno, ocorre a superação do modo de produção feudal, caracterizado</p><p>pela emergência do modo capitalista e do Estado moderno. O sistema capitalista pretendia</p><p>proporcionar melhores condições de vida aos indivíduos, bem como promover a emancipação política</p><p>dos povos e fazer com que a sociedade progredisse materialmente. Outra preocupação do sistema</p><p>capitalista foi o de promover a transformação das sociedades que ainda se encontravam sustentadas</p><p>nas estruturas dos regimes monárquicos ou que ainda produziam dentro dos modos artesanais e</p><p>manufatureiros. Diante deste contexto, disserte sobre como o modo de produção capitalista conseguiu</p><p>se consolidar, que outros princípios e valores eram defendidos e como os grupos de trabalhadores</p><p>reagiam e como percebiam a realidade de trabalho e condição social a qual estavam sendo</p><p>conduzidos.</p><p>Resposta esperada</p><p>A ideia de trabalho fácil no interior das indústrias acabou por promover um movimento crescente</p><p>de êxodo rural.</p><p>No interior dos processos de produção, tem-se que as máquinas passaram a ser implantadas, o</p><p>que acabou por gerar grandes números de desemprego.</p><p>Por outro lado, o processo de mecanização alterou as relações sociais, no sentido que os</p><p>trabalhadores vendiam sua força de trabalho em troca de um salário.</p><p>Os trabalhadores estavam livres para escolher um emprego que melhor lhes conviesse, porém se</p><p>encontravam atrelados à classe burguesa, detentora dos meios de produção.</p><p>No espaços de trabalho, a produção e o ritmo da fabricação começam a ser cada vez mais</p><p>controlados no sentido de diminuir o tempo de término dos produtos, aumentar a especialização</p><p>em funções isoladas e no aproveitamento das matérias-primas e na redução no consumo de</p><p>energia/combustíveis.</p><p>O lucro passa a ser o centro dos interesses da classe burguesa, detentora dos meios de produção e</p><p>empregadora da mão da obra que, com a Igreja e o Estado, iria criar mecanismos de</p><p>controle/exclusão social.</p><p>A resistência dos trabalhadores, diante das transformações e explorações que se impunham, fez</p><p>com que estes passassem a praticar ataques e sabotagem aos maquinários no interior das fábricas,</p><p>a organizar greves e protestos, e do movimento político através da organização de partidos e</p><p>grupos que tinham a causa operária como a principal causa e lema; em contrapartida, os patrões e</p><p>os políticos por estes apoiados passou a reforçar ações de intimidação e opressão.</p><p>Minha resposta</p><p>A consolidação do modo de produção capitalista no período moderno foi um processo complexo</p><p>e multifacetado, marcado por várias transformações econômicas, sociais e políticas. Aqui estão</p><p>alguns pontos-chave que explicam como o capitalismo se consolidou, os princípios e valores</p><p>defendidos, e as reações dos trabalhadores: Consolidação do Capitalismo: Acumulação de</p><p>Capital: A acumulação de capital pela burguesia; Revolução Industrial: A Revolução Industrial,</p><p>iniciada na Inglaterra no século XVIII, foi um marco crucial. A introdução de máquinas e novas</p><p>VOLTAR</p><p>A+</p><p>Alterar modo de visualização</p><p>1</p><p>técnicas de produção aumentou significativamente a produtividade e reduziu os custos de</p><p>produção. Mercado Livre: O liberalismo econômico, defendido por pensadores como Adam</p><p>Smith, promoveu a ideia de um mercado livre, onde a oferta e a demanda determinam os preços e</p><p>a produção. A não-intervenção do Estado na economia foi um princípio central; Expansão</p><p>Colonial: As potências europeias expandiram seus impérios coloniais, explorando recursos</p><p>naturais e mercados em outras partes do mundo. Isso forneceu matérias-primas baratas e novos</p><p>mercados para os produtos manufaturados. Princípios e Valores Defendidos: Propriedade</p><p>Privada; Liberdade Econômica e Individualismo. Reações dos Trabalhadores: Movimento</p><p>Ludista: No início da Revolução Industrial, muitos trabalhadores reagiram violentamente à</p><p>introdução das máquinas, que viam como uma ameaça aos seus empregos. O movimento ludista,</p><p>por exemplo, envolveu a destruição de máquinas em protesto. Sindicatos e Greves: À medida que</p><p>as condições de trabalho nas fábricas se tornaram mais duras, os trabalhadores começaram a se</p><p>organizar em sindicatos para lutar por melhores salários, condições de trabalho e redução da</p><p>jornada de trabalho. As greves se tornaram uma ferramenta comum de protesto. Movimentos</p><p>Socialistas: A exploração e as más condições de trabalho levaram ao surgimento de movimentos</p><p>socialistas que defendiam a propriedade coletiva dos meios de produção e a redistribuição da</p><p>riqueza. Karl Marx e Friedrich Engels foram figuras proeminentes nesse movimento. Legislação</p><p>Trabalhista: A pressão dos trabalhadores e dos movimentos sociais levou à implementação de leis</p><p>trabalhistas que melhoraram as condições de trabalho, limitaram as horas de trabalho e proibiram</p><p>o trabalho infantil. O modo de produção capitalista se consolidou através de uma combinação de</p><p>inovação tecnológica, acumulação de capital, expansão colonial e a promoção de princípios</p><p>como a propriedade privada e a liberdade econômica. No entanto, essa transformação não</p><p>ocorreu sem resistência. Os trabalhadores reagiram de várias maneiras, desde a destruição de</p><p>máquinas até a formação de sindicatos e movimentos socialistas, buscando melhorar suas</p><p>condições de vida e trabalho.</p><p>Retorno da correção</p><p>Parabéns, acadêmico, sua resposta atingiu os objetivos da questão e você contemplou o esperado,</p><p>demonstrando a competência da análise e síntese do assunto abordado, apresentando excelentes</p><p>argumentos próprios, com base nos materiais disponibilizados.</p><p>Tanto Maquiavel quanto Hobbes destacaram que, para executar um bom governo, o governante deve</p><p>possuir características e habilidades que o qualifique para tal função. E estar atento ao ambiente social</p><p>é uma dessas habilidades, a fim de evitar conflitos e manter a ordem social.</p><p>Fonte: MAQUIAVEL, N. O príncipe. Brasília, DF: Senado Federal; Conselho Editorial, 2019. E-</p><p>book. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/573552. Acesso em: 19 jul. 2024.</p><p>Com base no excerto, explique como as teorias de Maquiavel e Hobbes abordam a relação entre poder</p><p>político e estabilidade social. Compare as perspectivas de ambos os autores, destacando semelhanças</p><p>e diferenças em suas abordagens.</p><p>Resposta esperada</p><p>Maquiavel, em "O Príncipe", apresenta uma visão pragmática do poder político, desvinculando a</p><p>moral tradicional e os princípios éticos da política. Para ele, o líder deve ser astuto e pragmático,</p><p>usando estratégias que garantam a estabilidade do Estado, mesmo que isso envolva práticas</p><p>consideradas imorais. Ele ressaltou a importância do poder e da força como instrumentos cruciais</p><p>2</p><p>para a manutenção do controle e da ordem social. Por outro lado, Hobbes, em "Leviatã", aborda a</p><p>relação entre poder político e estabilidade social sob a lente do contrato social. Ele argumenta</p><p>que, no estado de natureza, os indivíduos agem em seu próprio interesse, o que leva a conflitos</p><p>constantes. Para evitar o caos, os indivíduos concordam em formar um Estado soberano por meio</p><p>de um contrato social, transferindo seus direitos individuais para a autoridade central. Hobbes</p><p>destaca a necessidade de um poder político forte para manter a ordem e evitar a guerra de todos</p><p>contra todos. As semelhanças refletem que ambos reconhecem a importância do poder político na</p><p>manutenção da estabilidade social. Mas enquanto Maquiavel usa uma abordagem mais</p><p>pragmática e desvinculada de considerações morais, Hobbes fundamenta sua perspectiva na</p><p>necessidade de um contrato social para conter a natureza egoísta e violenta dos indivíduos.</p><p>SOLTAU, A. M. V.; FABRÍCIO, E. L. História do pensamento político e econômico. Indaial:</p><p>UNIASSELVI, 2012. 192 p. [FILOSOFIA POLÍTICA E ECONÔMICA NA IDADE</p><p>MODERNA].</p><p>Minha resposta</p><p>As teorias de Maquiavel e Hobbes sobre poder político e estabilidade social são fundamentais</p><p>para a compreensão da filosofia política moderna.</p><p>Ambos os pensadores abordam a relação entre</p><p>poder e ordem social, mas o fazem de maneiras distintas, refletindo suas diferentes visões sobre a</p><p>natureza humana e o papel do governo. Maquiavel: Nicolau Maquiavel, em sua obra “O</p><p>Príncipe”, foca na prática política e na manutenção do poder. Para Maquiavel, a estabilidade</p><p>social é alcançada através da habilidade do governante em usar a astúcia e, quando necessário, a</p><p>força. Ele acredita que a natureza humana é fundamentalmente egoísta e volúvel, e que um</p><p>governante eficaz deve estar disposto a agir de maneira imoral se isso for necessário para manter</p><p>o poder e a ordem. Pragmatismo: Maquiavel defende que os fins justificam os meios. O</p><p>governante deve ser pragmático e usar qualquer meio necessário para manter a estabilidade e o</p><p>controle; Virtù e Fortuna: Ele introduz os conceitos de virtù (habilidade e astúcia do governante)</p><p>e fortuna (sorte). Um bom governante deve saber como manipular ambos para manter a ordem;</p><p>Realismo Político: Maquiavel é considerado um dos fundadores do realismo político, enfatizando</p><p>a importância da realidade prática sobre ideais abstratos. Hobbes Thomas Hobbes, em sua obra</p><p>“Leviatã”, apresenta uma visão mais teórica e sistemática do poder político. Hobbes acredita que,</p><p>no estado de natureza, a vida humana seria “solitária, pobre, desagradável, brutal e curta” devido</p><p>à constante guerra de todos contra todos. Para evitar esse caos, os indivíduos concordam em</p><p>formar um contrato social, cedendo parte de sua liberdade a um soberano absoluto que garante a</p><p>paz e a segurança. Contrato Social: Hobbes argumenta que a estabilidade social é alcançada</p><p>através de um contrato social onde os indivíduos renunciam a certos direitos em troca de</p><p>proteção e ordem; Soberania Absoluta: Ele defende a necessidade de um soberano absoluto, o</p><p>Leviatã, que possui poder incontestável para manter a paz e prevenir a guerra civil; Pessimismo</p><p>Antropológico: Hobbes compartilha o pessimismo de Maquiavel sobre a natureza humana, mas</p><p>acredita que a solução está na criação de um governo forte e centralizado. Semelhanças:</p><p>Pessimismo sobre a Natureza Humana: Ambos os pensadores têm uma visão negativa da</p><p>natureza humana, acreditando que as pessoas são egoístas e propensas ao conflito; Importância</p><p>da Ordem e Estabilidade: Tanto Maquiavel quanto Hobbes enfatizam a necessidade de ordem e</p><p>estabilidade para evitar o caos e a violência. Diferenças: Métodos de Governança: Maquiavel</p><p>foca na habilidade prática e na astúcia do governante, enquanto Hobbes defende um sistema</p><p>teórico baseado no contrato social e na soberania absoluta; Fonte de Legitimidade: Para</p><p>Maquiavel, a legitimidade do governante vem de sua capacidade de manter o poder e a ordem.</p><p>Para Hobbes, a legitimidade vem do contrato social e do consentimento dos governados; Visão</p><p>do Governo: Maquiavel vê o governo como uma arte prática de manipulação e controle,</p><p>enquanto Hobbes vê o governo como uma necessidade racional para evitar a guerra e garantir a</p><p>segurança. Em resumo, enquanto Maquiavel oferece uma abordagem pragmática e realista sobre</p><p>como um governante deve agir para manter a estabilidade, Hobbes apresenta uma teoria mais</p><p>estruturada sobre a necessidade de um governo forte e centralizado para garantir a paz e a ordem</p><p>social.</p><p>Retorno da correção</p><p>Parabéns, acadêmico, sua resposta atingiu os objetivos da questão e você contemplou o esperado,</p><p>demonstrando a competência da análise e síntese do assunto abordado, apresentando excelentes</p><p>argumentos próprios, com base nos materiais disponibilizados.</p><p>Imprimir</p>

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