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<p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>1</p><p>GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ</p><p>ELMANO de FREITAS da Costa</p><p>GOVERNADOR DO ESTADO DO CEARÁ</p><p>SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL - SSPDS</p><p>SAMUEL ELÂNIO de Oliveira Júnior - DPF</p><p>SECRETÁRIO DA SSPDS</p><p>ACADEMIA ESTADUAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DO CEARÁ – AESP|CE</p><p>LEONARDO D`Almeida Couto BARRETO - DPC</p><p>DIRETOR-GERAL DA AESP|CE</p><p>Francisca ASMENHA Cruz Furtado Torquato – Cel PM</p><p>DIRETORA DE PLANEJAMENTO E GESTÃO INTERNA DA AESP|CE</p><p>EVANDRO Queiroz de Assunção – Cel PM</p><p>COORDENADOR DE ENSINO E INSTRUÇÃO DA AESP|CE</p><p>TÚLIO Ítalo da Silva Oliveira – Perito Criminal</p><p>COORDENADOR ACADÊMICO PEDAGÓGICO DA AESP|CE</p><p>Francisca ADEIRLA Freitas da Silva – Maj PM</p><p>SECRETÁRIA ACADÊMICA DA AESP|CE</p><p>MÔNICA Pontes Rodrigues</p><p>ORIENTADORA DA CÉLULA DE ENSINO A DISTÂNCIA DA AESP|CE</p><p>CURSO DE FORMAÇÃO DE SOLDADOS POLICIAIS MILITARES - CFSD PM/2024</p><p>DISCIPLINA</p><p>Direção Veicular Aplicada à Atividade Policial Militar</p><p>CONTEUDISTAS</p><p>Carlo Rômulo Matos Barreto</p><p>Luciano Franco Bezerra</p><p>FORMATAÇÃO</p><p>JOELSON Pimentel da Silva – 1º SGT PM</p><p>• 2024 •</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>2</p><p>SUMÁRIO</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR .................................................................................................... 3</p><p>APRESENTAÇÃO E OBJETIVO DA DISCIPLINA .................................................................................................................................. 3</p><p>CAPÍTULO 1 - CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO .......................................................................................................................... 3</p><p>CAPÍTULO 2 - DIREÇÃO DEFENSIVA ................................................................................................................................................ 4</p><p>2.1 Conceito e Definição ............................................................................................................................................................ 4</p><p>2.2 Classes de erros: ................................................................................................................................................................... 4</p><p>2.3 Elementos da Direção Defensiva .......................................................................................................................................... 5</p><p>2.4 Condições Adversas .............................................................................................................................................................. 6</p><p>CAPÍTULO 3 - CONDUÇÃO OPERACIONAL .................................................................................................................................... 15</p><p>3.1 Conceitos de Condução Operacional ................................................................................................................................. 15</p><p>3.2 Dispositivos de Segurança e Ajustes para Condução ......................................................................................................... 15</p><p>3.3 Dispositivos de Prerrogativa ............................................................................................................................................... 17</p><p>3.4 Perseguições Policiais ......................................................................................................................................................... 18</p><p>CAPÍTULO 4 – CONDUÇÃO DE VIATURAS EQUIPADAS COM CÂMBIO AUTOMÁTICO, MANUAL E TRAÇÃO 4X4: .......................... 20</p><p>4.1 CAB Stark: ........................................................................................................................................................................... 20</p><p>4.2 Viatura S10 manual / Traiblazer automática: ..................................................................................................................... 20</p><p>4.3 Viatura TRITON 4X4: .......................................................................................................................................................... 21</p><p>CAPÍTULO 5 – CONDUÇÃO OFF ROAD (Fora de Estrada) .............................................................................................................. 21</p><p>5.1 Definição de veículos 4X4: ................................................................................................................................................. 22</p><p>5.2 Características e Limitações dos veículos 4X4: ................................................................................................................... 22</p><p>5.3 Guincho Off Road ............................................................................................................................................................... 23</p><p>CAPÍTULO 6 – DAS RESPONSABILIDADES DO CONDUTOR DE VIATURA POLICIAL: ....................................................................... 25</p><p>CAPÍTULO 7 – COMBATE VEICULAR .............................................................................................................................................. 26</p><p>7.1 Vidros ................................................................................................................................................................................. 26</p><p>7.2 Combate de dentro para fora ............................................................................................................................................. 26</p><p>7.3 Combate ao entorno .......................................................................................................................................................... 27</p><p>7.4 Combate de fora para dentro ............................................................................................................................................. 27</p><p>CAPÍTULO 8 – PRÁTICA DE DIREÇÃO: ............................................................................................................................................ 28</p><p>8 .1 Exercícios Práticos para Direção Defensiva ....................................................................................................................... 28</p><p>CAPÍTULO 9 - CHECK LIST .............................................................................................................................................................. 29</p><p>REFERÊNCIAS ................................................................................................................................................................................ 29</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>3</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL</p><p>MILITAR</p><p>APRESENTAÇÃO E OBJETIVO DA DISCIPLINA</p><p>O objetivo desta disciplina é entregar conhecimento</p><p>específico para que o futuro policial militar, condutor de</p><p>viatura operacional, no desenvolvimento de suas atividades</p><p>no âmbito da Segurança Pública, dando-lhe condições de:</p><p>I. Ampliar conhecimentos adiquiridos para que:</p><p>Sejam condutores de veículo de emergência (viaturas</p><p>policiais) automotores com 4 rodas, tração 4X2 e 4X4, mais</p><p>conscientes das normas de trânsito, adotando uma postura</p><p>de direção “operacional defensiva”, ou seja que priorize a</p><p>segurança e não a rapidez nos delocamentos de emergência,</p><p>para que ao delocar-se ao atendimento de uma ocorrência</p><p>policial, preserve a vida e a integridade física de todos, não</p><p>gerando uma nova ocorrência.</p><p>II. Desenvolver e exercitar habilidades para:</p><p>Selecionar estratégias adequadas de ação e reação,</p><p>quando ao volante da viatura, visando formar um motorista</p><p>prudente e consciente das normas de conduta e circulação</p><p>no trânsito, seja em atendimento de ocorrência ou não.</p><p>III. Fortalecer</p><p>Esse ajuste também acopla o eixo dianteiro para</p><p>fornecer tração extra. Ele envia a potência máxima às quatro</p><p>rodas.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>21</p><p>Selecione a tração 4x4 REDUZIDA ao dirigir fora de</p><p>estrada na AREIA, LAMA, SUBIR OU DESCER INCLINAÇÕES</p><p>ACENTUADAS.</p><p>Mudanças do seletor de tração:</p><p>2↑ PARA 4 ↑</p><p>≤ 120 Km/H</p><p>Gire o interruptor de controle de mudança da seleção</p><p>RODAS DIANTEIRAS ALTA 2↑ para QUATRO RODAS ALTA 4↑</p><p>4↑ PARA 2 ↑</p><p>Livre Km/H</p><p>Gire o interruptor de controle de mudança da seleção</p><p>QUATRO RODAS ALTA 4↑ para RODAS DIANTEIRAS ALTA 2↑.</p><p>2↑ ou 4 ↑ para 4 ↓</p><p>VEÍCULO PARADO ou < de 5 km/h;</p><p>4.2.2 Seletor 4X4 viatura S10 manual:</p><p>I. Pressione o pedal da embreagem com o veículo em</p><p>marcha, posicione a lavanca do câmbio na posição N;</p><p>II. Gire o interruptor de controle de mudança para</p><p>4↓</p><p>III. Espere o interruptor parar de piscar;</p><p>IV. Solte o pedal da embreagem (se o carro já estiver</p><p>em marcha);</p><p>V. Engate uma marcha;</p><p>VI. Se o procedimento for feito de forma diferente, a</p><p>luz piscará por 30 segundos, não completará a mudança e o</p><p>indicador luminoso retornará para seleção original.</p><p>4.3 Viatura TRITON 4X4:</p><p>4.3.1 Transmissão manual*</p><p>O padrão de mudança é mostrado no botão da</p><p>alavanca de mudança. Certifique-se de sempre pressionar</p><p>totalmente o pedal de embreagem antes de tentar acionar a</p><p>alavanca de mudança.</p><p>4.3.2 Alavanca 4X4:</p><p>O padrão de mudança é mostrado na manopla da</p><p>alavanca da transferência.</p><p>4L</p><p>2H</p><p>4H</p><p>2H para 4H ou 4H para 2H</p><p>A alavanca de transferência pode ser acionada</p><p>enquanto o veículo está se movendo ou parado. Quando o</p><p>veículo não está em movimento, coloque a alavanca em “N”</p><p>(neutro) antes de acionar a alavanca de transferência.</p><p>Quando o veículo está em movimento e somente quando for</p><p>conduzido em linha reta, libere o acelerador antes de acionar</p><p>a alavanca.</p><p>4H para 4L ou 4L para 4H</p><p>Pare o veículo, pressione o pedal da embreagem até o</p><p>final e acione a alavanca de transferência.</p><p>Luz indicadora de funcionamento 2WD/4WD.</p><p>Com a ignição ligada, a luz indicadora 2WD/4WD no</p><p>painel indica a condição de engate. A luz indicadora</p><p>2WD/4WD acende quando a alavanca de transferência é</p><p>colocada nas posições 4H e 4L.</p><p>CAPÍTULO 5 – CONDUÇÃO OFF ROAD (Fora de Estrada)</p><p>A arte da condução off-road responsável exige que o</p><p>motorista conheça seu veículo e suas reações, tenha perfeita</p><p>noção do terreno logo à frente e saiba identificar uma</p><p>potencial situação de risco. Antes de abordar um obstáculo</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>22</p><p>mais difícil é recomendável que você estacione e faça uma</p><p>inspeção à pé, para descobrir a melhor maneira de transpor</p><p>aquele trecho.</p><p>Procure a alternativa segura e caso haja muita</p><p>dificuldade, tente amenizar o problema preparando o</p><p>terreno para a viatura abordar com segurança.</p><p>5.1 Definição de veículos 4X4:</p><p>A tração 4x4 significa que o veículo tem 4 rodas e</p><p>traciona com todas as 4 rodas.</p><p>Com a tração 4x4, o eixo dianteiro entra em ação em</p><p>conjunto com o eixo traseiro e possibilita o bom uso do</p><p>veículo em qualquer terreno.</p><p>Conduzir um veículo com tração 4x4 é certeza de mais</p><p>segurança, já que com todas as rodas tracionando o</p><p>condutor tem mais controle da direção, da frenagem e</p><p>transpõe com mais facilidade os obstáculos encontrados no</p><p>trajeto.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Quando concluir o percurso off-road retorne para a</p><p>4x2 antes de voltar ao asfalto.</p><p>5.2 Características e Limitações dos veículos 4X4:</p><p>5.2.1 Ângulo de Ataque:</p><p>Permite abordagem de degraus e rochas sem que</p><p>pára-choque dianteiro, componentes do chassi e carroceria</p><p>se choquem com o obstáculo.</p><p>5.2.2 Ângulo de Saída:</p><p>Confere a aptidão para conclusão de travessia de</p><p>erosões e atoleiros. Ao extrapolar o limite do ângulo de saída</p><p>o pára-choque traseiro ou componentes do chassi poderão</p><p>se chocar com o obstáculo.</p><p>5.2.3 Altura do Solo:</p><p>Sempre medido nos diferenciais, a altura do solo</p><p>garante a travessia de facões e rochas sem risco de impactos.</p><p>Ao extrapolar este limite os diferenciais e chassis poderão se</p><p>chocar com o obstáculo, o lift de suspensão aumenta a</p><p>alltura do jipe porém não altera a altura do diferencial em</p><p>relação ao solo.</p><p>5.2.4 Inclinação Lateral:</p><p>Com baixo centro de gravidade o veículo pode</p><p>abordar rampas muito inclinadas, mas a colocação de</p><p>bagageiro e/ou carga excessiva no teto pode alterar</p><p>drasticamente o comportamento do veículo em situações</p><p>extremas.</p><p>A alteração da suspesão original (lift), altera a centro</p><p>de gravidade que por sua vez diminui a inclinação lateral.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>23</p><p>5.2.5 Rampa máxima ou ânglo máximo de Subida:</p><p>É o limite de subida que o veículo pode</p><p>alcançar,entretanto em uma abordagem muitoíngreme,</p><p>deve-se considerar as condições de tração do solo, peso da</p><p>carga transportada e o tipo de pneus utilizados. Ultrapassar</p><p>esse limite pode impossibilitar a subida ou provocar o</p><p>capotamento do veículo</p><p>Em condições ideais de tração o veículo pode vencer</p><p>rampas íngremes muito acentuadas. Mas a falta de atrito</p><p>adequado aos pneus em lama, grama molhada e pedras</p><p>soltas pode alterar esta medida para valores inferiores.</p><p>5.2.6 Altura de Travessia de Água:</p><p>É o limite máximo para incursões em rios e trechos</p><p>alagados.Ultrapassar esse limite poderá danificar seriamente</p><p>o motor,causando o famoso causo hidráulico.</p><p>O veículo 4X4 contam com excelente isolamento da</p><p>entrada do filtro de ar do motor, respiros de diferenciais,</p><p>caixas de marchas, caixa de transferência, tanque de</p><p>combustível e bomba injetora de combustível.</p><p>De todos estes itens o mais importante é a entrada do</p><p>filtro de ar, se a água atingi-la ocorrerá danos graves ao</p><p>motor.</p><p>5.3 Guincho Off Road</p><p>Procedimento de utilização:</p><p>1 - Pare Veiculo, destrave o capô;</p><p>2 - Destrave o guincho na alavanca que se encontra</p><p>no próprio guincho;</p><p>3 - Abra o capo por completo;</p><p>4 - Puxe o cabo do guincho de forma manual, e</p><p>ancore no local de reboque;</p><p>5 - Acople o controle remoto, no próprio guincho a</p><p>cima da alavanca;</p><p>6 - Trave o guincho na alavanca;</p><p>7 - Retire todas as pessoas que estão olhando a</p><p>operação, de modo que fiquem protegidas a uma possível</p><p>quebra do cabo de aço;</p><p>8 - Entre na viatura, PUXE FREIO DE MÃO, ELEVE O</p><p>RPM 2500 GIROS, APERTE O FREIO;</p><p>9 - Comece a realizar o resgate, acionando o controle</p><p>remoto.;</p><p>10 - Se sentir que o seu carro esta se movendo, pare e</p><p>tente ancorar de modo que não se mova mais.</p><p>5.3.1 Tipos de Guincho Off Road</p><p>5.3.1 Guincho Hidráulico</p><p>VANTAGENS: Grande potência em pequeno pacote,</p><p>funciona enquanto o motor do carro funcionar, pode ser</p><p>utilizado o dia inteiro. Montagem simplificada em relação</p><p>aos mecânicos por não possuir eixo cardã. Usa mangueiras</p><p>flexíveis e controle remoto. Não exige sistema elétrico</p><p>reforçado.</p><p>DESVANTAGENS: Não funciona com o motor</p><p>desligado. Exige a existência de direção hidráulica ou a</p><p>instalação de uma bomba hidráulica.</p><p>5.3.2 Guincho Mecânico</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>24</p><p>VANTAGENS: Enquanto o motor do veículo funcionar</p><p>pode ser usado sem interrupção o dia inteiro. A velocidade</p><p>do cabo pode ser controlada pela caixa de câmbio, sua</p><p>capacidade de tração é variável dependendo da marcha</p><p>engatada.</p><p>DESVANTAGENS: Não funciona com o motor</p><p>desligado. Exige a instalação de uma tomada de força na</p><p>caixa da transferência e espaço para a passagem do eixo</p><p>cardã entre a tomada de força e o guincho. Montagem cara,</p><p>especializada, e complicada. Precisa ser operado de dentro</p><p>do veículo, usando acelerador e embreagem.</p><p>5.3.3 Guincho Elétrico</p><p>Os guinchos elétricos variam entre 3.000, 6.000,</p><p>9.000, 12.000 até 22.000 libras de força. Lembrando que 1</p><p>libra= 0,45 kg, isso implica dizer que um guincho de 9.000 lbs</p><p>trabalhará com força para até 4.082 kg (quase 3x o peso de</p><p>um carro off road popular).</p><p>O peso de “tração” de um veículo é sempre menor</p><p>que o peso de “içamento”, tendo em vista o veículo está</p><p>sobre eixos.</p><p>O guincho elétrico deve ser manuseado sempre de</p><p>maneira respeitosa a capacidade da bateria do veículo</p><p>quando este desligado. E mesmo, estando esse ligado faz-se</p><p>necessário atentar a temperatura do equipamento, tendo</p><p>em vista a alta rotação na qual o mesmo trabalha.</p><p>VANTAGENS: Preço baixo, facilidade de operação,</p><p>funciona com o motor desligado, controle remoto</p><p>permitindo ficar longe da linha de arrebentamento do cabo.</p><p>DESVANTAGENS: Pouco tempo de uso com o motor</p><p>desligado, exige alteração do alternador, baterias e cabos</p><p>especiais para funcionar corretamente. Não pode ser usado</p><p>em jornadas longas (guinchando o dia inteiro) mesmo com o</p><p>motor ligado.</p><p>5.3.3.1 Partes de um Guincho Elétrico</p><p>Corpo: Formado por motor e tambor (Carretel);</p><p>Cabo (de aço; de kevla ou sintético);</p><p>Guia para cabo;</p><p>Caixa Solenóide: Responsável pelas correspondências</p><p>de eletricidade (vinda da bateria do veículo) e comando de</p><p>controle do guincho;</p><p>Controle remoto (com e sem fio);</p><p>Gancho de engate do cabo;</p><p>Engate do guincho.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>25</p><p>5.3.3.2 Tipos de Cabo</p><p>Cabo de aço:</p><p>- Menor custo que o de kevlar;</p><p>- Mais propenso a romper, requerendo manuseio</p><p>mais cuidadoso como uso de luvas fortes e pesos em toda</p><p>sua extensão quando tensionado, haja vista a possibilidade</p><p>de ricochetear em caso de rompimento;</p><p>- Adiciona de 15 a 20kg ao guincho e ao veículo;</p><p>- Necessária o uso de lubrificantes de baixo poder de</p><p>penetração sempre que for utilizado;</p><p>- Possibilidade de ferrugem.</p><p>Cabo de kevlar:</p><p>- Custa o dobro do valor de um cabo de aço;</p><p>- Feito do mesmo material utilizado em coletes</p><p>balísticos, oferece resistência bem maior em comparação aos</p><p>cabos de aço;</p><p>- Necessita de guia específica para evitar desgaste</p><p>durante manueio e atenção para que quando tensionado</p><p>não sofra fricção em superfícies;</p><p>- Adiciona apenas 2kg ao equipamento;</p><p>- Não enferruja;</p><p>- Após o uso limpeza simples com água e sabão</p><p>neutro.</p><p>CAPÍTULO 6 – DAS RESPONSABILIDADES DO CONDUTOR DE</p><p>VIATURA POLICIAL:</p><p>Muito embora as situações exijam na prática, a</p><p>prioridade de trânsito estabelecida na legislação, esta não</p><p>autoriza cometimento de infrações porque, a infração</p><p>corresponde ao erro do motorista na direção de seu veículo</p><p>que pode causar um dano qualquer.</p><p>Esse entendimento é observado no Artigo 3º do CTB</p><p>ao estabelecer que “As disposições deste Código são</p><p>aplicáveis a qualquer veículo, bem como aos proprietários,</p><p>condutores dos veículos nacionais ou estrangeiros e às</p><p>pessoas nele expressamente mencionadas”.</p><p>O Art. 37, § 6º da Constituição Federal de 1988,</p><p>assegura, in verbis:</p><p>“As pessoas jurídicas de direito público e as de</p><p>direito privado prestadoras de serviços públicos</p><p>responderão pelos danos que seus agentes, nessa</p><p>qualidade, causarem a terceiros, assegurado o</p><p>direito de regresso contra o responsável nos casos</p><p>de dolo ou culpa.” (grifo nosso).</p><p>O atual Código Civil, Lei 10.406, de 10 de janeiro de</p><p>2002, também se reporta às responsabilidades dos agentes</p><p>públicos, quando assim estabelece em seu Art. 43, in verbis:</p><p>“As pessoas jurídicas de direito público interno são</p><p>civilmente responsáveis por atos dos seus agentes</p><p>que nessa qualidade causem danos a terceiros,</p><p>ressalvado direito de regressivo contra os</p><p>causadores do dano, se houver, por parte destes,</p><p>culpa ou dolo.”</p><p>Esses dispositivos visam regular a Responsabilidade</p><p>Objetiva da Administração, na modalidade Risco</p><p>Administrativo, pelos danos causados por atuação de seus</p><p>agentes. Portanto, você na qualidade de Policial Militar é um</p><p>Agente Público, cujas ações, quando no exercício de suas</p><p>atividades funcionais, dentre elas a de Motorista, originam a</p><p>responsabilidade objetiva do Estado, que independe de dolo</p><p>ou culpa, todavia, compete ao Estado a Ação Regressiva</p><p>contra o Agente causador da ação, desta feita com a</p><p>observância do dolo ou da culpa.</p><p>Há de se enfatizar o fato de que você, como Policial</p><p>Militar e no exercício de suas atividades, representa o</p><p>Estado, imputando-lhe a responsabilidade objetiva por todas</p><p>as suas ações que originem danos a alguém, todavia, o</p><p>Estado possui o direito de regresso, mediante a Ação</p><p>Regressiva, contra o Agente causador do fato motivador do</p><p>feito, no sentido de ser ressarcido das despesas efetuadas.</p><p>Finalmente, conforme Alexandrino e Paulo (2008,</p><p>p.622), alguns aspectos merecem ser ressaltados:</p><p>A obrigação de ressarcir a Administração Pública (ou</p><p>delegatária de serviços públicos), em ação regressiva, sendo</p><p>esta uma ação de natureza civil, transmite-se aos sucessores</p><p>do agente que tenha atuado com dolo ou culpa; portanto,</p><p>mesmo após a morte do agente, podem seus sucessores ser</p><p>chamados a responder pelo valor que a Administração (ou</p><p>delegatária) foi condenada a pagar na ação de indenização</p><p>(sempre respeitado o limite do valor do patrimônio</p><p>transferido, CF, Art. 5º, XLV).</p><p>Pelo mesmo motivo, ter natureza civil, pode a ação</p><p>regressiva ser ajuizada mesmo depois de ter sido alterado ou</p><p>extinto o vínculo entre o agente e a Administração Pública;</p><p>nada impede, pois, seja o agente responsabilizado, ainda que</p><p>tenha antes pedido exoneração, esteja aposentado, em</p><p>disponibilidade, etc.</p><p>As ações de ressarcimento ao erário, movidas pelo</p><p>Estado contra agentes servidores ou não, que tenham</p><p>praticado ilícitos dos quais decorram prejuízos aos cofres</p><p>públicos são imprescritíveis; frise-se que imprescritível é a</p><p>Ação de Ressarcimento, não o ilícito em si (CF/1998, Art. 37,</p><p>&5º);</p><p>É inaplicável a denunciação da lide pela</p><p>Administração a seus Agentes.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>26</p><p>CAPÍTULO 7 – COMBATE VEICULAR</p><p>Combate veicular, consiste na utilização ou contenção</p><p>de veículo de maneira passiva ou ativa, dentro, fora e em</p><p>torno do mesmo, em situações criticas que o “BEM” e/ou a</p><p>“VIDA” do interventor ou de terceiros estejam sobre ameaça.</p><p>Testes feitos pelo Grupo de Reconhecimento e</p><p>Caçadores (GRC) do BEPI, constataram que veículos de</p><p>monobloco, possuem capacidade de abrigo em seus</p><p>elementos estruturais para calibres de baixa velocidade e</p><p>energia, já em calibres de alta velocidade e energia, apenas</p><p>transfixação das duas longarinas inferiores se mostraram</p><p>eficientes em calibres até 7.62x51 nato. Em veículos que não</p><p>usam monobloco, apenas o chassi mostra eficiente para o</p><p>mesmo calibre.</p><p>7.1 Vidros</p><p>Quando se trata de vidro, o entendimento sobre as</p><p>reações do mesmo após um impacto ou stress, pode dar a</p><p>consciência situacional, com exceção dos veículos blindados,</p><p>temos dois tipos de vidros no automóvel.</p><p>O laminado consiste na junção de duas laminas, de</p><p>vidro, unidas por uma película sintética, aumentando a</p><p>resistência. Após seu rompimento tende a criar rachaduras a</p><p>partir do local central do dano, mas que não chegam ao</p><p>colapso total do vidro. Aplicado normalmente no para-brisa.</p><p>O temperado tem uma capacidade maior de resistir a</p><p>impactos, porem após um dano severo entra em colapso se</p><p>rompendo por todo. Se encontra nos demais vidros do</p><p>veículo. A utilização de insulfilm nos temperados ocasionara</p><p>após seu rompimento a perda de visualização do indivíduo</p><p>agressor.</p><p>7.2 Combate de dentro para fora</p><p>As maiores observâncias nesse combate tratam-se de</p><p>cuidados com demais ocupantes no veículo, como</p><p>em um</p><p>combate lateral buscar abrigo na coluna B ou em frontais e</p><p>diagonais utilizar a coluna A.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>27</p><p>7.3 Combate ao entorno</p><p>Ainda em testes feitos pelo GRC, comprovaram que</p><p>abrigos ou coberturas atrás de superfícies planas como o</p><p>capô, devem ser ainda mais avaliados. Nessa condição além</p><p>da obviedade do abrigo, deve-se ter atenção no</p><p>ricocheteamento do projétil em uma superfície plana como o</p><p>capô. Devendo o interventor buscar o distanciamento.</p><p>7.4 Combate de fora para dentro</p><p>Condição que o interventor deve procurar o alvo</p><p>mesmo que coberto dentro do veículo, nessa condição o alvo</p><p>atrás da fechadura do veículo.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>28</p><p>CAPÍTULO 8 – PRÁTICA DE DIREÇÃO:</p><p>O saber é um dos mais importantes componentes</p><p>competentes, pois é preciso conhecer muito bem todos os</p><p>detalhes de sua atividade profissional:</p><p> Conhecimento das leis de trânsito;</p><p> Conhecimento dos procedimentos corretos e das</p><p>rotinas de trabalho;</p><p> Conhecimento das normas de segurança;</p><p> Conhecimento técnico de Direção Defensivo;</p><p> Conhecer a cidade e seu sistema viário;</p><p> Saber pedir informações via rádio ou GPS, para</p><p>melhor localizar o destino.</p><p>Qualidade própria da pessoa em relação aos atributos</p><p>físicos, mentais, de personalidade, temperamento e caráter.</p><p>Por exemplo, um bom condutor precisa ter algumas aptidões</p><p>especiais:</p><p> Boa saúde, equilíbrio emocional, resistência física</p><p>ao cansaço à temperaturas, além de boa visão e</p><p>audição.</p><p> Bons reflexos e coordenação motora;</p><p> Atenção e concentração;</p><p> Temperamento calmo e equilibrado;</p><p> Ser responsável e merecedor de confiança.</p><p>Habilidade é a maneira de executar bem uma tarefa.</p><p>Alguns condutores podem ser mais habilidosos que outros.</p><p>Exemplo:</p><p> Saber dirigir é uma aptidão, mas conduzir</p><p>cuidadosamente sem envolver-se em acidente, é</p><p>uma habilidade;</p><p> Saber falar é uma aptidão, mas comunicar-se de</p><p>maneira direta e objetiva, transmitindo</p><p>tranquilidade e cordialidade, é uma habilidade.</p><p>Qualificação ou habilidade é o conhecimento</p><p>específico para a função, geralmente iniciado através de</p><p>cursos e treinamento e consolidado por prática e</p><p>experiência. Um condutor não poderá ser competente se</p><p>não estiver devidamente qualificado para exercer a sua</p><p>função.</p><p>8 .1 Exercícios Práticos para Direção Defensiva</p><p>Estas técnicas só devem ser executadas com</p><p>acompanhamento e orientação de profissionais treinados,</p><p>em local adequado, com uso de EPI (Equipamento de</p><p>proteção individual) e a presença de uma equipe de</p><p>atendimento de emergência durante todo o período de</p><p>treinamento.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>29</p><p>Serão destinadas 20h/a para aulas práticas, com pista de</p><p>obstáculos, promovida por equipe especializada.</p><p>CAPÍTULO 9 - CHECK LIST</p><p>Check List, para controle periódico das condições da</p><p>frota de veículos da PMCE. Devendo o motorista sempre que</p><p>assumir o serviço, preencher em seu TMD, o MACRO 53 –</p><p>CHECK LIST, lá ficam registradas as alterações verificadas</p><p>quando da conexão de entrada de serviço.</p><p>Leitura do BCG nº 067, de 06.04.2017.</p><p>(Nota nº. 06/2017/Setor de Transporte/PMCE)</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Brasil, Constituição Federal de 1988 – São Paulo: Rideel,</p><p>1996 (Coleção de Leis Rideel. Série compacta).</p><p>Brasil, Código Civil – 4.ed. – São Paulo: Saraiva, 1998.</p><p>Brasil, Código de Trânsito Brasileiro: instituído pela Lei nº</p><p>9.503, de 23/09/97 - 2ª edição – Brasília. DENATRAN, 2007.</p><p>OLIVEIRA, Onivan Elias de; FILHO, Álvaro Cavalcante; NETO,</p><p>Valdomiro Bandeira de Sousa. É um assalto! E se eu reagir?</p><p>Um guia de sobrevivência. 2ª edição. Editora Ideia, 2021.</p><p>Legislação de Trânsito – Projeto CAPACITAÇÃO DE</p><p>PROFISSIONAIS DE TRÂNSITO – DENATRAN – Ministério das</p><p>Cidades.</p><p>Direção Defensiva – Centro de Treinamento Policial – Polícia</p><p>Militar de Minas Gerais.</p><p>Direção Defensiva – Disponível em</p><p><http:∕∕www.DRSERGIO.com.br>.</p><p>DOT do pneu: ele indica a validade do pneu? Entenda! –</p><p>Disponível em</p><p>https://www.blog.acheipneus.com.br/post/dot-do-pneu-e-</p><p>validade#:~:text=O%20DOT%20%C3%A9%20uma%20s%C3%</p><p>A9rie,na%2031%C2%AA%20semana%20de%202021.</p><p>DOT do pneu: código de identificação mudou no Brasil –</p><p>Disponível em: <https://autopapo.uol.com.br/noticia/dot-</p><p>do-pneu-codigo-mudou/></p><p>JESUS, Damásio E.de. Código Penal Anotado. São Paulo:</p><p>Saraiva 1997.</p><p>Direção Defensiva – Trânsito Seguro é um direito de todos -</p><p>DENATRAN – Ministério das Cidades.</p><p>Manual do Usuário da CAB Stark</p><p>Manual do Usuário da TRITON</p><p>Manual do Usuário da S10</p><p>Manual do Usuário da Triblazer</p><p>Ilustrações - CLIPART, 2005.</p><p>atitudes para:</p><p>Reconhecer que ao se tornar um condutor de veículo</p><p>de emergência (viatura policial), mesmo em situação de</p><p>emergência, deve obedecer às normas de segurança, certo</p><p>de que tem responsabilidade sobre seus atos e atitudes,</p><p>conscientizando o futuro policial militar, de que a viatura não</p><p>é uma “arma” e sim um veículo automotor, ferramenta de</p><p>deslocamento e que deve obedecer a normas de segurança,</p><p>assim como os demais usuários das vias, para que não</p><p>ofereça risco a vida a integridade física, dele e dos demais</p><p>indivíduos, sejam eles humanos ou animais irracionais.</p><p>CONCEITO E DEFINIÇÃO DE TRÂNSITO</p><p>I. Segundo a Constituição Federal de 1988:</p><p>O Art. 5º, inciso XV da Constituição Federal, define</p><p>que é livre a locomoção no território nacional em tempo de</p><p>paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele</p><p>entrar, permanecer ou dele sair com seus bens. O direito</p><p>constitucional de Ir e Vir é a raiz do trânsito, que é complexo</p><p>e exige um conjunto de normas para discipliná-lo, ou seja,</p><p>uma “Lei de Trânsito”.</p><p>A própria Constituição Federal estabelece em seu</p><p>inciso XI do Art. 22, que é de competência privativa da União</p><p>legislar sobre trânsito e transporte. Para atender ao desejo</p><p>da população, que clamava por mais segurança no trânsito,</p><p>foi promulgado o Código de Trânsito Brasileiro, Lei 9.503 de</p><p>23/09/97, a qual passou a vigorar a partir de 22 de janeiro de</p><p>1998 em substituição ao antigo Código Nacional de Trânsito.</p><p>II. Segundo o CTB:</p><p>O Código de Trânsito Brasileiro - CBT, em seu</p><p>parágrafo 1º do Artigo 1º, define o trânsito como “a</p><p>utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados</p><p>ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação,</p><p>parada, estacionamento e operação de carga e descarga”.</p><p>Essa definição de caráter legal é tecnicamente correta, mas</p><p>não abrange toda a interação e complexidade que há no</p><p>trânsito.</p><p>CAPÍTULO 1 - CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO</p><p>O Código de Trânsito Brasileiro é a lei administrativa N</p><p>9.503 que traz em seu bojo vários princípios do direito</p><p>administrativo, bem como temas peculiares do Direito do</p><p>Trânsito a exemplo da segurança viária, fluidez do trânsito,</p><p>educação para o trânsito, conforto e respeito ao meio</p><p>ambiente. Esses termos são na verdade pilastras da Política</p><p>Nacional de Trânsito.</p><p>O CTB também é norma penal, uma vez que traz</p><p>artigos criando novos tipos penais, normalmente</p><p>denominados delitos do trânsito, bem como regras de</p><p>processo penal. Portanto, o CTB está dividido em uma parte</p><p>administrativa, que vai do artigo 1º ao artigo 290, e do artigo</p><p>313 ao artigo 341, e também de uma parte penal que vai do</p><p>artigo 291 ao artigo 312.</p><p>O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do</p><p>território nacional, abertas à circulação reger-se-á pelo</p><p>Código de Trânsito. A expressão “vias abertas à circulação”</p><p>deve ser entendida no contexto da atividade da</p><p>Administração Pública, fazendo-se importante destacar que</p><p>não são todas as vias terrestres que sofrem a incidência do</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>4</p><p>CTB, por exemplo, a via férrea, já que não é via aberta à</p><p>circulação, regendo-se por legislação própria, ou seja, pelo</p><p>Decreto 2.089/1963.</p><p>O Código de Trânsito Brasileiro original é datado de 23</p><p>de setembro de 1997, tendo sofrido diversas alterações e</p><p>sendo complementada por outros instrumentos como</p><p>resoluções e portarias dos órgãos que compõem o Sistema</p><p>Nacional de Trânsito – SNT.</p><p>CAPÍTULO 2 - DIREÇÃO DEFENSIVA</p><p>2.1 Conceito e Definição</p><p>É a aplicação de técnicas utilizadas ao dirigir veículos</p><p>para evitar acidentes, antecipando-se a atos inseguros</p><p>próprios e principalmente de terceiros. Agrega também o</p><p>manejo correto do veículo em condições adversas de tempo</p><p>e terrenos irregulares.</p><p>É a forma de dirigir, que permite a você reconhecer</p><p>antecipadamente as situações de perigo e prever o que pode</p><p>acontecer com você, com seus acompanhantes, com o seu</p><p>veículo e com os outros usuários da via.</p><p>A primeira coisa a aprender é que acidente não</p><p>acontece por acaso, por obra do destino ou por azar. Na</p><p>grande maioria dos acidentes, o fator humano está presente,</p><p>ou seja, cabe aos condutores e aos pedestres uma boa dose</p><p>de responsabilidade. Toda ocorrência trágica, quando</p><p>previsível, é evitável.</p><p>2.2 Classes de erros:</p><p>Dentro das diferentes técnicas de direção defensiva</p><p>que serão analisadas durante o treinamento, utilizaremos</p><p>como base prevencionista a realização de um trajeto de um</p><p>ponto a outro, sem cometer erros: Infrações de Trânsito;</p><p>Abuso do Veículo; Atraso de horário; descortesia.</p><p>2.2.1 Infrações de Trânsito</p><p>Todo o condutor de veículo tem o dever de conhecer</p><p>as Leis de trânsito e a elas obedecer. Dirigir é um privilégio</p><p>não um direito, porém, quando se demonstra desrespeito às</p><p>leis de trânsito, essa concessão poderá ser retirada. Contudo,</p><p>há ainda razão maior para um condutor ser obediente, pois</p><p>estas foram feitas para a sua proteção e tem como objetivo a</p><p>segurança de todos.</p><p>2.2.2 Abuso do Veículo</p><p>O veículo é uma unidade complexa e resistente, mas</p><p>em mãos de pessoas que não o manipulam corretamente,</p><p>poderá lhes trazer danos. Há muitas maneiras de abusar de</p><p>um veículo. As mais comuns são: o uso indevido da</p><p>embreagem, do freio, excesso de peso (passageiros/carga),</p><p>alteração de características, arrancadas e manobras bruscas</p><p>que prejudicam partes vitais do veículo, encurtando a sua</p><p>vida útil e comprometendo a segurança.</p><p>2.2.3 Atraso de Horário</p><p>Outro erro que os bons condutores devem evitar é o</p><p>atraso de horário, por isso é bom ter o hábito de planejar as</p><p>viagens com antecedência, saia um pouco mais cedo, para</p><p>ter uma folga, para compensar os imprevistos que surgirem.</p><p>Nunca devemos tentar recuperar o tempo de atraso e as</p><p>situações inesperadas (congestionamento, problemas no</p><p>veículo, etc.) empreendendo velocidade que ponha em risco</p><p>a nossa vida e a dos demais.</p><p>2.2.4 Descortesia</p><p>Todos nós devemos estar preocupados em</p><p>transformar o “ato de dirigir um veículo” em algo agradável.</p><p>Podemos fazer isto demonstrando atitudes de CORTESIA, ou</p><p>seja, respeitando os outros condutores de veículos e os</p><p>pedestres.</p><p>Quando bloqueamos o trânsito e os pedestres,</p><p>buzinamos insistentemente, estacionamos ocupando duas</p><p>ou mais vagas, xingamos, gesticulamos e outras ações que</p><p>demonstrem um condutor mal educado, criamos</p><p>animosidade contra nós mesmos, portanto “cortesia gera</p><p>cortesia” diminuindo a possibilidade de envolvimento em</p><p>acidente.</p><p>2.2.5 Acidentes</p><p>Os acidentes de trânsito não são problemas regionais,</p><p>deste ou daquele grupo de pessoas, muito menos de uma ou</p><p>de outra classe socioeconômica.</p><p>Há, em geral, uma relação inversamente proporcional</p><p>entre os condutores recém-habilitados e os que detêm</p><p>longos anos de experiência. Os primeiros têm carências da</p><p>prática de direção veicular e não conhecem amplamente a</p><p>dinâmica propiciada pelo trânsito (reflexos e</p><p>procedimentos), porém, detém relativo conhecimento dos</p><p>sinais de trânsito, legislação e regras de circulação.</p><p>Já os condutores mais experientes têm mais facilidade</p><p>na adaptação aos diversos fluxos de trânsito, mas devido à</p><p>autoconfiança adquirida acabaram por absorver</p><p>automatismos incorretos e fortes tendências a</p><p>desrespeitarem as leis de trânsito (transpor sinalização</p><p>semafórica, ultrapassar em faixa contínua, parar sobre a faixa</p><p>de pedestre), periodicamente, pois consiste em elemento</p><p>essencial para conscientização.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>5</p><p>Para o condutor defensivo, não interessa a causa do</p><p>acidente, pois ele apenas determinaria quem é o culpado,</p><p>para efeitos legais. Partindo-se do principio de que a vida</p><p>não tem preço, a pergunta a ser respondida é “como e quem</p><p>poderia ter evitado o acidente”?</p><p>Ao analisarmos as causas dos acidentes,</p><p>verificamos</p><p>que a grande maioria deles é ocasionada por falhas</p><p>humanas, caracterizadas por três principais aspectos:</p><p>Imprudência, Negligência e Imperícia. A culpa em sentido</p><p>amplo pode ser dividida em dolo e culpa em sentido estrito.</p><p>Esta última se divide em imprudência, negligência e</p><p>imperícia.</p><p>Dirigir com segurança e defensivamente requer uma</p><p>gama de informações que devem ser aplicadas ao se</p><p>conduzir um veículo.</p><p>Na atividade policial, a ciência das normas contidas</p><p>no código de trânsito brasileiro é de suma importância. A</p><p>experiência de cada um é, também, uma grande e</p><p>importante fonte de conhecimento.</p><p>É fundamental o pronto reconhecimento dos riscos e</p><p>a maneira de se defender contra os mesmos. As informações</p><p>das condições de dirigibilidade do veículo, do percurso a ser</p><p>realizado e da real capacidade do condutor, são outros</p><p>elementos a serem considerados na condução veicular.</p><p>2.3 Elementos da Direção Defensiva</p><p>Objetivando dar exemplo aos demais condutores e,</p><p>ainda, evitar envolver-se em acidentes, é de suma</p><p>importância que todo e qualquer policial que desempenhe a</p><p>função de motoriata, seja operacional ou não, saiba colocar</p><p>em prática os princípios da direção defensiva. Para isso, é</p><p>necessário: o CONHECIMENTO, ATENÇÃO e PREVISÃO, para</p><p>que se possa conhecer e identificar possíveis situações</p><p>geradoras de acidentes, e quando as mesmas se</p><p>apresentarem, apresentar uma pronta DECISÃO e</p><p>HABILIDADE necessária para evitar ou minimizar os seus</p><p>efeitos.</p><p>2.3.1 Conhecimento, Apitidão e Capacidade:</p><p>O saber é um dos mais importantes componentes</p><p>competentes, pois é preciso conhecer muito bem todos os</p><p>detalhes de sua atividade profissional (Motorista de Veículos</p><p>de Emergência):</p><p> Conhecimento das leis de trânsito;</p><p> Conhecimento dos procedimentos corretos e das</p><p>rotinas de trabalho;</p><p> Conhecimento das normas de segurança;</p><p> Conhecimento técnico de Direção Defensiva e</p><p>Operacional;</p><p> Conhecer a cidade e seu sistema viário;</p><p> Saber pedir informações via rádio ou GPS, para</p><p>melhor localizar o destino.</p><p>Apitidão ou Capacidade é o conhecimento específico</p><p>para a função, geralmente iniciado através de cursos e</p><p>treinamento e consolidado por prática e experiência.</p><p>Um condutor não poderá ser competente se não</p><p>estiver devidamente qualificado para exercer a sua função.</p><p>Qualidade própria da pessoa em relação aos atributos</p><p>físicos, mentais, de personalidade, temperamento e caráter.</p><p>Por exemplo, um bom condutor precisa ter algumas aptidões</p><p>especiais:</p><p>• Boa saúde, equilíbrio emocional, resistência física</p><p>ao cansaço a temperaturas, além de boa visão e audição.</p><p>• Bons reflexos e coordenação motora;</p><p>• Atenção e concentração;</p><p>• Temperamento calmo e equilibrado;</p><p>• Ser responsável e merecedor de confiança.</p><p>2.3.2 Atenção</p><p>Dos meios de transportes existentes, o automotivo é</p><p>o que mais exige atenção do condutor, pois é necessário</p><p>estar observando todos os fatores do trânsito: sinalização,</p><p>comportamento dos outros condutores, pedestres, ciclistas,</p><p>animais, demais veículos não motorizados, etc.</p><p>No entanto, o condutor de automotivos tem que está</p><p>alerta a todo instante, zelando por sua própria segurança,</p><p>dos passageiros, de terceiros e das cargas que estiver</p><p>transportando. Estar alerta na direção é o hábito de</p><p>concentrar a atenção constantemente na atividade de dirigir,</p><p>sem distrações.</p><p>Significa ainda, estar atento aos fatores causadores de</p><p>acidentes e possuir a habilidade de reconhecê-los</p><p>instantaneamente, e de reagir e agir contra os mesmos.</p><p>O condutor alerta vê tudo a sua frente, e atrás pelos</p><p>espelhos retrovisores, e ainda o que ocorre nas laterais de</p><p>seu veículo, podendo tomar as medidas de segurança</p><p>necessárias.</p><p>2.3.3 Previsão</p><p>Na condução veicular, devemos ter a capacidade de</p><p>antecipara às eventualidades diversas que possam surgir,</p><p>consistindo em prevê em médio prazo (mediata) ou de forma</p><p>imediata. O condutor defensivo usa constantemente, os</p><p>princípios da previsão realizando vistoria nos equipamentos,</p><p>reposição de peças cruciais para o funcionamento do veículo,</p><p>planejamento dos deslocamentos, redução da velocidade</p><p>próxima aos cruzamentos e áreas de riscos, dentre outras.</p><p>O condutor defensivo deve pensar no que pode</p><p>acontecer, antes mesmo de iniciar um deslocamento,</p><p>fazendo um levantamento mental das condições que poderá</p><p>enfrentar.</p><p>2.3.4 Decisão</p><p>Uma boa decisão implica no conhecimento das</p><p>alternativas que se apresentam em uma determinada</p><p>situação de trânsito, bem como a capacidade de se fazer</p><p>uma escolha inteligente da manobra, a tempo de evitar um</p><p>acidente.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>6</p><p>No momento de uma situação de risco não pode</p><p>haver hesitação, sob risco de não se tomar uma decisão</p><p>certa, e se envolver em acidente.</p><p>A ação correta é a principal ferramenta da direção</p><p>defensiva numa combinação entre decisão e habilidade. Esta</p><p>decisão depende do conhecimento, atenção, previsão e de</p><p>um pouco de bom senso.</p><p>2.3.5 Habilidade</p><p>A habilidade se desenvolve por meio do aprendizado</p><p>e do desenvolvimento constante dos automatismos corretos.</p><p>Teoricamente, quanto mais o indivíduo desenvolve uma</p><p>ação, mais qualificado ele estará. Porém, esta regra não pode</p><p>ser considerada para o condutor, pois, a dinâmica do trânsito</p><p>na prática da direção veicular, faz com que ele adquira de</p><p>maneira inconsciente, gestos ou ações incorretas, chamadas</p><p>de automatismos incorretos, tais como:</p><p> Deixar de sinalizar mudança de direção;</p><p> Dirigir com o pé sobre a embreagem;</p><p> Não usar o cinto de segurança;</p><p> Não regular os espelhos retrovisores;</p><p> Não acionar o freio de estacionamento;</p><p> Acionar a embreagem antes do freio;</p><p> Dirigir com apenas uma das mãos (falar ao celular,</p><p>mão para fora do veículo, mão sobre a alavanca do</p><p>câmbio, manuseio constante do rádio, não olhar</p><p>para frente com a devida atenção);</p><p> Realizar leitura ao dirigir (jornais, revistas, mapas,</p><p>documentos, propaganda externa, etc.);</p><p> Não regular o assento (distância, inclinação e</p><p>postura);</p><p> Fumar dirigindo;</p><p> Ingerir bebidas (chimarrão, refrigerante, suco,</p><p>água de coco, etc.).</p><p>Adquirir habilidades para conduzir um veículo</p><p>significa conhecer o automóvel e seus equipamentos, ter</p><p>recebido correto e cuidadoso treinamento para manusear os</p><p>controles, sabendo efetuar com sucesso todas as manobras</p><p>necessárias em cada situação de risco.</p><p>Lembre-se: quem provoca o acidente é o homem. As</p><p>pistas só são seguras se você as tornar seguras.</p><p>2.4 Condições Adversas</p><p>São fatores ou combinação de fatores que contribuem</p><p>para aumentar as situações de risco no trânsito, podendo</p><p>comprometer a segurança. O condutor deve ser capaz de</p><p>identificar os riscos e agir corretamente diante dessas</p><p>situações, adotando os procedimentos adequados para cada</p><p>uma. Sejam elas: Luz; Clima; Vias; Trânsito; Véiculos; Cargas;</p><p>Passageiros; Condutor.</p><p>2.4.1 Luz</p><p>É um fator de segurança, pois é essencial para vermos</p><p>e sermos vistos, podendo ser iluminação natural ou artificial.</p><p>No entanto, ela torna-se uma condição adversa quando está</p><p>em falta ou em excesso:</p><p>OFUSCAMENTO – PENUMBRA – NOITE</p><p>2.4.1.1 Ofuscamento</p><p>É o excesso de luz aos nossos olhos. A vista humana</p><p>pode levar até 7 segundos para se recuperar de um</p><p>ofuscamento. Um veículo a uma velocidade de 80 Km/h</p><p>poderá percorrer até 155 metros antes que seu condutor</p><p>recupere a visão plena. Situações que podem causar</p><p>ofuscamento:</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>7</p><p>• Incidência direta de raios solares</p><p>esta incidência de luz pode ocorrer no começo da</p><p>manhã ou no final da tarde, devido à posição dos raios</p><p>solares.</p><p>O QUE FAZER: Para amenizar a incidência dos raios</p><p>solares o condutor deverá fazer uso de pala interna de</p><p>proteção contra o sol,</p><p>que é um equipamento obrigatório</p><p>nos veículos e/ou óculos escuros.</p><p>• Reflexo de luz solar</p><p>Condição perturbadora de reflexo de luz solar nos</p><p>vidros ou janelas de outros veículos, poças d’água e objetos</p><p>polidos.</p><p>O QUE FAZER: Reduzir a velocidade do veículo e fazer</p><p>uso da pala interna de proteção e/ou de óculos escuros.</p><p>• Luz alta ao cruzar outro veículo</p><p>Nessa situação pode ocorrer uma cegueira</p><p>momentânea, que pode ser agravada por outra condição</p><p>adversa.</p><p>O QUE FAZER: Olhar para a linha de bordo da pista,</p><p>lado direito; Diminuir a velocidade; Solicitar luz baixa</p><p>(utilizando luz alta e baixa de forma intermitente);</p><p>Permanecer com luz baixa, mesmo que outro veículo não</p><p>atenda à solicitação.</p><p>• Luz alta no retrovisor</p><p>Muitos condutores, por desatenção ou por falta de</p><p>conhecimento trafegam atrás de um veículo com o farol alto,</p><p>causando ofuscamento e ao mesmo tempo perturbando o</p><p>condutor, pois essa situação causa um desconforto.</p><p>O QUE FAZER: Acionar o dispositivo antiofuscamento</p><p>do retrovisor interno, o qual reduz a intensidade da luz</p><p>refletida pelo veículo de trás.</p><p>2.4.1.2 Penumbra</p><p>É a situação de pouca luz que ocorre no final da tarde,</p><p>início da noite, no final da madrugada ou inicio da manhã ou</p><p>entrada de túnel. É considerada de risco, pois incide uma</p><p>alteração nas cores e os objetos ficam menos definidos,</p><p>dificultando a avaliação de distância e, principalmente, de</p><p>ver e ser visto.</p><p>O QUE FAZER: Ligar a luz baixa, reduzir a velocidade e</p><p>redobrar a atenção.</p><p>2.4.1.3 Noite</p><p>Neste período, a visibilidade depende completamente</p><p>da luz emitida pelos faróis dos veículos e da iluminação</p><p>artificial das vias. Durante o período noturno a visibilidade</p><p>fica limitada ao alcance dos faróis do veículo, que</p><p>geralmente é de 100 a 120 metros. Devido a isso, devemos</p><p>viajar a noite em velocidade mais reduzida e manter uma</p><p>maior distância de segurança entre veículos.</p><p>O QUE FAZER:</p><p>- Manter a luz do veículo em bom estado de</p><p>funcionamento;</p><p>- Manter os faróis regulados e limpos;</p><p>- Trafegar com velocidade inferior a desenvolvida</p><p>durante o dia;</p><p>- Evitar trafegar durante a noite ou de madrugada.</p><p>2.4.2 Clima</p><p>Algumas condições climáticas podem interferir na</p><p>segurança do trânsito, pois alteram as condições da via,</p><p>diminuindo a capacidade visual do condutor, alterando</p><p>padrões de comportamento do veículo como aderência dos</p><p>pneus e a estabilidade. Ressalta-se ainda que algumas destas</p><p>condições podem se agravar, ao ponto de impedir o</p><p>deslocamento seguro.</p><p>2.4.2.1 Chuva</p><p>Reduz a visibilidade, diminuir a aderência dos pneus</p><p>principalmente nas curvas, aumentam o espaço percorrido</p><p>nas frenagens e dificulta as manobras de emergências.</p><p>O QUE FAZER:</p><p>- Manter as palhetas do limpador de pára brisa em</p><p>bom estado;</p><p>- Manter os vidros limpos, desengordurados e</p><p>desembaraçados;</p><p>- Redobrar a atenção;</p><p>- Reduzir a velocidade;</p><p>- Aumentar a distância do veículo à frente;</p><p>- Redobrar os cuidados nas curvas e frenagem;</p><p>- Acender os faróis baixos;</p><p>- Evitar passar em poças ou lugares com acúmulo de</p><p>água.</p><p>No momento em que está chovendo ou logo após,</p><p>pode ocorrer a aquaplanagem ou hidroplanagem, fenômeno</p><p>que ocorre devido aos veículos que não conseguem remover</p><p>a lâmina de água e literalmente perdem o contato com a</p><p>pista e consequentemente o condutor perde o controle do</p><p>veículo.</p><p>Causas que levam a aquaplanagem:</p><p>- Excesso de água na pista;</p><p>- Calibragem inadequada dos pneus;</p><p>- Tipo de pista;</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>8</p><p>- Alta velocidade;</p><p>- Pneus com profundidade de sulcos insuficiente.</p><p>O QUE FAZER:</p><p>- Tirar o pé do acelerador até retomar o controle</p><p>completo da direção;</p><p>- Não frear bruscamente, pois se as rodas estiverem</p><p>travadas no momento que voltar o contato dos pneus com a</p><p>pista, o veículo poderá desgovernar;</p><p>- Estabelecer um padrão seguro de velocidade para a</p><p>situação;</p><p>- Trocar os pneus do veículo quando o índice de</p><p>profundidade (TWI) atingir 1.6 mm;</p><p>- Reduzir a velocidade em dia de chuva;</p><p>- Calibrar regularmente e corretamente os pneus do</p><p>veículo antes de viajar, de acordo com o manual;</p><p>- Identificar o tipo de pista e adaptar a velocidade do</p><p>veículo de acordo com as condições da mesma.</p><p>2.4.2.2 Granizo</p><p>Chuva acompanhada de pequenas pedras de gelo,</p><p>podendo ocasionar a quebra do para-brisa do veículo. Neste</p><p>caso, devem-se tomar as seguintes providências:</p><p>O QUE FAZER:</p><p>- Diminuir a velocidade;</p><p>- Sinalizar e sair para ir ao acostamento;</p><p>- Providenciar a retirada de todo o para-brisa;</p><p>- Para seguir viagem sem o para-brisa fechar todos os</p><p>vidros das portas.</p><p>2.4.2.3 Neblina ou cerração</p><p>Fatores provocados pela ação do tempo, temperatura</p><p>e umidade. O condutor deve ter muito cuidado ao conduzir o</p><p>veículo nestas condições. Os acidentes que ocorrem são</p><p>normalmente gravíssimos, podendo envolver vários veículos.</p><p>O QUE FAZER:</p><p>- Acender os faróis (luz baixa), mesmo durante o dia,</p><p>caso não haja os faróis de neblina;</p><p>- Reduzir a velocidade, mantendo um ritmo constante</p><p>sem acelerações ou reduções bruscas;</p><p>- Redobrar a atenção;</p><p>- Não usar luz alta;</p><p>- Nunca trafegar com o pisca-alerta ligado, exceto em</p><p>caso de emergência ou se a via assim permitir;</p><p>- Caso se faça necessário parar no acostamento ligar</p><p>o pisca-alerta;</p><p>- Evitar ultrapassagens.</p><p>2.4.2.4 Fumaça</p><p>Não é uma situação climática, mas provoca falta de</p><p>visibilidade semelhante à causada pela neblina, com algumas</p><p>diferenças. Geralmente a fumaça ocorre de maneira bem</p><p>localizada, no entanto não sabemos nem o que iremos</p><p>encontrar dentro dela nem a sua extensão.</p><p>O QUE FAZER:</p><p>- Fechar os vidros;</p><p>- Diminuir a velocidade antes de entrar na cortina de</p><p>fumaça;</p><p>- Não parar dentro da cortina de fumaça;</p><p>- Evitar ultrapassagens;</p><p>- Nunca frear bruscamente, lembre-se que os</p><p>condutores dos veículos de trás também estão com pouca</p><p>visibilidade.</p><p>2.4.2.5 Vento</p><p>Reduz a estabilidade do veículo, provocada por ventos</p><p>laterais, (canalizados) e correntes de ar provocadas por</p><p>veículos, ao cruzar ou ao ultrapassar, principalmente se uma</p><p>das janelas estiver aberta.</p><p>O QUE FAZER:</p><p>- Segurar com firmeza o volante;</p><p>- Diminuir a velocidade ao perceber veículo grande</p><p>em sentido contrário e ao cruzá-lo sobre pontes;</p><p>- Se o seu veículo estiver leve, encoste mais para a</p><p>direita da via;</p><p>- Diminuir a velocidade em locais descampados,</p><p>cortes de estradas e onde se perceber canalização de ar por</p><p>embocaduras de serras.</p><p>2.4.2.6 Frio</p><p>O condutor pode dirigir com mais rigidez no volante</p><p>(entorpecimento de pés e mãos), entre outros</p><p>inconvenientes que o mesmo acarreta. Quando os vidros</p><p>estão fechados pode ocorrer o embaçamento do para-brisa,</p><p>provocado pela própria respiração dos ocupantes, ou pela</p><p>umidade interna do veículo.</p><p>O QUE FAZER: É inteiramente recomendável que os</p><p>vidros estejam um pouco abertos, e que sejam mantidos</p><p>limpos os vidros, tanto interno como externamente.</p><p>2.4.2.7 Calor</p><p>Pode provocar indisposição e sonolência ao condutor,</p><p>além de superaquecimento do motor e dos pneus.</p><p>O QUE FAZER:</p><p>- Em viagens longas, realizar paradas com tempo</p><p>inferior a 4 horas;</p><p>- O condutor deve evitar alimentação “pesada”;</p><p>- Não forçar o motor (altas velocidades).</p><p>2.4.3 Via</p><p>O condutor preventivo deve estar sempre atento às</p><p>condições adversas que possam surgir nas vias urbanas e</p><p>rurais, pavimentadas ou não.</p><p>Mesmo que ele conheça o percurso, não deve</p><p>considerar a possibilidade de ser surpreendido com uma</p><p>nova situação adversa, sob risco de causar danos sérios ao</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>9</p><p>seu veículo ou, até mesmo envolver-se em acidente de</p><p>trânsito. O ideal seria que, durante os deslocamentos,</p><p>encontrássemos as vias bem projetadas, bem construídas,</p><p>perfeitamente conservadas</p><p>e com ótima sinalização.</p><p>Porém, a realidade nos mostra uma série de</p><p>deficiências que aumentam as probabilidades do condutor</p><p>se acidentar.</p><p>Vejamos abaixo as situações mais comuns que</p><p>podemos nos deparar:</p><p>- Largura da via insuficiente;</p><p>- Ponte estreita;</p><p>- Trechos escorregadios;</p><p>- Aclives e declives acentuados (morros e elevações);</p><p>- Má conservação do pavimento (buracos, falhas,</p><p>irregularidades);</p><p>- Queda de barreiras;</p><p>- Objetos (pneus, pedras, madeira) e animais sobre a</p><p>pista de rolamento;</p><p>- Falta de acostamento;</p><p>- Curvas mal dimensionadas, mal projetadas;</p><p>- Depressões, ondulações, desníveis no</p><p>pavimento;</p><p>- Falta de sinalização vertical ou horizontal;</p><p>- Sinalização deficiente;</p><p>- Lombadas (nas rodovias principalmente);</p><p>- Vegetação muito próxima à via;</p><p>- Drenagem deficiente (acúmulo de água, areia).</p><p>2.4.3.1 Vias mal conservadas.</p><p>Danificam o veículo, principalmente a suspensão e os</p><p>pneus. São consideradas como fator de risco para a</p><p>ocorrência de acidentes, que podem causar lesões</p><p>irreparáveis, bem como a morte de pessoas, além de danos</p><p>materiais.</p><p>O QUE FAZER:</p><p>- Conduzir o veículo em velocidade compatível com a</p><p>condição da via;</p><p>- Ter cuidado com objetos e buracos, eles podem</p><p>danificar os pneus;</p><p>- Ter cuidado para não bater o veículo por baixo, isso</p><p>poderá danificar o cárter do motor;</p><p>- Cuidar para não envolver-se em acidente com outro</p><p>veículo ao tentar frear ou desviar de buracos na pista.</p><p>2.4.3.2 Vias mal sinalizadas</p><p>Atualmente temos vários tipos de rodovias, quanto às</p><p>condições de sinalização, dentro da malha viária brasileira.</p><p>Algumas estão em excelentes condições de tráfego, trazendo</p><p>todas as informações ao condutor, principalmente as</p><p>privatizadas. No entanto, encontramos outras em que a</p><p>sinalização vertical está encoberta pela vegetação e algumas</p><p>totalmente sem sinalização, tanto vertical quanto horizontal.</p><p>O QUE FAZER:</p><p>- Conduzir o veículo com velocidade compatível;</p><p>- Conduzir o veículo com a atenção redobrada;</p><p>- Evitar viajar a noite;</p><p>- Ajustar-se as condições da via (estado de</p><p>conservação, contorno, largura, sinalização, etc.).</p><p>2.4.4 Trânsito</p><p>Envolvem a presença de outros usuários das vias</p><p>urbanas e rurais. O trânsito pode apresentar</p><p>congestionamento ou não, ser rápido ou lento. Existem</p><p>períodos do dia que afetam as condições de trânsito, tais</p><p>como: hora do “rush”, que significa maior movimentação de</p><p>veículos e pedestres, provocando congestionamento,</p><p>principalmente à noite, dia de chuva, épocas de carnaval,</p><p>natal, férias escolares, feriadões, etc.</p><p>Ocasionalmente, acontece quando encontramos</p><p>animais, maquinaria agrícola, obras, carroças, funerais, etc.</p><p>Tipos de veículos que se encontra em fluxo normal do</p><p>trânsito: caminhões pesados e ônibus.</p><p>O trânsito pode ser alterado ainda por batedores,</p><p>escoltas, desmoronamento, acidentes, bloqueio parcial de</p><p>pista, rompimento de estrada, blitz, etc.</p><p>O QUE FAZER:</p><p>- Nos horários de entradas e saídas de aula, evite</p><p>transitar em ruas que tem colégios;</p><p>- Quando você souber que há obras numa via de</p><p>tráfego intenso, procure outro caminho;</p><p>- Se não precisar sair na hora do “rush”, não saia.</p><p>Procure ir meia hora antes ou depois e tenha sempre em</p><p>mente o roteiro alternativo para o caso de engarrafamento</p><p>inesperado, mesmo se for mais longo. Você economizará</p><p>tempo e combustível num trajeto maior, desde que esteja</p><p>livre;</p><p>- Controlar os próprios nervos, não deixando</p><p>influenciar na maneira de dirigir.</p><p>2.4.5 Veículo</p><p>Outro fator de extrema importância a ser considerado</p><p>na ocorrência de acidentes é a condição em que se encontra</p><p>o veículo que conduzimos.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>10</p><p>Devemos na condição de condutor defensivo, manter</p><p>o nosso automóvel em condições de reagir instantânea e</p><p>eficientemente a todos os comandos e quando formos dirigir</p><p>em veículo de terceiros, devemos verificar antes, as suas</p><p>condições, pois não é recomendado dirigir com segurança</p><p>um “veículo defeituoso”.</p><p>Os defeitos mais comuns que colaboram na</p><p>ocorrência dos acidentes são:</p><p>- Pneus desgastados;</p><p>- Limpador de para-brisa com defeito;</p><p>- Espelho retrovisor deficiente;</p><p>- Suspensão defeituosa;</p><p>- Defeito na direção (folga);</p><p>- Falta de alinhamento, balanceamento e cambagem;</p><p>- Ausência de buzina;</p><p>- Freios desregulados;</p><p>- Lâmpadas queimadas.</p><p>2.4.5.1 Pneus</p><p>Muitos condutores confiam tanto nos pneus do seu</p><p>veículo que nem se lembram de dar-lhes a devida atenção.</p><p>Desta maneira correm o risco de trafegar sem muita</p><p>segurança, sujeitos a surpresas desagradáveis. O desgaste</p><p>dos pneus devem se dá por igual, tanto no sentido radial</p><p>quanto no transversal. Há varias causas que provocam um</p><p>desgaste irregular, mesmo que o pneu esteja calibrado</p><p>corretamente. As mais comuns são as seguintes:</p><p>- Defeitos na suspensão (desgastam apenas um dos</p><p>lados do pneu);</p><p>- Desalinhamento dos pneus dianteiros;</p><p>- Folga nos embuchamentos;</p><p>- Folga nos rolamentos das rodas dianteiras;</p><p>- Terminais de direção gastos;</p><p>- Folga na caixa de direção.</p><p>Além dessas causas, outros danos podem ser</p><p>provocados nos pneus, como: impactos causados por</p><p>buracos, guia de calçadas, aceleração e freadas bruscas,</p><p>curvas em alta velocidade, etc. Diante disto mais a frente o</p><p>assunto voltará a ser abordado visando orientar quanto aos</p><p>pormenores envolvendo o tema.</p><p>Diante destas situaçõs cabe ao condutor ter</p><p>conhecimentos acerca do universo que é a temática pneu.</p><p>Cada pneu tem suas especificiadades, e existem pneus para</p><p>todas as situações e condições.</p><p>A maioria dessas especificidades podem ser</p><p>verificadas ao longo do perfil do pneu. As marcações laterais</p><p>são:</p><p>1. Nome do fabricante Logotipo do fabricante;</p><p>2. Modelo do pneu;</p><p>3. Características de dimensões e construção;</p><p>4. Índice de carga / código de velocidade;</p><p>5. Pneu versão sem câmara (tubeless) ou com câmara</p><p>(tube type);</p><p>6. Posição dos indicadores de desgaste T.W.I. (Tread</p><p>Wear Indicators): quando atingidos, indicam o momento de</p><p>retirada do pneu de uso (1,6mm de resíduo de banda de</p><p>rodagem);</p><p>7. Local de fabricação;</p><p>8. Matrícula D.O.T.: indica estabelecimento de</p><p>produção, tipo do pneu e período de fabricação;</p><p>9. Dados referentes à estrutura do pneu;</p><p>10. Carga e pressão máxima;</p><p>11. Registro de homologação;</p><p>12. Classificação do pneu junto a UTQG (Uniform Tyre</p><p>Quality Grading;</p><p>13. "Mud and Snow".</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>11</p><p>Notas:</p><p>1. A palavra REINFORCED, se houver, indica um pneu</p><p>com estrutura reforçada, para veículos comerciais leves;</p><p>2. Quando o pneu tem posição de montagem, deve</p><p>ser marcado nos flancos o lado interno e externo nos</p><p>idiomas italiano, inglês, francês e alemão, por exigência de</p><p>exportação.</p><p>Todos os índices podem ser verificados em suas</p><p>respectivas tabelas.</p><p> 195 – Largura do pneu, banda de rodagem, em</p><p>milímetros (mm);</p><p> 55 – Corresponde à porcentagem da altura/perfil</p><p>do pneu em relação à largura, é dado em (%); ou</p><p>seja, (Largura) x (% da altura em relação à largura)</p><p>= (medida em milímetros da largura do pneu),</p><p>logo, 195 x 0,55= 107,25 mm é a medida exata da</p><p>largura do pneu;</p><p> R – Indica que a construção do pneu é radial,</p><p>podendo também ser “D” (diagonal);</p><p> 16 – Medida do diâmetro do pneu em Polegadas</p><p>(“);</p><p> 87 – Índice de carga máxima do pneu com pressão</p><p>máxima, velocidade máxima e condições normais;</p><p>Sendo assim esse pneu suporta 545 kg em pressão</p><p>máxima, a velocidade máxima em condições normais.</p><p> V – Indica o índice de velocidade máxima</p><p>suportada por esse pneu com pressão máxima,</p><p>carga máxima em condições normais;</p><p>Sendo assim, esse pneu suporta velocidade máxima</p><p>de 240 km/h com pressão máxima, carga máxima em</p><p>condições normais;</p><p>M + S - (mud = lama, snow (neve) – significa que esse</p><p>pneu possui melhor performance em terrenos off road com</p><p>relação a pneus que não possuem código algum de</p><p>especificidade;</p><p>Obs: não define como pneu ideal para condições</p><p>especiais.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>12</p><p>Quanto a construção:</p><p>Diagonal</p><p>Carcaça constituída por duas ou mais lonas ou</p><p>camada de tela, sobrepostas transversal e diagonalmente,</p><p>umas sobre as outras, formando um entrelaçado.</p><p>As camadas mantêm sua resistência, mesmo quando</p><p>solicitadas em várias direções.</p><p>Além do revestimento interior, o pneu apresenta</p><p>várias tiras e materiais de enchimento para reforço da</p><p>carcaça.</p><p>Radial</p><p>Carcaça constituída por duas partes: as lonas, ou</p><p>telas, e um anel de lonas ou telas estabilizadoras.</p><p>Os fios da lona se estendem em ângulo reto, o que</p><p>proporciona grande flexibilidade e conforto, mas pouca ou</p><p>nenhuma estabilidade direcional.</p><p>O desgaste é menor quando o veículo faz uma curva,</p><p>e a duração do pneu é maior.</p><p>Em baixas velocidades, apresenta menor conforto que</p><p>o pneu diagonal.</p><p>Quanto a Câmara de ar:</p><p>Tube Type (TT): Pneu possui câmara de ar. É o modelo</p><p>mais antigo, feito para manter a pressão de enchimento do</p><p>pneu, evitando sua deformação e proporcionando conforto</p><p>ao trafegar. No entanto, a segurança fica comprometida, pois</p><p>se for perfurado, esse tipo de pneu tende a esvaziar de uma</p><p>vez, ao invés de perder o ar gradualmente.</p><p>Tubeless (TL): Pneu sem câmara de ar. Esse tipo de</p><p>pneu possui uma estrutura reforçada por cordões de aço</p><p>entrelaçados, no sentido do raio, que caracteriza os pneus</p><p>radiais. Os pneus Tubeless equipam a maioria dos veículos</p><p>leves que saem de fábrica. Se o pneu for perfurado, o</p><p>motorista tem tempo de chegar a uma oficina mecânica</p><p>especializada e fazer o reparo sem maiores danos. Além de</p><p>seguro, ele é mais leve, mais barato e resistente.</p><p>Quanto a Simetria:</p><p>Assimétrico: Possuem tecnologia atualizada, sendo</p><p>identificados por ter as inscrições outsite, inside, externo ou</p><p>interno na lateral do pneu. Possui três partes em sua banda</p><p>de rodagem. A parte interna tem o desenho dos seus flancos</p><p>voltado para que seja possível uma fácil expulsão de calor e</p><p>água. A parte externa possui um reforço de material</p><p>permitindo melhores performaces nas curva e sua parte</p><p>central, tem um desenho contínuo, permitindo mehor</p><p>performace quando em linha reta.</p><p> PRÓS – melhor nas curvas, baixo ruído, melhor em</p><p>pista molhada.</p><p> CONTRAS – só uma opção de rodízios, mais caros.</p><p>Direcional: Sua banda de rodagem é em “V” e pode</p><p>ser identificado, pois possui na lateral do pneu uma seta de</p><p>direção apontando a posição da montagem.</p><p> PRÓS – Boa performance tanto em terreno seco</p><p>como molhados, muito usado em perfis baixos</p><p>tipo carros esportivos.</p><p> CONTRAS - pouca opção de rodízio, muito ruído.</p><p>Simétrico ou bidirecional: Possui desenho de banda</p><p>de rodagem espelhada se cortada ao meio, possível</p><p>identificação por não ter nenhuma inscrição dos tipos</p><p>anteriores em sua lateral.</p><p> PRÓS – Bastante opção de rodízios, mais barato e</p><p>mais comum.</p><p> CONTRAS – Má performace em pista seca como</p><p>molhada, tecnologia antiga, ruído maior</p><p>dependendo da marca do pneu.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>13</p><p>A classificação UTQG:</p><p>Mede o nível de rendimento de um pneu em função</p><p>de três dados comparativos, para ajudá-lo a selecionar o</p><p>melhor, que são o Treadwear, a tração e a temperatura.</p><p>Estes dados provêm de testes realizados em</p><p>condições precisas (em circuito) e os seus resultados são</p><p>informativos.</p><p>Os índices UTQG encontram-se no flanco de um pneu</p><p>(exemplo: 280-A-A).</p><p>Desgaste da banda de rolamento (Treadwear):</p><p>O índice de Treadwear corresponde à velocidade em</p><p>que um pneu se desgasta.</p><p>Este índice obtém-se mediante um teste efetuado em</p><p>circuito sobre uma distância de 9600 km, em condições</p><p>controladas e está compreendido entre 60 e 620 e o valor de</p><p>referência é de 100.</p><p>Por exemplo, um pneu com um Treadwear de 50</p><p>desgastar-se-á 2 vezes mais rápido que um pneu normal</p><p>enquanto que um pneu com um Treadwear de 420</p><p>desgastar-se-á 4,2 vezes mais lentamente.</p><p>OBS.: Quanto mais elevado for o índice de Treadwear,</p><p>mais longa será a duração do pneu.</p><p>T.W.I (TreadWear Indication):</p><p>Ao verificar a pressão dos pneus, também é</p><p>necessário verificar o desgaste da banda de rolamento.</p><p>Os indicadores TWI situam-se nos flancos dos pneus e</p><p>servem para localizar os vestígios de desgaste.</p><p>O desgaste não deve alcançar jamais os indicadores</p><p>localizados no fundo das esculturas e deve permanecer</p><p>uniforme em toda a superfície. "O vestígio de desgaste de</p><p>1.6 milímetros indica a altura de borracha mínima legal".</p><p>De acordo com as normas técnicas e de trânsito em</p><p>vigor, é proibida a circulação de veículos equipados com</p><p>pneus cuja profundidade dos sulcos da escultura seja inferior</p><p>a 1,6 mm em qualquer ponto da banda de rodagem.</p><p>Aderência (Tração):</p><p>O índice de Tração corresponde à aderência de um</p><p>pneu em estrada molhada. Este índice é expresso com as</p><p>letras AA (índice mais elevado), A, B e C (índices mais baixos).</p><p>O índice C é o mínimo aceitável.</p><p>OBS.: Quanto mais elevado for o índice de tração,</p><p>mais curta será à distância de frenagem.</p><p>O índice de tração corresponde à aderência em</p><p>estrada molhada em linha reta!</p><p>Resistência ao aquecimento (Temperatura):</p><p>O índice de Temperatura corresponde à resistência do</p><p>pneu ao aquecimento e à sua capacidade de dissipar o calor.</p><p>Este índice é obtido mediante um teste em</p><p>laboratório com uma roda de teste. O excesso de calor pode</p><p>provocar a degradação do pneu. Este índice é indicado com</p><p>as letras A (índice mais elevado), B e C (índices mais baixos).</p><p>O índice C é o mínimo que impõe a lei.</p><p>OBS.: Um índice de temperatura elevado significa que</p><p>o pneu resiste ao aquecimento.</p><p>O índice de Temperatura é aplicado a um pneu</p><p>calibrado corretamente em condições "normais" de</p><p>utilização (sem velocidade excessiva nem sobrecarga).</p><p>Código D.O.T.</p><p>DOT (originário do inglês: ”Department of</p><p>Transportation”, ou Departamento de transporte em</p><p>tradução literal) trata-se de um código surgido nos Estados</p><p>Unidos da América por meio do qual a fabricante informa</p><p>alguns dados do pneu dentro de forma padronizada, a fim de</p><p>atender as exigências legais.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>14</p><p>Assim como nos Estados Unidos, o DOT passou a ser</p><p>utilizado no Brasil composto por até 13 dígitos em um</p><p>formato alfanumérico, substituindo o modelo antigo em que</p><p>verificava-se apenas 4 dígitos numérios. Esses 4 dígitos</p><p>continuam compondo o código DOT e são de grande</p><p>importância pois através deles a data de fabricação do pneu</p><p>é informada.</p><p>Desta forma, os dois ou três primeiros dígitos irão</p><p>corresponder a planta de produção daquele pneu, ou seja,</p><p>não apenas a marca mas também em qual fábrica foi</p><p>produzido. Seguidos de outros 6 dígitos de série, tamanho e</p><p>modelo da fabricante, e por fim estarão os 4 dígitos relativos</p><p>a data de fabricação, em que os dois dígitos iniciais</p><p>correspondem a semanae dois finais ao ano, considerando</p><p>que um ano tem 52 semanas é possível saber exatamente</p><p>quando aquele pneu foi fabricado.</p><p>Algumas pessoas associam a data de fabricação com</p><p>validade do pneu, o que não é correto. A confusão se dá pelo</p><p>fato de que os fabricantes fornecem garantia de até 05 anos</p><p>a contar da fabricação, via de regra esta garantia é contra</p><p>defeitos na fabricação.</p><p>Não há prazo de validade para pneus, visto que o</p><p>desgaste do pneu se dá de forma diversass a partir do uso e</p><p>das condições a que é exposto, desde que seja usado</p><p>respeitando suas especificações e com as devidas</p><p>manutenções terá vida útil adequada.</p><p>Lembre-se o melhor</p><p>indicador de troca para o pneu é o TWI.</p><p>Uso do r.p.m (conta-giros ou tacômetro):</p><p>O r.p.m. é usado para saber quando começa a faixa de</p><p>torque, ou seja, é o momento em que o motor do veículo</p><p>começa a render, a ter 100% de resposta, para uma</p><p>ultrapassagem, para uma retomada de velocidade, e caso</p><p>haja necessidade de andar rápido, “estica-se” as marchas do</p><p>veículo até a rotação máxima, onde o motor terá 100% de</p><p>potência e não deixe baixar da rotação de momento de</p><p>torque.</p><p>Ex: TOYOTA HILUX 3.0 16V DOHC Turbo Diesel com</p><p>Intercooler;</p><p>Rotação de economia: Até 1.400 giros.</p><p>Rotação de torque (100%): 1.400 a 3.200 giros.</p><p>Rotação de potencia máxima: Entre 3.200 e 3.400</p><p>giros.</p><p>O pneu correto:</p><p>Para a escolha correta da dimensão e do tipo de</p><p>pneu, consulte o Manual do Proprietário de seu veículo ou</p><p>vá até uma revendedora de pneus de sua confiança. Nela,</p><p>você será orientado quanto ao produto mais adequado ao</p><p>seu veículo: dimensão, desenho, índices de carga, velocidade</p><p>etc.</p><p>A montagem de pneus de dimensões e tipos não</p><p>recomendados pelo fabricante do veículo poderá alterar suas</p><p>características originais de comportamento. Nunca monte</p><p>um pneu com índice de carga e velocidade inferiores ao</p><p>recomendado pelo fabricante do veículo.</p><p>Assim como a calibragem a ser utilizada, em muitos veículos</p><p>há marcação na parte interna da porta do motorista</p><p>informando qual a pressão ideal para os pneus</p><p>recomendados pela fabricante.</p><p>Vale ressaltar que manter os pneus com a calibragem</p><p>adequada garante sua durabilidade e principalmente</p><p>segurança na condução.</p><p>Os pneus mais novos deverão ser colocados na</p><p>frente?</p><p>Quase todos os veículos atuais são projetados para</p><p>“sair de frente”, se o limite de aderência for ultrapassado.</p><p>Então deve-se usar pneus mais novos no eixo traseiro.</p><p>A suspensão traseira consegue apoiar-se no pneu</p><p>novo, não abandonando o traçado no caso de uma curva no</p><p>limite ou em um desvio de obstáculo rápido. O que provável</p><p>aconteça é as rodas dianteiras patinarem conforme o uso do</p><p>acelerador.</p><p>Nesta situação, as pessoas acham que o veículo está</p><p>ruim porque ele sai de frente, mas é o contrário, ele está</p><p>avisando que os pneus estão no limite de aderência.</p><p>Quando os pneus mais gastos são colocados no eixo</p><p>traseiro, inverte-se essa reação. Em vez de ficar mais seguro,</p><p>o veículo se torna mais imprevisível.</p><p>Com os pneus ruins no eixo traseiro, o veículo sai de</p><p>traseira sem avisar.</p><p>A regra dos pneus novos atrás também vale para</p><p>modelos com tração traseira, que respeitam esse</p><p>comportamento subesterçante.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>15</p><p>CAPÍTULO 3 - CONDUÇÃO OPERACIONAL</p><p>O condutor, em situação operacional deve usar todo o</p><p>conhecimento e habilidade que obtiver em treinamento e,</p><p>com sua experiência conduzir o veículo com agilidade e</p><p>segurança. Entretanto são muitos os agentes de pressão que</p><p>priorize a rapidez e não a segurança do deslocamento. A</p><p>realidade tem demonstrado que deslocamento</p><p>excessivamente rápido, raramente é decisivo para o sucesso</p><p>da missão e, normalmente gera situação de risco que muitas</p><p>vezes acabam de forma trágica.</p><p>3.1 Conceitos de Condução Operacional</p><p>É a maneira de conduzir um veículo utilizando-se de</p><p>manobras que exijam técnicas mais elaboradas, a fim de</p><p>obter o melhor desempenho do condutor e do veículo,</p><p>obedecendo aos limites de segurança.</p><p>3.1.1 Vícios de direção que deverão ser evitados:</p><p>- Braço para fora da viatura, ou sobre a porta;</p><p>- Mão espalmada no volante;</p><p>- Mão direita no câmbio;</p><p>- Mão direita no freio de estacionamento.</p><p>3.2 Dispositivos de Segurança e Ajustes para</p><p>Condução</p><p>Condutores de viaturas, em sua maioria, imaginam</p><p>que sabem manejar o veículo, corrigir, seguir em frente, dar</p><p>marcha à ré e executar manobras emergenciais, porém a</p><p>realidade tem demonstrado que a habilidade não é apenas</p><p>resultado da prática, mas um treinamento adequado e</p><p>contínuo. A pegada ao volante, a posição dos braços e dos</p><p>pés, o uso do cinto de segurança, bem como a regulagem</p><p>dos bancos e dos espelhos retrovisores são fundamentais</p><p>para uma eficaz e eficiente condução da viatura policial.</p><p>3.2.1 Encosto e Assento:</p><p>A primeira atitude do condutor ao adentrar no veículo</p><p>é a forma como estão às regulagens adequadas do assento e</p><p>encosto, que devem ser ajustados segundo o biótipo de cada</p><p>condutor. Para que este tenha o máximo de firmeza e</p><p>conforto distribuindo adequadamente o peso corpóreo. Para</p><p>essa regulagem deve-se pressionar totalmente o pedal da</p><p>embreagem com o pé esquerdo, de tal forma que a perna</p><p>fique levemente flexionada.</p><p>3.2.2 Distância em relação ao volante :</p><p>Após a regulagem das pernas e estando o corpo junto</p><p>ao encosto traseiro, o condutor deve encontrar a distância</p><p>ideal entre o seu corpo e a pegada no volante.</p><p>Para tal, deve: esticar os braços, sendo que o volante</p><p>deve está na distância dos punhos. Isso gera uma leve flexão</p><p>nos braços, que possibilita mais firmeza em retas e melhor</p><p>desempenho em curvas e outras manobras.</p><p>3.2.3 Posição das mãos ao volante:</p><p>A pegada no volante deve ser por fora e firme, porém</p><p>de forma confortável; considerando o volante um relógio, as</p><p>mãos devem está posicionadas no horário de dez horas e 10</p><p>minutos.</p><p>3.2.4 Posições dos pés:</p><p>O pé esquerdo deverá está apoiado sobre o assoalho,</p><p>para firmar melhor o corpo, empurrando-o contra o assento,</p><p>movimentando-se exclusivamente para o acionamento do</p><p>pedal de embreagem (veículo c/ câmbio mecânico).</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>16</p><p>O pé direito deverá ser utilizado para acionamento</p><p>dos pedais de freio e de aceleração.</p><p>3.2.5 Regulagens dos espelhos retrovisores:</p><p>Os retrovisores devem ser regulados de modo a</p><p>permitir que os motoristas utilizem com um simples</p><p>movimento da cabeça. Deve-se ressaltar que em viaturas</p><p>policiais normalmente o espelho central não é utilizado, visto</p><p>uso adaptado do porta malas para condução de suspeitos,</p><p>bem como adesivagem externa de identificação.</p><p>3.2.6 Visão periférica</p><p>Denomina-se visão periférica a capacidade que os</p><p>olhos humanos possuem de perder os estímulos óticos que</p><p>se encontram à margem do ponto para onde estão</p><p>centrados, de maneira que, olhando para um ponto fixo,</p><p>percebam qualquer situação próxima a este, em um ângulo</p><p>de visão aproximado de cento e oitenta graus.</p><p>Com o movimento do veículo, o ângulo de visão</p><p>diminui, em uma escala inversamente proporcional à</p><p>velocidade imprimida, formando-se o “efeito túnel”, que é</p><p>caracterizada por uma limitação desse ângulo.</p><p>3.2.7 Regulagens do encosto da cabeça:</p><p>O encosto na posição correta diminui</p><p>acentuadamente o risco de lesão na coluna cervical no caso</p><p>de uma colisão, que pode ocasionar o efeito chicote na</p><p>cabeça do condutor/passageiro. A parte superior do encosto</p><p>deverá coincidir com a linha dos olhos.</p><p>3.2.8 Cintos de segurança na viatura policial, usar</p><p>ou não usar?</p><p>Devido aos riscos inerentes às situações que exigem o</p><p>uso das técnicas de condutas operacionais, além do que já é</p><p>previsto no Código de Trânsito Brasileiro - CBT, sendo</p><p>indispensável o uso do cinto de segurança por todos os</p><p>ocupantes da viatura, visto que, por maiores que sejam os</p><p>cuidados e a habilidade do condutor, sempre haverá a</p><p>possibilidade de acidentes.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>O assunto deverá ser abordado conjuntamente com o</p><p>instrutor das disciplinas de: Policiamento Ostensivo Geral</p><p>com Viaturas e Procedimentos Operacionais I, II e III, com o</p><p>objetivo de inserir nas técnicas de embarque e desembarque</p><p>da viatura, em situação de atendimento de ocorrência,</p><p>técnicas para retirar o cinto sem risco de que o policial fique</p><p>laçado no momento do desmbaruque rápido.</p><p>3.2.9 Técnica de frenagem (Freios ABS - Anti-lock</p><p>braking system):</p><p>Com sistema ABS (Sistema Antibloqueio) a</p><p>preocupação com o travamento não existe. Uma vez que o</p><p>acessório controla o fluxo de óleo em cada roda, evitando o</p><p>travamento.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>17</p><p>Não se deve preocupar quando o pedal de freio</p><p>tremer durante uma frenagem forte, pois é o sistema</p><p>trabalhando, assim mantenha-o pressionado até o fim da</p><p>manobra.</p><p>O sistema de freio antiblocante, mantém o controle</p><p>do sistema de freio do veículo e evita que as rodas travem</p><p>independente das condições da estrada e da aderência dos</p><p>pneus. Estes parâmetros influenciarão na distância da</p><p>frenagem.</p><p>Vantagens do ABS:</p><p>- Este sistema atua regulando o efeito de frenagem</p><p>logo que a roda mostra tendência para travar;</p><p>- O veículo se mantém sempre controlável, mesmo ao</p><p>fazer uma curva ou desviar–se de um obstáculo;</p><p>- Quando se torna inevitável uma frenagem de</p><p>emergência, o ABS permite contornar um obstáculo sem</p><p>aliviar o freio.</p><p>- Em superfícies tanto secas quanto molhadas, como</p><p>asfalto e concreto, a maioria dos carros equipados com ABS</p><p>são capazes de atingir distâncias de frenagem melhores</p><p>(menores) do que aqueles que não o possuem.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Em pedregulhos e areia de praia, o ABS tende a</p><p>aumentar a distância de frenagem. Nessas superfícies, as</p><p>rodas travadas escavam o solo e param o veículo mais</p><p>rapidamente, o ABS impede que isso ocorra.</p><p>Algumas calibragens de ABS reduzem esse problema</p><p>por diminuir o tempo de ciclagem, deixando as rodas</p><p>rapidamente travar e destravar. O benefício primário do ABS</p><p>nessas superfícies é aumentar a capacidade do motorista em</p><p>manter o controle do carro em vez de derrapar, embora a</p><p>perda de controle seja por vezes melhor em superfícies</p><p>mais suaves como pedregulhos e deslizantes. Em uma</p><p>superfície muito deslizante como areia ou pedregulhos é</p><p>possível que se trave todas as rodas imediatamente, e isso</p><p>pode ser melhor que o ABS (que depende da detecção da</p><p>derrapagem de cada roda individualmente).</p><p>3.2.10 Air-Bag (ATENÇÃO):</p><p>- Não mantenha nenhum tipo de objeto (pranchetas,</p><p>armamento e outros) entre as bolsas e os ocupantes dos</p><p>bancos dianteiros;</p><p>- Não instale acessórios não originais no volante, no</p><p>painel ou bancos;</p><p>- Nunca faça alterações nos componentes do sistema</p><p>“air bag”;</p><p>- Nenhum objeto imantado deve ser colocado nas</p><p>proximidades do console, para evitar falhas no sistema</p><p>suplementar de proteção, que normalmente em alguns</p><p>veículos fica localizado no console central;</p><p>- Não cole nada no volante e na cobertura do “air</p><p>bag” do lado do passageiro, nem aplique neles qualquer</p><p>material de limpeza, limpe sua superfície somente com um</p><p>pano úmido;</p><p>- Só faça manutenção do sistema em uma</p><p>concessionária ou oficina autorizada;</p><p>- O acionamento do air bag, pode chegar a 320 km/h,</p><p>num acidente. Se você estiver sem o cinto de segurança, isto</p><p>poderá ser fatal.</p><p>3.2.11 Buzina:</p><p>A buzina, que é um equipamento obrigatório a todos</p><p>os veículos, pode ser tão ou mais útil que a sirene na</p><p>obtenção de prioridade no trânsito.</p><p>3.3 Dispositivos de Prerrogativa</p><p>3.3.1 Alarmes sonoros:</p><p>De modo geral, ao se utilizar as conhecidas “sirenes”,</p><p>recomenda-se observar as seguintes orientações: nunca</p><p>presuma que todos os motoristas ouvirão a sirene, pois uns</p><p>até mesmo ouvindo, irão ignorar; esteja preparado para</p><p>manobras inesperadas, jamais se aproximando de veículos</p><p>ou pedestres e acionar a sirene de forma a assustá-los.</p><p>Embora seja o dispositivo mais utilizado, é muitas</p><p>vezes incorretamente empregado.</p><p>Ao utilizar a sirene, o condutor operacional deve</p><p>sempre levar em conta o seu efeito produzido nos:</p><p>Outros condutores: gera nervosismo, podendo levar a</p><p>atitudes inesperadas, como pisar no freio ou mudança</p><p>brusca de direção;</p><p>Pedestres: também por diversas vezes podem, os</p><p>pedestres, ter reações inesperadas, como parar sobre a pista</p><p>ou correr;</p><p>Vítimas (Ambulância): em pessoas que possam estar</p><p>prestando socorro o uso exagerado pode aumentar o</p><p>estresse do paciente;</p><p>Restante da equipe: Também causa um aumento do</p><p>estresse, causando uma diminuição do desempenho.</p><p>3.3.3 Iluminação Intermitente:</p><p>Luzes intermitentes: sendo recomendável que as</p><p>viaturas utilizem seus faróis acesos em todos os</p><p>deslocamentos.</p><p>Obrigatoriamente as luzes intermitentes deverão</p><p>estar acionadas nos deslocamentos de emergência,</p><p>patrulhamento e em ponto base – PB.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>18</p><p>O CTB, em sua versão mais recente, no Art. 29</p><p>removeu o termo “iluminação vermelha intermitente” do</p><p>inciso VII, que trata dos veículos de socorro de incêndio e</p><p>salvamento, os de polícia, os de fiscalização e operação de</p><p>trânsito e as ambulâncias, em que nas alíneas seguintes ele</p><p>passa a usar o termo “iluminação intermitente”abrangendo</p><p>assim a luz azul, que já havia sido regulamentada por meio</p><p>da Resolução nº 667/17, como de uso exclusivo pelos veículos</p><p>de emergência citados, assim como a luz vermelha, sendo a</p><p>luz vermelha mais perceptível ao longo do dia e a azul</p><p>durante a noite. Ressalte-se que as luzes amarela/laranja são</p><p>utilizadas por veículos prestadores de serviços de utilidade</p><p>pública.</p><p>3.4 Perseguições Policiais</p><p>A perseguição em alta velocidade é um jogo mortal.</p><p>Uma</p><p>mistura de velocidade, perigo e caos que, às vezes</p><p>tem um fim trágico. Uma dura realidade para o policial</p><p>envolvido que deve tomar decisões em segundos.</p><p>Não existe “boa perseguição”. Qualquer perseguição</p><p>em alta velocidade o policial enfrenta um desafio colossal e a</p><p>sorte nem sempre está do nosso lado, pois colisões</p><p>acontecem em mais de 30% das perseguições. Muitas</p><p>pessoas morrem ou ficam feridas, às vezes com seqüelas</p><p>permanentes.</p><p>“TER HABILIDADES AO VOLANTE, PODE SALVAR A</p><p>VIDA DE UM POLICIAL.”</p><p>O policial no transito em uma perseguição tem que</p><p>ter uma preocupação muito importante de perseguir ou não</p><p>ou até onde pode ir, pois a decisão é dele, se haverá conflito,</p><p>se vai ser perigoso para ele ou a população. É preciso estar</p><p>atento com as intercessões e transpô-las somente se for</p><p>seguro.</p><p>O policial experimenta muitas sensações ao se</p><p>envolver em perseguições em alta velocidade. A mistura</p><p>entre perigo, adrenalina e velocidade podem causar “Visão</p><p>em túnel”, um fenômeno que ocorre quando um policial não</p><p>vê os arredores e enfoca somente o veículo que está</p><p>perseguindo. Pode haver uma tendência com o som da</p><p>sirene para que tenha visão em túnel.</p><p>O policial tem que ampliar o horizonte de visão e</p><p>olhar para a rua e reconhecer que há perigo ou uma</p><p>mudança de percurso e ao mudar o caminho isso o faça</p><p>olhar para frente e manter o horizonte visual alto, para que</p><p>procure os perigos.</p><p>“POLICIAL, SUSPEITO E TRANSEUNTE INOCENTE,</p><p>TODOS SÃO VÍTIMAS POTENCIAIS QUANDO UMA</p><p>PERSEGUIÇÃO DÁ ERRADA”.</p><p>Talvez a resposta para diminuir o perigo em uma</p><p>perseguição não seja a tecnologia ou treinamento, mas o</p><p>discernimento do policial em perseguir ou não, pois o</p><p>cidadão corre mais risco pela perseguição do que pelo</p><p>fugitivo.</p><p>“UM VEÍCULO SE TORNA UMA ARMA MORTAL NAS</p><p>MÃOS DE ALGUÉM SEM NADA A PERDER”.</p><p>A grande decisão que nos vem à mente é:</p><p>Temos que olhar por que perseguimos o suspeito.</p><p>Temos que avaliar os riscos que podemos expor o cidadão ao</p><p>continuar a perseguição ou cancelá-la desde o início.</p><p>Tem que haver um equilíbrio constante enquanto</p><p>estiver perseguindo ou indo para uma ocorrência.</p><p>A cada 60 segundos reavalie a necessidade de</p><p>continuar a perseguição ou deslocamento, de interrompê-los</p><p>por não ser seguro.</p><p>“UMA DECISÃO DE VIDA OU MORTE PARA O POLICIAL</p><p>ENVOLVIDO EM UMA PERSEGUIÇÃO EM ALTA VELOCIDADE”.</p><p>“QUANDO AS SIRENES GRITAM E AS LUZES PISCAM</p><p>SEMPRE HAVERÁ AQUELES QUE PISAM NO ACELERADOR E</p><p>NÃO NO FREIO. DESDE QUE EXISTAM LEIS, HOMENS DA LEI,</p><p>RUAS E VEÍCULOS ISSO SERÁ INEVITÁVEL”.</p><p>“NENHUM ACIDENTE DE TRÂNSITO COM VÍTIMAS</p><p>JUSTIFICARÁ UMA PERSEGUIÇÃO”.</p><p>“TOMEM CUIDADO, SÓ CORRAM RISCOS</p><p>NECESSÁRIOS AO CUMPRIMENTO DO DEVER”.</p><p>As perseguições devem ser vistas como um equilíbrio</p><p>entre a necessidade de apreensão de um suspeito e o risco</p><p>da perseguição. É importante todos saberem os benefícios e</p><p>os riscos envolvidos. Entender que a perseguição é uma</p><p>tática necessária que a policia tem que ter, tem que treinar e</p><p>de ser capaz de empregar. Também é benéfico que todos</p><p>compreendam o alto nível de risco.</p><p>“SE NÃO PERSEGUIR, TODOS FUGIRÃO. MAS</p><p>PERSEGUIÇÕES SÃO PERIGOSAS E COLOCAM O CIDADÃO EM</p><p>PERIGO”.</p><p>Pesquisas mostram que a maioria que foge da polícia,</p><p>não são grandes criminosos, não são pessoas ruins.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>19</p><p>Estatísticas podem variar de estado para estado, mas só um</p><p>entre dez fugitivos, em veículo automotor, é um fugitivo</p><p>perigoso. Provavelmente são pessoas sem habilitação, com a</p><p>documentação do veículo atrasado, etc. Elas só tomam</p><p>decisões ruins, entram em pânico e fogem. Infelizmente</p><p>muitas vezes resulta em acidente.</p><p>“PERSEGUIÇÕES A CRIMINOSOS PERIGOSOS OU NÃO,</p><p>REPRESENTAM UMA AMEAÇA REAL PARA A POLÍCIA E PARA</p><p>OS CIDADÃOS”.</p><p>Perseguições em alta velocidade nem sempre envolve</p><p>criminosos armados. As maiorias das perseguições começam</p><p>com uma infração de trânsito e a maioria dos suspeitos é de</p><p>homens de 18 a 25 anos bêbados. Mas embora possam estar</p><p>desarmados não são menos perigosos. Persegui-los é uma</p><p>situação de alto risco que pode acabar com a morte de</p><p>policiais, suspeitos e civis. Todo ano em todo o mundo mais</p><p>de 75.000 viaturas fazem perseguições e todo ano mil</p><p>pessoas são mortas e vinte mil ficam feridas somente nos</p><p>Estados unidos. Uma em quatro perseguições acaba em</p><p>acidente com pedestres e motoristas.</p><p>“A PERSEGUIÇÃO DEIXA TRAGÉDIA NO SEU</p><p>CAMINHO”.</p><p>O POLICIAL NUMA SITUAÇÃO DE PERSEGUIÇÃO TEM</p><p>DOIS INTERESSES CONTRASTANTES: UM “É PRENDER O</p><p>SUSPEITO”. O OUTRO “É PROTEGER A VIDA DOS OUTROS</p><p>CIDADÃOS, A DOS OUTROS POLICIAIS E A SUA PRÓPRIA</p><p>VIDA”.</p><p>É preciso discutir abertamente uns com os outros até</p><p>que ponto nós policiais, individualmente, queremos</p><p>participar de uma perseguição e mudar o padrão mental</p><p>para que não sintamos que se alguém fugir de nós,</p><p>precisaremos capturá-los a qualquer custo, pois temos</p><p>dentro de nós o desejo de fazer o que é certo.</p><p>“SÓ PROIBIR OU RESTRINGIR AS PERSEGUIÇÕES NÃO</p><p>RESOLVEM ESTES DILEMAS”.</p><p>“SE OS BANDIDOS FOGEM, OS MOCINHOS VÃO ATRÁS</p><p>DELES. SEJA A PÉ OU A CAVALO, ISTO SEMPRE FOI FEITO”.</p><p>Creio que nenhum policial não quer dar aos</p><p>motoristas fugitivos a liberdade de escapar sabendo que não</p><p>serão perseguidos. Não é certo deixar o suspeito escapar.</p><p>Se os bandidos souberem que os policiais vão</p><p>persegui-los com helicópteros, com treinamento e com</p><p>tecnologia, provavelmente correrão menos a maior parte das</p><p>vezes.</p><p>Há um elemento que sempre fugirá da policia e essas</p><p>pessoas terão que ser punidas severamente. O tempo delas</p><p>na cadeia tem que ser maior pela desobediência e servir</p><p>como exemplo e também para lhes dar tempo de pensar a</p><p>respeito.</p><p>A solução reside numa tecnologia perfeita que tire</p><p>motoristas imprudentes ou bêbados da estrada e que torne</p><p>obsoleta a perseguição em alta velocidade, mas enquanto</p><p>essa tecnologia está fora de nosso alcance, precisamos</p><p>repensar nossos valores e táticas pessoais ao dirigir uma</p><p>viatura de policia e até onde estamos dispostos a ir,</p><p>prejudicando talvez nossas vidas e a dos outros.</p><p>Embora uma perseguição em alta velocidade seja</p><p>perigosa, normalmente no final é quando o policial mais</p><p>arrisca a vida.</p><p>O policial é treinado para situações de alto risco, para</p><p>abordar com segurança usando os procedimentos treinados</p><p>em sua formação.</p><p>“A DECISÃO DE PERSEGUIR RECAI SOBRE O POLICIAL,</p><p>SOBRE O SEU JULGAMENTO, FORMAÇÃO E EXPERIÊNCIA”.</p><p>Para o policial ter capacidade de tomar essa decisão e</p><p>assumir esse risco, ele deve estar equipado com as melhores</p><p>ferramentas, treinamento adequado e conscientização para</p><p>tomar essa difícil decisão.</p><p>A SINDROME PÓS- PERSEGUIÇÃO:</p><p>Nem todo policial reage bem ao final de uma</p><p>perseguição. Uma perseguição em alta velocidade oferece</p><p>uma mistura de descargas emocionais.</p><p>“VELOCIDADE, PERIGO E O DESAFIO A LEI. UMA</p><p>BATALHA NO INTERIOR DA MENTE DO POLICIAL”.</p><p>Ao final de qualquer perseguição a adrenalina corre</p><p>solta. Como controlá-la é muito importante. Ao controlar</p><p>qualquer tipo de estresse, dependendo da situação e de</p><p>quem é o suspeito, o estresse e o nível de adrenalina são</p><p>altíssimos.</p><p>“OS POLICIAIS SÃO HUMANOS E MESMOS OS</p><p>MELHORES TÊM OS SEUS DIAS EM QUE SE ARREPENDEM”.</p><p>São vários fatores para culminar com que o policial</p><p>adquira instantaneamente A Síndrome Pós-Perseguição.</p><p>1º- Estão ansiosos por estar em uma perseguição</p><p>correndo todo tipo de riscos.</p><p>2º- Passam por uma faze de raiva, pois passam pelo</p><p>“Contentamento policial”, dizem para si mesmo: - “Esse</p><p>suspeito não tem respeito pela policia, não tem respeito pela</p><p>autoridade então vou lhe dar uma lição”. O que ocorre</p><p>quando a perseguição acaba é que o policial está com muita</p><p>adrenalina e muita raiva do suspeito, então pratica um pouco</p><p>de “Justiça das ruas”.</p><p>DISCIPLINA PÓS- PERSEGUIÇÃO:</p><p>Ciente deste fenômeno do estresse e o turbilhão</p><p>emocional que pode afetá-lo depois da perseguição, o</p><p>policial tem que no momento da abordagem raciocinar de</p><p>maneira profissional e não pessoal de forma que, use as</p><p>técnicas aprendidas na formação ou treinamentos</p><p>específicos, ou seja, usar esse momento para reagrupar,</p><p>descansar um pouco e pensar no que está fazendo e o que</p><p>acontecerá conforme os seus atos.</p><p>Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará – AESP|CE</p><p>DIREÇÃO VEICULAR APLICADA À ATIVIDADE POLICIAL MILITAR</p><p>20</p><p>Precisa se acalmar e pensar no que está fazendo para</p><p>não cometer excessos que o prejudicarão para o resto da</p><p>vida pessoal e profissional.</p><p>CAPÍTULO 4 – CONDUÇÃO DE VIATURAS EQUIPADAS COM</p><p>CÂMBIO AUTOMÁTICO, MANUAL E TRAÇÃO 4X4:</p><p>4.1 CAB Stark:</p><p>4.1.1 Cambio manual</p><p>O padrão de mudança é mostrado no botão da</p><p>alavanca de mudança. Certifique-se de sempre pressionar</p><p>totalmente o pedal de embreagem antes de tentar acionar a</p><p>alavanca de mudança.</p><p>4.1.2 Alavanca de tração 4x4</p><p>O sistema de tração dispõe de uma alavanca com três</p><p>posições 4x2, 4x4H E 4X4L.</p><p>Antes de acionar a alavanca, deve-se girar os botões</p><p>de acionamento para posição 4x4.</p><p>Para mudar a tração de 4x2 para 4x4H, acione a</p><p>alavanca para trás até a posição 4X4H, a lâmpada indicativa</p><p>de tração 4x4 na cor verde acenderá.</p><p>Para mudar a tração de 4x4H para 4x4L, Pare o</p><p>veículo, acione o pedal de embreagem até o fim e acione a</p><p>alavanca totalmente para a direita puxando para trás até a</p><p>posição 4x4L. A lâmpada indicativa de tração 4x4 na cor</p><p>vermelha acenderá.</p><p>ATENÇÃO:</p><p>Se a alavanca for colocada na posição 4x4L com veículo em</p><p>movimento, ocorrerá a quebra do sistema 4x4.</p><p>Não utilize a tração 4x4H acima de 100km/h e não utilize a</p><p>tração 4x4L acima de 50km/h.</p><p>4.1.3 Roda livre</p><p>O Stark possui um sistema de tração com roda livre,</p><p>sempre que no cubo das rodas dianteiras botão 1 tiver na</p><p>posição 4x2, o eixo dianteiro estará livre. Para acoplá-lo,</p><p>basta girar os botões para posição 4x4.</p><p>4.2 Viatura S10 manual / Traiblazer automática:</p><p>4.2.1 Seletor 4X4 (Traiblazer / S10):</p><p>2 ↑ - 4 X 2 (Tração em duas rodas)</p><p>Esse ajuste é para dirigir na maior parte das situações</p><p>de condução em ruas e estradas. O eixo dianteiro não está</p><p>acoplado na tração das rodas dianteiras.</p><p>4 ↑ - 4 X 4 (Tração nas quatro rodas)</p><p>Esse ajuste acopla o eixo dianteiro para ajudar a</p><p>dirigir o veículo. Use a tração 4x4 quando necessitar tração</p><p>extra, como em estradas com terreno arenoso, pedregoso e</p><p>na maioria das situações fora de estrada.</p><p>4 ↓ - 4 X 4 (Reduzida)</p>