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<p>UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL</p><p>Unidade de Naviraí - Curso de Direito</p><p>THAMYRIS NISHINO SILVA RGM: 44275</p><p>AULA EAD 20/08/2024</p><p>Atividade 1: Leitura do Capítulo “Fontes Internacionais e Brasileiras de Direito Internacional Privado”, da obra: MALHEIRO, Emerson. Direito Internacional Privado. (Coleção Método Essencial). Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2022. Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786559643257/.</p><p>Atividade 2: Questionário</p><p>1) Disserte sobre o costume enquanto fonte do direito internacional privado e compare a importância dessa fonte em relação ao direito internacional público.</p><p>O costume é uma importante fonte do direito internacional privado, constituído por práticas reiteradas e aceitas dentro de uma sociedade que se tornam obrigatórias com o tempo. Diferentemente do direito internacional público, que se baseia em um ordenamento jurídico distinto e autônomo das legislações nacionais, o direito internacional privado fundamenta-se majoritariamente nas normas internas dos Estados, utilizando tratados internacionais apenas quando incorporados ao ordenamento jurídico interno. Assim, o costume no direito internacional privado serve como uma fonte formal que preenche lacunas e complementa as leis existentes, especialmente em contextos onde não há legislação específica. No direito internacional público, embora o costume também seja relevante, sua aplicação é mais complexa, pois precisa ser aceito por uma comunidade internacional mais ampla, funcionando como uma norma geral reconhecida pelos Estados, enquanto no direito internacional privado ele se aplica mais diretamente dentro do âmbito interno de cada país.</p><p>2) Discorra sobre os elementos fundamentais do costume jurídico interno e sobre as espécies de costume interno.</p><p>O costume jurídico interno é uma das fontes mais antigas do direito, formado por regras criadas espontaneamente pelo povo e validadas pela prática contínua e uniforme dentro de uma sociedade. Ele possui dois elementos fundamentais: o objetivo, que é a prática reiterada e constante de atos relevantes, e o subjetivo, que é a convicção coletiva da necessidade e obrigatoriedade dessas práticas. Os costumes jurídicos podem ser classificados em três tipos: secundum legem, que está em conformidade com a lei e é reconhecido por ela; praeter legem, que preenche lacunas onde a lei é omissa; e contra legem, que contraria a lei existente, podendo ser derrogatório (quando torna a lei ineficaz pelo desuso) ou ab-rogatório (quando cria uma nova regra que substitui a anterior). No Brasil, o costume não revoga a lei, mas pode influenciar mudanças legislativas, sendo particularmente relevante no direito internacional privado, onde ajuda a preencher lacunas jurídicas.</p><p>3) O que foi o chamado “Código Bustamante” e qual foi sua importância para o direito pátrio e para o direito internacional.</p><p>O Código Bustamante foi um código de direito internacional privado aprovado em 1928 durante uma conferência Pan-Americana em Havana, Cuba, liderada pelo jurista cubano Antonio Sanchez de Bustamante y Sirvén. Ele buscava harmonizar as normas jurídicas entre os países da América Latina, abordando questões de direito civil, comercial, penal e processual internacional. No Brasil, o código foi formalmente aprovado em 1929, mas teve pouca aplicação prática, com os magistrados preferindo utilizar a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. Internacionalmente, o Código Bustamante representou um esforço significativo para a unificação das normas de direito internacional privado na América Latina, promovendo cooperação jurídica entre os Estados signatários.</p><p>image1.jpeg</p>