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<p>NACIONAL</p><p>SOBE <CASSOCIAqAOBRASILEIRA</p><p>DE ENFERMEIROS</p><p>DE CENTRO CIR(JRGICO,</p><p>RECUPERAqAO ANESTESICA</p><p>ECENTRO DE MATERIAL</p><p>EESTERILlZAqAO</p><p>6Q edicao - 2013</p><p>Centro de Material e Esterilizacao</p><p>., . ,</p><p>Centro Cirurqlco</p><p>Recuperacao Pos-Anestesica</p><p>Pratlcas</p><p>Recomendadas</p><p>SOBECC</p><p>..;</p><p>PRATICAS RECOMENDADAS SOBECC</p><p>SOBE(c ASsoCIA~AOBRASILElRA</p><p>. DE ENFERMEIROS</p><p>DE CENTRO CIRURGICO.</p><p>RECUPERA~AOANESrESiCA</p><p>ECENTRO DE MATERIAL</p><p>E ESTERIUZA~O</p><p>6~edicao revisada e atualizada</p><p>2013</p><p>....</p><p>PRATICAS RECOMENDADAS SOBECC</p><p>NACIONAL</p><p>I ,._-</p><p>Impresso no Brasil</p><p>Printed in Brazil</p><p>Associacao Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirurqico, Recuperacao Pos-Anestesica e Centro de Material e Esterilizacao</p><p>(SOBECC).</p><p>RuaVergueiro, 875, cj. 64, Liberdade</p><p>Sao Paulo - SP</p><p>CEP:01504-001</p><p>Todos os direitos reservados.</p><p>Nenhuma parte deste livre podera ser reproduzida, por qualquer processo, sem a perrnissao expressados editores.</p><p>E proibida a rsproducao par xerox.</p><p>Indices para cataloqo sistematico:</p><p>1. Praticas recomendadas SOBECC: Enfermagem em Centro cirurqico,</p><p>Recuperacao Pos-anestesicae Centro de Material e Esterilizacao :</p><p>Ciencias rnedicas 610.73677</p><p>CDD-610.73677</p><p>NLM-WY 16113-07684</p><p>Enfermeiros de Centro Cirurqico, Recuperacao Anestesica e Centro de Material e Estertlizacso. Assodacao Brasileira de</p><p>Enfermeiros de Centro Cirurqico, Recuperacao Anestesica e Centro de Material e Esterllizacao.</p><p>1. Assistencia de enfermagem 2. Central de Material e Esterilizac;ao(CME) 3. Centro cirurqico</p><p>Enfermagem 4. Enfermagem em cirurgia 5. Enfermagem pos-anestesica I. SOBECC- Associecao Brasileira de</p><p>ISBN978-85-204-3529-8</p><p>Praticas recomendadas SOBECC.- 6. ed. rev. e atual., - Sao Paulo, SP: SOBECC- Associacao</p><p>Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirurqico, Recuperacao Anestesica e Centro de Material e</p><p>Esterilizacao : Sao Paulo: Manole, 2013.</p><p>varies colaboradores.</p><p>Dados Internacionais de Cataloga~ao na PublicalSao (CIP)</p><p>(Camara Brasileira do Livro, Sp,Brasil)</p><p>Projeto griJfico: Departamento de arte da Editora Manole</p><p>Editorar;ao eletronica: Francisco Lavorini</p><p>Preparar;aode texto: Angela Helena VieI</p><p>Revisaode texto: Pamela Juliana de Oliveira</p><p>Capa:Deborah Sayuri Takaishi</p><p>I/ustrar;oes:Mary Yamazaki Yorado</p><p>Imagem das aberturas de parte: Freepik</p><p>Impressao e acabamento: GrMica Bandeirantes</p><p>Estelivro contempla as regras do acordo ortoqraflco da LIngua Portuguesa de 1990, que entrou em vigor no Brasil.</p><p>Copyright © 2013 Associacao Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirurgico, Recuperacao Pos-Anestesicae Centro de Material e</p><p>Esterilizacao (SOBECC).</p><p>v</p><p>Neste ana de 2013, a Associacao Brasileira de Enfermeiros de Centro Cinirgico, Recuperacao Anestesica e</p><p>Centro de Material e Esterilizacao (SOBECC) completara 22 anos no mes de setembro.</p><p>A SOBECC nasceu dia 04 de setembro de 1991, do pioneirismo de enfermeiros que tinham a preocupacao</p><p>de promover discussoes acerca da pratica da enfermagem e produzir pesquisa baseada na assistencia periopera</p><p>toria prestada no bloco operatorio. Estes enfermeiros, atuantes em Centro Cinirgico e integrantes da Associacao</p><p>Brasileira de Enfermagem (ABEn), secao Sao Paulo, criararn, em 1982,0 Grupo de Estudos de Enfermagem em</p><p>Centro Cirurgico e Centro de Material (GECC). Nove anos depois, ja com competencia e influencia suficientes</p><p>para promover a educacao continuada de enfermeiros do bloco cinirgico, transforrnou-se em sociedade. E, no</p><p>ana de 2011, a SOBECC se transformou em Associacao, indo mais alem nas suas metas enos seus ideais.</p><p>A rnissao da SOBECC e colaborar com 0 desenvolvimento tecnico-cientifico e divulgar as melhores praticas</p><p>para atuacao da enfermagem no periodo perioperatorio, alern de propor recornendacoes referentes as areas de</p><p>Centro Cinirgico, Recuperacao Anestesica e Centro de Material e Esterilizacao. Sua visao e ser reconhecida como</p><p>Associacao que atua para a melhoria dos processos que envolvam a assistencia de enfermagem perioperat6ria.</p><p>Seus valores sao pautados no tripe: etica, responsabilidade e compromisso social.</p><p>Hoje a SOBECC e uma entidade de classe reconhecida nacional e internacionalmente por sua marcante atua</p><p>c;ao,que vern alavancando 0 desenvolvimento da enfermagem perioperat6ria, por meio da realizacao de eventos</p><p>tecnico-cientfficos e da producao de literatura especializada.</p><p>A correlacao entre teoria e pratica e a interacao entre as areas de assistencia, ensino e pesquisa sao metas</p><p>defendidas e praticadas pela Associacao, culminando com as publicacoes da Revista SOBECC e das Praticas Re</p><p>comendadas da SOBECC.</p><p>A primeira edicao das Praticas Recomendadas da SOBECC foi publicada no ana 2000, sendo elaborada com</p><p>seriedade e profissionalismo na gestae 1999-2001 e contou com a participacao de enfermeiros s6cios de todo 0</p><p>Brasil.</p><p>Porem, a SOBECC ja contava com a rapidez com que os services de assistencia a saude incorporam novas</p><p>tecnologias, recursos e processos, preocupando-se em atualizar constantemente as recornendacoes direcionadas</p><p>aos profissionais do bloco operat6rio.</p><p>Desta forma, a segunda edicao, publicada em 2003, foi lancada no 611Congresso Brasileiro de Enfermagem</p><p>em Centro Cinirgico, Recuperacao Anestesica e Centro de Material e Esterilizacao, durante 0 qual a Sociedade</p><p>assumiu urn compromisso de revisar, atualizar e reeditar esta importante fonte de consulta a cada dois anos, em</p><p>anos irnpares, coincidindo com os Congressos Brasileiros da SOBECC.</p><p>Assim, em 2005 foi lancada a 3i!edicao, em 2007 a 4»edicao e em 2009 a 5\\edicao, durante 0 72, 0 82 e 0 92</p><p>Congressos, respectivamente. A 5-" edicao, ja lancada na forma de livro e com cadastro como tal, teve necessidade</p><p>de reformulacao e atualizacao ap6s quatro anos. Desta forma, neste ana de 2013, a Associacao tern a satisfacao de</p><p>lancar a 6a edicao das Praticas Recomendadas da SOBECC, totalmente atualizadas e reformuladas, inclusive na</p><p>sua apresentacao visual.</p><p>Hist6rico e Apresenta~io</p><p>VI</p><p>Prof Dr" Rachel de Carvalho</p><p>Diretora de Publicacao e Divulgacao da SOBECC Nacional</p><p>Gestoes 2009-2011 e 2011-2013</p><p>Enf' Ianete Akamine</p><p>Presidente da SOBECC Nacional</p><p>Gestoes 2009-2011 e 2011-2013</p><p>Agradecemos imensamente todos os enfermeiros especialistas, mestres, doutores e pos-doutores que partici</p><p>param da elaboracao destas importantes publicacoes ao longo destes treze anos de recomendacoes e esperamos</p><p>que esta obra possa servir de guia aos enfermeiros perioperat6rios, como uma fonte segura para prestacao do</p><p>cuidado eficiente, eficaz e embasado na competencia, a fim de alcancar a tao almejada qualidade assistencial e a</p><p>seguranya aos nosso~ clientes cinirgicos. Mais ainda, que continue sendo fonte de consulta e referenda na atuali</p><p>zacao de profissionais da saude e de instituicoes, quer sejam nas areas de assistencia, ensino ou pesquisa.</p><p>Salientamos que as sugestoes enviadas por voces, socios de todo 0 pais, sao de extrema relevancia para 0</p><p>aprimoramento e a melhoria da qualidade e da publicacao desta obra. Voces, caros colegas, sao a razao de nossa</p><p>constante busca pelo conhecimento e a satisfacao de ver as metas da Associacao atingidas.</p><p>Aproveitem muito bern!!!</p><p>Histcrico e Apresentacso</p><p>VII</p><p>Haide Henemann Machado</p><p>Isabel Cristina Daudt</p><p>Ivana Caetanos Bordin</p><p>Iandrice Remiao Carrasco</p><p>JeaneAparecida Gonzalez Bronzatti</p><p>Ioao Francisco Possari</p><p>Lurdes Busin</p><p>Magda Pereira Mulazzani</p><p>Marcia Beatriz Marzari</p><p>Marcia Bergamo Giannattasio</p><p>Marcia Maria do Valle Felix</p><p>~ Marcia Teresina Schmitt</p><p>Marcia Weissheimer</p><p>Maria Alencarzinha de Alencar</p><p>Osmar Ferreira da Silva</p><p>Membro do Conselho Fiscal</p><p>Maria Helena Martins dos Santos</p><p>Coordenadora do Conselho Fiscal</p><p>Maria Cristina Ferreira Quelhas</p><p>Coordenadora da Comissao de Pu</p><p>blicaciio e Divulgafiio</p><p>Marcia Bergamo Giannattasio</p><p>Coordenadora da Comissao de Edu</p><p>ca~iio</p><p>tencia Estela Regina Ferraz Bianchi</p><p>Fernanda Antunes Nicheli</p><p>Primeira -secretaria</p><p>Mercia Liberato Guedes</p><p>Ioao Francisco Possari</p><p>Vice-presidente</p><p>Joana Lech</p><p>Presidente</p><p>Alice da SilvaMarin</p><p>Ana Sangoi</p><p>Anete Maria Santos Costa</p><p>Aparecida de Cassia Giani Peniche</p><p>Carmem Eulalia Pozzer</p><p>Carmem SilviaM. Santana Pinto</p><p>Clarice Aparecida</p><p>de qualidade de limpeza</p><p>Referencias</p><p>o processamento de produtos para saude tern</p><p>sido cada vez mais dificil, a medida que 0 design desses</p><p>produtos se torna mais complexo, assim como novos</p><p>conhecimentos vern exigindo novas responsabilidades</p><p>para a enfermagem que atua no Centro de Material e</p><p>Esterilizacao (CME), como material livre de biofilmes e</p><p>endotoxinas. Assim, trata-se de urn desafio que requer</p><p>lideranca competente e que, alem de garantir estrutu</p><p>ra necessaria para os processos de trabalho, estabeleca</p><p>urn cuidadoso treinamento da equipe para assegurar a</p><p>desmontagem, a limpeza, 0 enxague e 0 preparo, assim</p><p>como a desinfeccao e a esterilizacao apropriadas'v.</p><p>A limpeza e a etapa fundamental do processamento</p><p>dos produtos para saude. Consiste na rernocao de suji</p><p>dades organicas e inorganicas de sua superficie, reen</p><p>trancias, articulacoes, lumens e outros espacos internos,</p><p>visando reduzir os microrganismos e residues, sejam</p><p>eles quimicos, sejam organicos, como protein as, san</p><p>gue, biofilmes ou endotoxinas'", Pode ser realizada por</p><p>metodo manual (com uso de agua, detergente e acesso</p><p>rios de limpeza), embora, para produtos de conforma</p><p>~ao simples, seja preferivel 0 metodo automatizado de</p><p>jato sob pressao, que propicia agilidade, uniformidade e</p><p>CD INTRODUCAO</p><p>Estrutura do capitulo</p><p>lntroducao</p><p>Adequacao de qualidade da agua</p><p>Selecao de produtos, insumos e equipamentos para</p><p>limpeza</p><p>Metodos de limpeza de produtos para a saude</p><p>Limpezamanual</p><p>Limpezaautomatizada</p><p>Limpeza</p><p>Capitulo 3</p><p>marcia</p><p>Nota</p><p>*</p><p>19</p><p>corrosao do material e a obstrucao de lumens que di</p><p>ficultam 0 processo de limpeza e, consequentemente,</p><p>a esterilizacao, tarnbern interferindo em sua estetica e</p><p>funcionalidade'v-', Apesar da relevancia e da comple</p><p>xidade tecnica, a limpeza muitas vezes e considerada</p><p>atividade de menor importancia, sendo delegada a</p><p>pessoas despreparadas, desmotivadas e desvaloriza</p><p>das, 0 que favorece a ocorrencia de falhas no processo.</p><p>Nos momentos de pressa, a etapa do processamento</p><p>que geralmente tern sido abreviada, em nome da rapi</p><p>dez, e a limpeza, levando riscos ao paciente-, Por esses</p><p>motivos, e fundamental a presenca do enfermeiro, em</p><p>tempo integral, na supervisao dos procedimentos do</p><p>CME, na capacitacao da equipe e na elaboracao dos</p><p>protocolos de limpeza-'.</p><p>Os procedimentos de limpeza dos materia is cri</p><p>ticos e semicriticos devem ser centralizados e sob su</p><p>pervisao do CME, visando a adesao aos protocolos</p><p>estabelecidos no service de saude. Verifica-se que pro</p><p>cedimentos de limpeza realizados de forma descentra</p><p>lizada, nas varias unidades assistenciais, apresentam</p><p>grande discrepancia quanta a tecnica, usa de solucoes</p><p>detergentes e acessorios e presenca de supervisao,</p><p>como pode acontecer nos services de endoscopia-":".</p><p>Outra dificuldade e que os fabricantes de produtos</p><p>para saude nem sempre fornecem instrucoes adequa</p><p>das para 0 processamento, algumas vezes restringindo</p><p>-se a orientacoes vagas, como: "Limpe.de acordo com</p><p>o protocolo hospitalar". 0 usuario deve exigir desses</p><p>fabricantes protocolos de Iimpeza claros, precisos, rea</p><p>listas e que tenham sido validados para 0 produto".</p><p>No caso de materiais complexos, cabe tambem ao fa</p><p>bricante treinar os profissionais do Estabelecimento</p><p>de Assistencia a Sande (EAS) para a desmontagem, a</p><p>remontagem e os testes de funcionamento do produto.</p><p>Entre os anos 2004 e 2008, 0 Brasil enfrentou urn</p><p>surto de Infeccao de Sitio Cirurgico (ISC) causada por</p><p>uma variedade de patogenos micobacterianos como</p><p>Mycobacterium abscessus,M. chelonae, M. fortuitum</p><p>e M. massiliense (done INCQS 594), que estiveram</p><p>associadas, em sua maioria, a procedimentos videoci</p><p>rurgicos (96,5%) do tipo colecistectomia, apendicec</p><p>tomia, cirurgia diagnostica, ooforoplastia, ooforecto</p><p>mia, miomectomia, histerectomia e cirurgias esteticas</p><p>Uma grande preocupacao e a formacao de biofil</p><p>me nos produtos para saude. 0 biofilme consiste em</p><p>multicamadas de celulas bacterianas ou fungos agru</p><p>padas e envoltas por urn material extracelular amorfo,</p><p>composto de exopolissacarideos de origem bacteriana</p><p>que tern por funcao unir as celulas firmemente as su</p><p>perficies dos biomateriais e entre elas, formando uma</p><p>matriz extracelular, composta, fundamentalmente, de</p><p>carboidratos e proteinas, mas tambern de DNA extra</p><p>celular e detritos de celulas mortas":".</p><p>Alguns rnicrorganisrnos possuem mais facilida</p><p>de em constituir biofilrne. Essa producao depende da</p><p>hidrofobicidade da celula, da presen~ de flagelos ou</p><p>fimbrias e da capacidade de producao de exopolissaca</p><p>rideos. No caso de produtos para a saude, os microrga</p><p>nismos mais relevantes na producao de biofilmes sao</p><p>Enterococcus[aecalis, Staphylococcus aureus, Staphylo</p><p>coccus epidermidis, Streptococcus vitidans, Escherichia</p><p>coli, Klebsiellapneumoniae, Proteus mirabilis, Pseudo</p><p>monas aeruginosa, rnicobacterias e diversos fungos.</p><p>Esses microrganismos podern ser provenientes da pele</p><p>do paciente, dos profissionais de saude, da agua e de</p><p>fontes ambientais':' I.</p><p>A forte adesao dos biofilmes a superficie dos ma</p><p>teriais dificulta sua rernocao, tornando 0 processo de</p><p>limpeza mais complexo. Logo, e fundamental a rea</p><p>lizacao de acao mecanica direta, por meio de friccao</p><p>com escovas, quando na limpeza manual, ultrassom</p><p>au jatos de agua sob pressao, pois apenas imersao em</p><p>detergentes e ineficaz para sua remo~aol.4.5.11.</p><p>o desenvolvimento de biofilme pode se iniciar em</p><p>poucas horas e, para sua prevencao, e fundamental ini</p><p>ciar a Iimpeza do material 0 mais precocemente pos</p><p>slveJl·2,5.Protocolos de limpeza com pre-umectacao da</p><p>sujidade ressecada devem ser seguidos para garantir a</p><p>limpeza'. Sucessivas limpezas inadequadas podem re</p><p>sultar em aurnento dos residuos, apos 0 uso repetido dos</p><p>instrumentais, levando a falha no processamento'<",</p><p>Residuos inorganicos nos produtos para a saude,</p><p>como minerais, lubrificantes, detergentes, entre ou</p><p>tros, podem prejudicar a acao dos agentes desinfe</p><p>tantes e esterilizantes, afetando diretamente sua acao</p><p>au impedindo 0 contato com a superficie do material</p><p>em processamento. 0 acumulo de sais minerais leva a</p><p>Capitulo 3 limpeza</p><p>20</p><p>• Filtros de sedimentos - consistem em camadas</p><p>de fibras com vasta distribuicao de poros, que</p><p>promovem alta retencao de particulas grosseiras,</p><p>ferro e manganes. °acumulo de particulas pode</p><p>ocasionar a reducao do fluxo de agua, neste caso,e</p><p>necessario realizar retrolavagem do sistema.</p><p>• Abrandadores - consiste em processo que utiliza</p><p>resinas que substituem as ions calcic e magne</p><p>sia da agua pelos de sodio, que sao mais sohiveis,</p><p>transformando a agua dura em agua mole. Remo</p><p>ve tarnbem ferro e magnesio. Nao reduz a carga</p><p>microbiana da agua, nem residues organicos, E</p><p>considerado urn pre-tratamento da agua.</p><p>Para obter agua em qualidade adequada para 0</p><p>processamento, ha necessidade de trata-la (Quadro</p><p>1). Varias sao as tecnologias adotadas, sendo as prin</p><p>cipais2.4·21:</p><p>•</p><p>• Carbono organico - indica que a agua contern</p><p>material proveniente de microrganismos, plantas</p><p>e animais. Pode interferir na acao de detergentes</p><p>e germicidas, alern de favorecer a proliferacao mi</p><p>crobiana, pois 0 carbono funciona como nutrien</p><p>te para estes,</p><p>• pH - niveis extremos podem interferir na acao de</p><p>detergentes (principalmente os enzimaticos) e de</p><p>desinfetantes. Tambem podem danificar os mate</p><p>riais, em especial os delicados, como os de micro</p><p>cirurgia e os opticos.</p><p>Dureza - e indicada pela concentracao de carbo</p><p>nato de calcic (CaC03) e e causada pela presenca</p><p>de sais, em especial calcic e magnesio, que se de</p><p>positam como camadas minerais duras quando a</p><p>agua e aquecida ou evaporada. Podem interferir</p><p>na a~ao de detergentes, pois esses componentes</p><p>se ligam aos agentes surfactantes e diminuem a</p><p>dispersao da sujidade. Pode tarnbern criar incrus</p><p>tacoes nos materiais, levando a maior dificuldade</p><p>para rernocao de sujidade e microrganismos.</p><p>• tons de cloro, ferro, cobre e manganes (rnoleculas</p><p>com carga eletrica), que podem provocar manchas</p><p>e corrosao aos produtos para a saude e dos equi</p><p>pamentos de limpeza e de esterilizacao,</p><p>• Microrganismos</p><p>- ha os que facilmente se prolife</p><p>ram em meio liquido, principalmente as bacterias</p><p>Gram-negativas e as micobacterias nao tuberculo</p><p>sas conhecidas como MCR.</p><p>• Endotoxinas - sao compostos organicos oriundos</p><p>da parede celular de bacterias Gram-negativas e po</p><p>dem estar presentes na agua em grande quantidade.</p><p>Nao sao destruidas pelos processos de desinfeccao</p><p>e esterilizacao; portanto, materiais enxaguados em</p><p>agua com alto nivel de endotoxin a ou contami</p><p>nada com grande quantidade de bacterias Gram</p><p>-negativas, mesmo que esterilizados, podem causar</p><p>no paciente reacao pirogenica ou outros eventos</p><p>adversos, como sindrome da resposta inflamatoria</p><p>sistemica (SIRS), sindrome toxica do segmento an</p><p>terior do olho (TASS,do ingles ToxicAnterior Seg</p><p>ment Syndrome) e explante asseptico de proteses,</p><p>A agua e 0 elemento essencial ao processo de lim</p><p>peza e deve atender, minimamente, aos padroes de po</p><p>tabilidade. Porem, ser potavel nao e suficiente para 0</p><p>ultimo enxague de alguns instrumentos criticos, que</p><p>entram em contato com endotelio vascular e tecido</p><p>ocular, alem de cirurgias de implantes e do sistema</p><p>nervoso centrall.3-5.21-23.</p><p>Os contarninantes da agua que interferem no pro</p><p>cessamento de produtos para a saude sa02•4•19:</p><p>C) ADEQUAC;AO DE QUALIDADE DA AGUA</p><p>(3,5%), como lipoaspiracao e implante de protese ma</p><p>maria. Foi observado, em todas elas, urn menor rigor</p><p>na aplicacao dos metodos de limpeza e desinfeccao/es</p><p>terilizacao para os instrumentais utilizados para essas</p><p>finalidades, favorecendo, dessa forma, a sobrevivencia</p><p>de micobacterias de crescimento rapido (MCR) nao</p><p>resistentes aos germicidas utilizados":". Essa cons</p><p>tatacao levou a publicacao de normas e orientacoes</p><p>especificas da Agenda Nacional de Vigilancia Sanita</p><p>ria (ANVISA) para controle do surto, enfatizando a</p><p>necessidade dos services de saude e dos profissionais</p><p>executarem a limpeza, com eficiencia e responsabili</p><p>dade, como etapa fundamental para 0 processamento</p><p>seguro dos materiais't-".</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>21</p><p>* Nao ha exlgencrado uso da agua de osmose reversa ou destilada para as demais etapas do processamento. porern pode ser</p><p>adatada caso 0 Estabelecimento de Assistencia a Saude (EAS)tenha possibilidade. visando a preservacao dos materiais e dos</p><p>equipamentos de Iimpeza e de estenlizacao: ** Materiais criticos utilizados na corrente sangutnea, tecido osseo. ocular ou</p><p>neurol6gico devem ter 0 ultimo enxague, obrigatoriamente. em agua de osmose reversa ou destilada".</p><p>Classificacao do Agua potavel . Aguamole Agua deionizada Agua de osmose</p><p>produto</p><p>I</p><p>reversa ou destilada*</p><p>Crftico Pre-lirnpeza Pre-limpeza Pre-Iirnpeza Enxague**</p><p>Limpeza Limpeza Limpeza</p><p>Enxague</p><p>Semicrftico Pre-lirnpeza Pre-llrnpeza Pre-limpeza Enxague</p><p>Limpeza Umpeza Limpeza</p><p>Enxague Enxague Enxague</p><p>Nao critico Pre-lirnpeza Pre-lirnpeza Pre-llrnpeza -</p><p>Limpeza Umpeza Limpeza</p><p>Enxague Enxague Enxague</p><p>Quadro 1.Qualidade da agua indicada para as eta pas da limpeza, conforme a classificacao do produto para a</p><p>saude.</p><p>de da agua exigida para cada fase do proeessamento, -.</p><p>segundo a classificacao do produto. Para os materiais</p><p>eritieos, a enxague final deve ser feito pelo menos em</p><p>agua deionizada, mas 0 ideal seria utilizar agua trata</p><p>da por destilacao ou osmose reversa, em especial para</p><p>produtos utilizados na corrente sanguinea, tecido os</p><p>seo, ocular ou neurologico,</p><p>A recornendacao da AAMFI indica 0 enxague dos</p><p>materiais semicriticos com agua potavel, agua mole ou</p><p>agua tratada, de acordo com os riseos associados ao</p><p>procedirnento e a complexidade dos materiais. Nesse</p><p>sentido, os endosc6pios flexiveis se beneficiariam do</p><p>enxague em agua tratada, visando a preservacao de</p><p>sua vida util, ]a os broncosc6pios, alem desse benefi</p><p>cia, podem ter a indicacao do Ultimo enxague em agua</p><p>tratada para a nao recontaminacao da optica com pos</p><p>siveis contaminantes presentes na agua,</p><p>Os EAS devem envidar esforcos para disponibi</p><p>lizar a agua purificada (destilada ou de osmose re</p><p>versa) nos pontos da area de limpeza do CME e no</p><p>abastecirnento das lavadoras e das autoclaves. Isso,</p><p>sem duvida, sera urn aspecto a mais na seguranca do</p><p>processamento dos materiais pela CME, assim como</p><p>urn beneficio para a conservacao dos materiais e equi</p><p>pamentos.</p><p>Os EAS devem, com assessoria de empresas espe</p><p>cializadas, elaborar analise de custo-beneficio para de-</p><p>o Quadro 1 traz a recornendacao da Association</p><p>of Medical Instrumentation (AAMI)21 sobre a qualida-</p><p>processo-":".</p><p>• Deionizacao - tratamento realizado pela passagem</p><p>da agua por resinas especificas que promovem a</p><p>troca ionica para remover sais da agua, tanto os</p><p>anions quanta os cations. Requer monitoramento</p><p>da agua produzida e, periodicamente, regeneracao</p><p>ou troca das resinas. Nao remove bacterias ou en</p><p>dotoxinas.</p><p>• Osmose reversa - sistema formado por membra</p><p>nas semiperrneaveis em forma de espiral ou rolo</p><p>por onde passa 0 fluxo de agua sob pressao con</p><p>trolada por mecanismo de bomba. A agua trans</p><p>passa a membrana que remove sais inorganicos,</p><p>bacterias e endotoxin as, produzindo agua de alto</p><p>grau de pureza. No entanto, urn volume significa</p><p>tivo de agua nao transpassa a membrana e e des</p><p>prezado pelo sistema, podendo ser reaproveitado</p><p>para uso em lavanderia, caldeira, descargas ou</p><p>limpeza de areas externas.</p><p>• Destilacao - requer a aquecimento da agua ate</p><p>o ponto de ebulicao, transforrnando-a em vapor</p><p>que, resfriado, retorna a fase Iiquida e e coletado</p><p>em reservat6rio. Os sais inorganicos, bacterias,</p><p>virus, cistos e endotoxinas sao removidos nesse</p><p>Capitulo 3 limpeza</p><p>22</p><p>NA: nao se aplica.</p><p>Caracterlstica Agua potavel Aguamole Agua Agua de osmose .</p><p>deionizada reversa ou destilada</p><p>Bacterias (UFC/ml) <200 <200 <200 £10</p><p>Endotoxina (EU/ml) NA NA NA <10</p><p>Carbono organico total (mg/l) < 0,1 < 0,1 < 0,1 <0,05</p><p>pH 6,5 - 8,5 6,5 - 8,5 NA NA</p><p>Dureza (CaCo)ppm) <15O <10 <1,0 <1,0</p><p>Resistividade (MQ-cm) NA NA > 1,0 ) 1,0</p><p>S6lidos dissolvidos (CaCo)mg/l) < 500 < 500 <0,4 < 0,4</p><p>Cloro (mg/l) <250 < 250 <1,0 < 0,2</p><p>Ferro (mg/l) < 0,3 < 0,3 <0,2 <0,2</p><p>Cobre (mg/l) < 0,1 <0,1 < 0,1 <0,1</p><p>Manganes (mg/l) <0,1 < 0,1 < 0,1 < 0,1</p><p>Cor e turbidez Incolor, Ineolor, Incolor, lncolor,</p><p>limpa, limpa, !impa, limpa,</p><p>sem residues . sem residuos sem residues sem residues</p><p>Quadro 2. Parametres de qualidade para agua utilizada em processamento de produtos para a saude,</p><p>conforme 0 tipo de tratamento",</p><p>Iustificativa: evitar eventos adversos no pacien</p><p>te, como SIRS, TASSe explante asseptico de pr6teses,</p><p>alem de danos aos produtos para a saude processados</p><p>e equipamentos.</p><p>Utilizaragua com a qualidade exigida para as diferentes etapas</p><p>do processo de lirnpeza,considerando a categoria de risco dos</p><p>materials em causar infec<;ao:critico, semicritico e nao critico.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>o Quadro 2 apresenta os parametres de qualida</p><p>de da agua, segundo a norma AAMI, 200721,conforme</p><p>o tipo de tratamento. A agua, independentemente do</p><p>tipo de tratamento, deve ser canalizada para cada pon</p><p>to de uso no CME. 0 service de saude deve elaborar,</p><p>em parceria com a equipe de engenharia e tecnicos de</p><p>tratamento da agua, urn programa de monitoramen</p><p>to fisico, quirnico e microbiologico da agua fomecida</p><p>ao CME, com periodicidade deterrninada (Quadro 3),</p><p>alern de rotinas de manutencao preventiva do sistema</p><p>de tratamento>".</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Oxidacao na camara das lavadoras;</p><p>Mudanca na coloracao dos componentes de polie</p><p>tileno das lavadoras (de branco para bege);</p><p>Oxidacao no instrumental cirurgico:</p><p>Manchas nos instrumentais de diversas cores:</p><p>marrom (Iembram cor de ferrugem e dao a im</p><p>pressao de que existe residuo de materia organi</p><p>ca), azul e arco-iris2.24.2s.</p><p>•</p><p>terminar qual e 0melhor sistema de tratamento para a</p><p>sua realidade, considerando as caracteristicas da agua</p><p>existente na regiao, a demanda e 0 tipo de material</p><p>processado pelo CME, os gastos com manutencao do</p><p>sistema (substituicao de resinas e filtros), consumo</p><p>energetico, producao de agua tratada por minuto, des</p><p>perdicio de agua, necessidade de mao de obra especia</p><p>lizada e monitoramento periodico-v",</p><p>Quando a agua apresenta qualidade insatisfat6ria,</p><p>alem de prejuizos ao processamento do instrumental,</p><p>pode provocar os seguintes efeitos:</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (eME)</p><p>23</p><p>• Enzima lipolitica (tarnbem chamada de lipase): e</p><p>capaz de catalisar a hidr6lise de ligacoes esteres de</p><p>acidos graxos;</p><p>Detergentes sao produtos destin ados a limpeza de</p><p>superficies e tecidos por meio da diminuicao da tensao</p><p>superficial, favorecendo a rernocao da sujidade. Em</p><p>CME, podem ser utilizados detergentes neutros (en</p><p>zimaticos ou nao), alcalinos ou acidos, classificacao</p><p>de acordo com 0 pH, desde que estejam regularizados</p><p>junto aANVISA.</p><p>Os detergentes enzimaticos possuem enzimas que</p><p>facilitam a quebra da materia organica, As enzimas sao</p><p>substancias catalisadoras, produzidas por celulas vivas,</p><p>que tern poder de acelerar reacoes quimicas, mesmo</p><p>em baixas concentracoes, Sao classificadas conforme 0</p><p>tipo de substrato que irao agir:</p><p>;;i~! SELECAO DE PRODUTOS, INSUMOS</p><p>E EQUIPAMENTOS PARA LIMPEZA</p><p>Iustificativa: garantir seguranca do processa</p><p>mento dos produtos para a saude, documentacao da</p><p>conformidade dos parametres de qualidade da agua e</p><p>possibilitar conduta corretiva em caso de nao confer</p><p>midade. Seguir cronograma de monitoramento com</p><p>base no tipo de tratamento da agua e recornendacoes</p><p>oficiais.</p><p>Monitorar periodicamente a qualidade da agua e 0 sistema de</p><p>tratamento.</p><p>Justificativa: os metodos de tratamento variam</p><p>quanto a capacidade de remocao dos contaminantes</p><p>da agua, gastos com manutencao do sistema (substi</p><p>tuicao de resinas e filtros), consumo energetico, pro</p><p>ducao de agua tratada por minuto, desperdicio de</p><p>agua, necessidade de mao de obra especializada e mo</p><p>nitoramento peri6dico.</p><p>Selecionar 0 rnetodo de tratamento da agua mais adequado ao</p><p>EAScom 0 apoio de assessoria especializada.</p><p>Caracteristica Categoria da agua Periodicidade da analise</p><p>Cor e turbidez Todas Diaria</p><p>Resistividade .A.guade alta pureza, agua mole Diaria</p><p>e deionizada</p><p>Temperatura Todas Diaria</p><p>Pressao nas membranas e Todas Diaria</p><p>filtros</p><p>Bacterias .A.guade alta pureza Mensal</p><p>pH Agua potavel e agua mole Mensal</p><p>Carbono organko .A.guade alta pureza Mensal ou trimestral</p><p>Endotoxinas Agua de alta pureza Na instalacao, rnodificacao ou reparo no sistema</p><p>de tratamento ou quando houver ntveis elevados e</p><p>persistentes na contagem bacteriana</p><p>Dureza da agua Todas Anual</p><p>Contaminantes iorucos Todas Anual</p><p>Quadro 3. Recornendacao de periodicidade do monitoramento da qualidade da agua do CME, segundo a</p><p>AAMI, TIR 34:200721•</p><p>Capitulo 3 Umpeza</p><p>24</p><p>tizada, esta ultima com menor producao de espuma.</p><p>As recomendacoes do fabricante quanto a diluicao, a</p><p>temperatura da agua e ao tempo de contato devem ser</p><p>seguidas para que a eficiencia do produto seja plena.</p><p>Deve-se lembrar que os detergentes enzimaticos sao</p><p>solucoes proteicas; assim, 0 enxague adequado apos a</p><p>etapa de limpeza e indispensavel para assegurar que</p><p>nao haja proteina remanescente nos produtos". Resi</p><p>duos de detergentes enzimaticos nos materiais podem</p><p>provocar eventos adversos ao paciente, caso nao sejam</p><p>adequadamente removidos.</p><p>o uso de detergente enzimatico em instrumentos</p><p>oftalmol6gicos tern sido questionado, pois as enzimas</p><p>do detergente, se inoculadas no olho, podem lesar as</p><p>celulas do tecido ocular e contribuir para a ocorren</p><p>cia do TASS. Por esse motivo, em instrumental para</p><p>cirurgias oftalmol6gicas, 0 enxague deve receber espe</p><p>cial atencao, Pode-se, tarnbem, utilizar detergente nao</p><p>enzimatico de pH neutro, em razao da baixa quantida</p><p>de de material organico relacionada ao procedimen</p><p>to, seguido de enxague abundante com agua de alta</p><p>pureza 1.2.20.29,3IJ.</p><p>Detergentes alcalinos, com pH em torno de 9 a 14,</p><p>sao utilizados para Iimpeza de produtos para a saude</p><p>em decorrencia de sua capacidade de dissolver protei</p><p>nas e gordura, embora algumas formulacoes possam</p><p>ser corrosivas para os produtos, a depender do antio</p><p>xidante agregado. Os detergentes alcalinos promovem</p><p>o deslocamento de residuos por emulsificacao, sapo</p><p>nificacao e peptizacao. Deve-se solicitar ao fabricante</p><p>os laudos de irritabilidade e corrosao realizados em</p><p>laboratories especializados. Em geral, os detergentes</p><p>alcalinos demandam maior temperatura para atingir</p><p>niveis 6timos de acao (entre 60 e 70°C), 0 que restrin</p><p>ge seu uso para limpeza manual, sendo normalmente</p><p>utilizados para limpeza automatizada em lavadoras</p><p>termodesinfetadoras e ultrassonicas, Auxiliam na re</p><p>mocao de manchas dos instrumentos, renovando seu</p><p>brilho natural, caracteristica que permite dispensar 0</p><p>uso de produtos restauradores':".</p><p>Conceitualmente, desincrustantes sao detergentes</p><p>com a capacidade de remover sujidade fixada a super</p><p>ficies e instrumentos. Nessa categoria, ha grande gama</p><p>de produtos, que variam com relacao ao pH (acidos</p><p>Todas as superficies do material necessitam estar</p><p>.em contato com a solucao detergente; portanto, e fun</p><p>damental a abertura das pincas, a desmontagem dos</p><p>materiais complexos e 0 preenchimento dos lumens.</p><p>Os detergentes, por melhor que sejam na remocao dos</p><p>residuos, nao dispensam a acao mecanica, que pode</p><p>ser realizada por meio de friccao manual com 0 usa de</p><p>escovas e esponjas ou automatizada, por meio de jatos</p><p>de agua ou energia ultrassonica--.</p><p>Muitos fabricantes possuem opcoes diferencia</p><p>das de detergentes para a Iimpeza manual e auto ma-</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Sejam certificados para usa em produtos da saude;</p><p>Sejam compativeis com os materiais processados,</p><p>sem causar danos, como oxidacao e manchas;</p><p>Empreguem agentes tensoativos biodegradaveis e</p><p>de baixa producao de espuma;</p><p>Nao tenham adicao de fragrancias ou corantes;</p><p>Nao possuam componentes que oferecam riscos a</p><p>profissionais e pacientes, como substancias carci</p><p>nogenicas, rnutagenicas e teratogenicas'r=".</p><p>•</p><p>Os detergentes enzimaticos sao c1assificados pela</p><p>ANVISA como categoria Risco 2 e devem atender</p><p>as exigencias da RDC nS!55, de 14 de novembro de</p><p>2012. Esta Resolucao determina que, para registro</p><p>do produto, e obrigatoria a apresentacao de laudos</p><p>de atividade enzimatica, assim como diversas outras</p><p>documentacoes relativas a forrnulacao, toxicidade,</p><p>embalagem e rotulagem. Tarnbem estabelece que</p><p>os detergentes enzimaticos somente podem ser apli</p><p>cados e manipulados por profissionaI capacitado ou</p><p>por empresa especializada", Os demais detergentes e</p><p>desincrustantes utilizados para produtos para a saude</p><p>permanecem c1assificados pela ANVISA como cate</p><p>goria Risco F7.</p><p>De forma geral, espera-se dos detergentes que:</p><p>•</p><p>Enzima glicolitica (tambern chamada de amilase):</p><p>e capaz de catalisar a hidrolise de ligacoes glicosi</p><p>dicas;</p><p>Enzima proteolitica (tambem chamada de pro</p><p>tease): e capaz de catalisar a hidrolise de ligacoes</p><p>peptidlcas-",</p><p>•</p><p>Parte I Centro de Material e Esterilizacao {eM E)</p><p>25</p><p>Iustificativa: ha disponiveis no mercado diversos</p><p>tipos de detergentes para limpeza de produtos para a</p><p>saude, que variam quanta a indicacao, restricoes, efi</p><p>ciencia, custo e forma de usa, A escolha adequada ga</p><p>rante eficiencia ao processo de limpeza e evita danos</p><p>ao material.</p><p>Utilizar detergentes apropriados para a limpeza de instrumental,</p><p>considerando as cargas organica e inorganica nos materiais e 0</p><p>rnetodo de limpeza adotado.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>devem ser abrasivas ou com pontas vivas que possam</p><p>causar danos a superficie do material e ao interior de</p><p>lumens. Para superficies delicadas, como as revestidas</p><p>de teflon, 0 fabricante devera fornecer instrucoes do</p><p>tipo de artefato indicado para friccionar as superficies.</p><p>Deve-se inspecionar as escovas e as esponjas, substi</p><p>tuindo-as quando perderem suas caracteristicas ne</p><p>cessarias para a acao limpadora (atrito para a rernocao</p><p>da sujeira). A cada uso, necessitam ser limpas e secas</p><p>para manter as condicoes higienicas2.4.5. As esponjas</p><p>nao abrasivas estao indicadas para friccionar super</p><p>ficies lisas e extensas, como bacia, cupula, cuba rim,</p><p>entre outras.</p><p>As pistolas de agua sob pressao sao uteis para a</p><p>limpeza de produtos com lumen. Caso 0 material seja</p><p>delicado, como os endoscopies, a pressao deve ser</p><p>controlada,</p><p>a fim de evitar danos ao revestimento in</p><p>terno do lumen2,3,5.</p><p>A selecao de equipamentos para limpeza auto</p><p>matizada requer grande atencao, pois ha indicacoes,</p><p>contraindicacoes para determinados produtos, restri</p><p>coes e exigencias para instalacao, alern de trabalharem</p><p>em diferentes condicoes de temperatura e tempo. Por</p><p>esses motivos, 0 service de saude deve verificar qual</p><p>tipo de equipamento atende a sua demanda, conside</p><p>rando analise de custo-beneficio'. Os equipamentos</p><p>mais utilizados sao lavadora ultrassonica, lavadora de</p><p>jato sob pressao, com termodesinfeccao consecutiva, e</p><p>lavadora de descarga. Esses equipamentos devem pos</p><p>suir registro no Ministerio da Sande (MS), como pro</p><p>prios para limpeza de produtos para a saude!".</p><p>e alcalinos), apresentacao (liquido ou po), indicacao</p><p>de uso (instrumental cirurgico ou apenas para mate</p><p>riais de menor criticidade), eficiencia para a limpeza</p><p>e potenciais danos aos materiais delicados (corrosao</p><p>e manchas). Todos esses aspectos devem ser conside</p><p>rados para a utilizacao na limpeza de produtos para</p><p>saudel2•2i,</p><p>Os detergentes neutros sem adicao de enzimas</p><p>(pH entre 6,5 e 7,5), proprios para limpeza de produ</p><p>tos para saude, podem ser utilizados para limpeza de</p><p>materia is com pouca quantidade de materia organi</p><p>ca. Nao se recomenda utilizar detergentes domesticos</p><p>pela quantidade de espuma que geram, levando a di</p><p>ficuldade de enxague, alem da incerteza de que 0 de</p><p>tergente nao contenha produtos nocivos ao paciente e</p><p>materiais, assim como adicao de perfumes, corantes e</p><p>espessantes',</p><p>o uso dos detergentes deve respeitar as orienta</p><p>coes do fabricante quanta a temperatura da agua de</p><p>diluicao, concentracao e tempo de imersao, para obter</p><p>acao otima, A troca da solucao de detergente deve ser</p><p>feita a cada uso, pois a materia organica dos instru</p><p>mentos satura a solucao e diminui sua eficiencia, alem</p><p>da possibilidade de 0 material ter sua carga de sujidade</p><p>aumentada, quando exposto a solucao saturada. Outro</p><p>motivo para a troca frequente e a possibilidade de cres</p><p>cimento microbiano na solucao, visto que, em especial,</p><p>as proteinas do detergente enzimatico podem ser nu</p><p>trientes para microrganismos. Nunca se deve deixar 0 .</p><p>instrumental imerso na solucao por tempo excessive,</p><p>pois pode favorecer a formacao de biofilme'r-".</p><p>Utilizar apenas urn tipo de agente limpante (de</p><p>tergente neutro, com ou sem enzimas, alcalino ou de</p><p>sincrustante) para cada processamento. A mistura de</p><p>produtos pode reduzir a eficiencia da limpeza e au</p><p>mentar 0 risco ocupacional pela formacao de produ</p><p>tos t6xicoSI2•26•</p><p>Apesar de os acessorios para limpeza serem fun</p><p>damentais para a efetiva acao mecanica no processo</p><p>de limpeza manual, sao frequentemente negligencia</p><p>dos. As escovas e as esponjas podem ser descartaveis</p><p>ou reutilizaveis, de diferentes tamanhos e desenhos</p><p>para possibilitar 0 acesso a reentrancias e lumens. Nao</p><p>Capitulo 3 limpeza</p><p>26</p><p>Justificativa: vantagens, indicacoes e restricoes</p><p>dos rnetodos de lirnpeza impactam na eficiencia do</p><p>processamento do produto para a saude, A selecao do</p><p>metodo adequado garante a eficiencia da etapa de lim</p><p>peza e 0 usa racional dos insumos e dos equipamentos</p><p>disponiveis no CME.</p><p>Selecionar0 rnetodo de limpezamais adequado ao produto para</p><p>a saude.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>•</p><p>..</p><p>..</p><p>D</p><p>"</p><p>•</p><p>•</p><p>Nao desmontar urn instrumental antes de realizar</p><p>a Iimpeza;</p><p>Lavar produtos com sujidade ressecada sem pre</p><p>-umectacao:</p><p>Nao realizar a limpeza manual dos materiais ca</p><p>nulados antes de colocar na lavadora ultrassonica</p><p>com retrofluxo;</p><p>Detergente em concentracao e temperatura subo</p><p>tirna ou saturada pelo reuse;</p><p>Nao permitir 0 tempo de cantata suficiente do de</p><p>tergente, nao preencher lumens au nao pramover</p><p>a imersao completa do produto;</p><p>Nao trocar a solucao de detergente a cada uso;</p><p>Deixar os dispositivos em solucao de detergente</p><p>por tempo pralongado;</p><p>Fazer .enxague incompleto ou com agua inadequa</p><p>da (que nao seja potavel).</p><p>•</p><p>A limpeza de qualquer produto para a saude preci</p><p>sa ser feita de maneira rigorosa e meticulosa, devendo</p><p>-se desenvolver, para cada tipo de material, a melhor</p><p>forma de executar a tarefa. E necessario selecionar 0</p><p>rnetodo que seja mais adequado ao produto a ser pro</p><p>cessado, de acordo com a demanda e com os recursos</p><p>disponiveis no service. Uma vez que esse requisito seja</p><p>atendido, a limpeza pode ser realizada manualmente</p><p>ou de forma automatizada. As etapas do processa</p><p>mento de cada produto para a saude devem constar</p><p>nos protocolos, descritos em forma de Procedimento</p><p>Operacional Padrao (POP) au Manuais de Processos</p><p>de Trabalho, disponibilizados e de facil acesso a toda</p><p>equipe+'.</p><p>Mesmo com a automacao do CME, a limpeza de</p><p>materiais e urn procedimento trabalhoso, minucioso</p><p>e requer intenso treinamento, devendo contar com a</p><p>presenca continua de enfermeiro no setor do expur-</p><p>METODOS DE LIMPEZA DE PRODUTOS</p><p>PARA A SAUDE</p><p>de, quanta a complexidade e a quantidade, determina</p><p>a indicacao dos equipamentos de lirnpeza que devem</p><p>ser devidamente registrados na ANVISA. Os custos de</p><p>aquisicao e operacao e as exigencies de infraestrutura</p><p>para instalacao do equipamento impactam na avalia</p><p>craoecon6mica.</p><p>• Nao usar escova de lirnpeza adequada para lu-</p><p>Justificativa: a demanda de produtos para a sari- mens;</p><p>go do CME para supervisao de todas as atividades. Os</p><p>profissionais devem receber capacitacao, antes do ini</p><p>cio das atividades e de forma continuada, de acordo</p><p>com as necessidades identificadas e sempre que ocor</p><p>rer a introducao de nova tecnologia'.</p><p>o ponto mais critico do processamento de pro</p><p>dutos para saude e a fase de limpeza, em que erros</p><p>podem ser cometidos com frequencia, principalmente</p><p>nao havendo protocolos estabelecidos, se a equipe nao</p><p>tiver recebido treinamento adequado e houver sobre</p><p>carga de trabalho. Como exemplos de erros, pcde-se</p><p>terl,2.-1,12:</p><p>Selecionar equipamentos de limpeza considerando as</p><p>necessidades do (ME e analise de custo-eficiencla.</p><p>Justificativa: garantir seguranca e eficiencia no</p><p>processamento dos produtos para a saude e evitar da</p><p>nos a esses produtos.</p><p>Dispor de artefatos para a limpeza apropriados aos materiais</p><p>processados e em condicoes adequadas de uso.</p><p>Respeitar as orientacoes do fabricante para 0 usa do detergente.</p><p>Justificativa: garantir eficiencia do processo de</p><p>limpeza, prevenir eventos adversos ao paciente, evitar</p><p>danos ao material e aos equipamentos, alem de redu</p><p>zir 0 desperdicio de detergente.</p><p>Parte I Centro de Material e Esterllizacao (CME)</p><p>27</p><p>Iniciara limpezados materiais 0 quanta antes.</p><p>Iustificativa: os residuos organicos e inorganicos</p><p>presentes no material favorecem a formacao de biofil</p><p>me e sofrem ressecamento, 0 que dificulta 0 processo</p><p>de limpeza.</p><p>Justificativa: a limpeza manual, apesar de ser pas</p><p>sive! de menor reprodutividade, mais trabalhosa, vul</p><p>neravel a falhas humanas e oferecer maior risco ocu</p><p>pacional que a limpeza automatizada, ainda e a que</p><p>confere maior seguranca na limpeza de itens delicados</p><p>ou complexos.</p><p>Priorizara limpeza manual dos produtos delicados ou complexes,</p><p>que nao tenham indicacao para limpezaautomatizada.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>cos ocupacionais biologicos e qulmicos. A indicacao</p><p>de lirnpeza manual se restringe a materiais delicados</p><p>que nao suportam 0 uso de rnetodos automatizados,</p><p>aqueles de conformacao complexa, como fresas orto</p><p>pedicas, alguns afastadores, alicates e pincas especiais</p><p>ou limpeza ultrassonica'r'",</p><p>Para imersao de materiais em solucao de deter</p><p>gente, podem ser utilizadas cubas duplas (uma interna</p><p>vazada ou perfurada e a outra externa de superflcie</p><p>lisa), que reduzem 0 manuseio dos materia is e os ris</p><p>cos ocupacionais. Desmontar os instrumentos com</p><p>plexos sempre que possivel. Lavar materiais, peca por</p><p>pe~a, com escova (macias, porem firmes, nao abrasivas</p><p>e que nao liberem cerdas), friccionando delicadamen</p><p>te 0 corpo, as articulacoes e a cremalheira da pinca,</p><p>na direcao das ranhuras, por, no minimo, cinco vezes,</p><p>submersos na solucao detergente, evitando formacao</p><p>de aeross6is com microrganismos'A'<",</p><p>Aplicar jato de agua, por</p><p>meio de mangueira com</p><p>bico ou pistolas, para auxiliar na rernocao de sujidade</p><p>de lumens e reentrancias. Caso 0 instrumental seja de</p><p>licado, a pressao deve ser controlada para evitar danos</p><p>ao materia!' Realizar abundante enxague em agua cor</p><p>rente e encaminhar os materiais para inspecao, checa</p><p>gem e acondicionarnento'v.No recolhimento dos materiais sujos, deve-se se</p><p>parar em cestos e abrir todas as pecas. Separar do ins</p><p>trumental os itens cortantes e os pesados; os materiais</p><p>leves e delicados devem sempre estar separados ou por</p><p>cima dos mais pesados'.</p><p>Na chegada do instrumental sujo e contaminado</p><p>ao CME, fazer a pre-limpeza, que consiste em apli</p><p>car jatos de agua para rernocao da sujidade grosseira,</p><p>e submeter 0 instrumental ao processo de lirnpeza 0</p><p>mais rapidamente possivel, para facilitar a rernocao de</p><p>sujidades aderidas em reentrancias'r-'.</p><p>A limpeza manual e executada com solucao deter</p><p>gente e friccao com escovas de cerdas firmes e macias,</p><p>seguida de agua corrente ou sob pressao, A esponja</p><p>como artefato para limpeza esta indicada para mate</p><p>riais com superficies lisas e extensas, como bacia, cuba</p><p>rim, cupula e outros. A limpeza manual tern como</p><p>limitacoes a falta de uniformidade de execucao pelos</p><p>diferentes profissionais, a baixa produtividade e os ris-</p><p>Limpeza manual</p><p>Iustificativa: a complexidade e a variabilidade dos</p><p>produtos para a saude, alem dos diferentes recursos</p><p>disponiveis para a limpeza de materiais, exigem capa</p><p>citacao dos profissionais do CME, a fim de garantir</p><p>uniformidade e eficiencia dos processos realizados,</p><p>conservacao dos materiais, seguran~a do paciente e</p><p>dos profissionais.</p><p>Desenvolver programa de capacltacao continua da equipe sobre</p><p>os processos de limpezamanual e automatizada.</p><p>Justificativa: a descricao detalhada do processo de</p><p>limpeza dos diferentes tipos de produtos para a sau</p><p>de, ajustada a realidade de cada CME, permite alinha</p><p>mento de condutas, esclarecimento de duvidas e bases</p><p>para 0 treinamento e a supervisao dos procedimentos.</p><p>A elaboracao dos protocolos e dos manuais da un ida</p><p>de atende as exigencies dos 6rgaos fiscalizat6rios e de</p><p>certificacao de qualidade.</p><p>Descrever 0 processo de limpeza de cada tipo de produto para</p><p>a saude abordando metodo, insumos, cuidados e tecnica de</p><p>inspecao.</p><p>Capitulo 3 Limpeza</p><p>28</p><p>Perrnitem que esses materiais sejam colocados na rna</p><p>quina sem rnanuseio previo, pois, na fase inicial do</p><p>processarnento, os dejetos sao removidos e despejados</p><p>diretamente em rede de esgoto, nao cornprometendo</p><p>as etapas subsequentes. Sao recomendadas para insta</p><p>lacao nas unidades assistenciais e nao no CMp·l2.</p><p>As lavadoras ultrassonicas agem por ondas sono</p><p>ras inaudiveis, que variam entre 20 e 120kHz, e se pro</p><p>pagarn em meio liquido. Geram bolhas microsc6picas</p><p>que, ao entrarem em contato com a superficie do ma</p><p>terial, estouram e geram uma area localizada de vacuo</p><p>que remove a sujidade aderida ao material. Esse feno</p><p>meno e charnado cavitacao ou vacuolizacao-", Como</p><p>a cavitacao ocorre em meio liquido, e fundamental</p><p>que haja contato da agua com todo 0 instrumental,</p><p>seja pela parte externa, seja, principal mente, pela parte</p><p>interna. Trata-se de urn metoda efetivo de lirnpeza dos</p><p>instrumentais cinirgicos, principalmente dos que pos</p><p>suem conformacoes complexas e lumens+v".</p><p>A limpeza de produtos para a saude com confor</p><p>macoes complexas (lumens de dificillimpeza manual,</p><p>espac;:osinternos inacessiveis para a friccao direta,</p><p>reentrancias e valvulas) inicia-se corn a limpeza ma</p><p>nual, sendo complementada, obrigatoriamente, por</p><p>limpeza ultrassonica':': Os produtos com himen de</p><p>diametro interne inferior a 5 rom (IS FR) tern reco</p><p>mendacao de complementar a limpeza em lavadora</p><p>ultrassonica, com a utilizacao de retrofluxo que, para</p><p>este caso, apresenta maior eficiencia que as ultrassoni</p><p>cas convencionais':".</p><p>A lavadora ultrassonica deve ter a cuba preenchida</p><p>com solucao detergente na diluicao recomendada pelo</p><p>fabricante, ate 0 myel demarcado, devendo os mate</p><p>riais serem completamente irnersos, abrindo as pincas</p><p>e conectando os lumens nos terminais do retrofluxo.</p><p>Nao se deve sobrecarregar a cuba com excesso de ma</p><p>teriais e e necessario trocar a solucao a cada uso.Ao ter</p><p>mino do ciclo, deve-se fazer enxague abundante com</p><p>agua corrente potavel. Hagrande variedade de equi</p><p>pamentos disponiveis no mercado quanta a recursos</p><p>e capacidades; permitem diversas programacoes, com</p><p>controle de temperatura e do tempo de cielo.</p><p>Urn cuidado no uso das lavadoras ultrassonicas</p><p>e nao man tar carga com instrumentos de diferentes</p><p>A limpeza autornatizada possibilita reprodutivi</p><p>dade do processo, controle dos parametres e minimiza</p><p>riscos ocupacionais. As lavadoras mais utilizadas em</p><p>CME sao as por jato de agua sob pres sao e as ultras</p><p>sonicas'v". Em nosso meio, as lavadoras por jato de</p><p>agua sob pressao realizam tambern a terrnodesinfec</p><p>yao no final do cido, equipamento conhecido como</p><p>lavadora termodesinfetadora.</p><p>As lavadoras por jato de agua sob pressao rerno</p><p>vern a sujidade pela acao de forca do spray e de jatos</p><p>de agua sob pressao e de solucao detergente, aplicados</p><p>par meio de bicos au braces rotativos. Sao progra</p><p>madas para sucessivas etapas: pre-lavagern com agua</p><p>fria, cido de lavagem propriarnente dita e enxague. As</p><p>lavadoras termodesinfetadoras realizarn a desinfeccao</p><p>terrnica (com agua em temperatura e tempo de con</p><p>tato predeterminados) no final do ciclo de limpeza.</p><p>Geralmente, 0 enxague final emprega agua mole deio</p><p>nizada ou de osmose reversa. 0 cido completo indui</p><p>tarnbem a secagern, feita com ar quente, par meio dos</p><p>braces rotativos. 0mercado oferece grande variedade</p><p>de equipamentos, com cidos e capacidades variadas,</p><p>cabendo ao usuario selecionar aqueles que melhor se</p><p>adaptem a. sua realidade'P-",</p><p>o processo de limpeza nesses equipamentos pode</p><p>apresentar falhas decorrentes de carga excessiva, nao</p><p>abertura das pincas, nao desmontagem de materiais</p><p>complexos, uso de rack inadequado, escolha errada de</p><p>cido, uso de detergentes nao indicados para limpeza</p><p>automatizada, desconexao dos dispositivos de fluxo</p><p>para canulados, obstrucao de orificios de saida dos ja</p><p>tos de agua e perda da pressao dos jatos de agua1,2.4.12.</p><p>As lavadoras de descarga sao urn tipo de Iavado</p><p>ra termodesinfetadora que se destinam ao processa</p><p>mento de comadres, papagaios e frascos de drenagem.</p><p>Limpeza automatizada</p><p>Utilizarartefatos de limpezaadequados ao produto para a saude</p><p>e em boas condkoes.</p><p>Justificativa: a acao mecanica em toda a superficie</p><p>e lumens do material e fundamental para a eficiencia</p><p>do processo de lirnpeza. Escovas em mas condicoes sao</p><p>ineficientes e podem danificar as materiais.</p><p>Parte I Centro de Material e Esterilizacao (CME)</p><p>29</p><p>o enxague e etapa importante do processo de lim</p><p>peza, tanto manual quanta autornatizada, pois, pela</p><p>acao do fluxo de agua, sao removidos os detritos e as</p><p>sujidades desprendidos dos materia is e os residuos dos</p><p>detergentes. E fundamental a enxague abundante, pri</p><p>meiro com agua corrente potavel e, para materiais cri</p><p>ticos e semicriticos, finalizada com agua tratada, livre</p><p>de contaminantes, endotoxinas e minerais. Na limpeza</p><p>manual e na automatizada por ultrassom, ap6s 0 enxa</p><p>gue, as materiais devem ser inspecionados visualmente</p><p>em relacao a limpeza e, posteriormente, encaminhados</p><p>para a secagern. Nas lavadoras termodesinfetadoras,</p><p>pode-se programar 0 cielo para efetuar a etapa de seca</p><p>gem total ou parcial, conforme proto colo institucional,</p><p>realizando a inspecao da limpeza a seguirl•2,3.5.</p><p>C:' ENXACUE E SECACEM</p><p>Iustificativa: a eficiencia do processo de limpeza</p><p>automatizada esta diretamente relacionada aos cui</p><p>dados de carregamento, tipo de detergente utilizado e</p><p>escolha do cido de limpeza. E necessario conhecer os</p><p>produtos para a satide que sao contraindicados a cada</p><p>tipo de lavadora, pois estes podem nao atingir a quali</p><p>dade de limpeza requerida ou sofrer danos.</p><p>Respeitaras orientacoes dos fabricantes na realizacaoda limpeza</p><p>automatizada.</p><p>Justificativa: no mercado ha diferentes tipos e</p><p>modelos de lavadoras, com vantagens,</p><p>indicacao, res</p><p>tricoes e exigencies quanta a infraestrutura necessaria</p><p>para a instalacao. Esses aspectos devem ser pondera</p><p>dos diante da demanda e da complexidade dos mate</p><p>riais a serem processados no CME.</p><p>Reconhecer os diferentes tipos de lavadoras disponiveis,</p><p>indicacoes,vantagens, desvantagens e cuidados.</p><p>Justificativa: a limpeza automatizada possibilita</p><p>reprodutividade do processo, controle dos para metros</p><p>do processo e rninimiza os riscos ocupacionais.</p><p>Priorizar0 usc de limpeza automatizada dos produtos para a</p><p>saude de conformacao simples.</p><p>Praticas recomendadastipos de liga rnetalica, pois pode ocorrer transferencia</p><p>de Ions, levando a producao de pontos de corrosao e</p><p>eventual quebra. Cabe ressaltar que os fabricantes de</p><p>lavadoras ultrassonicas as contraindicam para limpeza</p><p>de oticas'".</p><p>Ha equipamentos especificos para processamen</p><p>to de endoscopies com cidos que realizam limpeza e</p><p>desinfeccao quirnica consecutiva, que serao abordados</p><p>no capitulo sobre desinfeccao,</p><p>Deve-se preyer 0 tratamento da agua dura antes</p><p>da instalacao da lavadora, uma vez que essa caracteris</p><p>tica e urn fator que pode afetar a vida uti! dos equipa</p><p>mentos e interferir no desempenho da limpeza':",</p><p>o detergente e fundamental para a eficiencia da</p><p>lirnpeza; e necessario consultar as instrucoes do fabri</p><p>cante de cada equipamento sobre a melhor indicacao,</p><p>Os pontos criticos no uso das lavadoras, sejam as</p><p>termodesinfetadoras, sejam as ultrassonicas, e a corre</p><p>ta montagem da carga, a escolha do cido, a realizacao</p><p>'periodica de testes de eficiencia e a pratica de manu</p><p>tencao preventiva'r-".</p><p>Na montagem da carga, e fundamental utilizar</p><p>racks ou cestos apropriados, abrir as pincas e respeitar</p><p>a capacidade do equipamento, conforme a orientacao</p><p>do fabricante. Os instrurnentos nao devem ser lavados</p><p>nos cestos contendo tapetes de silicone, po is prejudi</p><p>cam a acao Iimpadora'<".</p><p>Podem ser adotados diferentes cidos de limpeza</p><p>automatizada, dependendo da quanti dade e do tipo</p><p>de sujidade no instrumental, alem das caracteristicas</p><p>e de sua conforrnacao. A equipe deve conhecer 0 cido</p><p>indicado para cada situacao e efetuar a programacao</p><p>adequada da lavadora'r-".</p><p>Ap6s a etapa de limpeza, 0 equipamento deve</p><p>promover enxague abundante para remover a sujida</p><p>de e os residues de detergente, sendo 0 ultimo enxa</p><p>gue com agua deionizada au de osmose reversa. Caso</p><p>o equipamento nao realize essa etapa, deve-se faze-la</p><p>manualmente'.</p><p>Ao terrnino do ciclo, e preciso efetuar a inspecao</p><p>visual do material para verificar se a lirnpeza foi efeti</p><p>va. Periodicamente, realizar testes de eficiencia da la</p><p>vadora (ha varias opcoes comercialmente disponiveis)</p><p>e manutencao preventiva dos equipamentos'".</p><p>capitulo 3 Limpeza</p><p>30</p><p>A inspecao da limpeza se inicia no enxague, mas</p><p>continua durante as etapas de secagem e preparo. Toda</p><p>a equipe deve estar treinada e alerta para detectar su-</p><p>(,:;~ CONTROLE DOS PROCESSOS DE L1MPEZA-, ...:_:-</p><p>Justificativa: promove segurancra ocupacional.</p><p>Utilizarmedidas de protecao auditiva durante o uso de pistola de</p><p>ar comprimido ou lavadoras que produzam ruldos e que gerem</p><p>risco auditivo ou desconforto acustko aos profissionais.</p><p>Justificativa: 0 manuseio de materiais contamina</p><p>dos com sangue e fluidos corporais oferece risco bio-</p><p>16gicoaos profissionais que atuam no CME.</p><p>Adotar precaucoes-padrao no manuseio e na limpeza des</p><p>materiais.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>o curnprimento das norrnas de precaucoes-pa</p><p>drao e exigencia para as etapas de recepcao e limpeza</p><p>dos materiais, a fim de evitar a exposicao dos profissio</p><p>nais a riscos biol6gicos, em razao do manuseio de san</p><p>gue e fluidos corporais potencialmente contaminados.</p><p>Os principais Equipamentos de Protecao Individuais</p><p>(EPI) sao luvas nitrilicas ou butilicas de cano longo,</p><p>avental imperrneavel de manga longa, gorro, protecao</p><p>de faceou mascara e 6culos de protecao, botas plasticas</p><p>ou imperrneaveis. Tambem deve ser utilizado protetor</p><p>auditivo, caso haja uso de pistola de ar comprimido.</p><p>As lavadoras ultrassonicas emitem ondas inaudiveis</p><p>para gerar a cavitacao; no entanto, alguns equipamen</p><p>tos geram outros ruidos pelo funcionarnento e pela</p><p>vibracao da agua, levando a desconforto acustico dos</p><p>profissionais. Nesse caso, deve-se solicitar avaliacao da</p><p>equipe de seguranca do trabalho para possivel indica</p><p>craode protecao auditival.3.S.12.</p><p>'~E~~MINIMIZAC;AO DO RISCO BIOLOCICO</p><p>OCUPACIONAL ASSOCIADO AOS</p><p>PROCESSOS DE LlMPEZA</p><p>possibilita a inspecao da limpeza. A secagem incom</p><p>pleta favorece a formacao de manchas nos materia is.</p><p>Justificativa: residuos de detergente, material or</p><p>ganico e outros contaminantes no produto para a sau</p><p>de, assirn como 0 uso de agua nao tratada no enxague</p><p>final, podem ocasionar eventos adversos ao paciente</p><p>e danos ao material. A atividade de secagem manual</p><p>Garantir enxague complete. com agua tratada, e secagem</p><p>adequada dos materiais.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Deve-se garantir a secagem completa dos mate</p><p>riais, manual au automatizada, pois a umidade re</p><p>sidual favorece 0 crescimento microbiano, interfere</p><p>nos processos de esterilizacao, dilui os desinfetantes e</p><p>causa manchas na superficie dos produtos para a san</p><p>de. Pode ser realizada com material macio, textil ou</p><p>nao tecido, que nao libere fibras. As fibras do mate</p><p>rial utilizado na secagem podem formar n6s em ins</p><p>trumental delicado, danificando-o, alern de poderem</p><p>ser inoculadas no campo cinirgico, causando eventos</p><p>adversos, em especial em oftalmologia. Utilizar mate</p><p>rial de secagem de cor clara favorece a identificacao de</p><p>sujidade residuap·2.12.20.33.</p><p>Uma alternativa, muito util para materiais delica</p><p>dos ou com lumens, e a secagem corn jatos de ar",No</p><p>uso de ar comprimido medicinal, deve-se lembrar da</p><p>protecao dos profissionais contra respingos e ruido,</p><p>providenciando 0 uso de avental imperrneavel, luvas,</p><p>protecao facial e protetor auditivo. Para a secagem de</p><p>traqueias e circuitos ventilatorios, 0 ideal e a utilizacao</p><p>de equipamentos proprios que agem por fluxo de ar fil</p><p>trado e aquecido, otimizando 0 processo, reduzindo a</p><p>. sobrecarga da equipe com esta tarefa manual e minimi</p><p>zando os riscos de recontaminacao do materiap·'4.20,33,34.</p><p>Urn cuidado nessa etapa e prevenir a recontami</p><p>nacao, Estudos mostram que alguns rnateriais, ap6s</p><p>a lirnpeza, tinham carga microbiana superior a carga</p><p>inicial. Os auto res atribuem esses achados a agua de</p><p>rna qualidade usada no enxague, ao ambiente e a ma</p><p>nipulacao inadequada pelos profissionais-". Por esse</p><p>motivo, esta recomendada a utilizacao de mascara e de</p><p>luvas sem talco para 0manuseio dos materia is durante</p><p>as etapas de secagem e preparo, alem de atencao aos</p><p>cuidados de higiene do ambiente+'.</p><p>Parte I Centro de Material e Esterilizacao (CME)</p><p>31</p><p>Adotar programa de rnanutencao da qualidade do instrumental.</p><p>Justificativa: os produtos para a saude consis</p><p>tern em investimento significativo do EAS. Podem</p><p>ser danificados em decorrencia de uso inapropriado,</p><p>Praticas recomendadas</p><p>..</p><p>II</p><p>II</p><p>Usar os instrumentais de maneira impr6pria;</p><p>Manipular de forma inadequada os instrumentais.</p><p>Usar solucoes de lirnpeza e/ou lubrificantes im</p><p>proprios,</p><p>Permitir que a agua seque nos instrumentais, ap6s</p><p>o processo de limpeza.</p><p>II</p><p>II Deixar que 0 sangue seque nos instrumentais;</p><p>II Manter os instrumentais imersos em agua ou em</p><p>solucao detergente por urn periodo muito prolon</p><p>gada;</p><p>II Imergir os instrumentais em solucao salina;</p><p>o programa de manutencao do instrumental</p><p>inicia-se no processo de aquisicao, Deve-se selecionar</p><p>instrumental de boa qualidade para que possibilite</p><p>maior vida util. 0 acabamento e 0 design dos mate</p><p>riais sao irnportantes para facilitar a efetiva limpeza.</p><p>o enfermeiro do CME deve participar do processo de</p><p>avaliacao e decisao para a compra de todo 0 instru</p><p>mental utilizado no service de saudel•2,4,12 •</p><p>o instrumental cirurgico e outros materiais re</p><p>cem-adquiridos devem ser limpos antes da primeira</p><p>esterilizacao e do primeiro uso, para remover poeiras</p><p>e gorduras".</p><p>Periodicamente, deve-se lubrificar as articulacoes</p><p>do instrumental</p><p>cirurgico, com lubrificantes pr6prios</p><p>para produtos para a saude, permeaveis ao vapor e</p><p>com pH neutro",</p><p>Em geral, os fatores que danificam os instrumen</p><p>tais sa02,12.33:</p><p>(~;<MANUTEN<:AO DA QUALIDADE DO</p><p>..~,. INSTRUMENTAL CIRURGICO</p><p>Iustificativa: garantir a eficiencia dos equipamen</p><p>tos e da seguranca do processo de limpeza dos produ</p><p>tos para a saude.</p><p>Reallzar avaliacao peri6dica dos equipamentos de limpeza e</p><p>rnanutencao preventiva.</p><p>Justificativa: residuos e sujidade podem causar</p><p>eventos adversos ao paciente e danos ao material, de</p><p>venda ser completamente removidos pelo processo</p><p>de relavagem. Sinalizar necessidade de educacao per</p><p>manente dos colaboradores que executam a etapa da</p><p>limpeza.</p><p>Nao dar continuidade ao processamento de materials que</p><p>apresentem residuos de suiidade por falha da limpeza.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>jidade residual e, em qualquer tempo, corrigir falhas</p><p>da lirnpeza. Os materiais em que forem detectados si</p><p>nais de sujidade necessitam retornar ao inicio da etapa.</p><p>Nesse sentido, devem ser abandonadas atitudes ina</p><p>ceitaveis, como remover a sujidade residual com mera</p><p>friccao de alcool, dando continuidade ao preparo do</p><p>material'.</p><p>A inspecao visual, durante a secagem e 0 preparo,</p><p>e obrigatoria para todos os materiais. Deve ser realiza</p><p>da em local limpo, com bancada previamente desin</p><p>fetada com alcool 70% (p/v) e forrada com tecido de</p><p>cor clara, para facilitar a inspecao. Os pontos criticos,</p><p>como articulacoes, ranhuras e encaixes, devem ser</p><p>visualizados com lentes intensificadoras de imagem</p><p>.com aumento de, no minimo, oito vezes (lupa) 1.3. No</p><p>entanto, estudos mostram que a inspecao visual nao</p><p>e suficiente para detectar sujidade residual, principal</p><p>mente em materiais canulados ou com sujidade pou</p><p>co pigmentada, sendo recomendados testes quimicos</p><p>racionalmente selecionados", Inforrnacoes completas</p><p>sobre a inspecao visual e os testes para validacao da</p><p>limpeza estao no Capitulo 5, "Prepare do produto</p><p>para esterilizacao"</p><p>Embora os equipamentos de limpeza automatiza</p><p>da sejam eficazes e indispensaveis no CME, podem se</p><p>tornar ineficientes, caso a manutencao ou a assistencia</p><p>tecnica. nao sejam realizadas adequadamente. Assirn,</p><p>programas periodicos de teste de eficiencia e manu</p><p>tencao preventiva devem ser planejados para cada la</p><p>vadoral•3•12,17.</p><p>Capitulo 3 Limpeza</p><p>32</p><p>(continua)</p><p>· (I)Escovascom diarnetro, comprimento e aspereza adequados para materials canulados. Razao: imprescindiveis</p><p>u?~~aal!rTlpe_~a~!.e~i.v~de)~~te!!~I.~?rTl.v.i~t~_~.~~~_rl1.~~<?~~s~)!~a.de_~.~i?~_I~e~._.._ __.. .__._. .__ _</p><p>: (I)a) ventilacao natural: janelas teladas. Razao:evitar entrada de insetos.</p><p>~(I)b) Ventilacao artificial:ambiente dimatizado. Razao:conforto para 0 trabalhador que usa EPr.Nao ha evidencias</p><p>: cientificas do impacto da pressao negativa nesse ambiente, uma vez que a contarnlnacao cruzada ocorre,</p><p>prioritariamente, por meio do contato e nao aerea,</p><p>: (I)Escovascom cerdas macias, porern firmes, para Iimpezamanual. Razao: imprescindiveispara limpeza efetiva e</p><p>: superiores as esponjas.</p><p>: (I)Pistolas de aguazar para limpeza e secagem de materiais canulados e de conforrnacao complexa. Razao:auxilia</p><p>! na rernocao de sojldade e secagem efetivas.</p><p>~----- -- ----- --------- -- -- - _ _ :-- ._----- -------. - _- --_ --_ - - - - -------- -- -- _.- ------ ---.- - .. --- - ----- ------- - _ _-- ----</p><p>: (I)Torneiras com bicos especiais para canulados. Razao:auxiliana rernocao de sujidade e enxague,</p><p>: (I) Boa ilurninacao,material de acabamento da construcao resistente e lavavel,Razao:facilitar a inspecao da</p><p>i limpeza do material. A area exige limpeza concorrente e terminal. .</p><p>j •• _- --- -- ---- .-- -. - .••..••••••• _.- .. - - - ---- -- ••• - .•..•. __ • __._- ----------- --- ••••••. -_ •• __•.• _._--_._._._--_ •••••••• - ._-- ._--_ .._--------_._-- •••• _•• _---_. ------;</p><p>, (I)Pia(s)de cuba funda com bancadas e torneiras com agua quente e fria. Razao:a cuba funda ajuda a diminuir0</p><p>i respingo de agua para 0 ambiente. A agua morna auxiliana rernocao de materiais com residues gordurosos.;----_._---------------------------------------------_._ .._--_._---------------_--_._ .._- __ ._---------------._-_--------------------------_ .._-.</p><p>• (I)Area fisicamente isolada das demais. Razao: dificulta a contarninacao cruzada e nao permite 0 livretrans ito de</p><p>: pessoas, proporcionando fluxo unidirecional do material da area contaminada para a area limpa.</p><p>· (I) Racks ou mesas com sistemas de rodlzio, recipientes para perfurocortante e para residues de materiais</p><p>: biol6gicos. Razao: seguranca e conforto do trabalhador.</p><p>_'_r ••• __ ••• ·_· ·_· _•••• __ ._ ••••••• • ••• •• • •••• ••• ••••••• __ ••••••• _•• ••• _ ••••••• _. __ . •••• _ •••• ._ •• __ ..</p><p>: (I)Area minima capaz de alocar pia(s)com bancada(s),equipamentos, lavadora(s)termodesinfetadora(s}/</p><p>! ultrass6nica(s),area para circulacao de materiais e espacos espedficos para guarda de EPIe insumos para Iimpeza.</p><p>: Razao:a limpeza exige area e infraestrutura de equipamentos adequados .</p><p>. .. _ _. . . ... ---- -- ~.--- ._ ..__ ._---_. - - .. -_ _--_ ..__ .. _ ..-_ _-------- .. -._ _-----_.--_._-.</p><p>! (I)Dispensador de sabonete liquido e papel toalha e dispensador de solucao alcoolka em gel a 70%para</p><p>: higtenlzacao das rnaos. Razao: higienizacao das rnaos pela grande rnanipulacao de materiais contaminados.</p><p>· Componentes_ ..</p><p>.._. - - - ---- --- ----.~ - _- ~ , - - .---- ------- ----_ -_- '-," - ._,._ ", ---',</p><p>Quadro 4. Indicador de conformidade de recursos tecnico-operacionais para a limpeza de materiais</p><p>utilizados na assistencla a saude,</p><p>Os indicadores de avaliacao referentes a limpeza</p><p>de materiais estao descritos nos Quadros 4 e 5.</p><p>nQde componentes do indicador em</p><p>conformidade e aplicaveis------------------~----------xl00</p><p>total de componentes do indicador</p><p>aplicavels no CMEsob avaliacao</p><p>Graziano et al. propcem indicadores de qualidade</p><p>para CME que, a partir de fundamentacao teorico</p><p>-cientifica, contemplam as etapas do processamento</p><p>de materia is utilizados na assistencia a saude (limpeza,</p><p>preparo/acondicionamento, esterilizacao/guardal distri</p><p>buicao) e abrangem avaliacoes de estrutura, processo e</p><p>INDICADORES DE QUALIDADE</p><p>DE LlMPEZA</p><p>resultado. Cada indicador apresenta os componentes a</p><p>serem avaliados, a forma de obtencao das inforrnacoes</p><p>e a formula de calculo da medida de conformidade".</p><p>A formula para 0 indicador de conformidade de</p><p>cada etapa de processamento e:</p><p>processamento inadequado e falta de cuidados de rna</p><p>nutencao, podendo gerar falha na funcionalidade, des</p><p>conforto ao usuario e riscos ao paciente.</p><p>Parte I Centro de Material e EsteTiliza~ao (CME)</p><p>33</p><p>(continua)</p><p>(E)Enfermeirodo CMEparticipa da decisao de compra de equipamentos, produtos e insumos usados para limpeza..</p><p>Razao:os usuaries diretos selecionam com maior objetividade e com criterios definidos.</p><p>..-_ .._-- ------- . --- -- -- ---- . _ ..__ _._-- ._ ..</p><p>: (I)Carregamento das lavadoras autornaticas na quantidade e disposicao padronizada e validada.Razao:a eficiencia :</p><p>da limpeza rnecanlca dos materiais depende da pressao de contato dos jatos de agua sobre 0 material.</p><p>(I,E)Limpezade materials complexos e canulados com escovas de diarnetro, comprimento e aspereza adequados,</p><p>complementados com lavadora ultrassonka. Razao:sobre as superficies onde nao ha a acao mecanlca forrnarn-se</p><p>biofilrnes e acumulo de materia organica, que constituem barreiras rnecanicas a acao de desinfetantes quirnlcose a</p><p>rnetodos de esterilizacao, especia[mente aqueles gasosos a baixa temperatura .</p><p>.. -- . __ .--. -- ...--."-'-- --_.- ---- ... ..... ._ ..__ ..</p><p>(I,E)Desmontagem dos materiais mediante protocol os e lnstrucoes dos fabricantes. Razao:material sujo podera</p><p>: nao estar esterilizado por rnetodos convencionais, especialmente aqueles gasosos a baixatemperatura .</p><p>. --_._.- _ _ ._ ------------_ .._--- -_._ .. ---_.--_--- ._--- ------._.-- "'-'</p><p>• (I)Nao utilizacao de material abrasive, como esponja de aco, para limpeza manual dos materiais. Razao:dano da</p><p>: superficie do instrumental a medic e longo</p><p>prazos.._------ ----------- - --_. _._---_._----------- -_. --_ .. -_. -.- _.._.- _. --' - .------_. - - -_. _. - -- --- -_.... . - - .. _- - ._ _ ..- _ _- --- ..- - _.-</p><p>: (I)Lavagemdos materiais peca por peca, quando processados manualmente. Razao:rernocao cornpleta de toda</p><p>:__~uJ.i~~de. .. _....... . . . . . _ _ _ .</p><p>i (I)Uso de EPIcompletes. Razao:evidencia de aquisicao de doencas ocupacionais de alta transmissibilidade (HIV,</p><p>: HBVeHCV)por contato com material biologico.-_- ------- ------_._- -- -- -- _. __ ._._ ..__ . ---------_. ---- ._- ------_. _. -- .._- ---_ ,_ -- - -- -- --_._.- _-- ---_ .._". - .,- - _ -_. __ .--_._ - --- -- - - -- _-. -- --- _ ..</p><p>: (I.E)Nao ha subrnersao previa de materiais sujos em solucoes quimicas desinfetantes. Razao:solucoes quirnicas</p><p>desinfetantes nao garantem a descontaminacao e pode ocorrer a fixacao da materia organica sobre 0material...----_ _------ .._---------_ .. - - _- _ _--- .._- . -.- _.- - _-.- .</p><p>(I,E)Trocas da solucao do detergente a cada uso. Razao:nao e possfvel controlar a acao residual do detergente</p><p>i apes um uso, pois depende da quantidade de materia organlca e tnorganica que entrou em contato com a solucao.</p><p>i---- _.- __ -_ _ -" _.-_.. ._. . _. . _. . .. _... . .. _ _.. . _.. ----- _ -_ -_--- ..-- - .. ._.-_._." -</p><p>. (I.E)Uso de detergentes neutros/com e sem enzimas/alcalinos/a.cidos ou sabao desincrustante com criterios</p><p>: definidos, de acordo com as instrucoes do fabricante, destinados ao uso hospitalar e autorizados pela ANVISA.</p><p>: Razao:os insumos para limpeza devem ser adequados ao grau de sujidade para otimizar a acao da rernocao,,------ - - - _--- _-- _ --------_ ..-- - - _._._----_ _----_ ------_ _ .._-------_ ,-- -----------_ __ .</p><p>Quadro 5. Indicador de conformidade de processo para Iimpeza de materiais utilizados na asslstencia a</p><p>saude .</p><p>i (R)Normas e rotinas de facil acesso e revistas anuais. Razao:material documental revisado e fonte de consulta e</p><p>!.~~.ra~t~a pa~roniz_~~a.<?~~~Ii~cadados pr<:>~~?~ITlent()s. .. . .</p><p>(R)Descricao das qualificacoes dos profisslonals de enfermagem. Razao:0 CMEdeve contar com profissionais</p><p>: qualificados para garantir a excelencia do servico.</p><p>•••• __ • .____ _ •• _ ••••••••• __ •••••••• •••••• _. __ ••••••• _ _ • o ••••• •• _ ••• •••• _ o ••••</p><p>..._ _--- -_ .-. - - -- - - -</p><p>U~l..~()!i!!~as.~.e.~C?r::':p~~~~~E!nt()~~ra~c.i~:!1!~~..c()rTl?erfu.roc()_~a.~t~s~R.~za():e.xi~en~~~_[~~~.l: .. _._.. _ .</p><p>: (I)EPIobrigatorios: roupa privativa,luvas imperrneaveis (butilicas/nitrilicas) de cano longo ou protetores de</p><p>: antebraco, oculos de protecao, mascara, avental impermeavel longo. gorro. capa irnperrneavel para calcados ou</p><p>bota. Razao:controlevprevencao de acidentes ocupacionais por contato e respingo com substancias organlcas</p><p>: contaminadas ou toxicas,</p><p>(I)Tratamento da agua para rernocao de microrganismos,metais pesados, cloro e carbonato de calcic. Razao:</p><p>microrganismos Gram-negativos no material podem ser fontes de endotoxinas. Instrumentos cirurgicos sao</p><p>afetados por deposicao e reacao com contaminantes quimicos que provocam manchas e oxidacao e tornam 0</p><p>material mais friavel.Ac;aode detergentes e afetada por agua dura.</p><p>Quadro 4. Indicador de conformidade de recursos tecnico-operacionais para a Iimpeza de materiais</p><p>utilizados na assistencia a saude. (continuar;ao)</p><p>Componentes .</p><p>capitulo 3 limpeza</p><p>34</p><p>2. Psaltikidis EM. Ribeiro SMCP. Recepcao e limpeza dos</p><p>materia is. In: Graziano KU, Silva A, Psaltikidis EM, organi</p><p>zadoras. Enfermagem em centro de material e esteriliza</p><p>cao. Barueri (SP):Manole; 20ll.</p><p>3. Brasil. Ministerio da Saude, Agencia Nacional de Vigilan</p><p>cia Sanitaria (ANVISA). Resolucao da Diretoria Colegia</p><p>da - RDC nQ 15, de 15 de marco de 2012. Disp6e sobre</p><p>requisltos de boas praricas para 0 processamento de</p><p>produtos para saude e da outras providencias. Brasilia:</p><p>D.O.U de 19/03/2012.</p><p>4. Ribeiro SMCP.Limpeza. In: Padoveze MC, Graziano, KU,</p><p>editors. Limpeza, deslnfeccao e estenlizacao de artigos</p><p>em services de saude, Sao Paulo: Associacao Paulista de</p><p>Epidemiologia e Controle de lnfeccao Relacionada a As</p><p>slstencia a Saude (APECIH);2010.</p><p>5. Graziano KU. Processos de limpeza, desinfeccao e este</p><p>rillzacao de artigos odonto-rnedlco-hospitalares e cui</p><p>dados com 0 ambiente de centro cirurgico. In: Lacerda</p><p>RA, editor. Controle de infeccao em centro cirurgico.</p><p>Sao Paulo: Atheneu; 2003.</p><p>6. Chan-Myers H, McAlister D, Antonoplos P. Natural</p><p>bioburden levels detected on rigid lumened medical</p><p>devices before and after cleaning. Am J Infec Control.</p><p>1997;25(6):471-6.</p><p>7. Chu NS, Chan-Myers H, Ghazanfari N, Antonoplos P.Le</p><p>vels of naturally occurring microorganisms on surgical</p><p>instruments after clinical use and after washing. Am J</p><p>Infec Control. 1999;27(4):315-9.</p><p>8. Rutala WA, Gergen MF, Jones JF.Weber DJ. Levels of</p><p>microbial contamination on surgical instruments. Am J</p><p>Infect Control. 1998;26(2):143-5.</p><p>9. PajkosA. Vickery K.Cossart Y.Is biofilm accumulation on</p><p>endoscope tubing a contributor to the failure of clea</p><p>ning and decontamination? J Hosp Infect. 2004;58:224-9.</p><p>1. Rutala WA, Weber DJ.Guideline for disinfection and steri</p><p>lization in healthcare facilities. Atlanta (EUA):CDC; 2008.</p><p>REFERENCIAS</p><p>Justificativa: permite monitorar 0 CME quanta</p><p>aos recursos tecnico-operacionais e ao desempenho</p><p>nos processos de limpeza.</p><p>Implantar indicadores de qualidade de lirnpezacomo ferramenta</p><p>gerencial do CME.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>total de materiais avaliados</p><p>Amostra de materiais inspecionados: :-:-:-:-~,.,..,.,.,..,.,.</p><p>: Relacao dos materiais inspecionados::~ ..-r-.. ,..,.• :-C..=..-r-;••.</p><p>Formula do indicador:</p><p>materiais encontrados sujos apos limpeza</p><p>(inspec;ao visual + testes qufmicos) x 100</p><p>Quadro 6. Indicador de avaliacao de resultado das</p><p>condicoes de limpeza de materiais utilizados na</p><p>assistencia a saude.</p><p>Como indicador de avaliacao de resultado do pro</p><p>cesso de limpeza, os autores" prop oem selecionar uma</p><p>amostra de materiais e submete-los a inspecao visual</p><p>e testes quimicos, aplicando a formula apresentada no</p><p>Quadro 6.</p><p>; (R)Programa de educacao permanente para os funcionarios do CME. Razao: a capacltacao e essencial para 0</p><p>. trabalho qualificado.</p><p>: (R)Manutencao preventiva documentada dos equipamentos utilizados para a limpeza automatizada. Razao: a</p><p>Ill_a~utenc;ao preventivagarante. 0 .f~n.c.i?~~~.~.nt.<??_,?_~.~.~_~i~~Ill~n~.o~.~.a c?ntinu~dade da p.r()?uc;~() do C~~: ..</p><p>: (R)Avaliacao periodlca de desempenho dos equipamentos automatizados de lirnpeza com testes especificos e</p><p>laudos comprobatorlos. Razao:garante a deteccao precoce de saidas de agua entupidas e vazamentos, mantendo</p><p>a qualidade do funcionamento das rnaquinas e a garantia da llrnpeza.</p><p>---- ---- - -- - - - - . - - - - - - - .... - ---</p><p>. {I.E} Os materiais lavados sao secos com fonte terrnica, fluxo de ar medicinal e tecido limpo absorvente que nao</p><p>: solte partfcula. Razao; material urnido propicia crescimento bacteriano e fungos. alern de interferir no processo de</p><p>esterilizacao por meio de oxide de etileno e plasma de peroxide de hidrogenio .</p><p>......... .._---- ._-----</p><p>Quadro 5. Indicador de conformidade de processo para a Iimpeza de materiais utilizados na assistencia a</p><p>saude. (continuQ(;ao)</p><p>Componentes</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (eME)</p><p>35</p><p>da agua para consumo humane e seu padrao de potabl</p><p>lidade, e da outras providencias, Brasilia, DF;2004.</p><p>24. Fonseca RMP. Qualidade da agua e do vapor interfe</p><p>rindo na conservacao do instrumental. Rev SOBECe.</p><p>1997;2(3):20-3.</p><p>25. International Organization for Standardization (ISO). ISO</p><p>11134/1994.Sterilization of health care products: requi</p><p>rements for validation and routine control _ industrial</p><p>moist heat sterilization. Geneva; 1994.</p><p>26. Brasil. Agencia Nacional de vlgllancta Sanitaria (ANVI</p><p>SA).RDCnQ55,de 14de novembro de 2012.Dispoe sobre</p><p>os detergentes enzirnaticos de uso restrito em estabele</p><p>cimentos de assistencia a saude com indicacao para lim</p><p>peza de dispositivos medicos e da outras providencias.</p><p>D.o.U. de 21/11/2012.</p><p>27. Brasil. Agencia Nacional</p><p>de Vigil~mcia Sanitaria (AN</p><p>VISA). Notlficacao de produto. Como classificar um</p><p>produto de risco I. [Acesso 2012 jan. 3]. Disponivel em:</p><p>http://www.anvisa.gov.br/saneantes/registro/regis</p><p>tro 01.htm.</p><p>28. Padoveze Me. Esteriilzacao: aspectos gerais. In: Padove</p><p>ze MC, Graziano KU. Esterilizacao de artigos em unida</p><p>des de saude. Sao Paulo: Associacao Paulista de Estudos</p><p>e Controle de lnfeccao Hospitalar (APEClH);2003.</p><p>29. Lee e. Acute febrile and hypotensive reactions tempo</p><p>rally associated with use of concentrated bioenzyme</p><p>preparations in the cleaning and sterilization of endom</p><p>yocardial bioptomis. In: Abstract of the 4th National</p><p>Conference on Nosocomial and Health Care _ Associa</p><p>ted Infections. Atlanta; 2000.</p><p>30. Hellinger We. Bacalis LP, Edelhauser HF, Mamalis N,</p><p>Milstein B, Masket 5; A5CRS Ad Hoc Task Force on</p><p>cleaning and sterilization of intraocular instruments.</p><p>Recommended practices for cleaning and sterilizing in</p><p>traocular surgical instruments. J Cataract Refract Surg.</p><p>2007;33(6):1095-100.</p><p>31. Fuzessy VD, De Lello SR, Friedrich M. Estudo sobre os</p><p>beneficios fisicos de utilizacao do detergente alcalino</p><p>na limpeza dos instrumentais cirurgtcos. Trabalho apre</p><p>sentado no 112Congresso Mundial de Esterilizacao e 72</p><p>Simp6sio Internacional de Esterilizacao e Controle de</p><p>lnfeccao Hospitalar. Sao Paulo, 30 de junho a 1Qde ages</p><p>to de 2010.</p><p>32. Alfa MJ, Nemes R. Manual versus automated methods</p><p>for cleaning reusable accessory devices used for mini</p><p>mally invasive surgical procedures. J Hosp Infection.</p><p>2004;58(1):50-8.</p><p>33. Spry e. Cuidados e manuseio dos instrumentos cirurgi</p><p>cos. In: Tighe 5MB. lnstrumentacao na sala de operacao:</p><p>um manual fotografico. 5~ed. Rio de Janeiro: Guanabara</p><p>Koogan; 1999.</p><p>10. Branda 55, vik A, Friedman L, Kolter R. Biofilms: the ma</p><p>trix revisited. Trends Microbiol. 2005;13:20-6.</p><p>11. Dolan RM. Biofilms and device-associated infections.</p><p>Emerg Infec Dis. 2001;7(2):277-81.</p><p>12. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirurgi</p><p>co, Recuperacao Anestesica e Centro de Material e Es</p><p>terilizacao (SOBECq. Praticas recomendadas. 5~ed. Sao</p><p>Paulo: SOBECC;2009.</p><p>13. Brasil. Ministerio da Saude. Agencia Nacional de Vigilan</p><p>cia Sanitaria (ANVISA).lnforme Tecnico n201/09. Prind</p><p>pios basicos para limpeza de instrumental cirurgico em</p><p>Services de Saude. Brasilia; 2009.</p><p>14. Alfa MJ, Nemes R. Inadequacy of manual cleaning for</p><p>reprocessing single-use, triple lumen sphinctertomes: si</p><p>mulated-use testing comparing manual with automated</p><p>cleaning methods. Am J Infect Control. 2003;31(4):193-207.</p><p>15. Oliveira AC, Costa TMPF, Rodrigues Ribeiro M, Oliveira</p><p>de Paula A, Azevedo Te. Prepare de materiais em salas</p><p>de utilidades: uma reflexao sobre esta pratka. Enferme</p><p>ria Global. 2009;16:1-13.</p><p>16. Luckwu ADGV, Silva EL da, Araujo EC de. Fatores de ex</p><p>posicao do profissional da saude as substancias quiml</p><p>cas utilizadas nos processos de lavagem e desinfeccao</p><p>no expurgo. Rev Enferm UFPEon line. 2010;4(1):254-61.</p><p>17. Alfa MJ. Cleaning: recent advances in products and pro</p><p>cesses and real-time monitoring. [Cited 2009 May 15].</p><p>Available from: http://www.wfhss.com/html/educ/</p><p>lectures/us _apic_ con£1006_lectureOl_ en.pdf.</p><p>18. Duarte RS, Lourenco MC, Fonseca L de S, Leao SC,</p><p>Amorim ELT.Rocha ILL, et al. Epidemic of postsurgical</p><p>infections caused by Mycobacterium massiliense. J Clin</p><p>Microbiol. 2009; 47:2149-55.</p><p>19. Pitombo MB, Lupi 0, Duarte RS.lnfeccoes por rnlcobac</p><p>terias de crescimento rapido resistentes a desinfetantes:</p><p>uma problernatica nacional? Rev Bras Obstet. [online]</p><p>Rio de Janeiro, 2009; 31(11).</p><p>20. Brasil. Agencia Nacional de Vigtlancia Sanitaria (ANVI</p><p>SA). RDC nQ8, de 27 de fevereiro de 2009. Dispoe sobre</p><p>as medidas para reducao da ocorrencia de iofeccces por</p><p>Mtcobacterias de Crescimento Rapido _ MCR em servi</p><p>C;:OS de saude. D.O.U. de 02/03/2009.</p><p>21. Association for the Advancement of Medicallnstrumen</p><p>tation (AAMI). Technical information report n. 34.Water</p><p>for the reprocessing of medical devices. Arlington; 2007.</p><p>22. Burlew JA. Care and handling of ophthalmic microsurgi</p><p>cal instruments. 2nded. American Society of Ophthalmic</p><p>Registered Nurses. Dubuque, Kendall: Hunt Publishing;</p><p>2006.</p><p>23. Brasil. Ministerio da Saude. Portaria nQ518,de 25 de mar</p><p>co de 2004. Estabelece os procedimentos e responsa</p><p>bilidades relativos ao controle e vigilancia da qualidade</p><p>Capitulo 3 limpeza</p><p>36</p><p>36. Graziano KU. Lacerda RA. Turrini RNT. Bruna CQM, Sil</p><p>va CPRS,Schmitt C, et al. Indicadores de avaliacao do</p><p>processamento de artigos odonto-rnedico-hospltalares:</p><p>elaboracao e validacao, Rev EscEnferm USP.2009;43(Esp</p><p>2):1174-80.</p><p>34. Takeiti MH. Graziano KU. lnovacoes tecnol6gicas no</p><p>processamento da limpeza de artigos medicos. Rev 50-</p><p>BECC.2000;5(1):12-7.</p><p>35. DesCoteaux JG. Poulin EC.Julien M. Guidoin R. Residual</p><p>organic debris on processed surgical instruments. AORN</p><p>J. 1995;62(1}:23-30.</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>37</p><p>duz 0 gas da fonte ao dispositivo de inalacao, embora</p><p>ambos estejam no mesmo grupo de semicriticos.</p><p>A desinfeccao pode ser aplicada tambern em rna</p><p>teriais nao criticos, em especial nos contaminados</p><p>com elevada quantidade de material organico e car</p><p>ga microbiana, como comadres, papagaios, frascos de</p><p>drenagem e outros utensilios'r'".</p><p>Superficies fixas, equipamentos e mobilias utili</p><p>zadas na assistencia a saude podem ser submetidos a</p><p>desinfeccao, porem nao e 0 foco de abordagem deste</p><p>capitulo, que se atem a discussao dos processos de de</p><p>sinfeccao aplicados a produtos para saude, no ambito</p><p>do Centro de Material e Esterilizacao (CME).</p><p>A desinfeccao e classificada, conforme seu espec</p><p>tro de acao, em alto nivel, nivel intermediario e baixo</p><p>nivel. A desinfeccao de alto nivel deve eliminar todos</p><p>os microrganismos em forma vegetativa e alguns espo</p><p>ros. A desinfeccao de nivel intermediario deve destruir</p><p>todas as bacterias vegetativas, bacilo da tuberculose,</p><p>fungos e virus lipidicos e alguns nao lipidicos; ela nao</p><p>elimina esporos. A desinfeccao de baixo nivel elirnina</p><p>apenas bacterias vegetativas, virus Iipidicos, alguns VI</p><p>rus nao lipidicos e alguns fungos; nao elimina mico</p><p>bacterias nem esporos (Quadro 1)1,5.6.</p><p>Desinfeccao quimica automatizada</p><p>Desmfeccao quimica manual</p><p>Enxaguedos materiais depois da desinfeccao quimica</p><p>Precaucoes na utilizacao dos agentes quimicos</p><p>Secagem. embalagem e guarda dos materiais</p><p>desinfetados</p><p>Controle dos processos de desinfeccao</p><p>Referencias</p><p>Desinfec~ao</p><p>Capitulo 4</p><p>A desinfeccao de materiais consiste em processo</p><p>de eliminacao de microrganismos presentes nos pro</p><p>dutos utilizados para assistencia a saude, porem com</p><p>menor poder letal que a esterilizacao, pois nao destr6i</p><p>todas as formas de vida microbiana, principalmente</p><p>os esporos. Tern como objetivo garantir 0 manuseio</p><p>e a utilizacao segura do produto para saude, de urn</p><p>paciente a outro, diminuindo os riscos de infeccao'",</p><p>E indicada para produtos semicriticos que entram</p><p>em contato com membranas mucosas colonizadas ou</p><p>pele nao integra, mas restrita a ela. Essa categoria envol</p><p>ve uma gama enorme de itens, com grande variedade</p><p>de utilizacoes, tais como os acess6rios para assistencia</p><p>respiratoria, endoscopies flexiveis, especulos, laminas</p><p>para laringoscopia eoutros'. Da classificacao atualmen</p><p>te utilizada para guiar a descontaminacao de materiais</p><p>entre urn uso e outro, segundo seu potencial de risco de</p><p>causar infeccoes, os materiais semicriticos sao os mais</p><p>problematicos, por abarcar, no rnesmo grupo, materiais</p><p>de criticidade e risco muito diferentes. 0 risco de con</p><p>taminacao cruzada de urn broncoscopio e consensual</p><p>mente maior do que urn extensor de oxigenio que con-</p><p>Estrutura do capitulo</p><p>lntroducao</p><p>Selecao dos equipamentos para desinfeccao</p><p>Metodos ftsicos automatizados de deslnfeccao</p><p>Lavadorastermodesinfetadoras</p><p>Pasteurizadoras</p><p>Ouallficacao dos equipamentos de terrnodeslnfeccao</p><p>Metodos quimicos de desinfeccao</p><p>Selecao de desinfetantes para produtos para a saude</p><p>Principiosativos indicados para desinfeccao de produtos</p><p>para saude</p><p>- - -- - - -- -- ---- - - --. -</p><p>._. --- --- -- -- -- -- ....:</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>38</p><p>Existem no mercado varies modelos, acess6rios</p><p>e marcas de equipamentos destinados a desinfec</p><p>c;aoautomatizada e todos devem possuir registro na</p><p>Agenda Nacional de Vigilancia Sanitaria - ANVISA</p><p>como pr6prios para desinfeccao de produtos para</p><p>SELE{:AO DOS EQUIPAMENTOS</p><p>PARA DESINFEC{:AO</p><p>Independentemente do metodo ou do nivel de de</p><p>sinfeccao adotado, a garantia de adequada limpeza do</p><p>produto e fator primordial a eficiencia do processo'Y,</p><p>A realizacao dos processos de desinfeccao dove</p><p>constituir acoes planejadas pelo enfermeiro, com base</p><p>na demanda do service de saude, otimizacao dos</p><p>recursos humanos e de insumos, possibilidade de</p><p>acondicionamento do material, contra le de custos e</p><p>racionalizacao do trabalho. Toda a estrutura deve ser</p><p>prevista no que envolve a area fisica, rede hidraulica</p><p>com agua de qualidade apropriada, rede de ar compri</p><p>mido, equipamentos e acessoriosv-".</p><p>A equipe deve ser adequadamente treinada para a</p><p>correta classificacao dos materiais e a escolha do me</p><p>lhor metodo de desinfeccao, alem do manuseio e do</p><p>processamento seguro do produto, de modo a facilitar</p><p>a aquisicao, a retencao e a transferencia de aprendiza</p><p>gem ao trabalho. Manter a disposicao orientacoes tee</p><p>nicas escritas e atualizadas, em local acessivel a equipe,</p><p>alern da supervisao dos passos criticos, e fundamental</p><p>para garantir a eficiencia no processo'r'=".Dos metodos de desinfeccao devem ser prioriza</p><p>dos os fisicos, pois sao automatizados, permitindo a</p><p>monitoracao dos parametres e reprodutividade do</p><p>processo, minimizando a ocorrencia de falhas hu</p><p>manas, alem de nao oferecerem riscos decorrentes de</p><p>residuos quimicos aos pacientes, profissionais e meio</p><p>ambiente. Na impossibilidade de ado tar desinfeccao</p><p>terrnica, preferir os metodos quimicos automatizados,</p><p>par conferirem maior seguranca ao processo e aos</p><p>profissionais.</p><p>• Fisicos: agem por acao terrnica, como pasteuriza</p><p>c;:aoe terrnodesinfeccao:</p><p>• Quimicos: agem pelo uso de desinfetantes qui</p><p>micos, como aldeidos, acido peracetico, solucces</p><p>cloradas e alcool;</p><p>• Fisico-quimicos: quando associam agentes quimi</p><p>cos a parametres fisicos em processos automatiza</p><p>dos (por exemplo, agua eletrolizada).</p><p>Cabe destacar que diversas literaturas afirmam</p><p>que as microrganismos do grupo Coccidia sao mais re</p><p>sistentes aos gerrnicidas quimicos do que as micobac</p><p>terias1,7,S. Essa constatacao e preocupante no proces</p><p>samento dos colonoscopios, uma vez que a Coccidia</p><p>pode fazer parte da microbiota intestinal humana. No</p><p>entanto, par ora, a desinfeccao de alto nivel para esses</p><p>equipamentos continua recomendada, como procedi</p><p>menta minimo, ap6s Iimpeza rigorosa'",</p><p>Os metodos de desinfeccao podem ser1,9,1O:</p><p>3 lnclui esporos assexuados, mas nao necessariamente 05 esporos de Chlamydia ou esporos sexuados; b Apenas com longo</p><p>tempo de exposicao e capaz de eliminar um elevado nurnero de esporos bacterianos; c 0 hipoclorito de sodio, classiticado como</p><p>desinfetante de nivel lnterrnediarlo, apresenta ar;:aoesporicida, porern os demais nao atingem esse espectro de acao; d Alguns</p><p>desinfetantes de nivel interrnedario nao apresentam acao contra virus nao lipidicos.Observacao: 0 simbolo de adicao (+} indica</p><p>que 0 efeito microbicida e esperado; 0 simbolo de subtracao (-) indica efeito microbicida reduzido ou ausente.</p><p>Nive( de desinfeccao Bacterias Fungos Virus</p><p>Esporos' Micobacterias Bacterias Pequenos e Mediose</p><p>vegetativas nao lipidicos llpfdicos</p><p>Alto +b + + + + +</p><p>lnterrnediario .c + + + +d +</p><p>-</p><p>Baixo - - + + + +</p><p>-</p><p>Quadro 1.Nive( de desinfeccao de acordo com 0 espectro de acao microbicida',</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>39</p><p>As lavadoras termodesinfetadoras consistem em</p><p>equipamentos que realizarn a limpeza e a desinfeccao</p><p>lavadoras termodesinfetadoras</p><p>Os equipamentos adotados para desinfeccao fisica</p><p>sao as lavadoras termodesinfetadoras e as pasteuriza</p><p>doras.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Minirniza erros hurnanos;</p><p>Nao deixa residuos no material;</p><p>E atoxico para 0 paciente e para 0 rneio arnbiente;</p><p>Oferece baixo risco ocupacional e as queimaduras</p><p>podem ser facilmente preveniveis;</p><p>Tern baixo custo operacional;</p><p>Alguns equipamentos, alem da terrnodesinfeccao,</p><p>realizam a limpeza previa dos materiais e a seca</p><p>gem ao terrnino do processo.</p><p>•</p><p>•</p><p>• Realiza desinfeccao de alto nivel, ou seja, inativa</p><p>bacterias vegetativas, virus, fungos emicobacterias,</p><p>• Permite padronizacao e reprodutividade do pro</p><p>cedimento;</p><p>Favorece monitoracao e registro do processo;</p><p>Sao muitas as vantagens do metodo fisicode desin</p><p>feccao, incluindo've":</p><p>METODOS FislCOS AUTOMATIZADOS</p><p>DE DESINFEC~AO</p><p>Iustificativa: diante dos diferentes tipos e capa</p><p>cidades de equipamentos para desinfeccao, 0 Estabe</p><p>lecimento de Assistencia a Saude (EAS) deve garantir</p><p>adequado dimensionamento e selecao do equipamen</p><p>to, evitando sobrecarga ou subutilizacao, que podem</p><p>levar a investimento inapropriado.</p><p>Selecionar0 equipamento contorme a demanda de produtos para</p><p>saude a serem desinfetados.</p><p>Iustificativa: cumprimento da legislacao sanitaria</p><p>que estabelece Boas Praticas de Pabricacao aos fabri</p><p>cantes e registro do equipamento junto a ANVISA,</p><p>visando a seguranca do paciente e dos profissionais de</p><p>saude,</p><p>Respeitar as normas vigentes na selecao e na utilizacao de</p><p>equipamentos para desinteccao de produtos para saude.</p><p>Alem dos aspectos legais, a selecao do equipamen</p><p>to deve considerar a demanda do CME quanta ao tipo</p><p>e volume de materiais a serem processados. E preciso</p><p>avaliar a infraestrutura necessaria e a analise de custo</p><p>-efetividade para a aquisicao, a instalacao e a operacao</p><p>do equipamento. 0 service de saude tambern deve se</p><p>preocupar com a assistencia pos-venda oferecida pelo</p><p>fabricante, 0 que envolve suporte no processo de ins</p><p>talacao, qualificacao (instalacao, operacao e desern</p><p>penho), treinamento da equipe do CME, service de</p><p>manutencao, fornecimento de acessorios ou pecas de</p><p>reposicao e esclarecimento de duvidas":".</p><p>• Modelos de lavadoras de descarga, tam bern</p><p>chamadas equipamentos de desinfeccao de flu-</p><p>.. xo, especificos para utensilios como comadre,</p><p>papagaio e frascos de aspiracao: devem aten</p><p>der ao preconizado na norma ISO 1588)2,16,</p><p>devendo demonstrar, minima mente, eficiencia</p><p>contra microrganismos definidos pela RDC nll</p><p>35/20105, para desinfeccao de alto nivel;</p><p>• Modelos para desinfeccao quirnica e fisicoqui</p><p>mica de materiais sensiveis ao calor, incluindo</p><p>endoscopio'r-":", devendo demonstrar a eficien</p><p>cia contra microrganismos definidos pela RDC</p><p>nll 35120105, para desinfeccao de alto nivel.</p><p>• Modelos de desinfectadoras terrnicas para ins</p><p>trumentos cinirgicos, anestesicos e tubos respi</p><p>ratorios, conteiner metalico, utensilios e vidro:</p><p>as maquinas devem atender ao preconizado nas</p><p>normas ISO 15883-1 e ISO 15883-214.15, alern de</p><p>demonstrar a eficiencia contra microrganismos</p><p>definidos pela RDC nO. 35/20105 para desinfec</p><p>c;:aode alto nivel:</p><p>saude. Os fabricantes devem atestar Boas Praticas de</p><p>Fabricacao, conforme estabelecido pela ANVISA e</p><p>de acordo com sua linha de producao!':".</p><p>Os equipamentos de desinfeccao podem ser</p><p>classificados em tres grupos, de acordo com a area</p><p>de aplicacao"-":</p><p>Capitulo 4 Desinfeq:ao</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>40</p><p>Sempre que posstvel.preferir rnetodos fisicosde</p><p>Cardoso</p><p>Cristiane Patricia Azevedo Tastch</p><p>Cristiane Sanchonete Vaucher</p><p>Alice da SilvaMarin Denise Rodrigues</p><p>Segunda-sectetaria Denise Vieta Soares</p><p>Diovane Ghignotti Costa</p><p>Sirlene Aparecida Negri Glasenapp Elenara Consul Missel</p><p>Primeira-tesoureira Elenice Aparecida Oliveira Kocssis</p><p>Elisabete Ribeiro Fernandes</p><p>Soraya Palazzo Elisabeth Tot</p><p>Coordenadota da Comissao de Assis- Eloise Maria B. Perin</p><p>Diretoria da Gestao1999-2001 colaboradores</p><p>Praticas Recomendadas SOBECC1! edi~ao</p><p>Maria Alice O. Peres</p><p>Maria Clara Padoveze</p><p>Maria Cristina Ferreira Quelhas</p><p>Maria do Carmo M. da Rocha</p><p>Maria Helena Barbosa</p><p>Maria Helena Martins dos Santos</p><p>Marister Perin Corso</p><p>Marta Justina Giotti Cioato</p><p>Mercia Liberato Guedes</p><p>Miriam Beatriz de Tolledo Maciel</p><p>Naura Silvia M. Coutinho</p><p>Osmar Ferreira da Silva</p><p>Paola F. Bastos</p><p>Patricia Hoffmann Carvalho</p><p>Renata Batista Carma</p><p>Rita Catalina Aquino Caregnato</p><p>Rosemeri Maria Silveira</p><p>Simone Pasin</p><p>Sirlene Aparecida N. Glasenapp</p><p>Soraya Palazzo</p><p>Suzana Casa da Silva</p><p>Vilma Dalpiaz Terterola</p><p>Zuleimar Melo da Silva</p><p>Maria Clara Padoveze</p><p>Aparecida de Cassia Giani Peniche</p><p>Estela Regina Ferraz Bianchi</p><p>Revisoras tecnicas</p><p>VIII</p><p>Rachel de Carvalho</p><p>Vania Pastore</p><p>Maria Isabel Pedreira de Freitas Ce</p><p>ribelli</p><p>Diretora da Comissao de Publicacao</p><p>eDivulga~ao</p><p>tencia</p><p>Soraya Palazzo</p><p>Coordenadora da Comissao deAssis-</p><p>Centro de Material e</p><p>Marcia Bergamo Giannattasio Esteriliza<;ao</p><p>Coordenadora da Comissao de Edu-</p><p>carao Anete Maria Santos da Costa</p><p>Jeane Aparecida Gonzalez Bronzatti</p><p>Marcia Hitorni Takeiti</p><p>Margarita Dina A. de Araya</p><p>Ana Lucia SilvaMirancos da Cunha</p><p>Aparecida de Cassia Giani Peniche</p><p>Bianca Mattos de Araujo</p><p>Fabiana Andrea Lopes Soares</p><p>Renata Barco de Oliveira</p><p>Rosa Maria Pelegrini Fonseca</p><p>Telma Pereira</p><p>Centro Cirurgico e Recuperacao</p><p>Pos-Anestesica</p><p>Comissao de Revisio</p><p>Marcia Bergamo Giannattasio</p><p>Coordenadora</p><p>Luci Yoshimi Miyashiro Futakawa</p><p>Segunda-tesoureira</p><p>Sirlene Aparecida Negri Glasenapp</p><p>Primeira-tesoureira</p><p>Maria do Carmo Amarante Rocha</p><p>Marques</p><p>Segunda-secretaria</p><p>Helena Marubayashi Yokoyama</p><p>Primeira-secretdria</p><p>Ioao Francisco Possari</p><p>Vice-presidente</p><p>Joana Lech</p><p>Presidente</p><p>Diretoria da Gestao 2001R 2003 Margarita Dina A. de Araya</p><p>Coordenadora do Conselho Fiscal</p><p>Praticas Recomendadas SOBECC 2!edi~io</p><p>Eliane Molina Psaltikids</p><p>Estela Regina Feraz Bianchi</p><p>Maria Clara Padoveze</p><p>Joao Francisco Possari</p><p>Diretor do Conselho Fiscal</p><p>Aparecida de Cassia Giani Peniche</p><p>Diretora da Comissao de Publicacao Revisoras tecnicas</p><p>e Divulgacao</p><p>Centro de Material e Esterilizacao</p><p>Ianete Akamine</p><p>Gessilene de Souza Barbosa</p><p>Margarita Dina A. de Araya</p><p>Debora Cristina Silva Popov</p><p>Diretora da Comissao de Educadio</p><p>Maria Helena Martins dos Santos Centro Cirtirgico</p><p>Primeira-tesoureira Veronica Cecilia Calbo de Medeiros</p><p>Fabiana Andrea Lopes Soares</p><p>Luci Y.M. Futakawa Helena Marubayashi Yokoyama</p><p>Segunda-tesoureira Marcia Bergamo Giannattasio</p><p>Maria Celia Croisfelt</p><p>Jeane Aparecida Gonzalez Bronzatti Daniela Magalhaes Bispo</p><p>Diretora da Comissao deAssistencia</p><p>Sandra Regina Sanchez Lainetti Debora Cristina Silva Popov</p><p>Segunda-secretaria Ioao Francisco Possari</p><p>Helena Marubayashi Yokoyama</p><p>Prirneira-secretaria Coordenadores</p><p>Comissao de Revisao</p><p>Rosa Maria Pelegrini Fonseca</p><p>Maria do Carmo Camargo Ama</p><p>rante</p><p>Yice-presidente</p><p>Coordena~ao-GeTal</p><p>Diretoria da Gestao 2003-2005 Heloisa Helena Ferreti Silva</p><p>Solange Scaramuzza</p><p>Rosa Maria Pelegrini Fonseca Membros do Conselho Fiscal</p><p>Presidente</p><p>IX</p><p>(j).J~~c~a~ Praticas Recomendadas SOBECC3! edi~iio</p><p>.. ~ ......</p><p>) ;y'</p><p>I.<:.: .... ~</p><p>"r.-:;":\~~</p><p>Rachel de Carvalho</p><p>Eliane Silva Grazziano</p><p>Ariete Silva</p><p>Revisorastecnicas</p><p>Coordenadoras</p><p>Ligia Garrido Calicchio</p><p>Marcia Hitomi Takeiti</p><p>Comissao</p><p>Ioao Francisco Possari</p><p>Henrique [atene</p><p>Fernanda Patricia dos Santos</p><p>Ana Maria Ferreira de Miranda</p><p>Marcia Cristina Pereira</p><p>Gessilene Souza Barbosa</p><p>Giovana Abrahao de Araujo Moriya</p><p>Maria Antonieta Velosco</p><p>Cristiane de Lion Botero Couto</p><p>Lopes</p><p>Comissaode revisao</p><p>Centro de Material e</p><p>Esteriliza~ao</p><p>x</p><p>Coordenadora</p><p>Aparecida de Cassia Giani Peniche</p><p>Comissao</p><p>Elaine Ferreira Lasaponari</p><p>Aparecida de Cassia Giani Peniche Vivian Silva Lazzari</p><p>Diretora do Conselho Fiscal</p><p>Comissaode revisao</p><p>Recupera~ao Pos-Anestesica</p><p>Coordenadora</p><p>Ianete Akamine</p><p>Comissao</p><p>Tania Regina Zeni Diniz</p><p>Soraya Palazzo</p><p>Ernane de Sousa Almeida</p><p>Celia Maria Brandao B. Cardone</p><p>Alessandra Destra</p><p>Isabel Miranda Bonfim</p><p>Diana Villela</p><p>Ana Lucia Mirancos da Cunha</p><p>Maria Lucia Fernandez Suriano</p><p>Maria Clara Padoveze</p><p>Beatriz Helena B. P. de Souza</p><p>Matheus Seity M. Takayama</p><p>Comissao de revisao</p><p>Centro Cirurgico</p><p>Renata Barco de Oliveira</p><p>Diretora da Comissao de Assistencia</p><p>de Enfermagem</p><p>Rita de Cassia Burgos de Oliveira</p><p>Leite</p><p>Diretora da Comissao de Publicaciio</p><p>e Divulgacao</p><p>Marcia Cristina de Oliveira Pereira</p><p>Diretora da Comissao de Educacao</p><p>Maria Helena Martins Ricci</p><p>2a Tesoureira</p><p>Ioao Francisco Possari</p><p>12 Tesoureiro</p><p>Tania Regina Zeni Diniz</p><p>2!! Secretaria</p><p>Marcia Hitomi Takeiti</p><p>1a Secretaria</p><p>Ligia Garrido Calicchio</p><p>Vice-presidente</p><p>Diretoria da Gestao 2007-2009 Ernane de Sousa Almeida</p><p>Janete Akamine</p><p>Jeane Aparecida Gonzalez Bronzatti Membros do Conselho Fiscal</p><p>Presidente</p><p>Praticas Recomendadas SOBECC 5~edi~ao</p><p>Revisora tecnica e coordenadora</p><p>Eliane da Silva Grazziano</p><p>Revisores</p><p>Ana Lucia de Mattia</p><p>Aparecida de Cassia Giane Peniche</p><p>Carolina Tonini Goulart</p><p>Elaine Lasaponari</p><p>Eliane da Silva Grazziano</p><p>Isabel Yovana Quispe Mendoza</p><p>Laura de Azevedo Guido</p><p>Veronica Calbo de Medeiros</p><p>Mariangela Belmonte Ribeiro</p><p>Wagner de Aguiar Junior</p><p>Recuperacao Pos-Anestesica</p><p>Revisores</p><p>Estela Regina Ferraz Bianchi</p><p>Ioao Francisco Possari</p><p>Rita Catalina Aquino Caregnato</p><p>JeaneAparecida Gonzalez Bronzatti</p><p>Maria Lucia Fernandez Suriano</p><p>XI</p><p>Revisores</p><p>Kazuko Uchikawa Graziano</p><p>Eliane Molina Psaltikidis</p><p>Revisora tecnica e coordenadora</p><p>Kazuko Uchikawa Graziano</p><p>Aparecida de Cassia Giani Peniche</p><p>Tania Regina Zeni</p><p>Membros da Comissao de Educaciio</p><p>Marcia Cristina Pereira</p><p>Diretora da Comissao de Educacao</p><p>Mariangela Belmonte Ribeiro</p><p>Giovana Abrahao deAraujo Moriya Centro de Material e</p><p>Membros da Comissao deAsststencia Esterillzacao</p><p>Rachel de Carvalho</p><p>Coordenadora da Revisao</p><p>Maria Lucia Suriano Tecnica</p><p>Diretora da Comissao deAssistencia</p><p>Comissao de Revisao</p><p>Katia Aparecida Ferreira de Almei</p><p>da</p><p>Mara Lucia Leite Ribeiro</p><p>Membros do Conselho Fiscal</p><p>Ernane de Sousa Almeida</p><p>Diretor do Conselho Fiscal</p><p>Raquel Machado Cavalca Coutinho Centro Cirurgico</p><p>Eliane da Silva Grazziano</p><p>Membros da Comissao de Publicacao Revisora tecnka e coordenadora</p><p>eDivulgarao Rachel de Carvalho</p><p>Rachel de Carvalho</p><p>Diretora da Comissao de Publicacao</p><p>e Divulgadio</p><p>Praticas Recomendadas SOBECC6!edi~ao</p><p>Maria Clara Padoveze</p><p>Arlete Silva</p><p>Giovana Abrahao de Araujo Moriya</p><p>Zuleica Fazoni Souza</p><p>Segunda tesoureira</p><p>Simone Batista Neto Arza</p><p>Primeira tesoureira</p><p>Andrea AlfayaAcuna</p><p>Segunda secretdtia</p><p>Liraine Laura Farah</p><p>Primeira secretaria</p><p>Marcia Hitomi Takeiti</p><p>Vice-presidente</p><p>Ianete Akamine</p><p>Presidente</p><p>Diretoria da Gestao 2011-2013</p><p>363</p><p>257</p><p>258</p><p>260</p><p>268</p><p>276</p><p>301</p><p>320</p><p>333</p><p>343</p><p>353</p><p>356</p><p>358</p><p>249</p><p>113</p><p>114</p><p>125</p><p>136</p><p>157</p><p>173</p><p>191</p><p>201</p><p>215</p><p>230</p><p>1</p><p>3</p><p>14</p><p>18</p><p>37</p><p>58</p><p>73</p><p>91</p><p>sumarlo</p><p>XIII</p><p>lndlce remissivo</p><p>Parte 111-Recuperacao Pos-Anestesica (RPA)</p><p>lntroducao</p><p>Capitulo 1- Aspectos organizacionais da recuperacao pos-anestesica</p><p>Capitulo 2 - Processo de cuidar em recuperacao pos-anestesica</p><p>Capitulo 3 - Recuperacao pos-anesteslca dos principais procedimentos cirurgicos</p><p>Capitulo 4 - Desconfortos na recuperacao pos-anesteska</p><p>Capitulo 5 - Cornpllcacoes na recuperacao pos-anestesica</p><p>Capitulo 6 - Recuperacao anesteslca do paciente pediatrico</p><p>Capitulo 7 - Recuperacao anesteska do paciente geriatrico</p><p>Capitulo 8 - Acompanhante ou familiar na recuperacao pos-anestesica</p><p>Capitulo 9 - Alta para a unidade de destino</p><p>Capitulo 10 - Indicadores de qualidade da assistencia na recuperacao pos-anestesica</p><p>Parte 11- Centro CirurqicoCCC)</p><p>Capitulo 1 - Estrutura fisica do centro orurgico</p><p>Capitulo 2 - Recursos humanos no centro clnirglco</p><p>Capitulo 3 - Medidas de biosseguranca no ambiente cirurglco</p><p>Capitulo 4 - Prevencao e controle de lnfeccao</p><p>desinteccao,</p><p>Iustificativa; a desinfeccao termica permite mo</p><p>nitoramento dos para metros e reprodutividade do</p><p>processo, minimizando a ocorrencia de falhas huma</p><p>nas, alem de ter baixo custo operacional e nao oferecer</p><p>riscos decorrentes de residuos quirnicos aos pacientes,</p><p>aos profissionais e ao meio ambiente.</p><p>No desenvolvimento do protocolo de qualificacao</p><p>dos equipamentos, deve-se avaliar primeiro qual e a</p><p>infraestrutura (agua fria e/ou quente, ar comprimido,</p><p>sistema de exaustao, drenagem etc.) necessaria e quais</p><p>sao os limites operacionais requeridos pelo fabricante</p><p>do equipamento de desinfeccao. Vale ressaltar que os</p><p>fabricantes desenvolvern seus equipamentos de manei</p><p>ra que possam atingir parametres requeridos por nor</p><p>mas tecnicas'. Esta tramitando uma proposta de nor</p><p>matizacao para as lavadoras termodesinfetadoras pela</p><p>Associacao Brasileira de Normas Tecnicas (ABNT),</p><p>que abordara os requisitos gerais, as definicoes e os en</p><p>saios". Enquanto essa norma nao e aprovada, podem</p><p>ser consideradas as varias norm as tecnicas internacio</p><p>nais, devendo-se ado tar aquela que apresente os testes</p><p>e desafios mais rigorosos ao equipamento" .</p><p>A validacao do equipamento deve ser efetuada em</p><p>parceria com 0 fornecedor do equip amen to, a equipe</p><p>de engenharia clinica do service de saude e a equipe do</p><p>CME6,LO. Como a temperatura consiste em parametro</p><p>critico para a eficiencia da desinfeccao, ela exige vali</p><p>dacao por meio de sensores calibrados (termopares),</p><p>que detectem discrepancias ao longo do ciclo ou em</p><p>diferentes posicoes da camara ou da cuba.</p><p>QualifJca~aodos equipamentos</p><p>de termodesinjeccac</p><p>Conhecer as indicacoes, restricoes, forma de funcionamento e</p><p>cuidados para utilizacaodos equipamentos de termodesinfeccao,</p><p>Justificativa: os profissionais de saude devem ter</p><p>conhecimento aprofundado sobre os equipamentos</p><p>visando garantir seu uso racional, eficiencia do pro</p><p>cesso de desinfeccao, prevencao de danos aos produtos</p><p>para a saude e seguranca ocupacional.</p><p>As pasteurizadoras sao equipamentos que rea</p><p>lizam a desinfeccao de alto nivel' pela imersao em</p><p>agua quente. 0 cicIo mais comum e de 700C por 30</p><p>minutos. Mantem a temperatura estavel, con forme</p><p>programa deterrninado, com controle do tempo de</p><p>exposicao. A colocacao e a retirada dos materiais sao</p><p>feitas por cestos vazados, minimizando 0 risco de</p><p>queimaduras. Podem ser utilizadas para acessorios de</p><p>assistencia ventilat6ria e para utensilios como coma</p><p>dres, papagaios, cupulas, cubas, bacias. E fundamental</p><p>garantir a limpeza previa dos materia is e que todas as</p><p>suas superficies estejam em contato com a agua para</p><p>que 0 processo seja efetivo1,3,4,10. Ao termino da desin</p><p>feccao, 0material deve ser retirado e seco com cuidado</p><p>para evitar sua recontaminacao,</p><p>As vantagens da pasteurizacao, semelhantemente</p><p>as terrnodesinfetadoras, ineluem nao toxicidade, cielo</p><p>rapido e custo acessivel para instalacao e manutencao</p><p>do processo. As desvantagens englobam risco de quei</p><p>maduras pela liberacao de vapor'<".</p><p>Pasteurizadoras</p><p>de vasta gama de produtos: instrumentos cirurgicos,</p><p>utensilios diversos (comadres, cubas, bacias), aces</p><p>sorios de assistencia respiratoria e de anestesia, entre</p><p>outros. Agem por jatos de agua sob pressao e turbi</p><p>lhonamento, associados a detergentes nao espuman</p><p>tes)'3,4.10,l8.19.Podem ser programadas para executar</p><p>diversos cidos, atendendo as necessidades e as caracte</p><p>risticas dos produtos do EAS.Por exemplo, podem ser</p><p>estabelecidos cidos de limpeza mais longos para ins</p><p>trumentos com sujidade pesada, ciclos sem secagem,</p><p>cielos para limpeza e desinfeccao de utensflios, cidos</p><p>sem a fase de desinfeccao, entre outros'.</p><p>As lavadoras de descarga sao urn tipo de termode</p><p>sinfetadora, porem se destinam ao processarnento de</p><p>comadres, papagaios e frascos de drenagem. Permitem</p><p>que esses materiais sejam colocados para lavagem sem</p><p>manuseio previo, pois, na fase inicial do processamen</p><p>to, os dejetos sao removidos e despejados diretarnen</p><p>te em rede de esgoto, nao comprometendo as etapas</p><p>subsequentes. Sao recomendadas para instalacao nas</p><p>unidades assistenciais e nao no CME4,lo.</p><p>Parte r Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>41</p><p>Justificativa: evitar dan os aos produtos para a saii</p><p>de a serem desinfetados, assim como evitar 0 usa de</p><p>desinfeccao quimica a produtos que suportem desin</p><p>feccao terrnica. Nortear as futuras aquisicoes de pro</p><p>dutos para a saude que suportem termodesinfeccao.</p><p>Identificar0 grau de terrnorresistencla do produto de saude a ser</p><p>desinfetado.</p><p>dutos para saude e que sejam irnersiveis e resistentes a</p><p>temperatura, visando a segurancra no processamento</p><p>de urn uso a outro.</p><p>Deve-se utilizar suportes adequados (racks) aos</p><p>materiais na montagem das cargas, respeitar a capaci</p><p>dade do equipamento e a disposicao dos itens para ga</p><p>rantir que a acao termica seja uniforme. Todos os itens</p><p>com pecras removiveis devem ser desmontados antes</p><p>do carregamento. Certificar-se do contato da agua</p><p>com os lumens e com a superficie interna de materiais</p><p>ocos. Materiais delicados ou muito pequenos podem</p><p>necessitar de cuidados especiais, como acondiciona</p><p>-los em suportes ou cestos protetores, para evitar per</p><p>das e danos durante 0 processamento'Y'".</p><p>Ao terrnino do processo de desinfeccao, descarre</p><p>gar 0 equipamento utilizando luvas de procedimento</p><p>sem talco, mascara, touca e avental de manga longa</p><p>para evitar recontaminacao, Dispor os materiais em</p><p>bancada ou carro desinfetado com alcool 70% p/v</p><p>ou protegidos por campo limpo. Caso seja necessaria</p><p>secagem, como no usa de pasteurizadora, optar por</p><p>secadoras que funcionam com ar filtrado, proprias</p><p>para esses itens. Se a secagem for manual, realizar em</p><p>ambiente limpo e com boa iluminacao, sobre banca</p><p>da previamente desinfetada por aplicacao de alcool</p><p>70% e utilizando pistola de ar comprimido ou tecido</p><p>limpo':",</p><p>Os parametres de temperatura e tempo de expo</p><p>sicao sao requisitos essenciais para 0 cido de desin</p><p>feccao termica e devem ser monitorados e registrados,</p><p>para todas as cargas, como parte de urn programa que</p><p>assegure a qualidade e a rastreabilidade desse processo.</p><p>Periodicamente, os equipamentos devem sofrer ma</p><p>nutencao preventiva e validacao dos cidos por termo</p><p>pares, realizadas por empresas especializadasv'",</p><p>Sao varies os parametres de tempo-temperatura</p><p>descritos na literatura, nao havendo deterrninacao es</p><p>pecifica por normas brasileiras. A Autoridade Federal</p><p>de Saude da Alemanha (BGA) recomenda 94°C em 10</p><p>minutos, 0 Department of Health and Social Security</p><p>(DHSS), da Gra-Bretanha, estabelece 900C em 1 mi</p><p>nuto ou 82°C em 2 minutos. Na Holanda, as diretrizes</p><p>RIVM (Rijksinstituut Voor Volksgezondheid En Milieu)</p><p>determinam 900C em 5 minutos. Na Suecia, 0 Swedish</p><p>Planning and Rationalisation Institute (SPRI) definiu</p><p>como suficiente a temperatura entre 80 e 85°C, com</p><p>tempo de 1ou 3 minutes",</p><p>Urn parametro, largamente utilizado em nosso</p><p>meio, baseia-se em estudo realizado por Rutala et al.,</p><p>que comprovaram a eficiencia do ciclo de desinfeccao</p><p>a 70°C, par 30 minutos. Submeteram tubos plasticos</p><p>e metalicos com diarnetro de 3 mm e comprimento</p><p>de 40 ern, inoculados com 104 a 106 UFC de bacterias</p><p>vegetativas (Staphylococcus aureus, Klebsiellapneumo</p><p>niae), fungos (Candida albicans), Mycobacterium ter</p><p>rae e Bacillus subtilis. Somente as esporos nao foram</p><p>completamente eliminados".</p><p>Diversos materiais semicriticos, apesar de consti</p><p>tuidos de plastico e acrilico, suportam os parametres</p><p>adotados para desinfeccao fisica, especialmente 0 cido</p><p>de 700C por 30 minutos. Em especial, optar par aqui</p><p>sicao de materiais e acess6rios de assistencia ventilat6-</p><p>ria que possam ser processados por termodesinfetado</p><p>ras, evitando a utilizacao de metodos quimicos nesses</p><p>itens que</p><p>sofrem impregnacao, mesmo com enxague</p><p>abundante. Lembrar que ha materiais contraindicados</p><p>aos metodos terrnicos, como os nao imersiveis ou com</p><p>fibras 6pticasl.3.4,IO. A tendencia de fabricacao de pro-</p><p>Boas praticas em desinfeccao ffsica</p><p>Qualificara instalacaoe 0 funcionamento dos equipamentos para</p><p>desinfeccao fisica.</p><p>Iustificativa: garantir 0 perfeito funcionamen</p><p>to da termodesinfetadora e a eficiencia do processo,</p><p>desde 0 momento da instalacao e ao longo do tempo</p><p>de vida util, propiciando seguranca ao paciente e aos</p><p>profissionais.</p><p>Capitulo 4 Oesinfeq:cio</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>42</p><p>* Microrganismos-teste incluidos pe{a RDCnQ35/20101, nao contemplados na antiga Portaria n~15/198822•</p><p>Classificacao Microrganismos-teste</p><p>Desinfetante de nive! interrnediario Staphylococcus aureus</p><p>Salmonella choleraesuis</p><p>Escherichiaco/i*</p><p>Pseudomonas aeruginosa</p><p>Trichophyton mentagrophytes</p><p>Candida albicons"</p><p>Mycobacterium smegmatis</p><p>Mycobacterium bovis (BCG)</p><p>Desinfetante de afto nivel Staphylococcus aureus</p><p>Salmonella choleraesuis</p><p>Escherichiaco/i*</p><p>Pseudomonas aeruginosa</p><p>Trichophyton memagrophytes</p><p>Candida albicans"</p><p>Mycobacterium smegmatis</p><p>Mycobacterium bovis (BCG)</p><p>Mycobacterium massiliense (cepa IEC735,INCQSn.00594)*</p><p>Esporosdo Bacillussubtilis (acao desinfetante)*</p><p>Esterilizante Bacillussubtilis (acao esterilizante)</p><p>Clostridium sporogenes (acaoesterilizante)</p><p>Mycobacterium massiliense (cepa lEe735,INCQSn.00594)*</p><p>Quadro 2. Microrganismos para avaliacao da atividade antimicroblana'.</p><p>Todos os germicidas utilizados para desinfeccao</p><p>de produtos para saude devem ser aprovados e re</p><p>gistrados pela ANVISA, segundo as normas estabe</p><p>lecidas na RDC nll 35, de 16 de agosto de 20105• Para</p><p>o registro, sao exigidos laudos de acao microbicida,</p><p>realizados em laboratorios de referenda e com meto</p><p>dologia padronizada, que pode ser a norte-americana</p><p>da Association of Official Analytical Chemists (AOAC)</p><p>ou normas europeias", Os microrganismos determi</p><p>nados pela RDC nl! 35/2010 para teste dos desinfe</p><p>tantes de produtos sernicriticos sao apresentados no</p><p>Quadro 25.</p><p>Sele~aode desinfetantes para produtos para</p><p>a saude</p><p>.:::._.;METODOS QUiMICOS DE DESINFEC~AO</p><p>cao, porem, deve-se observar sua correspondencia ao</p><p>ciclo adotado na instituicao quanta aos parametres de</p><p>temperatura e tempo.</p><p>Documentar os parametres dos cidos de desinteccao ftsica.</p><p>Iustificativa: monitoramento e rastreabilidade do</p><p>processo de desinfeccao, visando a seguranc;:ado pa</p><p>ciente. Podem ser utilizadas fitas colorirnetricas rea</p><p>gentes para monitoracao de cidos de termodesinfec-</p><p>Justificativa: visa evitar a recontaminacao dos</p><p>produtos para a saude desinfetados.</p><p>Manipufar os materiais desinfetados com tecnica limpa.</p><p>Justificativa: 0 carregamento realizado de forma</p><p>inadequada, em volume excessivo ou com itens nao</p><p>indicados aos equipamentos, compromete a eficiencia</p><p>do processo.</p><p>Seguir as orientacoes do fabricante quanta ao carregamento dos</p><p>materiais no equipamento de desinfec~ao fisica.</p><p>Adotar cidos de desinteccao com parametres de tempo e</p><p>temperatura validados e (om respa!do em literatura.</p><p>Justificativa: garantir a eficiencia do processo de</p><p>desinfeccao e a seguranc;:ado paciente.</p><p>Parte I centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>43</p><p>• Classificacao do produto, se semicritico ou nao</p><p>critico;</p><p>• Forma de utilizacao do produto - 0 contato com</p><p>mucosas de via respiratoria ou ocular requer cui</p><p>dados especiais em decorrencia da toxicidade de</p><p>certos germicidas. Ha os que exigem respiradores</p><p>material a ser desinfetado, visando optar pelo germici</p><p>da e pela tecnica mais apropriados, considerando'w'-".</p><p>Urn desinfetante, para ser considerado ideal, deve</p><p>possuir diversos atributos, os quais estao descritos no</p><p>Quadro 31•2•</p><p>Como nao ha urn unico desinfetante que consiga</p><p>reunir todas as qualidades desejadas, e necessario op</p><p>tar pelos germicidas que mais se aproximem do mode-</p><p>10 ideal, diante do nivel de desinfeccao necessaria para</p><p>o produto. A seguran~a do paciente e do pro fissional</p><p>deve ser considerada quanta a toxicidade do gerrnici</p><p>da. Os danos que os desinfetantes possam causar ao</p><p>material tambern limitam as opcoes'":".</p><p>Alem disso, ha a necessidade de fazer analise do</p><p>• Facilidade no uso;</p><p>" Tempo do processo de desinfeccao.</p><p>E Custo/litro de solucao pronta para uso;</p><p>• Estabilidade;</p><p>tes de materiais delicados;</p><p>nos materiais e superficies;</p><p>• Aprovacao para uso do germicida pelos fabrican-</p><p>• Poder de corrosao, odor e ocorrencia de manchas</p><p>coes nacionais as normatizacoes propostas ao Merco</p><p>sul, com excecao da restricao ao processo de esteriliza</p><p>~ao quimica manual por imersao=". Segundo a RDC</p><p>nQ8, publicada em 27 de fevereiro de 2009, os produtos</p><p>para saude classificados como entices devern ser, obri</p><p>gatoriamente, submetidos a esterilizacao por metodos</p><p>fisicos ou fisicoquimicos". Uma excecao, estabelecida</p><p>pela RDC nQ 31, de 4 julho de 2011, permite 0 usa de</p><p>solucao esterilizante por metodo manual apenas para</p><p>processamento de Iinhas e capilares de hemodialise".</p><p>A RDC n!l 31, de 4 julho de 2011, tambem esta</p><p>beleceu mudanca de categorizacao dos saneantes. Os</p><p>anteriormente classificados como "Desinfetante Hos</p><p>pitalar para Artigos Semicriticos" passaram a ser clas</p><p>sificados nas categorias "Desinfetante de Alto Nivel'</p><p>ou "Desinfetante de Nivel Interrnediario", de acordo</p><p>com 0 espectro de acao, conforme determinado na</p><p>RDC n!l35, de 16 de agosto de 2010,·26.</p><p>A RDC nQ15,de 15 de marco de 20126, propoe que</p><p>todos os materiais semicriticos devam ser rigorosa-</p><p>Diante de recentes indicios de resistencia intrin- mente limpos e submetidos a desinfeccao de alto nivel,</p><p>seca de M. massiliense clone INCQS 00594 ao gluta- exceto os de assistencia ventilatoria, que teriam como</p><p>raldeido 2%, envolvida em surtos de infeccao pos-vi- processo minimo a desinfeccao de nivel interrnediario.</p><p>deocirurgia e cirurgia plastica, entre outras, a ANVISA Essa excecao se fundamenta na garantia do espectro de</p><p>determinou a inclusao dessa micobacteria no elenco de acao dos germicidas de nivel intermediario, em razao</p><p>microrganismos-teste utilizados para aprovacao de do aumento do mimero de microrganismos testados</p><p>desinfetantes de alto nivel, no territorio nacional", para liberacao do registro, sendo microbiologicamen-</p><p>Para aprovacao do desinfetante, tarnbem devem ser te suficiente para garantir a seguranca do processa-</p><p>apresentadas avaliacoes de toxicidade (derrnica, oral, mento desses materiais".</p><p>ocular),mutagenicidade,a~aoteratogenicaecarcinoge- Para a escolha do desinfetante quimico a ser</p><p>nica e neurotoxicidade. Diversas exigencies foram ins- adotado para determinado processo de desinfeccao,</p><p>tituidas quanta a forrnulacao, embalagem e rotulagem, alem do espectro de acao e da toxicidade, hi neces-</p><p>com informacoes de referencia aos usuaries, inclusive a sidade ainda de considerar'v':":</p><p>indicacao da concentracao microbic ida minima".</p><p>Em 1Qde dezembro de 2009, foi promulgada a Por</p><p>taria nQ3.012, que torna publica a proposta de Projeto</p><p>de Resolucao "Regulamento Tecnico Mercosul para</p><p>Produtos com A~aoAntimicrobiana Utilizados em Ar</p><p>tigos Criticos e Semicriticos, Areas Criticas e Semicri</p><p>ticas e Bsterilizantes'?', que traz impacto significativo</p><p>no que se refere a comercializacao de produtos dessa</p><p>natureza, dado que hornogeneizara as exigencies para</p><p>todos os paises pertencentes ao Mercosul.</p><p>A RDC nQ35/20105 harmonizou as recomenda-</p><p>Capitulo 4 Desinfeq:ao</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>marcia</p><p>Highlight</p><p>44</p><p>acao letal;</p><p>•</p><p>• Natureza do item a ser desinfetado: quanta mais</p><p>lisa, nao porosa e simples for a superficie do pro</p><p>duto, mais favoravel sera ao processo de desinfec</p><p>cao. Articulacoes, cremalheiras e reentrancias sao</p><p>barreiras a limpeza e, consequentemente, a pe</p><p>netracao do germicida liquido e podem requerer</p><p>maiores cuidados para garantir 0 contato do ger</p><p>micida e a obtencao da eficiencia da desinfeccao,</p><p>Os fabricantes de produtos devem se preocupar</p><p>com esse fator e buscar desenvolver materiais com</p><p>desenho que favoreca 0 processamento seguro.</p><p>Numero de microrganismos presentes no pro</p><p>duto: em geral, quanta maior 0 nivel de conta</p><p>minacao microbiana, maior deve ser 0 tempo de</p><p>contato com 0 germicida. Nesse sentido, a limpeza</p><p>previa bern feita e urn pre-requisite importante; a</p><p>remocao da materia organica reduz a carga micro</p><p>biana presente no material a cerca de 102 micror</p><p>ganismos".</p><p>• Resistencia intrinseca dos microrganismos que</p><p>apresentam diferentes niveis de suscetibilidade aos</p><p>germicidas quimicos, em funcao de suas carac</p><p>teristicas proprias: os virus lipidicos (HIV, HBV,</p><p>herpes-virus) sao mais facilmente inativados que</p><p>as bacterias Gram-negativas nao fermentadoras,</p><p>as micobacterias e as bacterias esporuladas. Essa</p><p>diferenca determina a classificacao dos germicidas</p><p>em niveis, quanta ao seu espectro de acao.</p><p>• Quantidade presente de materia organica e inor</p><p>ganica: sangue, muco, fezes, sais e outros materiais</p><p>organicos e inorganicos presentes no produto po</p><p>dem ocasionar a ineficiencia do germicida por tres</p><p>mecanisrnos:</p><p>1. A materia organica pode conter populacao mi</p><p>crobiana em grande quantidade e variedade;</p><p>2. Pode impedir a penetracao do germicida ou</p><p>funcionar como barreira mecanica para 0 con</p><p>tato com 0 microrganismo, dificultando sua</p><p>nismos a serem eliminados, outros sao associados ao</p><p>ambiente flsico e quimico em que e aplicada a desin</p><p>feccao. Todos os fatores devem ser considerados para</p><p>garantia do adequado processamento-:</p><p>Diversos fatores podem interferir na eficiencia do</p><p>desinfetante. Alguns se relacionam com os microrga-</p><p>contra fumos (contra vapores organicos, como 0</p><p>glutaraldeido e 0 ortoftaldeido);</p><p>m Nivel de termossensibilidade do produto - sempre</p><p>que possivel, optar par metodo fisico de desinfec</p><p>cao, Somente adotar desinfeccao quimica para os</p><p>produtos que realmente nao suportam as tempe</p><p>raturas praticadas pela termodesinfeccao;</p><p>• Resistencia a imersao - modelos antigos de en</p><p>doscopios nao permitem completa imersao do</p><p>equipamento,o que prejudica seu processamento.</p><p>Esses equipamentos devem ser substituidos por</p><p>mode1os que permitam desinfeccao completa, ga</p><p>rantindo a qualidade do processamento;</p><p>• Possibilidade de desinfeccao por metoda quimico</p><p>automatizado - confere uniformidade ao processo</p><p>e menor risco ocupacional;</p><p>• Restricoes impostas pelo fabricante do produto</p><p>quanta a certos germicidas que possam causar cor</p><p>rosao, danos a lentes e revestimentos dos materiais.</p><p>In6cuo ao meio ambiente</p><p>Favorecea limpeza</p><p>: Monitoravel</p><p>: Difusivel</p><p>Estavel</p><p>Econ6mico</p><p>,</p><p>- -- - - - -- -.... -" .~--'.: Baixo nivel de odor</p><p>Facil de utilizar</p><p>Compativel com asdiversas rnatenas-prirnas dos</p><p>: produtos</p><p>• At6xico para 0 trabalhador e 0 paciente</p><p>Pouco afetado par condlcoes ambientais</p><p>. Nao inativado par materia organica</p><p>Compativel com detergentes</p><p>Largo espectro de acao</p><p>Quadro 3. Caracteristicas do desinfetante ideaL</p><p>Parte I Centro de Material e Estertlizacao (CME)</p><p>45</p><p>o glutaraldeido e urn dialdeldo de amplo espec</p><p>tro de acao, com estabilidade e boa compatibilidade</p><p>com as mais diversas materias-prirnas de materia is e</p><p>equipamentos medico-hospitalares (nao e corrosivo</p><p>a metal e nao danifica equipamentos 6ticos, borracha</p><p>ou plastico) '.2.</p><p>A solucao aquosa de glutaraldeido tern pH acido e,</p><p>nesse estado, nao possui acao esporicida. Quando a so</p><p>lucao e ativada, por meio do acrescimo de urn agente</p><p>alcalinizante, atinge pH entre 7,5 e 8,5, quando passa</p><p>a ter acao esporicida. Ap6s a ativacao, 0 tempo de vida</p><p>da solucao e limitado pela polimerizacao das molecu</p><p>las de glutaraldeido, que bloqueia os sitios ativos do al</p><p>deido, que sao os responsaveis pela atividade biocida I,</p><p>Aldeidos</p><p>Glutaraldeido</p><p>Principios ativos indicados para desinjeccao</p><p>de produtos para saude</p><p>Justificativa: mediante a identificacao dos fatores</p><p>interferentes e sua prevencao, pode-se assegurar a efi</p><p>ciencia do processo de desinfeccao.</p><p>Reconhecer os fatores que interferem na a~ao do desinfetante</p><p>qofmlco.</p><p>Iustificativa: 0 conhecimento das caracteristicas</p><p>esperadas de urn desinfetante permite a melhor esco</p><p>lha, considerando a demanda e as caracteristicas dos</p><p>produtos para a saude a serem desinfetados e a in</p><p>fraestrutura disponivel no EAS.</p><p>Conhecer as caracterfsticas ideais de desinfetante qufmico para</p><p>selecao do germicidaa ser utilizado.</p><p>Respeitaras normasvigentes naselecao e utilizacaode germicidas</p><p>para desinfeccao de produtos para a saude.</p><p>Iustificativa: cumprimento da legislacao sanita</p><p>ria que estabelece as Boas Praticas de Pabricacao aos</p><p>Fabricantes, principios ativos aprovados, testes de</p><p>eficacia do germicida, testes toxicol6gicos, padrao de</p><p>rotulagem e registro do desinfetante junto aANVISA,</p><p>visando a seguranca do paciente, dos profissionais de</p><p>saude e do meio ambiente .</p><p>vamente a ac;:aodo desinfetante'.</p><p>•</p><p>• Tipo e concentracao do gerrnicida utilizado: a esco</p><p>lha do gerrnicida deve ser baseada no nivel de desin</p><p>feccao necessario para uso seguro do produto, con</p><p>siderando-se 0 espectro de acao do desinfetante, na</p><p>concentracao recomendada pelo fabricante. Escolhas</p><p>equivocadas de germicidas com espectro aquern do</p><p>requerido ou uso de desinfetantes em hiperdiluicao</p><p>estao descritos na literatura como falhas frequente</p><p>mente relacionadas a ocorrencia de infeccao,</p><p>Tempo e temperatura da exposicao: para a maioria</p><p>dos germicidas, quanta maior 0 tempo de contato</p><p>e a temperatura, melhor sera 0 espectro de acao,</p><p>Porern, na pratica assistencial, deve-se obedecer</p><p>aos tempos de exposicao deterrninados pelo fabri</p><p>cante e expressos no r6tulo do germicida. Aurnen</p><p>tar 0 tempo de exposicao como uma maneira de</p><p>corrigir falhas (como limpeza duvidosa, solucao</p><p>hiperdiluida ou fora do prazo de validade) nao</p><p>melhora a eficiencia germicida e ainda acrescenta</p><p>maior risco de dana ao produto a ser processado.</p><p>No caso de germicidas de baixo nivel, indicados</p><p>para superficies e produtos nao criticos, 0 tempo</p><p>para contato habitualmente recomendado e de 10</p><p>minutos, no entanto, estudos demonstram redu</p><p>c;:aomicrobiana significativa, em 1 minuto, para</p><p>bacterias vegetativas (Listeria sp., E. coli, Salmonel</p><p>la sp.), fungos (Candida sp.) e virus'. Em relacao</p><p>a temperatura, e necessario ressaltar que os lirnites</p><p>determinados pelo fabricante devem ser observa</p><p>dos, pois, acima de certo ponto, 0 germicida passa</p><p>a se degradar, perdendo a acao desinfetante.</p><p>• Outros fatores: dependendo do germicida, 0 pH</p><p>da solucao, a dureza da agua usada para diluicao e</p><p>a presenca de outros produtos quimicos (residues</p><p>de detergente, por exemplo) podem afetar negati-</p><p>A limpeza rigorosa e rninuciosa do material, antes</p><p>do processo de desinfeccao, e fundamental para ga</p><p>rantir controle sobre essa variavel.</p><p>3. Pode ocasionar inativacao direta e rapida ern</p><p>certos gerrnicidas, afetando 0 resultado da de</p><p>sinfeccao.</p><p>Capitulo 4 Desinfeq:ao</p><p>46</p><p>Essa Resolucao tambem contraindica 0 glutaral</p><p>deido para desinfeccao de acess6rios de assistencia</p><p>• Sernpre que possivel, substituir 0 glutaraldeido</p><p>por produtos menos toxicos;</p><p>• Realizar vigilancia a saude dos profissionais ex</p><p>postos;</p><p>• Promover acondicionamento seguro do glutaral</p><p>deido,</p><p>• Dispor de sala especifica (4 nr') para seu manu</p><p>seio, provida de exaustao com filtro;</p><p>• Manusear cuidadosamente 0 germicida;</p><p>• Realizar enxague abundante do produto",</p><p>A Secretaria de Sande do Estado de Sao Paulo erni</p><p>tiu a Resolucao 5S nll 27, de 28 de fevereiro de 2007,</p><p>referente a medidas de controle sobre 0 usa do gluta</p><p>raldeido com foco na seguran<;:aocupacional". Entre</p><p>as deterrninacoes, destacam-se:</p><p>• Exposicao cutanea: lavar a area exposta ao glutaral</p><p>deido com agua, enquanto sao removidas as roupas.</p><p>Continuar a lavar por varies minutos e, caso persis</p><p>ta a irritacao local, procurar assistencia medica;</p><p>• Exposicao ocular: lavar imediatamente com agua,</p><p>continuando por 15minutos. Se 0 exposto estiver</p><p>utilizando</p><p>lentes de contato, nao remove-las, pois</p><p>podern estar aderidas a cornea lesada e sua remo</p><p>cao por pessoas nao habilitadas pode aumentar</p><p>dana ocular;</p><p>• Exposicao ao vapor de glutaraldeido: 0 expos</p><p>to deve ser retirado do ambiente para local bern</p><p>arejado. Se a dificuldade respiratoria se mantiver,</p><p>administrar oxigenio e encaminha-lo a assistencia</p><p>medica.</p><p>individual sao luvas nitrilicas ou butilicas, oculos de</p><p>protecao, avental imperrneavel de mangas longas e</p><p>respirador semifacial especificacao PFF2 + VOI,l,2B.32_</p><p>Luvas de latex sao mais perrneaveis ao glutaraldeido e</p><p>somente podem ser utilizadas no seu manuseio quan</p><p>do 0 tempo de contato for inferior a 10minutos+".</p><p>Os primeiros cuidados diante da exposicao ocu</p><p>pacional ao glutaraldeido sao descritos na literatura":</p><p>omodo de acao se da pela alquilacao de radicais</p><p>sulfidril, hidroxil, carboxil e do grupo amino dos mi</p><p>crorganismos, alterando 0 RNA, 0 DNA e a sintese</p><p>proteica 1,18.</p><p>Solucao de glutaraldeido em concentracao de 2% e</p><p>ativa contra bacterias vegetativas em menos de 2 minu</p><p>tos, contra M. tuberculosis, fungos e virus em 10minu</p><p>tos e contra esporos de Bacillus sp. e Clostridium sp. em</p><p>3 horas. Tern side relatada, na Iiteratura, a ocorrencia</p><p>de significativa resistencia de algumas micobacterias</p><p>(M. chelonae, M. avium-intracellulare, M. xenopi, M.</p><p>massiliense 1NCQS 00549),Methylobacterium mesophi</p><p>licum, Trichosporon, fungos esporulados (Microascus</p><p>cinereus, Cheatomium globosum) e Cryptosporidium.</p><p>Os estudos demonstram que 0 tempo de contato tern</p><p>que ser sensivelmente aumentado para que a acao letal</p><p>seja efetiva diante desses microrganismos':":",</p><p>Uma das desvantagens do glutaraldeido e a pro</p><p>priedade de fixar materia organica nos materiais,</p><p>causando incrustacoes e ate obstrucao de lumens.</p><p>Isso ocorre quando os procedimentos de limpeza do</p><p>produto nao sao realizados adequadamente, antes da</p><p>imersao no desinfetante'.</p><p>A toxicidade do glutaraldeido para pacientes, pro</p><p>fissionais e meio ambiente tern sido alvo de diversos</p><p>estudos. Em pacientes, ha relatos de colites causadas</p><p>por residuos de glutaraldeido em canais de colonos</p><p>copies e casos de Iesao ocular causada por instrumen</p><p>tos oftalmologicos desinfetados em glutaraldeido com</p><p>enxague insuficiente'. Causa irritacao das vias aereas e,</p><p>por esse motivo, nao deve ser utilizado na desinfeccao</p><p>de materiais de assistencia ventilatoria=",</p><p>Estudos tern mostrado que 0 glutaraldeido nao</p><p>tern acao teratogenica, carcinogenica ou na saude re</p><p>produtiva dos expostos+". Nos profissionais, exposi</p><p>cao a niveis elevados de vapores de glutaraldeido tern</p><p>sido relacionada a dermatites, irritacao de membranas</p><p>mucosas (olhos, nariz e boca), epistaxe, rinites e sinto</p><p>mas pulmonares (asma, bronquite e traqueite). 0 am</p><p>biente de trabalho onde ha manuseio de glutaraldeldo</p><p>deve ser monitorado quanta aos niveis de concentra</p><p><;:aono ar, sendo limit ado a 0,05 ppm". A ventilacao</p><p>do local deve preyer sistema de exaustao com 7 a 15</p><p>trocas de ar por hora. Os equipamentos de protecao</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza,.:ao (CME)</p><p>47</p><p>o acido peracetico tern sua slntese classica a partir</p><p>da associacao de acido acetico e peroxide de hidro</p><p>genic: no entanto, outras fontes de sintese tarnbem</p><p>foram desenvolvidas. Possui rapida acao microbici-</p><p>Acido peracetico</p><p>As solucoes a base de forrnaldeldo, por muitos</p><p>anos, foram utilizadas no processamento de capilares</p><p>e linhas de hemodialise, porern podem deixar residuos</p><p>que, caso nao sejam abundantemente enxaguados,</p><p>causam reacoes no paciente dialisado'v,</p><p>Em decorrencia da alta toxicidade para os pro</p><p>fissionais (vapores irritantes para vias aereas, odor</p><p>pungente e indicios de estar relacionado a casas de</p><p>cancer de nariz e pulmao)', 0 uso de todas as forrnu</p><p>lacoes liquidas e solidas de formaldeido foi proibido</p><p>pela ANVISA, na forma isolada, para desinfeccao e</p><p>esterilizacao de materiais, superficies e equipamentos,</p><p>em ambientes domiciliares ou coletivos e em services</p><p>submetidos ao controle e a fiscalizacao sanitaria". A</p><p>utilizacao de produtos que contenharn para formal del</p><p>do ou formaldeido somente e permitida quando asso</p><p>dada a urn equipamento de esterilizacao registrado na</p><p>ANVISA e obedecendo as condicoes de uso exigidas</p><p>pelo fabricante do equipamento, garantindo a segu</p><p>ranca e a eficiencia do processo de esterilizacao".</p><p>Formaldefdo</p><p>relatos de manchas acinzentadas na boca de pacientes</p><p>subrnetidos a ecografia transesofagica com sonda de</p><p>sinfetada em OPA, com enxague insuficiente'.</p><p>Em 2004, 0 fabricante do OPA divulgou que po</p><p>deria ocorrer reacao semelhante a anafilatica em pa</p><p>dentes submetidos a tratamento quimioterapico para</p><p>cancer de bexiga e a cistoscopia com equipamento de</p><p>sinfetado em OPA. Apos aproximadamente 1 milhao</p><p>de cistoscopias realizadas em pacientes com esse qua</p><p>dro pregresso, foram relatados 24 casos de reacoes ana</p><p>filaticas nos Estados Unidos, no Iapao e no Reino Uni</p><p>do, tipicamente em pacientes que realizaram entre 4 e</p><p>9 cistoscopias repetidas'. Com base nesses achados, e</p><p>contraindicada a desinfeccao de cistoscopios com OPA.</p><p>A solucao de ortoftaldeido, composta por 0,55%</p><p>de 1,2-benzenedicarboxaldehyde (OPA), tern aspecto</p><p>limpido, cor azul-clara e pH de 7,5. Age pela intera</p><p><;:aocom aminoacidos, proteinas e microrganismos.</p><p>Estudos demonstram excelente acao micobactericida,</p><p>inclusive superior ao glutaraldeido. 0 tempo medic</p><p>para reducao de 106M. bovis, usando 0,21% de OPA,</p><p>foi de 6 minutos, comparado com 32 minutos usan</p><p>do 1,5% de glutaraldeido. Apresenta boa atividade,</p><p>inclusive contra cepas de micobacterias resistentes ao</p><p>glutaraldeido-". Uma desvantagem e sua baixa acao</p><p>contra esporos, 0 que 0 contraindica para esterilizacao</p><p>quimica'.</p><p>o tempo para a desinfeccao pode variar em de</p><p>correncia da metodologia adotada para os testes de</p><p>validacao em diferentes paises. Em processadores au</p><p>tomatizados de endoscopic, nos quais a temperatura</p><p>do OPA permanece estavel em 25°C, 0 tempo de de</p><p>sinfeccao e de 5 minutes'.</p><p>Outra importante vantagem do ortoftaldeido, em</p><p>relacao ao glutaraldeido, e a estabilidade em gran</p><p>de margem de pH (3 a 9), 0 menor nivel de odor e 0</p><p>fato de nao precisar de ativacao. De forma semelhante</p><p>ao glutaraldeido, tern excelente compatibilidade com</p><p>materias-primas de produtos e equipamentos. Apesar</p><p>de ser menos irritante para olhos ou mucosas respi</p><p>rat6rias do que 0 glutaraldeido, 0 fabricante ainda re</p><p>comenda 0 uso de mascara contra vapores organicos.</p><p>Por ser urn aldeido, tambern esta contraindicado seu</p><p>uso para desinfeccao de materia is de assistencia ven</p><p>tilatoria", Uma desvantagem do OPA e a formacao</p><p>de manchas acinzentadas nos materiais por reacao</p><p>a proteinas, decorrentes de sujidade residual. Essas</p><p>manchas podem ocorrer tambern nas rnaos dos pro</p><p>fissionais quando nao utilizam luvas. Por esse motivo,</p><p>devem ser utilizadas luvas, avental imperrneavel, ocu</p><p>los de protecao e mascara para manuseio de OPA. Ha</p><p>Ortoftaldeido</p><p>ventilatoria, 0 que foi endossado pela RDC nIl 15, de</p><p>15 de marco de 20126,26.As alternativas para desinfec</p><p>c;:aodesses produtos seriam terrnodesinfeccao, acido</p><p>peracetico e solucoes cloradas.</p><p>Capitulo 4 Desinfec~ao</p><p>48</p><p>Tambern denominada agua superoxidada ou agua</p><p>acida. E gerada no ponto de uso, a partir de uma solu</p><p><;:aode doreto de sodio (NaCl), que, eletrolizada, pro</p><p>duz acido hipocloroso a 144mg/I a qual, passando por</p><p>equipamento com eletrodos revestidos com titanic a</p><p>9 amp, produz solucao com pH entre 5 e 6,5 e poten</p><p>cial de oxirreducao maior do que 950 mV.A forma de</p><p>acao e semelhante a das solucoes cloradas. Tern como</p><p>vantagem ser de baixo custo, apesar do investimen</p><p>to necessario para a aquisicao do equipamento. Nao</p><p>apresenta toxicidade evidenciada para paciente, pro</p><p>fissionais e arnbiente'.</p><p>o equipamento que gera a agua eletrolizada pode</p><p>ter custo significativo, pois parametres como pH, cor</p><p>rente eletrica e potencial de oxirreducao devem ser</p><p>monitorados. Segundo os fabricantes, 0 produto nao</p><p>causa danos au corrosao em endosc6pios. Entretanto,</p><p>alguns fabricantes de endosc6pios</p><p>tern contraindica</p><p>do seu uso e anulado a garantia do equipamento, caso</p><p>venha a ser utilizada agua eletrolizada para a desin</p><p>feccao':". Como com qualquer outro germicida, cabe</p><p>verificar se os fabricantes dos equipamentos que serao</p><p>desinfetados indicam 0 produto e em que condicoes'.</p><p>A agua eletrolizada tern sido testada contra bacte</p><p>rias, micobacterias, virus, fungos e esporos. E efetiva,</p><p>Agua eletrolizada</p><p>acao esporicida. Sao utilizados, principalmente, para</p><p>processamento de capilares e linhas de hemodialise".</p><p>Ainda nao ha dados suficientes para afirmar se a</p><p>utilizacao de peroxide de hidrogenio nao causaria da</p><p>nos aos diferentes produtos e equipamentos. Urn fabri</p><p>cante de endoscopies contraindica formalmente 0 uso</p><p>de solucao de peroxide de hidrogenio em seus equipa</p><p>mentos, pois causariam alteracoes cosrneticas sobre a</p><p>coloracao de partes metalicas e danos funcionais',</p><p>Nao ha evidencias de toxicidade do per6xido de</p><p>hidrogenio aos profissionais e seu odor e bern aceito.</p><p>A literatura relata caso de lesao de cornea decorrente</p><p>do uso de tonometro desinfetado com peroxide de hi</p><p>drogenio e enxague insuficiente. Esse mesmo motivo</p><p>foi a causa de enterites e colites em sete pacientes sub</p><p>metidos a endoscopia gastrointestinal':".</p><p>o peroxide de hidrogenio, habitualmente utiliza</p><p>do em concentracoes entre 3 e 6%, atua pela producao</p><p>de radicais livres, que conseguem atacar as membra</p><p>nas lipidicas, DNA e outros componentes essenciais da</p><p>celula microbiana, A solucao estabilizada de peroxide</p><p>de hidrogenio a 7% apresenta acao esporicida com 6</p><p>horas de exposicao, micobactericida em 20 minutos,</p><p>fungicida e virucida em 5 minutos e bactericida em 3</p><p>minutes':".</p><p>No mercado nacional, ha germicidas a base de pe</p><p>r6xido de hidrogenio, porem sernpre em associacao ao</p><p>acido peracetico, que lhe propicia efeito sinergico para</p><p>Peroxide de hldrogenio</p><p>da, agindo pela desnaturacao das protein as, ruptura</p><p>da parede celular e oxidacao de proteinas, enzimas e</p><p>outros metabolites. Estudos demonstram que destroi</p><p>bacterias Gram-negatives, Gram-positivas e fungos</p><p>em 5 minutos, em concentracao de 100 ppm, na au</p><p>sencia de materia organics. Em concentracao de 500</p><p>ppm apresenta acao, mesmo na presenca de materia</p><p>organica. Para virus, agem em 15 minutos, a 2.250</p><p>ppm. Contra micobacterias, age em concentracao de</p><p>0,26%, reduzindo 5 10gtO' em 20 a 30 minutos. A acao</p><p>esporicida ocorre em concentracao de 500 ate 10 mil</p><p>ppm (0,05 a 1%), em ate 30 minutos'v":".</p><p>A solucao de acido peracetico pode ser utilizada,</p><p>por metcdo manual, para desinfeccao de produtos</p><p>para a saude sernicriticos, inclusive os de assistencia</p><p>ventilatoria, ou esterilizacao de dialisadores e linhas de</p><p>hemodialise. A concentracao e formula-dependente,</p><p>havendo varias formulacoes disponiveis no mercado</p><p>nacional'.</p><p>A principal vantagem do acido peracetico e pro</p><p>duzir residuos de baixa toxicidade, pois sua decom</p><p>posicao gera apenas acido acetico, agua, oxigenio e</p><p>peroxide de hidrogenio. Mantem acao na presenca de</p><p>materia organica e e esporicida, mesmo em baixa tem</p><p>peratura 1.18.36.</p><p>A desvantagem e 0 poder corrosivo em cobre, la</p><p>tao, bronze, aco comum e ferro galvanizado. Esse efei</p><p>to danese pode ser reduzido mediante uso de aditivos</p><p>e com modificacao do pH da solucao':".</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>49</p><p>Os desinfetantes a base de cloro organico ou inor</p><p>ganico pertencem ao grupo dos halogenios, Entre os</p><p>produtos clorados, os hipocloritos sao os mais utiliza</p><p>dos para desinfeccao e podem ser liquidos (hipoclori</p><p>to de sodio) ou solidos (hipoclorito de calcic )1.18.</p><p>A forma de acao das solucoes cloradas ocorre pela</p><p>combinacao de diversos fatores: oxidacao de enzimas</p><p>e aminoacidos, perda de componentes celulares, inibi</p><p>~ao da sintese proteica, quebra no DNA e dirninuicao</p><p>na absorcao de nutrientes e oxigenio' .</p><p>A estabilidade e a acao do produto dependem da</p><p>concentracao, da ausencia de materia organica, do pH</p><p>e das condicoes de armazenagem (vedacao do fras</p><p>co, temperatura e luminosidade do ambiente), Alem</p><p>dessas, outras desvantagens sao: ser corrosivo para</p><p>metais, ter incompatibilidade com detergentes, acao</p><p>descolorante, odor forte e irritante para mucosas do</p><p>trato respiratorio, As vantagens consistem em baixo</p><p>custo, acao rapida, baixa toxicidade e ampla atividade</p><p>microbicida 18,39.</p><p>Estudos confirmam que baixas concentracoes de</p><p>cloro livre apresentam ampla acao microbicida. Solu</p><p>~6es cloradas a 100 ppm destroem 106 a 107 bacterias</p><p>vegetativas, como S. aureus, Salmonella choleraesuis e</p><p>P. aeruginosa, em 10 minutos. Pelo mesmo tempo, vi</p><p>rus sao inativados por solucao a 200 ppm (0,02%) e</p><p>para Mycobaterium tuberculosis sao necessaries 1.000</p><p>ppm (0,1%). Solucao a 500 ppm (0,05%) destroi Can</p><p>dida sp. em apenas 30 segundos de exposicao. Mes</p><p>mo os esporos de Clostridium difficile sao destruidos,</p><p>em 10 minutos de contato com solucao a 5.000 ppm</p><p>(0,5%)'·~.</p><p>As concentracoes e os tempos minimos indicados</p><p>pela Iiteratura para desinfeccao por solucoes cloradas</p><p>saol•9:</p><p>Solucoes cloradas</p><p>pior desempenho foi da agua eletrolizada. 0 sucesso</p><p>na rernocao de biofilmes com a maquina processadora</p><p>a glutaraldeido deveu-se, provavelmente, a dupla lim</p><p>peza dos canais, uma vez que 0 ciclo de desinfeccao e</p><p>precedido por uma limpeza automatizada dos canais</p><p>com detergente enzimatico".</p><p>Nesse estudo, foi realizada busca de biofilme resi</p><p>dual nos corpos amostrais, por meio de microscopia</p><p>eletronica, e constatou-se que nenhum rnetodo testa</p><p>do rernoveu 100% dos biofilmes. 0 melhor desernpe</p><p>nho foi obtido por processadora a glutaraldeido e 0</p><p>• Manual com glutaraldeido 2% (Cidex", Johnson &</p><p>Johnson);</p><p>• Manual com acido peracetico na concentracao de</p><p>0,09 a 0,15% (Anioxyde 1000,Anios"):</p><p>• Automatizada com acido peracetico a 35%, che</p><p>gando a 0,2% apos a diluicao (Sistema Steris 1"');</p><p>• Automatizada (Endolav") com glutaraldeido a 2%</p><p>(Cidex", Johnson & Johnson);</p><p>• Agua eletrolitica acida (Cleantop").</p><p>em menos de 2 minutos, realizando reducao de 510g10'</p><p>na ausencia de materia organica, contra M. tubercu</p><p>losis,M. chelonae, poliovirus, HIV, S. aureus multirre</p><p>sistente, E. coli, Candida albicans, Enterococcusfaecalis</p><p>e Pseudomonas aeruginosa. Em endoscopies contami</p><p>nados propositalmente com bacteria e virus (inclusive</p><p>HBV), obteve-se sucesso apos desinfeccao por agua</p><p>eletrolizada, em 7minutes'.</p><p>A literatura alerta para uma desvantagem da agua</p><p>eletrolizada: seu efeito microbicida e reduzido na pre</p><p>senca de materia organica, portanto, os materiais de</p><p>vern ser rigorosamente limpos antes da desinfeccao, a</p><p>fun de garantir a acao maximal? No entanto, urn es</p><p>tudo testou a eficiencia da agua eletrolizada Sterilox"</p><p>2500, na presen~a de 5% de carga organica, demons</p><p>trando reducao de 5 log de H. pylori, enterococo re</p><p>sistente a vancomicina, C. albicans e varias especies de</p><p>micobacterias (M. smegmatis, M. avium, M. chelonei,</p><p>M. xenopi), em 5 minutes".</p><p>Urn estudo brasileiro avaliou a eficiencia da lim</p><p>peza e a desinfeccao de alto nivel na rernocao do bio</p><p>filme em canais de endoscopies". Utilizou corpos</p><p>amostrais, simulando as canais de endoscopies flexi</p><p>veis, constituidos por tubos de revestimento interno</p><p>de politetrafluoretileno (Teflon"), contaminados com</p><p>biofilmes de P. aeruginosa. Executou-se limpeza com</p><p>escovas e detergente enzimatico e submeteu-se a urn</p><p>de cinco rnetodos de desinfeccao de alto nivel:</p><p>Capitulo it Desinfec~ao</p><p>50</p><p>As solucoes de quaternario de amenia sao amp la</p><p>mente utilizadas como desinfetantes, tendo como van</p><p>tagem adicional serern produtos com capacidade de</p><p>remover sujidade'. A atividade microbicida e atribui</p><p>da a inativacao de enzirnas, desnaturacao de proteinas</p><p>celulares e ruptura da membrana celular. Apresenta</p><p>acao bactericida, fungicida e virucida contra virus li</p><p>pidicos. Nao tern acao tuberculocida e virucida contra</p><p>virus nao lipidicos e esporicida I.Desinfetantes de qua</p><p>ternario de amenia tern sido indicados para materiais</p><p>nao criticos, superficies fixase equipamentos, devido a</p><p>baixa toxicidade e a alta cornpatibilidade'.</p><p>A</p><p>capacidade microbicida pode ser prejudicada</p><p>quando e utilizada agua dura na diluicao (pela forma</p><p><;:aode precipitado insohivel) e por materiais de algo</p><p>dao ou celulose (pela absorcao do agente ativo). Por</p><p>esse motivo, recornenda-se 0 uso de materiais de nao</p><p>tecido para aplicacao das solucoes de quaternario de</p><p>amenia'.</p><p>Entre os quaternaries de amenia ha uma gama de</p><p>componentes, cada qual com sua propriedade micro</p><p>bicida especifica. A concentracao de uso e formula-de</p><p>pendente, ou seja, varia de acordo com a combinacao</p><p>Quaternario de amenia</p><p>o alcool e indicado para desinfeccao de materiais</p><p>nao criticos, sernicriticos e superficies, sendo reco</p><p>mendada a friccao por 30 segundos". E pouco taxi</p><p>co para os profissionais; pode causar ressecamento da</p><p>pele, sendo recomendado 0 usc de luvas para a apli</p><p>cacao e a manuseio. 0 fato de ser volatil e inflamavel</p><p>e 0 que justifica ser estocado em recipiente fechado,</p><p>ventilado e fresco, distante de fontes de faisca I.</p><p>o uso de desinfeccao com alcool pode danificar</p><p>instrumentos oticos, dilatar e endurecer borrachas e</p><p>certos plasticos. Tonometros imersos em alcool por 4</p><p>dias apresentaram enfraquecimento do cimento e as</p><p>pereza na superficie da ponteira, com potencial para</p><p>causar lesao de cornea. Tern side relatados casos de</p><p>opacificacao de cornea quando as ponteiras dos tono</p><p>metros foram imersas em alcool, irnediatamente antes</p><p>da mensuracao da pressao intraocular'.</p><p>Sao utilizados dois compostos alcoolicos para de</p><p>sinfeccao: alcool etilico e alcool isopropilico. A mais</p><p>provavel explicacao sobre a forma de acao do alcool</p><p>seria a desnaturacao proteica dos componentes micro</p><p>bianos. 0 espectro de acao e obtido com concentracao</p><p>entre 60 e 90% em agua (volume/volume), a concen</p><p>tracao otima e de 70% p/VI.41.</p><p>o alcool e rapidamente bactericida, elimina, em</p><p>10 segundos, bacterias Gram-positivas (5. aureus e</p><p>Streptococcus pyagenes) e Gram-negatives (P. aerugi</p><p>nasa, Serratia marcescens, Escherichia colie Salmonella</p><p>typhosa). 0 alcool etilico apresenta potente acao con</p><p>tra os virus Iipidicos (HIV, HBV, HVC, herpes-virus,</p><p>influenza), muitos virus nao lipidicos (adenovirus,</p><p>enterovirus, rinovirus, rotavirus) e algumas micobac</p><p>terias (entre elas 0 M. tuberculosis), na concentracao</p><p>de 70% p/v, em 30 segundos. 0 alcool isopropilico</p><p>tern menor ac;:iiovirucida contra os virus nao lipidi</p><p>cos. Nao possui acao esporicida. Como age na coa</p><p>gulacao das proteinas, tern acao limpadora pobre.</p><p>Portanto, superficies e materiais devem ser adequa</p><p>damente limp os antes da aplicacao do alcool1,2.18.41.</p><p>Alcool</p><p>A desinfeccao com solucoes cloradas, assim como</p><p>para as solucoes quimicas em geral, requer atencao ao</p><p>enxague abundante dos produtos, principalrnente se</p><p>utilizados em contato direto com as vias aereas, como</p><p>mascaras de inaladores, pois podem causar irritacao</p><p>nas mucosas".</p><p>•</p><p>minutos;</p><p>Produtos de inaloterapia e oxigenoterapia: 1.000</p><p>ppm (0,1%) por 30 minutos ou 200 ppm por 60</p><p>minutos;</p><p>Manequins de treinamento de ressuscitacao: 500</p><p>ppm por 10minutos.</p><p>•</p><p>"</p><p>• Superficies limpas: 250 ppm (0,025%), por 10 rni</p><p>nutos. Caso epidemiologicamente se justifique,</p><p>pode ser utilizada solucao a 5.000 ppm (0,5%) vi</p><p>sando a eliminacao de Clostridium sp;</p><p>Produtos de Iactario e cozinha: 200 ppm por 60</p><p>Parte ( Centro de Material e Esterilizacao (CME)</p><p>51</p><p>Ha diversos modelos de equipamentos destinados</p><p>a limpeza e a desinfeccao de endoscopies e acess6rios.</p><p>No entanto, a maioria nao e efetiva 0 suficiente no</p><p>processo de limpeza automatizada, requerendo que 0</p><p>endoscopic e os acessorios sejam previamente limp os</p><p>por metoda manual'P'".</p><p>Cada equipamento possui especificacoes pro</p><p>prias quanta a: tipos de produtos para saiide a que</p><p>•</p><p>II</p><p>•</p><p>Os passos do processamento sao padronizados,</p><p>validados e documentados, reduzindo os riscos de</p><p>erros humanos;</p><p>A probabilidade de omissao de urn passo essencial</p><p>e reduzida;</p><p>Todos os componentes internos, extemos e lu</p><p>mens do material sao submetidos a desinfeccao e</p><p>ao enxague uniformes e confiaveis;</p><p>Reduz a exposicao ocupacional a desinfetantes;</p><p>Reduz a contaminacao ambiental, uma vez que a</p><p>neutralizacao do principio ativo pode ser automa</p><p>tizada, fazendo parte do proprio cicIo.</p><p>•</p><p>Se a opcao for utilizar a desinfeccao quimica, sem</p><p>pre que possivel, adotar equipamentos que procedam.</p><p>a limpeza e a desinfeccao de forma automatizada. As</p><p>principais vantagens saoI7,44:</p><p>Desinfec~aoquimica automatizada</p><p>Justificativa: os profissionais devem ter conheci</p><p>mento aprofundado sobre os desinfetantes visando ga</p><p>rantir seu uso racional, eficiencia do processo segundo</p><p>o nivel de desinfeccao requerido, prevencao de danos</p><p>aos produtos para a saude e seguran-;:aocupacional.</p><p>Reconhecer as principios ativos dos germicidas indicados para</p><p>desinteccao de produtos para saude, espectro de acao, toxicidade,</p><p>lndicacoes e cuidados no uso.</p><p>de certos fungos e esporos. Tern sido adotadas em</p><p>desinfeccao apenas para tanques de hidroterapia. As</p><p>solucoes iodadas e de iodoforos utilizadas como an</p><p>tissepticos nao devem ser utilizadas para desinfeccao,</p><p>pois a quantidade de iodo livre e menor que a exigida</p><p>para desinfeccao'.</p><p>As solucoes iodadas penetram a parede celuIar dos</p><p>microrganismos rapidamente e agem de forma letal na</p><p>estrutura e na sintese de proteinas e acidos nucleicos.</p><p>Tern acraobactericida, micobactericida e virucida, mas</p><p>precisam de longo tempo de contato para inativacao</p><p>Solucoes iodadas</p><p>Derivados de fenol sao originados quando urn</p><p>grupo funcional (alkil, phenil, benzil ou halogen)</p><p>substitui urn dos atomos de hidrogenio no anel aro</p><p>matico. Dois derivados de fenol comurnente encontra</p><p>dos em desinfetantes hospitalares sao ortofenilfenol e</p><p>ortobenzil-paraclorofenol. Agern pela inativacao de</p><p>enzimas essenciais e na perda de metabolicos pela pa</p><p>rede celular; apresentam acao bactericida, fungicida,</p><p>virucida (virus lipidicos) e tuberculocida'<".</p><p>Os desinfetantes a base de fenois sao utilizados</p><p>para produtos nao criticos ou para superficies, em</p><p>concentracao que varia de 2 a 5% e devem ser diluidos</p><p>no momenta do uso. Sao pouco afetados por materia</p><p>organica e apresentam efeito residual':".</p><p>o manuseio deve ser com luvas, pois causa des</p><p>pigmentacao da pele. Podem impregnar materiais</p><p>porosos, levando a irritacao tecidual; por este moti</p><p>YO, nao devem ser utilizados em produtos semicrfticos</p><p>que entram em contato com mucosas':". Nao devem</p><p>ser utilizados ern bercarios, pelo risco de aumento da</p><p>ocorrencia de hiperbilirrubinemia em recem-nascidos</p><p>acomodados em bercos desinfetados com solucao de</p><p>fenois':".Alguns compostos fenolicos sao pouco bio</p><p>degradaveis e, por este motivo, devem ser evitados",</p><p>Fen6is</p><p>de compostos de quaternario de amenia, devendo ser</p><p>verificadas as recornendacoes do fabricante",</p><p>Os novos quaternaries de amenia, denominados</p><p>de quarta geracao, resultaram do aprimoramento das</p><p>formulas, levando a urn produto com melhor espectro</p><p>de acao (inclusive com acao pseudornonicida e fun</p><p>gicida), tolerancia a surfactantes anionicos, com ati</p><p>vidade mesmo na presenca de carga proteica e maior</p><p>solubilidade na presen<;:ade agua dura':",</p><p>capitulo 4 Desinfect;ao</p><p>52</p><p>Se a desinfeccao for realizada por metoda ma</p><p>nual, providenciar conteineres plasticos com tampa,</p><p>em tamanho adequado para imersao dos materiais'",</p><p>Os recipientes devem ser lavados com agua e sabao,</p><p>a cada troca de solucao, para evitar a formacao de</p><p>biofilme. Nao deve ser utilizado 0 mesmo recipiente</p><p>para diferentes produtos germicidas, pois residuos im</p><p>pregnados na estrutura plastica podem intensificar 0</p><p>odor', Quando utilizado hipodorito de sodio, 0 reci</p><p>piente deve ser de plastico nao transparente, pois esse</p><p>germicida sofre inativacao por radiacao ultravioleta",</p><p>Providenciar tambem recipientes para enxague final e</p><p>recursos para secagem sem risco de recontaminacao.</p><p>A equipe deve ser centralizada, treinada e ciente de</p><p>todos os pontos criticos do processo, evitando falhas</p><p>humanas'<-".</p><p>A limpeza dos produtos deve ser priorizada, po is</p><p>interfere diretamente na eficiencia do processo. 0 en</p><p>xague abundante possibilita</p><p>a rernocao completa do</p><p>detergente utilizado e a rernocao dos detritos. Urn dos</p><p>erros mais frequentes e a imersao de materiais molha</p><p>dos, levando a hiperdiluicao de gerrnicida: por esse</p><p>motivo, e fundamental a secagem do produto antes da</p><p>imersao no desinfetante'v+".</p><p>A imersao do material no germicida deve ser</p><p>completa. Desmontar e desconectar pecas rernoviveis,</p><p>preencher todas as estruturas ocas e lumens, evitando</p><p>bolhas de ar, para haver contato do desinfetante com</p><p>a superficie do material, possibilitando, portanto, sua</p><p>acao. Materiais leves, que tendem a boiar, devem ser</p><p>mantidos imersos par meio de estruturas plasticas</p><p>perfuradas mais pesadas, colocadas sobre as itens1•3•4•1O•</p><p>Deve-se respeitar 0 tempo de contato definido pelo</p><p>fabricante e por regularnentacoes sanitarias. 0 tempo</p><p>deve ser cronometrado a partir da imersao do Ultimo</p><p>item na solucao e ao longo do periodo determinado</p><p>nao deve ser irnerso nenhum outro material'Y-".</p><p>--'A seguir, remover 0 produto do recipiente com</p><p>solucao desinfetante, enxaguar completamente todas</p><p>as superficies internas e externas, bern como as pecas</p><p>removiveis, com grande quantidade de agua tratada,</p><p>segundo norma AAMI TIR 34/20071•3•4,45.</p><p>Secar todos os produtos para saude com 0 auxi</p><p>lio de urn campo de tecido limpo ou de nao tecido</p><p>A desinfeccao quimica manual deve ser a Ultima</p><p>opcao para 0 processamento de produtos termossen</p><p>siveis, em razao da complexidade do processo e da to</p><p>xicidade dos desinfetantes, tanto para os profissionais,</p><p>quanto para os pacientes e 0 meio ambiente".</p><p>Desinfec~ao quimica manual</p><p>Justi6.cativa: os profissionais devem ter dominic</p><p>sobre caracteristicas, funcionamento, desinfetantes</p><p>compativeis, possibilidade de ados e cuidados, visan</p><p>do garantir uso racional, eficiencia do processo, pre</p><p>vencao de danos aos produtos para saude e seguranlYa</p><p>ocupacional.</p><p>Reconhecer os equipamentos disponiveis para desinteccao</p><p>quimica e com quais desinfetantes permite 0 processo,</p><p>considerando indicac;6es. restricoes, diferentes cidos e cuidados</p><p>no usc.</p><p>se destinam, forma de programacao, maneira de co</p><p>nexao do endoscopic, tipos de insumos (detergentes</p><p>e desinfetantes) com que trabalham, entre outros</p><p>requisitos que devem ser rigorosamente respeitados</p><p>para que nao haja prejuizo ao desempenho do desin</p><p>fetador'v'.</p><p>Na literatura, ha varies relatos de surtos de infec</p><p>lYaoou colonizacao relacionados a possiveis falhas de</p><p>equipamentos de desinfeccao de endoscopies, envol</p><p>vendo, especialmente, 0 sistema de filtracao de agua,</p><p>a limpeza dos canais e dos acessorios endoscopicos",</p><p>Portanto, e fundamental atentar para a validacao do</p><p>equipamento e para sua rnanutencao preventiva, para</p><p>que nao ocorra hiperdiluicao do germicida, contami</p><p>nacao dos filtros de agua e ar ou baixo fluxo nos co</p><p>nectores.</p><p>Quando 0 equipamento de desinfeccao associa</p><p>agentes quimicos a parametres fisicos, em processos</p><p>automatizados e controlados, 0 metodo pode ser de</p><p>nominado como fisico-qufmico. Um exemplo de me</p><p>todo fisico-quimico e 0 equipamento que realiza de</p><p>sinfeccao por agua superoxidada que, a partir de uma</p><p>solucao de NaCl eletrolizada, produz acido hipodoro</p><p>so, que leva a oxirreducao dos componentes ce1ulares</p><p>microbianos I.17.38.</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>53</p><p>• Impedir contato com olhos, pele e roupas durante</p><p>a manipulacao:</p><p>• Em cantata com pele e olhos, lavar cuidadosa e</p><p>abundantemente com agua corrente;</p><p>De forma geral, os desinfetantes sao potencial</p><p>mente nocivos. Dependendo da forrnulacao, podem</p><p>causar irritacao a pele, aos olhos, as vias respirat6rias</p><p>e as mucosas e ainda podem ser volateis, inflarnaveis e</p><p>corrosivos. No manuseio, deve-se utilizar, como Equi</p><p>pamentos de Protecao Individual (EPI), luvas de bor</p><p>racha, preferencialmente nitrilica ou butilica, avental</p><p>impermeavel de manga longa, mascara e 6culos de</p><p>prote<;:aOH,IO.</p><p>A avaliacao dos riscos deve ser realizada em fun</p><p><;:aoda caracteristica de cada agente quimico, com base</p><p>na ficha de informacao de seguranca dos produtos</p><p>quimicos (FISPQ), que permite identificar potenciais</p><p>riscos a saude e ao meio ambiente".</p><p>As recomendacoes essenciais saol,IO.46:</p><p>Precau~oes na utiliza~ao dos agentes</p><p>quimicos</p><p>Fazer rinsagem com akool a 70%,depois do enxague, nos materiais</p><p>de asslstencia ventHat6ria e endoscopies flexiveis.</p><p>Justificativa: favorece a secagem e a eliminacao de</p><p>microrganismos carreados pela agua do enxague,</p><p>Iustificativai 0 enxague abundante previne even</p><p>tos adversos no paciente pela perrnanencia de residues</p><p>e eventual impregnacao quimica nos produtos para</p><p>saude desinfetados.</p><p>Garantir enxague abundante dos produtos submetidos a</p><p>desirfeccao quimica.</p><p>pode-se utilizar agua potavel, devendo-se proceder a</p><p>rinsagem dos produtos com alcool a 70%, para favo</p><p>recer a secagem e eliminar microrganismos carreados</p><p>pela agua do enxague':', 0 uso de agua tratada por</p><p>deionizacao ou osmose reversa pode ser indicado para</p><p>enxague de endoscopies flexiveis, visando a conserva</p><p><raodos equipamentos e a prevencao de danos decor</p><p>rentes de usa de agua dura.</p><p>A qualidade da agua para 0 enxague dos materiais</p><p>depois da desinfeccao quimica depende do tipo de</p><p>procedimento a ser realizado. Nos produtos utilizados</p><p>em assistencia ventilat6ria enos endosc6pios flexiveis,</p><p>Enxague dos materiais depois da deslnfeccao</p><p>quimica</p><p>Iustificativa: cada desinfetante tern sua eficacia va</p><p>lidada, mediante contato da solucao com os materiais,</p><p>em urn tempo especifico, A exposicao a tempo menor</p><p>prejudica a acao microbicida, enquanto urn tempo su</p><p>perior pode danificar os produtos para saude.</p><p>Respeitar 0 tempo recomendado pelo fabricante para 0 processo</p><p>de deslofeccao.</p><p>Iustificativar 0 contato da solucao desinfetante</p><p>com todas as superficies e lumens dos produtos para</p><p>saude e fundamental para a garantia da eficiencia do</p><p>processo.</p><p>Garantir irnersao completa dos produtos para a saude em solucao</p><p>desinfetante.</p><p>Somente imergir materiais lirnpos e secos em solucao desinfetante.</p><p>Iustificativar materiais sujos ou moIbados com</p><p>prometem a eficiencia do processo de desinfeccao qui</p><p>mica.</p><p>Considerar a possibilidade de evitar a desmteccao quimica manual.</p><p>Iustificativa; a complexidade do processo manual</p><p>de desinfeccao leva a maior chance de erros humanos,</p><p>alem de dificultar 0 monitoramento. 0 uso de desinfe</p><p>tantes quimicos pode oferecer riscos ao paciente, por</p><p>impregnacao de residuos nos materiais, e tambern ofe</p><p>rece riscos quimicos ocupacionais pelo manuseio das</p><p>solucoes.</p><p>descartavel, made e sem fiapos. A utilizacao de pisto</p><p>las de ar tarnbem e recomendavel. Evitar usar pressao</p><p>de ar excessivamente alta em tubulacoes e canais de</p><p>materiais delicados, a fim de evitar danos. Registrar</p><p>o processo de desinfeccao, a cada lote, descrevendo 0</p><p>germicida utilizado, os horarios de imersao e retirada</p><p>eo profissional executor'r-".</p><p>capitulo 4 Desinfec~ao</p><p>54</p><p>E recomendado que os registros dos processos de</p><p>desinfeccao sejam arquivados por 5 anos".</p><p>Em caso de reuse do desinfetante, recomenda-se</p><p>o uso de testes para monitorar os parametres indica</p><p>dores de efetividade, segundo recornendacao do fabri</p><p>cante (concentracao e pH). Devem ser feitos, no mi</p><p>nimo, uma vez ao dia, antes do inicio das atividades,</p><p>pois a hiperdiluicao da solucao e a polimerizacao do</p><p>produto (no caso de glutaraldeido) sao pontos criticos</p><p>no processo. Pode ser necessario realizar 0 teste mais</p><p>• Se metodo fisico: equipamento, cornposicao da</p><p>carga, horarios de inicio e fim do cido, tempera</p><p>tura atingida, nome do pro fissional executor;</p><p>• Se metodo quimico automatizado: equipamento,</p><p>desinfetante utilizado, tempo de uso da solucao,</p><p>composicao da carga, teste do monitoramento</p><p>realizado, horarios de inicio e fim do cido e pro</p><p>fissional executor;</p><p>• Se metodo quimico manual: desinfetante utiliza</p><p>do, tempo de uso da solucao, itens desinfetados,</p><p>tempo de imersao, teste de monitoramento da</p><p>concentracao realizado e pro fissional executor .</p><p>o registro dos processos de desinfeccao deve ser</p><p>realizado visando a rastreabilidade do processamen</p><p>to. Dados relevantes devem</p><p>ser documentados, em</p><p>especial:</p><p>CONTROlE DOS PROCESSOS</p><p>DE DESINFEC~AO</p><p>Justificativa: prevenir a recontaminacao de pro</p><p>dutos para saude desinfetados e zelar pela seguranca</p><p>do paciente.</p><p>Manipular e acondicionar produtos desinfetados com tecnka</p><p>limpa.</p><p>Depois de adequadamente secos, os itens desinfe</p><p>tados devem ser embalados, e os sistemas de barreira</p><p>esteril (embalagens) mais utilizados tern side sacos</p><p>plasticos atoxicos selados e recipientes plasticos com</p><p>tampa. Cada EASdeve definir condicoes, tempo de va</p><p>lidade e indicacoes de guarda do material desinfetado".</p><p>A secagem dos materiais depois da desinfeccao,</p><p>seja por metodo fisico, seja quimico, pode ser efetua</p><p>da em equiparnentos proprios que utilizem ar filtra</p><p>do, pistola de ar comprimido ou material absorvente</p><p>(textil ou nao tecido) limpo e que nao libere particu</p><p>las ou fiapos. A secagem por acao gravitacional deve</p><p>ser evitada, pois 0 longo tempo que exige para que 0</p><p>material seque favorece a recontaminacao, devido ao</p><p>intenso manuseio e a exposicao',</p><p>.:/; SECACEM, EMBAlACEM E CUARDA DOS....... :'"</p><p>MATERIAlS DESINFETADOS</p><p>Justificativa: seguran'Ta ocupacional da equipe</p><p>que manipula glutaraldeido.</p><p>Adotar cuidados ambientais e com a saude dos profissionais</p><p>exigidospara a utiltzacaode glutaraldeido.</p><p>Justificativa: seguranc;a ocupacional da equipe</p><p>que manipula desinfetantes quimicos.</p><p>Garantir 0 usa de EPIe medidas de seguranca pelos profissionals.</p><p>conforme recomendado pela FISPQ.</p><p>trocas de ar por hora e monitoramento periodico</p><p>dos niveis de concentracao de glutaraldeido no ar;</p><p>• Usar luvas nitrilicas ou butilicas e respirador semi</p><p>facial tipo PFF2 +VO;</p><p>• Fazer vigilancia da saude dos trabalhadores expos</p><p>tos.</p><p>Utilizar sala com sistema de exaustao com 7 a 15•</p><p>No caso da utilizacao do glutaraldeido, e necessa</p><p>rio respeitar cuidados adicionais'r'-f-":</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Em caso de ingestao acidental, nao provo car v6-</p><p>mito; beber agua em abundancia;</p><p>Caso necessario, procurar 0 centro de intoxica</p><p>'Toesou 0 service de saude mais proximo, levando</p><p>a embalagem ou 0 rotulo do produto;</p><p>Nao misturar com outros produtos quimicos;</p><p>Nao reutilizar a embalagem vazia;</p><p>Nunca reintroduzir 0 produto em sua embalagem;</p><p>Em caso de derramamento, diluir com agua em</p><p>abundancia.</p><p>•</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>55</p><p>3. Psaltikidis EM, Quelhas MCF. Desinfeccao de artigos. In:</p><p>Padoveze MC, Graziano KU, editors. Limpeza, desinfec</p><p>cao e esterilizacao de artigos em services de saude, Sao</p><p>Paulo: APECIH;2010.</p><p>4. Psaltikidis EM. Desinfeccao. In: Graziano KU, Silva A,</p><p>Psaltikidis EM. organizadoras. Enfermagem em Centro de</p><p>Material e Esterilizacao, Barueri (SP):Manole; 20ll.</p><p>5. Brasil. Agencla Nacional de Vigilancia Sanitaria (ANVI</p><p>SA). RDC nQ35, de 16 de agosto de 2010. Disp6e sobre</p><p>o regulamento tecnico para produtos com acao anti</p><p>microbiana utilizados em artigos criticos e semicriticos.</p><p>Brasilia (DF):D.O.U. de 07/07/201l.</p><p>6. Brasil. Ministerio da Saude. Agencia Nacional de Vi</p><p>gilancia Sanitaria (ANVISA). ROC n2 15,de 15 de marco</p><p>de 2012. Oisp6e sobre requisitos de boas praticas para</p><p>o processamento de produtos para saude e da outras</p><p>providenclas. Brasilia (DF):D.O.U. de 19/03/2012.</p><p>7. Russell AD. Bacterial resistance to disinfectants: pre</p><p>sent knowledge and future problems. J Hosp Infection.</p><p>1998;43(Suppl):S57-S68.</p><p>8. Souza RQ, Torres LM, Graziano KU, Turrini RNT. Micro</p><p>-organismos da subclasse Coccidia: resistencia e irnpli</p><p>cacoes para 0 processamento de materiais de assisten</p><p>cia a saude. Rev Esc Enferm US? 2012;46(2}:466-71.</p><p>9. Graziano KU. Processos de Iimpeza, desinfeccao e este</p><p>rilizacao de artigos odonto-rnedico-hospitalares e cui</p><p>dados com 0 ambiente de centro cirurgico, In: lacerda</p><p>RA, editor. Controle de lnfeccao em centro cinirgtco:</p><p>fatos. mitos e controverslas. Sao Paulo: Atheneu; 2003.</p><p>10. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Clnirgi</p><p>co, Recuperacao Anestesica e Centro de Material e Este</p><p>rilizacao (SOBECC).Praticas recomendadas SOBECC. 5~</p><p>ed. Sao Paulo: SOBECC;2009.</p><p>11. Brasil. Agencla Nacional de Vigilancia Sanitaria (ANVI</p><p>SA).Manual de tecnovigilancia; abordagens de vigilancia</p><p>sanitaria de produtos para a saude comercializados no</p><p>Brasil. Brasilia (DF):ANVISA; 2010.</p><p>12. Nakamura MHY, Del Monte MCC. Criterios para a aqui</p><p>si<;aode novos equipamentos e materiais relacionados</p><p>ao processo de esterillzacao, In: Padoveze MC, Graziano</p><p>KU, organizadoras. limpeza, desmfeccao e esterilizacao</p><p>de artigos em servlcos de saude. Sao Paulo: APEClH;</p><p>2010.</p><p>13. Brasil. Agenda Nacional de Vigilancia Sanitaria (ANVISA).</p><p>ROC nQ185,de 22 de outubro de 2001. Trata do registro,</p><p>alteracao, revalidacao e cancelamento do registro de</p><p>produtos medicos. Brasilia (DF):D.O.U. de 06/11/2001.</p><p>14. International Organization for Standardization (JSO).ISO</p><p>15883-1/2006. Washer-disinfectors - Part 1:General re</p><p>quirements, terms. Geneva; 2006.</p><p>1. Rutala WA, Weber DJ.and the Healthcare Infection Con</p><p>trol Practices Advisory Committee (HICPAC). Guideline</p><p>for disinfection and sterilization in health care facilities,</p><p>2008. Atlanta: CDC; 2008.</p><p>2. Favero MS, Bond WW. Chemical disinfection of medical</p><p>and surgical materials. In: Block SS.Disinfection, sterili</p><p>zation, and preservation. 5,hed. Philadelphia: Lippincott</p><p>Williams & Wilkins; 2001.</p><p>REFERENCIAS</p><p>Justificativa: seguranca do paciente e rastreabili</p><p>dade do processo de desinfeccao,</p><p>Adotar programa de controle de processos de desinfeccao</p><p>manual e automatizado.</p><p>frequentemente, de acordo com 0 numero de mate</p><p>riais que estao sendo processados. Manter registro dos</p><p>resultados do teste".</p><p>No momento da aquisicao do monitor quimico,</p><p>deve-se estar atento as orientacoes do fabricante do</p><p>germicida, pois a escolha do teste ou 0 usa inadequado</p><p>geram erros na leitura, fornecendo falsos resultados.</p><p>Estar atento tambem para 0 prazo de validade das fi</p><p>tas monitoras. Ap6s ser aberto, 0 frasco contendo fitas</p><p>monitoras deve ser utilizado somente ate 0 tempo li</p><p>mite determinado pelo fabricante (em geral120 dias).</p><p>Dessa forma, torna-se importante identificar 0 frasco</p><p>na data de abertura e guarda-lo na embalagem origi</p><p>naPA.IO.</p><p>Para os metodos fisicos, ha no mercado nacional</p><p>urn indicador quimico para lavadora termodesinfeta</p><p>dora, que monitora a temperatura e 0 tempo deexpo</p><p>sicao da fase de desinfeccao. Par ora, e especifico para</p><p>equipamentos programados para operar cicIo de ter</p><p>modesinfeccao a 93°C, par 10minutos, ou ciclos com</p><p>temperatura e tempo dentro de uma faixa de correla</p><p><;aovalidada pelo fabricante do indicador. A leitura do</p><p>indicador se da por mudanca de coloracao+'.</p><p>No caso de lavadora termodesinfetadora, deve</p><p>tambem ser monitorada a eficiencia da limpeza efe</p><p>tuada peIo equipamento. Os recursos e os cuidados</p><p>para esse monitoramento estao descritos no capitulo</p><p>especifico sabre limpeza (Capitulo 3).</p><p>Capitulo 4 Desinfeq:ao</p><p>56</p><p>rnicobacterlas de crescimento rapido (MCR) em services</p><p>de saude. Brasilia (DF):D.O.U. de 02/03/2009.</p><p>26. Brasil. Agencla Nacional de vlgilancta Sanitaria (AN</p><p>VISA). RDC nQ31,de 4 de julho de 2011.Dispoe sobre a</p><p>indlcacao de uso dos produtos saneantes na categoria</p><p>"Esterilizante" para aplicacao sob a forma de irnersao,</p><p>a indicacao de uso de produtos saneantes atualmente</p><p>categorizados como "Desinfetante Hospitalar para Arti</p><p>gos Semicriticos" e da outras providencias. Brasilia (OF):</p><p>D.o.U. de 07/07/201l.</p><p>27. Chan-Myers H, McAlister D, Antonoplos P. Natural bto</p><p>burden levels detected on rigid lumened medical de</p><p>vices before and after cleaning. Am J Infect Control.</p><p>1997;25:471-6.</p><p>28. Scott EM, Gorman SP.Glutaraldehyde. In: Block SS,edi</p><p>tor. Disinfection, sterilization, and preservation. 5th ed.</p><p>Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 200l.</p><p>29. Ascenzi JM. Glutaraldehyde-based disinfectants. In: As</p><p>cenzi JM, editor. Handbook of disinfection and antisep</p><p>tics. New York: Marcel Dekker; 1996.</p><p>30. Duarte RS,Lourenco MC, Fonseca LS, l.eao SC, Amorim</p><p>Ede L, Rocha IL, et al. Epidemic of postsurgical infec</p><p>tions caused by Mycobacterium massiliense. J Clin Mi</p><p>crobiol.</p><p>2009:47(7):2149-55.</p><p>31. Pitombo MB, Lupi 0, Duarte RS. Infections by rapidly</p><p>growing mycobacteria resistant to disinfectants: a na</p><p>tional matter? Rev BrasGinec Obstetr. 2009:31(11):529-33.</p><p>32. Sao Paulo. Secretaria de Estado de Sande. Resolucao SS</p><p>nl127,de 28 de fevereiro de 2007. Aprova norma tecnlca</p><p>que institui rnedidas de controle sabre 0 uso do glu</p><p>taraldeido nos estabelecimentos assistenciais de saude.</p><p>Sao Paulo (SP):D.O.E.de 18/04/2007</p><p>33. Ballantyne B, Jordan SL. Toxicological, medical and in</p><p>dustrial hygiene aspects of glutaraldehyde with parti</p><p>cular reference to its biocidal use in dod sterilization</p><p>procedures. J Appl Toxicol, 2001;21:131-51.</p><p>34. Gregory AW, Schaalje GB, Smart )D, Robison RA. The</p><p>mycobactericidal efficacy of orthophthalaldehyde and</p><p>the comparative resistances of Mycobacterium bovis,</p><p>Mycobacterium terrae, and Mycobacterium chelonae.</p><p>Infect Control Hosp Epidemio!' 1999;20(5):324-30.</p><p>35. Brasil. Agencla Nacional de Vlgllancta Sanitaria (ANVI</p><p>SA). RDCnl191,de 28 de novembro de 2008. Proibe.o usa</p><p>isolado de produtos que contenham paraformaldeido</p><p>ou formaldeido, para deslofeccao e esterilizacao, regu</p><p>lamenta 0 uso de produtos que contenham tais subs</p><p>tancias em equipamentos de esterlllzacao e da outras</p><p>provldenclas. Brasilia (DF):D.o.U. de 01/12/2008.</p><p>36. Block S5. Peroxygen compounds. In: Block 5S. Disinfec</p><p>tion, sterilization, and preservation. 5th ed. Philadelphia</p><p>(EUA): Lippincott Williams &Wilkins, 200l. p.l85-204.</p><p>15. International Organization for Standardization (ISO).</p><p>ISO 15883-2/2006. Washer-disinfectors - Part 2: Requi</p><p>rements and tests for washer-disinfectors employing</p><p>thermal disinfection for surgical instruments, anaesthe</p><p>tic equipment. bowls, dishes, receivers, utensils, glass</p><p>ware, etc. Geneva; 2006.</p><p>16. International Organization for Standardization (ISO).</p><p>ISO 15883-3/2006. Washer-dis infectors - Part 3: Requi</p><p>rements and tests for washer-dis infectors employing</p><p>thermal disinfection for human waste containers. Gene</p><p>va; 2006.</p><p>17. World Gastroenterology Organisation (WGO). Practice</p><p>guideline endoscope disinfection. 2005. [Acesso 2013</p><p>jan. 18]. Disponivel em: www.worldgastrenterology.org/</p><p>endoscope-disinfection.html.</p><p>18. BassoM. Giunta APN. Limpeza e desinfeccao de artigos</p><p>rnedico-hospitalares. In: BassoM. Abreu ES,editors. Lim</p><p>peza, desinfeccao de artigos e areas hospitalarese anti</p><p>-sepsia. 2~ed. Sao Paulo: APECIH;2004.</p><p>19. Assoctacao Brasileira de Normas Tecnicas (ABNT). CB -</p><p>26 Projeto 26: 090.01.009/1. Outubro/2012.</p><p>20. Rutala WA, Weber OJ,Gergen MF, Gratta AR. Efficacy of</p><p>a washer-pasteurizer for disinfection of respiratory-care</p><p>equipment. Infect Control Hosp Epidemio!. 2000;21: 333-</p><p>36.</p><p>21. Bergo MCNC. Avaliacao do desempenho da limpeza e</p><p>desinfeccao das rnaquinas lavadoras desinfectadoras</p><p>autornatkas em programas com diferentes tempos e</p><p>temperaturas. Rev Lat-Am Enferm. 2006;14(5):735-41.</p><p>22. Brasil. Mlnisterio da Saude (MS). Porta ria nQ15,de 23 de</p><p>agosto de 1988. Dispoe sobre os requisitos para registro</p><p>de produtos saneantes dornissanitarlos com finalidade</p><p>antimicrobiana. Brasilia (DF):D.O.U. de 05/09/1988.</p><p>23. Brasil. Mirusterlo da Saude. Portaria nQ3.012, de lQ de</p><p>dezembro de 2009. Torna publica a proposta de Pro</p><p>jete de Resoiucao "Regulamento Tecnico Mercosul</p><p>para Produtos com A<;ao Antimicrobiana Utilizados</p><p>em Artigos Cnticos e Semi-criticos, Areas Criticas e</p><p>Serni-Crlticas e Esterilizantes. Brasilia (DF): D.O.U. de</p><p>02/12/2009.</p><p>24. Brasil. Agencia Nacional de Vigllancta Sanitaria (ANVI</p><p>SA). RDC nQ33, de 16 de agosto de 2010. Dispoe sobre</p><p>a proiblcao de registro de novos produtos saneantes</p><p>na categoria "esterilizantes" para apltcacao sob a forma</p><p>de irnersao, a adequacao dos produtos esterilizantes e</p><p>desinfetantes hospitalares para artigos semicriticos ja</p><p>registrados na ANVISA e da outras providencias. Brasilia</p><p>(DF):D.o.U. de 18/08/2010.</p><p>25. Brasil. Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria (ANVI</p><p>SA). RDC nQ8, de 27 de fevereiro de 2009. Dispoe sobre</p><p>asmedidas para reducao da ocorrencia de iofeccoes por</p><p>Parte I Centro de Material e Esterilizat;ao(CME)</p><p>57</p><p>42. Merianos)J. Quaternary ammonium antimicrobial com</p><p>pounds. In: Block 55, editor. Disinfection, sterilization,</p><p>and preservation. 4th ed. Philadelphia: Lea& Febiger; 1997.</p><p>43. Goddard PA,McCue KA. Phenolic compounds. In: Block</p><p>55, editor. Disinfection, sterilization, and preservation.</p><p>Sthed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2001.</p><p>44. Beilenhoff U, Neumann CS, Rey )F, Biering H, Blum R,</p><p>Cimbro M, et al.; European Society of Gastrointestinal</p><p>Endoscopy; European Society of Gastroenterology and</p><p>Endoscopy Nurses and Associates. ESGE-ESGENAguide</p><p>line: cleaning and disinfection in gastrorntestlnal endos</p><p>copy. Endoscopy. 2008;40 939-S7.</p><p>45. Association for the Advancement of Medicallnstrumen</p><p>tation (AAMI). Technical information report n. 34. Water</p><p>for the reprocessing of medical devices. Arl ington; 2007.</p><p>46. Possari )F. Centro de material e esterlllzacao: planeja</p><p>mento, organizacao e gestae, 4~ ed. Sao Paulo: latrta:</p><p>2010.</p><p>37. Shetty N, Srinivasan 5, Holton), Ridgway GL. Evaluation</p><p>of microbicidal activity os a new disinfectant: Sterilox</p><p>2S00 against Clostridium difficile spores, Helicobacter</p><p>pylori, vancomycin resistant Enterococcus species, Can</p><p>dida albicans and several Mycobacterium species.) Hosp</p><p>Infect. 1999;41:101-S.</p><p>38. Balsamo A(' Avaliacao da eficacla da lirnpeza e desin</p><p>feccao de alto nivel na rernocao do biofilme em canais</p><p>de endoscopies. [tese de doutorado]. Escola de Enfer</p><p>magem da Universidade de Sao Paulo; 2009.</p><p>39. Dychdala GR. Chlorine and chlorine compounds. In:</p><p>Block 55. Disinfection, sterilization, and preservation. Sth</p><p>ed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2001. p.</p><p>135-1S7.</p><p>40. Association of periOperative Registered Nurses (AORN).</p><p>Perioperative standards and recommended practices.</p><p>Denver (CO): AORN; 2012.</p><p>41. Ali Y, Dolan M), Fendler E),Larson EL.Alcohols. In: Block</p><p>55, editor. Disinfection, sterilization, and preservation.</p><p>Sthed. Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins; 2001.</p><p>Capitulo 4 Desinfeq:ao</p><p>58</p><p>o preparo do produto para esterilizacao inicia-se</p><p>com a inspecao criteriosa da Iimpeza e da funcionali</p><p>dade dos materiais.</p><p>A inspecao criteriosa da limpeza e urn dos pon</p><p>tos criticos para que um produto tenha condicoes de</p><p>ser reutilizado, pois residues organicos e inorganicos</p><p>podem impedir 0 contato do agente esterilizante, pro</p><p>tegendo os microrganismos ou interferir na ac;:aodo</p><p>agente esterilizante, alem do risco de causar eventos</p><p>adversos de ordem imunologica nos pacientes, como</p><p>nos casos da SIRS' e TASS2.Adicionalmente, os resi</p><p>duos inorganicos contribuem para acelerar danos ao</p><p>instrumental cirurgico, nao so sob 0 ponto de vista</p><p>estetico, mas tarnbem da funcionalidade'".</p><p>a selecao, a avaliacao e a utilizacao de sistemas de em</p><p>balagens para produtos criticos. Os sistemas de barreira</p><p>esteril (embalagens) devem garantir a integridade dos</p><p>conteudos esterilizados ate serem abertos para uso e</p><p>deve permitir a transferencia sob tecnica asseptica do</p><p>conteudo para 0 campo esteril, Essessistemas de barrei</p><p>ra esteril (ernbalagens) incluem algodao tecido, mate</p><p>riais nao tecidos (SMS) diversos e recipientes, como os</p><p>conteineres rigidos, os cassetes e as bandejas.</p><p>Armazenagem e distribuicao</p><p>Distrtbukao</p><p>Rastreabilidade de produtos</p><p>Recall de produtos</p><p>Indicadores de qualidade de preparo e armazenamento</p><p>Recomendac;6es gerenciais</p><p>Referencias</p><p>As seguintes praticas recomendadas sobre preparo</p><p>do produto para esterilizacao sao aplicaveis para qual</p><p>quer produto critico, cuja condicao de esterilidade</p><p>necessite ser garantida durante 0 transporte e 0 arrna</p><p>zenamento, nao dependendo do local onde 0 material</p><p>sera utilizado: se em Centro Cirurgico (CC), setor de</p><p>endoscopia, hernodinamica, ambulate rio, unidade</p><p>basics de saude, atendimento domiciliar ou em outro</p><p>contexto de assistencia a saude,</p><p>o preparo do produto para esterilizacao inicia</p><p>-se com a inspecao da presenca de materia organica,</p><p>como sangue, pus e fezes,</p><p>que interferem na eficiencia</p><p>dos agentes esterilizantes, alern de poder causar ia</p><p>trogenias ao paciente, como a sindrome da resposta</p><p>inflamatoria sistemica (SIRS)' e a sind rome toxica do</p><p>segmento anterior do olho (TASS,do ingles toxic ante</p><p>rior segment syndromes',</p><p>As falhas mecanicas no instrumental tam bern de</p><p>vern ser avaliadas durante 0 preparo, pois podem cau</p><p>sar danos ao paciente, ampliar 0 tempo de duracao do</p><p>procedimento e gerar insatisfacao a equipe usuaria.</p><p>Na sequencia, as praticas recomendadas fornecem</p><p>diretrizes para acondicionamento dos produtos a se</p><p>rem esterilizados e, prioritariamente, orientacoes para</p><p>Estrutura do capitulo</p><p>lntroducao</p><p>inspecao</p><p>Acondicionamento</p><p>Empacotamento</p><p>Escolhado sistema de barreira esteril (embalagem)</p><p>Recomendacoes gerais</p><p>ldentificacao e registro</p><p>Preparo do produto para</p><p>esteriiiza~ao</p><p>Capftulo 5</p><p>59</p><p>Justificativa: subsidiar a correcao das causas. Ge</p><p>ralmente estao relacionadas a falhas no processo de la</p><p>vagem e/ou de esterilizacao. Depositos com coloracao</p><p>iridescente indicam presenca de ions de metais pesa</p><p>dos na agua da lavagem. Residues amarelados ou com</p><p>a coloracao marrom-escura resultam do uso de deter</p><p>gentes improprios e depositos inorganicos. Manchas</p><p>claras e escuras ocorrem em razao dos instrumentos</p><p>terem side secos ao ar livre. Peliculas escuras decorrem</p><p>da esterilizacao de materiais cromados junto a mate</p><p>riais de aeroinox, no mesmo pacote. Manchas cinza</p><p>-azuladas sao consequencia de residues de substancias</p><p>degerrnantes'v".</p><p>Avaliar os motivos para 0 aparecimento das manchas.</p><p>Justificativa: garantir a conservacao estetica e pa</p><p>trimonial do instrumental, missao inerente ao CME.</p><p>Programar a aplicacao de produtos restauradores de instrumental,</p><p>conhecidos como produtos decapantes.</p><p>Avaliar 0 fio das laminas de tesouras, ou qualquer outro</p><p>instrumental cortante, quanta a efetividade do corte, utilizando</p><p>faixas de borracha para cornpressao cirurgka". 0 encaixe perfeito</p><p>das subpecas que comp6em os instrumentos deve ser observado,</p><p>lembrando que 0 risco de pecas se soltarem ou quebrarem no ato</p><p>cirurgico deve tarnbem ser avaliado.</p><p>Justificativa: garantir 0 born funcionamento do</p><p>instrumento, inerente a·missao do CME.</p><p>Iustificativa; a inspecao visual, mesmo com 0 au</p><p>xilio de lentes intensificadoras de imagem, e limitada.</p><p>A utilizacao desses recursos adicionais contribui com</p><p>plementarmente para incutir no Centro de Material e</p><p>Esterilizacao (CME) a cultura da valorizacao da lim</p><p>peza como pre-requisite para etapas posteriores do</p><p>processamento.</p><p>Complementar a inspecao visual da limpeza de materiais de</p><p>conforrnacao complexa com outras tecnicas. como testes</p><p>quimicos que reagem com proteinas residuais e com 0 uso de</p><p>esteroscopio (dispositivo de aumento que projeta a imagem</p><p>amplificada para a tela do computador ou rnaquma fotografica],</p><p>para auxiliar na deteccao de sujeira8.1l• Esse procedimento</p><p>complementar deve ser aplicado em materiais criteriosamente</p><p>. selecionados pela dificuldade na limpeza.</p><p>Iustificativa: garantir 0 born funcionamento do</p><p>instrumento.</p><p>As pecas articuladas desmontadas para limpeza podem requerer</p><p>lubriticacao com produtos proprios para esse fim, seguindo</p><p>orientacoes do fabrlcante'".</p><p>Justificativa: a limpeza e 0 nucleo central do pro</p><p>cessamento.</p><p>Inspecionar minuciosamente a limpeza dos instrumentais</p><p>drurgkos. especialmente reentrandas e cremalheiras.</p><p>Justificativa: protecao da saude ocupacional.</p><p>o protetor auricular deve ser utilizado quando do acionamento</p><p>de pistola de ar para mspecao da limpeza e secagem do lumen ou</p><p>de outros esparos internos do material',</p><p>Iustificativa: evitar queda de cabelos sobre 0 ma</p><p>terial sem 0 risco de sujar 0 que ja foi limpo.</p><p>Os funclonarios envolvidos no preparo dos materiais devem usar</p><p>roupas privati vas e gorro"; e recornendavel 0 uso de luvas nao</p><p>entakadas e mascaras durante esse procedimento e ter sempre</p><p>as rnaos higienizadas.</p><p>Iustificativa: avaliar a qualidade da limpeza com</p><p>acuracia, encaminhando para limpar novamente ma</p><p>teriais que permaneceram com sujidade residual.</p><p>Providenciar ilurninacao satisfatoria do local onde sera realizada</p><p>a lnspecao e, como auxilio, e recomendado 0 usc de lentes</p><p>intensificadoras de imagem (de, no minimo, oito vezes]'.</p><p>Iustificativa: absorver a agua proveniente da lava</p><p>gem e facilitar a visualizacao de sujidade.</p><p>Forrar a mesa, no preparo de caixas, com campos de tecido de cor</p><p>dara. Esses campos devem ser trocados quando molhados e/ou</p><p>sujos e a cada troca de plantae,</p><p>Iustificativa: manter 0material limp 0,sem 0 risco</p><p>de sujar 0 que ja foi limpo.</p><p>Realizar a inspecao em local proprio, sobre uma mesa de superficie</p><p>passivel de desinteccao com alcool70% p/v, como formica e aco</p><p>inoxidavel. Essa desinfeccao deve ser feita, pelo menos, a cada</p><p>troca de plantae e sempre que houver contamnacao por limpeza</p><p>ineficiente dos materiais nela dispostos.</p><p>capitulo 5 Prepare do produto para estenlrzacao</p><p>60</p><p>Posicionaros itens com concavidades,como cupulas,emborcados</p><p>dentro das caixas.</p><p>Justificativa: dispor os instrumentos desmon</p><p>tados nas caixas cinirgicas e a melhor condicao para</p><p>garantir 0 contato da superficie dos materiais com 0</p><p>vapor. Agrupar os instrumentos por grupos similares</p><p>facilita a organizacao do instrumental nas caixas e a</p><p>montagem da mesa de instrumentais. A antiga crenca</p><p>de que os instrumentos deveriam permanecer com as</p><p>cremalheiras abertas ou pelo menos na posicao mais</p><p>aberta possivel para evitar trincas e falsa, pais, em urn</p><p>ambiente pressurizado, nao ha dilatacao dos corp os</p><p>durante a fase de esterilizacao, Na fase de secagem,</p><p>a temperatura cai rapidamente, nao havendo tempo</p><p>necessario para oearrer a dilatacao. 0 calor latente ga</p><p>rante a esterilizacao de pincas em posicao fechada.</p><p>Dispor os instrumentos desmontados nas caixas drurgkas. Na</p><p>existence de varias unidades do mesmo instrumental, como</p><p>pincasKellye Halsted,agrupa-lospor sirnilaridade.</p><p>Iustificativa: proteger 0 instrumental.</p><p>Utilizer "tapetes" de silicone para proteger pecas delicadas,</p><p>como microtesouras ou protetores de silicone para ponta de</p><p>instrumentos dellcados.</p><p>Justificativa: nao dificultar a penetracao do agen</p><p>te esterilizante au dificultar a secagem.</p><p>Caixas pequenas, com poucos instrumentos e furos pequenos,</p><p>nao necessitam de materials absorventes.Quando utilizadas,nao</p><p>devem ocupar muito espaco dentro da caixa</p><p>Justificativa: evitar possiveis problemas com a se</p><p>cagem" e impedir que pontas au pecas pequenas do</p><p>instrumental saiam pelas perfuracoes do recipiente.</p><p>Forrar com material absorvente 0 fundo das caixas, "como urn</p><p>tapete".</p><p>Justificativa: garantir que a agente esterilizante</p><p>entre em contato com a superficie de todos os instru</p><p>mentos em seu interior,</p><p>Acondicionaros instrumentoscirurgicosem caixas,de modo que</p><p>ocupem, no maximo,80%da capacidadedo recipiente.</p><p>Os produtos a serem esterilizados devem ser aeon</p><p>dicionados seguin do diretrizes recomendadas.</p><p>(;» ACONDICIONAMENTO</p><p>~, :r</p><p>Iustificativa: uma vez que a secagem rnecanica faz</p><p>parte do cido e, se a limpeza for insuficiente, deixando</p><p>residuos,o processo de secagem pode dificultar a lim</p><p>peza posterior, pelo ressecamento dos depositos.</p><p>o desempenho eficiente das lavadoras por jato de agua sob</p><p>pressao (conhecida como !avadoratermodesinfetadora) deve ser</p><p>sistematicamente avaliado,</p><p>Iustificativa: a aderencia de microrganismos pro</p><p>venientes da agua favorece a formacao de biofilmes,</p><p>que sao bacterias em estado livre, aderidas a uma su</p><p>perftcie", 0 tecido de cor dara ajudara na observacao</p><p>de sujidade.</p><p>Secaros produtos logo apes a lavagern" utilizandopanosmacios,</p><p>absorventes e de cor clara. Se identificada sujidade, voltar 0</p><p>material para limpeza Caso varies materiais de um mesmo</p><p>conjunto de instrumental apresentern sujidade, retornar todo 0</p><p>instrumentalpara relavagem.</p><p>Justificativa: a limpeza deve, tarnbem, ser urn pre</p><p>-requisito para 0 sistema de barreira esteril (ernbala</p><p>gens), induindo nelas 0 algodao tecido. A integridade</p><p>do tecido garantira a barreira microbiana durante 0</p><p>transporte e 0 armazenamento</p><p>de Sitio CirLirgico</p><p>Capitulo 5 - Sistema de Asslstencia de Enfermagem Perioperatoria - 5AEP</p><p>Capitulo 6 - Sala de operacoes: montagem, circulacao e desmontagem</p><p>Capitulo 7 - Anestesia: tlpos, riscos e farrnacos</p><p>Capitulo 8 - Poslcao do paciente para 0 procedimento cinirgico</p><p>Capitulo 9 - Aquislcao e utlllzacao de equipamentos crrurgkos</p><p>Capitulo 10 - Gestae da lnforrnacao. indicadores de qualidade e processos de acreditacao</p><p>em centro cirurgico</p><p>Parte I - Centro de Material e Esterllizacao (CME)</p><p>Capitulo 1- Aspectos organizacionais do centro de material e esterilizacao</p><p>Capitulo 2 - Recursos humanos do centro de material e esterilizacao</p><p>Capitulo 3 - Limpeza</p><p>Capitulo 4 - Desinfeccao</p><p>Capitulo 5 - Preparo do produto para esterilizacao</p><p>Capitulo 6 - Esterilizacao</p><p>Capitulo 7 - Produtos especiais</p><p>Revisores:</p><p>Enf"Prof' Dr' Kazuko Uchikawa Graziano</p><p>Enf"Prof' Etiane Molina Psaltikidis</p><p>Enf' Prof' Dr' Maria Clara Padoveze</p><p>Enf' Prof' Dr' Arlete Silva</p><p>Enf"Dr' Giovana Abrahao de Araujo Moriya</p><p>Revisora tecnica e coordenadora:</p><p>Enf"Prof" Dr' Kazuko Uchikawa Graziano</p><p>Aspectos organizacionais do centro de material e estertlizacao</p><p>Recursos humanos do centro de material e esterillzacao</p><p>Limpeza</p><p>Desinfeccao</p><p>Preparo do produto para esterllizacao</p><p>Esterilizacao</p><p>Produtos especiais</p><p>Capitulo 1</p><p>Capitulo 2</p><p>Capitulo 3</p><p>Capitulo 4</p><p>Capitulo 5</p><p>Capitulo 6</p><p>Capitulo 7</p><p>PARTE I</p><p>-</p><p>CENTRO DE</p><p>MATERIAL E</p><p>ESTERILIZAc;AO</p><p>(CME)</p><p>3</p><p>bientais e estrutura organizacional adequadas, garantin</p><p>do a qualidade do processamento dos produtos para a</p><p>saude'.</p><p>o CME, caracterizado como uma unidade de</p><p>apoio tecnico, de atividade/meio, e definido pelo</p><p>Ministerio da Saude (MS)l como 0 "conjunto de ele</p><p>mentos destinado a recepcao e expurgo, prepare, es</p><p>terilizacao, guarda e distribuicao do material nao ca</p><p>racterizado como de uso unico para as unidades de</p><p>estabelecimento de saude" E responsavel pelo proces</p><p>samento de todos os produtos utilizados na assistencia</p><p>a saude, desde limpeza, inspecao e selecao quanta a</p><p>integridade, a funcionalidade e ao acondicionamento</p><p>em sistema de barreira esteril (embalagens) apropria</p><p>das, ate a distribuicao desses produtos esterilizados as</p><p>unidades consumidoras, de forma a garantir a quali</p><p>dade e a quantidade necessarias a realizacao de todos</p><p>as procedimentos assistenciais no desenvolvimento do</p><p>plano terapeutico dos clientes da instituicao.</p><p>Mais recentemente, a Resolucao da Diretoria</p><p>Colegiada, RDC n2 15, de 15 de marco de 2012, da</p><p>Agenda Nacional de Vigilancia Sanitaria (ANVISA)\</p><p>que regulamenta os requisitos de boas praticas para 0</p><p>processamento de produtos para saude, define 0 CME</p><p>como uma "unidade funcional destinada ao processa</p><p>men to de produtos para saude dos services de saude"</p><p>Ambientes de apoio</p><p>Dinarnica e fluxo no Centro de Material e Esterlltzacao</p><p>Gerenciamento de residuos</p><p>Limpeza ambiental do Centro de Material e Estertlizacao</p><p>Referencias</p><p>Aspectos organizacionais do centro</p><p>de material e esteriliza~cio</p><p>Capitulo 1</p><p>o CME tern irnportancia destacada hi varias de</p><p>cadas, tanto do ponto de vista tecnico-administrativo</p><p>quanta economico, pela complex:idade das atividades</p><p>executadas, para as quais necessita de condicoes am-</p><p>Introdu~ao</p><p>o Centro de Material e Esterilizacao (CME) tem</p><p>por missao prover todos os services assistenciais e de</p><p>diagnostico de produtos para a saude processados, ga</p><p>rantindo a quantidade e a qualidade necessaries para</p><p>uma assistencia segura.</p><p>o que se espera como resultado da implementa</p><p>c;:ao das Boas Praticas Recomendadas no Processamen</p><p>to de Produtos para a Sande e "0 paciente livre de si</p><p>nais e sintomas de infeccao" Esse resultado esta dentro</p><p>do dominic de respostas fisiologicas, cujo diagn6stico</p><p>de enfermagem associado e "Risco para infeccao" As</p><p>intervencoes associadas que podem levar ao resultado</p><p>desejado incluem "Protecao contra a contaminacao</p><p>cruzada" Isto e enfermagern'!</p><p>MISSAO DO CENTRO DE MATERIAL E</p><p>ESTERILlZA~AO</p><p>Estrutura do capitulo</p><p>Missao do Centro de Material e Esterilizacao</p><p>Area fisica</p><p>lntroducao</p><p>Localizac;ao</p><p>Elementos construtivos</p><p>Seguranca do trabalhador do Centro de Material e</p><p>Esterilizacao</p><p>4</p><p>Garantir a melhor localizacao para 0 (ME.</p><p>Justificativa: 0 CME dentro do EAS pode estar</p><p>localizado 0 mais proximo possivel das unidades for</p><p>necedoras (almoxarifado e lavanderia), essenciais a</p><p>dinamica de trabalho, uma vez que sao responsaveis</p><p>pelo suprimento de materiais texteis e de primeiro uso</p><p>(nao de pronto uso) a serem processados"; pode tam</p><p>bern estar proximo das principais unidades consumi</p><p>doras, especialmente 0 bloco cirurgico, ou ainda, mais</p><p>aceito atualmente, em qualquer andar, independente</p><p>mente da proxirnidade com as unidades fornecedoras</p><p>e consumidoras, priorizando 0 espacro fisico para 0</p><p>desenvolvimento de seus processos de trabalho; para</p><p>isso, deve contar com sistemas de comunicacao ageis e</p><p>competentes, principalrnente com as unidades consu</p><p>midoras, como monta-cargas, eIevadores e corredores</p><p>exclusivos, sem prejuizo na provisao de materiais para</p><p>o CC e demais unidades.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Sempre que urn EAScontar com CC, centro obs</p><p>tetrico e/ou ambulatorial, hemodinarnica, emergencia</p><p>de alta complexidade e urgencia, 0 CME devera existir,</p><p>podendo localizar-se fora desse EASs, desde que nao</p><p>haja nenhum prejuizo para a quaIidade do produto</p><p>final, ou seja, as atividades especificas do processo de</p><p>esterilizacao, que devem ser acrescidas de outras ativi</p><p>dades ou processos para garantir a qualidade do pro</p><p>duto fornecido, induindo sua pronta disponibilizacao,</p><p>Localila~ao</p><p>Justificativa: as desvantagens sao inumeras, prin</p><p>cipalmente a nao garantia da qualidade do processa</p><p>mento do produto para a saude, comprometendo a</p><p>esterilizacao".</p><p>Reconhecer as desvantagens do (ME parcialmente centralizado.</p><p>manos, maior segurancra para 0 trabalhador e para 0</p><p>c1iente, pois favorece 0 desenvolvimento de tecnicas</p><p>seguras e eficientes, maior produtividade, facilidade de</p><p>supervisao e treinamento e adequacao como campo</p><p>de ensino e pesquisav'.</p><p>Justificativa: 0CME centralizado apresenta como</p><p>vantagens a otimizacao dos recursos materiais e hu-</p><p>Reconhecer as vantagens do (ME centralizado.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Embora com finalidade e objetivos claramente defi</p><p>nidos,o CME nao existia,no passado, como unidade in</p><p>dependente e autonoma, como e visto na atualidade; era</p><p>a unidade do Centro Cinirgico (CC) que, alem de cen</p><p>tralizar as salas de operacoes, tambem se responsabiliza</p><p>va peIo processamento e peIa esterilizacao de materiais</p><p>necessaries para a prestacao de assistencia a todos os</p><p>clientes hospitalizados ou em tratamento ambulatorial".</p><p>A diferenciacao das atividades realizadas peIo</p><p>CME e pelo CC, associada ao intenso desenvolvimen</p><p>to tecnologico dos ultimos anos e aos avances do co</p><p>nhecimento no campo da infeccao hospitalar, deter</p><p>minaram a separacao dessas duas unidades, tornando</p><p>o CME uma unidade hospitalar independente e au</p><p>tonoma, que procura atender igualrnente a todas as</p><p>unidades consumidoras, mesmo aquelas com rnenor</p><p>demanda de materiais, mas tao importantes quanta 0</p><p>CC, ate entao urn consurnidor privilegiado.</p><p>Os hospitais passaram, assim, a organizar essa uni</p><p>dade separadamente do CC e os rnais antigos, princi</p><p>palmente os de grande porte, foram se readequando, na</p><p>busca da racionalizacao do trabalho ali desenvolvido.</p><p>Desde entao, a historia do CME nos hospitais bra</p><p>sileiros vern acompanhando 0 desenvolvimento dos</p><p>Estabelecimentos de Assistencia a Sande (EAS).</p><p>No inicio da decada de 1940,0 CME era organ i</p><p>zado de forma parcialmente centralizada, responsabi</p><p>lizando-se apenas pela esterilizacao dos produtos para</p><p>saude; a limpeza, 0 preparo e 0 acondicionamento des</p><p>ses produtos eram realizados peIa equipe de enferma</p><p>gem das pr6prias unidades de internacao do hospital.</p><p>Janas ultimas decadas do seculo xx, 0 CME pas</p><p>sou a ser centralizado, em razao da exigencia de urn</p><p>local unico e apropriado para a processamento desses</p><p>produtos, assim como pessoal mais bern qualificado,</p><p>uma vez que os produtos para a saude tern se tornado</p><p>cada vez mais</p><p>dos materia is. A do</p><p>bradura padronizada permitira a transferencia sob</p><p>tecnica asseptica do conteudo para 0 campo esteril,</p><p>No caso de 0 (ME montar e emba!ar produtos texteis, em vez</p><p>dessa etapa ser realizadapelo setor de lavanderia,inspecionarem</p><p>busca de possivel sujidade e quebra na integridade dos teddos.</p><p>Fazera dobradura conforme protocolo instituciona!.</p><p>Justificativa: garantir a integridade e a funcionali</p><p>dade do instrumental, missao inerente ao CME.</p><p>Encaminharpara marutencao, ou descarte instrumental cinJrgico,</p><p>produtos com rachaduras e componentes quebrados,os que nao</p><p>apresentam encaixe perfeito, corroldos, desgastados ou com 0</p><p>funcionamento comprometido.</p><p>Parte I Centro de Material e Esterilizacao (CME)</p><p>61</p><p>Justi6.cativa: nao contaminar 0material com subs</p><p>tancias estranhas, e tambem 0 campo cirlirgico com</p><p>particulados, no momenta da abertura do material.</p><p>Desprender umminimade particutas sobre 0 material.</p><p>Permitira remocao complete do ar do interior da embalagem.</p><p>Justificativa: garante 0 preenchimento do com</p><p>partimento interno com 0 agente esterilizante.</p><p>Ser invlolavele capaz de selar uma (micavez.</p><p>Justificativa: e 0 principio da esterilidade relacio</p><p>nado a eventos e nao ao tempo de vida de prateleira.</p><p>Possibilitarvedacao herrnetira adequada.</p><p>Justificativa: e 0 principio da esterilidade relacio</p><p>nado a eventos e nao ao tempo de vida de prateleira.</p><p>Justificativa: e 0 principio da esterilidade relacio</p><p>nado a eventos e nao ao tempo de vida de prateleira.</p><p>Resistir, ao maximo, a danos que possam provocar rasgos,</p><p>punctures, delaminacoes que coloquem em duvida a esterilidade</p><p>do material.</p><p>Justificativa: e 0 principio da esterilidade relacio</p><p>nado a eventos e nao ao tempo de vida de prateleira.</p><p>Proteger,ao maximo,0 sistema de barreira esterll (embalagem)de</p><p>danos fisicos,conhecidos como evento relacionado, por exemplo,</p><p>amassamentos por compressao, dobras e empilhamentos.</p><p>Permitiracornodacao segura dots) item(s}.</p><p>Justificativa: estabilizar os instrumentos dentro</p><p>das caixas, evitando danos ao instrumental, especial</p><p>mente os delicados.</p><p>Justificativa: permitir a transferencia sob tecnica</p><p>asseptica de conteudos para 0 campo esterilizado.</p><p>A "memoria" (perrnanencia da dobra) da embalagem deve ser</p><p>minimae as tampas dos conteineres devem ser removiveis.</p><p>Justificativa: contornar os eventos adversos ao pa</p><p>ciente relacionados ao material.</p><p>Ser livre de ingredientes toxkos e corantes nao fixos que</p><p>manchemos materiais.</p><p>Justificativa: garantir a esterilizacao e a aeracao do</p><p>material.</p><p>Permitir a penetracao do agente esterilizante e 0 contato direto</p><p>com 0 item e as superflcies a serern esterilizados e. ainda, a</p><p>rernocao posterior do agente esteritizante.</p><p>Justificativa: manutencao da esterilidade do con</p><p>tendo.</p><p>Fornecer uma barreira eficiente para os microrganismos, as</p><p>parnculas e os fluidos.</p><p>Confirmada a Iimpeza e a integridade, os produ</p><p>tos, depois do acondicionamento, precisam ser ernba</p><p>lados para garantir a manutencao da esterilidade ate 0</p><p>usuario final.</p><p>Desde a epoca em que os materiais hospitala</p><p>res eram embalados em jornal", os involucres para</p><p>proteger 0 conteudo esterilizado evoluiram muito.</p><p>As funcoes prirnarias do sistema de barreira esteril</p><p>(embalagens) sao: permitir a esterilizacao do conteu</p><p>do, mante-los esterilizados ate que sejarn utilizados e</p><p>permitir a apresentacao asseptica do material'>, pro</p><p>tegendo-o de possiveis contaminacoes. Uma embala</p><p>gem, para que seja consider ada ideal, deve possuir as</p><p>seguintes caracterfsticas'<":":</p><p>Justi6.cativa: facilita 0 acesso do vapor e a secagem</p><p>do material.</p><p>Quando caixasforem compostas por maisde umabandeja, avaliar</p><p>a possibilidadede esteriliza-las separadamente.</p><p>Justi6.cativa: proporcionar saude ocupacional e</p><p>garantir que 0 calor latente liberado seja capaz de for</p><p>necer a esterilizacao.</p><p>Avaliar0 peso das caixascom basena capacidadedos funoonarios</p><p>em carrega-Ias. no design, na densidade e na distribuicao da</p><p>massa dos materiais,nao ultrapassando 11 quilos e com dirnensoes</p><p>rnaxirnas de 55 x 33 x 22 cml·6.</p><p>Justificativa: nao acumular agua em seu interior e</p><p>permitir a secagern",</p><p>Capitulo 5 Preparo do produto para esterilizacao</p><p>62</p><p>oQuadro 1 apresenta 0 sistema de barreira esteril</p><p>(embalagem) indicado para cada rnetodo de esteriliza</p><p><rao atualmente disponivel nos EAS.</p><p>Na escolha de inv61ucro, as particularidades de</p><p>cada sistema de barreira esteril (embalagem) devem</p><p>Justificativa: responsabilidade administrativa do</p><p>enfermeiro do CME.</p><p>Controlar constantemente a qualidade do material adquirido</p><p>atentando-se para 0 lanc;amento de novas tecnologias para</p><p>sistema de barreira esteril (embalagem). Realizar sistematicamente</p><p>estudos objetivando custo-beneficio, contemplando as diretrizes</p><p>exigidas, 0 poder aquisitivo e as rotinas, e materiais utilizados na</p><p>instltuicao,</p><p>Justificativa: os usuaries diretos selecionam, com</p><p>maior objetividade e criterios definidos, produtos e</p><p>insumos para a finalidade a qual se destinam.</p><p>o responsavel pelo CME deve participar ativamente do</p><p>processo de escolha do sistema de barreira esteril (embalagem),</p><p>compatibilizando sua escolha com os materiais e rnetodos de</p><p>esterilizacao disponfveis nos Estabelecimentos de Asslstenda a</p><p>Saude (EAS).</p><p>Justificativa: nao destinadas ao uso em equi</p><p>pamentos de esterilizacao: sem garantia de barreira</p><p>microbiana'.</p><p>Nao e permitido 0 usa de sistema de barreira esteril</p><p>(embalagem) de papel kraft, papel-toalha, papel-manilha, papel</p><p>jornal e laminas de alumfnio, assim como envelope de plastico</p><p>trans parente, quando nao regulamentado junto a ANVISA.</p><p>Justificativa: essa conduta garante que a embala</p><p>gem esteja em conformidade com as regulamentacoes</p><p>em vigor, norma ABNT NBR ISO 14.990119.</p><p>Adquirir sistema de barreira esteril (embalagens) regularizado</p><p>junto 11 Agenda Nacional de Vigilancia Sanitaria (ANVISA), e</p><p>dentro do perfodo de sua lkenca para cornercializacao'.</p><p>funcao das caracteristicas dos materiais, estudo do</p><p>custo-beneficio, montante financeiro disponivel, gera</p><p>yaO de residue, disponibilidade ou nao de service de</p><p>Iavanderia local, treinamento dos funcionarios e in</p><p>ventario dos materiais cirurgicos disponiveis.</p><p>A escolha do sistema de barreira esteril (embala</p><p>gem) adequado e determinada por uma serie de fa</p><p>tores, como 0 metodo de esterilizacao escolhido em</p><p>Escolha do sistema de barreira esteril</p><p>(embalagem)</p><p>Justificativa: possibilita seguranca e controle.</p><p>Ter disponivel a data de validade da embalagem e as instrucoes</p><p>do fabricante para 0 uso segura.</p><p>Ser disponibilizada no mercado sem descontinuidade.</p><p>Justificativa: possibilita padronizacao para uso.</p><p>Ter relacao custo-benefkio favoravel,</p><p>Justificativa: possibilita a aquisicao,</p><p>Justificativa: minimiza contaminacao,</p><p>Permitir transferencia sob tecnica asseptica da embalagem ou</p><p>recipiente.</p><p>Iustificativa: minimiza erros humanos e agiliza 0</p><p>trabalho.</p><p>Ser de facil e pratlca utilizacao pelo colaborador responsavel pelo</p><p>preparo do material.</p><p>Justificativa: sinalizar que 0 material foi expos</p><p>to ao ciclo de esterilizacao sem, contudo, garantir a</p><p>exposicao a parametres preestabelecidos para esteri</p><p>lizacao.</p><p>Quando posstvel, ter indicador quimico de processo impregnado</p><p>na embalagem.</p><p>Ser de tamanho suficiente para acomodar seguramente 0material.</p><p>Justificativa: manutencao da esterilidade durante</p><p>o transporte e 0 armazenamento.</p><p>Permitir a vizualizacao do conteudo, 0 que e posslvel quando uma</p><p>das faces da embalagem e de filme.</p><p>Iustificativa: em embalagens que nao tenham fil</p><p>me em uma das suas faces, como 0 SMS, 0 papel ere</p><p>pado e 0 algodao tecido, ha a tendencia de se apalpar</p><p>o material, a fim de identificar 0 conteiido. Apalpar 0</p><p>material e considerado urn evento relacionado.</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (eME)</p><p>63</p><p>Na escolha do algodao tecido como sistema de barreira esteril</p><p>(embalagem), deve-se atentar para as desvantagens de baixa</p><p>repelencia a hquidos, dificuldade no controle do rumero de</p><p>reuses, impossibilidade de visuahzacao de conteudo e indicacao</p><p>restrita para esterillzacao a vapor</p><p>sob pressao.</p><p>A embalagem de algodao tecido deve ser lavada a cada uso.</p><p>Justificativa: a manipulacao durante 0 transporte</p><p>e 0 tempo de armazenamento acumulam sujidade no</p><p>algodao tecido.</p><p>Iustificativa: apesar de nao existirem estudos in</p><p>dependentes que comprovem a seguranya no usc des</p><p>sa tecnologia, esse recurso esta comercialmente dis</p><p>ponivel e sem riscos sob 0 ponto de vista do racional</p><p>teorico,</p><p>Adesivos terrnkos sao aceitos como forma de remendo, quando</p><p>ocorrer rasgo acid ental em tecidos novos ou dentro do perfodo</p><p>de validade como sistema de barreira esteril</p><p>Nao e permitido 0 usa de sistema de barreira esterll (embalagem)</p><p>de tecido de algodao reparado com remendos ou cerzidas e.</p><p>sempre que for evidenciada a presence de perfuracoes, rasgos,</p><p>desgaste do tecido ou cornprometimento'da fun~ao de barreira</p><p>sua utiliza~ao deve ser suspense',</p><p>Iustificativa: garantia da manutencao da esterili</p><p>dade do conteudo,</p><p>Iustificativa: garantia de barreira microbiana.</p><p>pesquisa realizada por Rodrigues et alY, 0 algodao tecido duplo</p><p>apresentou desempenho segura como biobarreira, em ate 65</p><p>reprocessos.</p><p>o (ME que utiliza embalagem de tecido de algodao deve possuir</p><p>um plano de aquislcao e substltukao do arsenal de embalagem</p><p>de tecido mantendo os registros dessa movimentacao', Na</p><p>Iustificativa: garantia de barreira microbiana.</p><p>o algodao tecido deve ser confeccionado duplo, com tecido</p><p>100% algodao, textura de aproximadamente 40 a 56 fios por cm1,</p><p>alern de outras especficacoes descritas na NBR14.02811,</p><p>ser consideradas, atentando-se especialmente para</p><p>suas especificidades e lirnitacoes:</p><p>Algodao tecido: esta e, provavelmente, a ernba</p><p>lagem que mais foi utilizada no Brasil e no mundo</p><p>ate 0 surgimento do sistema de barreira esteril (em</p><p>balagem) descartavel. Pode-se afirmar que ha muitos</p><p>hospitais brasileiros que utilizam essa embalagem ate</p><p>os dias atuais. E legitima e segura, porern, pelo fato</p><p>de ser reutilizavel, 0 gerenciamento do reuse seguro</p><p>exige atencao. Urn experimento realizado por Bruna"</p><p>avaliou 0 desempenho do sistema de barreira esteril</p><p>(embalagem) em proteger 0 conteudo esterilizado</p><p>diante de condicoes adversas, alta temperatura e alta</p><p>umidade e, mesmo mantendo uma alta carga de mi</p><p>crorganismos viaveis em contato com a face extema</p><p>do sistema de barreira esteril (embalagens), durante 0</p><p>periodo de armazenamento de 30 dias, a embalagem</p><p>de algodao tecido se mostrou eficaz em sua funcao de</p><p>barreira. Destacam-se como principais vantagens do</p><p>algodao tecido, alem da barreira microbiana eficaz, a</p><p>memoria padrao-ouro e a alta resistencia".</p><p>Embalagem Vapor sob Oxido de Plasma e vapor Vapor a baixa</p><p>pressao etileno de peroxide de temperatura de</p><p>hidrogenio formaldeido</p><p>Algodao tecido Sim Nao Nao Nao</p><p>Papel grau cirurgico Sim Sim Nao Sim</p><p>Papel crepado Sim Sim Nao Sim</p><p>Tyvek' Nao Sim Sim Sim</p><p>Nao tecido (SMS) Sim Sim Sim Sim</p><p>Conteiner rfgido Sim Sim Sim Sim</p><p>Caixas rnetalicas perfurada Sim Sim Sim Sim</p><p>Quadro 1. Sistemas de barreira esteril (embalagens) indicados para cad a rnetodo de esterilizacao.</p><p>Capitulo 5 Preparo do produto para esterlllzacao</p><p>64</p><p>Nao tecido [spunbondedlmeltblownlspunbonded</p><p>(SMS)], conhecido como manta de polipropileno: essa</p><p>embalagem descartavel e uma estrutura plana, flexi</p><p>vel e porosa, constituida de veu ou manta de fibras e</p><p>filamentos, dispostos direcionalmente ou ao acaso e</p><p>consolidados por processos rnecanicos, quimicos, ter</p><p>micos ou por uma combinacao deles". Ospunbonded</p><p>confere a resistencia rnecanica, enquanto 0 meltblown</p><p>confere a barreira microbiana. Tern como vantagens</p><p>ser uma barreira microbiana eficaz, repelente a liqui</p><p>dos e estar disponivel no mercado por varies fornece</p><p>dores",</p><p>Justificativa: escolha consciente em funcao das</p><p>vantagens sern desconhecer as desvantagens.</p><p>Na escolha do papel grau cirurgko como embalagem. deve-se</p><p>atentar para as desvantagens de baixa repelencia a llquidos, da</p><p>incompatibi!idade de esterilizacao por plasma de peroxide de</p><p>hidrogenio e 0 fato de nao ser indicado para materiais pesados</p><p>ou pontiagudos",</p><p>Justificativa: evitar quebra da integridade.</p><p>Nao fazer anotacoes escritas na embalagem. Utilizar rotulos ou</p><p>etiquetas aderidos a face do filme ou a area externa da selagem.</p><p>Iustificativa: seguranca da barreira microbiana.</p><p>Descartar a embafagem de papel grau drurgico apes um Linico</p><p>uso.</p><p>Justificativa: pode comprometer, tanto 0 contato</p><p>do agente esterilizante, quanta a secagem do material".</p><p>Quando houver necessidade de utilizacao de embalagem dupla.</p><p>a embalagem interna deve ser em tamanho menor, evitando-se</p><p>dobras e sobras.</p><p>Iustificativa: seguranca na transferencia sob tee</p><p>nica asseptica dos pacotes.</p><p>E indicada embalagem dupla para materiais flexiveis ou de</p><p>pequenas dirnensoes que possam ter a esterilidade comprometida</p><p>no momenta da abertura do pacote.</p><p>Justificativa: baixa resistencia do papel grau ci</p><p>rurgico a rasgos e tracoes e risco de perfuracao da em</p><p>balagem.</p><p>Sempre que possivel. utilizar protetor de silicone nas pontas de</p><p>materiais pontiagudos.</p><p>Iustificativa: baixa resistencia a rasgos e tracoes e</p><p>risco de perfuracao da embalagem.</p><p>Utilizar embalagem dup!a para embalar materiais pontiagudos.</p><p>Justificativa: baixa resistencia a rasgos e tracoes.</p><p>Optar por embalar com papel grau cirurgico com filme materials</p><p>pequenos e leves.</p><p>Iustificativa: a selagem hermetica e uma condicao</p><p>imprescindivel para garantir a manutencao da esteri</p><p>lidade dos materiais durante 0 transporte e 0 arrnaze</p><p>namento.</p><p>A termosselagem dos envelopes de papel grau cirurgko e filme</p><p>em temperatura. tempo e pressao adequados (segundo indicacao</p><p>dos fabricantes) deve promover hermeticidade no fechamento do</p><p>pacote, sem fissuras, rugas e sinais de queima do papel",</p><p>Iustificativa: 0 filme em uma das faces evita 0</p><p>evento de palpacao para identificacao do conteudo, e 0</p><p>indicador quimico de exposicao impregnado no siste</p><p>ma de barreira esteril (embalagem) sinaliza que 0 ma</p><p>terial foi exposto ao cielo de esterilizacao, embora nao</p><p>garanta que as condicoes minimas para tal estiveram</p><p>presentes no local onde 0 material foi armazenado.</p><p>Dar preferencia para os sistemas de barreira esteril (embalagem)</p><p>de papel grau orurgico que ten ham filme em uma das faces e</p><p>impregnado com indicador quimico de exposkao (indicador</p><p>quimico classe I).</p><p>Iustificativa: escolha consciente em funcao das</p><p>vanta gens do algodao tecido.</p><p>Papel grau cirurgico: 0 papel grau cirurgico e urn</p><p>sistema de barreira esteril (embalagem) descartavel,</p><p>disponivel comercialmente em varias apresentacoes,</p><p>como tubos ou envelopes, geralmente impregnado</p><p>com indicador quimico de exposicao (indicador qui</p><p>mico classe 1) e necessita de selagem terrnica":". E urn</p><p>inv61ucro bastante utilizado, em razao do baixo custo</p><p>e da compatibilidade com diversos metodos de esteri</p><p>lizacao. Esta disponivel comercialmente em gramatu</p><p>ras de 60 e 70 mg/rn',</p><p>Parte I Centro de Material e EsteTiliza~ao (CME)</p><p>65</p><p>Justificativa: 0 filme em uma das faces evita even</p><p>to relacionado de palpacao para identificacao do con</p><p>teudo e 0 indicador quimico de exposicao impregna</p><p>do na embalagem sinaliza que 0 material foi exposto</p><p>ao cido de esterilizacao, embora nao garanta que as</p><p>Dar preferencia para 0 sistema de barreira esteril (embalagem) de</p><p>Tyvek' confeccionado com filrne em uma das faces e impregnado</p><p>com indicador qufmico de exposkao.</p><p>Tyvek":e uma embalagem descartavel que necessi</p><p>ta de selagem termica, e confeccionada com 100% de</p><p>fibras de polietileno de alta densidade e desenvolvida</p><p>ha mais de 40 anos pela marca DuPont™26.Tern como</p><p>vantagens, a alta resistencia a tracao e a perfuracao, ex</p><p>celente barreira microbiana, hidrorrepelencia, nao sal</p><p>ta particulas, tern indicador quimico de exposicao im</p><p>pregnado (indicador quimico classe I), nao delamina</p><p>no momento da abertura do pacote e esta disponivel</p><p>comercialmente em varies tamanhos e forrnatos'e".</p><p>Justificativa: favorece a transferencia sob tecnica</p><p>asseptica dos pacotes.</p><p>Para embalagem em folha (tecido, SMSe papel crepado), preparar</p><p>os pacotes utilizando tecnicas internacionalmente</p><p>padronizadas</p><p>para empacotamento (Figuras 1e 2t</p><p>Justificativa: escolha consciente em funcao de</p><p>suas vantagens, sem desconsiderar suas desvantagens.</p><p>Na escolha do papel crepado como embalagem, deve-se</p><p>atentar para as desvantagens da repelencia parcial a liquidos. a</p><p>incompatibilidade de esterilizarao por plasma de peroxide de</p><p>hidrogenio, da impossibilidade de vtsuallzacao do conteudo,</p><p>da alta mem6ria e do fato de nao ser tao resistente a rasgos e</p><p>abrasao, quando cornparado ao tecido de algodao",</p><p>Descartar a embalagem de papel crepado apes um unico uso.</p><p>Justificativa: seguranryada barreira microbiana.</p><p>Utilizar embalagem dupla ou a versao mista com fibras smteticas</p><p>para embalar caixas cirugicas pesadas e materiais pontiagudos.</p><p>Iustificativa: risco maior de perfuracao da emba</p><p>lagem. Sempre que possivel, utilizar protetor de silico</p><p>ne nas pontas dos materiais pontiagudos.</p><p>Iustificativa: a cornpatibilizacao da resistencia do</p><p>papel crepado de acordo com 0 peso e a conforrna</p><p>ryaodo material a ser embalado man tern a protecao</p><p>dos materiais esterilizados, evitando rasgos durante 0</p><p>transporte e 0 armazenamento.</p><p>Escolher a geracao adequada do papel crepado, de acordo</p><p>com 0 peso e a contorrnacao do material a ser embalado. 0 de</p><p>primeira geracao tem estrutura formada por 100% de celulose;</p><p>o de segunda geracao tem acresdrno de fibras sinteticas: 0 de</p><p>terceira geracao tern estrutura formada pela mistura de celulose</p><p>e fibras sintetlcas, reforcadas externamente com fibras sintettcas,</p><p>conferindo maior resistenda e hidrorrepelencia".</p><p>Papel encrespado ou crepado: trata-se de uma</p><p>embalagem descartavel de papel encrespado que, por</p><p>essa caracteristica, tern maior flexibilidade". Apresen</p><p>ta como vantagens ser biodegradavel, flexivel e rnalea</p><p>vel".</p><p>Justificativa: escolha consciente em funcao das</p><p>vantagens, sem desconsiderar as desvantagens.</p><p>Na escolha do SMS como embalagem, deve-se atentar para as</p><p>desvantagens da impossibilidade de visualizacao do conteudo,</p><p>da dificuldade de lnspecao na busca por quebra da integridade,</p><p>da ausenda de mem6ria, ° fato de apresentar baixa resistencia a</p><p>rasgos e abrasao e nao ser biodegradavel'.</p><p>Descartar a embalagem de SMSap6s urn unico uso.</p><p>Justificativa: seguranryada barreira microbiana.</p><p>Justificativa: risco maior de perfuracao do sistema</p><p>de barreira esteril (embalagem).</p><p>Utilizar embalagem dupla ou a versao rnista com fibras</p><p>sintetlcas para embalar caixas cirurgkas pesadas e materiais</p><p>pontiagudos.</p><p>Justificativa: a cornpatibilizacao da resistencia do</p><p>SMS de acordo com 0 peso e a conforrnacao do mate</p><p>rial a ser embalado man tern a protecao dos materiais</p><p>esterilizados, evitando rasgos durante a transporte e a</p><p>armazenamento.</p><p>Escolher a gramatura adequada do SMS,de acordo com 0 peso e</p><p>a contormacao do material a ser embalado: superleve (44 g/m2),</p><p>leve (48 g/rn'], pesado (60 g/m2) e superpesado (74 g/m2).</p><p>Capitulo 5 Prepare do produto para esterillzacso</p><p>66</p><p>Justificativa: escolha consciente em funcao das</p><p>vantagens, sem desconhecer as desvantagens. 0 Tyvek"</p><p>Na escolha do Tyvek' como embalagem, deve-se atentar para as</p><p>desvantagens da lncornpatibilidade com rnetodos de estenlizacao</p><p>por vapor sob pressao.</p><p>Justificativa: evitar quebra da integridade.</p><p>Nao fazer anotacoes escritas na embalagem. Utilizar r6tulos</p><p>ou etiquetas colocadas na face do filme ou na area externa da</p><p>selagem.</p><p>Descartar a embalagem de Tyvek' apes um unko uso.</p><p>Justificativa: seguranya da barreira microbiana.</p><p>Iustificativa: a selagem hermetica e uma condicao</p><p>imprescindivel para garantir a manutencao da esteri</p><p>lidade des materiais durante 0 transporte e 0 armaze</p><p>namento.</p><p>Atermosselagem dos envelopes de Tyvek' e filrne deve promover</p><p>hermeticidade no fechamento do pacote, sem fissures. rugas e</p><p>sinais de queima do papel. A temperatura. 0 tempo e a pressao da</p><p>termosselagem terao que estar de acordo com as orlentacoes do</p><p>fabricante da embalagem. mais baixa do que a temperatura para</p><p>selagem do papel grau cirurgico e filme.</p><p>condicoes minimas para tal estiveram presentes no lo</p><p>cal onde 0 material foi armazenado.</p><p>Figura 2.Tecnica de dobradura do tipo envelope. utilizada em folhas de tecido, SMSe papel crepado. Adaptada</p><p>de AAMI;20066</p><p>I</p><p>I</p><p>!</p><p>L .~</p><p>L__----'</p><p>Figura 1.Tecnica de dobradura do tipo pacote, utilizada em folhas de tecido, SMS e papel crepado. Adaptada</p><p>de AAMI;20066•</p><p>i</p><p>~QI</p><p>---~---__j</p><p>~</p><p>/\'-------~( ~/</p><p>Parte I Centro de Material e Esterilizacao (CME)</p><p>67</p><p>Iustificativa; minimiza a possibilidade de conden</p><p>sacao do vapor residual do interior da caixa/pacote.</p><p>Envolver 0 material com cover-bag depois que as caixas ja</p><p>estiverem esterilizadas e frias, 0mais proximo possivel do terrnino</p><p>da estenlizacso.</p><p>Iustificativa: auxilia no controle de eventos rela</p><p>cionados durante 0 transporte e 0 armazenamento.</p><p>Recomenda-se 0 uso de cover-bag para materiais pes ados, como</p><p>caixas cirnrgkas, durante a vida de pratelei ra do materia1. Estas</p><p>se constituem de coberturas plastkas protetoras (em forma de</p><p>filme plastico aderente utilizado para alimentos ou saco plastico],</p><p>caracterizadas como sistema de barreira esteril (embalagem)</p><p>secundario.</p><p>Cover-bag (embaiagem de protecao do material</p><p>esteri Iizado)</p><p>Justificativa: seguranca e controle.</p><p>No fechamento de pacotes de algodao tecido, SMS e papel</p><p>crepado, utilizar fita adesiva de qualidade que nao descole durante</p><p>o transporte e 0armazenamento. Adicionar fita adesiva impregnada</p><p>com tinta termocr6mica (fita zebrada), com a largura de pelo</p><p>menos 3 listras como indicador quimico dasse I,de ezposkao.</p><p>Iustificativa: controle de evento relacionado</p><p>quanta a selagem.</p><p>A hermeticidade da selagem deve ser validada como parte</p><p>do processo de esterilizacao, por meio de "teste de tinta" ou</p><p>tecnologias especificas, como Seal Check".</p><p>Iustificativa: controle de evento relacionado</p><p>quanta a selagem e ao controle de infeccao relaciona</p><p>do ao material.</p><p>A termosselagem deve ser livre de fissuras, rugas ou delarnmacao</p><p>e deve ser feita de forma que permita a transferencia sob tecoka</p><p>asseptlca do pacote.</p><p>Justificativa: seguranca na vedacao durante 0</p><p>transporte e 0 armazenamento.</p><p>A selagem terrnica deve obedecer a largura total de 6 mm,</p><p>podendo ser em "linha" simples, dupla ou ate tripla, distante 3 cm</p><p>da borda e do material'.</p><p>Justificativa: ha sistemas de barreira esteril (em</p><p>balagem) termossensiveis (Tyvek") e termorresistentes</p><p>(papel grau cinirgico e filme). Pode haver variacoes na</p><p>temperatura de urn mesmo tipo de embalagem, a de</p><p>pender da fabricacao.</p><p>Seguir as orientacoes dos fabricantes do sistema de barreira esteril</p><p>(embalagem) quanto a temperatura ideal para selagem efetiva.</p><p>Selagem e fechamento dos pacotes"</p><p>Justificativa: escolha consciente em funcao das</p><p>vantagens, sem desconhecer as desvantagens.</p><p>Na escolha do contelner rigido como embalagem. deve-se atentar</p><p>para as desvantagens de possiveis problemas com a secagem18)7.</p><p>Justificativa: nao dificultar a penetracao do agente</p><p>esterilizante ou dificultar a secagem.</p><p>No uso de conteiner rigido, nao esta recomendada a utilizacao de</p><p>outro tipo de embalagem dentro ou fora do conteiner'.</p><p>Justificativa: garantir a manutencao do conteudo</p><p>esterilizado durante 0 transporte e 0 armazenamento.</p><p>Gerenciar a troca dos filtros descartavels ou permanentes dos</p><p>conteineres rigidos, de acordo com as orientacoes do fabricante.</p><p>Justificativa: garantir a passagem do ar e do agen</p><p>te esterilizante.</p><p>Nao e permitido 0 usa de caixas rnetalicas sem furos para</p><p>esterihzacao de produtos para saude'.</p><p>Conteiner rigido: e urn sistema de barreira este</p><p>ril (embalagem) permanente, que, ao mesmo tempo,</p><p>acondiciona os instrumentos cinirgicos e os protege.</p><p>Pode ser de aluminio, aco inox ou plastico". Possui</p><p>areas perfuradas para saida do ar e para entrada do</p><p>agente esterilizante; demanda filtros de papel espedfi</p><p>cos e descartaveis", embora tambem existam modelos</p><p>com valvulas reutilizaveis e modelos que mesclam as</p><p>duas tecnologias".</p><p>e terrnossensivel, motivo pelo qual esta contraindica</p><p>do como embalagem de materiais que serao autocla</p><p>vados por vapor</p><p>saturado sob pressao,</p><p>Capitulo 5 Preparo do produto para esterlllzacao</p><p>68</p><p>Os produtos esterilizados devem ser armazenados em local</p><p>limpo e seco, sob protecao da luz solar direta e submetidos a</p><p>rnanpulacao rnlnima',</p><p>{~~ ARMAZENACEM E DISTRIBUI~AO</p><p>Justificativa: constituem dados que possibilitam a</p><p>identificacao do produto, a rastreabilidade e 0 recall</p><p>em situacoes claramente definidas pela CCI do EAS.A</p><p>observacao tern a finalidade educativa dos usuaries do</p><p>material em relacao a esterilidade relacionada a even</p><p>tos.</p><p>o rotulo de identificacaoda embalagemdeve conter:</p><p>• Nome do produto;</p><p>• Numero do lote:</p><p>• Data da estertbzacao;</p><p>• Data limite de uso;</p><p>• Metodo de estenllzacao,</p><p>Sugere-se acrescentar a observacao: "Conteudo esterilizado se a</p><p>embalagemnao estiver violada".</p><p>Justificativa: possibilita a identificacao do produ</p><p>to, a rastreabilidade e 0 recall em situacoes claramente</p><p>definidas pela CCI do EAS.</p><p>o rotulo dos produtos para saude processados deve ser</p><p>capaz de se manter legivel e afixado no sistema de barreira</p><p>esteril (embalagens) durante a esterilizacao, 0 transporte, 0</p><p>armazenamento, a distribuicaoe ate 0momenta do uso',</p><p>Justificativa: possibilita a identificacao do produ</p><p>to, a rastreabilidade e 0 recall em situacoes claramente</p><p>definidas pela CCI do EAS.</p><p>E obrigatoria a identiticacao do sistema de barreira esteril</p><p>(embalagem)dos produtos para saude submetidos a esterillzacao</p><p>por meio de rotulos ou etiquetas padronizadas, de facil</p><p>preenchimento e entendimento. tanto da equipe do CME,quanta</p><p>da Comissao de Controle de lofeccac (CCl)e do usuario final',</p><p>mesmo que 0 conteudo seja visivell.18.</p><p>~i:.:' IDENTIFICA~AO E RECISTRO</p><p>biologicos (IB)em uma variedade de itens a serem processados,</p><p>e a comperencia na secagemdo material apes a esterilizacao',</p><p>Iustificativa: seguran.ya e boas praticas,</p><p>Na rnudanca do sistema ou na configuracao dos sistemas de</p><p>barreira esteril (embalagens),dois aspectos devem ser avaliados:</p><p>a compatibilidade com o(s) rnetodols] de esterilizacao quanta a</p><p>penetrabilidade do agente esterilizante, colocando indicadores</p><p>Justificativa: as boas praticas nao admitem ma</p><p>teriais ou sistemas de barreira esteril (embalagens)</p><p>molhados.</p><p>A embatagem e 0 material devem estar secos depois da</p><p>esterilizacao por vapor sob pressao. Nas situacoes em que 0</p><p>material e/ou a embalagem saem molhados ou urnidos, as</p><p>seguintes acoes estao indicadas: verificar a desobstrucao da</p><p>linha de drenagem do vapor; investigar a qualidade do vapor</p><p>com 0 departamento de engenharia clinica; pre-aquecer 0</p><p>material; diminuir a quantidade de materiais dentro das caixas</p><p>cirurgicassubdividindo em caixas ou bandejas menores; diminuir</p><p>a quantidade de materiais na carga do esterilizador; apos 0 ciclo,</p><p>abrir a porta da autoclave vagarosamente; aumentar 0 tempo de</p><p>secagem do cido sob vacuo; jamais colocar os materiais ainda</p><p>quentes sobre superficiesfrias.</p><p>Justificativa: protecao e nao dificultar 0 contato</p><p>do material com 0 agente esterilizante, bern como a</p><p>secagem.</p><p>Utilizar sempre um tamanho de involucre que proteja todo 0</p><p>conteudo. sem expor 0material acidentalmente. porern nao deve</p><p>ser maior do que 0 necessario.</p><p>i;:Z~ RECOMENDA~6ES CERAIS</p><p>~.,_.,</p><p>Justificativa: educacao para sustentabilidade e</p><p>uso racional de recursos.</p><p>Utilizar cover-bag racionalmente: materiais que terao pouco</p><p>manuseio e uso imediato nao necessitam receber a cobertura</p><p>plastica, uma vez que nao e biodegradavel e aumenta 0 volume</p><p>de residuos de service de saude.</p><p>o cover-bag deve possibilitar a identificacao do conteudo.</p><p>Justificativa: evita 0 evento relacionado de apal</p><p>pacao,</p><p>Justificativa: risco de contaminacao das Iuvas es</p><p>terilizadas e do campo operat6rio.</p><p>Treinar os fundonarlos e os usuaries finalspara nao considerarem</p><p>como esterHizado0 material sob 0 protetor cover-bag.</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>69</p><p>Justificativa: exigencia legal', controle de conta</p><p>minacao cruzada e organizacao para evitar extravios.</p><p>Os produtos para saude processados por empresa processadora</p><p>devem ser transportados para 0 service de saude em reeipientes</p><p>fechados que resistam as acoes de punetura e ruptura, de forma a</p><p>manter a integridade da embalageme a esterilidade do produto',</p><p>o transporte dos produtos para saude a serem encaminhados</p><p>para empresas proeessadoras ou para 0 CMEde funcionamento</p><p>centralizado deve ser feito em recipiente rigido,liso,com sistema</p><p>de fechamento estanque, contendo a lista de produtos a serem</p><p>processados e 0 nome do servko solkitante',</p><p>Iustificativar exigencia legal' e garantia na ma</p><p>nutencao de esterilidade do produto pelo controle de</p><p>eventos relacionados.</p><p>o transporte de produtos para saude processados deve ser</p><p>feito em recipientes fechados e em condicoes que garantam a</p><p>rnanutencao da identificacaoe a integridade da embalagern',</p><p>~DDISTRIBUI(:AO</p><p>Justificativa: prom over mudanca de paradigma,</p><p>abandonando 0 prazo de validade de esterilidade re</p><p>lacionado ao tempo, migrando para 0 paradigma de</p><p>esterilidade relacionado a eventos, condicionando a</p><p>pratica de examinar a integridade da embalagem e da</p><p>selagem antes da utilizacao do material critico.</p><p>Realizar treinamento eonstante para os usuaries do material</p><p>esterilizado para que a integridade do sistema de barreira esteril</p><p>(embalagem)seja avaliadano momento do uso.</p><p>Justificativa: quanta maior a vida de prateleira</p><p>de urn produto, mais exposto ele fica a ocorrencia de</p><p>eventos relacionados; dai a importancia de estabelecer</p><p>tempo de vida de prateleira.</p><p>(ada EASdeve estabelecer 0 prazo maximode vidade prateleira</p><p>para os produtos esterilizados de seu estabelecirnento'.</p><p>Justificativa: garantia da rnanutencao de esterili</p><p>dade do produto.</p><p>o responsavel pelo (ME deve estabelecer regras para ° controle</p><p>dos eventos que possam eomprometer a integridade da</p><p>embalagemdos produtos para a saude'.</p><p>Justificativa: seguranca e controle de evento rela</p><p>cionado.</p><p>o usuarto final deve ser capacitado a sempre inspecionar</p><p>visualmente a integridade da embalagem antes da abertura do</p><p>paeote, e manipula-lo externamente a linhada selagem.</p><p>Justificativa: nao ha geracao espontanea de rni</p><p>crorganisrnos.</p><p>Pacotes ou caixasesterilizadosdevemser considerados adequados</p><p>para uso ate que umevento oeorra comprometendo a integridade</p><p>da embalagem ou da se(agem.</p><p>Justificativa: seguran~a na manutencao da esteri</p><p>lidade do material critico.</p><p>Os EASdevem determinar os melhores rnetodos para que os</p><p>materialsesterilizados nao fiquemsujeitos a eventos relacionados</p><p>durante 0 transporte, 0 armazenamentoe 0 manuseio.Aperda de</p><p>esterilidadede um itemembaladoassocia-seao evento relacionado</p><p>e nao ao tempo de vidade prateleira. Sao considerados eventos</p><p>relacionados: ruptura da termosselagem ou de outro sistema de</p><p>fechamento do pacote/caixa, perda da integridadeda embalagem</p><p>por coropressao,empilhamento,dobras, cisalhamento,penetracao</p><p>de umidade, exposicao direta a rates solares ou outros agressores</p><p>ambientais,uso de elastkos durante 0 armazenamento,apalpacao</p><p>dos materials,citando os principais.</p><p>Justificativa: resistente a limpeza umida e ao uso</p><p>de produtos saneantes/.</p><p>Asprateleiras ou os arrnariosdevem ser constitufdos de material</p><p>nao poroso.</p><p>Justificativa: controle de evento relacionado.</p><p>o armazenamento deve ser em prateleiras ou cestos aramados,</p><p>sem empilhamento, de facll identiticacao do material, com 0</p><p>minimode manuseio.Deveter um responsavel pela guardae pela</p><p>distribukao do material.</p><p>Justificativa: controle de evento relacionado.</p><p>Produtos esterilizados devem ser armazenadosem localexclusivo</p><p>e de acesso restrito, centralizado, nao podendo ocorrer em area</p><p>de circulacao, mesmo que temporarlamente',</p><p>Justificativa: controle de evento relacionado.</p><p>Capitulo 5 Prepare do produto para esterllizecao</p><p>70</p><p>.0 recall de materiais devera ser exaustivamente</p><p>discutido no ambito dos EAS. Ha circunstancias em</p><p>que 0 recall e indiscutiveI, por exernplo, 0 material ser</p><p>distribuido sern passar pelo processo de esterilizacao.</p><p>Contrariamente, uma unica unidade do indicador</p><p>biologico positivo nao justifica a realizacao</p><p>imediata</p><p>de um recall.</p><p>Uma consideracao importante a ser feita e 0 fato</p><p>de 0 indicador biologico estar contaminado com es</p><p>poros bacterianos na concentracao de 1.000.000UFC/</p><p>unidade de suporte, enquanto os materiais limpos de</p><p>~:':(1RECALL DE PRODUTOS</p><p>Justificativa: exigencia legal',</p><p>Compete ao responsavel tecnico do service de saude e ao</p><p>responsavel legal da empresa processadora prover meios para</p><p>garantir a rastreabilidade das etapas do processamento de</p><p>produtos para saude.</p><p>Justificativa: exigencia legal'.</p><p>Os profisslonais da CMEe da empresa processadora devem</p><p>receber capacitacao especffica para a rastreabilidade dos</p><p>produtos para saude.</p><p>Iustificativa: exigencia legaF.</p><p>Todos os registros referentes ao processamento de materiais</p><p>devem ser arquivadosde forma a garantir sua rastreabilidade, em</p><p>conformidade com 0 estabelecido em legislaC;aoespecificaOU,na</p><p>ausencia desta, pelo prazo minimode cinco anos, para efeitos de</p><p>lnspecao sanitaria.</p><p>Iustificativa: exigencia legaF.</p><p>No CMEclasse II e na empresa processadora, 0 processo de</p><p>esterilizacao deve estar documentado, de forma a garantir a</p><p>rastreabilidade dos produtos.</p><p>Rastreabilidade de produtos e a capacidade de</p><p>tracar 0 historico do processamento do produto para</p><p>saude e da sua utilizacao, por meio de informacoes</p><p>previamente registradas'.</p><p>(~.~ RASTREABILIDADE DE PRODUTOS.~;-</p><p>Justificativa: exigencia legaF e garantia da manu</p><p>tencao de esterilidade do produto, pelo controle de</p><p>eventos relacionados.</p><p>o trabalhador responsavel pelo transporte deve receber</p><p>treinamento quanta a hlgienizacao das maos e ao uso de</p><p>Equipamentode Protecao Individual(EPIY.</p><p>Justificativa: exigencia legaF e garantia da ma</p><p>nutencao de esterilidade do produto pelo controle de</p><p>eventos relacionados.</p><p>A empresa processadora deve estabelecer criterios para a</p><p>higieniza<;aodos veiculosde transporte',</p><p>Justificativa: exigencia legaF e garantia da rna</p><p>nutencao de esterilidade do produto pelo contrale de</p><p>eventos relacionados.</p><p>Quando 0 contrato entre 0 service de saude e a empresa</p><p>processadoraenvolverotransporte intermunicipalou interestadual,</p><p>a forma de transporte dos produtos para saude deve ser submetida</p><p>a aprovacao dos orgaos de vigilanciasanitaria responsaveis pela</p><p>fiscalizacaodo servicede saude e da empresa processadora',</p><p>Justificativa: exigencia legaF e garantia da manu</p><p>tencao de esterilidade do produto, pelo controle de</p><p>eventos relacionados.</p><p>Justificativa: exigencia legaF.</p><p>Qualquer outra forma de transporte dos produtos para saude</p><p>processados deve ser submetida a aprovacao previa pelo orgao</p><p>de vigilanciasanitaria emissordo licenclamento'.</p><p>Quando 0 transporte dos produtos para saude for realizadopela</p><p>empresa processadora, os veiculos de transporte devem ser de</p><p>uso exclusivopara esse firn'.</p><p>Iustificativa: exigencia legaF e organizacao para</p><p>evitar extravios.</p><p>Os recipientes devem estar identificadoscom 0 nome da empresa</p><p>processadora, 0 nome do service a que se destina e center uma</p><p>Iista anexa com a relacao de produtos processados'.</p><p>Justificativa: exigencia legaF e garantia na manu</p><p>tencao de esterilidade do produto, pelo controle de</p><p>eventos relacionados.</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>7t</p><p>1. Bone RC.Fisher CJ.Clemmer TP.Sepsis syndrome: a valid</p><p>clinical entity. Crit Care Med. 1989;17:389-93.</p><p>2. Mamalis N. Toxic anterior segment syndrome. J Cataract</p><p>Refract Surg. 2006;32:181-2.</p><p>3. Centers for Disease Control (CDC). Guideline for disin</p><p>fection and sterilization in healthcare facilities; 2008.</p><p>4. Association of periOperative Registered Nurses (AORN).</p><p>Recommended practices for sterilization in the peri ope</p><p>rative practice setting. AORN J. 2006;83(3):700-22.</p><p>5. Association of periOperative Registered Nurses (AORN).</p><p>Perioperative standards and recommended practices.</p><p>Denver (CO): AORN; 2012.</p><p>6. Association for Advancement of Medical Instrumen</p><p>tation (AAMJ). American National Standards - Com</p><p>prehensive guide to steam sterilization and sterility as</p><p>surance in health care facilities; 2006.</p><p>---- ~---------------.----~-</p><p>A</p><p>REFERENCIAS</p><p>Iustificativa: essas praticas recomendadas consti</p><p>tuem as diretrizes para 0 desenvolvimento de politicas</p><p>e procedimentos para 0 preparo de produtos para es</p><p>terilizacao,</p><p>Politicas e procedimentos para a selecao e a utilizacao de</p><p>embalagens devem estar escritos, revisados periodicamente. e</p><p>estar prontamente disponiveisno ambiente da pratka em (ME.</p><p>Justificativa: a pratica incorreta no preparo do</p><p>produto para esterilizacao pode resultar ern eventos</p><p>adversos graves aOSpacientes.</p><p>o responsaveltecnico pelo (ME deveseatualizarconstantemente.</p><p>comas recornendacoesnormativasmunicipais.estaduais, federais</p><p>e de conhecimentos vindos das sociedades cientificas e da</p><p>academia.</p><p>Justificativa: seguran<,:aao paciente usuario do</p><p>material esterilizado.</p><p>Promover educacao permanente dos cotaboradores do (ME</p><p>para garantir cornpetencia na selecao e no uso de embatagens</p><p>em consonancia aos rnetodos de esterilizacao,as instrucoes dos</p><p>fabricantes. aos riscos de fathas no sistema de barreira esteril</p><p>(embalagem).com defmkao de medidas para minimizar esses</p><p>riscos,e as acoes corretivas a empregar em caso de umafatha.</p><p>(D RECOMENDA~OES GERENCIAIS</p><p>total de componentes do indicador aplicaveis</p><p>no CME sob avallacao</p><p>mimero de componentes do indicador</p><p>em conformidade e aplicavels x 100</p><p>A f6rmula para 0 indicador de conformidade no</p><p>preparo e armazenarnento e:</p><p>E.~INDICADORES DE QUALIDADE DE</p><p>PREPARO EARMAZENAMENTO</p><p>Justificativa: definicao de politica institucional</p><p>para minirnizar estresse em situacoes de crise, em ra</p><p>zao da positividade do indicador bio16gico ou quimi</p><p>co classes V eVI, ou liberacao de material cuja esterili</p><p>zacao tenha sido duvidosa.</p><p>o mideo da CCIdo EAS.juntamente com 0 gestor do (ME. deve</p><p>definir as condicoes que justificam um recall. assim como as</p><p>decisces a serem tomadas para situacoes em que material critico</p><p>duvidoso quanta a esterHidadefoi liberado pelo (ME.</p><p>forma adequada contem nao mais que 102 UFC/ins</p><p>trumental, sendo a maio ria na sua forma vegetativa,</p><p>cuja morte microbiana acontece a partir da exposicao</p><p>a temperatura de 800C ou menos'":".</p><p>Contudo, resultados positivos de indicador biol6-</p><p>gico e/ou indicador quimico, dasse V ou VI, nao de</p><p>vern ser ignorados, repetindo-se 0 teste imediatamen</p><p>te, em tamanho amostral maior, para confirrnacao do</p><p>problema e interdicao do equipamento, se a positivi</p><p>dade dos indicadores for confirrnada'".</p><p>Condutas de alguns hospitais norte-arnericanos</p><p>de comunicar pacientes e respectivos familiares envol</p><p>vidos no uso de material nao segurarnente processado</p><p>pelo CME sao relatadas na literatura, uma iniciativa</p><p>polernica porquanto 0 paciente e seu familiar nao tern</p><p>condicoes tecnicas para julgar a gravidade da situacao</p><p>quanto ao potencial de uma maleficencia. Nessas pu</p><p>blicacoes, ressalta-se a importancia da participacao da</p><p>CCI na implernentacao de medidas de protecao que</p><p>podem induir antibioticoprofilaxia, juntamente com</p><p>a vigilancia global de infeccoes dos pacientes envolvi</p><p>dOS28•</p><p>Capitulo 5 Preparo do produto para esterilizecao</p><p>72</p><p>materials autoclavados em diferentes embalagens. [tese</p><p>de mestrado]. Sao Paulo: Escola de Enfermagem da Uni</p><p>versidade de Sao Paulo; 2010.</p><p>21. Assoclacao Brasileira de Normas Tecnlcas (ABNT). Rou</p><p>pa hospitalar: confeccao de campo duplo: NBR 14.028.</p><p>Rio de Janeiro; 1997.</p><p>22. Rodrigues E.Levin AS. Sumiko IS.Mendes CF.Barbosa B,</p><p>Graziano KU. Evaluation of the use and re-use of cotton</p><p>fabrics as medical and hospital wraps. Braz) Microbio!.</p><p>2006;37(2):113-6.</p><p>23. Associacao Brasileira de Normas Tecnicas (ABNT). Siste</p><p>mas e materia is para esterilizacao de produtos para sau</p><p>de. Parte 5: Papel grau cirurgico para embrulhar produtos</p><p>para saude: NBR 14.990-5. Rio de Janeiro; 2010.</p><p>24. Associacao Brasileira de Normas Tecnicas (ABNT). Nao</p><p>tecido: terminologia: NBR 13.370.Rio de Janeiro; 2002.</p><p>25. Assoclacao Brasileira de Normas Tecnkas (ABNT). Sis</p><p>temas e materiais para esterilizacao de produtos para</p><p>saude,</p><p>26. Dupont": Tyvek~ Medical packaging-Technical</p><p>referen</p><p>ce guide. [Acesso 2010 set. 30]. Disponivel em: http://</p><p>www2.dupont.com/Tyvek/en_US/index.html.</p><p>27. Bruna CQM. Preparo e embalagem dos materiais para</p><p>a esterillzacao. In: Graziano KU. Silva A. Psaltikids EM.</p><p>organizadoras. Enfermagem em centro de material e es</p><p>terillzacao. Barueri (5P):Manole; 20n.</p><p>28. Rutala WA. David J.Weber DJ.How to assess risk of di</p><p>sease transmission to patients when there is a failure to</p><p>follow recommended disinfection and sterilization gui</p><p>delines? Infect Control Hosp Epidemio!' 2007;28(2):146-</p><p>55.</p><p>29. Chan-Myers H. McAlister D. Antonoplos P.Natural bio</p><p>burden levels detected on rigid lumened medical de</p><p>vices before and after cleaning. Am J Infect Control.</p><p>1997;25(6):471-6.</p><p>30. Chu NS. Chan-Myers H. Ghanzanfari N. Antonoplos PA.</p><p>Levels of naturally occurring microorganisms on surgical</p><p>instruments after clinical use and after washing. Am J</p><p>Infect Control. 1999;27{4}:315-9.</p><p>31. Chu NS. McAlister D. Antonoplos PA.Natural bioburden</p><p>levels detected on flexibe gastrointestinal endoscopes</p><p>after clinical use and manual cleaning. Gastrointest En</p><p>dosc.1998;48{2):137-42.</p><p>32. Rutala WA. Gergen MF. Jones JF.Weber D). Levels of</p><p>microbial contamination on surgical instruments. Am J</p><p>Infect Control. 1998;26{2):143-5.</p><p>7. Brasil. Ministerio da Saude. Agencia Nacional de Vi</p><p>gilancia Sanitaria (ANV[SA). RDC n9 15, de 15 de marco</p><p>de 2012. Dispoe sobre requisites de boas praticas para</p><p>o processamento de produtos para saude e da outras</p><p>provldencias. Brasilia (DF):D.O.U. de 19/03/2012.</p><p>8. Descoteaux )-G, Poulin EC,Julien M, Guidoin R.Residual</p><p>organic debris on processed surgical instruments. AORN</p><p>J.1995;62(1}:23-30.</p><p>9. Lipscomb [P,Sihota AK, Harris KL, Keevil Cw. Rapid me</p><p>thod for the sensitive detection of protein contamina</p><p>tion on surgical instruments.) Hosp Infect. 2006;62:141-8.</p><p>10. Lipscomb IP,Herve R,Harris KL,Pinchin R,Collin R,Keevil</p><p>cw. Amyloid-specific fluorophores for the rapid, sensi</p><p>tive in situ detection of prion contamination on surgical</p><p>instruments.) Gen Virol. 2007;88:2619-26.</p><p>11. Lipscomb IP,Sihota AK, Harris KL, Keevil Cw. Compari</p><p>son between visual analysis and microscope assessment</p><p>of surgical instrument cleanliness from sterile service</p><p>departments.) Hosp Infect. 2008;68:52-8.</p><p>12. Howlin RP.Khammo N. Secker T. McDonnell G. Keevil</p><p>CWo Application of a fluorescent dual stain to assess</p><p>decontamination of tissue protein and prion amyloid</p><p>from surgical stainless steel during simulated washer</p><p>-disinfector cycles.) Hosp Infect. 2010:75:66-71.</p><p>13. International Organization for Standardization (ISO).</p><p>[SO-11607-2 2006: packaging for terminally sterili</p><p>zed medical devices Part 2 - Validation requirements</p><p>for forming. sealing and assembly processes. [Cited</p><p>2013 jan 12]. Available from: http.//www.iso.org/</p><p>iso/iso-calcilogue/catalogue-tc/catalogue-detail.</p><p>htm ?anumber=38713:</p><p>14. Quinelato. Manutencao e conservacao do instrumental</p><p>cirurgico. Rio Claro: Cruzeiro e Artes Graficas: 1999.</p><p>15. Strattner H. Manutenc;ao e cuidados com 0 instrumental</p><p>cirLirgico endoscopico. Rio de Janeiro; 2000.</p><p>16. Donlan RM. Costerton)W. Biofilms: survival mechanisms</p><p>of clinically relevant microorganisms. Clin Microbiol</p><p>Rev.2002;15(2}:167.</p><p>17. Mayworm D. Sterile shelf life and expiration dating. J</p><p>Hosp Supply. 1984;2(6-).</p><p>18. Graziano KU. Embalagens de artigos odonto-rnedko</p><p>-hospitalares. In: Lacerda RA. editor. Controle de infec</p><p>cao em centro cirurgico: fatos. mitos e controverslas,</p><p>Sao Paulo: Atheneu; 200l</p><p>19. Assoclacao Brasileira de Normas Tecnicas (ABNT). Siste</p><p>mas e materia is para esterillzacao de produtos para saude.</p><p>Parte1:Requisitos gerais:NBR14.990-1.Rio de)aneiro; 2004.</p><p>20. Bruna CQM. lnfluencia da temperatura e da umidade</p><p>relativa ambientais na manutencao da esterilidade de</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>73</p><p>e os fisico-quimicos gasosos, os agentes esterilizantes</p><p>oxide de etileno, vapor a baixa temperatura e formal</p><p>deido e gas plasma e vapor de per6xido de hidrogenio.</p><p>Ha disponivel no mercado nacional urn equipamento</p><p>compacto de esterilizacao qufmica Iiquida automati</p><p>zada por acido peracetico (Steris System 1"'),indicado</p><p>para a esterilizacao de 6ticas rigidas e flexiveis. Essa</p><p>tecnologia associa temperatura de 50 a S60C na etapa</p><p>da esterilizacao, 0 que caracteriza urn metodo fisico</p><p>-quimico liquido. No contexto industrial, tern-se, ain</p><p>da, a tecnologia para esterilizacao por meio de radia</p><p>'fao ionizante por cobalto 60, cujo acesso dos EAS e</p><p>bastante restrito.</p><p>No Brasil, desde 2009, a esterilizacao quimica ma</p><p>nual por imersao de instrumental cinirgico e produtos</p><p>para a saude esta proibida, de acordo com a RDC n2 8,</p><p>de 27 de fevereiro de 20094• Tal proibicao foi justifica</p><p>da pelo risco de ocorrencia de falhas, em razao do mau</p><p>uso dos esterilizantes liquidos pelo rnetodo manual. A</p><p>RDC n21S, de 15 de marco de 20125, tambem proibiu,</p><p>em todo territ6rio nacional, a esterilizacao de produ</p><p>tos para satide pelo calor seco, por meio de estufas, de</p><p>acordo com 0 art. 92. A justificativa e tambern 0 alto</p><p>Esterilizacao par gas plasma de peroxide de hidrogenio</p><p>(GPPH)</p><p>Esterilizacao par vapor de peroxide de hidrogenio (VPH)</p><p>Metodos quirnicos de esterillzacao</p><p>Esterilizacao por acido peracetko por imersao</p><p>Contrale dos processos de esterlllzacao</p><p>Validacao de equipamentos e cidos</p><p>Controles de retina dos precesses de esterilizacao</p><p>Manutencao dos equipamentos esterilizadores</p><p>Terceirizacao dos services de esterilizacao</p><p>Referencias</p><p>EsteTiliza~ao</p><p>Capitulo 6</p><p>Pelo conceito classico, entende-se a esterilizacao</p><p>como um processo de destruicao de todas as formas</p><p>de vida microbiana, ou seja, bacterias nas formas ve</p><p>getativa e esporulada, fungos e virus, mediante a apli</p><p>cacao de agentes fisicos e quimicos'. Entretanto, con</p><p>siderando 0 comportamento dos microrganismos em</p><p>um meio de cultura e sob a acao de urn agente esteri</p><p>lizante, 0 processo de esterilizacao assume urn enten</p><p>dirnento mais complexo. Sendo assim, esterilizacao e 0</p><p>processo pelo qual os microrganismos sao mortos a tal</p><p>ponto que nao seja mais possivel detecta-los no meio</p><p>de cultura-padrao onde previamente haviam proli</p><p>ferado. Convencionalmente, considera-se urn artigo</p><p>esterilizado quando a probabilidade de sobrevivencia</p><p>dos rnicrorganisrnos que 0 contaminavam seja menor</p><p>do que 1:1.000.000 (l0-6)2.3.</p><p>Os metodos de esterilizacao atualrnente disponi</p><p>veis para os produtos utilizados nos Estabe1ecirnentos</p><p>de Assistencia a Sande (EAS) sao fisicos, fisico-qui</p><p>micos gasosos e quimicos Iiquidos automatizados. Os</p><p>metodos fisicos tern 0 calor, sob a forma umida e seca,</p><p>·Est!uturado capitulo</p><p>lntroducao</p><p>Praticas recomendadas para a selecao de equipamentos</p><p>para esterilizacao</p><p>Metodos ffsicos de esteriiizacao</p><p>Esterilizacao por vapor saturado sob pressao</p><p>Esterilizacao por calor seco</p><p>Metodos ffsico-quimicos de esterilizacao</p><p>Esterthzacao por oxido de etileno (ETO)</p><p>Esterilizacao por vapor a baixa temperatura e</p><p>forrnaldefdo gasoso (VBTF)</p><p>74</p><p>as materials termossensiveis devem ser processados em rnetodos</p><p>de esterlllzacao ffsico-qufmicos gasosos ou quimicos liquidos</p><p>automatizados. que agem em baixas temperatures'.</p><p>Justificativa: elimina os microrganismos mais</p><p>facilmente (baixo valor D do ciclo) e, portanto, tern</p><p>acao microbicida extremamente rapida, redundando</p><p>em ciclo de curta duracao; facil de controlar e monito</p><p>rar; esterilizacao pouco afetada por materia organica</p><p>e residuos inorganicos, penetracao satisfatoria atraves</p><p>de sistema de barreira esteril (embalagem) e lumens;</p><p>alta compatibilidade com embalagens (papel grau ci</p><p>rurgico e filme, SMS, papel crepado, tecido de algo</p><p>dao, caixas rnetalicas perfuradas e conteineres rigidos)</p><p>at6xicas para paciente, equipe e ambiente; baixo risco</p><p>ocupacional; e baixo custo operacionaF.</p><p>Todos os materiais criticos termorresistentes devern ser</p><p>esterilizados por vapor saturado sob pressao,</p><p>PRATICAS RECOMENDADAS PARA A</p><p>SELE~AO DE EQUIPAMENTOS PARA</p><p>ESTERILlZA~AO</p><p>determinada pelo service de saude.</p><p>•</p><p>B Qualificacao da instalacao: evidencia documenta</p><p>da, fornecida pelo fabricante ou distribuidor, de</p><p>que 0 equipamento foi entregue e instalado de</p><p>acordo com as especificacoes,</p><p>• Qualificacao de operacao: evidencia documenta</p><p>da, fornecida pelo fabricante ou distribuidor, de</p><p>que 0 equipamento, ap6s a qualificacao da insta</p><p>lacao, opera em parametres originais de fabrica</p><p>'Tao;</p><p>Qualificacao de desempenho: evidencia documen</p><p>tada de que 0 equipamento, ap6s as qualificacoes</p><p>de instalacao e operacao, apresenta desempenho</p><p>consistente apos, no minirno, tres ciclos sucessi</p><p>vos de esterilizacao, com parametres identicos,</p><p>utilizando-se pelo menos a carga de maior desafio,</p><p>fisicos alcancam', justificando a recomendacao basica</p><p>e universal de sempre se optar por autoclave para os</p><p>materiais termorresistentes.</p><p>Na aquisicao de urn equipamento esterilizador, as</p><p>seguintes qualificacoes sao imprescindiveis':</p><p>risco de ocorrencia de falhas humanas nos complexos</p><p>controles necessaries para a utilizacao segura.</p><p>Atualmente, existem diversas tecnologias disponi</p><p>veis para a esterilizacao de artigos criticos, entretanto,</p><p>a decisao acertada e determinada pela caracteristica</p><p>de termorresistencia do artigo. Aqueles resistentes ao</p><p>calor devem ser esterilizados por vapor saturado sob</p><p>pressao, em equipamentos conhecidos como autocla</p><p>ve, pelo fato de 0metodo ser seguro, de facil utilizacao,</p><p>rapido, ter custo-beneflcio favoravel e nao deixar re</p><p>siduos t6xicos. Embora os metodos de esterilizacao a</p><p>baixa temperatura, que usam agentes ffsico-quimicos,</p><p>apresentem maiores desvantagens, sao essenciais para</p><p>a esterilizacao de artigos criticos termossensiveis. A</p><p>tendencia esta sendo a industria de produtos para a</p><p>saude investir, prioritariamente, na fabricacao de ma</p><p>teriais termorresistentes. Atualmente, ja se dispoe de</p><p>instrurnentos fabricados com fibras opticas rigidas</p><p>que sao autoclavaveis,</p><p>A literatura destaca alguns metodos de esterilizacao</p><p>em desenvolvimento. Entre eles, os fisico-quimicos a</p><p>baixa temperatura por meio de vapor de ozonic, vapor</p><p>de acido peracetico, gas dioxide de cloro e acido perf6r</p><p>mico",No Canada enos Estados Unidos, 0 esterilizador</p><p>a base de ozonic (TS03) ja e uma realidade aprovada</p><p>por orgaos regulat6rios e comercialmente disponivel.</p><p>No Brasil, ha urn prototipo de esterilizador a ozonic</p><p>em desenvolvimento e teste. Utilizando agentes fisicos,</p><p>especificamente radiacoes, estao sendo desenvolvidos</p><p>os equipamentos miniaturizados, que agem por raio</p><p>gama ou feixe de eletrons, micro-ondas e, ainda, radia</p><p>'Taonao ionizante por meio de luz pulsatil".</p><p>Os materiais termorresistentes tern na esteriliza</p><p>'Taopor vapor saturado sob pressao 0 metodo ideal</p><p>para esterilizacao, 0 que nao acontece para os term os</p><p>sensiveis, Todos os metodos a baixa temperatura apre</p><p>sentam desvantagens consideraveis, 0 que justifica 0</p><p>investimento rnais voltado em novas tecnologias de</p><p>esterilizacao a baixa temperatura. A cinetica da mor</p><p>te microbiana para esterilizacao por metodos flsicos</p><p>e amplamente estudada; no entanto, 0 mesmo nao</p><p>acontece para os metodos fisico-quimicos. A litera</p><p>tura sugere que os esterilizantes flsico-quimicos nao</p><p>conferem 0mesmo nivel de seguran'Ta que os metodos</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>75</p><p>A agua utilizada no processo de geracao do vapor das autoclaves</p><p>deve atender as especficacoes do fabricante da autoclave',</p><p>em consonancia ao padrao estabelecido pela NBR/ISO 17.665-1</p><p>(Quadro 1).</p><p>Justificativa: para 0 vapor alcancar a proporcao</p><p>temperatura/tempo para haver a esterilizacao, e ne</p><p>cessario umedecer os materiais (vapor seco nao es</p><p>teriliza), dai a irnportancia de se respeitar os valores</p><p>maximos das massas das cargas (tamanho e peso). A</p><p>remocao do ar e dificultada com tamanho excessivo,</p><p>posicao dos pacotesl caixas, sistema de barreira esteril</p><p>(embalagem) muito apertado e carga excessiva. Ma</p><p>teriais ccncavo-convexos acumulam agua, se nao dis</p><p>postos em posicao vertical ou emborcados.</p><p>Os pacotes e as caixas a serem esterillzados devem atender aos</p><p>tirnites de tamanho e peso rnaxirnos, que sao 55 x 33 x 22 em e</p><p>11quilos, respectivamente. No carregamento da autoclave, os</p><p>pacotes maiores devem ser colocados embaixo dos menores; os</p><p>artigos concavo-convexos (bacias, cubas rim e ctipulas) devem</p><p>ser dispostos na carrara interna em posicao vertical e os artigos</p><p>como jarros, calices e frescos. dispostos emborcados (com a</p><p>abertura para baixo)".</p><p>Justificativa: permitir a circulacao do vapor na</p><p>camara interna.</p><p>A camara do equipamento deve ser preenchida, no maximo, com</p><p>ate 80% de sua capacidade total, sem que os materiais encostem</p><p>nas parades".</p><p>Os hquidos so devem ser esterilizados em cidos proprios, nao os</p><p>submetendo a fase de pre-vacuo nem it fase de secagem.</p><p>Justificativa: 0 pre-vacuo pode remover as tampas</p><p>dos recipientes, quebrar frascos e provocar transbor</p><p>damento de Iiquidos. Submeter os liquidos a fase de</p><p>secagem e grave, porque 0 liquido demora para esfriar</p><p>e a retirada abrupta do vapor (0 que ocorre em ciclos</p><p>normais) fara com que 0 Iiquido entre em ebulicao,</p><p>podendo provocar quebra do recipiente ou transbor</p><p>damento do conteudo, Dessa forma, a fase apes a es</p><p>terilizacao dos liquidos deve ser lenta, sem vacuo na</p><p>camara interna com rernocao do vapor na proporcao</p><p>do esfriamento dos liquidos, sem alteracao do valor da</p><p>pressao ao redor do frasco que contern 0 Iiquido, evi</p><p>tando a ebulicao.</p><p>Justificativa: garante a remocao forcada do ar da</p><p>camara interna do equipamento e dos pacotes e caixas</p><p>em sequencia de fracoes de vacuo, geralmente de 3 a</p><p>5 pulsos'",</p><p>Praticas recomendadas para esterllizacao por</p><p>vapor saturado sob pressao</p><p>Para autoclave com capacidade superior a 100 lltros', a</p><p>existencia do sistema de vacuo (conhecido como pre-vacuo) e</p><p>obrigat6ria.</p><p>Este metodo utiliza 0 calor e a umidade para es</p><p>terilizar artigos por meio da terrnocoagulacao das</p><p>proteinas dos microrganismos, indicado para instru</p><p>mental cirurgico, tecidos, silicone, ceramica, motores</p><p>blind ados, borracha, vidro e liquidos,</p><p>EsteTiliza~ao pOTvapOT saturado sob pressao</p><p>CD METODOS FislCOS DE ESTERILlZA~AO</p><p>Justificativa: garantir seguranca da esterilizacao,</p><p>proteger contra riscos ocupacionais, atender a missao</p><p>do CME e ter relacao custo-beneficio satisfatoria,</p><p>Escolher os rnetodos termossensiveis que reunarn 0 maior</p><p>ntimero de pre-requisitos para a eficiencla da esterihzacao a baixa</p><p>temperatura. checando quanta a';</p><p>• Garantia de difusibilidade/penetrabilidade: capacidade de</p><p>penetrar atraves des sistemas de barreira esteril (embalagens).</p><p>interior dos pacotes de materiais e lumens;</p><p>• Compativel com a materia-prima dos materia is;</p><p>• At6xico: nao ofereca risco ao paciente, aos profissionais e ao</p><p>ambiente por residuos qufmicos;</p><p>• Resistente a materia organica; apresente resistencia a</p><p>quantidade plausivel de materia organica presente no item a</p><p>ser esterilizado, sem prejudicar a acao microbicida;</p><p>• Monitoravel; ser facilmente monitorado em todos os requisitos</p><p>criticos, por indicadores fsicos, quimicos e biol6gicos; .</p><p>• Adaptavel: possibilitar 0 usa apropriado para altas e pequenas</p><p>demandas;</p><p>• Custo-efetivo: custo acessivel para instalacao e operacao do</p><p>metodo.</p><p>Justificativa: os materiais termossensiveis sofrem</p><p>danos se expostos a temperatura de trabalho das auto</p><p>claves a vapor (121 a 134°C).</p><p>Capitulo 6 tsterthzacao</p><p>76</p><p>Conceitualmente, e 0 ciclo que disponibiliza os</p><p>artigos autoclavados no menor tempo possivel, por</p><p>rneio da prograrnacao de ciclos nao expandidos em</p><p>tempo, diminuicao da quantidade de pulsos de vacuo</p><p>Cicio Rash</p><p>Justificativa: a combinacao do tempo de exposi</p><p><raoe temperatura adotados nos ciclos de esterilizacao</p><p>e uma condicao essencial para a garantia da eficiencia</p><p>do processo.</p><p>Seguir os tempos minimos de exposxao e temperatura</p><p>oficia!mente recomendados (Quadro 3).</p><p>Iustificativa: vapor contaminado, gerado a par</p><p>tir de agua contaminada com reslduos inorganicos e</p><p>organicos, acima do limite permitido, alern da possi</p><p>bilidade de alterar a estetica do instrumental, acelera</p><p>a corrosao do mesmo e tambem da camara interna</p><p>do equipamento</p><p>(depositos com coloracao iridescen</p><p>te indicam residuos de ions de metais pesados; resi</p><p>duos amarelados ou com coloracao marrom-escura</p><p>resultam do uso de detergentes improprios e deposi</p><p>tos inorganicos; manchas cinza-azuladas sao conse</p><p>quencia de residuos de substancias degermantesjv'".</p><p>Ha tarnbern a possibilidade teorica de os residuos do</p><p>vapor contaminado atravessarem a embalagem e tra</p><p>zerem prejuizos ao paciente usuario do material, in</p><p>cluindo endotoxinas.</p><p>Parametres Precisao</p><p>Bario 0,01 mg/I</p><p>Manganes 0,1 mg/[</p><p>Bicarbonato 1mg/I</p><p>Fluoretos 0,1 mg/I</p><p>Fosfatos 1mg/I</p><p>Silica 0,1mg/I</p><p>Solidos totais 1mg/[</p><p>Solidos totais dissolvidos 1mg/!</p><p>Contagemmicrobiol6gica 10 UFC</p><p>Quadre 2. Parametros para analise da agua</p><p>requisitada apelo CME. (continua<;ao)</p><p>(continua)</p><p>Parametres Precisao</p><p>Cor UH pHl</p><p>S6dio 1mg/!</p><p>Magnesio 1mg/!</p><p>Ferro 0,1mg/I</p><p>Am6nia 1mg/!</p><p>Cloreto 1mg/!</p><p>Sulfatos 1mg/!</p><p>Nitratos 1mg/!</p><p>Estr6ncio O,1mg/l</p><p>Condutividade 1meS/em</p><p>Di6xidode carbono 1mg/l</p><p>Turbidez 1UT</p><p>Calcio 1mg/[</p><p>Potassic 1mg/[</p><p>-------- .. -. . -_" - -- -- - ---- --------------. .-_ .._---- ----- - ----</p><p>Quadro 2. Parametres para analise da agua</p><p>requisitada pete CME.</p><p>Os parametres, cuja analise deve ser requisitada</p><p>pelo CME ao laboratorio com a precisao requerida,</p><p>estao listados no Quadro 2.</p><p>Contaminante Valor limite</p><p>Sedimentos s 10 mg/[</p><p>Cloretos ~2 mg/!</p><p>Oxide de silicio (SiOl) ~ 1mg/!</p><p>Fosfatos ~0,5 mg/!</p><p>Ferro ~ 0,2 mg/[</p><p>Condutividade ~5mcS/cm</p><p>Cadrnio ~0,005 mg/I</p><p>pH 5a 7,5</p><p>Aparencia ~limpida, inco[or</p><p>Metaispesados ~ 0,1mg/l</p><p>Dureza ~0,02 mmol/!</p><p>Quadro 1.Especificacoes do padrao da agua utilizada</p><p>para geracao de vapor nas autoclaves, segundo a</p><p>NBR ISO 17.665-1.</p><p>Parte I Centro de Material e Esterilizacac (eME)</p><p>77</p><p>o principio ativo de esterilizacao de produtos</p><p>em estufa e 0 calor seco. A inativacao das proteinas</p><p>microbianas para garantir a esterilizacao ocorre pela</p><p>oxidacao dos componentes essenciais dos microrga</p><p>nismos', A esterilizacao pelo calor seen e feita em es</p><p>tufas eletricas equipadas com termostato e resistencia,</p><p>localizados em sua base. A circulacao do ar quente e 0</p><p>aquecimento dos materiais sao feitos de forma lenta</p><p>e irregular, especialmente naqueles que nao possuem</p><p>mecanismos para homogeneizacao da distribuicao do</p><p>ar quente no interior (estufas mecanicas), Requer lon</p><p>gos periodos de exposicao e altas temperaturas para</p><p>Esteriliza~io por calor seco</p><p>Iustificativa: pela facilitacao da ocorrencia de er</p><p>ros humanos, especialmente a negligencia da limpeza</p><p>do material seguindo urn Procedimento Operacional</p><p>Padrao (POP).</p><p>escrito, rotina escrita de controle da seguranca do processo e</p><p>registro de lote.</p><p>o (ME dos EASque utilizar 0 cicio flash para autoclavacao</p><p>de produtos entices para saude, na rotina ou somente em</p><p>circunstancias especiais, deve ter justificativa da utiliza<;aopar</p><p>em autoclaves convencionais (de tres para urn, em ge</p><p>ral), carregamento de uma (mica unidade do artigo</p><p>no equipamento e eneurtamento ou supressao da fase</p><p>de seeagem. A supressao da fase da seeagem requer</p><p>que 0 artigo esteja desembalado para uso imediato</p><p>do material, destacando-se os cuidados no transporte</p><p>sem recontaminacao e resfriamento antes de seu uso.</p><p>Todas essas medidas demandam criterios muito bern</p><p>definidos para a utilizacao desse cido pelos riseos au</p><p>mentados, quando comparados ao cielo padronizado.</p><p>Tradicionalmente, esse ciclo e destinado a situacoes</p><p>emergenciais. Cabe lembrar que a limpeza previa dos</p><p>artigos nao pode ser negligenciada, par exemplo, rea</p><p>lizada no lavabo do Centro Cirurgico (CC), sem seguir</p><p>urn protoeolo operacional-padrao", 0 cicIoflash pode</p><p>ser operacionalizado em autoclaves de mesa e nas con</p><p>vencionais.</p><p>Tipo de artigo/tipo de rernocao Tempo de exposlcao Tempo de exposicao Tempo de exposlcao</p><p>doar (min) a 121·C (min) a: 134·C (min) a 13S·C</p><p>Instrumentos e utensilios embalados</p><p>Gravitacional 30 15 10</p><p>Pre-vacuo - 4 3</p><p>Pacotes de tecidos</p><p>Gravitacional 30 25 10</p><p>Pre-vacuo - 4 3</p><p>(tens nao porosos desembalados</p><p>Gravitacional - 3 3</p><p>Pre-vacuo - 3 3</p><p>(tens peroses e nao porosos</p><p>misturados em uma mesma carga</p><p>Gravitacional - 10 10</p><p>Pre-vacuo - 4 3</p><p>Quadro 3. Parametres mfnimos de tempo e temperatura para ciclos de esterilizacao a vapor, segundo a</p><p>rernocao do ar por pre-vacuo ou gravitaclonal". 0 tempo de exposicao apresentado nao inclui 0 requerido</p><p>para atingir a temperatura, nem 0 tempo de exaustao do vapor e secagem.</p><p>Capitulo 6 EsteTiliza~ao</p><p>78</p><p>o oxide de etileno (ETO) e urn gas incolor, in</p><p>flamavel, explosivo, carcinogenico e tradicionalmente</p><p>tern uso indicado para esterilizacao de artigos terrnos</p><p>sensiveis'. 0 agente tern como principais vantagens,</p><p>em relacao a outros metodos a baixa temperatura,</p><p>alta difusibilidade, com capacidade de penetracao em</p><p>artigos com lumens longos, estreitos e de fundo cego</p><p>e compatibilidade com diversas materias-primas dos</p><p>produtos para saude'. No Brasil, esse processo e rea</p><p>lizado por empresas terceirizadas, em funcao do rigor</p><p>exigido pela Portaria Interministerial n!!482, de 199914•</p><p>As faixas operacionais do processo de esterilizacao</p><p>devem variar nos seguintes limites: concentracao de</p><p>450 a 1.200 mg/l, temperatura de 37°C a 63oC, umi</p><p>dade relativa de 40 a 80% e tempo de exposicao de 1</p><p>a 6 horas',</p><p>o processo de esterilizacao em ETO apresenta</p><p>como caracteristica indesejavel a toxicidade relaciona</p><p>da a presens:a de residues do ETO e de subprodutos,</p><p>formados durante a processo de esterilizacao: 0 etile</p><p>no cloridrina (ETCH) eo etilenoglicol (ETG). Os efei</p><p>tos toxicos do ETO e subprodutos sao preocupantes,</p><p>tanto para os pacientes, quanta para os profissionais</p><p>e 0 ambiente.</p><p>Dada a elevada toxicidade, 0 ETO pode causar</p><p>cancer, anomalias do sistema reprodutor, alteracoes</p><p>geneticas, doencas neurologicas e respiratorias, caso</p><p>nao sejam respeitadas as normas de seguranca estabe</p><p>lecidas'r.D nivel maximo de residuos do ETO e sub-</p><p>EsteTiliza~ao pOT oxido de etileno (ETO)</p><p>essencial para 0 sucesso de todos os metodos de es</p><p>terilizacao. Para os metodos de esterilizacao a baixa</p><p>temperatura, esse pre-requisite torna-se ainda mais</p><p>importante, pois a sujeira residual, especialmente os</p><p>biofilmes, constituem barreiras fisicas para 0 acesso do</p><p>agente esterilizante a superficie dos materiais, alem de</p><p>reacoes quimicas entre 0 agente quimico esterilizante</p><p>e os residues organico e inorganico que podem dimi</p><p>nuir 0 poder microbicida do agente esterilizante. Essa</p><p>e tambem uma das grandes desvantagens, quando se</p><p>compara 0metodo de esterilizacao a baixa temperatu</p><p>ra com 0 calor umido.</p><p>Sabe-se que a ausencia de sujidades nos mate</p><p>riais, sejam organicas e inorganicas, incluindo biofil</p><p>mes, por meio de uma limpeza rigorosa, e condicao</p><p>MErODOS FisICO-QuiMICOS</p><p>DE ESTERILlZA~AO</p><p>Justificativa: pela nao realizacao da qualificacao</p><p>terrnica de cargas padronizadas por termopares e fa</p><p>cilitacao da ocorrencia de erros humanos, especial</p><p>mente a colocacao de material no ponto frio da estufa</p><p>(prateleira do meio), interrupcao do ciclo pela aber</p><p>tura da estufa durante 0 cicIo e descuido no controle</p><p>do tempo longo de exposicao, seguindo parametres</p><p>oficialmente preconizados. Outro ponto critico que</p><p>coloca 0 processo em risco e a utilizacao de caixas de</p><p>ac;:oinoxidavel no lugar das de aluminio, prejudicando</p><p>a conducao do calor seco.</p><p>Nao e permitido 0 usa de estufas para esterilizacao de produtos</p><p>para saude',</p><p>esterilizacao, muito mais eIevadas do que 0 vapor sa</p><p>turado sob pressao (170°C por 1hora, 1600Cpor 2 ho</p><p>ras ou 1210Cpor 6 horas) IZ.Uma pesquisa desenvolvi</p><p>da por Moura", com 0 objetivo de verificar a eficiencia</p><p>do metodo de esterilizacao de produtos para saude</p><p>pelo calor seco, conduiu que "as temperaturas nos</p><p>diferentes pontos de estufa nao foram iguais, quando</p><p>comparadas com 0 termometro-padrao ou entre si, e</p><p>a temperatura real, encontrada dentro das caixas de</p><p>instrumental medidas por termopares, variou inclusi</p><p>ve com a posicao em que essa caixa foi colocada den</p><p>tro do equipamento, assim como com a quantidade de</p><p>instrumental que ela continha". Essa constatacao, cer</p><p>tamente, contribuiu para a proibicao do uso de estufas</p><p>no territorio nacional, para a esterilizacao pela RDC</p><p>n2 15,de 15 de marco de 20125• Na utilizacao da estufa,</p><p>a temperatura alcancada pelos produtos deve ser pre</p><p>viamente certificada por termopares localizados den</p><p>tro das caixas de instrumental. Os materiais incom</p><p>pativeis com 0 processo de autoclavacao, como pos e</p><p>6leos, ja sao comercializados como prontos para uso,</p><p>esterilizados pela industria, 0 que permite aos EASnao</p><p>depender do metodo de esterilizacao pelo calor seco.</p><p>Parte I Centro de Material e Esterilizat;ao (CME)</p><p>79</p><p>o (ME deve certlficar-se, com assessoria especializada, da</p><p>efetividade da esterilizacao das cargas pOT meio do VBTF</p><p>realizando a qualificacao da instalacao, da operacao e do</p><p>desempenho do equipamento.</p><p>Justificativa: e da responsabilidade primeira do</p><p>produtor dos materiais, a indicacao dos metodos corn</p><p>pativeis para esterilizacao dos produtos comercializa</p><p>dos.</p><p>o (ME deve certificar-se, junto ao fabricante do produto</p><p>terrnossenstvel para saude, da lndicacao da estenlizacao par meio</p><p>do VBTF.</p><p>o formaldeido e urn gas incolor utilizado como</p><p>agente desinfetante e esterilizante, gerado com base</p><p>no estado liquido (formalina a 37%) ou solido (para</p><p>forrnaldeido). A duracao do cicIo de esterilizacao e de,</p><p>aproximadamente, 5 horas' e) assirn como no ETO, 0</p><p>controle dos residuos do agente e fundamental, em ra</p><p>zao da toxicidade e da carcinogenicidade. Embora seja</p><p>urn metodo cornpativel com diversas materias-primas,</p><p>recornenda-se consultar 0 fabricante dos materiais,</p><p>quanta a compatibilidade com esse metodo de esterili</p><p>zacao, uma vez que as quantidades residuais podem ser</p><p>variaveis em funcao da materia-prima do material",</p><p>Os materiais sao disponibilizados rapidamente, quan</p><p>do comparados ao ETO) porern 0 ETO tern maior di</p><p>fusibilidade e penetracao nos pertuitos dos materiais'.</p><p>Em relacao a aeracao, 0 procedimento e feito</p><p>como parte do cicIo pelo proprio equipamento e ha,</p><p>ainda, a vantagem de 0 equipamento ser alocado no</p><p>CME) ao contrario do ETO.</p><p>EsteTiliza~aopor vapor a baixa temperatura</p><p>e fOTmaldeido gasoso (VBTF)</p><p>Justificativa: controle de evento relacionado (in</p><p>tegridade da embalagem e da selagem) que garanta a</p><p>manutencao da esterilidade do conteudo durante 0</p><p>transporte em condicoes e ambientes variados.</p><p>- A empresa processadora deve estabelecer criterios para a</p><p>higieniza<;aodos veiculos de transporte.</p><p>D 0 trabalhador responsavel pelo transporte deve receber</p><p>treinamento quanta a higieniza<;ao das rnaos e ao uso de</p><p>Equipamentos de Protecao Individual (EPI).</p><p>Otransporte dos materiaisdeveseguir as seguintes recornendacoes</p><p>previstas pela legislacao':</p><p>• 0 trans porte dos produtos para saude a serem encaminhados</p><p>para empresas processadoras deve ser feito em recipiente</p><p>rlgldo, lise, com sistema de fechamento estanque, contendo</p><p>a lista de produtos a serem processados e 0 nome do service</p><p>solicitante.</p><p>• Os produtos para saude processados por empresa</p><p>processadora devem ser transportados para 0 service de saude</p><p>em recipientes fechados, que resistam as acoes de punctura e</p><p>ruptura, de forma a manter a integridade da embalagem e a</p><p>esterilidade do produto.</p><p>• Os recipientes devem estar identificados com 0 nome da</p><p>empresa processadora, 0 nome do service a que se destinam e</p><p>conter uma lista anexa com a relacao de produtos processados.</p><p>• Quando 0 transporte dos produtos para saude for realizado</p><p>pela empresa processadora, os veiculos devem ser de uso</p><p>exclusive para este tim.</p><p>- Qualquer outra forma de transporte dos produtos para</p><p>saude process ados deve ser submetida a aprovacao previa</p><p>do orgao de vigilancia sanitaria emissor do licenciamento;</p><p>- Quando 0 contrato entre 0 servko de saude e a empresa</p><p>processadora envolver 0 transporte intermunicipal ou</p><p>interestadual, a forma de transporte dos produtos para</p><p>saude deve ser submetida a aprovacao dos orgaos de</p><p>vigilancia sanitaria responsaveis pela fiscallzacao do service</p><p>de saude e da empresa processadora;</p><p>Iustificativa: 0 EAS e corresponsavel pela segu</p><p>ranca do material processado pela empresa terceiriza</p><p>da contratada, seguindo 0 principio de responsabili</p><p>dade compartilhada.</p><p>Auditar as empresas terceirizadas de esterluzacao por ETO,</p><p>especial mente quanto a seguranca da aeracao dos residues, nos</p><p>parametres de residuos permitidos pela Portaria ng 4821199914.</p><p>Justificativa: e 0 metodo de maior difusibilidade</p><p>e penetrabilidade, caracteristica principal para eficien</p><p>cia de metodos gasosos para esterilizacao, Quando se</p><p>julga isoladamente 0 quesito seguranc;a, e 0 metoda</p><p>consensualmente considerado padrao-ouro,</p><p>Materiais termossensiveis de conforrnacao complexa, com lumens</p><p>longos, estreitos e de fundo cego devem ser esterillzados em ETO.</p><p>produtos esta diretamente relacionado com a aeracao,</p><p>ja que esta influencia diretamente na reducao do gas</p><p>ETO e subprodutos. As condicoes de aeracao estabele</p><p>cidas como seguras sao de 8 a 12 horas, a temperatura</p><p>de 60 a 50oC, respectivamente/.</p><p>Capitulo 6 Esterllizacao</p><p>80</p><p>Justificativa: pelas restricoes apresentadas pelo</p><p>metoda.</p><p>o (ME deve certificar-se, com assessoria espedalizada, da</p><p>efetividade da esterilizacao das cargas por meio do GPPH.</p><p>realizando a qualficacao da mstalacao, da operacao e do</p><p>desempenho do equipamento.</p><p>Justificativa: a umidade residual nos produtos</p><p>causa abortamento do cicIo de esterilizacao.</p><p>Secar completamente os produtos a serem esterilizados por</p><p>GPPH.</p><p>Justificativa: e da responsabilidade primeira do</p><p>produtor dos materiais a indicacao dos metodos com</p><p>pativeis para esterilizacao dos produtos comercializa</p><p>dos.</p><p>Aomesmo tempo, 0 (ME deve certificar-se, junto ao fabricante do</p><p>produto termossensivel para saude, da lndicacao da esterilizacao</p><p>per meio do GPPH.</p><p>Justificativa: pela baixa difusibilidade e penetra</p><p>bilidade do GPPH.</p><p>o (ME deve solicitar ao fabricante do equipamento a valldacao</p><p>da estertlizacao, a cada novo produto termossensivel a ser</p><p>esterilizado por esse rnetodo, Sao. a priori. incompativeis par esse</p><p>rnetodo de esterillzacao produtos com lumens de fundo cego e</p><p>aqueles longos e estreitos,</p><p>Justificativa: os sistemas de barreira esteril (em</p><p>balagens) contendo celulose (papel grau cirurgico, pa</p><p>pel crepado e algodao tecido) sao incompativeis com</p><p>esterilizacao a GPPH.</p><p>Utilizar como embalagem dos produtos a serem submetidos</p><p>a esterilizacao por GPPH: manta de poliproplleno, Tyvek' e</p><p>conteineres rigidos.</p><p>Justificativa: condicao para 0 born funcionamen</p><p>to do esterilizador.</p><p>Providenciar um ambiente dimatizado dentro do (ME para</p><p>alocacao do esterilizador a GPPH. seguindo as orlentacoes do</p><p>fabricante.</p><p>automatizada de materiais terrnossensiveis, com baixa</p><p>toxicidade, com 0 equipamento alocado no CME.</p><p>o gas plasma econstituido par particulas altamen</p><p>te ionizadas, composto de ions, eletrons e particulas</p><p>neutras, que formam urn brilho visivel.0 per6xido de</p><p>hidrogenio liquido, na concentracao de 59% (varian</p><p>do conforme a plataforma de esterilizacao utilizada), e</p><p>distribuido no interior da camara do equipamento de</p><p>esterilizacao em forma de vapor, concentrado aproxi</p><p>madamente a 90%, de forma a entrar em contato com</p><p>todas as superficies dos artigos. A aplicacao de urn</p><p>campo eletromagnetico produz 0 plasma, com base</p><p>nesse peroxide de hidrogenio. 0 campo eletromagne</p><p>tico e capaz de transformar 0 peroxide de hidrogenio</p><p>em uma "nuvem" de substancias altamente reativas</p><p>(plasma) que se recombinam, transformando-se em</p><p>agua e oxigenio". Os modelos atuais de esterilizado</p><p>res a base do GPPH utilizam cinco fases para realizar</p><p>o processo de esterilizacao: vacuo, injecao, difusao,</p><p>plasma e ventilacao, Alguns modelos empregam ciclos</p><p>com duas fases de injecao e plasma, aumentando a efi</p><p>ciencia do processo",</p><p>Os tempos de esterilizacao tern variabilidade, de</p><p>pendendo do tipo de produto a ser esterilizado, espe</p><p>cialmente se possui lumen. De acordo com 0 modele</p><p>do equipamento, os cielos podem variar de 28 a 72</p><p>minutos. Ap6s 0 ciclo, 0 artigo podera ser manuseado</p><p>com seguranca e estara pronto para USOI8• 0 processo e</p><p>incompativel</p><p>com celulose, liquidos e lumens de fun</p><p>do cego7•18,19. As Iimitacoes da tecnologia em relacao</p><p>ao comprimento e ao diarnetro do lumen dos artigos</p><p>variam conforme 0 modele do equipamento empre</p><p>gada e 0 uso de recursos intensificadores conhecidos</p><p>como boosters.</p><p>Entre os metodos de esterilizacao a baixa tempera</p><p>tura, este e urn dos que mais merece atencao, em razao</p><p>das restricoes impostas como a exigencia de climatiza</p><p>~ao, restricoes aos sistemas de barreira esteril (ernba</p><p>lagens) e aos indicadores para controle dos cidos. Em</p><p>contrapartida, e 0 cicIo mais rapido para esterilizacao</p><p>Esteriliza~aopor gas plasma de peroxide</p><p>de hidrogenio (GPPH)</p><p>Iustificativa: 0 VBTF tern difusibilidade e pene</p><p>trabilidade limitadas, quando comparado com 0 ETO.</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (eME)</p><p>81</p><p>Ha disponivel no mercado nacional urn equipa</p><p>mento compacto de esterilizacao automatizada por</p><p>acido peracetico (Steris System 1"'), indicado para a</p><p>esterilizacao de oticas rigidas e flexiveis, cujo ciclo esta</p><p>sintetizado no Quadro 4.</p><p>Alfa" ressalta detalhes de seguranca do equiparnen</p><p>to, quais sejam: 0 controle do cido por urn micropro</p><p>cessador que garante a reprodutividade dos ciclos; uso</p><p>unico da solucao diluida do acido peracetico; a penetra</p><p>bilidade do germicida aquecido removendo 0 biobur</p><p>den e outros eventuais residuos organicos e inorganicos</p><p>Equipamento automatizado de esterilizacao por</p><p>acido peracetico (Steris System 1®)</p><p>•</p><p>• Utilizacao da solucao quimica diluida com resi</p><p>duos de agua do material imerso, nao controlando</p><p>a concentracao minima recomendada;</p><p>Contato parcial do agente esterilizante com a su</p><p>perficie do material em razao da imersao incom</p><p>pleta do material ou do nao preenchimento dos</p><p>lumens com 0 germicida, bern como 0 tempo in</p><p>suficiente de contato;</p><p>• Enxague insuficiente:</p><p>• Alta toxicidade relacionada a exposicao ocupacio</p><p>nal e ao meio ambiente apos 0 descarte na rede</p><p>publica de esgoto.</p><p>terilizacao de materia is criticos, devendo esse proce</p><p>dimento ser realizado imediatamente antes do uso. 0</p><p>formaldeido (veiculacao aquosa a 10% e alcoolica a</p><p>8%) eo glutaraldeido a 2% foram os pioneiros, sendo</p><p>o primeiro abandonado ha alguns anos. Atualmente,</p><p>outros principios ativos estao disponiveis no mercado</p><p>nacional, com destaque para 0 acido peracetico, em</p><p>diferentes formulacoes comercialmente disponiveis'.</p><p>Os metodos manuais de esterilizacao utilizando</p><p>solucoes quirnicas estao proibidos pela RDC nil 8, de</p><p>27 de fevereiro de 20094, que "Disp6e sobre as medidas</p><p>para reducao da ocorrencia de infeccoes por rnicobac</p><p>terias de crescimento rapido em services de saude',</p><p>fundamentada peIo fato de ser muito dificil exercer</p><p>controle sabre os erros humanos durante os procedi</p><p>mentos, como":</p><p>As solucoes quimicas esterilizantes sempre esti</p><p>veram a disposicao dos services de saiide para a es-</p><p>Esteriliza~aopor acido peracetlco por lmersao</p><p>E~METODOS QUiMICOS DE ESTERILlZA~AO</p><p>Justificativa: novas tecnologias estao em constan</p><p>te desenvolvimento no Brasil e no mundo e 0 enfer</p><p>meiro do CME deve buscar proativamente inovacoes</p><p>a favor da seguranca cada vez maior dos processos de</p><p>trabalho, associadas ao uso racional de tecnologias em</p><p>saude.</p><p>Atentar para novas tecnologias em desenvolvimento, avaliando</p><p>prioritariamente seguranca relacao custo-beneficio, assessoria</p><p>pos-venda do equipamento e beneficios efetivos com a aquislcao</p><p>destas na dinarnka operacional do (ME,</p><p>Trata-se de uma tecnologia ainda incipiente em</p><p>nosso meio e os estudos independentes sao escassos.</p><p>o sistema funciona com acao de vacuo, que aspira pe</p><p>roxido de hidrogenio liquido a 35% para urn vapori</p><p>zador e, quando vaporizado, e injetado para a camara</p><p>de esterilizacao, em concentracao de ate 10 mglmL.</p><p>Depois de completado 0 cido de esterilizacao, 0 pe</p><p>roxido de hidrogenio e removido da camara para urn</p><p>conversor catalitico que 0degrada em oxigenio e agua.</p><p>o equipamento opera com temperaturas entre 35 e 490C</p><p>e com cidos que demoram de 30 a 45 minutos'", As</p><p>vantagens do sistema sao a rapidez e a baixa toxicida</p><p>de, porem 0VPH e afetado por decomposicao, absor</p><p>t;:aoe condensacao'",</p><p>Essa tecnologia ja esta disponivel no mercado na</p><p>cional, com uma camara de capacidade de 136litros e</p><p>duracao total do cido de 55 minutos. Perrnite monito</p><p>ramento biologico com Geobacillus stearothetmophi</p><p>lus". E compativel com aco inoxidavel, titanic, alumi</p><p>nio, cobre, vidro, polipropileno e PVc. Pode produzir</p><p>alteracoes esteticas em itens como EVA,nylon, silicone</p><p>e lentes utilizadas em oftalmologia". E incompativel</p><p>com ceIulose e a difusibilidade e inferior ao ET06.7.</p><p>Esteriliza~aoper vapor de peroxide</p><p>de hidrogenio (VPH)</p><p>capitulo 6 Esteriliza~ao</p><p>82</p><p>Independentemente do rnetodo de estenllzacao, todo</p><p>equipamento deve ser aprovado pela ANVISA,ser validado pela</p><p>empresa fabricante no momento da instalacao, requalificado</p><p>anualmente e monitorado antes de ser utilizado rotineiramente,</p><p>alern das rnanutencoes preventivas e de reparo feitas pela</p><p>engenharia hospitalar ou pelo fabricante do equipamento".</p><p>Justificativa: seguranca do sucesso da esteriliza</p><p>cao, uma responsabilidade adrninistrativa do enfer</p><p>meiro do CME.</p><p>cesso que, com alto grau de seguran~, produzira,</p><p>consistentemente, urn produto que atenda a especi</p><p>ficacao predeterminada e aos atributos de qualidade.</p><p>Segundo a RDC nn 1.724, validacao e qualificacao</p><p>sao componentes que equivalem essencialmente ao</p><p>mesmo conceito. 0 termo qualificacao e normalmente</p><p>utilizado para equipamentos, utilidades e sistemas, en</p><p>quanto validacao e aplicada a processos. Nesse sentido,</p><p>a qualificacao constitui parte da validacao e pode ser</p><p>dividida em quatro estagios: qualificacao do projeto,</p><p>da instalacao, da operacao e do desempenho. Assim,</p><p>qualificacao e definida como 0 conjunto de acoes rea</p><p>lizadas para atestar e documentar que quaisquer insta</p><p>lacoes, sistemas e equipamentos estejam propriamente</p><p>instalados e/ou funcionando corretamente, conduzin</p><p>do aos resultados esperados. A qualificacao e parte da</p><p>validacao, mas as etapas da qualificacao nao consti</p><p>tuem isoladamente a validacao do processo.</p><p>Segundo a Foodand DrugAdministration (FDA)24,</p><p>dos Estados Unidos, a validacao e definida como esta</p><p>belecimento de evidencia documentada de urn pro-</p><p>Valida~ao de equipamentos e ciclos</p><p>A sobrevivencia de microrganismos nos proces</p><p>sos de esterilizacao pode decorrer de falhas humanas</p><p>e mecanicas. Na pratica diaria do controle de esterili</p><p>zacao, alem dos passos fundamentais para 0 produto</p><p>estar rigorosamente limpo, depende-se do tipo e da</p><p>seguranca do equipamento esterilizador (validado),</p><p>da natureza do produto a ser esterilizado, do acondi</p><p>cionamento em involucre compativel com 0 metodo</p><p>de esterilizacao e do carregamento e descarregamento</p><p>adequados. Alem disso, a manutencao da esterilidade</p><p>depende do cuidado durante 0 transporte e 0 armaze</p><p>namento, a fun de que os sistemas de barreira esteril</p><p>(embalagens) e as selagens se mantenham integros.</p><p>CONTROLE DOS PROCESSOS</p><p>DE ESTERILlZA~AO</p><p>do material; pH neutro, em torno de 6,4, e conectores</p><p>que permitem a passagem da solucao quimica atraves</p><p>dos canaliculos dos endoscopies, 0 cicio nao indui a</p><p>fase de limpeza, devendo as oticas serem manualmente</p><p>limpas antes de processadas no equipamento".</p><p>Estagio Fluido Tempo de Temperatura Volume total do fluido</p><p>exposlcao</p><p>Enchimento Agua filtrada em filtro de 3a6 minutos 45-46°( 10litros</p><p>0,2 mcm</p><p>EsterilIzacao Acido peracetico a 0,2% 12minutos 50-56 '( Agua filtrada em filtro de 0,2</p><p>diluido com agua filtrada mcm suficiente para diluic;ao</p><p>em filtro de 0,2 mcm do acido peracetlco 35%para</p><p>0,2%.Fasede aquecimento</p><p>Enxague1 Agua filtrada em filtro de 2a 3minutos 43-46°( 10litros</p><p>0,2mcm</p><p>Enxague2 Idem Idem Idem Idem</p><p>Enxague 3 Idem Idem Idem Idem</p><p>Enxague4 Idem Idem Idem Idem</p><p>Quadro 4. Parametros do ciclo de esterilizacao do Steris System 1.2°.</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza.~ao (CME)</p><p>83</p><p>Iustificativa: recornendacao legal".</p><p>Todos os equipamentos. materiais de con sumo e services</p><p>utilizados na validacao deverao possuir</p><p>complexos e sofisticados.</p><p>Parte I Centro de Material e Esterlllzacao (CME)</p><p>5</p><p>Justificativa: possibilita e facilita aos trabalhado</p><p>res a higienizacao frequente das maos, procedimento</p><p>eficaz para a seguranya do trabalhador e 0 controle de</p><p>contaminacao cruzada.</p><p>Dispor de um lavatorio com dispensador de sabonete liquido e</p><p>papel toalha e um dispensador de soiucao akoolka em gel a 70%</p><p>(p/v].</p><p>Praticas recomendadas</p><p>A area ou a sala de recepcao e limpeza e 0 local</p><p>mais contaminado do CME, onde se centralizam</p><p>grandes quantidades e variedades de materiais sujos</p><p>com sangue, secrecao e excrecoes,</p><p>Sala de recepcao e limpeza</p><p>Justificativa: essas areas sao propostas pela RDC</p><p>nl! 15, de 15 de marco de 2012\ em consonancia com</p><p>a ROC nl! 307, de 20028, tendo em vista a organiza</p><p>'rao e a otimizacao do processo de trabalho, assim</p><p>como a separacao de area contaminada, destin ada a</p><p>receber materiais sujos, pro ceder a lirnpeza e secagem</p><p>dos mesmos; da area Iirnpa, onde os artigos sao inspe</p><p>cionados, preparados, acondicionados, esterilizados,</p><p>guardados e distribuidos, minimizando os riscos de</p><p>contaminacao!', As areas do CME classe Idevem ser</p><p>determinadas em funcao da demanda e dos metodos</p><p>de processamento utilizados, e possuir, no minimo,</p><p>barreira tecnica entre 0 setor sujo e os setores limpos',</p><p>Para 0 CME dasse II, e obrigat6ria a separacao fisica</p><p>da area de recepcao e limpeza das dernais areas'.</p><p>Distinguir os cinco setores que, minimamente, os CME classes 1 e</p><p>IIdevem possuir.</p><p>1. Recepcao e limpeza;</p><p>2. Preparo e esterilizacao:</p><p>3. Desinfeccao quimica, quando aplicavel;</p><p>4. Local para monitoramento do processo de esterili</p><p>zacao:</p><p>5. Armazenamento e distribuicao de materiais este</p><p>rilizados.</p><p>Reconhecer a classlficacao dos CMEem dassesl ell.</p><p>Justificative. classificacao proposta pela ANVISA,</p><p>por meio da ROC nl!15,de 15 de marc;:ode 2012\ que</p><p>regulamenta os requisitos de Boas Praticas para 0 Pro</p><p>cessamento de Produtos para Sande. 0 CME classe I e</p><p>aquele que "realiza 0 processamento de produtos para</p><p>a saude nao criticos, semicriticos e criticos de confor</p><p>macae nao complexa passiveis de processamento" en</p><p>contrados, por exemplo, em consult6rios e Unidades</p><p>Basicas de Sande". 0 CME classe II e aquele que "reali</p><p>za 0 processamento de produtos para a saude nao cri</p><p>ticos, semicriticos e criticos de conforrnacao complexa</p><p>e nao complexa passiveis de processamento'", Assim,</p><p>o CME so podera processar produtos que sejam com</p><p>pativeis com sua capacidade tecnica operacional e de</p><p>acordo com sua classificacao.</p><p>Justificativa: essa deterrninacao esta contida na</p><p>RDC nl!307, publicada em 14 de novembro de 20028</p><p>pela ANVISA, tendo em vista a centralizacao e a otimi</p><p>zacao dos processos.</p><p>o EASque contar com CC, centro obstetrico e/ou ambulatorial,</p><p>hernodmarruca, ernergencia de alta complexidade e urgencia</p><p>devera ter 0 CME.</p><p>Justificativa: esses criterios influenciarao a di</p><p>mensae do CME, pelo volume de produtos para saude</p><p>a serem processados e armazenados.</p><p>Considerar os seguintes criterios para 0 planejamento do CME:</p><p>demanda diaria de produtos a serem processados, rumero e</p><p>especificidade de leitos do hospital. exlstenda de CC, quantidade</p><p>de salas de operacoes e media diaria de cirurgias, especlalidades</p><p>clrurgicas a serem atendidas. adocao ou nao de material de uso</p><p>unico, inventario do arsenal clrurgico e forma de armazenagem</p><p>e distnbucao dos produtos esterilizados as unidades</p><p>consurnidoras".</p><p>Praticas recomendadas</p><p>A area fisica dessa unidade deve ser planejada e</p><p>construida, de forma a atender aos requisitos dos pro</p><p>cessos e das atividades que nela sao executados.</p><p>Elementos construtivos</p><p>Capitulo 1 Aspectos organizacionais do centro de material e esteritizacdo</p><p>6</p><p>Justificativa: proporcionar ao trabalhador urn</p><p>ambiente seguro e confortavel para 0 desenvolvimen</p><p>to de suas atividades.</p><p>Planejar sua dirnensao de acordo com 0 volume de trabalho</p><p>desenvolvido.para recepcao, conferenda e devolucao',</p><p>3. Area exclusiva para produtos consignados</p><p>Iustificativa: deterrninacao da RDC nil 15/20124,</p><p>para proporcionar conforto termico aos trabalhadores</p><p>e garantir a qualidade do ar circulante nesse ambiente.</p><p>Manter a temperatura ambiente entre 18 e 22°(, com vazao</p><p>minimade ar total de 18mJ/hora/ml, e exaustao forcadado ar da</p><p>sala com descarga para0 exterior da edifica~ao4,</p><p>Justificativa: garantir a secagem adequada e com</p><p>pleta dos materiais com 0 minimo de manuseio.</p><p>Disporde secadora pr6pria para uso em services de saude com</p><p>ar quente filtrado e pistolas de ar comprimido medicinal para</p><p>secagemdos produtos',</p><p>Iustificativa: proporcionar seguranc;a ao traba</p><p>lhador, alem de urn ambiente limpo e adequado. Sao</p><p>exemplos de lavadoras mais utilizadas no CME as de</p><p>jato de agua sob pressao e as ultrassonicas, cabendo a</p><p>cada instituicao a avaliacao e a escolha da que melhor</p><p>atenda as necessidades do service.</p><p>Os equipamentos destinados a limpezaautomatizada devem ser</p><p>instaladosde formaa nao obstruir a drculacao da salade recepcao</p><p>e llrnpeza,obedecendo as especificacoestecnicas do fabrkante',</p><p>Justificativa: substitui vantajosamente a limpeza</p><p>manual, rninimizando os riscos biologicos e os aciden</p><p>tes perfurocortantes na manipulacao dos materia is,</p><p>alem dos riscos ergonomicos, pela postura do traba</p><p>lhador ao pro ceder a lavagem desses materia is. Os me</p><p>todos automatizados de limpeza oferecem agilidade e</p><p>padronizacao do processo, corn registro do desempe</p><p>nho do cicio da limpeza dos materiais.</p><p>Utilizarrnetodos automatizados para a lavagemde materiais de</p><p>conforrnacaosimples.</p><p>de conformidade dos parametres de qualidade da</p><p>agua.</p><p>Iustificativae nos pontos de enxague deve ser rea</p><p>lizado 0 monitoramento e 0 registro da qualidade da</p><p>agua, incluindo a mensuracao da dureza da agua, pH,</p><p>ions cloreto, cobre, ferro, manganes e a carga micro</p><p>biana', de forma a garantir a seguranc;a do processa</p><p>menta dos produtos para a saude e a documentacao</p><p>Monitorar periodicamente a qualidade da agua e 0 sistema de</p><p>tratarnento.</p><p>Justificativa: evitar eventos adversos ao paciente e</p><p>danos aos produtos para a saude processados e equi</p><p>pamentos. A RDC nil IS, de 15 de marco de 2012\ traz</p><p>recomendacoes destacadas para agua de enxague dos</p><p>produtos para a saude, A Associacao Americana para</p><p>o Avanco da Instrumentacao Medica (AAMI)12 esta</p><p>belece que, para os produtos criticos, a agua potavel e</p><p>a agua mole sao indicadas apenas na pre-Iimpeza e na</p><p>lirnpeza; a agua deionizada para a pre-limpeza, lirnpe</p><p>za e enxague e a agua de osmose reversa ou destilada</p><p>e indicada para 0 enxague final de materiais utilizados</p><p>na corrente sanguinea, tecido osseo, ocular ou neuro</p><p>logico, Para os produtos semicriticos e nao criticos, a</p><p>agua potavel, agua mole e agua deionizada sao indi</p><p>cadas para a pre-limpeza, limpeza e enxague". A qua</p><p>lidade da agua indicada para as etapas da limpeza de</p><p>acordo com a classificacao do produto para a saude</p><p>esta apresentada, detalhadamente, no capitulo especi</p><p>fico sobre limpeza de produtos (Capitulo 3).</p><p>Disporde pontos de agua fria e quente, com a qualidade exigida</p><p>para os processos de limpeza.</p><p>2. Area de limpeza: e a area onde e realizada a limpe</p><p>za dos produtos para a saude,</p><p>Justificativa: 0 tamanho da bancada deve garantir</p><p>a seguranc;a do processo e a existencia desses recipien</p><p>tes favorece 0 descarte apropriado, reduzindo os riscos</p><p>ocupacionais.</p><p>Disporde pelo rnenosumabancadacomdirnensoesque permitam</p><p>a conferencia dos materiais;possuir recipientes para descarte de</p><p>materiais perfurocortantes e para residuo biologko",</p><p>1. Area para recepcao: deve estar localizada dentro</p><p>da sala de recepcao e limpeza.</p><p>Parte I Centro de Material e Esterilizacao (CME)</p><p>7</p><p>Justificativa: garantir 0 contato do desinfetan</p><p>te em todas as faces do material, condicao necessaria</p><p>para que ocorra a desinfeccao; 0 distanciamento entre</p><p>Dispor de bancada com uma cuba para limpeza e outra</p><p>para enxague do material desinfetado, com profundidade e</p><p>dimensionamento que permitam a acornodacao completa do</p><p>produto ou equipamento, mantendo distanciamento entre as</p><p>cubas',</p><p>Praticas</p><p>a documentacao</p><p>escrita de aquisicao, indicando as especificacoes tecnicas em</p><p>conformidade com as exigendas de cada item. incluindo do</p><p>proprio equipamento de esterilizacao a ser validado.</p><p>Justificativa: recomendacao legal>,</p><p>Documentar todas as atividades envolvidas na validacao assinada</p><p>pelos elementos que acompanharam 0 processo de validacao,</p><p>incluindo representantes do CME.do service de rnanutencao e/</p><p>ou da engenharia clinica e da empresa prestadora de services de</p><p>validacao,</p><p>Justificativa: recornendacao legal".</p><p>Compor uma comissao de validacao. que podera ser composta</p><p>por representantes dos seguintes setores:</p><p>• Centro de Material e Esterilizacao (CME);</p><p>• Centro Cirurglco (CC);</p><p>• Service de Controle de lnfeccao Hospitalar (SClH);</p><p>• Direcao;</p><p>• Fornecedores;</p><p>• Prestadores de services;</p><p>• Engenharia clinica e de rnanutencao.</p><p>Justificativa: garantia de sucesso no processo de</p><p>validacao do equipamento esterilizador.</p><p>Certificar-se de que todas as pes soas do £AS envolvidas no</p><p>processo estejam cientes e determinadas a colaborar, fornecendo</p><p>os subsidios necessaries para a condusao das eta pas envolvidas.</p><p>Justificativa: seguranc;:ado sucesso da esteriliza</p><p>c;:ao,sendo uma responsabilidade administrativa do</p><p>enfermeiro do CME.</p><p>Todas as eta pas da validacao devem ser concluidas</p><p>satisfatoriamente. podendo ser realizadas em ordem aleatorla",</p><p>• Elementos do sistema de gestae da qualidade;</p><p>• Caracterizacao do agente esterilizante;</p><p>• Caracterizacao do processo e do equipamento;</p><p>• Definicao do produto;</p><p>• Defmicao do processo;</p><p>• Validacao;</p><p>• Monitoramento e controle de rotina;</p><p>• liberacao do produto para esterllizacao;</p><p>• Efetividade do processo de rnanotencao.</p><p>Escolher a norma tecnica a ser seguida para validacao. Deve-se</p><p>tomar como base a data de publicacao, pois deve ser utilizada</p><p>a mais recente e. preferivelmente. uma norma ja traduzida</p><p>oficialmente para a lingua portuguesa, que. no caso da autoclave</p><p>a vapor. e a ABNTNBRISO17.665-1.que entrou em vigor no dia 22</p><p>de fevereiro de 201021.</p><p>Justificativa: seguranca do sucesso da esteriliza</p><p>c;:ao,sendo uma responsabilidade administrativa do</p><p>enfermeiro do CME.</p><p>o processo de validacao, incluindo a qualifica</p><p>'rao de equipamentos para esterilizacao realizada por</p><p>empresas prestadoras de services de validacao, tern</p><p>evoluido nos ultimos anos. 0 processo de esteriliza</p><p>c;:aopor autoclave e basicamente 0 mesmo desde sua</p><p>criacao, em 1880, pelo pesquisador Charles Cham</p><p>berland (185111908). Pode-se afirmar que a evolucao</p><p>no equipamento se deu no controle das fases do ciclo</p><p>de esterilizacao, a partir de dispositivos de seguranca</p><p>e registro e, na parte documental, surgiram exigen</p><p>cias sobre 0 sistema de gestae da qualidade da este</p><p>rilizacao".</p><p>Nos dias atuais, e imprescindfvel que os CME das</p><p>instituicoes de assistencia a saude validem seu proces</p><p>so de esterilizacao, incluindo a qualificacao do equip a</p><p>mento esterilizador. Para tanto, e necessario escolher</p><p>uma norma tecnica para ser utilizada como referenda</p><p>para a elaboracao e a execucao dos protocolos para a</p><p>validacao. Outras normas poderao ser adotadas em</p><p>conjunto com a principal, como uso de referencias</p><p>para criterios de aceitacao, procedimentos e indicado</p><p>res, assim como recomendacoes tecnicas de associa</p><p>c;:oesde classe e do fabricante.</p><p>Os protocolos para validacao deverao informar</p><p>. todos os procedimentos a serem realizados e os resul</p><p>tados esperados de cada etapa do processamento dos</p><p>materiais, incluindo a justificativa para cada criterio</p><p>de aceitacao adotado.</p><p>Deverao ser fomecidos meios de comprovar que</p><p>esses criterios garantirao que, quando alcancados, os</p><p>materiais processados no equipamento estarao esteri</p><p>lizados. Essa comprovacao, como indicadora de resul</p><p>tado, devera ser obtida por meio de testes de esterilida</p><p>de que, nos CME, e realizado por meio de indicadores</p><p>biologicos.</p><p>Capitulo 6 Esteriliza~ao</p><p>84</p><p>Os testes quimicos podem indicar falha potencial</p><p>no ciclo de esterilizacao pela mudanca na coloracao</p><p>dos indicadores, ou entao por outros mecanismos,</p><p>como a fusao de solidos a temperatura e ao tempo de</p><p>exposicao predeterminados. Os indicadores comer</p><p>cialmente disponiveis oferecern subsidies diferen</p><p>ciados; alguns sao capazes de avaliar a temperatura</p><p>atingida pelo equipamento sem sofrer alteracao com</p><p>o tempo de exposicao, outros respondem ao result ado</p><p>da integracao de todos os parametres essenciais para</p><p>garantir a esterilizacao.</p><p>Atualmente, dispoe-se de seis classes de IQ, quais</p><p>sejarn":</p><p>Classe I - indicadores de processo, conhecidos</p><p>como indicadores externos de exposicao. Sao tintas</p><p>terrnocrcrnicas impregnadas em fitas adesivas, siste</p><p>mas de barreira esteril (embalagens), como papel grau</p><p>cirurgico, Tyvek" e etiquetas de identificacao do mate</p><p>rial, que tern 0 objetivo de identificar e diferenciar os</p><p>produtos para saude que foram processados, dos que</p><p>ainda nao foram. Devem ser fixados externamente,</p><p>junto a identificacao do material a ser esterilizado. 0</p><p>indicador de processo em forma de fita adesiva e co</p><p>nhecido como fita "zebrada" E preconizado que todos</p><p>os pacotes ou as caixas de instrumental esterilizados</p><p>sejam identificados com urn indicador quimico de</p><p>classe I, que devera ser examinado ap6s a esterilizacao</p><p>e antes de 0 inv6lucro ser aberto para uso, garantindo</p><p>que 0 item passou pelo processo de esterilizacao, po</p><p>rem sem garantir que as condicoes para esterilizacao</p><p>foram alcancadas.</p><p>Monitoramentos qufmicos por meio</p><p>de indicadores qufmicos (IQ)</p><p>Ressalta-se que s6 tern sentido realizar controles</p><p>de rotina dos processos de esterilizacao com 0 auxilio</p><p>de con troles fisieos, quimicos e biol6gicos se, a priori,</p><p>o equipamento demonstrou seguranca no funciona</p><p>mento, sem e com carga durante 0 processo de sua</p><p>qualificacao terrnica.</p><p>ControJes de rotina dos processos</p><p>de esteriJiza,ao</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (eME)</p><p>Classe II - indicadores para uso em testes especi</p><p>ficos. Sao utilizados em situacoes relevantes para urn</p><p>equipamento de esterilizacao especlfico. No caso da</p><p>autoclave a vapor com sistema de pre-vacuo, 0 teste de</p><p>Bowie-Dick constitui indicador quimico de dasse II.</p><p>Esse teste e especialmente util para verificar a remocao</p><p>do ar nas autoclaves com pre-vacuo e, assim, garantir</p><p>a penetracao uniforme do vapor nos materiais. A re</p><p>cornendacao para a realizacao do teste de Bowie-Dick</p><p>e diaria, antes da primeira carga a ser processada, com</p><p>a autoclave vazia. Urn ciclo curto devers ser efetua</p><p>do antes da realizacao do teste de Bowie-Diek para</p><p>o aquecimento da autoclave. Se a autoclave for usa</p><p>da continuamente, 0 teste podera ser feito na mesma</p><p>hora todos os dias. Estao comercialmente disponiveis</p><p>pacotes prontos do teste Bowie-Dick para uso tinico</p><p>ou somente a folha-teste para pronto uso. Pode-se,</p><p>ainda, manufaturar a folha-teste com a utilizacao de</p><p>folha de papel tipo sulfite, colando nela indicador qui</p><p>mico de classe I.</p><p>No caso de teste Bowie-Dick em folha (manufa</p><p>turada ou de pronto uso), deve-se coloca-la no centro</p><p>geometrico de toalhas ou campos de algodao recem</p><p>-lavados e empilhados ate atingir uma altura de 25 a</p><p>28 cm. A quantidade de toalhas ou campos vai depen</p><p>der da espessura de cada urn. 0 teste Bowie-Dick de</p><p>vera ser colocado perto da porta e sobre 0 dreno, com</p><p>a carnara vazia. 0 ciclo proprio para esse teste e de 3,5</p><p>a 4 minutos a 134oC, sem a fase de secagem. Apos 0</p><p>cido, a folha-teste deve ser examinada, a fim de ve</p><p>rificar se existe homogeneidade no escurecimento do</p><p>indicador quimico de classe I. Se apresentar area nao</p><p>escurecida uniformemente, esta indicando que houve</p><p>formacao de "bolsoes" de ar e que a autoclave nao deve</p><p>ser utilizada, fato justificado por falha no sistema de</p><p>pre-vacuo.</p><p>Classe III- indicadores de pararnetro unico, de</p><p>signados para reagir com urn parametro especifico do</p><p>cicIo de esterilizacao, por exemplo, a temperatura, no</p><p>caso da autoclave. Na pratica, essa classe de indicador</p><p>nao e comumente usada.</p><p>Classe IV - indicadores multiparametricos, de</p><p>signados para reagir com dois ou mais parametres</p><p>criticos do cido de esterilizacao.</p><p>0 desempenho desse</p><p>85</p><p>Os indicadores biologicos (IB) controlam cidos</p><p>de esterilizacao par meio de preparacoes padronizadas</p><p>de esporos bacterianos comprovadamente resistentes</p><p>ao metodo a que se propoern monitorar, contendo em</p><p>torno de 106 UFC por unidade de papel-filtro ou ou</p><p>tro suporte com caracteristica nao absorvente, como</p><p>resinas e las de vidro, para monitoramento de esterili</p><p>zantes gasosos. Os esporos sao utilizados como IB na</p><p>avaliacao do sucesso da esterilizacao par serem alta</p><p>mente resistentes, muito mais do que bacterias em sua</p><p>forma vegetativa'".</p><p>As preparacoes comerciais de IB devem indicar 0</p><p>mimero de esporos por suporte, ruimero do lote, data</p><p>de validade, condicoes de armazenagem, valores 0 e</p><p>Z caracteristicos dos esporos bacterianos e condicoes</p><p>Monitoramento biol6gico por meio</p><p>de indicadores bio!6gicos (IB)</p><p>Justificativa: a utilizacao do indicador quimico</p><p>classe V nao fornecera a certeza de que urn material</p><p>que foi programado, par exemplo, para ciclo de prions</p><p>(134°C a 18 minutos) foi submetido ao tempo de 18</p><p>minutos, pois em 3 minutos, aproximadamente, 0 in</p><p>dicador quimico classe V sinalizara condicoes satisfa</p><p>t6rias.</p><p>Paramonitorar ciclos expandidosdefmidos pelo CME,como os</p><p>de 7,12e 18minutos a 1W(,utilizar indicadorquimico classeVI,</p><p>especifico para 0 cicio.</p><p>Justificativa: confere-se a seguranca de que os</p><p>parametres essenciais para esterilizacao foram alcan</p><p>cades nos locais onde os indicadores classe V foram</p><p>colocados.</p><p>Colocar indicadoresclasseVnos locaisde maior desafio,como no</p><p>centro geornetrtcodo pacote dos campos cinJrgicosou das caixas</p><p>cirlirgicasde maior peso. Caso tenha finalidade para liberacao</p><p>da carga, 0 indicador classe V devera ser colocado no centro</p><p>geometrko de um pacote-teste. confeccionado com pilha de</p><p>tecido com 15cm de altura..</p><p>Justificativa: avalia todos as parametres essenciais</p><p>para garantia da esterilizacao com uma resposta pa</p><p>reada com indicador biol6gico.</p><p>Utilizar indicadores quimicos dasse V para monitoramento</p><p>de rotina do sucesso da esterilizacao e da liberacao da carga</p><p>esterilizada.</p><p>Justificativa: certificar-se da remocao do ar, garan</p><p>tindo a penetracao uniforme do vapor nos materiais.</p><p>Paratestar a cornpetencia do pre-vacuo, realizarteste de Bowie</p><p>Dickdiariamente, antes da primeira carga a ser processada, com a</p><p>autoclave vaziae pre-aquedda.</p><p>Justificativa: garante que 0 item passou pelo pro</p><p>cesso de esterilizacao, porern sem garantir que as con</p><p>dicoes para esterilizacao foram alcancadas.</p><p>Tados os pacotes ou caixas de instrumental esterilizados devem</p><p>ser identificados com um indicador quimico de dasse I, que</p><p>devera ser examinado ap6s a esterillzacao e antes de 0 involucre</p><p>ser aberto para uso.</p><p>indicador deve atender as mesmas caracteristicas dos</p><p>indicadores de classe III, porern avaliando uma varia</p><p>vel adicional, por exemplo, temperatura e tempo de</p><p>exposicao.</p><p>Classe V - indicadores integra dores, designados</p><p>para reagir com todos os parametros criticos de urn ci</p><p>elo de esterilizacao. No caso da autoclave, 0 indicador</p><p>quimico de dasse V monitora, alem da temperatura e</p><p>do tempo minimo de exposicao, a qualidade do vapor,</p><p>que deve ter, pelo menos, 95% de umidade. Para a As</p><p>sociationfor the Advancement of Medical Instrumenta</p><p>tion (AAMI), a American National Standards Institute</p><p>(ANSI) e a International Organization for Standardiza</p><p>tion (ISO), em 2005, 0 desempenho dos integradores</p><p>pode ser comparado ao dos indicadores biol6gicos.</p><p>Classe VI - indicadores emuladores (simuladores),</p><p>designados para reagir com todos os parametres criti</p><p>cos de urn ciclo especlfico de esterilizacao. Para utiliza</p><p>c;:aodesse indicador quimico, e importante 0 usuario</p><p>associar os para metros de seu esterilizador a especifi</p><p>cacao do indicador quimico de classe VI, e 0 mercado</p><p>oferece variadas opcoes, Por exemplo, para uma mesma</p><p>temperatura de 134°C para autoclaves com pre-vacuo,</p><p>ha opcoes de indicadores quimicos de dasse VI para 3,</p><p>7,12 e 18minutos, para monitorar as cidos especificos</p><p>(rninimos au expandidos), definidos pelo CME.</p><p>Capitulo 6 Esteriliza~ao</p><p>86</p><p>Atualmente, ha uma preocupacao mundial em</p><p>relacao ao uso raciona! de recursos para a saude, que</p><p>muitas vezes, sao escassos, sobretudo nos paises em de</p><p>senvolvimento. 0 uso racional de lQ e IB deve entrar</p><p>nessa discussao. Existem discordancias entre as reco</p><p>mendacoes oficiais e 0 raciona! teo rico. Ha associacoes</p><p>que recomendam 0 uso de urn ou varies IB diaries por</p><p>cido de esterilizacao. Hoje, cada lB de terceira gera</p><p>«;:aocusta, em media, dez vezes mais do que os IQ das</p><p>classesV ou VI.Nesse sentido, considerando 0 avanco</p><p>tecnologico dos IQ das classesV eVI, capazes de reagir</p><p>com todos os determinantes criticos de urn cicio de</p><p>• Resistencia por parte de SCIH, associacoes de clas</p><p>se e fiscalizacao sanitaria em aceita-los como mo</p><p>nitor dos cidos de esterilizacao nas rotinas e para</p><p>liberacao de cargas;</p><p>• Atualmente, os IQ classes V e VI sao produzidos</p><p>por varies fabricantes, cuja validacao nao e acessi</p><p>vel para 0 consumidor do CME e 0 produto nao e</p><p>avaliado pelo orgao regulatorio (ANVISA).</p><p>Como desvantagens sao destacadas:</p><p>mento de sua utilizacao:</p><p>• Respostas comparaveis aos lB, conforme AMI!</p><p>ANSI/IS026.</p><p>•</p><p>• Custo menor do que 0 dos IB;</p><p>Nao dependem de tempo de incubacao nem de</p><p>estufas com temperaturas controladas;</p><p>• Podem ser colocados nos pontos criticos, dentro</p><p>dos proprios pacotes e das caixas de instrumental</p><p>a serem esterilizados, e a leitura e realizada no mo-</p><p>OS IQ de classesV eVI tern as seguintes vantagens</p><p>quando comparados com lB:</p><p>Vantagens e desvantagens dos IQ classes V</p><p>e VI em relacao aos IB</p><p>ausencia de fluorescencia indica que as condicoes</p><p>de esterilizacao foram atingidas e os esporos, des</p><p>truidos. Nesse caso, a enzima nao foi liberada no</p><p>meio de cultura/".</p><p>• Indicadores de primeira geracao sao tiras ou dis</p><p>cos de papel impregnado com esporos contidos</p><p>em urn envelope de embalagem compativel com</p><p>o metodo de esterilizacao, Nessa categoria, os IB</p><p>expostos a urn cido de esterilizacao devem ser en</p><p>caminhados a urn Iaboratorio de microbiologia</p><p>para evidenciar a existencia de algum esporo via</p><p>vel. A leitura definitiva ocorre apos 7 dias ou 168</p><p>horas'". Cidos de metodos de esterilizacao, como</p><p>da estufa, so podern ser monitorados microbio</p><p>logicamente com esses indicadores biologicos de</p><p>primeira geracao,</p><p>• Indicadores de segunda geracao sao autocontidos,</p><p>nos quais urn suporte impregnado com os esporos</p><p>e acondicionado no fundo de urn frasco, separado</p><p>do meio de cultura conti do em uma ampola de</p><p>vidro, com indicador colorimetrico para mudan</p><p>c;ado pH do meio (cor violeta transparente para</p><p>amarelo turvo). Apos a esterilizacao, a ampola e</p><p>quebrada e 0 meio de cultura entra em contato</p><p>com 0 suporte no qual os esporos estao impregna</p><p>dos. Em seguida, 0 indicador biologico e incubado</p><p>no proprio CME, por 48 horas, a temperatura de</p><p>37 ou 560C (conforme 0 microrganismo-teste). A</p><p>leitura do teste e feita pela rnudanca de cor decor</p><p>rente da alteracao de pH no meio de cultura-";</p><p>• Indicadores de terceira geracao sao tambem IB</p><p>autocontidos, diferenciando-se dos de segunda</p><p>geracao na metodologia para detectar 0 cresci</p><p>mento bacteriano. 0 metodo utilizado baseia-se</p><p>na interacao de uma enzima, a alfa-D-glicosidase,</p><p>que e associada a gerrninacao do esporo bacteria</p><p>no sobrevivente, com urn substrato presente no</p><p>meio de cultura. Apos a esterilizacao, 0 IB deve</p><p>ser colocado em incubadora especifica para essa</p><p>geracao de lB, por periodo de 1 a 3 horas, a tern</p><p>peratura de 37 a 560C (conforme 0 microrganis</p><p>mo teste). Em seguida, a leitura dos resultados e</p><p>feita por meio da incidencia de luz ultravioleta. A</p><p>da deterrninacao de resistencia terrnica, indicacoes de</p><p>uso, incluindo 0 meio de subcultura e as condicoes de</p><p>incubacao?".</p><p>Existem tres geracoes de lB:</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>87</p><p>o cido de esterilizacao a vapor para uso imediato deve ser</p><p>docurnentado, contendo data, hora, motivo do usc, nome do</p><p>instrumental drurgico ou produto para saude, nome e assinatura</p><p>do</p><p>profissionalresponsavelpelo (ME e tdentlncacaodo padente',</p><p>Justificativa: exigencia legal'.</p><p>ocidode esterllizacao a vapor para uso imediato 56 pode ocorrer</p><p>em caso de urgenciae ernergenoa'.</p><p>Em relacao aos cidos de esterilizacao a vapor para</p><p>uso imediato (ressaltar que isso remete a urn ciclo</p><p>-flash) a exigencia legal da RDC n2 15, de 15 de rnaryo</p><p>de 20125, deterrnina:</p><p>Justificativa: exigencia legal'.</p><p>Nao e permitida a alteracao dos parametres estabelecidos na</p><p>qualifica~ao de operacao e desempenho de qualquer cicio dos</p><p>equipamentos de estenlizacao'.</p><p>Iustificativa: exigencia legal',</p><p>A area de monitoramento do processamento de produtos para</p><p>saude deve dispor de sistema para guarda dos registros dos</p><p>rnonltoramentos'.</p><p>o monitoramento do processo de esterilizacao com IBdeve ser</p><p>feito diariamente, em pacote-desafio disponfvelcomercialmente</p><p>ou construfdo pelo (ME ou pela empresa processadora, que</p><p>deve ser posicionado no ponto de maier desafio ao processo de</p><p>esterlllzacao,definidodurante os estudos terrnicos naqualificacao</p><p>de desempenho do equipamento de esterilizacao'.</p><p>Iustificativa: exigencia legal",</p><p>Iustificativa: exigencia legal".</p><p>No monitoramento do processo de esterilizacao dos produtos</p><p>para saude implantavels,deve ser adicionado um IBa cada carga,</p><p>devendo ser liberada para utiiizacaoapes a leitura negativado IB'.</p><p>Justificativa: avaliacao de eventual falha no cido</p><p>programado.</p><p>o monitoramento dos parametres ffsicos deve ser registrado a</p><p>cada cido de esterilizacao'.</p><p>Justificativa: certeza de que as condicoes para es</p><p>terilizacao estiveram presentes no local onde 0 IQ foi</p><p>posicionado e curnprirnento de exigencia legals.</p><p>omonitoramento do processo de esterilizacaodeve ser realizado</p><p>com IQ (no minimo, c!asse V),em cada carga, em pacote-teste</p><p>desafio, segundo rotina definida pelo proprio (ME ou pela</p><p>empresa processadora'.</p><p>Iustificativa: avaliacao da cornpetencia da bomba</p><p>a vacuo.</p><p>E obrigatoria a realizacao de teste para avaliar0 desempenho do</p><p>sistema de remocao de ar (Bowie-Dick),no primeirocido do dia,</p><p>da autoclave assistida por bomba a vacuo'.</p><p>Sao praticas recomendadas da RDC n215, de 15 de</p><p>marco de 2012, no quesito monitorarnento do proces</p><p>so de esterilizacao':</p><p>Justificativa: seguranca do sucesso da esteriliza</p><p>yaO, sendo uma responsabilidade administrativa do</p><p>enfermeiro do CME.</p><p>Todo (ME deve implantar um programade controle do processo</p><p>de esterilizacao da rotina, por meio do monitoramento dos</p><p>parametres entices do cicio. Isso indui controle da concentracao</p><p>do agente esterilizante a depender do rnetodo de esterilizacao;</p><p>rnonltoracaodos parametres ffsicosdo tempo de esterilizacao,da</p><p>temperatura e da pressao que, em geral, sao registrados por meio</p><p>de uma impressora acoplada ao esterilizador; monitoramentos</p><p>qufmicospor meio de indicadoresqufmicos(classes1a VI); alernde</p><p>monitoramentos biologicos por meio de preparacao padronizada</p><p>de esporos bacterianos comprovadamente resistentes ao rnetodo</p><p>que se pretende monitorar, denominados IB'J·81116.Essesregistros</p><p>devem ser arquivados por cinco anos, organizados e disponfveis</p><p>para consulta pela equipe do (ME. do SClH e dos orgaos</p><p>fiscalizadores.</p><p>esterilizacao, poderiarn, a priori, substituir em parte os</p><p>IBna rotina diaria de monitorarnento da seguranca da</p><p>esterilizacao e 0 IB ser utilizado semanalrnente.</p><p>Reforca-se que, rnais importante do que rnoni</p><p>torar os ciclos com IQ e IB, 0 CME deve investir em</p><p>equipamentos de procedencia confiavel, validada e</p><p>qualificada anualmente (induindo a qualificacao ter</p><p>mica da carga padronizada)", controlar os parametres</p><p>fisicos por meio de registro impresso e manter urn</p><p>cronograrna de rnanutencces preventivas dos equipa</p><p>mentos. Neste sentido, a recomendacao da ANVISN</p><p>em monitorar com IB cada carga com implante fica</p><p>fragilizada.</p><p>Capitulo 6 Estertltzecao</p><p>88</p><p>Justificativa: seguranca e controle.</p><p>No caso de tercelrizacao dos services de esteriiizacao pelo oxide</p><p>de etileno, planejar a avaliacao tecnica em conformidade com as</p><p>recornendacoes da Porta ria Ministerial nQ48211999'\ da RDCng</p><p>50/200218, RDCnQ307/200229 e da ROCno..1S/2012s.</p><p>Iustificativa: seguranca e controle.</p><p>Realizar avaliacao tecnica ptanejada, detalhada, ordenada e</p><p>documentada da empresa a ser contratada, mediante a elaboracao</p><p>de urn roteiro de visita.</p><p>Justificativa: segurancra e contra le.</p><p>Formar urn grupo de trabalho composto por administradores,</p><p>advogados, engenheiros clinicos, enfermeiros de CMEe do SClH.</p><p>A principal razao para terceirizar 0 service se jus</p><p>tifica pela otimizacao da producao, da qualidade, do</p><p>lucro e da competitividade, mediante pracesso de ho</p><p>rizontalizacao de atividades, simplificando-se a estru</p><p>tura organizacional, a fim de que as empresas possam</p><p>concentrar seus esforcos para a obtencao do melhor</p><p>produto de sua atividade-firn. A terceirizacao do CME</p><p>ja e urn fato ern algumas realidades, apesar de muito</p><p>incipiente ern nosso meio. A terceirizacao no ambito</p><p>do CME que mais se tern experiencia e a do service de</p><p>esterilizacao pelo 6xido de etileno.</p><p>Toda contratacao de urn service terceirizado exige</p><p>muita cautela e reflexao quanto as vantagens e desvan</p><p>tagens, sempre permeadas pela filosofia de responsa</p><p>bilidade compartilhada, Na terceirizacao do CME ou</p><p>parte das tarefas inerentes a ele, e necessario:</p><p>TERCEIRIZA~AO DOS SERVI~OS</p><p>DE ESTERILIZACAO</p><p>Justificativa: controle administrativo.</p><p>Manter 0 registro e 0 arquivamento das manutencoes preventivas</p><p>e corretivas dos equipamentos, com as seguintes intormacoes:</p><p>data do servko, numero e modele do equipamento, descricao</p><p>do servko, componentes substituidos e nome do tecnico que</p><p>realizou 0 servi<;d·8.l7.</p><p>Justificativa: alem de aumentar sua vida util, asse</p><p>gura 0 desempenho adequado do equipamento/",</p><p>Instituir uma rotina de limpeza de outros componentes extemos dos</p><p>equipamentos, entre eles, camara externa. bomba de vacuo, valvolas,</p><p>tubulacoes. componentes eletronkos e gerador". Essa rotina,</p><p>assim como a responsabilidade pela reahzacao das rnanutencoes,</p><p>deve ser estabetecida entre 0 fabricante, a engenharia clinica e/ou</p><p>maruterxao do hospital e 0gestor do CME.</p><p>Justificativa: alem de aumentar sua vida util, evita</p><p>obstrucoes do dreno com residuos liberados pelo sis</p><p>tema de barreira esteril (embalagem).</p><p>Realizar limpeza diaria da camera interna dos esterilizadores com</p><p>detergentes neutros e utilizando tecidos macios.</p><p>Iustificativa: alern de aumentar a vida util, assegu</p><p>ra 0 desempenho adequado do equipamento?",</p><p>Estabelecer um programa de rnaoutencao preventiva, juntamente</p><p>com a engenharia clinica do EAS, em consonancia com as</p><p>orientacoes do fabricante do equipamento.</p><p>A manutencao rotineira dos equipamentos de es</p><p>terilizacao de urn CME faz parte do monitoramento</p><p>do processo.</p><p>,;r;,j MANUTENCAO DOS EQUIPAMENTOS</p><p>ESTERI LlZADORES</p><p>Iusnficativa. exigencia legal",</p><p>o cido de esterilizacao para uso imediato deve ser monitorado</p><p>por integrador ou emulador qurnico',</p><p>Justificativa: exigencia legal",</p><p>o instrumental drurgico e os produtos para saude processados</p><p>em cicio de esterilizacao para uso imediato devem ser utilizados</p><p>imediatamente ap6s 0 processo de esterilizacao',</p><p>Justificativa: exigencia legal",</p><p>o registro do cido de esterillzacao para uso imediato deve estar</p><p>disponivel para avaliacao pela autoridade sanitaria',</p><p>Justificativa: exigencia legals.</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>89</p><p>13. Moura MLP. Estudo sobre a eficacia do rnetodo de es</p><p>terilizacao pelo calor seco, usando 0 forno de Pasteur</p><p>-Estufa. [tese de livre-docencia] Escola de Enfermagem</p><p>do Centro de Ciencias Blologicas e de Saude, Fundacao</p><p>Universidade do Rio de Janeiro; 1990.</p><p>14. Brasil. Portaria Interministerial n!482, de 16 de abril de</p><p>1999.Aprova 0 Regulamento Tecnico e seus Anexos, obje</p><p>to desta Portaria, contendo disposicoes sobre os proce</p><p>dimentos de lnstalacoes de unidade de esterillzacao por</p><p>oxide de etileno e suasmisturas e seu uso, bem como, de</p><p>acordo com as suas cornpetencias, estabelecer as acoes</p><p>sob a responsabilidade do Ministerio da Saude e do Tra</p><p>balho e Emprego. Brasilia</p><p>(DF):D.O.U.;19de abril de 1999.</p><p>15. Brasil. Ministerio da Saude, Orientacoes gerais para cen</p><p>tral de estenlizacao. Brasilia (DF); 2001.</p><p>16. Kanemitsu K, Kunishima H, SagaT, Harigae H, Imasaka T,</p><p>Hirayama Y. Kaku M. Residual formaldehyde on plastic</p><p>materials and medical equipment following low-tem</p><p>perature steam and formaldehyde sterilization. J Hosp</p><p>Infect. 2005;59(4):361-4.</p><p>17. Smith DF.Sterrad NX sterilization system. ASP;2004. [Ci</p><p>ted 2010 Oct 3]. Available from: http://www.aspjj.com/</p><p>sites/www.aspjj.com.emea/files/pdf/SterradNXWhi</p><p>tePapere.pdf#zoom= 125.</p><p>18. Kyi MS, Holton J.Ridgway GL. Assessment of the efficacy</p><p>of a low temperature hydrogen peroxide gas plasma ste</p><p>rilization system. J Hosp Infect. 1995;31:275-84.</p><p>19. Cassola MA, Martinho E. Uma nova opcao para esterili</p><p>zacao a baixa temperatura: plasma peroxide de hidroge</p><p>nio. Rev SOBECC.1997;3(2):8-11.</p><p>20. Steris Corporation. Amsco V-Pro 1.Catalogo prornocio</p><p>nat. 2008. Documento n. M3117BES.2007-10. Rev A Im</p><p>presso 8/2008.</p><p>21. AMSCO. Technical Data Monograph. V-Pro 1 Low Tem</p><p>perature Sterilization System. Steris Corporation; 2008.</p><p>22. Brasil. Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria (ANVI</p><p>SA). RDC nQ35, de 16 de agosto de 2010. Disp6e sobre</p><p>o Regulamento Tecnico para produtos com acao anti</p><p>microbiana utilizados em artigos criticos e semicriticos.</p><p>Brasilia (DF):D.O.U.;18de agosto de 2010.</p><p>23. Alfa MJ.System 1"':Sterile Processing System: liquid che</p><p>mical Sterilization Anthology; 2004.</p><p>24. Food and Drug Administration (FDA).Guideline on gene</p><p>ral principle of process validation. Rockville; 1987.</p><p>25. Associacao Brasileira de Normas Tecnicas (ABNT). NBR</p><p>ISO 17.665-1:Esterlllzacao de produtos para saude - va</p><p>por. Parte 1: requisitos para desenvolvimento. validacao</p><p>e controle de rotina nos processos de esterilizacao de</p><p>produtos para saude; 2010.</p><p>26. Association for the Advancement of Medical Instrumen</p><p>tation (AAMI). American National Standard Institute Inc.</p><p>1. Brasil. Ministerio da Saude. Secretaria de Assistencia a</p><p>Saude. Seguranc;a no ambiente hospitalar. Brasilia (DF);</p><p>1995.</p><p>2. Graziano KU. Processos de limpeza, desinfeccao e esteri</p><p>lizacao de artigos odonto-rnedico-hospltalares e cuida</p><p>dos com 0 ambiente de centro clnirgico. In: Lacerda RA,</p><p>coordenadora. Controle de infeccao em centro clrurglco:</p><p>fatos, mitos e controversies. Sao Paulo: Atheneu; 2003.</p><p>3. Bruch CW, Bruch MK. Sterilization. In: Martin EW,Easton</p><p>P,editors. Hosas Pharmaceutical Dispennsing. Marck Pu</p><p>blish; 1971.</p><p>4. Brasil. Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria (ANVI</p><p>SA). RDC n<18, de 27 de fevereiro de 2009. Brasilia (DF);</p><p>D.O.U.;2 de marco de 2009.</p><p>5. Brasil. Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria. RDC n9</p><p>15,de 15de marco de 2012. Disp6e sobre requisitos de</p><p>boas praticas para 0 processamento de produtos para</p><p>saude e da outras providencias, Brasilia (DF): D.O.U.; 19</p><p>de marco de 2012.</p><p>6. Schneider PM. Emerging low temperature sterilization</p><p>tecnologies (non-FDA approved). In: Rutala WA. Desin</p><p>fection, sterilization and antisepsis in health care. Wa</p><p>shington: APICE;1998.</p><p>7. Rutala WA, Weber DJ,and the Healthcare Infection Con</p><p>trol Practices Advisory Committee (HICPAC).Guideline</p><p>for disinfection and sterilization in healthcare facilities,</p><p>2008. Atlanta: CDC; 2008. [Cited 2013 jan. 18]' Available</p><p>from: http://www.cdc.gov/ncidod/dhqp/pdf/guideli</p><p>nes/disinfection _nov _200B.pdf.</p><p>8. Association for the Advancement of Medical Instru</p><p>mentation (AAMI). American National Standard. Com</p><p>prehensive guide to steam sterilization and sterility as</p><p>surance in health care facilities. Arlington; 2006.</p><p>9. Quinelato. Manutencao e conservacao do instrumental</p><p>cinirgico. Rio Claro (SP):Cruzeiro e Artes Graficas; 1999.</p><p>10. Strattner H. Manutenc;ao e cuidados com 0 instrumental</p><p>cirurgico endoscopico. Rio de Janeiro; 2000.</p><p>n. Rocha CDPA,Graziano KU,Turrini RNT, Camargo TC. Es</p><p>terilizacao flash sob a otica da evidencia empirica. Re</p><p>vista SOBECC.2008;13:33-8.</p><p>12. Perkins JJ. Principles and methods of sterilization in</p><p>heath science. In: Thomas Cc. editor. Minimum stan</p><p>dards for sterilization. Springfield; 1983.</p><p>REFERENCIAS</p><p>Justificativa: seguranca e controle.</p><p>Planejarreavatlacoes tecrucas peri6dicas, assimcomo as vantagens</p><p>e as desvantagens da terceirizacao des services no quesito custo</p><p>efetividade.</p><p>Capitulo 6 EsteriI izar;:ao</p><p>90</p><p>fisicos de estabelecimentos assistenciais de saude. Bra</p><p>silia, 2002. [Acesso 2010 out. 3]. Disponivel em: http://</p><p>www.anvisa.gov.br/legis/resoI/2002/50_02rdc.pdf.</p><p>29. Brasil. Minlsterio da Saude, Agencia Nacional de Vigilan</p><p>cia Sanitaria (Anvisa). ROC n9 307, de 14de novembro de</p><p>2002. Olspoe sobre 0 regulamento tecnlco para plane</p><p>jamento, prograrnacao, elaboracao e avaliacao de proje</p><p>tos fislcos de estabelecimentos assistenciais de saude.</p><p>Brasilia (OF): D.O.U.; 2002.</p><p>(ANSI). International Organization for Standardization</p><p>(ISO). Sterilization of health care products - chemical</p><p>indicators. Part 1 - General requirements: ANSI/AAMI/</p><p>ISO 11140-1; 2005.</p><p>27. European Standard. EN 285 - Sterilization, Steam Sterili</p><p>zers, Large Sterilizers; 2006.</p><p>28. Brasil. Ministerio da Saude. Agencla Nacional de Vigilan</p><p>cia Sanitaria (ANVISA). ROC n° 50, de 21 de fevereiro de</p><p>2002. Dispoe sobre 0 regulamento tecnico para planeja</p><p>mento, prograrnacao, elaboracao e avaiiacao de projetos</p><p>Parte I Centro de Material e EsteTiliza~ao (CME)</p><p>91</p><p>o conjunto de equipamentos e instrumentos de</p><p>videocirurgia possibilita a visualizacao direta de cavi</p><p>dades corporais por meio de instrumentos opticos, po</p><p>dendo executar funcoes diagnosticas ou terapeuticas.</p><p>o equipamento completo ecomposto de urn conjunto</p><p>que indui, como sistema basico: a) uma fonte de luz</p><p>que permita iluminar a cavidade com potencia (em ge</p><p>ral, luz de xenon - Figura lA); b) uma microcamera</p><p>que converta a imagem captada pela 6ptica rigida (Fi</p><p>gura IB); c) cabos opticos que permitam a transmissao</p><p>captada pela camera para urn monitor de imagens (Fi</p><p>gura 2); d) uma (ou mais) 6tica rigida (Figura 3). Os</p><p>instrumentos opticos possuem fibras opticas, que sao</p><p>compostas de um feixe com inumeras fibras de vidro, 0</p><p>que caracteriza sua alta sensibilidade ao dana por queda</p><p>e avaria durante 0manuseio. Alem de permitir a ilumi</p><p>nacao da cavidade, a otica rigida e capaz de visualiza-la,</p><p>pois possui lentes objetivas e recursos semelhantes aos</p><p>:~;:iEQUIPAMENTOS E INSTRUMENTOS</p><p>DE VIDEOCIRURGIA</p><p>Motores. serras e aparelhos eletricos pneurnaticos e com</p><p>bateria</p><p>Pratkas recomendadas</p><p>Instrumental cirurgico delicado</p><p>Instrumentais para cirurgia oftalmol6gica</p><p>Pratlcas recomendadas</p><p>Produtos tubulares</p><p>Pratlcas recomendadas</p><p>Protocolos para reprocessamento de produtos de "uso</p><p>unico"</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Referencias</p><p>Produtos especiais</p><p>Ca.pftulo 7</p><p>Muitos produtos para saude processados no Cen</p><p>tro de Material e Esterilizacao (CME) possuem par</p><p>ticularidades que requerem atencao e, cada vez rnais,</p><p>alta especializacao dos profissionais atuantes.</p><p>Alern do alcance e da manutencao da esterilidade,</p><p>esses produtos requerem cuidados especiais com vis</p><p>tas a conservacao, uma vez que representam um valor</p><p>significativo no inventario total de uma instituicao de</p><p>saude.</p><p>E altamente recomendavel a elaboracao de Pro</p><p>cedimentos Operacionais Padrao (POP) ou descricao</p><p>detalhada das etapas do processarnento, para cada</p><p>tipo de material a ser processado, visando permitir a</p><p>reprodutibilidade e garantir os resultados esperados</p><p>em cada etapa ou tarefa executada, mediante padro</p><p>nizacao. A elaboracao dos POP devera ser baseada em</p><p>principios cientlficos e na rotina de cada instituicao,</p><p>de acordo com 0 inventario de materia is, a praticidade,</p><p>a realidade local e as recornendacoes dos fabricantes.</p><p>Estrutura do capitulo</p><p>lntroducao</p><p>Equipamentos e instrumentos de videocirurgia</p><p>Microcarnera</p><p>Cabos opticos</p><p>Oticas rigidas [endoscopies ou telesc6pios)</p><p>Morcelador</p><p>Shaver</p><p>Instrumental de videocirurgia [pincas e trocarteres)</p><p>Endosc6pies f1exiveis</p><p>Produtos de assistencia respiratoria</p><p>Praticas recomendadas</p><p>92</p><p>o shaver eutilizado</p><p>em cirurgias artrosc6picas. E</p><p>constituido por uma unidade de controle que coman</p><p>da a peya de mao. Possui interruptor de energia ele</p><p>trica, dispositivo regulador de velocidade de rotacao,</p><p>conexoes para adaptacao, pecra de mao (Figura 5) e</p><p>pedal. Nas cavidades articulares, 0 insuflador de gas</p><p>nao e utilizado.</p><p>Figura 4. A e B:morcelador .</p><p>Para acessar a cavidade abdominal, e necessaria a</p><p>utilizacao de equiparnentos e instrumentos especiais,</p><p>que: a) produzam abertura e exposicao minima da ca</p><p>vidade abdominal (trocater, agulha de Veress); b) pro</p><p>duzam a distensao da cavidade abdominal, de modo</p><p>a permitir que os orgaos intern os sejarn acessados</p><p>(insuflador de gas); c) permitam 0 manejo do cirur</p><p>giao, sem que as rnaos penetrem a cavidade abdominal</p><p>(pincas e instrumentos de corte/coagulacao longos es</p><p>peciais). As pincas para videocirurgia sao instrurnen</p><p>tos cirurgicos fabricados em aco inoxidavel, em geral</p><p>revestidos de material isolante, em razao de seu uso em</p><p>combinacao com 0 equipamento eletrico. Existe uma</p><p>diversidade de modelos para atender aos diversos tipos</p><p>de cirurgias endoscopicas. Modelos modernos perrni</p><p>tern a completa desmontagem, favorecendo a lirnpeza.</p><p>Sempre que uma cirurgia requeira a extirpacao ou</p><p>a larninacao de orgaos, urn morcelador ou um shaver</p><p>pode ser acoplado ao conjunto.</p><p>o morcelador e constituido por uma unidade de</p><p>controle que comanda a peca de mao e se destina a</p><p>fragmentar ou extrair tecidos ou pecas cirurgicas, cujo</p><p>tamanho nao permite sua retirada atraves do orificio</p><p>do trocater em cirurgias laparosc6picas. A peca de</p><p>mao e composta pelo morcelador propriamente dito</p><p>e pelo cabo com conexao, que faz a interligacao com a</p><p>unidade de controle e com as obturadores (Figura 4).</p><p>Figura 3. Oticas rigidas.</p><p>.e/'/:~'~~-~-~/ _.,-' ~~-.</p><p>-------------- .</p><p>Figura 2. Cabos oticos.</p><p>Figura 1.A: fonte de luz. B:mlcrocarnera.</p><p>•</p><p>•</p><p>Comprimento: 18, 29, 31 e 42 cm.</p><p>Diametro: 3,4,5,10 e 12mm.</p><p>Angulacao: 0°, 12°,30°,45°,60°,70°,90° e 120°.</p><p>•</p><p>microscopies. A iluminacao se da a partir da luz gerada</p><p>pela fonte de luz, conduzida ao telescopic por meio do</p><p>cabo 6ptico. A imagem captada pelo sistema integrado</p><p>telescopio/microcarnera e conduzida ao processador de</p><p>camera, onde e processada e transmitida no monitor.</p><p>Para obter uma visualizacao apropriada da cavi</p><p>dade, pode ser utilizada mais de uma 6tica rigida, com</p><p>dimensces diferentes. Assim sendo, as 6ticas rigidas</p><p>podem variar de comprimento, diametro e angulacao,</p><p>de acordo com 0 paciente, 0 tipo de local a ser aces</p><p>sado e 0 tipo de cirurgia. Exemplos de variacoes mais</p><p>comuns das oticas rigidas:</p><p>Parte I Centro de Material e Esterilizacao (CME)</p><p>93</p><p>Limparmanualmentea extensaodocabootko utilizandoescovas</p><p>comcerdasmaciase/ou esponjas.</p><p>Iustificativar a imersao demasiada po de causar</p><p>corrosao e danos aos cabos 6ticos.</p><p>Naoexpandir0 tempo de imersaodos produtosna solucaodo</p><p>detergente.</p><p>Justificativa: nenhum produto para saude deve</p><p>ser utilizado fora das especificacoes do r6tulo que ex</p><p>pressa a aprovacao da Agenda Nacional de Vigilancia</p><p>Sanitaria (ANVISA).</p><p>Imergir em solucao de detergente enzimatico, preparada</p><p>conforme recornendacao do fabricante (dilulcac/ternpo/</p><p>temperaturae tipo de agua).</p><p>Justificativa: evitar 0 ressecamento de materia or</p><p>ganica.</p><p>Realizarlimpezamanualimediatamenteap6s0 uso.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>cabos opticos</p><p>Justificativa: a secagem e fundamental para evitar</p><p>o dana ao material.</p><p>Secarmuito bern0 cabecotee 0 acopladorcom uma toalhal</p><p>compressamacia e absorventee reconectar 0 cabecote da</p><p>cameraao acoplador.</p><p>Justificativa: 0 acoplador pode ser imerso em so</p><p>Iucao de limpeza.</p><p>Limpar0 acoplador imergindo-oem soiucao de detergente</p><p>enzirnatko(tempo,dilukao, temperaturae qualidadeda agua</p><p>recomendadospelo fabricante)enxaguandoabundantemente.</p><p>emseguida,emaguapotavel.</p><p>Justificativa: 0 cabecote da camera manuseada</p><p>pelo cirurgiao podera conter materia organica, porern,</p><p>a imersao a danificara,</p><p>detergente. removendo-oem seguida com pano umedecido</p><p>em agua A limpezada lentedeve ser feita utilizandohastesde</p><p>algodaoembebidasemalcool.</p><p>Separar0 cabecoteda cameradoacopladore limpar0 cabecote,</p><p>sem imergirem soIucao,com pano umedecidoem solucaode</p><p>Justificativa: evitar a ruptura dos fios e possiveis</p><p>dan os as fibras.</p><p>Manipularcuidadosamente.evitar dobrar ou tracionar0 cabo</p><p>durante0 manuseioda rnkrocarnera.</p><p>Justificativa: os diversos fabricantes podem ter</p><p>recornendacoes diferentes entre si. No caso do pro</p><p>cesso de esterilizacao, alguns cabecotes de camera nao</p><p>sao blindados e podem sofrer avarias se autodavados.</p><p>Quando recomendado, 0 cabecote pode ser submetido .</p><p>a processo de esterilizacao em autoclaves ou rnetodos</p><p>de esterilizacao a baixa temperatura, como oxide de</p><p>etileno (ETO), vapor a baixa temperatura e formaldei</p><p>do (VBTF) e plasma de peroxido de hidrogenio (PPH).</p><p>Seguirrigorosamenteas recornendacoesdofabricantequantaaos</p><p>rnetodoscompativeispara 0 processamentoe para cada etapa</p><p>doprocedimento.Essesmetodosdevemestarvalidadosquantaa</p><p>segurancado produtoprocessado.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Microcamera</p><p>Assim, partes do conjunto de equipamentos e instru</p><p>mentos de videocirurgia necessitam estar esterilizados,</p><p>pois serao manuseados pelo cirurgiao no campo opera</p><p>torio, sendo considerados materiais criticos. Esses instru</p><p>mentos devem ser processados no CME. Os demais com</p><p>ponentes do conjunto, como 0 equipamento insuflador</p><p>e a fonte de luz, considerados materiais nao criticos, nao</p><p>precisam ser esterilizados e podem ser limpos e desinfe</p><p>tados no proprio Centro Cinirgico (CC).</p><p>Figura5.A e B: shaver.</p><p>Capitulo 7 Produtos especiais</p><p>94</p><p>Secar com toalha/cornpressa macia e absorvente ou ar</p><p>comprimido. Complementar a secagem das superficiesde fibras</p><p>Justificativa: remover 0 detergente e evitar que</p><p>elementos solidos da agua promovam gradual corro</p><p>sao ao prod uta.</p><p>Enxaguar abundantemente em agua corrente potavel,</p><p>preferencialmente desmineralizada. destilada ou submetida a</p><p>osmose reversa.</p><p>Iustificativa: assegurar a limpeza dos canais inter</p><p>nos e reentrancias,</p><p>Umpar oticas com canal de trabalho e sistema luer lock com</p><p>escovas longas com diarnetro compativel e desmontar as</p><p>torneirinhas para a limpezainterna.</p><p>Iustificativa; remover a sujidade sem danificar 0</p><p>produto. Alguns fabricantes fornecem "pastas de lim</p><p>peza" apropriadas e especificas para os endoscopies,</p><p>que podem ser utilizadas como recurso adicional.</p><p>Limpara superficie de fibra e a otica terminal com esponjas ou</p><p>compressas macias embebidas em solucao enzimaticaou hastes</p><p>de algodao ernbebidas em akool a 70%. A sujidade aderida as</p><p>superficiesdos endoscopies nao deve ser retirada com 0 auxilio</p><p>de objetos pontlagudos ou asperos, como lixas.</p><p>Justificativa: remover a sujidade, sem daniticar 0</p><p>produto.</p><p>limpar manualmente a extensao do endoscopto, utilizando</p><p>esponjas ou compressasmaciasembebidas na solucao enzirnatica</p><p>Justificativa: a imersao por tempo demasiado</p><p>pode causar corrosao: a corrosao eletrolitica pode</p><p>ocorrer quando metais diferentes estiverem presentes</p><p>em uma mesma solucao.</p><p>Imergir em solucao de detergente enzirnatico, conforme</p><p>recornendacoes do fabricante.0 recipiente de limpezanao deve</p><p>ser de metal.</p><p>manual. Nunca devem ser colocados varies endoscopies em um</p><p>mesmo recipiente ou outros instrumentos sobre os endoscopies.</p><p>Justificativa: proporcionar protecao fisica, a tim</p><p>de evitar danos.</p><p>Encaminhar os endoscopies acondicionados em recipientes</p><p>apropriados, imediatamente apos 0usa para realizacaode limpeza</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Oticas rigidas (endoscopios ou telescepios)</p><p>Justificativa: existem cabos de fibra 6ptica que po</p><p>dem ser esterilizados em autoclaves, outros requerem</p><p>metodos flsico-quimicos de esterilizacao a baixa tempe</p><p>ratura, por recornendacao do fabricante. Os cabos op</p><p>ticos de fluido nao podem ser esterilizados pelo vapor.</p><p>Esterilizarde acordo com a recomendacao do fabricante.</p><p>Iustificativa: proporcionar protecao fisica e evitar</p><p>danos por avarias ao produto.</p><p>Acondicionar os cabos otkos em caixas ou bandejas com as</p><p>pontas protegidas,</p><p>seguindo uma conformacao circular com</p><p>diarnetro aproximado de 20 a 40 em.</p><p>Justificativa: a secagem e fundamental para evitar</p><p>danos ao material.</p><p>Secar com toalha!compressa macia e absorvente ou ar</p><p>comprimido. Complementar a secagem da superficie de vidro</p><p>com alcool a 70%.</p><p>Justificativa: remover 0 detergente e evitar que</p><p>elementos solidos da agua promovam gradual corro</p><p>sao ao produto.</p><p>Enxaguar abundantemente em agua corrente potavel, porern,</p><p>preferencalrnente, desmineralizada, destilada ou submetida a</p><p>osmose reversa.</p><p>Justificativa: remover a sujidade sem danificar 0</p><p>produto.</p><p>Limparas superficiesde vidro(entradae saidada luz)comhastes de</p><p>algodao embebidas emaguae detergente, seguldasde friccaocom</p><p>akool a 70%.Asujidadeaderidanas superficiesde vidro nao deve</p><p>ser retirada com 0 auxiliode objetos pontiagudosou asperos (lixa).</p><p>Justificative: remover a sujidade, sem danificar 0</p><p>produto.</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>95</p><p>Justificativa: remover 0 detergente e evitar que</p><p>elementos s6lidos da agua promovam gradual cerro</p><p>sao ao produto.</p><p>Enxaguar as demais pecas abundantemente em agua corrente</p><p>potavel, preferencialmente desmineralizada. destilada ou</p><p>submetida a osmose reversa.</p><p>Justificativa: assegurar a limpeza e evitar danos ao</p><p>produto, pois a peca de mao nao admite imersao,</p><p>Apeca de mao devera ser limpacom pano umedecido em solucao</p><p>de detergente enzimatlco, removendo-o em seguida com pano</p><p>umedecido em agua.</p><p>Iustificativa: assegurar a limpeza apropriada nos</p><p>canais internos e evitar danos ao produto.</p><p>Limparas pecas com escovas de cerdas macias e com diarnetro</p><p>compativel com 0 lumen (canulados). 0 fabricante do</p><p>equipamento devera ser consultado sabre 0 tipo de escova</p><p>compativel com a superffcie do lumen.Algunsitens 56 admitem</p><p>escova de chenilhapor ser de material teflonado.</p><p>Iustificativa: a imersao por tempo demasiado</p><p>pode causar corrosao; diluicoes inadequadas podem</p><p>prejudicar 0 desempenho da limpeza.</p><p>Imergiras pecas desmontadas (com excecao da peca de mao) em</p><p>solucao de detergente enzirnatico,conforme recomendacoes de</p><p>uso do fabricante.</p><p>Justificativa: evitar 0 ressecamento da materia or</p><p>ganica e proporcionar protecao fisica para evitar da</p><p>nos por avaria ao produto durante 0 transporte.</p><p>Encaminharas pecas do morcelador, imediatamente ap6s 0 uso,</p><p>para realizacao de limpezamanual.acondicionadas em recipiente</p><p>separado.</p><p>Iustificativa: favorecer a limpeza de cada cornpo</p><p>nente separadamente.</p><p>Desmontar todas as pecas do morcelador.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Morcelador</p><p>Justificativa: as ondas de ultrassom podem dani</p><p>ficar as fibras do componente otico ou 0 cimento uti</p><p>lizado na fixacao das lentes.</p><p>Nao utilizar lavadoras ultrassonicas para os procedimentos de</p><p>limpezade 6ticas.</p><p>Justificativa: esse tipo de 6tica nao e compativel</p><p>com a submissao a altas temperaturas.</p><p>Esterilizar 6ticas com acionamento ocular em metodos de</p><p>esterilizacao a baixa temperatura (temperatura maxima de</p><p>65°C).</p><p>Esterilizarde acordo com a recornendacao do fabricante.</p><p>Justificativa: existem 6ticas que podem ser esteri</p><p>lizadas em autoclaves, outras em metodos fisico-qui</p><p>micos de esterilizacao a baixa temperatura, desde que</p><p>recomendado peIo fabricante.</p><p>Justificativa: proporcionar protecao fisica e evitar</p><p>dana por avaria ao produto.</p><p>Acondicionar os endoscopies em recipientes especficos, que</p><p>permitam a acornodacao adequada sem mobilidade durante 0</p><p>transporte.</p><p>Iustificativa: garantir a funcionalidade do produ</p><p>to e sua utilizacao eficiente.</p><p>Inspecionara visibilidadedo endosc6pio quanto a daridade e a</p><p>nitidez.</p><p>Iustificativa: manter 0 born funcionamento dos</p><p>canais de trabalho e das torneirinhas.</p><p>Lubrificar6ticas com canal de trabalho e sistema luer lock ao</p><p>final do processo de limpeza e secagem. utilizando produto</p><p>hidrossoluvel.</p><p>Justificativa: a secagem e fundamental para evi</p><p>tar dana ao material. A rernocao completa de residues</p><p>evitara a deterioracao precoce do sistema optico, pre</p><p>judicando a transmissao de luz durante a utilizacao do</p><p>endoscopic.</p><p>e 6ticas com akool a 70%,especialmente as superficies de fibra</p><p>no bocal de encaixe.</p><p>Capitulo 7 Produtos especiais</p><p>96</p><p>Imergir todo 0 instrumental cinirgico em recipiente contendo</p><p>solucao de detergente enzirnatico, Injetar a solucao dentro dos</p><p>Iustificativa: a associacao de dois metodos de</p><p>limpeza - 0 metoda manual e 0 metodo mecanico -</p><p>assegura que os produtos sejam efetivamente limpos,</p><p>incluindo areas nao facilrnente acessiveis.</p><p>Realizar a limpeza rnecanica manual dos instrumentos ap6s</p><p>a etapa da pre-umectacao (com irnersao em detergente</p><p>enzlmatkc/frkcao/enxague/secagem] e antes da etapa de</p><p>limpezacomplementar com rnaquina ultrassonica</p><p>Justificativa: evitar que a limpeza seja iniciada</p><p>corn materia organica ressecada nos eanais internos e</p><p>nas reentrancias do instrumental. 0 ressecamento di</p><p>fieulta a rernocao da materia organics e pode favorecer</p><p>o desenvolvimento de biofilmes. Entretanto, essa etapa</p><p>e opcional, devendo ser avaliada a intensidade do res</p><p>secamento da materia organica nos produtos e tempo</p><p>para inicio da limpeza.</p><p>Realizar a pre-urnectacao de instrumentos com materia</p><p>organica ressecada, em recipiente apropriado, desmontando-os</p><p>e submergindo-os em agua potavel. Injetar agua no lUmendo</p><p>instrumental, utilizando uma seringa de 20 mL, ou posicionar</p><p>o instrumento obliquamente a solucao para preenchimento</p><p>da sua extensao e garantia de que 0 ar possa sair dos lumens.</p><p>o instrumental pode permanecer em pre-umectacao por</p><p>aproximadamente 10minutos.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Instrumental de videocirurgia (plncas e</p><p>trocarteres)</p><p>Esterilizarde acordo com a orientacao do fabricante.</p><p>Justificativa: a maioria dos forneeedores indica a</p><p>esterilizacao das pecas de mao de shaver na autoclave;</p><p>entretanto, po de oeorrer diversidade de recomenda</p><p>coes entre os diferentes fabrieantes.</p><p>Justificativa: a seeagem e esseneial para evitar da</p><p>nos ao produto, Os canais internos requerern a intro</p><p>ducao de ar forcado para a rernocao eompleta de agua</p><p>e secagem.</p><p>Secar com compressa/toalha macia e ar comprimido (parte</p><p>interna do canal de irrigac;ao).</p><p>Justificativa: assegurar a rernocao completa do</p><p>detergente e residues organicos dos canais intern os.</p><p>Enxaguarabundantemente 0 canal de irrigacaoem agua corrente</p><p>potavel sob pressao, utilizando pistola de agua para introduzir</p><p>agua no canal interno.</p><p>Justificativa: assegurar a limpeza apropriada nos</p><p>canais internos e evitar danos ao produto.</p><p>Proceder a limpeza da parte interna do canal de irriga<;aoe da</p><p>conexao, com auxiliode escova tubular com diametro compativel</p><p>e solucao de detergente enzirnatko.</p><p>Justificativa: assegurar a limpeza e evitar danos ao</p><p>produto, pois a peca de mao nao admite imersao.</p><p>Limpar a parte externa da peca de mao do shaver com pano,</p><p>escova de cerdas macias ou esponja umedecida em solucao de</p><p>detergente enzimatko,</p><p>Justificativa: a pec;ade mao e um dispositivo re</p><p>processavel, porem a lamina de shaver e de uso unico.</p><p>o reprocessarnento desse item, se realizado, deve obe</p><p>decer as recornendacoes da ANVISA, quanta a valida</p><p>c;aodo protocolo':',</p><p>Desconectar a lamina de shaver da peca de mao, logo apes 0</p><p>uso.A lamina devera ser desprezada (uso unko) e a peca de mao,</p><p>encaminhada para limpezamanual.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Shaver</p><p>Esterilizarde acordo com a recornendacao do fabricante.</p><p>Justificativa: os diversos fabricantes podem variar</p><p>a recornendacao do tipo de esterilizacao, conforme as</p><p>peculiaridades dos seus produtos.</p><p>Secar com toalhalcompressa macia e absorvente e jatos de ar</p><p>sob pressao,</p><p>Justificativa: a secagem e essencial para evitar da</p><p>nos no produto.</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (eME)</p><p>97</p><p>Secar cada instrumental externa e internamente com ar sob</p><p>pressao.</p><p>Justificativa: 0 contraste com a superficie clara e</p><p>absorvente favorece a inspecao da limpeza, pois per</p><p>mite a facil visualizacao de possiveis residuos de mate</p><p>ria organica e demais sujidades.</p><p>Colocar 0 instrumental cirurgico sobre pano branco absorvente</p><p>elimpo.</p><p>Justificativa: em virtude de seu grau de pureza,</p><p>a</p><p>agua de osmose reversa evita danos aos instrumentos</p><p>e previne a formacao de biofilmes e a deposicao de en</p><p>dotoxinas no material.</p><p>Realizar enxague abundante do material com agua corrente</p><p>potavel Utilizar agua submetida a osmose reverse no ultimo</p><p>enxague.</p><p>Justificativa: os detergentes se tornam saturados</p><p>com 0 excesso de materia organica, prejudicando a efi</p><p>ciencia do processo.</p><p>Realizara troca da solucao detergente da lavadoraa cada clclo de</p><p>limpeza do produto. '</p><p>Justificativa: evitar danos aos produtos e extra</p><p>vios de componentes.</p><p>Colocar os instrumentos delicados e sensiveis a danos, valvulas,</p><p>conectores e redutores em bandejas/ cestos aramados especificos.</p><p>Iustificativa: havera diferenca na limpeza naque</p><p>les instrumentos de diametros maiores e/ou cornpri</p><p>mentos menores, pois 0 liquido circulars mais facil</p><p>mente.</p><p>Evitar conectar simultaneamente instrumentos de dlarnetros e</p><p>comprimentos muitos diferentes.</p><p>Justificativa: a limpeza por lavadora ultrassoni</p><p>ca complementa a limpeza manual, po is possibilita a</p><p>completa rernocao de debris residuais dos canais in</p><p>ternos e das reentrancias dos instrumentos.</p><p>de maneira que a acao do jato de agua na lavadora alcance todos</p><p>os instrumentos.</p><p>Realizar a limpeza automatizada, por meio de lavadora</p><p>ultrassonlca. Conectar os instrumentos canulados ao sistema de</p><p>irrigac;aoda lavadora em suportes apropriados, de forma que os</p><p>lumens possam ser limpos por meio de pressao de jato de agua</p><p>com solucao de detergente enzirnatico e pela acao do ultrassom.</p><p>Dispor os instrumentos que possuem articulacoes abertos, a lim</p><p>de obter uma limpeza mais eficiente. Dispor todo 0 instrumental</p><p>Iustificativa. assegurar a remocao completa de</p><p>debris e de residuos de solucao limpadora dos instru</p><p>mentais.</p><p>Enxaguartodas as partes do instrumental ororgico [reentranclas,</p><p>cremalheiras, artkulacoes e ranhuras) em agua corrente potavel,</p><p>instilandoaguasob pressao,ate 0 enxague completo.</p><p>Friccionar a superficie interna de cada lumen com uma escova</p><p>tubular de "aspereza" compativel com a materia-prima da</p><p>superftcie do lumen e. tambern, compativel com 0 diarnetro do</p><p>canulado per, no minimo, cinco vezes, do sentido proximal para</p><p>o distal. Repetir esse procedimento ate a eliminac;aode sujidade</p><p>vislvel,certificando-se de que todas as reentrancias estejam limpas.</p><p>Iustificativa: assegurar a limpeza completa dos</p><p>canais, interna e externamente.</p><p>Justificativa: realizar a rernocao mecanica da suji</p><p>dade do produto, fazendo com que a materia organica</p><p>se desprenda do instrumental.</p><p>Friccionar a superficie externa de cada instrumental com uma</p><p>esponja rnacia, no minimo cinco vezes, do sentido proximal para</p><p>o distal. Repetir esse procedimento ate a elirninacao de sujidade</p><p>visivel.Friccionartodas as reentranoas, cremalheiras, artkulacoes</p><p>e ranhuras do instrumental com escovas de cerdas firmese macias,</p><p>de tamanho adequado por, no minimo, cinco vezes. Escovar as</p><p>ranhuras das pincas de preensao e cauterizacao, tesouras, ganchos</p><p>e canal de aspiracao.</p><p>lumens. com uma seringa de 20 rnl, ou posicionar 0 instrumento</p><p>obliquamente a solucao para preenchimento da sua extensao e</p><p>para garantia de que 0ar possa sairdos lumense permitir a entrada</p><p>de lfquidos. Manter a solucao em cantato com 0 instrumental,</p><p>conforme recornendacao do fabricante, sem expandir 0 tempo de</p><p>irnersao.</p><p>Justificativa: permitir que a solucao de limpeza</p><p>penetre em todos os canais e permane'Ta em contato</p><p>com os instrumentos durante 0 tempo necessario para</p><p>a a'Taoda solucao, sem que ocorra dana ao produto e</p><p>evitar a forma 'Taode biofilmes.</p><p>Capitulo 7 produtos especiais</p><p>98</p><p>Realizar0 processamento dos endosc6picos e seus acessonos em</p><p>sala propria para essa finalidade, que deve ser providede pia com</p><p>bancada e cuba funda e ampla para acornodacao do endoscopic,</p><p>torneiras com jato de agua potavel sob pressao e sistema de ar</p><p>sob pressao para limpeza e secagem dos canais.</p><p>Iustificativa: a protecao mecanica do equipamento</p><p>evitara danos por avaria no trajeto entre a sala do pro</p><p>cedirnento de endoscopia e a sala de processamento do</p><p>equipamento. Se 0 transporte for feito para areas pro</p><p>ximas, pode-se utilizar recipiente aberto. Caso as dis</p><p>tancias percorridas com 0 equipamento sejam majores,</p><p>e recomendada a utilizacao de recipientes fechados".</p><p>Transportar 0 endoscopic em recipientes lavavels, protegido</p><p>contra impactos que possam danfica-lo. 0 transporte deve ser</p><p>feito de maneira a evitar a contarninacao da equipe, dos pacientes</p><p>e do ambiente.</p><p>Realizar a pre-lirnpeza na sala de procedimento, logo apos a</p><p>remocao do tubo de insercao do paciente e antes da retirada do</p><p>endoscopic da Fonte de energia eletrica, aspirando agua potavel</p><p>(100mL,no minimo),alternando com aspiracao de ar. Repetiresse</p><p>procedimento algumas vezes. Remover 0 excesso de material</p><p>organico externo com gaze ou compressa macia.</p><p>Iustificativa; a remocao imediata do excesso de</p><p>materia organica evitara seu ressecamento, facilitando</p><p>a etapa de limpeza e contribuindo para a prevencao da</p><p>formacao de biofilmes".</p><p>Somente pessoal treinado deve processar endoscopies flexiveis.</p><p>Justificativa: 0 processamento realizado por pes</p><p>soal nao treinado pode comprometer a eficiencia do</p><p>processo e gerar danos ao equipamento''.</p><p>Iustificativa: 0 processamento de endosc6pios</p><p>deve adotar os principios das precaucoes-padrao e nao</p><p>diferenciar tecnicas de processamento em funcao do</p><p>conhecimento previo de patologias ou das condicoes</p><p>clinicas dos pacientes'>",</p><p>Todos os pacientes devem ser considerados comoFontepotencial</p><p>de infec~ao e todos os endoscopies e dispositivos acessorlos</p><p>devem ser descontarninados com 0 mesmo rigor, apos cada</p><p>procedimento endoscopico.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Endoscopies sao instrumentos irnportantes para</p><p>o diagnostico e a terapeutica de diversas patologias,</p><p>apresentando diversidade de funcoes, Ha estudos li</p><p>mitados sobre a transmissao de microrganismos</p><p>associada ao uso desses dispositivos; contudo e uni</p><p>versalmente reconhecido que 0 cuidado meticuloso</p><p>no reprocessamento desses itens pode, efetivamente,</p><p>prevenir a transmissao de infeccoes'. 0 endoscopic e</p><p>urn aparelho que consiste basicamente em uma fonte</p><p>de luz e aIguma forma de visualizacao de imagem. Os</p><p>endoscopies abordados neste t6pico sao aqueles que</p><p>acessam cavidades natura is, como endosc6pios gas</p><p>trointestinais, por via alta e baixa (endoscopies flexi</p><p>veis), broncoscopios (endoscopies flexiveis ou rigidos)</p><p>e cistoscopios (endoscopies rigidos)". Na endoscopia</p><p>digestiva alta, 0 acesso e feito pela boca, permitindo a</p><p>visualizacao do esofago, do estornago e do duodeno.</p><p>Na endoscopia baixa, 0 acesso e realizado pelo anus,</p><p>permitindo a visualizacao do rete e de parte do c6lon.</p><p>A maior parte desses equipamentos e termossen</p><p>sivel e extrema mente suscetivel a danos por avarias</p><p>mecanicas. Podem ser encontradas no mercado oticas</p><p>rigidas de cistosc6pios autoclavaveis,</p><p>Endoscopios f1exiveis</p><p>Justificativa: atualmente, a maioria do instru</p><p>mental de videocirurgia e autoclavavel, porem pode</p><p>haver os termossensiveis, com indicacoes e contraindi</p><p>cacoes, conforme os metodos atualmente disponiveis.</p><p>Esterilizarde acordo com orientacao do fabricante.</p><p>Iustificativa: manter a funcionalidade de crema</p><p>lheiras e pecas articuladas, aumentando a vida uti! do</p><p>instrumental, sem prejudicar a eficiencia da esteriliza</p><p>~ao do produto.</p><p>Lubrificar0 instrumental de videocirurgiacom lubrificante proprio</p><p>(nao oleoso) recomendado pelo fabricante.</p><p>Justificativa: a secagem e essencial para evitar da</p><p>nos ao produto. Os canais internos requerem a intro</p><p>ducao de ar forcado para a secagem completa.</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (a~E)</p><p>99</p><p>Imergir totalmente 0 endoscopio, assim como todas as</p><p>pecas removiveis, em uma cuba ou contelner nao poroso,</p><p>com tamanho apropriado para acomodar adequadamente 0</p><p>endoscopic sem dobras. lnstiiar solucao germicida nos canais,</p><p>com 0 auxilio de uma seringa. Injetar 0 desinfetante em todos</p><p>os canais do endoscopic no minima tres vezes, ate que possa ser</p><p>visto saindo pela extremidade oposta de cada canal.</p><p>evitando</p><p>bolsas de ar nos canais. 0 recipiente deve permitir fechamento</p><p>complete.</p><p>Justificativa: uma vez que a solucao germicida</p><p>esteja em uso, a concentracao do principio ativo do</p><p>produto podera sofrer diminuicao, em funcao da</p><p>exposicao a luz, polimerizacao da substancia quimi</p><p>ca, alteracoes no pH, e exposicao a residuos de agua</p><p>e materia organica provenientes dos diversos banhos</p><p>de imersao, 0 monitoramento da concentracao da</p><p>solucao devera ser mais frequente se ocorrer grande</p><p>mimero de banhos de imersao por dia. Par exemplo:</p><p>monitorar a cada 10 usos no mesmo dia.</p><p>Monitorar a concentracao da solucao germicida em usc, no</p><p>minima uma vez ao dia, no iniciodas atividades.</p><p>Justificativa: para assegurar a prevencao de infec</p><p>coes cruzadas, a desinfeccao de endoscopies flexiveis</p><p>deve ser de alto niveL A compatibilidade com 0 equi</p><p>pamento devera ser assegurada peIo fabricante e e ne</p><p>cessaria para manter sua vida util,</p><p>Selecionar para a desmteccao quimica um germicida classificado</p><p>como de alto nivel,compativel com 0 equipamento e que atenda</p><p>as exigencias legais.</p><p>Justificativa: a secagem do equipamento nessa</p><p>etapa e necessaria para evitar a diluicao do desinfetan</p><p>te quimico utilizado na etapa subsequente.</p><p>Retirar 0 excesso de agua com jato de ar forcado nos canais e</p><p>externamente.</p><p>Iustificativa: evitar que residuos do detergente</p><p>possam interferir na acao germicida do desinfetante.</p><p>Apos esse processo, enxaguar 0 equipamento e os acessorios em</p><p>agua potavel em abundanda.</p><p>ca. A parte externa requer um artefato macio para nao</p><p>produzir dana funcional au estetico ao equipamento.</p><p>Realizara limpeza do equipamento com solucao de detergente</p><p>enzimatko, inclusive dos acessorios. Escovar os canais dos</p><p>endoscopies passando tres vezes em cada canal, ate retirar</p><p>toda a sulidade aparente com escova propria. Lavarou expurgar</p><p>os canais de ar, agua, succao e biopsia, utilizando os acess6rios</p><p>recomendados. em conformidade com as mstrucoes do</p><p>fabricante. Limpar, utilizando uma escova pequena, todas as</p><p>pecas removfveis,incluindo a parte interna e embaixo da valvula</p><p>de succao, valvula de ar/agua e a porta da tampa da biopsia e</p><p>aberturas, conforme recornendacao do fabricante. Na parte</p><p>externa, utilizarcompressas descartaveis macias ou esponjas com</p><p>solucao de detergente enzirnatico,</p><p>Justificativa: a limpeza rnecanica e essencial para</p><p>a remocao de toda a materia organica. A utilizacao</p><p>de escovas apropriadas assegura a limpeza de canais</p><p>e reentrancias em que se acumulam sujidade organi-</p><p>Justificativa: permitir a acao do detergente sem</p><p>causar dano ao equipamento e evitar a formacao de</p><p>biofilmes. 0 detergente enzimatico pode atuar como</p><p>substrato para a formacao de biofilmes, quando ex</p><p>posto ao produto por tempo acima do preconizado</p><p>pelo fabricante'".</p><p>Imergircompletamente 0 equipamento endoscoplco em solucao</p><p>de detergente enzirnatko conforme recornendacoes do fabricante</p><p>em uma cuba de pia ou em um recipiente lavavel.Nao exceder 0</p><p>tempo de irnersao indicado.Descartar a solucao enzirnatica ap6s</p><p>cada uso"</p><p>Iustificativa: 0 teste de vazamento detectara falhas</p><p>na vedacao da parte interna ou externa do endoscopic.</p><p>Esse teste reduzira danos ao endosc6pio devidos a in</p><p>filtracao.</p><p>Realizar0 teste de vazamento do equipamento, apes a utiliza~ao.</p><p>conforme orientacoes do fabrkante, apes remover as pecas</p><p>destacaveis do endoscopic" Normalmente consiste em flexionar</p><p>a parte distal do instrumento em todas as direcoes, com 0</p><p>endoscopic pressurizado e completamente submerse. Observar</p><p>o tubo de msercao, a secao distal de flexao e 0 cabo universal</p><p>quanta a bolhas no interior do instrumento.</p><p>Iustificativa: 0 processamento de endoscopies</p><p>requer espa<;:o,artefatos e insumos apropriados e es</p><p>pecificos. 0 processamento nao deve ser realizado na</p><p>mesma sala onde se realiza 0 procedimento, pelo risco</p><p>de contarninacao do ambiente e dos pacientes.</p><p>Capitulo 7 Produtos especiais</p><p>100</p><p>Justificativa: 0 processamento automatizado de</p><p>endoscopies fIexiveis e uma alternativa ao processa</p><p>mento manual, contudo, nao deve ser considerada</p><p>Optar por processamento automatizado somente apes a</p><p>criteriosa avallacao dos equipamentos disponfveisno mercado e</p><p>sua compatibilidade com a demanda do servko, a area fisica e a</p><p>equipe disponivel. Identificar.junto ao fabricante. se ha restrkoes</p><p>de componentes que nao possam ser processados no sistema</p><p>automatizado.</p><p>Justificativa: a posicao vertical favorece 0 escoa</p><p>mento de eventuais residuos de agua nas tubulacoes</p><p>do equipamento e a conservacao do equipamento sem</p><p>riscos de dobras das fibras de vidro. 0 arrnazenarnen</p><p>to em presenca de umidade, sujidade ou manipulacao</p><p>excessiva pode favorecer a proliferacao de microrga</p><p>nismos e a consequente recontaminacao do equipa</p><p>menta. 0 tempo maximo seguro de armazenagem de</p><p>endoscopic gastrointestinal e urn assunto nao resol</p><p>vido na literatura. E sugerido que 0 tempo entre 10</p><p>e 14 dias seja seguro, desde que 0 item esteja adequa</p><p>damente reprocessado e completamente seco para a</p><p>armazenagem. Diante da falta de evidencias cientificas</p><p>conclusivas, a Association of periOperative Registered</p><p>Nurses (AORN) e a Association of Practitioners in In</p><p>fection Control CAPlC),respectivamente, recomendam</p><p>o tempo de 5 e 7 dias para endoscopies gastrointesti</p><p>nais", Contudo, 0 sitio de insercao dos broncoscopios</p><p>possui maior suscetibilidade a contaminantes ambien</p><p>tais, nao sendo possivel estender essa recornendacao</p><p>para esses dispositivos em particular. Assim sendo,</p><p>para esses casos, a desinfeccao imediatamente antes</p><p>do uso rninimizara 0 risco de inoculacao de eventuais</p><p>contaminantes ambientais depositados no aparelho</p><p>durante a etapa de estocagem.</p><p>Guardar 0 equipamento em arrnario exclusivo. proprio para este</p><p>fun, sempre em posicao vertical. sem os acessorlos acoplados.</p><p>Dispor de arrnario em local distante de Fontes de umidade.</p><p>sujidade e livre de rnarupulacao excessiva. Se 0 endoscopic</p><p>gastrointestinal nao for utilizado em ate sete dias, devera ser</p><p>novamente reprocessado. Quanto ao broncoscopio, recomenda</p><p>-se desinteccao imediatamente antes de cada uso.</p><p>cao de microrganismos potencialmente presentes na</p><p>agua e minimizar a formacao de biofilmes.</p><p>Justificativa: a secagem completa e necessaria para</p><p>evitar a recontaminacao do artigo, devido a prolifera-</p><p>Secar0 equipamento com arcomprimido e compressa descartavel</p><p>ou tecido absorvente e macio que nao desprenda particu!as.</p><p>Aplicar akool 70% em todo 0 equipamento enos canals, para</p><p>auxiliar no processo de secagem.</p><p>Justificativa: a rernocao completa do desinfetante</p><p>e fundamental para evitar toxicidade para 0 paciente.</p><p>A agua filtrada e recomendada para evitar a reconta</p><p>minacao do equipamento por excesso de microrganis</p><p>mos potencialmente presentes na agua potavel, mini</p><p>mizando a formacao de biofilmes e proporcionando</p><p>aumentando a vida util do equipamento. A utilizacao</p><p>de agua desmineralizada, destilada ou submetida a os-</p><p>. mose reversa pode contribuir para minimizar danos</p><p>por corrosao ao equipamento.</p><p>Enxaguartodas as superficies e os canais do endoscopic, bem</p><p>como suas pecas removiveis,em abundanda, com agua filtrada em</p><p>grande quantidade. garantindo a retirada de todo 0 desinfetante</p><p>quimico liquldo, utilizando os acessorios recomendados pelo</p><p>fabricante. Pode ser utilizada agua desmineralizada, destilada</p><p>ou submetida II osmose reversa. No caso de broncoscoplos, e</p><p>recornendavel 0 enxague final com agua esterilizada ern fluxo</p><p>corrente. por rneio da utilizacao de Frascoconectado a equipo</p><p>esterilizado.</p><p>Justificativa: 0 registro desses itens permite a</p><p>rastreabilidade do processo, 0 planejamento de acoes</p><p>educativas, 0 levantamento de atividades realizadas e</p><p>o inventario de custos envolvendo 0 processamento de</p><p>endoscopies,</p><p>Registrar0 processamento de cada item, anotando em formulario</p><p>proprio a identiticacao do apare!ho. data. horatio de colocacao</p><p>e de retirada da imersao no germicida qufmico e 0 nome do</p><p>responsavel.</p><p>Justificativa: a irnersao completa e a instilacao em</p><p>canais sao necessarias para permitir 0 contato da so</p><p>Iucao germicida com todas as</p><p>partes do endosc6pio.</p><p>Cubas ou recipientes pequenos favorecem a formacao</p><p>de dobras nas tubulacoes do equipamento, potencial</p><p>mente produzindo danos mecanicos e limitando a acao</p><p>do germicida. A vedacao perfeita do recipiente e neces</p><p>saria pan conter os vapores da solucao germicida.</p><p>Parte I Centro de Material e Esterilizat;:ao (eME)</p><p>101</p><p>Os produtos de assistencia respiratoria sao classi</p><p>ficados como semicriticos, porque entram em contato</p><p>direto com asmembranas mucosas au estao conectados</p><p>a dispositivos que penetram esses tecidos. Em virtude</p><p>~3PRODUTOS DE ASSISTENCIA</p><p>RESPIRATORIA</p><p>Justificativa: itens que acessam a mucosa nao in</p><p>tegra sao considerados criticos e requerem esteriliza</p><p>craopara a prevencao de infeccoes,</p><p>Instrumentos reutilizaveisque rompem a barreira da integridade</p><p>da mucosa (como pincas e instrumentos cortantes) devem ser</p><p>limpose esterilizados".</p><p>Justificativa: a registro desses itens permite a ras</p><p>treabilidade do processo, 0 planejamento de acoes</p><p>educativas e 0 registro das atividades e dos custos</p><p>envolvendo a processamento de endosc6pios. Entre</p><p>tanto, algumas reprocessadoras nao possuem sistema</p><p>auto matico de registro do processo ou nao permitem a</p><p>inclusao de todas as inforrnacoes necessarias para sua</p><p>rastreabilidade.</p><p>Identificarse 0 reprocessador permite 0 registro automatico dos</p><p>elementos essenciais do processo: a ldentificacao do aparelho,</p><p>da data, do tempo e da temperatura de exposkao ao germicida</p><p>quimico e 0 nome do responsavel Casoesse registro seja parcial.</p><p>completar manualmente as mforrnacoesem formularlo proprio.</p><p>Justificativa: ainda que algumas reprocessadoras</p><p>de endoscopies possuam a etapa de secagem, raramen</p><p>te apresentam eficiencia similar a secagem manual.</p><p>Realizar as etapas de secagem e armazenamento, conforme</p><p>descrito para processamento manual.</p><p>Justificativa: 0 tempo de processamento e deter</p><p>minado pelo fabricante do germicida quimico, Con</p><p>tudo, deve ser identificado, junto ao fabricante do</p><p>reprocessador, se ha necessidade de considerar tempo</p><p>adicional para preenchirnento de canais e reentrancias,</p><p>possuemprogramacaopropria,assegurarque hajacompatibilidade</p><p>entre essa programacaoe 0 tempo de irnersaorecomendado pelo</p><p>fabricante do germicida. Iniciar0 cido da lavadora e deixar que</p><p>complete todas as fases.</p><p>Ajustar a lavadora desinfetadora para 0 tempo de exposkao</p><p>ao desinfetante, conforme tempo recomendado no rotulo do</p><p>desinfetante quimico Hquidol.1·lI.ll. No caso de rnaquinas que</p><p>Justificativa: 0 posicionamento inadequado do</p><p>equipamento ou dos acess6rios e a conexao imperfeita</p><p>de canais pode comprometer a eficiencia do processo;</p><p>os fabricantes devem fornecer instrucoes detalhadas e</p><p>treinamento para 0manuseio apropriado da maquina,</p><p>Seguiras recornendacoes do fabricante para a perfeita conexaode</p><p>todos os adaptadores de canal e posicionamento do equipamento</p><p>na carrara reprocessadora, incluindo valvulas. pecas removiveise</p><p>acess6rios.</p><p>Iustificativa: 0 processamento automatizado nao</p><p>dispensa a etapa de pre-limpeza. Determinados fa</p><p>bricantes de reprocessadores automatizados somente</p><p>asseguram a eficiencia da limpeza se uma etapa de pre</p><p>-lirnpeza manual for realizada previamente ao uso do</p><p>reprocessador.</p><p>Aooptar por processamento automatizado, realizaras etapas de</p><p>pre-lirnpeza de acordo com os mesmos principios preconizados</p><p>para a limpeza manual. Verificar, junto ao fabricante do</p><p>reprocessador autornatko, se ha recornendacao para associar a</p><p>hmpezamanual como a~ao preliminara limpezaautomatizada.</p><p>uma opcao vantajosa em todas as circunstancias, mas</p><p>sirn, ser avaliada de maneira personalizada para cada</p><p>Estabelecimento de Assistencia a Sande (EAS). De</p><p>modo geral, os reprocessadores automaticos de endos</p><p>c6pios padronizam 0 processo de desinfeccao e dimi</p><p>nuem a exposicao do pessoal aos desinfetantes. Entre</p><p>tanto, eventuais falhas no desenho do equipamento,</p><p>que nao assegurem apropriadamente as etapas de</p><p>enxague, secagem e controle da temperatura, podem</p><p>comprometer 0 processo. Alguns modelos de repro</p><p>cessadores possuem etapas de limpeza e desinfeccao,</p><p>outros somente a etapa de desinfeccao: desta forma, 0</p><p>enfermeiro deve se comprometer com a obtencao de</p><p>informacoes completas escritas, por parte dos poten</p><p>ciais fornecedores. Alern disso, alguns componentes</p><p>de endoscopies, como 0 cabo elevador de canal em</p><p>duodenoscopies, nao sao eficazmente desinfetados</p><p>em equipamentos e precisam ser processados manual</p><p>mentes.</p><p>Capitulo 7 Produtos especiais</p><p>102</p><p>Optar pela utilizacao de produtos com menor nivel de toxicidade,</p><p>no caso de realizacao de desinfeccao qulrnica, como 0 acido</p><p>peracetko e 0 hipoclorito de s6dio. Observer que produtos</p><p>com componentes rnetallcos nao podem ser submetidos ao</p><p>hlpodorito de s6dio. Algumas ligas metalicas podem nao tolerar</p><p>a acao do acido peracetico.</p><p>Justificativa: germicidas, como glutaraldeido, for</p><p>maldeido e fenol sintetico, sao facilmente absorvidos</p><p>pelos componentes plasticos e sao de dificil rernocao.</p><p>Consequentemente, elementos residuais desses ger</p><p>micidas podem apresentar toxicidade para 0 sistema</p><p>respiratorio.</p><p>No caso de desinteccao qumuca. optar por germicidas que</p><p>apresentem 0 menor risco de absorcao por componentes</p><p>plasticos.</p><p>Justificativa: 0 processamento terrnico eo meto</p><p>do mais seguro para pacientes e trabalhadores, quan</p><p>do comparado com os rnetodos quimicos, pois nao</p><p>apresenta risco de toxicidade. Existe grande diversi</p><p>dade de recursos automatizados para a desinfeccao</p><p>de produtos de assistencia respiratoria. A desinfec</p><p>c;:aode alto nivel pode ser obtida a 700e por 30 rni</p><p>nutos",</p><p>Optar, preferencialmente, pelo rnetodo de esterilizacao a vapor</p><p>ou pela destnfeccao terrnica para os produtos de asslstenda</p><p>respi ratorla".</p><p>Justificativa: residuos de detergente ou agua po</p><p>dem diluir 0 germicida quimico, reduzindo a concen</p><p>tracao do principio ativo e, consequentemente, inter</p><p>ferindo na acao germicida.</p><p>Enxaguar e secar 0 produto antes de subrnete-lo a desinteccao</p><p>qufmiea.</p><p>Escolher, prioritariamente, as lavadoras termodesinfetadoras para</p><p>o processamento de produtos de asslstencia respiratoria,</p><p>Justificativa: a automatizacao do processamen</p><p>to de produtos para assistencia respirat6ria favorece</p><p>a padronizacao e reduz 0 risco ocupacional, alem da</p><p>vantagem de eliminar 0 risco de impregnacao de ger</p><p>micidas quimicos no produto.</p><p>Justificativa: em geral, esses produtos nao apre</p><p>sentam grande quantidade de materia organica, 0 que</p><p>permite a selecao de diferentes categorias de agentes</p><p>limpantes.</p><p>Realizar a limpeza dos produtos, utilizando solucao de detergente</p><p>neutro, com ou sem enzimas.</p><p>Justificativa: a maior exposicao possivel de com</p><p>ponentes desmontaveis assegurara 0 alcance dos niveis</p><p>desejados de limpeza e desinfeccao,</p><p>Desconectar cuidadosamente valvulas, diafragmas e pequenos</p><p>copos de reservat6rio antes de realizar a limpeza.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>Nebulizadores e seus reservat6rios;</p><p>Sondas orais e nasais de oxigenio,</p><p>Probes de analises de CO2, monitores de pressao</p><p>dear;</p><p>Bolsas de ressuscitacao,</p><p>Cateteres de aspiracao;</p><p>Sensores de temperatura;</p><p>Inaladores.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>• Equipamentos de anestesia:</p><p>Mascara facial;</p><p>Pec;:aem Y;</p><p>- Boisa reservatorio:</p><p>- Umidificador;</p><p>Tubo endotraqueal e fios-guia;</p><p>Circuitos respiratorios de ventiladores mecanicos.</p><p>Laminas e cabos de laringosc6pio;</p><p>Pecas de boca e tubos de teste de funcaopulmonar;</p><p>dessa classificacao, esses produtos devem, no minimo,</p><p>receber desinfeccao de alto nivel, segundo os guias de</p><p>recornendacoes internacionais"". Entretanto, recente</p><p>informe tecnico, procedente da ANVISA, autoriza a</p><p>indicacao de desinfeccao de nlvel interrnediario para</p><p>material de inaloterapia e assistencia ventilatoria". Em</p><p>muitas situacoes, a relacao custo-beneficio justifica a</p><p>opcao pela esterilizacao, especialmente quando se trata</p><p>de facilidade operacional e de preservar a vida util da</p><p>pe<;:a.Os produtos de assistencia respiratoria incluem 14:</p><p>Parte I Centro de Material e EsteTiliza~ao (CME)</p><p>103</p><p>Justificativa: 0 grau de invasividade desses itens e</p><p>rnenor, bern como 0 tempo</p><p>de contato com 0 paciente,</p><p>quando comparado com outros itens da mesma cate</p><p>goria (semicriticos), 0 alcool a 70%, embora nao pos</p><p>sa ser considerado urn desinfetante de alto nivel (por</p><p>que nao elimina alguns virus hidrofilicos e esporos),</p><p>possui ac;aogermicida para todos os virus lipoftlicos,</p><p>muitos virus hidrofilicos, bacterias, Mycobacterium tu</p><p>berculosise fungos".</p><p>Optar pela desinteccao com akool etilico a 70% p/v, apes a</p><p>limpeza rnecanica do sensor do analisador de oxigenlo, do cabo</p><p>e da lamina de laringosc6pio. Friccionar toda a superficie do</p><p>produto por 30 segundos, 0 que se obtem com tres apiicacoes</p><p>sucessivas apes a evaporacao.</p><p>Justificativa: a armazenagem em locais com umi</p><p>dade pode favorecer 0 crescimento de microrganis</p><p>mos, especialmente bacterias, fungos e leveduras. A</p><p>presenc;a de outros produtos nao esterilizados ou nao</p><p>desinfetados, bern como a manipulacao excessiva,</p><p>pode favorecer a recontaminacao.</p><p>Armazenar os produtos para assistencla respirat6ria em condicoes</p><p>estritas de ambiente limpo e seco. as itens devem ser, de</p><p>preference, estocados verticalmente. com 0 maximo possivel</p><p>de componentes desmontados, como valvulas, tampas. capas</p><p>e cabecotes". Os item devem ser estocados em embalagens</p><p>individuais que evitem a penetracao de suiidade e umidade.</p><p>Justificativa: sempre que possivel, deve-se dar</p><p>preferencia a utilizacao de equipamentos de secagem</p><p>que produzam a secagem rapida em condicoes contro</p><p>ladas. Como alternativa, a secagem com tecido po de</p><p>ser realizada, desde que nao solte particulas. 0 jato</p><p>de ar sob pressao assegura a secagem da face interna</p><p>das tubulacoes dos produtos. Os produtos nao devem</p><p>ficar expostos a temperatura ambiente para secagem</p><p>porque a demora na eliminacao de agua permite que</p><p>a umidade atue como meio de cultura, favorecendo a</p><p>proliferacao de microrganismos, especialmente fun</p><p>gos. Alem disso, ocorrera a recontaminacao do produ</p><p>to pela exposicao ambiental nao controlada.</p><p>Realizar a secagem de produtos de asslstencia respiratorla</p><p>em secadora automatizada ou com tecido que nao desprenda</p><p>particulas e jatos de ar sob pressao.</p><p>Enxaguar, rigorosamente, os itens processados por germicida</p><p>qurnlco, seca-los e acondiciona-los individualmente. Segundo</p><p>Tablan et al.", recomenda-se agua filtrada com filtro de 0,2 me.</p><p>A osmose reversa e uma alternativa. A embalagem deve ser</p><p>Iimpa, atoxlca e evitar a penetracao de sujidade e umidade no</p><p>produto.</p><p>Justificativa: todo germicida quimico pode, em</p><p>maior ou menor grau, apresentar algum nivel de toxi</p><p>cidade quando em contato com mucosas ou disposi</p><p>tivos a elas conectados. Portanto, 0 enxague abundan</p><p>te deve promover a remocao completa do germicida</p><p>utilizado na fase da desinfeccao. 0 uso de filtros ou</p><p>osmose reversa propiciara urna agua corn menor nivel</p><p>de contaminantes. A embalagem individual protege</p><p>da recontaminacao do produto pela manipulacao do</p><p>item e preserva a condicao de desinfeccao de alto nivel</p><p>alcancada,</p><p>Justificativa: a acao germicida quimica ou termica</p><p>ocorre por contato com 0 agente. A exposicao inapro</p><p>priada dos produtos pode acarretar falhas no alcance</p><p>da desinfeccao de alto nivel.</p><p>Imergir completamente os produtos, incluindo lumens e</p><p>reentrandas, no caso de desinteccao qufmica manual por</p><p>lmersao, Proceder ao carregamento correto, no caso de limpeza</p><p>e desmteccao automatizada, de modo a expor 0 maximo possivel</p><p>os componentes ao agente limpante.</p><p>Justificativa: a acao germicida s6 ocorrera no</p><p>tempo, no pH e nas concentracoes recomendadas peIo</p><p>fabricante.</p><p>Respeitar, rigorosamente, a concentracao e 0 pH e 0 tempo</p><p>de acao do germicida quimico, como preconizado pelo</p><p>fabricante.</p><p>Iustificativa: esses germicidas SaO agentes oxidan</p><p>tes e nao alquilantes (como os aldeidos e fen6is sin</p><p>teticos), sendo considerados menos t6xicos, de modo</p><p>geral. 0 hipoclorito de s6dio aceIera a corrosao de</p><p>produtos rnetalicos. Pode ocorrer, tambem, a incom</p><p>patibilidade de algumas ligas rnetalicas com formula</p><p>~oesde acido peracetico.</p><p>Capitulo 7 PTodutos especiais</p><p>104</p><p>Organizar os acess6rios limpos e secas em recipiente ja limpo e</p><p>encarninha-los Ii sala de prepare.</p><p>Justificativa: a rernocao completa do detergente</p><p>enzimatico e necessaria, pois residues podern acelerar</p><p>a corrosao. A secagern natural danifica esses cornpo</p><p>nentes, pela deposicao excessiva de elementos s6Iidos</p><p>provenientes da agua,</p><p>Enxaguar abundantemente os acessonos com agua corrente</p><p>potavel e sera-los com tecido absorvente que nao solte particulas.</p><p>Nao permitir que sequem naturalmente.</p><p>Justificativa: as caracteristicas delicadas dos aces</p><p>s6rios requerem a limpeza manual cuidadosa, para</p><p>evitar danos. Escovas corn dimensoes diferentes faci</p><p>litam 0 acesso a reentrancias para limpa-los sern da</p><p>nifica-Ios,</p><p>lavar todos os acess6rios manualmente, tals como laminas, brocas</p><p>e serras, com 0 auxilio de escovas de cerdas macias e firmes com</p><p>diferentes dirnensoes, incluindo microescovas de cerdas curtas e</p><p>macias.</p><p>Justificativa: exposicoes a concentracoes e tempe</p><p>ratura inferiores nao produzirao 0 efeito de Iirnpeza</p><p>esperado, e concentracoes e tempo superiores podem</p><p>reduzir a vida uti!dos materiais.</p><p>Imergir as pecas dos componentes lavavels em recipiente</p><p>contendo solucao de detergente enzlrnatico na concentracao, no</p><p>tempo e na temperatura recomendados pelo fabricante.</p><p>Realizer 0 procedimento de limpeza de motores e baterias sem</p><p>imergi-los em solucao ou sebrnete-los Ii agua corrente. Realizar a</p><p>limpeza com urn tecido macio ou esponja umedecida em solucao</p><p>de detergente enzimatico, seguida da aplicacao de outro tecido</p><p>macio e urnido em agua potavel, ate que todo detergente e</p><p>suiidade ten ham side removidos.</p><p>. Justificativa: equipamentos eletricos podem ser</p><p>danificados caso a agua penetre ern seus cornponentes</p><p>internos.</p><p>Justificativa: esse procedimento evita perdas e</p><p>avarias nos cornponentes delicados,</p><p>Apes 0 usc, desconectar cada acess6rio (motor, peca de mao,</p><p>protetor de broca, broca, serra e laminas) e manter todos em um</p><p>recipiente lavavel pr6prio para encaminhar a limpeza.</p><p>Justificativa: em razao da impossibilidade de lim</p><p>peza por imersao ou agua corrente de muitos motores</p><p>e baterias, esse procedimento pode minimizar a con</p><p>taminacao com materia organica durante 0 procedi</p><p>mento cinirgico e facilitar a limpeza a ser realizada</p><p>entre cada procedimento".</p><p>Identificar, de acordo com a recornendacao do fabricante, os tipos</p><p>de equipamento e de procedimento, e a necessidade de orientar</p><p>o circulante de sala a proteger 0 motor ou a bateria com filme</p><p>plastico lrnpermeavel (ou saco plastico lmperrneavei] durante a</p><p>cirurgia. Se 0 motor ou a bateria forem manipulados no campo</p><p>drurglco. essa protecao irnperrneavel necessita estar esterilizada.</p><p>Obter, junto ao fabricante, intorrnacoes escritas e validadas sobre:</p><p>a) quais componentes do equipamento podem ser submetidos</p><p>a limpeza com agua corrente e lrnersao; b) quais sao os testes</p><p>de funcionatidade a serem aplicados na etapa de preparo</p><p>do equipamento; c) quais sao os produtos indicados para a</p><p>lubrifica~ao desses equlparnentos".</p><p>Iustificativa: em geral, os componentes eletricos,</p><p>como motores e baterias, nao suportam a limpeza</p><p>por imersao, Em algumas situacoes, outros compo</p><p>nentes, como chicotes de equipamentos pneumati</p><p>cos, tambem sao contraindicados para exposicao a</p><p>agua corrente. Testes de funcionalidade necessitam ser</p><p>aplicados a cada uso, e devem seguir rigorosamente</p><p>as recomendacoes do fabricante. Alguns lubrificantes</p><p>podem nao ser indicados, por risco de dana ao equi</p><p>pamento ou potencial prejuizo a eficiencia do proces</p><p>so de esterilizacao.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Esses equipamentos sao utilizados para serrar e</p><p>perfurar ossos em cirurgias ortopedicas, cardiacas e</p><p>neuro16gicas, entre outras. Em razao de possuirem</p><p>componentes eletricos sofisticados, necessitam de cui</p><p>dados especiais para preservar a vida util e evitar aci</p><p>dentes no periodo intraoperat6rio.</p><p>MOTORES, SERRAS E APARELHOS</p><p>ELErRICOS PNEUMATICOS E COM</p><p>BATERIA</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>105</p><p>• Canetas de irriga~ao e aspiracao</p><p>recomendadas</p><p>A sala de desinfeccao quimica deve ser exclusiva</p><p>para essa finalidade, podendo estar localizada fora do</p><p>ambiente do CME.</p><p>Sala de desinfeccao quimica</p><p>Iustificativa; deterrninacao da RDC n2 1512012\</p><p>para proporcionar conforto terrnico aos trabalhadores</p><p>e garantir a qualidade do ar circulante nesse ambiente.</p><p>Manter a temperatura ambiente entre 20 e 24°(, com vazao</p><p>minimade ar total de 18,00m1/hora/ml4•</p><p>Pratlcas recomendadas</p><p>2. Area de esterilizacao: onde estao localizadas as</p><p>autoclaves, que deverao ser em mimero suficien</p><p>te para a demanda dos materiais processados na</p><p>instituicao hospitalar; essa area deve ser planejada</p><p>de acordo com 0 quantitativo e a dimensao dos</p><p>equipamentos de esterilizacao",</p><p>Outros equipamentos de esterilizacao como a va</p><p>por de baixa temperatura e formaldeido (VBTF) e 0</p><p>gas/plasma de per6xido de hidrogenio (PPH) podem</p><p>estar localizados nessa area.</p><p>Justificativa: determinacao da RDC nQ 15/2012\</p><p>para garantir maior acuracia na avaliacao da limpeza.</p><p>Avaliarvisualrnente, com 0 auxlliode tentes intensificadoras de</p><p>imagem de, no minima oito vezes de aurnento. a limpeza dos</p><p>produtos para saude,</p><p>nornica e confortavel durante a jornada de trabalho, e</p><p>prevenir riscos ocupacionais.</p><p>Iustificativai determinacao da RDC n2 15/20124,</p><p>para proporcionar ao trabalhador uma postura ergo-</p><p>Dispor de mesas ou carrinho com rodizios para transporte de</p><p>materiais,em numero adequado ao volume de trabalho. seladoras</p><p>de sistema de barreira esteril (embalagens),estacoes de trabalho</p><p>com cadeirasou bancos ergon6micos com altura regulavel',</p><p>Praticas recomendadas</p><p>1. Sala de preparo e esterilizacao: onde os materiais</p><p>sao inspecionados quanto a presenca de sujidade,</p><p>por meio de testes visuais e quimicos, sao selecio</p><p>nados quanto a funcionalidade e a integridade;</p><p>os campos e os aventais cirurgicos sao dobrados,</p><p>quando nao vern dobrados pela lavanderia; os pa</p><p>cotes sao rnontados e acondicionados de acordo</p><p>com a padronizacao adotada na instituicao.</p><p>As estacoes de trabalho na area do preparo se des</p><p>tinam aos diferentes produtos para a saude, como vi</p><p>draria, instrumental cinirgico, materia is inoxidaveis,</p><p>tecido e outros.</p><p>Ao comparar 0 volume de material a ser prepa</p><p>rado alguns anos arras com os dias atuais, percebe-se</p><p>grande reducao, em razao da opcao pelos artigos des</p><p>cartaveis, de uso unico, como tambem pela contrata</p><p>craode prestadores de services terceirizados de lavan</p><p>deria, que nao s6lavam as roupas, mas as dobram e as</p><p>acondicionam e ate mesmo as esterilizam.</p><p>Por outro lado, embora 0 volume de trabalho apa</p><p>rentemente tenha dirninuido, 0 processo ficou mais</p><p>complexo, pela concepcao de trabalho compartilhado,</p><p>no qual a avaliacao constante da qualidade do service</p><p>terceirizado e da responsabilidade do enfermeiro do</p><p>CME. Houve tarnbem grande aumento no tipo e na</p><p>variedade de produtos, que hoje sao manipulados na</p><p>unidade, exigindo de seus profissionais atualizacao</p><p>constante.</p><p>Sala de preparo e esterillzacao</p><p>Iustificativa: 0 tamanho da bancada deve garantir</p><p>a seguranli=ado processo e 0 conforto do trabalhador.</p><p>Dispor de bancada com dimens6es que permitam a corferencia</p><p>desses materiais.</p><p>Capitulo 1 Aspectos organizacionais do centro de material e esterillzaceo</p><p>·8</p><p>Pisos:pode-se trabalhar com uma solucao unica ou par ambiente.</p><p>Emareas limpas. pode-se optar por pisos sem juntas e. em areas</p><p>umidas, pisos antiderrapantes e sem porosidade; optar por pisos</p><p>resistentes a abrasao e riscos, que suportem limpeza urnida</p><p>frequente e apllcacao de agentes qusnicos de llmpeza".</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Inerentes a construcao e ao dimensionamento do</p><p>CME, alguns cuidados devem ser observados, como 0</p><p>tipo de acabamento e 0material de revestimento de pi</p><p>sos e paredes, pois esses fatores contribuern, significa</p><p>tivamente, para a eficiencia e a manutencao da limpeza</p><p>do ambiente do CME.</p><p>A escolha de materiais e tecnologia para 0 CME</p><p>deve se embasar no planejamento e no conceito do</p><p>espaco adotado e nas necessidades a serem soluciona</p><p>das. Assirn, nao ha material, cor ou desenho que seja</p><p>recomendado ou proibido. Todo material tern suas</p><p>qualidades intrinsecas, que podem ser mais ou menos</p><p>adequadas ao conceito do projeto e que respondem de</p><p>forma melhor ou pior as demandas estabelecidas",</p><p>Justificativa: deterrninacao da RDC nQ15/2012\</p><p>para garantir a manutencao da identificacao, a integri~</p><p>dade da embalagem e a esterilidade do produto duran</p><p>te seu transporte.</p><p>A distribukao intema e externa dos produtos para saude</p><p>processados deve ser feita em recipientes fechados'.</p><p>Justificativa: possibilitar a limpeza eficiente e fre</p><p>quente.</p><p>As prateleiras e os arrnarios devem ser de material nao poroso,</p><p>resistente 13limpeza urnida e ao uso de produtos saneantes',</p><p>Iustificativa; perrnitir armazenamento seguro e</p><p>adequado e minimizar riscos ocupacionais.</p><p>Contar com arrnarios, prateleiras e cestos ararnados. escadas e</p><p>equipamento de transporte com roldanas',</p><p>Ser dimensionada de acordo com 0 quantitativo dos produtos e</p><p>as dimensoes do rnobiliario utilizado para 0 arrnazenarnento'.</p><p>Iustificativai permitir armazenamento adequado</p><p>e seguranca para 0 trabalhador.</p><p>Justificativa: garantir a integridade do sistema de</p><p>barreira esteril (embalagens) e da selagem dos produ</p><p>tos armazenados e a manutencao da esterilidade.</p><p>Ser um local exclusivo e de acesso restrito, nao podendo ocorrer</p><p>em area de drculacao,mesmo que temporariamente; ser um local</p><p>limpo e seco, sob protecao da luz solar direta',</p><p>Praticas recomendadas</p><p>A sala de armazenamento e distribuicao de pro</p><p>dutos para a saude esterilizados no CME classe II tern</p><p>por finalidade centralizar todo 0 material processado</p><p>e esterilizado para posterior distribuicao as unidades</p><p>consumidoras.</p><p>Sala de armazenamento e distribuicao de</p><p>materiais esterilizados</p><p>Iustificativa: deterrninacao da RDC n2 15/2012\</p><p>para disponibilizar os registros dos monitoramentos</p><p>sempre que for solicitado ou necessario.</p><p>Disporde sistema para guarda dos registros dos monitoramentos</p><p>por cinco anos',</p><p>Pratlcas recomendadas</p><p>Area de monitoramento do processo</p><p>de esterilizacao</p><p>Justificativa: deterrninacao da RDC n2 15/20124,</p><p>para minimizar 0 risco ocupacional decorrente das so</p><p>lucoes desinfetantes.</p><p>o sistema de chmatizacao deve garantir vazao minima de ar total</p><p>de 18mJ/h/ml, e prover exaustao forcada do ar para 0 exterior</p><p>da edficacao',</p><p>Iustificativa: evitar eventos adversos ao paciente e</p><p>danos aos produtos para a saude submetidos a desin</p><p>feccao quimica.</p><p>Disporde agua que atenda aos padroes de portabilidade definidos</p><p>em norrnatizacao especfica, para 0 enxague dos produtos'.</p><p>as cub as e necessario para que nao ocorra transferen</p><p>cia add ental de liquidos.</p><p>Parte J Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>9</p><p>Justificativa: reduzir 0 consumo e os custos com</p><p>agua e energia e valorizar a consciencia ecol6gica.</p><p>Agua/energia: como 0 consumo de agua e energia eletrlca no</p><p>CME e muito grande, a escolha dos equipamentos e 0 desenho</p><p>das mstalacoes devem ser rigorosos, buscando por sistemas mais</p><p>eficientes, que cansumam menos energia e agua, 0 que vale para</p><p>qualquer outro aspecto que envolva material e tecnologia, como</p><p>forma de garantir a sustentabilidade para 0 arnblente" Nesse</p><p>sentido, a passibilidade de recidar a agua utilizada para a bomba</p><p>de vacuo e reaproveitar a sabra do tratamento de agua por</p><p>osmose reverse elou destilacao deve ser estudada.</p><p>Justificativa: proporcionar conforto termico aos</p><p>trabalhadores, favorecendo 0 usa de EPI e a reducao</p><p>de risco ocupacional.</p><p>venttlacao/exaustao/ar-condiclonado: em razao da quantidade</p><p>e do tipo de equipamentos utillzados, 0 CME e uma unidade</p><p>com temperatura elevada e a principal queixa dos trabalhadores</p><p>de enfermagem para a adesao ao usa de Equipamento de</p><p>Protecao Individual (EPI) e 0 desconforto terrnko. As areas</p><p>consideradas "suias" e "Ilrnpas" podem contar com sistema</p><p>de ar-condicionado, garantindo 0 nurnero de trocas de ar; as</p><p>areas onde estao instaladas as termolavadoras e as autoclaves</p><p>requerem atencao especial quanta a exaustao do vapor de agua</p><p>perto das</p><p>(Figuras 7 e 8):</p><p>conjunto de dois instrumentais de inox, com lu</p><p>mens de aproximadamente 4 mm. Possuem a fun</p><p>~aode aspirar os restos de fragmentos da catarata e</p><p>da solucao viscoelastica, apos a facoemulsificacao,</p><p>Figura 6. Caneta de facoernulslficacao (com ponteira).</p><p>• Caneta de facoemulsificacao (Figura 6): instru</p><p>mental constituido de material termorresistente</p><p>com dois lumens estreitos, urn para aspiracao e</p><p>outro para irrigacao. Possui cabo para conducao</p><p>dos comandos do aparelho facoemulsificador,</p><p>com urn conector na parte distal, que e ligado a</p><p>esse aparelho. Possui a funcao de emulsificar (Ii</p><p>quefazer) e aspirar 0 cristalino opaco (catarata),</p><p>Na extremidade, esta acoplada uma ponteira, que</p><p>e removivel,</p><p>TASS e urna reacao inflamat6ria aguda causada por</p><p>substancias nao infecciosas, que entram na camara</p><p>anterior do olho, resultando em danos a estrutura in</p><p>traocular, sobretudo ao endotelio corneano e a malha</p><p>trabecular", A TECD e a destruicao de mais de 50%</p><p>das celulas endoteliais da cornea e se manifesta, clini</p><p>camente, como descornpensacao pos-operatoria agu</p><p>da da cornea":".</p><p>As causas atribuidas ao processo de limpeza e este</p><p>rilizacao sao: presenca de toxin as no banho de ultras</p><p>som24•25, uso indevido de glutaraldeido para lavagem</p><p>do instrumental que sera autoclavado", impureza da</p><p>agua utilizada na autoclave", resquicios de solucao</p><p>viscoelastica deixados apes a limpeza e 0 enxague28•29;</p><p>uso de detergente em concentracao elevada (4%)21 e</p><p>residuos de cobre e zinco no instrumental submetido</p><p>a esterilizacao por plasma de acido peracetico+".</p><p>Os principais instrumentos delicados de oftalmo</p><p>logia sao:</p><p>As cirurgias oftalmologicas, sobretudo para extra</p><p>~ao da catarata, tern sido alvo de preocupacao relacio</p><p>nada ao processamento dos instrumentais cinirgicos,</p><p>em face dos varies relatos de danos causados ao pa</p><p>ciente, decorrentes de falhas na lavagem e na esterili</p><p>zacao de instrumentais.</p><p>As duas principais ocorrencias de eventos adver</p><p>sos no pos-operatorio imediato, decorrentes dessas</p><p>falhas, sao a sindrome t6xica do segmento anterior e</p><p>a destruicao t6xica das celulas endoteliais, conhecidas</p><p>pelas siglas em ingles TASSe TECD, respectivamente.</p><p>Instrumentais para cirurgia oftalmol6gica</p><p>(l) INSTRUMENTAL CIRURGICO DELICADO</p><p>Iustificativa. ha serras e perfuradores autoclava</p><p>veis. Entretanto, muitos motores e baterias nao podem</p><p>ser processados por meio do vapor umido, pois nao</p><p>toleram altas temperaturas e requerem 0 processa</p><p>mento por metodos a baixa temperatura.</p><p>Esterilizar os motores seguindo 0 rnetodo recomendado pelo</p><p>fabricante.</p><p>Justificativa: esse procedimento evita que equipa</p><p>mentos sejam encaminhados para uso com a bate ria</p><p>insuficiente para 0 tempo medio dos procedimentos</p><p>cirurgicos,</p><p>Encaminhar a bateria para 0 carregamento de carga. seguindo 0</p><p>rnetodo e a frequencla indicadas pelo fabricante.</p><p>Realizar a inspecao visual para observar a presence de residues</p><p>de sujidade e danos no aparelho e no acessorio. lubrlficar 0</p><p>equipamento com lubrificante hidrossoluvel e realizar testes de</p><p>funcionalidade. de acordo com a recornendacao do fabricante.</p><p>Baloes, conectores. rnanometros e dispositivos similares</p><p>necessitam ser testados quanta a funcionalidade e a integridade".</p><p>Justificativa: a verificacao da funcionalidade do</p><p>equipamento previne 0 encaminhamento para uso de</p><p>equipamentos ou acess6rios nao funcionais ou dani</p><p>ficados. A lubrificacao preserva a vida util do equipa</p><p>mento e garante sua funcionalidade.</p><p>Justificativa: esse procedimento evitara perdas ou</p><p>extravio de acess6rios e danos por avarias mecanicas,</p><p>Capitulo 7 Produtos especiais</p><p>106</p><p>Lavar 0 instrumental oftalrnologlco separado de outros</p><p>instrumentais.</p><p>Justificativa: evitar 0 ressecamento da materia 0[</p><p>ganica e faeilitar a rernocao na etapa de lavagem.</p><p>Lavar os instrumentos 0 mais precocemente possivel apes 0 uso.</p><p>Se nao for possivel, imergi-los em agua esterilizada ou destilada.</p><p>Justificativa: evitar 0 ressecamento da materia</p><p>organica nos canais internos da caneta de facoemul</p><p>sificacao,</p><p>Realizar pre-lirnpeza da caneta de facoemulsficacao, das canetas</p><p>de irriga~ao e aspiracso e das linhas de irrigacao e aspiracao, com</p><p>fluxo de 50 mL de agua destilada, imediatamente apes 0 usc,</p><p>antes de retira-las da sala operatoria'?"</p><p>Iustificativa: urn inventario deficitario induz ao</p><p>processamento inadequado, em decorrencia do tempo</p><p>insuficiente para processar os produtos diante da de</p><p>manda de procedimentos realizados no EAS.</p><p>Adquirir e manter um inventario suficiente de instrumentos para</p><p>permitir 0 tempo adequado para limpeza, esterillzacao e secagem</p><p>completas das caixas de instrumental.</p><p>Justificativa: 0 conhecimento dos profissionais</p><p>quanta aos riscos relacionados contribuira para redu</p><p>zir a probabilidade de falhas no processamento.</p><p>Educar 0 pessoal envolvido quanta aos riscos de TASSe TECD,</p><p>associados com residuos no instrumental drurgko process ado.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Figura 11.Injetor de lente intraocular.</p><p>~r-!".:~: .</p><p>t:.!!;;i'.</p><p>~j;;-.-, -</p><p>-::~ --_.. ---= .</p><p>lJj;~:~:..---'.-- - -</p><p>Injetores de lente intraocular (LIO) (Figura 11):</p><p>dispositivo de material termorresistente, utilizado</p><p>para injetar a LIO dentro do olho durante a cirur</p><p>gia para extracao da catarata.</p><p>•</p><p>Figura 10. Frasco coletor (cassete).</p><p>• Frasco coletor' (cassete) (Figura 10): dispositivo</p><p>de acrilico transparente que faz parte do conjunto</p><p>de linhas de irrigacao e aspiracao, que serve para</p><p>armazenar 0 conteudo aspirado durante a cirurgia</p><p>para extracao de catarata.</p><p>Figura 9. Linhas de irrigacao e aspiracao.</p><p>• Linhas de irrigacao e aspiracao (Figura 9): tubos</p><p>de silicone de aproximadamente 2,10 em de corn</p><p>primento e lumens de 10 mm de diametro, Pos</p><p>suem a funcao de irrigar 0 olho durante a eirurgia</p><p>e conduzir 0material aspirado para 0 cassete co</p><p>letor.</p><p>Figura 8. Caneta de aspiracao.</p><p>Figura 7.Caneta de irrigacao.</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriljia~ao «(ME)</p><p>107</p><p>Justificativa: nas circunstancias em que 0 produto</p><p>nao possa ser limpo, mesmo as tubulacoes termorre</p><p>sistentes podem ter a eficiencia de seu processamento</p><p>comprometida. Devido ao numero de processamen</p><p>tos, podem ser verificadas ocorrencias como desgas</p><p>te, colabamento, ressecamento e rachaduras, 0 que</p><p>favorece a perrnanencia de sujidade que nao podera</p><p>Optar por produtos descartaveis de uso individualizado,</p><p>sempre que for demonstrada a impossibilidade da limpeza de</p><p>canais internos ou quando houver relacao favoravel de custo e</p><p>beneffcio.</p><p>Utilizar, preferencialmente, tobulacoes termorresistentes.</p><p>Justificativa: 0 usa de produtos termorresistentes</p><p>permite a esterilizacao por calor umido, que e 0 me</p><p>todo mais eficiente, pela penetrabilidade associada ao</p><p>baixo custo e a acessibilidade.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Os produtos tubulares incluern todos os produtos</p><p>que apresentam lumens, como as borrachas de aspi</p><p>racao utilizadas para remover secrecoes e extensao de</p><p>silicone para lipoaspiracao, Aconfiguracao dos produ</p><p>tos tubulares caracteriza-se pela dificuldade de acesso</p><p>para limpeza e verificacao da eficiencia na face inter</p><p>na, 0 que pode comprometer a qualidade do proces</p><p>samento. A continua passagem de liquidos e materia</p><p>organics predispoe os produtos tubulares a formacao</p><p>de biofilmes, 0 que se transforma em urn desafio para</p><p>a eficiencia do processo.</p><p>Ch PRODUTOS TUBULARES</p><p>"~;:.-</p><p>Justificativa: esses itens nao toleram temperaturas</p><p>de esterilizacao por calor umido.</p><p>Esterilizar as canetas de facoernulsficacao, irriga~ao e aspiracao,</p><p>o frasco coletor e as linhas de irriga\ao e aspiracao por rnetodos</p><p>de baixa temperatura.</p><p>Enxaguar a caneta de facoernulsficacao com jato de agua sob</p><p>pressao, Repetir 0 processo ate a total desobstrucao do lumenJOJ1.</p><p>Justificativa: a pressao da agua ajudara a remover</p><p>eventuais residuos de materia organica e detergente.</p><p>Iustificativa: esse procedimento evita que a ponta</p><p>seja danificada, em caso de avaria ou queda.</p><p>Realizar a limpeza dos injetores de lente intraocular com a ponta</p><p>retraida, a maior parte do tempo do procedimento. Expor a ponta</p><p>apenas</p><p>portas"</p><p>Iustificativa: proporcionar ao trabalhador de en</p><p>fermagem conforto acustico e reducao de risco ocu</p><p>pacional.</p><p>Acustica: como boa parte dos materiais empregados no (ME</p><p>reflete bastante 0 som; 0 resultado e a presence de ruidos</p><p>nessa unidade. Alguns cuidados padem ajudar a reduzir esses</p><p>problemas, como 0 isolamento de areas que gerem mais ruidos</p><p>(por exernplo, a casa das rnaqulnas da autoclave), bancadas com</p><p>material amortecedor de sam sob 0 tampo, dutos de exaustao/</p><p>insuflamento de ar com isolamento ou atenuadores de som,</p><p>motores e compressores colo cad os fora do ambiente sempre que</p><p>possivel, pe-direito mais alto e adocao de equipamentos mais</p><p>efidentes e que produzam menor ruido"</p><p>Justificativa: proporcionar conforto visual aos</p><p>trabalhadores e maior eficiencia na inspecao dos pro</p><p>dutos.</p><p>lhminacao: 0 (ME deve ter boa Huminac;ao geral, alern da</p><p>especifica em algumas bancadas de trabalho, que requeiram</p><p>maior acuidade visual. A ilcrninacao natural e desejivel, tomando</p><p>os devidos cuidados de projeto".</p><p>Justificativa: proporcionar conforto ambiental e</p><p>melhorar 0 desempenho dos trabalhadores.</p><p>Cores: nao ha um padrao determinado, embora predominem as</p><p>cores daras; um estudo sabre cores a serem utilizadas no (ME</p><p>pode contribuir para 0 melhor desenvolvimento do trabalho</p><p>nesse ambiente".</p><p>Bancadas: destinam-se a realizacao de diversas atividades, algumas</p><p>leves ou administrativas, outras sujeitas a impactos e riscos; a</p><p>escolha do material deve ser adequada a natureza do trabalho a</p><p>ser realizado, a resistencia a limpeza umida e ao uso de produtos</p><p>saneantes; a altura deve proporcionar a postura ergonornka do</p><p>trabalhador de enterrnagern".</p><p>Iustificativa: garantir facilidade de manutencao e</p><p>maior durabilidade, assim como prevencao de riscos</p><p>ocupacionais.</p><p>Justificativa: garantir manutencao facilitada e</p><p>maior durabilidade.</p><p>Portas: devem ser de material duravel e resistente, po is estao</p><p>constantemente sujeitas a lavagem e impactos mecankos''.</p><p>Teto/forros: de todos os materiais empregados no CME,0 forro</p><p>talvez seja 0 unko que contribua para a reducao de ruidoso A</p><p>definicao se 0 forro sera removfvel ou nao equal 0 material a</p><p>ser uti Iizado e importante, uma vez que muitas lnstalacoes podem</p><p>estar sobre ele. Embora 0 teto nao seja uma area higienizada com</p><p>a mesma frequencia e intensidade que pisos e paredes, 0material</p><p>empregado deve permitir 0 grau de limpeza necessaria; nas areas</p><p>em que vapores estao presentes e podem entrar em cantata com</p><p>o forro, deve-se optar por um material irnperrneavel" Outro</p><p>aspecto importante a ser observado e a junc;ao perfeita das placas</p><p>do forro, eliminando vaos e frestas entre elas.</p><p>Justificativa: propiciar maiores facilidade de ma</p><p>nutencao e durabilidade.</p><p>Paredes: em areas rnolhadas ou em que as paredes sao</p><p>constantemente lavadas, deve-se optar por revestimentos</p><p>irnperrneaveis, sem porosidade e resistentes a abrasao. Areas</p><p>com movirnentacao de carros e regloes sujeitas a impactos de</p><p>carrinhos requerem protecao rnecanlca.</p><p>Iustificativa: propiciar maior facilidade de manu</p><p>tencao e maior durabilidade",</p><p>Justificativa: 0 trafego intenso de carros requer</p><p>que as rodizios sejam apropriados para ° tipo de piso</p><p>eo volume a ser transportado, os pisos antiderrapan</p><p>tes previnem os riscos de escorregoes e quedas.</p><p>Capitulo 1 Aspectos organizacionais do centro de material e esterllizacao</p><p>10</p><p>Independentemente das dimensoes e da localiza</p><p>~ao do CME, a area fisica deve permitir nao so 0 es</p><p>tabelecimento de fluxo continuo e unidirecional de</p><p>material, de forma a evitar 0 cruzamento de materiais</p><p>sujos com lirnpos e esterilizados'", mas tambem 0 de</p><p>pessoal, evitando que 0 trabalhador da area suja tran</p><p>site pelas areas limpas e vice-versa, sem 0 devido cui</p><p>dado de retirada dos EPI e da higienizacao das maos,</p><p>A existencia de barreiras fisicas entre as areas limp as e</p><p>sujas contribui para 0 estabelecirnento do fluxo unidi</p><p>recional.</p><p>as produtos para a saude utilizados nos procedi</p><p>mentos assistenciais pelas unidades consumidoras, e</p><p>DINAMICA E FLUXO NO CENTRO DE</p><p>MATERIAL E ESTERILlZA<;AO</p><p>Justificativa: facilitar aos trabalhadores a higiene</p><p>frequente das maos, procedimento eficaz para a segu</p><p>ranca do trabalhador e 0 controle de contaminacao</p><p>cruzada.</p><p>Emtodas as areas do eME devem estar disponiveis dispensadores</p><p>de solucao alco6lica em gel a 70%.</p><p>Justificativa: proporcionar condicoes adequadas</p><p>de trabalho</p><p>Preyeruma sala destinada ao periodo de descanso do trabalhador</p><p>durante a joirnada de trabalho, de acordo com a Consolidacao das</p><p>Leisdo Trabalho (CLT)13.</p><p>Garantir 0 espaco para lnstalacao desses ambientes.</p><p>Justificativa: proporcionar melhor organizacao e</p><p>condicoes adequadas para 0 desenvolvimento do tra</p><p>balho e atender a legislacao trabalhista.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>2. Deposito de material de limpeza (DML), que pode</p><p>ser comum para as areas "suja e limpa", desde que</p><p>o acesso seja externo;</p><p>3. Sala administrativa;</p><p>4. Area para manutencao das autoclaves, exceto</p><p>quando forem de barre ira.</p><p>1. Vestiario com sanitarios e chuveiros para funcio</p><p>narios;</p><p>A RDC nl! 50/200215, modificada pela RDC nl!</p><p>307/20028, determinava os seguintes ambientes de</p><p>apoio para 0 CME:</p><p>~;;-~AMBIENTES DE APOIO</p><p>.\.7</p><p>Justificativa: 0 usa de EPI e obrigat6rio aos tra</p><p>balhadores de enfermagem em razao dos riscos pre</p><p>sentes no CME, como exposicao a umidade, tempe</p><p>ratura, detergentes, materiais biol6gicos e produtos</p><p>qutmicos",</p><p>1. Na area de recepcao: uso de oculos de protecao,</p><p>mascara, luvas de procedirnento, avental e calca</p><p>do imperrneavel e antiderrapante. Os oculos de</p><p>protecao e a mascara podem ser substituidos por</p><p>mascara facial.</p><p>2. Na area de limpeza: 6culos de protecao, mascara,</p><p>luvas de borracha nitrilica ou butilica, de cano</p><p>longo, avental imperrneavel de manga longa, pro</p><p>tetor auricular tipo concha (se pertinente) e calca</p><p>do irnpermeavel antiderrapante.</p><p>3. Na area de inspecao, preparo e acondicionamento</p><p>dos produtos para saude: mascara, luvas de proce</p><p>dimento, protetor auricular, se necessario, e calca</p><p>do fechado.</p><p>4. Na sala de desinfeccao quirnica: 6culos de prate</p><p>cao, mascara compatfvel com a toxicidade do ger</p><p>micida, luvas de borracha de cano longo, avental e</p><p>calcado imperrneavel e antiderrapante.</p><p>S. Na area de esterilizacao: luvas de protecao terrnica</p><p>irnperrneavel,</p><p>o uso de EPI e definido pela RDC nl!15, de 15 de</p><p>marco de 20124,de acordo com a sala ou a area onde</p><p>as atividades sao realizadas:</p><p>SEGURAN<;A DO TRABALHADOR DO</p><p>CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZA<;AO</p><p>Parte I Centro de Material e Esterilizacao (CME)</p><p>11</p><p>Figura1. Fluxograma dos materiais utilizados na assistencia a saude processados no CME.</p><p>Distribulcao</p><p>Armazenamento dos</p><p>materiais esterilizados .</p><p>Esterilizacao</p><p>~</p><p>Pr~p~~oe·</p><p>acondldoriamento</p><p>L···..</p><p>Limpezae</p><p>.. secagem dos</p><p>materials</p><p>Recepc;ao</p><p>de materiais</p><p>descartaveis</p><p>Recepcao de</p><p>roupas e rnateriais</p><p>limpos</p><p>~.</p><p>Recep<;ao</p><p>de materiais</p><p>sujos</p><p>.~</p><p>Centro de Material e Esterillzacao</p><p>Unldades fomecedoras</p><p>As roupas limpas da lavanderia, como aventais e</p><p>campos cinirgicos, sao recebidas na area de preparo e</p><p>acondicionamento, inspecionadas quanta a integrida</p><p>de, presenerade corpos estranhos, manchas e sujidades,</p><p>dobradas e embaladas, de acordo com a padronizacao</p><p>adotada peIo EAS, e encaminhadas para a esteriliza</p><p>cao, 0 armazenamento e a distribuicao.</p><p>Os produtos para a saude encaminhados pelas</p><p>unidades consumidoras sao recebidos no expurgo,</p><p>limpos, secos, conferidos e separados conforme 0 tipo</p><p>(instrumentais cirurgicos, materiais de aeroinoxidavel,</p><p>primentos. Quando se tratar de materiais novos, nao</p><p>esterilizados e que requerem esterilizacao, sao rece</p><p>bidos na area de preparo para 0 acondicionamento</p><p>e posterior esterilizacao, armazenamento e distribui</p><p>erao.</p><p>Unidades consumidoras</p><p>as fornecidos pela lavanderia e almoxarifado, sao en</p><p>caminhados ao CME, onde sao processados seguindo</p><p>urn fluxo unidirecional (Figura l).</p><p>Os produtos a serem processados no CME vern</p><p>das unidades consumidoras - unidades de internacao,</p><p>ambulatorio, CC, centro obstetrico, endoscopia, labo</p><p>ratorio, radiologia, farrnacia - ou das unidades forne</p><p>cedoras, como lavanderia e almoxarifado, quando ma</p><p>teriais novas ou descartaveis nao foram previamente</p><p>esterilizados.</p><p>Os produtos fornecidos pelo almoxarifado, quan</p><p>do esterilizados e prontos para usa, devem ser arma</p><p>zenados em area propria que nao 0 CME, onde sao</p><p>controlados e distribuidos; alguns EAS designaram a</p><p>farrnacia para sua responsabilidade ou criaram uma</p><p>area propria, denominada unidade satelite ou de su-</p><p>Capitulo 1 Aspectos organizacionais do centro de material e esterllizacao</p><p>12</p><p>Lavaras areas do eME, semanalmente. com maqumas que efetuam</p><p>lavagem e aspiracao concomitantes, quando nolohouver ralos.</p><p>Realizara limpeza concorrente ou terminal ao final de cada plantao</p><p>ou jornada de trabalho. ou sempre que se fizer necessaria; todas</p><p>as areas do CME, superficies, bancadas e pias devem ser limpas e</p><p>organizadas; os itens utilizados na secagem dos materiais, sistema</p><p>de barreira esteril (embalagens) e outros itens desprezados devem</p><p>ser recolhidos, de acordo com a rotina estabelecida.</p><p>Remover 0 po com tecnica urnida de todas as superficies</p><p>horizontais do (ME (bancadas, mesas, m6veis, prateleira,</p><p>equipamentos e plso], no inicio de cada dia de trabalho.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>A limpeza das areas do eME deve proporcionar</p><p>a seus trabalhadores ambiente limpo e seguro para 0</p><p>desenvolvimento de suas atividades, e a garantia da</p><p>qualidade dos produtos para a saude que sao proces</p><p>sados nessa unidade. Medidas de limpeza ambiental</p><p>sao necessarias no inicio, durante e ao final de cada dia</p><p>de trabalho.</p><p>(;~ LIMPEZA AMBIENTAL DO CENTRO DE</p><p>MATERIAL E ESTERILIZA~AO</p><p>Justificativa: deterrninacao da RDC nil 15/2012\</p><p>para reduzir residue infectante, controle do risco ocu</p><p>pacional e contaminacao ambiental.</p><p>Os residuos de indicadores biol6gicos utilizados como centro Ie</p><p>e aqueles com resultados positivos devem ser submetidos a</p><p>tratamento previa antes de serem descartados como residuo</p><p>corrurrr',</p><p>Justificativa: comprovar a entrega do material em</p><p>condicoes seguras ao paciente, orientando como ma</p><p>terial inservivel para reuse.</p><p>Entregar 0 material explantado ao paciente, quando solicitado</p><p>formalmente, precedido da assinatura do termo de recebimento</p><p>e responsabilidade; a embalagem da esterilizacao devera ser</p><p>rompida e retida antes da entrega.</p><p>veis, de forma a garantir urn processo de reciclagem</p><p>adequado e sem riscos.</p><p>Iustificativa: a RDC nO 15, de 15 de marco de</p><p>20124, estabelece que a empresa de reciclagem deve ser</p><p>licenciada para esses materiais e que 0 service de saude</p><p>mantenha registro dos itens que foram encaminhados;</p><p>fica praibida a entrega desse tipo de material a coope</p><p>rativas ou empresas que recolhem materiais inservi-</p><p>Respeitar as deterrninacoes da ANV[SAno envio dos explantes</p><p>tratados e 0 instrumental cirLirgico considerado inservivel para</p><p>recictagem.</p><p>Justificativa: impedir a remontagem do produto e</p><p>impensavel reuso.</p><p>Nao acondicionar, na mesma embalagem, apos a esterilizacao, os</p><p>explantes constituidos de componentes desrnontaveis.</p><p>Justificativa: assegurar, ap6s 0 processo de esteri</p><p>lizacao, a isencao de risco biologico, quimico ou radio</p><p>logico desses residues.</p><p>Guardar os explantes. temporariamente. em setor a ser designado</p><p>pelo Comite de Processamento dos Produtos para Saude",</p><p>Praticas recomendadas</p><p>No gerenciamento de residuos do CME, os pro</p><p>dutos para saude oriundos de explantes devem ser</p><p>submetidos a processo de limpeza, seguida de esteri</p><p>Iizacao".</p><p>(,?) GERENCIAMENTO DE RESiDUOS,~,.</p><p>Iustificativa: assegurar a racionalizacao do traba</p><p>lho e 0 contrale de contaminacao cruzada.</p><p>Estabelecer um fluxo continuo e unidirecionai no processamento</p><p>dos produtos para a saude.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>vidro, materiais especificos como canulas, pe~as de</p><p>equipamentos, extensoes de borracha e equipamen</p><p>tos de ventilacao mecanica), encaminhados a area de</p><p>preparo e acondicionamento, onde sao inspecionados,</p><p>embalados, identificados e enviados a esterilizacao, ar</p><p>mazenamento e distribuicao.</p><p>Parte I Centro de Material e Esteriliza~ao (CME)</p><p>13</p><p>tecnico para planejamento, prograrnacao, elaboracao e</p><p>avallacao de projetos ffsicos de estabe[ecimentos assis</p><p>tenciais de saude. Diario Oficia[ da Republica Federativa</p><p>do Brasil, Brasilia (DF);2002.</p><p>9. Silva A. Organizacao do centro de material e esteriliza</p><p>cao, In: Graziano KU. Silva A, Psaltikidis EM, organizado</p><p>ras. Enfermagem em centro de material e esterilizacao.</p><p>Barueri (SP):Manole; 201l.</p><p>10. Silva A. Trabalhador de enfermagem na unidade centro</p><p>de material e os acidentes de trabalho. [tese de douto</p><p>rado]. Escola de Enfermagern, Universidade de Sao Pau</p><p>[0.Sao Paulo; 1996.</p><p>11. Sao Paulo. Leis, Resolucao SSnQ392, de 29 de junho de</p><p>1994. Aprova Norma Tecnica sobre a organizacao do</p><p>Centro de Material e noc;:6esde esteriltzacao. Sao Paulo</p><p>Diario Olicial do Estado, de 30/06/1994. Secao 1,p. 44.</p><p>12. Association for the Advancement of Medical Instru</p><p>mentation (AAMI). Technical information report n. 34.</p><p>Water for the reprocessing of medical devices. Arling</p><p>ton: Virginia; 2007.</p><p>13. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirurgl</p><p>co, Recuperacao Anestesica e Centro de Material e Este</p><p>rilizacao (SOBECC).Praticas recomendadas SOBECC. 5~</p><p>ed. Sao Paulo: SOBECC;2009.</p><p>14. Brasil. Norma Regulamentadora nQ32: seguranc;:ae saude</p><p>no trabalho em services de saude. Secao I. Portaria nQ</p><p>485, de 11de novembro de 2005. Diario Oficial da Re</p><p>publica Federativa do Brasil. Brasilia: Ministerio do Tra</p><p>balho e Emprego, 2005. [Acesso 2013jan 18]. Disponivel</p><p>em: www.trabalho.gov.br/[egislac;:ao/normas _regu[a</p><p>mentadoras/nr _32.pdf.</p><p>15. Brasil. Ministerio da Saude. Agencia Nacional de Vi</p><p>gilancia Sanitaria (ANVISA). Resolucao RDC nQ50, de</p><p>21 de fevereiro de 2002. Dispoe sobre 0 regu[amento</p><p>tecnico para planejamento, prograrnacao, elaboracao</p><p>e avallacao de projetos fisicos de estabelecimentos</p><p>assistenciais de saude, Brasilia, 2002. [Acesso 2013 jan</p><p>18]. Disponfvel em: http://www.anvisa.gov.br/[egis/</p><p>esol/2002/50 _02rde.pdf.</p><p>16. Lacerda RA. Ambiente de sa[a de operacoes: Fontes de</p><p>contammacao e relacao com lnfeccao em centro cirur</p><p>gico. In: Lacerda RA, coord. Controle de infeccao em</p><p>centro cirurglco: fitos, mitos e controversias, Sao Paulo:</p><p>Atheneu; 2003.</p><p>1. Association of periOperative Registered Nurses (AORN)</p><p>Recommended Practices Committee. Recommended</p><p>practices for sterilization in the perioperative practice</p><p>setting. AORN J. 2006;83(3):700-22.</p><p>2. Perkins JJ. Principles and methods of sterilization in</p><p>health sciences. 3,d ed. Springfield: Charles C. Thomas;</p><p>1982.</p><p>3. Brasil. Ministerio da Saude, Secreta ria Nacional de Orga</p><p>nizacao e Desenvolvimento de Servlcos de Saude. Nor</p><p>mas e padroes de construcoes e lnstalacoes de servlcos</p><p>de saude, Serle A: Normas e Manuals Tecnlcos, nQ4, 2~</p><p>ed. Brasilia; 1987. .</p><p>4. Brasil. Ministerio da Saude, Agenda Nacional de Vigilan</p><p>cia Sanitaria (ANVISA). Resolucao da Diretoria Colegiada</p><p>- RDC nQ15,de 15 de marc;:ode 2012. Dispoe sobre re</p><p>quisitos de boas praticas para 0 processamento de pro</p><p>dutos para saude e da outras provldenclas. Brasilia (DF);</p><p>D.o.U de 19/03/2012.</p><p>5. Lennington B. A organlzacao de urn departamento</p><p>de enfermagem em pequenos hospitais. An Enferm.</p><p>1954;7(40);402-16.</p><p>6. Salzano SDT, Silva A, Watanabe E. 0 trabalho do en</p><p>fermeiro no centro de material. Rev Paul Enferm.</p><p>1990;9(3):103-8.</p><p>7. Sao Paulo. Secretaria de Estado da Saude, Organizacao</p><p>do centro de material e nocoes de esterilizacao: grupo</p><p>de coordenacao para assuntos de enfermagem. Sao Pau</p><p>[0:Centro de Apoio ao Desenvolvimento de Asslstencia</p><p>Integra[ a Saude: 1993.</p><p>8. Brasil. Ministerio da Saude, Agenda Naclonal de Vigi</p><p>lancla Sanitaria (ANVISA). Resolucao RDC nQ307, de 14</p><p>de novembro de 2002. Dispoe sobre a regulamento</p><p>------------------------_._------</p><p>REFERENCIAS</p><p>Justificativa: reduzir a transferencia de carga de</p><p>microrganismos e de sujidade entre os ambientes.</p><p>Nao realizer a limpeza umida, com mopsem tratamento adequado</p><p>entre 0 usa de um local e outre".</p><p>Justificativa: assegurar</p><p>ambiente limpo, agradavel</p><p>e confortavel, e reduzir 0 risco de contaminacao cru</p><p>zada; conservar 0 patrirnonio.</p><p>Capitulo 1 Aspectos organizacionais do centro de material e esterilizacdo</p><p>14</p><p>Capacitar os profissionais do CME para a dasslticacao dos</p><p>produtos para a saude: os conceitos de microbiologia; 0</p><p>transporte dos produtos contaminados; os processos de limpeza,</p><p>desinteccao, prepare, inspecao, acondicionamento, sistema de</p><p>barreira esreril (embalagens), esterillzacao, funcionamento dos</p><p>equipamentos; monitoramento de processos por indicadores</p><p>quimicos, biol6gicos e ffsicos; rastreabilidade, armazenamento e</p><p>dlstrlbukao e rnanutencao da esterilidade do predate',</p><p>Justificativa: garantir a qualidade do processa</p><p>mento dos produtos para a saude e a responsabilidade</p><p>legal do pro fissional que os processou.</p><p>Assegurar que ° processamento de produtos para a saude seja</p><p>realizado, exclusivamente, por profissionais para os quais essas</p><p>atividades sejam regulamentadas pelos seus Conselhos de Classe',</p><p>c;~PRATICAS RECOMENDADAS</p><p>4>'</p><p>plexa, diferente das executadas no passado que, em</p><p>bora fossem artesanais, uma vez aprendidas nao ofe</p><p>reciarn maiores dificuldades. A cada ana tern surgido</p><p>novos produtos, de natureza e design os mais variados,</p><p>assim como novos equipamentos, cuja operacao re</p><p>quer urn trabalhador responsavel, habilitado e qualifi</p><p>cado, atualizado com frequencia, e que tenha interesse</p><p>e motivacao para 0 aprendizado constante',</p><p>Algumas decadas arras, quando os produtos para</p><p>a saude eram processados e esterilizados nas pr6prias</p><p>unidades onde 0 material era utilizado, nao existia a</p><p>preocupacao especifica com 0 preparo do pessoal para</p><p>trabalhar na atividade inerente ao processamento de</p><p>materiais. Quando 0 processamento de materiais, in</p><p>cluindo a esterilizacao, passou a ser centralizado no</p><p>Centro de Material e Esterilizacao (CME), 0 preparo</p><p>do pessoal passou a requerer atencao especial'.</p><p>Se no passado a despreocupacao com 0 preparo</p><p>de pessoal para atuar no CME era generalizada, assim</p><p>como as condicoes inadequadas do ambiente fisico e</p><p>dos equipamentos, atualmente os CME contarn com</p><p>tecnologia avancada, onde grande parte das tarefas</p><p>esta autornatizada, os equiparnentos de esterilizacao</p><p>estao modernos e sofisticados, 0 que, por sua vez, exige</p><p>urn gestor e trabalhadores qualificados.</p><p>o desenvolvimento do CME acornpanhou a evo</p><p>IU'Taotecnologica que cada vez mais exigiu e exige</p><p>materiais e produtos para intervir no corpo biologico</p><p>do hornern, seja no campo terapeutico, seja no campo</p><p>diagn6stico. Com a realizacao de procedimentos cada</p><p>vez mais delicados e sofisticados, 0 processamento de</p><p>produtos para a saude se tornou uma atividade com-</p><p>(;]) INTRODU~AO</p><p>, -',~--- ----- -------- ----- - - -------- - -- -_.-- _._-- ._. -- ----- _- -- .-._- _."._-- - -----------_---------_- - ---------.----------- -_._-- - -------------------------~----</p><p>ESlrulur~ d() capitulo</p><p>lntroducao</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Atividades desenvolvidas no CME</p><p>Atribuicoes do enfermeiro</p><p>Atribuicoes do tecnico de enfermagem/auxiliar de</p><p>enfermagem</p><p>----.--~----------~----------- -- - ------------------ --------------------------------_---_._- "</p><p>Atribulcoes do auxiliar administrativo e outros</p><p>Indicadores de recursos tecnico-operacionais para</p><p>limpeza, prepare, armazenamento e esterilizacao</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Referencias</p><p>Recursos humanos do centro' de</p><p>material e esteriliza~ao</p><p>Capitulo 2</p><p>15.</p><p>o enfermeiro, integrante da equipe de saiide, reu</p><p>ne 4S condicoes imprescindiveis para assumir a res</p><p>ponsabilidade pelo CME, uma vez que exerce todas as</p><p>atividades de enfermagem, incluindo a chefia do servi</p><p>~o e da unidade de enfermagem, a organizacao e a di</p><p>recao dos services de enfermagem e de suas atividades</p><p>tecnicas e auxiliares nos Estabelecimentos de Assisten</p><p>cia a Saude (EAS), assim como a planejamento, a or</p><p>ganizacao, a coordenacao, a execucao e a avaliacao dos</p><p>• Contribuir com as acces de programa de preven</p><p>craoe controle de eventos adversos em services de</p><p>saude, incluindo 0 controle de infeccao:</p><p>• Participar do dimensionamento de pessoal e da</p><p>definicao da qualificacao dos profissionais para</p><p>atuacao no CME;</p><p>• Orientar as unidades usuarias dos produtos para</p><p>saude processados pelo CME quanta ao transpor</p><p>te e ao armazenamento desses produtos;</p><p>• Avaliar a empresa terceirizada, segundo os crite</p><p>rios estabelecidos pelo Comite de Processamento</p><p>de Produtos para Sande.</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>•</p><p>• Coordenar todas as atividades relacionadas ao</p><p>processamento de produtos para a saude;</p><p>Avaliar as etapas dos processos de trabalho para</p><p>fins de qualificacao da empresa processadora,</p><p>quando existir terceirizacao do processamento;</p><p>Definir 0 prazo para recebimento pelo CME dos</p><p>produtos para saude que necessitem de processa</p><p>mento antes de sua utilizacao e que nao perten</p><p>cram ao service de saude;</p><p>Participar do processo de capacitacao, educacao</p><p>continuada e avaliacao do desempenho dos pro</p><p>fissionais que atuam no CME;</p><p>Propor os indicadores de controle de qualidade do</p><p>processamento dos produtos sob sua responsabi</p><p>lidade;</p><p>As atribuicoes do pro fissional responsavel pelo</p><p>CME, determinadas pela ROC nJ!15, de 15 de marcro</p><p>de 20122, incluem:</p><p>(i·) ATRIBUI~OES DO ENFERMEIRO</p><p>• Receber e separar os produtos para saude:</p><p>• Lavar os produtos para saude;</p><p>• Receber as roupas vindas da lavanderia;</p><p>.• Processar os produtos para saude e as roupas</p><p>(inspecao da limpeza, avaliacao da integridade e</p><p>funcionalidade, e escolha do sistema de barreira</p><p>esteril-> embalagem);</p><p>• Esterilizar os produtos para saude e as roupas, por</p><p>meio de metodos fisicos e/ou fisico-qulmicos;</p><p>• Realizar controles fisico, quimico e microbiologi</p><p>co e do' prazo de validade para uso dos produtos;</p><p>• Armazenar os produtos para saude e as roupas es</p><p>terilizadas livres da acao de eventos relacionados;</p><p>• Oistribuir os produtos para saude e as roupas es</p><p>terilizadas;</p><p>• 'Zelar pela protecao e pela seguranca dos opera</p><p>dores.</p><p>As atividades desenvolvidas pela equipe que atua</p><p>no CME, propostas pela SOBECC3, sao as seguintes:</p><p>t:;~ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO CME</p><p>'<j</p><p>Iustificativa: determinacao da RDC nQ 15/2012,</p><p>garantindo as condicoes para 0 profissional desenvol</p><p>ver seu trabalho com qualidade, responsabilidade e</p><p>conhecimento tecnico-cientifico,</p><p>A atuacao profissionaldeve ser exclusivanesta unidade durante</p><p>toda sua jornada de trabalho'.</p><p>Justificativa: assumir, perante a vigilancia sanita</p><p>ria, a responsabilidade tecnica pelo service de saude.</p><p>o (ME deve contar com urn "profissional responsavel, de nivel</p><p>superior, para coordenar todas as atividades relacionadas ao</p><p>processamento de produtos para a saude, de acordo com as</p><p>competencies profissionaisdefmidas em legislacaoespecfica'".</p><p>Iustificativa: deterrninacao da RDC n!!15/20122.0</p><p>conhecimento subsidia a uniformidade e a eficacia do</p><p>processamento dos produtos para a saude, a conserva</p><p>~ao dos materiais, a seguranca do paciente e dos pro</p><p>fissionais; garante a qualidade do processamento dos</p><p>materiais, fundamentada no conhecimento cientifico,</p><p>Capitulo 2 Recursos humanos do centro de material e esterilizacao</p><p>16</p><p>o tecnico e 0 auxiliar de enfermagem sao pro</p><p>fissionais que fazem parte da equipe de enfermagem</p><p>do CME, exercendo atividades de nivel medic, pre</p><p>vistas no POP, sob orientacao e supervisao do en</p><p>ferrneiro".</p><p>ATRIBUI~OES DO TECNICO DE</p><p>ENFERMAGEMI AUXILIAR DE</p><p>ENFERMAGEM</p><p>Justificativa: realizar as atividades no CME com</p><p>qualidade, responsabilidade e conhecimento tecnico</p><p>-cientifico.</p><p>VII.Definir criterios de utilizacao de materiais que nao</p><p>pertencam ao service de saude, tais como prazo de</p><p>entrada no CME, antes da utilizacao; necessidade,</p><p>ou nao, de reprocessamento, entre outros;</p><p>VIII.Participar das acoes de prevencao e controle de</p><p>eventos adversos no service de saude, incluindo 0</p><p>controle de infeccao:</p><p>IX. Garantir a utilizacao de Equipamentos de Prote</p><p>c;:aoIndividual (EPI), de acordo com 0 ambiente</p><p>de trabalho do CME, ou da empresa processadora</p><p>de produtos para saude,</p><p>X. Participar do dimensionamento e da definicao</p><p>da qualificacao necessaria</p><p>aos profissionais para</p><p>atuacao no CME, ou na empresa processadora de</p><p>produtos para saiide;</p><p>XI. Promover capacitacao, educacao permanente e</p><p>avaliacao de desempenho dos profissionais que</p><p>atuam no CME, ou na empresa processadora de</p><p>produtos para saude,</p><p>XII.Orientar e supervisionar as unidades usuarias dos</p><p>produtos para saude, quanta ao transporte e ao</p><p>armazenamento dos mesmos;</p><p>Xlll.Elaborar termo de referencia, ou emitir parecer</p><p>tecnico relativo a aquisicao de produtos para sau</p><p>de, equipamentos e insumos a serem utilizados no</p><p>CME, ou na empresa processadora de produtos</p><p>para saiide;</p><p>XIV.Atualizar-se, continuamente, sobre as inovacoes</p><p>tecnol6gicas relacionadas ao processamento de</p><p>produtos para saude,</p><p>I. Planejar, coordenar, executar, supervisionar e</p><p>avaliar todas as etapas relacionadas ao processa</p><p>mento de produtos para saude, recepcao, limpeza,</p><p>secagem, avaliacao da integridade e da funcio</p><p>nalidade, preparo, desinfeccao ou esterilizacao,</p><p>armazenamento e distribuicao para as unidades</p><p>consumidoras;</p><p>II. Participar da elaboracao de Protocolo Operacional</p><p>Padrao (POP) para as etapas do processamento</p><p>de produtos para saude, com base em referencial</p><p>cientifico atualizado e normatizacao pertinente.</p><p>Os POP devem ser amplamente divulgados e estar</p><p>disponiveis para consulta;</p><p>III. Participar da elaboracao de sistema de registro</p><p>(manual ou informatizado) da execucao, monito</p><p>ramento e controle das etapas de limpeza e desin</p><p>feccao ou esterilizacao, bern como da manutencao</p><p>e do monitoramento dos equipamentos em uso</p><p>noCME;</p><p>IV. Propor e utilizar indicadores de controle de qua</p><p>lidade do processamento de produtos para saude,</p><p>sob sua responsabilidade;</p><p>V. Avaliar a qualidade dos produtos fornecidos por</p><p>empresa processadora terceirizada, quando for 0</p><p>caso, de acordo com criterios preestabelecidos;</p><p>VI. Acompanhar e documentar, sistematicamente, as</p><p>visitas tecnicas de qualificacao da operacao e do</p><p>desempenho de equipamentos do CME, au da</p><p>empresa processadora de produtos para saude;</p><p>services de assistencia de enfermagem; e 0 pro fissional</p><p>que recebe na sua formacao academics, tanto nos cur</p><p>sos de graduacao como de pos-graduacao, conteudos</p><p>especificos sabre as boas praticas para 0 processamen</p><p>to de produtos para a saude.</p><p>o Conselho Federal de Enfermagem (COFEn),</p><p>considerando a Lei do Exerdcio da Enfermagem, os</p><p>termos da RDC n2 15/20122, e a necessidade de re</p><p>gulamentar no ambito nacional as atribuicoes dos</p><p>membros da equipe de Enfermagem em CME, ou em</p><p>empresas processadoras de produtos para saude, de</p><p>termina ao enfermeiro, par meio da Resolucao n2424,</p><p>de 19 de abril de 2012\ as seguintes atribuicoes:</p><p>Parte I Centro de Material e EsteTiliza~ao (CME)</p><p>17</p><p>1. Silva A. Organizacao do centro de material e esteriliza</p><p>cao, In: Graziano KU, Silva A, Psaltiktdis EM, organizado</p><p>ras. Enfermagem em centro de material e esterilizacao.</p><p>Barueri (SP):Manole; 2011.</p><p>2. Brasil.Ministerio da Saude,Agencia Nacional de VigHancia</p><p>Sanitaria(ANVISA).Resolocaoda Diretoria Colegiada - RDC</p><p>~ 15,de 15de marco de 2012.Dispoe sabre requisitos de</p><p>boas praticasparaa processamento de produtos parasaude</p><p>e da outras providendas, Brasilia(DF),D.O.Ude 19/03/2012.</p><p>3. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirurgko,</p><p>Recuperacao Anestesica e Centro de Material e Esteriliza</p><p>cao {SOBECq.PraticasrecomendadasSOBECC.9ed.;2009.</p><p>4. Conselho Federal de Enfermagem (COFEn).Resolucao nQ</p><p>424, de 19 de abril de 2012.Normatiza as arribuicoes dos</p><p>profissionais de Enfermagem em Centro de Material e Es</p><p>terilizacao e em empresasprocessadorasde produtos para</p><p>saode. DOU de 23/04/2012. [Acesso 2013jan. 18].Disponi</p><p>vel em: http://site.portaicofen.gov.br/node/8990.</p><p>5. Graziano KU, Lacerda RA, Turrini RTN, Bruna CQM, Silva</p><p>CPR,Schmitt C,et al. Indicadores de avahacaodo processa</p><p>menta de artigos odonto-medico-hospitalares elaboracao</p><p>e validacao. RevEscEnferm USP.2009; 43 (Esp2J:1174-80.</p><p>A</p><p>REFERENCIAS</p><p>Iustificativa: monitorar °CME quanta aos recur</p><p>sos tecnico-operacionais no processamento de produ</p><p>tos para a saude.</p><p>Implantar indicadores de qualidade de processamento de</p><p>materiais utilizados na assistencia a saude (Iimpeza, preparo/</p><p>acondicionamento, esterihzacao/ guarda/ distribuicao] como</p><p>ferramenta gerencial do (ME.</p><p>Praticas recomendadas</p><p>Os indicadores de avaliacao referentes it limpeza,</p><p>ao preparo, ao armazenamento, a esterilizacao, a guar</p><p>da e a distribuicao estao apresentados no conteudo</p><p>dos capitulos especificos.</p><p>nQde componentes do indicador em</p><p>____ c_o_n_fo_r_m_i_d_ad_e_e_a_._p_li_c_av_e_isx 100</p><p>total de componentes do indicador</p><p>aplicaveis no CME sob avaliacao</p><p>A formula para a indicador de conformidade de</p><p>cada etapa de processamento e:</p><p>Graziano et al." propuseram as indicadores de</p><p>qualidade para a CME, par meio de "urn estudo me</p><p>todologico de elaboracao e validacao de medidas de</p><p>avaliacao em saude" Fundamentados na literatura</p><p>teorico-cientifica, elaboraram oito indicadores de</p><p>qualidade que avaliam as etapas do processamento de</p><p>materiais utilizados na assistencia a saiide (lirnpeza,</p><p>preparol acondicionamento, esterilizacao/ guardal dis</p><p>tribuicao), sendo tres relatives a limpeza dos produ</p><p>tos, tres relacionados ao preparo e acondicionamento</p><p>e dais ao processo de esterilizacao. Esses indicadores</p><p>abrangem tres dimensoes de avaliacao de qualidade:</p><p>estrutura, processo e resultado. Cada indicador apre</p><p>senta os componentes a serem avaliados, a forma de</p><p>obtencao das informacoes e a formula de calculo da</p><p>medida de conformidade. 0 instrumento proposto foi</p><p>julgado por seis enfermeiros com experiencia na area</p><p>de CME. "Todos os indicadores obtiveram consenso</p><p>favoravel (IYC minima ~ 0,75) para representativida</p><p>de e aplicabilidade"</p><p>Para a obtencao das informacoes dos componen</p><p>tes avaliados, foram utilizadas a entrevista (E), a inspe</p><p>crao(I) eo registro (R).</p><p>INDICADORES DE RECURSOS</p><p>TECNICO~OPERACIONAIS PARA</p><p>lIMPEZA, PREPARO, ARMAZENAMENTO</p><p>E ESTERILlZA~AO</p><p>•</p><p>•</p><p>Digitar comunicados, escalas de service e de ferias,</p><p>Digitar listagens de caixas cinirgicas,</p><p>Digitar listagem de rotinas, entre outros.</p><p>•</p><p>• Efetuar pedidos de produtos de consumo;</p><p>o auxiliar administrativo e a mensageiro do CME</p><p>sao as elos entre a ambiente externo e interno do se</p><p>tor, indispensaveis para a efetiva comunicacao com as</p><p>demais setores da instituicao',</p><p>As atividades desenvolvidas par esses trabalhadores</p><p>sao determinadas pelas necessidades de cada service;</p><p>geralmente sao atribuicoes do auxiliar administrativo':</p><p>(£j ATRIBUI~OES DO AUXILIAR</p><p>ADMINISTRATIVO E OUTROS</p><p>Capitulo 2 Recursos humanos do centro de material e esterilizacao</p><p>18</p><p>monitoramento do processo, alem de reduzir a exposi</p><p>yao dos profissionais a riscos ocupacionais biologicos+'.</p><p>Nenhum produto para saude pode ser desinfeta</p><p>do ou esterilizado sem que antes seja adequadamente</p><p>limpo. Apresenca de residues organicos (sangue, soro,</p><p>secrecoes, fezes, fragmentos de tecidos, biofilmes de</p><p>elevada carga microbiana) e inorganicos (minerais,</p><p>gesso, resinas e produtos quimicos) compromete a</p><p>eficiencia do processamento de diversas formas, em</p><p>especial atuando como barreira fisica e impedindo a</p><p>ac;:aodo agente desinfetante e esterilizante'".</p><p>A carga microbiana presente no produto para a</p><p>saiide, tambern denominada bioburden, e variavel</p><p>em decorrencia da conformacao e do sitio corporal</p><p>onde 0 material foi utilizado. Estudos verificaram que</p><p>a carga microbiana de instrumentos utilizados nas</p><p>areas corporais estereis era relativamente baixa (cerca</p><p>de 101 UFC - unidades formadoras de colonia - por</p><p>instrumento), enquanto nos utilizados em areas nao</p><p>estereis a carga era alta (lOs a 1010 UFC por instru</p><p>menta), e houve maior carga microbiana nos lumens</p><p>que nas superficies externas dos materiais. A Iimpeza</p><p>eficiente pode diminuir a carga de microrganismos</p><p>em 99,99%, au seja, reducao de quatro logaritmos do</p><p>bioburden presente no material'r=".</p><p>Enxague e secagem</p><p>Minimiza<;aodo risco biol6gico ocupacional associado</p><p>aos processes de lirnpeza</p><p>Controle dos processes de limpeza</p><p>Manutencao da qualidade do instrumental cinirgico</p><p>Indicadores</p>