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<p><p>Características gerais da soja</p><p>Fenologia</p><p>“Estudo dos eventos periódicos da vida vegetal em função de sua</p><p>reação as condições ambientais e sua correlação com os</p><p>aspectos morfológicos, fisiológicos e bioquímicos da planta”.</p><p>Escala</p><p>fenológica</p><p>✓ Determinação da influência dos fatores bióticos e abióticos;</p><p>✓ Estratégias de manejo e tomada de decisão;</p><p>✓ Segurança e precisão nas ações de manejo;</p><p>✓ Comparação de resultados de pesquisa;</p><p>✓ Zoneamento climático: períodos críticos;</p><p>✓ Correlação entre elementos fisiológicos e fitotécnicos.</p><p>Acúmulo total de</p><p>matéria seca em</p><p>diferentes partes</p><p>da planta de soja.</p><p>Crescimento</p><p>mais lento</p><p>Crescimento</p><p>mais rápido</p><p>(logaritmo)</p><p>Crescimento</p><p>estacionário</p><p>Escala de tempo</p><p>depende</p><p>✓ Função: cultivar, ano, região, solo, época cultivo, etc.</p><p>✓ Redução da eficiência na utilização de insumos.</p><p>✓ Equívocos nas etapas de definição do rendimento.</p><p>Na fase vegetativa, uma</p><p>folha é considerada</p><p>completamente</p><p>desenvolvida quando os</p><p>bordos do trifólio superior</p><p>(acima) a ele não estão mais</p><p>se tocando.</p><p>Subdivisão dos</p><p>estádios</p><p>Estádio VE</p><p>✓ Período de emergência da plântula, onde os cotilédones ficam</p><p>acima do solo, o que a caracteriza como germinação epígea.</p><p>✓ Neste momento, a presença de pombas na área pode levar a uma</p><p>redução do estande.</p><p>✓ É um período crítico também ao ataque de patógenos e pragas de</p><p>solo.</p><p>Estádio VE</p><p>✓ A duração dessa fase pode variar devido a temperatura.</p><p>Normalmente a duração é de 4 a 7 dias, porém, em clima frio, a</p><p>emergência das plantas pode atrasar.</p><p>✓ Nesta fase, é o momento de ver a eficácia do tratamento de</p><p>sementes.</p><p>Estádio VE</p><p>Manejo em VE</p><p>✓ Cuidado com o ataque de pragas como a lagarta-elasmo, lagarta-</p><p>rosca, coró e percevejo-castanho. Elas podem prejudicar os</p><p>cotilédones.</p><p>✓ Nesse estádio, eles transferem nutrientes para as plantas até</p><p>a formação das folhas verdadeiras.</p><p>Estádio VC</p><p>O estádio VC é o cotiledonar, onde os</p><p>cotilédones estão totalmente abertos.</p><p>Isso ocorre quando as bordas das folhas</p><p>unifolioladas não se tocam.</p><p>Esta fase dura entre 3 e 10 dias.</p><p>Estádio VC</p><p>Ela começa com a formação</p><p>de colônias das bactérias</p><p>fixadoras de nitrogênio,</p><p>para formação de nódulos.</p><p>Manejo</p><p>✓ Assim como no estádio anterior, pragas de solo também causam</p><p>danos. Entretanto, outras pragas como lagarta-da-soja e a falsa-</p><p>medideira podem persistir ou aparecer até o final do ciclo da cultura.</p><p>✓ Fungos e bactérias de solo que causam tombamento da soja são</p><p>umas das principais preocupações.</p><p>✓ Estes fungos e bactérias podem afetar dos estádios VC até V2.</p><p>Eles causam morte das</p><p>plantas e consequente</p><p>redução dos estandes. Por</p><p>isso, há queda de</p><p>produção. Os que mais</p><p>causam danos são:</p><p>✓ Botrytis;</p><p>✓ Cercospora;</p><p>✓ Colletotrichum;</p><p>✓ Fusarium;</p><p>✓ Phoma;</p><p>✓ Phytophtora;</p><p>✓ Pythium;</p><p>✓ Rhizoctonia;</p><p>✓ Pseudomonas;</p><p>✓ Xanthomonas.</p><p>Fungos</p><p>bactérias</p><p>fitopatogênicas</p><p>Plântulas com</p><p>sintomas típicos</p><p>(lesões</p><p>deprimidas</p><p>marrom-</p><p>avermelhadas</p><p>no hipocótilo</p><p>tombamento de</p><p>pós-</p><p>emergência)</p><p>com ataque de</p><p>Rhizoctonia</p><p>solani</p><p>Estádio V1</p><p>É estádio quando o primeiro nó foliar se</p><p>forma na planta.</p><p>Somente nele as folhas são unifolioladas e</p><p>opostas nas plantas.</p><p>O início deste estágio é definido quando os</p><p>bordos dos folíolos da primeira folha</p><p>trifoliolada não estiverem mais se tocando.</p><p>Estádio V1</p><p>Manejo em V1</p><p>✓ Algumas doenças foliares podem começar a aparecer neste estádio</p><p>fenológico da soja, e podem se prolongar até os estádios</p><p>reprodutivos.</p><p>✓ Os principais exemplos são: míldio; mancha-parda; mancha-alvo;</p><p>antracnose; crestamento bacteriano; mofo-branco e viroses.</p><p>✓ Desde este momento até o final do ciclo da soja, prestar atenção</p><p>também na ferrugem asiática da soja. O controle da doença deve</p><p>ser feito para evitar grandes perdas de produção.</p><p>Estádio V2</p><p>O estádio V2 acontece quando</p><p>o segundo nó foliar é formado e o</p><p>primeiro trifólio está completamente</p><p>desenvolvido.</p><p>Para caracterizar o completo</p><p>desenvolvimento, deve ser possível</p><p>observar as bordas do segundo</p><p>trifólio não se tocando mais.</p><p>Estádio V2</p><p>Os nódulos se tornam visíveis nas</p><p>raízes das plantas e começam a</p><p>suprir as plantas com nitrogênio.</p><p>Nódulos radiculares em uma</p><p>planta de soja no estádio V2; no</p><p>detalhe, um nódulo ativo fatiado,</p><p>com coloração vermelha típica.</p><p>Em condições de campo, a</p><p>formação de nódulos pode ser</p><p>vista logo após a emergência</p><p>(VE), porém, a fixação de</p><p>nitrogênio de maneira mais</p><p>ativa começa próximo aos</p><p>estádios V2 a V3.</p><p>Depois disso, o número de</p><p>nódulos formados e a</p><p>quantidade de nitrogênio fixada</p><p>aumenta até aproximadamente</p><p>R5.5 (no meio de R5 e R6),</p><p>quando diminui bruscamente.</p><p>O número total de nódulos</p><p>radiculares que se forma</p><p>diminui proporcionalmente</p><p>com as quantidades</p><p>crescentes de N aplicado.</p><p>Além disso, o adubo</p><p>nitrogenado aplicado a uma</p><p>planta de soja com nódulos</p><p>ativos os tornará inativos ou</p><p>ineficientes, proporcionalmente</p><p>à quantidade de N aplicada.</p><p>Assim, a planta de soja pode</p><p>utilizar tanto o N fixado pelas</p><p>bactérias quanto o N existente</p><p>no solo (mineralizado e N do</p><p>fertilizante), porém, o N do</p><p>solo é mais utilizado que o N</p><p>fixado, se disponível em</p><p>grandes quantidades.</p><p>No estádio V2 as raízes laterais</p><p>proliferam-se rapidamente nos</p><p>primeiros 15 cm de solo entre</p><p>as linhas de plantas.</p><p>No estádio V5 já ocupam</p><p>completamente o solo situado</p><p>entre as linhas. Em razão</p><p>dessas raízes estarem</p><p>crescendo perto da superfície</p><p>do solo, o cultivo para controlar</p><p>plantas daninhas deve ser raso.</p><p>Estádio V2</p><p>Os cotilédones começam a</p><p>ficar amarelados e caem</p><p>entre V2 e V4.</p><p>Isso acontece devido ao</p><p>início da autonomia das</p><p>plantas em suprir as</p><p>necessidades</p><p>nutricionais pelo</p><p>desenvolvimento foliar e</p><p>radicular.</p><p>Manejo em V2</p><p>✓ Monitore plantas daninhas, insetos e doenças característicos do</p><p>início do ciclo da cultura (Período critico para controle de plantas daninhas, Van Acker</p><p>et al. (1993) constataram que, em média, a cultura da soja deve estar livre de competição entre</p><p>os 9 e 38 dias após a sua emergência. Esses autores ainda salientam que, normalmente o</p><p>período crítico é referido em dias e não ao estádio da cultura, o que limita a sua aplicação).</p><p>✓ Aplique herbicidas pós-emergentes, se necessário.</p><p>✓ Se a nodulação for efetivamente estabelecida a aplicação de</p><p>fertilizantes nitrogenados não se fará necessária.</p><p>Estádio V3-V4</p><p>✓ O estádio acontece com o terceiro nó foliar e segunda</p><p>folha trifoliolada (V3), e com o quarto nó foliar e terceira</p><p>folha trifoliolada (V4).</p><p>✓ Nestes estádios fenológicos, principalmente em V4, ocorre maior</p><p>acúmulo de matéria seca e nutrientes na parte aérea.</p><p>Manejo em V3-V4</p><p>✓ Verificando a presença de plantas daninhas em quantidade</p><p>prejudicial, é o momento de fazer controle pós-emergente. Faça isso</p><p>antes que ocorra fechamento de linhas.</p><p>✓ Como a fixação está com início de desenvolvimento entre V2 e V4,</p><p>uma estratégia de manejo é a aplicação foliar de cobalto e</p><p>molibdênio.</p><p>Embora considerados micronutrientes,</p><p>estes são essências para o processo de</p><p>fixação biológica de nitrogênio, sendo que</p><p>o Co participa na síntese de cobamida e</p><p>da leghemoglobina nos nódulos,</p><p>enquanto o Mo participa como cofator nas</p><p>enzimas nitrogenase, redutase do nitrato e</p><p>oxidase do sulfeto, além de estar</p><p>intimamente relacionada com o transporte</p><p>de elétrons durante as reações</p><p>bioquímicas (SFREDO; OLIVEIRA, 2010).</p><p>Pesquisas de longo prazo</p><p>realizadas com soja no Brasil</p><p>recomendam uma dosagem</p><p>de 12 a 25 g ha-1 de Mo e 2</p><p>a 3 g ha-1 de Co aplicados na</p><p>mistura com o inoculante</p><p>(Bradyrhizobium) nas</p><p>sementes de soja na</p><p>semeadura ou via foliar na</p><p>mesma dosagem, em até 15</p><p>dias após a semeadura.</p><p>Pesquisas de longo prazo realizadas com soja no Brasil recomendam</p><p>uma dosagem de 12 a 25 g ha-1 de Mo e 2 a 3 g ha-1 de Co aplicados</p><p>na mistura com o inoculante (Bradyrhizobium)</p></p><p><p>nas sementes de soja</p><p>na semeadura ou via foliar na mesma dosagem, em até 15 dias após</p><p>a semeadura.</p><p>Planta de soja no</p><p>estádio V3.</p><p>Planta de soja no</p><p>estádio V5.</p><p>Estádio V5-V6</p><p>✓ Até V5 e V6, a duração para formação de um novo trifólio dura de 5</p><p>a 6 dias. Isso acontece porque parte da energia é utilizada também</p><p>para a formação das raízes.</p><p>✓ Após este período, a duração para formação das folhas entre 3 a 4</p><p>dias, em condições ideais.</p><p>Manejo em V5-V6</p><p>✓ Em V5 e V6, alguns produtores já têm utilizado como estratégia de</p><p>manejo a primeira aplicação de fungicidas. Isso ajuda a manter a</p><p>saúde das folhas.</p><p>✓ Nestes estádios, pragas desfolhadoras e fungos que atacam as</p><p>folhas são prejudiciais pois reduzem a área foliar. Como</p><p>consequência, diminuem a produção de fotossíntese, que gera</p><p>energia para as plantas.</p><p>Estádio VN</p><p>Com o desenvolvimento foliar ocorrendo, são definidos os estádios V7,</p><p>V8, V9 e assim por diante, conforme descrito nos estádios anteriores.</p><p>O estádio vegetativo da soja irá cessar após a primeira flor surgir,</p><p>iniciando o início dos estádios reprodutivos.</p><p>Na fase vegetativa, uma</p><p>folha é considerada</p><p>completamente</p><p>desenvolvida quando os</p><p>bordos do trifólio superior</p><p>(acima) a ele não estão mais</p><p>se tocando.</p><p>Estádios</p><p>reprodutivos</p><p>Diferente do estádio vegetativo, que varia conforme a cultivar e clima, o</p><p>reprodutivo vai de R1 a R8, independente de outras variáveis.</p><p>De modo geral, são 4 fases dentro do estádio reprodutivo da soja:</p><p>✓ R1 e R2: florescimento;</p><p>✓ R3 e R4: formação de vagens;</p><p>✓ R5 e R6: desenvolvimento dos grãos;</p><p>✓ R7 e R8: maturação da planta.</p><p>Estádio R1</p><p>O primeiro estádio</p><p>reprodutivo inicia com a floração.</p><p>Ela ocorre com o aparecimento da</p><p>primeira flor aberta na em qualquer</p><p>nó presente na haste principal da</p><p>planta.</p><p>Estádio R1</p><p>Plantas indeterminadas começam a</p><p>florescer no terço médio ou inferior e</p><p>florescem de baixo para cima.</p><p>Plantas de hábito determinado iniciam o</p><p>florescimento em um dos quatro nós</p><p>apicais e, em seguida, a floração</p><p>prossegue para cima e para baixo na</p><p>haste.</p><p>As plantas em R1 estão com</p><p>38 a 46 cm de altura e</p><p>apresentam-se nos estádios</p><p>vegetativos V7 a V10 (7 a 10</p><p>nós completamente</p><p>desenvolvidos).</p><p>Estádio R1</p><p>O florescimento em um rácemo ocorre da base para o topo. Dessa</p><p>forma, as vagens da base do rácemo são sempre mais maduras que</p><p>as vagens do ápice.</p><p>O florescimento e a frutificação ocorrem principalmente em rácemos</p><p>primários, mas os rácemos secundários podem se desenvolver ao lado</p><p>do rácemo primário na mesma axila.</p><p>Estádio R1</p><p>✓ O florescimento atinge o auge entre os estádios R2.5 e R3,</p><p>completando-se ao redor do estádio R5.</p><p>✓ Em R1, as taxas de crescimento vertical da raiz aumentam</p><p>incisivamente e permanecem relativamente altas nos estádios R4 a</p><p>R5.</p><p>✓ A proliferação de raízes secundárias e pelos radiculares até a</p><p>profundidade de 23 cm no solo também é grande durante esse</p><p>período, porém, as raízes nessa zona geralmente começam a se</p><p>degenerar depois disso.</p><p>Monitorar insetos e</p><p>doenças.</p><p>Aplicar inseticidas e</p><p>fungicidas foliares, se</p><p>necessário.</p><p>Manejo</p><p>em R1</p><p>Crescimento</p><p>determinado entre os</p><p>estádios R1 e R2 (8 a 10</p><p>nós).</p><p>Amostragem</p><p>de folhas</p><p>para análise</p><p>Crescimento</p><p>indeterminado entre os</p><p>estádios R2 e R3 (8 a 10</p><p>nós).</p><p>Amostragem</p><p>de folhas</p><p>para análise</p><p>Estádio R2</p><p>Em R2, a planta está em pleno florescimento.</p><p>A abertura das flores na haste principal pode</p><p>ocorrer simultaneamente com a fase R1 ou</p><p>um dia após. Isso acontece em caso de</p><p>plantas com hábito de crescimento</p><p>determinado, onde a floração ocorre</p><p>sincronizada.</p><p>Estádio R2</p><p>Caso as plantas tenham hábito de</p><p>crescimento indeterminado da abertura da</p><p>primeira flor, pode levar entre 2 e 7</p><p>dias dependendo das condições climáticas.</p><p>Manejo em R2</p><p>✓ Se 50% de folhas forem perdidas no estádio R2, o rendimento será</p><p>reduzido em aproximadamente 6%.</p><p>✓ Neste momento, a manutenção das flores na haste é a principal</p><p>preocupação.</p><p>✓ Portanto, insetos e fungos que possam causar queda das flores</p><p>devem ser controlados com uso de inseticidas e fungicidas.</p><p>Manejo</p><p>em R2</p><p>É entre R1 e R2, são coletadas as</p><p>folhas para realizar a análise foliar.</p><p>Nesse período, ocorre maior atividade</p><p>das bactérias fixadoras de nitrogênio,</p><p>que se mantém alta até R6, onde</p><p>atingem seu pico.</p><p>Estádio R3</p><p>O estádio R3 é caracterizado</p><p>pela formação das vagens com tamanho</p><p>de 5mm, em um dos últimos quatro nós da</p><p>haste principal.</p><p>As plantas apresentam-se com 58 a 81 cm</p><p>de altura.</p><p>Estádio R3</p><p>✓ As vagens em desenvolvimento localizam-se nos nós mais baixos</p><p>da haste principal, onde o florescimento se iniciou primeiro.</p><p>✓ Se as densidades de plantas forem adequadas, o rendimento (peso</p><p>total de sementes) pode ser dividido em três componentes: o</p><p>número total de vagens produzidas por planta, o número de</p><p>sementes produzidas por vagem e o peso por semente (tamanho da</p><p>semente).</p><p>Manejo em R3</p><p>Os limites superiores para o número de sementes por vagem e</p><p>tamanho da semente são definidos geneticamente, porém, esses dois</p><p>componentes ainda podem variar o suficiente para produzir aumentos</p><p>consideráveis de rendimento.</p><p>A produção excedente de flores e vagens e o longo período de</p><p>florescimento (de R1 a R5) é desejável, pois permite um certo grau de</p><p>escape a pequenos períodos de estresse.</p><p>Manejo em R3</p><p>Identificar se há estresse hídrico, o qual afeta a formação das vagens.</p><p>Caso utilizar irrigação, tal prática é crítica neste estádio fenológico da</p><p>cultura.</p><p>Assim como estresses, deste estádio para frente, ataque de pragas e</p><p>doenças devem ser monitoradas cuidadosamente (afetam</p><p>o desenvolvimento das vagens): Mela; Mofo-branco; Seca da haste e</p><p>da vagem; Podridão parda da haste; e Podridão radicular.</p><p>Estádio R4</p><p>Em R4, há a presença de uma vagem</p><p>com no mínimo 2 cm localizada em um</p><p>dos últimos quatro nós da haste</p><p>principal.</p><p>Estádio R4</p><p>✓ Ainda, há início do acúmulo de matéria seca pelas vagens, que vai</p><p>até a fase final do estádio fenológico R5.</p><p>✓ As plantas em R4 apresentam-se com 70 a 100 cm de altura e</p><p>estão nos estádios V13 a V20.</p><p>✓ Este período é caracterizado pelo rápido crescimento da vagem e</p><p>pelo início do desenvolvimento da semente.</p><p>Estádio R4</p><p>✓ O período compreendido entre R4 e logo após R5.5 é um período</p><p>de rápida e constante acumulação de matéria seca pelas vagens.</p><p>✓ Algumas vagens localizadas nos nós mais inferiores da haste</p><p>principal já se encontram com o seu tamanho final ou próximo dele,</p><p>porém, a maioria atingirá esse tamanho no estádio R5.</p><p>Estádio R4</p><p>As últimas flores que ocorrem na</p><p>planta localizam-se na extremidade</p><p>da haste principal, onde surge um</p><p>rácemo floral. Esse rácemo consiste</p><p>de flores axilares agrupadas na</p><p>extremidade da haste. O</p><p>florescimento nos nós superiores</p><p>dos ramos também ocorre por último</p><p>na planta.</p><p>E</p><p>s</p><p>tá</p><p>d</p><p>io</p><p>R</p><p>4</p><p>Manejo em R4</p><p>✓ O estádio R4 marca o início do período mais crítico de</p><p>desenvolvimento da planta quanto à determinação do rendimento</p><p>em sementes.</p><p>✓ Estresse (umidade, luz, deficiências nutricionais, geada,</p><p>acamamento ou desfolha), ocorrendo a qualquer momento entre os</p><p>períodos de R4 a logo após R6 reduzirá mais a produção do que a</p><p>ocorrência do mesmo estresse em qualquer outro período de</p><p>desenvolvimento.</p><p>Manejo em R4</p><p>O período de R4.5 (formação das últimas vagens) a aproximadamente</p><p>R5.5 é muito crítico porque o florescimento completa-se e não pode</p><p>ser compensado, uma vez que as vagens e sementes novas são mais</p><p>propensas a abortar sob estresse que as vagens e sementes mais</p><p>velhas.</p><p>Manejo em R4</p><p>✓ Deve-se monitorar insetos e doenças. Doenças no final do ciclo</p><p>podem reduzir a produtividade.</p><p>✓ A irrigação também é crucial nesse estádio, pois o pico de uso da</p><p>água pode atingir de 65 a 75 mm por semana.</p><p>Estádio R5</p><p>A planta atinge máxima altura, máximo</p><p>número de nós e máxima área foliar;</p><p>Alta taxa de fixação de nitrogênio</p><p>pelos nódulos radiculares.</p></p><p><p>Estádio R5</p><p>✓ Estádio em que a planta começa o início do enchimento dos grãos.</p><p>✓ Grão com 3 mm de comprimento em vagem num dos 4 últimos nós</p><p>da haste principal, com folha completamente desenvolvida.</p><p>✓ Início da formação dos grãos;</p><p>✓ Grãos com 0,3 cm de tamanho em um dos quatro nós superiores</p><p>da haste principal com a folha completamente desenvolvida.</p><p>Estádio R5</p><p>O início do enchimento de grãos ocorre em R5. Ele é subdividido em 5</p><p>fases, que correspondem a:</p><p>✓ R5.1: Grãos perceptíveis ao tato. Cerca de 10% de granação em</p><p>um dos quatro últimos nós da haste principal.</p><p>✓ R5.2: Cerca de 11% a 25% de granação em um dos quatro últimos</p><p>nós da haste principal.</p><p>✓ R5.3: Os grãos em R3 já possuem de 26% a 50% de granação em</p><p>um dos quatro últimos nós da haste principal.</p><p>Estádio R5</p><p>✓ R5.4: Vagem em um dos quatro últimos nós da haste principal, com</p><p>granação de 51% a 75%, caracteriza a fase R5.4.</p><p>✓ R5.5: Acima de 75% de granação em um dos quatro últimos nós da</p><p>haste principal.</p><p>Duração: 11 a 20 dias</p><p>Consumo Médio de Água: 7,5 mm/dia</p><p>Relação Fonte – Dreno: das folhas fisiologicamente maduras para vagens (80%),</p><p>folhas novas (15%) e raízes (5%).</p><p>Estádio R5</p><p>Fechamento do</p><p>enchimento de grãos</p><p>Manejo em R5</p><p>✓ Nesse estádio, doenças principais de final de ciclo tem seu início e</p><p>devem ser monitoradas, a citar, crestamento de</p><p>cercospora e mancha-parda.</p><p>✓ Durante todo o estádio fenológico R5, a atenção deve ser</p><p>para insetos sugadores como os percevejos. Se o ataque for no</p><p>início do enchimento, os grãos não se formam. Se for nas etapas</p><p>finais, há redução de tamanho e peso dos grãos.</p><p>Manejo em R5</p><p>✓ A demanda por água e nutrientes é alta ao longo do período de</p><p>enchimento das sementes.</p><p>✓ Durante todo esse período, as sementes adquirem</p><p>aproximadamente metade do seu N, P e K através da redistribuição</p><p>pelas partes vegetativas da planta, e aproximadamente metade</p><p>pela absorção do solo e atividade do nódulo (no caso do N).</p><p>Manejo em R5</p><p>Se ocorrer 100% de desfolha (devido a granizo, por exemplo) entre os</p><p>estádios R5 e R5.5, o rendimento pode ser reduzido em</p><p>aproximadamente 75%.</p><p>Condições de estresse podem causar grandes reduções no</p><p>rendimento se ocorrerem entre os estádios R5.5 e R6.</p><p>Estádio R6</p><p>Esse estádio corresponde ao pleno</p><p>desenvolvimento dos grãos, ocupando</p><p>toda a cavidade da vagem. Se ocorrer</p><p>seca durante R5 e R6, os grãos ficam</p><p>pouco desenvolvidos.</p><p>Se ocorrer geada ou granizo, as</p><p>plantas reduzem sua produção.</p><p>Estádio R7</p><p>Em R7, começa o desligamento dos</p><p>grãos da planta mãe, pois eles já</p><p>atingiram o máximo peso da matéria</p><p>seca.</p><p>Neste momento, os grãos começam</p><p>a mudar de coloração para amarelo,</p><p>porém com alto teor de umidade.</p><p>Estádio R7</p><p>Embora nem todas as vagens</p><p>numa planta em R7 tenham</p><p>perdido a sua cor verde, a planta</p><p>essencialmente se encontra na</p><p>maturidade fisiológica porque muito</p><p>pouca matéria seca adicional será</p><p>acumulada</p><p>Estádio R7</p><p>A semente de soja na maturidade</p><p>fisiológica possui aproximadamente</p><p>60% de umidade e contém todas</p><p>as partes da planta necessárias</p><p>para começar sua próxima</p><p>geração.</p><p>Estádio R7</p><p>Embora uma semente mais velha não possa abortar (cair da planta) sob</p><p>condições de forte estresse, a duração do período de rápido acúmulo de</p><p>matéria seca na semente pode ser encurtada, resultando na formação</p><p>de sementes menores e na redução do rendimento.</p><p>Reduções de rendimento motivadas por estresse ocorrido entre R6.5 e</p><p>R7 são menores pelo fato de as sementes já terem acumulado</p><p>quantidades consideráveis de matéria seca. Estresse a partir de R7 não</p><p>afeta o rendimento.</p><p>Estádio R8</p><p>É o estádio da maturação plena, onde 95% das</p><p>vagens já se encontram maduras. A colheita</p><p>pode ser realizada entre 5 e 10 dias se as</p><p>condições climáticas forem favoráveis, sem</p><p>chuvas.</p><p>Assim, o teor de umidade fica entre 15% e</p><p>13%, ideal para colheita.</p><p>Estádio R8</p><p>Os cuidados neste momento são em relação</p><p>a maquinário, como na regulagem da colhedora</p><p>e velocidade de colheita.</p><p>Assim, cor de vagem madura nem sempre indica</p><p>ponto de colheita para os grãos em seu interior.</p><p>Com ambiente seco favorável a soja perderá</p><p>umidade rapidamente.</p><p>Mudanças de cor e de tamanho</p><p>das vagens e grãos de soja a</p><p>partir do estádio R6, com vagens</p><p>e sementes verdes até grãos</p><p>maduros prontos para a colheita.</p><p>Na mesma figura, a segunda</p><p>vagem e respectivos grãos, a</p><p>partir da direita, apresentam cor</p><p>característica para colheita,</p><p>porém não atingiram a forma e o</p><p>grau de umidade para a</p><p>realização desta.</p><p>Manejo em R8</p><p>Observe a síndrome da haste verde. Se a planta ainda estiver verde,</p><p>a melhor opção é colher em velocidade mais baixa e certificar-se de</p><p>que a colhedora esteja regulada e em ótimas condições de operação.</p><p>Caso necessário, uma dessecação antes da colheita também poderá</p><p>garantir uniformidade na maturidade dos grãos.</p><p>Dessecação da soja</p><p>✓ A dessecação na pré-colheita da cultura da soja consiste em</p><p>aplicar um herbicida, causando a seca e a morte da lavoura (maior</p><p>uniformização).</p><p>✓ É possível usar a dessecação para controle de ervas invasoras, ou</p><p>seja, os herbicidas utilizados já podem controlar plantas daninhas,</p><p>proporcionando na próxima semeadura, uma lavoura “limpa” em</p><p>relação às plantas daninhas.</p><p>Dessecação da soja</p><p>✓ A dessecação também proporciona uma antecipação da colheita da</p><p>soja, permitindo maior janela de semeadura da cultura sucessora</p><p>(como é o caso do milho segunda safra).</p><p>✓ Geralmente a antecipação da colheita varia entre 4 e 10 dias, o que</p><p>pode fazer uma grande diferença para o próximo plantio e na</p><p>programação da fazenda em geral (condições climáticas</p><p>favoráveis).</p><p>Dessecação</p><p>da soja</p><p>✓ A dessecação também proporciona uma antecipação da colheita da</p><p>soja, permitindo maior janela de semeadura da cultura sucessora</p><p>(como é o caso do milho segunda safra). Antecipação de 4 a 10</p><p>dias (condições climáticas favoráveis).</p><p>✓ Outro benefício importante a ser elencado é que ao antecipar a</p><p>colheita, a lavoura fica por menos tempo exposta a intempéries,</p><p>patógenos e pragas.</p><p>O ideal é que já se</p><p>tenha mais de 75%</p><p>de legumes na</p><p>coloração madura na</p><p>planta.</p><p>Manejo em R8</p><p>O momento certo de colheita é muito crucial para a soja. A umidade</p><p>ideal nos grãos para colheita e armazenamento é 13%. Embora a</p><p>colheita possa ser iniciada com maiores porcentagens de umidade,</p><p>alguns custos com secagem serão necessários para um</p><p>armazenamento seguro.</p><p>Principais</p><p>doenças e</p><p>pragas</p><p>da soja</p><p>Podridão</p><p>radicular</p><p>✓ A Podridão-radicular de fitoftora (Phytophthora sojae) é uma doença</p><p>da soja nociva em qualquer estágio de desenvolvimento da planta.</p><p>✓ Podendo acarretar até mesmo a morte da cultura implementada no</p><p>local, principalmente quando se trata de vegetações jovens ou</p><p>recém germinadas.</p><p>Podridão</p><p>radicular</p><p>A manifestação desse patógeno está ligada ao acúmulo de umidade no</p><p>solo, atacando a cultura desde a raiz.</p><p>Plantas infectadas podem aparecer em meio às saudáveis, portanto, é</p><p>necessário ficar de olho na lavoura inteira.</p><p>A principal característica da doença é a necrose do caule, que vai se</p><p>espalhando até atingir as folhas (vai secando e a raiz principal</p><p>apodrece, eliminando a planta).</p><p>P</p><p>o</p><p>d</p><p>ri</p><p>d</p><p>ã</p><p>o</p><p>ra</p><p>d</p><p>ic</p><p>u</p><p>la</p><p>r</p><p>Podridão radicular</p><p>✓ Nesse caso, os defensores químicos são ineficientes para tratar a</p><p>podridão radicular.</p><p>✓ É necessário realizar um controle de solo, eliminando as doenças</p><p>da soja antes do plantio.</p><p>✓ Outra opção é o tratamento das sementes. Que constitui-se em uma</p><p>película química que visa inibir a proliferação do patógeno,</p><p>garantindo a segurança da sua planta.</p><p>Oídio</p><p>✓ O Oídio (Microsphaera diffusa) é um fungo que ataca as partes altas</p><p>das plantações, gerando clorose e necrose.</p><p>✓ Esse patógeno age principalmente nas folhas da planta, inibindo a</p><p>fotossíntese e o desenvolvimento da mesma.</p><p>✓ A principal característica do patógeno é o surgimento de micélio.</p><p>Uma espécie de manchas esbranquiçadas nas folhas,</p></p><p><p>que podem</p><p>evoluir para uma cobertura total da superfície.</p><p>Oídio</p><p>Oídio</p><p>O grande risco dessa doença é que ela é facilmente manejada com o</p><p>vento, se espalhando gradativamente por sua lavoura. Um tratamento</p><p>tardio pode gerar grandes perdas em sua produção.</p><p>Para evitar essa problema é preciso evitar cultivares suscetíveis a</p><p>doença em épocas mais fragilizadas, como:</p><p>✓ Safrinhas;</p><p>✓ Semeaduras tardias;</p><p>✓ Cultivos irrigados de inverno.</p><p>Oídio</p><p>✓ Existem diferentes produtos químicos eficazes no controle do Oídio.</p><p>✓ Outra boa maneira de evitar a proliferação desse fungo é investir</p><p>em boas sementes com resistência genética ao oídio. Assim você</p><p>não precisa fazer o uso de diversos produtos para o controle</p><p>químico da doença.</p><p>Oídio</p><p>Oídio</p><p>Atrasos na época de semeadura e a não realização de uma aplicação</p><p>no vegetativo poderá implicar na redução dos residuais de controle a</p><p>partir de R1 fazendo com que os intervalos das demais aplicações</p><p>tenham que ser encurtados em função do aumento da pressão da</p><p>doença.</p><p>Isso poderá refletir na necessidade de maior número de aplicações no</p><p>final para complementar o programa, dependendo do ciclo da cultivar,</p><p>isso pode afetar a eficiência das aplicações.</p><p>Ferrugem</p><p>asiática</p><p>A Ferrugem asiática é uma doença da soja causada pelo fungo</p><p>Phakopsora pachyrhizi. Esse patógeno ataca lavouras de todas as</p><p>regiões do Brasil e é uma das infestações que mais causam</p><p>preocupações para os cultivadores de soja.</p><p>O fungo ataca principalmente as folhas da cultura, inibindo a</p><p>fotossíntese e causando a desfolha. Esse patógeno é perigoso e pode</p><p>reduzir a produção de sua lavoura em até 70%.</p><p>F</p><p>e</p><p>rr</p><p>u</p><p>g</p><p>e</p><p>m</p><p>a</p><p>s</p><p>iá</p><p>ti</p><p>c</p><p>a</p><p>Sua característica é única, já em seus</p><p>primeiros estágios de infestação as folhas</p><p>apresentam pequenos esporos na parte de</p><p>baixo da folha. O nome dado para essa</p><p>formação é urédia e sua responsabilidade</p><p>é disseminar a doença pelo ar.</p><p>A identificação</p><p>rápida da doença</p><p>em sua lavoura</p><p>salvará sua</p><p>colheita. O controle</p><p>baseado em</p><p>produtos químicos</p><p>é eficaz contra</p><p>esse tipo de fungo.</p><p>Mancha</p><p>olho de rã</p><p>✓ A Mancha olho de rã também é uma das principais doenças que</p><p>atinge todas as regiões do Brasil. Em um ambiente com alta</p><p>umidade e temperaturas médias entre 15º a 25 ºC se torna o</p><p>cenário perfeito para a propagação do fungo Cercospora sojina.</p><p>✓ A doença afeta principalmente as partes aéreas das plantas, mas</p><p>também ataca os caules, vagens e sementes da cultura. Diminuindo</p><p>drasticamente a qualidade e quantidade da produção.</p><p>Em estágio inicial, a</p><p>doença apresenta</p><p>pequenas lesões</p><p>castanho-claro na folha,</p><p>que vão aumentando de</p><p>tamanho e quantidade ao</p><p>decorrer do tempo.</p><p>Nos caules e vagens o</p><p>patógeno não é evidente,</p><p>porém, é possível enxergar</p><p>pequenas fissuras em seu</p><p>meio.</p><p>O controle químico é uma prática eficaz (pode ser realizado com</p><p>apenas duas aplicações de fungicidas: a primeira quando houver 5 a</p><p>10 manchas nas folhas mais afetadas e a segunda, se necessária,</p><p>entre 10 e 15 dias após. A mistura de um fungicida sistêmico com um</p><p>de contato é recomendada).</p><p>O controle recomendado é a utilização de variedades mais resistentes</p><p>a esse tipo de doença. Porém, o tratamento de sementes também é</p><p>um processo bem utilizado e eficaz para acabar com o patógeno.</p><p>Mancha</p><p>olho de rã</p><p>Controle químico</p><p>A Antracnose se desenvolve do fungo</p><p>Colletotrichum truncatum, geralmente,</p><p>originado de sementes infectadas ou de</p><p>restos culturais de uma safra anterior.</p><p>Essa doença é altamente nociva para</p><p>sua planta, observando que ela ataca as</p><p>folhas, caules, vagens e sementes.</p><p>Antracnose</p><p>Alguns produtores confundem essa doença com uma simples seca,</p><p>pois o fungo age de dentro da planta e se expressa somente em seu</p><p>ciclo final.</p><p>As culturas menos nutridas apresentam quedas total das vagens,</p><p>causando enormes perdas na produção.</p><p>Antracnose</p><p>✓ As principais características da doença aparecem nas hastes da</p><p>planta com o surgimento de pequenas manchas marrons ou em</p><p>tons mais escuros.</p><p>✓ Em algumas folhas também é possível observar esse processo,</p><p>atacando as nervuras foliares.</p><p>✓ Com a evolução do patógeno é evidente a aparição de manchas</p><p>escuras e até mesmo podridão total da vagem. Nem mesmo os</p><p>grãos escapam desse processo, elas ficam marrons e inutilizáveis.</p><p>Antracnose</p><p>Antracnose</p><p>✓ O controle da doença pode ser feito por diversas técnicas, entre</p><p>elas a utilização de variedades com maior resistência e o tratamento</p><p>de sementes são bem eficazes.</p><p>✓ Mas você pode optar também pela rotação de cultura ou a utilização</p><p>de fungicidas químicos.</p><p>✓ O tratamento do solo antes do plantio é essencial para evitar</p><p>doenças e pragas da soja.</p><p>Antracnose</p><p>✓ A Lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus) é uma grande inimiga</p><p>dos produtores de soja. Em pouco tempo de infestação, a praga é</p><p>capaz de destruir grandes partes da lavoura, resultando em</p><p>enormes perdas de produção.</p><p>✓ Geralmente, esses insetos enfatizam com ambientes de solos secos</p><p>e arenosos. Fator que contribui para a proliferação da espécie.</p><p>Lagarta elasmo/</p><p>Broca do colo</p><p>Controle químico</p><p>✓ Os ataques destas pragas da soja formam grandes galerias nos</p><p>caules e nas folhas da planta, que dificultam a absorção de água e</p><p>nutrientes por parte da cultura. Causando murcha e morte das</p><p>estruturas foliares.</p><p>✓ O uso de inseticidas sistêmicos no tratamento das sementes é o</p><p>método mais popular para a prevenção dessa praga.</p><p>Lagarta elasmo/</p><p>Broca do colo</p><p>O Percevejo-castanho (Scaptocoris castanea) é um dos insetos que</p><p>mais atacam as lavouras de soja pelo Brasil. A grande dificuldade é na</p><p>detecção dessa praga secundária, tendo em vista que ela se localiza</p><p>no solo da plantação.</p><p>Os percevejos adultos se alimentam das raízes e seiva das culturas,</p><p>perdendo parte de sua energia e prejudicando sua produção. Em</p><p>casos mais severos a planta fica raquítica, apresenta coloração</p><p>amarelada e pode morrer facilmente.</p><p>Percevejo-castanho</p><p>Percevejo-castanho</p><p>Percevejos que ocorrem com maior</p><p>frequência na cultura da soja</p><p>Danos nos grãos pelo percevejo-</p><p>marrom da soja</p><p>✓ O controle químico é a principal ferramenta para controlar</p><p>percevejos em soja (EMBRAPA, 2019).</p><p>✓ A utilização de produtos químicos deve ser iniciada apenas no</p><p>momento que houver vagens na soja (início do R3), pois antes</p><p>desse estágio o percevejo-marrom não possui potencial de causar</p><p>danos à cultura (CORRÊA-FERREIRA, 2005).</p><p>✓ Segundo o mesmo autor, o controle de E. heros e P. guildinii até o</p><p>período de florescimento não é justificado.</p><p>Percevejo-castanho</p><p>Para controle desses sugadores, existem cerca de 53 produtos para</p><p>controle do percevejo-marrom da soja (AGROFIT, 2020). O principal</p><p>problema é que existem apenas 3 grupos químicos</p><p>distintos: organosforados, neonicotinoides e piretroides, acarretando</p><p>em aplicações frequentes dos mesmos mecanismos de ação por meio</p><p>de pulverizações (PROMIP, 2019).</p><p>Percevejo-castanho</p><p>Ainda, em relação ao percevejo-marrom, relata-se diversos casos de</p><p>elevada tolerância a alguns inseticidas. Dessa forma, torna-se</p><p>imprescindível a utilização de cultivares tolerantes como ferramenta de</p><p>controle dos sugadores.</p><p>O controle biológico com a utilização dos fungos Metarhizium</p><p>anisopliae e Beauveria bassiana se faz bem eficaz contra o percevejo</p><p>castanho.</p><p>Percevejo-castanho</p><p>Controle</p><p>biológico</p><p>Ciclo de infecção</p><p>por fungos</p><p>entomopatogênicos.</p><p>Percevejo e cigarrinha infectados</p><p>por Beauveria bassiana.</p><p>Ação do fungo</p><p>Beauveria bassiana,</p><p>sobre o Percevejo</p><p>marrom, 25 dias após</p><p>a inoculação.</p><p>Lagarta</p><p>da soja</p><p>Anticarsia gemmatallis</p><p>A lagarta-da-soja é uma das pragas da</p><p>soja de hábitos noturnos que, quando</p><p>dia, fica em áreas sombreadas.</p><p>Lagarta</p><p>da soja</p><p>Sua identificação é mais simples que</p><p>a lagarta Helicoverpa. Conta com três</p><p>linhas longitudinais claras no dorso.</p><p>Em condições de pouco alimento ou</p><p>altas infestações, torna-se de</p><p>coloração mais escura. Fases em que</p><p>ocorre o ataque a incidência</p></p><p><p>é</p><p>no início da cultura e floração</p><p>Danos</p><p>✓ Os danos causados por essa praga são raspagens inicialmente em</p><p>pequenas áreas das folhas.</p><p>✓ Quando as lagartas são maiores, alimentam-se da folha deixando</p><p>grandes “buracos” ou mesmo se alimentando da folha inteira.</p><p>✓ A desfolha pode chegar a 100% se a lagarta-da-soja não for</p><p>monitorada e controlada corretamente.</p><p>Dano de lagartas-da-soja</p><p>(Anticarsia gemmatalis) até o 3º</p><p>ínstar</p><p>Dano de lagartas-da-soja</p><p>(Anticarsia gemmatalis) a partir do</p><p>3º ínstar</p><p>Controle</p><p>É importante monitorar constantemente. O controle deve ser feito</p><p>quando houver, em média, 40 lagartas grandes por pano-de-batida.</p><p>Quando a desfolha atingir 30%, antes da floração, e 15%, assim que</p><p>surgirem as primeiras flores, é preciso agir.</p><p>Controle</p><p>✓ O Manejo Integrado de Pragas (MIP), é a maneira mais eficiente de</p><p>controlar as lagartas da soja na lavoura e assim evitar prejuízos.</p><p>✓ O primeiro passo para iniciar o MIP é o monitoramento, a partir de</p><p>então vem a tomada de decisão para o controle.</p><p>✓ Vários métodos de controle podem ser utilizados como controle</p><p>cultural, genético e químico.</p><p>Falsa-medideira</p><p>A falsa-medideira recebe esse nome pois se locomove como se</p><p>estivesse “medindo palmos”, já que possui apenas dois pares de</p><p>pernas na parte frontal do corpo e um par na calda.</p><p>Ela pode destruir completamente o limbo foliar, causando danos</p><p>expressivos e, por isso, exige muita atenção na hora de realizar seu</p><p>manejo.</p><p>A duração da fase larval varia de 13</p><p>a 20 dias, sendo o período que a</p><p>praga causa dano.</p><p>Falsa-medideira</p><p>Manejo integrado de pragas:</p><p>✓ Identificação taxonômica das pragas e inimigos naturais;</p><p>✓ Monitoramento da densidade populacional;</p><p>✓ Definição do nível de ação de controle, na racionalização do uso de</p><p>inseticidas seletivos;</p><p>✓ Utilização de cultivares geneticamente modificados associados a</p><p>áreas de refúgio;</p><p>✓ Controle biológico.</p><p>Falsa-medideira</p><p>Controle químico</p><p>No Brasil, existem, atualmente, cerca de 64 registros de produtos (62</p><p>químicos e 2 biológicos) para o combate da C. includens na cultura da</p><p>soja, sendo que a grande maioria dos produtos se enquadra em</p><p>grupos químicos de baixa seletividade e relativamente antigos.</p><p>Falsa-medideira</p><p>Controle químico</p><p>Apesar dos avanços nos programas de Manejo Integrado de Pragas</p><p>(MIP) tem sido considerado difícil, por ser uma espécie mais tolerante</p><p>às doses normalmente utilizadas para lagarta da soja, pelo curto</p><p>tempo de desenvolvimento, pela alta fecundidade e, por fim, devido ao</p><p>hábito de permanecer na parte inferior do dossel da planta, ficando,</p><p>assim, mais protegidas da ação dos inseticidas.</p><p>Falsa-medideira</p><p>Controle químico</p><p>Além disso, o uso frequente de inseticidas resultou na redução da</p><p>eficiência de controle dos principais grupos químicos: piretroides,</p><p>organofosforados e carbamatos, e também dos inseticidas de grupos</p><p>químicos mais recentes como benzoilureias, espinosinas e diamidas.</p><p>Falsa-medideira</p><p>Controle biológico</p><p>O controle biológico ocorre mediante o uso de parasitoides de ovos,</p><p>uso de microrganismos entomopatogênicos em períodos mais úmidos</p><p>e quentes (Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae, Nomuraea</p><p>rileyi, baculovírus do tipo Nucleopolyhedrovirus e Bacillus</p><p>thuringiensis) pode ser utilizado tanto em pequenos como em grandes</p><p>sistemas de produção.</p><p>Controle</p><p>biológico</p><p>Falsa-medideira</p><p>Plantas geneticamente modificadas</p><p>Uma busca contínua de alternativas para o controle de C.</p><p>includens tem possibilitado o desenvolvimento de novas tecnologias,</p><p>como, por exemplo, plantas geneticamente modificadas que</p><p>expressam proteínas de Bacillus thuringiensis Berliner.</p><p>Falsa-medideira</p><p>Plantas geneticamente modificadas</p><p>As plantas Bt compõem uma estratégia adicional de proteção de</p><p>plantas nos programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP). Essa</p><p>nova tecnologia tem contribuído para a redução do uso de inseticidas,</p><p>proporcionando uma produção mais sustentável, além de contribuir</p><p>potencialmente no sentido de reduzir, ou até mesmo evitar, casos de</p><p>desenvolvimento de resistência de pragas a inseticidas.</p><p>Helicoverpa</p><p>Por ser considerada uma praga polífaga, a Helicoverpase alimenta de</p><p>várias culturas agrícolas, dificultando seu controle. Na cultura da soja,</p><p>apesar de se alimentar de folhas e hastes das plantas, a preferência é</p><p>por estruturas reprodutivas como botões florais, legumes e grãos.</p><p>Os danos ocorrem desde a emergência das plantas, quando os</p><p>cotilédones estão expostos e as folhas unifolioladas desenvolvendo-</p><p>se; nesse estágio, as lagartas seccionam as plantas sob ou sobre os</p><p>cotilédones.</p><p>Características que distinguem Helicoverpas das demais lagartas.</p><p>Helicoverpa</p><p>Há inseticidas de praticamente todos os grupos de modos de ação</p><p>que controlam a lagarta, tais como os organofosforados, os</p><p>carbamatos, os piretroides, as espinosinas, as avermectinas, as</p><p>oxadiazinas, as diamidas antranílicas, entre outros.</p><p>Entretanto, há muitos inseticidas que necessitam de doses elevadas</p><p>para controlar a praga, inviabilizando o seu uso; e outros para os</p><p>quais a praga já desenvolveu resistência em muitos locais, como os</p><p>inseticidas piretróides.</p><p>Até a próxima aula!</p><p>eunice_agronomia@yahoo.com.br/maria.rocha1@ufpr.br</p></p>

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