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<p>MATERIAL DE</p><p>APOIO PEDAGÓGICO</p><p>PARA APRENDIZAGENS</p><p>MATERIAL DE</p><p>APOIO PEDAGÓGICO</p><p>PARA APRENDIZAGENS</p><p>2024</p><p>1º Ano1º Ano</p><p>Ensino Médio</p><p>GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS</p><p>SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS</p><p>ESCOLA DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DE EDUCADORES</p><p>Ciências Humanas e</p><p>Sociais Aplicadas</p><p>Estudante - 3º Bimestre</p><p>2</p><p>Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores</p><p>Av. Amazonas, 5855 - Gameleira, Belo Horizonte - MG</p><p>30510-000</p><p>Governador do Estado de Minas Gerais</p><p>Romeu Zema Neto</p><p>Secretário de Estado de Educação</p><p>Igor de Alvarenga Oliveira Icassatti Rojas</p><p>Secretária Adjunta</p><p>Geniana Guimarães Faria</p><p>Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica</p><p>Kellen Silva Senra</p><p>Superintendente da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores</p><p>Weynner Lopes Rodrigues</p><p>Diretora da Coordenadoria de Ensino da EFE</p><p>Janeth Cilene Betônico da Silva</p><p>Produção de Conteúdo</p><p>Professores Formadores da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores</p><p>Revisão</p><p>Equipe Pedagógica e Professores Formadores da Escola de Formação e Desenvolvimento</p><p>Profissional de Educadores</p><p>3</p><p>Convidamos você a conhecer e utilizar os Cadernos MAPA. Esse material foi elaborado com todo</p><p>carinho para que você possa realizar atividades interessantes e desafiadoras na sala de aula ou em</p><p>casa. As atividades propostas estimulam as competências como: organização, empatia, foco, inte-</p><p>resse artístico, imaginação criativa, entre outras, para que possa seguir aprendendo e atuando como</p><p>estudante protagonista. Significa proporcionar uma base sólida para que você mobilize, articule e</p><p>coloque em prática conhecimentos, valores, atitudes e habilidades importantes na relação com os</p><p>outros e consigo mesmo(a) para o enfrentamento de desafios, de maneira criativa e construtiva.</p><p>Ficou curioso(a) para saber que convite é esse que estamos fazendo para você? Então não perca</p><p>tempo e comece agora mesmo a realizar essa aventura pedagógica pelas atividades.</p><p>Bons estudos!</p><p>Olá, estudante!</p><p>4</p><p>SUMÁRIO</p><p>FILOSOFIA ...........................................................................................................5</p><p>TEMA DE ESTUDO: A axiologia do trabalho humano. ..............................................5</p><p>TEMA DE ESTUDO: A união entre trabalho, capital e Estado. ...................................9</p><p>REFERÊNCIAS .................................................................................................... 12</p><p>GEOGRAFIA .......................................................................................................13</p><p>TEMA DE ESTUDO: Consumo e Produção Responsáveis. ....................................... 13</p><p>REFERÊNCIAS .................................................................................................... 19</p><p>HISTÓRIA ............................................................................................................. 20</p><p>TEMA DE ESTUDO: Renascimento comercial europeu e o mercantilismo como modelo</p><p>econômico</p><p>TEMA DE ESTUDO: protocapitalista. .................................................................... 20</p><p>TEMA DE ESTUDO: O pioneirismo português e as grandes navegações. ................. 23</p><p>TEMA DE ESTUDO: O Absolutismo monárquico. .................................................... 25</p><p>TEMA DE ESTUDO: O Renascimento artístico, científico e cultural europeu. ............ 27</p><p>TEMA DE ESTUDO: As transformações da Idade Moderna impactam a relação do</p><p>homem moderno com o cristianismo católico: a reforma protestante e a</p><p>contrarreforma católica. ........................................................................................ 30</p><p>TEMA DE ESTUDO: O imaginário europeu sobre os povos originários da América (Dis-</p><p>curso colonizador). .............................................................................................. 33</p><p>REFERÊNCIAS .................................................................................................... 35</p><p>SOCIOLOGIA ......................................................................................................... 37</p><p>TEMA DE ESTUDO: Marcadores sociais. ............................................................... 37</p><p>TEMA DE ESTUDO: Realidade brasileira e desigualdade social. .............................. 39</p><p>TEMA DE ESTUDO: Status social e padrões de consumo. ...................................... 41</p><p>REFERÊNCIAS .................................................................................................... 44</p><p>5</p><p>A axiologia do trabalho humano.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>Olá, estudante!</p><p>O trabalho é uma atividade fundamental para a humanidade, pois além de nos propiciar retirar da</p><p>natureza os bens essenciais para a nossa sobrevivência, também nos dá a oportunidade de con-</p><p>tribuir com a construção de um mundo mais próspero e acolhedor aos seres humanos. O trabalho</p><p>também é reconhecido como um lugar de florescimento humano a partir do qual se pode exercitar</p><p>habilidades inventivas e criadoras.</p><p>• Você já pensou sobre este assunto?</p><p>• Já refletiu sobre o que significa trabalho?</p><p>• Já se perguntou sobre a importância do trabalho para a vida humana e, especificamente,</p><p>para a sua vida? Em que gostaria de trabalhar?</p><p>• Por que temos a impressão de que atualmente as pessoas somente trabalham?</p><p>• Como chegamos a este estado de coisas?</p><p>• E aproveitando as perguntas, você saberia dizer o significado da palavra axiologia que se</p><p>encontra presente no título deste material?</p><p>Tenha em mente que o trabalho assalariado nem sempre predominou em nossas sociedades, mas</p><p>que ele moldou, sob diferentes significados, os diferentes modos como as organizações sociais e as</p><p>relações de trabalho atuaram sobre os humanos. Trabalho livre, escravidão, servidão, trabalho não</p><p>remunerado, trabalho voluntário, são algumas das modalidades de trabalho as quais nos envolve-</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>2º Ano</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências Humanas e Sociais Aplicadas</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>Filosofia</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Médio</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>Axiologia (do gr. axios: digno de ser estimado, e logos: ciência, teoria) Teoria dos valores</p><p>em geral, especialmente dos valores morais. O termo axiologia designa a filosofia dos valores,</p><p>fundada em Baden por W. Windelband (1863-1915). Derivada do kantismo, ela estima que o</p><p>conhecimento tem por origem não as coisas em si, mas a apreensão de uma relação entre as</p><p>realidades e um ideal que é um absoluto, embora posto como valor. E a relação com esse valor</p><p>que nos permite apreciar, julgar e conhecer uma realidade, um objeto, um ato, uma ideia e</p><p>uma palavra. (JAPIASSÚ; MARCONDES, 2001, p. 23).</p><p>6</p><p>mos, algumas nos trazendo satisfação e sentido de vida, outras nos trazendo prejuízos e alienação.</p><p>Pense, o que difere um trabalho digno de um trabalho alienante? Trabalho bom é tão somente</p><p>aquele que nos traz satisfação e prazer? Reflita a partir dos conceitos e discussões realizadas em</p><p>sala de aula.</p><p>Então, vamos filosofar?</p><p>Com base nas aulas e pesquisas sobre o tema trabalho, como você o conceitualizaria?</p><p>Para ser capaz de compreender adequadamente as relações contemporâneas entre trabalho e em-</p><p>prego, você precisará ser capaz de ter em mente várias perspectivas sobre o tema. Ao longo de seus</p><p>estudos, aproveite para comparar as aprendizagens sobre trabalho que também foram tratadas por</p><p>outras disciplinas como a Sociologia, a Geografia, a História e os Itinerários Formativos Mundo do</p><p>Trabalho e Projeto de Vida. Fatos sociais e históricos, bem como, reflexões pessoais sobre o tema te</p><p>ajudarão a enriquecer o pensamento conceitual e a aplicar os conhecimentos quando estiver diante</p><p>de importantes questões relacionadas à realidade social do trabalho.</p><p>• Assim, como você responderia ao argumento das pessoas que veem o trabalho como um mal</p><p>necessário e não como algo a ser valorizado e respeitado?</p><p>• E quanto à ideia de que existem outras formas de contribuir para a</p><p>a Igreja Anglicana à autoridade do Papa.</p><p>B) rever todos os dogmas da Igreja Católica, incluindo a indissolubilidade do sagrado matrimô-</p><p>nio, através do Ato dos Seis Artigos.</p><p>C) aceitar as 95 teses de Martinho Lutero, que denunciavam as irregularidades da Igreja Cató-</p><p>lica.</p><p>D) ambicionar assumir as terras e as riquezas da Igreja Católica e enfraquecer sua influência na</p><p>Inglaterra.</p><p>E) defender que o trabalho e a acumulação de capital são manifestações da predestinação à</p><p>salvação eterna como professava Santo Agostinho.</p><p>ATIVIDADES</p><p>32</p><p>4 – (UFMG-1994) Todas as alternativas contêm pregações dos protestantes à época da Reforma,</p><p>EXCETO:</p><p>A) "Deus chama cada um para uma vocação cujo objetivo é a glorificação de Deus.(...). O pobre</p><p>é suspeito de preguiça, que é uma injúria a Deus."</p><p>B) "Não nos tornamos justos à força de agir com justiça, mas é porque somos justificados que</p><p>fazemos coisas justas."</p><p>C) "O Rei é o supremo chefe da Igreja. Tem todo poder de examinar, reprimir, corrigir erros,</p><p>heresias, a fim de conservar a paz do Reino."</p><p>D) "Pois Deus criou os homens todos em condições semelhantes, mas ordena uns à vida eterna</p><p>e outros à eterna danação." e) "Trazei o dinheiro! Salvai nossos antepassados! Assim que</p><p>tilintar em nossa sacola, suas almas passarão imediatamente ao paraíso.</p><p>33</p><p>O imaginário europeu sobre os povos originários da América (Discurso colonizador).</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>Olá Estudante!</p><p>O imaginário europeu sobre os povos originários da América é um tema profundo e cheio de nuan-</p><p>ças. É um tema enraizado nas narrativas históricas, culturais e ideológicas que se desenvolveram</p><p>ao longo dos séculos, desde os primeiros contatos entre europeus e povos indígenas da América. O</p><p>"outro" foi retratado e interpretado de maneiras diversas, muitas vezes influenciadas por preconcei-</p><p>tos, estereótipos e interesses políticos e econômicos.</p><p>No período inicial das explorações europeias, os povos indígenas da América eram frequentemente</p><p>retratados como "selvagens" ou "bárbaros" pelos exploradores e colonizadores. Essa representação</p><p>objetivava justificar a dominação e exploração desses povos, fornecendo uma justificativa moral</p><p>para a conquista e a colonização das terras da América. Os europeus, quase sempre, viam os indí-</p><p>genas como inferiores, primitivos e incapazes de governar a si mesmos, o que servia para legitimar</p><p>a intervenção e o controle europeu sobre suas terras e recursos.</p><p>No entanto, à medida que o conhecimento sobre as culturas indígenas da América aumentava, sur-</p><p>giam também representações mais complexas e variadas. Os relatos de viajantes, missionários e</p><p>estudiosos começaram a descrever as sociedades indígenas com maior detalhe, reconhecendo suas</p><p>realizações culturais, sistemas políticos e formas de organização social. Essas representações mais</p><p>profundas, muitas vezes, contrastavam com as visões simplistas e estereotipadas dos "selvagens"</p><p>prevalecentes no imaginário europeu.</p><p>Posto isso, o imaginário europeu sobre os povos indígenas da América é um produto complexo e</p><p>multifacetado da história e da cultura europeias, demonstrando uma variedade de perspectivas,</p><p>preconceitos e interesses ao longo do tempo. Desde as primeiras representações simplistas e es-</p><p>tereotipadas até as visões mais matizadas e complexas que surgiram ao longo dos séculos, esse</p><p>imaginário continua a ser objeto de estudo e reflexão para historiadores, antropólogos e estudiosos</p><p>das relações interculturais.</p><p>As interpretações mais recentes, que resgatam os valores dos povos originários da América e apon-</p><p>tam para a violência dos povos europeus, é que permitem a manutenção das culturas ancestrais</p><p>ameríndias e suas sobrevivências frente aos longos séculos de tentativas de apagamento e supre-</p><p>macia do ideário colonizador cristão europeu.</p><p>1 – “Assim, questionários, descrições, histórias eclesiásticas, histórias naturais, manuais de con-</p><p>versão, gramáticas e dicionários de línguas indígenas, além de documentação oficial e correspon-</p><p>dências em geral, foram produzidos durante o século XVI novo-hispano, visando, especialmente,</p><p>a implementação da colonização e a eficácia da evangelização, duas facetas da mesma estratégia</p><p>política espanhola na América”.</p><p>ALVIM, M. H. http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1364779822_ARQUIVO_TrabalhoCompletoAnpuh_</p><p>MARCIAALVIM.pdf. Acesso em: 27 mai. 2022.</p><p>ATIVIDADES</p><p>34</p><p>Como a evangelização católica foi utilizada no domínio colonial espanhol?</p><p>2 – “É em nome da moral cristã que os católicos [...] vêem os índios como iguais a eles, portanto,</p><p>semelhantes a eles, e tentam assimilá-los a si mesmos. Com as mesmas referências em men-</p><p>te, os protestantes, ao contrário, apontam as diferenças e isolam suas comunidades das indígenas</p><p>quando se encontram em situação de contato. Em ambos os casos, nega-se a identidade do outro:</p><p>quer seja no plano da existência, como no caso dos católicos; ou no plano dos valores, como os</p><p>protestantes; é um tanto derrisório procurar saber qual dos times é o recordista na via da destruição</p><p>do outro”. (TODO ROV, 1991, p. 189ss).</p><p>Fonte: RENDERS, Helmu. A Alteridade Negada: O "Descobrimento" das Américas Segundo o Discurso Imagético de</p><p>Selos Europeus de 1992. Contexto Internacional [online]. 2015, v. 37, n. 2, pp. 597-628.</p><p>Quais são as referências citadas pelo autor que fazem católicos e protestantes criarem estratégias</p><p>de convivência com as populações nativas da América?</p><p>3 – “em 1537 foram editadas duas bulas papais por Paulo III – Veritas ipsa e Sublimis Deus</p><p>– que condenavam de forma explícita a escravidão humana em todas as suas formas, assim dizen-</p><p>do: “os mesmos índios e todas as demais gentes que vierem à notícia dos cristãos, ainda que este-</p><p>jam fora da fé de Cristo, não serão privados, nem devem sê-lo, da sua liberdade, nem do domínio</p><p>de seus bens e não devem ser reduzidos à escravidão”.</p><p>Fonte: PEREIRA, Tulio Augusto de Paiva. A igreja católica e a escravidão negra no Brasil a partir do século XVI. Revista</p><p>Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 05, Vol. 05, pp. 14-31, Maio de 2018.</p><p>Mesmo com a proibição religiosa, elenque motivos que possam justificar a ocorrência da escraviza-</p><p>ção de negros(as) e indígenas na América.</p><p>4 – Observe a imagem e descreva os elementos de argumentos para a colonização europeia dos</p><p>territórios da América.</p><p>Índia Tarairiu (Tapuia). Albert Eckhout, 1641.</p><p>Fo</p><p>nt</p><p>e:</p><p>E</p><p>nc</p><p>icl</p><p>op</p><p>éd</p><p>ia</p><p>It</p><p>aú</p><p>C</p><p>ul</p><p>tu</p><p>ra</p><p>l,</p><p>20</p><p>22</p><p>.</p><p>35</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ABREU, Jean Luiz Neves. Sociedades Urbanas e conflitos sociais na Idade Média. Revista de Hu-</p><p>manidades (UFRN), Natal, v. 2, n. 1, p. 98-115, jan./jun. 2020. Disponível em: <https://periodi-</p><p>cos.ufrn.br/mneme/article/view/247/227\>. Acesso em: 17 mar. 2024.</p><p>ABSOLUTISMO. Repositório aberto. [S. l.], [2024]. Disponível em: https://repositorio-aberto.</p><p>up.pt/bitstream/10216/118246/2/306625.pdf. Acesso em: 03 abr. 2024.</p><p>ALVIM, Márcia Helena. A compreensão do Novo Mundo, sua inserção na cultura renascentista e</p><p>o discurso colonizador sobre a natureza americana – Nova Espanha, século XVI. In: SIMPÓSIO</p><p>NACIONAL DE HISTÓRIA, 27., 2023, Natal, RN. Anais do XXVII Simpósio Nacional de Histó-</p><p>ria: Conhecimento histórico e diálogo social. ANPUH Brasil, 2023. Disponível em: <http://www.</p><p>snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1364779822_ARQUIVO_TrabalhoCompletoAnpuh_MAR-</p><p>CIAALVIM.pdf\>. Acesso em: 27 maio 2022.</p><p>BARROCAS, Júlio Lens Rodrigues. O discurso colonial e a mímica colonial. Brasil Escola, [s. l.],</p><p>[2022]. Disponível em: <https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/historia-geral/o-discurso-colo-</p><p>nial-mimica-colonial.htm>. Acesso em: 27 maio 2022.</p><p>BASEIO, Maria Auxiliadora Fontana; CUNHA, Maria Zilda da. O ressignificar do imaginário em gran-</p><p>des navegações. Tecendo Literatura: Entre vozes e olhares. [S. l.], [2024]. Disponível em:</p><p>https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/54517621/Tecendo_Literatura_entre_vozes_e_leituras-libre.</p><p>pdf?1506212192=&response-content-disposition=inline%3B+filename%3DTECENDO_LITERATU-</p><p>RA_ENTRE_VOZES_E_OLHARES.pdf&Expires=1712615172&Signature=GxMdWm8KtJ2T68bOI-</p><p>pII25UmwOM5D30OkbGm6fhlD94Pm1qOn8G6A-U5QRStB6Xh-sD-wUeimXjgSaokPHUsm4jpweTs-</p><p>vUAygbP0YJ2UQQN1nQbeFzORPsyuA6WQDPgQz3pyUrxeE2PkqXenS0UTZvZx3Jt--36I9TK-y6Z0Z-</p><p>nudKawGz8okIn46uk4a6rN8iUKfzmcOmnLGqFOqSenJTrCG~30J1n4sNBPA~hfwMfWa5Iir7zwClxHY-</p><p>5FzESDvhblUy0zrCiSdM0iIZo6uhhQ4MJlnfmTcb9akpXlPFidVZjd0YWgFC2BiCFwyI1~dN0rOlhCDRva-</p><p>t2qw~2GlOsJQ__&Key-Pair-Id=APKAJLOHF5GGSLRBV4ZA#page=211. Acesso em: 02 abr. 2024.</p><p>BOBSIN, Oneide. Luteranos na Ética Protestante. Protestantismo em Revista, [s. l.], v. 1,</p><p>n. 1, p. 69-79, 2005. Disponível em: <http://periodicos.est.edu.br/index.php/nepp/article/</p><p>view/2135/2044\>. Acesso em: 27 mar. 2024.</p><p>CESAIRE, A. Discurso sobre o Colonialismo. Antropologia de outra forma. [S. l.], [2024]. Dis-</p><p>ponível em:https://antropologiadeoutraforma.files.wordpress.com/2013/04/aime-cesaire-discurso-</p><p>-sobre-o-colonialismo.pdf. Acesso em: 27 maio 2022.</p><p>COELHO, Lilian Nascimento Bernardino. Ética protestante e o espírito do capitalismo: um estudo</p><p>comparativo entre o calvinismo e o neopentecostalismo. Pesquisa e Educação a Distância, [s.</p><p>l.], v. 6, n. 2, p. 92-107, 2021. Disponível em: <http://www.revista.universo.edu.br/index.php?-</p><p>journal=2013EAD1&page=article&op=viewArticle&path%5B%5D=9289\>. Acesso em: 26 mar.</p><p>2024.</p><p>FELIPE, Cleber Vinícius do Amaral. Plus Ultra: as epopeias antes e após as grandes navegações.</p><p>Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 40, n. 84, p. 347-372, 2020. Disponível em: <ht-</p><p>tps://www.scielo.br/j/rbh/a/BBz5KjLHCTJ55B4JtNSjrxM/#\>. Acesso em: 23 mar. 2024.</p><p>FRAGOSO, João. Mercados e negociantes imperiais: um ensaio sobre a economia do im-</p><p>pério português (séculos XVII e XIX). Disponível em: https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.</p><p>net/82523636/2227-libre.pdf?1647990909=&response-content-disposition=inline%3B+fi-</p><p>lename%3DMercados_e_negociantes_imperiais_um_ensa.pdf&Expires=1712615495&Signatu-</p><p>re=OAhddHJ-nsKN3t-PZBu4hPx8wjlbWkCjDbdWX7sImn-8AUywSsKEEP9vBDTIcYoyHEB0X~O-</p><p>JP4L8a2jGlglKMYkNocuaQiK3dWhwLQx3iOqA~YUBNdw1omIhz3EvePVaEnlkaaV6LtKdzqrBP-BrWG-</p><p>mxXrgwzbu-tg-VUvOJM4~06iWn3drc8pD~WNCIoTkxKypNM08wghB-e2m6BAwUESkMV20tP-</p><p>jBW1NWzx7e4YmKZ6yujK8hL4TWV6q4Ih-Mi47wfFCtbdwjns-mwlDdQdjeyBZ5rgYpFgB10E4MvAZQ-</p><p>qeYqm1RgJJeIaJNCM~h65WhvyC6q-jiPDF0jnPNxVZw__&Key-Pair-Id=APKAJLOHF5GGSLRBV4ZA.</p><p>36</p><p>Acesso em: 02 abr. 2024.</p><p>GOMES, R. dos S.; CULLETON, A. S. Bartolomeu de Las Casas na colonização espanhola na Amé-</p><p>rica, a voz que o inquieta: não mais a dominação escravagista, o direito é de todos. Revista</p><p>Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 09, Vol. 03, pp. 39-51,</p><p>Setembro de 2018. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/filosofia/coloniza-</p><p>cao-espanhola. Acesso em: 27 maio 2022.</p><p>ÍNDIA Tarairiu (Tapuia). In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São</p><p>Paulo: Itaú Cultural, 2022. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra24485/india-</p><p>-tarairiu-tapuia. Acesso em: 15 jun. 2022.</p><p>JOBIM, André Vinícius; ROSA, Tainá. A origem do anglicanismo: Henrique VIII, a igreja e o</p><p>divórcio. Disponível em: http://ediurcamp.urcamp.edu.br/index.php/congregaanaismic/article/</p><p>view/2347.</p><p>KURY, L. Viajantes-naturalistas no Brasil oitocentista: experiência, relato e imagem.</p><p>Hist. cienc. saude-Manguinhos 8 (suppl) • 2001. Scielo Brasil, [s. l.], [2002]. Disponível em:</p><p>https://www.scielo.br/j/hcsm/a/grhQqtzkqm3FRhdYhZWY94k/?lang=pt. Acesso em: 27 de maio</p><p>de 2022.</p><p>LETE, M. L. M. Naturalistas viajantes. Hist. cienc. saude-Manguinhos 1 (2) • Fev 1995. Scielo</p><p>Brasil, [s. l.], [1995]. Disponível em: https://www.scielo.br/j/hcsm/a/B9zhVQTcwBy8NWRQ5Sx-</p><p>ZwXf/?lang=pt. Acesso em: 27 de maio de 2022.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>educação infantil e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.</p><p>br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf>Acesso em: 18 abr.</p><p>2024.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de</p><p>Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível</p><p>em: Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-cr-</p><p>mg. Acesso em: 05 abr. 2024.</p><p>OLIVEIRA, Lélio Luiz de. As grandes navegações e os impactos internos em Portugal.</p><p>2007. XXIV Simpósio Nacional de História. Disponível em: https://anpuh.org.br/uploads/anais-sim-</p><p>posios/pdf/2019-01/1548210560_f7a91567342f7987e67d61d1d3c3e16b.pdf. Acesso em: 20 mar.</p><p>2024.</p><p>PEREIRA, Tulio Augusto de Paiva. A igreja católica e a escravidão negra no Brasil a partir do século</p><p>XVI. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 03, Ed. 05, Vol. 05,</p><p>pp. 14-31, Maio de 2018. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/historia/igre-</p><p>ja-catolica . Acesso em: 27 maio 2022.</p><p>RENDERS, Helmu. A Alteridade Negada: O "Descobrimento" das Américas Segundo o Discurso</p><p>Imagético de Selos Europeus de 1992. Contexto Internacional [online]. 2015, v. 37, n. 2, pp. 597-</p><p>628. Disponível em: https://www.scielo.br/j/cint/a/szPctPncH4JT4xVpybj6PQk/?lang=pt . Acesso</p><p>em: 27 maio 2022.</p><p>RUST, Leandro Duarte. Jacques Le Goff e as representações do tempo na Idade Média.</p><p>Revista de História e Estudos Culturais. 2008. Disponível em: https://revistafenix.emnuvens.com.</p><p>br/revistafenix/article/view/40/35. Acesso em: 01 abr. 2024.</p><p>SILVA, Odair Vieira da. A Idade Moderna e a ruptura cultural com a tradição medie-</p><p>val: reflexões sobre o renascimento e a reforma religiosa. Revista Eletrônica de Pedagogia.</p><p>Disponível em: https://faef.revista.inf.br/imagens_arquivos/arquivos_destaque/P4zxYBJ-</p><p>G5YWskHR_2018-3-17-11-31-51.pdf. Acesso em: 01 mar. 2024.</p><p>37</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>2º Ano</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências Humanas e Sociais Aplicadas</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>Sociologia</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Médio</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>Marcadores sociais.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>Olá, estudante!</p><p>Nesta atividade, você tem a oportunidade de rever e refletir sobre os marcadores sociais, suas</p><p>dimensões de classe, raça/etnia, gênero, sexualidade, religião, regionalidade, nacionalidade, entre</p><p>outros.</p><p>Por isso, é fundamental que você relembre que os marcadores sociais da diferença são categorias</p><p>que organizam os indivíduos a partir de alguns aspectos de diferenciação. E essa noção permite</p><p>pensar no modo como algumas diferenças sociais passam a ser operadas dentro de um regime</p><p>de desigualdades, diminuindo as condições de existência para alguns enquanto garante melhorias</p><p>substanciais de existência para outros.</p><p>Sendo assim, falar de marcadores sociais da diferença, é falar da necessidade de se construir um</p><p>olhar crítico e consciente das desigualdades existentes na sociedade, pensando e refletindo sobre</p><p>as relações de poder que submetem determinados sujeitos a condições desiguais de vida, num re-</p><p>gime de desigualdade baseado nas diferenças de raça, classe, gênero, geração, orientação sexual,</p><p>religião.</p><p>Por fim, fica claro que os marcadores sociais da diferença se encontram entrelaçados e presentes</p><p>na nossa sociedade, e é necessário conhecer, refletir e analisar as possíveis desigualdades sociais e</p><p>demais consequências geradas pelos marcadores sociais da diferença na sociedade.</p><p>Orientações:</p><p>- Leia atentamente o enunciado das questões, reflita e correlacionando com o que estudou sobre</p><p>os marcadores sociais da diferença, marque a alternativa correta nas questões de múltipla escolha</p><p>e responda às perguntas abertas.</p><p>1 – (IFPA) Leia o fragmento de notícia abaixo.</p><p>“As mulheres continuaram a receber salários menores que os dos homens em 2014. A diferença, no</p><p>entanto, diminuiu, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasi-</p><p>leiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano [de 2014], elas receberam em média 74,5% da renda</p><p>dos homens – em 2013 o percentual era 73,5%”.</p><p>ATIVIDADES</p><p>38</p><p>Fonte: CAOLI, Cristiane.</p><p>Mulheres receberam 74,5% do salário dos homens em 2014, aponta IBGE. Disponível em<g1.</p><p>globo.com> .</p><p>A notícia revela:</p><p>A) a equiparação salarial entre os diferentes gêneros.</p><p>B) a diferenciação salarial permitida pela legislação brasileira.</p><p>C) a predominância do trabalho feminino sobre o masculino em todos os setores da economia.</p><p>D) a manutenção das desigualdades de gênero no trabalho.</p><p>E) o distanciamento crescente da diferença salagualdades drial entre homens e mulheres.</p><p>2 – (ENEM 2017) A participação da mulher no processo de decisão política ainda é extremamente</p><p>limitada em praticamente todos os países, independentemente do regime econômico e social e da</p><p>estrutura institucional vigente em cada um deles. É fato público e notório, além de empiricamente</p><p>comprovado, que as mulheres estão em geral sub representadas nos órgãos do poder, pois a pro-</p><p>porção não corresponde jamais ao peso relativo dessa parte da população.</p><p>TABAK, F. Mulheres públicas: participação política e poder. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2002.</p><p>No âmbito do Poder Legislativo brasileiro, a tentativa de reverter esse quadro de sub-representação</p><p>tem envolvido a implementação, pelo Estado, de:</p><p>A) leis de combate à violência doméstica.</p><p>B) cotas de gênero nas candidaturas partidárias.</p><p>C) programas de mobilização política nas escolas.</p><p>D) propagandas de incentivo ao voto consciente.</p><p>E) apoio financeiro às lideranças femininas.</p><p>3 – (ENEM- PPL 2018) Num país que conviveu com o trabalho escravo durante quatro séculos, o</p><p>trabalho doméstico é ainda considerado um subemprego. E os indivíduos que atuam nessa área</p><p>são, muitas vezes, vistos pelos patrões como um mal necessário: é preciso ter em casa alguém que</p><p>limpe o banheiro, lave a roupa, tire o pó e arrume a gaveta. Existe uma inegável desvalorização das</p><p>atividades domésticas em relação a outros tipos de trabalho.</p><p>RANGEL, C. Domésticas: nascer, deixar, permanecer ou simplesmente estar. In: SOUZA, E. (Org.). Negritude, cinema e</p><p>educação. Belo Horizonte: Mazza, 2011 (adaptado).</p><p>Objeto de legislação recente, o enfrentamento do problema mencionado resultou na</p><p>A) criação de novos ofícios.</p><p>B) ampliação de direitos sociais.</p><p>C) redução da desigualdade de gênero.</p><p>D) fragilização da representação sindical.</p><p>E) erradicação da atividade informal.</p><p>4 – A desigualdade salarial de gênero é formada, muitas vezes, antes da entrada dos indivíduos no</p><p>mercado de trabalho, e com isso o mercado de trabalho pode funcionar como um reprodutor e con-</p><p>solidador dessa desigualdade. Na sua opinião o que deve ser feito para que o mercado de trabalho</p><p>deixe de reproduzir a desigualdade social de gênero?</p><p>5 – Estudar, identificar e reconhecer os marcadores sociais da diferença pode ser uma forma de</p><p>combate às diversas formas de discriminação e preconceito existentes na escola e o início de uma</p><p>educação voltada para o acolhimento da diversidade. Para você, quais são as situações de discrimi-</p><p>nação e preconceito que devem e precisam ser combatidas na sociedade?</p><p>39</p><p>Realidade brasileira e desigualdade social.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>Caro (a) estudante neste planejamento você tem a oportunidade de pensar e refletir sobre “A reali-</p><p>dade brasileira e a desigualdade social”, para que assim possa identificar e compreender a realidade</p><p>a partir da noção de desigualdade social.</p><p>Estudar e analisar a sociedade brasileira a partir da noção de desigualdade social é identificar e</p><p>conhecer as relações de produção, capital e trabalho, assim como a relação desses elementos com</p><p>diferentes contextos e culturas, assim como seus impactos na consolidação e organização das so-</p><p>ciedades.</p><p>Por ser um tema muito interessante, atual e rico, a proposta da atividade sobre esse assunto é um</p><p>tarefa interdisciplinar entre a disciplina de Redação com a Sociologia, pois você é convidado a redigir</p><p>um texto dissertativo sobre a desigualdade social no Brasil, correlacionando os textos motivadores</p><p>com seus conhecimentos e informações sobre a realidade brasileira e a desigualdade social.</p><p>Orientações:</p><p>Ö Leia os textos abaixo.</p><p>Ö Leia a proposta de redação.</p><p>Ö Faça suas anotações, organize suas ideias, pense na introdução, desenvolvimento e conclu-</p><p>são.</p><p>Ö Redija sua redação (mínimo 15 linhas).</p><p>TEXTO I</p><p>O IBGE divulgou dados sobre a renda em cada estado em 2019. A pesquisa mostrou uma dispari-</p><p>dade grande entre as diferentes unidades da federação. Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro</p><p>aparecem como os locais com maior rendimento domiciliar per capita.</p><p>Além de mostrar as distâncias entre cada estado, os números do IBGE revelam disparidades expres-</p><p>sivas entre as regiões brasileiras no ano de 2019. Em especial, fica evidente o menor rendimento</p><p>por pessoa em estados das Regiões Norte e Nordeste.</p><p>Todos os estados das Regiões Norte e Nordeste tiveram rendimentos per capita menores que os</p><p>estados das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste em 2019. Isso significa que os 16 estados do</p><p>Brasil com menor renda domiciliar per capita foram os 16 estados pertencentes às Regiões Norte e</p><p>Nordeste. Da mesma forma, as 11 unidades com maior rendimento em 2019 são as que compõem</p><p>o Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br. Acesso em: 30 set.</p><p>2020 (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>Qual momento específico da ocupação do território brasileiro acentuou de modo mais</p><p>relevante as desigualdades sociais?</p><p>ATIVIDADES</p><p>40</p><p>Santos – A globalização. Ela representa mudanças brutais de valores. Os processos de valorização</p><p>e desvalorização eram relativamente lentos. Agora há um processo de mudança de valores que não</p><p>permite que os atores da vida social se reorganizem. Até a classe média, que parecia incólume, está</p><p>aí ferida de morte.</p><p>Em "O Brasil" o sr. diz que a globalização agrava as diferenças regionais brasileiras. Até</p><p>que ponto ela também integra?</p><p>Santos – Ela unifica, não integra. Há uma vontade de homogeneização muito forte. Unifica em be-</p><p>nefício de um pequeno número de atores. A integração é mais possível do que era antes. As novas</p><p>tecnologias são uma formidável promessa. A globalização é uma promessa realizável e a integração</p><p>será realizada. Entrevista de Milton Santos em 2001. Disponível em: folha.uol.com.br. Acesso em:</p><p>18 jul. 2020.</p><p>PROPOSTA DE REDAÇÃO</p><p>A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de</p><p>sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua</p><p>portuguesa sobre o tema “O desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”, apre-</p><p>sentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacio-</p><p>ne, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>________________________________________________________________________________</p><p>41</p><p>Caro (a) estudante, conhecer e identificar os padrões de consumo das pessoas na sociedade, e ser</p><p>capaz de perceber como que a posição, o status social está diretamente ligado a esses padrões é</p><p>entender e conhecer melhor a sociedade.</p><p>Nesta atividade você terá a oportunidade de rever e verificar seus conhecimentos sobre como o</p><p>consumo está relacionado aos impactos econômicos e socioambientais da produção e ao estilo de</p><p>vida das pessoas.</p><p>O “status social” refere-se à posição que os grupos ou indivíduos ocupam na sociedade, isso significa</p><p>dizer que esse conceito denota uma diferenciação entre as pessoas, caracterizada por um grau de</p><p>hierarquia, e ao tratar de questões hierárquicas (relação de subordinação e relevância), o status</p><p>social está diretamente relacionado a outras concepções, como a de classe social, estratificação</p><p>social, papel social e as relações sociais em geral.</p><p>Entender e conhecer essas definições de status social são importantes para compreender como a</p><p>sociedade está classificada, quais valores são atribuídos às pessoas e funções desempenhadas por</p><p>elas, suas responsabilidades, campo de influência e tantos outros fatores, e por conseguinte conhe-</p><p>cer e compreender os padrões de consumo dessas pessoas.</p><p>Pois como demonstra a Sociologia, o status social refere-se à posição que uma pessoa ocupa dentro</p><p>da estrutura social em que ela vive, ou seja se ele ocupa uma posição de prestígio, um lugar medí-</p><p>ocre ou está em uma colocação sem valor algum.</p><p>Visando oportunizar a sua verificação sobre esse conhecimento e proporcionar uma compreensão</p><p>de como a produção impacta economicamente, socialmente e ambientalmente toda a sociedade, e</p><p>por conseguinte demonstrar como os padrões de consumo estão diretamente ligados a posição e ao</p><p>status social dos indivíduos e de suas ocupações na sociedade, é que são propostas as atividades</p><p>abaixo contendo algumas questões aplicadas no ENEM e aplicadas em algumas Universidades.</p><p>ORIENTAÇÕES:</p><p>Ö Leia atentamente o enunciado das questões.</p><p>Ö Leia e reflita sobre todas as alternativas.</p><p>Ö Nas questões de múltipla escolha, marque a alternativa correta.</p><p>Ö Nas perguntas abertas, responda-as com base no que estudou e no texto acima.</p><p>Ö Organize-se, escolha um local adequado e bom trabalho.</p><p>1 – (Enem PPL) Falava-se, antes, de autonomia da produção significar que uma empresa, ao asse-</p><p>gurar uma produção, buscava também manipular a opinião pela via da publicidade. Nesse caso, o</p><p>fato gerador do consumo seria a produção. Mas, atualmente, as empresas hegemônicas produzem</p><p>o consumidor antes mesmo de produzirem os produtos. Um dado essencial do entendimento do</p><p>consumo é que a produção do consumidor, hoje, precede a produção dos bens e dos serviços.</p><p>Status social e padrões de consumo.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>ATIVIDADES</p><p>42</p><p>SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal.</p><p>Rio de Janeiro: Record, 2000 (adaptado).</p><p>O tipo de relação entre produção e consumo discutido no texto pressupõe o(a):</p><p>A) aumento do poder aquisitivo.</p><p>B) estímulo à livre concorrência.</p><p>C) criação de novas necessidades.</p><p>D) formação de grandes estoques.</p><p>E) implantação de linhas de montagem.</p><p>2 – Cite a que se refere status social e a quais outras concepções o status social está diretamente</p><p>ligado:</p><p>3 – (FGV2016) - A figura a seguir apresenta um fenômeno estudado pela Sociologia.</p><p>A imagem critica:</p><p>A) a sociedade do espetáculo.</p><p>B) a geração de status e valor.</p><p>C) a sociedade de consumo.</p><p>D) a produção de cópias e simulacros.</p><p>E) o processo de massificação.</p><p>4 – Na sua opinião o status social é importante para a sociedade? Justifique sua resposta:</p><p>5 – (COPEVE-UFAL) - Pode-se caracterizar empiricamente a sociedade de consumo por diferentes</p><p>traços: elevação do nível de vida, abundância das mercadorias e dos serviços, culto dos objetos e</p><p>dos lazeres, moral hedonista e materialista, etc. Mas, estruturalmente, é a generalização do pro-</p><p>cesso de moda que a define propriamente. A sociedade centrada na expressão das necessidades é,</p><p>antes de tudo, aquela que reordena a produção e o consumo de massa sob a lei da obsolescência,</p><p>da sedução e da diversificação, aquela que faz passar o econômico para a órbita da forma moda.</p><p>(LIPOVETSKY, Gilles. O império do efêmero. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 159). (ADAPTADA)</p><p>Em essência, o texto sintetiza…</p><p>A) o perfil da forma de produção na sociedade atual.</p><p>B) o processo de moda como elemento que propõe uma concepção de sociedade.</p><p>C) a ideia de diversificação de consumo aliado à construção de prazeres superficiais.</p><p>D) o consumo como fator que caracteriza completamente a sociedade atual.</p><p>E) o homem atual como um grande consumidor de objetos.</p><p>43</p><p>6 – (UESPI) A sociedade de consumo se consolida cada vez mais. As oportunidades de lazer se</p><p>multiplicam, e os shoppings centers ganham espaços nas grandes cidades. Essas transformações,</p><p>ocorridas também no Brasil:</p><p>1) conseguem alterar o ritmo e o modo de vida das populações urbanas.</p><p>2) promovem o domínio das grandes empresas internacionais e nacionais no mercado local.</p><p>3) afirmam o poder da tecnologia, deixando a população menos elitizada sem espaço para a criação</p><p>de seus próprios bens de consumo.</p><p>4) criam uma padronização geral de comportamento, embora o faça sutil e disfarçadamente.</p><p>Estão corretas apenas:</p><p>A) 1, 2 e 4.</p><p>B) 1, 2 e 3.</p><p>C) 2 e 3.</p><p>D) 3 e 4.</p><p>E) 1 e 4.</p><p>7 – (UEMA) Em todas as sociedades os indivíduos ocupam posições sociais, denominadas de status</p><p>social, que implicam em direitos e deveres, bem como lhes dão maior ou menor destaque, prestígio</p><p>e poder, caracterizados por um estilo de vida, sinalizado pela moradia, pelo consumo, pelo modo de</p><p>vestir, pelo modo de falar e pela ocupação profissional. GIDDENS, A. Sociologia. 4ª ed. Porto Alegre:</p><p>Artemed, 2005. (Adaptado).</p><p>No início do mês de junho de 2017 uma escola particular do Rio Grande do Sul promoveu uma festa</p><p>para seus alunos do terceiro ano do Ensino Médio com a temática “Se nada der certo”. Na referida</p><p>festa os alunos se fantasiaram com roupas que faziam referência a determinadas profissões como</p><p>faxineiro, mecânico, entregador de jornal, atendente de supermercado e empregadas domésticas,</p><p>além de fantasias como “ladrão” e “mendigo”, como “alternativas” para os planos originais de carrei-</p><p>ra, caso não sejam aprovados no vestibular. Disponível em http: www.jornaisvirtuais.com.br</p><p>A partir da definição de status social apresentada no primeiro texto, pode-se afirmar que o tema</p><p>da festa, “Se nada der certo”, retratada no segundo texto, reflete que as ocupações profissionais</p><p>apresentam valores diferenciados</p><p>A) determinados culturalmente pelas minorias étnicas que se sobressaem quando comparadas</p><p>com os demais grupos sociais.</p><p>B) repassados naturalmente através do processo de socialização que se desenvolve no ambien-</p><p>te familiar.</p><p>C) atribuídos socialmente, levando algumas profissões a serem mais almejadas do que outras.</p><p>D) defendidos oficialmente pela instituição escolar, implicando numa sociedade mais igualitária.</p><p>E) produzidos formalmente pela sociedade contemporânea, que desconsidera a história das</p><p>profissões.</p><p>44</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria</p><p>do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais,</p><p>[s. l.], 2024. Disponível em: https://www2.educacao.mg.gov.br/images/documentos/Curr%C3%A-</p><p>Dculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf. Acesso em: 19 mar. 2024.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de</p><p>Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2024. Disponível</p><p>em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em:</p><p>19 mar. 2024.</p><p>O desafio de reduzir as desigualdades no Brasil. EDUCABRAS. [S. l.], [2024]. Disponível em: ht-</p><p>tps://www.educabras.com/redacao/pormenor/professor/redacao_sobre_desigualdade_social_bra-</p><p>sil. Acesso em: 28 mar. 2024.</p><p>QUESTÃO de prova sobre Desigualdade de gênero. BLOG DO ENEM. [S. l.], [2024]. Disponível</p><p>em: https://blogdoenem.com.br/questoes-sobre-desigualdade-de-genero/. Acesso em: 28 mar.</p><p>2024.</p><p>QUESTÃO sobre status social. ESTUDA.ENEM. [S. l.], [2024]. Disponível em: https://enem.estu-</p><p>da.com/questoes/?id=181864. Acesso em: 08 abr. 2024</p><p>QUESTÃO de Sociologia. PROJETO AGATHAEDU. [S. l.], [2024]. Disponível em https://www.</p><p>projetoagathaedu.com.br/questoes-enem/sociologia/trabalho-1.php. Acesso em: 19 mar. 2024</p><p>QUESTÃO sobre Salário das mulheres. AIO.com. [S. l.], [2024]. Disponível em: https://www.aio.</p><p>com.br/questions/content/leia-o-fragmento-de-noticia-abaixo-as-mulheres-continuaram-a-receber-</p><p>-salarios- Acesso em: 28 mar. 2024.</p><p>QUESTÃO sobre Status social- In: EDUCA MAIS BRASIL. [S. l.], [2024]. Disponível em: https://</p><p>www.educamaisbrasil.com.br/enem/sociologia/status-social. Acesso em: 05 abr. 2024.</p><p>QUESTÃO sobre Sociedade de consumo. In: SUBURBANO DIGITAL. [S. l.], [2024]Disponível</p><p>em: https://suburbanodigital.blogspot.com/2019/01/exercicios-sobre-a-sociedade-de-consumo-</p><p>-com-gabarito.html. Acesso em: 04 abr. 2024.</p><p>QUESTÃO sobre trabalho e sociedade. In: BRASIL ESCOLA. [S. l.], [2024]. Disponível em: ht-</p><p>tps://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-sociologia/enem-lista-de-exercicios-sobre-traba-</p><p>lho-sociedade-e-tecnologia.htm. Acesso em: 06 abr. 2024.</p><p>A axiologia do trabalho humano.</p><p>A união entre trabalho, capital e Estado.</p><p>Consumo e Produção Responsáveis.</p><p>Renascimento comercial europeu e o mercantilismo como modelo econômico protocapitalista.</p><p>O pioneirismo português e as grandes navegações.</p><p>O Absolutismo monárquico.</p><p>O Renascimento artístico, científico e cultural europeu.</p><p>As transformações da Idade Moderna impactam a relação do homem moderno com o cristianismo católico: a reforma protestante e a contrarreforma católica.</p><p>O imaginário europeu sobre os povos originários da América (Discurso colonizador).</p><p>Marcadores sociais.</p><p>Realidade brasileira e desigualdade social.</p><p>Status social e padrões de consumo.</p><p>sociedade além do traba-</p><p>lho, como o voluntariado ou o ativismo?</p><p>Mulheres costurando renda (1720), Giacomo Cerutti.</p><p>As respigadoras ou recolhedoras (1857), Jean-François Millet.</p><p>W</p><p>ik</p><p>ip</p><p>éd</p><p>ia</p><p>, 2</p><p>02</p><p>4</p><p>W</p><p>ik</p><p>ip</p><p>éd</p><p>ia</p><p>, 2</p><p>02</p><p>4</p><p>7</p><p>1 – Leia os dois textos abaixo e proceda conforme o pedido da questão:</p><p>Texto I</p><p>A expressão “o trabalho dignifica o homem” surgiu através da Filosofia do Trabalho. Ela sugere que</p><p>o trabalho pode ser uma ocasião de realização pessoal e de contribuição para o bem-estar coletivo.</p><p>É provável que não exista um autor para esta expressão, mas, como demonstrado durante os estu-</p><p>dos, ela é a reunião de várias abordagens de filósofos e pensadores do tema ao longo da história.</p><p>Há uma dimensão de dignidade no trabalho.</p><p>Texto II</p><p>Quadrinhos dos anos 10 (2013), tirinha de André Dahmer.</p><p>A partir da análise dos dois textos, como pensar a ambivalência presente nas experiências de tra-</p><p>balho apresentadas? Você concorda com a afirmação de que “o trabalho dignifica o humano”? Se</p><p>sim, por que e em qual situação poderíamos atestar tal dignidade? E, em qual situação, o trabalho</p><p>poderia alienar e se tornar um obstáculo à manutenção e ao desenvolvimento saudável do humano?</p><p>Dê exemplos a fim de justificar suas respostas.</p><p>2 – (ENEM 2020): “Desde o mundo antigo e sua filosofia, que o trabalho tem sido compreendido</p><p>como expressão de vida e degradação, criação e infelicidade, atividade vital e escravidão, felicidade</p><p>social e servidão. Trabalho e fadiga. Na modernidade, sob o comando do mundo da mercadoria e do</p><p>dinheiro, a prevalência do negócio (negar o ócio) veio sepultar o império do repouso, da folga e da</p><p>preguiça, criando uma ética positiva de trabalho.”</p><p>ANTUNES, R. O século XX e a era da degradação do trabalho. In. SILVA, J. P. (Org.). Por uma sociologia do século XX.</p><p>São Paulo: Annablume, 2007 (adaptado).</p><p>O processo de ressignificação do trabalho nas sociedades modernas teve início a partir do</p><p>surgimento de uma nova mentalidade, influenciada pela:</p><p>A) reforma higienista, que combateu o caráter excessivo e insalubre do trabalho fabril.</p><p>B) reforma protestante, que expressou a importância das atividades laborais no mundo secula-</p><p>rizado.</p><p>C) forma do sindicalismo, que emergiu no esteio do anarquismo reivindicando direitos traba-</p><p>lhistas.</p><p>D) participação das mulheres em movimentos sociais, defendendo o direito ao trabalho.</p><p>E) visão do catolicismo, que, desde a Idade Média, defendia a dignidade do trabalho e do lucro.</p><p>ATIVIDADES</p><p>Fo</p><p>nt</p><p>e:</p><p>F</p><p>ilo</p><p>so</p><p>fa</p><p>nd</p><p>o,</p><p>2</p><p>01</p><p>6</p><p>8</p><p>3 – (ENEM PPL 2018): Num país que conviveu com o trabalho escravo durante quatro séculos, o</p><p>trabalho doméstico é ainda considerado um subemprego. E os indivíduos que atuam nessa área</p><p>são, muitas vezes, vistos pelos patrões como um mal necessário: é preciso ter em casa alguém que</p><p>limpe o banheiro, lave a roupa, tire o pó e arrume a gaveta. Existe uma inegável desvalorização das</p><p>atividades domésticas em relação a outros tipos de trabalho.</p><p>RANGEL, C. Domésticas: nascer, deixar, permanecer ou simplesmente estar. Negritude, cinema e educação. Belo Hori-</p><p>zonte: Mazza, 2011.</p><p>Objeto de legislação recente, o enfrentamento do problema mencionado resultou na:</p><p>A) Criação de novos ofícios.</p><p>B) Ampliação de direitos sociais.</p><p>C) Redução da desigualdade de gênero.</p><p>D) Fragilização da representação sindical.</p><p>E) Erradicação da atividade informal.</p><p>9</p><p>Olá, estudante!</p><p>Você deve ter notado que a história da filosofia contém uma série de perspectivas divergentes so-</p><p>bre o lugar e o significado do trabalho na vida humana. E a atenção filosófica ao trabalho parece</p><p>aumentar quando os arranjos ou valores de trabalho parecem sofrer alguma alteração. O que não</p><p>poderia ser diferente, afinal, se trata de um fenômeno que exerce grande influência na qualidade e</p><p>nas condições da vida humana, principalmente, de quem trabalha. Agora vem cá… diante da cultura</p><p>do trabalho vigente em nossas sociedades, haveria mesmo alguém que não se submete a algum</p><p>tipo de trabalho?</p><p>A mudança mais radical no quesito trabalho da modernidade é o fato de que a atividade laboral a</p><p>partir desse momento se encontra absolutamente atrelado à vida do Estado e do capital - e que,</p><p>apesar de o trabalho ser uma fonte potencial de rendimento, de bens pessoais e sociais, de signifi-</p><p>cado e de dignidade, tudo isso não implica mais que o trabalho proporcione de fato esses bens ou</p><p>que o trabalho seja bom para todos. Desde a Revolução Industrial, em particular, muitos filósofos e</p><p>teóricos sociais têm duvidado do valor do trabalho e das culturas centradas no trabalho como ocorre</p><p>com as sociedades contemporâneas.</p><p>A dúvida surge, sobretudo, devido à associação do trabalho ao capitalismo, no qual, segundo a crí-</p><p>tica desses filósofos, passou a comprometer a própria essência do trabalhador ao transformá-lo em</p><p>uma mercadoria. Em outras palavras, o trabalhador passou a ser remunerado, mas sua capacidade</p><p>de se identificar com o resultado do seu esforço foi excluído de suas atividades laborais. E, agora, o</p><p>trabalhador mercadoria, o proletariado, alienado do trabalho com significado ao não se reconhecer</p><p>naquilo que produz, precisa aprender a lidar com uma atividade que não lhe dá satisfação e nem</p><p>realização de vida.</p><p>Segundo o filósofo André Gorz (1923-2007), os termos trabalho e emprego se tornaram equiva-</p><p>lentes em nossa época e o trabalho não é algo mais que se faz, mas algo que se tem, na medida</p><p>em que “procurar um trabalho” se tornou a mesma coisa de “procurar um emprego”. Tanto para o</p><p>trabalhador, quanto para o dono de negócio, o trabalho é um simples meio de obter dinheiro, o que</p><p>tem convocado indivíduos e sociedade a repensar a sua relação com o trabalho e com um mercado</p><p>que gira em torno do consumo. Mas algum dia todos nós perguntaremos, qual o verdadeiro propó-</p><p>sito do trabalho e como posso reconectar minha atividade de trabalho com algum propósito que me</p><p>forneça senso de realização e significado?</p><p>O filósofo citado é categórico ao dizer que devemos acabar com o trabalho. Mas acabar com o</p><p>trabalho não significa eliminar o esforço, o desejo de agir, o amor à obra das próprias mãos, a ne-</p><p>cessidade de cooperar com os outros e de se tornar útil ao mundo. Mas abolir o trabalho alienado</p><p>que gira e é exigido pelo consumo crescente de coisas que nem sempre são verdadeiramente úteis</p><p>e necessárias. Veja o que mais ele diz:</p><p>Abolir o trabalho e liberar o tempo – liberar o tempo para que os indivíduos possam se tornar se-</p><p>nhores de seu corpo, do emprego que fazem de si mesmos, da escolha de suas próprias atividades,</p><p>de seus objetivos, de suas obras – são exigências a que o “direito à preguiça” deu uma tradução</p><p>infelizmente reducionista. A exigência de “trabalhar menos” não tem por sentido e por finalidade</p><p>“descansar mais”, mas “viver mais”, o que quer dizer: poder realizar por si mesmo muitas coisas que</p><p>A união entre trabalho, capital e Estado.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>10</p><p>o dinheiro não pode comprar e mesmo uma parte das coisas que ele atualmente compra. (GORTZ,</p><p>1982, p. 11).</p><p>Para finalizar, o vídeo abaixo é para você que começou a pensar sobre trabalho e que busca um tra-</p><p>balho ou uma profissão gratificante. Se trata de uma sugestão e não tem impacto para a realização</p><p>das atividades, então fique à vontade para assistir ou não.</p><p>Neste vídeo, o filósofo suíço Alain de Botton (1969-), nos dá seis dicas de como pensar essa busca</p><p>e ter maior consciência do que queremos para a nossa vida. Assista e conte aos seus colegas!</p><p>1 – Reflita e responda os seguintes tópicos:</p><p>Dois pensadores clássicos do século XIX, o filósofo Karl Marx (1818-1883) e o sociólogo Émile</p><p>Durkheim (1858-1917), escreveram sobre o trabalho no contexto da Segunda Revolução Industrial.</p><p>Suas reflexões podem nos ajudar a pensar sobre a função do trabalho no mundo em que vivemos</p><p>e em nossas próprias vidas.</p><p>Para Karl Marx, o trabalho é a atividade que os seres humanos realizam para sobreviver. Por meio do</p><p>trabalho, o ser humano se torna um ser cultural (produtor de cultura)</p><p>e histórico (que produz histó-</p><p>ria), diferenciando-se dos animais. Ao mesmo tempo em que transforma o mundo, ele transforma a</p><p>si mesmo. Assim, o trabalho é uma ação de criação e recriação de si mesmo, que dá sentido e orga-</p><p>niza a vida dos seres humanos. No entanto, para Marx, o capitalismo teria destruído essa essência</p><p>do trabalho ao torná-lo uma atividade mecânica e sem sentido para o trabalhador.</p><p>Já Émile Durkheim via a divisão de trabalho no sistema capitalista como uma especialização que pro-</p><p>porcionaria mais coesão social, pois a dependência que as pessoas passaram a ter do trabalho das</p><p>outras criou um tipo de solidariedade entre elas. Assim, para Durkheim, o trabalho é uma espécie</p><p>de cimento que une a sociedade. Para que ela funcione plenamente, cada grupo social deve cumprir</p><p>corretamente a sua função. (BOULOS JÚNIOR, 2020, p. 18, adaptado).</p><p>A) Qual a função social do trabalho?</p><p>B) Para Marx, o trabalho torna o ser humano um ser cultural e histórico. Você concorda com</p><p>essa afirmação? Justifique.</p><p>C) Você acredita que o trabalho dá sentido à vida das pessoas? Justifique.</p><p>D) Você concorda com Durkheim quando ele afirma que a divisão do trabalho pode gerar soli-</p><p>dariedade entre as pessoas? Justifique.</p><p>E) Você acha que existem profissões mais importantes que as outras para o bom funcionamento</p><p>da sociedade? Justifique.</p><p>2 – ENEM 2023: A diversão é o prolongamento do trabalho sob o capitalismo tardio. Ela é procura-</p><p>da por quem quer escapar ao processo de trabalho mecanizado para se pôr de novo em condições</p><p>de enfrentá-lo. Mas, ao mesmo tempo, a mecanização atingiu um tal poderio sobre a pessoa em</p><p>seu lazer e sobre a sua felicidade, ela determina tão profundamente a fabricação das mercadorias</p><p>destinadas à diversão que essa pessoa não pode mais perceber outra coisa senão as cópias que</p><p>How to find fulfilling work.</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=veriqDHLXsw.</p><p>ATIVIDADES</p><p>11</p><p>reproduzem o próprio processo de trabalho.</p><p>ADORNO, T.; HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento, Rio de Janeiro: Zahar, 1997</p><p>No texto, o tempo livre é concebido como:</p><p>A) consumo de produtos culturais elaborados no mesmo sistema produtivo do capitalismo.</p><p>B) forma de realizar as diversas potencialidades da natureza humana.</p><p>C) alternativa para equilibrar tensões psicológicas do dia a dia.</p><p>D) promoção da satisfação de necessidades artificiais.</p><p>E) mecanismo de organização do ócio e do prazer.</p><p>3 – ENEM 2021: Seu turno de trabalho acabou, você já está em casa 6 é hora do jantar da família.</p><p>Mas, em vez de relaxar, você começa a pensar na possibilidade de ter recebido alguma mensagem</p><p>importante no e-mail profissional ou no grupo de WhatsApp da empresa. Imediatamente, você fica</p><p>distante. Momentos depois, com alguns toques na tela do celular, você está de volta ao ambiente de</p><p>trabalho. O jantar e a família ficaram em segundo plano. A simples vontade de checar mensagens</p><p>do trabalho pós-expediente prejudica sua saúde — e a de sua família.</p><p>Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-45325972. Acesso em: 4 dez 2018.</p><p>O texto indica práticas nas relações cotidianas do trabalho que causam para o indivíduo a</p><p>A) proteção da vida privada.</p><p>B) ampliação das atividades extras.</p><p>C) elevação das etapas burocráticas.</p><p>D) diversificação do lazer recreativo.</p><p>E) desobrigação dos afazeres domésticos.</p><p>Justifique sua resposta para a questão anterior relacionando elementos discutidos em sala de aula</p><p>acerca da realidade do trabalho.</p><p>12</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>AS respigadoras. Wikipédia. a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2024. Dis-</p><p>ponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/As_Respigadoras_(Millet)#/media/Ficheiro:Jean-Fran%-</p><p>C3%A7ois_Millet_-_Gleaners_-_Google_Art_Project_2.jpg. Acesso em: 22 mar. 2024.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação e Cultura. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais</p><p>(INEP). Provas e Gabaritos, [s. l.], 2024. Disponível em: https://tinyurl.com/ud4vw4x6. Acesso</p><p>em: 08 abr. 2024.</p><p>BOULOS JÚNIOR, Alfredo. Multiversos: ciências humanas: trabalho, tecnologia e desigual-</p><p>dade: ensino médio. 1. ed. São Paulo: FTD, 2020.</p><p>GORZ, André. Adeus ao proletariado: para além do socialismo. Tradução de Angela Ramalho</p><p>Vianna e Sérgio Góes. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982.</p><p>HOW to find fulfilling work. [S. l.: s. n.], 2015. 1 vídeo (5:12). Publicado no canal The School of</p><p>Life. Disponível: https://www.youtube.com/watch?v=veriqDHLXsw. Acesso em: 1 abr. 2024.</p><p>JAPIASSÚ, Hilton; MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar</p><p>Editor, 2001.</p><p>MERCURE, Daniel. SPURK, Jan (orgs). O trabalho na história do pensamento ocidental.</p><p>Petrópolis: Vozes, 2005.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>educação infantil e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.</p><p>br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_curricular_mg.pdf>Acesso em: 18 abr.</p><p>2024.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de</p><p>Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível</p><p>em: Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-cr-</p><p>mg. Acesso em: 05 abr. 2024.</p><p>MULHERES costurando renda. In. Wikipédia, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation,</p><p>2024. Disponível em:https://en.wikipedia.org/wiki/Giacomo_Ceruti#/media/File:Giacomo_Ceru-</p><p>ti_-_Women_Working_on_Pillow_Lace_(The_Sewing_School)_-_WGA4672.jpg. Acesso em: Acesso</p><p>em: 22 mar. 2024.</p><p>13</p><p>Olá, estudante!</p><p>Bem-vindo(a) à mais uma jornada pelo mundo da Ciência Geográfica, onde iremos refletir e explorar</p><p>sobre as questões de produção e consumo e seus impactos no meio ambiente. Essa jornada está</p><p>em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS, estabelecidos pelas Na-</p><p>ções Unidas - ONU, para os seus países signatários a nível global, qual prevê ações para erradicar</p><p>a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima, assegurando a todos os cidadãos do planeta um</p><p>ambiente de paz e prosperidade.</p><p>Os ODS, compõem a Agenda 2030, que possui 17 ações ou metas, entre elas está o “Consumo e</p><p>Produção Responsáveis”. A nossa jornada se fundamenta na habilidade proposta, que visa discutir</p><p>os problemas, hábitos e práticas individuais e coletivas de produção. Toda produção gera resíduos,</p><p>geralmente denominamos como lixo, porém os resíduos sólidos, não deveriam ser descartados in-</p><p>discriminadamente com os materiais orgânicos, pois eles devem ser reaproveitados ou reutilizados,</p><p>contribuindo para uma economia verde, para um mundo mais sustentável. O ato de reciclar contri-</p><p>bui para reduzir a poluição sistêmica e promove um consumo responsável.</p><p>Outro ponto relevante é o papel da indústria e os meios de produção que atuam para estabelecer</p><p>uma cultura de massa que estimula ao consumo inconsciente, o que é denominado consumismo,</p><p>que gera vários danos ambientais. A sociedade atual tem adotado um estilo de vida consumista,</p><p>onde as pessoas são levadas a crer que necessitam de vários produtos e consumir exageradamente,</p><p>pois dentro da ótica do sistema capitalista, quanto mais você possui, mais status você terá, enquan-</p><p>to aqueles que não conseguem consumir todos os produtos disponíveis no mercado são classifica-</p><p>dos com pessoas inferiores ou com um padrão desfavorecido.</p><p>Além de provocar vários danos ambientais, o consumismo gera outros problemas sociais e emocio-</p><p>nais nos indivíduos, pois eles são motivados a consumir compulsivamente, e esse fato acarreta crise</p><p>de ansiedade, desequilíbrio emocional, outros consomem para ser aceito, pois tem baixa autoesti-</p><p>ma, são inseguros, e lembrando que tudo isso é alimentado pela indústria e os meios de produção,</p><p>alinhado aos vários meios de comunicação e mídia que influenciam no comportamento e na decisão</p><p>de compra.</p><p>Por isso caro estudante, pensar e repensar as questões</p><p>sobre o consumo e produção responsável</p><p>se torna tão importante, pois adotamos um estilo de vida consumista, e esse padrão de vida, gera</p><p>impactos econômicos e socioambientais. É necessário que tenhamos uma visão e postura crítica das</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>2º Ano</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências Humanas e Sociais Aplicadas</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>Geografia</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Médio</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>Consumo e Produção Responsáveis.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>14</p><p>nossas necessidades que às vezes são criadas pelo consumismo e a adoção de hábitos sustentáveis</p><p>que vão contribuir para um equilíbrio ambiental, garantindo para as gerações futuras os recursos</p><p>necessários para elas usufruírem posteriormente.</p><p>Consumo e Produção Responsáveis</p><p>Você sabia que cerca de 30% de todos os alimentos que são produzidos no mundo são perdidos</p><p>antes de chegar à mesa do consumidor? O desperdício é um problema grave e muito presente na</p><p>sociedade em que vivemos, que pode nos impedir de alcançar o desenvolvimento de forma susten-</p><p>tável. É por isso que a Organização das Nações Unidas definiu o Consumo e Produção Responsáveis,</p><p>como o item número 12 na lista de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a serem cumpridos</p><p>até o ano de 2030.</p><p>Para alcançar as metas deste ODS, a mudança nos padrões de consumo e produção se configuram</p><p>como medidas indispensáveis. O gerenciamento eficiente de nossos recursos naturais e a forma</p><p>como descartamos os resíduos tóxicos e os poluentes são alvos importantes para atingir esse obje-</p><p>tivo. Encorajar indústrias, empresas e consumidores a reciclar e reduzir o desperdício é igualmente</p><p>importante para avançar em padrões de consumo mais sustentáveis até 2030.</p><p>Como o consumo e a produção responsável se relacionam?</p><p>O consumo é definido como a satisfação das necessidades básicas (comer, vestir, morar, ter acesso</p><p>à saúde, lazer e educação). Portanto, o Consumo Responsável ocorre quando o consumidor tem a</p><p>consciência de adquirir somente o que é necessário para suprir essas necessidades de sobrevivên-</p><p>cia, evitando a aquisição de produtos supérfluos. O problema da produção e do consumo realizados</p><p>em bases não sustentáveis é simples de ser entendido: não podemos extrair mais recursos naturais</p><p>do que a natureza é capaz de repor quando se trata de recursos renováveis e, não podemos extrair</p><p>indefinidamente recursos finitos, não renováveis.</p><p>É importante perceber que o consumo e a produção são atividades que se afetam mutuamente.</p><p>Quanto mais os consumidores, alimentados pelo consumismo, buscam adquirir produtos supérfluos,</p><p>mais aumenta a demanda da produção em larga escala, que afeta os recursos naturais do planeta.</p><p>O contrário também ocorre: cada vez mais são lançados produtos descartáveis no mercado, que,</p><p>por terem pouco tempo de vida útil, aumentam a demanda dos consumidores, e ainda contribuem</p><p>para o crescimento do descarte de resíduos.</p><p>Outra problemática que deve ser abordada quando pensamos na questão da produção, é a utiliza-</p><p>ção de recursos não renováveis nas atividades industriais, a chamada produção “suja” ou poluidora.</p><p>Quanto mais as empresas investirem em tecnologias limpas e ecoeficiência (menor consumo de</p><p>energia, água e matérias primas no processo de produção), mais responsável e sustentável torna-se</p><p>sua produção. Os consumidores, por sua vez, também podem tomar atitudes para diminuir o impac-</p><p>to de suas ações no planeta, colocando em prática a Política dos 3 R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar).</p><p>A cada 100 toneladas de plástico reciclado economiza-se, por exemplo, uma tonelada de petróleo;</p><p>uma tonelada de papel reciclado economiza 10 mil litros de água.</p><p>Consumo e produção responsáveis nos países em desenvolvimento</p><p>É importante levar em consideração que os níveis de consumo são diferentes em cada região do</p><p>globo. Os 15% da população mundial que hoje vivem em países de alta renda são responsáveis por</p><p>cerca de 56% do consumo mundial, enquanto que a faixa de 40% da população mais pobre, que</p><p>habita países de menor renda, apenas respondem por 11% desse consumo.</p><p>Com o crescimento populacional, os números de produção e consumo tendem a crescer cada vez</p><p>15</p><p>mais, por isso, o ideal é que ele seja realizado de forma mais justa e equilibrada. Não à toa, uma</p><p>das metas que integram o décimo segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, é justamente</p><p>relacionada aos países emergentes: “Apoiar países em desenvolvimento a fortalecer suas capacida-</p><p>des científicas e tecnológicas para mudar para padrões mais sustentáveis de produção e consumo”.</p><p>A sentença mostra um entendimento que os atuais padrões de consumo mantidos pelos países</p><p>desenvolvidos são insustentáveis, e não devem ser espelhados pelas nações em desenvolvimento.</p><p>Urge uma mudança global de posicionamento.</p><p>Veja todas as metas criadas pelas Nações Unidas para assegurar padrões de produção e de consumo</p><p>sustentáveis até o ano de 2030:</p><p>12.1 Implementar o Plano Decenal de Programas sobre Produção e Consumo Sustentáveis,</p><p>com todos os países tomando medidas, e os países desenvolvidos assumindo a liderança, ten-</p><p>do em conta o desenvolvimento e as capacidades dos países em desenvolvimento</p><p>12.2 Até 2030, alcançar a gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais</p><p>12.3 Até 2030, reduzir pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial, nos níveis</p><p>de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção</p><p>e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita</p><p>12.4 Até 2020, alcançar o manejo ambientalmente saudável dos produtos químicos e todos</p><p>os resíduos, ao longo de todo o ciclo de vida destes, de acordo com os marcos internacionais</p><p>acordados, e reduzir significativamente a liberação destes para o ar, água e solo, para minimi-</p><p>zar seus impactos negativos sobre a saúde humana e o meio ambiente</p><p>12.5 Até 2030, reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio da prevenção, redu-</p><p>ção, reciclagem e reuso</p><p>12.6 Incentivar as empresas, especialmente as empresas grandes e transnacionais, a adotar</p><p>práticas sustentáveis e a integrar informações de sustentabilidade em seu ciclo de relatórios</p><p>12.7 Promover práticas de compras públicas sustentáveis, de acordo com as políticas e prio-</p><p>ridades nacionais</p><p>12.8 Até 2030, garantir que as pessoas, em todos os lugares, tenham informação relevante</p><p>e conscientização para o desenvolvimento sustentável e estilos de vida em harmonia com a</p><p>natureza</p><p>12.a Apoiar países em desenvolvimento a fortalecer suas capacidades científicas e tecnológi-</p><p>cas para mudar para padrões mais sustentáveis de produção e consumo</p><p>12.b Desenvolver e implementar ferramentas para monitorar os impactos do desenvolvimento</p><p>sustentável para o turismo sustentável, que gera empregos, promove a cultura e os produtos</p><p>locais</p><p>12.c Racionalizar subsídios ineficientes aos combustíveis fósseis, que encorajam o consumo</p><p>exagerado, eliminando as distorções de mercado, de acordo com as circunstâncias nacionais,</p><p>inclusive por meio da reestruturação fiscal e a eliminação gradual desses subsídios prejudiciais,</p><p>caso existam, para refletir os seus impactos ambientais, tendo plenamente em conta as ne-</p><p>cessidades específicas e condições dos países em desenvolvimento e minimizando os possíveis</p><p>impactos adversos sobre o seu desenvolvimento de uma forma que proteja os pobres e as</p><p>comunidades afetadas.</p><p>Fonte: Sorice, Gabriela, 2024.</p><p>16</p><p>1 – Responda as questões a seguir de acordo com os textos acima:</p><p>A) Por que a ONU definiu o Consumo e Produção como um dos Objetivos de Desenvolvimento</p><p>Sustentável? E quais são os alvos importantes para alcançar os ODS relacionados ao Consu-</p><p>mo e Produção Responsáveis?</p><p>B) O que é necessário adotar para alcançar padrões de consumo mais sustentáveis até 2023.</p><p>E de que forma o consumo responsável pode contribuir para a sustentabilidade no planeta?</p><p>C) Estabeleça a relação entre a produção sustentável e a diminuição do impacto ambiental?</p><p>D) A implementação dos 3R’s (Reduzir, Reutilizar</p><p>e Reciclar) pode influenciar o consumo e a</p><p>produção responsável? Também reflita como ela pode gerar menos resíduos.</p><p>E) Por que é importante levar em consideração os diferentes níveis de consumo em cada região</p><p>do planeta? E como as metas estabelecidas pela ONU podem incentivar a transição dos pa-</p><p>drões de produção e consumo mais sustentáveis?</p><p>TEXTO I</p><p>Capitalismo x sustentabilidade</p><p>Muitos ambientalistas interpretam os impasses no debate ecopolítico internacional a partir da con-</p><p>traposição de interesses entre as perspectivas econômica e ecológica. Um dos questionamentos</p><p>mais inquietantes refere-se à própria essência do modo de produção capitalista: como um sistema</p><p>que se fundamenta na busca frenética e ilimitada da expansão de seus negócios, visando ao aumen-</p><p>to dos lucros, poderia se adaptar à perspectiva da sustentabilidade?</p><p>A categoria da sustentabilidade, termo definido pela Biologia, representa o equilíbrio dinâmico en-</p><p>tre os seres vivos e a natureza, de forma que a extração de recursos não ultrapasse os limites que</p><p>comprometam a continuidade da existência tanto das formas de vida envolvidas quanto de suas</p><p>gerações futuras. A sustentabilidade não é uma opção, mas uma necessidade; prova disso é que</p><p>todas as espécies de seres vivos que não conseguiram conquistá-la ao longo da história do planeta</p><p>extinguiram-se. Portanto, a continuidade da vida na Terra depende diretamente da capacidade de</p><p>viver de forma sustentável, algo que a sociedade está longe de conseguir nos parâmetros atuais</p><p>A crítica dos ambientalistas mostra que, desde que a expressão "desenvolvimento sustentável" apa-</p><p>receu nos debates para a formulação do Relatório Brundtland, ela se tornou uma espécie de logo-</p><p>marca utilizada de forma banalizada por governos, empresas e pela sociedade em geral, sem que se</p><p>reflita mais profundamente sobre as mudanças que ela, de fato, exige. Em outras palavras: o mundo</p><p>acha que a sustentabilidade deve se adaptar à realidade da expansão econômica e consumista que</p><p>marcam o capitalismo, quando, na verdade, o modo de produção é que deveria ser repensado, para</p><p>que a economia se adaptasse aos limites dos ecossistemas.</p><p>Esse impasse ideológico e ético, que confronta as prioridades das nações, pode ser o motivo pelo</p><p>qual não se tem conseguido avançar na ecodiplomacia internacional e superar muitos dos graves</p><p>problemas ambientais existentes. Não se trata de falta de tecnologia ou apenas de vontade política</p><p>de governantes, pois nesse debate devem-se considerar os países, as empresas, a sociedade civil,</p><p>os indivíduos. Até que ponto as sociedades estão dispostas a realmente mudar os padrões de vida</p><p>e de consumo para viver sustentavelmente?</p><p>Fonte: Silveira, Marcelo, 2023.</p><p>ATIVIDADES</p><p>17</p><p>2 – Elabore um texto dissertativo e opinativo sobre como o capitalismo pode se adequar a susten-</p><p>tabilidade ou se eles são antagônicos.</p><p>3 – TESTE DE VESTIBULAR E ENEM (UERJ) A Conferência de Estocolmo e o surgimento de orga-</p><p>nizações ambientalistas, como Greenpeace e WWF, provocaram mudanças na percepção social da</p><p>questão ambiental no final do século XX.</p><p>Dentre essas mudanças, a mais difundida foi a conscientização da:</p><p>A) limitação da tecnologia moderna.</p><p>B) dimensão da interferência humana.</p><p>C) recorrência do desmatamento intenso.</p><p>D) insuficiência do abastecimento alimentar.</p><p>4 – (Enem 2014) A sustentabilidade é o maior desafio global. Por isso o desenvolvimento de um</p><p>país, por mais exemplar que venha a ser, só poderá ser realmente sustentável quando a pegada</p><p>ecológica mundial deixar de ultrapassar a capacidade de regeneração da biosfera. Não é diferente</p><p>em termos setoriais. O setor agropecuário só será sustentável se também o forem o industrial, o</p><p>terciário e a mineração.</p><p>VEIGA, J. E. O futuro da comida. Globo Rural, n. 312, out. 2011.</p><p>De acordo com o texto, a busca da sustentabilidade ambiental envolve mudança de hábitos, para</p><p>que o desenvolvimento seja pautado no(a)</p><p>A) busca de alternativas tecnológicas visando reduzir a jornada de trabalho.</p><p>B) trabalho cooperativo, com remuneração justa e distribuição igualitária de renda.</p><p>C) satisfação das necessidades da geração atual, assim como as das gerações futuras.</p><p>D) incentivo à alta produtividade e ao consumo, para evitar crises econômicas mundiais.</p><p>E) redução dos lucros atuais, a fim de garantir capital e preservação de recursos para as futuras</p><p>gerações.</p><p>5 – (Enem 2009) No presente, observa-se crescente atenção aos efeitos da atividade humana, em</p><p>diferentes áreas, sobre o meio ambiente, sendo constante, nos fóruns internacionais e nas instân-</p><p>cias nacionais, a referência à sustentabilidade como princípio orientador de ações e propostas que</p><p>deles emanam. A sustentabilidade explica-se pela:</p><p>A) incapacidade de se manter uma atividade econômica ao longo do tempo sem causar danos</p><p>ao meio ambiente.</p><p>B) incompatibilidade entre crescimento econômico acelerado e preservação de recursos naturais</p><p>e de fontes não renováveis de energia.</p><p>C) interação de todas as dimensões do bem-estar humano com o crescimento econômico, sem</p><p>a preocupação com a conservação dos recursos naturais que estivera presente desde a An-</p><p>tiguidade.</p><p>D) proteção da biodiversidade em face das ameaças de destruição que sofrem as florestas tropi-</p><p>cais devido ao avanço de atividades como a mineração, a monocultura, o tráfico de madeira</p><p>e de espécies selvagens.</p><p>E) necessidade de se satisfazer as demandas atuais colocadas pelo desenvolvimento sem com-</p><p>prometer a capacidade de as gerações futuras atenderem suas próprias necessidades nos</p><p>campos econômico, social e ambiental.</p><p>18</p><p>6 – (Enem 2010) O volume de matéria-prima recuperado pela reciclagem do lixo está muito abaixo</p><p>das necessidades da indústria. No entanto, mais que uma forma de responder ao aumento da de-</p><p>manda industrial por matérias-primas e energia, a reciclagem é uma forma de reintroduzir o lixo no</p><p>processo industrial.</p><p>SCARLATO, F. C.; PONTIN, J. A. Do nicho ao lixo. São Paulo: Atual, 1992 (adaptado).</p><p>A prática abordada no texto corresponde, no contexto global, a uma situação de sustentabilidade</p><p>que:</p><p>A) reduz o buraco na camada de ozônio nos distritos industriais.</p><p>B) ameniza os efeitos das chuvas ácidas nos polos petroquímicos.</p><p>C) diminui os efeitos da poluição atmosférica das indústrias siderúrgicas.</p><p>D) diminui a possibilidade de formação das ilhas de calor nas áreas urbanas.</p><p>E) reduz a utilização de matérias-primas nas indústrias de bens de consumo.</p><p>7 – (Enem 2014) Uma cidade que reduz emissões, eletrifica com energia solar os seus estádios, mas</p><p>deixa bairros sem saneamento básico, sem assistência médica e sem escola de qualidade nunca</p><p>será sustentável. A mudança do regime de chuvas, que já ocorre por causa da mudança climática,</p><p>faz com que inundações em áreas com esgoto e lixões a céu aberto propaguem doenças das quais</p><p>o sistema de saúde não cuidará apropriadamente.</p><p>ABRANCHES, S. A sustentabilidade é humana e ecológica. Disponível em: www.ecopolitica.com.br.</p><p>Acesso em: 30 jul. 2012 (adaptado).</p><p>Problematizando a noção de sustentabilidade, o argumento apresentado no texto sugere que o(a)</p><p>A) tecnologia verde é necessária ao planejamento urbano.</p><p>B) mudança climática é provocada pelo crescimento das cidades.</p><p>C) consumo consciente é característico de cidades sustentáveis.</p><p>D) desenvolvimento urbano é incompatível com a preservação ambiental.</p><p>E) desenvolvimento social é condição para o desenvolvimento sustentável.</p><p>8 – (Enem) O volume de matéria-prima recuperado pela reciclagem do lixo está muito baixo das</p><p>necessidades da indústria. No entanto, mais que uma forma de responder ao aumento da demanda</p><p>industrial por matérias-primas e energia, a reciclagem é uma forma de reduzir o lixo no processo</p><p>industrial.</p><p>Scarla, F C, Pontin, J. Do nicho ao lixo. São Paulo: Atual, 1992 (adaptado).</p><p>A prática abordada no texto corresponde, no contexto global, a uma situação de sustentabilidade</p><p>que:</p><p>A) reduz o buraco na camada de ozônio nos distritos industriais.</p><p>B) ameniza os efeitos das chuvas ácidas nos</p><p>polos petroquímicos.</p><p>C) diminui os efeitos da poluição atmosférica das indústrias siderúrgicas.</p><p>D) diminui a possibilidade de formação das ilhas de calor nas áreas urbanas.</p><p>E) reduz a utilização de matérias-primas nas indústrias de bens de consumo.</p><p>19</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRASIL. Indicadores Brasileiros para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. ODS Brasil.</p><p>[S. l.], [2024]. Disponível em: https://odsbrasil.gov.br/ Acesso em: 30 abr. 2024.</p><p>ENEM: lista de exercícios sobre problemas ambientais. Brasil escola. [S. l.], [2024]. Disponível</p><p>em:https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-geografia/enem-lista-de-exercicios-sobre-</p><p>-problemas-ambientais.htm. Acesso em: 10 maio. 2024.</p><p>EXERCÍCIOS sobre desenvolvimento sustentável. Brasil escola. [S. l.], [2024]. Disponível em:</p><p>https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exercicios-geografia/exercicios-sobre-desenvolvimento-</p><p>-sustentavel.htm . Acesso em: 10 maio. 2024.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>Ensino Médio. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Ge-</p><p>rais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em: https://acervodenoticias.educacao.mg.gov.br/images/</p><p>documentos/Curr%C3%ADculo%20Refer%C3%AAncia%20do%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf .</p><p>Acesso em: 19 jan. 2024.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino médio. Escola de</p><p>Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2024.</p><p>Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg.</p><p>Acesso em: 19 jan. 2024.</p><p>MOURA, R. A. D. Consumo ou consumismo: uma necessidade humana?. Revista da Facul-</p><p>dade de Direito de São Bernardo do Campo, [S. l.], v. 24, n. 1, p. 14, 2018. Disponível em:</p><p>https://revistas.direitosbc.br/fdsbc/art%20icle/view/931 . Acesso em: 05 maio. 2024.</p><p>OS Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil. ONU - Organização das Nações Unidas.</p><p>[S. l.], [2024]. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso em: 03 maio 2024.</p><p>OS Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil/Consumo e produção responsáveis. ONU</p><p>- Organização das Nações Unidas. [S. l.], [2024]. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/</p><p>sdgs/12. Acesso em: 03 maio 2024.</p><p>SILVEIRA, Marcelo. Livro Integrado 1ª série/ Marcelo Silveira/ Georgia Fabiana Mendes Mari-</p><p>nho (org.). 3 ed. - Fortaleza: Companhia Brasileira de Educação e Sistemas de Ensino S. A. , 023</p><p>(Coleção Integrada). 584 p.</p><p>SORICE, Gabriela. Consumo e Produção Responsáveis. UFMG espaço do conhecimento. Belo</p><p>Horizonte, [(2024)]. Disponível em:https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/consumo-e-pro-</p><p>ducao-responsaveis/. Acesso em: 17 maio. 2024.</p><p>VESTIBULAR Estadual 2015 - 1ª Fase Exame de Qualificação. UERJ. Rio de Janeiro, 2015. Dispo-</p><p>nível em: https://www.revista.vestibular.uerj.br/arquivos/pdf/questao/20.pdf. Acesso em: 10 maio.</p><p>2024.</p><p>20</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>2º Ano</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências Humanas e Sociais Aplicadas</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>História</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Médio</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>Renascimento comercial europeu e o mercantilismo como modelo econômico protocapitalista.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>Olá, estudante!</p><p>Na virada do século X para o XI, com o fim das invasões bárbaras nos territórios ocidentais da</p><p>Europa, as estruturas econômicas, políticas e culturais feudais se consolidam. A paz estabelecida</p><p>permitiu o crescimento econômico e demográfico e o surgimento de novas técnicas produtivas, au-</p><p>mentando a capacidade alimentar da população e, em consequência, o aumento da expectativa de</p><p>vida. A paz gerada também afetou a principal atividade e relações da nobreza: a guerra.</p><p>Sendo assim, em meados do século XI, a falta de terras, a falta de recursos minerais e o excesso</p><p>populacional geraram os motivos para o início das Cruzadas: guerras contra o Império muçulmano</p><p>com a justificativa da reconquista de territórios cristãos sobre controle islâmico como, por exemplo,</p><p>Jerusalém.</p><p>Mesmo derrotados em seus propósitos, os territórios feudais tiveram uma grande vitória nas Cruza-</p><p>das: a abertura de rotas comerciais no mar mediterrâneo. Essas rotas permitirão o surgimento de</p><p>rotas terrestres de comércios (possíveis devido ao fim das invasões) e aparecimento de novas aglo-</p><p>merações urbanas (burgos) e novas atividades (ofícios). O conjunto desses ofícios e desses burgos</p><p>gerarão as ligas comerciais (a mais famosa delas foi a Liga Hanseática). O renascimento comercial</p><p>permitiu, também, o surgimento de uma nova classe social dentro da organização social feudal: a</p><p>burguesia.</p><p>A partir de sua formação, a burguesia foi ascendendo e ganhando força dentro do cenário feudal.</p><p>As diferenças de interesses econômicos entre burgueses e nobreza feudal vai influenciar nos pro-</p><p>cessos de centralização política dos territórios europeus (formação das monarquias centralizadas</p><p>europeias). Ao apoiar as famílias monárquicas nos projetos centralizadores, a burguesia buscava</p><p>unificação de impostos, moedas e sistemas de medidas. A nobreza, observando sua perda política,</p><p>mas em busca de manutenção de seus privilégios e terras, passará a ceder às formações monárqui-</p><p>cas. Em contrapartida, as monarquias atenderam aos interesses desses dois grupos sociais.</p><p>No século XIV, conhecido o período do fim do feudalismo, eventos marcantes aceleraram a transição</p><p>do mundo feudal para o mundo moderno: crises produtivas, peste negra, revoltas camponesas e a</p><p>Guerra dos Cem Anos. A Peste Negra consumiu com 1/3 da população europeia; a Guerra dos Cem</p><p>Anos entre França e Inglaterra (1337 a 1453) alterou as rotas comerciais internas europeias, im-</p><p>pulsionando as vias marítimas. Ademais, esse confronto permitiu a ascensão e centralização dessas</p><p>monarquias.</p><p>21</p><p>Na península ibérica, a monarquia portuguesa, já consolidada, e Lisboa despontavam como centro</p><p>náutica. A Espanha se formava no processo de expulsão dos muçulmanos da península (Guerra da</p><p>Reconquista).</p><p>Nessa mesma época, a cidade de Constantinopla é tomada pelos turcos otomanos e fechada ao</p><p>comércio europeu. As companhias comerciais precisarão buscar novas rotas para obter os produtos</p><p>orientais vendidos nesta cidade. Essa situação potencializa o financiamento real e burguês para</p><p>novas rotas de navegação.</p><p>Logo, as centralizações monárquicas e esses outros eventos põem fim ao modelo político feudal. As</p><p>estruturas econômicas feudais darão lugar às estruturas mercantilistas (protocapitalista). À guisa</p><p>de fortalecer seus poderes, as monarquias investem e gerem as novas formas de acumulação de</p><p>capital.</p><p>O mercantilismo (comercialismo) foi o sistema socioeconômico das monarquias modernas europeias</p><p>e se baseava no princípio da acumulação de capital. A principal forma era a acumulação primitiva,</p><p>ou seja, de metais e pedras preciosas. A obstinação nessa forma de acúmulo é responsável pela ace-</p><p>leração da colonização da América (a exploração dos recursos naturais agrícola e silvícola também</p><p>caracterizam formas de exploração mercantilista). Além do metalismo e do colonialismo, também</p><p>são formas de acúmulos mercantilistas a balança comercial favorável e o protecionismo alfandegá-</p><p>rio. Cada uma das monarquias europeias teve seu modelo de acúmulo mercantilista de acordo com</p><p>as suas realidades políticas, econômicas e sociais.</p><p>1 – (Prefeitura de Bataguassu) O mercantilismo, política econômica adotada pelos países europeus</p><p>durante a Idade Moderna, apesar das características comuns, variava de nação para nação. São</p><p>características a serem reconhecidas no mercantilismo inglês:</p><p>I) Adoção do comercialismo, baseado no estímulo à produção manufatureira, especialmente de</p><p>têxteis.</p><p>II) Incentivo ao desenvolvimento da marinha mercante e às atividades dos corsários, que pilhavam</p><p>os galeões espanhóis carregados de metais preciosos.</p><p>III) Coincidiu com a expansão marítima e colonial. A Companhia das Índias Orientais estabeleceu</p><p>entrepostos na Índia e na Indonésia, política expansionista</p><p>que se refletiu no desenvolvimento do</p><p>comércio exterior e na marinha mercante britânica.</p><p>Assinale a alternativa correta:</p><p>A) I e II.</p><p>B) I e III.</p><p>C) II e III.</p><p>D) I, II e III.</p><p>E) III.</p><p>2 – Rebelião popular contra a aristocracia do nordeste da França que ocorreu em 1358. Ficou co-</p><p>nhecida por esse nome, devido ao hábito de os nobres, desdenhosamente, se referirem a qualquer</p><p>camponês como Jacques, ou Jacques Bonhomme.</p><p>A Jacquerie aconteceu num momento bastante crítico: a Guerra dos Cem Anos. Após a Batalha de</p><p>ATIVIDADES</p><p>22</p><p>Poitiers, em 1356, a nobreza passou a ser alvo de uma crescente impopularidade. Era acusada de</p><p>incitar grupos de mercenários, pertencentes a forças inglesas, para além de exigir o pagamento de</p><p>elevados impostos. Em 1358, a revolta começou perto de Compiègne, alastrando-se rapidamente</p><p>a outras aldeias. Os camponeses destruíram vários castelos e mataram os nobres. Liderados por</p><p>Guillaume Cale, ou Carle, uniram forças com os rebeldes parisienses, comandados por Étienne Mar-</p><p>cel. Os parisienses acabaram por ser derrotados, em Meaux, por Gaston Phoebus de Foix, enquanto</p><p>Carlos II de Navarra venceu Cale, em Clermont-en-Beauvaisis. A seguir, os rebeldes foram todos</p><p>massacrados.</p><p>Disponível em: https://www.infopedia.pt/artigos/$jacquerie#:~:text=Rebeli%C3%A3o%20popular%20contra%20a%20</p><p>aristocracia,a%20Guerra%20dos%20Cem%20Anos. Acesso em: 04 abr. 2024.</p><p>Escrever um parágrafo explicando essa rebelião camponesa com a Guerra dos Cem Anos e a epide-</p><p>mia de Peste Negra.</p><p>03 – (UESPI- 2009) As corporações de ofício movimentaram a vida econômica das cidades medievais</p><p>na Europa, onde a ideia do lucro era:</p><p>A) aceita, devido às influências de uma burguesia que se expandia no comércio da época, so-</p><p>bretudo no mundo urbano.</p><p>B) condenada pela prevalência de uma mentalidade religiosa que defendia a existência do justo</p><p>preço no comércio.</p><p>C) malvista, apenas, por aqueles que estavam ligados ao clero católico, dono das maiores cor-</p><p>porações da época.</p><p>D) praticada por todas as corporações, pois não havia influências da Igreja nas atividades eco-</p><p>nômicas das cidades.</p><p>E) restrita às corporações existentes nas cidades italianas, não sendo aceita pelas cidades da</p><p>Europa Central.</p><p>23</p><p>O pioneirismo português e as grandes navegações.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>Olá Estudantes!</p><p>As Grandes Navegações europeias dos séculos XV e XVI marcaram um período de exploração e</p><p>expansão marítima nunca antes visto e foram impulsionadas por uma série de fatores econômicos,</p><p>políticos e sociais. A monarquia portuguesa foi pioneira nesse movimento, inaugurando uma era de</p><p>descobertas que mudaria para sempre o curso da história dos povos.</p><p>Portugal se destacou como o primeiro país nas Grandes Navegações por uma série de razões: loca-</p><p>lização estratégica na costa atlântica da Europa; experiência marítima acumulada ao longo dos sé-</p><p>culos; o incentivo à exploração por parte do governo português e o desenvolvimento de tecnologias</p><p>navais avançadas, como a caravela, que impulsionaram suas expedições.</p><p>Os principais navegadores portugueses, como Bartolomeu Dias, Vasco da Gama e Pedro Álvares</p><p>Cabral, desbravaram rotas que levaram ao estabelecimento de importantes laços comerciais com o</p><p>Oriente. A rota para as Índias, contornando o Cabo da Boa Esperança, no continente africano, abriu</p><p>novos caminhos para o comércio das especiarias e produtos de luxo, enriquecendo os portugueses</p><p>e expandindo seu império.</p><p>Enquanto Portugal avançava nos seus feitos ultramarinos, as navegações espanholas engatinhavam</p><p>e estavam intimamente ligadas ao processo de unificação dos reinos espanhóis. O casamento dos</p><p>Reis Católicos, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, em 1469, marcou o início da unificação polí-</p><p>tica do país. As expedições lideradas por Cristóvão Colombo, financiadas pelos monarcas espanhóis,</p><p>resultaram na descoberta de novas terras e na expansão do império espanhol para o Novo Mundo.</p><p>Esse período de descobertas e conquistas consolidou a posição da Espanha como uma das maiores</p><p>potências coloniais da época.</p><p>Devido às descobertas do novo mundo (América) e da esfericidade de nosso planeta, os países</p><p>ibéricos assinaram os tratados de Tordesilhas (1494) e Saragoça (1529). Esses tratados dividiram</p><p>as terras recém-descobertas entre Portugal e Espanha, estabelecendo linhas demarcatórias que</p><p>buscavam evitar conflitos entre essas potências marítimas emergentes. Esses acordos demonstram</p><p>a crescente importância do papel da diplomacia na era das Grandes Navegações.</p><p>Posto isso, pode-se dizer que as Grandes Navegações europeias não somente abriram novas rotas</p><p>comerciais e estabeleceram impérios ultramarinos, como também modificaram as relações políticas</p><p>e econômicas globais e moldaram o mundo como o conhecemos hoje.</p><p>ATIVIDADES</p><p>1 – (UERJ-2006) As grandes navegações dos séculos XV e XVI possibilitaram a exploração do Oce-</p><p>ano Atlântico, conhecido, à época, como Mar Tenebroso. Como resultado, um novo movimento</p><p>penetrava nesse mundo de universos separados, dando início a um processo que foi considerado</p><p>por alguns historiadores uma primeira globalização e no qual coube aos portugueses e espanhóis</p><p>um papel de vanguarda.</p><p>A) Apresente o motivo que levou historiadores a considerarem as grandes navegações uma</p><p>24</p><p>primeira globalização.</p><p>B) Aponte dois fatores que contribuíram para o pioneirismo de Portugal e Espanha nas grandes</p><p>navegações.</p><p>2 – (Fuvest-2003) “Antigamente a Lusitânia e a Andaluzia eram o fim do mundo, mas agora, com a</p><p>descoberta das Índias, tornaram-se o centro dele”. Essa frase, de Tomás de</p><p>Mercado, escritor espanhol do século 16, referia-se:</p><p>A) ao poderio das monarquias francesa e inglesa, que se tornaram centrais desde então.</p><p>B) à alteração do centro de gravidade econômica da Europa e à importância crescente dos no-</p><p>vos mercados.</p><p>C) ao papel que os portos de Lisboa e Sevilha assumiram no comércio com os marajás indianos.</p><p>D) ao fato de a América ter passado a absorver, desde então, todo o comércio europeu.</p><p>3 – (Fuvest-2003)</p><p>Observe o mapa e explique:</p><p>A) Por que não estão representados todos os continentes?</p><p>B) Quais os conhecimentos necessários na época, final do século 15, para se confeccionar um</p><p>mapa com essas características?</p><p>4 – (FUVEST-2008) “Os cosmógrafos e navegadores de Portugal e Espanha procuram situar estas</p><p>costas e ilhas da maneira mais conveniente aos seus propósitos. Os espanhóis situam-nas mais para</p><p>o Oriente, de forma a parecer que pertencem ao Imperador (Carlos V); os portugueses, por sua vez,</p><p>situam-nas mais para o Ocidente, pois deste modo entrariam em sua jurisdição.</p><p>”Carta de Robert Thorne, comerciante inglês, ao rei Henrique VIII, em 1527.</p><p>O texto remete diretamente:</p><p>A) à competição entre os países europeus retardatários na corrida pelos descobrimentos.</p><p>B) aos esforços dos cartógrafos para mapear com precisão as novas descobertas.</p><p>C) ao duplo papel da marinha da Inglaterra, ao mesmo tempo mercantil e corsária.</p><p>D) às disputas entre países europeus, decorrentes do Tratado de Tordesilhas.</p><p>E) à aliança das duas Coroas ibéricas na exploração marítima.</p><p>25</p><p>Caros(as) Discentes!</p><p>Estudar a formação do pensamento absolutista na modernidade europeia é nos permitir a entender</p><p>os processos de manutenção dos privilégios da nobreza e do clero; da associação da burguesia</p><p>aos(às) monarcas como forma se empoderar economicamente e desenvolver a economia mercanti-</p><p>lista e da exploração e subjugação das classes mais pobres (camponeses e artesãos). A autoridade</p><p>incontestável dos reis e rainhas da Europa moderna permitirá tanto a exploração das colônias na</p><p>América quanto o desenvolvimento das bases econômicas capitalistas. Quando a ordem absolutista</p><p>começa a ser um entrave para o desenvolvimento capitalista, a classe burguesa formulará novas</p><p>ideias para uma nova sociedade e um novo sistema político.</p><p>As monarquias absolutistas europeias</p><p>A formação das monarquias centralizadas na Europa durante os séculos XIV e XV permitiu as bases</p><p>para o surgimento das monarquias</p><p>absolutas. Nesse período, monarcas como os reis da França, In-</p><p>glaterra, Espanha e Portugal consolidaram seu poder através da centralização de sua autoridade, do</p><p>enfraquecendo da nobreza feudal e pela expansão da burocracia real. Essa centralização de poder</p><p>preparou o terreno para a ascensão dos regimes absolutistas modernos.</p><p>Décadas mais tarde, exemplos notáveis de monarcas absolutistas aparecerão. Podemos citar, por</p><p>exemplo, o rei francês Luís XIV, conhecido como "O Rei Sol". Ele reinou por 72 anos e é frequen-</p><p>temente lembrado por seu lema "O Estado sou eu”. Essa frase reflete a sua visão absolutista. Ele</p><p>consolidou o poder real ao limitar o poder da nobreza e expandiu o Estado francês, tornando-se um</p><p>modelo para outros monarcas absolutos na Europa.</p><p>Esses reis e rainhas modernos sustentaram seus poderes absolutos por meio de várias teorias po-</p><p>líticas que surgiram durante o período. Nicolau Maquiavel, em sua obra "O Príncipe", defendeu a</p><p>ideia de que o governante deveria manter o poder a qualquer custo, mesmo que isso significasse o</p><p>uso de métodos cruéis. Thomas Hobbes, em "Leviatã", argumentava que a autoridade absoluta do</p><p>Estado era necessária para evitar o caos social. Já Jacques Bossuet, em "Política segundo a Sagrada</p><p>Escritura", sustentava a teoria do Direito Divino dos Reis, afirmando que os monarcas governavam</p><p>com o consentimento de Deus e eram responsáveis apenas perante Deus.</p><p>Ou seja, as monarquias absolutistas europeias foram moldadas pela evolução das monarquias cen-</p><p>tralizadas e foram justificadas por teorias políticas que sustentavam o poder absoluto dos monarcas.</p><p>Esse período deixou um legado duradouro na história política europeia, influenciando o desenvolvi-</p><p>mento futuro dos sistemas de governo.</p><p>ATIVIDADES</p><p>1 – (UFRN-1997) O pensamento político e econômico europeu, em fins do século XVII e no século</p><p>XVIII, apresentou uma vertente de crítica ao Absolutismo e ao Mercantilismo, predominantes na</p><p>Europa, na Idade Moderna.</p><p>Qual das ideias abaixo caracteriza essa nova corrente de pensamento?</p><p>O Absolutismo monárquico.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>26</p><p>A) É necessária a regulamentação minuciosa de todos os aspectos da vida econômica para ga-</p><p>rantir a prosperidade nacional e o acúmulo metalista.</p><p>B) O Estado, com função de polícia e justiça, deve ser governado por um rei, cuja autoridade é</p><p>sagrada e absoluta porque emana de Deus.</p><p>C) A fim de proteger a economia nacional, cada governo deve intervir no mercado, estimulando</p><p>as exportações e restringindo as importações.</p><p>D) O poder do soberano era ilimitado, porque fora fruto do consentimento espontâneo dos indi-</p><p>víduos para evitar a anarquia e a violência do estado natural.</p><p>E) O Estado, simples guardião da lei, deve interferir pouco, apenas para garantir as liberdades</p><p>públicas e as propriedades dos cidadãos.</p><p>2 – (Mack-2003) Nicolau Maquiavel (1469-1567), pensador florentino, afirmava que a obrigação</p><p>suprema do governante é manter o poder e a segurança do país que governa. E, para atingir seus</p><p>objetivos, o governante deve usar de todos os meios disponíveis, pois “os fins justificam os meios”.</p><p>Suas ideias ficaram imortalizadas na obra:</p><p>A) Leviatã.</p><p>B) Política Segundo as Sagradas Escrituras.</p><p>C) A Arte da Guerra.</p><p>D) A Divina Comédia.</p><p>E) O Príncipe.</p><p>3 – (UNICAMP-2003) O grande teórico do absolutismo monárquico, o bispo Jacques Bossuet, afir-</p><p>mou: “Todo poder vem de Deus. Os governantes, pois, agem como ministros de Deus e seus repre-</p><p>sentantes na terra. Resulta de tudo isso que a pessoa do rei é sagrada e que atacá-lo é sacrilégio.</p><p>O poder real é absoluto. O príncipe não precisa dar contas de seus atos a ninguém”. (Citado em</p><p>Coletânea de Documentos Históricos para o 1º Grau. São Paulo, SE/CENP, 1978, p.79).</p><p>A) Aponte duas características do Absolutismo monárquico.</p><p>B) Em que período o regime político descrito no texto esteve em vigor?</p><p>C) Cite duas características dos governos democráticos atuais que sejam diferentes das men-</p><p>cionadas no texto.</p><p>4 – (Vunesp-2005) A longa crise da economia e da sociedade europeias durante os séculos XIV e XV</p><p>marcou as dificuldades e os limites do modo de produção feudal no último período da Idade Média.</p><p>Qual foi o resultado político final das convulsões continentais dessa época? No curso do século XVI,</p><p>o Estado absolutista emergiu no Ocidente. (Perry Anderson, Linhagens do Estado Absolutista.)</p><p>A) Identifique duas manifestações da crise do século XIV.</p><p>B) Aponte duas características do Estado absolutista.</p><p>27</p><p>O Renascimento artístico, científico e cultural europeu.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>Olá Estudantes!</p><p>O Renascimento artístico, científico e cultural europeu do período moderno é extremamente impor-</p><p>tante para as mudanças de pensamento que fundarão os conceitos de razão e ciência para os dias</p><p>atuais.</p><p>Foi um movimento que resgatou valores e conhecimentos das civilizações clássicas da Europa (Gré-</p><p>cia e Roma) e se distanciou dos valores e dogmas cristãos. Ademais, produziu uma valorização do</p><p>ser humano e o destacou como centro das necessidades produtivas, tanto da arte quanto da ciência.</p><p>Renascimento Artístico, Científico e Cultural Europeu</p><p>O Renascimento foi um movimento intelectual, artístico e cultural que floresceu na Europa entre os</p><p>séculos XIV e XVI. Esse período foi marcado por uma redescoberta e valorização das artes, ciências</p><p>e pensamento humanista, rompendo com os padrões da Idade Média e preparando o caminho para</p><p>a era moderna.</p><p>As principais características do Renascimento incluem o humanismo, que valorizava o ser humano e</p><p>seu potencial, a perspectiva linear, que criava a ilusão de profundidade nas obras de arte, o natura-</p><p>lismo, que buscava representar a natureza de forma realista, o classicismo, inspirado na arte e cultu-</p><p>ra da Grécia e Roma antigas, o racionalismo, que defende a razão como princípio de argumentação</p><p>e o antropocentrismo: a ideia de que o ser humano é centro do universo (em sentido figurado).</p><p>Entre os principais artistas renascentistas, destacam-se Leonardo da Vinci, com obras como "Mona</p><p>Lisa" e "A Última Ceia", que demonstram sua genialidade tanto na pintura quanto em outras áreas</p><p>como a engenharia e anatomia. Michelangelo Buonarroti, conhecido por suas esculturas monumen-</p><p>tais, como "David" e "Pietà", além dos afrescos na Capela Sistina (Vaticano), onde demonstrou sua</p><p>habilidade excepcional como pintor. Rafael Sanzio, famoso por suas pinturas de madonas e suas</p><p>obras-primas, como "A Escola de Atenas", que representam a harmonia e a beleza clássica.</p><p>No campo da ciência, o Renascimento testemunhou avanços significativos. Nicolau Copérnico re-</p><p>volucionou a astronomia com sua teoria heliocêntrica, apresentada em "De Revolutionibus Orbium</p><p>Coelestium", desafiando a visão geocêntrica predominante. Galileu Galilei, com suas observações</p><p>astronômicas e experimentos com o telescópio, fortaleceu a teoria heliocêntrica e contribuiu para o</p><p>desenvolvimento do método científico. Johannes Gutenberg foi outro protagonista desse período, ao</p><p>inventar a prensa de tipos móveis, que possibilitou a disseminação rápida e ampla do conhecimento</p><p>através da impressão de livros.</p><p>Logo, o Renascimento foi um período de intensa criatividade e inovação, onde artistas, cientistas</p><p>e pensadores desafiaram os dogmas estabelecidos e abriram caminho para uma nova visão do</p><p>mundo. Seu legado perdura até os dias de hoje, influenciando não apenas a arte e a ciência, mas</p><p>também a forma como percebemos e compreendemos o mundo ao nosso redor.</p><p>28</p><p>1 – (Mack-2003) Muitos artistas e filósofos do Renascimento escreveram sobre a natureza e o seu</p><p>valor para a arte, masnenhum foi tão bom observador como Leonardo da Vinci.</p><p>A prova, tanto da sua curiosidade insaciável como de seu entendimento profundo da natureza, pode</p><p>encontrar-se nos seus muitos desenhos e livros de notas. O Mundo do Renascimento Dentre as</p><p>principais características do movimento denominado Renascimento Cultural, encontradas nas obras</p><p>de Leonardo da Vinci, podemos destacar:</p><p>A) o bidimensionalismo estético</p><p>e a desvalorização do ser humano.</p><p>B) o naturalismo e o geocentrismo.</p><p>C) o antropocentrismo e o humanismo.</p><p>D) o teocentrismo e o uso de conceitos irracionais abstratos.</p><p>E) a arte humanista e a ausência da perspectiva linear.</p><p>2 – (PUC-SP-2003)</p><p>(...)</p><p>Outras coisas que viu, mui numerosas,</p><p>Pedem tempo que o verso meu não dura,</p><p>Pois lá encontrou, guardadas e copiosas,</p><p>Mil coisas de que andamos à procura.</p><p>Só de loucura não viu muito ou pouco</p><p>Que ela não sai de nosso mundo louco.</p><p>Mostrou-se-lhe também o que era seu,</p><p>O tempo e as muitas obras que perdia,</p><p>(...)</p><p>Viu mais o que ninguém suplica ao céu,</p><p>Pois todos cremos tê-lo em demasia:</p><p>Digo o siso, montanha ali mais alta</p><p>Que as erguidas do mais que aqui nos falta.</p><p>ARIOSTO, Ludovico. Orlando Furioso. São Paulo: Atelier, 2002. p. 261.</p><p>O trecho acima, de um livro de 1516, narra parte de uma viagem imaginária à Lua. Lá, o persona-</p><p>gem encontra o que não há na Terra e não encontra o que aqui há em excesso.</p><p>Pode-se identificar o caráter humanista do texto na:</p><p>A) certeza, de origem cristã, de que a reza (suplicar ao céu) é a única forma de se obter o que</p><p>se busca.</p><p>B) constatação da pouca razão (siso) e da grande loucura existente entre os homens.</p><p>C) aceitação da limitada capacidade humana de fazer poesia (o verso meu não dura).</p><p>D) percepção do desleixo e da indiferença humanos (o tempo e as muitas obras que perdia).</p><p>E) ambição dos homens em sua busca de bens (Mil coisas de que andamos à procura).</p><p>ATIVIDADES</p><p>29</p><p>3 – (Fuvest-2000) Indique e comente quatro elementos da antiguidade greco-romana presentes</p><p>ainda hoje no mundo ocidental.</p><p>4 – (UNICAMP-2001) Em 1566, Copérnico anunciava, em sua obra Sobre as revoluções das órbitas</p><p>celestes: “[...] no primeiro livro descrevo todas as posições dos astros, assim como os movimentos</p><p>que atribuo à Terra, a fim de que este livro narre a constituição geral do Universo”. (Adaptado de</p><p>José Gaos, História de nuestra idea del mundo. Fondo de Cultura Económica, 1992, p. 146.)</p><p>A) Em que a obra de Copérnico significou uma revolução na forma como se via o mundo com-</p><p>parada à da Idade Média?</p><p>B) Como o telescópio, inventado por Galileu em 1610, ajudava a confirmar as teses de Copér-</p><p>nico?</p><p>C) Relacione o estudo da astronomia com as grandes navegações desse período.</p><p>30</p><p>As transformações da Idade Moderna impactam a relação do homem moderno com o cristia-</p><p>nismo católico: a reforma protestante e a contrarreforma católica.</p><p>TEMA DE ESTUDO:</p><p>Olá Estudantes!</p><p>A Reforma Protestante é um evento essencial para se entender o porque novas interpretações</p><p>religiosas do cristianismo aparecem no apagar das luzes feudais e no alvorecer do capitalismo. As</p><p>novas Igrejas revelam como as mudanças de pensamento estão mais associadas às mudanças polí-</p><p>ticas, econômicas, culturais e sociais do período moderno, dando sustentação para novas formas de</p><p>relacionar com o espiritual, do que uma crise de autoridade de fé do catolicismo.</p><p>A reação católica, ou Contrarreforma, foi um movimento de reafirmação dos dogmas, tradições e</p><p>rituais.</p><p>Reforma Protestante e Contrarreforma</p><p>A Reforma Protestante foi um movimento crucial na história da cristandade, marcando um período</p><p>de intensa transformação religiosa e social na Europa no século XVI. Suas origens estão nos ques-</p><p>tionamentos das práticas e doutrinas da Igreja Católica, especialmente pelas lideranças religiosas</p><p>como Martinho Lutero, João Calvino e Henrique VIII.</p><p>A nobreza e a burguesia possuíam motivos substanciais para apoiar a Reforma Protestante. A pri-</p><p>meira, desejando consolidar seu poder político e econômico, viu na Reforma uma oportunidade de</p><p>desafiar a autoridade papal e expandir sua influência sobre as terras e recursos controlados pela</p><p>Igreja. Enquanto isso, a burguesia, em ascensão devido ao desenvolvimento comercial e industrial,</p><p>teve, na Reforma uma oportunidade de contestar o monopólio econômico da Igreja e de se libertar</p><p>das restrições impostas pelo sistema religioso (condenação do lucro).</p><p>Ademais, as críticas aos desvios morais e religiosos da Igreja Católica e do clero foram fundamentais</p><p>para alimentar o fervor reformista. A corrupção generalizada, o enriquecimento ilícito e a venda de</p><p>indulgências pela Igreja Católica foram severamente contestados por reformadores como Lutero,</p><p>que argumentava pela salvação pela fé e pela autoridade das Escrituras Sagradas sobre as tradições</p><p>humanas.</p><p>Logo, a Reforma Luterana, liderada por Martinho Lutero na Alemanha, enfatizou a justificação pela</p><p>fé e a autoridade das Escrituras Sagradas. O luteranismo, caracterizado pela ênfase na graça divina</p><p>e na soberania de Deus, ganhou seguidores significativos em toda a Europa e catalisou uma onda</p><p>de mudanças religiosas e sociais.</p><p>A Reforma Calvinista, de João Calvino na Suíça e França, introduziu a doutrina da predestinação,</p><p>argumentando que Deus predestina alguns indivíduos para a salvação e outros para a condenação.</p><p>Essa crença profunda na soberania divina influenciou profundamente a ética protestante e contri-</p><p>buiu para o desenvolvimento de uma mentalidade empreendedora e disciplinada, base moral do</p><p>sistema capitalista.</p><p>Já a Reforma Anglicana, iniciada pelo rei Henrique VIII da Inglaterra, possui origem nos interesses</p><p>políticos e pessoais do monarca. Ele queria as terras da Igreja e menor influência do papa no país,</p><p>o que aumentaria seu poder. Sua vontade pessoal de se divorciar de Catarina de Aragão, que não</p><p>lhe deu um herdeiro homem, o fez solicitar a anulação do casamento. Esse pedido foi negado pelo</p><p>Papa e deu motivo para Henrique VIII separar a Igreja da Inglaterra do papado romano. Henrique</p><p>31</p><p>VIII se separou de Catarina de Aragão e se casou com Ana Bolena, mãe de Elizabeth I. Depois teve</p><p>mais quatro casamentos. Após sua morte, os reinados de Maria Tudor e Elizabeth I testemunharam</p><p>flutuações na política religiosa, com a restauração do catolicismo sob Maria e a consolidação do</p><p>anglicanismo sob Elizabeth (39 artigos da religião anglicana e o Prayer Book).</p><p>Contra todas essas mudanças, a reação católica à Reforma Protestante foi incisiva e multifacetada.</p><p>A Contrarreforma, consolidada pelo Concílio de Trento, buscou reformar internamente a Igreja Ca-</p><p>tólica e combater as heresias protestantes. Além disso, a Inquisição foi usada como uma ferramenta</p><p>para suprimir dissidências religiosas e manter a ortodoxia católica. Havia a lista de livros proibidos,</p><p>foram criados os seminários para gerar a formação dos padres e foi criada a Companhia de Jesus,</p><p>que ficou responsável pela catequese das populações de outros continentes que passaram a ser</p><p>alvos das invasões e colonizações europeias.</p><p>Ou seja, a Reforma Protestante foi um movimento complexo e de diversos meandros, transforman-</p><p>do profundamente a Europa e o cristianismo. Seus impactos reverberam até os dias atuais, moldan-</p><p>do não apenas a religião, mas também a política, a cultura e a sociedade ocidental.</p><p>01 – (UFMG-1998) O Concílio de Trento foi a resposta institucional da Igreja Católica à Reforma</p><p>Protestante. Duas instituições da Igreja Católica desempenharam papel crucial nesse contexto - o</p><p>Tribunal do Santo Ofício e a Companhia de Jesus.</p><p>Explique o papel que cada uma dessas instituições desempenhou nesse contexto:</p><p>02 – (UNICAMP-1996) "Embora a origem da Reforma de Lutero se deva a uma experiência pessoal,</p><p>ela refletiu, na verdade, o estado de espírito comum a muitos seguidores da Igreja Romana. De</p><p>fato, a iniciativa da livre interpretação da Bíblia deve ser compreendida como mais uma das muitas</p><p>manifestações típicas do individualismo do homem renascentista."</p><p>(Carmem Peris, Glória Vergés, EL RENACIMIENTO. Barcelona: Parramón Ediciones, s/d, p.32)</p><p>A) Quais foram as relações culturais da Reforma Protestante com o Renascimento?</p><p>B) Por que a livre interpretação da Bíblia era criticada pelo alto clero medieval?</p><p>03 – (Mack-1997) O Rei Henrique VIII, aclamado defensor da fé pela Igreja Católica, rompeu com</p><p>o Papa Clemente VII em 1534, por:</p><p>A) opor-se ao Ato de Supremacia que submetia</p>