Prévia do material em texto
<p>ESTRATÉGIA MODERNA DO XADREZ 36</p><p>LUDEK PACHMAN ESTRATÉGIA MODERNA DO XADREZ traduzido da versão FLÁVIO CARVALHO JUNIOR BESTSELLER Importadora de Lieros S.A. PAULO</p><p>título da versão Modern Chess Strategy Índice publicado de do 11 1. Os conceltos de 15 A Estratégia 15 B. Caráter da Posição a do Plano 16 de C. de uma sun 20 a Valor das 26 III. As Peças 31 A. Bispo Diagonais Abertas 31 B. Bom e Mau Bispo 32 Bispos 35 D. e Base de Operações 38 E. de Bispo contra Cavalo 41 1. Superioridade do Bispo 42 2. Superioridade do 43 F. Os dois Bispos 50 IV. As 59 Significado Abertas 59 B. Colunas Abertas Fator de Ataque Rei 62 para adquiridos Aproveitamento das Abertas no Centro e na Ala da 67 BESTSELLER D. A Sétima e Oltava Filas 70 E. Ativas adiante da de 75 de Livros S.A. da 394 PAULO V. A Dama e com Peças 80 que se a VI. o Rei 89 Ativo nn de 89 1967 B. 92 C. Exposta do Rei como Fator 96 Printed in</p><p>VII. Troca de Material 101 Os 108 A. Peão Crinção Aproveltamento 108 H. o Bloquelo 116 C. Tipos de Passados 124 D. Isolado 137 Peño 150 F. o Par de 160 G. 169 IX. o 185 A. Centro 186 H. Pequeno Centro 194 Outros Tipos de Centro de 197 D. Tensão no Centro 202 E. Centralização de 208 F. Contrôle das Casas 213 G. Centro 218 X. Superioridade nas Alas 222 de em uma Ala 223 B. Concentração de Ala 230 Superioridade de Espago Ala 232 D. A de 239 Ataque de ala o Centro 246 XL Ataque Mineria 251 A. pelo de CA 255 B. P4CD Pretas 259 na Formação 263 XII. Os Pentos 267 A. Peças em Avangadu 267 B. 272 Cases Fracus na de 275</p><p>Prefácio do autor ESTE LIVRO não pretende um completo de ensino para a condução de uma partida de xadrez; nem pretende apontar novos horizontes na enxadristica: desejo fol simplesmente escrever um guia prático para estudo do meio Todos que desejam encarar xadrez estão interessados na questão: Como poderei reco- nhecer aspectos característicos de uma posição e estabelecer meus planos de com Ajudar a responder esta pergunta é a livro. Começamos com um exame das peculiaridades das peças e então, são discutidos os problemas do centro, vantagem material e de espaço em uma secção particular do formações de e alguns problemas gerais da luta Como fundamento para o livro, utilizei um gran- de número de partidas compreendendo perio- dos do xadrez, embora naturalmente predominem exemplos de recentes. Pode ver-se que partidas se encontram com compa- rativa Isto não significa que eu as con- sidere os melhores exemplos de jôgo estratégico correto, mas sim que cada enxadrista sente suas proprias partidas melhor do que as alheias e pode, portanto, explicar melhor processos analíticos que experimentou durante a partida. LUDEK PACHMAN</p><p>ESTRATÉGIA MODERNA DO XADREZ</p><p>CAPÍTULO Conceitos básicos de estratégia 08 is ha no xadrez b7 d? 17 06 C6 to A. Estratégia e tática Opinião largamente difundida diz que a diferença entre o as is enxadrista categorizado o principlante se radica na es is amplitude com que o primeiro pode calcular; e a questão de saber-se quantos lances adiante um Grande-mestre se a pedra de toque em tal A habilidade de calcular 04 but #4 14 h4 corretamente é, sem necessária a um enxadrista de cate- goria, mas não é a única, e certamente não é a diferença mais importante entre um mestre e um jogador Há muitos as as q3 h3 enxadristas que possuem excelente dominio arte de mas que nunca a do mestre: falta-lhes a capacidade de conduzir a partida como um todo, em um plano adequado prèviamente cálculo de 02 particulares só é possível, e necessário, em certas posi- claramente na parte dos casos o próprio plano geral encarrega-se de indicar-nos di plano de a um momento dado da partida é chamado plano a maneira como é estabelecido, o conjunto de que seguimos cm sua determinação, conhece-se como DIAGRAMA MOSTRANDO AS DESIGNAÇÕES EM estratégia. Estes e outros tais como alvo estratégico NOTAÇÃO ALGÉBRICA DAS CASAS DO TABULBIRO têm em xadrez mesmo significado que o utilizado no campo militar, no político, etc. Deve-se ter em mente que o alvo estratégico em qualquer partida, era primitivamente a imposição de ao Rei adversário; tal compreensão superficial da estratégia preva- nos do xadrez entretanto, a técnica e as idéias mais profundas. Nas partidas de bons jogadores, nem mesmo o simples ganho 15</p><p>de um peão debilitado se nos apresenta, como importância é o da qualidade e dos peões, pois não alvo estratégico; é mais comum que acirrada luta se efetue pela podem, em contraste com as peças, serem transferidos de uma obtenção de pequena vantagem posicional tais como con- ala do tabuleiro para outra; posições de peões, como regra, trôle de uma coluna aberta, enfraquecimento de um peão alteram-se gradativamente, enquanto que as peças podem na a criação de um peão passado. dos casos, mudar de colocação sem dificuldades. Como Não é necessário acrescentar que melhores planos dão temos a aparente contradição de que os a nada se não são conduzidos adequadamente; isto aplica-se ao despeito de seu valor relativamente pequeno, são que deter- xadrez como a tudo D mais. A coleção de medidas e métodos para minam, em grande proporção, caráter de uma posição dada. execução do plano estratégico próprio ou inutilização do corres- Outros fatores permanentes são superioridade e em pondente plano inimigo, chama-se A campo pertencem muitos casos, as posições dos manobras, combinações e assim como ataque duplo, Vejamos algumas posições verificaremos como pregadura, ciladas, etc. Lidar pormenoriza- determinam suas características, e como plano estratégicamente damente com conceitos não é, entretanto, a função correto deve ser livro, se bem que possa familiarizar-se com ao estudar No diagrama 1 temos uma posição proveniente de uma variante as partidas exemplos dados nas páginas que seguem. da Ruy Lopez raramente jogada. Esta posição tem sido pouco experimentada na prática, e teóricos divergem em suas opi- niões a respeito dela. Podemos ver que as pretas têm uma van- B. o da posição e a escolha do plano tagem material de dois excetuado aquêle em que não pode ser mantido; elas encontram-se, entretanto, retardadas no desenvolvimento e suas peças estão colocadas passivamente. As A escolha do plano depende, em qualquer caso, da posição brancas, por sua vez, têm dama, cavalo, e bispo ativamente concreta no tabuleiro; deve, portanto, corresponder a esta instalados, e suas estão prestes a alcançar o campo da luta posição. Julgar uma posição corretamente reconhecer suas por de uma das colunas abertas. Estes fatores deter- peculiaridades um pré-requisito essencial ao encontro de um minam caráter da posição e indicam plano ser adotado por plano estratégico Devemos, portanto, indagar quais ambas as partes, como segue: que determinam o caráter de uma posição, e qual plano estratégico a ser Naturalmente, a resposta 1. As brancas devem usar suas melhor colocadas, para não pode ser dada em um cla representa a questão criar ameaças e lançar um ataque direto ao rei básica, concernente à totalidade livro. Podemos, oponente; típicas podem ser PD, abreviadamente indicar que caráter de uma posição é deter- TIR, C5CR, etc. minado pelos seguintes 2. As pretas devem tentar bloquear as ameaças imediatas, 1. Relação material, isto igualdade material ou superio- completar seu desenvolvimento, transformar sua vantagem ridade material de um lado. material por 2. poder de cada peça. 3. A qualidade de cada peão. após análise profunda e acurada as possibili- dades de ambos os lados, poderemos concluir se são as branças 4. A posição isto sua estrutura. ou as pretas que possuem as melhores perspectivas com seus 5. A posição dos reis. planos. Não estamos interessados nisso, no momento; que 6. Cooperação entre peças nos concerne é o fato de que um fator permanente (vantagem material) se confrontado por um fator temporário (avanço em Alguns dos fatores que determinam o caráter da posição são desenvolvimento e peças ativamente colocadas). o primeiro é permanentes, outros, Um fator permanente de um fator estratégico, segundo um fator No exemplo 16 17</p><p>Diagrama 1 Diagrama 2 em flancos opostos. Ambos os lados devem empenhar-se por situar suas peças e peões contra o rei inimigo sem perda de tempo; em tais posições, o princípio quem chega primeiro, se serve primeiro é geralmente verdadeiro. As brancas devem, portanto, avançar seus peões da primitiva ala do Rei tão cedo quanto possível, e as pretas devem fazer o mesmo em sua ala da dama. Outro fator, de menor importância, consiste na debilidade do peão prêto em d6; por sua causa, as pretas ao executar seu plano, devem colocar-se de forma a que êste peão possa ser vantajosa- mente defendido (p. ex.: TID e D2BD). Diagrama 3 Diagrama 4 stes se e requerem um tratamento diferente 111 ada lado. diagrama 2 temos novamente uma posição da Ruy Lopez. material é equivalente e ambos os lados têm o mesmo o de peças desenvolvidas. Qual o plano a ser adotado por outro lado? o principal fator aqui é a posição assimétrica Se dividirmos o tabuleiro em duas metades por uma imaginária entre as colunas do rei e da dama, veremos que tas possuem quatro peões contra três das brancas na ala ma, enquanto que na ala do rei as posições estão invertidas. fator importante é o peão branco em e5, o qual, havendo posto a "linha de demarcação", restringe os movimentos das Por vêzes ocorre podermos escolher entre planos estra- na ala do rei: estas não podem ocupar f6, e se tentarem tégicos em uma determinada posição. Na variante Samisch da (ou P4BR) poderão defrontar-se com por outro defesa Índia do Rei, as brancas têm (após os lances 1 P4D, caso joguem P3CR, darão às brancas oportunidade de C3BR; 2 P4BD, P3CR; 3 C3BD, B2C; 4 P4R, P3D; r f6 com uma peça. 5 P3B, 6 B3R, P4R; 7 P5D, C4T; 8 D2D, P4BR) demos agora esboçar os planos estratégicos que correspondem à escolha dois planos completamente diversos (ver diagrama 4): as posições: 1. Podem jogar 9 P X P, 10-0-0, e então lançar As brancas devem preparar um ataque de peças na ala um agudo ataque à ala do rei adversário com B3D, CR2R, do rei, com lances como D3D, B2BD, C5CR, etc.; serão TICR e P4CR; as pretas terão de partir, em auxiliadas nisso pelo efeito paralisador do PR sôbre as cia, para um contra-ataque na ala oposta (P3TD, P4CD, pretas. Em aditamento deverão após adequada prepa- etc.); assumindo a partida características de duplo gume. ração, avançar seus peões na ala do rei (P4BR 5B). 2. Podem por meio de -0-0-0, P5B; 10 B2B, per- As pretas devem opor-se às ameaças na ala do rei e, então, mitir às pretas a obtenção de vantagem de espaço na ala preparar um avanço de seus próprios peões na ala da dama do rei, que pode ainda ser acrescida com P4CR - 5C. (C4TD, P4BD, etc.). As brancas, em compensação, possuirão mais espaço na diagrama 3 temos uma posição da variante Rauser, na ala oposta e após desenvolvimento de suas peças sa Siciliana. Aqui o fator dominante é a situação dos reis poderão prosseguir com o avanço P4CD, P5BD, etc. 19 8</p><p>Diagrama 2 em flancos Ambos os lados devem empenhar-se por situar suas peças e peões contra o rei inimigo sem perda de tempo; em tais posições, quem chega primeiro, se serve primeiro geralmente verdadeiro. As brancas devem, portanto, avançar seus peões da primitiva ala do tão cedo quanto possível, as pretas devem fazer mesmo em sua ala da dama. Outro de menor importância, consiste na debilidade do peão prêto em por sua causa, as pretas ao executar seu plano, devem colocar-se de forma a que peão possa vantajosa- mente defendido (p. ex.: TID e D2BD). Diagrama 3 Diagrama 4 fatores se e requerem um tratamento diferente lado. rama 2 temos novamente uma posição da Ruy Lopez. aterial é equivalente e ambos lados têm o mesmo peças desenvolvidas. Qual o plano a ser adotado por lado? principal fator aqui é a posição assimétrica dividirmos tabuleiro em duas metades por uma entre as colunas do rei e da dama, veremos que possuem quatro peões contra três das brancas na ala enquanto que na ala do rei as posições estão invertidas. or importante é peão branco em e5, qual, havendo a "linha de restringe movimentos das Por vêzes ocorre podermos escolher entre planos estra- ala do rei: estas não podem ocupar f6, e se tentarem tégicos em uma determinada posição. Na variante Samisch da P4BR) poderão defrontar-se com por outro defesa India do Rei, as brancas têm lances o joguem P3CR, darão às brancas oportunidade de C3BR: 2 P4BD, P3CR; 4 P4R, P3D; com uma peça. P3B, 6 B3R, P5D, 8 D2D, P4BR) agora esboçar os planos estratégicos que correspondem à escolha dois planos completamente diversos (ver diagrama 4): posições: 1. Podem jogar 9 - P P. P P; e então lançar brancas devem preparar um ataque de peças na ala um agudo ataque à ala do rei adversário com B3D, CR2R, com lances como D3D, B2BD, C5CR, etc.; serão TICR e as pretas terão de partir, em xiliadas nisso pelo efeito paralisador do PR sôbre as para um contra-ataque na ala oposta (P3TD, P4CD, etas. Em aditamento deverão após adequada prepa- etc.); assumindo a partida de duplo gume. ção, seus peões na ala do rei (P4BR 5B). 2. Podem por meio de P5B; 10 B2B, per- pretas devem opor-se às ameaças na ala do rei e, então, mitir às pretas a obtenção de vantagem de espaço na ala um de seus próprios na ala da dama do rei, que pode ainda set acrescida com P4CR - P4BD, etc.). As brancas, em compensação, possuirão mais espaço na 3 temos uma posição da variante Rauser, na ala oposta e o desenvolvimento de suas peças Aqui o fator dominante é a situação dos reis poderão prosseguir com o avanço P4CD, P5BD, etc. 19</p><p>No de transição entre a abertura e a Diagrama 5 Diagrama 6 possibilidade de escolha entre dois planos surge frequentemente. Nem sempre é possível decidir, por meio de uma verificação obje- tiva, qual é melhor; nestes casos, subjetivos, tais como: tendências pessoais de estilo (próprio ou do oponente), colocação no devem ser tomadas em consideração; trataremos disso, porém, em capítulo posterior. Quando tiver sido escolhido um plano adequado ao caráter da posição, devemos conduzi-lo de modo consistente, com todos meios a alcance. Finalmente, uma advertência: o plano escolhido deve ser mantido sempre sob estrito contrôle, para caso em que ocorra uma mudança signi- ficativa na posição; às um câmbio de posição, aparente- mente pequeno, pode exigir alteração imediata do plano estra- opostas, agindo como poderoso elemento igualador. Nenhum tégico. lado possui, nesta ocasião, um plano aceitável que ofereça sibilidades de obter vantagem. Se desprezarmos a eventualidade de etros e colocarmos de cada lado jogadores de igual C. de uma posição e sud poderemos afirmar que um empate será resultado final quase certo; a posição é de um tipo de igualdade que não oferece a Ao julgar uma posição ativemo-nos até agora à determinação qualquer lado nenhuma perspectiva. de seu caráter estratégico e à eleição do plano estratégico cor- Algo diferente é a posição do diagrama 6. De com os respondente. Uma segunda e não menos importante parte da teóricos esta partida é está bem claro não análise de uma posição, é a verificação das possibilidades de ambos ser igual no mesmo sentido que o do exemplo precedente: longe os jogadores no curso ulterior da partida. Tal verificação é de exibir características de empate, a posição tem todos indícios especialmente importante se quisermos calcular uma parti- de batalha. As brancas têm vantagem na ala do rei e cular de é claro que só devemos decidir-nos por uma preparam ai violento ataque de elas planejam rocar combinação ou manobra, quando considerarmos a final largo depois de jogar As pretas, por sua parte, podem obtida como sendo superior, ou pelo menos à posição da operar na coluna "C" (TIBD, B5BD, ou C5BD) e por ai efetuar qual partimos. Por motivo devemos compreender como se um contra-ataque no setor aonde as brancas irão rocar. A expe- estabelecem as possibilidades para ambos os lados de uma posição, riência ensina que as probabilidades que ambos lados têm de antes e depois de cada manobra forçada ou combinação. mesmo realizar seus planos são aproximadamente iguais; resultado tipo de consideração deve influenciar também a determinação final da partida será decidido mais tarde, pendendo a do plano estratégico. vitória para o jogador que conduzir as ações com exatidão Se as perspectivas de ambos os jogadores são iguais em uma e consistência, e que seja capaz de explorar quaisquer possíveis posição particular, fazemos referência ao de tal imprecisões por parte de seu oponente. confunde-se conceito com a de de portanto, existem duas formas de empate, apesar de que o conceitos seja comple- tamente errado, como demonstraremos nos dois exemplos que 1. Posições empatadas, não oferecendo a qualquer lado pers- seguem. pectivas para um plano ativo, e eficiente. No diagrama 5 a posição dos peões simétrica. Cedo ou tarde 2. Posições nas quais as perspectivas para ambos os lados realizar-se-ão trocas das principais peças através da coluna são iguais; aqui equilíbrio mantido por indivi- aberta, permanecendo, entre as peças menores, bispos de duais que determinam caráter da posição. 20 21</p><p>que às lance, e tal em de se a do PAR Diagrams para a partida jogada deva terminar P que 1 primeiro se as tal em um de M lance inicial das de que seja, por do do segunda a cm . do Quanto às podem de um de mais por estatem equilibrio de no 7 Na da partida pretas a obtenção da combinação das que, a que and - No pera a un as pode ser per- per um da de um de perda material ou que de de lever a destruição do 9- Quando que equilibrio pode DSCD bado per de parte de não DMC dizer deva para tal A de que de ao opta- que an on que algum TIR: CIR que não ser superado par algum de Este dra de um simples come</p><p>Diagrama 2 em flancos Ambos os lados devem empenhar-se por Diagrama situar suas peças e contra rei inimigo sem perda de tempo; em tais posições, quem chega primeiro, se serve primeiro é geralmente verdadeiro. As brancas portanto, seus da primitiva ala do Rei tão cedo quanto possível, e as pretas devem fazer mesmo em sua ala da dama. Outro fator, de menor importância, consiste na debilidade do peão prêto cm por sua causa, as pretas no executar seu plano, devem colocar-se de forma a que possa mente defendido (p. ex.: TID e D2BD). Diagrama 3 Diagrama 4 dado fatores se e requerem um tratamento diferente para cada lado. No diagrama 2 temos novamente uma posição da Ruy Lopez. Aqui material é equivalente e ambos os lados têm mesmo número de peças desenvolvidas. Qual o plano a ser adotado por um e outro lado? O principal fator aqui a posição assimétrica dos Se dividirmos tabuleiro em duas metades por uma linha entre as colunas do rei e da dama, veremos que as pretas possuem quatro contra três das brancas na ala da dama, enquanto que na ala do rei as posições estão invertidas. Outro fator importante é peão branco em e5, qual, havendo Por vêzes ocorre podermos escolher entre planos estra- transposto a de demarcação", restringe Os movimentos das pretas na ala do rei: estas não podem ocupar e se tentarem em uma determinada Na variante Samisch da defesa do as têm lances 1 P4D, P3BR (ou P4BR) poderão defrontar-se com P P; por outro lado, caso joguem P3CR, darão às brancas oportunidade de C3BR: P4BD, P3CR; 3 C3BD, 4 P4R, 5 P3B, 6 B3R, 8 D2D, P4BR) ocupar com uma à escolha planos completamente diversos (ver diagrama 4): Podemos agora os planos estratégicos que correspondem às suas posições: 1. Podem jogar 9 P P 10 e então 1. As brancas devem preparar um ataque de peças na ala um agudo ataque à do rei adversário com B3D, CR2R, TICR e P4CR; as pretas terão de partir, em do rei, com lances como D3D, B2BD, C5CR, etc.; serão auxiliadas nisso pelo efeito paralisador do PR as cia, para um contra-ataque na ala oposta P4CD, pretas. Em aditamento deverão adequada prepa- etc.); assumindo a partida caracteristicas de duplo gume. ração, seus peões ala do rei (P4BR - 5B). 2. Podem por meio de P5B; 10 B2B, per- 2. As pretas devem opor-se às ameaças na ala do rei então, mitir às pretas a obtenção de vantagem de espaço na ala preparar um avanço de seus próprios peões na ala da dama do que pode ainda ser acrescida com P4CR - (C4TD, P4BD, etc.). As brancas, em compensação, possuirão mais espaço na ala oposta após o desenvolvimento de suas No diagrama 3 temos uma posição da variante Rauser, na poderão prosseguir com o P4CD, P5BD, etc. defesa Siciliana. Aqui fator dominante é a situação dos reis 19 18</p><p>No período de transição entre a abertura o a Diagrama 5 Diagrama 6 possibilidade de escolha entre dois planos surge Nem sempre é possível decidir, por meio de uma verificação obje- tiva, qual é melhor; nestes casos, fatores subjetivos, tais como: 1 tendências pessoais de estilo (próprio ou do oponente), colocação no torneio, devem set temadas consideração; trataremos disso, em posterior. Quando tiver sido um plano adequado ao caráter da posição, devemos de modo consistente, com todos Os táticos a nosso alcance. Finalmente, uma advertência: o plano escolhido deve ser mantido sempre sob estrito contrôle, para caso em que ocorra uma mudança signi- ficativa posição; às um de posição, aparente- mente pequeno, pode exigir alteração imediata do plano opostas, agindo como poderoso elemento igualador. Nenhum tégico. lado possui, nesta ocasião, um plano aceitável que ofereça pos- sibilidades de obter vantagem. Se desprezarmos a eventualidade de erros e colocarmos de cada lado jogadores de igual C. Equilíbrio de uma posição e sua destruição poderemos afirmar que um empate será o resultado final quase certo; a posição é de um tipo de igualdade que não oferece a Ao julgar uma posição ativemo-nos até agora à determinação qualquer lado nenhuma perspectiva. de seu caráter estratégico e à eleição do plano cor- Algo diferente é a posição do diagrama 6. De com os respondente. Uma segunda e não menos importante parte da teóricos esta partida é igual, está bem de uma posição, é a verificação das possibilidades de ambos ser igual no mesmo sentido que o do exemplo precedente: longe os jogudores no curso ulterior da partida. Tal verificação é de exibir de empate, a posição tem todos especialmente importante se quisermos calcular uma série parti- de batalha. As brancas têm vantagem na ala do rei e cular de lances; é claro que devemos decidir-nos por uma preparam violento ataque de elas planejam rocar combinação ou manobra, quando considerarmos a posição final largo depois de jogar D2D. As pretas, por sua parte, podem obtida como sendo superior, ou pelo menos igual, à posição da operar na coluna (TIBD, B5BD, ou C5BD) por efetuar qual partimos. Por êste devemos compreender como se um contra-ataque no setor aonde as irão rocar. A expe- estabelecem as possibilidades para ambos Os lados de uma posição, ensina que as probabilidades que ambos os lados têm de antes e de cada manobra forçada ou mesmo realizar seus planos são aproximadamente iguais; resultado tipo de consideração deve influenciar a determinação final da partida será decidido mais tarde, pendendo a do plano estratégico. para o jogador que conduzir ações com maior exatidão Se as perspectivas de ambos jogadores são iguais em uma e consistência, que seja capaz de explorar quaisquer possíveis posição particular, fazemos referência ao de tal posição. imprecisões por parte de seu oponente. Freqüentemente confunde-se com de posição de portanto, existem duas formas de empate, apesar de que intercâmbio conceitos seja comple- tamente errado, como demonstraremos nos dois exemplos que 1. Posições empatadas, não oferecendo a qualquer lado pers- pectivas para um plano ativo, e eficiente. No diagrama 5 a posição dos é simétrica. Cedo ou tarde 2. Posições nas quais as perspectivas para ambos os lados realizar-se-ão trocas das principais peças da coluna "e" são iguais; aqui o equilíbrio é mantido por fatores indivi- permanecendo, entre as peças bispos de côres duais que determinam caráter da posição. 20 21</p><p>equilíbrio? que cabe às brancas lance, e tal fato dá uma vantagem (Mobile 1855) to e possivelmente em m de saber se a vantagem do P4R P4R Diagrama ficiente, mediante jôgo correto, para a vitória, C3BD jogada deva terminar em P4D ncias recentes revelaram que a vantagem do B4BD B4B é tão acentuada quanto se pensou 5- em neutralizar tal vantagem em um de es. Entretanto, o lance inicial tem certa impor- quarto lance das foi, de imprecisão, por menor que por parte do certa forma, uma tentativa de destruir durante a abertura, geralmente resulta cm mediante de um peão, para obtenção de Quanto às brancas, podem permitir-se vantagem em Se is ampla e eventualmente escolher lances objeti- tivessem de (algumas vêzes por razões sem com P3B, não teria as a um sério dano no equilibrio da posição, em havido desfavorável no equi- a do texto, entre- tanto, as brancas tentam explorar O Diagrama 7 mustra a posição da partida as pretas almejam a obtenção de debilidade de um ataque Instan- antes da combinação das o - que é pois o certamente, não significa estarem obrigadas a diagrams 8 nos apresenta seu resul- contrário não cometeu, até No carso dos últimos cinco Quando igualarem a posição, temos um qualquer engano que lances, as brancas conseguiram recu- o pode ser the perturbado? então não per- sacrificado no quarto da parte de um dos jogadores; não obter beneficios de lance em situação exposta da material ou clara desvantagem posicional, 0 rei de tal atrasadas em desenvolvimento que plano estratégico falho ou uma de pequenas em favor efeito isolado, podem levar Diagrama 7 due do 9 P3D entamos que equilíbrio pode ser pertur- 10 T1R gano de parte de um dos jogadores, não queremos 11- D3C : deva lutar para obter tal A fim de obter devemos criar problemas estratégicos e táticos Um jogador com prin- dificuldades ao opositor. Frequentemente, em de estratégia, ente empatadas, é possível encontrar uma seqüência encontrar-se nesta opta- to adversário, plano estratégico correto ou que do sem hesitação pela continuação 11 T P: 12 C2D, incidir em algum 13 C3B. Se bem que após D3B das não pode, ser vantajosamente superado por pretas, ainda suficiente compensação pelo peño a repentino; seria, isto sim, de efeito desfavorável pedido completar desenvolvi- r. Este é um dos de Steinitz; umexemplo mento, ficando em condições de repelir como funciona. 7- 11 + P3CR CIT D3D 23</p><p>14 - D5T Se D as pretas respondem em conduzir seu plano estratégico sob mais favoráveis condições, P3CR com 19 T7R e que a execução dêste ficará assinalada no restante do jôgo R2B D2R 19 B6T: oponente forçado a cuidar-se de ameaças táticas e estra- C2D T6R 29 DID TIBR de maneira que terá escassas oportunidades para desen- D5C P3B1 C3B RIR volver um plano ativo, próprio. 19- 22- abandonam. o processo de estabelecer caminho para plano, chama-se iniciativa, que é o resultado natural da destruição do Para terminar esta secção, devemos examinar conceitos de Queremos deixar assente que um engano identificar e em relação ao Por ataque, queremos com pois que é meramente uma forma dizer uma ameaça direta à posição contrária, por meio de um daquela. avanço de peões por ou por uma concentração A iniciativa pode surgir diversas formas g. de peças num setor particular do tabuleiro. principio bélico mento de vantagem material, manobras de simplificação e trans- bem conhecido de que a execução de um ataque sucedido posição em final favorável, forcejamento da marcha de um peño requer superioridade das atacantes, aplica-se também ao passado, etc. Pode mesmo acontecer que um lado possua a xadrez. Até muitos principiantes seguem o conselho: "não ata- iniciativa enquanto outro esteja atacando; um caso típico que aonde estiver mais fraco, ou cairá em A quando um lado, após a perda de um peão, se lança em de conduzir um ataque, necessitamos: ou uma colocação mais desesperado alaque, ainda que sem preparo suficiente, na espe- de nossas peças, ou uma vantagem em espaço, ou peões rança de salvar a partida. É claro que a iniciativa pertence ao mais ou pontos débeis na posição inimiga, jogador com vantagem material e não aquêle forçado ao sitamos, em outras palavras, de uma ruptura no ela deve pender para lado do jogador em cujo Esta regra tem apenas uma exceção, que ocorre em posições do favor o equilíbrio se tipo apresentado no Diagrama 6. a partida igual, A iniciativa pode, não tomar diferentes porêm porêm cada jogador tem vantagem de espaço em um ser de graus diversos. Algumas vêzes é decisiva, conduz à vitória setor do tabuleiro. Cada um pode lançar um ataque na sóbre o melhor possível; outras vêzes, não é muito região onde está em superioridade, deve considerar claro se a vantagem obtida é ganhadora, se que oponente eventualidade de um contra-ataque no lado veja forçado à defensiva por longo tempo, e não possa Podemos, agora, examinar as de uma destruição lecer nenhum plano ativo próprio: neste caso, referimo-nos a de equilíbrio causada pelo jôgo impreciso por parte do oponente. uma iniciativa de longo alcance. Finalmente, temos os casos em Uma ruptura grave do equilíbrio pode levar a uma partida obje- que um jogador é a cuidar de ameaças inimigas por algum tivamente ganha: por exemplo, aonde perda de material não tem tempo, e após feito, está em condições de restaurar o compensação adequada, a questão de converter a vantagem é equilíbrio: aqui temos uma questão de iniciativa caso de simples técnica, geralmente; e aonde a posição do rei foi Um exemplo desta iniciativa é a que deriva da oportunidade dada sèriamente debilitada, surge com um ataque irresis- às brancas no comêço da partida, fazerem primeiro lance. tivel. Na dos casos, a destruição do equilíbrio não conduz imediatamente a uma partida objetivamente ganha e nem todo tipo de vantagem pode ser utilizado para obter a vitória. Um estudo de finais de partidas produz posições nas quais, mesmo uma ampla vantagem de material nem sempre pode ser por exemplo, um bispo e um contra um rei solitário não poderão obter a se o escaque de coroação do peão é de diferente da do bispo, e esteja con- pelo rei defensor. O resultado da destruição do se resume, de modo geral, que um dos lados se possibilitado 24 25</p><p>verifica na maioria das Não deve, entretanto, ser to- mada como válida para as posições pois o valor das peças é relativo: depende do da posição quanto do CAPÍTULO material existente no tabuleiro a um dado As peças menores variam de valor em relação valor das peças umas às outras, e isto será motivo de pormenorizada atenção posteriormente. Algumas flutuações ainda maiores se produzem com outras Por exemplo: uma é, geralmente, Diagrama 9 muito mais poderosa do que uma peça menor, mas um cavalo centra- Uma das primeiras tarefas do familiar lizado pode, por igualá-la, com poder de ação, ou valor, das peças individualmente consi- como no Diagrama 9. deradas, porque sem seu conhecimento não estará em condições Aqui, as brancas estarium em van- de julgar quais as trocas que lhe possam ser favoráveis. e quais tagem se pudessem colocar as que devam ser Um dos mais simples e comuns ação contra rei prêto; mas de avaliação, é de tomar um peão como unidade e grau de não podem nem via nem comparação para as demais peças. Neste caso temos: f1, p. ex.: (a) 1 T3T, C6B; 3 T3T, (amea- Bispo ou Cavalo 3 5 cando D8C T3C, P7R ganhan- do, ou (b) C6B; 2 TIBR, P6R, etc. Por estas cavalo prêto pode Dificilmente poderemos atribuir qualquer valor numérico ao ser considerado tão quanto a branca, e como as rei, por de um fator na partida: quando pretas possuem um peão a mais como compensação adicional cai, jôgo está pela qualidade a menos, podemos afirmar estarem em posição o estabelecimento do valor das peças com às outras superior. Multo variável, também, é valor da dama. Normal- é mais complicado do que demonstrado pela tabela acima, pois mente, uma dama equivale a uma mais uma peça menor simples valor não pode acuradamente. e dois ocasiões há, porêm, em que pode ser inferior a Um principiante poderá guiar-se por certo tempo, baseado em uma mais uma peça menor e um peão. Daremos um um sistema que prescreva mediante simples cálculo exemplo tico, o enxadrista experimentado sabe que método falha, ainda que seja na simples comparação entre uma e uma peça menor, como demonstra exemplo seguinte. Uma NAJDORF-RACOSIN peça menor dois peões valem, na prática, uma e aqui (Intersonal temos a soma 3 2 - absolutamente porêm dois bispos 3 6) quase sempre, mais que uma As pretas dama ulterior da partida e um (5 enquanto que três peças menores por um cavalo, prova que calculado (3 3 9) na maioria das muito mais fortes do que uma posição que a corretamente ao entregar ria dos competidores ao can- dama, pois que a de opositor duas 5 10). sideram box seu As permanece, por mais de vinte lances, Esta avaliação, naturalmente, é abstrata não pode brancas vantagem material e um ponto. aplicada a qualquer posição particular; representa valor prático posição parece ser hastante é clam, perguntar-nos das peças individualmente, ou seja, a relação mútua que se apenas o escaque b2 apresenta porque dama deve ser superior debilidade aparentemente a mais um peça menor; 36 27</p><p>Vejamos agora outros agrupamentos de Como regra Diagrama 10 TIBD CAB geral, três peças menores são superiores a uma dama. Uma 23. B4BR B4D 24 - B4B exceção ocorre se a dama pode penetrar na posição inimiga, B B cando peões e atando as peças inimigas a uma defesa passiva; P4R se, entretanto, lado com as peças menores pode consolidar 26 posição, elas normalmente virão a desenvolver forte ação, com desejo das brancas em manter possibilidades de ataque o Diagrama 11 mostra sua superioridade material, uma posição na qual as peças menores conferem às brancas nítida mente executado, mas a uma rápida superioridade, ainda que um cálculo puramente mecânico revele A de salvação vantagem material para seu oponente (dama e peão contra dois se apresenta brancas entrega de bispos um A razão da real vantagem branca reside na qualidade por Smyslov: ausência de possibilidades ativas para lado oposto; além disso, T P 27 P; após Posição lance que as pretas, pela as fraquezas na posição preta ocasionadas pelos lances P3CD e dama, as melhores pers- P3CR, Deve -se notar que o isolado de enfra- branco em d4 não é, absolutamente, fraco; ao contrário, de contas, movimentos são quecidos oferecetem alvo à desempenha importante papel ao impedir de peões prêtos, meramente a conjugação dos de uma dama branca, portanto, algumas e um bispo. Isto é possibilidades de empate. nas duas alas. a dama coordena dife- rentes multo melhor do T&D Diagrama 11 Diagrama 12 que as peças podem gran- 27 - R2T PSTR de mobilidade um excelente TIB T2D de resu- B3R me vantagem, P5R entretanto, quando as CIR TDID do cooperam bem B4R + entre cobrindo todes pontos P3CR T7D A teoria dos finais de partida 33 - T2B aponta posições em que uma dama algumas não pode ganhar de 34 - R2C B4R uma e um por causa da excelente coordenação das de- Evitando 34 B B x um exemplo similar de 36 D3BL 37- cooperação, ainda que algo mais com- T. D; plicado, é da partida presente, na qualas pretas tornam impossível à dama branca encontrar alvo Uma luta sucede entre duas e uma favorável para ataque. + Aqui a vantagem quase sempre do lado das e que 37. R2R 20 B2D C5R river a dama precisará geralmente de um peão extra para ter P4C C3D! possibilidades iguais. A das tôrres é melhor apreciada 39- RID T8C quando elas se unem na ou na oitava filas, ou quando R2D Na contra a dama operam em colunas abertas; tornam-se, então, aparentes, os tante evitar a formação de fraquezas 41- C4R limitados recursos defensivos de que pode dispor a dama. Melhores que possam ser exploradas pelo 42- DIT C6B + A dos cavalos é para esta são as posições em que é possível fracos R2R + importante nesta partida, por pos- ou um rei exposto. quando sua ação possa ser suirem excelentes bases de As Nada por certas a dama tem acrescidas suas possibilidades; por o cavalo em d6, enquanto mira para a C6B +: exemplo, uma dama e um bispo oferecem melhores perspectivas assegurar par de bispos 45 R2R, C3D; CBC às pretes, mediante 47 T8D em uma posição aberta contra duas e um cavalo, do que 29 28</p><p>a dama isolada contra as duas A razão é que a dama e bispo podem coordenar-se atacar através de uma diagonal. Diagrama 12 mostra-nos agrupamento de peças em ação. As pretas estão aqui em vantagem por vários motivos: CAPITULO III primeiro, têm a possibilidade de atacar os pontos fracos b4, 12 talvez, e4; segundo, as brancas não estão unidas, e não poderão atingir sem dificuldades a ou oitava filas para As peças menores uma pressão conjunta, devido à necessidade de defender pontos sob ameaça; terceiro, cavalo branco, na contingência de ajudar a defesa, não se poderá manter em d5, sua mais eficiente base de operações. Como já sabemos, bispo e cavalo são de valor aproxima- damente igual, a despeito da grande diversidade de seus respec- tivos raios de Nas próximas seis subdivisões examinaremos várias combinações destas peças. A. o Bispo e Diagonais Abertas A tim de conseguir seu de poder, um bispo necessita de diagonais abertas para seu uso; então, sua capacidade de ação a distância pode surgir. Na abertura, os lances P4D e 1 P4R abrem diagonais, porêm apenus com de por os bispos em jôgo; a oportunidade de prover um bispo de diagonais, de onde possa exercer uma pressão duradoura na posição inimiga, é parte de uma fase exemplo seguinte mostra como a desobstrução de uma diagonal de ataque pode conduzir a uma decisão imediata. ALEKHINE-JOHNER PSR!! PD P Diagrama 13 A alternativa 44 PB P é respondida por 45 46 + por P4B Não é melhor 45 P por com a de 47 B3C +. 46- D2D abandonam A posição não oferece não defesa 47 48 B5D +. após 30 31</p><p>Diagrama 15 Diagrama 16 concluir que am bispo bem colocado é um fator estratégico muito importante; inversamente, um bispo limitado em seus movimentos por ou inimigos, pode ser um fator importante, talvez decisivo - em favor do A dificuldade está em determinar se um bispo é bom ou em uma posição particular, sem estereotiparmos perigo- samente conceitos. No Diagrama 14, por exemplo, bispo em g2 pode mover-se apenas ao es- Diagrama 14 no entanto, não em absoluto, fraco: muito ao Por uma parte, protege rei branco, se as pretas entenderem atacar me- diante C4TR e P4BR; por outra, protege peño em c4, se peões estiverem postados em casas da côr E claro que as brancas posteriormente decidirem isto se aplica onde a formação dos não possa ser jogar P4BR. alterada, como Diagrama 16 elucida. Aqui, as bran- Nas aberturas modernas a posição cas têm três peões em casas da mesma de seu bispo, e apenas de um bispo é, comumente, bastante dois em casas da côr oposta, enquanto que inverso se verifica modesta no mais com as os peões brancos da ala da dama podem tarde desenvolve sua potenciali- suas que determina se os bispos dade latente. Se compararmos bis- bons maus são peões imóveis na ala do rei; portanto, é po em g2 no sistema de abertura C3BR, P4D; 2-P3CR, D bispo branco que deve ser considerado bom. 3 B2C, com aquêle em c4 no Giuoco Piano P4R; A diterenciação no valor dos bispos um importante fator 2 C3BD; 3 poderemos, à primeira estratégico. Como norma, cada lado deve esforçar-se por colocar muito mais passivo; no entanto, o Bispo em c4 apenas, seus peões em casas de oposta à de seu bispo; dessa maneira, estabelece escassas ameaças táticas, enquanto que a peça g2 torna-se mais fácil bloquear os do adversário, nas casas determina, por inteiro, caráter da partida. acessíveis ao Quando a posição foi simplificada e a mação de rigida, ambos os lados devem tentar livrar-se de um mau bispo, e conservar o No é algumas vêzes possível uma de trocas, B. o Bom e Mau Bispo que conduza a um final favorável, Diagrama 17 de um bom contra um bispo. Se olharmos para Diagrama 15, veremos uma em Bronstein aplicou esta idéia contra que material é exatamente igual para ambos os lados; apesar Najdorf quando continuou 1 disso, as brancas têm uma vantagem considerável, e realmente B B, 3 D D, venceram a partida em uma dezena de jogadas. A explicação da P D a da no Dia- vantagem branca está na diferença qualitativa dus bispus. En- grama 17. A vantagem obtida com quanto que bispo em não se acha bloqueado por seus bispo bom provou ser suficiente peões e pode atacar nas duas alas, seu adversário condenado à para ganhar a partida. inatividade pela cadeia de A regra formulada anteriormente, valor de um bispo pode normalmente ser estabelecido pela para determinarmos se um bispo é seguinte regra: bispo tem bom de ação, se seus próprios bom ou deve ser modificada 32 33</p><p>em circunstâncias especiais. Assim, por exemplo, depois das centro, entretanto, coisas tornam Correto lance de espera jogadas P4D; P3BD; 3 P. diferentes: bispo prêto em g7 passa -D2D; a do texto 4-C3BD, C3B; B4B; P3R os enquanto o branco em cl às brancas uma debilidade em é Com em vista, o condutor e4. Bispos em não devem ser considerados maus, apesar de das pretas da posição do que são da mesma de seus próprios sob bloqueio; sua branco em d2 para a P x P situação, no exterior da cadela de é a causa da e de bispos; que, seu D4C permite-lhes, mesmo, desenvolver forte ação. Em uma partida em será e B2D branco em (Moscou 1947), que alcançou essa posição, TDIR TDIR as pretas replicaram a -D3C com 8 após que C3C 18- B3D P4B trocaram seu "bom" bispo em b4 pelo cavalo branco em c3, mas 19- obtendo, não obstante, uma boa partida devido à posição ativa Depois de pretas das demais peças menores. contra a forte 19- Apresentaremos uma partida que ilustra de que modo a apli- Flohr aqui mas algo melhor para as brancas de B3T, as pretas sido cação da regra do bispo, ocasionou uma mudança na teoria com par de bispos. Na da Defesa India do Rei. multos comentaristas estavam 19 convencidos da do 20 - do que recomendaram 21 - -TD B (como foi jogado acreditavam que esta con- 22 D5B + (Helsinki 1952) daria às brancas, RIC D4R devido à suposta R1B do roque Este ponto de vista, C3BR Em época esta posição as brancas não On então as pretas jogam 2- reu com tal que se poderia, nenhama perspectiva real na ala do B4B. quase, chamado de posição not- Em 1950, entretanto, no 24 4- P4R 0-0 Campeonato da CR2D 25 B3B DST P3D com as pretas, contra Flohr 13 - 26 - R2B + 6- B2R PAR uma continuação de tal brilho estra- 7- P5D tégico, que a variante desaparecen 14 - abandonam. CD2D completamente da magistral. 0-0 repetida P4TD 10 B3TH D2B C. Bispos Dessemelhantes Por que lance sem dúvida Diagrama 18 continuação lógica tinha qualquer principlante está familiarizado com pado à atenção dos e dos jogadores? A é que, em muitas conceito de Bispos de são, um variantes da defesa India do Rei, a meio de salvação em posições materialmente desvantajosas, aonde bispo em g7 papel representam um poderoso lator de igualação, colocando tão importante, que são as dades realização da vantagem consistente em um peão a mais, e, com que climi- pela troca. tal algumas vêzes, de vários E instrutiva, a tal respeito, a se justifica enquanto o Peão- posição apresentada por W. Tschechover (dingrama 19); contra Dama branco se encontra ainda em uma superioridade de três as brancas podem empatar a pretas já hajam realizado R3B R5C; B P, R6T; 3-B5B, em casos, bispo prêto em g7 exerce uma impor- R7C; R7T; B7B, B6C, empate); 2-R2R! tante pressão posicional na P4D), B8B (2 R2B; P7C; 4 B6C, Havendo sido bloqueado o B7C; 4-R2R, 5 - 34 35</p><p>Diagrama 19 Diagrama 20 FILIP-PACHMAN da 1953) Diagrama 22 E 30 por 31 P4TR As pretas desejam evitar a permanência de nas cases fazern tivos para nm medi- 6 7 B6G, R4B: 8 - R2R, P4D: -B5B, R5C; ante P3TR e R6T: 11 - R6C: 12 RID, R6B; 13 - R2R, é precisamente lances que P5D; R6C; 16 empate. debilidade dus casas brancas se tor- Outra posição empatada é a do Diagrama 20. A razão para a Era 31 apés o que as pretas terlam tendência empatar ocasionada pela presença de bispos podido oferecer uma boa deve ter ficado clara com exemplos dados: lado superior não consegue forçar a passagem dos peões pelas casas 32- P5T! TID A primeira vista, H partida parece controladas pelo rei inimigo mais bispo, por não haver peça claramente empatada: alguma, à parte o que os possa distribuidos DID T3D Diagrama 21 amparar; supletivamente, bispo não e, pelo menos um par de deverá D2R ser trocado na coluna do rei aberta. pode atacar os peões postados nos T2D Em aditamento, os bispos escaques de oposta. aparentam transformar quel- D3B D3D quer final em empate certo. Entre- 38- T4R P4C A propensão bem conhecida para tanto, é justamente a presença dos empate, entre bispos hispos de que fornece, As brancas 39 T4B. quantas vêzes abengoadas pelo possibilidades de seu bispo em d5 é ativo, ao passo que - P3T lado mais é reduzida ou eliminada completamente, se há tem fracas perspectives. Um fator importante, ulteriormente, será As brancas uma posição tras no de fato, a coluna aberta do que as brancas Se bem que podem mesmo ser um fator de estarão em condições de utilizar em vintena de lances, favor. havia aqui um rápido vame no meio da partida, levando elegante, como 40 um dos lados a obter Vantagem posi- T4R T2R 42 D cional efetiva. o motivo, B1B etc. que bispo do lado defensor não pode proteger um ponto atacado pelo bispo do oponente. Este exemplo mostra que nem sempre os bispos de côres No diagrama 21, as pretas estão com vantagem mas opostas são um fator de empate. Nos finais de partidas, não podem se defender contra ataque das brancas: RIT: influenciam fortemente na obtenção do empate; no TIC; ou 1- D2D; P3B; a diversidade em seus respectivos raios de ação pode, B2B; TRIR; A posição seguinte representar uma vantagem decisiva para um dos mostra-nos uma tarefa similar dos bispos. 36 37</p><p>ala estarão imobilizados, 25 C5C dando-lhe assim excelentes bases de Cavalo e sua base de operações operação para seus cavales em d5 g4. Diagrama 24 PT B de seus movimentos, o cavalo necessita D2D de operações para um trabalho eficiente. Por C2B C(2)4D eremos referir-nos a um local onde esteja protegido 19- peças inimigas e, principalmente, por peões. Como onado em anterior, um cavalo centralizado As brancas também ama base de operações para tão poderoso quanto uma cavalo em mas verão sens um cavalo mal colocado é uma debilidade bem planos frustrados velho dito, "Um cavalo à margem traz um modo pitoresco de acentuar que pode 19 P4CD! reduzida parte de quando mal situado 20 21 D2R . Enquanto que um cavalo centralizado pode alcançar canto do tabuleiro está limitado a duas. Por 22- C2B D4B ver que Alekhine remamente importante uma localização eficiente. TRIBD P3T seu plano com inteiro Agora 24 - 26 CIT? T3R Aa brances tentam trazer T3B AHUES ALEKHINE para a poderosa base de ope- C PH rações em Tal manobra, entre- C6D Nauheim tanto, tardia, pois nesse RID D8B + ataque das pretas toma-se Correto teria 25 P3B, fim de BIR D P4D Diagrama 23 privar cavalo prêto do posto em g4. abandonam. BD BR P3TD C3BR Foi nesta partida, o diferente desempenho dos cavalos: R BSC enquanto o branco pouco conseguiu, os prêtos (especialmente P P3R aquêle que permaneceu durante nada menos de treze lances em d5) exerceram pressão considerável sôbre a posição inimiga. B C3B R A obtenção de bases de operação para os é certamente 0-0 um dos mais importantes da estratégia enxadrística. Deve ser de porém, averiguar se um cavalo em situação des- favorável pode ser considerado um fator estratégico 10 tais casos ocorrem com menor pois cavalo não se acha atado a de uma determinada B C1 e seus movimentos não ticam grandemente pela ca- B P4R Um lance que surpreende à pri- deia de Sua colocação destavorável, geralmente, por 3BR vista, pois bispo desti- meramente Apesar de tudo, bá ocasiões em que a 2D B3D nado futuramente PSR importante papel em um ataque posição do cavalo não pode set melhorada sem grandes dificul- 3C ala do entretanto, con- dades; pode mesmo acontecer, como na partida a seguir, em IR siderou que, esta que cavalo permanece completamente fora de jôgo: 39</p><p>o branco, contrário, 25 falha por 26 uma forte posição, de pois a de PACHMAN-SZABO peño da coluna cavalo prisioneiro em h3 não pode set contraste entre a capacidade de ação tendo sido neutra- 1947) dos dois cavalos é suficientemente lizada a ameaça de T PC, as brancas para tomar da P4D mais grave quando a posição for P4D simplificada. A para tal escolha TIRR 26 D4T deve ter sido a falta de alternativas 23 - TDIR B3R C3BD C3BR 27 D3R T3T ex. D5B1 B2R PR P; D2R DIR C3B 0-0 um porque se 6- P3R RIT P4CR 24 então 25 D6D decide D5R + RIC 7- PR P 31 8- 21- TICR 32- B3D Diagrama 25 33 - TICR Aqui necessário lance do texto, aparente a superior mobilidade dos E. Luta de Bispo contra Cavalo cavalos Este é um caso em que fator posicional A do bispo contra cavalo é um dos mais interessantes do que os projetos de ordem paramente tática que as pretas problemas na do xadrez. No século dezenove, o bispo desenvolvem na ala do era classificado por algumas autoridades (por exemplo, Tarrasch) como sendo superior, por causa de seu longo rajo de 10 0-0 C2D T3B outros, porêm, preferiam cavalo, por sua capacidade em ocupar 12- quaisquer casas do tabuleiro. Dessas diferentes apreciações, giu a expressão qualidade a qual significava A preta acha-se agora isolada 19 D2B mente o ganho de um bispo por um cavalo, se bem que algumas do vêzes Entretanto, nenhuma destas opiniões pré- T3T primeiro As fabricadas é aconselhável: para estabelecer a superioridade de uma 14- B2D haviam plane. ou outra devemos ter em mente caráter, particularmente a jadn 19 20 15- P3B formação dos de uma posição dada. P PD, P P: 21 cavalo torna-se objeto de quando com RIT, conseguiriam Os de longa de um bispo mostram-se patentes atenção das Uma per um ataque para qual quando a posição é aberta, com peões cm ambos Os lados meio de 15 C seu cavalo em h3 estaria admi- do tabuleiro; sua eficiência se revela ao peões é de duvidoso valor, pois ataque Entretanto, ula da dama cresceria brances continuação mais adversários bloqueados casas de sua própria A do forte em 21 - P P: 22 cavalo, por sua vez, é melhor notada em posições bloqueadas, C 23 - C5B, aonde sua peculiaridade de movimentos permite localizar 15- Na partida, de ataque que são negados ao bispo. Um requisito certamente 16- P4B C6T + ? as pretas estão virtualmente com peça a menos, pois sen em h3 importante para uma função efetiva, deverá set a consecução de Um engano semelhante ocorrido está eternamente bases de operação, de onde seja possível fustigar pontos no Por amor a algomas do adversário e defender os próprios. PR P D2B ameaças as pretas condenam sell cavalo a num RIT Como orientação, daremos abaixo posições que exemplificam sem um fato que se C4D casos de desempenho superior para cada peça. 40 41</p><p>1. Superioridade do Bispo. Igualmente boas para um bispo são posições como as do diagrama 28, nas quais possa submeter contrários a ataque. Aqui, 26 Diagrama 27 de ataca pela ala do rei (apoiado pelo avanço P5TR) e neamente defende sua ala da cavalo, mais lerdo, sômente consegue operar em uma ala de cada 2. Superioridade do Diagrama 29 30 pretas A partir das posições dadas nos diagramas 26, 27 e 28, jogador com o bispo terminou, em cada caso, por ganhar. Por exemplo, no diagrama 27 a partida 1 R1B, P4C; 2 3 - P4TD, P (4 R3C, 5 R4T? R2B); 5 - R2D, R4B; C3B, C5C, brancas jogan brancas 8 - R P; 9 B4R; 11 - C8D. P4R; Diagrama 31 Diagrama 28 jogan Das posições nos diagramas 29, 30 e 31 cavalo emergiu vitorioso. Por exemplo, no diagrama 29 a partida continuou: Podemos afirmar, em tese, que em posições similares às dos CIR, 3 CAT diagramas 26 e 27, aonde os peões são ambas as alas, 5 - C5B, 7 - C4C R3R; 8 o bispo é superior. Com apenas uma pequena vantagem adicional, C6T, B7D: B5B: R3D: como por exemplo um rei ágil, ter-se-a suficiente para a vitória. 12-R6B e ganham. 42 43</p><p>Com duplo restringe Senão, as brancas com três posições estão bloqueadas ou e do cavalo prepara rei, da manobra se acha incapacitado de localizar um objetivo de ataque. dos R3R, R4R, e RSD. valo tem, em cada caso, uma liberdade muito major de movi- P4B 40 - P4R os do que mau bispo, que for suficiente para outorgar-lhe T3B 41 R3R T2T os seis exemplos podemos extrair um importante no Na aparência, us pretas para a condução de partidas em que um bispo se oponha prio, a abertura da pois ampliar escopo de peças. cavalo: lado com bispo deve por conservar cedo ou tarde as pretas jogarão P4CD Dais lances serão oponente, por outro lado, deve tentar bloquear para em movimento seus peñes reduzidas à defesa passiva. inimigns em casas da mesma do bispo, concomitan- 43 TICR R1B criando pontos de ataque mediante manobras ade- 36 P4CD Não CIR por causa de las de cavalo. Daremos dois exemplos em que o bispo leva 44 B6B ganhando elhor parte. Forte que pretende, por 44- R4D T2BD bispo em em posição dominante. De 38 B4R um NAJDORF STAHLBERG Enfrentando a ameaça 46 peño, e possível responder com a engatilhada resposta 46 agora com 37 P5B por causa de de Candidatos B4R, T3C (ou 39 etc. 46 TITD! CIR 47 + R2R Diagrama 32 justifica lance P3B 37 - CIR e "alonga" de ação do bispo, P5R C6C 38 T2B permitindo brancas, em fase pos- 49- R3B C8B terior, possibilidade de um RSD peño Por motivo, o Não defeses p. ex. lance correto teria 28 Diagrama 33 (a) 49 T4B: 50 RID 51 T7D ou 50 RIR: 29 TITR 51 B4R, 30 TST! 53 B5B contra mobili- 51 T7T +, RIR 52 T7D, dos da ala da dama 53 P6R); 52 B7B +. por 30 R1B; 53 - P6R, T P: 54 B6C, 55 T7B etc. 30 - C2B lance TSCR C7R 31 - R2R 51 R2D P Nesta posição, com peñes 32 T5BD T&D RID ambas as alas, as brancas 33- T2D vantagem por causa do bispo, 53 de no lance as bran- Ou 53 B: 54 € es cas plano Aqui A ação do bispo poderosamente T4R + R1B ter logado para evitar incrementada; encontra-se que teria reduzido excelente de à proje- 54 TITD vantagem P. 4R contendo, B6B abandonam. P3B? do mesmo tempo, prêtos da als da As brancas dois Em geral, as devem du ala da dama, pois R B por ocados em casas de do 33 P3GD? 39 P5B aqui temos a que 34 P5B1 45 44</p><p>35 R3D RIB 48 B4D, CIR + 36 R2D e KRYLOW-RUNZA 37 P4TD (b) 41 - 38 P5C1 PT P - R2C CID do vencedor). Diagrama 34 23 T4D Ainda outro colocado em 24. P4B D5T casa de cor à do bispo. As R6T R2R1 P3T brancas, entretanto, pre- venir quaisquer 26- P3C D5C 27 - de parte do adversário, mediante P&CR PST. A do Não e as pretas lance está em que as brancas não com 45 45 R3B. 29 - R2B P3C responderão a 40 P P + 45- R3R R3R P4B com 41 - R P. porque 41 P3B RSCI R4D 31 + empataria, THIS com 41 - com decisiva penetração do rei na On 46 R2D: ala-do-rei 48 P6B está Diagrama 35 CID B6B RIB? Neste ponto, as pretas ands lance Ainda sem engano, partida naram a partida, tendo em vista ser salva; ex.: continuação (a) 41 49 R7R, 50 As pretas aparentam possuir posi- + (C2C; 51 PC, R PC, De fato, um C2C; 52 mento puramente poderia P6B R4T: Agora daremos dids em até concluir que as brancas, devido PSC; R4C; que a iniciativa pertence cavolo sean no ala da dama, estariam às voltas com um bispo. Um exame mais profundo, revela que a fraqueza dos prêtus ala da dama é mais importante, (Moscou 1940) um des quals (em é um alvo natural para Além disso, a As brancas consentiram que seus existência de em ambas as alas na do rei bloqueados Diagrama 36 Nesta posição, com centrais do tabuleiro faz pender a a nas casas da mesma de seu imobilizados, não alvos de ataque favor do Trocando agora as para ao passo que o cavalo a qualquer de explorar as debili- tem liberdade de Podemos, D4R dades na da dama mano- classificur a posição como 22- do tipo T2C 3C JT. Contudo, rável para as brancas, que deva TID o ainda superior admitir-se ser tão pequena a vantagem cavalo por ação longa diagonal, que a vitória impossível, se que, à pressão no a possibilidade de indu- As brancas desejam conservar uma em colabore na gradual penetração à de debilidades ala do rei da dama do em parte por ser peça excelente para atacar peñes em 31 - 18- D3C B5R TxT finals de partida, e faci- 32 - R2R 19- C5R litar troca das damas, cujo desapa- recimento com o final 33 H3B P4TR Com tripla PC, superior por que estão 34 R2D após lance P3B, e C7D. 46 47</p><p>19- Se R3R, segue SMYSLOV-RUDAKOWSKI PxD TICR; (Moscou 1945) TRIBD 35- CIR R2R C2B T2B P4R Diagrama 37 A tentativa de ganhar por B3R 2- P3R meio de C7D está afustada: TRID; R3B R3D está R4C B2D C3BR C5B R2B P3D +++ TRIBD B2R H2R 22- P3TD B4B a tomada do cavalo conduz 0-0 0-0 B3R à derrota: B B3R C3BD P3T(7) T3D; P4B D2B 47-P6T DIR As seus em P4R casas da mesma do bispo adver- B3R? manobra aqui perfeitamente P4TD B3R por limitar 08 movimentos 42- B2D melhor B2D seguido por do bispo. Entretanto, teria sido me- BID P4B com porque PSB P3B P4CD então, ama troca de 19- P3GD D4B + 25 Era tentar T, as brancas po- fim de uma manobra de sete RIT TIBD 14 - P4CR, B3B; 15- deriam prosseguir imediatamente com lances qual o cavalo RIT comprometendo a sua grande Agora as mesmo que no das pretas não podem evitar a perda de um peão, e, com da partida. que se segue as Perdendo a última melhores de reforçar a com P3B. P3B caso as brancas escolha entre C3D P4GR ... um ataque à ala do rei com pegas pesadas (22 T3T, P4TD; 23 P3B R2B RIC 27 R2B R2R RIT: 25 -TIBR Umlance posicionalmente decisivo. por D6C a R3R R3D? T7B As podem a troca nohra de abertura da 48- P3C cavaloem com a coluna com As pretas deve- 49- P5D R2B de uma forte base de ope- lance do texto, a posição enfraquecida riam ter jogado seguido de R3D em pelas Forma-se do prêto permite uma e teriam modo impedido Se T6B, então 50 P6D, uma posição bastante a penetração da branca 51 RST, etc. cavalo branco é bispo, impossibilitado, 22- do rei. neste caso, de constrair qualquer 23- DIT TICR T7T RIC de de ativo até fim da 24 - T2C P3T P6D1 T3C1 Ainda Se então não 26-DxP+4 -TIT, P4B; R2B; 54 mate! 53- R5B TSTR As não devem preocupar- 25- 32- TIR P7D R2B com a perda de seu PBD, R2D B2D PSD D PB; D4B; as pretas não poderão TID P4D 34 - T6T TIBR 56- T7D + abandonam. ganhando a abandonam. 45 49</p><p>Px viria 21 BIC, PJT; propor a troca de 22 23 23 B B, P 24 F. Os Dois Bispos Preferível ao lance do texto, T 25 TIBR 20 quando, as pretas não podem B; 22 T evitar a penetração da na Quase todos jogadores de xadrez estão familiarizados com por 23 DSC as brancas A posição da partida é o significado conceito. Em milhares de comentários a a de Euwe a partidas magistrais, a superioridade do par de bispos sôbre um a perder. A melhor seria a de bispo e um cavalo é mencionada; em muitas partidas sacrifica- 24 B3C: 25 se um peão meramente para assegurar-se par de bispus; fre- TDID, quentemente deparamos com a opinião de que par de PT. +. pode ser considerado uma vantagem independentemente agora um interessante final de partida (ou melhor, um 22- da Nossa tarefa será explicar as de vantagem, no qual as brancas 23- TID C3C em que posições é válida e como pode ser bem aproveitada. quebrados, mas um forte Em seção anterior consideramos caso de um bispo solitário par de Importante é É as pretas as pretas, por motivos táti- oposto cavalo, concluímos que em posições desbloquendas planejado 23 que é por 24 bispo era, geralmente, a melhor peça. Tinha, um Diagrama 39 inconveniente - confinamento a uma metade do 24 T&D Isto permitia a seu adversário operar livremente, até mesmo 25 B4C com rei, nas casas cuja côr era oposta a bispo, Quando, 26 P5R C2R existe o par de bispos, esta eventualidade é grandemente P4BD diminuída: todos os escaques estão a vigilância P6R poder dos bispos, em uma posição desbloqueada, é fator de Um exemplo simples o que segue, tirado de uma partida de Multo melhor do que 28 - T PC, 28 29 - B3B BOTVINNIK-EUWE 30 (Haia 1948) P7R T2B Posição após 22 B5D abandonam. Diagrama 38 tinha terminado de efetuar forte jogada 17 C5R, Nesta partida, par de bispos atuou com muita simplicidade um peão para obter par de pelas diagonais livres, atacando vários pontos da posição inimiga; bispos, cuja atividade contra a ala do rei compensaria a des- bispo cm c3 chegou, até, a dirigir suas baterias para dois pontos As pretas (a5 e g7). Um uso diferente do par de bispos riam ter recusado a oferta, por ocorre partida que damos a seguir. Aqui, não é valor de 17 BIC, B4D com intrinseco que mais conta, porém a facilidade com que um dos boas possibilidades que assim as brancas conser- pode ser trocado por uma peça adversária bem vassem com 19 Em geral, possuidor do par de bispos se encontra em melhor P3B ou P4B. situação para forçar tais trocas, do que jogador com um bispo um cavalo, ou dois e, frequentemente, para 18 D PR gunhar a partida. D2R Posição lance branco P3B C4D 50 51</p><p>pois se C3R, 48 P4CD R3B BARCZA-PACHMAN R2C a do rei 49- R4B P4D + 1954) R3D T2C T8T 51- abandonam. Diagrama As pretas temem T2B B2C que então D4B; C3R Em ambos exemplos bispos coloca PBD perigosamente principalmente por cause A do cavalo, com a de de coordenação natural H1B no mínimo, não poderá posição aberta. Entretanto, evitada por muito mais E temente que, mesmo em interessante ver como a primeira aberta, não de troca (lance 31) as estão brancas a posição passiva, postados simétricamente e a posição As pretas planejavam fortalecer como a dá de simplificada devemos sua posição com T6T seguldo por T par de bispos desempenhou um pelo importante plano estratégico elu- As brancas enfrentam plano importante papel, havendo borado consiste de: para damas ação facilitado with vital. (a) de para privar de que a das cavalo de bases res pretas não seria de temer, pois T2D de operações única debilidade (o PCD) pode ser Posição lance prêto (b) deslocumento do para Naturalmente posição 26 (c) exploração da res- As brancas conseguizam um pôsto C5B tringida do cavalo para aparentemente forte para seu cavalo, T2BR R2C P4T no momento compensação pela concessão do R2C par de As pretas, 29 - T3D P4CD que de para minor 30- Da 43 P4CD, Steinitz conhecidos, foi o conceito de do a posição du A B6D etc. diata 20 enfraquecendo par de publica duas partidas em livro Mes- brancos e apoderando-se do A primeira oferta de coluna 32 as pretas não tres do nas quals Steinitz demonstra claramente plano de P3C em explorar a R3B utilização dos bispos; não podemos dos peões em b3 R2R R4R fazer nada melhor do que repetir enfraquece o avan- R3D 4BD futuramente cavalo em d4 de rei prêto marcha para a ala da Entretanto, as pretas dobrariam suas com ganho de um 20 T4B; 21 CAB B6B! -B2C, ROSENTHAL-STEINITZ busca pôsto em c5, de 20 T2B onde poderá PBR débil. 1873) 21 TD1B B5C do que Como as TIT P4R Aqui forte 7 D2D brancas teriam que jogar P4BD a qualquer momento, as pretas C3RD C3BD 0-0-0 ram-se para forgar a abertura de uma TIC C3B P3D na ala da P4D 0-0 0-0 O outro hispo procura por de 22- onde pressionará PD. As brancas B2C P4B? CIT! TIC TIT! acabarão por ficar sem defesa satis- B3R CR2R B4BD 52 53</p><p>E não reduzido a mobilidade do próprio do bispo do as pretas agora ENGLISCH-STEINITZ constroem cadeia de para outra (Londres 1883) P3B TID 18- D3R P4R P4R Diagrama 42 TRIR P3B1 C3BR C3BD D2B 21 C4C PIT! B5C P3CR C2B D2B Pretendendo replicar a 14 P4D P4BD com B4R da e mesmo tempo prepara B2C atacando 15- ponto fraco claro agora A forte continuação 5 que as brancus estão em posição infe- encontrada mais tarde. D2B pois ambas as pegas menores As pretes se acham com ralo de B2C 16 mente C3B perdendo um peão, as e CD3B 0-0 elimina qualquer possibilidade de Diagrama 41 defesa. 0-0 P5B Preparando P4D. As de- TDID B2C ter jogado PSR, CIR: 25 - D3C T4D! B4BR, com vantagem de Novamente, as pretas iniciam manobras cajo objetivo é reduzir a D2D P4D mobilidade das menores adver- 27 - TID 10- sárias € privar cavalo de suas bases D7B B4D de P3CD TIR B2R C5C P3TR B3R P4B B2B 19- TRID P4BD T7R 14 - 32- TIBR D7D BSC P3B B4B R2B Ameaçando Mais preciso sido por 15 P3BD) Aqui outro aspecto, Temos agora uma das D3C Com a do texto pretas obtêm posições em que de do par de bispos: term objetivo direto de será D8C R2T uma vantagem por sob sua proteção, o rei pode dirigir-se motivo, se torna extremamente ins- ao centro rei importante, então, restringir a mobi- D3C B3C lidade do cavalo Ests partida inimigo, contrário, mantido em P4T P5C tem grande valor por ter sido BSB primeiro exemplo de aproveltamento do método de D7B P3B P4BD E não 15 Na partida peão É ver que a de mente, por causa de TDIC das brancas em f4 limitava campo A primeira base de operações, e facilitada pelas jogadas dé- porêm, a ameaça se amplia: 16 de ação de bispo; aqui, são os mais importante, é TDIC, as beis do 23 que pressionam o bispo, 17 P3C Por tal motivo, é pretas podem abandonar o peão. em interessante outra partida as brancas conservar esta 16- P3BD TRIR As de seu jogada dez anos mais peça centralizada, devem conceder ao quado lance (P4BR), haviam tarde. 17- oponente dumínio da coluna 54 55</p><p>dama, pois imediato B3R perde uma de converter vantagem posicional ganho. Aonde, entretanto, a Diagrama 44 em A posição das brancns posição é tal que um cavalo é supe- aparenta solidez, porque bispo em protege pontos mais rior a um bispo isolado, a função do TxT as pretas devem, utilizar seus par de bispos é minimizar ou B&R PSTR bispos para livrar-se da única peça tralizar a desvantagem em curso, TIR P4B adversária Em alguns é a posse P4B do cavalo é tão vantajosa que mes- Se as permitissem 26 B4CR! mo a presença do par de bispos é completamente insuficiente para contrabalançar-the Entretanto, a presença Com a do peão em permite pretas as atividades. Um exemplo extremo 33 - T7D +, que não pode a no momento (v. neutralitada por por fato ocorre no diagrama 44, lance de32 TIR onde os bispos prisioneiros a breve por R4D. P3C P4TD! P3B; 4-BID, 28 PST; 29 R4C; BIC, 7-B2B, R6T; 8-RIC, R3R rompendo a formação de peñes P3T: P4T; 10 C6D; brancos. processo de 34 - P4T R2R, R7C; 13 e ganham. Tais exemplos mento é Ou R4R de drásticos de impotência por parte dos bispos não CIB P5T P5BR +. e a preta alcunça a com maior temos casos, como próximo exemplo, P3T B5B fila. lado com o cavalo tem uma vantagem posicional que R2B 34 - passivo par de bispos não consegue contrabulançar + mente. Diagrama 43 36- R2B RxT R4R C2R RxB R5B Apesar do passado distante das as pretas vencem devido a superior mobilidade do Diagrama 45 As pretas par de P4B R5C no momento, plano R3R P5B de campanha das brancas está claro: evitar avango P4D a de manter Naturalmente, não em e7 tornando o par com das de bispos tarde destroçando diagrama revela resultado 42- R4R P6B a posição dos obtido pelas pretas com plano de 43 - R3R R6C 14- TDIC repetir o resta a 15- D2B T2C 16- TD1B DIC Nos exemplos até agora par de bispos foi bem sucedido 17- P3CD P3T em posições cuja estrutura teria normalmente favorecido um bispo B4T P4C isolado contra um cavalo; a presença dos dois, simplesmente Um enfraquecimento da po- acresceu uma vantagem existente, em têrmos suficientes para Posição após 14.° lance do lances como 56 57</p><p>as brances poderiam 28 Devem, assim, jogar 19 P5BL 20 a 27- 21 P4T 19- 28- D3B PST CAPITULO IV aparente C4T confere van- ataque porque o tagem às brancas, de 20 tempo gasto retomada do PTD permite a coluna "b". As TITD 20 P4TR P3B 21 - CIR Se ums continuação cavalo dirige-se a 3d para refor- car de nhando (Sokolski). capítulo é dos mais importantes em todo o Não 21 C4B 30 BIBR por a imediacamente a dama, a peça mais 22 - 31 TIC T2BR poderosa no xadrez; mas, pelo fato de requerer, a utilização, um grande conhecimento de estratégia aplicada a uma Se PR então 23 posição particular. Quando assistimos a uma partida entre PD C Contra RJC se- principiantes, é visível a com que usam quase exclusi- 24 B2B; guinte continuação: com vantagem para as vamente a dama e as peças as torres geralmente per- 34 T brancas. 36 manecem pela partida a fora em suas casas originais, não contribu- indo para resultado da Isto é pois de 33 T8C P4D as é a que mais dificuldades oferece para ser 24 - 34 D5T P5D em seu desenvolvimento exige, entre outras coisas, avanços Nada mais pode ser ala Nito alternativa de cuidadosamente calculados, trocas adequadas, e execução da dama; as brancas, como as a do roque no momento Não é surpreendente que uma um trunfo: o ataque roque seguir tarefa porte esteja acima das possibilidades de um iniciante. Seu cavalo a casa € dama pode alcançar h5 com (a) 34 PBD; material capítulo está dividido em cinco partes, que facilidade. são: 24 - PB 37 A. Criação e significado das colunas abertas. DST R2T PR (ou B. Colunas abertas como fator de ataque contra rei. Teria sido 25 B2B por com posição similar à da C. Utilização de colunas abertas no centro e na ala da de 26 D3B, B2C; 27 partida. D. A e a oitava fileiras. C4C 35- T2D E. ativas adjunte da cadeia de peões. As brancas deve- Apressa a derrota, mas contra ter jogado D3B seguido por as ameaças das brancas não defesa A. Criação e significado das Colunas Abertas 26 B2C 36 C3R 37 TSTR Em contraste com as peças menores, a tôrre pode entrar agora as brancas verifi- 38- T2T em após grandes preparativos. O cavalo pode ser cam que a 27 39- T2C em ação sem qualquer lance preparatório; desenvolvimento PB 28 PR, falha contra abandonam. de um bispo requer apenas um; a 58</p><p>Diagrama 48 Diagrama 49 não tem sua atividade acrescida pelo lance P4T, tomado damente, sua ação se encontra limitada pelo próprio Para utilizar sua capacidade peculiar, a torre de colunas das quais hajam sido removidos as principalmente os Estas colunas abertas, como são chamadas, podem de várias ilustradas pelos exemplos que seguem. (a) Simples troca de especialmente no centro. - P4R, P4D; P, P x P 46). Diagrama 46 Diagrama 47 superior meramente pelo cômputo de suas duas colunas. Há outros fatores a serem considerados, e alguns podem depre- ciar o valor das colunas abertas ou impedir seu vantajoso aprovei- tamento pelas (c) Avanço de peão contra a cadeia de peões Após os lances 1 - P4R, P4R; 3 - B4B, B4B: 5 C3B, B3C; D2D, P3TR?; 9-P3TR! (diagrama 50), as branças podem abrir a coluna por meio de P4CR e PSC. Diagrama 50 51 Neste caso, tanto as quanto as pretas uma coluna do rei aberta. lances 1 - P4R, P4BD; 2 - C3BR, 3 - P4D, as têm a coluna da dama aberta e as pretas têm a coluna do bispo da dama (diagrama 47). (b) Troca de peças protegidas por 1 P4R, P4R; 2 - C3BR, B4B, B4B; C3B, P3D; 6 - B3R. Neste momento, B, as brancas estarão de posse de uma coluna do bispo do rei aberta. As pretas, entretanto, dispõe de um melhor lance, B3C, e se as branças fizerem a troca, darão a coluna aberta para a Posição apds lance da dama, 7-B PT B (diagrama 48). Um caso ulterior após os lances 1 - P4R, P3BD; 2 - P4D, (d) Outros meios de Irrupção através da cadeia de peões. 3 - C3BD, P 4 C P. C3B; (diagrama 49), A partir da posição do diagrama 51, seguiu: 22 - P6C, quando as pretas têm a escolha entre abrir a coluna do rei (PR C) (ambos os lados se esforçam por abrir colunas visando ao rei c a coluna do cavalo do rei (PC C). Em ambos os as pretas adversário); 23 - PB P. PTD 24 - TIBD (24 PT P. obtêm duas colunas abertas e as branças uma. Entretanto, se T8T T. D7B a coluna da aberta é decisiva), bem que a posse de colunas abertas seja essencial para colocar as 25 RIT, D2D; 26 P PB + (26 - P PT em errado afirmar que a posição das pretas é 61 60</p><p>P: 27 - BIB, TICR; 28 - D6C RIT), (Observar A retirada por A ruptura surge no momento tanto rei prêto como o branco encontram proteção contra P3C e B2C teria oferecido porque as pretas, às voltas com fogo das peças pesadas, abrigados por um peão inimigo); perspectivas de defesa. em não neutra- com P4T, mesmo depois de D 29 - D3C P6C; p. ex.: 24 P6C: 25 29 C 30 D3C, D7B; 30 TIR, 52 P4T; 26 C2D, P3C: 31 32 D7D: 33 P4B, -C6T R2C; 28 PBD. 34 D3BD, D C; 35 D3CD, TID, TIC: 29 30 D3B, T x P: 31 B B, BSC; as brancas exemplo a descoberto as 33 TID, e agura 33 ificuldades apresentadas pela abertura de uma coluna quando por de D5D. peões permanecem cm suas posições que, se as pretas não tivessem jogado 23 PSC, as teriam que fazer preparativos antes de executar o lance caso contrário, as pretas B. Colunas abertas como fator de ataque contra Rei haver conservado fechadas as columas rei, a res- posta P4T. A exploração de colunas abertas é um dos 24 nais simples métodos de ataque ao rei inimigo, e onde grande Perde e é ainda oder das é geralmente o principal elemento para um 20 P4CR que a variante indicado no comentário esultado positivo. caminho deve ser de um preparado por avanços de cuja função é precisamette As brancas desejam abrir a 25 PC essas colunas de vital Um exemplo simples coluna mediante a manobra R2T, tipo de ataque encontra-se na partida seguinte. TICR que as pretas tentam Mais forte do que a com evitar buscando contrôle peão, porque agora a plano defensivo negro permite, po- ataque sem tardanga. De qualquer rém, a abertura da columa com modo, as pretas são vit- efeitos não menos tualmente a nova por causa 20 C2T da ameaça de x B, submetendo (Camp. TIT PBD a fogo 21 P4T TIC P4R C3BD 13. P6C A troca de também seria P4R 14 - TID mas 38 brancas querem P3TD D2R P3T var esta para possivel 4- B4T C3B res. Não realmente de Diagrama 53 5- 0-0 B2R Medida preventiva; as pretas de- tempo com lance do texto, porque as 6- TIR P4CD sejam jogar B3R sem serem pretas devem agora tadas por C5C 16 desocupar ponto a fim de dat 7- B3C P3D alguma liberdade às CATD C3R B3R TRID B2B 17 R2C 10 P4D D2B 11 Se C5B, a réplica B5B seria Preparação final para ataque A 12 CD2D B2D? contramedida das pretas chega atra- Perda de as pretas terão 17 P5B de um agura dificuldades processo de 18 P 23 - P5C efetivo trabalho de 19 - C5B 0-0 62 63</p><p>B4C pretas estão perdidas perdendo tempo em 31 bispo, as brancas uso imediate 33 da "h" aberta. Se 27 de qualidade não (Hamburgo 1950) P3B: 29 - a situação: DST R2B; então 30 P6C + 30 R2B etc. + Diagrama 55 Criando uma forte base de P3C etc. rações em 28- P3B 29 - T7T C5D Unica jogada. Se agora 29 R2B D3R T2D! - rei prêto escape com 31 RIB Não defendendo bispo as pretus verificam como também, da ameaga BID! que R2C conduz mate a volta da BAR!! preparando-se Evitando a do rei, pois 29 - R2B falha agora por 30 B6C B4B para dobrar as na + seguido por 33 T2T P3B Nesca partida, dama e brancas operaram coordenada e As brancas pensar que eficientemente na coluna "h" aberta. Pudemos verificar que a após lance das pedo em evita qualquer ação na dama, como acontece ficou colocada à frente coluna Alekhine, de- monstra que, da Em muitos casos, entre- uma proteção do Diagrama 54 tanto, é preferível algumas vêzes não é suficiente. colocar a dama por Com éste lance, que da permitindo a esta desalojar abir a "a", as brancas encetam T5B plano incorreto, com o adversário da oitava fila, en- B3D D4T de tempo é uma incursão quanto a dama corta as casas de inócua da du dama. me- Ameaçando 30 fuga. teria sido D5R! - D P etc. Exemplo instrutivo encontramos 29 - no diagrama 54, onde a das brancas é obtida invertendo posi- Com ameaça de 30 As respondem ções de suas peças 1-P6C! mente, abrindo a cujo T2BR P3T! (Inferior é R2R: 2-DxP, for está reforçado pela do bispo TICR; 3 TIT) diagonal Excelente que renova a as brancas DXP, RIC: 3 31 P5T Se as brancas tentam 4 - e mate é la com 31 - D2D, então 31 No exemplo seguinte, Alekhine utiliza uma coluna aberta para D3B P3D romper, em estilo, as defesas da ala do rei 22- RIT Nos exemplos dados até agora, ataque tem sido conduzido através de uma só coluna Com ações altamente complexas e ameaçadoras se processam 64 65</p><p>por duas colunas. Um exemplo é que damos a seguir, no qual o bispo ao no é instrutivo de que modo as pretas superam as obstru- dever de a coluna aberta, D2D P4R! ções encontradas, inicialmente na coluna e finalmente na remo- coluna Evitando em d4 com dama T x PC BARCZA-FILIP 26 - P3C 1953) Diagrama 57 PIR Diagrama 56 Minando a defess "b", P4BD 2- CIBR P3D que the concede 3- P4D mente ganha. C3BR P3CR T7C? 5- 6- B2C 7- P&B 0-0 Ax pretas ter com 27 é D 29 - C3B RIC B3R T(7B)7C + D2D 10 C5D abandonam. 11 Posição depois de 13 TRIBD Melhor seria 12 B2R por Pode-se Ver que o resultado da nas colunas abertas permitiu P3B P4TD Quanto a 12-P4BD, C5B às pretas inicialmente a penetração de peças pesadas na sétima a seguinte continuação: fila. seguida da duplicação de suas ai. Este é, geralmente, TIB: TIB, P4CD; C2B alvo mais importante a ser conseguido pelas mano- T.DIT. D3D? em colunas 12- D2B Perde mais RIC TRIBD! prometedora era IS D5T: Um dos mais problemas 19 D2B, a de damas, as em de decidir qual pretas, se bem que em posição supe- não teriam mesmas C. Aproveitamento de colunas abertas no centro deveocupar determinada coluna aber- ta; solução demanda uma previsão lidades de e ala de Dama de todos que partida 18 D2B pode tomar. Neste caso errado 19 TRIR ocupar a coluna com a da A tarefa de explorar colunas abertas centrais e na ala da dama Depola de 19 - D dama, puls esta está reservada para abrir a coluna "b", em operações 20 D6B, DID: o ataque das pretas encontra-se de muitas dificuldades de ordem pelas colunas abertas é Alguns dos objetivos a perseguir são: penetração das na contra ref branco. A peça 14 posição inimiga, especialmente na e fileiras; ganho D P 16- 19- de material (peões) pela pressão nas colunas abertas; C6D. A menos que as brancas 20 B4D mento de peças A formulação de regras gerais para em jogar o puramente Se P 20 aplicação a seria muito complicada, e de passivo 14 terão que Jogar PI resultados imprecisos; por isso, em exempli- 14 P3B, que, entretanto, a abertura da do com uma partida que ilustra alguns dos pontos que a da dama preta estará apta TDIC a cooperar no RIT 66 67</p><p>A primeira vista, a posição preta 29 as brancas PACHMAN-L STEINER parece firme, porque sua gem Agora, a debilidade peño em - branca penetra posição das pretas (Budapest aparentemente está em segurança. As por intermédio da com uma manobra na D2B: D3T ala do impor P4D P4D possível P4BD pelas se na coluna conquis- 27 D7B BIB C3BR estas renunciassem posteriormente ao C3BR eventualmente, 0 PBD. plano na outra ala. Se 27 - as brancas teriam P4BD P3R P4CR! a evitar langamento de perigoso B5C B2R 14 TDID tanto depois de 28 - G3B P3TR B3C B3D As pretas devem aceitar RIT: C1R temporário, pois se - 6- BIT 0-0 16- C2R P5B; 21 7- P3R P3CD 22 B4B, perderiam peão. resposta Não jogar 16 PST é 8- por causa de ... Mais usual melhor é 21 - 20 C4B, se 20 TRIR, 28- PST 9- C5R B2C então 21 T7B seguido por C5T. a intenção do 29 lance as pretas não Não 9 T3B podem defender o A das está 18- B6C, c a decrota, 10 TIB por ce, é lance do texto, des- Mais preciso parece ser B2R, de ala do rei das pretas locando a do centro das ações, CR2D; as pretas sériamente enfrequecida. apressa o perspectivas de ataque com T-2D- mente, PD -2B. T13 após que 30 B3R seguido por 10- CD2D TxT P6C daria forte P4CR Privando cavalo branco do ponto A ação das brancas na C3B 11 então 11 - e an mesmo tempo pondo em movi- o ganho do importante x C; 12 C2D: mento avango na ala do Entre- do da com debilitamento da das melhor. Depois 14-C5C, tanto, a fraqueza em da coluna por parte de 31 - brancas Irrupção destas é apenas temporário, pois sua DST a 11- 19- P4BR there que vit em dus debi- partida estaria empatada; ou então D2B 12- B3D lidades posição do rel. se as pretas de Com lance pretas iniciam Diagrama 58 D2R P4TR de qualidade com wm plano Melhor teria BIC! - sido 12 C5R ou então 12 31 TIR a das Naturalmente, não seria T7B a pene- Ou 31 tração da na sécima fileira D2B; 33 0-0 D3R compensa com sobras pedo a 14. 32- + B3R TIBRI D6D B5B As pretas planejam permaneon na passividade da enquanto Virtualmente porque de- C5D T3R preparam as de 25 brancas melhores possibi- 27 C6B + R2B na "C" lance do texto prepara a duplicação de nessa coluna, reprime um 38- 69</p><p>(a) 4 RID não é possível devido a Diagrama 60 5 - T7D mate. resultado teria sido D. A sétima e oitava filas mesmo a branca em e a preta em b8: porque então a própria branca a privar Deve ter ficado claro que um dos mais importantes alvos rei prêto casa de fuga em Esta cooperação entre uma na estratégicos na exploração de colunas abertas, é a penetração sétima e um para forcar por peças até à e à oitava filas. Peças pesadas é um recurso estratégico na sétima fila geralmente constringem a posição inimiga ou em posições que são, material forçam ganho de peões, que nesta fileira são um alvo compen- ou sador. Na oltava, fogo atinge diretamente o rei - não têm sido surpreendidos por belas com- (c) binações de mate, baseadas na debilidade desta fileira. Diagrama 62 É de grande importância que se faz da sétima fila no final de uma partida, e se necessário muito cuidado ao As jogan e t calcular valor, antes de transpormos a posição para um final de Na verdade, é um objetivo estratégico D4CR, P3CR; 2 D4TR, P4- a operação de trocas que conduza à instalação 3 D PB e Aqui as a posição de de uma na fila; pois mesmo onde haja equilibrio para construir um ataque de material, e poucas peças, a Deve-se observar como Diagrama 59 na pode ser um fator de- importante a debilidade forma- cisivo. se seu PBR e não em f6, Assim, por exemplo, no diagrama as brancas teriam que 59, a posição está ganha para as bran- mente para obter porque seu após 1-T7D, As brancas e ganham TIBD R3B); R3B, (b) Diagrama 61 1 RIB: P7C, TIC: marcha sem para centro T7BD Temos a da ação, enquanto as peças pretas maneira mais simples de utilizar estão atadas à defesa de na sêtima para at promo- de peño passado. Este caso Daremos agora cinco exemplos é quando rei em que a presença da esteja desprovido de nas na é decisiva; a maneira pela proximidades, na segunda fila qual a assegurada, ou um (exceto peão de à ação empate é impôsto, ilustram, em cada caso, sentido estratégico tirem, resultado poderá ser da na Suponhamos, por que prêtos em h7 estejam A seguir, continuaremos com quatro outros exemplos que invertidos, portanto, mostram dois alvos de importância no contrôle da oitava primeiro em 87 o segundo em h6; fileira: R imposição do a pregadura de peças menores neste caso, as brancas não podem As brancas ganhar, além do mais, deverão para consegule empate: 1 P6C, P, R1B T8B mate); C7T P4T etc. contraste RIR: to € as brancas se entre ne resultados observados em salvam com porque posições aparentemente 70 71</p><p>são uma advertência para o cuidado surgidas, tão logo a #7 passou As pretas entregar sua da- que é necessário por no dos a set protegida pelo do Diagrama 65 ma para quando da tals configurações de mate Esta a mais de tenha acesso são e a base de combinações bascadas em mate colocação dos Tivemos am exemplo nitava o surge a (p. ex.: f5, h7) submete em que as unidas o fator cada várias ao isolamento, é pode conduzir a de Em alguns entre- rápida que esteja tanto, elas como elementos sal- Isolado desta vadores quando a posição Diagrama 66 deve considerada uma des- Se, as brancas não que nem mesmo uma contassem com seu em cl, ainda superioridade em material pode ter empatado por seque sempre; a que opera o tem seu valor (não T(7R) 7C R1B aumentado; de com to de possui a "sétima etc. (e) As brancas Diagrams 63 Diagrama 64 de 1 P As ganham 2-T B? causa de 3-T T T&R quando as que e as pretas mate. a com evitar mate. pello não savaria as porque, se colocação como da ala do rei da dama preta, lance enfraquecida do bispo, a posição libertador 3 P4CR. brancas para forçar uma decisão, p. ex.: agora 3-T D; Diagrama 67 As As garham 5-C4D, etc. 2- D4C RIC: 4-P6T RIB: T8T Se viria 3 (ameaçando TST 5- RIC (ou RIR: D4BD!! D2D CIB; RID: etc.): 4- D7B!! D4C 8-PST(D) P4TD! mate. O resultado seria mesmo se as pretas lance, para RIC: +1 (não Não 5-D PST(D) quando as brancas Neste caso, não é possível o destino mate a ou mate, por não haver de pro- nado no comentário primeiro lance então: teger em enquanto a -TST +. seguido outra daria mate em Em vez das T Este exemplo nos disso, as brancas devem recorrer D PT revela algo da potência por repetidas ameaças de com que dobradas na E conseguem obter decisiva vantagem 6- D4C I T&B R2T: +. interessante notar as de mate em material. 7- abandonam. - d., BID 72 73</p><p>mate pur uma jogada); E importante para as que Diagrams 69 R2B (R2T; 5-T8TR 5- Diagrama 68 não possa propor a de - 21 TSBR mate. Uma combinação de T: 23 mate semelhante se cavalo P6C; em e6 é por um 26 e as pretas perdem hispo, p. 1 +, um peão porque assim terão a B8C contrôle seguro da plano estratégico a seguir deve consis- R2T; 5 B6C mate. tir na duplicação ocasionando uma constrição na ala do rei e usando e as pretas não mente cavalo, o como defesa contra a de ao ataque final. Na continuação de pega cravada da partida, Alekhine executa na última fileira, levando a mate plano com grande Falta agora, apenas, dobrar as na vez As e ganham P3B P6C a P3T P3C B3T E, por último, uma partida ilustrando o trabalho das Novamente de TIBD: 33- T7BR! R2T na 34- T(6)7B TICR C5B as brancas ganham o PT PR. Além desta C7D! variante direta, uma troca de Com a de 36 ALEKHINE-YATES brancas partida posicional- C6B As pretas não mente ganha, porque rei então, até b4. 35- RIT (Londres 1922) 36- TRIBR R2B R2T P4D Um similar P4T TIBR C3BR abandonam. 2- P4BD P3R debilitando a casa c5. Alekhine R3C TRICD As brancas ganham 3- P4D veita-se das duas fraquezas para em posição as As pretas limitam-se a aguardar sua retirada fl sua C3B B2R acontecimentos passivamente en- pela outra rei 5- 0-0 quanto seu oponente prepara as ações. prêto de uma de CD2D 15- 0-0 PITD 39 T7T 27 - RIC: mate. Esta TIBD P3B 16- C3C 28 - B3T partida de que modo a D2B TIR 17- C5B ocupação de coluna aberta 9- B3D 18- posição preparando RIC gulpe final a pela duplicação C4D das C4R P4BR? Alekhine julga corretamente a posição e não simplificações; Lance posicionalmente vantagem posicional - dominio da porque permite is brancas, em estágio "c" de uma forte E. ativas adiante da cadeia de a ocupação da base de operações para o cavalo em Melhor teria sido P3B - ficará patence em poucas Nas seções precedentes, ocupamo-nos principalmente com on 19 P5C básico de obtenção de maior eficiência para as peças 12- TRIBD B3T pesadas a criação e utilização das colunas Algumas 13- CD2D P4CD? TRIC vêzes acontece, porém, que a ocupação de uma coluna aberta, 74 75</p><p>C3B Esta do cavalo pelo bispo é por si não ou criação de uma coluna aberta, 12- B2R e a defesa mais conquanto desejável nem sempre é do lance correto: 25 B exemplo, se ambos os lados para a mesma ala, a as teriam 0-0 TID posição igual. abertura de uma coluna sôbre rei inimigo auxiliaria ataque, T3D mas necessário avanço de implicaria em enfraquecimento 26 TIR na posição do próprio rei - e é impossível abrir 27 D4C uma coluna sem avanços de peão. Em casos como mencionado, Se bem que as pretas hajam é útil colocar, se a da de gide da abertura em absoluta On 27 28 C5R, dade, as pretendem para quando 28 P3B não serve devido peões. Temos um exemplo na velha variante do Gambito da Dama Por evitam aqui 16 a 28 C4C. em que os lances 1 - P4D, P4D; 2 P4BD, P3R; D2D e 17 3 - C3BD, C3BR: B2R; próprio e preparam um T3CR D4D CD2D: 7-TIB, ataque à ala do rei C3R D3B costumava desfechar um ataque imediato com 16 BIR R2T seguido por P4B, T3B e D2D C2R Exemplos similares, em que a opera por fora de seus Diagrama 70 para atacar rei inimigo, são o primeiro lance de ataque, com frequentes. Em algumas partidas entretanto, a qual as brancas esperam induzir é colocada defronte de seus mesmo que não trate de a efetuar avango enfra- ataque contra a rei inimigo. A razão de tal procedimento é que quecedor do PTR A é 19-C PRI, P C; 20 os avanços de são necessários, geralmente, para abrir colunas, Steinitz demonstrou que qualquer avanço de peão C4D reduz suas possibilidades no final - um principio que T3BR D2R upontou em sistema. No tipo de partidas com posição T3CR fechada, jogadores se esforçam, com em Agora a ameaça que conservar tanto quanto possível nas casas originais; um debilitamento com a se as tiverem que agir, deverão adiante da própria resposta 21 cadeia de Para esse trabalho de uma 20 P3TR Tartakower cunhou a frase "a torre hipermodema". As brancas conseguiram 21 C3B D3B Daremos duas partidas. Na primeira, as torres são usadas em posição tornando 22 um rápido A ataque direto contra na segunda, elas exercem uma ocupagio da fila pelas posicional na ala da dama. Ambas são bons exemplos de como A a juntar-se pretas não qualquer proveito, manusear as quando os normais - pelas colunas ataque, 00 mesmo evita pois não tempo dupli- que cavalo ocupe a casa abertas - não são ou cação de peças; em qualquer o G2R rei branco adequadamente pro- C5R C4B ALEKHINE-KMOCH 24 - T3D 30 P3T! D4C D2B (San Remo 1930) As brancas devem inicialmente Se 31 D8CD, as brancas P4D C3BR 6- PIB contra um eventual more com 32 P4RD 7- aitava fila. antes de colocar em - P T: 8- plena função as scas R2T; 35 TST 4- H2D 0-0 9- C3D? PITD 5- P3R 77 76</p><p>Ou P; Ou R2T; PBD, D6R + com vantagem para TIC D3C ataque decisivo. + mate no pretas. P4C D4R T3D ximo lance. B3R A dama preta, havendo provocado 34. D5R P3CR avanço debilitante do PCR branco DxPT Diagrama 71 a 24. a o ponto h4, com ameaças contra rei. As brancas não cavalo para a defesa, por meio de 27 devido TRIFUNOVIC-PACHMAN a 27 B5B, ganhando o PBD. A branca deve, portanto, 1947) donar de coluna para em an rei. 1- P4R P4R lance prêto 2- C3B C3BD P4B 3- C3B C3B 17 TIR 28 B5C 18- C3C T2R T6T 0-0 0-0 R2C D5B 6- P3D o plano das brancas, de da "b" aberta, gorou, e T2BD P3D as torres pretas que ameaçam A pressão das pretas na ala du TIB 8- D2R fila. Por essus razões, as dama a cada lance que passa. 9- brancas decidem-se a bloquear a Em uma tentativa de as coluna com cavalo, obrigando brancus perdem agora um D2D, então 10- DIB oponente a algum com virtualmente a Lan- 33 etc. E preferível meio de as peças ces defensivos, ofereciam pou- cas porque as pretas 32- T7T + 18- operam p. 33 - R3C D6C 19- P3B B, D DIC D7C 12- D3R D2D, D5B seguido por T6T, etc., TRIC? Certamente, não ou então: T4CD; P5R TD C4D, T4B 36 - TIC Melhor etc. 37 TIBD D7D TBR 13- B2D 22- TID? D5B+ TST RST 14- P4D? Ganhando um porque se 23 T x T. a D3C As brancas teriam feito melhor em Uma das pretas que ques- T6T tentar 14-P4B, TDIC: apoderar-se de posição técnica. do ponto protege 42- R2C P3B T3C, embora as uma leve pela prio PTD, enquanto ataca C4D R2T lidade de jogar A alternativa 44- abandonam. P3B 14-17C, 15-TDIC, DID concede vantagem às Agora vez da outra abrir para da dama. 15- 21- T2R 16- TRIR! Uma tentativa de Se a branca se aventurasse com falha por a penetrar na com pretas a forte resposta 17 23 PBD; por O D6D; B3R; 78 79</p><p>D6B + RIC 25- TIC D5C Com a ameaça de 26- CAPITULO V As pretas deve- enfrentá-la com 21 provável 22-T2D, Em uma contagem puramente A dama e com peças maiores 23 P P; 24 pareceria que as pretas têm material por dama. Os dois passados e das cas, entram a jogar com grande Cuidando da citada ape- e amparados pela dama, cam parcialmente; as brancas apro- veitam a oportunidade para executar 27. P5B TRIBD que permite à sua Como já mencionamos a principal dama penetrar nas linhas 28- tica de uma dama é grande mobilidade. Tanto no final de uma de mate. A combi- 29- D7R RIT partida como no do jôgo, sua capacidade de rápidos deslo- nação uma lógica das prévias da dama: P6B TICR camentos uma admirável de ataque, operando com 6T. D7BD TDIBD suma eficiência contra pontos fracos da posição ou num 32- D5R P5D + d assalto ao rei. exemplo mostra-nos quão suavemente 33- abandonam. a dama pode mover-se de uma aja para outra, mesmo quando a posição tem características parciais de bloqueio. No xadrez moderno acontece repetidamente surgirem posições em que nenhum dos lados permite qualquer debilitamento de seus e nas quais os dois reis estão bem protegidos. Em tais casos, é geralmente impossível utilizar as virtudes de uma (Baden-Baden 1925) dama em ataque, como se vê no exemplo anterior; ela deve contentar-se em usar apenas parte de sua capacidade, por longo 72 em condições de transferir dama tempo. Pode, nestes casos, auxiliar as na luta pelo contrôle com modesta posição atual, as de uma coluna aberta; ocupar uma importante diagonal, em alas do a dama pre- ações de um bispo, ou, se tiver sido trocado, tomar ta, ao inefi- as suas funções. Manobras de dama em diagonais são esquemas purque sua a foi comuns em muitos sistemas modernos de abertura, quando os prematura. bispos são porque, uma troca de bispos com o fito de remover uma importante peça defensiva, é um objetivo Não 18 P com procurado com - e a diagonal vacance que resulta para as pretas no coluna pode ser utilizada pela dama. Um exemplo simples é o da variante bem conhecida da India da Dama, em que as pretas, 18- 0-0 - P4D, C3BR; P3CR, Nem 18 - PD P: -T6D, B2C; P4B, P PD; nem - PC D7C, B, prosseguem com geralmente 8 DIB após para as seguido por D2C +. 19- TRID Nesta das damas grande mestre Tcheco-Eslovaco R. talvez tenha sido aparenta estar bem As Se PC 20 major especialista na exploração do tema da dama pelas longas manobras que se realizar, entre- -D6D, TRID; 21 TIC seguido por diagonais; sua partida contra Capablanca, campeão mundial da tanto, as brancas estão a volta a todo mundo enxadrístico. 80 81</p><p>Um rápido olhar ao diagrama con- RÉTI-CAPABLANCA para vermos foi bem a estratégia das brancas: dama controla a grande diagonal com perspectivas de lorque 1924) e encobertas an rei nota ao lance). A C3BR C3BR 15 D2B dama ao é uma 27 D4R P4BD 16 P4D BSR simples fonte de preocupações an sen Não é 27 B2C D3B:2) imediatas, como e quais- 29 C5B referível 3 tático que poderia haver quer para em patenteia a pressão de longo táticas no custado às grande parte exercida fim, sua posição de sua Mais preciso teria rei. Melhor seria 27 B2C 0-0 sido 17-DIB, com similar a que C4R, em caso as brancas P3CR à da partida. para a monter sua vantagem com B2C 17 D4B 28 DJC ou pela transposição a um 0-0 P3D TDID T2T final de partida em que o PCD prêto é séria debilidade. P3D CD2D D4T CD2D P4R Depois engano, tudo está de Manobra aparentemente C4B D4BD and para as brancas. Maito D2B TIR melhor Jogar propósito é provocar um 29 - T2B TRID! 19 DIB, TDIB, com compli- debilitador do PCR branco a C3R CIR lance do texto se ante- T(1)5D! rimeiro lance já C4C, um modo 19 operações com a dama na melhor para 31 - 32 Se as pretas jogassem Era manter a 25 P4T. C 33 CST: conforme faz central com 19 lance 26- as pretas perdem lance a continuação do texto, que ganha peão do bispo de 13-B B, x dama em troca do D. C(2)3B; 15 daria uma debilidade abre É interessante observar que a dama branca ocupou a longa em brancas per causa da minho às brancas para o importante diagonal preta no lance, e permaneceu no mesmo ponto até colocação da avançado em o no entanto, sua latente capacidade de ataque foi um P4TD 20 importante fator para uma rápida vitória. A dama preta, per P3TD 21 - outro lado, manteve-se constantemente em ação - mas sua P4B RIC condição exposta se revelou mais do que bene- 23 - eventualmente colhidos por suas finalmente con- duzindo as pretas ao desastre. brancas ter ganho Diagrama 73 com PT, tivemos oportunidade de mencionar que a dama é uma peça cuja ação é de natureza predominantemente tática. Embora : mas resultante isto seja verdadeiro, há numerosas ocasiões em que a na posição do rei daria is capacidade de uma dama the permite apolar a execução de um consideráveis possibilidades de plano e há, mesmo, alguns casos aonde a simples presença da dama exerce decisiva influência no caráter estratégico CIB de uma posição. Nesta última categoria, estão aquelas posições P3R1 em que as peças menores foram eliminadas. A partida encontra- se então em um estado de entre o e o final: de para dama apoiada por uma ou duas, pode ser ainda uma forte tura da coluna da dama e da arma de ataque ao rei e uma troça de damas ou duas das 83</p><p>um final de partida. Portanto, Os aplicáveis a tais posições são uma mistura daqueles que Diagrama 75 se aplicam ao de e ao final de partida separadamente. R2C Exemplo típico é a posição seguinte, de uma partida jogada em 35 DID! P3B! match para campeonato do mundo: A ruptura preparada pelas brancas com sea lance, fol finalmente defendida; se agora 36 de 36 37 38 (Match 1910) D6T 41 +. D D; as pretas ven- porque perdem apenas um peão na ala do rei. Diagrama 74 nas melhores Schlechter decide-se, de por D3C D3R plano defensivo correto: mediante 31 DID TITR! constances manobras de dama, con- 32 P4C segue algumas debilidades na dos prêtos ne da Se 32 D3D, as pretas o passo em Após dama, obtendo, assim, mentos em seu em final em + e a van- correto TITD as brancas que rei prêto será primeiro a tagem depois de 33 R2T, a vital do 35 PATD R2C D4C (Romanowski). Uma continuação mais cautelosa DJT P3T DJC TID x com vantagem posicional P4BD T2D Os dois lances trouxcram para as pretas. lance do texto, lance prêto DID D4R uma madança na posição, tão a oferta do branco, é para as pretas que um de uma nova D4C RIR estaria claramente elas. trando-se, a partir de com sen 28- D2R RID primeira vista, a posição parece Além da debilidade dos brancos rei em as pretas e D2D R2B ala da dama, têm as pretas sempre ver-se-ão compelidas a dedicar-se à se um jogadores P3T T2R possibilidade de seu PBD ou seu assegurando-se com um oferecesse empate Lasker, P4CD? 40 PC passado que o distante decide-se a jugur para ganhar - e, migo não poderia alcançar, T3CD revelam lances, com As brancas aqui perdem o gicamente, a partida já está por D4D lance revela que clas preparam sea pode que the oferecem de com peões na abrigar táticas, As brancas Intam pelo contrôle da primeiro, a rapides da dama - que a tarefa de conduzir as não só D4C facilidade com que seu rei poderá O lance correto era 31 vitória tão árdua quanto como também TIC alcangar centro, se forem ainda que tivesse sido prefe- O fato de que a partida por as segundo, desconfortável rivel na jogada anterior. tido um trágico para debilidade tática do PR branco, é impedir uma ação des pretas 42 TIR Lasker, prova quão mediante P3B reforçaria as ala da dama e. possivelmente podem ser tais TIC T4R de um ulterior P4CD cum a D4C D4C do PD ou do PBR plano de PSCD), obter P3C de Lasker é de dupla natureza: pri- nessa ala. Apôs o lance do texto, E impossível jogar 44 T4C, o rei pretas conseguem modificar vantajo- Se bem necessário para dar por de 45 centro, e, com ofertas a estratura completa das uma folga à posição do rei, éste lance de troca de damas, instalar original uma DIR D6D queza em T4C 84 85</p><p>agora as brancas têm uma forte é fácil a quando se precisão absoluta; ela certamente, um dos tipos de posições em 47 A contra- tem peões a A continuação mais complexas existentes em xadrez. medida mais segura teria sido mostra, a inutilidade de jogar No jôgo com peças maiores, pontos fracos na posição inimiga T4TL Lasker, para o ganho. que, de 46 T4T: têm importância especial. As peças pesadas, com seu longo raio 47 T3CI, D T; 48 D4B? de ação, são ideais para quaisquer tipos de ataque, não ter-se-la chegado a um final de damas tanta eficiência na defesa. Quando há pontos fracos na em que oponente teria considerá- As pretas subestimam perigo de 55 D6T e perdem com surpreendente posição do adversário, ataques alternados podem ocasionar con- veis possibilidades de defesa, R2C: 49 Elas ainda haver gestionamento entre as peças defensoras, valendo Apesar de tudo, a passagem garantido o com 54 mais do que um simples Na partida, a ação con- para um final terla a continuação 55 D7T (56 - centrada de peças maiores conduz a uma posição em que as e correta. Como as D3D), D3C; ou pretas um segundo de- 55 +. R2B. peças brancas se acham sèriamente restringidas cm seus movi- de lances, mentos. as brancas reforçar consi- 55 D6T! TIC? a posição agressiva de suas Igualmente insuficiente é 55- RUBINSTEIN-ALEKHINE T2C; Lasker, po- 46 56 47 T4T 1926) 57 D, T como ma- 48- DITD! neira de ainda conseguir R2T T4C T7T RID P4D As das pretas ofe- D2T D4R + 57 D3C 2- C3BR P3R ação e a presença do RIC RIB B4B P3GD mau bispo. R2T P4D PSTR H2C 53 TST! D5C Ou D5C: 59 5- CD2D 18 D2D Neste momento Lasker 19- As pretas, podem em- sem aguardar inevitável mate em Reforçando centro, mesmo patar por mas não que com 59 +. tempo abrindo a coluna Não porque 19 a resposta das pretas seria 7- P3R 0-0 D5T, tanto Esta partida, apesar de suas falhas, é extremamente quanto e após sante e instrutiva. Na primeira fase da luta entre as peças pesadas, B2R D3R, teriam posição ganhadora nos lances que medeiam entre e as pretas conseguiram E melhor com 20 O lance do texto, uma decidida iniciativa. Tornou-se claro como é importante um as brancas com uma 8 P4D debilidade tática em e5 que poderá rei centralizado, e como é dificil a partida para um lado que deva 9- 0-0 C3B ser pela dama preta em g7. evitar troca de damas, Na segunda fase, a partir do lance 39 P3B CSR As brancas devem, portanto, restringir até fim, quadro foi alterado. As brancas sacrificaram voluntariamente a atividade de sua sivamente dois para obter possibilidades de contra-ataque, dama, a fim de permanecer C2D P4B alerta para a do enfraquecido e as pretas deixaram escapar a oportunidade de a partida P4BR P4CR1 PR com D4D. para um final de damas ganhador, sem bem que trabalhoso. 14 C4B P4D Finalmente, vários erros, acabaram sucumbindo ao ataque 19- D4C de seu opositor. Deve ser notado que os erros cometidos pelo antigo campeão mundial, não foram devidos à simples má sorte; a luta com majores dá frequentes ocasiões para sérios Se as pretas pode- Excelente Pela ameaça enganos, mesmo em partidas entre mestres. Tal fato não deve riam preparar uma com de D PT, as pretas forçam branco para ht, de onde surpreender, esta fase da partida está com tais 16- TIT não pode proteger ponto dentro dificuldades táticas e que sua condução demanda P4TD TICR em as pretas estarão condi- 87 86</p><p>ções de ganhar um importante tempo, TDIBD mediante um ataque à despro- tegida. 26 T5B. 21 RIT D2C1 26 T2B T2R CAPITULO VI T(2)2CR A fraqueza do PR salta à vista. As branças devem retirar dama T28D da defesa de g2, dando às pretas a Uma conhecida o rei oportunidade de livrar-se do ganhar tempo, durante o planeja- mento de uma ação decisiva. D4D T2BD T2B D6C! T2R Com seus últimos lances, D4C as pretas conseguiram duas De as é rei que ocupa posição especial. Por um a de seu ineficiente bispo, em do lance do texto, lado, é a da partida; por outro lado, deverá manter-se e afastar a branca da coluna do 31 DID, depois bispo do rel: se agora 24 de 31 confinado por longo período, a um modesto e triste papel, e 24 A B; 25 R em que abrigado dos ataques por peças inimigas. É geralmente sem devido à ameaça de 25 nenhuma das peças brancas poderia sentido estabelecer valor do rei em relação ao de outras peças, 26 TID. mover-se: qualquer lance de porque não pode ser trocado por qualquer número com inevitável ruptura perderia um peão, e a um movimento P5B. de rei viria D PT: a dama No final de partida, entretanto, fica diminuido perigo de ata- abandonasse primeira fila, as pretas ques de mate, e rei tem oportunidade de demonstrar sua capa- T2BD teriam 32 se 32 DIR cidade de trabalho; sua atividade aumenta de modo agudo e PR está perdido depois manuseio torna-se um importante elemento na estratégia da de D2C; se Diagrama 76 32 P4B, perderiam com a partida. A experiência tem verificado que a ação desenvolvida 32 33 D P, por um rei, nestas condições, superior à de uma peça menor e inferior à de uma T3T 32. P4T D2C! Os problemas estratégicos associados ao rei em um final de partida (centralização, oposição, etc.) acham-se além dos objeti- Ganhando multo mais vos limitarmos-emos aqui às questões referentes ao mente do que com 33 Dividiremos estudo em três seções: que nos leva de volta à afirmação de que uma posição de ataque mediante peças pesadas maior valor do que um peño A. Rei ativo no meio de Alekhine assalto final com energia. Se bem que geralmente um rei deva permanecer inativo até P4B T3C final de partida, há casos em que éle entra mais cedo em jôgo Se que material seja D2D T6C! ativo. Algumas vêzes auxilia diretamente um ataque de a posição é sem ranças para as Com a de 35 T6T +. com major impede avanço de um peão inimigo ou débil em e3 e a falta de função útil Se 35 então 35 PSD: prepara uma ruptura. Em ambos casos rei pode para estão em 36 37 D2B, T6T de cargos tão arriscados com segurança, quando agudo contraste com a atividade das seguido por a posição inimiga esteja tão constrita ou quando o materialsej pretas na coluna aberta; é de surpreender que a posição DIR reduzido, que não esteja sujeito a A sortida se rápidamente mais vulgar, a executada em um já sem damas, 88 89</p><p>quando um dos jogadores renuncia ao roque para trnasportar 46- D3T T5D seu rei com rapidez a um ponto de onde possa auxiliar as P4C operações contra a posição inimiga; a ausência de damas geral- mente torna remotos os perigos de mate, permitindo ao rei não Obviamente, 42 Teria sido um jogar R2T; 44-D4B as TST: RIT; só apoio a uma ruptura planejada, como uma colocação ativa brancas ganham, 49 TITR, para final de partida que se avizinha. Mencionamos aqui que mais comumente acontece, escolhemos alguns TST D3B T5BR mais raros para ilustrar trabalho do rei no Uma tentativa para impedir, pelo fato de que as damas permanecem no tabuleiro, nos exemplos o P6B, que trancaria 48 T. dados, ilumina ainda mais as possibilidades de ação de um rei, segando bispo das Derrota não para a de demonstrando que sua potencialidade não deve ser desprezada. rápida resultaria de 43 50 T2T. x D, D; P6B, BID; 49 DST abandonam. TITR, T5T; Nesta partida o rei branco entrou 47 PACHMAN-UJTELKY luta para preparar um avanço de etc. peão, e depois de nela permanecer por 44- lances, retirou-se com segn- P6R D2B Em casos como que a seguir, rei Diagrama 77 através de volta A última tentativa. espe- rejeita quaisquer de retirada, e de cavalo como rança oferece 46 se lança à frente em ao golpe ou de manobra de (R2C R3T. por teria sido possível com da pressão das brancas demais entretanto, peça não em que pude (Glasgow 1902) mente tomar a seu cargo a proteção do PTR: branco. Da posição 78 ponto A debilidade criada na ala trita em que se as pretas do às brancas a oportunidade não estarão em condições de lançar mais dos qualquer rei R2T P4CD eventualmente necido, e as brancas essas 29 R3C P4TD Posição 34. lance em situação para 30 R4T P3C um do rei no 508 de As pretas apoiado was As brancas conseguiram esperanças de defesa neste as 35 R2T favorável para suas resta ver brancas podem tomar o peão, qual melhor modo de explorar esta 36 porque se 30 D4C Um staque ao pedo P4B P3C 31 - da coluna dificilmente poderá P4C C2D 32- D7BR obter sucesso, porque a retirada do B3D cavala branco da casa como plemento a PD D2D lance das P4C brancas não consentiriam em B6B portanto, plano As pretas por res- As pretas se acham desagra- prosseguindo no plano original: camente correto deve ser buscado ponder ao assalto da dável situação de não de 33 R5T, 34 R6C ga- noutro As situação do rei De nada jogadas Elas termi- nham superioridade ala do e valerão após a execução de seu PTR a no rompimento por meio de avanço de as brancas seu rei D5B + intento de prevenir qualquer é mais é posição de mate se a dama T4C D7B + necessário primeiro proteger o PTR. atsque com efeitos tivesse que abandonar do R5T 90 91</p><p>B. - P4R, 2 C3BR, Diagrama 80 C3BR; 3 - C P3D; 5 - C3B, PD B. o Roque B3D (diagrama 80). As pretas estão atrasadas em de- Na das partidas ambos os lados protegem seus reis senvolvimento E teriam dado grandes pelo geralmente executado na abertura. entre- oportunidades de ataque às brancas, tanto, não assegura apenas proteção ao se houVessem efetuado ime- determina o plano estratégico para todo diatamente: mente quando um dos jogadores faz para a ala da dama. Pode- C2D: A linha correta mos ilustrá-lo melhor por alguns exemplos extraídos da teoria para as pretas, é jogar 7 - de aberturns. e aguardar até que as brancas hajam rocado, sem assumir um compromisso Posição após 7 A. Depois dos lances - P4D, P4D; C3BD, 4 - B5C, B2R; 6 C3B, CD2D: prévio. Se us continuam 7 D2B, P4B (diagrama 79) as branças podem entre com 8-0-0 as pretas devem se aquelas se apresta- dois planos radicalmente rem para rocar na ala da dama, estas devem estar preparadas para fazer mesmo: B3R, -B4R, D2D etc. (a) isolar PD prêto e, após Diagrama 79 na ala do rei, concentrar a pres- similar ressalta do exemplo - uma variante bem conhecida do Giuoco Pianissimo. são naquela debilidade, p. P PD, 9-B B, D B: C. Após P4R, 2-C3BR, C3RD: 10 P3CR; 4 P3D, C3B, não seria de bom alvitre para 12 P. 13-0-0 as brancas fazer roque de imediato, por causa da desagradável (b) criar uma situação inteiramen- pregadura que viria: e que não puderia te diferente por meio do roque ser aliviada mediante 7 P3TR, por As brancas, p. ex.: 9 - portanto, devem jogar aqui B3R, ao que não deve adver- Neste caso, surge uma posição muito sário replicar com 6 por dar às primeiras a pos- aguda em que as atacarão sibilidade, mesmo à custa de um tempo, de armar poderosa na ala do rei adversário ajudadas pregadura com Sucede com na abertura por um avanço de peões (P4TR, que um jogador, por uma qualquer, deva renunciar ao Posição de 7 P4B enquanto que as pretas roque: então, como no exemplo próximo, algumas vêzes trata concentrarão suas ações no flanco de o rei em segurança, ainda que de modo menos con- exemplo demonstra claramente de que maneira vencional. o curso de uma partida pode depender inteiramente da decisão D. Após - C3BR; 2 C3BR, P3CD; de rocar para um determinado Geralmente, quando 4 - P3R, P3R; B3D, C4T; C B: jogadores rocam para lados opostos, segue-se uma luta hastante PT C, existem certos problemas para a execução do roque acesa, porque um ataque de contra não por parte das pretas, pelas oportunidades de ataque que ao cará o próprio rei ao Esta é uma das razões por que é oponente oferece a TR aberta. Por motivo, é usual judicioso, com muita adiar a execução do roque até que as pretas nesta posição joguem P3CR seguido por que o adversário se decida, e para o mesmo lado - quando RIB e R2C. se está com atraso no desenvolvimento. Daremos agora algumas partidas e posições, ilustrando as exemplo elucida os perigos em que incorre quem dificeis questões associadas à decisão de efetuar roque. não atenta para 93 92</p>