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<p>Universidade Veiga de Almeida</p><p>História da Educação Brasileira</p><p>Renata Gabriely Silva da Fonseca</p><p>Educação, política, economia e participação popular:</p><p>vários casos em um</p><p>Rio de Janeiro</p><p>2023</p><p>A Educação durante o Período Colonial (1500-1822)</p><p>A história do Brasil é marcada pela dependência, exploração, violência,</p><p>desrespeito às diferenças culturais e pelo privilégio de alguns em detrimento da grande</p><p>maioria da população. A educação formal brasileira inicia-se no período do Brasil</p><p>Colônia, com a chegada dos jesuítas, em 1549, sob a orientação do Padre Manoel de</p><p>Nóbrega. Em março de 1549, chega o primeiro governador geral, Tome de Souza, e</p><p>os primeiros jesuítas sob o comando do Padre Manoel de Nóbrega. Cerca de quinze</p><p>dias após a chegada, edificaram a primeira escola elementar brasileira, em Salvador.</p><p>Contudo, ao afirmar isso, esquecemos que os moradores que aqui viviam, os Índios,</p><p>ao seu modo, também educavam suas crianças.</p><p>Inicialmente as escolas funcionavam de acordo com o plano de estudos de</p><p>Manuel de Nóbrega. Esse plano iniciava com a aprendizagem do português e passava</p><p>pela doutrina cristã. Depois disso eram encaminhados as escolas de ler e escrever,</p><p>onde também podiam ter acesso ao canto orfeônico e a música instrumental. Depois</p><p>disso recebiam a formação profissional e agrícola e aprendiam a língua latina. Mais</p><p>tarde todas as escolas jesuítas eram regulamentadas por um documento, escrito por</p><p>Inácio de Loiola, chamado de Ratio Studiorum. Esse programa de estudos iniciava</p><p>com um curso de humanidades e passava por um curso de filosofia e por último</p><p>teologia. Os que pretendiam seguir as profissões liberais iam estudar na Europa, na</p><p>Universidade de Coimbra, em Portugal, a mais famosa no campo das ciências jurídicas</p><p>e teológicas, e na França, a mais procurada na área da medicina.</p><p>Estes religiosos foram responsáveis pela instrução e catequização até o ano de</p><p>1759, quando o Marquês de Pombal os expulsou e implantou as Reformas</p><p>Pombalinas.</p><p>A economia do período colonial consistia na exploração de riquezas para atender</p><p>aos interesses do mercado externo por meio da mão de obra escravizada, baseou-se</p><p>principalmente, no modelo de plantation. Essa forma de planejamento agrícola propõe</p><p>que grandes propriedades de terra, chamadas de latifúndios, sejam utilizadas para a</p><p>plantação de um só tipo de planta (monocultura), com produção para o mercado</p><p>externo, a partir de mão de obra escravizada.</p><p>A exploração do Pau-Brasil foi marcada durante o período pré-colonial e os</p><p>primeiros anos da colonização. O pau-Brasil era extraído e levado para Europa com o</p><p>intuito de ser utilizado no tingimento de tecidos e na confecção de objeto de madeira,</p><p>como embarcações.</p><p>Posteriormente, a cana-de-açúcar ganhou destaque na sociedade e nas relações</p><p>comerciais da colônia. Ao mesmo tempo, o tráfico negreiro impulsionava a</p><p>lucratividade dos engenhos açucareiros.</p><p>Com o crescimento da concorrência do açúcar no cenário internacional, a coroa</p><p>portuguesa precisava achar um novo produto da terra brasileira que resultasse em</p><p>lucros. Foi então que se iniciaram as expedições e a entrada para o interior do país.</p><p>Ao encontrar ouro e metais preciosos na região sudeste, a região tornou-se mais</p><p>povoada e explorada. Pouco a pouco, novas vilas e cidades comerciais se formaram</p><p>na região, em torno do ciclo do ouro e da exportação desses metais para os lusitanos.</p><p>Sendo assim, observamos que a economia era baseada no latifúndio, na</p><p>monocultura, na exportação e na mão-de-obra escrava.</p><p>Com o objetivo de tomar posse, explorar e defender o território brasileiro,</p><p>Portugal deu início à montagem da estrutura administrativa colonial. Sem recursos</p><p>financeiros nem humanos para empreender uma ocupação em grande escala na</p><p>colônia, o rei dom João III decidiu, em 1534, dividir o território brasileiro em 15 faixas</p><p>de terra – as capitanias hereditárias.</p><p>O direito de administrá-las era dado aos donatários, nobres ou burgueses que se</p><p>comprometiam a arcar com os gastos, mas repassando grande parte dos rendimentos</p><p>a Coroa. O donatário aplicava a Justiça e podia doar sesmarias (fazendas) e cobrar</p><p>impostos relativos à agricultura e à exploração dos rios.</p><p>Este sistema não apresentou os resultados esperados por causa do isolamento,</p><p>dos ataques dos índios e da falta de investimentos. A maior parte faliu ou nem sequer</p><p>foi ocupada pelos donatários. Das 15, apenas Pernambuco, efetivamente, prosperou,</p><p>favorecida pela produção açucareira.</p><p>Em 1548, com o fracasso das capitanias e o aumento das investidas estrangeiras</p><p>na colônia, Portugal resolveu impor-se para assumir o controle efetivo da</p><p>administração criando o Governo-Geral, com capital em Salvador. Este governo</p><p>coordenava a defesa, cobrava impostos e incentivava a economia. Embora tenha sido</p><p>implantado após as capitanias, tal governo não as substituiu.</p><p>A ideia era impor uma centralização política, o que funcionou na esfera militar,</p><p>mas não se refletiu no dia a dia, em razão da falta de infraestrutura de transporte e</p><p>comunicação.</p><p>Referências:</p><p>https://navegandohistedbr.comunidades.net/a-educacao-no-periodo-colonial-</p><p>15001822#:~:text=Inicialmente%20as%20escolas%20funcionavam%20de,orfe%C3</p><p>%B4ni co%20e%20a%20m%C3%BAsica%20instrumental</p><p>https://vestibulares.estrategia.com/portal/materias/historia/periodo-colonial-do-brasil/</p><p>https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/19/12/contexto-historico-da-</p><p>educacaobrasileira</p><p>https://guiadoestudante.abril.com.br/curso-enem-play/organizacao-</p><p>politicoadministrativa-portugal-e-o-controle-da-colonia</p><p>História da Educação Brasileira</p><p>Educação, política, economia e participação popular: vários casos em um</p><p>Rio de Janeiro</p><p>2023</p>