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<p>MEIOS DE EXPRESSÃO E</p><p>REPRESENTAÇÃO</p><p>AULA 2</p><p>Prof. Ciro Andrade Siqueira</p><p>2</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>O desenho técnico é uma linguagem universal para a representação de</p><p>objetos. A sua base de raciocínio provém da geometria descritiva, por intermédio</p><p>do raciocínio das projeções paralelas, o que faz com que ele seja realizado e</p><p>interpretado igualmente por todos que venham a estudá-lo.</p><p>Saber realizar e interpretar corretamente é parte fundamental para o</p><p>estudo no processo projetual, pois o desenho técnico é uma das principais</p><p>formas de informação entre os envolvidos na execução de um projeto</p><p>arquitetônico.</p><p>CONTEXTUALIZANDO</p><p>Segundo Giesecke (2002), o desenho técnico é um “desenho para</p><p>expressar técnicas ou, em geral, no âmbito da comunicação gráfica técnica</p><p>(obedecendo normas técnicas)”. Essas normas técnicas são determinadas e</p><p>administradas no Brasil pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).</p><p>Existem diversas normas referentes à produção de desenhos técnicos com</p><p>diferentes assuntos. Algumas delas são generalistas, quer dizer, determinam</p><p>regras de desenho para qualquer área (engenharias, design ou arquitetura) e</p><p>servem como a base da representação técnica. Por exemplo, a NBR 17006</p><p>(2021) determina os princípios de métodos de projeção no desenho técnico.</p><p>TEMA 1 – NORMAS DE DESENHO TÉCNICO</p><p>A norma NBR 6492 (2021) é o regulamento específico para o desenho</p><p>arquitetônico. Ela define todas as diretrizes para a realização da documentação</p><p>gráfica e escrita, necessária para a execução de um projeto arquitetônico, em</p><p>todas as suas etapas. Recomenda-se sempre a consulta dela ao se efetivar um</p><p>desenho arquitetônico, para obter a sua correta representação gráfica. Esse</p><p>processo permite a leitura e a interpretação do projeto de forma correta por todos</p><p>os envolvidos no desenvolvimento de uma edificação.</p><p>Na sequência, veremos os pontos fundamentais dessas designações</p><p>utilizadas na representação gráfica arquitetônica.</p><p>3</p><p>1.1 Formatos de papel (pranchas)</p><p>Estabelece a série “ISO-A” como o padrão utilizado no desenho</p><p>arquitetônico. Esse modelo se caracteriza por um retângulo de 1m² que tem a</p><p>sua origem por um quadrado e a medida da sua diagonal determinando o seu</p><p>comprimento, conforme a Figura 1.</p><p>Figura 1 – Origem da série ISO-A</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>A partir do tamanho do formato A0, os demais são derivados pela</p><p>sucessão da bipartição realizada, demostrada na Figura 2.</p><p>Figura 2 – Derivação dos formatos ISO-A</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>4</p><p>Com essa partição, estão padronizadas pela NBR 16752 (2020) as</p><p>seguintes dimensões para a utilização dos formatos da séria ISO-A,</p><p>demonstradas na Tabela 1.</p><p>Tabela 1 – Dimensões da série ISO-A</p><p>Formato Dimensões [ mm ]</p><p>A0 841 x 1189</p><p>A1 594 X 841</p><p>A2 420 x 594</p><p>A3 297 x 420</p><p>A4 210 x 297</p><p>Utilizar o formato menor é mais prático, mas a escolha depende de fatores</p><p>como a escala utilizada no desenho e o nível que se deseja de detalhamento do</p><p>desenho. De maneira geral, deve ser considerada a boa legibilidade e</p><p>interpretação do desenho, para que não haja dúvidas ou erros de compreensão.</p><p>Caso exista a necessidade, as pranchas das cópias dos desenhos devem</p><p>ser dobradas no tamanho do A4 para fins de arquivamento.</p><p>1.2 Margens e legenda</p><p>As folhas de desenho além dos seus limites devem possuir o desenho de</p><p>um quadro com a distância de 20mm na sua margem esquerda, para haver</p><p>possibilidade de perfurar a prancha para arquivamento, e nas demais margens</p><p>apresentar o espaço de 10mm conforme a Figura 3.</p><p>5</p><p>Figura 3 – Limite do papel, margens e quadro</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>A espessura do traçado da linha do quadro deve ser de 1,0mm para os</p><p>formatos A0 e A1 e 0,7mm para os demais formatos (NBR 16752, 2020).</p><p>Não se deve desenhar no espaço das margens. No canto inferior direito</p><p>do quadro, deve ser representada a legenda (ou também chamada de carimbo),</p><p>para a identificação do conteúdo da prancha e para as demais informações</p><p>pertinentes ao projeto. Os dados que são anexados nessa legenda variam de</p><p>empresa ou profissional, pois cada um dos atores possui prioridades de indicar</p><p>as informações que julgam ser necessárias para as identificações das pranchas.</p><p>Mas, de maneira geral, a NBR 6492 (2021) recomenda os seguintes dados para</p><p>esta legenda:</p><p>a) empresa ou profissional;</p><p>b) cliente;</p><p>c) conteúdo (desenhos) da prancha;</p><p>d) autor(es) do projeto;</p><p>e) projetistas e desenhistas;</p><p>f) responsável técnico;</p><p>g) escala;</p><p>h) data de conclusão do desenho;</p><p>i) número da sequência da prancha.</p><p>6</p><p>A legenda deve possuir o comprimento de 180mm e a sua altura pode ser</p><p>variável em todos os formatos. O seu preenchimento deve ser feito sempre</p><p>utilizando a caligrafia técnica. Na Figura 4, é apresentado um exemplo de</p><p>legenda.</p><p>Figura 4 – Legenda ou carimbo</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>1.3 Traçado</p><p>O traçado no desenho arquitetônico tem a sua importância em diferenciar</p><p>os variados elementos que são representados como paredes, esquadrias,</p><p>coberturas, textos e anotações. Essa diferença ocorre pelas espessuras</p><p>diferentes e pelo modelo do traçado, podendo também ser empregadas cores</p><p>diferenciadas. O traçado também determina a profundidade visual dos objetos</p><p>em relação ao plano mais próximo de projeção e o mais afastado, o que pode se</p><p>chamar de 1º plano, 2º plano etc.</p><p>Essas diferenças são feitas no desenho manual por meio de diferentes</p><p>espessuras de lapiseiras ou canetas nanquim e no desenho computacional na</p><p>configuração de comandos específicos, como o comando de camadas no</p><p>AutoCAD, por exemplo. De maneira geral, essas espessuras atendem à relação</p><p>de 2:1, isso quer dizer, uma espessura deve ser o dobro da anterior. Mas a</p><p>utilização das espessuras também está relacionada com a escala utilizada no</p><p>desenho, considerando que se utilizem espessuras menores em escalas de</p><p>redução maiores.</p><p>7</p><p>A NBR 16861 (2020) e a NBR 6492 (2021) determinam três espessuras</p><p>para as linhas: estreita, larga e extralarga. O uso dessas espessuras, bem</p><p>como os modelos dos traços são exibidos na Tabela 2, com as aplicações no</p><p>desenho arquitetônico.</p><p>Tabela 2 – Modelos e aplicações de linhas (NBR 6492, 2021)</p><p>Linha Modelo Aplicação</p><p>Contínua larga Contorno visíveis;</p><p>Limites de materiais;</p><p>Contínua estreita Contornos e arestas visíveis em</p><p>vista;</p><p>Hachuras;</p><p>Linhas de cotas;</p><p>Esquadrias;</p><p>Contínua zigue-zague estreita Limites de cortes interrompidos;</p><p>Tracejada estreita Arestas não visíveis;</p><p>Traço e ponto estreitos Linhas de centro;</p><p>Linhas de simetria;</p><p>Traço e ponto extralarga Marcação de cortes;</p><p>Traço e dois pontos estreita Projeções de beirais e</p><p>marquises;</p><p>Traço longo e ponto estreita Linhas de eixo;</p><p>Na Tabela 3, são demonstradas as proporções das espessuras do traço.</p><p>Essas espessuras são definidas de acordo com a escala que o desenho será</p><p>realizado, nível de detalhismo e sistemas de impressão. A aplicação dessas</p><p>espessuras também é chamada de peso gráfico no desenho técnico.</p><p>Tabela 3 – Espessuras de linhas em milímetros (NBR 6492, 2021)</p><p>Linhas por grupo Extralarga Larga Estreita</p><p>0,25 0,50 0,25 0,13</p><p>0,35 0,70 0,35 0,18</p><p>0,50 1,00 0,50 0,25</p><p>0,70 1,40 0,70 0,35</p><p>1,00 2,00 1,00 0,50</p><p>8</p><p>TEMA 2 – REPRESENTAÇÃO DE PLANTAS: VEDAÇÕES E ESTRUTURA</p><p>A planta normalmente é o desenho inicial de um projeto arquitetônico, pois</p><p>nela estão definidos a ocupação do espaço com as suas dimensões, setores e</p><p>fluxos de circulação. Ela é a representação de um corte no qual o plano secante</p><p>está localizado na altura em média a 1,50m do piso, com o propósito de</p><p>representar as aberturas nos ambientes (vãos, janelas e portas). No desenho da</p><p>planta está definido o modelo construtivo da vedação (paredes) que será</p><p>utilizado na edificação. A partir dessa representação, todos os demais desenhos,</p><p>cortes e elevações</p><p>são derivativos desse padrão.</p><p>Os modelos mais predominantes de vedações no Brasil são a alvenaria,</p><p>a qual podem ser utilizados os blocos de cerâmicos de argila – tijolos (Figura 5),</p><p>os blocos de concreto (Figura 6) e a madeira (Figura 7). Mas a técnica do drywall</p><p>(Figura 8) é empregada com frequência, principalmente em espaços internos,</p><p>pela sua praticidade de montagem e facilidade de desmontagem e deslocamento</p><p>em reformas futuras.</p><p>Figura 5 – Parede em alvenaria (tijolos)</p><p>Créditos: Animix Design/Adobestockphotos.</p><p>9</p><p>Figura 6 – Parede em alvenaria (blocos de concreto)</p><p>Créditos: Wichai Prasomsri1/Shutterstock.</p><p>Figura 7 – Vedações em madeira</p><p>Créditos: Grispb/Adobestockphotos.</p><p>10</p><p>Figura 8 – Paredes em drywall</p><p>Créditos: Michael/Adobe Stock Photos.</p><p>Na representação da planta, a espessura da parede será determinada de</p><p>acordo com os materiais a serem utilizados. Essas espessuras variam em média</p><p>de 5cm a 30cm. A escala utilizada influencia na representação, pois em escalas</p><p>reduzidas não é possível representar os detalhes dessas espessuras. Já em</p><p>desenhos em escalas mais ampliadas, as espessuras de revestimentos e</p><p>acabamentos são mais bem representadas (Figura 9).</p><p>11</p><p>Figura 9 – Exemplo de representações de paredes</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>TEMA 3 – REPRESENTAÇÃO DE ESQUADRIAS EM PLANTA</p><p>Uma edificação apresenta aberturas para iluminação, ventilação e</p><p>circulação e esses vãos podem ter elementos que permitem o controle da</p><p>movimentação das pessoas, controle da entrada de luz e de ar. São as</p><p>chamadas esquadrias, que envolvem as janelas, portas, portões e gradis.</p><p>Os seus materiais das esquadrias variam, mas são fabricadas</p><p>predominantemente em madeira, metal (aço ou alumínio) e plástico (PVC).</p><p>Dependendo do modelo do fornecedor, podem ter mais ou menos</p><p>detalhes, como vidro, venezianas, sistemas sanfonados, entre outros. Com isso,</p><p>a maneira de ser realizada a representação em plantas vai depender,</p><p>principalmente, de sua escala, em que escalas menos reduzidas permitem mais</p><p>detalhes e escalas mais reduzidas fazem com que o desenho seja mais</p><p>simplificado, conforme a Figura 10.</p><p>12</p><p>Figura 10 – Exemplo de janela em escalas diferentes</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>As janelas são representadas fechadas, mas procurando mostrar a</p><p>quantidade de painéis ou “folhas” de vidro que possuem e se há venezianas</p><p>dentro do que a escala permitir. As portas são desenhadas em planta sempre</p><p>abertas, com a indicação da direção de abertura e demonstrando o seu modelo</p><p>(de abrir, pivotante, sanfonada etc.), conforme demonstrado na Figura 11.</p><p>Figura 11 – Exemplos de portas e sentido de abertura</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>13</p><p>TEMA 4 – COTAGEM EM PLANTAS</p><p>As cotas são normatizadas pela NBR 10126 (1987) que determina que as</p><p>cotas são formadas por quatro elementos: texto da cota, linha da cota, linha</p><p>auxiliar e limite da cota, conforme Figura 12. No desenho arquitetônico, os</p><p>indicadores normalmente são o ponto ou o traço oblíquo.</p><p>Figura 12 – Elementos das cotas</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>TEMA 5 – ELEMENTOS DE ANOTAÇÕES EM PLANTAS</p><p>No desenho arquitetônico existem vários elementos para que a</p><p>informação do desenho seja mais compreensível. No desenho em planta, como</p><p>se trata de uma vista superior da edificação, há a necessidade de se realizar</p><p>anotações para que não haja dúvidas sobre o desenho e até mesmo não haja a</p><p>necessidade de consultar outros desenhos como os cortes ou elevações.</p><p>Veremos a seguir quais são elas, conforme a NBR 6492.</p><p>5.1 Norte</p><p>Em vistas superiores como as plantas, implantações e situações, deve-se</p><p>indicar a posição do norte por um desenho de modelo de seta como os</p><p>apresentados na Figura 13.</p><p>14</p><p>Figura 13 – Exemplos de indicação do norte</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>5.2 Cota de nível</p><p>A cota de nível é uma anotação que indica qual é a altura de um</p><p>determinado piso (superfície) em relação a um nível de referência, que</p><p>normalmente é externo à edificação determinada pelo desenho da topografia do</p><p>terreno. Ela deve ser aplicada nas plantas e nos cortes, em que possui desenhos</p><p>específicos, conforme a Figura 14.</p><p>Figura 14 – Cotas de níveis</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>15</p><p>5.3 Indicação de acessos</p><p>Deve-se indicar por meio de setas (Figura 15) os acessos de pedestres e</p><p>veículos, bem como o sentido de subida em escadas e rampas (Figura 16).</p><p>Figura 15 – Indicações de acessos</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>Figura 16 – Indicação de subida na escada</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>5.4 Indicação de inclinação de coberturas</p><p>O desenho de coberturas deve conter a porcentagem de inclinação de</p><p>cada um de seus planos bem como as setas que indicam o sentido da caída das</p><p>águas (Figura 17).</p><p>16</p><p>Figura 17 – Indicação de inclinação de coberturas</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>5.5 Indicação de cortes</p><p>Um corte é um plano secante que se imagina perpendicularmente ao piso</p><p>da planta, em que são demonstradas todas as alturas da edificação, como pé-</p><p>direito, peitoril de janelas, vigas, altura de telhados, entre outras. São realizados</p><p>quantos cortes forem necessários para a compreensão do projeto, mas</p><p>normalmente são recomendados no mínimo dois, um longitudinal e um</p><p>transversal (Ching, 2012). Portanto, são nas plantas que devem ser indicados os</p><p>cortes, sendo demonstrado onde passa esse corte e para qual sentido o</p><p>observador visualiza a seção. Para isso, são utilizadas linhas de traço e ponto</p><p>extralarga, para indicar o plano secante e setas para o sentido de visualização</p><p>como os exemplos da Figura 18. Quando existem muitos cortes de diversas</p><p>plantas, são indicadas nas setas a denominação do corte e mais a numeração</p><p>da prancha na qual ele se encontra, para facilitar a localização do desenho. Os</p><p>cortes são nomeados por letras ou números.</p><p>17</p><p>Figura 18 – Exemplos de indicações de cortes</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>5.6 Indicação de elevações e vistas</p><p>As vistas frontal, laterais, posterior e as vistas auxiliares especiais de uma</p><p>edificação são denominadas de elevações. A vista frontal da construção pode</p><p>ser chamada de fachada. Essas elevações podem receber a denominação dos</p><p>pontos cardeais, norte, sul, leste ou oeste, ou ainda uma numeração, semelhante</p><p>aos cortes. Elas são indicadas também nas plantas por meio de setas, como as</p><p>da Figura 19.</p><p>Figura 19 – Exemplos de indicações de elevações e vistas</p><p>Fonte: Siqueira, 2022.</p><p>TROCANDO IDEIAS</p><p>Apesar do desenho arquitetônico ser normatizado, os elementos gráficos</p><p>contidos nele acabam por ter uma variação sem que se deixe de respeitar essas</p><p>normas. Principalmente quando falamos na simbologia gráfica (indicações),</p><p>podemos ter uma diversidade em modelos de desenhos. As esquadrias também</p><p>são um exemplo que a mesma representação pode ter variações devido a</p><p>diferentes formas e modelos de fabricantes, sem interferir na maneira</p><p>padronizada das normas técnicas. Com isso, o desenho arquitetônico acaba por</p><p>adquirir um repertório extenso de representações.</p><p>18</p><p>Procure pesquisar esses elementos em bibliografias ou na internet, para</p><p>perceber essa variação e ver como o seu desenho pode adquirir uma riqueza</p><p>para melhor leitura e interpretação.</p><p>NA PRÁTICA</p><p>Procure desenhar manualmente com instrumentos e treinar a espessura</p><p>de traço. Utilize lapiseiras e grafites diferentes. Perceba como obter traçados</p><p>mais finos e mais largos. Desenhe modelos de simbologias pesquisados dos</p><p>quais você gostou. Escreva com letra técnica, praticando a caligrafia.</p><p>FINALIZANDO</p><p>Devemos respeitar as normas técnicas de desenho com o propósito de</p><p>padronizar a representação e torná-la universal. Com isso, há a certeza de que</p><p>o seu desenho terá leitura e interpretação clara e precisa. Inserindo</p><p>corretamente</p><p>as especificações e indicações no desenho, evitam-se dúvidas em relação aos</p><p>elementos construtivos das edificações. Vimos que nos desenhos das plantas</p><p>há uma vasta quantidade de informações que são anexadas. Isso faz com que</p><p>as plantas sejam um desenho fundamental para a representação do projeto e,</p><p>portanto, o cuidado em sua representação.</p><p>Finalizando, sempre que houver dúvidas em relação à representação do</p><p>desenho arquitetônico, as respectivas normas técnicas devem ser consultadas.</p><p>19</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 17006:</p><p>Desenho técnico – Requisitos para representação dos métodos de projeção. Rio</p><p>de Janeiro: ABNT, 2021.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 16861:</p><p>Desenho técnico – Requisitos para representação de linhas e escrita. Rio de</p><p>Janeiro: ABNT, 2020.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 16752:</p><p>Desenho técnico – Requisitos para apresentação em folhas de desenho. Rio de</p><p>Janeiro: ABNT, 2020.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 6492:</p><p>Documentação técnica para projetos arquitetônicos e urbanísticos – Requisitos.</p><p>Rio de Janeiro: ABNT, 2021.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 10126:</p><p>Cotagem em desenho técnico. Rio de Janeiro: ABNT, 1987.</p><p>CHING, F. D. K. Desenho para arquitetos. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2012.</p><p>GIESECKE, F. E. et al. Comunicação gráfica moderna. Porto Alegre:</p><p>Bookman, 2002.</p>