Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>2o ANO</p><p>1</p><p>LÍNGUA</p><p>PORTUGUESA</p><p>AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA</p><p>ESCOLA:</p><p>MUNICÍPIO:</p><p>NOME:</p><p>DATA:</p><p>TURMA:</p><p>APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 1</p><p>Bolo delícia de limão</p><p>INGREDIENTES</p><p>• 3 xícaras (chá) de farinha de trigo</p><p>• 200 g de manteiga em temperatura ambiente</p><p>• 4 ovos</p><p>• 2 xícaras (chá) de açúcar</p><p>• 1 xícara (chá) de leite</p><p>• 2 colheres (chá) de fermento em pó</p><p>• raspas de 2 limões</p><p>• ½ colher (chá) de sal</p><p>• manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar</p><p>MODO DE PREPARO</p><p>1. Preaqueça o forno a 180 °C. Com um pedaço de papel toalha, unte com man-</p><p>teiga uma fôrma de bolo, com furo no meio. Polvilhe com farinha e chacoalhe</p><p>bem para espalhar. Bata sobre a pia para retirar o excesso.</p><p>2. Numa tigela, passe pela peneira a farinha, o fermento e o sal. Misture e re-</p><p>serve.</p><p>3. Na batedeira, bata a manteiga até formar um creme claro e fofo. Adicione o açú-</p><p>car e bata para misturar. Numa tigela pequena, quebre um ovo de cada vez e</p><p>junte ao creme da batedeira, batendo bem entre cada adição para incorporar.</p><p>4. Diminua a velocidade da batedeira e adicione os ingredientes peneirados aos</p><p>poucos, alternando com o leite. A cada adição, bata apenas para misturar.</p><p>5. Desligue a batedeira, adicione as raspas de limão e misture delicadamente</p><p>com uma espátula. Transfira para a fôrma preparada e nivele a massa giran-</p><p>do a fôrma rapidamente sobre a bancada.</p><p>6. Leve ao forno para assar por cerca de 45 minutos. Para saber se o bolo está</p><p>assado, espete um palito na massa: se sair limpo, é sinal de que o bolo está</p><p>pronto. Retire do forno e deixe esfriar por 15 minutos.</p><p>Bolo delícia de limão. Em: Panelinha. Disponível em: <https://www.panelinha.com.br/receita/Bolo-delicia-de-limao>.</p><p>Acesso em: 28 ago. 2020.</p><p>Com base na leitura da receita, pode-se afirmar que</p><p>A) a tigela em que os ingredientes são peneirados deve ser untada com manteiga.</p><p>B) a farinha, o fermento e o sal devem ser peneirados, misturados e reservados.</p><p>C) o forno deve ser preaquecido a, aproximadamente, 80 °C, por cerca de 15 minutos.</p><p>D) os ovos devem ser quebrados em uma fôrma sobre a pia, um de cada vez.</p><p>E) as raspas de limão devem ser batidas até formar um creme claro e fofo.</p><p>2 APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 2</p><p>ATO I</p><p>CENA I</p><p>CENA – DINAMARCA</p><p>Elsinor – Terraço diante do castelo. (Francisco está de sentinela. Bernardo entra</p><p>e vai até ele.)</p><p>BERNARDO: Quem está aí?</p><p>FRANCISCO: Sou eu quem pergunta! Alto, e diz quem vem!</p><p>BERNARDO: Viva o rei!</p><p>FRANCISCO: Bernardo?</p><p>BERNARDO: O próprio.</p><p>FRANCISCO: Chegou na exatidão de sua hora.</p><p>BERNARDO: Acabou de soar a meia-noite. Vai pra tua cama, Francisco.</p><p>FRANCISCO: Muito obrigado por me render agora. Faz um frio mortal — até</p><p>meu coração está gelado. [...]</p><p>BERNARDO: Boa noite, então.</p><p>Se encontrar Marcelo e Horácio, meus companheiros, diga-lhes que se apressem.</p><p>FRANCISCO: Parece que são eles. Alto aí! Quem vem lá? (Entram Horácio e</p><p>Marcelo.)</p><p>HORÁCIO: Amigos deste país.</p><p>MARCELO: E vassalos do rei da Dinamarca.</p><p>FRANCISCO: Deus lhe dê boa noite.</p><p>MARCELO: Boa noite a ti, honesto companheiro. Quem tomou o teu posto?</p><p>FRANCISCO: Bernardo está em meu lugar. Deus lhes dê boa noite. (Sai.)</p><p>MARCELO: Olá, Bernardo!</p><p>BERNARDO: Quem está aí? Horácio?</p><p>HORÁCIO: Só um pedaço dele. O resto ainda dorme.</p><p>BERNARDO: Bem-vindo, Horácio. Bem-vindo, bom Marcelo.</p><p>MARCELO: Então, me diz, esta noite a coisa apareceu de novo?</p><p>BERNARDO: Eu não vi nada.</p><p>[...]</p><p>SHAKESPEARE, W. Hamlet. Tradução: Millôr Fernandes. Porto Alegre: L&PM Pocket, 1997. E-book.</p><p>No trecho “Boa noite a ti, honesto companheiro. Quem tomou o teu posto?”, a palavra</p><p>destacada refere-se</p><p>A) a Horácio.</p><p>B) a Marcelo.</p><p>C) a Francisco.</p><p>D) a Bernardo.</p><p>E) ao rei da Dinamarca.</p><p>3APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 3</p><p>OS TRÊS GRÃOS DE MILHO</p><p>Certo mancebo, cuja infância venturosa fora o mimo dos pais, perdendo-os,</p><p>achou-se só no mundo, sem amparo nem conselho, tendo por haveres as terras</p><p>fér teis dum sítio onde havia um paiol abarrotado de milho. Julgando que nunca</p><p>se esgotaria tamanha provisão deixou-se ficar em casa, a comer e a dormir,</p><p>vendendo, a quem o buscava, o milho que herdara. […]</p><p>Uma manhã estava o soberbo e preguiçoso herdeiro a balançar-se na rede,</p><p>quando um pobre homem passou pedindo esmola. […]</p><p>O herdeiro, ouvindo a voz do pobre, longe de compadecer-se, sorriu e, por</p><p>esmola, atirou-lhe, com desprezo, três grãos de milho. […]</p><p>Correram tempos. Já o mato bravo chegava à casa e o rapaz, fiado sem-</p><p>pre no paiol de milho, vivia descuidadamente, quando, recorrendo ao celeiro,</p><p>achou-o vazio porque toda a provisão havia passado às mãos dos compradores.</p><p>Só então, compreendendo a sua miséria e sem ânimo de atirar-se ao tra-</p><p>balho, descorçoado, pôs-se a lamentar-se e chorava, quando viu chegar, em</p><p>formoso cavalo, um homem forte e bem-posto, que ao dar com ele em tão mise-</p><p>rável condição, deteve o animal e perguntou:</p><p>— Que tendes? Por que assim vos lamentais?</p><p>— Morro à mingua! soluçou o infeliz. Tinha um sítio fér til e as ervas más to-</p><p>maram-mo. Tinha um paiol abarrotado de milho e esgotou-se. Nada mais possuo.</p><p>[…]</p><p>NETTO, Coelho. Os três grãos de milho. Em: Apólogos: contos para crianças. Porto: Lélo & Irmão, 1924. p. 63-66.</p><p>Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ub000015.pdf. Acesso em: 26 ago. 2020.</p><p>Glossário</p><p>Mancebo: moço.</p><p>Venturosa: cheia de felicidade.</p><p>Descorçoado: desmotivado.</p><p>No trecho “Já o mato bravo chegava à casa e o rapaz, fiado sempre no paiol de milho,</p><p>vivia descuidadamente, quando, recorrendo ao celeiro, achou-o vazio porque toda a</p><p>provisão havia passado às mãos dos compradores.”, a palavra destacada indica que</p><p>o rapaz</p><p>A) usava o paiol para estocar milho.</p><p>B) contava com o milho para seu sustento.</p><p>C) plantava mais milho e guardava no paiol.</p><p>D) sabia que o mato bravo acabaria com o milho.</p><p>E) vendia o milho aos compradores que o procuravam.</p><p>4 APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 4</p><p>PROIBIÇÃO DA VAQUEJADA</p><p>Senhores deputados e senadores,</p><p>As vaquejadas são práticas ilegais e inconstitucionais, nas quais os animais</p><p>são submetidos a abusos, crueldade e maus-tratos, realizadas sob o falso véu</p><p>de manifestações das culturas populares, devendo ser coibidas com rigor pelo</p><p>Poder Público e pela coletividade, conforme o disposto no art. 225, § 1º, VII, da</p><p>Constituição Federal e demais leis ou atos legais de caráter ambiental.</p><p>E se, por uma parcela pequena de possibilidades, a vaquejada for cultura,</p><p>isso não tira a possibilidade de seu fim. É sabido que a escravidão também já</p><p>foi cultura e, por seu grande teor de crueldade foi extinta, assim como as lutas</p><p>de gladiadores na Roma antiga etc. Tais práticas, antes “cultura”, hoje são ina-</p><p>ceitáveis pela sociedade. Então, por que não acabar com um espetáculo de pura</p><p>covardia que é a vaquejada?</p><p>Estudos da União Internacional Protetora dos Animais (UIPA) e pareceres</p><p>de médicos veterinários dão conta da violência e dor pelas quais indefesos</p><p>animais são forçados a suportar numa vaquejada. Contudo, não são divulgados</p><p>para o público os métodos cruéis utilizados para ocasionar a corrida dos bois,</p><p>mas sabe-se de seu confinamento prévio por longo período, luvas com peque-</p><p>nos pregos para sustentar a cauda do animal, a utilização de açoites, choques</p><p>elétricos e outras práticas caracterizadoras de maus-tratos. São perceptíveis os</p><p>maus-tratos que os animais sofrem nas vaquejadas. A queda provoca luxações</p><p>internas nos bois e muitas vezes até fraturas.</p><p>Vamos pôr um fim a essa tortura! NÃO À VAQUEJADA!</p><p>CARDOSO, Danrley. Proibição da vaquejada. Change.org, s.d. Disponível em: <https://www.change.org/p/</p><p>deputados-e-senadores-federais-proibição-da-vaquejada>. Acesso em: 5 set. 2020.</p><p>Com base na leitura do abaixo-assinado, pode-se inferir que, para o autor,</p><p>A) uma prática considerada cultural, como a vaquejada, não é necessariamente algo</p><p>bom.</p><p>B) as práticas culturais devem ser extintas unicamente quando as vítimas são seres</p><p>humanos.</p><p>C) a Constituição Federal deveria ser alterada, proibindo os maus-tratos</p><p>de bois em</p><p>vaquejadas.</p><p>D) as manifestações culturais marcadas por maus-tratos ocorrem por omissão do</p><p>poder público.</p><p>E) as vaquejadas, caso sejam democraticamente consideradas culturais, podem</p><p>continuar acontecendo.</p><p>5APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 5</p><p>Gráfico do IBGE sobre situação escolar de jovens entre 15 e 17 anos (por sexo, cor ou raça).</p><p>Disponível em: <https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/25883-</p><p>abandono-escolar-e-oito-vezes-maior-entre-jovens-de-familias-mais-pobres> Acesso em: 16 out. 2020.</p><p>Conforme o gráfico, em relação à situação escolar de jovens entre 15 e 17 anos, é</p><p>correto afirmar que, quando se considera o fator</p><p>A) cor ou raça, os brancos têm uma taxa maior de evasão do que os pretos ou pardos.</p><p>B) sexo, o atraso escolar é maior entre as mulheres do que entre os homens.</p><p>C) cor ou raça, os pretos ou pardos têm uma taxa maior de evasão do que os brancos.</p><p>D) sexo, a quantidade de homens que concluíram o ensino médio é maior do que a</p><p>de mulheres.</p><p>E) cor ou raça, o atraso escolar é maior entre brancos do que entre pretos ou pardos.</p><p>R</p><p>ep</p><p>ro</p><p>du</p><p>çã</p><p>o</p><p>6 APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 6</p><p>38.</p><p>quando começam as pontadas</p><p>fico paralisada de medo</p><p>raio x dos meus devaneios</p><p>motivos de sobra pra doer</p><p>a febre aumenta a cada emoção</p><p>as batidas aceleram ao ouvir teu sono</p><p>sei que dormes enquanto agonizo</p><p>eu te odeio na escuridão</p><p>eu sei</p><p>é impossível sofrer a dois</p><p>de nada adiantaria tua preocupação</p><p>minha hora chega lentamente</p><p>e eu não pretendo te acordar</p><p>pra não te ver branco e sem voz</p><p>a me dizer adeus</p><p>eu não durmo, aterrorizada</p><p>porque a danada vem me buscar esta noite</p><p>eu espero, lingerie e lágrima</p><p>convulsão e testa suada</p><p>cabelos molhados, encharcados, pavor</p><p>são 4:20 da madrugada escolhida</p><p>hoje ela vem, hoje eu sei que vou</p><p>mas sem despertá-lo para o pesadelo</p><p>em que estou</p><p>é hora agora</p><p>o arrepio chega mansinho, meu corpo</p><p>esparrama</p><p>e na cama</p><p>me vem a definitiva surdez...</p><p>quinze pras oito da manhã</p><p>ainda não foi dessa vez</p><p>MEDEIROS, Martha. Poesia reunida. 1ª ed. São Paulo: L&PM POCKET, 1999.</p><p>O tema central do poema é</p><p>A) a triste despedida no momento da morte.</p><p>B) a indiferença do outro pela morte alheia.</p><p>C) o temor de morrer em decorrência de uma doença.</p><p>D) o sofrimento causado pela chegada da morte.</p><p>E) a dor do adeus sentida pelas pessoas enlutadas.</p><p>7APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 7</p><p>Os pais devem mexer no celular dos filhos?</p><p>O mundo atual, com desenvolvimentos tecnológicos surpreendentes, oferece</p><p>muitas vantagens e informações ao alcance do celular. Sendo adultos respon-</p><p>sáveis, devemos refletir se os pais devem ou não mexer no celular dos filhos.</p><p>Afinal de contas, as informações em músicas e vídeos que estão à disposição</p><p>dos nossos filhos é praticamente infinita.</p><p>[...]</p><p>Mexer no celular dos filhos produz o efeito desejado?</p><p>Independentemente de toda essa informação à qual queremos evitar que as</p><p>crianças e os jovens fiquem expostos, mexer no celular dos nossos filhos pode</p><p>ser contraproducente. Do ponto de vista do jovem, ele pode começar a sentir</p><p>que não é respeitado e que seus pais não confiam nele. Isso pode gerar maus</p><p>comportamentos.</p><p>Também pode pensar que não faz diferença se ele se comporta mal ou se</p><p>acessa informações inapropriadas, pois, de qualquer forma, seus pais já não</p><p>confiam nele. Ou talvez possa reproduzir essas atitudes com a única finalidade</p><p>de irritar seus pais.</p><p>Ninguém deseja ter um filho rebelde que fuma, usa drogas ou faz coisas</p><p>ainda piores. E talvez seja esse medo que nos afaste de exercer um controle</p><p>excessivo sobre nossos filhos. Há certa razão nisso: o controle excessivo pode</p><p>causar o efeito contrário ao desejado.</p><p>No entanto, os pais não podem ficar de braços cruzados, esperando que o</p><p>melhor aconteça. Nessa espera, as coisas podem rapidamente sair do controle.</p><p>Então será tarde demais. Estaremos lamentando por coisas que já não podemos</p><p>mais mudar ou que serão mais difíceis se quisermos mudar.</p><p>[...]</p><p>SOUMAMÃE. Os pais devem mexer no celular dos filhos? Soumamãe, 5 jun. 2018. Disponível em:</p><p><https://soumamae.com.br/os-pais-devem-mexer-no-celular-dos-filhos>. Acesso em: 22 out. 2020.</p><p>Nesse texto, o autor defende a tese de que</p><p>A) os pais devem se preocupar com o uso que os filhos fazem do celular, mas sem</p><p>exercer uma supervisão exagerada.</p><p>B) o filho revolta-se e torna-se agressivo, pois os pais invadem sua privacidade</p><p>acessando os dados do celular dele.</p><p>C) os jovens, por falta de controle dos pais, estão utilizando os celulares para aces-</p><p>sar informações inapropriadas.</p><p>D) os pais precisam confiar nos filhos e deixar que eles aprendam por conta própria</p><p>o melhor uso que devem fazer do celular.</p><p>E) os jovens tornam-se viciados em cigarros ou drogas por causa do controle exces-</p><p>sivo que os pais tentam exercer sobre eles.</p><p>8 APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 8</p><p>Estudo critica excesso de “politicamente correto” em histórias infantis</p><p>E se o Lobo Mau da Chapeuzinho Vermelho não quisesse devorar a vovozi-</p><p>nha, e a criança não atirasse o pau no gato, esses clássicos que sempre esti-</p><p>veram presentes na educação infantil e nas brincadeiras continuariam os mes-</p><p>mos? Com a intenção de educar crianças de uma forma “politicamente correta”,</p><p>escolas têm apresentado histórias modificadas para afastar os alunos de temas</p><p>violentos.</p><p>“Atirei o pau no gato” virou “Não atire o pau no gato”, o Saci Pererê ficou sem</p><p>o cachimbo e o Lobo Mau, em vez de ser morto pelo caçador, foge pela floresta.</p><p>Mas será que essa é a melhor forma de educá-las? Depois de estudar o tema</p><p>em sua pesquisa de doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), o escri-</p><p>tor, contador de histórias e pesquisador Ilan Brenman, assegura que não. […]</p><p>Brenman avalia que as crianças anseiam por enredos verdadeiros e lembra</p><p>que, quando são elas que escolhem as histórias, as de terror lideram. “Será</p><p>que elas são psicopatas ou querem o terror para lidar com questões subjetivas,</p><p>como o terror interno?”, questiona.</p><p>O assunto divide educadores. Para a doutora em Educação e professora do</p><p>Instituto Superior de Educação de Ivoti, Luciana Facchini, é preciso levar em</p><p>consideração a faixa etária da criança. Entre os três e seis anos, a utilização de</p><p>contos adaptados, com menor agressividade, é considerada benéfica, porque</p><p>a criança ainda vive em um mundo protegido e inocente. Mas, a partir dos seis</p><p>anos, quando começam a ir para a escola e passam a ficar mais expostas à</p><p>violência, o melhor seria a história original.</p><p>“As crianças estão submetidas a um mundo de violência. No cotidiano, existe</p><p>um lobo a cada esquina. Temos que fazer um alerta aos perigos reais. É claro que</p><p>a criança não pode viver refém do medo, mas é preciso se precaver”, defende.</p><p>[...]</p><p>ZERO HORA. Estudo critica excesso de “politicamente correto” em histórias infantis. Zero Hora, 16 mar. 2010.</p><p>Disponível em: <https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/noticia/2010/03/estudo-critica-excesso-de-politicamente-correto-</p><p>em-historias-infantis-cjpms5yeu00jhvtcnf6kvfp3o.html>. Acesso em: 29 ago. 2020.</p><p>A frase “Temos que fazer um alerta aos perigos reais” é um argumento da doutora</p><p>Luciana Facchini para defender a tese de que</p><p>A) a história infantil original pode ser trabalhada com crianças a partir dos seis</p><p>anos.</p><p>B) a criança vive em um mundo protegido e inocente até se tornar adolescente.</p><p>C) as histórias infantis devem ser modificadas para afastar os alunos de temas vio-</p><p>lentos.</p><p>D) as crianças se tornam mais violentas ao entrar em contato com as histórias infan-</p><p>tis originais.</p><p>E) a leitura das histórias originais ajuda as crianças a partir dos três anos a se pre-</p><p>caverem do perigo.</p><p>9APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>Leia o texto a seguir e responda às questões 9 e 10.</p><p>Depoimento: Claudia Andujar e sua relação com os Yanomami e a floresta</p><p>Era de manhã e sabia que de tarde viriam me buscar para me levar de jipe</p><p>na cidadezinha de Caracaraí. Primeira viagem por terra de volta ao outro mundo,</p><p>o mundo tecnológico</p><p>e com compromissos diferentes. O mundo no qual nasci e</p><p>cresci: onde aprendi que para ser respeitada tinha que me impor como pessoa</p><p>sorridente, com a cabeça limpa, otimista.</p><p>Não me despedi formalmente porque não existe “até logo” entre os índios: e,</p><p>se existisse, também não iria me despedir de qualquer jeito. Se despedir implica</p><p>um fim: mas a vida é uma continuação eterna das coisas que se ligam, desligam</p><p>e ligam de novo. Às vezes de jeitos diferentes. Tem mil maneiras de se separar</p><p>e se juntar: é um processo molecular. […]</p><p>Embrulhei minha rede, saco para dormir, máquina fotográfica, canequinha,</p><p>remédio para malária, calça blue-jeans, camisetas. Estava tudo pronto para dei-</p><p>xar os meses de trabalho entre a família extensa do mundo Yanomami. Os Ya-</p><p>nomami, que até pouco pensavam ser o único povo do mundo. Eles, a “gente”, e</p><p>o resto, os “napë”, os que não são Yanomami. A última coisa que fiz, como tinha</p><p>feito tantas vezes, foi dar remédio a um doente. Mil novecentos e setenta e qua-</p><p>tro, o ano em que teve onze gripes e o sarampo, trazido pelos peões da constru-</p><p>ção da estrada (Manaus–Caracaraí–Venezuela), e malária que não acaba mais.</p><p>E o jipe chegou. Havia três ou quatro índios olhando com curiosidade minha</p><p>parafernália. Ia embora. Falei pouco, estava emocionada. Lá, estava em casa.</p><p>Me sentia bem, era como se sempre tivesse estado lá, integrada. Esse pequeno</p><p>mundo na imensidão do mato amazônico era meu lugar e sempre será. Estou</p><p>ligada ao índio, à terra, à luta primária. Tudo isso me comove profundamente.</p><p>Tudo parece essencial. E talvez nem entenda tudo, e não pretendo entender.</p><p>Nem preciso, basta amar. Talvez sempre procurei a resposta à razão da vida</p><p>nessa essencialidade. E fui levada para lá, na mata amazônica, por isso. Foi</p><p>instintivo. À procura de me encontrar.</p><p>[…]</p><p>ANDUJAR, Claudia. Depoimento: Claudia Andujar e sua relação com os Yanomami e a floresta. Zum: Revista de Fotogra� a,</p><p>19 mar. 2019. Disponível em: <https://revistazum.com.br/radar/depoimento-claudia-andujar>. Acesso em: 30 ago. 2020.</p><p>10 APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 9</p><p>Com base na leitura do texto, pode-se compreender que a principal informação do</p><p>trecho lido diz respeito</p><p>A) à cidadezinha de Caracaraí, o lugar onde nasceu e cresceu a autora do texto.</p><p>B) à despedida de Claudia do mundo Yanomami para retornar ao mundo tecnológico.</p><p>C) ao fato de os Yanomami não se despedirem, porque consideram a despedida um fim.</p><p>D) à atuação de Claudia no combate às enfermidades que acometem os Yanomamis.</p><p>E) à estrada Manaus–Caracaraí–Venezuela, que foi construída em 1974.</p><p>QUESTÃO 10</p><p>O texto foi escrito com a finalidade de</p><p>A) contar como Claudia Andujar foi bem recebida e tratada pelos índios Yanomami.</p><p>B) relatar como o foi o momento em que Claudia Andujar despediu-se do povo</p><p>Yanomami.</p><p>C) informar que Claudia Andujar trabalhou entre os Yanomami receitando remédios</p><p>aos doentes.</p><p>D) explicar que, entre os índios Yanomami, não existem expressões de despedida,</p><p>como “até logo”.</p><p>E) esclarecer que, até pouco tempo atrás, os Yanomami pensavam ser o único povo</p><p>do mundo.</p><p>11APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 11</p><p>Uma tarde subi à torre da igreja e fui ver Marciano procurar corujas. Algumas</p><p>se haviam alojado no forro, e à noite era cada pio de rebentar os ouvidos da</p><p>gente. Eu desejava assistir à extinção daquelas aves amaldiçoadas.</p><p>Lá de cima escutava o barulho que Marciano, invisível, fazia. E, pelas quatro</p><p>janelinhas abertas aos quatro cantos do céu, contemplava a paisagem. Por uma</p><p>delas via embaixo um pedaço do escritório, uma banca e, sentada à banca, mi-</p><p>nha mulher escrevendo. Com um ligeiro desvio de olhos, afastava a cena familiar</p><p>e corriqueira, divisava o oitão da casa, portas, janelas, a cama de d. Glória, um</p><p>canto da sala de jantar. Levantava a cabeça — e o horizonte compunha-se de</p><p>telhas, argamassa, lambrequins. Mais para cima, campos, serra, nuvens.</p><p>[...]</p><p>RAMOS, Graciliano. São Bernardo. 88ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2009.</p><p>Glossário</p><p>Divisar: avistar, enxergar; notar; distinguir.</p><p>Oitão: parede lateral da casa; pedaço de muro alto.</p><p>Lambrequim: madeira ou chapa recortada que ornamenta um telhado, uma tenda etc.</p><p>Com base na leitura do trecho do romance São Bernardo, é possível classificar o</p><p>narrador do texto como</p><p>A) narrador-onisciente, em 1ª pessoa.</p><p>B) narrador-onisciente, em 3ª pessoa.</p><p>C) narrador-observador, em 1ª pessoa.</p><p>D) narrador-personagem, em 3ª pessoa.</p><p>E) narrador-personagem, em 1ª pessoa.</p><p>12 APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 12</p><p>RELATÓRIO DE ACOMPANHAMENTO INDIVIDUAL DO ALUNO</p><p>PRÉ-ESCOLA 1º Bimestre</p><p>I – DESENVOLVIMENTO PESSOAL E SOCIAL</p><p>O aluno está adaptado ao ambiente escolar, ele respeita o espaço das outras</p><p>crianças e dos adultos, exigindo reciprocidade quando necessário. Trabalha</p><p>bem em equipe, de forma solidária e cooperativa. Com relação ao autocuida-</p><p>do, adota hábitos adequados de higiene, alimentação e proteção.</p><p>II – LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO</p><p>O aluno participa das aulas de leitura e interpretação coletiva de textos, res-</p><p>pondendo e elaborando perguntas. Saiu-se bem interpretando textos de di-</p><p>versos gêneros, como fábula, texto informativo, notícia e letra de música. É</p><p>capaz de compreender a ordem dos acontecimentos em uma história. Com</p><p>relação às habilidades de escrita, o aluno ainda desconhece parte do alfa-</p><p>beto, demonstrando dificuldade em usar o alfabeto móvel e associar o som a</p><p>seu correspondente escrito.</p><p>III – RELAÇÕES MATEMÁTICAS</p><p>No campo da matemática, o aluno já reconhece as formas geométricas. Com-</p><p>preende a função dos números ordinais. Explora algumas unidades de me-</p><p>dida, compreendendo bem as noções de quantidade e de tempo. É capaz de</p><p>contar, comparar e registrar quantidades, além de completar e interpretar um</p><p>gráfico.</p><p>OBSERVAÇÕES:</p><p>A partir do acompanhamento feito ao longo do bimestre, considera-se que o</p><p>aluno está acompanhando bem as aulas e os colegas, é interessado e tem</p><p>comportamento adequado à idade. Destaca-se, porém, as queixas de sono</p><p>da criança durante o primeiro horário, chegando mesmo a cochilar algumas</p><p>vezes. Considerando isso e a avaliação de Linguagem e Comunicação, acon-</p><p>selha-se que procurem fazer o aluno dormir mais cedo e trabalhem em casa</p><p>com o alfabeto móvel, nomeando as letras e as associando a palavras, como</p><p>objetos presentes na casa.</p><p>Elaborado pelo autor.</p><p>No campo “Observações”, é sugerido que, em casa, seja realizado com o aluno um</p><p>trabalho com o alfabeto móvel. Essa sugestão é feita porque a criança ainda</p><p>A) associa equivocadamente o som a seu correspondente escrito.</p><p>B) apresenta problemas para responder perguntas sobre os textos.</p><p>C) ignora algumas letras do alfabeto ou as escreve de forma ilegível.</p><p>D) tem dificuldades para interpretar textos em atividades individuais.</p><p>E) reestabelece equivocadamente a ordem dos fatos em uma história.</p><p>13APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 13</p><p>QUANDO MENOS SE ESPERA</p><p>Quando alguém se queixa de que não encontra sua cara-metade, que procu-</p><p>ra, procura, procura e nada, os amigos logo lembram o queixoso de que o amor</p><p>só é encontrado ao acaso. Justamente no dia que você vai à padaria todo escu-</p><p>lhambado, poderá esbarrar na mulher da sua vida. E naquela noite em que você</p><p>sai do apartamento de pantufas para ir até a garagem do prédio desligar a droga</p><p>do alarme do carro que disparou, o Cupido poderá atacar, fazendo com que o</p><p>príncipe dos sonhos divida com você o elevador. Não acredita? Eu acredito. Nas</p><p>vezes em que saí de casa preparada para a guerra, voltei de mãos vazias. Todos</p><p>os meus namoros começaram quando eu estava completamente distraída. Mas</p><p>não vale se fingir de distraída, tem que estar realmente com a cabeça na lua. Aí,</p><p>acontece. O amor adora se fazer de difícil.</p><p>Pois foi meio assim que aconteceu com a universitária que foi parada numa</p><p>blitz semana passada. Ela se recusou a fazer o teste do bafômetro, então teve</p><p>a carteira recolhida e prestou algumas informações. Voltou para casa e pouco</p><p>tempo depois recebeu um torpedo</p><p>de um dos agentes perguntando se ela estava</p><p>no Facebook, pois ele gostaria de conhecê-la melhor.</p><p>Vibro com essas conspirações do destino, que fazem com que duas pessoas</p><p>que estavam absolutamente despreparadas para um encontro amoroso (um tra-</p><p>balhando na madrugada, outra voltando de uma festa) se encontrem de forma</p><p>inusitada e a partir daí comece um novo capítulo da história de cada um. Claro,</p><p>levando-se em conta que ambos tenham simpatizado um com o outro, que a</p><p>atração tenha sido recíproca.</p><p>Não foi o caso. A universitária não se agradou do rapaz. Acontece muito. O</p><p>Cupido passa trabalho, não é fácil combinar os pares. Nesses casos, todo mun-</p><p>do sabe o que fazer: basta não responder o torpedo, ou responder amavelmente</p><p>dizendo que não está interessada, ou mandar um chega pra lá mais incisivo,</p><p>desestimulando uma segunda tentativa.</p><p>MEDEIROS, Martha. A graça da coisa. 1. ed. Porto Alegre: L&PM, 2013. pp. 26-27.</p><p>O texto é escrito, majoritariamente, em linguagem formal, mas há a presença de</p><p>informalidade no trecho</p><p>A) “A universitária não se agradou do rapaz”.</p><p>B) “Todos os meus namoros começaram quando eu estava completamente distraída”.</p><p>C) “E naquela noite em que você sai do apartamento de pantufas para ir até a gara-</p><p>gem do prédio [...]”.</p><p>D) “Justamente no dia que você vai à padaria todo esculhambado, poderá esbarrar</p><p>na mulher da sua vida”.</p><p>E) “Ela se recusou a fazer o teste do bafômetro, então teve a carteira recolhida e</p><p>prestou algumas informações”.</p><p>14 APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 14</p><p>[...]</p><p>Na aula, Eugênio sentiu-se humilhado como um réu.</p><p>Na hora da tabuada, a professora apontava os números no quadro-negro com</p><p>o ponteiro e os alunos gritavam em coro:</p><p>Dois e dois são quatro.</p><p>Três e três são seis.</p><p>E o ritmo desse coro lembrava a Eugênio a vaia do recreio — Calça furada!</p><p>Que vergonha! O pai estava a dever o dinheiro do mês passado, a professora</p><p>tinha reclamado o pagamento em voz alta, diante de todos os alunos. Ele era</p><p>pobre, andava mal vestido. Porque era quieto, os outros abusavam dele, troça-</p><p>vam-no, botavam-lhe rabos de papel... Sábado passado, ficara de castigo, de pé</p><p>num canto, porque estava com as unhas sujas. O pior de tudo eram as meninas.</p><p>Se ao menos na aula só houvesse rapazes...</p><p>Meu Deus, como era ruim, como era vergonhoso ser pobre! O Nelson escre-</p><p>via com uma caneta de âmbar com anéis dourados. O Heitor tinha uma mochila</p><p>de couro, onde trazia os livros e cadernos. Nas festas do fim do ano, quem fazia</p><p>os discursos para a professora era o Tancredo, porque andava limpinho e bem</p><p>vestido, cheirando a extrato.</p><p>[...]</p><p>VERÍSSIMO, Érico. Olhai os lírios do campo. Porto Alegre: Globo, 1938.</p><p>O trecho do texto que apresenta uma opinião é</p><p>A) “Meu Deus, como era ruim, como era vergonhoso ser pobre!”.</p><p>B) “O Nelson escrevia com uma caneta de âmbar com anéis dourados”.</p><p>C) “O Heitor tinha uma mochila de couro, onde trazia os livros e cadernos”.</p><p>D) “E o ritmo desse coro lembrava a Eugênio a vaia do recreio — Calça furada!”.</p><p>E) “Sábado passado, ficara de castigo, de pé num canto, porque estava com as</p><p>unhas sujas”.</p><p>15APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 15</p><p>dipirona monoidratada</p><p>Medicamento Genérico, Lei n° 9.787, de 1999</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>Comprimidos 500 mg: embalagens com 30 ou 240 comprimidos.</p><p>[...]</p><p>9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A</p><p>INDICADA DESTE MEDICAMENTO?</p><p>[...]</p><p>Tratamento: não existe antídoto específico conhecido para dipirona. Se a in-</p><p>gestão foi feita por apenas um local de administração, poderão ser realizadas</p><p>medidas para diminuir a absorção sistêmica dos ingredientes ativos através de</p><p>desintoxicação primária (ex.: lavagem gástrica) ou diminuir a absorção (carvão</p><p>ativado). O principal metabólito da dipirona (4-N-metilaminoantipirina) pode ser</p><p>eliminado por hemodiálise, hemofiltração, hemoperfusão ou filtração plasmáti-</p><p>ca.</p><p>[...]</p><p>Bula do remédio dipirona monoidratada. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br/</p><p>datavisa/fila_bula/frmResultado.asp#>. Acesso em: 18 out. 2020.</p><p>No trecho “Se a ingestão foi feita por apenas um local de administração, poderão</p><p>ser realizadas medidas para diminuir a absorção sistêmica dos ingredientes [...]”, a</p><p>palavra destacada estabelece uma relação de</p><p>A) posse.</p><p>B) oposição.</p><p>C) finalidade.</p><p>D) conclusão.</p><p>E) causa.</p><p>16 APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 16</p><p>F</p><p>E</p><p>R</p><p>N</p><p>A</p><p>N</p><p>D</p><p>O</p><p>G</p><p>O</p><p>N</p><p>S</p><p>A</p><p>LE</p><p>S</p><p>GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/</p><p>ilustrada/cartum/cartunsdiarios/#31/3/2020. Acesso em: 26 ago. 2020.</p><p>O humor presente no texto é gerado pela</p><p>A) posição dos filhotes agrupados em ordem para ouvir o pai contar a história.</p><p>B) expressão facial do pai no primeiro quadrinho, que cria um clima de suspense.</p><p>C) afirmação do pai, que diz que estaria mentindo se dissesse que o reino era perto.</p><p>D) expectativa que o pai cria nos filhotes com sua demora em contar o final da história.</p><p>E) fala dos filhotes alegando que o pai tem medo de acabar a história antes de eles</p><p>dormirem.</p><p>17APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 17</p><p>CÍRCULO VICIOSO</p><p>Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:</p><p>— “Quem me dera que fosse aquela loura estrela,</p><p>Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!”</p><p>Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:</p><p>— “Pudesse eu copiar o transparente lume,</p><p>Que, da grega coluna à gótica janela,</p><p>Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!”</p><p>Mas a lua, fitando o Sol, com azedume:</p><p>— “Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela</p><p>Claridade imortal, que toda a luz resume!”</p><p>Mas o Sol, inclinando a rútila capela:</p><p>— “Pesa-me esta brilhante auréola de nume...</p><p>Enfara-me esta azul e desmedida umbela...</p><p>Por que não nasci eu um simples vaga-lume?”</p><p>ASSIS, Machado de. Círculo vicioso. Em: ASSIS, Machado de. Ocidentais. Brasília: Ministério da Educação, s.d. p. 2.</p><p>Disponível em: <http://machado.mec.gov.br/obra-completa-lista/itemlist/category/25-poesia>. Acesso em: 30 out. 2020.</p><p>Glossário</p><p>Lume: claridade.</p><p>Rútilo: brilho.</p><p>Capela: grinalda.</p><p>Nume: divindade.</p><p>Enfarar: entediar.</p><p>Umbela: objeto em formato de guarda-chuva.</p><p>Nos versos “Quem me dera que fosse aquela loura estrela, / Que arde no eterno</p><p>azul, como uma eterna vela!”, as aspas foram utilizadas para</p><p>A) ironizar o gemido inquieto do vaga-lume.</p><p>B) introduzir um comentário sobre o vaga-lume.</p><p>C) marcar a fala do vaga-lume que bailava no ar.</p><p>D) indicar que as palavras foram usadas em sentido figurado.</p><p>E) criar um suspense para o que poderia acontecer ao vaga-lume.</p><p>18 APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 18</p><p>Se passasse há dez anos pela praia da Glória, minha prima, antes que as</p><p>novas ruas que abriram tivessem dado um ar de cidade às lindas encostas do</p><p>morro de Santa Teresa, veria de longe sorrir-lhe entre o arvoredo, na quebrada</p><p>da montanha, uma casinha de quatro janelas com um pequeno jardim na frente.</p><p>Ao cair da tarde, havia de descobrir na última das janelas o vulto gracioso de</p><p>uma menina que aí se conservava imóvel até seis horas, e que, retirando-se li-</p><p>geiramente, vinha pela portinha do jardim encontrar-se com um moço que subia</p><p>a ladeira e oferecer-lhe modestamente a fronte, onde ele pousava um beijo de</p><p>amor tão casto que parecia antes um beijo de pai.</p><p>Depois, com as mãos entrelaçadas, iam ambos sentar-se a um canto do</p><p>jardim, onde a sombra era mais espessa, e aí conversavam baixinho um tempo</p><p>esquecido; ouvia-se apenas o doce murmúrio das vozes, interrompidas por es-</p><p>ses momentos de silêncio em que a alma emudece, por não achar no vocábulo</p><p>humano outra linguagem que melhor a exprima.</p><p>[...]</p><p>ALENCAR, José de. A Viuvinha. Belém: Universidade da Amazônia, s.d. p. 2. Disponível em:</p><p><http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua00139a.pdf> Acesso em: 19 out. 2020.</p><p>No trecho “conversavam baixinho um tempo esquecido”, a expressão em destaque</p><p>foi utilizada para indicar que</p><p>A) o casal da história passava muito tempo conversando.</p><p>B) o narrador não se lembra quando a história aconteceu.</p><p>C) o casal sempre conversava sobre um</p><p>tempo passado.</p><p>D) o narrador esqueceu o tempo de conversa do casal.</p><p>E) a história do casal tinha acontecido há muito tempo.</p><p>19APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 19</p><p>Canto III</p><p>Chegam os Poetas à porta do Inferno, na qual estão escritas terríveis pala-</p><p>vras. Entram e no vestíbulo encontram as almas dos ignavos, que não foram fi-</p><p>éis a Deus, nem rebeldes. Seguindo caminho, chegam ao Aqueronte, onde está</p><p>o barqueiro infernal, Caronte, que passa as almas dos danados à outra mar-</p><p>gem, para o suplício. Treme a terra, lampeja uma luz e Dante cai sem sentidos.</p><p>“POR mim se vai das dores à morada,</p><p>Por mim se vai ao padecer eterno,</p><p>Por mim se vai à gente condenada.</p><p>Moveu Justiça o Autor meu sempiterno,</p><p>Formado fui por divinal possança,</p><p>Sabedoria suma e amor supremo.</p><p>No existir, ser nenhum a mim se avança,</p><p>Não sendo eterno, e eu eternal perduro:</p><p>Deixai, ó vós que entrais, toda a esperança!”</p><p>Estas palavras, em letreiro escuro,</p><p>Eu vi, por cima de uma porta escrito.</p><p>“Seu sentido” — disse eu — “Mestre é duro”</p><p>ALIGHIERI, Dante. A Divina Comédia. São Paulo: eBooksBrasil.com, 2003. p. 31. Trad. José Pedro Xavier Pinheiro.</p><p>Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/eb00002a.pdf>. Acesso em: 20 out. 2020.</p><p>Glossário</p><p>Vestíbulo: pátio ou pórtico exterior, de acesso à entrada principal de uma construção.</p><p>Ignavo: que não trabalha, sem ação; inativo, ocioso, indolente; que não tem coragem; covarde, pusilânime, fraco.</p><p>Aqueronte: o rio na fronteira entre o Inferno e a região chamada de Anteinferno.</p><p>Caronte: é o barqueiro que transporta almas no rio Aqueronte em direção ao Inferno.</p><p>Sempiterno: que dura ou vive sempre; contínuo, eterno, perene, infinito.</p><p>Possança: qualidade do que tem poder, força; pujança, vigor, potência.</p><p>Perduro: que tem longa duração; dura muito.</p><p>Na primeira estrofe do poema épico A Divina comédia, a repetição da expressão</p><p>“Por mim”, nos três primeiros versos, tem a finalidade de</p><p>A) mostrar que o acesso ao Inferno se dá pela porta.</p><p>B) indicar que o rio Aqueronte termina diante de uma porta.</p><p>C) embelezar o poema com uma rima rica sobre a porta do Inferno.</p><p>D) enfatizar que a porta marca a passagem a um local de sofrimento.</p><p>E) sugerir que o poeta precisou pedir permissão para entrar no Inferno.</p><p>20 APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 20</p><p>TEXTO I</p><p>Volver</p><p>Raimunda (Penélope Cruz) é uma jovem mãe, trabalhadora e atraente,</p><p>que tem um marido desempregado e uma fi lha adolescente. Como a família</p><p>enfrenta problemas financeiros, Raimunda acumula vários empregos. Sole</p><p>(Lola Dueñas), sua irmã mais velha, possui um salão de beleza i legal e</p><p>vive sozinha desde que o marido a abandonou para fugir com uma de suas</p><p>clientes. Um dia Sole l iga para Raimunda para lhe contar que Paula (Yoha-</p><p>na Cobo), t ia delas, havia falecido. Raimunda adorava a tia, mas não pode</p><p>comparecer ao enterro, pois pouco antes do telefonema da irmã encontrou</p><p>o marido mor to na cozinha, com uma faca enterrada no peito. A fi lha de Rai-</p><p>munda confessa que matou o pai, que estava bêbado [...]. A par tir de então</p><p>Raimunda busca meios de salvar a fi lha, enquanto que Sole viaja sozinha até</p><p>uma aldeia para o funeral da tia.</p><p>ADOROCINEMA. Volver. AdoroCinema, s.d. Disponível em:</p><p><http://www.adorocinema.com/filmes/filme-59605>. Acesso em: 30 out. 2020.</p><p>TEXTO II</p><p>Nenhuma mulher é fantasma</p><p>Almodóvar está de novo em cartaz nos cinemas, portanto, hora de sair de</p><p>casa: Volver é obrigatório.</p><p>A cena de abertura nos prepara para o que virá pela frente. Num cemitério,</p><p>várias mulheres limpam e cuidam dos túmulos de seus maridos: todas sobrevi-</p><p>veram a eles. E daí por diante é só o que vemos no filme: mulheres. Os poucos</p><p>homens que aparecem não podem nem ao menos ser chamados de coadjuvan-</p><p>tes, são meros figurantes, quase mortos-vivos: se há algum fantasma nesse</p><p>filme, não se deixe enganar pelas resenhas, ele é masculino. Mulher é sempre</p><p>real, comoventemente real.</p><p>[...]</p><p>Volver é mais um tributo que Almodóvar presta a este gênero humano que</p><p>veio equipado com cromossomos XX, a mulher que não é híbrida, mas é plural;</p><p>não é bem certa, mas é íntegra, e que ele homenageia de uma forma peculiar:</p><p>colocando-a em situações-limite. [...] Ele é o juiz invisível dessa luta em que a</p><p>mulher sai sempre um pouco machucada, mas invariavelmente vitoriosa.</p><p>Almodóvar está do nosso lado, e a gente acaba acreditando mesmo que há</p><p>dois lados. Filmando com delicadeza e explorando bem a solidariedade e o</p><p>afeto das latinas, ele nos faz voltar — atenção, volver — à nossa natureza de</p><p>leoa e à nossa corajosa humildade, aquela que nos faz perdoar e pedir perdão</p><p>para desobstruir nossos caminhos. Mulheres vão em frente e voltam, mulheres</p><p>prosseguem e retornam, dois passos pra frente e um passo pra trás, cautela</p><p>e coragem. As vir tudes e pecados sempre dentro da bolsa, inseparáveis, nada</p><p>se perde. Eis a visão pessoal, passional e parcial desse diretor puro-sangue,</p><p>que é exagerada, mas instigante: os homens passam, mas as mulheres não</p><p>morrem.</p><p>MEDEIROS, Martha. Doidas e santas. Porto Alegre: L&PM, 2010. E-book.</p><p>21APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>Os dois textos abordam o filme Volver, do diretor Pedro Almodóvar. Com base na</p><p>leitura e comparação dos dois textos, pode-se afirmar que</p><p>A) apenas o texto I busca resumir os acontecimentos do filme de forma objetiva.</p><p>B) os autores de ambos os textos sentem que Almodóvar está do lado das mulheres.</p><p>C) ambos os textos apresentam os nomes das personagens do filme e detalhes de</p><p>suas vidas.</p><p>D) ambos os textos mencionam que no filme há mães com adolescentes enfrentando</p><p>problemas.</p><p>E) apenas o texto II começa descrevendo a situação de uma mulher cujo marido está</p><p>desempregado.</p><p>22 APROVA BRASIL ENSINO MÉDIO 2o ANO</p><p>QUESTÃO 21</p><p>TEXTO I</p><p>[...]</p><p>Para não dizer que tudo em Ultimato é de má qualidade, salvam-se as</p><p>canções da tr i lha sonora: Dear Mr. Fantasy, do Traffic, abre o fi lme com cate-</p><p>goria. Depois temos The Kinks com Supersonic Rocket Ship e Roll ing Stones</p><p>com Doom and Gloom. Hey Lawdy Mama, do Steppenwolf, fecha o quar teto</p><p>de boas canções.</p><p>Não é o suficiente para considerar o filme apenas ruim. Ele é péssimo mesmo.</p><p>SOUSA, Alana. “Vingadores: Ultimato” é o � lme mais chato de 2019. Disponível em: <https://</p><p>gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2019/04/vingadores-ultimato-e-o-filme-</p><p>mais-chato-de-2019-cjuud6uhp00a601mez8uiy74f.html> Acesso em: 24 nov. de 2020.</p><p>TEXTO II</p><p>[...]</p><p>Em Vingadores: Ultimato o roteiro é costurado de forma quase impecável,</p><p>não deixando buracos ou esquecendo personagens fundamentais — a atenção</p><p>maior fica com os mais velhos e que (novamente não é um spoiler!) precisam</p><p>par tir de alguma forma. Está na hora de dar lugar ao novo, finalmente, mas</p><p>exaltando o legado do clássico.</p><p>[...]</p><p>HAHNE, Stephanie. Avante e adeus: Marvel entrega desfecho perfeito em Vingadores:</p><p>Ultimato. Disponível em: < https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2019/04/25/</p><p>resenha-sem-spoilers-vingadores-ultimato/>. Acesso em: 24 nov. de 2020.</p><p>Em relação às críticas ao filme Vingadores: Ultimato, pode-se compreender que</p><p>A) os dois textos tecem comentários positivos sobre a trilha sonora do filme, embora</p><p>o texto I conclua que o filme é péssimo.</p><p>B) o texto II alega que apenas as personagens mais velhas ganham destaque na</p><p>trama, deixando alguns buracos no roteiro.</p><p>C) o texto I avalia positivamente as canções da trilha sonora, mas, mesmo assim,</p><p>classifica o filme como péssimo.</p><p>D) o texto II critica a franquia de filmes da Marvel e afirma que as personagens clás-</p><p>sicas precisam dar lugar ao novo.</p><p>E) o texto I afirma que tudo no filme Vingadores: Ultimato é de má qualidade e clas-</p><p>sifica o filme como péssimo.</p>

Mais conteúdos dessa disciplina