Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>1</p><p>Copyright da 1ª edição © Massaud Moisés 1960.</p><p>37ª edição 2010.</p><p>3ª reimpressão 2018.</p><p>Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste livro pode ser</p><p>reproduzida ou usada de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico</p><p>ou mecânico, inclusive fotocópias, gravações ou sistema de armazenamento</p><p>em banco de dados, sem permissão por escrito, exceto nos casos de trechos</p><p>curtos citados em resenhas críticas ou artigos de revistas.</p><p>A Editora Cultrix não se responsabiliza por eventuais mudanças ocorridas</p><p>nos endereços convencionais ou eletrônicos citados neste livro.</p><p>CIP-Brasil. Catalogação na Publicação</p><p>Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ</p><p>M724L</p><p>37. ed.</p><p>Moisés, Massaud.</p><p>8</p><p>A literatura portuguesa / Massaud Moisés. – 37. ed., rev. e atual. – 1ª reimp.</p><p>– São Paulo : Cultrix, 2013.</p><p>576 p. ; 23 cm.</p><p>Inclui bibliografia e índice</p><p>ISBN 978-85-316-0231-3</p><p>1. Literatura portuguesa – História e crítica I. Título.</p><p>13-02688</p><p>CDD: 869.09</p><p>CDU: 821.134.3.09</p><p>Índices para catálogo sistemático:</p><p>1. Literatura portuguesa : História e crítica 869.09</p><p>1ª Edição digital 2020</p><p>eISBN: 978-65-5736-017-0</p><p>9</p><p>A POESIA DO COTIDIANO. CESÁRIO VERDE</p><p>Parcialmente ligada à poesia “realista” está a poesia do cotidiano. Convém</p><p>que se entenda por este rótulo a preocupação, não consciente nem</p><p>programática, de infringir as tradicionais regras do jogo estético (que</p><p>implicavam um conceito de hierarquia e a aceitação duma tábua rígida de</p><p>valores) e de considerar dignos de nota os aspectos da realidade</p><p>considerados até então apoéticos ou, pelo menos, alíricos. Noutros termos,</p><p>significava uma novidade meio à ovo de Colombo: a poetização do</p><p>prosaico, do cotidiano, daquilo que parece significar pouco para o homem</p><p>prático, acomodado e despreocupado de outros problemas que não os da</p><p>subsistência fisiológica. Pela primeira vez, o lirismo tentava, com a força</p><p>própria das novidades, lançar a atenção sobre o prosaico diário, inclusive</p><p>nos seus aspectos julgados repelentes, grotescos ou ridículos, quando não</p><p>apenas fora do interesse poético. Ao mesmo tempo, correspondia à tentativa</p><p>de fazer poesia “objetiva”, centrada no objeto e não no sujeito, dessa forma</p><p>deslocando o eixo da dicção poética para fora do “eu” do poeta.</p><p>Por outro lado, esse novo gênero de “aproximação” lírica da realidade vinha</p><p>isento de intuitos revolucionários ou sociais, salvo ocasionalmente; ao</p><p>contrário, preocupava-se com fugir à equação “eu-te-gosto-você-me-gosta”</p><p>que fizera o apanágio do Romantismo sentimental e piegas. E realizar uma</p><p>poesia debruçada sobre os motivos sugeridos pela realidade histórica e</p><p>concreta. Espécie de despoetização do ato poético, a poesia do cotidiano</p><p>nasceria da impressão que o “fora” deixa no “dentro” do sujeito. De onde as</p><p>coincidências com a pintura impressionista, que procede do mesmo modo</p><p>em face da realidade concreta: o artista procura surpreender o “momento”</p><p>em que os objetos, imersos numa dada relação de luz e sombra, ganham</p><p>relevo; ou melhor, o pintor fixa a impressão que as coisas lhe deixam na</p><p>sensibilidade, numa infinitesimal fração de tempo. Com a tela Impression:</p><p>Sol Levant (1874), Claude Monet teria dado origem à difusão desse</p><p>vocábulo, e da respectiva tendência pictórica, no cenário das artes e das</p><p>396</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>letras no último quartel do século XIX. Quem realizou a poesia do cotidiano</p><p>em Portugal foi Cesário Verde.</p><p>José Joaquim Cesário Verde nasceu em Lisboa, a 25 de fevereiro de 1855.</p><p>Filho dum lavrador e negociante, passou a curta vida praticamente entregue</p><p>aos interesses paternos, sem embargo das leituras que cedo começou a</p><p>fazer. Chegou a frequentar algum tempo o Curso Superior de Letras, onde</p><p>se tornou íntimo amigo de Silva Pinto. Nesse mesmo ano, 1873, publicou os</p><p>primeiros poemas no Diário de Notícias. Daí por diante, seguiu estampando</p><p>composições em periódicos, sem jamais reuni-las em livros. Faleceu</p><p>tuberculoso, na cidade natal, a 18 de julho de 1886.</p><p>No ano seguinte à sua morte, 1887, Silva Pinto reúne-lhe os poemas e</p><p>publica O Livro de Cesário Verde. Levado pela fraternal amizade ao poeta</p><p>e, a um só tempo, pelo desejo de estudar-lhe criticamente o escasso legado</p><p>poético, Silva Pinto organizou o livro segundo um critério pessoal, visto</p><p>Cesário não haver deixado “nem mesmo um esboço dele”, como informa</p><p>Joel Serrão na introdução à edição da Obra Completa de Cesário Verde</p><p>(1964). Ainda mais, coletando material disperso em jornais, organizou-o</p><p>arbitrariamente em duas seções, “Crise Romanesca” e “Naturais”, divisão</p><p>essa que pressupõe um juízo crítico a desenvolver. Por fim, em mais de um</p><p>poema descobriram-se variantes, que por vezes melhoram o texto, mas que</p><p>não podem ser rigorosamente atribuídas a Silva Pinto. A referida edição de</p><p>Joel Serrão – a mais bem cuidada até hoje feita – além de abolir a repartição</p><p>dos poemas operada por Silva Pinto, coloca os poemas em ordem</p><p>cronológica formando quatro grupos (1873-1874, 1875-1876, 1877-1880 e</p><p>1881-1886), e junta outros não incluídos em O Livro de Cesário Verde,</p><p>além de algumas cartas do poeta ao amigo dileto, ao Conde de Monsaraz e a</p><p>Mariano Pina.</p><p>A curta e anônima existência de Cesário Verde não conheceu qualquer</p><p>reconhecimento durante o seu transcorrer. Passou despercebido em seu</p><p>tempo, e assim ficou, até que, de alguns anos a esta parte, a crítica começou</p><p>a dar-lhe a devida importância, graças à sua poesia, dotada de estranha força</p><p>e capaz de se pôr ao lado das mais significativas da época. É que Cesário</p><p>Verde reuniu um conjunto de fatores bastante especiais, e suficientemente</p><p>fortes para se distinguir, a um só tempo, como autônomo e grande poeta.</p><p>397</p><p>Assim, de Baudelaire herdou, por identificação de sensibilidade e de</p><p>postura vital, a atitude lírica perante o mundo, embora difira radicalmente</p><p>dele no drama que serve de mola para a prática poética. Esta filiação, ou</p><p>coincidência – pois o parentesco estético é quase sempre um caso de</p><p>coincidência, – impõe desde logo uma classificação única para a poesia de</p><p>Cesário Verde: serve de trânsito entre o Romantismo e o Realismo, de um</p><p>lado, e de ponte de passagem para algumas das tendências que estarão em</p><p>moda na estética simbolista e na modernista.</p><p>Tal caráter transitivo explica igualmente a sua posição sui-generis em face</p><p>do inconformismo revolucionário da geração de 70. Voltado para o seu</p><p>estigma de poeta, alheio às lutas ideológicas em curso, Cesário Verde só de</p><p>passagem e pela rama se deixou contaminar pela atmosfera contemporânea.</p><p>O pensamento socialista, que levava às atitudes de revolta e de reforma</p><p>social, toca-lhe de passagem a poesia, e, assim mesmo, sem cor política: o</p><p>lado estético do seu comportamento diante da vida atenua ou desfaz aquilo</p><p>que, na sua poesia, poderia reconhecer-se como luta de classes, defesa do</p><p>proletariado, etc. Ouvindo as vozes interiores, perseguia o seu caos íntimo</p><p>sem se preocupar com as modas literárias, e com a geral incompreensão dos</p><p>leitores dos jornais em que publicava os seus poemas.</p><p>Explica-se assim que a sua poesia continuasse presa a certos matizes</p><p>românticos pouco ou nada explorados em Língua Portuguesa, e abrisse, por</p><p>isso mesmo e pelas demais razões, caminhos novos até à data vagamente</p><p>pressentidos. Cesário Verde trazia, a par de uma hipersensibilidade raiando</p><p>pela morbidez e o absurdo delirante (o que o irmana, involuntariamente,</p><p>com outros grandes poetas do tempo), denso, compacto e neurotizante</p><p>individualismo, que o punha a salvo das coações culturais e o mantinha fiel</p><p>ao chamado das raízes do sentimento poético. Vem daí a superficial</p><p>afinidade com o que lhe corria em derredor e a simultânea força</p><p>antecipadora de sua poesia.</p><p>Esse pormenor, que é o timbre do grande artista de qualquer tempo, confere</p><p>a Cesário Verde a importância que merece. Nele, em sua poesia, pela</p><p>primeira vez se inverte a relação Poeta x Mundo: seu “realismo”, ou algo</p><p>que assim se denomine, é só fotográfico na aparência, o que colidia,</p><p>em</p><p>princípio, com a poesia voluntariamente revolucionária dos homens de 70.</p><p>398</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>Ao invés de retratar o objeto exterior, para o qual se volta sempre, o poeta</p><p>identifica-o com o que lhe vai na sensibilidade e na consciência poética, isto</p><p>é, com o seu mundo interior. A realidade objetiva funde-se, portanto, com a</p><p>realidade subjetiva, de molde a formar uma unidade que anula as diferenças</p><p>de plano visual ou de colocação do indivíduo diante das coisas.</p><p>Por outras palavras: somente por um grande esforço é que o poeta consegue</p><p>enxergar um plano, formado das coisas fora de si, distinto de outro plano,</p><p>composto das imagens dentro de si. Origina-se, em suma, uma entidade</p><p>única, objetivo-subjetiva, ou vice-versa, em que o subjetivo sempre dá a</p><p>nota, de modo que o objetivo exterior seja visto como prolongamento da</p><p>mente do poeta, e, portanto, destituído de existência autônoma. Com isso, a</p><p>invocação, a mentalização do objeto é que é a realidade, o seu “realismo”: o</p><p>“ser” fora do poeta está em segundo plano, como inferior e decorrente.</p><p>Tudo isso é, a rigor, postura platônica muito compreensível.</p><p>De passagem, importa considerar que tal processo, se envolvido de</p><p>dandismo e de excessivo amor à Literatura no pior sentido da palavra, podia</p><p>levar ao refinamento artificial e posudo de um Eugênio de Castro. Não é o</p><p>que acontece com Cesário Verde. Dotado dum temperamento</p><p>anti-“literário” por excelência, projeta-se nas coisas exteriores (pessoas,</p><p>macadame, piche, repolho, rolhas, peixe, etc.) com todo o peso de sua</p><p>fervilhante vida interior, a fim de apreender a imagem fugaz das coisas, em</p><p>perpétuo dinamismo. É então que nasce a poesia do cotidiano, do trivial,</p><p>pois o poeta necessita ver-se continuamente nas coisas, para atingir o claro</p><p>equilíbrio do verso, elo entre o seu drama e a poesia. A duplicidade inicial</p><p>dos planos, com o propósito de fixar o instante que passa, e a certeza de que</p><p>o próprio poeta é que está passando, – induz Cesário Verde a colocar-se</p><p>numa encruzilhada de estradas que levam ao Impressionismo e ao</p><p>Expressionismo. Ao mesmo tempo, a complexidade da sua poesia, graças a</p><p>haver nela a expressão do caos dum mundo em que as sensações mais</p><p>desencontradas se embaralham, se confundem, num delírio a olhos abertos,</p><p>ou num pesadelo interminável, aproxima-o daquilo que veio a ser o</p><p>movimento surrealista.</p><p>Virando as costas à poesia lírico-amorosa, de larga voga no Romantismo e</p><p>mesmo antes, Cesário Verde percorre em sua reduzida trajetória poética</p><p>399</p><p>algumas fases, mais ou menos correspondentes às datas escolhidas por Joel</p><p>Serrão para lhe agrupar os poemas. Na primeira fase – integrada pelas</p><p>primícias literárias – o poeta está sob a influência de João Penha: além de</p><p>preocupado com o rigor da forma, apanágio da poesia parnasiana, Cesário</p><p>cultiva um cinismo de fachada, transformado em humorismo e displicência,</p><p>que apenas mascaram o despontar duma inquieta sensibilidade que talvez</p><p>ainda não se conheça integralmente. O certo é que, por entre as malhas</p><p>duma indiferença mais ou menos poética, percebe-se o poeta a claudicar e a</p><p>extravasar um sentimento do mundo que não condiz com as experiências</p><p>joco-sérias de João Penha:</p><p>“E eu passo tão calado como a Morte,</p><p>Nesta velha cidade tão sombria,</p><p>Chorando aflitamente a minha sorte</p><p>E prelibando o cálix da agonia”</p><p>Na fase seguinte, transcorrida em 1875-1876, Cesário amadurece e encontra</p><p>o seu caminho; embora não seja a melhor fase, já aqui o exemplo</p><p>baudelairiano auxilia o poeta a ver a realidade cotidiana e a transfigurá-la</p><p>antiliricamente, em espasmos plásticos, como quem pretendesse compor um</p><p>quadro impressionista, isto é, ao natural, no contato direto com a realidade.</p><p>Nos anos seguintes, 1877-1880, Cesário “descobre” a cidade e os seus</p><p>mistérios: o cotidiano “natural” entra-lhe em cheio na poesia, mas não vem</p><p>de agora: já em 1875, escrevendo a Silva Pinto, confessava: “Eu não sou</p><p>como muitos que estão ao meio dum grande ajuntamento de gente</p><p>completamente isolados e abstratos. A mim o que me rodeia é o que me</p><p>preocupa.” E o que o rodeia é a paisagem citadina, com seus odores, ruídos,</p><p>cores, luzes e espectros.</p><p>400</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>Na última fase, depois de 1881, Cesário aborrece a cidade e um gênero de</p><p>vida que chegou a embriagá-lo. Agora, ao contrário de antes, confessa na</p><p>carta a Mariano Pina (16-7-1879): “descuido-me deploravelmente do que</p><p>me rodeia.” Seu amor à cidade dá lugar ao amor pelo campo: “Eu não faço</p><p>nada, falto de estímulos, aborrecido contra esta gente da cidade a que tenho</p><p>raiva como a um marreco. Ao menos, pelo campo ainda há coisas</p><p>primitivas, sinceras, e uma boa paz regular; embora a existência não</p><p>apresente alterações nenhumas, o caminhar da estação, a mudança quase</p><p>insensível no aspecto da natureza todo o ano, é admirável, sugestivo.”</p><p>Ao mesmo tempo que solução do seu caso pessoal e resultante da fortuita</p><p>atividade de agricultor, a integração na paisagem “natural” ainda</p><p>correspondia ao encontro dos temas e motivos mais propícios à utilização</p><p>da sua sensibilidade e dos dons de figuração impressionista da realidade.</p><p>No contato com o ar livre, o poeta encontrava o habitat próprio para o seu</p><p>visceral impressionismo, e o sedativo para sua sensibilidade, doentiamente</p><p>vibrante no atrito com a cidade:</p><p>“No campo; eu acho nele a musa que me anima:</p><p>A claridade, a robustez, a ação.”</p><p>Ao soturno de antes, sucede agora a claridade, à morbidez, a robustez, à</p><p>inação, o dinamismo: bipolaridade tanto mais paradoxal quanto mais</p><p>sabemos que o elogio ao campo e à vida esportiva traduzia o desejo de</p><p>preservar a saúde que então lhe fugia a passos largos; e que as anteriores</p><p>excentricidades citadinas eram fruto dum organismo em que ainda não se</p><p>havia manifestado a doença que o vitimaria.</p><p>De qualquer forma, a poesia do cotidiano, com todo o seu desprezo ao</p><p>convencional, teria largo curso na poesia moderna, o que garante a Cesário</p><p>Verde o reconhecido e merecido papel de precursor, como se pode verificar</p><p>no exame da poesia dum Mário de Sá-Carneiro e dum Fernando Pessoa.</p><p>401</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p><p>maria</p><p>Destacar</p>

Mais conteúdos dessa disciplina