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<p>Apostila de Mestre</p><p>Amador</p><p>Capacitação para Conduzir Embarcações de Esporte e</p><p>Recreio nos Limites da Navegação Costeira</p><p>Acordo ANEXO 5-A</p><p>NORMAM-03/DPC</p><p>www.dpc.mar.mil.br</p><p>2</p><p>“NAVEGAÇÃO É A CIÊNCIA E A ARTE DE CONDUZIR, COM SEGURANÇA,</p><p>UM NAVIO (OU EMBARCAÇÃO) DE UM PONTO A OUTRO DA SUPERFÍCIE</p><p>DA TERRA”</p><p>Para consecução do propósito da navegação, é necessário obedecer à seguinte seqüência básica de</p><p>atividades:</p><p>•Efetuar um estudo prévio, detalhado, da derrota que se deseja seguir, utilizando as CARTAS</p><p>NÁUTICAS e as PUBLICAÇÕES DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO (Roteiros, Lista de Faróis,</p><p>Lista de Auxílios-Rádio, Tábuas das Marés, Cartas-Piloto, Cartas de Correntes de Marés, etc.). Esta</p><p>fase denomina-se PLANEJAMENTO DA DERROTA ; e</p><p>•No mar, durante a EXECUÇÃO DA DERROTA , determinar a POSIÇÃO DO NAVIO sempre</p><p>que necessário, ou projetá-la no futuro imediato, empregando técnicas da Navegação Estimada,</p><p>a fim de se assegurar que o navio está, de fato, percorrendo a derrota planejada, com a velocidade</p><p>de avanço prevista e livre de quaisquer perigos à navegação.</p><p>TIPOS E MÉTODOS DE NAVEGAÇÃO</p><p>Embora existam várias outras classificações, é tradicionalmente reconhecido que a navegação</p><p>apresenta três tipos principais, de acordo com a distância que se navega da costa ou do perigo mais</p><p>próximo:</p><p>NAVEGAÇÃO OCEÂNICA : é a navegação ao largo, em alto-mar, normalmente praticada a mais</p><p>de 20 milhas da costa.</p><p>NAVEGAÇÃO COSTEIRA : como o próprio nome indica, é a navegação praticada já mais</p><p>próximo da costa, em distâncias que, normalmente, variam entre 20 e 3 milhas da costa (ou do</p><p>perigo mais próximo). Pode, também, ser definida como a navegação feita à vista de terra, na qual o</p><p>navegante utiliza acidentes naturais ou artificiais (pontas, cabos, ilhas, faróis, torres, edificações,</p><p>etc.) para determinar a posição do navio no mar.</p><p>NAVEGAÇÃO EM ÁGUAS RESTRITAS : é a navegação que se pratica em portos ou suas</p><p>proximidades, em barras, baías, canais, rios, lagos, proximidades de perigos ou quaisquer outras</p><p>situações em que a manobra do navio é limitada pela estrita configuração da costa ou da topografia</p><p>submarina. É este, também, o tipo de navegação utilizado quando se navega a distância da costa (ou</p><p>do perigo mais próximo) menores que 3 milhas (em alguns lugares definidos por Normas e</p><p>Procedimento da Autoridade Marítima, pode chegar a 5 milhas). É o tipo de navegação que maior</p><p>precisão exige.</p><p>Para conduzir qualquer um dos tipos de navegação, o navegante utiliza-se de um ou mais métodos</p><p>para determinar a posição do navio e dirigir seus movimentos.</p><p>Os principais MÉTODOS DE NAVEGAÇÃO são:</p><p>NAVEGAÇÃO ASTRONÔMICA : em que o navegante determina sua posição através de</p><p>observações dos astros.</p><p>NAVEGAÇÃO VISUAL : em que o navegante determina sua posição através de observações</p><p>visuais (marcações, alinhamentos, ângulos horizontais ou verticais, etc.) de pontos de terra</p><p>corretamente identificados e/ou de auxílios à navegação de posições determinadas (condição</p><p>essencial: os pontos de apoio e os auxílios à navegação visados devem estar representados na Carta</p><p>Náutica da região).</p><p>NAVEGAÇÃO ELETRÔNICA : em que o navegante determina sua posição através de</p><p>informações eletrônicas (obtidas de Radar, Radiogoniômetro, Satélite etc.).</p><p>3</p><p>NAVEGAÇÃO ESTIMADA : método aproximado de navegação, através do qual o navegante</p><p>executa a previsão da posição futura do navio (ou embarcação), partindo de uma posição</p><p>conhecida e obtendo a nova posição utilizando o rumo, a velocidade e o intervalo de tempo entre as</p><p>posições.</p><p>PRINCIPAIS LINHAS DO GLOBO TERRESTRE</p><p>EIXO DA TERRA: é a linha em torno da qual a Terra executa o seu movimento de rotação.</p><p>PÓLOS: são pontos em que o eixo intercepta a superfície terrestre.</p><p>EQUADOR DA TERRA : é o círculo máximo que divide a Terra em dois hemisféricos, o</p><p>HEMISFÉRIO NORTE e o HEMISFÉRIO SUL.</p><p>PARALELOS : são círculos menores paralelos ao Equador e, portanto, perpendiculares ao Eixo da</p><p>Terra. Seus raios são sempre menores que o do Equador.</p><p>MERIDIANOS: são os círculos máximos que contém os pólos da Terra. Os meridianos marcam a</p><p>direção N – S.</p><p>LATITUDE DE UM LUGAR (o símbolo é a letra grega j): é o arco de meridiano compreendido</p><p>entre o Equador e o paralelo do lugar. Conta-se de 0º a 90º para o Norte e para o Sul do Equador.</p><p>Na Carta Náutica as distâncias são medidas na escala de Latitude. Desta forma podemos</p><p>afirmar que a diferença entre dois lugares, no mesmo meridiano, é igual a distância entre eles.</p><p>LONGITUDE DE UM LUGAR : (o símbolo é a letra grega l): é o arco do Equador, ou o ângulo</p><p>no Pólo, compreendido entre o MERIDIANO DE GREENWICH e o MERIDIANO DO LUGAR.</p><p>Conta-se de 0º a 180º, para Leste ou para Oeste de Greenwich.</p><p>O MERIDIANO DE GREENWICH , que serve de referência para contagem das Longitudes, é</p><p>denominado PRIMEIRO MERIDIANO.</p><p>ORTODROMIA E LOXODROMIA</p><p>ORTODROMIA : é qualquer segmento de um círculo máximo da esfera terrestre. É, assim, a</p><p>menor distância entre dois pontos na superfície da Terra.</p><p>LOXODROMIA OU LINHA DE RUMO : é a linha que intercepta os vários meridianos segundo</p><p>um ângulo constante.</p><p>Embora a menor distância entre dois pontos na superfície da Terra seja uma ORTODROMIA ,</p><p>isto é, o arco do círculo máximo que passe pelos dois pontos, em navegação é quase sempre mais</p><p>conveniente navegar por uma LOXODROMIA, isto é, por uma LINHA DE RUMO, indicada</p><p>pela Agulha, na qual a direção da proa do navio corte todos os meridianos sob um mesmo ângulo.</p><p>A DIREÇÃO NO MAR; RUMOS E</p><p>MARCAÇÕES</p><p>DIREÇÃO : é, na superfície da Terra, a linha</p><p>que liga dois pontos. A Figura ao lado apresenta</p><p>as direções CARDEAIS, INTERCARDEAIS ou</p><p>LATERAIS e COLATERAIS, comumente</p><p>referidas em navegação</p><p>4</p><p>RUMOS: um navio (ou embarcação) governa seguindo um</p><p>RUMO, que pode ser definido como o ângulo horizontal</p><p>entre uma direção de referência e a direção para a qual</p><p>aponta a proa do navio ou, o que é o mesmo, o ângulo</p><p>horizontal entre uma direção de referência e a proa do</p><p>navio.</p><p>Os rumos são medidos de 000º a 360º, no sentido do</p><p>movimento dos ponteiros de um relógio, a partir da</p><p>DIREÇÃO DE REFERÊNCIA.</p><p>As três DIREÇÕES DE REFERÊNCIA mais utilizadas em</p><p>navegação são: NORTE VERDADEIRO (ou</p><p>GEOGRÁFICO)</p><p>NORTE MAGNÉTICO</p><p>NORTE DA AGULHA</p><p>Assim, conforme a DIREÇÃO DE REFERÊNCIA em relação à qual é medido, o rumo denomina-</p><p>se:</p><p>RUMO VERDADEIRO (Rv) (Ângulo formado entre o norte verdadeiro e a linha de proa)</p><p>RUMO MAGNÉTICO (Rmg) (Ângulo formado entre o norte magnético e a linha de proa)</p><p>RUMO DA AGULHA (Rag) (Ângulo formado entre o norte da agulha e a linha de proa)</p><p>Também relacionados aos conceitos acima apresentados, podem ser definidos os seguintes</p><p>elementos:</p><p>PROA: é a direção para a qual o navio está apontando, num determinado instante. Quando se</p><p>governa em um determinado RUMO, nem sempre se consegue mantê-lo rigorosamente constante.</p><p>Normalmente, por influência do estado do mar (ondas,</p><p>vagalhões), vento, erros dos timoneiro, etc., a direção em</p><p>que se navega varia em torno do rumo desejado. A direção</p><p>para a qual o navio está apontando, em um determinado</p><p>instante, é, então, denominada PROA.</p><p>Na realidade, especificamente, o termo RUMO aplica-se à</p><p>direção na qual se navega na superfície do mar, que, em</p><p>geral, encontra-se em movimento, pelo efeito da corrente.</p><p>Assim, surge o conceito de RUMO NO FUNDO, como a</p><p>direção resultante realmente navegada, desde o ponto de</p><p>partida até o ponto de chegada num determinado momento.</p><p>Normalmente, o RUMO NO FUNDO é a resultante entre o</p><p>RUMO NA SUPERFÍCIE e a CORRENTE.</p><p>As abreviaturas utilizadas são:</p><p>RUMO VERDADEIRO: R ou Rv</p><p>RUMO MAGNÉTICO: Rmg</p><p>RUMO DA AGULHA: Rag</p><p>RUMOS PRÁTICOS: Rp</p><p>RUMO NO FUNDO: Rfd</p><p>Um RUMO deve ser sempre escrito com três algarismos em sua parte inteira. Exemplos: 045º;</p><p>072º; 180º; 347.5º; 233.5º.</p><p>MARCAÇÃO : é o ângulo horizontal entre a linha que une o navio</p><p>Deslocamento (W)</p><p>O deslocamento de um navio é o seu peso em toneladas, pois é igual ao peso do volume d’ água</p><p>“deslocado” pelas suas obras vivas.</p><p>PARA QUE O NAVIO FLUTUE É NECESSÁRIO O DESLOCAMENTO SEJA IGUAL A</p><p>FORÇA DE EMPUXO.</p><p>Borda livre (Obras Mortas)</p><p>É a distância entre a linha d’água e o convés principal, medida a meio navio.</p><p>Calado (Obras Vivas ou Carena)</p><p>É a distância entre a quilha e a linha d’água.</p><p>Lembre-se</p><p>• Tudo acima da linha d’água = obras mortas</p><p>• Tudo abaixo da linha d’água = obras vivas</p><p>Linha D’água</p><p>É a interseção da superfície da água com o costado da embarcação. É também chamada de linha</p><p>d’água a faixa pintada no casco entre os calados máximo e mínimo.</p><p>Pontal</p><p>É a distância da quilha ao convés principal, medida a meio navio.</p><p>Centro de Empuxo ou Centro de Carena</p><p>38</p><p>É o centro geométrico das obras vivas.</p><p>Trim ou Trim de Compasso - É a diferença entre os calados a ré e a vante.</p><p>Quando o calado a vante é igual ao calado de ré, diz-se que a embarcação está em águas parelhas,</p><p>sem compasso ou trimada.</p><p>Ou seja... quando o TRIM de uma embarcação é zero, dizemos que ela está com calados</p><p>iguais.</p><p>FORÇAS ATUANDO SOBRE UM NAVIO PARADO EM ÁGUAS TRANQ UILAS</p><p>- Um navio flutuando nessas condições está sob a influência de duas forças apenas:</p><p>- Peso do navio</p><p>- Força de empuxo</p><p>O peso do navio é resultante de todos os pesos de bordo, incluindo estrutura, equipamentos , carga e</p><p>pessoal, sendo considerado como uma força única agindo verticalmente de cima para baixo,</p><p>aplicada no centro de gravidade do navio (G).</p><p>Quando embarcamos, desembarcamos ou alteramos os locais dos pesos a bordo, ocorre</p><p>ALTERAÇÃO DO CENTRO DE GRAVIDADE .</p><p>A força de empuxo (E), aplicada de baixo para cima no centro de empuxo ou carena (B), é</p><p>resultante da pressão d’água exercida sobre as obras vivas do navio. Com o navio flutuando em</p><p>águas tranqüilas, essas duas forças são iguais, opostas e aplicadas na mesma vertical.</p><p>39</p><p>FORÇAS ATUANDO EM UM NAVIO INCLINADO</p><p>Quando uma força perturbadora qualquer (vagas,</p><p>ventos, recuo de canhão, guinada etc) atua sobre o</p><p>navio, causando um determinado ângulo de inclinação,</p><p>a sua parte submersa muda de forma. Como</p><p>conseqüência, o centro de empuxo sai do plano</p><p>longitudinal. O centro de gravidade, porém, não sofre</p><p>alteração em relação ao navio, permanecendo no plano</p><p>mediano.</p><p>O centro de empuxo B se desloca para B1,</p><p>permanecendo G na mesma posição. O peso do navio</p><p>e a força de empuxo, atuando verticalmente e em</p><p>sentido contrário em G e B1, dão origem a um</p><p>conjunto que tende a endireitar o navio, chamado</p><p>conjugado de endireitamento.</p><p>A distância GZ entre as linhas de força chama-se</p><p>braço de endireitamento.</p><p>Na figura abaixo, o centro de gravidade G está localizada em posição tal que, ao ser o navio</p><p>inclinado, o momento formado tende a emborcá-lo. Esse momento é chamado momento e</p><p>emborcamento. GZ é o braço de emborcamento.</p><p>A condição de equilíbrio instável pode emborcar uma embarcação.</p><p>O binário formado pela projeção das forças da gravidade e empuxo, chama-se BRAÇO E</p><p>FLUTUAÇÃO</p><p>ESTABILIDADE INICIAL</p><p>É a tendência do navio para voltar à sua posição normal quando se inclina de um ângulo menor que</p><p>10º .</p><p>A fim de facilitar a determinação da estabilidade inicial, deve-se considerar o METACENTRO</p><p>que, para um determinado calado e uma determinada inclinação, é o ponto de interseção de duas</p><p>linhas de ação de empuxos infinitamente próximas, correspondentes àquela inclinação e a uma</p><p>inclinação infinitamente maior ou menor.</p><p>40</p><p>A figura acima à esquerda nos mostra que, quando G está abaixo de M, GM é positivo e há</p><p>formação de braços de endireitamento.</p><p>Já o caso da outra figura, em que G está acima de M, GM é negativo e os braços formados são de</p><p>emborcamento. GM, portanto, indica também se a estabilidade inicial é positiva ou negativa.</p><p>Obs: quando embarcamos, desembarcamos ou movemos pesos a bordo, estamos alterando seu</p><p>centro de gravidade (G).</p><p>ALTURA METACÊNTRICA (GM) - A distância entre o centro de gravidade (G) e o metacentro</p><p>(M) chama-se altura metacêntrica do navio.</p><p>RAIO METACÊNTRICO (BM) - A distância entre o centro de empuxo (B) e o metacentro (M)</p><p>chama-se altura metacêntrica do navio.</p><p>Abaixo o índice da Carta 12000 sobre abreviaturas.</p><p>Algumas abreviatura são combinações de letras diferentes e outras não aparecem no índice.</p><p>Segue alguns exemplos:</p><p>Arreb – Arrebentação AERO – Aerofarol ACor – fundo misto de areia e coral</p><p>Lp – Lampejo F.E. – Luz fixa encarnada AV – Areia Verde CHM – Chaminé</p><p>B – Branca</p><p>NOÇÕES DE SOBREVIVÊNCIA NO MAR</p><p>A sobrevivência no mar e os procedimentos para o abandono do navio estão consolidados</p><p>mundialmente na Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS),</p><p>que teve sua primeira versão em 1914.</p><p>MATERIAL DE SALVATAGEM</p><p>Para a sobrevivência do náufrago é tão importante o seu estado psicofísico quanto à</p><p>eficiência e a proficiência na operação do equipamento que possui. A familiarização e o</p><p>conhecimento do material de salvatagem serão fundamentais para propiciar um correto abandono do</p><p>navio e uma sobrevivência adequada.</p><p>Os materiais de salvatagem, segundo os requisitos previstos na SOLAS, são classificados como:</p><p>41</p><p>Classe I</p><p>Empregados nas embarcações que realizam a navegação entre portos brasileiros e estrangeiros.</p><p>Classe II</p><p>Fabricados com base nos requisitos da Classe I, porém abrandados para emprego nas embarcações</p><p>que realizam navegação de mar aberto, entre portos nacionais.</p><p>Classe III</p><p>Fabricados com base nos requisitos da Classe I, abrandados para emprego nas embarcações</p><p>realizam navegação interior.</p><p>Classe IV</p><p>Fabricado para uso, por longos períodos, por pessoas envolvidas em trabalhos realizados próximos</p><p>à borda da embarcação ou suspensos por pranchas ou outros dispositivos que aumentem o risco de</p><p>queda nágua acidentalmente.</p><p>Classe V</p><p>Confeccionado para emprego exclusivo em atividades esportivas do tipo jet-ski, banana- boat, esqui</p><p>aquático, windsurf, parasail, pesca e pequenos veleiros de até 5 metros de comprimento e outras.</p><p>DEFINIÇÕES</p><p>Embarcação de Sobrevivência</p><p>É o meio coletivo de abandono de embarcação em perigo, capaz de preservar a vida</p><p>humana durante certo período, enquanto é aguardado o resgate.</p><p>São consideradas embarcações de sobrevivência:</p><p>a) Embarcação Salva-Vidas. Normalmente do tipo baleeira, possuindo proa e popa afiladas,</p><p>rígida, com propulsão própria e arriada geralmente por um par de turcos. As embarcações salva-</p><p>vidas poderão ser de três tipos: totalmente fechada, parcialmente fechada e do tipo aberto.</p><p>Embarcação salva-vidas (baleeira)</p><p>b) Balsa Salva-Vidas. Inflável, não tem propulsão própria e seu formato é de polígono regular.</p><p>Comumente acondicionada em um casulo de fibra de vidro e estivada em um berço no convés.</p><p>42</p><p>c) Aparelhos Flutuantes. Podem ser rígidos ou infláveis existindo em diferentes formatos</p><p>(paralelogramo, circular, elíptico, cheio ou vazado).</p><p>d) Bote Orgânico de Abandono. É rígido, inflável ou semi-rígido, de flutuabilidade comprovada.</p><p>Colete Salva-Vidas</p><p>É o meio individual de abandono capaz de manter uma pessoa, mesmo inconsciente,</p><p>flutuando por no mínimo 24 horas. Podendo ser de flutuabilidade permanente, auto-infláveis ou</p><p>infláveis, os coletes salva-vidas são compostos pelos seguintes acessórios: luz de posicionamento,</p><p>tiras retrorrefletivas, apito de bola, cabo liga-náufragos, tirantes de amarração e alça de resgate.</p><p>Bóia Salva-Vidas</p><p>Equipagem destinada, principalmente, a constituir um meio flutuante de apoio à pessoa que</p><p>caiu na água, enquanto o resgate não chega. Sua flutuabilidade não pode depender de prévia</p><p>insuflação.</p><p>A bóia salva-vidas deve possuir, fixada em quatro pontos eqüidistantes da sua</p><p>circunferência, uma linha salva-vidas com cabo de 8mm – laranja, de flutuabilidade permanente,</p><p>devendo possuir numa</p><p>das faces o “NOME DO NAVIO”, em negro, de forma que sejam</p><p>perfeitamente legíveis quando estivadas a bordo.</p><p>Abandono do Navio</p><p>Quando houver risco da embarcação afundar, devemos abandoná-la o mais rápido possível,</p><p>afastando-nos a nado, para não sermos puxados pelo rodamoinho causado pelo seu afundamento.</p><p>43</p><p>Após o abandono podemos utilizar uma embarcação de salvatagem.</p><p>Ao abandonar a embarcação você deverá manter suas roupas para se proteger do frio da</p><p>água, inclusive seus sapatos, meias grossas e proteção para a cabeça. O mais importante: não</p><p>esquecer o colete salva-vidas.</p><p>Uma demonstração de como se deve pular da embarcação na hora do abandono</p><p>● Saltar pelo bordo por onde entra o vento (BARLAVENTO), a mão esquerda no nariz e a direita</p><p>no ombro esquerdo, com seus pés juntos;</p><p>● Sempre saltar de pé, tendo cuidado para não cair sobre alguém que já esteja n’água.</p><p>A bóia circular é outro material importante. Possuindo uma retinida , que é um cabo preso a</p><p>ela e que permite que a bóia seja lançada ao mar sem perder-se. É importante para puxar para bordo</p><p>alguém que tenha caído na água.</p><p>O fulmígeno solta uma fumaça alaranjada. Deve ser usado para indicar a posição do</p><p>náufrago a uma embarcação de salvamento.</p><p>O dispositivo de iluminação automática acende quando ele flutua com a lâmpada virada para</p><p>cima. É usado à noite, com a mesma finalidade do fulmígeno.</p><p>Por ocasião de um naufrágio devemos sempre nos preocupar primeiro em pedir socorro pelo</p><p>rádio de bordo, antes de abandonarmos a embarcação. Devemos dar nossa localização, as condições</p><p>da embarcação, seu tipo, suas características e todas as informações possíveis que posam auxiliar no</p><p>nosso resgate.</p><p>O sol é um perigo. Portanto, devemos nos proteger fazendo um toldo improvisado e usar um</p><p>chapéu, gorro ou pano para cobrir a cabeça. Não devemos ficar expostos ao sol sem roupa, pois as</p><p>queimaduras podem ser graves. Devemos evitar a transpiração e a desidratação, molhando a roupa,</p><p>torcendo-a um pouco sobre nós, e vestindo-a depois. Não devemos fazer esforços desnecessários.</p><p>Devemos defender os olhos do sol com óculos escuros ou com um pano molhado na água.</p><p>Como usar a balsa inflável</p><p>● Primeiro atiramos a balsa ao mar, tendo cuidado de antes verificar se seu cabo de abrir está preso;</p><p>● Em seguida, puxamos o seu cabo para acionar a válvula de enchimento. Embarcamos na balsa</p><p>semi-aberta;</p><p>● Não devemos pular direto para dentro da balsa ou sobre ela. Devemos pular n’água e subir na</p><p>balsa pela escada feita de cabos para seu acesso;</p><p>● Caso a balsa vire, a endireitamos puxando um cabo na sua parte inferior, a favor do vento;</p><p>● Nunca devemos beber água do mar. Ela aumenta a sede, provoca apatia, indiferença e pode até</p><p>provocar delírios;</p><p>● Aproveite as chuvas para beber a maior quantidade de água que o estômago agüentar;</p><p>● Use todo o material disponível para armazenar a água da chuva, a ser consumida posteriormente;</p><p>● Não devemos deixar, por muito tempo, os pés dentro do mar: aparecem manchas pretas que</p><p>podem até dar gangrena;</p><p>● Se, por algum motivo importante, você tiver que ficar com os pés na água, logo que possível</p><p>deverá:</p><p>* Secar os pés, sem esfregar para não causar feridas;</p><p>* Ativar a circulação: deitado, faça movimentos com as pernas e com os dedos dos pés; e</p><p>* Depois, permaneça deitado com as pernas mais altas que o corpo.</p><p>Como sobreviver em águas interiores</p><p>No naufrágio em rio, lago, porto ou canal, o procedimento é quase o mesmo que em mar</p><p>aberto:</p><p>● Não se deve tentar levar objetos pessoais, bagagem e outros materiais, que não sejam os de</p><p>salvatagem ou materiais flutuantes. Não tente salvar sua bagagem, abandone tudo e salve sua vida.</p><p>● Salve pessoas e objetos que possam boiar.</p><p>44</p><p>Vazamento de combustível</p><p>● Em caso de fogo, pule e nade contra a correnteza. Mas cuidado para não pular em cima do óleo</p><p>ou objeto pegando fogo;</p><p>● Mergulhe e nade contra a correnteza, afastando-se do óleo, mesmo sem estar pegando fogo. Pois</p><p>o óleo, mesmo sem pegar fogo, irrita o nariz, os olhos, a pele e a garganta.</p><p>● Antes de vir à superfície gire a mão e o braço para abrir uma clareira, respire e volte a mergulhar;</p><p>● Se não tiver vazamento de óleo, afaste-se do barco nadando a favor da correnteza.</p><p>● Após abandonar a embarcação, afaste-se o mais rápido possível e de forma correta, para buscar as</p><p>margens do rio, canal ou lago;</p><p>● Fique calmo e procure boiar de costas ou nadar a favor da correnteza;</p><p>Cuidados do tripulante com o colete</p><p>● Não use o colete como encosto;</p><p>● Não use o colete como travesseiro;</p><p>● Não brinque com o colete;</p><p>● Não tire o colete do barco.</p><p>Em situações de abandono o bote rígido deve ser utilizado e as bóias circulares também.</p><p>Perigos ao náufrago</p><p>Os perigos para o náufrago nos rios são diferentes dos perigos no mar. Um dos perigos é o</p><p>afogamento. Neste caso deve-se agir da seguinte maneira:</p><p>● Deite o afogado de lado para que ele vomite a água que bebeu;</p><p>● Tire do afogado a roupa molhada;</p><p>● Aqueça o afogado com um cobertor;</p><p>● Dê ao afogado uma bebida quente;</p><p>● Se o afogado não respirar e o coração não estiver batendo, faça como já foi dito anteriormente</p><p>sobre primeiros socorros.</p><p>Existem também outros perigos que são próprios de rios e de águas abrigadas. Como por</p><p>exemplo:</p><p>● As piranhas que atacam em cardumes e podem devorar uma pessoa em poucos minutos. A mais</p><p>perigosa é a vermelha. Evite o sangramento de feridas quando na água. O sangue atrai as piranhas.</p><p>● A arraia fica na lama das margens dos rios e tem um ferrão venenoso na ponta do rabo;</p><p>● As cobras podem ser de dois tipos: as cobras venenosas têm pupilas finas e rabo curto além de</p><p>dentes com furo para lançar o veneno. As cobras sem veneno têm pupilas redondas e rabo longo. A</p><p>sucuri é a maior cobra que existe. Passa quase toda a sua vida na água;</p><p>● O jacaré é um dos maiores animais dos rios. São encontrados nas suas margens.</p><p>RIPEAM</p><p>O Regulamento Internacional Para Evitar Abalroamentos no Mar, também conhecido</p><p>como RIPEAM , é o conjunto de regras que, tendo a força de lei, prescreve como deveremos</p><p>conduzir as embarcações na presença de outras, bem como, informá-las de nossas intenções ou</p><p>ações, por sinais de apito, por luzes ou por marcas diurnas, de maneira que possamos</p><p>desenvolver manobras corretas e seguras, afastando assim do perigo do abalroamento (colisão).</p><p>O RIPEAM se aplica a todas as embarcações em mar aberto e em todas as águas a este</p><p>ligada.</p><p>Nada contido no RIPEAM dispensará qualquer embarcação ou seu proprietário, seu</p><p>Comandante ou sua tripulação das conseqüências de qualquer negligência no cumprimento destas</p><p>ou em qualquer precaução reclamada ordinariamente pela prática marinheira ou pelas circunstâncias</p><p>especiais do caso.</p><p>45</p><p>Embarcação de Propulsão Mecânica - designa qualquer embarcação movimentada por meio de</p><p>máquinas ou motores.</p><p>Embarcação sem Governo - designa uma embarcação que, por alguma circunstância excepcional,</p><p>se encontra incapaz de manobrar como determinado por estas Regras e, portanto, está</p><p>incapacitada de se manter fora da rota de outra embarcação.</p><p>Embarcação com Capacidade de Manobra Restrita - designa uma embarcação que, devido à</p><p>natureza de seus serviços, se encontra restrita em sua capacidade de manobrar como determinado</p><p>por estas Regras e, portanto, está incapacitada de se manter fora da rota de outra embarcação.</p><p>Embarcação em movimento - se aplica a todas as embarcações que não se encontram fundeadas,</p><p>amarradas a terra ou encalhadas.</p><p>Embarcações no visual - quando uma embarcação pode ser observada pela outra visualmente.</p><p>Embarcações a vela – qualquer embarcação sob vela desde que sua máquina de propulsão, se</p><p>houver, não esteja em uso.</p><p>A Visibilidade é dita como Restrita quando ela é prejudicada por:</p><p>Névoa, Tempestade de areia, Nevada, Chuvas pesadas, Nevoeiro e Outras causas semelhantes</p><p>Haverá risco de Colisão sempre que:</p><p>A marcação for constante e a distância estiver diminuindo</p><p>.</p><p>Manobras para evitar Colisão</p><p>Toda Manobra deverá ser feita de forma franca e positiva , o que, normalmente, significa</p><p>dizer: altere o rumo de maneira ampla. Varie a velocidade para mais ou menos de maneira sensível.</p><p>Manobre com bastante antecedência. Nunca espere o último momento.</p><p>Canais Estreitos</p><p>Quando duas embarcações de esporte e recreio navegam em rumos opostos, tem preferência</p><p>a que vem a favor da correnteza, que deverá se posicionar no meio do rio e a outra na sua margem</p><p>de boreste.</p><p>Procure manter-se tão próximo quanto possível e seguro da margem a seu boreste.</p><p>Embarcações engajadas na pesca não deverão atrapalhar a passagem de qualquer outra</p><p>embarcação. Cuidado para quando cruzar um canal ou via de acesso, não atrapalhar outras</p><p>embarcações.</p><p>Quando for ultrapassar use o apito e espere a resposta da outra embarcação.</p><p>Manobre com cuidado e segurança.</p><p>Condução de Embarcações no Visual uma da Outra</p><p>As regras a seguir apresentadas se aplicam a embarcações no visual uma da outra, ou seja,</p><p>quando uma pode ver a outra.</p><p>Antes de passarmos a apresentação das regras, devemos mostrar dois termos que são muito</p><p>utilizados para diferenciar uma embarcação que se “encontra” com outra:</p><p>* Manobradora - é aquela embarcação que não tem preferência de passagem, ou seja, é a</p><p>embarcação que tem que tomar uma ação necessária a ficar fora do caminho da outra;</p><p>* Preferenciada - é aquela embarcação que tem o direito de passagem, ou seja, é aquela que em</p><p>um “encontro” pode prosseguir sem necessidade de tomar nenhuma ação.</p><p>46</p><p>Roda a Roda</p><p>Duas embarcações se aproximando em rumos diretamente opostos ou quase diretamente</p><p>opostos, em condições que envolvem risco de colisão, cada uma deverá guinar para BORESTE,</p><p>de forma que a passagem se dê por bombordo uma da outra.</p><p>Rumos Cruzados</p><p>Quando duas embarcações a propulsão mecânica navegam em rumos que se cruzam em</p><p>situação que envolve risco de colisão, a embarcação que avistar a outra por boreste deverá se</p><p>manter fora do caminho dessa e, tanto quanto possível, evitará cruzar sua proa.</p><p>Toda embarcação que esteja ultrapassando outra deverá manter-se fora do caminho dessa outra.</p><p>Sinais de Manobra e Sinais de Advertência</p><p>São utilizados nas situações de (MANOBRA, ADVERTÊNCIA e em BAIXA VISIBILIDADE)</p><p>Estou guinando para Boreste (BE)</p><p>1 apito curto (à noite 1 lampejo curto)</p><p>Estou guinando para Bombordo (BB)</p><p>2 apitos curtos (à noite 2 lampejos curtos)</p><p>47</p><p>Estou dando máquinas atrás</p><p>3 apitos curtos (à noite 3 lampejos curtos)</p><p>Tenciono Ultrapassá-lo por Boreste</p><p>2 apitos longos e 1 curto</p><p>Tenciono Ultrapassá-lo por Bombordo</p><p>2 apitos longos e 2 curtos</p><p>Concordo com sua Ultrapassagem - 1 apito longo, 1 curto 1 longo e 1 curto</p><p>Não Entendi sua Intenção de Manobra - 5 apitos curtos (à noite 5 lampejos curtos e rápidos)</p><p>Embarcação aproximando-se de uma curva ou de um canal estreito ou via de acesso onde</p><p>outras embarcações podem estar ocultas - 1 apito longo</p><p>Duração do apito curto = 1 segundo</p><p>Duração do apito longo = 4 a 6 segundos</p><p>Sinais Sonoros em Visibilidade Restrita</p><p>Embarcações de Propulsão mecânica com Seguimento - 1 apito longo em intervalos não</p><p>superiores a 2 minutos.</p><p>Embarcações de Propulsão Mecânica sob Máquinas, mas parada e sem seguimento - 2 apitos</p><p>longos sucessivos em intervalos não superiores a 2 minutos.</p><p>Embarcação sem Governo - 1 apito longo, seguido de 2 apitos curtos em intervalos não superiores</p><p>a 2 minutos.</p><p>Embarcação Rebocada - 1 apito longo e 3 apitos curtos.</p><p>48</p><p>Observe o extrato do RIPEAM abaixo:</p><p>Pôde-se observar que uma embarcação sem governo tem a preferência sobre as demais</p><p>embarcações.</p><p>49</p><p>50</p><p>51</p><p>Regras de Manobras</p><p>52</p><p>Questionários Diversos</p><p>RIPEAM</p><p>1- Uma embarcação alcançando a outra tem a preferência de passagem, ou não, e como deve se</p><p>proceder tal manobra?</p><p>R não, a que está com maior velocidade, alcançadora, deverá manobrar para passar pela outra.</p><p>2- Um apito curto significa:</p><p>R estou guinando para boreste</p><p>3-Dois apitos longos seguidos de dois curtos significam:</p><p>R estou ultrapassando por bombordo.</p><p>4-Dois apitos longos de dois em dois minutos significam:</p><p>R embarcação parada, em visibilidade restrita.</p><p>5- As luzes de navegação mais comuns, em embarcação de esporte e recreio:</p><p>R uma luz branca a vante, uma luz branca a ré, luz verde a boreste e encarnada a bombordo.</p><p>6- O holofote pode ser utilizado:</p><p>R para sinalizar perigo a outra embarcação.</p><p>7- Em visibilidade restrita, a embarcação que detectar a presença de outra em situação de risco de</p><p>colisão deverá:</p><p>R Manobrar independente da manobra do outro.</p><p>8- O que vem a ser velocidade de segurança, e o que devemos fazer quando cruzamos com outras</p><p>embarcações atracadas ou fundeadas ou mesmo localizadas as margens dos rios e canais?</p><p>R É a velocidade que possibilita uma ação apropriada e eficaz de evitar uma colisão e de parar a</p><p>embarcação a uma distancia segura: devemos diminuir a velocidade.</p><p>9-Os sinais sonoros que devem ser emitidos por apitos, buzinas ou ainda sinos, são utilizados em</p><p>três situações:</p><p>R Manobra, advertência e baixa visibilidade.</p><p>10-Embarcação a motor com mais de 12 metros, com uma luz branca onde melhor possa ser vista:</p><p>R está fundeada.</p><p>11-O termo "embarcação a vela" designa:</p><p>R qualquer embarcação sob vela desde que sua máquina de propulsão se houver, não esteja em uso.</p><p>12-Uma embarcação a vela em movimento deverá exibir:</p><p>R luzes de bordo e luz de alcançado.</p><p>13-Uma embarcação navegando a vela, quando também usando sua propulsão mecânica, deve</p><p>exibir a vante, onde melhor pode ser visto:</p><p>a) Uma marca em forma de cone, com vértice para baixo.</p><p>14- O termo “em movimento” se aplica a todas as embarcações que:</p><p>R Não se encontram fundeadas, amarradas a terra ou encalhadas.</p><p>15-O ângulo ideal, entre duas embarcações, é de:</p><p>R 90°.</p><p>53</p><p>16-Uma embarcação com comprimento igual ou superior a 100m, fundeada, em visibilidade</p><p>restrita, deverá soar:</p><p>R o sino a vante e o gongo a ré.</p><p>17- As embarcações de esporte e recreio, sem propulsão a motor, com menos de 5 metros de</p><p>comprimento, à noite, estão:</p><p>R dispensadas de usar buzina ou outro dispositivo que a substitua.</p><p>18-No rio onde duas lanchas de esporte e recreio nevegam em rumos opostos, como deverá ser a</p><p>manobra e quem tem a preferência:</p><p>R a que vem a favor da corrente deverá se posicionar no meio do rio e a outra na sua margem de</p><p>boreste, sendo que a que vem a favor da corrente tem preferência.</p><p>19-Um veleiro e uma lancha vinham navegando em rumos cruzados tendo preferência de passagem</p><p>o veleiro que não manobrou e esperou que a lancha guinasse, enquanto se aproximava rapidamente</p><p>dela. Houve uma colisão das duas embarcações. Podemos concluir que:</p><p>R apesar de a lancha ter errado por não manobrar, para evitar o acidente, o veleiro não pode ser</p><p>isentado de culpa, pois a embarcação que tem preferência deverá manobrar para evitar a colisão,</p><p>caso a outra, obrigada a manobrar, não o faça.</p><p>20-Uma embarcação de esporte e recreio deverá evitar cruzar uma via de tráfego, tanto quanto</p><p>possível, porém, se for necessária tal manobra, deverá fazer:</p><p>R de forma a cruzar perpendicularmente a via de tráfego.</p><p>Carta 12.000</p><p>1- A abreviatura "AV" significa</p><p>R areia verde.</p><p>2- O que significa “CHM”</p><p>R Chaminé.</p><p>2- A abreviatura “B” significa:</p><p>R Branca.</p><p>3- A abreviatura “AERO” significa:</p><p>R Aerofarol.</p><p>4- A abreviatura "Lp" significa:</p><p>R lampejo.</p><p>5- O que significa a abreviatura "F.E":</p><p>R luz fixa encarnada.</p><p>6- A abreviatura "Acor" significa:</p><p>R fundo misto de areia e coral.</p><p>7- Uma arrebentação é simbolizada numa carta náutica pelas</p><p>letras:</p><p>R Arreb.</p><p>8- Um pesqueiro é representado numa carta náutica pelas letras:</p><p>R Pesq.</p><p>23-O símbolo na carta de instrução, que é uma linha preta cortada por vários traços pequenos</p><p>perpendiculares, significa:</p><p>54</p><p>R linha férrea.</p><p>GPS e DGPS</p><p>1- A precisão horizontal do GPS para usuário do SPS poderá ter um erro máximo de:</p><p>R 100 metros.</p><p>2- No Brasil, o alcance nominal das transmissões do DGPS é de:</p><p>R 200 milhas.</p><p>3- A sigla SA associada ao GPS significa:</p><p>R disponibilidade seletiva.</p><p>4- A sigla PPS associada ao GPS significa:</p><p>R Serviço de posicionamento preciso.</p><p>5- A sigla DOP associada ao GPS significa:</p><p>R Diluição da precisão da posição.</p><p>6- No GPS, WGS-84 vem a ser:</p><p>R referência geográfica para navegação inercial.</p><p>7- A intensidade do sinal para que um receptor GPS adquira os satélites é maior que a intensidade</p><p>do sinal necessária para que ele acompanhe os satélites. Essa proporção é cerca de:</p><p>R 5 vezes.</p><p>8- A técnica diferencial aplicada ao GPS foi desenvolvida para:</p><p>R Obter maior precisão de posicionamento do SPS.</p><p>9- A precisão do DGPS depende da distancia entre:</p><p>R A estação DGPS e a embarcação.</p><p>10- A precisão de uma posição GPS depende, também, da geometria da situação. O receptor GPS</p><p>leva em conta um princípio da geometria denominado:</p><p>R diluição geométrica da precisão.</p><p>11- A posição GPS é baseada na:</p><p>R medição de distância aos satélites do sistema.</p><p>12- Para determinação da posição, o receptor GPS:</p><p>R mede as distâncias a diversos satélites do sistema.</p><p>13- O segmento do sistema GPS que monitora e controla o sistema, chama-se:</p><p>R terrestre.</p><p>14- O segmento constituído pelos receptores GPS e equipamentos associados, chama-se:</p><p>R usuário.</p><p>15-O segmento especial do GPS foi projetado para garantir, com probabilidade de 95%, que em</p><p>qualquer ponto da superfície da terra, sempre estariam acima do horizonte um mínimo de:</p><p>R 4 satélites.</p><p>Publicações</p><p>1- Todas as cartas náuticas publicadas pela DHN estão listadas:</p><p>R catálogo de cartas e publicações.</p><p>55</p><p>2- Os avisos-rádio são classificados em:</p><p>R avisos de área, avisos costeiros e avisos locais.</p><p>3- Os avisos locais são referentes às informações:</p><p>R no interior dos rios, lagos e lagoas.</p><p>4- O aviso que introduz alterações definitivas nas cartas náuticas e publicações de auxilio a</p><p>navegação chama-se:</p><p>R Definitivo.</p><p>5-As informações sobre alterações que afetam a segurança da navegação chegam aos navegantes</p><p>pela transmissão via rádio de:</p><p>R avisos - radio.</p><p>6-As alterações, a serem efetuadas nas cartas náuticas, tais como, mudança nas características dos</p><p>faróis, posições de derrelitos, etc., são relacionadas na publicação denominada:</p><p>R aviso aos navegantes.</p><p>7- A publicação que nos fornece as distâncias entre os principais portos brasileiros chama-se:</p><p>R Tábuas de distâncias.</p><p>8- A publicação que contém todas as regras internacionais para uma navegação segura, chama-se:</p><p>R RIPEAM.</p><p>9- A publicação que tem por finalidade reunir todas as informações sobre os serviços radio de</p><p>auxilio a navegação, chama-se</p><p>R Lista de auxilio radio.</p><p>10- A publicação que fornece a previsão das marés para os portos nacionais chama-se:</p><p>R Tábua de marés.</p><p>11- As __________ apresentam informações meteorológicas e oceanográficas de fundamental</p><p>importância para o navegante, tanto na fase de planejamento, como na execução da derrota.</p><p>R Cartas piloto.</p><p>12-A publicação que é constituída por 12 cartas na projeção de mercator, sendo uma para cada mês</p><p>do ano, chama-se:</p><p>R Atlas de Carta Piloto.</p><p>13-O folheto de aviso aos navegantes pode ser encontrado nas capitanias e delegacias dos portos do</p><p>Brasil e sua distribuição é:</p><p>R gratuíta.</p><p>14-O roteiro é dividido em três volumes:</p><p>R Costa Norte, Leste e Sul.</p><p>15- As informações sobre os satélites, necessárias para a operação dos receptores do GPS, chama-</p><p>se:</p><p>R Almanaque.</p><p>Cartas Náuticas</p><p>1- Numa carta náutica as marcações das diversas luzes são sempre mostradas para:</p><p>R quem vem do mar.</p><p>56</p><p>2- As linhas cheias, paralelas a margem lateral das cartas, representam:</p><p>R meridianos.</p><p>3- Para traçar uma direção, na carta náutica, usa-se:</p><p>R a rosa-dos-ventos e a régua paralela.</p><p>4- As profundidades encontradas nas cartas náuticas brasileiras, são dadas em relação ao nível</p><p>médio das:</p><p>R baixa-mares de sizígia.</p><p>5- As altitudes de uma carta náutica são em:</p><p>R Metros.</p><p>6- Numa carta náutica, quando as sondagens indicam pouca água e o resto da carta mostra a</p><p>existência de pedras e altos fundos, os espaços em branco entre as profundidades devem ser</p><p>considerados:</p><p>R Como suspeitos.</p><p>7- Numa carta náutica por vezes, não havendo indícios de um alto fundo, sua localização pode</p><p>escapar quando se sondam duas linhas que o ladeiam, sendo essa possibilidade tanto maior quanto:</p><p>R quanto menor for a escala da carta.</p><p>8- Cartas náuticas com escalas entre 1:50.000 e 1:150.000 e destinadas a aterragem de</p><p>determinados portos ou passagens por áreas criticas de perigos a navegação afastada da costa,</p><p>chamam-se:</p><p>R carta de aproximação.</p><p>9- Cartas náuticas abrangendo a representação detalhada de portos, enseadas e fundeadouros, em</p><p>escala maior que 1:50.000, chama-se:</p><p>R cartas de aproximação.</p><p>10- Projeção usada nas cartas náuticas:</p><p>R Mercator.</p><p>Navegação</p><p>1- Círculo máximo da esfera terrestre, que a divide em dois hemisférios:</p><p>R equador terrestre.</p><p>2- O primeiro meridiano, é o que passa pelo:</p><p>R Observatório de Greenwich.</p><p>3- Os paralelos, são círculos menores, paralelos ao:</p><p>R equador.</p><p>4- A milha náutica tem:</p><p>R 1.852m.</p><p>5- Comprimento do arco de meridiano, entre o equador e um dado paralelo, numa carta</p><p>mercatoriana, medido em unidade de minuto de longitude, no equador:</p><p>R milha náutica</p><p>6- A diferença de latitude, entre dois lugares, no mesmo meridiano é:</p><p>R a distância entre dois lugares.</p><p>7- Linhas que unem pontos de mesma declinação:</p><p>57</p><p>R isogônicas.</p><p>8- Quando o norte magnético, coincidir com o norte geográfico, a declinação magnética é:</p><p>R nula.</p><p>9- Quando o norte magnético se encontra a direita do norte verdadeiro, a declinação magnética é:</p><p>R leste.</p><p>10- Ângulo ou arco de meridiano, formado no centro da terra, a partir do equador, até o paralelo do</p><p>lugar, variando de 00° a 90°, norte ou sul:</p><p>R Latitude.</p><p>11- Ângulo formado entre o norte verdadeiro e a linha de proa da embarcação:</p><p>R Rumo verdadeiro.</p><p>12- Ângulo formado entre o norte magnético e a linha de proa da embarcação:</p><p>R rumo magnético.</p><p>13- Ângulo formado entre o norte da agulha e a linha de proa da embarcação:</p><p>R rumo da agulha.</p><p>14- Ângulo formado entre o norte verdadeiro e a linha do alvo:</p><p>R marcação verdadeira.</p><p>15- Ângulo formado entre a linha de proa de uma embarcação e a linha do alvo, por bombordo, de</p><p>000° a 180°:</p><p>R marcação polar bombordo.</p><p>16- Ângulo formado entre a linha de proa de uma embarcação e alinha do alvo, por boreste, de 000°</p><p>a 360°:</p><p>R marcação relativa.</p><p>17- Enfiamento é:</p><p>R O alinhamento de dois pontos, bem definidos em terra.</p><p>18- Quando o triângulo obtido na navegação costeira for de pequenas dimensões, toma-se como</p><p>posição:</p><p>R o centro geométrico.</p><p>19- Caminho em latitude é a distancia:</p><p>R Angular, tomada ao longo de um meridiano qualquer, entre os paralelos que passam por dois</p><p>pontos determinados.</p><p>20- Quando uma posição é calculada, em função de outra, previamente conhecida, utilizando-se o</p><p>rumo, velocidade, correntes, etc. chamamos de navegação:</p><p>R estimada.</p><p>21- O método de determinar a posição provável da embarcação, recorrendo-se somente</p><p>as</p><p>características do seu movimento, a partir de uma posição conhecida, chama-se:</p><p>R navegação estimada.</p><p>22- A diferença de latitude, entre dois lugares, na latitude 0°, é igual:</p><p>R a longitude média, entre os dois lugares.</p><p>58</p><p>Estabilidade</p><p>1- Quando embarcamos, desembarcamos ou removemos pesos a bordo da embarcação, ocorre:</p><p>R Alteração do centro de gravidade.</p><p>2- A força de gravidade aplicada em G e a força de empuxo aplicada em B atuam, respectivamente:</p><p>R de cima para baixo e de baixo para cima.</p><p>3- Para que a embarcação flutue, é necessário que o deslocamento seja:</p><p>R igual a força de empuxo.</p><p>4- O binário formado pela projeção das forças da gravidade e empuxo chama-se:</p><p>R braço e flutuação.</p><p>5- Quando colocarmos pesos em tanques acima do centro de gravidade de uma embarcação, pode</p><p>ocorrer:</p><p>R diminuição da estabilidade.</p><p>6- Se o movimento da embarcação está muito lento dizemos que a embarcação está:</p><p>R com pouca estabilidade.</p><p>7- Quando a embarcação passa de água salgada para água doce seu calado:</p><p>R aumenta.</p><p>8- A condição de equilíbrio instável pode:</p><p>R Emborcar a embarcação.</p><p>9- Quando o trim de uma embarcação é zero, podemos afirmar que ela está</p><p>R Com calados iguais.</p><p>Radar e outros Equipamentos</p><p>1- A medição das distâncias no mar pode ser feita por sistemas eletrônicos ou visuais. O eletrônico</p><p>mais usado é:</p><p>R Radar.</p><p>2- O que faz com que a trajetória das ondas radar encurvem para baixo, acompanhando a curvatura</p><p>da terra, aumentando o horizonte radar em relação ao horizonte geográfico é:</p><p>R o efeito da refração normal.</p><p>3- Num radar, os controles utilizados para tirar as marcações e distâncias com maior precisão são:</p><p>R EBL e VRM.</p><p>4- No indicador de um radar de navegação o controle que permite ter maior precisão da distância de</p><p>um alvo tem a sigla:</p><p>R VRM.</p><p>5- Quando a apresentação do radar é orientada de modo que o norte verdadeiro seja representado</p><p>para cima, na direção 000°, chama-se:</p><p>R estabilizada.</p><p>6- Um auxílio a navegação radar, geralmente instalado em um farol, farolete, boia ou barca-farol,</p><p>que, quando excitado por um radar de navegação, automaticamente retorna um sinal distinto, que</p><p>aparece na tela do radar, chama-se:</p><p>R racon.</p><p>59</p><p>7- No movimento relativo do radar, seu navio permanece:</p><p>R no centro da tela, e os alvos, os navios e os pontos de terra se movem em relação a ele.</p><p>8- Instrumento que registra a velocidade do vento:</p><p>R anemômetro.</p><p>9- Aparelho, a bordo, que indica a pressão atmosférica do ar:</p><p>R barômetro.</p><p>10- O equipamento que consiste em um peso de chumbo de forma troncônica, denominada</p><p>chumbada, tendo na parte superior uma alça e na base um cavado, onde se coloca sabão, com a</p><p>finalidade de alem de medir a profundidade, trazer uma amostra do fundo, chama-se:</p><p>R prumo de mão.</p><p>11- Instrumento de navegação que tem como função indicar o norte magnético da Terra:</p><p>R agulha magnética.</p><p>12- A parte da agulha magnética, que permite que a mesma se mantenha na horizontal, não</p><p>obstante, o jogo da embarcação é o (a):</p><p>R suspensão cardin.</p><p>13- O instrumento que é semelhante a um círculo azimutal, porém, em vez de fendas de visada,</p><p>possui uma luneta telescópica montada sobre um círculo de metal, chama-se:</p><p>R alidade telescópica.</p><p>14- UTILIZANDO A CARTA NÁUTICA ANEXA, RESOLVA A QUESTÃO QUE SE SEGUE:</p><p>Ao avistar, a noite, um farol com as características GR Lp (3) B E, 25 M poderia sintonizá-lo com o</p><p>radiogoniômetro para auxiliar a obter uma reta de marcação?</p><p>R não, pois à noite o efeito noturno não deixaria eu obter uma marcação radiogoniométrica perfeita</p><p>15- O aparelho para controle automático do rumo, permitindo manter a embarcação em um</p><p>determina do rumo sem interferência do timoneiro, chama-se?</p><p>R piloto automático.</p><p>16- Para aterrar com o radar, é oportuno recordar que, geralmente, as linhas da costa são mais</p><p>baixas que as terras do interior e serão estas que fornecerão os primeiros ecos. Para avaliarmos se</p><p>estamos mais próximos do que o radar está indicando deveremos checar a posição com:</p><p>R o ecobatímetro e a carta náutica.</p><p>17- Analisando a imagem de um ecobatímetro podemos dizer que:</p><p>R Os fundos duros são melhores refletores que os fundos macios, produzindo assim um eco mais</p><p>forte.</p><p>18- O setor de visibilidade de um farol é:</p><p>R o ângulo de projeção da luz.</p><p>Outros</p><p>1- A primeira providência, a cair uma pessoa nágua, é:</p><p>R guinar, para o bordo que caiu o náufrago, e dar máquinas atrás.</p><p>2- A escala que apresenta o estado do mar em função da intensidade do vento chama-se:</p><p>R Beaufort.</p><p>60</p><p>Cálculos</p><p>1- Sendo o Da= a 3°E e a dmg=20°W, então a VT será:</p><p>R 017°W.</p><p>2- Sendo o Rv=100°, o Rmg=119° e o Ra= 122°, então os valores da Dmg, VT, e Da serão,</p><p>respectivamente:</p><p>R 19°W, 22°W e 3°W.</p><p>3- Sendo o Rmg=040°, a dmg=17°E e o Da=2°E, os valores de VT e Ra serão:</p><p>R 19°E e 038°.</p><p>4-Uma embarcação navega no rumo verdadeiro 358°, marca um alvo aos 012° verdadeiros, que</p><p>correspondem a 360° na agulha magnética, sendo a dmg=9°E, a Mp e o Da serão:</p><p>R MpBE=014° e 3°E.</p><p>5- O barco A marcou o barco B aos 355° pela agulha magnética e o barco B marcou o barco A pela</p><p>agulha magnética sem desvio, aos 173,5°. Sabendo-se que as marcações forma simultâneas, então, o</p><p>desvio da agulha, do barco A será:</p><p>R 1,5°W.</p><p>6- Um navegante saindo da baía passou a navegar exatamente no rumo sul magnético. Sabendo que</p><p>a declinação magnética é de 20°W, o rumo verdadeiro será de:</p><p>R 160°.</p><p>7- Sendo o rumo verdadeiro igual a 181°, a declinação magnética igual a 21°E e o desvio da agulha</p><p>igual a 5°W, o rumo da agulha será:</p><p>R 165°</p><p>8- Com a declinação magnética de 22°30’W, medida em 1991 e com variação anual de 5’E,</p><p>teríamos uma declinação em 2003 de:</p><p>R 21°30’W.</p><p>9- Um iate com velocidade de 15 nós, sai do ponto A para o ponto B, distante 60 milhas. Sabendo-</p><p>se que o iate saiu do ponto A às 10h, e chegou ao ponto B, às 15h, a velocidade e o sentido da</p><p>corrente serão de:</p><p>R 3 nós contra.</p><p>10- Um barco navega no Rv=090°, a uma velocidade constante de 15 nós. As 19h marca um farol</p><p>na Mv=060°, na distância de 13 milhas. A distância a navegar até, ter o farol pelo meu través a</p><p>partir da posição das 19h, e a distância barco-farol nesta ocasião, serão, respectivamente:</p><p>R 11,3 e 6,5 milhas.</p><p>11- Sendo a distância a navegar, de 1.800 milhas, a marcha média de 11 nós, a hora de partida</p><p>18:32 do dia 30/01/96, logo o dia e a hora de chegada serão:</p><p>R 06/02/96 às 14:32.</p><p>12- Para um observador situado, num ponto A, da superfície terrestre, com longitude 080°32'E e</p><p>outro observador situado num ponto B, com longitude 120°40'W, a diferença de longitude entre</p><p>esses observadores será:</p><p>R 158°48'.</p><p>13- UTILIZANDO A CARTA NAUTICA ANEXA, RESOLVA A QUESTÃO QUE SE SEGUE:</p><p>Qual a marcação e distância de Ponta Negra quando minha embarcação estava na posição de</p><p>LAT=23°04’S e LON=042°38’W.</p><p>R 335°, 7 milhas.</p><p>61</p><p>14- UTILIZANDO A CARTA NAUTICA ANEXA, RESOLVA A QUESTÃO QUE SE SEGUE:</p><p>Estava fazendo meu planejamento de singradura enquanto verificava os pontos de mudança de</p><p>rumo. Sabendo-se que a minha velocidade de cruzeiro seria de 15 nós e o rumo escolhido desde a</p><p>ilha rasa pelo meu través, até Cabo Frio pelo meu través, seria de 090° e o seguinte seria 060°, qual</p><p>a distância total a navegar entre os dois pontos de mudança de rumo e quanto tempo levaria? Dados:</p><p>Posição Inicial LAT=23°02’S e LONG=042°09’W. Posição da 2ª mudança de rumo LAT=23°02’S</p><p>e LONG=042°00’W:</p><p>R 63’, aproximadamente 4 horas e 10 min.</p><p>15- UTILIZANDO A CARTA NÁUTICA ANEXA, RESOLVA A QUESTÃO QUE SE SEGUE:</p><p>Sabendo que minha embarcação navega com velocidade de 15 nós e existe uma corrente</p><p>para W, de</p><p>3 nós sendo que meu rumo atual é de 090°, quantas horas levarei entre a Ilha Redonda, pelo meu</p><p>través e a Ponta Negra, também pelo meu través?</p><p>R 2 horas e 20 minutos.</p><p>16- UTILIZANDO A CARTA NÁUTICA ANEXA, RESOLVA A QUESTÃO QUE SE SEGUE:</p><p>vindo de W que marcação de segurança devo estabelecer da Ilha Cagarra mais meridional para</p><p>evitar as pedras ao sul das Ilhas Tijucas?</p><p>R Não marcar a menos de 1 milha.</p><p>17- Qual a amplitude da maré no porto de Salvação, sabendo-se que a hora da preamar do porto</p><p>considerado é de 08h40min e a baixa-mar subseqüente é 11h35min:</p><p>0432-0,4 0348-0,5 0450-0,2 0923-1,3 0832-1,0 0840-0,9 SEG 1207-0,9 TER 1117-0,4 QUA 1135-</p><p>0,1 1515-2,0 1440-1,1 1742-1,0 2019-0,8 1923-0,3 2329-0,3 2238-1,2:</p><p>R 0,8.</p><p>18- Qual o rumo no fundo que a minha embarcação estará desenvolvendo, sabendo-se que minha</p><p>agulha giroscópica registra 060°, existe uma corrente de 5 nós na direção NW, minha velocidade é</p><p>10 nós e que o erro da giro é desprezível?</p><p>R 030°.</p><p>Exercício com o</p><p>Professor</p><p>Régua, Compasso, Calculadora, Lápis,</p><p>Borracha e Carta Náutica</p><p>Vamos Navegar</p><p>a outro objeto e uma</p><p>determinada DIREÇÃO DE REFERÊNCIA, medido a partir da DIREÇÃO DE REFERÊNCIA.</p><p>Esta DIREÇÃO DE REFERÊNCIA pode ser:</p><p>NORTE VERDADEIRO (ou GEOGRÁFICO)</p><p>NORTE MAGNÉTICO</p><p>NORTE DA AGULHA</p><p>PROA DO NAVIO</p><p>5</p><p>Conforme a DIREÇÃO DE REFERÊNCIA, a marcação será denominada:</p><p>MARCAÇÃO VERDADEIRA (M ou Mv): ângulo</p><p>horizontal entre o NORTE VERDADEIRO e a linha que</p><p>une o navio ao objeto marcado, medido de 000º a 360º, no</p><p>sentido do movimento dos ponteiros de um relógio, a partir</p><p>do NORTE VERDADEIRO.</p><p>MARCAÇÃO MAGNÉTICA (Mmg): ângulo horizontal</p><p>entre o NORTE MAGNÉTICO e a linha que une o navio ao</p><p>objeto marcado, medida de 000º a 360º, no sentido horário,</p><p>a partir do NORTE MAGNÉTICO.</p><p>MARCAÇÃO DA AGULHA (Mag): ângulo horizontal</p><p>entre o NORTE DA AGULHA e a linha que une o navio ao</p><p>objeto marcado, medido de 000º a 360º, no sentido horário,</p><p>a partir do NORTE DA AGULHA.</p><p>Quando a DIREÇÃO DE REFERÊNCIA é a PROA DO NAVIO, a marcação pode ser denominada</p><p>de MARCAÇÃO RELATIVA ou MARCAÇÃO POLAR.</p><p>MARCAÇÃO RELATIVA (Mr): é o ângulo</p><p>horizontal entre a PROA e a linha que une o</p><p>navio ao objeto marcado (linha do alvo),</p><p>medido de 000º a 360º, no sentido horário, a</p><p>partir da PROA.</p><p>Então, teremos Mv = Mr + R</p><p>MARCAÇÃO POLAR (Mp): é o ângulo</p><p>formado a partir da proa para BORESTE (BE)</p><p>ou para BOMBORDO (BB), de 000º a 180º.</p><p>Recebe sempre uma designação (BE ou BB).</p><p>A MILHA NÁUTICA</p><p>DISTÂNCIA entre dois pontos na superfície da Terra é a separação espacial entre eles, expressa</p><p>pelo comprimento da linha que os une. Em navegação as DISTÂNCIAS são normalmente medidas</p><p>em MILHAS NÁUTICAS.</p><p>MILHA NÁUTICA (ou MILHA MARÍTIMA ) mais resumidamente, pode-se definir como sendo</p><p>o COMPRIMENTO DO ARCO DE 1’ DE LATITUDE . Fixou-se, por um Acordo Internacional</p><p>(1929), o valor da milha náutica em 1852 METROS, independentemente da Latitude do lugar.</p><p>Pode-se, então, definir uma MILHA NÁUTICA como o comprimento do arco de um minuto de</p><p>meridiano terrestre e dizer que seu valor é de 1852 METROS.</p><p>A VELOCIDADE NO MAR</p><p>VELOCIDADE é distância percorrida na unidade de tempo. Em navegação, a unidade de</p><p>velocidade comumente utilizada é o NÓ, que corresponde à velocidade de 1 MILHA NÁUTICA</p><p>POR HORA.</p><p>6</p><p>VELOCIDADE NO FUNDO (vel fd) é a expressão que designa velocidade ao longo da derrota</p><p>realmente seguida, em relação ao fundo do mar, desde o ponto de partida até um ponto de chegada.</p><p>VELOCIDADE DE AVANÇO (SOA, do inglês “SPEED OF ADVANCE”) é a expressão usada</p><p>para indicar a velocidade com que se pretende progredir ao longo da derrota planejada. É um</p><p>importante dado de planejamento, com base no qual são calculados os ETA (“ESTIMAED TIME</p><p>OF ARRIVAL” ou HORA ESTIMADA DE CHEGADA) e os ETD (“ESTIMATED TIME OF</p><p>DEPARTURE” ou HORA ESTIMADA DE PARTIDA) aos diversos pontos e portos da derrota</p><p>planejada.</p><p>OUTRAS UNIDADES DE MEDIDA UTILIZADAS EM NAVEGAÇÃO</p><p>MEDIDAS DE DISTÂNCIAS</p><p>1 jarda = 3 pés = 0,914 m</p><p>Na realidade, 1 milha náutica tem 2.025,37 jardas. Entretanto, de modo aproximado, muitas vezes</p><p>considera-se, em navegação, 1 milha = 2.000 jardas.</p><p>1 amarra = 100 braças = 200 jardas = 183 m</p><p>MEDIDAS DE PROFUNDIDADES</p><p>1 m = 3,281 pés = 1,09 jardas = 0,55 braças</p><p>1 pé = 12 polegadas = 0,3048 m</p><p>1 braça = 2 jardas = 6 pés = 1,83 m</p><p>MAPAS E CARTAS</p><p>MAPA : é a representação do globo terrestre. Os mapas, normalmente, não têm caráter técnico ou</p><p>científico especializado, servindo apenas para fins ilustrativos ou culturais e exibindo suas</p><p>informações por meio de cores e símbolos.</p><p>CARTA : é, também, uma representação da superfície terrestre sobre um plano, mas foi</p><p>especialmente traçada para ser usada em navegação ou outra atividade técnica ou científica,</p><p>servindo não só para ser examinada, mas, principalmente, para que se trabalhe sobre ela na</p><p>resolução de problemas gráficos, onde os principais elementos serão ângulos e distâncias, ou na</p><p>determinação da posição através das coordenadas geográficas (latitude e longitude).</p><p>As CARTAS permitem medições precisas de distâncias e direções. Desta forma, os documentos</p><p>cartográficos utilizados em navegação são sempre chamados de Cartas, ou, mais precisamente,</p><p>Cartas Náuticas.</p><p>A PROJEÇÃO DE MERCATOR – Usadas nas Cartas Náuticas</p><p>Exercício</p><p>Um iate com velocidade de 15 nós, sai do ponto A para o ponto B, distante 60 milhas (MN).</p><p>Sabendo-se que o iate saiu do ponto A, as 10:00h, e chegou ao ponto B, às 15:00, a velocidade e</p><p>o sentido da corrente serão de:</p><p>A) 3 nós, a favor B) 3 nós, contra C) 5 nós, a favor D) 5 nós, contra</p><p>Um barco navega no Rv=090º, a uma velocidade constante de 15 nós. Às 19:00 horas, marca um</p><p>farol na Mv=060º, na distância de 13 milhas. A distância a navegar até ter o farol pelo meu través</p><p>a partir da posição das 19:00 horas, e a distância barco-farol, nesta ocasião, serão,</p><p>respectivamente em milhas:</p><p>A) 11,3 e 6,5 B) 15 e 6,5 C) 6,5 e 15 D) 7,5 e 6,5</p><p>7</p><p>Uma exigência básica para utilização de um sistema</p><p>de projeção em Cartografia Náutica é que</p><p>represente as loxodromias, ou linhas de rumo, por</p><p>linhas retas. Essa condição indispensável é atendida</p><p>pela Projeção de Mercator, nome latino do seu</p><p>idealizador, Gerhard Krämer, cartógrafo nascido em</p><p>Flanders, em 1512. Mercator publicou, em 1569, sua</p><p>Carta Universal (planisfério), na qual as loxodromias</p><p>eram representadas por linhas retas.</p><p>VANTAGENS DA PROJEÇÃO DE MERCATOR</p><p>1. Os meridianos são representados por linhas retas, os paralelos e o equador são representados por</p><p>um segundo sistema de linhas retas, perpendicular à família de linhas que representam os</p><p>meridianos.</p><p>2. É fácil identificar os pontos cardiais numa Carta de Mercator.</p><p>3. É fácil plotar um ponto numa Carta de Mercator conhecendo-se suas coordenadas geográficas</p><p>(Latitude e Longitude). É fácil determinar as coordenadas de qualquer ponto representado numa</p><p>Carta de Mercator.</p><p>4. Os ângulos medidos na superfície da Terra são representados por ângulos idênticos na carta;</p><p>assim, direções podem ser medidas diretamente na carta. Na prática, distâncias também podem ser</p><p>medidas diretamente na carta.</p><p>5. As LINHAS DE RUMO ou LOXODROMIAS são representadas por linhas retas.</p><p>6. Facilidade de construção (construção por meio de elementos retilíneos).</p><p>7. Existência de tábuas para o traçado do reticulado.</p><p>A CARTA NÁUTICA;</p><p>UTILIZAÇÃO E INTERPRETAÇÃO DE UMA CARTA NÁUTICA NA PROJEÇÃO DE</p><p>MERCATOR</p><p>As Cartas Náuticas do I Plano Cartográfico obedecem à seguinte classificação, em função do trecho</p><p>abrangido:</p><p>– CARTAS GERAIS : abrangem um extenso trecho, têm escala menor que 1:3.000.000 e se</p><p>destinam ao estudo de grandes derrotas oceânicas;</p><p>– CARTAS DE GRANDES TRECHOS: têm escalas compreendidas entre 1:1.500.000 e</p><p>1:3.000.000 e se destinam à navegação fora do alcance de faróis e pontos de terra. Incluem-se nesta</p><p>classificação as cartas nº 10, 20 e 30.</p><p>– CARTAS DE MÉDIOS TRECHOS : têm escalas compreendidas entre 1:500.000 e 1:1.500.000</p><p>e também se destinam à navegação fora do alcance de faróis e pontos de terra.</p><p>Incluem-se nesta classificação as cartas da série de dezenas 40 a 90, todas com a mesma unidade; e</p><p>– CARTAS DE PEQUENOS TRECHOS: têm escalas entre 1:150.000 e 1:500.000 e se destinam</p><p>à navegação costeira. As cartas da série de centenas 100 a 2200, na escala básica 1:300.000, todas</p><p>com a mesma unidade, estão incluídas nesta divisão.</p><p>Além das cartas definidas no I Plano Cartográfico Náutico Brasileiro, a DHN publica, também, as</p><p>denominadas CARTAS PARTICULARES , abrangendo reduzidos trechos da costa ou destinadas à</p><p>representação de portos, baías, enseadas, fundeadouros e suas proximidades.</p><p>As CARTAS PARTICULARES são construídas em escala maior que 1:150.000 e subdivididas</p><p>nos seguintes grupos:</p><p>1. CARTAS DE APROXIMAÇÃO : geralmente com escala entre 1:50.000 e 1:150.000 e</p><p>destinadas à aterragem de determinados portos ou passagens por áreas críticas de perigos à</p><p>navegação afastadas da costa; e</p><p>2. CARTAS DE PORTO: abrangendo a representação detalhada de portos, baías, enseadas e</p><p>fundeadouros, em escala maior que 1:50.000, de acordo com a importância do porto, sendo</p><p>consideradas também a quantidade e a natureza dos perigos da região (quando a escala é igual ou</p><p>maior que 1:25.000, podem ser denominadas de Planos).</p><p>8</p><p>PARTES DE UMA CARTA:</p><p>a. RETICULADO</p><p>Em uma Carta de Mercator, o conjunto dos meridianos e paralelos é denominado reticulado. Ao</p><p>longo dos meridianos extremos da carta está representada a escala de latitudes (onde devem ser</p><p>sempre medidas as distâncias). Ao longo dos paralelos superior e inferior da carta está representada</p><p>a escala de longitudes.</p><p>As linhas cheias paralelas a margem lateral da carta representam os MERIDIANOS. E as linhas</p><p>cheias paralelas as margens de cima ou de baixo da carta, representam os PARALELOS.</p><p>b. ESCALA</p><p>Escala é definida como a relação entre um valor gráfico, na Carta, e o valor real correspondente, na</p><p>superfície da Terra. A escala de uma carta proporciona uma idéia da relação existente entre o trecho</p><p>da Terra abrangido pela carta e sua representação na mesma. Quanto maior o denominador da</p><p>escala, menor a escala.</p><p>Quanto MAIOR a escala de uma carta, MAIS DETALHADA pode ser a representação do</p><p>trecho da Terra por ela abrangido.</p><p>Quanto MENOR a escala de uma carta, MENOS DETALHADA pode ser a representação do</p><p>trecho da Terra por ela abrangido, desta forma, a localização de um alto fundo pode escapar,</p><p>quando se sondam duas linhas que o margeiam.</p><p>De uma forma muito genérica, as classificações “pequena escala”, “média escala” e “grande escala”</p><p>abrangem os seguintes tipos de carta:</p><p>Pequena escala</p><p>Navegação oceânica (alto-mar)........... ............................escala menor que 1:1.500.000</p><p>Média escala</p><p>Travessia (passagem)/aterragem ..................................... 1:1.500.000 – 1:750.000</p><p>Cabotagem .......................................................................1:500.000 – 1:150.000</p><p>Grande escala</p><p>Aproximação de portos/águas costeiras restritas ...... ..... 1:150.000 – 1:50.000</p><p>portos/ancoradouros/canais estreitos .... ..........................1:50.000 e acima</p><p>c. TÍTULO DA CARTA NÁUTICA</p><p>O título da Carta Náutica traz informações importantes, que devem ser lidas com atenção.</p><p>1. Área geográfica geral e trecho da costa em que se situa a área representada na Carta.</p><p>Para efeitos de Cartografia Náutica, a costa do Brasil é dividida em:</p><p>COSTA NORTE: do Cabo Orange ao Cabo Calcanhar.</p><p>COSTA LESTE: do Cabo Calcanhar ao Cabo Frio.</p><p>COSTA SUL: do Cabo Frio ao Arroio Chuí.</p><p>Na Figura abaixo (título da Carta Náutica Nº 100), a área geográfica geral é o BRASIL e o trecho</p><p>da costa representado na carta situa-se na COSTA NORTE.</p><p>2. Referência geográfica específica, que consiste na descrição da área representada na Carta, do</p><p>norte para o sul. Na figura: DO CABO ORANGE À ILHA DE MARACÁ.</p><p>3. Informações sobre a data dos Levantamentos Hidrográficos que deram origem à Carta.</p><p>4. Unidade de medida das profundidades, com menção genérica ao “datum vertical” usado na Carta.</p><p>Nas nossas Cartas Náuticas as profundidades (sondagens) são representadas em metros, tendo</p><p>como “datum vertical” o nível médio das baixa-mares de sizígia.</p><p>9</p><p>5. Unidade de medida das altitudes e plano de referência usado como origem.</p><p>As altitudes, nas nossas Cartas Náuticas, são medidas em metros, tendo como origem o Nível</p><p>Médio do mar.</p><p>6. Referência para Símbolos e Abreviaturas utilizados na Carta Náutica.</p><p>O título da Carta informa que a Carta Nº 12.000 – INT1 – SÍMBOLOS E ABREVIATURAS (que,</p><p>na realidade, é uma publicação, conforme será adiante explicado) deve ser utilizada para sua correta</p><p>interpretação.</p><p>7. Escala Natural e paralelo de referência.</p><p>A Escala Natural da Carta Náutica é mostrada no título, acompanhada do valor do paralelo de</p><p>referência, que normalmente corresponde à Latitude Média do trecho abrangido pela Carta.</p><p>8. O nome da projeção usada (Projeção de Mercator em quase todas as nossas Cartas Náuticas).</p><p>9. O “datum horizontal” usado na Carta.</p><p>Esta informação torna-se muito importante após o advento dos sistemas de navegação por satélite,</p><p>que fornecem posições referidas ao Sistema Geodésico Mundial (WGS). Muitas vezes,</p><p>especialmente nas cartas de grande escala, para plotar as posições-satélite nas Cartas Náuticas</p><p>referidas a um “datum” regional ou local são necessárias correções, que devem ser informadas em</p><p>nota de precaução inserida na Carta.</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>5</p><p>6</p><p>7</p><p>8</p><p>9</p><p>10</p><p>d. NOTAS DE PRECAUÇÃO E EXPLANATÓRIAS</p><p>As Cartas Náuticas podem conter notas de precaução ou explanatórias, de preferência colocadas</p><p>próximas ao título , abordando assuntos diversos, como áreas de navegação ou fundeio proibidos,</p><p>existência de marés ou correntes anormais, anomalias magnéticas, etc.</p><p>e. INFORMAÇÕES SOBRE MARÉS E CORRENTES</p><p>Também podem constar das Cartas Náuticas informações sobre marés e correntes. Tais informações</p><p>são importantes para o planejamento e a condução da navegação.</p><p>f. ROSA DOS VENTOS OU ROSA DE RUMOS</p><p>A Carta Náutica apresenta uma ou mais rosas verdadeiras (Chamadas Rosas dos Ventos), em</p><p>lugares particularmente selecionados para o seu uso, a fim de permitir a obtenção ou o traçado de</p><p>rumos e marcações verdadeiros. Além disso, no interior das rosas de rumos verdadeiros aparecerá</p><p>sempre o valor da declinação magnética, junto com o ano e sua variação anual, sendo representada,</p><p>também, a rosa de rumos magnéticos.</p><p>Para se traçar uma reta, uma direção, na carta náutica, utiliza-se a rosa dos ventos e a régua paralela.</p><p>g. AUXÍLIOS À NAVEGAÇÃO</p><p>Os faróis, faroletes, radiofaróis, luzes de alinhamento, luzes particulares notáveis, balizas, bóias</p><p>cegas e luminosas, equipamentos RACON e demais auxílios à navegação são representados na</p><p>Carta Náutica, com simbologia própria, registrada na Carta Nº 12.000 – INT1 – SÍMBOLOS E</p><p>ABREVIATURAS.</p><p>h. DEMAIS ELEMENTOS REPRESENTADOS NA PARTE TERRESTRE DA CARTA</p><p>NÁUTICA</p><p>A parte terrestre de uma Carta Náutica representa o contorno da linha de costa (a linha de</p><p>contorno corresponde à preamar), ilhas, curvas de nível, altitudes, pontos notáveis à navegação</p><p>(acidentes naturais e artificiais), instalações portuárias (cais, piers, trapiches, docas, molhes, etc.) e</p><p>outras informações de interesse da navegação.</p><p>11</p><p>Obs: Quando numa carta náutica, as sondagens indicam pouca água e o resto da carta mostra pedras</p><p>e alto-fundos, os espaços em branco entre as profundidades devem ser considerados como</p><p>SUSPEITOS.</p><p>SÍMBOLOS E ABREVIATURAS</p><p>Conforme visto, para correta interpretação e utilização de uma Carta Náutica é necessário dispor da</p><p>Carta Nº 12.000 – INT1 – SÍMBOLOS E ABREVIATURAS e consultá-la freqüentemente.</p><p>CORREÇÃO DE CARTAS A BORDO</p><p>Ao usar uma carta recém- adquirida, o navegante deve verificar se não há nenhum Aviso</p><p>Permanente que a tenha alterado, após o último Aviso nela registrado, e deve anotar todos os</p><p>Avisos-Rádio, Temporários e Preliminares que a afetam e continuam em vigor, de acordo com o</p><p>último Folheto Quinzenal de Avisos aos Navegantes.</p><p>AGULHAS MAGNÉTICAS</p><p>A AGULHA MAGNÉTICA (BÚSSOLA) é</p><p>um dos mais antigos instrumentos de navegação</p><p>e, com poucos melhoramentos, é usada ainda</p><p>hoje em dia por todos os navegantes qualquer</p><p>que seja o tipo ou porte do navio ou</p><p>embarcação.</p><p>Uma Agulha Magnética consiste de uma Rosa</p><p>Circular , graduada de 000º a 360º, apoiada no</p><p>seu centro, livre para girar em torno de um eixo</p><p>vertical (estilete), flutuando em uma cuba cheia</p><p>de um líquido, que pode ser uma mistura de</p><p>água e álcool (para não congelar) ou um</p><p>destilado fino de petróleo, semelhante ao</p><p>varsol.</p><p>Suspensão Cardim – É a parte da agulha magnética, que permite que a mesma se mantenha na</p><p>horizontal, não sofrendo interferência do jogo do navio.</p><p>Para se deslocar de</p><p>João Pessoa para outro</p><p>estado, por exemplo,</p><p>temos que adquirir as</p><p>cartas náuticas</p><p>relativas ao</p><p>local.</p><p>Utilize apenas lápis</p><p>grafite para escrever</p><p>na Carta Náutica. E</p><p>para apagar,</p><p>borracha macia.</p><p>Não esqueça.</p><p>12</p><p>VANTAGENS E LIMITAÇÕES DAS AGULHAS MAGNÉTICAS</p><p>a. VANTAGENS</p><p>- A Agulha Magnética é um instrumento comparativamente simples, que opera independente de</p><p>qualquer fonte de energia elétrica;</p><p>- Requer pouca (quase nenhuma) manutenção;</p><p>- É um equipamento robusto, que não sofre avarias com facilidade; e</p><p>- Seu custo é relativamente baixo.</p><p>b. DESVANTAGENS</p><p>- A Agulha Magnética busca o Norte Magnético, em lugar do Norte Verdadeiro (ou Geográfico);</p><p>- É afetada por material magnético ou equipamentos elétricos;</p><p>- Não é tão precisa e fácil de usar como uma Agulha Giroscópica;</p><p>- Normalmente, suas informações não podem ser transmitidas com facilidade para outros sistemas.</p><p>CONCEITO DE DECLINAÇÃO MAGNÉTICA</p><p>Pode-se dizer que a Declinação Magnética em</p><p>um determinado local é o ângulo entre o Norte</p><p>Verdadeiro e o Norte Magnético no local. A</p><p>Declinação Magnética é considerada NULA</p><p>quando o NORTE MAGNÉTICO coincidir</p><p>com o NORTE GEOGRÁFICO.</p><p>A Declinação Magnética é expressa em graus</p><p>e minutos, recebendo uma designação Leste ou</p><p>Oeste, para indicar de que lado do Meridiano</p><p>Verdadeiro está o Meridiano Magnético.</p><p>A Declinação Magnética varia de local para</p><p>local na superfície de Terra, em virtude das</p><p>irregularidades das linhas de força do campo</p><p>magnético terrestre.</p><p>13</p><p>Ademais, enquanto os Pólos Verdadeiros (ou Geográficos) são fixos, os Pólos Magnéticos da</p><p>Terra variam de posição. Desta forma, a Declinação Magnética de um local também varia ao longo</p><p>do tempo.</p><p>As Cartas Náuticas informam ao navegante, para as áreas nela representadas, o valor da</p><p>Declinação Magnética e de sua Variação Anual.</p><p>As linhas que unem pontos de mesma declinação são chamadas de ISOGÔNICAS.</p><p>PERTURBAÇÕES DA AGULHA; DESVIOS</p><p>Uma agulha magnética livremente suspensa, quando situada em Terra, em local isento de outras</p><p>influências magnéticas, permanece orientada na direção do meridiano magnético (linha de força do</p><p>campo magnético terrestre). A bordo, porém, existem outros campos magnéticos, provenientes dos</p><p>ferros e aços de que o navio é construído e dos equipamentos elétricos instalados, o que pode</p><p>desviar a direção da agulha magnética.</p><p>O Desvio da Agulha é definido como o ângulo entre o Norte Magnético e o Norte da Agulha.</p><p>Com isso devemos ter cuidado com a variação total (VT) que é baseada no Norte verdadeiro.</p><p>Ex 1: Se na Figura 1 a declinação magnética for de 10ºW e o desvio da agulha é de 10ºW a VT</p><p>será de 20ºW.</p><p>Ex 2: Se na Figura 2 a declinação magnética for de 20ºW e o desvio da agulha é de 10ºE a VT</p><p>será de 10ºW.</p><p>CONVERSÃO DE RUMOS E MARCAÇÕES</p><p>Nos problemas de conversão de Rumos e Marcações é importante recordar sempre que:</p><p>- Só se traçam na Carta Marcações e Rumos Verdadeiros.</p><p>- O valor da Declinação Magnética (para o local e ano) deve ser obtido da Carta Náutica da região.</p><p>- Os Desvios da Agulha variam em função do rumo do navio (ou embarcação) e devem ser obtidos</p><p>da Curva de Desvios da Agulha.</p><p>- Nos problemas de conversão de Rumos e Marcações, os valores da Declinação Magnética, do</p><p>Desvio da Agulha, dos Rumos e Marcações devem ser aproximados a 0,5º (meio grau).</p><p>A solução dos problemas de conversão de Rumos e</p><p>Marcações fica muito facilitada se for traçado, para cada</p><p>caso, o diagrama correspondente (“calunga”),</p><p>como ilustrado na figura, que resolve a seguinte questão:</p><p>Em um local onde o valor da Declinação Magnética é Dec</p><p>mg = 20ºW, o navio governa no Rumo da Agulha Rag =</p><p>085º. Sabendo-se que, para esta proa, o valor</p><p>do Desvio da Agulha é Dag = 5º E, determinar o Rumo</p><p>Magnético (Rmg) e o Rumo Verdadeiro (Rv)”.</p><p>Resposta: Rmg = 090º e Rv = 070º</p><p>FIGURA 1 FIGURA 2</p><p>14</p><p>Exercício</p><p>Sendo o Rv=100º, o Rmg=119º e o Ra=122º, então os valores da dmg, VT e Da serão,</p><p>respectivamente:</p><p>A) 19ºE, 22ºE e 3ºE B) 19ºW, 16ºW e 3ºW C) 19ºW, 22ºW e 3ºE D) 19ºW, 22ºW e 3ºW</p><p>AGULHA GIROSCÓPICA</p><p>Por muitos séculos a Agulha Magnética foi o único instrumento disponível para determinação de</p><p>direções (rumos e marcações, ou azimutes) no mar. Na busca de um equipamento que indicasse o</p><p>Norte Verdadeiro, em vez do Norte Magnético, a Agulha Giroscópica foi desenvolvida nas</p><p>primeiras décadas século. As Agulhas Giroscópicas são cada vez mais utilizadas a bordo dos</p><p>navios modernos.</p><p>VANTAGENS E LIMITAÇÕES DAS AGULHAS GIROSCÓPICAS</p><p>Comparando com uma Agulha Magnética, a Agulha Giroscópica apresenta as seguintes</p><p>vantagens e limitações.</p><p>VANTAGENS</p><p>- Aponta na direção do Meridiano Verdadeiro, em vez do Meridiano Magnético. É, portanto,</p><p>independente do magnetismo terrestre e mais simples na sua utilização. Permite maior precisão de</p><p>governo / observação de marcações que a Agulha Magnética. Pode ser usada em latitudes mais altas</p><p>que a Agulha Magnética. Não é afetada pela presença de material magnético ou equipamentos</p><p>elétricos.</p><p>LIMITAÇÕES</p><p>- A Agulha Giroscópica exige uma fonte constante de energia elétrica e é sensível às flutuações de</p><p>energia. Está sujeita a avarias próprias de equipamentos complexos e requer uma manutenção</p><p>adequada, feita por técnicos especializados.</p><p>Agulha Giroscópica</p><p>Alidade Telescópica</p><p>A alidadede telescópica possui uma luneta</p><p>montada sob um círculo de metal que fica</p><p>acima da agulha giroscópica.</p><p>A POSIÇÃO NO MAR;</p><p>NAVEGAÇÃO COSTEIRA</p><p>PLANEJAMENTO E TRAÇADO DA DERROTA</p><p>Normalmente, não se suspende para uma viagem sem antes proceder-se a um detalhado estudo da</p><p>área em que se vai navegar. Neste estudo, denominado Planejamento da Derrota, utilizam-se,</p><p>entre outros documentos, os seguintes:</p><p>15</p><p>1. Cartas Náuticas (de Escalas variadas, desde Cartas Gerais, em pequena escala e cobrindo</p><p>grandes áreas, até Cartas de Pequenos Trechos, em escalas grandes, destinadas à navegação</p><p>costeira, ou Cartas Particulares, de portos ou aproximações);</p><p>2. Roteiros, Lista de Faróis e Lista de Auxílios-Rádio;</p><p>3. Tábuas de Marés, Cartas ou Tábuas de Correntes de Marés;</p><p>4. Cartas-piloto;</p><p>5. Cartas Especiais;</p><p>6. Tábuas de Distâncias;</p><p>7. Almanaque Náutico e outras Tábuas Astronômicas;</p><p>8. Catálogos de Cartas e Publicações;</p><p>9. Avisos aos Navegantes;</p><p>10. Manuais de Navegação, etc</p><p>CONCEITO DE LINHA DE POSIÇÃO(LDP);</p><p>LDP UTILIZADAS NA NAVEGAÇÃO COSTEIRA E NA NAVEGAÇÃO EM ÁGUAS</p><p>RESTRITAS</p><p>Durante a execução da derrota, o navegante está constantemente fazendo-se as seguintes perguntas:</p><p>“qual é minha posição atual? Para onde estou indo? Qual será minha posição num determinado</p><p>tempo futuro?”.</p><p>Para determinar a sua posição, o navegante recorre ao emprego das Linhas de Posição (LDP).</p><p>Chama-se Linha de Posição (LDP) ao lugar geométrico de todas as posições que o navio pode</p><p>ocupar, tendo efetuado certa observação, em um determinado instante. Uma só Linha de Posição</p><p>indicará ao navegante o lugar geométrico das múltiplas posições que o navio poderá assumir em um</p><p>determinado instante, fruto da observação que efetuou, mas não a sua posição.</p><p>LDP ALINHAMENTO</p><p>- É a LDP de maior precisão e não necessita de qualquer instrumento para ser obtida, sendo</p><p>determinada por observação visual direta, a olho nu.</p><p>LDP MARCAÇÃO VISUAL</p><p>- É, talvez, a LDP mais utilizada em navegação costeira e em águas restritas.</p><p>DETERMINAÇÃO DA POSIÇÃO NO MAR</p><p>Uma só Linha de Posição contém a posição do navio, porém não a define. Para determinar a</p><p>posição, é necessário cruzar duas ou mais linhas de posição, do mesmo tipo ou de naturezas</p><p>diferentes.</p><p>MÉTODOS PARA DETERMINAÇÃO DA POSIÇÃO</p><p>POSIÇÃO POR DUAS MARCAÇÕES VISUAIS (SIMULTÂNEAS)</p><p>Mesmo que seja apenas um observador</p><p>determinando as duas LDP, elas poderão ser</p><p>consideradas “simultâneas”, desde que o</p><p>intervalo de tempo entre as observações seja o</p><p>mínimo possível.</p><p>Quando uma posição é determinada por LDP</p><p>simultâneas, as Linhas de Posição não</p><p>necessitam ser individualmente identificadas,</p><p>rotulando-se apenas</p><p>a posição, com a hora.</p><p>OBS: Quando dois pontos bem definidos em terra deixam de ser usados por se alinharem,</p><p>dizemos que estão ENFIADOS.</p><p>16</p><p>POSIÇÃO DETERMINADA POR ALINHAMENTO E MARCAÇÃO VISU AL</p><p>É, também, uma combinação de LDP bastante</p><p>empregada na prática da navegação costeira ou</p><p>em águas restritas.</p><p>Oferece algumas vantagens especiais, tais como</p><p>boa precisão e o fato de o alinhamento não</p><p>necessitar de qualquer instrumento para sua</p><p>observação. O navegante deve estudar a Carta</p><p>Náutica e o Roteiro da região, buscando</p><p>identificar os alinhamentos que podem ser</p><p>utilizados para o posicionamento do seu navio.</p><p>POSIÇÃO DETERMINADA POR MARCAÇÃO E DISTÂNCIA DE UM MESMO OBJETO</p><p>Método que produz bons resultados, pois as</p><p>duas LDP cortam-se num ângulo de 90°, o que</p><p>constitui condição favorável.</p><p>É especialmente indicado quando se combinam</p><p>uma marcação visual e uma distância radar a</p><p>um mesmo objeto, pois ambos os tipos de LDP</p><p>apresentam boa precisão.</p><p>POSIÇÃO DETERMINADA POR MARCAÇÃO DE UM OBJETO E DIS TÂNCIA DE</p><p>OUTRO</p><p>Método empregado quando não é possível obter</p><p>a marcação e a distância de um mesmo objeto.</p><p>A TORRE “A”, embora notável e bem definida</p><p>para uma marcação visual, está interiorizada e</p><p>situada em um local que não produziria uma boa</p><p>distância radar, o que se obtém, então, da Laje</p><p>Preta.</p><p>O ponto obtido por marcação de um objeto e</p><p>distância de outro tem menor consistência que a</p><p>posição por marcação e distância de um mesmo</p><p>objeto, pois as LDP não são perpendiculares.</p><p>POSIÇÕES DETERMINADAS COM MAIOR PRECISÃO</p><p>Posição determinada por três marcações visuais Posição determinada por três distâncias</p><p>17</p><p>TRIÂNGULO DE INCERTEZA</p><p>Quando se tomam três retas, elas nem sempre se cruzam em um ponto, podendo gerar um triângulo</p><p>de incerteza</p><p>Se três LDPs são utilizadas e não se cruzam em</p><p>um ponto, fica formado um Triângulo de</p><p>Incerteza.</p><p>TRIÂNGULO DE INCERTEZA</p><p>A. Se o triângulo for pequeno:</p><p>Adota-se o seu centro para a posição do</p><p>navio.</p><p>B. Se próximo de um perigo: adota-se para a</p><p>posição do navio a interseção (vértice do</p><p>triângulo) mais próxima do perigo e obtém-se</p><p>outra posição imediatamente para</p><p>confirmação.</p><p>Notas:</p><p>1. Se o triângulo for grande, abandona-se a posição e determina-se outra Imediatamente.</p><p>2. Se a posição for obtida por interseção de 4 LDPs, poderá ser gerado um Quadrilátero de</p><p>Incerteza, e o procedimento adotado deve ser idêntico ao acima descrito.</p><p>CONCEITO DE NAVEGAÇÃO ESTIMADA</p><p>Navegação estimada é o método de determinar a posição provável do navio, recorrendo-se</p><p>somente às características do seu movimento, a partir de uma posição conhecida. No método</p><p>convencional, o movimento do navio é caracterizado pelo rumo verdadeiro e distância</p><p>percorrida, obtidos através das informações da agulha e do odômetro, respectivamente. O ponto</p><p>estimado é, quando obtido deste modo, uma posição aproximada, porque não leva em</p><p>consideração os efeitos da corrente sobre o movimento do navio.</p><p>PLOTAGEM DO PONTO ESTIMADO</p><p>NAVEGAÇÃO ESTIMADA é o processo de</p><p>determinar graficamente a posição aproximada</p><p>do navio recorrendo-se somente às</p><p>características do seu movimento, aplicando-se</p><p>à última posição conhecida plotada na carta um</p><p>vetor ou uma série de vetores representando</p><p>todos os rumos verdadeiros e velocidades</p><p>ordenados subsequentente.</p><p>Na Figura, vemos um exemplo de plotagem do ponto estimado, pela aplicação da equação que</p><p>relaciona distância, velocidade e tempo, ao movimento do navio, a partir de uma posição</p><p>conhecida inicial. Nessa figura, partindo de uma posição inicial conhecida (posição observada de</p><p>07:00), o navio governou no rumo verdadeiro R=100º, como velocidade de 15 nós. Às 08:00</p><p>horas, a posição estimada do navio estará sobre a linha de rumo=100º e a uma distância de 15</p><p>milhas da posição de 07:00 horas (pois, em 1 hora, um navio a 15 nós navega 15 milhas).</p><p>O MÉTODO DE NAVEGAÇÃO ESTIMADA CONSISTE NA APLICAÇÃO DA EQUAÇÃO</p><p>QUE RELACIONA DISTÂNCIA, VELOCIDADE E TEMPO AO MOVIMENTO DO NAVIO</p><p>18</p><p>FATORES QUE INFLUENCIAM A POSIÇÃO ESTIMADA</p><p>Até agora considerou-se que o navio percorreu exatamente o rumo verdadeiro traçado, mantendo</p><p>rigorosamente a mesma velocidade. Assim, não foram levados em conta vários fatores que podem</p><p>ter alterado o movimento do navio, tais como:</p><p>- Correntes marítimas;</p><p>- Correntes de marés;</p><p>- Efeito do vento;</p><p>- Estado do mar (ação das vagas, fazendo a proa tomar direções diferentes do rumo desejado);</p><p>- Mau governo (efeito das guinadas que o timoneiro faz para manter o rumo);</p><p>- Pequenas diferenças de RPM entre os eixos (para navios de mais de um eixo);</p><p>- Pequenas diferenças de velocidade;</p><p>- Banda e trim; e</p><p>- Desvio da agulha não detectado ou mal determinado.</p><p>MARÉS</p><p>O FENÔMENO DA MARÉ E SUA IMPORTÂNCIA PARA A NAVEGAÇ ÃO</p><p>CONCEITOS BÁSICOS DE MARÉS</p><p>Maré é a oscilação vertical da superfície do mar ou outra grande massa d’água sobre a Terra,</p><p>causada primariamente pelas diferenças na atração gravitacional da Lua e, em menor extensão, do</p><p>Sol sobre os diversos pontos da Terra.</p><p>A Lua, devido à sua proximidade, é o corpo celeste que mais influencia a maré, seguindo-se o Sol,</p><p>por força de sua enorme massa.</p><p>Como a Terra gira cada dia em torno de seu eixo, de Oeste para Leste, completando uma rotação a</p><p>cada 24 horas, o ponto da superfície da Terra que fica na direção da Lua muda e, teoricamente, cada</p><p>ponto na Terra apresentaria duas preamares (PM) e duas baixa– mares (BM) no período de 24</p><p>horas.</p><p>MARÉS DE SIZÍGIA (ou de águas vivas) E MARÉS DE QUADRATURA (ou de águas mortas)</p><p>Sábado 09/10/10</p><p>05:04 2.6</p><p>11:06 0.1</p><p>17:21 2.6</p><p>Maré de Sizígia (Maré Viva) - Maré que ocorre um a dois dias (Idade do</p><p>Porto) após a fase de Lua Cheia e Lua Nova. Nesta fase as ondas de maré</p><p>lunar e solar encontra-se em fase e sobrepõem-se gerando marés de grande</p><p>amplitude. É caracterizada por uma alta preamar de uma baixa baixa-mar.</p><p>23:26 0.1</p><p>Sábado 30/10/10</p><p>03:24 0.7</p><p>09:47 1.8</p><p>15:51 0.8</p><p>Maré de Quadratura (Maré Morta) - Ou maré morta, é a maré de</p><p>pequena amplitude que se segue ao dia da lua quarto crescente ou quarto</p><p>minguante. É caracterizada por uma baixa preamar e uma alta baixa-mar.</p><p>22:11 2.0</p><p>Obs:</p><p>1- Idade do Porto - Intervalo de tempo entre o instante da passagem da Lua pelo meridiano do</p><p>lugar (na Lua Nova ou Lua Cheia).</p><p>2- As profundidades da Carta Náutica é em metros e reduzidas aproximadamente ao nível</p><p>médio da baixa-mar média de sigízia. O NR (nível de redução) adotado pela DHN é</p><p>normalmente o nível médio das baixa-mares de sizígia.</p><p>19</p><p>ELEMENTOS DAS MARÉS:</p><p>PREAMAR (PM): Maior altura que alcançam as águas em uma oscilação; igual a h PM e acontece nos</p><p>instantes tc e t i.</p><p>BAIXA-MAR (BM): Menor altura que alcançam as águas em uma oscilação; igual a h BM e ocorre no</p><p>instante t e.</p><p>AMPLITUDE DA MARÉ : Distância vertical entre uma PM e uma BM consecutivas, igual a h PM – h BM.</p><p>NÍVEL MÉDIO (NM): Valor médio em torno do qual a maré oscila. Para uma determinada oscilação é h NM</p><p>= (h PM + h BM)/2; para um período longo, equivale ao nível em que permaneceria o mar se não existissem as</p><p>marés. Plano horizontal definido pela altura média de preamares e baixa-mares sucessivas.</p><p>ENCHENTE : Intervalo de tempo durante o qual o nível do mar se eleva; duração da enchente = t i – t e.</p><p>VAZANTE : Intervalo de tempo durante o qual o nível do mar baixa; duração da vazante = t e – t c.</p><p>ESTOFO DA MARÉ : Período durante o qual o nível do mar fica praticamente estacionado; pode ser estofo</p><p>de enchente (t d – t c) ou de vazante (t g – t f).</p><p>NÍVEL DE REDUÇÃO (NR): Nível a que são referidas as alturas das águas e as sondagens representadas</p><p>nas Cartas Náuticas. Como o NR (nível de redução) adotado pela DHN é normalmente o nível médio das</p><p>baixa-mares de sizígia (MLWS), geralmente se encontram maiores profundidades que as sondagens lançadas</p><p>na carta; entretanto, por ocasião das BM de sizígia, podem ser</p><p>encontradas profundidades menores que as</p><p>constantes da carta.</p><p>CICLO DA MARÉ :Período de tempo entre uma PM e a BM que se lhe segue.</p><p>ALTURA DA MARÉ : Distância vertical entre o nível do mar em um determinado instante e o nível de</p><p>redução (plano de referência que constitui a origem de contagem das profundidades e das alturas da maré).</p><p>PLANO DE REFERÊNCIA DE MARÉS:</p><p>20</p><p>Nível de Redução (NR): nível a que são referidas as alturas das marés e as sondagens (profundidades</p><p>representadas nas cartas náuticas). O Nível de Redução normalmente corresponde ao nível médio das baixa–</p><p>mares de sizígia (MLWS) nas cartas náuticas brasileiras. É um nível abaixo do qual o mar não desce senão</p><p>raramente.</p><p>Nível Médio do Mar (NM): altura média da superfície do mar em todos os estágios de oscilação da maré,</p><p>observados em um longo período de tempo (maior que 18.6 anos) e considerado como equivalente ao nível</p><p>que existiria na ausência das forças geradoras das marés. O Nível Médio é normalmente adotado como plano</p><p>de referência para a medida das altitudes.</p><p>Nível Médio das Marés (MTL ou “MEAN TIDE LEVEL”): valor médio de um certo número de PM e BM.</p><p>Normalmente, não tem qualquer significado para a navegação.</p><p>MHWS (“MEAN HIGH WATER SPRINGS”)Preamar média de sizígia: média das PM de sizígia ou altura</p><p>da PM média de sizígia. Altura média, deduzida de uma longa série de observações, das alturas das PM de</p><p>sizígia.</p><p>MHWN (“MEAN HIGH WATER NEAPS”) Preamar média de quadratura: média das PM de quadratura ou</p><p>altura da PM média de quadratura. Altura média, deduzida de uma longa série de observações, das alturas</p><p>das PM de quadratura.</p><p>MHW (“MEAN HIGH WATER”) – Preamar média: Média das PM ou altura da PM média, isto é, altura</p><p>média, deduzida de uma longa série de observações, das alturas de todas as PM.</p><p>Altura da maré – Cota vertical NR – nível do mar, em um determinado instante.</p><p>MLWN (“MEAN LOW WATER NEAPS”) Baixamar média de quadratura: média das BM de quadratura ou</p><p>altura da BM média de quadratura, isto é, altura média, deduzida de uma longa série de observações, das</p><p>alturas das BM de quadratura.</p><p>MLW (“MEAN LOW WATER”) Baixamar média: média das baixa–mares ou altura da BM média, isto é,</p><p>altura média, deduzida de uma longa série de observações, das alturas de todas as BM.</p><p>MLWS (“MEAN LOW WATER SPRINGS”) Baixamar média de sizígia – média das BM de sizígia ou</p><p>altura da BM média de sizígia, isto é, altura média, deduzida de uma longa série de observações, das alturas</p><p>das BM de sizígia. É o nível adotado pela DHN como Nível de Redução (NR) nas Cartas Náuticas</p><p>brasileiras.</p><p>Sondagem ou profundidade cartografada – distância vertical do NR ao fundo do mar, em um determinado</p><p>local.</p><p>Profundidade real em um determinado instante (ou profundidade do local no instante considerado): soma</p><p>da sondagem com a altura da maré no instante considerado.</p><p>Altitude – Distância vertical entre o ponto considerado e o Nível Médio do mar.</p><p>Altura de um objeto: distância vertical entre o seu tope e a sua base (ou o terreno que a circunda). Como o</p><p>NR adotado pela DHN para as Cartas Náuticas brasileiras é normalmente o MLWS , em geral se encontram</p><p>maiores profundidades que as representadas na carta. Entretanto, eventualmente, por ocasião das BM de</p><p>sizígia, poder-se-ão encontrar profundidades menores que as constantes da carta.</p><p>PREVISÃO DAS MARÉS</p><p>Conforme já comentado, para o navegante o conhecimento da maré e das correntes de maré é</p><p>importante porque lhe permitirá decidir sobre:</p><p>a. possibilidade de passar em locais de pouco fundo;</p><p>b. datas, horários e velocidades convenientes para navegar nestes locais;</p><p>c. rumos na superfície para obter os rumos no fundo desejados;</p><p>d. escolha do bordo de atracação, tipo de amarração e folgas adequadas das espias; e</p><p>21</p><p>e. necessidade de parar motores e máquinas refrigeradas à água salgada, em determinados períodos,</p><p>para evitar que as tomadas d’água, por ficarem no fundo do casco, aspirem lama ou areia.</p><p>Para decidir quanto aos aspectos da possibilidade de passar em certo local, datas e horários mais</p><p>convenientes, é preciso que se observe que:</p><p>Em qualquer instante, a profundidade (C) é igual a sondagem (D) mais a altura da maré (E):</p><p>C = D + E</p><p>Nos ecobatímetros, é normalmente medida a distância vertical (B) entre a quilha do navio e o fundo</p><p>do mar que, somada ao calado (A) dará a profundidade (C): C = B + A</p><p>UTILIZAÇÃO DAS TÁBUAS DAS MARÉS</p><p>CONTEÚDO DAS TÁBUAS</p><p>As “Tábuas das Marés” constituem uma publicação editada anualmente pela DHN, contendo</p><p>(Edição de 1993) a previsão para os 47 principais portos, terminais, barras, ilhas oceânicas e</p><p>fundeadouros brasileiros, relacionados do Norte para o Sul, e oito portos estrangeiros da</p><p>América Latina.</p><p>Na primeira linha : O nome do porto, terminal, barra, ilha oceânica ou fundeadouro, o respectivo</p><p>Estado da Federação e o ano a que se referem as previsões.</p><p>Na segunda linha: As coordenadas geográficas do local da estação maregráfica e o fuso</p><p>horário adotado.</p><p>22</p><p>Na terceira linha: A sigla da instituição responsável pelas observações, o número de componentes</p><p>utilizados na previsão, a cota do Nível Médio sobre o Nível de Redução e o número da Carta</p><p>Náutica do porto, terminal, barra ou fundeadouro.</p><p>A seguir encontram–se 4 colunas, cada uma referente a um mês, e, no seu interior, os elementos da</p><p>maré dia-a-dia.</p><p>Para cada dia são informadas as horas e as alturas das preamares (PM) e baixa–mares (BM)</p><p>previstas.</p><p>As horas, do fuso horário P(+3 horas), são representadas com 4 algarismos, sendo que os dois</p><p>primeiros indicam as horas e os dois seguintes os minutos.</p><p>As alturas das PM e BM são dadas em 2 algarismos, representando metros e decímetros.</p><p>As alturas indicadas são cotas verticais acima do Nível de Redução.</p><p>Eventualmente, quando o número for negativo, a maré estará abaixo do Nível de Redução.</p><p>INSTRUMENTOS NÁUTICOS</p><p>AGULHAS NÁUTICAS MAGNÉTICAS E GIROSCÓPICAS</p><p>São as Agulhas Náuticas, quer magnéticas, quer giroscópicas, que indicam os rumos a bordo.</p><p>Ademais, com elas são tomadas as marcações e azimutes, através do uso de acessórios especiais.</p><p>Agulhas Giromagnéticas Embora pouco utilizada, é necessário mencionar a agulha</p><p>giromagnética, que combina os efeitos do magnetismo e do giroscópio.</p><p>DISPOSITIVOS PARA MEDIDA DE</p><p>MARCAÇÕES E AZIMUTES</p><p>Espelho azimutal é constituído por uma alidade</p><p>com espelho e prisma de reflexão, utilizado para</p><p>obtenção de azimutes e marcações, de maneira</p><p>semelhante ao círculo azimutal.</p><p>Agulha Magnética digital, de mão: um instrumento de desenvolvimento recente para leitura de</p><p>marcações é a agulha magnética digital de mão (“hand held digital fluxgate compass”), que</p><p>possibilita a leitura de marcações magnéticas com precisão. O “DATASCOPE”, mostrado na</p><p>Figura, possui uma luneta de 5x30, de foco permanente, e uma memória capaz de armazenar 9</p><p>valores de marcações. Além disso, pode-se entrar no aparelho com o valor da declinação</p><p>magnética e obter-se diretamente marcações verdadeiras, facilitando a plotagem das LDP</p><p>observadas.</p><p>Alidade Telescópica é um instrumento</p><p>semelhante ao círculo azimutal, porém em</p><p>vez de fendas de visada, possui uma luneta</p><p>telescópica montada sobre o circulo de</p><p>metal.</p><p>23</p><p>INSTRUMENTOS DE MEDIDA DE VELOCIDADE E DISTÂNCIA PE RCORRIDA</p><p>ODÔMETROS E VELOCÍMETROS</p><p>Para determinação da distância percorrida e da velocidade do navio recorrem-se, a bordo, aos</p><p>odômetros ou aos velocímetros (“speedmeters”).</p><p>Os odômetros* podem ser classificados em:</p><p>• odômetro de superfície;</p><p>• odômetro de fundo; e</p><p>• odômetro Doppler.</p><p>Os dois primeiros tipos medem a velocidade do navio na superfície, isto é, em relação à massa</p><p>d’água circundante (depois a velocidade é integrada em relação ao tempo e transformada em</p><p>distância percorrida). O odômetro Doppler é capaz de medir a velocidade em relação ao fundo.</p><p>INSTRUMENTOS PARA MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS NO MAR</p><p>As distâncias a bordo são medidas</p><p>por sistemas eletrônicos (especialmente pelo RADAR , ou por</p><p>métodos visuais.</p><p>O efeito da refração normal faz com que a trajetória das ondas radar se curvem para baixo,</p><p>acompanhando a curvatura da terra, aumentando o horizonte radar.</p><p>Os métodos visuais utilizam estadímetros, sextantes, telêmetros e guardaposto.</p><p>Ex: Os estadímetros baseiam-se no princípio de determinação da distância pela medição do</p><p>ângulo vertical que subtende um objeto de altitude conhecida.</p><p>INSTRUMENTOS PARA MEDIÇÃO DE PROFUNDIDADES</p><p>A profundidade é um dado de fundamental importância para a segurança do navio, ou embarcação,</p><p>na navegação costeira e, especialmente, quando se trafega em águas restritas.</p><p>A Carta Náutica registra as profundidades na área representada e apresenta diversas linhas</p><p>isobáticas (isóbatas ou isobatimétricas), que interligam pontos de mesma profundidade e</p><p>permitem visualizar a topografia submarina. Tanto as profundidades, como as curvas</p><p>isobatimétricas, constituem informações muito valiosas para o navegante.</p><p>Para determinar profundidades, o navegante, normalmente, dispõe dos seguintes meios:</p><p>• prumo de mão;</p><p>• máquina de sondar; e</p><p>• ecobatímetro.</p><p>Prumo de Mão – Equipamento que consiste em um peso de chumbo, onde na base existe um</p><p>cavado, para se colocar sabão, com a finalidade de além de medir a profundidade, trazer uma</p><p>mostra do fundo.</p><p>Ex: ECOBATÍMETROS: Um feixe de ondas sonoras ou ultra-sonoras é transmitido verticalmente</p><p>por um emissor instalado no casco do navio; tal feixe atravessa o meio líquido até o fundo e aí se</p><p>reflete, voltando à superfície, onde é detectado por um receptor.</p><p>Obs: Os fundos duros são melhores refletores que os fundos macios, produzindo assim, um</p><p>eco mais forte no ecobatímetro.</p><p>OUTROS INSTRUMENTOS:</p><p>BARÔMETRO</p><p>Equipamento a bordo, que indica a pressão atmosférica. Ele pode ser do tipo coluna de mercúrio</p><p>ou do tipo aneróide (metálico).</p><p>ANEMÔMETRO</p><p>Equipamento a bordo, que indica a direção e a velocidade do vento relativo.</p><p>24</p><p>TERMÔMETRO</p><p>Equipamento a bordo, que indica a temperatura.</p><p>RADIOGONIÔMETRO</p><p>Equipamento a bordo, que tem por objetivo determinar, mediante o emprego de sinais</p><p>radioelétricos, a direção entre duas estações, uma transmissora e uma receptora.</p><p>Os radogoniômetros instalados a bordo permitem a obtenção de marcações de radiofaróis, outros</p><p>navios, aviões e, até mesmo, de emissoras de radiodifusão comerciais. As marcações</p><p>radiogoniométricas adquirem um grande valor em ocasiões de visibilidade restrita, quando não</p><p>podem ser realizadas observações astronômicas ou visuais.</p><p>O movimento da embarcação, ou à noite, pode causar dificuldade para leitura precisa da agulha do</p><p>RADIOGONIÔMETRO.</p><p>Para evitar o efeito noturno, não se devem fazer marcações radiogoniométricas nos períodos de</p><p>cerca de 1 hora em torno do ocaso e do nascer do Sol (de meia hora antes a meia hora depois desses</p><p>fenômenos) e, durante a noite, só tomar marcações usando ondas terrestres, ou seja, estando o</p><p>navio, no máximo, de 25 a 30 milhas da estação transmissora.</p><p>NAVEGAÇÃO RADAR - EQUIPAMENTO RADAR</p><p>O RADAR , abreviatura derivada da expressão, em inglês, “RADIO DETECTION AND</p><p>RANGING”, tem origem antiga. A formulação matemática básica é encontrada nas Equações de</p><p>Maxwell, apresentadas em 1871, que permitiram um estudo amplo e profundo dos fenômenos de</p><p>propagação das ondas eletromagnéticas.</p><p>A melhor apresentação do radar é a ESTABILIZADA. É quando o norte verdadeiro está</p><p>representado para cima, na direção 000º.</p><p>No movimento relativo do radar, nosso navio permanece no centro da tela e os alvos e os pontos de</p><p>terra se deslocam em relação a ele.</p><p>O RADAR DE NAVEGAÇÃO , cujas principais finalidades são a obtenção de linhas de posição</p><p>(LDP) para determinação da posição do navio, na execução da navegação e a detecção e medição de</p><p>distâncias e marcações para outras embarcações, a fim de evitar colisões no mar.</p><p>As distâncias-radar são mais precisas que as marcações-radar.</p><p>Os controles EBL (para marcação) e VRM (para distância) podem ser usados para tirar as</p><p>marcações e distâncias do radar com maior precisão.</p><p>USO DO RADAR NA NAVEGAÇÃO COSTEIRA E EM ÁGUAS RESTR ITAS</p><p>Em virtude de sua maior precisão, as distâncias-radar têm preferência sobre as marcações, na</p><p>navegação costeira e em águas restritas. Na realidade, as marcações-radar devem sempre ser</p><p>tratadas com muito cuidado. Alguns navegantes têm como regra só utilizar marcações-radar na</p><p>ausência de qualquer outra informação.</p><p>Assim sendo, os melhores métodos para obtenção de uma posição usando o radar são, por ordem de</p><p>precisão:</p><p>• distâncias-radar e marcações visuais;</p><p>• cruzamento de distâncias-radar;</p><p>• distâncias e marcações-radar; e</p><p>25</p><p>• cruzamento de marcações radar.</p><p>Quando se usa apenas o radar, 4 são os métodos empregados para obter a posição do navio:</p><p>• interseção de 3 ou mais distâncias;</p><p>• cruzamento de marcações;</p><p>• distância e marcação de um único objeto; e</p><p>• marcações tangentes, com distância mínima.</p><p>a. POSIÇÃO PELA INTERSEÇÃO DE 3 OU MAIS DISTÂNCIAS- RADAR</p><p>b. POSIÇÃO POR CRUZAMENTO DE MARCAÇÕES-RADAR</p><p>Se, como um último recurso, marcações-radar têm que ser usadas para plotagem da navegação,</p><p>somente objetos relativamente pequenos e distintos devem ser observados para obtenção das LDP.</p><p>Embora as marcações-radar não sejam normalmente usadas na determinação de posições, elas são</p><p>muito úteis para auxiliar na identificação de alvos conspícuos no radar.</p><p>c. POSIÇÃO POR MARCAÇÃO E DISTÂNCIA-RADAR DE UM MES MO PONTO</p><p>Um único objeto, pequeno e bem definido, tal como um ilhote, um rochedo ou uma ponta de terra,</p><p>constituem um ótimo ponto para ser identificado no radar. Este método é muito usado quando</p><p>navegando próximo da costa.</p><p>26</p><p>d MARCAÇÕES TANGENTES COM DISTÂNCIA MÍNIMA</p><p>Quando se observa a marcação-radar de alvos pequenos, o operador determina a marcação</p><p>precisamente do meio do “pip” correspondente ao ponto de terra que está sendo visado.</p><p>As marcações tangentes estão sujeitas a erros e, portanto, não constituem um método ideal para se</p><p>estabelecer uma posição. Uma posição obtida por marcações tangentes deve ser verificada, sempre</p><p>que possível, por meio de uma distância mínima de terra.</p><p>RACON – É um auxílio a navegação radar, geralmente instalado em farol, farolete, bóia e até em</p><p>pontes que quando recebe uma irradiação do radar, retorna um sinal distinto que aparece na tela do</p><p>radar.</p><p>Devemos utilizar o ECOBATÍMETRO e a CARTA NÁUTICA para avaliarmos se estamos mais</p><p>próximos de terra do que o radar está indicando, pois as linhas de costa são mais baixas que as</p><p>terras do interior e serão estas que fornecerão os primeiros ecos radar.</p><p>Quando dois pontos bem definidos de terra se aliam a ponto de não se tornarem mais ideais para</p><p>obtenção de linhas de posição (LDP), dizemos que eles estão ENFIADOS.</p><p>O aparelho de controle automático do rumo, permitindo manter a embarcação em um determinado</p><p>rumo sem a interferência do timoneiro chama-se: PILOTO AUTOMÁTICO.</p><p>O setor de visibilidade de um farol é o ângulo de projeção de sua luz.</p><p>PUBLICAÇÕES DE AUXÍLIO À NAVEGAÇÃO</p><p>Além das Cartas Náuticas, que constituem, sem dúvida, o mais importante documento de auxílio à</p><p>navegação, os navegantes utilizam, também, diversas outras Publicações Náuticas ou Publicações</p><p>de Auxílio à Navegação, cujas informações complementam ou ampliam os elementos fornecidos</p><p>pelas Cartas Náuticas.</p><p>São as seguintes as principais Publicações de Auxílio à Navegação:</p><p>A. CATÁLOGO DE CARTAS E PUBLICAÇÕES; O Catálogo de Cartas e Publicações</p><p>relaciona todas as cartas e publicações náuticas editadas pela Diretoria de Hidrografia e Navegação</p><p>(DHN).</p><p>B. CARTA 12.000 – SÍMBOLOS E ABREVIATURAS (INT 1); A Carta Nº 12.000 –</p><p>Símbolos, Abreviaturas e Termos Usados nas Cartas Náuticas Brasileiras – é, na realidade,</p><p>uma publicação, cuja utilização é essencial para interpretar corretamente todas as informações</p><p>contidas nas</p><p>Cartas Náuticas editadas pela DHN.</p><p>27</p><p>C. AVISOS AOS NAVEGANTES (FOLHETO); Avisos aos Navegantes são informações sobre</p><p>alterações que interessam à navegação na costa, rios, lagos e lagoas navegáveis, divulgadas para</p><p>alertar os navegantes e permitir atualização das Cartas e Publicações Náuticas.</p><p>É encontrada nas Capitanias e Delegacias dos Portos e sua distribuição é gratuita.</p><p>D. ROTEIRO; O Roteiro é uma publicação que contém as informações úteis ao navegante com</p><p>relação à descrição da costa, demanda de portos e fundeadouros, perigos, profundidades em barras e</p><p>canais, recursos em portos, balizamento, condições meteorológicas predominantes, correntes e</p><p>marés observadas, etc.</p><p>A publicação é dividida em três volumes (COSTA NORTE, COSTA LESTE e COSTA SUL)</p><p>Cada um focalizando determinado trecho da costa, como mostrado a seguir:</p><p>Costa Norte – Da Baía do Oiapoque ao Cabo Calcanhar, inclusive o Rio Amazonas e seus</p><p>afluentes navegáveis e o Rio Pará.</p><p>Costa Leste – Do Cabo Calcanhar ao Cabo Frio, incluindo o Atol das Rocas, o Arquipélago de</p><p>Fernando de Noronha, os Penedos de São Pedro e São Paulo e as ilhas da Trindade e Martin Vaz.</p><p>Costa Sul – Do Cabo Frio ao Arroio Chuí, inclusive as lagoas dos Patos e Mirim.</p><p>Além disso, o Roteiro inclui como Apêndices vistas da costa, fotografias panorâmicas e plantas</p><p>dos portos e terminais descritos e tabelas (tábua) de distâncias do trecho abrangido.</p><p>E. LISTA DE FARÓIS; O nome desta publicação, consagrado pela tradição, pode induzir ao erro,</p><p>pois, embora originariamente fosse realmente apenas uma “Lista de Faróis” da costa, hoje</p><p>apresenta todos os sinais luminosos das áreas cobertas pelas cartas da DHN, no território nacional e</p><p>estrangeiro. Relaciona, então, os faróis, aerofaróis, faroletes, barcas–faróis, bóias luminosas e</p><p>luzes particulares, com todas as características que possam, direta ou indiretamente, ser úteis ao</p><p>navegante.</p><p>F. LISTA DE AUXÍLIOS–RÁDIO; A publicação – Lista de Auxílios–Rádio tem por finalidade</p><p>reunir, em um único volume, todas as informações importantes sobre os serviços–rádio de auxílio à</p><p>navegação marítima existentes na costa do Brasil e sobre outros serviços– rádio úteis ao navegante</p><p>no Atlântico Sul.</p><p>O Aviso–Rádio divulga alterações temporárias dos auxílios – rádio relacionados na Lista que, por</p><p>sua grande importância, devem ser conhecidas com urgência pelo navegante. Estas alterações,</p><p>normalmente, são canceladas por outro Aviso–Rádio.</p><p>São classificados em: AVISOS DE ÁREA, AVISOS COSTEIROS E AVISOS LOCAIS.</p><p>G. TÁBUAS DAS MARÉS; A publicação anual Tábua das Marés fornece a previsão de marés</p><p>para os portos nacionais e estrangeiros.</p><p>H. CARTAS DE CORRENTES DE MARÉ; Os folhetos denominados Cartas de Correntes de</p><p>Maré apresentam os elementos da corrente de maré para diversos locais da costa brasileira.</p><p>I. CARTAS PILOTO; As Cartas Piloto, apresentam informações meteorológicas e</p><p>oceanográficas de fundamental importância para o navegante, tanto na fase de planejamento, como</p><p>na de execução da derrota.</p><p>O ATLAS DE CARTAS PILOTO é uma publicação constituída por 12 cartas, na Projeção de</p><p>Mercartor, sendo uma para cada mês do ano.</p><p>J. ALMANAQUE NÁUTICO; Publicação anual da DHN, o Almanaque Náutico é indispensável</p><p>na Navegação Astronômica. Fornece elementos essenciais para obtenção da posição utilizando o</p><p>Sol, a Lua, os 4 Planetas (Vênus, Marte, Júpiter e Saturno) e as 57 Estrelas usadas em Navegação</p><p>Astronômica.</p><p>28</p><p>Tem as informações sobre os satélites, necessárias para a operação dos receptores do GPS</p><p>L. RIPEAM; O Regulamento Internacional para Evitar Abalroamentos no Mar (RIPEAM–</p><p>72), incorporando as emendas de 1981, é publicado pela Diretoria de Portos e Costas do Ministério</p><p>da Marinha (DPC) e contem todas as regras internacionais para uma navegação segura.</p><p>M. TÁBUA DE DISTÂNCIA; É a publicação que fornece as principais distâncias entre os portos</p><p>brasileiros.</p><p>SINAIS VISUAIS - TIPOS</p><p>Os principais tipos de sinais visuais são:</p><p>Luminosos: faróis, faroletes, luzes de alinhamento, bóias luminosas e barcas–faróis.</p><p>Cegos: bóias cegas e balizas.</p><p>DESCRIÇÃO DOS SINAIS VISUAIS</p><p>FARÓIS: são auxílios à navegação constituídos por uma estrutura fixa, de forma e cores distintas,</p><p>montados em pontos de coordenadas geográficas conhecidas na costa ou em ilhas oceânicas,</p><p>bancos, rochedos, recifes ou margens de rios, dotados de equipamento luminoso exibindo luz com</p><p>característica predeterminada, com alcance luminoso noturno maior que 10 milhas náuticas.</p><p>O SETOR DE VISIBILIDADE DE UM FAROL É O ÂNGULO DE P ROJEÇÃO DE SUA</p><p>LUZ</p><p>• faróis de cabotagem: destinados à navegação costeira, são situados em pontos que o navegante</p><p>tem interesse em reconhecer, como cabos, pontas e ilhas. Exemplo: FAROL ITAPAJÉ, CE</p><p>(alcance: 18 milhas), FAROL SANTO ALBERTO, RN (alcance: 18 milhas), FAROL PONTA DE</p><p>PEDRAS, PE (alcance: 18 milhas), FAROL ITAPUÃ, BA (alcance: 14 milhas), FAROL</p><p>MARICÁS, RJ (alcance: 16 milhas).</p><p>• farol principal de porto : constitui o principal auxílio visual à demanda do porto, depois do farol</p><p>de aterragem. Exemplo: o FAROL SANTA CRUZ (alcance: 15 milhas), demarcando a barra da</p><p>Baía de Guanabara, é o farol principal do porto do Rio de Janeiro, cujo farol de aterragem é,</p><p>conforme visto, o FAROL RASA (alcance: 25 milhas).</p><p>FAROLETES : são auxílios visuais à navegação providos de estrutura fixa, montada em um ponto</p><p>de coordenadas geográficas conhecidas, encimada por um equipamento luminoso exibindo luz</p><p>dotada de característica predeterminada, com alcance luminoso noturno menor ou igual a 10</p><p>milhas náuticas.</p><p>Desta forma, a distinção entre faróis e faroletes é apenas convencional, tendo sido arbitrado que</p><p>um sinal fixo com alcance luminoso noturno superior a 10 milhas seria denominado farol e um</p><p>com alcance luminoso noturno igual ou menor que 10 milhas seria chamado de farolete.</p><p>Bóia e Baliza</p><p>Bóia - é todo dispositivo flutuante exibindo luz ou não (bóia luminosa ou cega).</p><p>Baliza - é uma haste de ferro, ou de cimento armado, desprovida de luz, encimada por um tope que</p><p>permitirá sua caracterização segundo a forma que apresentar (disco, esfera, retângulo, triângulo etc).</p><p>29</p><p>PRINCÍPIOS GERAIS DO SISTEMA DE BALIZAMENTO</p><p>MARÍTIMO DA IALA</p><p>O Sistema de Balizamento IALA possui 5 tipos de sinais, que podem ser usados de forma</p><p>combinada. O navegante pode distinguí-los facilmente, graças às suas características específicas de</p><p>identificação.</p><p>* Os sinais laterais cujo emprego está associado a um “sentido convencional de</p><p>balizamento”. Eles geralmente são utilizados para os canais bem definidos. Esses sinais indicam os</p><p>lados de Boreste e Bombordo do caminho a seguir.</p><p>No Brasil a “direção convencional do balizamento” é sempre vindo do mar e, no caso da</p><p>navegação fluvial, subindo o rio.</p><p>As bóias de BOMBORDO são de número PAR e as de BORESTE são de número ÍMPAR e a</p><p>numeração é crescente a partir da entrada do canal.</p><p>* Os sinais cardinais, cujo emprego (como no uso de uma agulha) serve para indicar ao</p><p>navegante onde (em que direção) a embarcação pode encontrar águas seguras.</p><p>* Os sinais de perigo isolado indicando os perigos isolados, de tamanho limitado, que</p><p>devem ser entendidos como aqueles em torno dos quais as águas são seguras.</p><p>* Os sinais de águas seguras indicando que em torno de tais sinais as águas são seguras</p><p>(como por exemplo um sinal de meio de canal).</p><p>* Os sinais especiais que, sem terem como principal propósito o auxílio à navegação,</p><p>indicam uma área ou característica especial mencionada nos documentos náuticos. Os sinais</p><p>especiais são sempre amarelos e, inclusive, quando luminosos, exibem também luz amarela.</p><p>MÉTODO DE CARACTERIZAÇÃO DE SINAIS</p><p>O significado de um sinal depende de uma ou mais das seguintes particularidades:</p><p>• À noite, cor e ritmo da luz. • De dia, cor, formato e marca de tope.</p><p>30</p><p>31</p><p>32</p><p>33</p><p>REGIÕES DE BALIZAMENTO</p><p>Existem duas Regiões Internacionais</p><p>de Balizamento, A e B, onde os sinais laterais diferem.</p><p>Essas Regiões de Balizamento englobam os seguintes países (ou áreas):</p><p>EPIRB</p><p>Emergency position-indicating Radio beacons – EPIRBS, são transmissores de localização</p><p>usados em situações de emergência, operados através do consórcio de satélites COSPAS-SARSAT.</p><p>Quando ativado, este aparelho envia sinais intermitentes com dados que possibilitam a localização</p><p>das pessoas, embarcações ou aeronaves necessitando de resgate.</p><p>Este equipamento é parte do Sistema de Apoio a Segurança Marítima Global (Global Maritime</p><p>Distress Safety System-GMDSS), liderado pelos Estados Unidos da América.</p><p>O propósito básico dessa tecnologia é possibilitar o resgate mais rápido possível das vítimas,</p><p>quando é conhecido estatisticamente, que a maioria de acidentados sobrevive apenas aos primeiros</p><p>dias, quando não apenas ao primeiro dia, dependendo das situações.</p><p>Entre 1982 e 2002, esse sistema possibilitou o salvamento de cerca de 14.700 pessoas. No ano de</p><p>2002, foi registrado cerca de 82.000 usos do sistema, ajudando a diversas pessoas no mundo inteiro.</p><p>34</p><p>A maioria dos equipamentos são de cores fortes (a mais usada é a vermelha), são à prova d’água,</p><p>medem cerca de 30 cm de lado, e pesam cerca de 2 a 5 kg. Podem ser comprados em lojas de</p><p>suprimentos náuticos, aeronáuticos ou lojas de campismo especializadas. As unidades têm uma vida</p><p>útil de 10 anos, e são fabricadas de modo a operar em condições adversas (-40°C a 40°C), e</p><p>transmitem o sinal durante 24 ou 48 horas.</p><p>Tipos</p><p>Existem dois tipos de EPIRBs: os ativados manualmente, e os ativados automaticamente. Os</p><p>equipamentos ativados automaticamente são instalados de modo, que, ao se soltarem do local de</p><p>instalação, são acionados, provendo assim, uma segurança a mais a bordo.</p><p>GPS</p><p>O Sistema de Posicionamento Global por Satélites NAVSTAR GPS (“NAVIGATIONSYSTEM</p><p>BY TIME AND RANGING – GLOBAL POSITIONING SYSTEM”), ou, abreviadamente, GPS,</p><p>como já é conhecido pelos navegantes, é constituído por três componentes principais:</p><p>o segmento espacial (satélites), o segmento terrestre (monitoramento e controle) e o segmento do</p><p>usuário (receptores GPS e equipamentos associados).</p><p>As três partes operam em constante interação, proporcionando, simultânea e continuamente, dados</p><p>de posicionamento tridimensional (Latitude, Longitude e altitude), rumo, velocidade e tempo</p><p>(hora), com alta precisão.</p><p>O GPS requer a obtenção de mais de uma distância para produzir uma posição na superfície da</p><p>Terra. Se desejarmos uma posição tridimensional (Latitude, Longitude e altitude) e informação</p><p>precisa de tempo, É NECESSÁRIO OBSERVAR 4 SATÉLITES, PARA OBTENÇÃO DE 4</p><p>DISTÂNCIAS , o que permite calcular as 4 incógnitas (Latitude, Longitude, altitude e hora). Este</p><p>número pode ser reduzido, resolvendo com antecedência algumas das incógnitas para o receptor.</p><p>35</p><p>A POSIÇÃO GPS É BASEADA NA MEDIÇÃO DE DISTÂNCIAS AO S SATÉLITES DO</p><p>SISTEMA.</p><p>Além das 4 incógnitas anteriormente citadas (Latitude, Longitude, altitude e hora), o GPS, na</p><p>navegação, fornece também o rumo e a velocidade no fundo, o rumo e a velocidade da corrente e</p><p>outros elementos úteis ao navegante.</p><p>PRECISÃO DO SISTEMA GPS</p><p>As principais fontes dos erros que afetam o sistema GPS são:</p><p>– Disponibilidade seletiva (“selective availability”);</p><p>– atrasos inosféricos e atmosféricos;</p><p>– erros nos relógios dos satélites GPS; e</p><p>– erros dos receptores.</p><p>Foi mencionado que o GPS oferece dois serviços de posicionamento.</p><p>Serviço de Posicionamento Preciso (PPS – “Precise Positioning Service”), proporcionado,</p><p>basicamente, apenas às forças armadas dos EUA e de seus aliados da OTAN.</p><p>Serviço Padrão (Standard) de Posicionamento (SPS – “standard positioning service”), disponível</p><p>para qualquer usuário, com um nível de precisão degradado. Por razões de segurança nacional, o</p><p>DoD (“Department of Defense”) degrada a precisão do GPS, pela introdução de erros no relógio</p><p>dos satélites e na mensagem de navegação.</p><p>EM CASO DE EMERGÊNCIA NACIONAL, A DEGRADAÇÃO DO NÍV EL DE</p><p>PRECISÃO PODE SER ELEVADA PARA ALÉM DE 100 METROS. (O ERRO MÁXIMO</p><p>ACEITÁVEL É DE 100 METROS)</p><p>A degradação intencional ou “disponibilidade seletiva” é, de longe, a maior fonte de erro do GPS</p><p>padrão.</p><p>A sigla SA associada ao GPS significa: DISPONIBILIDADE SELETIVA .</p><p>WGS-84 - É um elipsóide de referência de origem geocêntrica utilizado pelo DoD, para o Sistema</p><p>de Posicionamento Global - (GPS), sendo a referência geográfica para a navegação inercial.</p><p>A sigla DOP associada ao GPS significa DILUIÇÃO DA PRECISÃO DA POSIÇÃO.</p><p>36</p><p>A operação de um receptor GPS é, normalmente, bastante simples. Deve ser consultado o manual</p><p>do equipamento, que fornecerá as informações necessárias para possibilitar o domínio sobre os</p><p>controles do aparelho e a interpretação dos dados apresentados no mostrador.</p><p>GPS DIFERENCIAL (DGPS)</p><p>A Técnica Diferencial aplicada ao GPS (“Global Positioning System”) foi desenvolvida para obter</p><p>maior precisão de posicionamento do SPS (“STANDARD POSITIONING SERVICE”) do</p><p>Sistema GPS.</p><p>A Técnica Diferencial corrige não só a degradação intencional da precisão do GPS pelo Ministério</p><p>da Defesa dos EUA (“Disponibilidade Seletiva”), mas também as influências incontroláveis, como</p><p>as condições de propagação ionosféricas e atmosféricas, os erros de sincronização dos relógios e as</p><p>irregularidades nas órbitas dos satélites.</p><p>COMPONENTES DO DGPS. CONCEITO DE OPERAÇÃO</p><p>A navegação DGPS em tempo real requer três componentes principais:</p><p>– Estação de Referência DGPS;</p><p>– “link” de comunicações (para correção DGPS); e</p><p>– receptor DGPS a bordo do navio ou embarcação.</p><p>O conceito de operação utilizado é o de posicionamento relativo. As observações simultâneas dos</p><p>mesmos satélites por duas estações (Estação de Referência DGPS e navio) proporcionam a</p><p>minimização ou, até mesmo, a eliminação dos efeitos de alguns erros sistemáticos que incidem de</p><p>forma semelhante em ambas as estações (erros das órbitas dos satélites, refração troposférica e</p><p>ionosférica, erros nos relógios dos satélites, etc.).</p><p>A Estação de Referência DGPS é instalada em um ponto de coordenadas geográficas</p><p>conhecidas com precisão, normalmente um Radiofarol para navegação marítima.</p><p>Estas correções são transmitidas pelo “link” de comunicações para os receptores DGPS instalados a</p><p>bordo dos navios/embarcações que trafegam na área.</p><p>O receptor DGPS, então, incorpora os dados de correção na solução GPS, ao mesmo tempo em que</p><p>computa os dados dos satélites, permitindo medidas muito mais precisas de posição, rumo e</p><p>velocidade.</p><p>A Técnica Diferencial aplicada ao Sistema GPS aumenta a precisão de posição para um valor</p><p>melhor que 10 metros e permite medidas de velocidades com precisão de 0,1 nó, aperfeiçoando,</p><p>desta forma, a eficiência e a segurança da navegação marítima.</p><p>A precisão do DGPS depende do afastamento fixo–móvel, ou seja, depende da distância entre</p><p>o navio e a estação de referência DGPS.</p><p>37</p><p>OBSERVAÇÕES FINAIS SOBRE O SISTEMA GPS</p><p>O sistema GPS, por sua integridade, disponibilidade e precisão, tornou obsoletos praticamente todos</p><p>os outros sistemas de Navegação Eletrônica de médio e longo alcances, inclusive seu antecessor na</p><p>navegação por satélites (o sistema TRANSIT).</p><p>Suas vantagens e possibilidades são imensas, especialmente com a aplicação da Técnica Diferencial</p><p>(DGPS).</p><p>Entretanto, não se deve esquecer que o GPS está sob total controle estrangeiro e, até mesmo sob a</p><p>forma Diferencial (DGPS), pode ter sua precisão degradada intencionalmente, sem que nada</p><p>possamos fazer.</p><p>NOÇÕES DE ESTABILIDADE DE UMA EMBARCAÇÃO</p><p>É a capacidade de recuperação ou de endireitamento que uma embarcação possui para voltar a sua</p><p>posição de equilíbrio depois de um caturro ou balanço motivados por forças externas.</p><p>Definições:</p><p>Flutuabilidade positiva - é a tendência do navio flutuar ou se conservar flutuando.</p><p>Flutuabilidade negativa - é a tendência do navio afundar.</p>

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