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<p>UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO</p><p>CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP</p><p>INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E AMBIENTAIS</p><p>ENGENHARIA AGRÍCOLA E AMBIENTAL</p><p>ESTIMATIVA DE PERDA DE SOLO EM BACIA HIDROGRÁFICA CERRADO-</p><p>AMAZÔNIA</p><p>KANANDA ALVES DE OLIVEIRA DA SILVA</p><p>SINOP</p><p>MATO GROSSO – BRASIL</p><p>2023</p><p>KANANDA ALVES DE OLIVEIRA DA SILVA</p><p>ESTIMATIVA DE PERDA DE SOLO EM BACIA HIDROGRÁFICA CERRADO-</p><p>AMAZÔNIA</p><p>Orientador: Prof. Dr. Frederico Terra de Almeida</p><p>Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à</p><p>Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT -</p><p>Campus Universitário de Sinop, como parte das</p><p>exigências para obtenção do título de bacharel em</p><p>Engenharia Agrícola e Ambiental.</p><p>SINOP</p><p>2023</p><p>Dados Internacionais de Catalogação na Fonte.</p><p>Ficha catalográfica elaborada automaticamente de acordo com os dados fornecidos pelo(a) autor(a).</p><p>Permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte.</p><p>S586e Silva, Kananda Alves de Oliveira.</p><p>ESTIMATIVA DE PERDA DE SOLO EM BACIA</p><p>HIDROGRÁFICA CERRADO-AMAZÔNIA [recurso</p><p>eletrônico] : Trabalho de Conclusão de Curso / Kananda</p><p>Alves de Oliveira Silva. -- Dados eletrônicos (1 arquivo : 50</p><p>f., il. color., pdf). -- 2023.</p><p>Orientador: Frederico de Almeida Terra.</p><p>TCC (graduação em Administração) - Universidade</p><p>Federal de Mato Grosso, Faculdade de Administração e</p><p>Ciências Contábeis, Cuiabá, 2023.</p><p>Modo de acesso: World Wide Web:</p><p>https://bdm.ufmt.br.</p><p>Inclui bibliografia.</p><p>UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO</p><p>CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP</p><p>INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E</p><p>AMBIENTAIS CURSO DE ENGENHARIA</p><p>AGRÍCOLA E AMBIENTAL</p><p>COMISSÃO DE TRABALHO DE CURSO</p><p>,</p><p>TERMO DE APROVAÇÃO DE TRABALHO DE CURSO</p><p>TÍTULO DO TRABALHO: ESTIMATIVA DE PERDAS DE SOLOS NA BACIA</p><p>HIDROGRÁFICA CERRADO-AMAZÔNIA</p><p>ACADÊMICA: Kananda Alves de Oliveira da Silva</p><p>ORIENTADOR: Prof. Dr. Frederico Terra de Almeida</p><p>APROVADO PELA COMISSÃO EXAMINADORA:</p><p>Prof. Dr. Frederico Terra de Almeida - Presidente da Banca</p><p>Me. Rhavel Salviano Dias Paulista - Membro</p><p>Me. Daniela Castagna - Membro</p><p>Prof. Dr. Frederico Terra de Almeida</p><p>Presidente da Banca</p><p>DATA DA DEFESA: 19 de dezembro de 2023.</p><p>AGRADECIMENTOS</p><p>Minha eterna gratidão à Deus em primeiro lugar pela minha existência, por me guiar sempre</p><p>em todos os meus passos nos momentos de dificuldade enfrentados neste meu percurso pela</p><p>faculdade.</p><p>Agradeço aos meus pais Marlene e Antônio Marcos por todo apoio, paciência e compreensão,</p><p>por toda inspiração pela busca do melhor que o mundo tem a me proporcionar, e por nunca</p><p>medirem esforços para que me dedicasse nos estudos.</p><p>Agradeço aos meus irmãos Michely, Mirella e Alessandro por todo apoio, amparo e pelos</p><p>sorrisos surgidos até nos momentos difíceis.</p><p>Aos meus afilhados Miguel Henrique e Heitor, que foram o melhor presente que Deus colocou</p><p>em vida, proporcionando momentos maravilhosos, que com toda certeza foi mais um estímulo</p><p>para concluir essa etapa.</p><p>Aos meus amigos Igor Costa, Jaisy Pantoja, Luiza Anesi e aos demais colegas que fiz no</p><p>decorrer da faculdade, vocês são luz para meu conhecimento e realização em minha vida.</p><p>Ao meu orientador e amigo, Prof. Dr. Frederico Terra de Almeida, por me orientar e</p><p>compartilhar todo conhecimento que foi essencial para o desenvolvimento da pesquisa e na</p><p>obtenção do meu título acadêmico.</p><p>À equipe de campo e laboratório de hidráulica, Daniela Castagna, Rhavel Salviano, Luzinete</p><p>Scaunichi e aos demais colegas, que colaboraram no processamento dos dados e</p><p>procedimentos laboratoriais.</p><p>Por fim, o maior agradecimento se deve a mim mesma. Obrigada por passar tantas noites em</p><p>claro, por trabalhar arduamente por seus pais, por ter fé e esperança em uma vida melhor.</p><p>Obrigada por virar a página, se cuidar e procurar apoio, por de toda forma se empenhar na</p><p>construção deste TCC e no desabrochar para a vida.</p><p>RESUMO</p><p>A perda de solo devido à erosão pode ter impactos ambientais de longo prazo devido aos</p><p>processos de assoreamento da água e à perda de biodiversidade. Pesquisas focadas em</p><p>perdas causadas pela erosão da água e do solo são importantes para compreender os</p><p>fenômenos que afetam o meio ambiente. Portanto, a presente pesquisa objetiva-se analisar</p><p>e descrever a suscetibilidade à erosão do solo na bacia hidrográfica do rio Caiabi, localizada</p><p>na divisa entre os municípios Sinop e Vera no estado de Mato Grosso, Brasil, em que foi</p><p>utilizada a Equação Universal de Perda de Solo (USLE) através de ferramentas de</p><p>Geoprocessamento a Para obter os resultados esperados, todos os 5 fatores da equação</p><p>geral foram calculados (R - erosividade, K - erodibilidade, LS - comprimento e declividade da</p><p>encosta, C - coeficiente de uso e ocupação do solo e P – Praticas Conservacionistas), fazendo</p><p>o uso de ferramentas SIG para auxiliar nos cálculos dos fatores e na construção de mapas.</p><p>Para o fator R, verifica-se que os máximos valores são referentes aos meses chuvosos,</p><p>resultando na máxima de 2.164,97 MJ.mm.ha-1.hr -1. Para K, resultou no médio de 0,0019</p><p>t.ha.h-1.MJ-1mm-1, LS de 0,77, e por fim, a perda de solo para a área de estudou resultou em</p><p>6,07 t.ha-1. ano-1 podendo verificar que essa taxa de perda de solo está relacionada à</p><p>precipitação é uma das principais causas da erosão do solo.</p><p>Palavras Chaves: USLE, Uso do solo, Fatores, Erosão.</p><p>ABSTRACT</p><p>he loss of soil due to erosion can have long-term environmental impacts due to water siltation</p><p>processes and biodiversity loss. Research focused on losses caused by water and soil erosion</p><p>is crucial for understanding phenomena affecting the environment. Therefore, the present</p><p>study aims to analyze and describe soil erosion susceptibility in the Caiabi River watershed,</p><p>located on the border between the municipalities of Sinop and Vera in the state of Mato Grosso,</p><p>Brazil. The Universal Soil Loss Equation (USLE) was used through Geoprocessing tools. To</p><p>obtain the expected results, all five factors of the general equation were calculated (R -</p><p>erosivity, K - erodibility, LS - slope length and steepness, C - land use and land cover</p><p>coefficient, and P - Conservation Practices), using GIS tools to assist in factor calculations and</p><p>map construction. For factor R, it is observed that the maximum values are related to rainy</p><p>months, resulting in a maximum of 2,164.97 MJ.mm.ha-1.hr-1. For K, the result was an</p><p>average of 0.0019 t.ha.h-1.MJ-1mm-1, LS of 0.77, and finally, soil loss for the studied area</p><p>resulted in 6.07 t.ha-1.year-1. It can be noted that this soil loss rate is related to precipitation,</p><p>being one of the main causes of soil erosion.</p><p>Keywords: USLE, Soil use, Factors, Erosion.</p><p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 11</p><p>2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ........................................................................................ 13</p><p>2.1 Desenvolvimento de Erosão do Solo .............................................................................. 13</p><p>2.2 Atual Situação da Erosão do Solo no Brasil .................................................................. 14</p><p>2.3 Histórico dos Indicadores de Erosão do Solo ................................................................ 15</p><p>2.3.1 Aplicabilidade e Críticas Sobre o Uso da USLE .................................................... 17</p><p>3. MATERIAL E MÉTODOS ............................................................................................. 19</p><p>3.1 Caracterização da Área de Estudo ..................................................................................</p><p>in</p><p>two large catchments in Southern Brazil. 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RESULTADOS E DISCUSSÃO .................................................................................... 27</p><p>4.1 Fator de Erosividade da Chuva (R) ................................................................................. 27</p><p>4.2 Fator de Erodibilidade do Solo (K) ................................................................................... 31</p><p>4.3 Fator de Comprimento e Declividade da Encosta (LS) ................................................ 33</p><p>4.4 Fator de Uso e Manejo do Solo (C) e Práticas Conservacionistas (P) ...................... 34</p><p>4.5 Estimativa da Perda de Solo (A) ...................................................................................... 38</p><p>5. CONCLUSÃO .............................................................................................................. 43</p><p>6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................. 44</p><p>LISTA DE FIGURAS</p><p>Figura 1. Localização da bacia hidrográfica do rio Caiabi. .................................................. 19</p><p>Figura 2. Localização das estações meteorológicas em funcionamento dentro das</p><p>propriedades: São José (A); Bedin (B) e Fetter (C). ............................................................. 20</p><p>Figura 3. Espacialização do índice de erosividade mensal (El30) da bacia do rio Caiabi, janeiro</p><p>a junho. ................................................................................................................................ 29</p><p>Figura 4. Espacialização do índice de erosividade mensal (El30) da bacia do rio Caiabi, julho</p><p>a dezembro. ......................................................................................................................... 30</p><p>Figura 5. Mapa do fator de erodibilidade da bacia do rio Caiabi. ......................................... 32</p><p>Figura 6. Fator de declividade e comprimento de rampa da bacia hidrográfica do rio Caiabi.</p><p>............................................................................................................................................ 33</p><p>Figura 7. Mapa de uso do solo e fator CP da bacia estudada de janeiro a junho. ............... 36</p><p>Figura 8. Mapa de uso do solo e fator CP da bacia estudada de julho a dezembro. ........... 37</p><p>Figura 9. Mapa de perda de solo da bacia do rio Caiabi, janeiro a junho. ........................... 40</p><p>Figura 10. Mapa de perda de solo da bacia do rio Caiabi, julho a dezembro. ..................... 41</p><p>Figura 11. Mapa de perda de solo da bacia do rio Caiabi para o mês de novembro. .......... 42</p><p>Figura 12. Mapa de perda de solo da bacia do rio Caiabi. .................................................. 42</p><p>LISTA DE TABELAS</p><p>Tabela 1. Equações de regressão usadas para estimar o índice de erosividade mensal (EI30)</p><p>da chuva coeficiente (Rc) das respectivas estações e municípios do estado de Mato ......... 21</p><p>Tabela 2. Datas das cenas utilizadas para o mapeamento do uso e ocupação do solo na bacia</p><p>hidrográfica do rio Caiabi e os respectivos percentuais de nuvens das imagens. ................ 24</p><p>Tabela 3. Valores dos Fatores C e P em Função das Classes de Cobertura e Uso do solo.25</p><p>Tabela 4. Índice de Erosividade da chuva, mensal (EI30) e anual (Fator R) de cada estação</p><p>pluviométrica de 2016. ......................................................................................................... 27</p><p>Tabela 5. Valores médios resultantes de EI30 e R. ............................................................. 28</p><p>Tabela 6. Valores médios resultantes de K. ........................................................................ 31</p><p>Tabela 7. Valores médios resultantes de LS. ...................................................................... 33</p><p>Tabela 8. Valores médios resultantes de CP. ...................................................................... 34</p><p>Tabela 9. Distribuição do uso e ocupação do solo na bacia hidrográfica do rio Caiabi em</p><p>relação a perda de solo. ...................................................................................................... 35</p><p>Tabela 10. Valores médios da Perda de Solo (A) ................................................................ 38</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Com a população em crescimento, o mundo está em constante mudança, devido à</p><p>atividade humana relacionada à extração de madeira, mineração, construção de estradas,</p><p>geração de energia hidrelétrica e produção agrícola. Se essas atividades não forem</p><p>implementadas adequadamente, podem levar à ocupação desordenada de áreas e uso</p><p>descontrolado dos recursos naturais, resultando na destruição de espaços verdes, extinção</p><p>de flora e fauna e grandes alterações nos fluxos hidrológicos, além das restrições ao uso e</p><p>ocupação do solo (MACHADO; GARRAFA, 2020; PASSOS, 2017).</p><p>O solo possui a importância de sustentação da vegetação e das atividades humanas,</p><p>sendo fundamental para os ecossistemas e os ciclos biogeoquímicos terrestres, além disso,</p><p>é considerado o principal reservatório da diversidade biológica, contendo uma malha estreita</p><p>de inter-relações dos organismos presentes que são essenciais para a manutenção do</p><p>equilíbrio ecológico (BERENDSEN; PIETERSE; BAKKER, 2012; RAAIJMAKERS, 2009).</p><p>Os solos podem ser definidos como produtos frágeis, formados na superfície do</p><p>planeta terra, contendo partículas sólidas, água e ar. São constituídos a partir do intemperismo</p><p>das rochas presentes na litosfera (TEIXEIRA, 2003). Existem fatores e processos que</p><p>influenciam na formação dos solos, que são caracterizados pelo clima, organismos, materiais</p><p>de origem, relevo e tempo. Em virtude desses fatores, que os solos apresentam propriedades</p><p>e características que diferenciam uns dos outros (LIMA; LIMA; MELO, 2007).</p><p>A modificação do solo pode ser de forma natural, como a decomposição do material</p><p>devido ao aumento ou diminuição da precipitação, ou induzida pelo homem (como cultivo das</p><p>culturas anuais, incêndios, urbanização, etc.). O mau uso e ocupação inadequada dos solos</p><p>podem interferir na integridade das bacias hidrográficas. Nas áreas agrícolas com preparo</p><p>inadequado dos solos, resultam em erosão, assoreamentos dos rios e a contaminação das</p><p>águas através dos usos excessivos dos defensivos químicos, gerando alterações ao meio</p><p>ambiente (NUNES; ROIG, 2015).</p><p>A erosão do solo pode levar à destruição de áreas agrícolas, levando a compactação</p><p>e remoção dos nutrientes. Esses fatores causam perdas associada à produtividade,</p><p>resultando na necessidade de abertura de novas áreas de cultivo ou na necessidade de</p><p>correções e aplicação fertilizantes de alto custo (DUARTE, 2018). Existem causas</p><p>relacionadas ao declínio do solo por erosão, que por sua vez podem ser controladas através</p><p>de técnicas utilizadas para aumentar a resistência do solo ou reduzir a força</p><p>dos processos</p><p>erosivos, conhecidas como práticas conservacionistas (LIMA; OLIVEIRA; AQUINO, 2000).</p><p>Na busca de medida de combate aos danos da erosão, alguns métodos têm sido</p><p>utilizados para a avaliação dos impactos ambientais e perda de solo. A USLE - Equação</p><p>Universal de Perda de Solo é uma das metodologias utilizada para estimativa da perda de</p><p>solo por erosão laminar. Desenvolvida em 1978 nos Estados Unidos por Wischmeier e Smith.</p><p>Este modelo é extensivamente empregado em pesquisas cientificas, quando combinado com</p><p>sistema de informação geográfico (SIG) tem-se revelado eficaz na geração de diferentes</p><p>dados temáticos de novos produtos de mapeamento nos estudos para perda de solo (PINTO;</p><p>GARCIA, 2005).</p><p>Neste contexto, o objetivo este trabalho foi estimar a perda de solo da bacia</p><p>hidrográfica do rio Caiabi (MBHRC), utilizando a equação da USLE, com intuito de avaliar os</p><p>parâmetros e a importância de utilizá-lo em conjunto com sistema de informação geográfico</p><p>(SIG).</p><p>2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA</p><p>2.1 Desenvolvimento de Erosão do Solo</p><p>A erosão é o processo natural de separação e transporte das partículas do solo e é</p><p>inerente à formação do próprio solo (AMORIM, 2004). No entanto, as atividades humanas,</p><p>através de práticas desconstrutivas perturbam o equilíbrio das condições naturais,</p><p>provocando o surgimento dos processos erosivos acelerados (DU et al., 2022; GUERRA et</p><p>al., 2018; MONSIEURS et al., 2015; MORGAN, 2005; AMORIM, 2004). Dessa forma, a melhor</p><p>maneira de se evitar a erosão dos solos é agindo preventivamente (GUERRA et al., 2017;</p><p>MORGAN, 2005).</p><p>A erosão pode ocasionar de algumas formas, dentre elas, a eólica diante das ações</p><p>do vento, glacial através do gelo, hídrica ocasionada pela a água e a organogênica através</p><p>dos organismos, deste modo, encaminhado de forma direta na gênese e na evolução das</p><p>vertentes (PITTELKOW, 2013). Diante do pressuposto, a erosão hídrica é a principal forma</p><p>que ocasiona a perda da camada superficial do solo expressando na degradação das terras</p><p>no Brasil (HERNANI et al., 2002).</p><p>Fundamentalmente, o desenvolvimento da erosão hídrica é condicionado por cinco</p><p>fatores: chuva, solo, cobertura e manejo, topografia e práticas conservacionistas (COGO;</p><p>LEVIEN; SCHWARZ, 2003; HUDSON, 1977). A combinação desses fatores determina a</p><p>intensidade e as variações nas taxas de perda de solo (CUNHA; GUERRA, 2006; SCHICK,</p><p>2000).</p><p>A erosão hídrica do solo ocasiona perda de nutrientes (BERTOL et al., 2003), além de</p><p>contaminar os mananciais e outras áreas fora do local de origem da erosão (SCHICK et al.,</p><p>2000), diminui a produtividade agrícola pelo empobrecimento do solo (BERTONI; LOMBARDI</p><p>NETO, 1993). A contaminação dos mananciais, neste caso, é ocasionada pelo escoamento</p><p>superficial, a qual transporta sedimentos coloidais que contêm nutrientes, em geral em altas</p><p>concentrações. Além disso, a água do escoamento superficial transporta nutrientes solúveis,</p><p>alguns deles em altas concentrações (GUADAGNIN, 2003), podendo provocar a eutrofização</p><p>das águas onde se depositam.</p><p>O processo de erosão hídrica é dividido em três etapas: desprendimento, transporte e</p><p>deposição de partículas de solo, nutrientes e matéria orgânica. Inicialmente Hudson (1975),</p><p>descreve que os desprendimentos dos sedimentos do solo eram ocasionados pelos</p><p>resultados dos efeitos das chuvas. No entanto, o escoamento superficial também é</p><p>reconhecido como agente erosivo. O desprendimento das partículas do solo é causado pela</p><p>energia do impacto das gotas de chuva na superfície do solo e pela tensão de cisalhamento</p><p>do escoamento superficial, quando as forças de coesão do solo excedem, são referidas como</p><p>tensão crítica de cisalhamento do solo (PRUSKI, 2000; NUERNBERG, 1998).</p><p>Os sedimentos soltos são geralmente carregados por água, salpicos ou escoamento</p><p>superficial, e esses movimentos determinam o processo de transporte. Durante o transporte,</p><p>alguns desses sedimentos podem ser depositados devido à mudança na geometria, lâmina e</p><p>inclinação da superfície do solo (CECATTO, 2014).</p><p>O processo de deposição é elevadamente seletivo, pois é dependente da profundidade</p><p>do escoamento superficial e da turbulência do escoamento produzida pelo impacto das gotas</p><p>de chuva (AGASSI, 1996). A velocidade de sedimentação caracteriza em função do tamanho,</p><p>forma e densidade. Para um determinado tamanho de sedimento, a taxa de deposição é</p><p>inversamente proporcional à velocidade do fluxo e diretamente proporcional à concentração</p><p>de sedimento e sua densidade no escoamento superficial (HAIRSINE; ROSE, 1991).</p><p>As principais manifestações da erosão hídrica em áreas agrícolas é a erosão laminar,</p><p>que pode evoluir em sulcos e voçorocas (BERTONI; LOMBARDI NETO, 1990). A erosão</p><p>laminar é caracterizada pela remoção de finas camadas de solo, é produzida inicialmente pelo</p><p>escoamento superficial, pois à medida que a água penetra no solo e começa a saturar,</p><p>formam-se poças na superfície, desencadeando o escoamento superficial (GUERRA, 2010).</p><p>O processo de formação da erosão em sulco é constituído pela evolução e</p><p>concentração de filetes de água que antes fluíam por erosão laminar. Os filetes de água se</p><p>dividem em ramos que se espalham e se conectam continuamente, de modo que as</p><p>concentrações do mesmo formam pequenos sulcos que se tornam cada vez maior à medida</p><p>que o fluxo de água aumenta (NEARING, 1994).</p><p>As voçorocas são formadas pela concentração do escoamento que flui por elas em</p><p>grandes quantidades, em determinadas situações de terreno, que desencadeia grandes</p><p>massas de solo formando cavidades profundas e de grande extensão. Essas voçorocas</p><p>representam um estágio avançado de perda de solo. As principais consequências</p><p>ocasionadas pelas voçorocas e pelos sulcos são a perda de nutrientes e grandes cicatrizes</p><p>na superfície. De certa forma, a evolução dos tipos de erosão hídrica está relacionada, ou</p><p>evolui de um para o outro (MERRITT, 2003; LOCH; SILBURN, 1996).</p><p>2.2 Atual Situação da Erosão do Solo no Brasil</p><p>No Brasil, a erosão hídrica é o principal fator capaz de tornar insustentáveis os</p><p>sistemas de produção agrícola e, os impactos ambientais dela oriundos, têm reflexos no</p><p>aumento dos custos, causando, anualmente, um prejuízo econômico enorme ao país</p><p>(HERNANI et al., 2002). Em um estudo sobre os custos gerados pela erosão dos solos,</p><p>(TELLES; GUIMARÃES; DECHEN, 2011) menciona que no Brasil as perdas com esse</p><p>processo chegam a 30 milhões de dólares ao ano.</p><p>Marques (1998) enfatiza que o Brasil perde cerca de 500 milhões de toneladas de solo</p><p>todos os anos devido à erosão laminar, com volume perdido de solo variando de 0,1 a 136,0</p><p>t ha-1, conforme o uso e a cobertura do solo (ANACHE et al., 2017). Atualmente, a perda de</p><p>solo supera esse valor devido ao uso intensivo da terra e à expansão da fronteira agrícola</p><p>(BERTONI; LOMBARDI NETO, 1990).</p><p>A Federação das Associações dos Engenheiros Agrônomos do Brasil relata que no</p><p>início dos anos 90, é perdido em média, cerca de 600 milhões de toneladas de solo agrícola</p><p>no Brasil a cada ano devido à erosão e condições climáticas severas. Essas perdas de solo</p><p>resultam em aproximadamente US$ 1,5 bilhão associados na perda de nutrientes. Mais</p><p>recentemente, profissionais envolvidos na conservação do solo estimaram que as perdas</p><p>fossem ainda maiores, com prejuízo de cerca de US$ 4 bilhões por ano (BAHIA, 1992).</p><p>No estado do Rio Grande do Sul (RS), o processo erosivo acelerado ocorre</p><p>principalmente em áreas de lavoura, onde é decorrente do manejo inadequado e da ausência</p><p>de práticas conservacionistas (TIECHER et al., 2017; MIGUEL et al., 2014). Nessa região,</p><p>ocorre uma perda de mais de 40 t ha-1 ano-1 de solo em seis milhões de hectares de áreas</p><p>cultivadas (SCHMIDT, 1989) e esse processo erosivo é observado em áreas de lavoura sob-</p><p>relevo declivoso e com ausência de cobertura (MOURA-BUENO et al., 2018; DIDONÉ et al.,</p><p>2014).</p><p>Na agricultura</p><p>paulista, a erosão é também considerada um grave problema que vem</p><p>comprometendo os recursos naturais e pondo em risco a rentabilidade das atividades</p><p>agrícolas (BERTOLINI; LOMBARDI NETO, 1993). A perda anual devida à erosão é de</p><p>aproximadamente 194 milhões de toneladas de terras férteis; destas 48,5 milhões de</p><p>toneladas chegam aos mananciais em forma de sedimentos transportados, causando</p><p>assoreamento e poluição.</p><p>2.3 Histórico dos Indicadores de Erosão do Solo</p><p>Durante o período inicial entre 1890 e 1947, a pesquisa relacionada à erosão limitou-</p><p>se à compreensão e descrição qualitativa dos principais fatores que influenciam o processo</p><p>de erosão. Exemplos desse período são o trabalho descritivo de Cook (1936) e os escritos de</p><p>Laws (1940) e Ellison (1947) sobre a erosão por salpico.</p><p>Cook (1936) já havia reconhecido a complexidade dos fenômenos erosivos, incluindo</p><p>a independência de escala dos processos hidrológicos e sedimentares dentro das bacias</p><p>hidrológicas. Além disso, o autor foi o primeiro a definir os principais fatores que afetavam o</p><p>processo erosivo, como a erodibilidade do solo, o poder erosivo das águas pluviais e do</p><p>escoamento superficial e a proteção da cobertura vegetal.</p><p>Trabalhos experimentais no meio-oeste dos Estados Unidos entre 1940 e 1954</p><p>produziram equações de perda de solo que incluíam princípio do comprimento e inclinação</p><p>de rampa, propriedades do solo, práticas conservacionistas e condições que afetavam o uso</p><p>e o manejo do solo. Em 1946, um comitê nos Estados Unidos se reuniu para revisar a última</p><p>equação e os fatores dos dados existentes no país, após incorporar a precipitação, resultou-</p><p>se em uma nova equação de perda de solo denominada como equação de (MUSGRAVE,</p><p>1947).</p><p>Glymph (1951) introduziu o termo erosão acelerada para descrever o crescimento da</p><p>erosão e a deposição que são intensificadas pela atividade humana. De fato, os humanos</p><p>adicionaram grandes quantidades de sedimentos em rios e reservatórios devido a atividades</p><p>como mineração, construção, desenvolvimento urbano, operações de madeireiras, pastagem</p><p>e cultivo de terras agrícolas (VANONI,1975).</p><p>Glymph (1957) afirmou que a determinação da origem dos sedimentos é um dos</p><p>problemas mais difíceis enfrentados pelos engenheiros de planejamento de bacias</p><p>hidrográficas. Portanto, muitos estudos foram realizados para determinar a taxa de produção</p><p>de sedimentos (FLEMING, 1969; GLYMPH, 1951; GOTTSCHALK; BRUNE, 1950), deste</p><p>modo, todos os estudos realizados sobre as fontes sedimentares devem ser levadas em</p><p>consideração.</p><p>Entre 1954 a 1965, os EUA em parceria com as agências de pesquisas e extensão se</p><p>esforçaram para revisar essas equações, desta forma, obtiveram-se um novo modelo</p><p>empírico conhecido como Universal Soil Loss Equation - USLE (WISHMEIER; SMITH, 1978).</p><p>Esta equação de base empírica não contabiliza separadamente os processos físicos</p><p>envolvidos na erosão do solo, como a separação e migração de partículas do solo. Na USLE,</p><p>distingue-se apenas a importância de diferentes fatores controladores do processo erosivo,</p><p>que incluem precipitação, comprimento e gradiente da encosta, erodibilidade do solo, preparo</p><p>(uso e ocupação do solo) e práticas agrícolas.</p><p>Embora os pesquisadores geralmente concordem que o USLE pode fornecer boas</p><p>estimativas de erosão em períodos de tempo predeterminados, ela não pode atender aos</p><p>desafios adicionais impostos pelos problemas de erosão. Por exemplo, WILLIAMS (1975)</p><p>confirmou que não era possível obter estimativas de perda de solo usando o USLE para os</p><p>estágios mais avançados da erosão do sulco, enquanto FOSTER (1982) relatou que não era</p><p>possível obter estimativas de perda de solo usando a USLE para fornecer informações sobre</p><p>a variação temporal e espacial da erosão no decorrer de uma chuva. Diante do pressuposto,</p><p>a USLE não é um modelo empírico sem valor, mas o design real será baseado nesses</p><p>modelos por um longo tempo até que seja bem entendido o processo físico da erosão.</p><p>2.3.1 Aplicabilidade e Críticas Sobre o Uso da USLE</p><p>A USLE permite estimar a perda média anual de solo ocasionada pelas erosões do</p><p>tipo laminar, desde que sejam obtidos valores de sua composição. A equação foi desenvolvida</p><p>para condições existentes nos Estados Unidos, onde existe um banco de dados expressivo,</p><p>facilitando seu uso generalizado. Na década de 1970, tornou-se uma importante ferramenta</p><p>de auxílio dos conservacionistas de solo no planejamento agrícola, utilizada por interlocutores</p><p>e agricultores para orientar a seleção das práticas de controle do solo mais eficazes,</p><p>especialmente onde a perda de solo excede os limites toleráveis (COSTANZA, 2020; NEVES</p><p>et al., 2021).</p><p>Porém, por ser totalmente empírica, sua aplicação em situações diferentes daquelas</p><p>para as quais foi desenvolvido requer pesquisa para obtenção dos termos constitutivos do</p><p>modelo (LOCH; ROSEWELL, 1992; FERNANDES, 1997). Devido a esse fator, a maior crítica</p><p>ao modelo é sua aplicação ineficaz fora das condições em que foi desenvolvido. Construir um</p><p>banco de dados para garantir seu uso generalizado requer um investimento significativo de</p><p>tempo e recursos (NEARING, 1994). Dessa forma, a adaptação da USLE às condições</p><p>brasileiras dependerá do desenvolvimento de um banco de dados específico das condições</p><p>solo-climáticas brasileiras.</p><p>Também é importante ressaltar que mesmo em áreas onde existe banco de dados</p><p>adequado para o suporte do uso da USLE, seu uso está sujeito a algumas limitações implícitas</p><p>no conceito de erosão, que não leva em consideração os processos da deposição sedimentar,</p><p>não estima a erosão de voçorocas em estágios mais avançados e nem a perda de solo em</p><p>casos isolados de chuva, portanto não consegue identificar aqueles eventos que podem levar</p><p>a perdas significativas de solo (SILVA, 2003).</p><p>Outra grande limitação da equação é o parecer dos fatores do modelo, que são</p><p>representações médias da área estudada e não leva em conta a variabilidade espaço-</p><p>temporal dos fatores, aliado ao fato da USLE não considerar processos de deposição de</p><p>sedimentos, torna muito limitada sua aplicação no nível da bacia hidrográfica (AMORIM,</p><p>2009). Alguns pesquisadores apontaram que o cálculo do fator LS é um grande problema para</p><p>a utilização da USLE em bacias hidrográficas, pois devido ao próprio conceito do fator, quanto</p><p>maior a declividade, maior a perda de solo (CASTRO, 1992; RANIERI, 2000).</p><p>Apesar dessas limitações, a USLE é considerada uma boa ferramenta para prever a</p><p>perda de solo por erosão laminar, pois requer relativamente poucas informações em</p><p>comparação com modelos mais complexos e é uma equação conhecida e estudada. Embora</p><p>não tenha sido projetado para uso em bacias hidrográficas, alguns autores têm aplicado a</p><p>USLE em relação a sistemas de informações geográficas (SIGs) para estimar a perda de solo</p><p>em bacias hidrográficas (FERREIRA, 2009; SERGIO et al., 2008; COSTA et al., 2007;</p><p>TAVARES et al., 2003; RANIERI, 2000; RANIERI, 1996; MELLEROWICZ, 1994; CASTRO;</p><p>HAMLETT, 1992) deste modo, com o uso deste sistema proporciona realizar analise ágil e</p><p>dinâmica da área de estudo (LOPES et al., 2011).</p><p>3. MATERIAL E MÉTODOS</p><p>3.1 Caracterização da Área de Estudo</p><p>O presente trabalho tem como área de estudo a bacia hidrográfica do rio Caiabi,</p><p>afluente da margem direita do rio Teles Pires, localizada nos municípios entre Sinop e Vera</p><p>na região norte do estado de Mato Grosso. O relevo da região onde está presente a bacia é</p><p>caracterizado como plano, não ultrapassando de 3% de declividade. As coordenadas</p><p>geográficas da bacia estão situada na latitude 12°25'30"S e longitude 55°17'0”W, inserida nos</p><p>biomas de transição entre floresta Amazônica e cerrado.</p><p>Figura 1. Localização da bacia hidrográfica do rio Caiabi na unidade hidrográfica do rio Teles Pire e</p><p>no mapa do Brasil.</p><p>Fonte: Autoria Própria (2023).</p><p>O clima da região é do tipo Aw (tropical de savana), segundo</p><p>Alvares et al. (2013). No</p><p>verão/outono há presença de chuvas concentradas caracterizado como período chuvoso, no</p><p>inverno/primavera há escassez hídrica caracterizada como período de seca, com valores</p><p>médios anuais de precipitações de 1.947,7 mm (SOUZA et al., 2013). A bacia do rio Caiabi</p><p>tem como predominância Latossolo Vermelho-Amarelo, Distrófico (LVAd), segundo Sistema</p><p>Brasileiro de Classificação do Solo (SANTOS et al., 2018).</p><p>3.2 Equação Universal de Perda de Solo - USLE</p><p>Este estudo adotou o método de análise da perda de solo pela erosão laminar, por</p><p>meio do uso de sistema de informações geográficas (SIG), utilizando a USLE de Wischmeier</p><p>e Smith (1978), dado pela equação 1.</p><p>A = R. K. LS. C. P (1)</p><p>Em que: A representa a quantidade de perda de solo por unidade de área durante o</p><p>ano (t.ha-1.ano-1); R é a erosividade causado pela água da chuva (MJ.mm.ha-1.hr -1.ano-1); K é</p><p>o fator de erodibilidade do solo (Mg.ha.h-1.MJ-1.mm-1); LS é o fator topográfico (adimensional);</p><p>C é cobertura e manejo do solo (adimensional); e, finalmente, P corresponde às práticas</p><p>conservacionistas (adimensional).</p><p>Os fatores que compõem a USLE são estimados separadamente e de forma</p><p>independente (SILVA; ALVARES, 2005). Os procedimentos operacionais da USLE estão</p><p>expostos abaixo na figura 4.</p><p>3.2.1 Fator de Erosividade da Chuva (R)</p><p>O fator de erosividade da chuva (R), conhecido também como fator energético da</p><p>chuva, é o índice de erosão pluvial ou índice de Wischmeier (CARVALHO et al., 2008), que</p><p>determina a capacidade da chuva de causar erosão em área sem proteção. Este fator</p><p>relaciona as características do solo (declividade da superfície, tipo e cobertura do solo e a</p><p>capacidade de infiltração) com a intensidade da chuva (BACK; GONÇALVES, 2017).</p><p>Figura 2. Localização das estações meteorológicas em funcionamento dentro das propriedades: São</p><p>José (A); Bedin (B) e Fetter (C).</p><p>Fonte: (Santos 2023).</p><p>Os monitoramentos da bacia são realizados por três estações meteorológicas</p><p>automáticas (Davis Vantage Pro2®) e limnígrafo OTT Thalimeds, que estão instaladas em</p><p>diferentes pontos dentro da mesma, nas propriedades São José, Bedin e Fetter (figura 2). A</p><p>partir das estações, é permitido realizar uma série de observações, como a verificação da</p><p>direção dos ventos, temperatura do ar, umidade, quantidade e duração das chuvas, radiação</p><p>solar e entre outros fatores, que são fundamentais para a procedência do estudo.</p><p>Neste sentido, para o cálculo deste fator é necessário obter informações da</p><p>distribuição espacial e temporal das chuvas da bacia. Desta forma, foram obtidos os dados</p><p>por meio das informações pluviométricas das estações meteorológicas referente aos dados</p><p>do ano de 2016.</p><p>No cálculo do fator R utilizou-se a equação proposta por Almeida (2009), que</p><p>possibilitou estimar o valor de EI30 a partir do coeficiente de precipitação (R) para cada estação</p><p>pluviométrica, onde o valor R é calculado a partir da soma dos valores mensais dos</p><p>coeficientes EI30. O R foi derivado da equação 2 (ALMEIDA, 2009).</p><p>R =</p><p>𝑝²</p><p>𝑃</p><p>(2)</p><p>Em que: p é a precipitação média mensal (mm) e P é a precipitação média anual (mm).</p><p>Para estimar os valores de EI30, selecionou a equação referente à estação da Gleba</p><p>Celeste, pois é a que mais se aproxima da bacia de estudo (tabela 1). E esses cálculos para</p><p>ambos dos fatores EI30 e R, foram realizados em uma planilha do software Excel para cada</p><p>posto.</p><p>Tabela 1. Equações de regressão usadas para estimar o índice de erosividade mensal (EI30) da</p><p>chuva coeficiente (Rc) das respectivas estações e municípios do estado de Mato</p><p>Estação Município Equação</p><p>Gleba Celeste Vera EI30 = 171.29 (R 0.605)</p><p>Fonte: Adaptado de Almeida (2009).</p><p>O próximo passo prosseguiu com a realização da localização dos pontos das estações</p><p>pluviométricas de acordo com coordenas geográficas das mesmas. Desta forma, os pontos</p><p>foram marcados dentro da imagem (SHAPE) da delimitação da bacia do rio Caiabi, obtida</p><p>pelo grupo de pesquisa TRECHO (Tecnologia em Recursos Hídricos no Centro-Oeste).</p><p>Diante do pressuposto, seguiu com a construção da tabela de atributos em que foram</p><p>anexados os valores encontrados de EI30 e R de cada estação. Posteriormente, foi utilizada a</p><p>metodologia de interpolação dos dados denominada de Ponderação pelo Inverso da Distância</p><p>(IDW), com o intuito de especializar os valores.</p><p>O IDW, por sua vez, realiza a estimativa da variável ao longo do espaço, ponderando</p><p>pesos a cada um dos n postos mais próximos, o que é função do inverso de uma potência da</p><p>distância, ou seja, quanto mais próximo do ponto a ser estimado, maior o peso atribuído ao</p><p>ponto amostrado, resultando em um único valor para cada mês e ano (JIMENEZ; DOMECQ,</p><p>2008), como produto final, gerou-se mapas (raster) da distribuição espacial do fator R mensal</p><p>e anual.</p><p>3.2.2 Fator de Erodibilidade do Solo (K)</p><p>A erodibilidade do solo (K) é um fator que retrata o efeito integrado na velocidade de</p><p>infiltração da água, resistência à desagregação, na permeabilidade e na capacidade de</p><p>armazenamento (FARINASSO et al., 2006). Apresentam propriedades inerentes do solo, que</p><p>podem ser afetadas de menor a maior facilidade à erosão, que levam em consideração as</p><p>características quanto à textura, estrutura, infiltração, permeabilidade, resistência às forças</p><p>de dispersão, ao conteúdo de matéria orgânica e ao transporte da chuva, diante deste, a</p><p>alteração desses atributos alterara a erodibilidade (PAIVA; PAIVA, 2001).</p><p>De acordo com Sirqueira (2022), a bacia do rio Caiabi apresenta solo com a</p><p>predominância classificado em Latossolo Vermelho-Amarelo (LVA), textura argilosa, não</p><p>pedregosa e declividade plana.</p><p>Existem três metodologias conhecidas que podem ser seguidas para a determinação</p><p>do fator K, como: chuvas naturais, simuladores de chuvas e os estimadores da erodibilidade</p><p>pela verificação dos atributos químicos e físicos que fazem uso de equações relacionadas às</p><p>variáveis do solo.</p><p>Deste modo, para a erodibilidade do solo (K), foram utilizados os valores encontrados</p><p>por Oliveira (2022), em que tais resultados foram estimados pela perda de solo (A) por meio</p><p>de simulador de chuva, considerando parcelas de 22 metros de comprimento a 9% de</p><p>declividade e sem cobertura do solo.</p><p>Posteriormente, no ambiente SIG (Qgis) foram inseridos os pontos referentes das</p><p>amostras de solo realizado na bacia. Após, gerou a construção da tabela de atributos e</p><p>inseridos os valores da distribuição média para o fator de erodibilidade (K) ao longo do rio</p><p>caiabi encontrado pelo autor mencionado acima.</p><p>Diante dos valores estabelecidos para o fator (K), procedeu com a interpolação pela</p><p>metodologia denominada de Ponderação pelo Inverso da Distância (IDW), em que realiza a</p><p>ponderação pelo inverso da distância. Esse método interpola valores no espaço fazendo a</p><p>média ponderada dentro de um raio R, como produto final, gerou-se mapa da distribuição</p><p>espacial do fator K (raster).</p><p>3.2.3 Fator de Comprimento e Declividade da Encosta (LS)</p><p>O fator topográfico é o fator que relaciona o comprimento da rampa com a inclinação</p><p>do terreno. Bertoni e Lombardi Neto (2005) são responsáveis por apresentar as primeiras</p><p>equações para cálculo do fator LS, que assumem essencialmente a inclinação e o</p><p>comprimento da rampa uniforme, ignorando os efeitos de inclinações côncavas, convexas e</p><p>complexas. Posteriormente, usando medições de perda de solo obtidas nos principais tipos</p><p>de solo no estado de São Paulo, com média de 10 anos de observações para parcelas de</p><p>diferentes graus de declividades e comprimento de rampa, Bertoni e Lombardi Neto (2005)</p><p>determinaram uma equação que permitiu a análise de diferentes porcentagens de</p><p>declividades e perda média de solo ao longo da extensão da rampa.</p><p>Portanto, para esse fator foi utilizada a equação descriminada</p><p>abaixo (Equação 3).</p><p>LS = 0,00984.C0,63.D1,18 (3)</p><p>Em que: C é o comprimento de rampa (m) e D é o grau de declive (%).</p><p>A declividade foi obtida por meio do modelo digital de elevação (MDE) através da</p><p>plataforma digital plataforma Earth Explorer do United States Geological Survey (USGS),</p><p>contendo a resolução espacial de 30 metros para a geração do mapa de declividade.</p><p>3.2.4 Fator de Uso e Manejo do Solo (C)</p><p>O fator de uso e manejo do solo é determinado pelo grau de cobertura do solo, que</p><p>depende do estágio de desenvolvimento da cultura. Os valores de cobertura variam entre 0 e</p><p>1, sendo que as culturas com menos proteção têm os maiores valores e as plantas com mais</p><p>proteção do solo têm valores mais baixos, resultando em menor probabilidade de causar</p><p>perda de solo por erosão (WISHMEIER; SMITH, 1978).</p><p>Os valores de C podem variar ao decorrer dos anos em decorrência das mudanças na</p><p>intensidade e na forma do uso do solo. Desta forma, torna-se imprescindível a utilização de</p><p>imagens atuais de áreas que deseja determinar a perda de solo (BORGES, 2009).</p><p>A área da microbacia é de 70% ocupada por atividades agropecuárias, sendo o</p><p>restante ocupado por florestas (remanescentes), pastagens e aglomerações urbanas com a</p><p>área de aproximadamente de 49.707ha.</p><p>Para a determinação do fator de uso e manejo do solo (C) da bacia hidrográfica do rio</p><p>Caiabi, empregou-se o uso de sensoriamento remoto. No mapeamento de uso e ocupação do</p><p>solo utilizou imagens orbitais gratuitas do sensor Operational Land Imager - OLI, Landsat 8</p><p>referente ao ano de 2020, sendo as mesmas, cenas de produtos de Nível 1 obtidos da</p><p>plataforma Earth Explorer do United States Geological Survey (USGS), contendo a resolução</p><p>espacial de 30 metros.</p><p>A fim de caracterizar progressivamente as mudanças no uso e ocupação do solo,</p><p>optou-se por realizar mapeamentos em intervalos mensais durante um ano, levando em</p><p>consideração a disponibilidade e qualidade dos cenários na seleção do ano, priorizando</p><p>imagens que não existisse nuvem e que seguisse na padronização das datas, porém há</p><p>meses em que isso não foi possível, como verifica-se na tabela 2.</p><p>De posse das imagens orbitais, adicionaram para dentro do ambiente SIG no software</p><p>Qgis e sucedeu-se com as manipulações das mesmas com o intuito de garantir a fidelidade</p><p>na análise espaço-temporal, sendo utilizadas para compor as imagens as bandas 4, 5 e 6 do</p><p>satélite Landsat 8. Deste modo, realizou a mudança de datum de referência, recorte da área</p><p>de estudo, modificação da coloração e observação da imagem.</p><p>Tabela 2. Datas das cenas utilizadas para o mapeamento do uso e ocupação do solo na bacia</p><p>hidrográfica do rio Caiabi e os respectivos percentuais de nuvens nas imagens.</p><p>Datas das Cenas Percentual das Nuvens (%)</p><p>22/01/2022 6,09</p><p>23/02/2022 85,04</p><p>19/03/2022 15,58</p><p>28/04/2022 0,00</p><p>06/05/2022 0,01</p><p>07/06/2022 2,33</p><p>09/07/2022 0,19</p><p>02/08/2022 0,03</p><p>03/09/2022 0,00</p><p>05/10/2022 31,23</p><p>06/11/2022 4,43</p><p>08/12/2022 37,33</p><p>Fonte: Autoria Própria (2023).</p><p>Posteriormente, foi executada a técnica supervisionada, por meio Semi-Automatic</p><p>Classification Plugin (SCP). No band set, foram selecionadas as respectivas bandas 4, 5 e 6,</p><p>criando a Virtual band set, desta forma, gerou uma nova camada de treinamento (create a</p><p>new training input) no SCP Dock, em que foram realizados o agrupamento dos pixels</p><p>resultante para identificar cada componente dentro da imagem, resultando de cinco classes,</p><p>dentre elas: Mata Nativa, Cultura/Pastagem, Solo exposto, Água e Área Urbana. As definições</p><p>das assinaturas espectrais foram extraídas para cada classe e depois procedeu com a</p><p>classificação supervisionada.</p><p>O próximo passo se deu pela realização da classificação, em que as assinaturas</p><p>espectrais das classes do uso e ocupação do solo foram usadas no algoritmo Máxima</p><p>verossimilhança, gerando imagem classificada. No Acatama realizou a verificação da</p><p>avaliação da qualidade da classificação.</p><p>Visto que algumas imagens possuíam interferências atmosféricas, foi realizada a</p><p>reconstrução das mesmas com o intuito de corrigir os elementos que não fazem parte do</p><p>cenário, como por exemplo, as nuvens. Nos meses em que houve altas porcentagens de</p><p>nuvens como, por exemplo, o mês de fevereiro, realizou a classificação manual, usando como</p><p>comparativo mês que antecederam e procederam da imagem na qual estavam realizando tal</p><p>procedimento e também imagem do Google Satélite. Após a finalização da etapa anterior,</p><p>gerou imagens que foi possível visualizar as classes da qual foi atribuída para área de estudo.</p><p>3.2.5 Práticas Conservacionistas (C)</p><p>O fator de medida conservacionista (P) representa o efeito das medidas de</p><p>conservação do solo, como preparo do solo, plantio em contorno (nível), plantio direto,</p><p>terraceamento entre outras, e, expressando a relação entre a perda de solo para uma</p><p>determinada medida de conservação e a perda correspondente quando as culturas são</p><p>plantadas ao longo de encostas ou morro abaixo (WISHMEIER; SMITH, 1978). Este fator varia</p><p>entre 0 e 1, sendo próximo de 0 em sistemas de manejo conservacionista e de 1.</p><p>3.2.6 Fator (CP)</p><p>Por fim, o próximo passo se deu pelas reclassificações dos fatores de uso/manejo do</p><p>solo e as práticas conservacionistas – (CP). Nessa etapa o procedimento foi realizado pelo</p><p>plugin reclassificar por tabela, que tem o intuito de reclassificar uma banda de raster atribuindo</p><p>novos valores com base nos intervalos especificados em uma tabela fixa. Os valores</p><p>atribuídos estão discriminados abaixo e são referentes aos registros bibliográficos analisados</p><p>para os fatores (tabela 3) e, portanto, gerando como produto final, mapas mensais da</p><p>distribuição espacial do fator CP (raster).</p><p>Tabela 3. Valores dos Fatores C e P em Função das Classes de Cobertura e Uso do solo.</p><p>Uso e Manejo do Solo C P CP Referência Bibliográfica</p><p>Mata Nativa 0,00004 1 0,00004 Oliveira (2012)</p><p>Cultura/Pastagem 0,11 1 0,11 Nunes; Castro (2021)</p><p>Solo Exposto 1 1 1 Nunes; Castro (2021)</p><p>Área Urbana 1 1 1 Oliveira (2012)</p><p>Corpos D'água 0,000001 1 0,000001 Oliveira (2012)</p><p>Fonte: Autoria Própria (2023).</p><p>3.2.7 Integração dos Fatores (A)</p><p>O último passo foi realizado à obtenção do valor da perda de solo. Desta forma, utilizou</p><p>a ferramenta do Qgis denominada de calculadora raster, em que foram multiplicadas as</p><p>imagens rasters gerados de cada fator, sendo eles R, K, LS e CP, a fim de resultar no valor</p><p>do fator A.</p><p>4. RESULTADOS E DISCUSSÃO</p><p>4.1 Fator de Erosividade da Chuva (R)</p><p>Na tabela 4 apresenta-se os valores encontrados após os cálculos de erosividade</p><p>mensal e anual por estação da bacia de estudo, e dados de precipitação do ano de 2016.</p><p>Tabela 4. Índice de erosividade da chuva, mensal (EI30) e anual (Fator R) de cada estação</p><p>pluviométrica, ano de 2016.</p><p>Fator de Erosividade da Chuva (R)</p><p>(MJ.mm.ha-1.hr -1.ano-1)</p><p>EI30 mensal</p><p>Estações Pluviométricas</p><p>Meses Fetter Bedin São José</p><p>Janeiro 2.040,11 2.103,54 1.506,87</p><p>Fevereiro 1.345,62 1.375,18 1.170,87</p><p>Março 1.621,19 1.652,49 1.794,62</p><p>Abril 855,70 690,74 762,63</p><p>Maio 98,34 215,60 117,22</p><p>Junho 44,89 1,42 77,26</p><p>Julho 3,66 3,97 68,60</p><p>Agosto 42,84 38,32 94,10</p><p>Setembro 289,77 108,99 122,17</p><p>Outubro 717,90 981,07 733,99</p><p>Novembro 1.679,04 1.757,00 1.596,52</p><p>Dezembro 2.123,09 2.127,81 2.224,21</p><p>Total do Fator (R) 10.862,15 11.056,13 10.269,06</p><p>Fonte: (Autoria Própria 2023).</p><p>É possível observar na tabela 4 nos valores diferentes em alguns meses para as</p><p>diferentes estações, e locais, nas propriedades Bedin e São José, a existência de</p><p>precipitações baixas quando comparadas com as demais, e em outro momento maior. Essa</p><p>ocorrência pode acarretar em alguma influência nos valores da erosividade, mas que é normal</p><p>visto que em algumas áreas pode chover mais que em outras.</p><p>Após a realização</p><p>da interpolação dos dados de erosividade no mapa, resultaram os</p><p>valores da espacialização do índice de erosividade da chuva que é expresso pela média</p><p>mensalmente (EI30) e anual (R) (tabela 5).</p><p>O comportamento da erosividade é semelhante quando comparado com a precipitação</p><p>da bacia, salvo algumas exceções dos baixos valores como relatado anteriormente. Apesar</p><p>disso, no Brasil estes fatores não possuem necessariamente uma relação direta, visto da</p><p>variabilidade climática presente no país (OLIVEIRA, 2013). Desta maneira, os períodos de</p><p>chuvas intensas acarretam maiores valores de erosividade.</p><p>Tabela 5. Valores médios resultantes de EI30 e R dos dados de precipitações das estações</p><p>meteorológicas na bacia hidrográfica do rio Caiabi.</p><p>Fator Erosividade da Chuva (R)</p><p>(MJ.mm.ha-1.hr -1 .ano-1)</p><p>Meses</p><p>EI30 (MJ.mm.ha-1.mês-</p><p>1)</p><p>Janeiro 1.846,86</p><p>Fevereiro 1.284,95</p><p>Março 1.700,21</p><p>Abril 767,35</p><p>Maio 142,25</p><p>Junho 44,34</p><p>Julho 29,71</p><p>Agosto 61,93</p><p>Setembro 166,73</p><p>Outubro 805,94</p><p>Novembro 1.670,24</p><p>Dezembro 2.164,97</p><p>Total de (R) 10.685,28</p><p>Fonte: (Autoria Própria 2023).</p><p>A diferença entre as estações seca e chuvosa é refletida pelos valores EI30 para os</p><p>diferentes meses do ano (tabela 5). O período de outubro a abril são os meses que resultaram</p><p>em maiores valores para a erosividade devido a altos valores pluviométricos, categorizada</p><p>entre alto e muito alto segundo Oliveira (2012). De maio a setembro, são períodos com os</p><p>menores índices pluviométricos, tendo como consequência menores valores para a</p><p>erosividade, sendo categorizado como muito baixo (CARVALHO et al., 2008), conforme se</p><p>visualiza o comportamento da erosividade na área de estudo (figuras 3 e 4).</p><p>No período entre outubro a março, são meses que acontece muitas atividades</p><p>agrícolas no Mato Grosso, causando alterações na superfície do solo. Estes são considerados</p><p>os períodos mais críticos, especialmente de outubro a fevereiro quando as atividades</p><p>agrícolas, como a semeadura e a colheita estão concentradas (DI RAIMO, 2018). De abril a</p><p>setembro, este período está associado à baixa erosividade, e a maioria dos solos estão</p><p>cobertos pela copa da cultura, caracterizando a fase menos crítica. No entanto, atividades de</p><p>preparação do solo e controle de plantas invasoras durante a estação seca podem causar</p><p>danos de perda de solo, com as primeiras chuvas erosivas que ocorrem em setembro</p><p>(MORAIS et al., 1991).</p><p>Figura 3. Espacialização do índice de erosividade mensal (El30) da bacia do rio Caiabi, janeiro a</p><p>junho.</p><p>Fonte: (Autoria Própria 2023).</p><p>Figura 4. Espacialização do índice de erosividade mensal (El30) da bacia do rio Caiabi, julho a</p><p>dezembro.</p><p>Fonte: (Autoria Própria 2023).</p><p>Os estados do Tocantins (VIOLA et al., 2014) e Goiás (ALMEIDA; CASAROLI, 2016)</p><p>também estão caracterizados com valores de EI30 altos e muito altos entre dezembro e</p><p>março, e valores de EI30 baixos e muito baixos de abril a setembro. Tal semelhança se deve</p><p>à uniformidade no período da distribuição das chuvas, que é proporcionada pela proximidade</p><p>entre esses estados (CARVALHO; JONES, 2009; GAN, 2009).</p><p>Di Raimo (2018) ressalta que os valores mais críticos EI30 são das macrorregiões do</p><p>Centro-Norte de Mato Grosso, especificamente municípios onde está localizada a bacia</p><p>hidrográfica em estudo. Essa região contém grandes áreas de terras agrícolas, responsáveis</p><p>por grande parte da produção de grãos do estado e, portanto, consideradas críticas. Vale</p><p>ressaltar que algumas áreas incluem a agricultura com duas colheitas por ano, e com as</p><p>intensidades de chuva tornar-se preocupante, pois o solo não estará protegido por vegetação</p><p>(LIMA et al., 2019).</p><p>O valor médio de R resultou em 10.685,30 MJ mm ha-1h-1ano-1, maior quando</p><p>comparado com o valor médio para o estado de Mato Grosso que foi de 8.835 MJ mm ha-1h-</p><p>1ano-1, segundo Oliveira (2013). Os valores elevados para R se dão para regiões tropicais do</p><p>que para regiões subtropicais. Isso é explicado pelo fato das regiões tropicais resultarem em</p><p>grandes quantidades de chuvas convectivas (de alta intensidade e de altos valores de energia</p><p>cinética das chuvas), quando comparados à climas subtropicais (OLIVEIRA, 2013).</p><p>4.2 Fator de Erodibilidade do Solo (K)</p><p>De acordo com a tabela 6 e a Figura 5 a erodibilidade (K) da área de estudo variou de</p><p>0,001 a 0,0033 t.ha.h-1.MJ-1.mm-1. Esses valores relacionam-se com os tipos de solos</p><p>encontrados na área (latossolos), visto que erodibilidade (K) é um fator que se relaciona a</p><p>uma característica intrínseca de cada classe de solo.</p><p>Tabela 6. Valores médios resultantes de K.</p><p>Fator de Erodibilidade do Solo (K)</p><p>(t.ha.h-1.MJ-1mm-1)</p><p>Meses K</p><p>Jan à Dez 0,0019</p><p>Total de (K) 0,0019</p><p>Fonte: (Autoria Própria 2023).</p><p>Os Latossolos, conhecidos como solos vermelhos, predominam no Brasil,</p><p>especialmente em regiões tropicais. O fator de erodibilidade do solo reflete a suscetibilidade</p><p>à erosão. Em Latossolos, valores baixos de K resultam de características distintas desse solo.</p><p>Esses solos exibem alta coesão e estabilidade devido à boa estrutura agregada, dificultando</p><p>a erosão causada pela água. O teor de argila contribui para uma estrutura sólida, agindo como</p><p>agente aglutinante. Perfis profundos proporcionam maior distribuição de forças erosivas,</p><p>reduzindo a suscetibilidade à erosão em comparação com solos rasos.</p><p>Pereira (2022) apresenta valores de (K) das bacias hidrográficas do município de Jataí,</p><p>localizado no sudoeste do estado de Goiás/Brasil, resultante em 0,023 a 0,0041 t/ha</p><p>MJ−1.mm−1, valores próximos ao da área de estudo, visto que essa semelhança se dá pelo</p><p>fato que ambos estados fazem parte do bioma do cerrado, e o mesmo é formando por um</p><p>mosaico de solos com diferentes profundidades, desenvolvimentos e mecanismos de</p><p>lixiviação (Cabral et al., 2005).</p><p>IMEA (2010) propôs valores de erodibilidade com o intuito de discutir de maneira mais</p><p>clara as peculiaridades para o estado de Mato grosso. Deste modo, o fator (K) resultou no</p><p>valor médio de 0,0019 t.h.ha.MJ-1.mm-1 para a área de estudo, em que podemos classificá-lo</p><p>como baixo para a erodibilidade.</p><p>Práticas de conservação do solo, como plantio direto e cobertura morta, são comuns</p><p>em áreas com Latossolos, contribuindo para valores baixos de K. A variabilidade entre áreas</p><p>de Latossolos destaca a influência de fatores locais na erodibilidade do solo. A conservação</p><p>do solo permanece vital para a sustentabilidade dessas regiões, prevenindo a perda de solo</p><p>devido à erosão.</p><p>Figura 5. Mapa do fator de erodibilidade (K) da bacia hidrográfica do rio Caiabi.</p><p>Fonte: (Autoria Própria 2023).</p><p>4.3 Fator de Comprimento e Declividade da Encosta (LS)</p><p>A partir da equação 3 fez-se o uso da calculadora raster no ambiente SIG (Qgis), em</p><p>que foi estimado valor médio (tabela 7) do fator LS.</p><p>Tabela 7. Valores médios resultantes de LS.</p><p>Fator de Declividade e comprimento de rampa (LS)</p><p>(Adimensional)</p><p>Meses K</p><p>Jan à Dez 0,77</p><p>Total de (K) 0,77</p><p>Fonte: (Autoria Própria 2023).</p><p>É visível que o fator LS não é um agente agravante na estimativa de perda de solo,</p><p>para área de estudo, tendo em vista que o mesmo resultou em 0,77, isso porque na região</p><p>amazônica existe a declividade que não é tão acentuada, pois as áreas são planas. Santos</p><p>(2013) também encontrou valor médio pequeno para o fator de LS correspondente a 0,38 para</p><p>bacia hidrográfica da Amazônica.</p><p>Galdino (2010) apresentou valores médios do fator LS, em áreas de municípios da</p><p>bacia do Alto Taquari, de 6,55 para a sub-bacia do Alto Araguaia e 3,74 para a sub-bacia do</p><p>Alto Taquari, ambos do estado de Mato Grosso. Relacionando as bacias citadas acima com</p><p>a de estudo, a diferença entre os valores é explicada pelo fato das sub-bacias do rio Taquari</p><p>estarem ligadas ao relevo mais acidentado das mesmas (EMBRAPA, 2010), conforme pode-</p><p>se verificar a distribuição espacial do fator de comprimento</p><p>e declividade na bacia (figura 6).</p><p>Figura 6. Fator de declividade e comprimento de rampa da bacia hidrográfica do rio Caiabi.</p><p>Fonte: (Autoria Própria 2023).</p><p>4.4 Fator de Uso e Manejo do Solo (C) e Práticas Conservacionistas (P)</p><p>Abaixo está representado os resultados dos valores para o fator CP para os</p><p>respectivos meses (jan à dez) e o total anual (tabela 8).</p><p>Tabela 8. Valores médios resultantes de CP.</p><p>Fator de Uso e Manejo e</p><p>Práticas Conservacionistas (CP)</p><p>(Adimensional)</p><p>Meses CP</p><p>Janeiro 0,42</p><p>Fevereiro 0,44</p><p>Março 0,35</p><p>Abril 0,42</p><p>Maio 0,42</p><p>Junho 0,55</p><p>Julho 0,63</p><p>Agosto 0,63</p><p>Setembro 0,64</p><p>Outubro 0,65</p><p>Novembro 0,64</p><p>Dezembro 0,19</p><p>Total de (CP) 5,52</p><p>Fonte: (Autoria Própria 2023).</p><p>Diante dos resultados gerados do fator CP para a perda de solo, pode-se observar que</p><p>os maiores valores são resultantes do período de chuva. Essa ocorrência esta intrinsicamente</p><p>ligada a uma série de fatores que intensificam os processos erosivos neste cenário. Neste</p><p>período possui áreas desprovidas de cobertura vegetal adequada tornando vulneráveis à</p><p>erosão, as práticas agrícolas inadequadas, como o cultivo em áreas inclinadas,</p><p>desmatamento sem medidas de conservação e manejo inadequado solo, agravam a perda do</p><p>solo durante esse período.</p><p>Nos meses de março a maio resultou em valores menores de CP, isso porque nesta</p><p>região do estado de Mato Grosso é o período do início da seca. Porém, mesmo não resultando</p><p>em valores agravantes, merecem atenção, pois neste período acontece a colheita do milho</p><p>na região onde pode ocasionar diversas questões relacionadas à perda de solo. Neste</p><p>período, o solo passa por uma desidratação devido à falta de umidade que torna a estrutura</p><p>quebradiça e suscetível à erosão.</p><p>A utilização de máquinas agrícolas pode compactar o solo, especialmente quando este</p><p>se encontra seco, reduzindo a porosidade e favorecendo o escoamento superficial,</p><p>aumentando assim o risco de erosão. Desta forma, é essencial adotar práticas de manejo</p><p>sustentáveis, com o uso de técnicas de conservação do solo.</p><p>Na tabela 9 são apresentados os dados da distribuição do uso e ocupação do solo e</p><p>seus respectivos percentuais relacionados à perda de solo. Dentre todos, o mês de outubro</p><p>se refere à classe de solo exposto caracterizado pelo maior percentual quando comparado</p><p>com os demais, isso porque neste período acontece do plantio da soja em quase todo o estado</p><p>de Mato Grosso, e desta forma gera preocupações significativas relacionadas à perda de solo,</p><p>especialmente na ausência de práticas adequadas de manejo, problemas como o preparo</p><p>intensivo do solo, a falta de cobertura vegetal estabelecida, a compactação do solo devido ao</p><p>tráfego de maquinário agrícola e a perda de cobertura vegetal devido a queimadas,</p><p>contribuem para a vulnerabilidade do solo à erosão.</p><p>Desta forma, para mitigar estes problemas, é crucial implementar práticas agrícolas</p><p>sustentáveis, incluindo o uso de técnicas como plantio direto, cobertura morta, rotação de</p><p>culturas e outras estratégias de conservação do solo. Essas medidas são essenciais para</p><p>preservar a saúde do solo e reduzir os impactos adversos da erosão.</p><p>Tabela 9. Distribuição do uso e ocupação do solo na bacia hidrográfica do rio Caiabi em relação a</p><p>perda de solo.</p><p>Classes Temáticas</p><p>Meses</p><p>Mata Nativa Cultura/Pastagem Solo Exposto Água Área Urbana</p><p>(ha) (%) (ha) (%) (ha) (%) (ha) (%) (ha) (%)</p><p>Jan 14.975,01 30,12 15.045,30 30,27 18.893,88 38,01 345,1 0,69 447,8 0,90</p><p>Fev 17.394,84 34,99 11.521,26 23,17 20.235,51 40,71 105,5 0,21 449,9 0,91</p><p>Mar 14.880,42 29,93 18.902,34 38,03 14.783,31 29,74 707,2 1,42 433,7 0,87</p><p>Abr 13.770,90 27,70 22.098,42 44,46 12.911,22 25,97 519,4 1,04 407,1 0,82</p><p>Mai 13.770,18 27,70 21.746,70 43,75 13.087,17 26,33 647,8 1,30 455,1 0,92</p><p>Jun 14.583,51 29,34 8.541,99 17,18 26.026,29 52,36 143,3 0,29 411,9 0,83</p><p>Jul 14.584,50 29,34 4.187,25 8,42 30.242,88 60,84 267,3 0,54 425,1 0,85</p><p>Ago 15.774,93 31,74 2.443,50 4,92 30.658,95 61,68 374 0,75 456,7 0,92</p><p>Set 13.725,99 27,71 4.365,81 8,78 30.740,67 61,84 461,6 0,93 412,9 0,83</p><p>Out 17.196,03 34,59 40,68 0,08 31.742,73 63,86 286,1 0,57 441,5 0,88</p><p>Nov 14.552,55 29,28 3.711,60 7,47 30.750,75 61,86 250,5 0,50 441,6 0,88</p><p>Dez 17.111,43 34,42 25.574,76 51,45 6426,81 12,93 141,8 0,29 452,3 0,91</p><p>Fonte: Autoria Própria (2023).</p><p>Esta distribuição do uso e ocupação do solo pode ser melhor visualizada nas Figuras</p><p>7 e 8, em que se constata mensalmente a ocupação e uso do solo, e consequentemente a</p><p>atividade desenvolvida.</p><p>Não se buscou implementar diferentes práticas conservacionistas neste estudo (P=1),</p><p>para poder identificar as piores condições de uso associado a outros fatores do cálculo da</p><p>perda de solo, pois assim identifica-se melhor as áreas mais suscetíveis aos usos atuais</p><p>(avaliação espacial) e também os meses que mais contribuíram para as perdas de solo</p><p>(avaliação temporal).</p><p>Figura 7. Mapa de uso do solo e fator CP da bacia estudada de janeiro a junho.</p><p>Fonte: Autoria Própria (2023).</p><p>Figura 8. Mapa de uso do solo e fator CP da bacia estudada de julho a dezembro.</p><p>Fonte: Autoria própria (2023).</p><p>4.5 Estimativa da Perda de Solo (A)</p><p>Os fatores relacionados com a erosividade das chuvas (R), a erodibilidade do solo</p><p>(K), a topografia (LS) e o uso do solo e as práticas conservacionistas (CP) expressem</p><p>respectivamente a sensibilidade da paisagem e aos processos erosivos. Na tabela 10 estão</p><p>representados os respectivos valores da perda de solo para a área de estudo.</p><p>Tabela 10. Valores médios da Perda de Solo (A)</p><p>Perda de Solo</p><p>(t.ha-1.ano-1)</p><p>Meses A</p><p>Janeiro 1,05</p><p>Fevereiro 0,73</p><p>Março 0,84</p><p>Abril 0,37</p><p>Maio 0,06</p><p>Junho 0,04</p><p>Julho 0,03</p><p>Agosto 0,05</p><p>Setembro 0,15</p><p>Outubro 0,68</p><p>Novembro 1,43</p><p>Dezembro 0,65</p><p>Total (t.ha-1. ano-1) 6,07</p><p>Fonte: (Autoria Própria 2023).</p><p>Estes dados representam as perdas médias mensais / anuais de solo para a área de</p><p>estudo. Deste modo, é nítido que existe uma relação com o uso e ocupação do solo e a</p><p>precipitação do local quando se trata da perda de solo. Isso porque os meses referentes de</p><p>abril a setembro apresentaram menores valores (período de seca na região), desta forma, não</p><p>havendo a presença das chuvas será menor a suscetibilidade para perda de solo.</p><p>Da mesma maneira, as áreas que estão na transição de pastagem/cultura para solo</p><p>exposto, são as que apresentam maiores perdas de solo, justamente pelo fato do solo não</p><p>possui nenhuma cobertura vegetal e com chuvas intensas, faz com que haja o</p><p>desprendimento do solo, provocando erosão laminar, desta forma, carreando o solo.</p><p>Di Raimo (2019) ressalta na região centro-norte do Mato Grosso (região localizada a</p><p>área de estudo), possui valores de classes média e baixa, 60,70% e 31,09%, respectivamente</p><p>na frequência dos valores do potencial por erosão natural (NEP). Embora os níveis do</p><p>potencial por erosão natural da habitação nas regiões centro-norte sejam geralmente baixos,</p><p>as concentrações em culturas anuais requerem implementação de atividades de conservação</p><p>do solo e da água.</p><p>Segundo Pires & Souza (2013), utilizando um processo mecanizado para culturas</p><p>anuais, o potencial de erosão aumenta, pois causa aumento na compactação do solo,</p><p>impermeabilização da superfície e, portanto, aumento do escoamento superficial. Estas áreas</p><p>devem ser aconselhadas a adotar medidas que minimizem a erosão, tais como plantio</p><p>mínimo, a plantio direto, a rotação de culturas e a limitação das operações de lavoura a</p><p>condições adequadas de umidade do solo para área.</p><p>Nas Figuras 09 e 10, as imagens apresentam mapas mensais referentes à perda de</p><p>solo para a bacia hidrográfica do rio caiabi.</p><p>Já a figura 11 ilustra a perda de solo referente ao mês de novembro, em que resultou</p><p>no maior valor médio (1,41 t.ha-1. ano-1). Este período representa o início da safra da soja no</p><p>Mato Grosso, visto que neste mês</p><p>a planta está na fase inicial, à cobertura vegetal ainda não</p><p>estão completamente estabelecidas, as raízes podem ainda não estar totalmente</p><p>desenvolvido, o que pode resultar em uma menor capacidade de retenção solo e, além disso,</p><p>torna o solo mais suscetível à erosão, especialmente em áreas com declividade significativa</p><p>(HERNANI; FABRICIO, 1999). Ainda sobre esse mês, pode-se verificar que a região que</p><p>apresenta maiores perdas é caracterizada ao sul da bacia (nascente), isso porque há diversos</p><p>fatores relacionados, como, as atividades humanas, a expansão agrícola, urbanização e</p><p>práticas agrícolas inadequadas, em que combinado esses fatores, tornam as nascentes mais</p><p>suscetíveis à perda de solo.</p><p>Na figura 12 visualiza-se o mapa referente à perda de solo total anual para a bacia</p><p>hidrográfica do rio Caiabi.</p><p>Enfim, faz-se uma análise geral e pode-se dizer que a precipitação é uma das</p><p>principais causas da erosão do solo, dada os diversos mapas analisados. Neste contexto, o</p><p>impacto das características das chuvas na erosão do solo é uma das principais preocupações</p><p>na investigação sobre conservação do solo. Sabe-se que alguns eventos de chuva muito</p><p>intensos são responsáveis por grande parte da erosão do solo e do transporte de sedimentos</p><p>(GONZALEZ-HIDALGO et al., 2007). Portanto, estimar a erosividade das chuvas pode ajudar</p><p>a prever melhor a erosão do solo.</p><p>Assim, o uso do solo de maneira não conservacionista traz inúmeros impactos ao</p><p>ambiente, envolvendo redução da biodiversidade, degradação dos solos, assoreamento dos</p><p>cursos hídricos, entre outras. Em estudo realizado por Pereira (2022), foi verificado que o uso</p><p>de práticas conservacionistas, como manutenção da cobertura vegetal, gerou resultados</p><p>significativos e positivos quanto à diminuição do desprendimentos das partículas do solo.</p><p>Figura 9. Mapa de perda de solo da bacia do rio Caiabi, janeiro a junho.</p><p>Fonte: Autoria Própria (2023).</p><p>Figura 10. Mapa de perda de solo da bacia do rio Caiabi, julho a dezembro.</p><p>Fonte: (Autoria Própria 2023).</p><p>Figura 11. Mapa de perda de solo da bacia do rio Caiabi para o mês de novembro.</p><p>Fonte: Autoria Própria (2023).</p><p>Figura 12. Mapa de perda de solo da bacia do rio Caiabi.</p><p>Fonte: Autoria Própria (2023).</p><p>5. CONCLUSÃO</p><p> Com o uso da equação da USLE, foi possível estimar a perda de solo para a</p><p>área da bacia hidrográfica do rio Caiabi, em que resultou no valor médio de</p><p>6,07 t.ha-1.ano-1.</p><p> O período de outubro a fevereiro é considerado o mais crítico em relação a</p><p>perda de solo, sendo o mês de novembro o pior, devido aos elevados valores</p><p>da erosividade juntamente com a presença de áreas expostas durante as</p><p>épocas de plantio e colheita.</p><p> K e LS foram os fatores que resultaram em menores suscetibilidade para perda</p><p>de solo, com valores médios de 0,0019 t.ha.h-1.MJ-1.mm e 0,77,</p><p>respectivamente.</p><p> Considerando que as maiores taxas de perda de solo resultaram nos meses</p><p>de novembro à março, é importante que a avaliação espacial da bacia</p><p>hidrográfica seja mais criteriosa para o fator C.</p><p>6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>AGASSI, M. Soil erosion, consertion and rehabilitation. 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